Olha para cá. Que que tá escrito aqui? Em ri. [Música] Soem três pessoas naquele apartamento, dois adultos e uma criança. Ele me acordou transtornado. A Monique tá mentindo de falar que eu acordei primeiro. Eu acho que tava. A todo momento eu achava que eu ia voltar com meu filho nos braços. Ele chegou lá em parada cárespiratória. Isso eu não sei te dizer. Eu sei que ele chegou vivo. Ele fala assim: "Pai, seu príncipe morreu nem entendia nada. Ninguém tava entendendo nada. A situação do vereador só se complica. Algemaram um vereador, uma professora, diretora de escola.
Perigosíssimo. Te estupro. Isso. Mentira. É mentira. Ela é mentirosa e é uma mentira sórdida. Até que me prove o contrário. Para mim foi os dois, tá? Deus sabe o quanto eu peço que isso tudo seja esclarecido. Quem é o assassino do seu filho? [Música] Olá, boa noite. Começa agora a segunda temporada do Doc Investigação. Você vai ver aqui na tela da Record histórias de crimes muito famosos que chocaram o Brasil. No episódio de hoje, o caso do menino em Riborel, de 4 anos. O assassino, segundo a polícia, um dos vereadores mais influentes do Rio de
Janeiro, o médico Jairinho. Ele e a mãe do Henri, a Monique Medeiros, já estão na cadeia acusados por esse crime. E são eles que vão contar agora o que foi que aconteceu naquela noite quando a criança morreu. [Música] [Música] É ele mesmo que tá vindo receber. [Música] Boa tarde, coronel. Tudo bem? Obrigada por me receber aqui. Bem, é um prazer. Vamos lá. Quem é o Jairinho? O Jairinho é um doce, chega a ser fora da curva. Olá. Ele é incapaz de causar mal para qualquer pessoa. É uma pessoa do bem. Um homem de bem ou
um monstro? Uma pessoa que tem características um soció. acusado de torturar e matar a criança. Que que o Jairo tava fazendo com Henri lá no quarto? Absurdo que aconteceu com uma criança de 4 anos. Um monstro. Essa é a primeira vez que o Jairinho vai dar uma entrevista depois de preso. Ele chegou a desmarcar esse encontro comigo duas vezes só nesse último mês, mas hoje, enfim, ele decidiu falar. [Música] Eu sou Jairo Souza Santos Júnior, pai de três filhos. Tenho graduação em medicina, que é a minha paixão, que eu quis fazer desde criança, mas em
determinado momento entrou a política no meio e a minha vida seguiu por esse caminho. Você me conhece? Eleito por cinco mandatos seguidos, Jairinho era um vereador poderoso no Rio de Janeiro. Nenhum julgamento prévio. Mas em 2021 ele se tornou o primeiro parlamentar caçado na história da cidade. Por que que você decidiu falar agora comigo? Sua primeira entrevista depois que você foi preso. Olha só, TZ, eu vim provar o que aconteceu. Eu nunca tive problema com Henry. Meu relacionamento com Henry sempre foi muito bom. Ele podia ter sobrevivido. Acho que sim. Acredito que sim. Deus sabe
todas as noites como eu converso com Henri. Deus sabe como o quanto eu peço que isso tudo seja esclarecido. Eu tenho certeza que o Henri também quer que isso seja que isso tudo seja esclarecido. Não conhecia o Jário e hoje a gente vê, né, que o Jário tinha prazer em agredir crianças, tinha um sadismo com criança. Sou Linial Borel. pai do Enri Borel, uma criança de 4 anos, 10 meses, 12 dias, muito avançado pra época dele. [Música] Uma criança dócil, muito inteligente, sabia verbalizar tudo, falando, brincando. Vovó, vovó, eu amei a cartinha que vocês mandou
para mim. Te amo. Henry era filho de Leniel Borel com a professora Monique Medeiros. O casal se separou seis meses antes da morte do garoto. Para mim, a Monique, ela é pior do que o Jairo, porque ela é mãe. Ela deveria ter protegido o filho dela e não protegeu. Ela deveria ter lutado com unhas e dentes pelo filho dela e não o fez. Não, isso não é verdade. Eu cuidei do meu filho muito bem durante quase 5 anos. Eu jamais cuidaria tão bem dele para depois ser uma pessoa omissa. Eu tô aqui pela primeira vez
para contar a nossa história que foi ocultada por tanto tempo e que agora, graças a vocês, eu estou tendo essa oportunidade. Quem era o Jairinho para você antes disso tudo? Olha, as pessoas me apresentavam Jairo como um príncipe. Era como ele era chamado na Câmara dos Vereadores. Príncipe. Quem é o Jairin hoje? Então, eu tenho um nojo de lembrar que eu me envolvi com ele. Eu tenho um nojo de lembrar que eu deitei na mesma cama que ele. Eu tenho um nojo dele. Tenho nojo dele. Nojo, nojo, nojo dele. É a primeira vez que essa
indignação da Monique é revelada. É nessa entrevista que a mãe do Henri declara a guerra total contra o Jairinho. Como foi o último final de semana de vida do seu filho? Bom, no dia 6 de março, o Leniel pega o Henri para ir para uma festa da igreja. Eu falo que aquele final de semana foi maravilhoso se não fosse aquele final trágico. [Música] Peguei meu filho no sábado, brinquei com ele. Depois fomos numa festa infantil, né? Ele brincou, brincou demais na festa, foi embora dormindo. E ali naquele domingo eu fiz até um vídeo, tá gravado,
é um vídeo que ele faz, que ele deixa para mim, é na minha cama aqui. [Música] E nós fomos no shopping, fomos brincar com ele no parquinho, brincou, pulou, jogou videogame. Tudo que ele quis fazer ali naquele final de semana, a gente fez. Nessas imagens, Henri Borel Medeiros, de apenas 4 anos, está ao lado do pai em um shopping um dia antes da tragédia. Henri abraça o pai que retribui com um carinho na cabeça do menino. Nesse intervalo, importante falar, né? Eu sempre falo a Monique desde manhã, que onde a gente acorda, ela já começa.
Leniel, que hora você vai trazer o Henri? E ali, mais ou menos mais 18 horas, eu falo: "Ó, Monique, eu vou vou levá-lo". Então, e ela fala: "Não, pode trazer". E quando ele vai me devolver o Henri por volta de 7:30 da noite, o Henri chega para mim chorando muito e ele tinha vomitado no carro. E o Henrique vê que tava se aproximando, tem reação de querer vomitar. E aí eu falo assim: "O o Henri, a mamãe é mamãe boa, vai, mamãe é mamãe boa". E ele fala na frente da mãe: "Não, mamãe não é
uma mãe boa." E ali foi a última vez que eu vi meu filho vivo. Isso me revolta muito, me machuca muito, me fere muito, porque o Leniel sempre soube a mãe maravilhosa que eu fui pro meu filho. Todas as vezes que ele esteve ausente, quem cuidou do meu filho foi eu. Papai cuidou de você? Não. Não cuidou? Não, ele não queria nem ir pra casa do Leniel, até porque Leniel ia pra igreja, não poderia ficar com Henri e o Henri também não queria subir pro apartamento. Aí eu falei assim: "Bom, amanhã ele tem aula, então
ele precisa dormir aqui." O Jarim e a Monique namoravam há 3 meses e moravam juntos há apenas 30 dias. O Henrique só dormiu cinco noites aqui nesse edifício com Jairinho, com a Monique. Dessas cinco noites que ele dormiu aqui, três, a avó materna estava junto. Desde bebê, o Henri passava muito tempo na casa dos pais de Monique. A casa de Monique ficava atrás e a minha casa na frente. E Henri vinha correndo. Corre, menino, corre, corre. [Música] é neto, né? Mas foi um filho, foi criado como filho. Dona Rosângela costumava fazer companhia ao neto nos
dias em que ele dormia no apartamento da Barra da Tijuca. Ele queria avó. O quartinho dele eu dei de presente para ele de Natal e tinha duas caminhas, uma do lado da outra. E ali eu dormia do lado dele. Mãozinha dada era o que ele queria. a mão dada. Só que naquela noite Henri a avó por perto. Depois retornamos para entrar no elevador para subir para o apartamento e eu dou de cara com Jairo. Henri ele. Henri só fica comigo agarrado comigo. O que que acontece dentro do apartamento? Ele fala assim: "Mamãe, eu não quero
dormir aqui no meu quarto porque o tio Jairinho sempre briga. Posso dormir no seu quarto?" Eu falei: "Claro, filho, pode logo na sequência, ela vai lá e me manda uma foto e fala o seguinte, que essa foto aqui, né, com eles dois na cama e fala o seguinte: Henri tomou banho, graças a Deus tá tudo bem". Eu falei: "Olha, estamos prontos para dormir. Manda um áudio pro primo dele, que é um priminho Davi, que tem a que teria a mesma idade dele hoje. Boa noite, Davi. Dorme com os anjinhos e com Deus. A gente te
ama. Vem, vamos. Horas depois ali ela fala: "O Henri dormiu". Que horário foi o Henry dormiu? O Henri dormiu já era 22:12. Ele levantou durante a noite por três vezes. Três vezes ele acordou. É com um sono incomodado e nessa vez que ele acorda todas elas, a mãe vai acudir. Por volta de 1 da manhã, o Jário me chama para ir deitar, só que não nosso quarto, no quarto de hóspede. E no quarto de hóspede ele liga a televisão baixinho, eu deito e logo eu adormeço. No dia 7 para o dia 8 de março, estava
no apartamento no edifício Majestic, Monique, Jairo e Henri Borel. E aí surgem algumas versões. Inicialmente a Monique diz que ela ouviu um barulho no quarto. Acordou, foi até o quarto onde o garoto estava e ele estava caído no chão. É horrível relembrar esse dia para mim. É horrível. Quando o Jiro me acordou, era por volta de 3:40 da manhã. Eu encontrei o meu filho, meu pequeno Henri, com as mãos e os pés gelados. O olhinho dele tava como se tivesse olhando pro nada, sabe? Também o ar condicionado estava ligado, então o braço dele tava um
pouco frio. Você via sinais vitais do Henrique? Quando eu quando ele quando ele caiu no quando a Monique me chamou e ele tava no chão e que eu fui até ele, eu senti ele respirando mal. Eu estava acreditando na versão dele. Você tentou acordar o seu filho? Eu tentei acordar o meu filho várias vezes. Olha, meu amor, meu amor, acorda. Olha pra mamãe. Olha pra mamãe. Eu peguei uma manta ainda, porque o meu filho tava gelado. Eu peguei uma manta, uma manta roxinha dele. Envolvi ele. Sabe quando você, eu tava em choque, eu não sabia
o que que era que estava acontecendo. A todo momento eu achava que eu ia voltar com meu filho nos braços. A todo momento eu achava que ele tava desmaiado, que tinha acontecido alguma coisa muito leve, muito boba, muito fútil. O Jairinho tentou salvar o Henri no quarto, no elevador. Ela entra com garoto, ele entra com máscara, ele tira a máscara e faz umas quatro ou cinco vezes um boca a boca no garoto. Ele estava fingindo que ele estava fazendo respiração boca a boca no meu filho. Ele só assoprava na boca do meu filho. Isso não
é um processo de reanimação, não é respiração boca a boca. Hoje eu percebo isso. Fato é que não me lembro direito o que aconteceu e que nós descemos o elevador. Lembro nós entrarmos no carro e ir até o hospital. O Jarinho, ele saiu aqui do condomínio dirigindo o carro. A Monique estava do lado com o Henri no colo e nesse trajeto de menos de 5 km ela disse que fez várias vezes respiração boca a boca no Henri. Naquele momento eu acreditava de todo o meu coração, de toda a minha fé que meu filho estava vivo
comigo, porque eu senti o pulmão dele encher e se esvaziar, mas era eu que tava soprando. Não sabia, não sabia disso. De repente, ela tá achando que ia falar que eu acordei primeiro vai mudar alguma coisa quando não muda nada. Não tem diferença nenhuma eu acordar e chamar ela ou ela acordar e me chamar. Eu simplesmente, eu simplesmente não vou falar o contrário do que eu vim falando eh eh desde o primeiro momento, mas tivesse sido eu que tivesse acordado, eu falaria. Eu acordei, chamei a Monique e levamos ao hospital. Qual é a diferença que
teria nisso? Tem uma grande diferença entre você ter acordado ou a Monique ter acordado? Sim, mas eu acho que em relação a aos fatos e o que nós dois defendemos o tempo todo, não teria diferença nenhuma. Segundo o Ministério Público, o meu pai terido agredido o Henri de alguma forma que tenha que teria causado uma lesão de fígado, que teria causado uma hemorragia maciça e o levado ao óbito em poucas horas. Só que essa é uma narrativa que não é verdadeira. Hoje eu sou advogada, né? Me formei e ingressei a Ordem dos Advogados do Brasil
enquanto meu pai estava nessa situação adversa. A minha vida parou para isso. Não tem nada que eu queira mais que provar as pessoas que meu pai é inocente. A minha conclusão e é de que a morte do Henry é um acidente, que pode ter sido um acidente eh envolvendo o período em que ele estava com o pai. Ele foi ao parquinho, ele andou de patinete, ele andou de carro. Ou pode ter sido um acidente doméstico, tem enroscado o pé no lençol e voado, literalmente, girado no ar. A defesa de Jairinho contratou o médico Sameljundi para
tentar expor as falhas da perícia no corpo de Henri. O Henri tem uma série de lesões, todas elas e com potencial para produzir a mole. Então ele tem efetivamente uma lesão de fígado a qual o legista atribuiu a causa da morte. De outro lado, nós temos as lesões pulmonares. Do lado direito, o pulmão colapsou completamente e do lado esquerdo, o pulmão colapsou parcialmente. E nós temos uma pancada no crânio que produz um sangramento abaixo do couro cabeludo, todo o lado direito, que por si só também não seria capaz de produzir a morte isoladamente, mas pode
ter contribuído pro pacote. Se essas lesões não foram causadas pelo Jairinho, quem causou? A equipe médica. Eu não imputo isso à equipe médica no sentido de que eh o tenha feito inadequadamente, mas é uma violência suficiente para produzir hematomas, para produzir lesão de fígado, para produzir lesão pulmonar. O Enriborel poderia ter caído da cama. fraturado à cabeça, entrado em parada cardíaca, tido essa laceração hepática, essa lesão no tórax durante a manobra de ressuscitação. Olha, é uma história da carochinha, não é viável, né? Não é factível. Isso seria transformar essa equipe médica numa equipe assassina. Sim,
tavamos lá esperando uma criança para poder politraumatizar a criança e produzir um quadro desse. Para contrapor a análise de Sam, a acusação chamou o outro perito. O Henri sentiu dor? Sim, claro. Pode se inferir sim. Uma morte agonizante. Uma morte agonizante. A equipe médica diz que Henri chegou morto ao hospital. Ele estava sem sinais ditais. Bom, então fica é caracterizado um um um paciente morto. As imagens do elevador já mostram uma criança já apresentando essa hipotonia muscular. Criança já não tem mais postura de uma criança viva. A equipe médica passou duas horas tentando salvar Henri.
Uma criança dessa respondeu. Lógico que respondeu. Em algum momento, seja no momento da entrada, seja no momento dos dos primeiros minutos de reanimação, esta criança deu sinal de vida. A defesa de Jairinho diz que o legista cometeu uma série de erros. O primeiro laudo ficou pronto em apenas 40 minutos e apresenta problemas já no cabeçalho. Começando o seguinte, vindo do Hospital Lourenço Jorge. O Hospital Lourenço Jorge é um hospital público. Exibe olhos e cordas comí castanhas. O meu tinha olho azul. Como eu vou acreditar, diante de tantos erros que esse laudo aqui, esse primeiro laudo,
é um laudo do Henrique? O legista Leonardo Tau não chegou nem a identificar que um dos pulmões de Henry estava murcho na hora de examinar o corpo. Eu tenho duas possibilidades teóricas para isso. Ou eu tenho um legista que não tem a menor ideia do que tá fazendo, ou eu tenho um legista que não viu o corpo, ou pelo menos não examinou esse corpo. O médico legista fez a autópsia no corpo do Henrique? Claro que fez. As pequenas falhas que ele cometeu, no meu entendimento, não comprometem o resultado. Existe um vazio de informação que foi
preenchido com uma opção. A opção é: Jairinho matou Henrique por quê? Eu diria que ele é a figura perfeita para isso. Político, padrasto. Tentou dar uma carteirada no hospital, as especulações crescem e algum delegado precisa fazer sua carreira. Você percebeu que o perito da defesa do Jairinho trabalhou forte para desbancar o legista oficial do caso. Ele foi contratado por uma família de políticos poderosos. O coronel Jairo é um ex-deputado estadual que já foi até citado numa CPI que investigou as milícias para poder debater esse tipo de assunto. Que família é essa? Doário. Perverso. Ali tem
um clã. Você tem medo dessa família? Sim, eu tenho medo. Eu já ouvi algumas frases de algumas pessoas, até de presas falando que ele oferecia dinheiro para elas, para que elas passassem mensagens para mim. O senhor é miliciano? Eu nunca fui. Eu tenho raiva do miliciano. Como é que eu vou ser miliciano? Como é que eu vou ser morar na beira da estrada? Não tenho carro blindado, uso arma. Como que miliciano é esse? Não tem como ter medo de mim. Eu sou poeta, sou escritor, só falo de amor. Eu vou cantar uma música aqui. A
ver, que que você canta? Eu tenho tanto para te falar, mas com palavras não sei dizer. O meu tom é mais. Como é grande o meu amor você. Aí eu vou cantando isso. Seu último encontro com ele foi quando? Com Jairinho. Foi lá na no tribunal. Aí ficamos olhando ponto choramos e não fal não não conseguimos falar uma palavra. O senhor chegou a perguntar pro seu filho olho no olho. Jairinho, você matou o Claro. Prima coisa que eu fiz. Você não sabe o que que eu fiz não? Quando ve negócio aqui eu falo: "Será que
eu moro com psicopata 40 anos e não sei". Aí comecei a estudar. Só livro de psicologia. Comprei nove. Mas você perguntou, Jairinho, você matou Henrique? Não perguntei não. A certeza absoluta que não. Você matou o Henri Borel? Nunca. Nunca. Nunca encostei no Henrique. Te causa algum temor pensar no banco dos céus que tá para acontecer nos próximos meses? Causa sim. O o tem Munique Medeiros e Dr. Jairinho permanecem presos até o julgamento. Os dois irão a júri popular pelos crimes de tortura, homicídio e coação de testemunhas. Uma pena abaixo de 30 anos não é justa.
Na entrada do três e três pessoas, dois adultos, uma criança e a criança morta. Então foi os dois. Até que me prove o contrário, para mim foi os dois, tá? A gente um dia vai descobrir o que aconteceu com o Henrique? Se a, ó, eu acho improvável. A gente tem a certeza do que não aconteceu. Não aconteceu o homicídio. O Jar enganou todo mundo. Você nunca conseguiu chegar olho a olho no Jairo e dizer: "Você matou meu filho". Teve um momento, eu chamo Jairo e eu dou uns 12 tapas na cara dele, vários tapas na
cara dele, de um lado pro outro, de um lado pro outro, de um lado pro outro. E aí ele me pega, me enforca e aí eu grito: "Pai, pai, me socorre". Aí ele larga o meu pescoço. Aí ele fala: "Eu não fiz isso". Eu falei assim: "Você matou meu filho". Aí ele fala: "Eu não fiz isso". Ele pegou uma Bíblia, pegou a Bíblia na minha frente, botou a mão em cima da Bíblia e falou assim: "Eu juro pelos meus filhos mortos que eu não encostei um dedo no seu filho". Oi. Oi. O Henri tá na
piscina. O Jairo é um monstro e esse sim merece o desprezo da população. Ele sim merece apodrecer dentro daquela cadeia. Eu prefiro estar presa do que ele estar solto. A cadeia para mim não é nada, mas eu quero que ele viva o inferno todos os dias. É isso que eu desejo para ele. [Música] Que lindão. Dança, meu filho. Ai, que bonitão. [Música] Você quer comer o quê? ou chinês. Que que você quer comer? Pãozinho integral. Ah, então tá bom. Vou falar pra vovô. Isso. Melhorou. Te amo. Sou Débora Saraiva. Eu sou ex-namorada do Jairinho. [Música]
Dá oi pra minha mãe. Dá oi pra minha mãe. Olá. Já tava com ele há quase um ano quando eu lhe quando ele me agrediu a primeira vez. Como é que foi isso? Eu tava desconfiada de algumas situações dele. Mexi no telefone dele e descobri conversas. Ele partiu para cima de mim, me jogou no sofá, ficou em cima de mim me enforcando. Parecia que ele virava a chave assim, ó, e ele mudava a feição e ele não pensava no que ele tava fazendo. Cara, que saco, cara. Você procurou ajuda? Não. Por quê? Porque não adiantava,
eu não ia ter como provar. O pai dele, deputado coronel da PM, eu ia fazer o quê? Não dava. Você eh não pensou em se separar dele? Mas a gente separou várias vezes. E por que que você voltava? Porque ele aparecia na minha casa. Aí tinham vezes que ele tinha voltado pra ex-esposa, que era a mãe dos filhos, e ele aparecendo na minha casa. Eu falei: "Se você aparecer aqui de novo, eu vou ligar para ela e vou falar". Aí ele botou o rosto dele bem colado no meu e falou assim: "Faz isso que eu
te machuco onde mais te machuca". significa meus filhos. Na época em que conheceu Jairinho, Débora tinha um filho de 2 anos e uma filha de seis. Qual foi a primeira agressão do Jairinho enquanto seu filho? Ele me ligou falando que tinha uma reunião de vereadores numa casa de festas que pertencia a um deles. Perguntou se poderia levar o meu filho. Ele levou e aí passaram 10, 20 minutos, meu filho voltou com féor quebrado. Mentira. Hoje eu não sei o que realmente aconteceu, mas que estavam só os dois estavam. E o seu filho disse o que
para você? Não falou nada. Meu filho tinha dois para três anos quando aconteceram as agressões. Ele só veio contar mesmo quando ele viu na internet o vídeo no YouTube que aparecia o rostinho do Henrique com jairinho. Assim, é a foto de capa, né? Ela é mentirosa. É um negócio impressionante. Eu não sei como é que o judiciário faz isso. Na segunda agressão do meu filho, ele me encheu de remédio, não sei como, e nesse dia ele me violentou. Ele fez sexo sem o meu consentimento. [Música] Te estuprou. Isso. Eu tomei um refrigerante no copo. Minha
filha depois achou um pozinho e ela mostrou pra minha mãe. Minha mãe viu e no mesmo dia ele fez com meu filho umas maldades de tortura, de pisar na barriga dele, de botar papel e pano na boca. É nesse nível. Você viu marcas no seu filho no dia seguinte? Ele se queixou de dor pelo corpo. Não tinha um rosto, não tinha nada, nada. Ele não bateu, ele ficou pisando em cima. É um absurdo isso. Eu não sei aonde que eles querem parar. Eu não sei quem é que tá bancando isso. Ela fala que o Jar
estou ela em 2015, mas ela ficou com ele até 2021. Agora, o real motivo é muito simples. O Jairinho estava com a Monique. Essa dor que elas tinham de estar ali vendo o Jairinho em um relacionamento teoricamente sério com a Monique desagradou as outras. Família do Jairinho diz que você só veio a público com as denúncias por vingança, porque o Jairinho nunca teria assumido um relacionamento com você. É, eu vi isso. Eu só falei quando meu filho falou. Eles sabem disso. Eles tentam me diminuir porque eles sabem que eu tô com a verdade. Em algum
momento da sua vida, você agrediu algum filho de alguma ex-namorada sua? Jamais. Em algum momento da sua vida, você agrediu Enri Borel? Nunca. Mas o Leniel conta que anteriormente o Henrique já tinha se queixado da suposta brutalidade do Jairinho. Houve até uma conversa, uma cariação entre o Jairinho e o Leniel Borel aqui no condomínio. A alusão dele de daquele primeiro momento era de abraço forte. E ali, né, quando eu volto para entregar, eu falei assim: "Olha só, forte ou fraco, eu não quero que você dê mais abraço nenhum no meu filho". Não, mas ele me
pede abraço. Eu falei: "Não quero saber, eu não quero que você dê mais abraço nenhum no meu filho". Que aconteceu? O Henri da Monique pediu o abraço da Frozen, que abraço forte. O R brincava comigo, o Ri é meu parceirinho, meu amigo, não tinha nada disso. O Lenial tirou satisfação. Muito mais por ciúme, no meu entendimento, do que alguma coisa que estava incomandando Henri. Teve um relato de um abraço apertado entre o Henry e o Jairo, mas que foi de forma amistosa resolvida, ou seja, até o Leniel foi convencido pelo Jairo. O Jarinho sempre negou
qualquer desavença com o Henri, só que tem mensagens trocadas entre a Monique e a babá do menino que podem ser decisivas para condenar o ex-vereador. [Música] Quem é a babá Tainá? Como ela chega na sua vida? A Tainá era uma estudante de psicologia e que seria uma ótima recomendação, já que ela era de confiança. Quando foi a primeira vez que a Babá Tainá relatou alguma preocupação com relação ao Henrique, que o Jairinho pudesse estar agredindo seu filho? Foi no dia 12 de fevereiro de 2021, véspera de carnaval. Essa conversa aconteceu quase um mês antes da
morte do menino. Esses são arquivos que foram apagados do celular de Monique, mas que a polícia conseguiu recuperar. Neste dia, a Monique foi fazer as unhas num salão de beleza. Ela estava no shopping quando ela recebe uma mensagem da babá dizendo que o Jairinho havia chegado mais cedo do trabalho. Quando ele chega, ele é recebido pelo Henrique com alegria. Depois disso, eles entram pro quarto. Tainá percebe uma situação anormal e avisa Monique. Isso. começou a me mandar mensagem o tempo inteiro falando, Monique, tá acontecendo alguma coisa errada e eu fiquei apavorada. Simplesmente está num salão
de beleza, ela prefere, né, cuidar ali da sua aparência do que se preocupar em proteger o filho. Doutora, por que que a Monique não voltou para casa? Aí é que tá. O que as pessoas têm que ter em mente também é a distância do salão até o apartamento onde eles residiam. O tempo mínimo necessário pra Monique chegar do salão até a casa seria aproximadamente 10 minutos. Isso tudo durou aproximadamente 3 minutos. Eles abrem a porta, a porta se abre e o Henri sai. Eu pergunto, como que o Henri está? O Henri está normal, não está
chorando, não está se queixando de nada. E tá tudo bem. Naquele dia você agrediu, Henri no? Óbvio que não. Não tem conexão com a realidade. Isso não existe isso. Quando você lê essas mensagens, o que que você entende? A Monique, ela queria que a Tainá não deixasse o rim e contasse o que ele vinha me contando, porque se você olhar ali, ela tá preocupada com o que ele disse, não o que aconteceu. Uma criança que fica 3 minutos dentro do quarto com você, se você fizer alguma coisa para essa criança, essa criança sai do quarto
chorando, pô. Sai do quarto machucada, sai do quarto magoada. Sai do quarto normal, não tem problema nenhum. Henri de sunga mancando. A gente imagina o que que o Jairo tava fazendo com Henri lá no quarto. Tainá diz que Henri está reclamando de dor no joelho. Monique responde: "O que será que aconteceu?" Monique, você recebeu uma mensagem no meio da tarde da babá tainá e você só voltou para casa no fim da tarde. Por que que você não largou tudo e foi entender o que tava acontecendo com seu filho? Na verdade, eu só recebia mensagem da
agressão por volta de quase 18 horas e eu sim voltei imediatamente para casa após o relato que o Jairo deu um chute e uma banda nele e ele caiu e machucou o joelho. A Monique conta que quando chegou a Tainá disse que havia se enganado, mas que mesmo assim ela decidiu tomar providências. Então o que que eu fiz? Eu falei assim: "Eu vou até o hospital, vou descobrir o que que aconteceu". Ele vai falar pra médica. A pediatra foi e passou um raio X. Nós fizemos um raio X. Quando ficou pronto, ela falou: "Henry, olha
aqui a foto do seu joelho. Olha como é que seu joelho é por dentro. Olha o seu ossinho. Não tem nada. Não tem nenhum rostinho. O meu filho não apresentava marcas. Na delegacia, a babá deu duas versões diferentes. Primeiro, ela disse que não viu nenhuma agressão, mas no segundo depoimento, ela incriminou o Jairinho. Depois, na justiça, ela voltou atrás mais uma vez. A senhora muda o seu depoimento. Sim. Eh, percebeu, portanto, e dizia paraa Monique que o Henry era agredido fisicamente e também psicologicamente por Jairo. Não, eu não disse que ele era agredido fisicamente porque
eu não vi nenhum mato. Perguntaram o Henri durante duas horas o que que tava, o que que eu falei? O que que o Tio falou? O que que o Tio falou durante duas horas? O que o tio falou? Aí teve uma hora que ele falou: "Ah, o time deu uma banda uma rasteira". É. Segunda, fazer uma banda. Desse dia eu nem dei uma banda nele, mas é uma banda que eu dava na frente da Monique, na frente da família. Ele brincava de Lutinha, porque o Jin assim fazia assim nele assim, mas sem deixar ele cair,
segurando ele no colo. Negócio de homem, um negócio, uma lutinha. Esperar acontecer uma coisa pior é a melhor decisão. Doutora, perceba que a Mônica precisava de alguma prova de que algo de fato estava acontecendo. Tanto é que ela pergunta a Babá se ela conhece alguém para instalar microcâmeras no quarto do Henria, que ela pudesse de fato adotar essas providências. Ainda na justiça, Tainá disse que era Monique quem a influenciava contra Jairinho. Hoje, no meu entendimento, era Monique que me fazia acreditar muita coisa e por isso a minha cabeça tava transtornada e eu começava a imaginar
um monstro que no quarto poderia não estar acontecendo nada. A Tainá, ela diz que ela não entra no quarto com o Jairo porque ela tem medo do Jairo. Como que depois ela muda essa história? Porque metade da família dela é empregada pelo Jairo, pelo coronel Jairo há anos. Ela foi coagida por você, pela sua família, por alguém? Tainá. Tainá falava tudo. Falou o que ela falou o que existe, que não existe. Pô, como é que nós vamos falar com a Tainá alguma coisa? É impossível. Senhora, acha que ela gravaria comigo? Não, não. A medo do
quê? Como é que você vê? A babáin de Oliveira, ela mora aqui nessa rua em Bangu, bem perto da casa do coronel Jairo. É nessa casa verde aqui. Oi, tudo bem? É, queria falar com a Tainá. Ela não tá. Você consegue falar para ela que eu tô tentando falar com ela? Tá bom. Ela tá em casa. A gente tem dois números dela. Um que a advogada passou, não tá funcionando. Vamos ver o que a gente descobriu por nossa conta. Só chama. Tainá nunca entrou em contato com a gente. Monique e os familiares começam a desconfiar
quando sai a primeira notícia em relação à criança que teve o fêmor quebrado pelo Jairo. Inicialmente a Monique ainda estava junto com o advogado do Jairinho. O advogado André França Barreto defendia tanto Monique quanto o Jairinho. Foi contratado pela família do ex-vereador. Não há o que ser escondido. Um casal coeso, uma família unida, pessoas de caráter. A família dela fez o contato comigo temerosa pela situação, porque havia um advogado para duas pessoas serem defendidas. Na verdade, somente Jairo era defendido. Eu não achava nem necessário um advogado, porque na minha cabeça não tinha crime, era um
acidente doméstico. Seu primeiro encontro com a Monique Medeiros, o que que ela te contou? ela de imediato, assim que eu a encontrei, me responde: "Não, Dr. Hugo, na verdade eu estava dormindo e fui acordada pelo meu ex-companheiro e não ao contrário, como constava no depoimento. É o que ela te disse. Mas na delegacia ela ficou frente à frente com o delegado. foi perguntado a ela o que aconteceu naquele quarto, por que que ela não falou a verdade ali? Porque Monique estava programada para mentir. O Jairin te pediu nesse momento para você mentir? Pediu ele e
o André. Ele falou assim: "Você vai todos os dias pro meu escritório, nós vamos treinar". E todas as vezes que chegava próximo da hora da madrugada, eu falava a verdade, eu fui acordada pelo Jairo. Aí ele falava: "Não, repete tudo de novo. Você não foi acordada pelo Jairo. Você acordou o Jairo. A ideia é permitir a demonstração da verdade a todo custo. ela entra em contato com o delegado, eh, querendo prestar um novo depoimento a fim de refutar tudo que mandaram ela falar anteriormente. Entretanto, não lhe foi oportunizado prestar um novo depoimento. A gente acabou
de ver agora a virada da Monique, que é muito importante para entender toda essa história. É um momento em que ela rompe com o Jairinho. Só que é o seguinte, nem a polícia, nem os promotores queriam mais saber de ouvir a Monique. Pra eles, ela teve um papel na morte do filho. Para eles, ela não é inocente. A mãe não afastou o agressor do convívio de uma criança de 4 anos, filho dela, depois que veio o pior resultado possível de uma rotina de de violência, que é justamente a morte do Henri, ela esteve em sede
policial em depoimento por mais de 4 horas, apresentando uma declaração mentirosa, protegendo o assassino do próprio filho. Por que que você não denunciou as torturas que seu filho estava sofrendo? Entra aqui, entra aqui. A juíza pergunta: "Monique, o que que você acha que aconteceu naquele apartamento?" Sinceramente, eu acho que três pessoas sabem o que aconteceram. Meu filho que não tá mais aqui, Deus. E o Jairinho. Você em algum momento esteve no quarto em que o Henri tava dormindo? Jamais. Todas as vezes a mãe que levou até o o cômodo para poder deitar com ele. Você
pediu pra Monique em alguma situação para ela dizer que foi ela quem viu um menino desmaiado, desacordado. Pedi um negócio desse você chega a ser uma indecência. Como é que eu vou pedir para uma mãe falar isso? Se eu tiver falando isso, eu tô falando que fiz alguma coisa. É uma confissão de culpa isso. O Jarinho alega que há muitos anos tomava remédios fortes para dormir e que isso aconteceu naquela noite aqui no edifício. E esse seria o álibe para tentar provar que ele não poderia ter acordado naquela noite antes que a Monique. Eu tomo
remédio há 20 anos e os remédios que eu tomo eles te dão uma amnésia transitória. 2 horas da manhã já devo estar no ápice do meu remédio. Deitei na cama e eu o vi deitando na cama junto comigo, mas eu não ou vi tomando os remédios. Eu quero também esclarecer e fazer um adendo que eu notei ele macerando um comprimido dentro da minha taça. Ele te dopava? Eu acredito que sim. Você questionou ele? Questionei ele, briguei com ele inclusive. Só que ele dizia que ele não queria que eu conversasse com homens no Instagram, que que
eu não ficasse acordada para ele enquanto ele dormia. Olhando para trás hoje, eu percebo que como ele fez isso com as outras ex-namoradas e ex-amantes, que ele poderia sim fazer comigo. Você ouviu algum barulho aquela noite? Não ouvi nada. Eu não ouvi se o meu filho me chamou. Eu não ouvi se ele foi agredido. Eu deveria ter dormido naquela cama com meu filho. Eu deveria ter estado com ele naquela cama. Eu não deveria ter tomado remédio. Em sede policial, a Monique contou que ela te acordou e que vocês socorreram o filho dela. Agora ela mudou
a versão. Ela disse que ela foi acordada por você. Quem tá mentindo? Você ou Monique? Thía, o que eu falo é o que eu falo desde o primeiro dia que que aconteceu e que as pessoas me perguntaram o que aconteceu. A minha versão é sempre a mesma. Ela falou no hospital que ela havia encontrado. Ela falou em sede policial que ela havia encontrado. No interrogatório para a polícia, Monique disse que se deparou com o filho caído no chão e que depois gritou por Jairinho e que este veio correndo. De repente, por orientação de advogado, não
sei, ela tá dizendo que eu encontrei ele primeiro. Então ela, a Monique tá mentindo de falar que eu acordei primeiro. Lógico que tá. Quem tá mentindo? O Jairo. O Jairo é um grande mentiroso. Quem é o assassino do seu filho? É o Jairo. Era a pessoa que dormia do meu lado. Era o vereador, pai de três filhos. Eu acredito que ninguém imaginaria que uma pessoa daquela pudesse fazer algo tão grotesco, algo tão cruel, algo tão perverso, com uma criança tão dócil. Meu filho era tão dócil, tão amoroso, tão carinhoso, tão lindo. Ele falava todo dia
para mim que eu era linda. Ele todos os dias ele me abraçava, ele me enchia de beijo e a gente vivia rindo, gargalhando, brincando. A gente brincava tanto. Meu filho era o meu melhor amigo, meu filho era o meu maior amor, era tudo para mim. Esse aqui foi o hospital onde o Henrique foi atendido. Não há nenhum registro de câmeras de vigilância desse atendimento, porque o hospital alega que naquela noite todo o sistema estava em manutenção. Foi aqui, olha, emergência pediátrica. Antes de estacionar, eu já largo. Eu abro a porta com meu filho no no
colo. Eu saio entrando pelo barrador. Eu deixo ele no leito, chamo todos os médicos. Pelo amor de Deus, meu filho tá com dificuldade de respirar. E vem muita gente, vem muitos médicos, todo mundo se compadecendo da gente, sabe? falou que era uma criança linda. Eu fiquei atrás do meu filho, mexendo no cabelo dele, rezando, rezando, rezando, pedindo a Deus para que aquilo tudo acabasse, para que aquele pesadelo acabasse. Aí a médica diz: "Seu filho está em parada cardiorrespiratório. Nós não estamos conseguindo nem medir o pulso do seu filho. Ele chegou lá em parada cardiorrespiratória. Isso
eu não sei te dizer. Eu sei que ele chegou vivo. E por que que ele chegou grave no hospital? Porque ele chegou em parada. Você como médico chegou a acompanhar algum procedimento no resgate do Henri? Vi. Vi todos os procedimentos. Você via alguma resposta no Henri durante essas manobras para ressuscitá-lo ou para salvá-lo? Eu vou te ser bem sincero, Thaís. Eu na hora que eu estava e eh ali, é uma situação muito delicada. A primeira que atendeu, ele nunca tinha atendido uma parada cardiorrespiratória no Barradoor. Nunca na vida ela tinha atendido. E elas se viram
numa situação difícil. E ali mais ou menos umas 4:10 da manhã, Monique me liga e ela tava chorosa. Vem aqui pro Barrador que o Henrique tá com dificuldade de respirar. E quando eu chego no hospital e eu ajoelho perto das médicas e eu peço pelo amor de Deus, salvem o meu filho, salvem o meu filho. Foram 2 horas de ressuscitação. Eu vi os médicos, eles se intercalavam, cada um fazia um tempo, cada um fazia um tempo, cansava, ia para outro. Era incansável o trabalho deles era incansável. E às 5:42 da manhã, elas falaram que ele
tinha vindo a falecer. Eu falei: "Não é possível. Não é possível". Linel foi jogado, ficou jogado de um lado chorando. Eu fiquei na calçada chorando do outro lado. Todo mundo desesperado. Ninguém entendia nada. Ninguém tava entendendo nada. Aquela criança que eu que eu entreguei linda, sorrindo, feliz horas antes, já não era mais a mesma criança. Quando eu olho meu filho na cama depois de mortos, que eu só consigo olhar ele todo, o Henri já com a boca diminuta, com o rosto desse tamanho, cheio de hematoma. É uma dor sem fim, né? Diária, é eterna. [Música]
Meu celular começou a trocar. Aí eu peguei o óculos, botei o óculos ali aí. Eu atendi a chamada. Ele fala assim: "Pai, seu príncipe morreu". Olha, [Música] a Monique, ela só sabia dizer que ela foi acordada e que ela não sabia direito o que tinha acontecido. E o o Jairo acordou ela, que ela estava dormindo. E ali todo mundo em pânico, todo mundo em silêncio, todo mundo querendo entender. [Música] 5:42 Henri é declarado morto. Como é que você recebe essa notícia ao lado da Monica? Um choque, um trauma. Eu tinha certeza que ia voltar correr
para casa. Como é que vai, como é, como é que você vai levar uma criança para ser socorrida e você não vai achar que ela vai voltar com você? Uma criança com 5 anos de idade. A gente viu até aqui como cada um contou a sua versão sobre a noite trágica da morte do Henri. É tudo muito conflitante. Agora, presta atenção nessa atitude do Jairinho. A acusação diz que ele tentou evitar que a morte do menino fosse investigada, que ele não queria que o corpo fosse para o IML. O que que as médicas disseram para
você naquela noite? Qual foi a causa mortes do seu filho? Elas falaram que a causa era indefinida, que elas não saberiam me dizer o motivo daquela causa de morte. E ali você já via que tinha muita coisa estranha, né? O Jairo ali começa a sair do hospital e começar a fazer ligações. O vereador Jairinho teria tentado a liberação rápida do corpo do menino no hospital particular para onde ele foi levado. A ideia era evitar a autópsia no IML. Ele tenta de alguma forma não passar pelo processo legal que é o envio dessa criança ao IML.
para que se ateste efetivamente qual foi a causa morte. Ele tentou utilizar do seu poder político, ligando para o Pablo, que era um conselheiro do Barrador. Nas mensagens para Pablo dos Santos Menezes, Jairinho faz os seguintes pedidos: agiliza ou eu agilizo o óbito. Vê se alguém dá o atestado pra gente levar o corpinho. E depois Jairinho passou a ligar insistentemente. Então ele me liga e eu explico para ele a situação. Eu falo: "Jairinho, olha só, impossível a situação. Eh, não dá para fazer a liberação do corpo. Eh, não dá para fazer a liberação do corpo
com atestado de óbito. É situação que legalmente requer o envio ao IML. O Jairinho em momento nenhum diz para não mandar a criança para o ML. Está lá na mensagem. O Jairinho pede para agilizar. [Música] Eu sou médico. É óbvio que esse corpo tem que ir pro ML. O Jarin falou que ele tentou acelerar a liberação do corpo para esse corpo não passar pro IML para determinar a causa da morte. Olha, eu descobri isso ontem e eu vi ontem que ele tinha pedido a liberação do corpo para enterrar logo o meu filho. E eu vou
falar mais, por muito tempo eu tive raiva do Leniel, porque a todo momento eles meio que acusavam o Leniel. Ah, o Leniel ele entregou uma enripação no mal, ele deveria ter levado para hospital, ele então aquilo foi foi me envenenando aos poucos. Mas hoje eu vejo que se não fosse o Leiel ter mandado o corpo do meu filho pro IML, a gente não saberia que meu filho tinha sido assassinado naquela noite. Esse último relato da Monique é revelador. Essa foi a primeira vez que a mãe da criança disse que o Leniel, o pai do Henri,
tinha toda a razão em desconfiar que o filho foi assassinado. Segundo o laudo do IML, a causa da morte foi hemorragia interna e ferimentos graves no fígado. Tinha uma hemorragia, tinha hemorragia abdominal volumosa. Sangue ali preenchia toda a cavidade abdominal. O exame necroscópico apontou 23 pontos de lesão no corpo do garoto. Que me chamou muita atenção foi exatamente a a versão apresentada de uma possível queda na cama com todos aqueles pontos de contato de lesão. [Música] 30 dias, né? Dia 8 de março, vamos caminhando até dia 8 de abril, que foi quando eles foram presos
na casa da tia avó. Como foi a prisão? A polícia chegou lá na casa, derrubou o portão da casa da tia, derrubou. Entraram lá. A tia Calma, eles estão dormindo aqui no no quarto. O vereador e a namorada foram presos na casa de uma tia dele. O casal não ofereceu resistência, mas tentou jogar fora dois telefones celulares. Você tentou jogar o celular pela janela quando a polícia foi prender? Quando quando aconteceu, eu não esperava. E aí, lógico, 6 horas da manhã você ser recebido pela polícia, você não fica tranquilo, né? Peguei o celular, levei o
celular pro banheiro e ele pegou o celular da minha mão. O pedido de prisão temporária foi concedido pela justiça porque Jairinho e Monique estariam atrapalhando as investigações da morte da criança e ameaçando testemunhas. Gemaram um vereador médico e uma professora diretora de escola perigosíssimo. Grava com a gente grava com a gente? Depois a gente grava amanhã. Pode ser. Tarde. Já. Por que que você torturou a criança? Eles saíram realmente sem que falar com a imprensa sobre grande tumulto aqui na porta da delegacia. A situação do vereador só se complica. E aí depois a polícia puxou
outros casos, né, semelhantes e vimos que isso daí era modos operandes dele. O Jairo, ele já possui um histórico de violência contra a criança, mas esse histórico tava encoberto também. Depois da morte do Henri, o mundo do Jairinho desaba. começa a aparecer uma série de outras denúncias de violência por parte dele contra crianças e contra mulheres. Eu lembro que fosse era uma quarta-feira, eu ajoelhei e falei assim: "Deus, que que aconteceu? Foi Monique, foi Jairo, foi Jairo, Monique?" E naquele mesmo dia, na minha rede social veio a Natasha, que é a mãe de uma das
vítimas. Deniel, se eu tivesse denunciado esse monstro, teu filho estaria vivo. Ele fez a mesma coisa com a minha filha há seis anos atrás. Uma adolescente, filha de uma ex-namorada de Jairinho, disse essa semana que teria sido agredida por ele quando tinha 4 anos. Essa mulher foi entrevistada pelo jornalista Roberto Cabrini. Vamos começar com essa pergunta. Quem é a senhora? Vamos lá, mãe e os meninas que teve eh um relacionamento com o Jainho durante um tempo e convivi com ele e descobrir coisas que assim eu não queria ter passado, não queria ter visto. O que
mais chamou sua atenção do relato da sua filha? A a crueldade assim, ela era só uma criança. Um dia ele levou ela para dentro de um bar que ela não sabe dizer onde era, mas que tinha uma cama e uma piscina. parecia ser um quarto de um motel mesmo e que ele afundava ela embaixo d'água até ela perder a respiração e subia de novo ela que afundava e subia. Assim, isso para mim é uma coisa que só de eu tentar pensar de como foi o coração. A menina vai depor e nitidamente fora do contexto para
se interrogar uma criança, ela fala: "Ah, ele ele me botou no fundo do do de uma piscina e pisou na minha barriga." O Jarinho na época pesava 115 kg. Se ele pisa na nossa barriga, na minha, a gente morre. Ela teve, ela era magrinha, era um palitinho. Aí ele pisou na barriga dela no fundo da piscina. Então é uma mirambolice. Isso é uma maluquice. E a Débora? A Débora namorou o Jin. É verdade. De 2014 a 2015. Ficava aqui na porta de casa. Ficava na porta de casa de 7 às 10, 11 esperando Jairinho. Depende
da hora de Jairinho chegar. Eu que mandei ela entrar. Porque eu fiquei com medo dela ser assaltada na porta.