fiz diferente aqui mas acho que vai dar certo então agradeço então a permissão para eu gravar e vou continuar me apresentando e depois queria o vídeo vocês também então sou Camila Sou psicóloga da casa de Marias eh não sei se vocês conhecem a casa de Marias é um um grupo de foi né foi criada por um grupo de mulheres majoritariamente psicólogas negras Hoje nós estamos em um grupo de quase 30 psicólogas e eu faço parte da vice-direção da da casa então nós fomos convidadas pela Fundação T Setuba para que façamos um levantamento do das necessidades
em cuidados de saúde mental observadas no território então a gente tá no momento de conhecer o território conhecer os dispositivos conhecer os profissionais que atuam lá de modo bem amplo realmente então nós já conversamos com com os profissionais da da educação né Nós somos nas na escola que tem escola estadual n Nós visitamos a se a Ci nós conversamos com os funcionários do galpão ZL que nós estamos diretamente ligadas a eles e nós fizemos uma conversa rápida também com com a diretora do da UBS então a gente tá fazendo algumas visitas ouvindo essas pessoas esses
profissionais e ouvindo também as pessoas né as pessoas que frequentam o galpão e as que também não frequentam gão por alguma razão mas que estão ali no território porque a ideia é que não somente os frequentadores do calão seja atendidos sejam escutados mas todos ali do do território então né O que foi passado para nós é que vocês da rede sul fizeram ou fazem não não ficou muito bem explicado fizeram um trabalho semelhante a a esse de levantamento ou de atendimento então eu queria ouvir de vocês como é que foi como é que tá sendo
essa experiência O que que vocês observaram que seja importante pra gente compartilhar de repente para que né possamos dar continuidade ou então para que possamos percorrer um caminho diferente que vocês fizeram e que de repente não deu certo por alguma razão então seria uma conversa bem bem livre mesmo só pra gente trocar essas ideias [Música] realmente a gente está no vai fazer do 3 anos 3 anos foi desde o último ano da pandemia né a gente chegou também a convite da Tid também que ela tava muito preocupada com as questões de saúde mental e de
violência né da violência na no território eh durante e após a pandemia eh e aí a gente começou a nossa escuta com as guardiãs de forma online eh não sei se vocês já chegaram a falar com as guardiãs né mulheres no território se aizar e tal eh e a gente vai fazendo escutas com elas sobre o que que elas têm visto quem elas estavam vivendo ali no território como moradores e como guardiãs e foi ficando muito claro para a gente que a gente precisava est lá para entender do que elas estavam falando né Elas convocavam
muito a gente eh e aí assim que abriu a pandemia a gente foi para lá continuar essa escuta com essas mulheres presencialmente eh eh nessas primeiras escutas elas foram falando muito dessa questão da Fome do aumento do uso de drogas da violência doméstica eh e mas também muito sobre como é ser mulher no território né elas foram falando assim de violências que elas sofriam enquanto trabalhavam de demandas que recebiam dos próprios vizinhos e Moradores e a gente foi entendendo o que elas eh que aqueles aquela escuta foi se constituindo num grupo de de troca num
grupo terapêutico mesmo onde elas falavam mais do lugar de ser mulher no lapena do que só guardiã né ser guardiã tem a ver com ser mulher também né Elas não foram falando de como eh participar das guardiães foi trazendo elas para um outro lugar eh dentro do bairro né de eh de possibilitar trabalho possibilitar sair de casa ter uma rede de cuidado inclusive com os filhos né de se sentir valorizada visibilizada poder eh eh trabalhar para para si né e pros outros eh e enfim aí com o tempo esse se tornou um grupo de mulheres
do lapena a gente mudou o nome é um grupo era um grupo aberto eh E esse grupo existe até hoje eh el foi um grupo com muita variação né de de qud de pessoas assim a gente passou por muitos temas nesse nesse tempo eh Uma das coisas que a gente percebeu assim é que a partir do momento que a gente tentou formalizar esse grupo né de ter um cadastro de preenchimento eh como que chama um formulário né da inscrição as pessoas não foram mais né Eh então isso é uma questão né Uma das coisas que
a gente foi percebendo assim é que as os projetos no galpão e no no lapena no geral eles TM um tempo de de duração muito curta eh e aí nesse sentido um grupo de 2 anos é algo bem novo assim eh e que diz respeita a esse esvaziamento também né Eh mas enfim me apreciei né acho que a gente foi também entendendo assim que muitas mulheres no início não poderiam não podiam estar no grupo por conta dos filhos né elas tinham que cuidar da casa tinham que cuidar dos filhos não só delas mas de outras
pessoas e aí a gente constituiu um grupo de crianças também inicialmente era um um um grupo de acolhimento assim não era necessariamente um grupo terapêutico a gente tá pensando ainda como fazer eh mas aí a gente percebeu que ele não servia de fato como um apoio para todas as mulheres que diziam que era esse impedimento para estar no grupo e aí ele se constituiu num grupo terapêutico paraas Crianças mesmo é no mesmo horário do das mulheres eh mas ele não serve mais como um grupo de apoio ele é um grupo independente né Eh o Thiago
e a a Maria Fernanda eles coordenam um grupo de crianças acho que tem bastante coisa bem interessante assim que fala sobre eh mas acho que eu vou só falar um pouco por cima dos projetos que a gente tem já E aí a gente aprofunda né Eh bom E aí acho que depois de um ano mais ou menos no galpão fazendo o grupo de crianças e o grupo de mulheres eh a gente percebeu que nem todo mundo acessava o galpão né existe uma divisão assim que os próprios moradores vão falando sobre acessos no território né e
o galpão é um dos lugares que aparece para muitas pessoas como um lugar eh inacessível quase né a gente vai ouvindo muito de uma uma Suspicious ade entre si então o grupo também é uma questão eh né de falar sobre coisas muito íntimas com pessoas que você convive ali o tempo inteiro né e o galpão ele parecia que se tornava um lugar assim de quem acessava esses privilégios quem acessava esses cursos não era um lugar para todos e aí a gente foi pensando como consegui ouvir pessoas que não acessavam o galpão por essa ou por
qualquer outro outra razão e E aí a gente foi refazer a escuta com todo mundo e E aí criou um novo dispositivo na porta do semei Ali e onde a gente eh ouvia os pais as eh as crianças né a gente entendeu que ali é um lugar onde todo mundo do bairro frequenta então a gente ficou com esse dispositivo por algum tempo também ouvindo as famílias eh e aí agora esse semestre a gente transformou isso também no trabalho no semel em um grupo com as professores a gente foi entendendo também que era necessário fortalecer ali
o a equipe né o CMEI eh elas TM um vínculo muito grande com as famílias né a gente chegou no ci Exatamente porque elas diziam que elas recebiam muitas demandas que outros serviços não não recebiam muito nessa coisa de procurar um apoio alguém para conversar um desabafo no conselho coisas pontuais mas também coisas que tavam sobrecarregando muito equip e a gente entendeu que tinha uma demanda de saúde mental também da equipe do semen eh acho que que eu Ass resumo assim dos projetos que dos dispositivos que a gente foi criando lá tem mais algum gente
teve algumas outras coisas também é tem isso os grupos que a gente fez na escola mas isso não tá mais acontecendo ah a gente teve os grupos na escola também no começo com com adolescentes e crianças lá no Pedro Moreira esse ano a gente não conseguiu eh restituir o Teve alguma mudança de direção lá mas parece que tá o favela de psicanálise tá fazendo um trabalho com eles também é junto com spvv uhum eh eh então que eu entend acho que a gente fo pensando várias coisas em relação às enchentes a época né que a
gente não conseguia est lá para atender outros percalços assim mas acho que aí eu vou tá então do tempo você estão lá 3 anos e foram formados então esses três grupos grupo de mulheres o grupo de crianças e de professores da ci esses grupos eles estão ativos eles estão em funcionamento é isso ah perfeito isso tá E e todos vocês são psicólogos psicólogas tá então quem coordena o de crianças é o thgo e a Maria Fernanda isso tá isso e esses grupos os outros grupos a Fernanda e Bianca o de mulheres e o da dos
professores a gente tem dois grupos de professores aí é um é eu e o Tiago e o outro é a Bianca e a Maria fern tá E eles T encontros periódicos ou são encontros e entende que tem uma necessidade e forma o grupo eles acontecem com uma frequência marcada já eles são semanais semanais os do semis são quinzenais É tá é a gente intert ah porque são dois né mas tem algumas outras Uhum mas tem algumas outras coisas que vão acontecendo nesse meio dos dispositivos também né assim acho que tem pessoas que a gente atende
pontualmente por exemplo que a gente atendia na porta ou que sai tem uma pessoa que eu atendo também que ela era do grupo de mulheres e aí ela foi pro dispositivo da porta que é onde a gente fazer escutas mais pontuais assim eh e aí às vezes assim a gente se encontra na rua e aí para para conversar às vezes ela manda mensagem querendo sabe marcar um horário eh tem esses essas coisas também que vão acontecendo não é exatamente um dispositivo formal mas é um espaço de estuda transitórios né Eh que são eh de pessoas
também que não conseguiram muito eh ficar nos grupos por diversas razões mas que não tiveram um vínculo com a gente uhum esse dispositivo da porta ele funciona ainda ou não não desculpa você sei a falar mas falar um pouquinho também porque eu entrei esse ano né A Feia e a Maria Fernanda já estavam nesse trabalho desde o início cala lá no final da pandemia e o dispositivo da porta O que foi acontecendo é que no começo tinha uma demanda importante né Então as pessoas acessavam paravam para conversar que a ideia é que a gente tava
literalmente na porta e a gente oferecia uma escuta ali né Eh e muitas vezes essa escuta ela vinha demandava também Cuidado para alguma outra pessoa então para uma criança ou para alguém da família né Eh e isso ia se desdobrando na semana seguintes em outros atendimentos Mas o que aconteceu no começo desse ano foi que final do ano passado eh acho que tava f e a Maria Fernanda tinha uma alta demanda assim né dispositivo da porta e aí entramos eu e o thgo justamente por conta dessa alta demanda né E aí essa demanda foi progressivamente
dividindo e aí a gente fez algumas hipóteses né uma era sobre a coisa de que o dispositivo da porta ele também funcionava muito como essa escuta de alguma urgência assim então as pessoas estavam muito angustiadas elas chegavam para falar né E aí daí se fazia um vínculo para fazer um atendimento mais continuo eh e uma outra coisa também que o começo do ano é a época das chuvas no lapo né Isso é bem importante Isso muda completamente assim eh o fluxo do território como as pessoas acessam então alind no começo do ano na hora de
pegar as crianças na saída né que era o momento do dispositivo da qua policia era também o momento da chuva Então os pais que estavam os pais os responsáveis estavam muito preocupados em pegar a criança e embora para casa antes da chuva né Principalmente porque ali na porta doio agora foram feitas umas Reformas e tal ali alagava muito né de para água Isi Então a gente tem como hipótese assim né do esvaziamento desse dispositivo acho que tanto essa coisa das chuvas né que muda a dinâmica completamente mudam as prioridades né quanto essa coisa de que
durante um tempo fez sentido escutar essas urgências mas aí a gente foi escutando da própria semeia assim né que elas já não não tavam mais recebendo tanta demanda quanto elas percebiam antes de ter esse dispositivo né que isso mudou mas de alguma forma a gente foi entendendo também que é isso assim uma vez acolhidas um pouco dessas urgências tem também uma uma coisa que aparece muito assim né como que tá no território que é essa coisa de que ah mas meu vizinho vai ficar sabendo alguém que me conhece vai ficar sabendo né então ele deixou
de ser esse dispositivo de acolhimento para virar um pouco um dispositivo onde as pessoas iam tomando esse medo de uma certa exposição né E aí pensando nisso a gentei e e pensou em reformular esse esse dispositivo no sentido de dar apoio para essas professoras que também cuidam dessas dessas demandas PR comunidade O que aconteceu com foi basicamente isso Uhum E você falaram que fizeram alguns atendimentos individuais a partir do das das da porta é isso que eu entendi é esses atendimentos eles ainda acontecem vocês fazem atendimentos individuais aconteceu mais na porta mesmo tá E foi
esvaziando justamente por conta desse receio da da não privacidade é isso isso isso é uma coisa bem forte log outra coisa que a gente foi pensando também é que a gente entrou logo depois da pandemia né então tem um acho que tinha um tempo da urgência né Essa coisa da do se expor ou não de estar a vista do outro ou não que foi mudando ao longo do tempo né que é o que acho que a falou né passado esse tempo da urgência né Eh eh foi se retomando um pouco essa esse medo da exposição
e no grupo isso aparece muitas vezes também por vezes era possível discutir inclusive isso como uma questão coletiva eh mas por vezes se tornava realmente um limite assim para algumas pessoas eh e aí nesse caso tinha também o criando Pontes que trabalhava também no galpão eles faziam atendimentos individuais mas que eles também assim curiosamente eles enfrentavam as mesmas questões que a gente enfrentava no grupo das pessoas faltarem das pessoas não voltarem né de ter uma rotatividade muito grande mesmo no no individual é sempre uma demanda muito maior do que eles conseguiam atender então por isso
que a gente também foi apostando muito no grupo né até porque já tinha tambémo PS Uhum Então hoje o atendimento que vocês fazem é somente grupal tá e mais direcionada talvez pra Tiago e pra Maria Fernanda a gente observou né nessa Nesse pouco tempo que a gente teve de contato na na Cemi eh que existe na CMEI não desculpa na na escola na escola estadual a o o número crescente de de violências no ensino fundamental um né né das Crianças estarem muito com contexto de violência entre elas entre os professores recentemente teve o caso acho
que do sétimo ano ter quebrado de pedrado mesmo uma sala de aula eh esse essas crianças do Ensino Fundamental um elas frequentam o grupo terapêutico eh essa essa essa questão aparece no grupo bastante Camila acho que assim eh o que eu ia dizer só antes de eu entrar na coisa do grupo de crianças que a f faz um atendimento individual a iso tem algumas pessoas da porta que ficaram né a f faz esse atendimento individual ainda com ela e a gente às vezes faz algumas escutas então por exemplo entrou uma criança agora no grupo de
crianças que tava trazendo Várias cenas de racismo cenas em casa de violência e a gente chamou a mãe dela para conversar para fazer uma escuta tal da mãe então às vezes a gente faz atendimentos individuais Nesse contexto assim de fazer uma entrevista de conhecer os pais ou algum atendimento da porta que ficou então só para Para sinalizar assim que às vezes aconteceram durante esse tempo alguns atendimentos individuais nessa nesse sentido assim com essa com essa função Uhum mas eh essa questão da violência é bem presente no grupo assim acho que eles trazem a violência tanto
em relação eh à família então eh a maneira como a família resolve os conflitos é batendo é desse lugar que que eles vão contando assim e também eles resolvem os conflitos do grupo assim né No começo era muito difícil fazer o grupo porque eles assim o grupo udia sempre porque eles se batiam se xingavam e o grupo Demorou fo um trabalho pra gente poder fazer esse combinado com eles de que no grupo isso não aconteceria que o grupo Faria alguma alteridade ao que eles viviam fora do grupo e e foi um processo assim muito difícil
de de constituir assim o mínimo respeito entre eles ali assim eh que acontecia no começo que eles competiam muito eh tinha uma coisa de de reconhecimento assim uma disputa reconhecimento e que a gente também foi entendendo que é isso muitas das crianças que participavam do grupo eram crianças que ficavam muito soltas ali eh e às vezes iam pro grupo com fome não tinham comido Então acho que essa questão da viol aparecia entre eles muito assim no sentido de resolver os conflitos assim batendo e também essas cenas de violência que que apareciam em relação à família
assim ou deles sentirem por exemplo uma das Crianças eh falando eh de cenas