[Música] Então vamos lá atenção gravando Olá está começando o tela aberto Seu Encontro Marcado com audiovisual vamos falar sobre tradição e transgressão continuidade e ruptura a nossa conversa par da alma e moral do Rabino escritor Newton Bonder a transformação do livro pro Teatro e do teatro para o documentário quem está com a gente nesse primeiro bloco é Clarissa nqu uma das mais prestigiadas atrizes do teatro brasileiro com diversas passagens pelo cinema e pela TV seja muito bem-vinda aqui no tela aberta Clarice Obrigada Letícia e no segundo bloco vamos conhecer a jovem jornalista Maria Eduarda I
realizadora do comentário ledor vador e a alma no teatro Clarice é um grande prazer ter você aqui no tela aberta com a gente muito obrigada Clarice além de atuar você escreve dirige produz espetáculos D aulas de teatro e a atriz como é que você a descobriu fala pra gente ah foi uma surpresa eu sempre quis ser jornalista trabalhei no jornal repórter trabalhei no jornal do Brasil enquanto estudava ainda mas já contrat era muito dedicado e gostava muito mas eu tive um problema de saúde eu tive uma gastrite na redação do Jornal do Brasil de muito
forte minha mãe me levou para um gastroenterologista e ele disse que eu precisava fazer terapia que eu tava muito ansiosa eu ruí a unha assim até o sabugo sabe eu tinha 21 anos é e aí eu fui nesse médico e ele disse que eu tinha que fazer terapia aí à noite eu fui pra PUC eu tinha um namorado um amigo assim que fazia teatro e falou Clarice você não tem que fazer terapia você tem que fazer teatro falei imagina eu era muito tímida escrevia muito já mas muito tímida muito ele falou vai comigo no tablado
e eu fui e tô aqui hoje pois é exatamente isso que eu ia te perguntar você já atuou no teatro no cinema e na TV a interpretação muda de acordo com a mídia Ah muda muda muda muito lembro muda o espaço e Quando muda o espaço muda tudo por exemplo tem uma história ótima que você me perguntando eu lembrei agora é uma vez a primeira novela que eu fiz foi mapa da mina na TV Globo e eu tinha que explodir em felicidade tava lá a a Daisy explode em felicidade eu tava sentada numa cadeira assim
e eu tava eu acho que eu tava de cócoras assim eu não sei eu explodi em felicidade eu dei um salto você conseguiu interpretar explodindo em felicidade é aí eu só ouço o diretor que era uma voz que né ele ficava numa sala fala assim o que ouve aí o câmera falou eu não sei a atriz sumiu de quadro sabe eu eu explodi mesmo eu fui pro eu eu dei um salto sem avisar a câmera não conseguiu me pegar não tinha nada a ver fazer aquilo eu tinha que explodir infelicidade na televisão internamente assim uma
outra coisa e o teatro não como é uma caixa preta grande de né assim a gente faz em todos os tipos de espaço mas não tem o cameraman que tá ali te seguindo como aqui eu não posso dar uma entrevista passeando nesse estúdio as pessoas não compr né É muito grande vocês não sabem mas é que é muito grande mas eu preciso ficar restrita a esse cenário e a televisão é isso e o cinema já é uma outra coisa porque também filma em ordem completamente diversa do roteiro você tem que ter as coisas assim muito
muito decupar dentro de você agora na peça alma moral a sua encenação faz lembrar um ensaio fotográfico você foi fotojornalista antes de se dedicar ao teatro que aspectos desse olhar você transpõe pro trabalho de atriz Ah que legal essa pergunta olha o que eu acho é que o meu olhar de fotógrafa Mas também de repórter né eu adorava fazer reportagem na rua eu adorava entrevistar as pessoas Então eu acho que eu herdei dessa experiência uma linguagem muito Franca muito aberta muito assim comunicativa com o público sabe eu tenho vontade realmente que ele me compreenda e
eu tenho vontade de falar temas que realmente tenham a ver com o público sabe eu não gosto de ser assim eu gosto de temas difíceis elaborar de uma forma transparente Me desculpe se eu tiver errada que há muito tempo eu não pego ess essa leitura mas eu acho que foi Eduardo Galeano que disse que a arte do jornalista do escritor é devolver com profecia e sabedoria tudo aquilo que o povo transmite né todas as histórias e todas as questões que o povo traz você devolver a eles com alento e profecia eu acho que é isso
clariss você é muito reconhecida e reconhecida você ganhou o prêmio Shell por ter dado corpo alma e moral de Newton Bonder Por que esse texto te interessou tanto ah por que esse texto Me interessou tanto porque a transgressão é um tema muito antigo da humanidade Porém esse tema vir da religião da Teologia da forma contundente como ele falou eu achei muito eu diria quase revolucionário sabe porque é uma pessoa da área religiosa falando a importância da desobediência isso eu achei transgressor do Newton eh eu estudei em colégio judaico eu tenho muitas pessoas religiosas na família
nos antepassados eu nunca escutei sobre a sagrada desobediência isso era uma coisa intuitiva minha era um jeito que eu sentia mas tudo muito oculto muito velado né de repente vem um livro que pá diz olha a desobediência é tão importante pra evolução humana quanto a obediência e eu vou escrever sobre isso e eu vou falar que a transgressão é muito importante então você você que vem do Mundo da Arte você que vem do mundo eh O tema transgressão é mundano né você todos os diretores de teatro todos os artistas falam de transgressão então é o
próprio Newton fala isso não é um tema novo o que é novo é um Rabino falar sobre isso de uma forma tão profunda tão consequente sabe tão sem máscara tão responsável também tão bonito então eu fiquei tão emocionada lendo o livro ele fala da diferença da alma e do corpo né Ela diz que a Alma Imoral a alma é imoral porque ela tá ligada ao componente da ao componente transgressor a dimensão da consciência que transgride para evoluir né e ele também faz uma distinção muito bonita da Obediência quando ela é ligada ao seu livre arbítrio
quer dizer ela é do corpo moral porque a obediência é ligada à moral Mas também quando ela é quando ela tá ligada ao seu discernimento você vai obedecer porque você acha legítimo obedecer naquele momento ela também é da ordem evolutiva Ela não é uma transgressão mas ela é uma uma atitude que também preserva a vida na sua potência máxima né então é um livro muito corajoso muito esclarecedor e que na verdade destampou naquela menina né judia um tema e uma abordagem sobre o tema da desobediência de uma forma que me permitiu conversar até de forma
mais profunda com a tradição Na verdade o livro me aproximou da tradição porque eu fiquei mais livre eu eu fiquei mais eh tem muita gente que repete a peça né que vai várias vezes ver a peça e um dia um uma pessoa perguntou Clarice você mudou o texto eu não vejo a uns 5 anos tem mais texto né eu falei não tem mais Clarice eh é um texto que me expande porque é uma consciência sem fim é um estudo Sem Fim quando você compreende que o processo transgressor é um processo não é uma cartilha porque
senão ele vira corpo moral Se eu te falar quais eh O que significa transgredir eu vou est não tem você vai desenvolvendo né você vai desenvolvendo com a sua com o seu discernimento com a sua alma e eu acho que o sucesso da peça é porque a desobediência ela é um fator tão ligado à nossa essência ao nosso instinto de sobrevivência ao Adão e Eva que ainda moram dentro da gente que que a peça conversa com todo mundo com todas as classes sociais com todas as idades com todas as pessoas ela toca todo mundo ela
toca todo mundo a peça já foi vista por mais de 600.000 pessoas em todo o Brasil e eu já rodei muito desde Periferia lugares mais remotos onde pessoas nunca tinham assistido teatro a pessoas que né que vão da Classe A de São Paulo que tão vão atiar toda semana então é um trabalho realmente que me que me ensina essa que é a verdade que tô Todo dia aprendendo todo dia se aprende a gente falou que a alma moral é versátil se adapta a diferentes mídias o que que favorece esse fenômeno e porque esse texto parece
ser imune à passagem do tempo como você tava falando né as pessoas tem gente que foi há 5 anos atrás e vai agora que que favorece esse tempo Olha eu acho que o Newton Bonder que é o autor do livro hem moral ele escreveu um livro atemporal você pode pegar ele a qualquer momento da sua vida e você pode ler ele também de várias maneiras Então eu acho que tá na Essência da própria criação do Newton sabe e a a vamos dizer a flexibilidade dele eu acho que tem a ver com tema Porque como fala
de transgressão ele pode ser traduzido para várias mídias Então eu acho que quando você traduz para outra mídia você tá recriando de uma forma muito respeitosa a própria obra que fala sobre aquilo então óbvio que o o olhar do nton é importante ele tem que aprovar né o Silvio tendler também fez um filme muito bonito sobre a hem moral a Duda fez um documentário muito muito legal é o olhar dela então eu acho que tá na Essência do próprio texto do Newton a possibilidade de vários olhares sobre o texto vamos falar um pouquinho de você
agora Clarice mas antes vamos ver um trechinho do documentário realizado pela jornalista Maria Eduarda sobre o seu trabalho em alma moral certa vez meio brincando meio dizendo a verdade eu disse ao Newton quando eu estava na escola me ensinaram que primeiro o mar abre depois é que eu marcho se tivessem me ensinado logo que primeiro eu marcho e depois o mar abre Eu não teria ficado parada tanto tempo clariss como é que foi o encontro com a Maria Eduarda e como aconteceu a realização do documentário ledor vador de geração em geração sobre o seu processo
criativo então a Duda ela foi assistir uma peça que eu fazia coração de campanha que eu fazia ao lado do iio guelma do ator iio guelma e a gente se conheceu porque ela o ela Ela estuda na PUC e tem um professor que é amigo meu ele fez a ponte né falou Olha uma amiga uma aluna minha vai te assistir Duda ela vai te esperar e depois a gente conversou depois da peça foi ótimo adorei ela e um dia ela me ligou e falou Clarissa Eu gostaria muito de fazer um documentário sobre o seu trabalho
topa eu me lembro que eu falei olha Duda eu topo mas eu não tenho eu tô num momento muito assim punk de trabalho eu acho que a gente não vai conseguir agenda a gente não vai conseguir se encontrar Eu me lembro que ela falou assim não se preocupe com isso que eu me adapto à sua agenda eu falei então se você conseguir se adaptar a minha agenda eu faço ela queria mesmo e ela se adaptou mesmo e eu acheei isso assim muito lindo sabe eh Poxa eu já tive 20 anos você quando quer fazer um
trabalho e quer fazer mesmo eu acho que a gente que já tá na estrada muitos anos a gente tem que facilitar a gente tem que se entregar a gente tem que dar o nosso melhor porque é é bonito de ver uma pessoa entusiasmado pelo seu trabalho uma pessoa jovem uma pessoa que tem um olhar sobre você e eu fico até curiosa também não é só porque eu sou Generosa ou porque porque eu também quero aprender com ela eu também quero saber eu tenho eu tenho muita curiosidade de saber qual é o olhar do outro sobre
mim Principalmente um olhar jovem e eu tenho um filho de 23 anos eu vejo a como ele olha o mundo como ele interpreta o mundo e eu fiquei interessada de saber o como que a Duda olhava pro trabalho da atriz Clarice né como é que ela via a alma ou via meu trabalho então eu realmente fiquei Encantada pelo encantamento dela pelo entusiasmo dela pelo trabalho dela também né porque ela fez um documentário totalmente livre eu me meti mas eu me meti falando olha a última palavra é sua eu é seu o documentário eu não tenho
nada a ver com isso mas eu acho que é um desenvolvimento muito importante para todos esse encontro de gerações é importante para todos e é enriquecedor né para todo mundo com certeza porque me dá também Gancho e e me instrumentaliza naquilo que a gente tava falando no início né eu eu fico com mais recursos também de chegar em pesso pessoas mais jovens e entender o que que tá pegando o que que não tá pegando estava falando dos jovens agora o que você diria jovens atrizes e jovens atores que estão começando no teatro no cinema e
no streaming eu vou falar uma coisa que a Fernanda Montenegro falou pra clariss jovem falou que eu digo que eu li e a gente eu tinha muita Fernanda e tenho muito Fernanda e a ela me ensinou muita coisa ela dizia ela falou Ela fala várias coisas muito importantes Então me veio ela ela diz uma vez eu li uma coisa assim eh se você Fernanda Desculpa se eu não vou falar I presses lites né mas eu lembro como eu lembro se você quer ser ator de teatro no Brasil desista mas se ainda assim você quer ser
ator de teatro no Brasil você faz muito bem precisa em outro em outro pensamento né ela diz precisa ter Nervos de Aço e o nosso Ofício é o nosso prêmio você fazer do seu ofício né do seu processo o seu prêmio a sua maior gratificação então mergulhar na profissão como processo sem fim é isso que eu diria como é que tá tantos anos com a mesma peça em cartaz é maravilhoso por isso porque é um processo sem fim é um processo de aprendizado Sem Fim Acho que até o último momento no teatro até o último
suspiro você vai est se surpreendendo com alguma que você poderia fazer melhor essa questão né de você ir se aprimorando para fazer melhor o dia seguinte Ai não tem preço é bom demais para terminar esse bloco Qual é a sua opinião sobre a linguagem audiovisual na formação dos jovens Nossa hoje em dia então ela é fundamental ela estrutura o cérebro do jovem atualmente né se o cinema e a televisão foram muito importantes na minha geração agora tem a televisão o cinema e todos os as plataformas e toda possíveis tá bom Clarice muito obrigada pela sua
entrevista Foi ótimo ter você aqui com a gente Obrigada Clarice a gente vai dar uma rápida paradinha e voltamos já já com mais tela aberta para vocês não saia daí estamos de volta com tela aberta hoje falando sobre as várias linguagens da obra alma moral do Rabino escritor Newton Bonder nesse bloco A gente conversa com Maria Eduarda yerk ela dirigiu um documentário que explora o processo criativo por trás da adaptação do livro alme moral para o Teatro realizada pela atriz Clarissa nqu seja muito bem-vinda Maria Eduarda Duda você é leitora voraz faz resenha de livros
acabou de concluir o curso de jornalismo na PUC do Rio escolheu o formato de do comentário como o trabalho final Fala um pouquinho pra gente da sua trajetória e experiência com audiovisual Oi Letícia Oi Duda Olha eu comecei na faculdade querendo fazer cinema eu entrei para fazer cinema eu sempre gostei eu fiz teatro então eu tava naquela pegada de querer dirigir e tal e aí logo no primeiro período um super Professor meu falou hum acho que não e aí ele me puxou para fazer jornalismo eu troquei de habilitação fui fazendo curso e eu nunca tinha
tinha tido essa experiência com o audiovisual assim eu tinha feito aula de câmera eu fiz um curso na C e tal mas assim eu dirigindo pegando a câmera para fazer nunca e eu sempre sentava Onde você tava né para fazer as entrevistas eh e o formato documentário ele veio numa cadeira da faculdade que era de laboratório de telejornalismo com o professor Luiz nachbin e a proposta era fazer um documentário Como projeto final daquela cadeira e eu tinha acabado de assistir a peça eu tava com essa ideia na cabeça falei por que não né É isso
que ia falar sua paixão pela alma moral surgiu do livro ou do teatro Olha eu já tava lendo o livro mas eh tinha alguma coisa incompleta ali eu precisava dentro de mim eu precisava ver aquilo de verdade sabe eu assisti o filme do Silvio tendler que é maravilhoso é eu gosto muito de dança então tem os elementos né da Débora coker e aí eu assisti no teatro eu já conheci a clariss mas eu fui assistir no teatro e eu saí falando eu quero fazer isso meu terc mas eu quero e deida é vou fazer e
aí deu no que deu e de onde veio a escolha por contar essa história a partir da experiência da Clarice Olha eu sempre fui mais interessada nos processos nos caminhos né investigar os porquês do que o produto final porque o produto final a gente já tem já tem o livro já tem a peça já tem um outro filme que é baseado totalmente no livro e Então eu queria entender Por que sabe porque a nudez porque porque que a música é de um jeito porque que o palco é desse jeito figurino a escolha das palavras porque
que entram certas coisas na peça e outras não eh quem que monta tudo como é que monta se a peça tá en cartaz há tanto tempo eh como é que transporta e tal e assim é engraçado porque várias das minhas perguntas foram sanadas né com contato com ela com a equipe mas surgiram outras que eu ainda tenho que descobrir para para responder agora Duda seu filme vai além de um registro da montagem do espetáculo e explora o tema das transgressões humanas e o comportamento religioso Vamos só ver um trechinho boa noite a ideia desse trabalho
surgiu em 2002 quando eu fui a um programa de televisão falar de uma peça que eu estava fazendo a peça se chamava Buda e contava a história de uma mulher desesperada em busca do amor mas como o título era Buda me colocaram num dia do programa que o tema era religião um programa de entrevista tipo mesa redonda com vários convidados e um deles era o Rabino Newton Bonder estava lá para falar sobre um livro seu a alma e moral então durante a minha entrevista a apresentadora me perguntou se eu tinha uma religião eu disse que
era de descendência Judaica mas que o teatro tinha me aproximado do budismo então que eu era uma judia budista falei você acha que o teatro ainda carrega essa alma transgressora Nossa com certeza para mim o teatro é um espaço além de tudo de possibilidade sabe aonde a pessoa ator ou não ator vai se descobrir a partir de um ou não na improvisação e e vai trabalhar aquilo dentro de si e para um público eh eu acho que ter essa máxima de estar num palco de falar com as pessoas de de trazer uma mensagem é uma
coisa muito transgressora nós tendemos a ser seres humanos no geral nós temos pensamentos nossos e íntimos que a gente geralmente não fala ou escreve não mostra para ninguém então tem um lugar um espaço aberto de jogar essas ideias de trabalhar esse Tet a t que não é né que é uma coisa unilateral você fala e Alguém escuta é muito transgressor é muito vivo é muito ativo e é muito especial agora você também pode acreditar esse sucesso todo ao seu professor que teve esse olhar né Duda Com certeza Nossa o o esse professor foi o Alexandre
Caroli no primeiro período da faculdade eu o meu primeiro contato na verdade com o judaísmo foi durante essa aula essa cadeira Porque ele pediu pra gente fazer um trabalho e eu acabei entrevist Zé Vig velder que foi editor da Manchete e nesse trabalho eu fui na casa dele conversei com ele eh e uma das coisas que a gente conversou muito foi que ele foi o único repórter brasileiro a cobrir o julgamento do Adolf hman né Eh depois enfim e a gente conversou muito sobre isso muito e eu lembro que na casa dele tinha uma menorá
que é um né uma vela um candelário sim e eu fiquei encucada com aquilo eu fiquei tipo ah legal não sei o que e fui vendo eu li e ele me deu um livro de presente eu li eh li outras obras dele você passou a conhecer mais um pouco da religião Judaica e do Judaísmo através do zerio sim e daí foi assim eu me a minha família é católica eh venho de uma tradição muito católica Eu acho que eu tentei botar isso um pouco no filme né porque a Clarice É transgressora porque ela vem de
uma uma família Judaica e se descobre no budismo eu venho de uma família católica e me descobri no judaísmo os nossos personagens que são o Breno e a Mar eles também TM coisas semelhantes a isso né Essas transgressões Uhum E inevitavelmente eu botei um pouco de mim nisso né no filme e tal mas foi foi a partir dessa chama de tipo ah existe essa possibilidade sabe que interessante eu acho que se eu sei lá encontrasse com Deus em algum dia I falar tá mas por que que você fez isso tudo sabe livro dos porquês também
tem que ler isso é exato Então eu acho que isso também veio um pouco no processo do filme sabe de entender muito da Clarice Por que que aquilo chamou tanta atenção dela eh Porque para mim assim eu lendo o livro Eu Jamais pensaria em fazer uma peça sobre isso sabe ou atuar e e sabe então acho que no final tem tudo a ver tudo muito interligado Duda Quais foram os maiores desafios na realização desse projeto não tinha uma equipe éramos eu e o Vini Portela que é incrível beijo pro Vini eh e aí os meus
amigos foram entrando junto né a Maria Antônia a tamila Rui foi muito importante que é o diretor de fotografia e foi assim tipo gente olha a Clarissa tá no teatro amanhã de não sei que não sei que combinei de chegar 2 horas antes quem pode ir Ah eu posso tá bom e foi assim e a edição foi um surto da da primeira montagem porque eu que tive que fazer e eu não sabia mexer em nada eh mas rolou e eu acho que é questão do tempo também porque na época eu estagiava eu fiz um documento
assim super com medo né deles dizerem não olha isso isso isso isso isso E aí a Clarissa falou tá assim eu não quero te desapontar mas eu acho que eu não tenho agenda falei não eu vou lá eu vou dar um jeito eu filmo né É E aí foi isso assim Coitada ela deve ter sentido perseguida você não deu Nena opção para ela você fou eu vou conseguir é exato tipo assim você eu não tenho agenda mas eu tenho sabe eu vou virar é e foi foi assim que a gente foi fazendo foi foi um
um um filme de guerrilha sabe o guero estudantil e depois né na segunda montagem eh eu queria retrabalhar algumas coisas como era para um trabalho da faculdade tinha um tempo curto delimitado Então eu queria expandir ela que me deu essa ideia inclusive de expandir de trazer outros elementos E aí o Reinaldo salman entrou para me ajudar com a edição e tá aí ficou perfeito Valeu super a pena é agora Duda para terminar você considera que também tem uma alma transgressora eu é Nossa muito eu tenho medo dela ser só transgressora não se outra coisa tem
Tem essa preocupação porque é porque assim eu sempre fui eu sou a filha mais velha de três irmãos né e os meus outros dois irmãos A Gabi é muito pequena mas assim meu irmão é muito mais quietinho mais tranquilo eu sempre fui a filha que que vou fazer vou vou atrás é não deu trabalho porque assim eu não era muito de de aprontar sabe mas eu eu era chata eu queria fazer e e quando eu meto uma coisa na minha cabeça eu tenho que fazer e aí acho que to tal assim sabe de ai não
posso não mas a gente dá um jeito sabe a minha a minha família fala muito isso principalmente a minha mãe que nada na vida tudo na vida tem jeito menos a morte então quer fazer um filme com uma câmera uma lapela uma atriz fazendo peça Vai fazer vai dar bom então vamos Infelizmente o nosso tempo acabou Duda obrigada pela sua presença foi ótimo gente semana que vem tem mais tela aberta eu espero vocês até lá tchau tchau [Música] [Música] C Y