Hoje você vai conhecer a história completa do primeiro livro de Samuel de uma forma que talvez nunca tenha visto, sem filtros e sem enrolação. Fique até o final e tenho certeza que a história desse poderoso livro vai mudar algo na sua vida. Na região montanhosa de Efraim vivia um homem chamado Eucana, filho de Jeroão, um levita piedoso, de linhagem respeitável, que subia todos os anos a Siló para adorar e sacrificar ao Senhor dos Exércitos. Seu coração estava ligado à tradição, mas sua casa era marcada por uma tensão silenciosa. Eucana tinha duas esposas, Penina e Ana.
Penina era fértil, mãe de filhos e filhas. Já Ana era estéril e o ventre fechado de Ana se tornara palco de dores profundas. Penina, ao invés de compaixão, lançava palavras como flechas. A cada viagem a Siló, a cada sacrifício oferecido, a cada porção dada por Elcana a sua Família, Penina zombava. Ela provocava Ana cruelmente por sua esterilidade, como se a ausência de filhos fosse uma falha pessoal, uma desonra imperdoável. Mas Eucana amava a Ana, sempre lhe dava porção dobrada do sacrifício. Tentava confortá-la com palavras. Ana, por que choras? Por que não comes? Não sou eu
melhor para ti do que 10 filhos. Seu carinho, porém, não silenciava o vazio que ecoava dentro Dela. Num desses anos, Ana se levantou após comer e beber em Siló. Era o momento em que o sacerdote Eli estava sentado junto à entrada do templo do Senhor. Ana, profundamente amargurada, orava. Suas palavras não saíam audíveis, mas seus lábios tremiam. As lágrimas corriam com liberdade. Era uma oração feita no silêncio, mas que rompia os céus. Ela fez um voto ao Senhor: "Senhor dos exércitos, se atentares para a aflição da tua serva, se te lembrares de Mim e me
deres um filho homem, eu o dedicarei a ti por todos os dias da sua vida." Sobre a cabeça dele não passará navalha. Eli observa, achou que ela estivesse embriagada, a repreendeu com dureza. Até quando estarás embriagada? Aparta de ti esse vinho. Mas Ana respondeu com sinceridade: "Não, meu Senhor. Sou mulher atribulada de espírito. Não bebi vinho nem bebida forte, mas derramei a minha alma perante o Senhor." Eli, Então, abençoou: "Vai em paz e o Deus de Israel te conceda a petição que fizeste." Ana voltou para casa. Seu rosto já não era mais o mesmo. A
tristeza havia cedido lugar à esperança. No tempo determinado, Deus se lembrou de Ana. Ela concebeu e deu à luz um filho. Chamou-o de Samuel, porque disse: "Do Senhor o pedi." Quando Elcana voltou a subir a Siló para oferecer o sacrifício anual, Ana não foi. Disse ao marido: "Esperarei até que o menino seja Desmamado. Então o levarei para que apareça perante o Senhor e lá fique para sempre". Eucana concordou. Quando o menino foi desmamado, Ana o levou à casa do Senhor com uma oferta de sacrifício. E lá, diante do sacerdote Eli, ela declarou: "Por este menino
orava eu, e o Senhor atendeu a minha petição. Por isso também ao Senhor o entrego por todos os dias que viver." E ali diante do altar, Ana adorou ao Senhor. O menino Samuel, fruto da oração silenciosa de uma mulher Aflita, seria criado no templo, separado para Deus desde a infância. E assim começa a jornada daquele que seria um dos maiores profetas da história de Israel. Amanhã nasceu com louvor nos lábios de Ana. A mesma mulher que outrora derramara sua alma em pranto, agora se levantava com gratidão. Suas palavras não eram mais sussurros silenciosos no templo,
mas cânticos cheios de poder. Ana orou, não pedindo, mas exaltando. O meu coração exulta no Senhor. A minha força está exaltada no Senhor. A minha boca se alargou sobre os meus inimigos, porque me alegro na tua salvação. Suas palavras eram uma profecia. Ela falava da soberania de Deus que exalta os humildes e abate os soberbos, que farta os famintos e empobrece os que antes tinham fartura, que levanta o pobre do pó e faz assentar entre príncipes. Ana enxergava com os olhos da fé. O Deus que a ouviu não era apenas um socorro pessoal, mas o
rei Eterno que julgaria toda a terra. Depois desse louvor, Eucana voltou para sua casa em Ramá e deixou Samuel no templo aos cuidados do sacerdote Eli. O menino era ainda pequeno, mas já ministrava diante do Senhor, vestido com um simples efode de linho. A cada ano, Ana lhe fazia uma túnica nova e a levava quando subia com Elcana para oferecer o sacrifício anual. Era uma entrega, mas também um gesto de amor. A mãe que havia consagrado o filho, agora o acompanhava Em oração e cuidado silencioso. E o Senhor recompensou sua fidelidade. Ana teve mais três
filhos e duas filhas. A mulher outrora estéril, agora se tornava símbolo de fertilidade e bênção. E Samuel crescia diante do Senhor em estatura, em sabedoria, em favor com Deus e com os homens. Mas nem tudo em Siló era luz. Dentro do mesmo santuário onde Samuel florescia havia trevas. Os filhos de Eli, Hofne e Fineias também serviam como sacerdotes, mas eram homens Corruptos. tomavam para si as melhores partes dos sacrifícios, desrespeitavam a lei, desprezavam o Senhor. Mais que isso, cometiam imoralidade dentro da própria casa de Deus, profanando o santo com seus atos vergonhosos. Eli, já idoso,
soube de tudo. Tentou corrigi-los. Por que fazeis tais coisas? Não ouço boas notícias a vosso respeito. Se um homem pecar contra outro, os juízes o julgarão. Mas se pecar contra o Senhor, quem intercederá por ele? Mas seus filhos não ouviram. Seus corações estavam endurecidos e a sentença divina já estava a caminho. Um homem de Deus veio a Eli com uma mensagem do céu, um juízo declarado, irrefutável. Deus lembrou a Eli do privilégio que havia concedido à sua casa, o sacerdócio, o altar, os sacrifícios. Mas o Senhor agora declarava: "Honras a teus filhos mais do que
a mim, para vos engordardes das Ofertas do meu povo. Eis que tirarei de tua casa o sacerdócio. Nenhum dos teus viverá até a velice. Teus olhos verão a aflição da casa de Israel e te darei um sinal. Teus dois filhos morrerão no mesmo dia, mas nem tudo terminaria em julgamento. Em meio à condenação, uma promessa surgia: "Suscitarei para mim um sacerdote fiel, que fará segundo o que está no meu coração e na minha alma. Firmarei para ele uma casa duradoura. Ele servirá diante do meu ungido para Sempre". Samuel crescia e com ele crescia a esperança
de um novo tempo. A noite caía sobre Siló como um manto espesso de silêncio. Era um tempo em que as visões eram raras e a palavra do Senhor escassa. O povo caminhava, mas a voz profética que guiava Israel parecia adormecida. O sacerdote Eli, agora cego e idoso, repousava em seu lugar. A lâmpada de Deus ainda não se apagara, tremeluzmente no santuário. E ali, junto À arca de Deus, dormia o menino Samuel, ainda um jovem, mas já conhecido no templo como servo do Senhor. Criado desde pequeno na presença de Deus, ele ministrava ao lado de Eli
com obediência e zelo. Mas até aquele momento, Samuel ainda não conhecia o Senhor intimamente. Nunca havia ouvido sua voz, ainda não havia experimentado o peso e a glória de uma chamada divina. Então, algo aconteceu. No meio da madrugada, uma voz rompeu o Silêncio. Samuel, o menino se levantou apressado, correu até Eli. Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Mas Eli, sonolento, respondeu: "Não te chamei, meu filho. Torna a deitar-te." Samuel voltou a seu leito. Novamente a voz ecoou. Samuel, mais uma vez o jovem correu até o velho sacerdote. Eis-me aqui, pois me chamaste. Mas Eli negou:
"Não te chamei, meu filho. Vai e deita-te". A terceira vez se repetiu e Samuel tornou a levantar-se e correr até Eli. Foi então que o ancião, com a experiência de quem já ouvira aquela voz antes, percebeu. Não era um engano, era o próprio Senhor chamando o menino. Eli instruiu: "Vai e deita-te. Se te chamar novamente, dirás: "Fala, Senhor, porque o teu servo ouve". Samuel voltou, deitou-se, esperou e o Senhor veio. Se apresentou como antes, mas agora com uma intimidade gloriosa. Samuel, Samuel. E o menino respondeu com o coração aberto: "Fala, Senhor, porque o teu servo
o ouve." Ali Deus rompeu o silêncio de uma geração. O céu se inclinou à terra e revelou seu juízo a um menino. Samuel ouviu palavras duras, mas sagradas. Deus revelou que cumpriria tudo o que havia anunciado contra a casa de Eli, que não haveria expiação para os pecados de seus filhos, pois Eli os sabia e não os repreendeu com firmeza. O peso do sacerdócio havia sido desprezado e o Juízo era certo. Samuel permaneceu acordado até amanhã. Quando a luz raiou, ele temia contar a visão a Eli, mas o sacerdote o chamou. Samuel, meu filho, eis-me
aqui. O que foi que o Senhor te disse? Não me ocultes nada. Que Deus te castigue severamente se me encobrires qualquer palavra. Então Samuel contou tudo. Com reverência e fidelidade, revelou ao sacerdote cada detalhe da sentença divina. E Eli, submisso, respondeu: "É o Senhor, faça o Que bem parecer aos seus olhos. A partir daquele dia, tudo mudou. O Senhor estava com Samuel e nenhuma de suas palavras caiu por terra. Desde Dan até Berceba, todo Israel soube. Um novo profeta havia se levantado. Samuel era agora reconhecido como o porta-voz de Deus em Israel. O silêncio foi
rompido. A palavra do Senhor voltou a ecoar em Siló, e o menino que ouvira a voz no escuro se tornaria o homem que guiaria a luz sobre a nação. Enquanto a Palavra de Deus se revelava em Siló, as fronteiras da nação estavam ameaçadas. Um velho inimigo, os filisteus, se levantava novamente com força e crueldade. Israel saiu a batalha contra eles. O campo de combate se formou perto de Ebenzer e os filisteus se acamparam em Afeca. Quando a poeira da guerra se assentou naquele primeiro confronto, 4.000 israelitas jaziam mortos. Um golpe devastador. O povo ficou perplexo.
Por que nos feriu o Senhor hoje diante dos Filisteus? Buscando uma solução, os anciãos do povo tomaram uma decisão ousada e desesperada. Tragam a arca da aliança do Senhor que está em Siló, para que venha no meio de nós e nos salve das mãos de nossos inimigos. Era como se pudessem invocar o poder de Deus como um amuleto. A arca, símbolo da presença divina, foi tirada do tabernáculo e levada ao campo de batalha. Hofne e Fineias, os filhos de Eli, vieram junto com ela. Aqueles Mesmos sacerdotes corruptos agora carregavam o objeto mais sagrado da fé
de Israel. Quando a arca entrou no arraial, um grito de triunfo sacudiu o chão. O povo de Israel clamou com força, mas do outro lado os filisteus ouviram o brado e se encheram de temor. Um Deus veio ao arraial deles. Ai de nós. Nunca antes aconteceu coisa semelhante. Quem nos livrará das mãos desses deuses poderosos? Mas em vez de recuar, os filisteus se fortaleceram no medo. Sede homens e portai-vos varonilmente, ó filisteus, para que não vos torneis servos dos hebreus. E a guerra se reacendeu. O que veio a seguir foi um desastre. Israel foi derrotado
não em milhares, mas em dezenas de milhares. 30.000 homens caíram naquele dia. A arca de Deus foi tomada, o símbolo da aliança, o trono da glória, o centro da fé de Israel. Capturado, Hofne e Fineias, os filhos de Eli, foram mortos. A tragédia foi total. Um homem benjamita correu do campo de batalha até Siló. Suas roupas estavam rasgadas, pó sobre sua cabeça. Chegou à cidade e o clamor ergueu-se como o som do lamento coletivo. Eli estava sentado à entrada da cidade, ansioso. Seu coração tremia, não por seus filhos, mas pela arca de Deus. O mensageiro
contou tudo. Israel fugiu diante dos filisteus. Muitos caíram. Teus filhos, Hofne e Fineias, Estão mortos. E a arca de Deus foi tomada. Ao ouvir sobre a arca, Eli caiu da cadeira para trás. Seu corpo frágil não resistiu. O sacerdote de Israel, juiz por 40 anos, morreu com o pescoço quebrado. Tinha 98 anos. A esposa de Fineias, grávida, entrou em trabalho de parto ao ouvir a notícia. Deu à luz um filho, mas suas forças se esvaíam. Antes de morrer, nomeou o menino e acabou. A glória se foi, porque a arca de Deus havia sido levada, porque
seu sogro e Seu marido estavam mortos. E assim, com o nascimento de uma criança e a morte de um povo, o nome foi selado como um lamento eterno. A glória de Israel foi retirada. Os filisteus triunfaram em campo. A arca da aliança de Israel, o trono invisível do Deus todo poderoso, agora estava em suas mãos. A glória que havia conduzido Israel desde o deserto fora levada como troféu de guerra. Mas os filisteus estavam prestes a descobrir que não Haviam capturado apenas um símbolo, haviam tocado no sagrado. A arca foi levada de Ebenezer para Asdod, uma
das cinco cidades principais dos filisteus. Com orgulho e arrogância, colocaram a arca no templo de Dagon, o deus nacional, posicionando-a ao lado da grande estátua do ídolo. Para eles, era como exibir a derrota de Israel diante da suposta supremacia de Dagon. Mas ao amanhecer, a ilusão caiu literalmente. Quando os sacerdotes e os habitantes de Asdod entraram no templo, encontraram Dagon caído de bruços diante da arca do Senhor, um deus prostrado diante de outro. Assustados, levantaram a estátua e a colocaram de volta em seu lugar. Talvez pensem ser um acidente, mas na manhã seguinte o espanto
se transformou em terror. Dagon estava novamente prostrado, desta vez com as mãos e a cabeça cortadas, lançadas sobre o limiar do templo. Só o tronco permanecia. A mensagem era clara. O Senhor não divide Sua glória com ninguém. O temor se espalhou por Asdod, mas isso foi só o começo. A mão do Senhor pesou sobre os homens daquela cidade. Tumores começaram a surgir. A aflição se espalhava como uma praga, morte, dor, desespero. Os habitantes se angustiavam, percebendo que a presença da arca, que pensaram ser uma vitória, era, na verdade juízo. A arca do Deus de Israel
não pode ficar conosco. Sua mão é dura sobre nós e sobre Dagon, nosso Deus. Reuniram os Príncipes dos filisteus e decidiram mover a arca para outra cidade, Gate. Mas o juízo os acompanhou. Assim que a arca chegou a Gate, a mesma praga assolou seus moradores. Tumores surgiam entre grandes e pequenos. O povo gritava: "Gat entrou em pânico". E mais uma vez os líderes tomaram uma decisão desesperada, mandar a arca para Ecron. Mas quando ela chegou em Ecron, o povo nem permitiu que a arca fosse descarregada. O medo já havia chegado Antes dela. Trouxeram a arca
do Deus de Israel para matar-nos a nós e ao nosso povo. Um clamor tomou a cidade. Morte e praga avançavam como uma sombra divina. Tumores cobriam os corpos. O grito dos moribundos subia aos céus. A presença que deveria ser adorada estava sendo rejeitada com horror. A arca que os filisteus tomaram como conquista havia se tornado maldição. Em vez de honra, destruição, em vez de poder, julgamento. Por trás da vitória aparente havia um Deus que não se deixa escarnecer. E os filisteus começaram a compreender. A arca não era apenas um objeto de Israel, era o trono
do Deus vivo. A arca do Senhor permaneceu sete longos meses entre os filisteus, sete meses de terror, pragas e tumores. A vitória havia se transformado em maldição. As cinco cidades principais estavam em agonia. Já não era mais uma guerra contra Israel, era contra o próprio Deus de Israel. Finalmente, os filisteus se Reuniram, chamaram seus sacerdotes e adivinhos: "Que faremos com a arca do Senhor? Como a devolveremos ao seu lugar?" Os líderes religiosos temerosos aconselharam: "Não a enviem de volta vazia. Façam uma oferta pela culpa para que a praga cesse. Talvez assim sua mão seja aliviada.
Que oferta faremos? Eles responderam: Cinco tumores de ouro e cinco ratos de ouro, segundo o número dos príncipes dos filisteus, pois a praga atingiu todos. Fazei imagens dos Vossos tumores e dos ratos que assolam a terra, e dai glória ao Deus de Israel. Talvez ele alivie sua mão de vós, de vossos deuses e da vossa terra. E continuaram com temor. Por que endureceriais o coração como fizeram os egípcios e faraó? Não viram o que o Senhor fez com eles até que os deixassem ir? Então arquitetaram um plano. Construiriam um carro novo, nunca usado, puxado por
duas vacas que tivessem Parido recentemente, mas que nunca haviam sido colocadas sob jugo. Separariam os bezerros das mães para testar se a direção tomada seria mesmo conduzida por mão divina. Se as vacas seguissem direto para Betemes, saberam que o Senhor havia causado toda aquela calamidade. Senão, seria acaso. A arca foi colocada sobre o carro. Ao lado um cofre com cinco tumores e cinco ratos de ouro, imagens do juízo que haviam sofrido. As vacas foram soltas e, para Espanto de todos, seguiram direto pelo caminho de Betissemes, mugindo, mas sem se desviar, nem para a direita, nem
para a esquerda. Os príncipes dos filisteus seguiram até a fronteira como testemunhas do impossível. O povo de Betemes estava no campo colhendo trigo. Quando avistaram a arca ao longe, pararam. Um grito de júbilo rompeu o silêncio. A glória do Senhor voltava para Israel. As vacas pararam junto a uma grande pedra. O povo ofereceu Sacrifícios sobre ela. Alegria e reverência enchiam o ambiente. Os levitas desceram a arca e o cofre das ofertas, queimaram a madeira do carro e sacrificaram as vacas ao Senhor como holocausto. Foi um dia de celebração santa, mas a reverência logo deu lugar
à imprudência. Alguns homens de Betsemes ousaram olhar dentro da arca do Senhor. Aquilo que era santo, inviolável, foi tratado com leviandade. O juízo caiu sobre eles. 70 Homens foram mortos por sua irreverência. O luto substituiu o júbilo. Quem poderá estar diante do Senhor, este Deus santo, e a quem subirá de nós? O temor voltou. O povo enviou mensageiros aos habitantes de Kiriat, Jearim, dizendo: "Os filisteus devolveram a arca do Senhor: "Vinde e levai-a para vós." A arca voltara, mas Israel começava a aprender uma lição eterna. A presença de Deus não é um objeto que se
controla, mas um fogo que Se honra com temor e santidade. A arca do Senhor foi levada a Kiriate Jearim, onde encontrou abrigo na casa de Abinadab, situada numa colina. Ali ela foi guardada com zelo por Eleazar, consagrado para esse propósito. Por 20 anos, a arca permaneceu ali distante do tabernáculo, mas não esquecida. Durante esse tempo, Israel sentiu profundamente sua ausência. O povo gemeu. O coração da nação começou a Se voltar novamente ao Senhor. Foi então que Samuel, já reconhecido como profeta e juiz, se ergueu diante do povo com voz firme, mas cheia de compaixão. Se
é de todo o vosso coração que voltais ao Senhor, lançai fora os deuses estranhos e os postes de Azerá do meio de vós. Preparai o vosso coração para o Senhor e servi somente a ele. Então ele vos livrará mão dos filisteus. A resposta foi imediata. Israel abandonou Baal, rejeitou Azerá, Destruiu os ídolos, começou um verdadeiro retorno ao Deus vivo, um arrependimento que não era apenas de palavras, mas de ação. Samuel convocou uma grande assembleia em Mispa. Todo o povo se reuniu ali, jejuaram e confessaram seus pecados. Derramaram água diante do Senhor, um símbolo de rendição
total, como quem se esvazia diante da presença de Deus. "Pecamos contra o Senhor", disseram. E Samuel julgou Israel ali, guiando-os não com Espada, mas com verdade, intercessão e justiça. Mas a purificação do povo despertou a ira dos inimigos. Os filisteus, ao saberem que Israel estava reunido, marcharam contra eles. Era um momento perfeito para um ataque. Israel desarmado, vulnerável, focado na adoração. O medo se espalhou. Samuel, não cesses de clamar ao Senhor, nosso Deus por nós suplicaram, para que nos livre das mãos dos filisteus. E Samuel não recuou, Tomou um cordeiro e o ofereceu inteiro como
holocausto ao Senhor. Enquanto o fogo subia ao céu, suas palavras também subiam em oração. E naquele exato momento, o céu respondeu: "O Senhor trovejou com grandes trondos sobre os filisteus. Uma confusão sobrenatural os tomou. O exército inimigo foi derrotado diante de Israel. Os homens de Israel, renovados em fé, perseguiram os filisteus até abaixo de Betcar e os feriram duramente. Foi uma virada Divina. Então, Samuel tomou uma pedra e a ergueu entre Mispa e 100. chamou-a de Ebenzer, que significa: "Até nos ajudou o Senhor." Aquele marco não era apenas um memorial da vitória, mas da fidelidade
de Deus a um povo arrependido. A partir daquele dia, os filisteus não voltaram a invadir Israel. A mão do Senhor esteve contra eles por todos os dias de Samuel. As cidades que haviam sido tomadas foram devolvidas, e a paz voltou entre Israel e os amorreus. E Samuel continuou a julgar Israel todos os dias da sua vida. Ano após ano percorria Betel, Gilgal e Mispa, julgando o povo com justiça. E depois voltava para Ramá, onde mantinha sua casa, e ali também erguera um altar ao Senhor. Era um tempo de restauração, um tempo de retorno. E Samuel,
homem separado desde o ventre, liderava a nação não com armas, mas com a palavra e com o coração voltado a Deus. O tempo passou. A liderança de Samuel havia Restaurado a fé em Israel e trago paz à terra. Mas os anos deixaram suas marcas. Samuel envelheceu e como era a tradição entre os juízes, ele constituiu seus filhos como líderes sobre Israel, na esperança de manter a justiça e a fidelidade à lei do Senhor. Colocou Joel e Abias como juízes em Berceba, no extremo sul. Mas diferente do Pai, eles não andaram nos caminhos de Samuel. Seus
olhos cobiçavam lucros desonestos, pervertiam o direito, aceitavam Subornos. A corrupção voltou a manchar os corredores da justiça. O povo notou e o respeito que tinham por Samuel não foi suficiente para ignorar a conduta dos filhos. Os anciãos de Israel, representantes das tribos, subiram juntos até Ramá, onde Samuel morava. Lá, diante do velho juiz, apresentaram um pedido inesperado e carregado de rejeição. Tu já estás velho e teus filhos não andam nos teus caminhos. Constitui-nos, pois, um rei sobre nós, Para que nos julgue como tem todas as nações. Samuel ouviu em silêncio, mas seu coração se agitou.
Aquilo feria a alma. O povo queria um rei, como as nações ao redor. Rejeitavam o modelo teocrático, o governo direto de Deus, por meio de juízes e profetas. O pedido não era só por liderança, era por independência da vontade divina. Samuel, angustiado, levou a questão ao Senhor em oração. E o Senhor respondeu com clareza: "Ouve a voz do povo em tudo o Que te dizem, pois não te rejeitaram a ti, mas a mim, para que eu não reine sobre eles. Conforme tudo o que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até hoje,
me deixaram, serviram a outros deuses, assim fazem também contigo." Era uma ferida aberta, uma rebelião que se repetia geração após geração. Mas Deus ordenou: "Atende a voz deles, porém adverte-os solenemente e mostra-lhes qual será o direito do rei que houver de reinar sobre eles." Então, Samuel chamou O povo e, com voz firme e profética, falou das consequências do que estavam pedindo. Este será o direito do rei que reinar sobre vós. Tomará vossos filhos e os colocará em seus carros e cavalos. Uns serão soldados, outros lavradores dos seus campos, colhedores de suas vinhas, fabricadores de suas
armas. Tomará vossas filhas para serem perfumistas, cozinheiras e padeiras. Tomará o melhor de vossas terras, vossas vinhas, e os dará aos seus servos. Tomará os dízimos dos vossos campos, das vossas colheitas, dos vossos rebanhos, e vós sereis seus servos. Então clamareis por causa do vosso rei, mas o Senhor não vos ouvirá naquele dia. O aviso era claro. O futuro seria pesado. O governo humano traria poder centralizado, exploração, controle. Mas o povo não quis ouvir. Não queremos um rei sobre nós. Queremos ser como todas as nações. Que ele nos governe, saia adiante de nós e lute
nossas batalhas. E Samuel voltou A ouvir o Senhor. E o Senhor reafirmou: "Atende a voz deles, dá-lhes um rei". Então, Samuel despediu os homens de Israel e mandou cada um voltar para sua cidade. Mas no silêncio daquela despedida, um ciclo se encerrava. Israel havia escolhido trocar a liderança direta de Deus por uma monarquia humana. E, embora o Senhor fosse permitir, essa escolha marcaria profundamente a história da nação. O tempo dos juízes estava chegando ao fim e o tempo dos Reis estava prestes a começar. No meio da terra de Benjamim vivia um homem chamado Quis da
linhagem de Áfias, um benjamita respeitado, homem de posição. Mas não era ele o centro da história. Seu filho Saul era quem chamava a atenção. Saul era alto, muito alto. De ombros para cima, nenhum em Israel se comparava a ele. forte, jovem, formoso, um homem que, aos olhos humanos parecia ter nascido para liderar. Certo dia, as jumentas de Quis se perderam e ele Mandou Saul, junto com um servo, sair em busca dos animais. O que parecia uma tarefa simples de um filho obediente se transformaria numa jornada divina. Eles passaram pela região montanhosa de Efraim, pelas terras
de Saliza, por Saalim e depois por Benjamim, mas nada das jumentas. Quando chegaram à terra de Zuf, Saul pensou em voltar. Já andamos muito. Meu pai vai deixar de se preocupar com as jumentas e vai começar a se preocupar conosco. Mas o servo teve Uma ideia. Nesta cidade há um homem de Deus muito respeitado. Tudo o que ele diz acontece. Vamos até ele. Talvez ele nos diga por onde seguir. Falava de Samuel. Saul hesitou. Não tinha um presente para levar. Mas o servo ofereceu uma moeda de prata. E assim os dois seguiram rumo à cidade
onde o profeta estava. Enquanto subiam o caminho, encontraram moças que iam tirar água. O vidente está na cidade? Sim, disseram elas. Ele chegou Hoje. Há um sacrifício no altar. Se correrem, ainda o encontram antes que suba para abençoar o sacrifício. E subiram. Mas o que Saul não sabia era que na noite anterior Deus já havia falado com Samuel. Amanhã, a esta mesma hora, enviarei a ti um homem da terra de Benjamim. Tu o ungirás como príncipe sobre o meu povo, Israel. Ele livrará o povo da mão dos filisteus. Eu olhei para o meu povo. O
seu clamor chegou até mim. Assim que Samuel avistou Saul, o Senhor confirmou: "Este é o homem. Saul se aproximou do profeta sem saber quem era. Por favor, pode me dizer onde está a casa do vidente? Samuel sorriu. Eu sou o vidente, sobe comigo ao lugar alto. Hoje comerás comigo. Amanhã, de manhã, te deixarei ir e te revelarei tudo o que há em teu coração. E quanto às jumentas que se perderam há três dias, não te preocupes, já foram achadas. E para quem está reservado tudo o que há de desejável em Israel, não é Para ti
e para toda a casa de teu pai. Saul ficou atônito. Eu acaso não sou benjamita, a menor das tribos de Israel, e minha família não é a menor dentro de Benjamim? Mas o que estava em curso não era um plano humano. Samuel levou Saul e seu servo ao banquete, deu-lhes lugar de honra entre os convidados. cerca de 30 homens. Separou para Saul a porção reservada, a coxa, símbolo de prestígio, e disse: "Eis o que foi reservado para Ti, come". Naquela noite, Saul dormiu na casa do profeta. E ao amanhecer, quando a luz tocou as colinas
de Ramá, Samuel chamou: "Levanta-te para que eu te envie". Quando chegaram à saída da cidade, Samuel pediu que o servo seguisse adiante e então, sozinho com Saul, disse: "Detém-te agora, para que eu te faça ouvir a palavra de Deus. O destino de Israel estava prestes a mudar. O jovem benjamita, que sa em busca de Jumentas, seria naquele momento separado para o trono. O sol mal havia despontado no horizonte quando Samuel, com olhos firmes e mãos ungidas, tomou um vaso de azeite. Aproximou-se de Saul, o jovem que no dia anterior apenas procurava jumentas, e selou seu
destino. despejou o olho sobre a cabeça dele, símbolo sagrado da unção, e o beijou. Porventura não te ungiu o Senhor por príncipe sobre a sua herança? Quando te apartares de mim Hoje, três sinais te serão dados, para que saibas que Deus está contigo. Samuel, então, descreveu com precisão profética o que aconteceria. Primeiro, ao chegar junto ao túmulo de Raquel, perto de Zelsa, na terra de Benjamim, encontrarás dois homens. Eles te dirão: "As jumentas foram achadas. Teu Pai está aflito, perguntando: "Que será do meu filho?" Segundo, ao chegar ao carvalho de Tabor, três homens subirão para
oferecer sacrifícios em Betel. Um trará três cabritos, outro três pães e o terceiro um odre de vinho. Eles te cumprimentarão e te darão dois pães. Aceita-os. E por fim, ao chegares a Gibeá Elohim, onde há uma guarnição filisteia, encontrarás um grupo de profetas descendo do alto com saltérios, tambores, flautas e arpas. Eles profetizarão e o Espírito do Senhor virá sobre ti com poder. Tu também profetizarás e te tornarás outro homem. Quando esses sinais acontecerem, faz o Que estiver à tua mão, pois Deus é contigo. Depois desce a Gilgal. Sete dias esperarás até que eu venha
oferecer sacrifícios e mostrar-te o que deves fazer. Saul partiu e tudo aconteceu exatamente como Samuel havia dito. O coração de Saul foi transformado. O Espírito de Deus começou a agir de forma sobrenatural sobre ele. E ao encontrar os profetas, Saul foi tomado por um êxtase espiritual. Profetizou entre eles. As pessoas ficaram pasmas. Que Aconteceu ao filho de Quis? Também está entre os profetas? O ditado se espalhou. Está Saul entre os profetas? Mas quando o momento espiritual passou, Saul voltou para casa. Seu tio, curioso, o questionou: "Onde estiveste? Fomos procurar as jumentas e ao não encontrá-las,
fomos consultar Samuel. E o que Samuel te disse?" Saul respondeu com cautela. Disse que as jumentas já haviam sido achadas, mas não Contou nada sobre a unção. Guardou o segredo. O tempo ainda não era chegado. Mais tarde, Samuel convocou todo o povo em Mispá, um ajuntamento nacional. Era o momento solene de apresentar o escolhido do Senhor, tribo por tribo, clã por clã, homem por homem, até que a sorte caiu sobre a tribo de Benjamim, depois sobre a família de Matri e, por fim, sobre Saul, filho de Quis. Mas quando o nome foi chamado Saul não
estava entre eles. Procuraram-no, não o acharam e buscaram Ao Senhor novamente. Veio o homem até aqui? E o Senhor respondeu: "Eis que ele está escondido entre a bagagem." Trouxeram-no. E quando Saul se colocou de pé diante do povo, todos se admiraram. era mais alto do que qualquer outro, imponente, forte, com aparência de rei. Então Samuel disse ao povo: "Vedes a quem o Senhor escolheu? Em todo o povo não há semelhante a ele." E todo o povo gritou: "Viva o rei!" Samuel declarou diante do povo os Direitos do reino, escreveu tudo num livro e o colocou
perante o Senhor. Depois, cada um voltou para sua casa e Saul também regressou a Gibeá, acompanhado de homens de valor cujos corações Deus tocara. Mas nem todos se curvaram. Alguns homens desprezaram Saul, zombaram, perguntavam: "Como pode este salvar-nos? Não trouxeram presentes, não o honraram, mas Saul se calou. O homem que havia sido ungido em segredo, confirmado por sinais e Exaltado em público, agora precisava aprender a esperar. O trono o aguardava, mas antes a guerra. Nem todos os inimigos de Israel estavam em silêncio. A leste do Jordão, os amonitas, antigos descendentes de Ló, preparavam uma ofensiva
contra o povo de Deus. E à frente deles estava um homem cruel, Naás, rei dos amonitas. Ele avançou contra a cidade israelita de Jabes, Gileade, cercando-a com intenções claras, destruição e humilhação. Os Homens da cidade, temendo a morte, buscaram uma saída. "Faz aliança conosco e te serviremos", disseram Anás. Mas o rei inimigo não queria apenas servos, ele queria escárnio. Seu coração era guiado pelo desprezo. Farei aliança convosco com uma condição que vos arranque a todos o olho direito. Assim envergonharei a todo o Israel. A proposta caiu como veneno entre os habitantes de Jabes. Desespero, vergonha.
Eles pediram tempo. Concede-nos sete dias para que enviemos mensageiros por todo o território de Israel. Se ninguém vier em nosso socorro, nos entregaremos a ti. Naás, certo de sua vitória, concordou. A humilhação seria ainda maior se o povo inteiro visse a fraqueza de Jabes. Os mensageiros partiram, atravessaram montes e vales até chegarem a Gibeá. onde Saul, recém ungido, ainda levava uma vida simples no campo. A notícia se espalhou pela cidade como fogo em palha Seca. O povo chorava em alta voz. Foi então que Saul voltava do campo, conduzindo seus bois, e perguntou: "Que tem o
povo que está chorando?" Contaram-lhe o que os homens de Jabes haviam dito. E naquele instante algo sobrenatural tomou conta de Saul. O espírito de Deus se apoderou dele com poder. Sua fúria foi santa. Sua indignação foi justa. O tempo de se esconder havia acabado. O rei, até então silencioso, agora se levantava com Autoridade, tomou uma junta de bois, cortou-a em pedaços e enviou-os por todo o território de Israel, por meio de mensageiros, dizendo: "Assim fará com os bois de todo aquele que não sair após Saul e Samuel. O temor do Senhor caiu sobre o povo.
De norte a sul, homens se levantaram. Saul reuniu o exército em Bezeque. Contaram-se 300.000 homens de Israel e 30.000 de Judá. A maior mobilização desde os dias dos juízes. Os mensageiros foram enviados de volta a Jabes. Amanhã, ao aquecer do sol, vos será o livramento. A esperança reacendeu, e os homens de Jabes com estratégia disseram a Na. Farás conosco o que parecer bem aos teus olhos, mas foi uma armadilha. Na manhã seguinte, Saul dividiu seu exército em três companhias e atacou de surpresa o acampamento dos amonitas durante a vigília da manhã. O massacre foi total.
Os sobreviventes fugiram em confusão, de tal forma que não ficaram dois deles Juntos. Israel fora liberto e o povo agora via com clareza que Deus estava com Saul. Então, alguns lembraram daqueles que haviam desprezado o novo rei semanas antes. Onde estão os que diziam: "Reinará Saul sobre nós? Trazei-nos esses homens e os mataremos". Mas Saul, agora confirmado pelo povo e pela vitória, respondeu com nobreza: "Hoje não se matará ninguém, porque o Senhor operou grande livramento em Israel. E Samuel disse ao povo: "Vinde, Subamos a Gilgal e renovemos ali o reino". Ali diante do altar, Saul
foi novamente proclamado rei diante do Senhor. Ofereceram sacrifícios pacíficos e houve grande alegria em Israel. O homem que havia começado tímido, escondido entre a bagagem, agora reinava com coragem, humildade e poder. Israel estava unido, e o Senhor havia mostrado que a verdadeira força de um rei está em sua obediência ao Deus que o levantou. O povo estava reunido em Gilgal. A Atmosfera era de celebração. Saul havia sido confirmado como rei e Israel estava unido, revigorado após a vitória contra os amonitas. Mas antes de seguirem adiante, Samuel, agora velho, cabelos brancos, olhar firme, se ergue diante
da multidão. O momento não era apenas de festa, mas também de transição. Era hora de acertar as contas com a história. Com voz solene, Samuel se dirigiu a todos: "Eis que dei ouvidos à vossa voz em tudo quanto me pedistes e Estabeleci sobre vós um rei. E agora e aí o rei que vai adiante de vós. Eu, já velho e encanecido, tenho andado diante de vós desde a minha juventude até este dia. O velho profeta olhou nos olhos do povo. Não havia arrogância em sua fala, apenas verdade. Aqui estou. Testificai contra mim, perante o Senhor
e perante o seu ungido. De quem tomei o boi? De quem o jumento? A quem defraudei, a quem oprimi? De quem aceitei suborno para encobrir com ele os meus olhos? E volo Restituirei. O povo respondeu com firmeza: Nunca nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma da mão de ninguém. Samuel os fez confirmar diante de Deus: "O Senhor é testemunha contra vós neste dia e também o seu ungido é testemunha de que nada tendes achado em minhas mãos. Ele é testemunha", disse o povo. Então Samuel deu um passo além. O momento era sagrado. Ele
começou a recitar a história de Israel, não como uma Narrativa de glória nacional, mas como um registro de fidelidade divina e repetida. infidelidade humana. O Senhor foi quem escolheu Moisés e Arão e vos tirou da terra do Egito. Quando vossos pais se esqueceram do Senhor, ele os entregou nas mãos dos inimigos. Cícera, os filisteus, o rei de Moabe. Mas quando clamaram ao Senhor e se arrependeram, ele levantou juízes, Jerubaal, Bedã, Jefté, Samuel, e os livrou. Samuel então Tocou no ponto sensível. Porém, quando vistes que Naás, rei dos filhos de Amom, vinha contra vós, me dissestes:
"Não, mas um rei há de reinar sobre nós, ainda que o Senhor vosso Deus fosse o vosso rei. Agora, aqui está o rei que escolhestes, que pedistes, eis que Deus o concedeu. Temerdes ao Senhor, o servirdes, ouvirdes sua voz, e não fordes rebeldes, tanto vós como o vosso rei sereis abençoados. Mas se desobedecerdes, a mão do Senhor será Contra vós, como foi contra vossos pais. E então Samuel fez algo surpreendente. Agora apresentarei diante de vós um sinal do céu, para que saibais quão grande é a maldade que fizestes ao pedir um rei. Era tempo da
colheita do trigo, céu limpo, clima seco, mas Samuel orou ao Senhor e o céu escureceu. Trovões e chuvas caíram de forma sobrenatural. A terra tremeu, o povo também. Temor se abateu sobre todos. Ora por teus servos ao Senhor, teu Deus, Para que não morramos, porque além de todos os nossos pecados, acrescentamos este pedir para nós um rei. Mas Samuel, com compaixão pastoral, respondeu: "Não temais. Fizestes todo este mal, sim, mas agora não vos aparteis do Senhor. Servi-o com todo o vosso coração. Não vos volteis atrás, seguindo coisas vãs que nada aproveitam e não podem livrar,
porque são vãs. E declarou uma das verdades mais doces da aliança. O Senhor não desamparará o seu povo por causa do Seu grande nome, porque foi do agrado do Senhor fazer-vos seu povo. E concluiu: Quanto a mim, longe de mim pecar contra o Senhor, deixando de orar por vós. Antes vos ensinarei o caminho bom e direito. Temei ao Senhor, servi-o fielmente, considerai os grandes feitos que por vós t realizado. Mas se perseverardes na maldade, perecereis, tanto vós quanto o vosso rei. Samuel encerrou sua fala como um pai que exorta, ama e avisa. Não Havia ressentimento,
havia zelo. A monarquia havia começado sim, mas a soberania ainda era de Deus. Saul tinha 40 anos quando começou a reinar e 2 anos depois iniciou seu primeiro grande movimento militar. reuniu 3.000 homens de Israel. 2000 ficaram com ele em Micmas e nos montes de Betel. Os outros 1000 ficaram com seu filho Jonatas, um jovem valente e determinado em Gibeá de Benjamim. E foi Jonatas quem fez o primeiro movimento ousado. Atacou a Guarnição dos filisteus em Geba. Um golpe rápido, certeiro, mas que teve consequências enormes. Ao saber da ofensiva, os filisteus se enfureceram. Israel, um
povo pequeno e enfraquecido, havia ousado desafiar o império militar mais temido da região. Saul mandou suar a trombeta por todo o território. Ouça o povo, Saul feriu a guarnição dos filisteus. Agora Israel se fez odioso entre os filisteus, mas com a coragem veio o pavor. Os filisteus Convocaram suas forças. Era como um enxame devastador. Eles vieram com 30.000 carros, 6000 cavaleiros e soldados tão numerosos quanto a areia da praia. Acamparam em Mikmas, a leste de Betven, prontos para esmagar Israel. O povo de Deus tremeu. Os israelitas viram que estavam em grande aperto, encurralados. Homens fugiram
para cavernas, buracos, rochas, sepulcros e cisternas. Alguns até atravessaram o Jordão, fugindo para Gade e Gileade. O Exército de Saul estava minguando. O medo era maior do que a fé. Enquanto isso, Saul esperava em Gilgalo. O profeta Samuel havia dito que ele deveria aguardar s dias até que viesse para oferecer o sacrifício. Era uma instrução clara. O rei deveria confiar no tempo de Deus, mas os dias passaram e Samuel não aparecia. O povo começava a desertar. Soldados iam embora, um a um, como folhas levadas pelo vento. Então Saul, pressionado, impaciente e tomado Pelo medo, tomou
uma decisão que não era sua para tomar. Trazei-me aqui o holocausto e as ofertas pacíficas. E ele mesmo ofereceu o sacrifício. Mal terminou de apresentar a oferta, Samuel chegou. O profeta viu o altar ainda fumegando. O cheiro do sacrifício preenchia o ar. A expressão de Saul era de justificativa, não de arrependimento. Que fizeste? Perguntou Samuel. E Saul começou a se explicar. Porque vi que o povo se espalhava de mim, e tu não vinhas nos dias aprasados, e os filisteus já se ajuntavam em Micmas, eu disse: "Agora descerão contra mim, e eu ainda não busquei o
favor do Senhor. Por isso me esforcei e ofereci o holocausto." Mas Samuel não aceitou a desculpa. Procedeste loucamente. Não guardaste o mandamento que o Senhor, teu Deus, te ordenou. Porque agora o Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre, mas Agora o teu reino não subsistirá. O Senhor buscou para si um homem segundo o seu coração. A ele o Senhor ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou. Foi um golpe devastador. Saul ainda reinaria, mas não seria eterno. A linhagem real seria quebrada. Seu trono
não passaria adiante. Samuel partiu de Gilgal para Gibeá de Benjamim. Saul contou seus homens restantes, apenas 600 soldados. De um exército de Milhares estava um punhado de guerreiros. Enquanto isso, os filisteus se organizaram para o ataque. Dividiram seus exércitos em três companhias para saquear Israel. E para piorar, Israel estava desarmado. Os filisteus haviam proibido ferreiros em Israel para que o povo não tivesse lanças ou espadas. Apenas Saul e Jonatas possuíam armas de guerra. O povo de Deus estava sob ameaça, mal equipado, liderado por um rei que agira por impulso. O exército Era pequeno, o medo
era grande e a guerra estava à porta. Enquanto Saul permanecia paralisado, Jonatas, seu filho, tomava uma decisão ousada e solitária. Sem contar a seu pai, Jonatas chamou seu escudeiro e disse: "Vamos ao arraial dos filisteus do outro lado." Subiram em direção à guarnição inimiga, por entre duas rochas escarpadas, uma chamada Bosés e outra Sené. E ali, no meio da incerteza, Jonatas declarou sua fé: "Nada impede o Senhor De livrar, com muitos ou com poucos. Vamos até eles. Se disserem: "Esperem até que cheguemos a vocês, ficaremos". Mas se disserem: "Subam até nós, subiremos, porque isso será
sinal de que o Senhor os entregou em nossas mãos". O sinal veio. Os filisteus zombaram. Subam até aqui. Mostrem o que sabem fazer. Era tudo o que Jonatas precisava ouvir. Ele escalou com as mãos e os pés com o escudeiro atrás. E quando chegaram ao alto, causaram o impossível. Jonatas Abateu 20 homens sozinho numa pequena área de combate e o escudeiro, sem hesitar, o seguiu na vitória. De repente, o terror se espalhou no arraial dos filisteus. Um pânico sobrenatural caiu sobre os soldados. A terra tremeu. Houve confusão. Os inimigos começaram a se voltar uns contra
os outros. Era o próprio Deus guerreando por Israel. De longe, os sentinelas de Saul viram a movimentação. O arraial está se desfazendo. Saul mandou contar o povo. Jonatas e seu escudeiro não estavam. Quando percebeu o que havia acontecido, Saul se apressou. em reunir seus homens para o combate. Até os israelitas que haviam desertado e os que estavam escondidos nas montanhas voltaram para a batalha. Israel atacou. Os filisteus fugiam em todas as direções. O exército hebreu os perseguiu desde Migmas até Aijal. Foi uma vitória estrondosa, mas havia um problema, uma ordem impensada de Saul. Antes da
batalha, Saul havia Lançado um juramento ao exército. Maldito seja o homem que comer pão até à tarde, até que eu me vingue dos meus inimigos. O povo faminto lutava sem forças. Mesmo quando chegaram a uma floresta onde o mel escorria dos favos, ninguém ousou tocá-lo, exceto Jonatas, que não sabia da maldição. Molhou a ponta da vara no mel, provou-o e seus olhos se iluminaram. A energia voltou ao seu corpo, mas os soldados o alertaram: "Teu Pai conjurou o povo, dizendo: "Maldito o que comer hoje?" Jonatas respondeu com sabedoria e crítica: "Meu pai perturba a terra.
Vede como meus olhos se clarearam ao provar um pouco de mel. Quanto melhor se o povo tivesse comido livremente do despojo inimigos." Ao cair da noite, o povo, exausto e faminto, lançou-se sobre os despojos. Tomaram ovelhas, bois, bezerros e os comeram com sangue, violando a lei do Senhor. Saul foi Informado e construiu um altar chamando os sacerdotes. Queria consultar a Deus para saber se deveria continuar perseguindo os filisteus à noite. Mas o Senhor não respondeu. Então Saul soube que havia pecado no meio do acampamento. Jurou por Deus que mesmo se fosse seu filho Jonatas o
culpado, ele morreria. Lançaram sortes e a sorte caiu sobre Jonatas. Saul perguntou: "O que fizeste?" E Jonatas contou o que havia feito, assumindo a responsabilidade. Com Efeito, provei um pouco de mel com a ponta do bordão que tinha na mão. Eis-me aqui, morrerei. Mas o povo se levantou em defesa dele. Morreria Jonatas, aquele que trouxe tamanha libertação a Israel, longe de nós tal coisa. E assim o povo livrou Jonatas da morte. Saul suspendeu a perseguição. Os filisteus escaparam e Israel voltou para casa. Os anos seguintes foram marcados por guerra contínua. Saul lutou contra todos os
seus inimigos. Moabe, Amom, Edom, os reis de Zobá, os filisteus. Sempre que via um homem forte e valente, o tomava para si, reunindo guerreiros para seu exército. Mas embora vitorioso, o coração do rei começava a revelar sinais de algo mais perigoso que os inimigos externos, o orgulho e a imprudência. O tempo da misericórdia havia se esgotado. O Senhor lembrou-se de uma dívida antiga, de um povo que havia estendido a mão contra os mais frágeis. Séculos antes, quando Israel Saía do Egito, os amalequitas atacaram os cansados, os fracos, os últimos do povo. Foi um ato covarde
e cruel. E agora Deus, o justo juiz, determinava o cumprimento de sua sentença. Samuel foi enviado com uma missão solene. Ele se aproximou de Saul com palavras que carregavam o peso do céu. O Senhor me enviou a ungir-te como rei sobre Israel. Ouve, pois agora a voz das palavras do Senhor. Assim diz o Senhor dos Exércitos: "Castigarei a Amaleque pelo Que fez a Israel. Vai, pois agora e fere a Amaleque e destrói totalmente tudo o que tiver. Não poupes nada. Mata homens, mulheres, crianças, lactentes, bois, ovelhas, camelos e jumentos. Era uma ordem dura, mas não
era crueldade, era justiça divina contra uma nação ímpia e obstinada. Saul obedeceu em parte, convocou o povo, reuniu 200.000 soldados de infantaria e mais 10.000 homens de Judá. desceu até a cidade de Amaleque e armou-o emboscada no vale. Avisou aos Quêus, aliados de Israel, para que se separassem dos amalequitas e não fossem destruídos com eles. E o Senhor deu a vitória. Malaleque foi derrotado, mas Saul poupou o rei Agag e junto com o povo preservou o melhor das ovelhas, bois, animais gordos e tudo o que era bom. Apenas o que era desprezível e fraco foi
destruído. Aquela meia obediência era, aos olhos de Deus rebelião disfarçada. Naquela mesma noite, o Senhor falou com Samuel: "Arrependo-me de haver constituído Saul como rei, porque deixou de me seguir e não executou as minhas palavras." Samuel se angustiou profundamente, clamou ao Senhor toda aquela noite. Ao amanhecer, foi ao encontro de Saul. Mas Saul havia saído de Gilgal, ido ao Carmelo e erguido para si um monumento, como se a vitória fosse dele, como se a obediência tivesse sido completa. Quando Samuel chegou, Saul o saudou com um sorriso hipócrita. Seja bendito do Senhor. Cumpri a palavra do
Senhor, mas Samuel não se deixou enganar. Então, que balido de ovelhas é este que ouço? E o mugido de bois? Saul tentou justificar. O povo trouxe o melhor dos animais para sacrificar ao Senhor teu Deus, mas o resto destruímos completamente. Samuel cortou. Espera, e te declararei o que o Senhor me disse esta noite. Quando eras pequeno aos teus próprios olhos, não foste feito chefe das tribos de Israel? O Senhor te ungiu, rei, e agora, porque Não obedeceste a voz do Senhor? Saul insistiu, mas eu obedeci. Trouxe a Gag, o rei, e destruí tudo, exceto os
melhores animais para sacrificarmos ao Senhor. Foi então que Samuel pronunciou uma das declarações mais poderosas da história de Israel. Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua voz? Eis que obedecer é melhor do que sacrificar e o atender melhor do que a Gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria e a obstinação como idolatria. Porquanto rejeitaste a palavra do Senhor, também ele te rejeitou a ti, para que não sejas rei. Saul então caiu em si, mas tarde demais. Pequei disse ele. Transgredi o
mandamento do Senhor porque temi o povo e dei ouvidos à sua voz. Perdoa, eu te rogo. Samuel virou-se para sair, mas Saul segurou sua capa com força. O manto se rasgou. Samuel olhou nos olhos do rei E declarou: "Hoje o Senhor rasgou de ti o reino de Israel e o deu ao teu próximo, melhor do que tu". Mesmo assim, Saul implorou: "Honra-me agora diante dos anciãos e do povo". Samuel consentiu por misericórdia e voltou com ele. Mas antes de sair fez o que Saul se recusara a fazer. Mandou trazer a Gague. O rei amalequita vinha
sorrindo, pensando que sua vida havia sido poupada. Mas Samuel declarou: "Assim como tua espada fez mulheres ficarem sem filhos, assim tua Mãe ficará sem filho entre as mulheres." E Samuel despedaçou a Gague perante o Senhor. Depois disso, Samuel voltou para Ramá e Saul para sua casa em Gibeá. Nunca mais Samuel viu Saul até o dia de sua morte, mas chorava por ele. E o Senhor se arrependeu de haver constituído Saul rei sobre Israel. O trono de Israel ainda estava ocupado, mas o céu já havia virado a página. Saul continuava no poder, mas o espírito do
Senhor já não estava com ele. E enquanto O rei rejeitado mergulhava cada vez mais na desobediência, Deus já havia escolhido o próximo rei, alguém desconhecido dos homens, mas íntimo do coração de Deus. Samuel, o profeta, estava mergulhado em luto. Chorava por Saul, lamentava o fim da promessa que parecia brilhante. Mas o Senhor falou com firmeza: "Até quando terás dó de Saul, havendo eu o rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche o teu vaso de azeite e vem Enviar-te ei a Jessé, o belemita, porque dentre seus filhos me tenho provido de um rei." Samuel temeu.
Saul ainda era rei e perigoso. Como irei eu? Se Saul souber, matará-me. O Senhor respondeu com sabedoria: "Leva contigo uma novilha e diz: Vim sacrificar ao Senhor. Convidarás Jessé ao sacrifício e eu te mostrarei o que hás de fazer. Ungirás aquele que eu te disser." O profeta obedeceu. Foi a Belém, cidade humilde, mas que carregava em seu seio o próximo Capítulo da história messiânica. Quando chegou, os anciãos da cidade tremeram. Vens em paz? Em paz, respondeu Samuel, vim sacrificar ao Senhor. Santificai-vos e vinde comigo ao sacrifício. Jessé e seus filhos foram chamados, e ali diante
de Samuel passaram os primeiros candidatos ao trono. Quando Samuel viu Eliabe, o primogênito alto e imponente pensou: "Certamente está perante o Senhor, o seu ungido, mas o Senhor cortou aquela expectativa com uma lição Eterna. Não atentes para sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem vê. O homem olha para o exterior, mas o Senhor olha para o coração. Um por um, os filhos de Jessé passaram, Abinadabe, Samatro, sete no total. Mas o Senhor disse de todos eles: "A nenhum destes escolhi". Samuel olhou para
Jessé confuso. Acabaram-se os teus filhos? Jessé Respondeu quase como quem não considerava importante. Resta ainda o menor. Está apacentando as ovelhas. Manda chamá-lo. Não nos assentaremos à mesa até que ele venha. E então trouxeram Davi. Ele entrou jovem, ruivo, de belos olhos e boa aparência. Mas o que Samuel viu ali ia além da aparência. O Senhor falou: "Levanta-te e unge-o, porque é este Eli, diante dos irmãos, diante do povo, Samuel derramou o azeite sobre a cabeça de Davi, e o espírito do Senhor se apoderou dele desde aquele dia em diante." Mas era um segredo. Davi
foi ungido, mas não entronizado. Voltou às ovelhas. Aprenderia no campo o que precisaria no trono. Enquanto isso, o espírito do Senhor se retirou de Saul, e um espírito mal permitido por Deus o atormentava. Saul afundava em angústia, em desequilíbrio, em sombras. Seus servos notaram: "Eis que um espírito maligno da parte de Deus te atormenta. Busque-se, pois, um homem que saiba Tocar harpa. Quando esse espírito vier sobre ti, ele tocará e te sentirás melhor. Saul concordou. Um servo sugeriu: "Conheço um filho de Jessé, o belemita. sabe tocar harpa, é valente, homem de guerra, prudente em palavras
de boa presença, e o Senhor é com ele. E assim Davi foi chamado ao palácio, trouxe consigo um presente, pão, um odre de vinho e um cabrito. Quando Saul o viu, amou-o e fez dele seu escudeiro. Pediu a Jessé que o deixasse servir Permanentemente ao rei. E sempre que o espírito maligno se abatia sobre Saul, Davi tomava sua arpa e tocava com suas mãos. A música fluía, o ambiente mudava, Saul se aliviava, o espírito maligno se retirava. Mal sabiam todos que o verdadeiro rei de Israel já tocava dentro do palácio, não com espada, mas com
cordas, não com exércitos, mas com a presença do Senhor. As colinas de Elá ecoavam os sons da guerra. De um lado, os filisteus, do outro Israel, ambos Posicionados em montes opostos, com um vale entre eles, como se o destino de duas nações estivesse prestes a ser decidido ali entre pedra e poeira. Mas os filisteus tinham uma arma aterradora, um campeão chamado Golias, vindo de gate. Um gigante com quase 3 m de altura, coberto de bronze da cabeça aos pés. A couraça pesava mais de 50 kg. A lança em sua mão era como uma viga de
tecelão com uma ponta de ferro que sozinha pesava quase 7 kg. Um escudeiro Ia adiante dele. Por 40 dias, manhã e tarde, ele descia ao vale e lançava seu desafio. Por que saístes a ordenar a batalha? Não sou eu, filisteu, e vós servos de Saul? Escolhei dentre vós um homem que venha a mim. Se ele puder lutar comigo e me ferir, seremos vossos servos. Mas se eu prevalecer contra ele, então vós sereis nossos servos. Hoje desafio as fileiras de Israel. Dai-me um homem para que lutemos. O medo consumia Israel. Saul, o rei guerreiro, se Calava.
Nenhum homem ousava dar um passo. A vergonha crescia como uma sombra no arraial. Mas enquanto isso, em Belém, um jovem cuidava de ovelhas. Seu nome era Davi. Enviado por seu pai, Jessé, ele deixou o rebanho sob os cuidados de um guardador e foi até o campo de batalha levar suprimentos para seus irmãos e notícias para casa. Ao chegar, Davi viu o gigante fazer o mesmo desafio insolente. Mas, diferente dos outros, Davi não se Acovardou. Ao ouvir o tom blasfemo de Golias, indignou-se: "Quem é, pois este incircunciso filisteu para afrontar os exércitos do Deus vivo?" Os
soldados zombaram, seus próprios irmãos o repreenderam: "Por que vieste aqui? Com quem deixaste aquelas poucas ovelhas? Conheço a tua presunção. Mas Davi respondeu com firmeza: "Não há razão para isso. A ousadia do jovem logo chegou aos ouvidos de Saul. O rei mandou chamá-lo. Davi entrou com simplicidade, Mas cheio do espírito. Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele. Teu servo irá e pelejará contra este filisteu. Saul olhou para o rapaz, talvez franzino, inexperiente em guerra, e tentou dissuadi-lo. Tu não podes lutar contra ele. És moço e ele guerreiro desde a juventude. Mas Davi falou
com convicção: "Quando eu apacentava o rebanho, veio um leão, veio um urso e tirou uma ovelha. Eu os persegui, os feri e livrei a ovelha de sua boca. Se o Leão ou o urso se levantavam contra mim, eu os agarrava pela barba e os matava. O Senhor que me livrou das garras do leão e do urso me livrará deste filisteu. Convencido, Saul disse: Vai e o Senhor seja contigo. Tentaram colocar a armadura do rei sobre Davi, mas era pesada, estranha, não era com aquilo que ele lutava. Tirou tudo, tomou apenas o cajado de pastor, cinco
pedras lisas do ribeiro, sua funda e a confiança inabalável no Deus de Israel. E então Desceu ao vale. Golias viu Davi se aproximar e zombou. Sou eu algum cão para vires a mim com paus? Vem a mim e darei tua carne às aves do céu e as feras do campo. Mas Davi, sem medo, respondeu com palavras eternas: Tu vens a mim com espada, lança e escudo, mas eu venho a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel. a quem tens afrontado. Hoje o Senhor te entregará na minha mão. Eu te
ferirei, te tirarei a cabeça e os corpos Do teu exército darei às aves e aos animais, para que toda a terra saiba que há Deus em Israel. E sem esperar, Davi correu em direção ao gigante, pegou uma pedra, colocou na funda, girou e lançou. A pedra voou certeira e atingiu a testa de Golias. O gigante caiu com o rosto em terra. O exército inteiro viu. Davi correu, tomou a espada do próprio Golias, degolou-o e ergueu sua cabeça. O silêncio virou terror. Os filisteus fugiram. Israel e Judá gritaram e os Perseguiram por todo o caminho até
os portões de Ecron. Foi uma grande vitória. E Davi voltou com a cabeça de Golias em mãos como um símbolo de que Deus não precisa de espadas, apenas de fé. Saul perguntou: "De quem é filho este jovem?" E o comandante Abner respondeu: "Pela tua vida, ó rei, não sei." E Saul disse: "Pergunta de quem é filho?" E quando Davi se apresentou, respondeu com humildade: "Eu sou filho de Jessé, o belemita. Naquele dia, o Nome de Davi ecoou entre os exércitos, mas o Senhor já o conhecia antes da fundação do mundo. Depois da vitória, Saul chamou
Davi à sua presença. O rei estava curioso, impressionado, desconcertado. Ali diante do trono, algo extraordinário aconteceu. Jonatas, o filho de Saul, príncipe de Israel, olhou para Davi e reconheceu algo maior do que habilidade militar. viu em Davi um coração semelhante ao seu, corajoso, leal, cheio de fé. A alma de Jonatas se Ligou à de Davi como irmãos de alma e ali nasceu uma das mais profundas amizades da história bíblica. Jô tirou seu próprio manto real, a armadura, o cinto, o arco, a espada, e os deu a Davi. Era mais que presente, era honra, era aliança.
Jôas, o herdeiro do trono, reconhecia que Deus estava com Davi. Naquele dia em diante, Saul não permitiu mais que Davi voltasse à casa de seu pai. Agora, ele fazia parte do palácio, do exército, da corte. E por onde Passava, Davi agia com sabedoria. Saul o colocava sobre os homens de guerra, e todo o povo o amava, inclusive os servos do rei. Mas a popularidade de Davi crescia, e com ela nascia a inveja. Quando os soldados voltaram da guerra, as mulheres saíram de todas as cidades de Israel com danças e músicas para celebrar os heróis. Tocavam
tamboris e instrumentos de alegria e entoavam: "Saul feriu os seus milhares, mas Davi os seus 10 milhares". As palavras bateram no coração de Saul como flechas. O rei ficou irado e disse consigo: "A Davi deram 10 milhares e a mim milhares. Só lhe falta o reino." E daquele dia em diante, Saul passou a olhar Davi com suspeita. No dia seguinte, o espírito maligno, aquele que já o atormentava desde que o espírito do Senhor se retirara, voltou com força. Saul estava com a lança na mão. Davi tocava sua arpa como de costume. Subitamente, Saul lançou a
lança contra Ele, dizendo: "Cravarei Davi na parede". Mas Davi se desviou duas vezes. Saul começou a temê-lo porque via que o Senhor era com Davi, mas se havia retirado dele. Então, afastou-o de si, nomeando o comandante de 1 homens. Era uma tentativa de colocá-lo longe, talvez até morto em batalha, mas quanto mais tentava afastá-lo, mais Deus o exaltava. Davi saía e entrava com sabedoria, e o povo o amava cada vez mais. Então, Saul arquitetou um novo plano, ofereceu a Davi uma de suas filhas como esposa, Merabe, com uma condição, semihomem valente e peleja as guerras
do Senhor. Mas no coração Saul tramava: "Não seja a minha mão contra ele, mas a dos filisteus". Quando chegou o tempo, Saul deu Merabe a outro homem, mas então soube que sua filha Mical amava Davi, e isso lhe pareceu conveniente. Pensou: "Sou, com ela o laço será mais forte e os filisteus o matarão." Chamou Davi e propôs o casamento. Davi, humilde, Respondeu: "Sou eu homem de valor? E quem sou eu para ser genro do rei?" Então Saul lhe propôs um dote de guerra. Sem prepúcios de filisteus, um desafio letal. Davi aceitou e não trouxe 100,
trouxe 200. O plano de Saul falhou mais uma vez. M tornou-se esposa de Davi e o rei o temia ainda mais. via que o Senhor era com ele. Via que seus próprios filhos amavam Davi. E todos em Israel e Judá reconheciam que Davi crescia em honra e sabedoria diante de Deus e dos Homens. Mas no coração de Saul a escuridão se adensava, o ciúme se transformava em obsessão e a admiração em ódio mortal. E então Saul deu uma ordem fria e direta a Jonatas e a todos os seus servos. Matai Davi. Mas havia algo que
Saul não esperava. Seu próprio filho Jonatas havia se tornado o maior aliado de Davi. Ao ouvir o plano, Jonatas correu para o amigo, avisou-o com urgência: "Meu pai procura matar-te. Tem cuidado pela manhã. Esconde-te em Segredo." Prometeu interceder por ele e assim fez. No dia seguinte, Jôatas foi até o Pai e falou em favor de Davi com coragem e sabedoria: "Não peque o rei contra seu servo Davi. Ele não pecou contra ti. Antes seus feitos têm sido muito úteis a ti. Arriscou a vida para matar o filisteu e o Senhor trouxe grande livramento a Israel.
Tu mesmo viste e te alegraste. Por então pecarias derramando sangue inocente sem causa? E por um momento, Saul ouviu, jurou diante De seu filho: "Tão certo como vive o Senhor não morrerá". Jonatas correu até Davi e contou tudo. Trouxe-o de volta à presença do rei. E por um tempo, Davi voltou a servir no palácio como antes, mas a paz não duraria. Mais uma vez, o espírito maligno se abateu sobre Saul. Ele estava em casa com a lança na mão. Davi tocava a arpa. O cenário era o mesmo de antes, mas agora o ódio de Saul
transbordou de vez. Ele lançou a lança contra Davi, Tentando cravá-lo na parede. Mas Davi desviou-se e fugiu naquela mesma noite. Foi para sua casa, onde Mical, sua esposa e filha de Saul, o esperava. E ela percebeu o perigo. Se esta noite não salvares tua vida, amanhã estarás morto. Com amor e ousadia, Mical o ajudou a fugir pela janela. Enquanto isso, preparou uma armadilha, pegou uma estátua, deitou-a na cama, cobriu-a com uma coberta e colocou um travesseiro de pelos de cabra em sua cabeça, simulando Que Davi estava ali doente. Logo depois, Saul enviou mensageiros para prender
Davi. Mikal disse: "Está doente". Mas Saul ordenou: "Trazei-mo em sua cama para que o mate". Quando entraram e viram a farça, tudo foi descoberto. Saul confrontou a filha. Por que me enganaste assim? Porque deixaste meu inimigo escapar? Mica respondeu protegendo Davi. Ele me disse: "Deixa-me ir, senão te matarei." Enquanto isso, Davi fugiu para Ramá, Onde estava Samuel, o profeta. contou-lhe tudo o que Saul havia feito e ambos se refugiaram em Naiote. Mas Saul não desistiu. Soube onde Davi estava e enviou mensageiros para prendê-lo. Porém, quando os homens chegaram, viram um grupo de profetas profetizando e
Samuel à frente deles. O espírito de Deus veio sobre os soldados e eles também começaram a profetizar. Saul mandou um segundo grupo, o mesmo aconteceu, depois um terceiro. O Espírito de Deus os dominava também. Por fim, Saul foi pessoalmente a Naiote. Mas antes mesmo de chegar, o espírito do Senhor veio sobre ele também. Ele começou a profetizar no caminho, tomado por uma força sobrenatural. Quando chegou Anaiote, tirou suas vestes e profetizou diante de Samuel, caído por terra o dia inteiro e toda aquela noite. E assim, o rei que queria matar foi humilhado pelo Deus que
livra. As pessoas perguntavam: "Está também Saul Entre os profetas?" Mas o livramento não era confusão, era intervenção divina. Deus estava com Davi e ninguém, nem mesmo um rei, poderia frustrar os planos do Altíssimo. Davi sabia, aquela proteção não duraria para sempre. O rei estava decidido a matá-lo e a qualquer momento poderia tentar de novo. Desesperado, Davi fugiu de Naiote em Ramá e foi direto ao único coração em Israel, no qual ele ainda confiava plenamente, Jonatas. Ao encontrá-lo, David desabafou: "Que fiz eu? Qual é a minha culpa? O que fiz contra teu pai para que busque
a minha vida?" Jôatas tentou negar. Isso nunca te acontecerá. Meu pai nada faz, seja grande ou pequeno, sem antes me avisar. Por que então ocultaria isso de mim? Mas Davi sabia. Sabia que Saul já não raciocinava com lógica e nem mesmo confiava mais no próprio filho. Tão certo como vive o Senhor e como tu vives, há apenas um passo entre mim e a Morte. Jonatas, leal até o fim, respondeu: "Tudo quanto desejares, farei por ti." Então Davi elaborou um plano. Amanhã é a festa da lua nova, quando eu deveria estar à mesa do rei, mas
me ausentarei. E se teu pai perguntar por mim? Diz que pedi para ir a Belém sacrificar com minha família. Se ele aceitar bem, estou seguro. Mas se se enfurecer, então saberás que sua maldade é definitiva. Jonatas concordou, e ambos selaram um Pacto mais profundo do que palavras, um pacto de aliança entre amigos selado na presença de Deus. Se houver culpa em mim, mata-me tu mesmo disse Davi. Mas Jonatas respondeu com firmeza: "Longe de ti tal coisa. Se eu souber que meu pai planeja o mal contra ti, eu mesmo tu direi. Jonatas então prometeu: Que o
Senhor seja entre mim e ti, e entre a minha descendência e a tua para sempre. Na manhã seguinte, o plano entrou em ação. Davi escondeu-se no campo. Durante O banquete da lua nova, o lugar de Davi estava vazio. No primeiro dia, Saul nada disse. Talvez pensasse que Davi estivesse cerimonialmente impuro. Mas no segundo dia, sua paciência explodiu. Por que o filho de Jessé não veio à ceia nem ontem, nem hoje? Jonatas respondeu conforme combinado. Davi pediu licença para ir a Belém. onde sua família celebra o sacrifício anual. Mas Saul enfureceu-se contra o próprio filho. Filho
de mulher perversa e rebelde, não Sei eu que escolheste o filho de Jessé para tua vergonha? Enquanto ele viver, tu não serás firme, nem o teu reino. Manda chamá-lo, pois certamente morrerá. Jonatas se levantou em defesa. Porque há de morrer? Que fez ele? E então Saul atirou-lhe uma lança, seu próprio filho, dominado por ódio cego. Jonatas se retirou da mesa em ira profunda e jejuou naquele dia, entristecido por causa de Davi e por ver a vergonha de seu pai. No dia seguinte, Jonatas foi ao campo, Como haviam combinado. Levava consigo um rapaz e um arco
com flechas. Disse ao jovem: "Corre, busca as flechas que eu atirar". Ele atirou uma flecha além do lugar onde o rapaz deveria ir. Esse era o sinal. Então gritou: "A flecha não está mais para lá de ti, apressa-te. Não te demores." O menino recolheu as flechas e voltou sem saber de nada. Mas Davi entendeu. Depois que o jovem partiu, Davi saiu do esconderijo. Os dois amigos se olharam uma última vez e Ali no meio do campo, choraram juntos. Davi chorou mais. Jonatas disse: "Vai em paz. Juramos ambos no nome do Senhor, dizendo: "O Senhor será
entre mim e ti, e entre a minha descendência e a tua para sempre". E assim o príncipe e o ungido de Deus se despediram. Um partiria para o deserto, o outro para o palácio de um pai dominado pela escuridão. Mas a amizade deles ecoaria eternamente como exemplo de lealdade, amor fraternal e fé no Deus que une Corações. Davi estava fugindo, não mais como guerreiro aclamado, nem como herói nacional, mas como um homem marcado para morrer, alvo da fúria insana do rei a quem havia servido fielmente. Com o coração apertado e o corpo cansado, ele fugiu
para a cidade de Noe, onde estavam os sacerdotes, e foi ao encontro de Aimele, o sumo sacerdote. Aelque tremeu ao vê-lo chegar sozinho. "Por que vem só e ninguém contigo?", Perguntou desconfiado. Davi, temendo que a verdade colocasse vidas em risco, ocultou seu real motivo. Inventou uma missão. O rei me deu uma ordem secreta e mandei meus homens a um lugar marcado. Vim depressa, agora que tens a mão. Dá-me cinco pães ou o que se achar. Amimele respondeu que não havia pão comum, apenas os pães sagrados da proposição, os quais só podiam ser comidos por sacerdotes,
a menos que os homens estivessem Cerimonialmente puros. Davi garantiu: "Nenhuma mulher esteve conosco ultimamente. Somos puros". Então, Aimeleque entregou-lhe os pães sagrados acabados de ser trocados diante do Senhor. Era pão do santuário reservado a Deus, mas agora servindo de sustento ao ungido em fuga. Um sinal de que o Senhor cuida dos seus, mesmo quando todos os caminhos se fecham. Mas Davi queria mais que pão. Sabia que em breve precisaria se defender. Não tens aqui à mão alguma Lança ou espada? Porque não trouxe nem espada, nem arma alguma comigo? Pois a missão do rei era urgente.
E a Melec revelou algo extraordinário. A espada de Golias, o filisteu que mataste no vale de Elá, está aqui enrolada num pano atrás do Éfode. Era a espada que um dia simbolizou terror. Agora era a lembrança da vitória de Deus. Davi respondeu: "Não há outra semelhante, dama, aquele que derrubou um gigante com uma pedra, agora Empunhava a espada do próprio inimigo, mas havia um olhar observando tudo. Um homem chamado Doeg, Edomita, servo de Saul, estava ali silencioso, mas perigoso. Suas palavras seriam veneno mais tarde, sentindo o cerco se apertar, Davi fugiu novamente. Desta vez, para
Gate, terra dos filisteus, inimigos históricos de Israel, e terra natal de Golias, um refúgio estranho, mas Davi estava sem opções. Apresentou-se ao rei Aquis, mas logo os servos do rei o Reconheceram. Não é este Davi, o rei da terra, não cantavam por ele. Saul feriu os seus milhares e Davi os seus 10 milhares. Davi sentiu medo. Estava em território inimigo, cercado por aqueles que conheciam sua fama e sua espada. Então, para proteger-se, Davi usou de astúcia. Fingiu-se de louco diante deles. Rabiscava as portas, deixava saliva escorrer pela barba, comportando-se como um insano. Aquis olhou a
cena e disse: "Estão me trazendo Loucos agora? Por que trazei este à minha presença?" E o deixaram ir. Davi, o ungido do Senhor, tinha comido pão sagrado e empunhado a espada de um gigante, mas agora babava diante de estrangeiros para sobreviver. O homem, segundo o coração de Deus, estava sendo quebrado, escondido, humilhado, mas não esquecido. Cada passo, cada fuga, cada detalhe fazia parte da forja divina que prepararia um pastor para se tornar rei. Davi fugiu para a caverna de Adulão. Não Havia trono, nem palácio, nem multidões aclamando. apenas a solidão do esconderijo, o frio da
pedra e o eco de um coração que ainda cria nas promessas de Deus, mesmo quando tudo ao seu redor gritava o contrário. Mas ele não ficaria sozinho por muito tempo. A notícia se espalhou como fogo nas colinas. O ungido de Deus estava escondido, fugitivo, rejeitado pelo rei. E então começaram a chegar não os nobres, nem os poderosos, mas os quebrados. Vieram todos os que Estavam em aperto, endividados e aflitos de espírito, e encontraram em Davi não apenas um líder, mas um refúgio. E ali, naquele lugar improvável, formou-se um exército de 400 homens. Eles não vinham
com espadas afiadas, mas com corações despedaçados. E Davi se tornou o capitão deles. Entre os que chegaram estava também sua família. Jessé, seus irmãos, os mesmos que antes o tinham ignorado, agora o procuravam para abrigo. O exílio unia o que o orgulho havia separado. Mas Davi sabia que a caverna não podia protegê-los para sempre. Então levou seus pais até o rei de Moabe, do outro lado do Jordão, e pediu: "Permite que meu pai e minha mãe fiquem contigo até que eu saiba o que Deus fará de mim." E ali ficaram em segurança. Enquanto isso, o
profeta Gade apareceu com uma mensagem clara: "Não fiques neste lugar forte. Vai e entra na terra de Judá." Davi obedeceu, saiu do esconderijo e foi para o bosque de Herete. Mesmo perseguido, ele não fugia do seu chamado. Permanecia na terra que Deus lhe prometera. Mas em outro lugar, em Gibeá, Saul estava enfurecido, sentado sob um tamarisco, lança em punho, símbolo da sua instabilidade. Ele cercava-se de seus servos com um olhar desconfiado e uma alma consumida por paranoia. Ouvi, benjamitas, pensais que o filho de Jessé vos dará campos e vinhas? Todos conspirais contra mim. Nenhum de
vós me avisou que meu filho Fez aliança com ele. E então do Eeg, o Edomita, aquele que estivera em Nob Davi passou por lá, rompeu o silêncio. Viu o filho de Jessé vir a Aimeleque, filho de Aitube. Ele consultou o Senhor por ele, deu-lhe mantimentos e entregou-lhe a espada de Golias. Foi tudo que Saul precisava ouvir para mergulhar ainda mais fundo na loucura. mandou chamar a Imelec e todos os sacerdotes de Nobe. Eles vieram sem saber o que os aguardava. Por que conspirastes contra Mim? Rugiu Saul. Deste pão e espada ao meu inimigo e consultaste
a Deus por ele. Aimele respondeu com integridade: Quem há entre todos os teus servos tão fiel como Davi? Ele é genro do rei, comandante da tua guarda, honrado em tua casa. Fiz eu hoje pela primeira vez isso? Não. Não ponha o rei culpa no seu servo. Mas Saul, surdo a razão, decretou a morte dos sacerdotes do Senhor. Seus servos se recusaram a levantar a mão contra os ungidos de Deus. Mas Doeg, o Edomita, obedeceu. E naquele dia, Doeg matou 85 sacerdotes, homens que vestiam o Éfode de linho. Mas não parou por aí. Destruiu a cidade
de Nobe, passou a fio de espada homens, mulheres, crianças, bebês, bois, jumentos e ovelhas. Uma carnificina santa, cometida por ordem de um rei que havia perdido todo o temor de Deus. Mais um escapou. Abiatar, filho de Aimele, fugiu para junto de Davi. Contou tudo o que havia acontecido e quando Davi ouviu, Seu coração se rasgou. Eu sabia naquele dia que Doeg, o Edomita, estando ali, não ficaria calado. Eu causei a morte de toda a casa de teu pai. Mas então Davi fez algo que ecoaria por gerações. Estendeu abrigo a abiatar. Fica comigo, não temas, porque
quem procurar a minha vida também procurará a tua. Estará seguro comigo. Mesmo em fuga, mesmo sem coroa, Davi se tornava um pastor de homens. E onde o mundo via um fugitivo, Deus via um rei sendo moldado no Deserto. O deserto moldava o caráter de Davi, e a cada passo sua confiança deixava de estar na espada e se firmava na direção de Deus. Enquanto Saul consumia sua energia em paranoia, Davi se tornava um guerreiro obediente à voz do Altíssimo. Então, chegou a ele uma notícia urgente. Os filisteus estão atacando Keila e saqueando os campos de trigo.
Keila era uma cidade israelita cercada de muros e portões. E os filisteus, aproveitando a Fragilidade da liderança nacional, pilhavam à vontade. Era uma oportunidade de se esconder, de se omitir. Mas Davi não era esse tipo de homem. Consultou ao Senhor: "Irei eu e ferirei estes filisteus?" E o Senhor respondeu: "Vai e fere os filisteus e livra Keila". Mas seus homens hesitaram. Eles estavam em Judá, já cercados de perigos. Enfrentar os filisteus agora parecia suicídio. Davi então tornou a consultar o Senhor e mais uma vez a resposta veio clara: "Levanta-te, desce a Keila, porque te dou
os filisteus nas mãos". Davi partiu com seus homens, atacou os invasores e livrou a cidade, mas nem todos celebravam. Quando Saul soube que Davi estava em Keila, alegrou-se perversamente. Deus o entregou em minhas mãos. Ele entrou numa cidade com portas e ferrolhos. Agora está preso. Saul reuniu o povo para descer até Keila e cercar Davi. Mas Davi soube do plano. Chamou Abiatar, o sacerdote, e pediu que Trouxesse o Éfod, o instrumento sagrado de consulta a Deus. Orou com temor e fé. Senhor Deus de Israel, Saul planeja vir a Keila para me destruir. Entregará os homens
de Keila a mim nas mãos dele, e Saul virá, como ouvi dizer. E o Senhor respondeu: Saul virá. Davi perguntou: "E os homens de Keila me entregarão nas mãos dele?" Deus disse: "Entregarão." Davi entendeu: "Mesmo após livrar a cidade, o povo o trairia por medo de Saul. Sem mágoa, sem julgamento, Davi Partiu com seus 600 homens, andando de cidade em cidade como nômades guiados pela fé. Saul buscava-o todos os dias, mas Deus não o entregava. Davi se refugiou nos lugares áridos, nas montanhas e nos desertos de Zif. Estava cercado, sim, mas cercado de promessas maiores
que lanças. E foi nesse momento escuro que Jonatas apareceu novamente. O filho do rei subiu até Davi em oja e fortaleceu-lhe as mãos em Deus. Disse: "Não temas. A mão de meu pai Saul não te Achará. Tu reinarás sobre Israel e eu serei o segundo contigo. Até meu Pai sabe disso." Ambos renovaram sua aliança diante do Senhor. Foi a última vez que se encontrariam. Mas a perseguição continuava. Os ifeus, habitantes da região, foram até Saul em Gibeá. Traíram Davi. Não está Davi escondido entre nós nas fortalezas de Oreza, nos montes de Raquilá? Saul os abençoou
por sua compaixão e prometeu descer, mas mandou que investigassem Bem, pois Davi era astuto como uma serpente. Quando Davi soube da traição, desceu as rochas no deserto de Maom. Saul o seguiu com seu exército. A perseguição se apertava. Saul estava de um lado do monte, Davi do outro, e eles começavam a cercá-lo. Era o fim. Ou assim parecia. Mas então um mensageiro correu até Saul com uma nova notícia. Apressa-te, os filisteus invadiram a terra e Saul recuou. Davi Foi poupado no último instante. O lugar onde estava foi chamado de Seláalecote, rocha dos escape. De lá,
Davi subiu para habitar nos lugares fortes de Engedi, onde a rocha, a água e o silêncio seriam seu abrigo por enquanto. Assim que Saul voltou de enfrentar os filisteus, disseram-lhe: "Eis que Davi está no deserto de Enjedi." E mais uma vez Saul reuniu seus soldados. 3.000 homens escolhidos da Elite de Israel subiram os rochedos das cabras montes em busca de um só homem, 3000 contra um. Durante a jornada, Saul entrou sozinho numa das cavernas para aliviar o corpo. Era uma caverna escura, silenciosa, a mesma onde Davi e seus homens estavam escondidos nos fundos. Os soldados
de Davi sussurraram com os olhos brilhando de expectativa: "Este é o dia do qual o Senhor te disse: "Eis que entrego o teu inimigo nas tuas mãos. Agora mata-o". Davi se aproximou Silenciosamente, como uma sombra. Saul, desprotegido, vulnerável, estava a centímetros da espada de Davi. O trono parecia finalmente ao seu alcance, mas Davi não levantou a mão contra o ungido do Senhor. Em vez disso, cortou apenas a orla do manto de Saul, mas até isso pesou em seu coração. Mesmo o pequeno gesto de tocar no símbolo da autoridade de Saul causou-lhe dor. Então Davi se
virou para seus homens e os conteve com firmeza. O Senhor me guarde de fazer tal Coisa ao meu Senhor, o ungido do Senhor, estendendo eu a minha mão contra ele, porque é o ungido do Senhor. Saul saiu da caverna sem saber o quão perto esteve da morte. E então Davi saiu atrás dele e o chamou em alta voz: "Meu Senhor, ó rei". Saul se virou e Davi inclinou-se com o rosto em terra em um ato de honra e reverência. Com o coração ardendo, falou: "Por que dás ouvidos aos que dizem: Davi, procura o teu mal?
Hoje os Teus olhos viram como o Senhor te entregou em minhas mãos nesta caverna. Alguns me disseram para te matar, mas eu poupei-te. e disse: "Não estenderei a mão contra meu Senhor, pois é o ungido do Senhor". Então ergueu o pedaço do manto que cortara. Olha, vês aqui a orla do teu manto na minha mão? Cortei-a e não te matei. Sabe, pois que não há mal nem rebelião em mim. Eu não pequei contra ti, mas tu andas à caça da minha vida para a tirares. E então Davi Clamou: O Senhor julgue entre mim e ti,
e o Senhor me vingue de ti. Porém a minha mão não será contra ti. Dos perversos procede a perversidade, mas a minha mão não será contra ti. Davi não pediu vingança, pediu justiça, não à espada, mas a Deus. A quem persegues, ó rei de Israel? A um cão morto, a uma pulga. E concluiu com reverência: O Senhor, porém, seja juiz e julgue entre mim e ti. Que ele veja e advogue a minha causa e me livre da tua mão. Saul ouviu Em silêncio e então começou a chorar. Tu és mais justo do que eu, disse
ele. Tu me recompensaste com o bem e eu te retribuí com o mal. Hoje mostraste como me trataste bem quando o Senhor me entregou nas tuas mãos e não me mataste. Quem encontra o seu inimigo e o deixa ir em paz? O Senhor te recompense. E então Saul profetizou algo que ele mesmo temia. Agora sei que certamente reinarás e que o reino de Israel será firme na tua mão. Então Pediu: Jura-me pelo Senhor que não destruirás a minha descendência, nem apagarás o meu nome da casa de meu pai. E Davi jurou. Saul retornou ao seu
caminho e Davi voltou para os esconderijos. O trono ainda não era seu, mas o coração de Davi já estava pronto para ele. Depois disso, algo triste acontece. O profeta Samuel morreu. O profeta que havia ungido reis, confrontado impérios e guiado Israel com temor de Deus. Agora descansava. Todo o Povo se reuniu para pretiá-lo. Choraram não apenas por sua vida, mas pelo fim de uma era. Samuel foi sepultado em sua casa, em Ramá, e Davi seguiu para o deserto de Parã. E ali, em meio ao calor e ao pó, surgiu uma nova prova. Não contra gigantes,
não contra exércitos, mas contra a própria alma de Davi. Havia um homem muito rico em Maom. Seu nome era Nabal. Ele tinha 3000 ovelhas e mil cabras e naquele tempo estava tosqueando seu rebanho em Carmelo. Era rude, mal em Suas ações, descendente de Calebe. Seu nome significava insensato, e ele fazia ju ao nome. Mas sua esposa era Abigail, formosa, prudente, sensata, uma mulher cujo espírito brilhava onde o marido só trazia escuridão. Davi, ao ouvir que Nabal estava tosqueando suas ovelhas, tempo de festa e fartura, enviou 10 jovens com palavras de paz: "Saudai-o em meu nome.
Dizei-lhe: Paz seja contigo, com tua casa e com tudo o que tens. Explicai que, enquanto seus pastores Estavam no deserto, nunca os molestei. Nenhum bem lhes faltou. Agora peço apenas o que te mover o coração, qualquer dádiva que tenhas para teus servos e para teu filho Davi. Era um pedido justo, um gesto de honra. Mas Nabal respondeu com arrogância: Quem é Davi? Quem é o filho de Jessé? Hoje em dia, muitos servos fogem de seus senhores. Tomaria eu o meu pão, minha água e a carne dos meus tosqueadores para dar a homens que não sei
de onde Vem? Os mensageiros voltaram e contaram tudo a Davi. E Davi se enfureceu. Este não era o gigante Golias, mas era uma afronta que Davi não estava disposto a ignorar. Cada um singou. 400 homens desceram com ele. Davi estava decidido. Naquela noite Nabal morreria, mas Deus já estava agindo. Um dos servos correu até Abigaí e contou tudo. Disse: "Davi enviou mensageiros com palavras gentis, mas Nabal os insultou. Contudo, os homens de Davi foram bons conosco, Protegeram-nos como um muro. Agora pensa tu o que fazer, pois o mal já está determinado contra toda esta casa.
Abigail não perdeu tempo. Sem avisar o marido, preparou uma oferta generosa. 200 pães, dois odres de vinho, cinco ovelhas preparadas, grãos tostados, bolos de uvas e figos. colocou tudo sobre jumentos e partiu ao encontro de Davi. No caminho, enquanto Davi e seus homens avançavam, ela o encontrou, desceu do jumento e se prostrou com o Rosto em terra. Com palavras suaves e cheias de sabedoria, Abigail interceptou a fúria de um rei em formação. Meu Senhor, sobre mim seja a culpa. Não atentes para este homem de Belial, Nabal, porque conforme é o seu nome, assim é ele,
insensato. O Senhor te tem impedido de derramar sangue e de vingares por tua própria mão. Quando fores rei, não trarás este peso de consciência por ter matado sem causa. E quando o Senhor te fizer todo o bem que Prometeu, lembra-te da tua serva. Davi parou. Sua respiração pesada começou a se acalmar e ele viu. Deus acabava de livrá-lo dele mesmo. Bendito o Senhor, Deus de Israel, que hoje te enviou ao meu encontro. Bendita a tua sabedoria e bendita tu mesma que me impediste de derramar sangue. Se não tivesses vindo, nenhum do sexo masculino de Nabal
teria restado até o amanhecer. Davi aceitou os presentes e despediu Abigail com honra. Na manhã seguinte, Abigail voltou para casa. Nabal estava bêbado, fazendo festa como um rei. Ela nada lhe disse até o vinho sair dele. Então contou tudo e quando ouviu, seu coração parou. Seu corpo tornou-se como pedra. 10 dias depois, o Senhor feriu Nabal e ele morreu. Ao ouvir a notícia, Davi reconheceu a justiça divina. Bendito seja o Senhor que pleiteou a minha causa. E então Davi mandou dizer a Abigail que desejava tomá-la por esposa. Ela se prostrou e respondeu: "Eis aqui a
Tua serva para lavar os pés dos criados do meu Senhor". E assim a mulher sensata tornou-se esposa do futuro rei. Enquanto isso, Saul dava a Mical, a filha que antes fora esposa de Davi, a outro homem. Mas o Senhor continuava escrevendo uma história de justiça, misericórdia e propósito. O sol ainda queimava o deserto de Zife quando os ifeus foram até Saul pela segunda vez e disseram: "Davi está escondido no monte Aquilá, de fronte de Gesimon. Era como Se a história estivesse se repetindo. Mais uma vez, o rei caído se levantava para caçar o homem ungido
por Deus. Saul reuniu 3.000 homens escolhidos de Israel, os melhores soldados, e desceu ao deserto de Zif, armado com sua lança e sua sede de vingança. Davi, que agora tinha olhos em toda parte, soube da movimentação, mandou espias, confirmou que Saul viera de fato e foi até onde o acampamento estava. A noite havia caído. O exército De Saul dormia em círculo. No centro estava o rei com sua lança fincada no chão ao lado da cabeça, e Abner, o comandante de seu exército, dormindo ao lado. Davi observava de longe. Seu coração se agitava, mas ele não
confiava em seus próprios impulsos. Consultou a Deus. Chamou dois homens. Um deles era Abisai, irmão de Joabe. Davi perguntou: "Quem descerá comigo até Saul ao acampamento?" "Eu irei contigo", respondeu Abisai. E juntos os dois Desceram na calada da noite. Passaram por entre os soldados adormecidos e chegaram ao coração do acampamento sem serem notados. A Bíblia diz que um sono profundo da parte do Senhor havia caído sobre todos eles. Ali estava Saul, vulnerável, imóvel, sua lança cravada no chão. Abisai sussurrou: "Hoje Deus entregou teu inimigo em tuas mãos. Deixa-me agora encravá-lo com a lança na terra
com um só golpe. Não o repetirei. A Oportunidade era perfeita, silenciosa, mortal." Mas Davi respondeu com firmeza: "Não o mates, pois quem poderá estender a mão contra o ungido do Senhor e ficar inocente? Vive o Senhor, que o Senhor o ferirá. Ou chegará o seu dia de morrer ou cairá na batalha, mas eu não estenderei a mão contra o ungido do Senhor." Davi não quis tomar o trono por violência. preferia confiar no tempo de Deus, ainda que custasse sofrimento. Então ele e Abisai tomaram a lança de Saul e o cântaro de água que estava junto
à sua cabeça e foram embora. Ninguém viu, ninguém acordou. Quando estavam em lugar seguro, Davi subiu ao alto de um monte à distância e gritou em direção ao acampamento. Abner, não vais responder, Abner? O comandante despertou assustado. Quem és tu que clamas ao rei? Davi respondeu com ousadia: "Não és tu um homem? Quem é como tu em Israel? Porque então não guardaste o teu Senhor, o rei? Olha ao teu lado, onde está a lança do rei e o cântaro de água?" O acampamento acordou. Saul reconheceu a voz: "É esta a tua voz, meu filho Davi?"
E Davi respondeu: "É minha, Senhor meu, ó rei, por que me persegues? O que fiz? Qual é a minha culpa? Se o Senhor te incitou contra mim, que aceite uma oferta. Mas se são homens que te instigam, malditos sejam diante do Senhor. Tu me expulsas como se eu não pertencesse a Israel, como se dissesses: "Vai, serve a outros deuses. Não deixes que meu sangue caia na terra longe do Senhor." Davi não via Saul apenas como um rei, mas como alguém a quem ele ainda queria restaurar a consciência. Saul mais uma vez se quebrou diante das
palavras do homem que poderia tê-lo matado. Pequei. Volta, meu filho Davi. Não mais te farei mal, pois hoje a minha vida foi preciosa aos teus olhos. Procedeste com justiça e eu agi como um louco. Davi respondeu: Eis aqui a lança Do rei. Venha um dos moços e a tome. O Senhor recompensará cada um segundo a sua justiça e fidelidade. Ele te entregou hoje nas minhas mãos, mas eu não estendi minha mão contra o seu ungido. Assim como hoje tua vida foi preciosa aos meus olhos, assim seja a minha vida preciosa aos olhos do Senhor e
que ele me livre de toda angústia. E então Saul disse: "Bendito sejas tu, meu filho Davi. Tu farás grandes coisas e prevalecerás. E Saul voltou para seu Caminho. E Davi também seguiu para o seu. Não houve reconciliação. A ferida era profunda demais. Mas houve honra, houve misericórdia e houve a certeza de que o trono de Israel jamais seria tomado pela força, mas pela fidelidade à vontade de Deus. Davi havia poupado Saul duas vezes. Tinha provado sua inocência, sua lealdade, sua integridade. Mas, apesar disso, sabia. O coração de Saul não havia mudado. O deserto moldava a
fé, mas também desgastava a esperança. E Assim, o ungido de Deus, o guerreiro dos salmos, o pastor das promessas, cedeu ao medo. Disse consigo mesmo: "Agora perecerei algum dia pela mão de Saul. Melhor será que fuja para a terra dos filisteus? E Saul desistirá de me buscar. Assim escaparei da sua mão. Era uma decisão difícil, humana, real. Davi estava cansado de fugir, de olhar por cima do ombro, de viver entre rochas e cavernas. Ele não duvidava de Deus, mas duvidava do tempo de Deus. E assim Davi Se levantou com seus homens, agora 600, e passou
para o outro lado, para a terra dos filisteus, inimigos históricos de Israel. Levou consigo suas duas esposas, Ainoã de Jesreel e Abigail, viúva de Nabal. Juntos foram até Aques, rei de Gate, sim, a cidade de Golias. E surpreendentemente Aques o recebeu. Afinal, o nome de Davi era temido até entre os filisteus. E agora o mesmo guerreiro que havia vencido seus campeões pedia refúgio como um Exilado. Davi e seus homens se estabeleceram engate por algum tempo, mas não era lugar para israelitas viverem. Então Davi fez um pedido ao rei. Se achei graça aos teus olhos, dá-me
uma das cidades do interior para que eu more ali. Não convém que eu habite contigo na cidade real. Aquis concedeu a cidade de Ziclag e daquele dia em diante ela passou a pertencer aos reis de Judá. Davi permaneceu ali um ano e 4 meses, mas ele não ficou parado. Davi fazia incursões secretas contra os jesuritas, girzitas e amalequitas. Povos hostis que habitavam o sul e haviam sido inimigos de Israel desde os tempos antigos. Com precisão militar, Davi atacava e não deixava sobreviventes. Levava o gado, os bens, as roupas e voltava para Ziclag. Quando Aques perguntava:
"Onde fizeste hoje a incursão?" Davi respondia: "Contra o sul de Judá ou contra os quenitas ou alguma outra região de Israel. Era uma Estratégia de sobrevivência, mas também um campo de tensão. Davi mantinha Aques enganado, fazendo-o pensar que ele agora era um traidor de sua própria nação, alguém sem retorno para Israel. E assim Aques passou a confiar em Davi. Ele se fez odioso ao seu povo. Por isso será meu servo para sempre. A confiança de Aques crescia, mas o coração de Davi permanecia fiel ao Deus de Israel. No entanto, o disfarce tinha um preço. Davi
estava entre os inimigos do povo de Deus, vivendo como estrangeiro, dependendo da confiança de um rei filisteu, esperando, aguardando, até que Deus abrisse o caminho. As nuvens se fechavam sobre Israel. Os filisteus mais uma vez reuniram seus exércitos para a guerra e desta vez marchavam contra Saul. Era a crise final. O rei que antes perseguia Davi, agora via o verdadeiro inimigo se aproximando com força total. Do outro lado, Aquis, o rei filisteu, chamou Davi, seu hóspede, seu suposto aliado, e disse: "Bem sabes que sairás comigo à batalha, tu e os teus homens." E Davi, com
habilidade respondeu: "Então saberás o que pode fazer o teu servo." Aquis confiava cegamente em Davi. Tão cego estava que declarou: "Por isso te farei guarda da minha pessoa para sempre". Mas enquanto a guerra crescia no horizonte, uma sombra mais antiga se levantava no coração de Saul. O silêncio de Deus. Samuel já havia morrido. Toda Israel Chorara por ele. E Saul, em tempos passados, havia expulsado os adivinhos e feiticeiros da terra, obedecendo a lei de Moisés. Mas agora o rei estava sozinho, sem profeta, sem direção, sem paz. Quando Saul viu o exército filisteu acampado em Suném,
seu coração tremeu fortemente. Ele tentou consultar ao Senhor, mas o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por urim, nem por profetas. O céu estava calado. Desesperado, Saul rompeu seus próprios Decretos, chamou seus servos e disse: "Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de adivinhação, para que vá a ela e a consulte. E os servos disseram: "Há uma mulher em Endor que invoca os mortos". Então Saul se disfarçou, tirou suas vestes reais e foi de noite com dois homens até lá. A escuridão da jornada refletia a treva do coração do rei. Ao chegar, disse
a mulher: "Peço que me adivinhes pelo espírito e me faças subir a quem eu te Disser". Mas a mulher desconfiada respondeu: "Bem sabes o que Saul fez? Como expulsou da terra os adivinhos? Por que armas se lada contra mim?" Saul jurou por Deus, sim, o mesmo Deus que ele havia abandonado. "Tão certo como vive o Senhor, nenhum mal te sobrevirá por isso." A mulher perguntou: "A quem te farei subir? Faz-me subir a Samuel." E então algo inesperado e aterrador aconteceu. Quando a mulher viu Samuel, gritou em alta voz: "Por que me Enganaste? Tu és Saul?"
O rei disse: "Não temas, que vês?" "Vejo deuses subindo da terra", respondeu ela. "E o que é a sua aparência? Um ancião vem subindo e está envolto num manto. Era Samuel. Saul se inclinou com o rosto em terra e se prostrou. Então, um espírito maligno se passando por Samuel falou com voz de condenação: "Por que me inquietaste fazendo-me subir?" Saul respondeu: "Estou em grande angústia. Os filisteus pelejam contra Mim. Deus se retirou de mim. Não me responde mais, nem por profetas, nem por sonhos. Por isso te chamei, para que me faças saber o que devo
fazer. Mas Samuel respondeu: "Por que, pois, a mim me perguntas, visto que o Senhor se tem retirado de ti e se tem feito teu inimigo? O Senhor fez como falou por meu intermédio, rasgou o reino da tua mão e o deu a Davi, porque não obedeceste a voz do Senhor, nem executaste a sua Ardente ira contra Amaleque. Por isso, o Senhor te fez isso hoje. E então veio a sentença final. Amanhã tu e teus filhos estareis comigo. O Senhor entregará Israel nas mãos dos filisteus. Ao ouvir essas palavras, Saul caiu por terra. Tomado de temor,
fraco, sem forças, sem pão, sem paz, sem Deus. A mulher, vendo o estado do rei, insistiu para que ele comesse. Saul recusou, mas seus servos e a mulher o convenceram. Ela preparou rapidamente um bezerro cevado, assou Pães sem fermento e os ofereceu a Saul. Ele comeu e saiu naquela mesma noite. O homem que não buscou a Deus quando havia tempo, agora caminhava para seu destino final. Em trevas, os exércitos estavam prontos. O campo da guerra se armava como um teatro trágico prestes a se desenrolar. Os filisteus marchavam em ordem de batalha até a Feca, acampando
junto às fontes de Jesrael. A tensão crescia a cada passo. No horizonte, as colinas de Gilboa, onde Saul, o rei rejeitado, se preparava para o seu último combate. Entre os filisteus marchava um homem que não deveria estar ali, Davi. Com ele, seus 600 homens, servindo sob Aquis, rei de Gart, o mesmo Davi que havia matado Golias, o mesmo Davi que era cantado por Israel. Saul feriu os seus milhares, mas Davi os seus 10 milhares. Agora aliava-se aos filisteus, não por traição, mas por sobrevivência. Davi havia se escondido entre os Inimigos de Israel e agora parecia
estar em rota de colisão com seu próprio povo. Quando os príncipes dos filisteus passaram em revista às tropas, reconheceram os hebreus entre eles. Seus olhos se estreitaram. Suas palavras foram afiadas como lanças. O que fazem aqui estes hebreus? Quem é este Davi? Não é o servo de Saul, rei de Israel? Ele está conosco há dias ou anos e não temos encontrado falta nele", tentou argumentar Aques. Mas os Príncipes foram categóricos. Não irá conosco à batalha. Na guerra, ele se voltará contra nós para se reconciliar com Saul. Que melhor forma de ganhar o favor de seu
Senhor do que com as cabeças dos nossos homens. Era razão, estratégia e proteção divina. Então, Aquis chamou Davi e disse com sinceridade: "Tão certo como vive o Senhor, tu és reto aos meus olhos. Desde o dia em que vieste até mim, nada achei de errado, mas os príncipes não te Querem. Volta em paz. Não faças coisa alguma que desagrade aos príncipes. Davi, com sua astúcia costumeira, respondeu: "Mas o que fiz eu? O que achaste em mim desde o dia em que entrei ao teu serviço até hoje, para que eu não vá e peleje contra os
inimigos do rei, meu Senhor?" Aquis replicou: "Sei que és bom como um anjo de Deus, mas os príncipes disseram: "Não subirá conosco a batalha." E então ordenou: "Levanta-te pela manhã com os Teus servos, assim que amanhecer parti". Naquela noite, Davi e seus homens se prepararam. Ao romper do dia, voltaram para Ziclag, e os filisteus marcharam para Gilboa, onde sangue seria derramado, onde reis cairiam e onde o propósito de Deus avançaria mesmo no vale mais escuro, Davi não lutaria contra Israel, porque Deus ainda era seu general. O dia nasceu sombrio em Ziclague. Davi e seus homens,
exaustos após a marcha desde a Feca, Aproximavam-se da cidade onde suas famílias esperavam. Esperavam reencontros, descanso, paz. Mas o que viram ao longe foi fumaça. Ziclag ardia em chamas. Os amalequitas haviam atacado. Aproveitaram a ausência dos homens, invadiram a cidade, saquearam tudo e levaram cativas as mulheres, os filhos e as filhas. Não mataram ninguém, mas levaram tudo. Tudo. Quando Davi e seus guerreiros chegaram e viram o que havia acontecido, ergueram suas vozes e Choraram até não terem mais forças para chorar. A dor era profunda. O som da angústia ecoava pelas ruínas da cidade. Os filhos
se foram, as esposas desapareceram. Até as esposas de Davi, Ainoã e Abigail, estavam entre os cativos. E foi então que veio o golpe mais duro. Os homens que seguiam Davi começaram a falar em apedrejá-lo. Aqueles mesmos que haviam sido resgatados por ele na caverna de Adulão, que lutaram ao seu lado, agora o viam Como responsável pela tragédia. A alma de cada homem estava amarga por causa de seus filhos e filhas. Davi estava completamente só. Mas então, no ponto mais escuro da noite, quando tudo parecia perdido, o texto nos revela a chave da virada. Porém Davi
se fortaleceu no Senhor, seu Deus. Ele não buscou vingança, nem culpados, nem desespero. Buscou a Deus, chamou Abiatar, o sacerdote, e disse: "Traz-me aqui o Éfode." E Davi consultou ao Senhor. Perseguirei eu esta tropa? Alcançá-la ei? E o Senhor respondeu: "Persegue, porque de certo alcançarás e tudo libertarás". Sem hesitar, Davi partiu com seus 600 homens, mas no caminho, 200 ficaram para trás, exaustos demais para continuar. Davi seguiu com os outros 400. Então, no deserto encontraram um egípcio abandonado pelos amalequitas. Estava fraco, doente, faminto. Deram-lhe pão, água, figos e passas. Quando Recuperou as forças, Davi lhe
perguntou: "De quem és tu? De onde vens?" O jovem respondeu: "Sou servo de um amalequita. Meus senhores me deixaram porque adoeci. Nós saqueamos o sul dos quereteus, de Judá e de Calebe, e queimamos Ziclag com fogo. Davi perguntou: "Podes nos guiar até essa tropa?" "Sim", disse ele, "Se me jurares pelo Senhor, que não me matarás, nem me entregarás ao meu Senhor". E então o escravo os conduziu. Davi encontrou os amalequitas espalhados Pela terra, comendo, bebendo e dançando com o despojo de Ziclag e de outras terras que haviam saqueado. Davi os atacou de surpresa. Desde o
crepúsculo da tarde até a noite do dia seguinte, os feriu. Apenas 400 jovens escaparam em camelos. E assim Davi recuperou tudo o que os amalequitas haviam levado. Nada faltou. nem filhos, nem filhas, nem esposas, nem bens. Davi os libertou todos. Também tomou todo o gado e os rebanhos dos inimigos. E os homens Diziam: "Este é o despojo de Davi." Ao retornar, os 200 homens que haviam ficado para trás vieram ao encontro do exército. Mas entre os soldados de Davi, alguns perversos disseram: "Esses não foram à batalha. Que levem apenas suas mulheres e filhos, nada mais".
Mas Davi, com justiça e misericórdia, respondeu: "Não fareis assim, irmãos meus, com o que o Senhor nos deu? Ele nos guardou e nos entregou os inimigos. Como seria a parte dos que dessem à batalha, assim Será a parte dos que ficam com a bagagem, igualmente repartirão. E fez disso um estatuto e ordenança em Israel até hoje. Ao retornar a Ziclague, Davi começou a enviar presentes do despojo aos anciãos de Judá, seus amigos, dizendo: "Eis aqui um presente para vós do despojo dos inimigos do Senhor. A bção era compartilhada. A vitória não era só dele, era
do Senhor. Davi havia tocado o fundo do poço, mas ali descobriu que o seu refúgio, sua força, Sua honra e sua vitória estavam no Senhor, seu Deus. Enquanto isso, a guerra ainda estava armada contra o rei Saul. Não havia mais fuga nem negociação. Os filisteus marcharam contra Israel e Israel os enfrentou nos montes de Gilboa. As colinas que antes abrigavam pastores, agora estavam manchadas de sangue. O exército de Saul, já enfraquecido, desmoralizado e com medo, não resistiu. A batalha foi dura e os homens de Israel caíram diante dos Filisteus. Mas os inimigos tinham um alvo,
o rei. Eles alcançaram Saul e seus filhos. Um a um, os filhos do rei tombaram no campo de batalha. Jôas, o amigo leal de Davi, Abinadabe, Malquizua. O coração de Saul devia sangrar mais pela perda dos filhos do que pelas feridas físicas. Mas os filisteus o cercaram e os flecheiros o atingiram com força. Gravemente ferido, o rei compreendeu o fim era inevitável. Então Saul disse ao seu escudeiro: "Desembaha a tua espada e atravessa-me com ela para que estes incircuncisos não venham e abusem de mim". Mas o escudeiro não quis. Estava tomado de terror. Como tocar
o ungido do Senhor? Diante do silêncio e da recusa, Saul caiu sobre a própria espada. O escudeiro, ao ver que Saul estava morto, também se lançou sobre a sua espada e morreu com ele. E ali, no monte de Gilboa, terminou o reinado de Saul. Ele, seus três filhos, seu escudeiro e todos Os seus homens morreram juntos naquele dia. Quando os israelitas do outro lado do vale viram que o exército havia fugido e que Saul e seus filhos estavam mortos, abandonaram as cidades e os filisteus as tomaram. No dia seguinte, enquanto os inimigos saqueavam os corpos
dos caídos, encontraram Saul e seus filhos mortos. Degolaram Saul, tiraram-lhe as armas, enviaram-nas por toda a terra dos filisteus para proclamarem a notícia nos templos de Seus ídolos e entre o povo. Colocaram as armas de Saul no templo de Astarote e pregaram seu corpo no muro de Betseã. A vergonha era completa. O primeiro rei de Israel, morto, mutilado, pendurado como um troféu para os deuses pagãos. Mas então algo nobre aconteceu. Os homens valentes de Jabes Gileade, aquele povo que Saulo um dia havia salvado no início de seu reinado, lembraram-se dele. Viajaram à noite silenciosos, corajosos.
Desceram até Bciã, retiraram os corpos De Saul e de seus filhos do muro e levaram-nos para Jabes. Ali os queimaram em honra e sepultaram os ossos debaixo de um tamarisco em Jabes. Depois disso, jejuaram sete dias. Era o luto de um povo por um rei, não apenas por sua morte trágica, mas por uma história que começou com promessas e terminou em queda. O trono de Israel estava vazio, o povo espalhado, o exército destruído, o nome de Deus zombado entre os inimigos. Mas mesmo em meio à escuridão, o Propósito de Deus avançava. O homem, segundo o
coração de Deus, ainda respirava. O pastor de Belém, o fugitivo das cavernas, o guerreiro de Ziclag, estava prestes a assumir o lugar que o céu já havia preparado. Se você acompanhou até aqui, parabéns, você é um verdadeiro vencedor. Chegamos ao fim dos 31 capítulos do primeiro livro de Samuel, em ordem e sequência. Muitos começam, mas poucos chegam até o fim. Você perseverou, foi edificado e agora Carrega essa mensagem dentro de você. Agora quero saber quem realmente chegou até aqui. Comente abaixo. Eu fui até o fim do vídeo e fui edificado pelo pelo primeiro livro de
Samuel. Assim todos saberão que você faz parte dos que não desistiram e permaneceram firmes até o final dessa poderosa jornada bíblica. Esse vídeo deu muito trabalho para ser feito. Foram dias de dedicação, leitura e produção para trazer esse conteúdo da forma mais impactante possível. Então, Não esqueça de curtir e comentar. Isso nos ajuda a continuar trazendo mais conteúdos como este. O seu comentário é muito importante e sua curtida também. Fique atento no canal para que você assista também a história do segundo livro de Samuel, que é a continuação da história de Israel. E se essa
mensagem falou ao seu coração, não guarde para você. Compartilhe com mais pessoas e ajude a palavra de Deus a alcançar ainda mais vidas. Juntos podemos levar esse Conhecimento adiante. E você que chegou até aqui e ainda não aceitou Jesus como seu salvador, saiba que ainda dá tempo. Dobre seus joelhos agora, se humilha diante de Deus, confessa seus pecados e diga a ele que você quer viver uma vida nova obedecendo a palavra de Deus. Jesus vai te ouvir e vai receber você de braços abertos. Você apenas precisa confessar com fé e acreditar na palavra dele sobre
sua vida. Deus abençoe.