Olá eu sou Jean e sou pesquisadora do Pet o programa de educação tutorial de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará e este é mais um episódio da nossa série de Podcast preparatórios para o mestrado em antropologia associado a UFC e a Unilab [Música] a obra desse Episódio é o artigo teoria feminista agência e sujeito liberatório algumas reflexões sobre o rivalismo Islâmico no Egito da antropologista [Música] foi um importante teórica dos estudos de gênero política secularismo e religiosidade com o foco especial em sociedade de maioria muçulmana do Oriente Médio e sua asiático em contexto pós
Colonial como abordagem crítica metodologicamente sofisticada sua pesquisa tem sido amplamente reconhecida como uma das mais inovadoras e influentes na antropologia contemporânea um dos elementos importantes para pensar a produção acadêmica de saba é o ataque às torres gêmeas do 11 de setembro que inaugurou precedentes para o que ficou conhecido como Guerra ao Terror articulada pelo então presidente dos Estados Unidos George Bush para além da caça ao suportes responsáveis pela atentado a guerra contra o terrorismo possibilitou o controle militar político e econômico dos países do mundo muçulmano postura essa que mamute considerou um dos maiores projetos imperialistas
do nosso tempo mas muito é diretamente influenciada pelo antropólogo Estado de intense tá lá assado com quem compartilha as bases de seu pensamento métodos de pesquisa seus principais debates sobre religião e suas intersecções com a política e o poder nesta obra A autora estabelece frutífera debate com filósofo francês Michel focou e com a filósofo Acerca das teorias de poder sujeito e agência pois ela é essencial para entendermos o tellos desse ensaio já que sustenta o Alice sobre o qual a droga constrói sua crítica e a sua proposta mas muitos lembra que parafucou o sujeito não
precede as relações de poder como uma consciência individualizada mas ele é produzido através dessas relações de forma paradoxal os mesmos processos que produzem e mantém as relações de dominação e controle e que garantem a subordinação do sujeito são os mesmos que o transformam e criam uma identidade e uma agência Auto consciente desse modo a agência não pode ser entendida apenas como uma relação de resistência as estruturas de poder e sim como uma capacidade para ação criada e propiciada por relações de subordinação específica atualizando o conceito funcotiano de sujeito para construir a sua teoria da performatividade
e agência butler afirma que a estabilidade das normas sociais se assenta na sua reprodução mas como essa reprodução é sempre performática ela permite a ressignificação e reapropriação dessas normas pelo sujeito segundo os interesses E aí que assenta a vulnerabilidade dessas normas estabelecidas nas possibilidades do sujeitos adaptarem mas muito Reiter aqui abre aspas na medida em que a estabilidade das Almas sociais é resultado da sua representação continuada a agência para butler assenta na abertura essencial de cada interação E na possibilidade de esta falhar ou se reapropriada ou ressignificada para outros propósitos que não a consolidação das
normas dado que todas as formações sociais são reproduzidas através de uma representação das normas as mesmas normas tornam-se vulneráveis já que cada representação Pode falhar assim a condição de possibilidade de cada formação social é também a possibilidade de seu desmoronamento fecha aspas é importante salientar que Butter assim como uma mude não tem a pretensão de colar a lógica da agência a uma teleologia de discurso de emancipatórios pois a lógica de subversão e ressignificação não pode ser predeterminada porque os atos de ressignificações E subversão são do seu ponto de vista contingentes e frágeis revelando-se em lugares
inesperados e comportando-se de maneira imprevisível fecha aspas mas mamudo no entanto não se válida do argumento de que a agência diante das normas está sempre sujeita a ressignificação ou subversão neste trabalho a autora considera que abre aspas as normas não são apenas consolidadas isso vertidas mas também performadas habitadas e experienciadas de várias maneiras fechar e é baseado nessas suporte teóricos que a autora vai de encontro a concepção de agência do feminismo pode durar a lista em que ela propõe o deslocamento conceitual do conceito de agência da política Progressista abre aspas o sujeito político normativo da
teoria feminista pode estruturalista aparece frequentemente como um sujeito liberatório cuja a agência É conceitualizada sobre o modelo binário de subordinação e subversão fecha aspas modelo esse que não dá conta de racionalidades e histórias outras se reconhecermos que o desejo de independência ouço versão das normas não é um desejo inato que motiva todos os indivíduos em todas as alturas mas que é profundamente mediado por condições históricas e culturais podemos chegar a seguinte pergunta como podemos analisar operações de poder que constroem corpos conhecimentos e subjetividades diferentes cujas trajetórias não seguem necessariamente a intelecta das políticas liberatórias essa
pode ser entendida como a pergunta Central desse artigo a vontade de subverter a lógica Operativa de seus contextos sociais em si não é inata do ser mas constituída historicamente a agência liberatória desse modo não pode ser entendida como uma característica pré-determinada mas como resultado de processo históricos específicos que também formulam agências outras não liberatórias por exemplo mas muito reitera a capacidade de agência pode ser encontrada não só em Atos de resistência às normas como também nas múltiplas formas em que essas normas são incorporadas A autora insiste ainda que a compreensão da coerência de uma tradição
não significa necessariamente uma justificação da própria tradição nenhum argumento e favor de essencialismo irredutível o relativismo cultural pelo contrário Esse é um passo necessário para explicar a força que o discurso de poeta entendendo isso partiremos para análise de mamute sobre as mulheres do movimento das mesquitas ela afirma que a maior participação das mulheres no movimento das mesquitas para além de modificar o caráter masculino centrado da estrutura social da Mesquita altera de certa forma a pedagogia islâmica mas não tem a pretensão de reescrever papéis tradicionais de gênero o acesso à educação é o trabalho fora da
esfera doméstica foram elementos centrais para esse fenômeno Como dito antes apesar do aumento da participação feminina no sacerdócio o meio islâmico do passe das mulheres fazem parte apresenta um olhar crítico a sua presença Olha esse partilhado e reforçado por elas em virtude dos limites da tradição que olha para essa subordinação a partir da perspectiva de vontade de transcendente e em consequência em muitas instâncias a subordinação a autoridade masculina como o seu grande objetivo essas mulheres entendem que o seu trabalho nas mesquitas tem um objetivo de barrar o avanço da secularização uma tendência percebida por elas
como o dista dentro dos modos de vida muçulmanos e sua consequência foi colonização até que se tornem costumes de sociais da religião através do ensino da virtude ética e formas de raciocínio elas visam resgatar e identificar o Ethos religioso da vida cotidiana o Islã é parte fundamental da estrutura social do Egito e é entendido por muitos como a base doutrinal para concepções políticas e jurídicas e por outros como essencialmente práticas individuais e coletivas da vida devocional o movimento feminino das mesquitas produziu alterações em várias aspectos do comportamento social dos egípcios de hoje incluindo a forma
como se veste se fala o tipo de entretenimento considerado apropriado para adultos e crianças onde investir dinheiro como tomar conta dos pobres e ainda Quais os termos é que se conduz o debate público de acordo com mamodo apesar de um movimento das mesquitas ser visto por muitas pessoas como movimento skatista ele não passa despercebido pelo governo pois a forma como ele busca da vida através das virtudes vontades desejos paixões e práticas de acordo com ortodontites do islâmico perturba o projeto de sociabilidade puramente secular e Liberal para ela de forma similar as mulheres que fazem parte
do movimento das mesquitas Ocupa um lugar incômodo na teoria feminista ocidental já que elas abre aspas promovem práticas e ideias implantadas numa tradição que historicamente atribuiu um status de subordinação à mulher e procuram cultivar virtudes associadas a passividade isso da organização feminina por exemplo a vergonha modesta perseverança e humildade por outras palavras os próprios idiomas empregados pelas mulheres para afirmar sua presença em esferas anteriormente detidas pelos homens são os mesmos que asseguram as pessoas aponta então que a equívocos na estrutura que sustenta as perguntas que norteiam a visão das feministas ocidentais uma dessas perguntas seria
como é que as mulheres contribuem para reproduzir essa Dominação e como é que ele resistem os subvertem nesta perspectiva o feminismo se organiza com o dual caráter analítico e politicamente prescritivo com a universalizante afirmação de que onde a sociedade é estruturada para servir os interesses masculinos o resultado será negligência ou simplesmente a supressão dos interesses das mulheres Portanto o feminismo oferece simultaneamente um diagnóstico do estatuto das mulheres nas diferentes culturas e uma diretiva para a mudança da situação das mulheres que são vistas como marginais subordinadas e oprimidas o ponto de estacionamento aqui é justamente quando
o projeto político não considera as questões da diversidades culturais religiosas na discussão sobre feminismo e a agência feminina o feminismo prescritível forte determinados grupos de mulheres adotar valores e horizontes outras que não os seus ignorando muitas formas de agência e a existência feminina que não se encaixa nessa estrutura a universalidade do desejo de ser livre como um desejo individual que não se encontra com o peso do costume e da tradição por exemplo nesse sentido ela afirma que as normas não são apenas uma imposição social no sujeito mas constituem a sua própria substância de sua interioridade
valorizada e íntima o debate sobre a virtude da modéstia feminina no Islã é um dos exemplos disso virtude essa muito admirada e valorizada pelos egípcios muçulmanos ela afirma o debate se dá por dois lados a maioria das mulheres das mesquitas de um e os escritores secularistas de outro as mulheres afirmam que o uso do véu é um componente indispensável para o cumprimento da virtude da modéstia porque ele exprime a verdadeira modesta e a forma pela qual ela é adquirida elas constroem portanto uma relação tal entre a norma que é A modéstia e a sua tradição
prática que é o véu que o corpo coberto com véu se transforma no meio necessária através é criada e simultaneamente espremida em discordância os escritores secularistas argumentam que A modéstia é uma virtude como qualquer outra tributo humano e não necessita do uso do véu para se concretizar esses autores se opõem ao uso do véu como sendo investido de uma importância que acaba por ser relevante para o julgamento sobre A modéstia feminina se opõe ao uso do véu mas não se opõe a virtude da modéstia a muda afirma que abre aspas Apesar de o pietismo poder
ser alcançado através de práticas de caráter tanto devocional como mundano é necessário mais do que mera performance de Atos o petismo também implica a inculcação de autênticos dispositivos através de um treino simultâneo do corpo das emoções e da racionalidade até o ponto é que essas virtudes religiosas adquirir isso em um estatuto de hábitos incorporados afirma que uma característica importante desse programa de ato de cultivação é que os atos corporais tal como o uso do véu não servem como máscaras manipular vez destacáveis de um selfie essencial interiorizado na dinâmica da vida pública pelo contrário são marcadores
críticos do pietismo e também os meiosiludíveis através dos quais uma pessoa treina para se tornar de volta o uso do véu servir inicialmente como método de autocontrole em relação à Tribo da timidez é simultaneamente integral a prática da timidez uma mulher não pode simplesmente descartar o véu uma vez desenvolvida a postura da modéstia porque o véu em si definitório dessa postura Esse é um aspecto crucial do programa disciplinar procurado pelas participantes do movimento das mesquitas e curto significado é iludido quando entendido apenas em termos do seu valor simbólico enquanto o marcador da subordinação da mulher
e da identidade islâmica na mão de aponta que o debate sobre o uso do véu é apenas um dentre vários outros no contexto egípcio da disputa política e religiosa entre islamistas ou mesmo entre islamistas de tendências diferentes abre aspas os aspectos mais interessantes desse debate encontram-se não tanto no fato de a norma da modéstia ser subvertida ou representada mas as formas radicalmente distintas em que essa norma é supostamente incorporada e vivida nesse sentido cada ponto de vista propõe uma conceitualização bastante diferenciada acerca da relação entre o comportamento incorporado e a virtude ou a norma da
modéstia para os petistas o comportamento corporal é o fator fundamental para o próprio cumprimento da Norma para os opositores trata-se de um elemento contingente e desnecessário para a persecução da modéstia fecha aspas A autora nos faz alguns questionamentos instingadores para pensarmos sobre esses fatos por exemplo como podemos analisar o esforço realizado pelo corpo nessas diferentes conceitualizações da Norma como é que o self se adequa a autoridade imposta pela Norma em cada Imaginário descrito mas ainda que tipos de sujeitos éticos e Políticos são pressupostos Em ambos e quais as modalidades de vida ético religiosa que tornam
possível ou impossível sabe afirma que essas questões só poderão ser respondidas se saímos Da Lógica binária de construção e destruição das normas elas requerem que se desmonte a categoria da Norma para que consigamos identificar os seus elementos constituintes abre aspas a razão pela qual propõe essa mudança tem a ver com o meu interesse em perceber como distintas modalidades de ação ética e moral contribui para a construção de diferentes tipos de sujeitos cuja autonomia política não poderá ser definida sem a aplicação de estudinho crítico a forma específica tomada pelas suas ações incorporadas fecha aspas por fim
sabe defende que o seu artigo se articula a partir de uma dupla rejeição a primeira ao caráter homogeneizante das narrativas feministas hegemônicas que buscam trazer luz a experiências outras ameaçando assim as narrativas do sujeitos enquanto soberanos autores sua própria voz história e a segunda o apontamento das mulheres das mesquitas como feministas em oposição ao projeto feminista Progressista no sentido em que tentar encachá-las seria reescrever uma forma específica de ser humano que uma narrativa particular de pessoa e política nos disponibilizou obrigando a complexa multiplicidade de vontades e ambições a encaixar nessa moldura narrativa já gasta E
você o que você acha disso [Música] além dos podcasts Vale também conferir a nossa revista eletrônica aves uma realização dos e das discentes do curso de graduação em Ciências Sociais da UFC vinculada ao Pet a revista se dedica a publicação de artigos originais resenhas ensaios entrevistas e outras expressões científicas voltadas para áreas da ciências humanas Bons estudos [Música]