O esforço sempre leva ao sucesso. Será? Eu sou uma pessoa que eu acredito muito no esforço.
Eu gosto de me esforçar. Gosto de ver as pessoas sendo caprichosas nos seus trabalhos. Gosto de ver a dedicação das pessoas em ação.
Mas eu mesma já lidei com um sentimento muito amargo, muito ruim de me esforçar além do que eu poderia e às vezes não ter o resultado, o objetivo alcançado como eu gostaria. E isso me gera uma frustração muito muito grande. Então, nesse vídeo, a gente vai falar justamente sobre isso, vai refletir sobre essa ideia de será que o esforço sempre vale a pena.
E aqui já tem, né, um spoiler assim, sempre e nunca. São frases, são palavrinhas que é importante a gente ter uma luzinha de alerta. Então, será que o esforço sempre vale a pena?
Quando que o esforço pode ser prejudicial? Mas ele nem se esforçou. Eu pedi ajuda das pessoas lá no Insta para conversar sobre essa ideia do esforço.
Será que o esforço sempre vale a pena? E as crenças que as pessoas tinham sobre esforço. Eu vou ler algumas que me chamaram atenção.
Tentei muito fazer o genitor participar da fase bebê do filho. Ele tem 8 meses, mas o genitor não se interessa. Um coraçãozinho partido.
Esforço em demasia por anos para mudar de vida, mas esse resultado não necessariamente vem. Fazer o quê? É uma pergunta mesmo, né?
Fazer o quê? É fazer além do que pode para agradar, para manter uma relação. Por exemplo, aqui ela diz que o esforço é algo além do mínimo, do básico.
Energia, dedicação, persistência em algo além da média. Então, o esforço seria sair desse médio, né? Realmente colocar uma energiazinha a mais.
Cansativo, dor. Hoje reflito que esforço demais é falta de estratégia, conhecimento. Aqui a gente já vai chegando mais pra essência desse vídeo.
Penso que ele é subestimado e lamento que eu não tenho tanto. Tem como desenvolver? Tem como a gente se desenvolver e se tornar alguém mais esforçado?
E aí talvez vai ter a ver com resiliência, vai ter a ver com outras habilidades, né? Não consigo me esforçar pela minha vida profissional, porque não consigo definir o que fazer. Penso que as coisas podem ser conquistadas sem tanto esforço.
Aqui ela já vai falar sobre um ponto importante que é o esforço não é tudo. É importante a gente pensar sobre isso, né? Às vezes quando a gente se esforça em excesso, a gente se coloca no centro como o único pilar daquele sucesso, por exemplo.
E aí a gente esquece que existem outras variáveis. Então, no resultado final, como se fosse uma matemática, né? O resultado final, a equação, ela vai contar com outros fatores, outros elementos aí no meio.
O esforço também, mas não só. Muitas vezes a gente tem essa fantasia, a gente compra, né, socialmente nos é vendida essa ideia de que muito esforço vai ser capaz de nos dar o resultado final. E gente, é só pensar, né, na explosão aí, no surto quase coletivo, que é a quantidade de coachs, a quantidade de pessoas, de mentores, de formadores de opinião que vendem uma ideia de que todo mundo pode se tornar milionário, né?
E a gente sabe que não é bem assim, não é tão fácil assim, não é só uma questão de esforço, né? a própria questão do empreendimento. Todo mundo agora vai empreender, todo mundo agora vai fazer, vai dar nó em Pingo d'água, né?
E vai ficar super rico. Basta se esforçar, basta ter um celular e um Instagram, né? Talvez não seja bem assim.
Penso que o esforço é tudo que precisamos mover para realizar algo, tempo, dinheiro, atenção, etc. Quanto menos tivermos daquele recurso, mais consideramos que o esforço foi alto. A partir disso, temos que pensar o que vale nosso esforço, todos esses recursos e o que não vale.
Eu adorei essa forma que ela colocou. Então, o esforço seria assim: "Olha, eu tenho muito dinheiro e tenho mais facilidade com relação a algumas coisas, por exemplo, posso ir de carro pro trabalho, não preciso me esforçar de pegar ônibus ou andar a pé e tal, mas talvez eu tenha menos disciplina com relação a algo, ou talvez eu tenha menos atenção, talvez eu tenha um transtorno mental para dar conta, então eu preciso me colocar um pouco mais de esforço naquilo que eu não tenho aquele aquele recurso tão disponível. Eu gostei da forma que ela enxerga o esforço.
Esforço é doação. Algumas vezes, mesmo sendo um esforço, não é algo pesado. Gostei também dessa forma de ver o esforço para ela que seria como uma doação e ela complementa.
E quando não correspondido, temos a nos tornar pesados e pesar nosso relacionamento. Conseguimos fazer com leveza, mas acredito que algumas vezes se espera uma reciprocidade, fazer algo que foi pedido mais tempo, hora extrafo. Se não doer, não é esforço.
Esforço é necessário, mas sacrifício não. Ela já di diferenciaria o esforço e sacrifício. Esforço e doação.
Realização que exija a comunicação e resultados externosíveis à visão do outro, sem o resultado esperado tem a ver com alguma expectativa externa. Esse esforço deve ser expressado, perceptível aos olhos dos outros, senão será em vão. Penso que é algo que criamos o significado na infância.
Vivemos uma cultura que o esforço sem limites é algo valorizado. Tenho a impressão que algumas pessoas entendem o esforço como algo use sem moderação. Eu concordo com ela.
Sem estratégia pode gerar cansaço e a gente vai falar disso. E por fim, quero ler uma que tem a ver com relacionamento. Sinto que me esforço muito para ser uma ótima amiga.
Faço questão de estar perto, convido para sair e eles vão. Mas parece que se eu não convido a gente a gente nunca faz nada. É como se eu me esforçasse sozinha para manter um vínculo.
Me sinto desvalorizada. Então aqui a gente tem a falta de reciprocidade, né? E só uma pessoa buscando e aí ela se sente mesmo se esforçando demais, né?
Se esforçando sem essa balança tá mais ou menos equilibrada, né? Na questão da dedicação com relação à aquele relacionamento. Eu achei essas respostas incríveis e eu quero também saber de ti.
O que que tu pensa sobre esforço? Deixa aqui nos comentários a tua opinião ou constrói um raciocínio agora sobre o que que tu entende sobre esforço e a gente vai seguir aqui no desenrolar dessa nossa conversa. Se a gente não se conhece, deixa eu me apresentar.
Eu sou a Ana Straight, eu sou psicóloga, sou mestre em psicologia e saúde, especialista em terapia cognitivo comportamental, terapeuta do esquema, tenho muito experiência na prática clínica da psicologia e eu falo sobre conteúdos que buscam tornar a nossa vida e os nossos relacionamentos mais leves e também mais facilitados dentro do que a gente pode, né? Porque nem sempre a gente pode muito. E nesse vídeo a gente vai levantar aqui algumas hipóteses, algumas reflexões sobre o esforço.
Então a gente tende a pensar que quanto mais esforço, mais a gente tem resultados. E isso é uma mentira. A gente vai entender mais sobre essa questão com alguns conceitos que eu vou compartilhar aqui.
Mas isso pode ser muito, muito frustrante, especialmente nos relacionamentos, como essa última resposta que eu li, mas também nos aspectos profissionais. Então, o esforço ele não garante o resultado. O esforço por si só ele não dá conta da gente conseguir aquilo que a gente almeja.
Então, por exemplo, eu posso ter me esforçado muito para passar numa prova, daqui a pouco a prova saiu lá com algumas surpresas, com algumas outras coisas ou talvez algo que não tava no meu controle aconteceu. Por exemplo, eu ter tido uma dor de barriga porque eu fiquei nervosa e eu não consegui, enfim, ter um desempenho melhor ou sei lá, do meu lado na prova tava uma pessoa que tava batendo o pé, fazendo mais barulho. Eu não consegui me concentrar, por mais que eu tivesse estudado muitos meses, me preparado muitos meses para aquela prova.
Então, o esforço ele é muito importante, mas a gente precisa ter compaixão, precisa ter flexibilidade mental de pensar que ele não é tudo, porque senão a gente vai ser ignorante. E ignorância no sentido de eliminar fatores que são cruciais na soma do todo. O esforço tende a valer muito a pena.
É o esforço contínuo. O que que é esse esforço contínuo? Não é um esforço sem medida, não é um esforço impensado, não é um esforço de simplesmente botar tudo lá e com tudo, né?
O esforço contínuo, ele é um esforço que ele vai levar em conta o tempo, obviamente, mas além do tempo, esse esforço ele vai fazendo correções. Então, junto com o esforço, a gente tem o tempo e esse tempo como algo essencial para que a pessoa corrija o que precisa ser melhorado. Então, qual que é o ponto aqui desse esforço contínuo?
Eu vejo o que eu tô fazendo, eu vou me aperfeiçoando, eu vou tendo ajudas no processo, eu vou corrigindo o que precisa ser melhorado. Por exemplo, na prova eu me preparei com os conteúdos técnicos, eu estudei, eu fiz resumo e aí chegou lá com um dia, eu fiquei muito nervosa e não consegui acionar, não consegui acessar os conteúdos que eu tinha estudado. Então, tá na hora talvez de eu me preparar mais e usar algum outro recurso de respiração, de autranquilização dentro do que eu posso, dentro do que tá no meu controle.
Então, o esforço contínuo, ele foi usado, por exemplo, pelo Michael Jordan na carreira dele, que foi se aperfeiçoando ao longo do tempo. E é claro que nesse esforço a gente tem um papel importante da persistência e da resiliência, mas a gente não tá contando só com o esforço, a gente tá contando com outros elementos importantes e cruciais. Um exemplo, se eu sou alguém que preciso trabalhar a minha comunicação, ao invés de eu só me esforçar sozinha para falar melhor, para falar de uma forma mais conectada, mais amorosa, daqui a pouco eu tenho um problema de sempre explodir nas minhas relações.
Ao invés de me cobrar, de me punir, de me torturar e me exigir só me esforçar na próxima vez, me esforçar mais ou prometer que eu vou me esforçar mais, eu fazer algum ou outro treinamento de comunicação, eu buscar ajuda para melhorar minha comunicação, eu me relacionar ou buscar inspirações de pessoas que também buscam se trabalhar, que são modelos com relação à sua comunicação. não tô sozinha nessa melhora ou vou ler mais livros sobre isso, vou realmente buscar me aperfeiçoar para que na hora essa habilidade ela possa ter mais ajuda do que simplesmente o meu esforço. Nos relacionamentos também tô tendo dificuldade no meu relacionamento amoroso.
Ao invés de eu só me melhorar ou eu só esperar que o meu parceiro, minha parceira melhore, a gente daqui a pouco vai lá e busca uma terapia de casal. Se essa terapia de casal não tá ajudando como a gente gostaria, eu busco uma outra. eu vou corrigindo o que precisa ser corrigido até que eu consiga est próxima desses objetivos ou mais próxima do que eu espero.
Um outro conceito importante pra gente pensar o esforço é o princípio de Pareto. O que que é esse princípio, né? Basicamente 80% do resultado viria de 20% de esforço.
Um exemplo aqui bem amargo é que alguém que estuda, sei lá, 12 horas por dia sem uma técnica que seja eficiente, que vai ajudar ele a reter a informação, pode talvez memorizar menos ou ter um resultado pior do que alguém que tá estudando, sei lá, 3 horas por dia com uma técnica que realmente funcione para aquela pessoa e que traga mais resultados para aquela pessoa. Então, claro que não é a gente buscar uma bala de prata, mas a gente poder fazer esses ajustes finos para ter esses 80% de resultado com 20% do nosso esforço. E aqui tem uma questão bem importante pra gente se avaliar, que é a gente às vezes não conseguir priorizar as coisas na nossa vida.
Então, a gente quer ser bom em tudo, a gente quer se esforçar para dar conta de tudo e aí no fim a gente não tá sendo eficiente ou não tá vendo resultados em nada do que a gente faça. Além de tudo isso, como algumas pessoas comentaram nas suas respostas ali, né, nas suas reflexões, a gente vive uma cultura que romantiza e que exala o esforço, até é chamada de huster. Com isso, obviamente, a gente tá num surto aí de burnout.
A gente tem pessoas que trabalham em excesso e a gente sabe que às vezes ficar mais tempo no trabalho não é garantia de melhores resultados. Então, às vezes, a pessoa descansada, a pessoa que comeu bem, a pessoa que treinou, que dormiu bem, ela vai ter um desempenho muito melhor do que aquela que tá lá na frente do computador horas e horas seguidas. Às vezes a cabeça até nem funciona, né, como precisaria para que ela tenha um resultado como a empresa tá exigindo ou como ela mesma, né, daqui a pouco gostaria de ter.
Vai aparecer aí algumas imagens de notícias com relação ao burnout para que a gente possa ver aí, né? Segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho, cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com burnout. Isso posiciona o Brasil como o segundo país com mais casos diagnosticados no mundo.
Em 2023, 421 trabalhadores foram afastados de suas funções devido ao burnout. Isso representa o maior número de afastamento nos últimos 10 anos no país, conforme os dados do INSS. Na Alemanha, estima-se que entre 5 a 7% dos adultos alemães sofrem de burnout, resultando num custo econômico anual de aproximadamente 14.
6 bilhões de euros. Na Austrália, os dados mostram que um a cada dois australianos é afetado por burnout, tornando esse o país que é mais impactado pela síndrome em todo o mundo. Então, a gente já tem aí na manga algumas cartas que nos ajudam a ter uma reflexão maior sobre o esforço.
E além disso, é importante a gente saber a hora de desistir e a hora de continuar insistindo em algo, seja profissional, seja um objetivo pessoal, seja num relacionamento. É claro que não existe uma hora certa, não existe algo que vai nos dar uma resposta perfeita, uma garantia, mas existem alguns indicativos que podem nos mostrar se a gente ainda continua insistindo ou se é hora de desistir, mudar o rumo e fazer uma nova empreitada. Para isso, a gente vai precisar olhar muito para dentro, pros nossos limites e para o que tá custando esse esforço na nossa vida.
Assim como eu falei, não existe uma resposta certa, mas a gente pode sim se conectar com a gente mesmo e entender se a gente tem ainda um pouco mais para dar e se a gente tá disposto a pagar o preço de uma possível frustração. E já contei algumas vezes que eu tive bastante dificuldade para amamentar. Eu consegui fluir na amamentação exclusiva do meu filho ali pelos dois meses dele.
Então, foram dois meses corrigindo, tendo que curar algumas coisas que eu tive, como por exemplo mastite, candidias e mamária, algumas situações da pega, da forma que ele mamava mesmo. Então eu persisti na amamentação, mas não só pelo meu esforço, não só de aguentar o desconforto, aguentar a dor, eu persisti fazendo esses ajustes com profissionais, tomando medicação, fazendo algumas coisas ao longo do tempo. Então não foi um esforço pelo esforço só de aguentar a dor, enfim, né?
Me silenciar. E além disso, eu sempre ia me perguntando, eu consigo um pouco mais ou eu não consigo? Tinha uma coisa que eu pensava para mim que era eu nunca desistia no dia.
Então eu sempre pensava assim, por mais que eu tivesse plena vontade de desistir, de amamentar, então eu tava num dia assim, não, eu vou desistir, eu não aguento mais. Eu nunca desistia naquele dia. Eu sempre parava e pensava para mim, tá?
Se amanhã eu ainda tiver com esse desejo de desistir, eu desisto, mas hoje eu vou aguentar um pouco mais. Então eu sempre pensava assim, se no dia depois, no dia seguinte, eu ainda tivesse certeza que eu queria desistir, aí eu desistiria. E o que que acontecia?
Eu tinha momentos que eu queria jogar a toalha, que eu queria desistir, mas aquilo ali era por uma frustração pontual, era por algum desconforto, era por uma irritação daquele momento. Isso passava ou amamentava ou eu tive tinha algum outro alguma outra esperança que vinha. E aí eu, né, voltava ali a querer amamentar, a querer corrigir esses ajustes ao longo do tempo.
Então não foi algo que durasse dois dias seguidos, por exemplo, né? Então era um norte que eu conseguia ter de mim mesma. E claro que isso aqui foi algo muito pessoal que funcionou para mim, mas cada um precisa entender de si, né?
Eu consigo um pouco mais ou será que eu desisto? E às vezes desistir também nos ajuda a ter essa clareza, né? Às vezes, claro, tem coisas que a gente desiste, são irreversíveis, mas tem algumas outras que a gente desiste e a gente consegue depois ajustar ou retomar e aí a gente tem mais clareza sobre o todo daquela situação.
Um outro exemplo aqui que eu fiquei pensando sobre o esforço é a gente se esforçar muito para ser gostado por alguém. Então vamos inverter essa lógica e pensar assim: pensa em alguém que tá se esforçando muito para ser tua amiga ou alguém que tá se esforçando muito para sair contigo. Não dá uma situação esquisita.
Às vezes a pessoa tá se esforçando muito, parece que ela se desconecta daquilo ali, parece que fica chata demais, parece que daí sim a gente quer repelir a pessoa. Então às vezes a gente tem que ter esse cuidado também, esse bom senso, né? Nem tudo é na base do esforço.
É só pensar assim, ah, na época do colégio lá tem um crush que tá a fim de ti e se esforça, se esforça, se esforça. Isso chega a dar uma sensação esquisita. às vezes é reversível e a pessoa consegue mesmo conquistar a outra e às vezes pode afastar.
Então o esforço nem sempre compensa. É importante a gente ter essa clareza diante do quanto a gente vai se esforçar e de como, né? Não só fazer uma coisa na base da teimosia, mas às vezes ajustando a estratégia, mudando, usando a cabeça para que a gente possa ter o resultado que a gente espera.