Se hoje você olha para mim ou para outras pessoas e pensa: "Meu Deus, que mulher segura, bem resolvida, dona de si". Eu preciso te contar uma verdade. Nem sempre foi assim.
Por muito tempo eu vivi com uma autoestima de centavos. Me odiava, me comparava, me enfiava num monte de relacionamentos ruins e tentava caber em lugares que não foram feitos para mim. Mas eu decidi mudar.
E hoje eu quero te mostrar como é que eu saí do fundo do poço para me tornar uma mulher que se ama, se valoriza, mas acima de tudo que se respeita. Porque se eu conseguir, você também pode. Olá, seja muito bem-vindo ao Descobri Depois de Adulta, o podcast que vai te conduzir pelo caminho de conhecer a si mesmo de uma forma leve e de uma forma realista.
O meu nome é Andrea Sociá e no meu Instagram e TikTok @andreasoci você também vai ter acesso a conteúdos para te desenvolver, para você se conhecer melhor e alguns também para você dar risada. Ah, se você está me assistindo pelo YouTube, aproveita e se inscreva no canal. Eu tava conversando com uma seguidora no direct, ela me perguntou um negócio, eu respondi para ela e ela coroou com aquela resposta assim: "Meu Deus, como você é evoluída, como você é segura.
Eu nunca responderia dessa forma. " E aí eu falei para ela assim: "Gata, se você se você me manda esse direct assim 10 anos para trás, a resposta seria completamente outra. " Eu acho que de evoluir isso não ia ter nada, porque acontece, graças a Deus, a gente evolui na vida, nós amadurecemos, não ao ponto de ficar tão maduro para ficar podre, mas a gente vai mudando a nossa forma de pensar, mas principalmente a nossa forma de agir e a forma como a gente se olha, como a gente se respeita, como a gente quer que as pessoas nos enxerguem.
Porque é fato, se você quer que as pessoas te vejam como uma pessoa madura, uma pessoa bem resolvida, você precisa se achar essa pessoa madura e essa pessoa bem resolvida. E aí é é legal lembrar que nem sempre foi assim. E eu não digo que eu tô uma pessoa pronta no auge da maturidade, não.
Mas graças a Deus, eh, eu pude ver uma evolução nesse sentido de como eu me enxergo, de como eu me respeito, de como eu gostaria que as pessoas me entendessem e me respeitassem. E e é meio que natural que quando você vê, se olha e se respeita, a sua autoestima se eleva. E isso não tem a ver com skincare, isso não tem a ver muito com aparência, lógico, tudo eh faz parte da construção da nossa autoestima, mas a base, o fundamento, é a maneira como você se vê, é a maneira como você se respeita, é a maneira como você se ama, é a maneira como você se enxerga.
E aqui eu não estou falando de ser assim uma um um delírio, sabe? aquela pessoa que tá em mania, aquela pessoa que se sente a dona da [ __ ] toda, maravilhosa, soberana e tudo mais, que isso aí a gente já beira, né, assim, num pezinho no narcisismo. Mas é é a gente sim saber que a gente tem nossos pontos fracos, mas pegar nossos pontos fortes e macetar eles e deixar eles ainda maior.
Inclusive, senhoras, falando aqui de autoestima, senhoras e senhores, falando de autoestima, não posso deixar de citar que eu tenho um construtor de grandes gostosas, uma fábrica de grandes gostosas e gostosos, que é o senhor meu marido, personal presencial aqui na cidade de Maringá, mas também tem o personal online, aquela pessoa que vai periodizar o seu treino, ou seja, ele vai estruturar o seu treino e vai evoluindo mês a mês e vai fazer um acompanhamento online. Então, aquela pessoa que vai ficar no seu pé, que vai cobrar resultados, que vai acompanhar sua evolução, evolução de medidas, evolução através de fotos para não deixar você desistir. Principalmente a galerinha que tá batendo o desespero.
Outubro tá aí, outubro, novembro, dezembro. Já estamos chegando nos três cavaleiros do apocalipse, hein? Hum.
Outubro, novembro e dezembro. Já estamos com pezinho lá no final do ano. Então, vou deixar aqui embaixo um link que manda direto pro WhatsApp do Michael.
Ele vai explicar para vocês preços, valores, como funciona. E ali eu a garanto, porque este corpinho aqui, querida, foi construída pelo boneco e eu sei que vocês vão gostar. Mas voltemos aqui a falar, não que isso não seja autoestima, mas vamos falar dessa visão que às vezes as pessoas chegam até nas outras e é muito aquela pessoa de de olhar a obra pronta.
A gente tem muito essa mania porque a gente chega em algumas pessoas, algumas a gente acompanha, mas a grande maioria é chegar em algumas pessoas e ver a obra pronta e pensar: "Meu Deus, que pessoa bem resolvida. Nossa, como essa pessoa se ama, ai como ela se impõe, ai como ela se valoriza. Porque a gente tem então essa visão de produto final, mas não faz ideia do BO que é para essa pessoa sustentar o fato de se respeitar acima das outras pessoas.
É um bo, é um fardo, é um peso você sustentar essa visão, porque às vezes é mais fácil a gente evitar o encontro, evitar se conhecer, porque eu já disse, repito, o processo do autoconhecimento, meu amor, está longe de ser um resortal ou inclusive. O processo do autoconhecimento demanda muita eh sinceridade, demanda muita assim transparência de você olhar, reconhecer, enxergar, é reconhecer que é você mesmo, que às vezes a gente é ruim mesmo, que a gente prejudica pessoas, que às vezes o errado da história é a gente mesmo, que nem sempre é egoísmo ao inveja das pessoas, é que a gente é uma pessoa ruim mesmo. Então assim, o processo de autoconhecimento, ele é ruim, ele é incômodo.
Então eu falo que o encontro da gente com a gente mesmo é um encontro que a gente vai evitar naturalmente, porque todo ser humano evita o desconforto. Não é você, não sou eu, todo ser humano. A gente foge do desconforto.
Mas graças a Deus, quando as pessoas querem evoluir e amadurecer, a gente quer ir mais de confronto ao desconforto. Por isso, tantas pessoas mais velhas começam a encarar os esportes com mais assiduidade e com mais, sabe, brabeza mesmo. Porque a pessoa que já come o desconforto com farinha no café da manhã.
Mas as pessoas mais novas, as pessoas mais imaturas tendem a fugir completamente. Por isso é tão difícil você encontrar uma pessoa muito madura, muito nova. São raros os casos.
Da mesma forma como idade não quer dizer maturidade, tá? Tem muito velho, idiota por aí. E aí você pensa assim, ó, comigo, eu falei isso alguns episódios atrás, né, sobre as crises que a gente vai tendo e que faz parte dessa construção ao longo do tempo.
Então, no meu caso, por exemplo, eu posso falar aqui: "Ah, mas você só fala de você? " É porque é eu descobri depois de adulto, não posso sair aqui ficar contando a história dos outros. Mas basicamente é, eu passo dificuldades na minha infância, tem uma crise ali na minha adolescência, que ela é aquela crise que todos nós temos, que é a crise do pertencimento.
A gente quer pertencer, a gente quer caber, eu quero est num grupinho, eu quero que as pessoas gostem de mim, eh, eu quero encaixar naquele padrão para ser chamado. Eh, e aí vem aquelas pessoas assim: "Não, mas eu nunca quis me encaixar num padrão". Mas até essa fala do eu nunca quis me encaixar num padrão é se juntar nas pessoas que não querem encaixar num padrão.
Você entende? Então é aquela pessoa, até os subversivos eles precisam dos seus grupos. Isso faz parte do período adolescência.
E aí acontece um dos maiores crimes na adolescência, que é quando a gente negligencia as coisas que a gente gosta para achar e falar que gosto destas coisas que todo o grupinho gosta. E aí, como que você se faz para caber? você começa, você já na na adolescência você já não se entende, você já não tem muita certeza do que você gosta e o que você não gosta e ainda vem essa necessidade do pertencimento, dos grupos e tudo mais e você acaba assim negligenciando.
Negligenciando talvez o que você nem saiba que gosta, mas também se abstém de conhecer, porque participar daquele grupo é mais importante. Eu não quero me sentir excluído, eu não quero me sentir de fora, eu não quero me sentir eh sozinho no mundo. O adolescente ele não quer se sentir sozinho do mundo.
Então você faz tudo para pertencer. No meu caso, por exemplo, como eu não tinha dinheiro, eu tava no meio de uma galera com muito dinheiro, era bolsista no meio de uma galera com muito dinheiro, eu queria ser a engraçadona, eu queria me arrumar como elas, eu queria me vestir como elas, eu queria falar como eles falavam e aí eu era palhacinha e tudo mais. Nessa época eu já tinha uma crise com o meu corpo, que era uma crise mesmo de, ah, não gostava do meu corpo, me achava muito magra, muito magra.
Eu olhava aquelas meninas linda, maravilhosa, tudo ficava lindo nelas, toda a roupa ficava nelas. Gente, eu não tinha um grama de peito, bunda nem se fala. Nossa, e me sentia muito alta.
Na minha época, né, a gente tá falando de uma um tempo muito atrás, eh, ser alto era algo muito diferente. Então, você ia comprar roupa, a calça era pra galera mediana, então para mim era sempre aquela calça curta, calça de pular brejo, calça corsar e tudo mais. E aí eu, enfim, eu falo que a minha minha ali, minha fase da adolescência até o início da faculdade, ai me odiava, nossa, me achava feia, me achava horrorosa, me achava tonta.
Eh, aí eu queria pertencer a essa galera. não estudava, ficava conversando na sala o tempo inteiro. Eu já falo pelos cotovelos, mas daí juntava que eu queria fazer parte da turminha que conversava, que era os cools, que era os legais e tal.
Só me ferrei, fui pega colando, ai, olha, nossa, meu Deus do céu, como adolescente é idiota e tal. E aí tá aí, eu vou, me formo, eh, vou pra faculdade, ali tem os meus desafios, principalmente em relação à fome que eu passei nesse período e tudo mais. Então, passei algumas necessidades, não conseguia tirar xero a pedir favor, enfim, tal.
Mais uma fase que zero saudade. As pessoas falarem assim: "Ai, nossa, que saudade da faculdade". Não tenho saudade da faculdade, um dos maiores perrenques da minha vida.
Eu tinha dinheiro pro transporte, não tinha para comer, mas ficar o dia inteiro com fome e tendo que isso dar cálculo, a, eu vou falar para vocês, gente, olha, instrumento da Santa Inquisição de Tortura não dá. E aí quando eu vou pro mercado de trabalho e aí dinheiro já não é mais tanto um problema, eu estou naquela, naquela meta de ser a big boss, a fodona, que é o que venderam pra nossa geração, né, que a gente tinha que ser o dono da [ __ ] toda e tal, não sei o quê. E aí você quer matar os suas fome atrasada, seus desejos atrasado e tudo mais.
E eu continuava a não olhar para mim, porque nessa época eu vivia uma ilusão que a nossa geração, né, os milênios compraram, que bastava a gente trabalhar muito, se dedicar muito, que entregar acima do pedido, eh, tá sempre disponível e que isso deixaria a gente um ponto fora da curva, que a gente ficaria milionária, que a gente ficaria ia ia conquistar o mundo. novamente, eu não olhava para mim. Novamente eu ainda não sabia do que eu gostava.
Eu não sabia o que, quais eram os meus princípios, eu não sabia quais eram os meus limites. Então, como é que você fala para uma pessoa dessa, por limite, por exemplo, num relacionamento se eu nem sei o que é limite para mim, se eu nem sei o que de fato eu gosto e eu não gosto, não olhando para mim, olhando só para trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, bebendo, fumando, comendo mal para caramba e tal, você não tem limite, você não tem. Eu eu falo que a minha peneira tava só o aro, passava qualquer coisa ali na minha peneira e tive relacionamentos tenebrosos, terríveis, com pessoas doentes e tal.
E não estou falando aqui que eu era um alecrim maravilhoso, não. Era doente com doente. Era assim, ó, coisa ruim com coisa ruim se juntando, sabe?
Negócio assim tóxico, sairno e bill, sabe? Se juntando. Então assim, zero autoestima.
Não, não, não podemos nem sequer falar em autoestima aqui. Então, não pode falar em autoestima porque eu não olhava para mim, eu só olhava para para fora, pro trabalho, pro outro, pro relacionamento, pro dinheiro, pras coisas que eu queria conquistar e tudo mais. E zero olhar para mim.
Então vocês podem enxergar que eu acho que eu me odiava tanto que eu nem ligava de eu me machucar tanto. Era um era um nível tão baixo e tal que sei lá, eu eu olho às vezes para trás, eu falo assim: "Nossa, como que eu não consegui enxergar certas coisas, né, que eu deixei de fazer? " E aí, graças a esses relacionamentos extremamente conturbados, eu acabei caindo num psiquiatra e posteriormente na terapia.
Ali eu já tava perto dos meus 30 anos e tudo mais. E foi um período onde parece que começou a abrir meio que a portinha do autoconhecimento. Meio que não, né?
Escancaramos a portinha do autoconhecimento, porque chega uma hora que a vida começa a cobrar a conta. Tem uma hora que a vida fala assim: "Gata, ou você vai falar pro mundo quem você é, ou o mundo vai começar a te dizer quem você é". E aí isso começou a me pegar num lugar assim do tipo, cara, quem eu sou?
Do que que eu gosto, quais são os meus limites, até onde eu vou, o que que eu tô abrindo mão demais pelo outro, o que eu poderia abrir mão e não estou abrindo. Então, comecei a pensar inconscientemente nessas perguntas. Veja, eu tô falando aqui, parece uma coisa que aconteceu muito rápido, mas não tá, foi foram foi coisa assim que foi levando muito tempo, mas coroou-se, eu acho que o início assim do meu processo de autoconhecimento e automaticamente a a eu acho que a elevação da minha autoestima quando eu parei e olhei pro meu corpo.
Então veja, eu era a adolescente traumatizada, parecia uma prancha de surf, uma tábua de passar roupa, não gostava do meu corpo, me achava muito alta, enfim, e tal. Então eu tenho toda essa crise aí, mais a crise financeira que tinha em volta de ter passado muita necessidade, de ter passado muita vontade depois na faculdade de ter passado fome e tudo mais. Então eu meio que tinha resolvido a parte financeira, porque eu fui lá e macetei e falei assim: "Ah, é, eu vou vingar essa pobreza de merda que eu falei inclusive no no o no episódio do consumismo, mas ainda tinha a Andreia, a obra principal e essa eu evitava olhar.
dói, é incômodo, não tava muito afim, tava a fim de beber e tudo mais. Mas aí quando eu fiz meus 30 anos, eu tive um aumento de peso. Eu lembro que eu eh engordei 20 kg em 4 meses.
Via, sabe, essa sequência de decisões erradas que eu vim, sabe? Deu, olha, não é que os nutricionistas estão certo que se você comer coxinha todo dia, engorda, menino, não é que engorda mesmo? Engordei 20 kg em 4 meses.
Eh, e o corpo foi começando a a parar mesmo. Meu metabolismo foi assim ficando extremamente lento. Eu parecia que eu já não ia no banheiro como antes e tudo mais.
Não dormia quase nada porque tava sempre trabalhando, sempre preocupada com o trabalho, extremamente estressada e tal. E aí quando eu subi naquela balança em 2016 e me vi 20 kg mais pesada, eu tive um choque de realidade. Aí eu já comecei meio que fazer alguma coisa por mim.
Isso foi janeiro e aí quando foi acho que fevereiro, que eu acho que foi o que a cereja do bolo, porque daí eu comecei a dar uns trotezinhos, fazer uma corridinha na rua. Eu acho que foi fevereiro de 2016. Fevereiro, acho que foi fevereiro, teve o carnaval e nós fomos paraa praia e tem uma foto, meu amigo, que eu falo que foi, a gente sempre tem um, eh, quem tem esse clique com o corpo, eu falo que sempre foi um episódio, foi um vídeo que viu, uma foto que viu e tal.
E eu vi essa foto, uma foto que eu tirei com a minha irmã na praia. E eu olhei para aquela foto assim, eu falei assim: "Eu não me reconheço, eu não sei que que é essa mulher, gente, com copão de cerveja assim na mão e tal, os peitão enorme, porque fui engordando e tudo mais e o biquíni aqui apertando. Eu tava parecendo um colchão amarrado assim.
Eu olhei aquela foto, não me reconhecia, achei horrível, horrível. Aí quando eu voltei para Maringá, comecei a levar o negócio a sério. Aí primeiro passo já tava correndo.
Uma amiga minha falou do tal de nutricionista, não sabia nem o que que era proteína, carboidrato, não fazia ideia de nada. Fui pra nutricionista. Aí a na nutricionista, acho que na minha, no meu segundo ou terceiro retorno, falou: "Ó, tem um tal de crossfit que eu acho que você vai gostar e tal".
Tinha uma menina do trabalho que também fazia. comecei a fazer o tal do Crossfit e me apaixonei. Então eu falo para todo mundo que eh, ah, Andreia, me indica um livro de autoconhecimento, me indica um livro como eu começar o meu processo de autoconhecimento.
Processo de autoconhecimento é extremamente individual. Cada um vai ter seu clique. Tem gente que começa o processo depois de uma separação.
Tem gente que começa depois da morte de alguém querido. No meu caso foi com corpo. Porque daí quando eu comecei a cuidar de mim, me veio uma sensação muito, fora toda sensação de neurotransmissores que o exercício provoca, mas me veio uma sensação de muita vitória.
Eu levantei pesos e descobri que eu era uma pessoa boa de peso. consegui fazer um negocinho aqui, um negocinho ali, descobri que eu era competitiva e aí eu falei: "Cara, não é que eu gosto de fazer esportes? Não é que eu sou uma pessoa competitiva, não é que meu corpo aguenta fazer isso aqui".
Então eu comecei ali a entender um pouco do meu corpo. E enquanto eu entendia do meu corpo, é como se eu passasse a gostar mais de mim. Tanto que tem um vídeo meu no TikTok e a gente sempre falava isso no Crossfit, né?
da quantidade de casamentos que acabam quando um dos dois começa a treinar mais sério, crossfit, academia ou quando emagrece muito, você vai ver que alguns eh casamentos eles não vão pra frente. E aí teve gente que uma época falou assim: "É que o Crossfit destrói o casamento e tal". falei assim: "Não, não é o crossfit".
É porque muitas pessoas que não estavam se enxergando entram num lugar, começam a ver uma mudança no corpo, mas acima de tudo elas começam a entender do que elas gostam e do que elas são capazes. E aí, às vezes, neste momento de olhar do que gosta, olha para o lado, percebe que ali já está falido, que não funciona mais, que não gosta mais, que talvez tenha estado por dependência emocional, talvez tenha estado por medo e aí resolvem então acabar com algo que já estava acabado, porque este é um despertar que muitas pessoas têm. E no meu caso, o meu processo de autoconhecimento foi com o corpo, porque aí foi quando eu olhei para um relacionamento que eu estava e vi que ali já não existia nada.
Foi quando, através do exercício físico eu comecei, e eu não tô falando da estética, eu tô falando muito mais do que a minha cabeça viu do que eu era capaz. Foi quando eu enxerguei uma nova possibilidade de trabalho, que foi quando eu comecei a faculdade de educação física. Então ali eu comecei a ver e enxergar que existia alguém em mim, que eu não era só uma pessoa para servir as outras, que eu não era só uma mão de obra no meu trabalho, que eu não era só André engenheira, que eu existia como Andreia, porque muito tempo o que me definiu foi a minha profissão, porque já que eu não sabia o que eu gostava, eu não sabia os meus limites, Quando eu comecei a trabalhar e vi que eu era muito boa e comecei a receber muito elogio e ser reconhecida por isso, logo, mais do que depressa, que que eu fiz?
Eu sou isso, eu sou engenheira. Então eu comecei a colocar minha identidade na minha profissão, porque era a única coisa que eu achava que eu era boa na minha vida. E aí quando eu vou pro esporte, eu falo assim: "Não, mas eu sou boa nisso também.
Então, talvez não é que eu seja boa no trabalho, no esporte, mas talvez eu seja uma pessoa dedicada. Olha, talvez eu seja uma pessoa obstinada, talvez eu seja uma pessoa disciplinada. Então, não é Andreia do esporte, não é Andreia do trabalho.
Então, é essas viradas de chave que eu fui me conhecendo e eu fui me olhando e fui inclusive tendo coragem de tomar algumas decisões, porque daí você começa num processo de desconstrução, de entender que muita coisa que você achava que você gostava, você só gostava para pertencer. Você achava que gostava e aí você não sabe dizer não, você não consegue colocar limite, você não sabe do que você gosta. a pessoa te chama pro rolê e aí você começou a treinar, aí você aceita e porque você não sabe assim, você não, você começou agora a treinar, você nem sabe se você gosta de treinar ou se você gosta mais do rolê, mas quando eu comecei a treinar e vi que eu era boa naquilo e eu queria ficar boa naquilo, não.
Então agora não dá para eu sair toda sexta, todo sábado, que eu vou ter que dizer alguns nãos. Então você começa a desconstruir e isso talvez algumas pessoas não acompanhem. Porque eu vou falar para vocês, quando vocês começarem a se conhecer melhor, quando vocês começarem a levantar a autoestima de vocês, vocês tem pessoas que não vão aguentar ficar do seu lado, não vão aguentar ficar do seu lado porque estão no mesmo lugar e não conseguem evoluir como você evoluiu ou não vão continuar porque não gostam desta versão onde você se ama.
Tem gente que não gosta de você pelo quanto você gosta de você. Isso aqui deveria estar estampado assim, ó, na testa de muita gente que fica: "Meu Deus, por que que a pessoa e tal? Porque eu fui uma uma das eu fui muito esculachada neste período porque o meu processo de autoconhecimento, ele começou com o corpo e aí as outras áreas elas foram derivando, mas o clique foi aqui e e eu fui muito esculhambada nessa época.
Ah, porque Andreia é uma bitolada. Aí porque Andreia tá se achando atleta. Quando eu corria era ai Andreia se acha o usen aí depois ai Andreia ai se acha crossfiteira ai não sei o que.
As mesmas pessoas que depois vieram atrás de mim querendo ajuda porque elas queriam começar a treinar e aí precisava de algumas dicas, tá? Porque pessoas não acompanham este, a maioria não acompanha este processo. Por isso que tem namoro que acaba, tem amizade que acaba, tem relacionamento que acaba quando a autoestima de uma pessoa começa a melhorar.
Mas não tem nada que eu deseje mais para você do que você ter a sua autoestima não delirante, uma autoestima que exista, nem mais, nem menos que exista, porque quando existe autoestima, existe uma melhor percepção de você. Existe você conseguir dizer não. Exe você renunciar a algumas coisas.
Existe algumas coisas que as pessoas falam sobre você. não te atravessar, só passar por você, porque você entende que aquilo é mais sobre ela do que sobre você. Mas para isso você tem que estar se conhecendo e estar com a sua autoestima em dia.
Não precisa ser nem muita, em dia, porque o simples fato de eu começar a me treinar ali, treinar e gostar de mim e tal, não é que eu fiquei com uma autoestima delirante. Em nenhum momento, por exemplo, eu comecei a me sentir uma grande gostosa, maravilhosa. Não, mas eu comecei a ficar mais OK com o meu corpo.
Falei: "Ó, isso é um corpo que eu gosto de ter. Já meu, é um corpo que não me incomoda tanto quanto aquele excesso de magreza que eu tinha. Olha, eu não fumar, nossa, tô gostando de não estar sempre fedendo e tudo mais, então não tava me sentindo melhor do que outra pessoa, mas eu tava me sentindo melhor para mim.
Só que isso exige coragem. vai exigir coragem, porque você vai precisar, quando você começar a se conhecer e se amar, encerrar ciclos e mudar a rota com pessoas que não vão te acompanhar. Exige coragem porque você vai precisar recomeçar do zero diversas vezes, porque não é um processo linear, não é assim, ó, nossa, eu comecei a me conhecer, isso foi só subida, não.
Foi isso aqui, ó, e subida e descida e subida e descida. vai exigir coragem, porque é um momento onde você vai ter que parar de culpar o outro, se autorresponsabilizar. E descobre que o seu processo de auto auto autoconhecimento não envolve outra pessoa, envolve você, que aí não dá para eu ficar colocando a culpa na política, na religião, no outro, no meu chefe, no meu colega, no meu marido.
Aí aí eu, aí a culpa é só minha. Então hoje eu desejo para vocês, acima de tudo, coragem. Eu não sei se vai ser pelo corpo, para mim foi.
Teve gente que precisou tomar um pé na bunda para começar o seu processo e descobrir a autoestima, tirar pelo menos a autoestima do pressal, deixar ela aqui num nível OK, né? Não precisa nem estar na estratosfera, vamos falar de estar aqui num nível normal. Eu desejo, acima de tudo, muita coragem para que você se olhe no espelho e ame o que você enxergue nele.