E aí o Olá vamos discutir hoje O importante texto de José Paulo Netto recente tola cinco notas a propósito da questão social Este texto é importante na medida em que ele nos permite visualizar em que termos deve ser tratada a questão social se fala muito hoje a respeito da pobreza do crescimento da miserabilidade mas pouco se fala das bases que estruturam esta miserabilidade muitas vezes reduzida a a existência deste ou daquele governo José Paulo Netto vai nos fornecer uma interpretação mais contundente atrelada a toda uma leitura da dinâmica da própria sociedade capitalista e portanto do
Capital ele observa por exemplo Logo no início que a expressão questão social e foi fartamente divulgada por filantropos e críticos da sociedade burguesa surgiu para dar conta do fenômeno mais Evidente da história da Europa Ocidental que experimentava a primeira onda industrializante iniciada na Inglaterra no último quartel do século 18 é sempre importante observar que o capitalismo ele passa por fases a última fase do capital é a fase que poderíamos considerar como a fase monopolista no caso aqui José Paulo Netto está mostrando que a problemática social ela começa a emergir ou desenvolvimento da sociedade capitalista na
Inglaterra é a partir do capitalismo industrial e efetivamente vai se constituir uma temática chamada questão social observa que a questão social é tratada inicialmente sobre o termo de pauperismo com efeito dirá Neto a pauperização absoluta absoluta no sentido de que se considerarmos as condições de existência da classe trabalhadora na época da Revolução Industrial Inglesa veremos que esses trabalhadores eles praticamente mal e mal conseguiam ganhar para sobreviver para dar conta da sua existência biológica por um período de 24 horas nesse sentido é que ele está se referindo aqui que essa pauperização ela tinha uma dimensão absoluta
e com efeito a pauperização absoluta massiva da população trabalhadora constitui o aspecto mais imediato da instauração do capitalismo em seu estágio Industrial concorrencial portanto a miséria ela não Brota a partir do momento e que vamos ter a concentração do Capital que se configura sobre a forma de Capitalismo monopolista um de Capital monopolista a configuração da miséria junto às classes trabalhadoras acompanha a formação da própria sociedade do capital e se tratava neste momento diante da pobreza crescente se tratava de um fenômeno novo novo no sentido de que pela primeira vez no interior da história se tem
uma sociedade da abundância que produz Em contrapartida a miséria crescente das massas Este é um movimento contraditório da sociedade capitalista um movimento contraditório do próprio capital para produzir mercadorias ele tem que lançar continuamente no bingo da miséria a uma grande massa de indivíduos uma vez que o capital vive de se expandir ele também recorre a novas forças produtivas E essas novas forças produtivas eliminam a força de trabalho Portanto o trabalho vivo tô vendo a introdução do trabalho morto portanto do Capital constante importante das máquinas portanto de Todas aquelas forças produtivas que permitem ao capital produzir
mais em menor espaço de tempo e com isso conseguir maiores fatias do mercado expandir-se para as para as regiões mais distantes tratava-se portanto de um fenômeno novo que não era inédita a desigualdade diz Neto a se não era nova inédita a desigualdade entre as várias camadas sociais pois esta desigualdade linha de muito longe a existência de pobres e ricos não data da sociedade capitalista mas já era fato presente em outras estruturas de classe essa polarização entre ricos e pobres no entanto e ela adquire configurações totalmente nova na sociedade capitalista na medida em que a produção
da riqueza é Acompanhada pela generalização da miséria Como diz Neto a pobreza crescia na razão direta em que aumentava a capacidade social de produzir riquezas importante observar que riquezas dentro da literatura Marciana significa a possibilidade de se produzir valores de uso para a fruição para o desfrute dos indivíduos é somente sob certas condições sociais que os valores de uso se transformam em valores de troca mais precisamente ainda se transformam em valor portanto se transformam em bom então riqueza não tem a ver aqui com a ideia tem dinheiro e sim com as possibilidades que se abrem
socialmente de se produzir valores de uso para o consumo e fruição da existência humana neste processo de desenvolvimento do capitalismo concorrencial para o capitalismo industrial e aumentava o contingente dos despossuídos nas formas da sociedade precedentes a miséria ela de corria da impossibilidade naquele momento de se desenvolver forças produtivas capazes de atender adequadamente às necessidades sociais no entanto na sociedade capitalista emergente na sociedade capitalista que se desenvolve caminha para a industrialização a miséria ela não decorre mais da impossibilidade de produzir em grande quantidade para satisfazer as necessidades humanas pelo contrário o capital desenvolve forças produtivas cada
vez mais avançadas só que estas forças produtivas elas estão voltadas para atender as necessidades do próprio capital e não para atender as necessidades da miséria crescente e pelo capital nesse sentido a pobreza se acentuava esse gênero avisava o pauperismo se produzia pelas condições que propiciavam o supostos de sua redução e supressão ou seja o pauperismo não decorre dentro da sociedade capitalista da inexistência de forças produtivas capazes de atender às necessidades humanas pelo contrário o pauperismo a miséria social ela decorre da própria estrutura interna da sociedade capitalista em suas várias fases quanto mais o capital se
desenvolve mais se assentou a tendência ao pauperismo social não vai ser para ao acaso que hoje existem no planeta Terra mais de 1 milhão e 500 milhões de indivíduos e ninguém com menos de um dólar por dia e para ordem burguesa que se consolidava esse pauperismo ele não é Inicialmente um problema ele passa a se constituir em problema a partir do momento em que a classe trabalhadora começa a se organizar contra a sociedade do capital e ela vai se organizando contra a sociedade do capital de várias formas seja através da prática budista e consistia em
quebrar as máquinas seja através do surgimento das trade unions inglesas que são uma das formas embrionárias de organização sindical Por parte dos trabalhadores é importante observar que a prática do budismo Ela Vai representar a presença de um baixo grau de consciência no interior da a trabalhadora uma vez que os trabalhadores consideravam naquele momento no início do século 19 que o desemprego era causado pelo uso da máquina consequentemente quebrar as máquinas restabeleceria os empregos o que escolhiam com esta prática era ou introdução de máquinas mais modernas ou então a penalização de dias sem receber uma vez
que a estrutura de proteção social era inexistente então e só voltaram a ter o seu salários quando uma nova máquina era comprada e colocada para produzir daí que progressivamente a prática budista ela foi sendo abandonada por outras formas de luta muito mais avançadas que se constituíram na luta sindical e num grau mais elevado ainda na luta partidária na luta de Constituição do partido Operário e nesse sentido direto para ordem burguesa que se consolidava os pauperizadas não se conformaram a os pauperizadas não representavam um problema foi a partir da perspectiva B efetiva e versão ou seja
derrubada da ordem burguesa que o pauperismo passou a ser tratado como uma questão social portanto como um problema social por outras palavras enquanto a classe trabalhadora não estava organizada a burguesia no seu conjunto não visualizava miséria crescente como um problema social a ser respondido é importante observar por exemplo o que acontece ao longo de todo o processo do desenvolvimento capitalista retratado por Max analisado por e no capítulo do capital de tu lado da acumulação primitiva ali Marques vai fazer uma radiografia de como se processa a destruição do campesinato a destruição do pequeno proprietário a conversão
do pequeno proprietário trabalhador assalariado e de como as leis comentadas no âmbito do Estado tendiam a aprisionar esses trabalhadores cada vez mais na miséria um dos pontos das leis promulgadas Neste período de desenvolvimento da sociedade capitalista foi a promulgação Por Exemplo foi a existência por exemplo da lei do salário máximo e não salário mínimo significa que os que pagasse um salário Acima da Média eram penalizados sobretudo os trabalhadores que concordassem em receber um salário acima da média no entanto não havia nenhuma restrição para que se pagasse o salário mínimo e o teu desenvolvimento da classe
trabalhadora ele vai se acentuar na segunda metade do século 19 na primeira metade do século 19 Marx e engels já ponta no Manifesto do Partido Comunista como que a classe trabalhadora estava começando a se organizar na célebre frase um fantasma Ronda a Europa ou o espectro Ronda a Europa o espectro espectro espectro do comunismo no entanto é somente na segunda metade do século 19 que efetivamente a classe trabalhadora vai demonstrar uma consciência de classe muito mais elevada e a partir deste momento que o pensamento conservador se volta para o problema tratando a questão social de
uma maneira conservadora porque Neto está introduzindo aqui a ideia do pensamento conservador para entender isto é necessário que se compreenda também o corte que análise marxiana da qual né se apropria faz entre o pré 1848 eu posso 1848 para Max até 1848 quando o proletariado ainda não havia entrado em cena o pensamento burguês desenvolve todos os esforços para compreender o que era a sociedade burguesa emergente e a partir de 1848 quando o pensamento burguês já tem a compreensão de que o proletariado ele está reivindicando uma nova sociedade e que o proletariado está se organizando Para
viabilizar esta nova sociedade a tendência nas fileiras do pensamento burguês foi de desenvolver reflexões e mais cala a boca vez mais o que era a realidade burguesa aqui o último que vai chamar em seus textos de um momento da decadência ideológica da burguesia a partir de 1848 fundamentalmente o pensamento burguês ele não se volta mas mais atender a compreender o que é a lei do valor mas pelo contrário ele procura obscurecer O que a lei do valor neste ficaram que a lei do valor porque assumir a lei do valor seria assumir e o capital só
pode nascer de relações de exploração extremamente brutais com isto Neto começa a desenvolver não item 2 do seu texto a importância que teve 1848 para de redefinir para redefinir os rumos do pensamento burguês direto a partir da segunda metade do século 19 a expressão questão social se desloca para o vocabulário do pensamento conservador o divisor de águas é a revolução de 1848 Encerrando o ciclo progressista da ação da classe da burguesia a partir de Então os intelectuais a ela vinculados seus representantes Lda e buscaram compreender mistificar o que é esta sociedade romance a tentativa de
compreender os nexos entre desenvolvimento capitalista e Miséria crescente uma das expressões desta recrudescência deste recuo do pensamento burguês vai ser as teorias marginalistas e mais recentemente ainda as teorias neo-liberais ou os pensadores que estão ancoradas no referencial do neoliberalismo por todos os meios tentam me justificar as razões da crise as razões da miséria as razões que aponta para o crescimento do desemprego e apresentam saídas que não tem nada a ver com análise interna do movimento do Capital pelo contrário são análises que mascaram escamoteiam as contradições o anos de reais que percorre o desenvolvimento da economia
capitalista a partir de 1848 gira Neto a manutenção EA defesa da ordem burguesa atenuaram os intentos para se compreender a questão social ou quando ela é colocada em cena apropriação que se faz no tema é uma proteção conservadora ou seja se tenta pensar a chamada questão social dissociada das próprias contradições da sociedade capitalista em certo sentido virar Neto a questão social é crescentemente naturalizada no âmbito do pensamento conservador Laico com também no pensamento confessional ou seja naquela a vida da igreja Oi Cida na com a questão dos pobres que tinha uma sensibilidade vamos dizer assim
para a questão da da pobreza crescente e nessas duas a respeito destas duas tendências virada entre os laicos as manifestações imediatas da questão social forte desigualdade desemprego fome doenças penúria desamparo ante as conjunturas econômicas adversas etc são vistas como desdobramento da na sociedade moderna burguesa de características inelimináveis de toda e qualquer ordem social que pode no máximo ser objeto de uma intervenção política irritada capaz de amenizá-las e reduzidas através de um ideário reformista por outras palavras começa a ser trabalhada a ideia de que miséria social pobreza sempre existiu ao longo da história neste é o
que se pode fazer é tentar encontrar caminhos que amenizem atenuem a pobreza mas não que efetivamente conduzam a sua eliminação porque para caminhar no sentido da eliminação da pobreza o pensamento que nessa chama Kid Laico conservador ele teria que investigar as próprias contradições da sociedade burguesa e apontar para a impossibilidade de solucionar a questão da miséria social dentro da estrutura propiciada pela própria sociedade burguesa uma vez que esta sociedade ela está voltada acumular cada vez mais riqueza é expandir o reino do capital e não a expandir a dimensão humana do homem ou expandir a sociedade
na qual os homens podem se apropriar da riqueza social para a Fruet Bom da Vida E no caso por outro lado do pensamento conservador confessional e é conservador também o pensamento religioso porque ele não volta as atenções para encontrar a saída da miséria social o que implicaria reconhecer a necessidade de se superar a sociedade capitalista pelo contrário o pensamento confessional vai tentar também encontrar uma legitimação plausível para a pauperização crescente para a miséria crescente no interior da sociedade assim no caso do pensamento conservador conci concessional se reconhece a gravitação da questão social esse se apela
para medidas sócio-políticas para diminuir os seus gravames insistisse no entanto em que somente a rua exarcebação com tralha à vontade a perdão é insistisse no entanto somente em sua exacerbação contrária à vontade de vida ou seja né deus condena a miséria Então encontre um jeito para que a miséria não exista efetivamente não há uma crítica radical a estrutura da sociedade burguesa apenas uma condenação moral a a miséria produzida pelo capital no interior da sociedade burguesa e nos dois casos vai dizer Neto podemos visualizar claramente a postura conservadora ou seja não há a intenção de superação
da sociedade capitalista da sociedade que produz a miséria tratada como questão social não há intenção de superar a sociedade que produz o pauperismo crescente mas tão-somente de reformar alguns pontos desta sociedade para atenuar esta miséria crescente da like se vai cair na discussão a respeito de reformas sociais possíveis E além disso de uma reforma moral do homem e da sociedade e de fato dirá Neto no âmbito do pensamento conservador a questão social numa operação simultânea a sua naturalização ou seja miséria sempre existiu e vai continuar existindo é convertida em objeto de ação humor alisadora ou
seja não é possível existir uma sociedade que Produza tantos Miseráveis é necessário que alguma coisa Seja feita para que todos os homens vivam em boas condições de existência Essa é a crítica moralizador não toca nas Raízes do problema Apenas Exige uma forma de consciência humanitária Por parte dos indivíduos que exploram ou que podem de uma maneira filantrópica redistribuir a sua riqueza como se a ao fazer isso eles fossem eliminar a pobreza e não linda porque as bases que produzem esta pobreza continua operando de dentro da lógica da própria sociedade capitalista e Em ambos os casos
ou seja na saída laica ou na saída religiosa né Em ambos os casos o enfrentamento das suas manifestações que são os dobramentos da miséria da pobreza do desemprego entre os elementos o enfrentamento das suas manifestações ou seja da questão social né Deve ser a função de um programa de reformas que Preserve antes de tudo e mais a propriedade privada dos meios de produção portanto não são críticas verdadeiramente críticas mas são apenas determinadas contestações a ordem social vigente e que se procura resolver sem eliminar a base que provoca os desdobramentos da miserabilidade Ou seja a própria
existência da propriedade privada o fato de que a sociedade se configura cada vez mais em proprietários dos meios e são e despossuídos dos meios de produção como desembarques e em Deus a ponta Marx e engels no Manifesto do Partido Comunista e as manifestações da questão social são desvinculados de qualquer medida tendente a problematizaram a ordem econômica social estabelecida e se afasta da iniciativa de combater as manifestações da questão social na sua profundidade por quê Porque ele simplesmente não querem tocar nos fundamentos da sociedade burguesa e quanto mais o proletariado se organiza mais essa tendência se
torna presente o proletariado em Ação a partir sobretudo de 1848 vai trazer à luz o caráter antagônico dos interesses sociais das classes fundamentais que constituem a sociedade burguesa Quais são as classes fundamentais a burguesia e o proletariado o neto observa ainda que deste processo resultou a resistência burguesa uma vez que o que o proletariado começa a propor não é Reforma da sociedade burguesa e sim a própria derrocada da sociedade burguesa isto aponta também para neto um avanço no que se refere a consciência política da classe trabalhadora a classe trabalhadora avança da Consciência em si a
consciência parasse ou seja avança da percepção de que a miséria não é uma questão individual e sim uma questão coletiva enquanto questão coletiva só pode ser tratada no âmbito da classe mas não de qualquer classe e sim daquela o que não tem nada a perder Como dizia o Max senão seus próprios bilhões ou seja o proletariado organizado uma vez que a burguesia já havia revelado cada vez mais que não tem a mínima intenção de resolver a chamada questão social a rede está impossibilitada de resolver a chamada questão social sem extinguisse a si mesma é importante
observar que Neto destaca que consciência política não é o mesmo que compreensão teórica por outras palavras senão no primeiro momento o proletariado tem a consciência da rebeldia tem um espírito consciente da rebeldia isso não quer dizer que o proletariado tinha consciência das raízes que produzem a sua miserabilidade ele tem uma consciência espontânea mas foi necessário um longo processo de desenvolvimento no próprio interior da classe trabalhadora para que esta consciência espontânea se transformasse em consciência política Marx Analisa bastante essa questão da consciência dos seus textos dos anos 50 é o 18 Brumário de hoje bom é
a luta de classes na França onde ele mostra como que naquele momento o proletariado ainda acreditava nas promessas da burguesia quanto mais ele Acreditou nas promessas da burguesia mas ele abriu espaço para sua própria derrota é a luz dessas derrotas do proletariado começa a avançar no plano da consciência e perceber efetivamente os seus interesses são antagônicos aqueles do Capital em razão disso que Neto está observando aqui nesse tratamento da questão social do pauperismo da questão social como que a consciência política não é o mesmo que compreensão teórica a compreensão teórica exige aprender as imediações os
elementos constitutivos no modo de produção e implica compreender o que é estrutura de classes a civilidade sem limites de ação que estão dadas dentro do plano legal por exemplo da sociedade de classes a possibilidade de se fazer a luta dentro do terreno jurídico e os limites da luta dentro do terreno jurídico e as possibilidades de se fazer a luta efetivamente transformadora revolucionária e as contradições que podem permear também esta luta transformador e revolucionário o Neto vai observar aqui a grande contribuição o desmoronamento do pensamento burguês o labirinto do qual o pensamento burguês não pode mais
sair vai ocorrer a partir de 1867 com a publicação do livro o capital de Karl Marx porque ali Max vai Demonstrar com todos os elementos possíveis o que efetivamente é a sociedade burguesa e como esta sociedade burguesa ela está imersa nas suas próprias contradições como que a sociedade burguesa não pode produzir de um lado o desenvolvimento sem produzir de outro a miséria social a girar Neto uma publicação do primeiro volume de o capital a razão teórica portanto a compreensão científica do que é a sociedade capitalista acedeu a compreensão do complexo de causalidade da questão social
ou seja a questão social ela não de corria mais não era mais possível tratar a questão social como decorrência de uma fatalidade de um acaso Marques vai demonstrar que a chamada questão social está enraizada na própria estrutura da sociedade capitalista e Marques faz isto trazendo à tona o conhecimento rigoroso do processo de produção do Capital Marques vai esclarecer a dinâmica da questão social e como que ela não pode ser desvinculada da sua manifestação mais imediata que é o pauperismo Ou seja a pobreza crescente Marcos vai demonstrar ainda com a publicação do Capital que existe uma
lei geral da acumulação capitalista por outras palavras o capital não se desenvolve de qualquer maneira ele está ancorado em certos pressupostos sem os quais a própria acumulação capitalista se torna impossível e é a partir deste estudo clássico Ou seja é a partir do Capitão que se revela no plano científico de uma né maneira de uma maneira objetiva Anatomia da questão social sua complexidade seu caráter de corolário necessário do desenvolvimento capitalista em todos os seus estágios portanto a chamada questão social não é o resultado de um acaso mas é o resultado de uma estrutura e Manente
interna do próprio capital o desenvolvimento capitalista produto compulsoriamente a questão social diferentes estágios capitalistas podem produzem diferentes manifestações da questão social e quando ele fala diferentes estágios da sociedade capitalista é porque está visualize e do capitalismo transitou da forma concorrencial da forma manufatureira para concorrencial da forma concorrencial para Monopólio tanto é que o livro de Neto se chama capitalismo monopolista e serviço social então está analisando o serviço social a luz do estágio mais avançado do capitalismo Em momento em que o capitalismo se concentra a níveis inimagináveis no século 19 nos primórdios do século 19 o
desenvolvimento capitalista produz compulsoriamente a questão social e esta não é uma sequela qualquer ou transitórias do regime do Capital a questão social é constitutiva do desenvolvimento do capitalismo não se suprime a primeira conservando-se o segundo ou seja não tem como sair da miséria social não tem como sair do desemprego Não tem como sair da questão do abandono de amplas faixas da população por parte por parte do conjunto da sociedade sem abandonar sem superar a própria lógica do Capital uma vez que ao capital que produz a fome a miséria o desemprego entre tantas outras consequências que
visualizamos na vida cotidiana é impossível superar todas as facetas e nas quais estados a chamada questão social sem Superar as causas que a produzem reproduzem essas facetas e a causa é a própria sociedade do Capital daí que ele reafirma que a questão social é constitutiva do desenvolvimento do capitalismo não se Supreme a primeira conservando-se o segundo texto implica por sua vez superar a relação capital-trabalho que Embasa a própria sociedade do Capital que é uma relação de exploração a relação capital-trabalho não é uma relação entre iguais é apenas uma relação juridicamente entre iguais na prática o
capital depende uma de tem uma força que não é aquela mesma detida pelo trabalhador isolado e o capital Ele trabalha com a ideia da igualdade social o capitalista oferece o salário em troca supostamente ou trabalhador oferece o trabalho mas Marques vai demonstrar que o capô o trabalhador não está vendendo trabalho para o capitalista está vendendo o uso da força de trabalho ele não está vendendo apenas aquilo que ele produz está dentro também a possibilidade do capitalista se apropriar da mais-valia portanto do trabalho excedente na sua forma absoluta e relativa e continuando a reflexão de Neto
ele vai dizer sem ferir de morte os dispositivos exploradores do regime do Capital toda luta contra suas manifestações sócio-políticas e humanas precisamente o que se designa por questão social está condenada a enfrentar sintomas consequências e efeitos análise marxiana fundada no caráter explorador do Capital permite situar a questão social Isto é distingui-la das expressões sociais derivadas da escassez nas sociedades que precederam a ordem burguesa Ou seja a miséria produzida na sociedade capitalista é distinta da miséria que significava por e em outros modos de produção em outros modos de produção a miséria estava atrelada muitas vezes em
geral ao baixo desenvolvimento das forças produtivas não é o caso da sociedade capitalista da sociedade capitalista as forças produtivas permitem produzir mais em menos tempo no entanto este produzir mais em menos tempo não significa a reapropriação da riqueza social por parte daqueles que produzem efetivamente esta riqueza e nesse sentido conclui Neto O que é distintivo entre outros traços é que a exploração se efetiva exploração na sociedade capitalista se efetiva no Marco de contradições e antagonismos que aportam pela primeira vez na história registrada suprimível sem a supressão das condições das quais se cria exponencialmente a riqueza
social não quer dizer o quê com isso ele quer dizer que falar na necessidade da superação da sociedade burguesa não significa você destruir as forças produtivas que foram geradas pela sociedade burguesa do que se trata é de eliminar a estrutura social que se desenvolve dentro de antagonismos insolúveis esse antagonismo e solúvel o som da riqueza de um lado e da miséria do outro pela primeira vez na história se torna possível apropriação da riqueza EA redistribuição da riqueza social em condições elevadas portanto não se trata de você socializar a miséria como é o caso das formas
sociais presidentes e sim de você socializar a riqueza Vale a pena ler mais uma vez esta passagem O que é distintivo entre outros traços é que a exploração se efetiva no Marco de contradições e antagonismos que a tornam pela primeira vez da história registrada o subnível sem a superação das condições nas quais se cria exponencialmente a riqueza social a supressão da exploração do trabalho pelo capital não implica não implica redução da produção das riquezas então que está em discussão não é destruir máquina não é destruir forças produtivas não é você eliminar pesquisa que foram desenvolvidas
no âmbito do capital e sim se apropriar socialmente dos desenvolvimentos produzidos no âmbito da sociedade capitalista choque eliminar as bases da sociedade do capital e fazer com que a riqueza social produzida seja usufruto do conjunto da humanidade seja riqueza para fruição da existência e não para mortificação da existência como a ponta Marx nos manuscritos econômicos e filosóficos e concluindo esta parte e vai dizer Neto nas sociedades anteriores a ordem burguesa Às vezes igualdades as privações etc decorriam de uma escassez do baixo nível de desenvolvimento das forças produtivas não podia subir e aqui era e a
que era o relato um componente ideal que 21 as desigualdades as privações etc havia todo um aparato ideológico para legitimar porque os indivíduos alguns viviam na privação e outros viviam na riqueza na ordem burguesa constituída a miserabilidade as desigualdades as privações decorrem de uma escassez produzidas socialmente ou seja Quanto Mais Capital produz mercadorias mas ele produz mesa miserabilidade no outro polo da sociedade de uma escassez que resulta necessariamente da contradição entre as forças produtivas e recentemente especializadas socializados no sentido de que a produção ela está cada vez mais entrelaçada cada vez mais para se produzir
algo é necessário se utilizar da divisão social do trabalho É nesse sentido que o trabalho está socializado não preciso chegou socialismo com a sociedade burguesa e sim que a divisão social do trabalho se acentuou cada vez mais e tende a se acentuar cada vez mais um exemplo é não apenas a divisão social do trabalho mas também a divisão internacional do trabalho na qual um país precisa de matérias-primas ou mesmo de componente de outros países para realizar para produzir a mercadoria e na ordem burguesa constituída decorrem de uma escassez produzidas socialmente que resulta necessariamente da contradição
entre as forças produtivas e as relações de produção questão social nesta perspectiva teórico-analítica não tem nada a ver com o desdobramento de problemas sociais que a ordem burguesa herdou o contrato sem variáveis da sociedade humana ou seja trabalha-se muito a ideia no plano do senso comum de que um são pobres porque não querem trabalhar ou então de que não existe sociedade justa um são Miseráveis a humanidade sempre ter Miseráveis e sempre temos que se deram bem portanto isto mata todo e qualquer estrutura social nessa está desmistificando os seus argumentos esta leitura e ele vai concluir
dizendo tem a ver exclusivamente com a e erguida sob o comando do Capitão desta forma da análise marxiana fica interditada toda e qualquer ilusão acerca do alcance das reformas no interior do capitalismo por outras palavras não são reformas que vão eliminar a chamada questão social e vão eliminar o pauperismo e vão eliminar o desemprego a miséria e as várias facetas da miserabilidade humana com a qual convivemos cotidianamente mas é tão somente superando a ordem do capital e operando no sentido da reapropriação das forças produtivas para fruição da vida social que é possível se pensar na
superação dessas tragédias humanas que vivenciamos cotidianamente a E isso ainda neste texto dois outros itens que vão tratar da questão do estado do bem-estar Social Mas para não nos alongarmos na exposição de hoje e cansamos os nossos os nossos seguidores aqui no canal o aqueles que venham a seguir o canal deixamos este item 4 e tem cinco que falam fundamentalmente do Estado de bem-estar social para uma outra oportunidade é isso que temos para discutir hoje assim o nosso canal envia suas sugestões para que possamos aprimorar cada vez mais o nosso trabalho em defesa da sociologia
até a próxima