Olá seja bem-vindo a mais uma edição do Estação metros o podcast do Instituto metros e hoje a gente dá a continuidade a um tema bastante interessante que a gente tá falando aqui Justamente a respeito do cenário de 2024 e entender o que movimentou o mercado ao longo desse ano principalmente com o foco naqueles acontecimentos econômicos E como eles impactaram o dia a dia a própria economia os investimentos e também os resultados dos planos de benefícios do metros a gente lembra né que 2024 foi um ano bastante desafiador para o mercado Então a gente vai fazer
aí uma análise sobre os eventos de maior impacto e os aprendizados que ficaram e também debater aqui com os responsáveis do Instituto o que esperar daqui pra frente então prepare-se porque o papo de Hoje promete agregar ainda mais conhecimento a você em relação ao cenário econômico quero apresentar aqui a o nosso time quem vai comentar aqui com a gente trazer esses assuntos que são justamente os responsáveis pelos investimentos do metros e eu começo pelo Roberto Godinho bem-vindo Obrigado Maurílio é um prazer estar aqui falando com você e com os demais com os nossos participantes sobre
o cenário econômico então eu sou o Roberto Godinho coordenador de investimentos do metros Maravilha e aqui também tá o Eduardo Coelho novamente com a gente para falar também desse assunto Olá Maurílio Rodolfo Roberto prazer estar aqui falando com a audiência do Estação metros eu estou no Instituto desde abril de 2024 exercendo o cargo de diretor de investimentos e Previdência aqui no Instituto metros nesse bate-papo também tem o Rodolfo bem-vindo Oi Maurílio tudo bem Olá a todos sou Rodolfo Sales gerente de investimentos do metro eh atu no metros desde 2018 maravilha vai ser um bate-papo que
promete eu quero começar com você Roberto entendendo justamente o que que movimentou a economia brasileira em 2024 então Aqueles aspectos de inflação de juros de câmbio política o cenário global que que você aponta aí como os grandes destaques desse ano que passou que foi um ano bastante intenso né de fato Morel foi um ano bastante intenso você mencionou aí diversos indicadores Mas a gente pode destacar né que foram o equilíbrio das contas públicas e o impacto que eh as contas públicas tiveram na questão de inflação e de taxa de juros né então na parte de
contas públicas a gente pode mencionar aqui arrecadação e os gastos é do governo né E quando você tem gastos acima do esperado é natural também que a inflação fique acima do esperado e para que isso seja controlado para que a inflação ela fique mais estável é importante que se suba a taxa de juros então trazendo aqui como um exemplo paraas pessoas da importância de uma inflação mais controlada ah empresas né quando vão efetuar ali as suas contratações as suas compras eh elas vão incorrer em custos mais elevados né então contratar pessoas com preços mais elevados
eh contratar também ou adquirir produtos ali para sua produção com preços mais elevados enfim a inflação tem um impacto direto ali na vida de custo e de receita das empresas e para nós também eh pessoas físicas né que estamos no dia a dia que nós vamos ao mer enfim nós vamos fazer ali uma aquisição de um carro ou de um imóvel né a inflação mais elevada também traz os preços a níveis ali maiores o que faz com que a gente muitas vezes tenha que postergar essa possibilidade de consumo ou eventualmente até de um sonho que
a gente tenha numa aquisição É verdade é algo que impacta a pessoa física né a pessoa em casa o dia a dia o consumidor e impacta também as empresas de fato o impacto das empresas Vamos pensar aqui novamente uma empresa quando ela vai efetuar a venda do seu produto ela precisa ter ali uma projeção mínima né de qual o preço que ela vai colocar e Se a inflação Tá bastante elevada e correndo e é solta né subindo bastante a empresa tem essa dificuldade assim como o próprio consumidor também vai pensar duas vezes antes de adquirir
eh esse produto né então a inflação Traz esse Impacto nesse sentido eh muito por conta daquilo que a gente que a gente mencionou né então gastos acima do esperado trazem a inflação acima daquilo também que se espera e por conta disso a gente precisa subir a taxa de jures que é o momento que se vivencia para poder trazer mais equilíbrio e estabilidade pro país Exatamente é uma taxa de juro mais elevada que muitas vezes penaliza né também toda essa situação mas acaba sendo um instrumento que tá ali na mão do Banco Central e que pode
ser usado eh nesse controle monetário né nesse controle que quando o governo principalmente Às vezes sofre com maior com com o controle fiscal de uma certa forma mas aí pra gente analisar esse cenário econômico e essa política de aumento da taxa de juros que começou principalmente ali no segundo semestre né de 2024 Qual o impacto que você acredita que ela traz no cenário como um todo e que ainda persiste nesse ano Creio que antes até de mencionar um pouco mais sobre a inflação e sobre a a subida do juros que é a taxa celica é
importante que a gente consiga definir bem é do que que se trata cada uma delas né então a inflação ela tem uma meta né Então essa meta é o objetivo que o governo tem para que a inflação tenha num determinado período normalmente é um período de um ano Eh Ou talvez dentro de um período corrente de 12 meses mas na média de um ano né e a meta de inflação ela é definida pelo Conselho monetário Nacional né o Conselho monetário Nacional é um órgão do Governo eh ele é composto principalmente por três atores bastante importantes
que é o presidente do Banco Central o ministro da fazenda e o ministro do planejamento claro que além desses também a participação ali dos órgãos técnicos né dos seus técnicos que vão assessorar e compor essa e compor o o o o conselho eh além disso a taxa celic uma vez que se é definida né a meta de inflação Qual é o objetivo e quais são os limites estipulados tanto um limite superior quanto um inferior eh a gente tem um órgão né que vai definir Então qual é a taxa de juros que vai perseguir exatamente essa
meta e esses limites né E esse órgão é o COPOM que é o comitê de política monetária do Banco Central eh o COPOM el é composto né por nove membros então Eh o presidente do Banco Central é um que tem o voto de Minerva e seus oito diretores Ah então são eles que definem a taxa SELIC a cada 45 dias que é quando o cupom se reúne E aí nessa reunião esses agentes podem determinar uma manutenção dessa taxa uma queda ou uma elevação eu quero ver se você é bom de memória para saber se você
lembra como que era a taxa celic no começo de 2024 que tava a inflação lá no começo e a expectativa e também no início do ano quais eram as perspectivas desses indicadores E se eles se confirmaram eh no decorrer dos meses ó Legal vamos puxar pela memória né Então teve que estudar né porque não é fácil lembrar não não ainda mais a taxa de inflação e dis ele que sobe bastante aqui no Brasil né então muda o tempo todo é verdade mas é bastante importante a gente rememorar sim eh no mês de janeiro de 2024
e naquela ocasião eh é nós tínhamos nós vínhamos de um ciclo de corte da taxa celic e nós iniciamos o primeiro corte em agosto de 2023 onde a celic estava em 1,75% ao ano e Cortes subsequentes a cada reunião que Eu mencionei a cada 45 dias de % para cada reunião então nós chegamos na reunião de Janeiro que foi a primeira do ano com a taxa Seli a 11,25 ao ano né E por que que a celic veio então gradualmente caindo ao longo desse período e o quinto corte ocorrendo em janeiro porque a inf acumulada
no período né de 12 meses Como Eu mencionei inflação ela tem esse objetivo nesse período ela estava em torno de 45% que é justamente o limite superior estipulado ali pelo Conselho monetário Nacional bom então dado essa dada essa perspectiva de que a inflação vinha refendo né ao longo do tempo e o corte da celic acontecendo o mercado estimava lá em janeiro de 24 que ao término de 24 ou seja em dezembro nós teremos uma Seli de um dígito de 9% ao ano e a inflação an próxima da Meta então a meta o centro da meta
de 3% a inflação ficaria em torno de 3,6 então era um cenário bastante promissor né para investimentos e porque você tem inflação mais previsível e taxas de juros menores tudo isso traz um ciclo favorável pra economia e consequentemente para os investimentos mas aí ao longo do ano essa previsão não se concretizou né Muitas coisas aconteceram as perspectivas mudaram tanto em relação à taxa SELIC quanto à inflação sim de fato ao longo desse período ao longo do ano de 2024 eh o mercado e eh por conta aqui né das questões de inflação e de taxa de
juros teve uma alteração ali das suas perspectivas então a gente também acho que vale a pena puxar aqui na memória eh em torno ali de Abril meados de Abril eh a gente teve ali a notícia né de que aquela meta fiscal que seria um déficit zero ou seja arrecadação iguais às despesas eh para o ano de 2024 Muito provavelmente não seria não seria cumprida né E então essa meta de Déficit zero ela passou a ter a possibilidade de um h um déficit em torno de men 0,25% do PIB ou mais né E como Eu mencionei
para vocês é quando a gente espera gastar mais a expectativa de inflação também sobe né Ah então por conta disso nesse nesse nesse movimento ali em torno de Abril ou Maio eh a expectativa de inflação para o ano ela subiu né e e a partir dali no momento em que você tem uma inflação mais elevada e maiores gastos o impacto direto também é na taxa de câmbio né no dólar então o dólar que iniciou Janeiro em 485 ele encerrou ali aquele período em 5,25 e a taxa SELIC que se esperava que terminaria o ano né
Como Eu mencionei 99% passou a ser uma Seli de 99,5% Então tá aí a importância né de a gente ter o equilíbrio das contas públicas E aí aquele ritmo de cortes de meio ponto passou para 0,25 depois a estabilidade até o cenário final de de um novo aumento de de juros Mas você falou uma coisa importante sobre o impacto do dólar né porque o o dólar e o câmbio eh não é só um um número que a gente vê ali nas cotações ele tem uma influência direta na economia tem uma influência direta até no consumo
das empresas e das famílias Em que ponto que a gente vê eh que tem a o câmbio tem a influência do dólar ou que a gente vê ou que a gente até não vê mas ele tá ali influenciando vale a gente mencionar aqui é por meio de um exemplo não é então o dólar num nível mais alto ou seja mais caro quando uma empresa ela por exemplo do setor do agronegócio né Então muitos dos insumos utilizados na produção é são são de bens importados Então na hora de adquirir esses insumos por exemplo fertilizantes essas empresas
elas terão que pagar mais caro pelos fertilizantes então é um custo de produção mais elevado também eh na hora de contratar é necessário que se Pague Mais então quando a gente observa que a empresa tem que colocar mais recursos aumenta os seus custos de produção na ponta final o consumidor que vai ao supermercado ele naturalmente vai observar os preços dos alimentos também é mais caros Então embora como você mencionou muito bem parece que o dólar é uma variável que não nos impacta eh quando a gente vai na no supermercado né ela começa na cadeia de
produção mas chega no supermercado sim com uma conta mais cara então o consumidor final Em contrapartida tendo ali uma inflação mais elevada né o poder de compra dele de adquirir os bens lá no supermercado diminui e aqui também acho que vale a pena mais um exemplo né então tem se mencionado muito sobre o preço do do café é recentemente que subiu bastante Ah quando você observa na prateleira você tem preços lá em 12$ 1 né Tem pessoas que vão dizer olha R 12$ 13 era o que eu pagava H um ano atrás sim só que
você pagava esse valor por 500 g de café hoje você paga esse valor por 250 G é verdade né então você tem sim um impacto aí da alta do dólar também no consumidor final lá no supermercado e esse esse tema vem preocupando bastante essa questão da inflação dos alimentos e inclusive o IPCA vem mostrando isso né ao longo do ano o impacto que o preço dos alimentos trouxe no IPCA maior e numa inflação eh mais descorada e em relação a esse tema a inflação do dos alimentos a própria inflação dos serviços às vezes até maior
quando envolve alimento e serviços quando é restaurante por exemplo Como que o COPOM se comportou né como que esses diretores do Banco Central se comportaram eles estavam atentos e chegaram a citar esse tema inclusive nas atas de fato eles estavam atento maurel a sua observação eh está bem correta eh O que houve né como a essa decisão a cada 45 dias foi justamente A análise do cenário de inflação corrente né o que tava acontecendo naquele período assim como a expectativa dessa inflação paraa frente e como você mencionou na inflação de serviços que é bastante importante
né o consumo fora de casa enfim aluguéis eh a inflação naquele período tava rodando em torno anualizada em torno de 5% portanto acima da Meta do CMN do limite da meta de 4,5 por. né Então nesse cenário de inflação mais alta Qual que é o objetivo para do Banco Central dado que ele tem que estabilizar a moeda do país ou seja o poder de compra dela bom então a celic que vinha caindo né 0% Eh teve uma decisão né que ocorreu ali na na na reunião de Maio e nessa decisão a taxa celica ela caiu
sim mas ela não caiu mais 5% ela caiu 0,25% exatamente só que a decisão tem um detalhe ela foi uma decisão dividida entre os diretores né Então essa decisão dividida Ela mostrou o seguinte bom a inflação está mais elevada há diretores que estão ali mais preocupados com essa inflação desancorar né e por outro lado há diretores que a despeito de uma inflação mais elevada eles estão mais preocupados ali com o crescimento com a atividade econômica então ficou essa divisão bom numa numa num cenário de inflação ali bastante é puxada eh numa decisão mais dividida Qual
é o impacto então diretamente no câmbio que a gente mencionou no dólar então o dólar nesse momento subiu mais uma vez né o dólar sobe ali paraa faixa de 5,59 naquele período né e a partir de então eh a taxa celic ela passa a ter por parte do mercado a perspectiva de que se encerrasse os cortes né não teria mais nenhum corte e passaria a estabilizar no caso a estabilidade seria em 10,5 por ao ano perfeito até porque né Essa questão do dólar tem muito a ver com essa preocupação com as metas né Eh fiscais
do governo como um todo que naquele momento tinha-se a sensação de que elas não seriam cumpridas como você bem trouxe a respeito eh do os gastos como um todo aí o COPOM vem e toma essa decisão aí de manter em 10,5 por. E aí depois logo em seguida já começa uma trajetória de alta ou ou a celic fica a partir de Julho ali final de Julho estável por um tempo maior ela permaneceu estável por mais uma reunião mais uma é por mais 45 dias ela permaneceu estável lá nos 10,5 por mas como a inflação de
serviço principalmente Né tava bem acima ali eh da da as metas então na outra reunião Ou seja duas reuniões após a decisão que foi unânime de manter em 10,5 a gente vê já a primeira alta de Selic né de 0,25% E aí foi uma decisão unânime e os diretores do Banco Central adotaram já um tom mais de cautela no que se refere aí à questão da inflação e aos impulsos né também e eh fiscais que a gente observou ao mesmo tempo vale salientar que a atividade econômica também estava ali bastante aquecida a gente vivenciou no
país ali uma fase de expansão do crédito que foi eh bastante relevante né para o crescimento econômico então Também passamos a revisar e observar ali taxas de crescimento econômico mais elevados também e tem razão aí quando vem essa perspectiva então de um novo ciclo de alta né da volta desse novo ciclo de alta eh isso reverteu aquela tendência de aumento da inflação ou eh não necessariamente há um tempo maior entre as decisões e que de fato aquela taxa de jur vai impactar o dia a dia da economia a economia real mesmo existe de fato um
tempo né Eh entre a decisão e quando aquela decisão começa a impactar na economia como um todo Ah naquele momento a gente vivenciava Uma expectativa de crescimento econômico mais elevado Então por conta disso o mercado de trabalho mais é apertado isso por si só estimula né que as pessoas eh enfim vão pros mercados enfim viagem passem isso por si só já estimula ali a inflação como um todo então com a inflação elevada eh e desancorar a decisão de manter ali nos 105% a taxa de câmbio já estava atuando em torno de próximo ali de 5,70
5,80 né então novamente a gente observa ali o dólar subindo né A partir do momento então que o banco central começa a observar que olha vai ser necessário mais subida de juros vemos mais atividade econômica vemos mais inflação e a gente precisa estar estabilizar tanto o câmbio quanto a inflação à frente e é Um Desafio muito grande mas em em poucas palavras e até traduzindo tudo isso que você tá trazendo né aí o dólar sobe consequentemente a inflação sobe também e quando vem essas medidas de controle da inflação pela pela taxa de juros é justamente
numa intenção inicial de de de freiar o consumo mas isso acabou não funcionando nesse primeiro momento o consumo também ficou elevado isso sem falar do cenário externo que aí também é é um jogo de tabuleiro bastante delicado e bastante desafiador que a gente viu em 2024 Qual que é a sua análise que que você eh captou desse ano de 2024 principalmente em relação à China a Europa e os Estados Unidos que tem essa grande influência no mundo eh falando agora um pouquinho sobre o o cenário externo Maurílio eh de fato Esses são os principais países
né que trazem impactos aí paraa economia brasileira então o está Unidos a Europa e a China eh os Estados Unidos ele teve um ano de crescimento econômico robusto eh a geração de empregos Foi bastante forte né em mais de duas 2 milhões de vagas de empregos foram geradas eh e a taxa de inflação nos Estados Unidos Ela estava caminhando pra meta ali eh do Banco Central né então assim como nós temos aqui no Brasil né um conselho monetário que define uma meta os Estados Unidos também né então é uma ótima prática adotada aí por bancos
centrais em países aí que eh enfim trabalham de maneira correta em termos de inflação eh também tem uma meta de inflação que é uma inflação de 2% e a inflação nos Estados Unidos terminou o ano em 2,99% ou seja mais próxima da Meta o núcleo da inflação que é aquela inflação mais difícil né de você ceder terminou um pouquinho acima disso mas muito próximo ali dos seus 2% eh e nesse cenário então o banco central dos Estados Unidos com a inflação mais próximo das suas metas reduz a taxa de juros em 1% então no ano
a taxa de juros norte-americana terminou entre 4,25 e 45% esse foi o cenário para Estados Unidos sim falando um pouquinho agora de Europa bom a Europa é é uma região né que já vem eh de uma atividade econômica em desaceleração né então ela já vinha ali cedendo já há algum tempo por conta disso a inflação também já vinha cedendo algum tempo né então também o banco central europeu que tem a sua meta de inflação atuou eh para poder reduzir os juros e a inflação terminou em torno de 2,5% que é próximo também da Meta eh
de 2% no caso aí da Europa a China tem um contexto também bastante interessante porque já é oo contrário né enquanto Estados Unidos eh e Brasil né vivenci A questão da necessidade de um equilíbrio de contas públicas a China vivencia a necessidade de aumento de estímulos fiscais né já é o contrário porque a a economia chinesa ela vivencia desafios estruturais ali né né Eh principalmente no setor de infraestrutura então um setor que até algum tempo atrás também no setor de construção civil houve uma crise mais relevante Então a partir daí o governo chinês começou a
estimular a economia colocando mais recursos né gastando mais e dessa forma ele conseguiu atingir o objetivo de crescimento né que foi de 5% crescimento bastante robusto mas que para padrões de China que até H 10 anos atrás crescia 7 8% a gente já observa uma tendência de desaceleração e qual é a preocupação do mercado em relação à China é se a China conseguirá manter esse crescimento aí de 5% pros próximos períodos é uma grande interrogação né interessante muito bom o seu Panorama a respeito dessas regiões e eu queria voltar um pouquinho pro Brasil agora para
falar de 2025 que é um ano que começa também com muitos desafios parece que esse finzinho de 2024 tá replicado agora em 2025 principalmente com as preocupações de dívida pública de inflação E essas expectativas também paraa taxa de juros nesse ano taxa SELIC que pode subir pelo menos nesse começo é o que o que os especialistas apontam e na sua visão quais vão ser os grandes desafios o que que é preciso ficar atento para esse 2025 para 2025 Maurílio são os os mesmos temas que a gente vivenciou a partir do segundo semestre de 2024 né
então é o equilíbrio das contas públicas é a celic né a taxa de juros e a inflação eh no que se refere à taxa SELIC nós terminamos o ano de 2024 em 12,25 ao ano então começamos com a expectativa que terminasse a 9 mas por conta de inflação terminamos a 12:25 na reunião do COPOM de dezembro ele anteviu que a taxa celix subiria mais duas vezes 1% em cada reunião que ocorreu agora a primeira em janeiro e a próxima que vai ocorrer em março né então 1% em cada uma delas de modo que no curto
prazo a gente a gente deve ter ali a taxa SELIC em 14,25 por. e o mercado né assim como a gente mencionou a expectativa da celic no ano passado pro final de 24 a gente menciona agora a expectativa de celic de dezembro de Janeiro de 25 para Dezembro de 25 então a SELIC é de 15% esperada pelo mercado para o final deste ano e a despeito de uma taxa celic mais elevada a Gente terá inflação acima da Meta inflação em torno de 55% mas o banco central segue ali no seu objetivo e ele tem buscar
e e tem feito esse trabalho aí com com bastante diligência é um aspecto interessante né que o Roberto trouxe E aí talvez aí traduzindo né pr pra vida cotidiana Nossa todos nós aqui de alguma forma temos um salário recebemos algum benefício e essa preocupação né que os investidores têm tá muito relacionada a por exemplo nossos casos aqui a gente recebe um salário se a gente gasta mais do que a gente ganha a a gente acaba se endividando com um cheque especial com o empréstimo etc e isso a gente acaba pagando né nós pagamos juros é
o mesmo caso do do governo então Eh se o governo gasta mais do que arrecada isso gera preocupação por parte dos investidores Então o que o Roberto tá traduzindo um pouquinho o que ele tá falando é isso né essa preocupação que os investidores têm exatamente E aí a gente volta a a a olhar né a gente volta até a atenção às próximas decisões do cupom Então é isso que você trouxe né para março já tem uma alta encomendada para Maio ainda não se sabe qual vai ser a decisão mas os agentes de mercado apostam em
novos aumentos exatamente a partir de Maio os agentes de mercado né enfim as pessoas que estão ali observando a inflação e a taxa SELIC eh tem a perspectiva de que ela aumente então pro final do ano 15% seriam então no caso mais duas altas né duas Alt exatamente pelo menos mais duas as altas para que a gente consiga tentar trazer essa inflação para níveis mais estáveis e isso é bastante possível uma vez que a atividade econômica comece a refecer né comece a desacelerar e a taxa de câmbio comece também a se tornar mais mais estável
a gente tem observado isso então é importante ali que o banco central possa fazer esse trabalho de subida de Selic com esses objetivos aí você trouxe que é a expectativa é 15% pro fim de 2025 e pra inflação Qual que é a expectativa a inflação ela tá em torno de 5 % esperada para o final do ano então ainda acima eh da Meta do limite superior da Meta né Eh por conta da questão do câmbio principalmente então o câmbio desvalorizado como você mencionou bem ele retroalimenta a inflação né e a inflação retroalimenta o câmbio então
precisa de subida de juros para poder controlar esse movimento estabilizar a economia e a partir daí então a inflação ceder e os investimentos retomarem as pessoas poderem consumir mais com o poder de compra do seu dinheiro as empresas poderem investir mais em capacidade produtiva perfeito Então hoje o cenário eh continua com Brasil elevando os juros o Estados Unidos reduzindo eh aproveitando até para saber suas expectativas pro cenário econômico lá fora né no exterior também comos Estados Unidos mas também incluindo você fez uma análise importante de 2024 de China e zona do Euro Qual que é
a expectativa então para Estados Unidos China e zona do Euro em 2025 bem para 2025 e nos Estados Unidos o econômico ele deve seguir e bastante robusto claro que menor do que o que foi no ano passado mas ainda assim um crescimento econômico bastante robusto e a inflação a partir desse momento em que ela atinge os 2,99% ela passa a ter uma desinflação mais lenta o que é natural também tá nesse processo final de desinflação e o processo Acaba ficando um pouco mais Moroso mais lento Então nesse sentido a expectativa é que o banco central
ele eventualmente reduza faça um corde de taxa de juros ou talvez vez a mantenha estável com esse objetivo de estabilizar e convergir a inflação ali pra meta então atividade econômica nos Estados Unidos robusta Com inflação próxima da meta e taxa de juros mais estáveis eh no tocante à Europa a gente observa os indicadores econômicos mostram eh Que ela segue exatamente nesse mesmo movimento de desaceleração Econômica né então por conta disso a inflação sede e o banco central europeu tem a perspectiva ali a possibilidade de reduzir juros e a China bom a China a gente tem
que aguardar novas informações novos dados a gente tem eh no mês de março uma reunião bastante importante né do governo chinês no qual ele define as metas de crescimento pro ano e então a gente aguarda esses esses esses movimentos mas provavelmente deverá vir com mais estímulos fiscais porque é o inverso do que se vivencia aqui no Brasil e nos Estados Unidos bacana todo esse cenário tudo isso que a gente tá falando agora vai levar a nosso próximo nossa próxima fase aqui do nosso bate-papo que é justamente entender como todo esse contexto todo esse cenário é
motiva os investimentos ou as perspectivas de investimentos do metros então existem investimentos que se favorecem Com inflação alta outros que desfavorecem outros mais ligados ao câmbio e que também tem esse mesmo movimento e aí tudo isso que a gente falou leva a minha próxima pergunta que é justamente entender como que serão Quais as perspectivas do Instituto metros para para esse ano em relação aos investimentos bem Maurílio em resumo a gente vai ter taxas de juros mais AL altas e inflação também um pouco mais elevada né nesse cenário a atividade econômica ela deve desacelerar então a
a postura do metros nesse cenário de juros mais altos inflação mais alta e desaceleração do crescimento econômico é optar pelo pragmatismo né então o que seria optar pelo pragmatismo fazer a maior parte das alocações em títulos públicos pós-fixados indexados a SELIC né então há essa variação positiva aí esperada paraa taxa básica de juros né Eh e essa colocação além de trazer retornos e acima das nossas metas atuariais né Acima das nossas metas H ela também estabiliza né ajuda na menor oscilação dos investimentos de maior risco como você também mencionou que eventualmente nesse cenário possam sofrer
um pouco né então de maneira pragmática o m deve adotar a perspectiva de fazer a locação em títulos públicos pós-fixados mais atrelados a celic Perfeito Roberto Você me permite eu gostaria de complementar com com alguns exemplos né hoje temos no mercado títulos públicos as ntnb né que são os títulos atrelados à inflação pagando por volta de IPCA quase o ao ano eh então quer dizer um juro Real acima da inflação bem importante que a gente sabe se a gente levar esses títulos até vencimento são retornos bem interessantes para poder eh blindar os compromissos que a
gente tem de pagamento de aposentadorias no longo prazo né E como você mesmo mencionou no cenário de Seli alta até aquele recurso de caixa né que a gente a gente utiliza paraa caixa que tá sendo remunerado pela celic acaba sendo um investimento bem importante para diminuir a volatilidade dos planos e ainda assim entregar os retornos esperados para cumprir os nossos objetivos de médio e longo prazo e lembrando que esses títulos que você citou né dão uma previsibilidade muito importante também de rendimento né O que pode também ajudar a trazer toda essa essa transparência que o
Instituto tanto busca Então como complementando até a pergunta do Rodolfo os títulos os públicos mais atrelados à inflação então e com horizontes até mais longos vencimentos mais longos vão compor com certeza a estratégia aí de alocação dos investimentos sim Morelo de Fato né pensando em horizontes maiores né então acima ali de 4 5 anos em diante faz todo sentido como o Rodolfo mencionou fazer as alocações nas ntnb que pagam taxas de juros reais Acima das metas né É porque você consegue a partir daquele momento travar numa taxa de retorno bastante Atrativa acima da tua meta
e na medida em que a inflação comece a ceder e as taxas de juros por conta disso também eh a taxa de juro que a gente tem ela não vai ser mais não vai estar mais disponível agora então ela se normaliza então para quem fez essa aquisição desses títulos antes e pode travar essa rentabilidade até o vencimento se torna assim uma locação bastante interessante para médio e longo prazo muito bom muito obrigado viu Eu gostei muito das informações e desse bate-papo e mas antes de encerrar eu queria que o Eduardo trouxesse o momento mensagem final
justamente porque para quem tá assistindo pode ter em algum momento se assustado com esse cenário desafiador mas vocês estão preparados para enfrentar esse cenário e vocês têm instrumentos conhecimento e formas de trazer esse cenário superar isso e continuar trazendo uma boa gestão desses investimentos sim exatamente né Acho que como até trazendo um pouquinho que no primeiro Episódio a gente falou de governança dessa robustez e agora o Roberto pode trazer né esse cenário econômico o metro se prepara com estratégias de diversificação e proteção então é fundamental que a gente tenha esses documentos tudo que foi dito
anteriormente dirigindo a gente qual a diversificação e proteção que a gente tem a assegurar o equilíbrio e resultado no longo prazo então sempre buscando acho que isso é super importante reforçar aqui retornos acima da inflação né a gente busca isso por isso cada vez mais e a gente eh o Rodolfo comentou a questão da gente adquirir ntnb com taxas acima de 7,30 7,40 então o que que é essas taxas o que que são esses papéis são papéis que rendem inflação mais 7,30 isso traz uma proteção e um um olhar de longo prazo pra rentabilidade dos
planos ah em 2025 com todo esse cenário né que o que o Roberto trouxe ativos conservadores tá porque a gente vai enxergar ainda juros altos em 2025 e tentar ao máximo mitigar os riscos perfeito Muito obrigado a vocês três pela participação e obrigado a você também que acompanhou o nosso bate-papo e tudo isso que a gente falou de importante por aqui Esperamos que você tenha compreendido entendido essas estratégias que estão por trás do Instituto metros em relação aos investimentos Olha a gente tem um próximo episódio aqui do nosso podcast do Estação metros que é imperdível
e nós vamos falar no próximo episódio sobre os resultados dos investimentos em 2024 Então você vai saber tudo que aconteceu nesse ano vamos analisar também o desempenho alcançado e também refletir sobre o que foi aprendido durante esse processo fique ligado não perca a gente se vê no próximo episódio do estação metras l