[Música] Olá seja bem-vindo ao nosso primeiro podcast vozes em conexão é um podcast que tá abrindo as atividades do nosso grupo de pesquisa conexão que temos como líder do nosso grupo o professor Eduardo Castro e vamos começar o nosso podcast com uma presença que não poderia ser melhor para esse intercâmbio de vozes em conexão que é uma troca de experiência entre o norte literalmente entre o norte e o sul do país em em termos de pesquisa conhecimento eh metodologias e não sei se vai caber aqui mas informalidades também dentro desse processo para deixar o ambiente
científico e acadêmico mais acessível até ao público que ainda não está dentro desse ambiente então para começar e eu quero apresentar a professora Beatriz Helena da Molinho que é da Universidade do oeste do Paraná não é Beatriz uma outra Fronteira uma isso de uma fronteira para outra né exatamente Bia e nós sabemos que tu tem uma bagagem enorme né experência tremenda em pesquisa ensino extensão Educação a Distância tecnologia e agora você veio para no nosso podcast né Maravilha bom excelente adorei Pois é e nós estamos também aqui e muito nós estamos exposant quant a presença
né eu também olha só Bia para quem está chegando agora num programa de pós-graduação num grupo de pesquisa de pós-graduação e você com sua bagagem já tendo várias experiências né Qual é a orientação que você dá para quem está chegando ainda está adentrando esse universo bem Primeiro de tudo eu quero agradecer quero cumprimentar a todos dizer que é um prazer de verdade estar aqui a honra é toda de poder deixar aqui um pouquinho da da das minhas experimentações vida fora porque eu já sou uma pessoa que tem uma certa caminhada né e eu sempre fui
uma uma pessoa que teve muita curiosidade então eu digo ao jovem que está entrando que ele seja curioso para mim é a primeira das das propriedades para que ele se torne um pesquisador um bom professor um bom escritor é ele ter curiosidade e e outra coisa é coragem curiosidade coragem e estar aberto aberto às experiências eh aberto a a novos conhecimentos aberto a a vivências e assim eh arriscar na aventura nômade do saber o saber é uma coisa movida né Eh e essa E e essa determinação não é minha é de giris dez e ele
diz o seguinte que quanto mais a gente se move nesse universo Sem muitas pretensões mas com desejos É É aí que a gente aprende né que ninguém tem uma fórmula eh exata de como você aprende como a Ione aprende Como Nós aprendemos e eu e eu tive eu tive e estou tendo nessa semana uma uma demonstração maravilhosa do que é eh encontrar Aventureiros nômades de eh que se que se lançam na sem medo e em projetos como é o caso do projeto que eu tive Aventura de eh participar com vocês realizando a minha sabática eu
tive infelizmente por questões de prazo de entregar para minha pró-reitoria no tempo certo a digamos o o relatório mas eu eu deixei em aberto eu disse e e a experimentação continua porque eu sabia que eu ia vir aqui e e e um dos motivos que me deixou muito triste foi eu eu s porque eu queria vir mesmo de surpresa mesmo por minha conta eh eu queria ver o encerramento desse projeto na comunidade mas o rio brincou com a gente quer dizer ele não brincou ele nos deu uma lição muito triste ele se escondeu da da
humanidade ele ele sumiu para dizer eu acho que num grito de Piedade olhem para mim hoje eu fui vê-lo eh com a a a Maria né que foi atravessar o Rio eu fui vê-la e fiz uma eu tive que fazer uma saudação porque eu disse que bom que você voltou e e quando ele volta não é simplesmente eu voltei ele volta trazendo o Maná né dos ribeirinhos e ele indo embora eles ficam sem o Maná deles né então Eh esse fato mexeu muito comigo assim de de de ver que o rio secou gente sumiu eu
acho que ele não brincou de se esconder El ele nos deu uma lição ele disse eu vou sumir para que vocês sintam saudade e e saibam o que o que as minhas águas significam para todos né significa um alimento significa um transporte significa um ir e vir significa um amor que se alimenta deste lado do rio que passa pro outro lado do rio significa uma saudade que às vezes tem que ser adiada né então esse movimento do Rio ele foi muito ele é muito significativo pelo menos para mim a leitura que eu fiz do do
sumiço do Rio Negro e em em em se tratando de de projetos e e e do do que eu eu pude sensoriar aqui eh eh e uma coisa que me deixou muito feliz foi ver como os meninos de vocês e as meninas né Essas eu gosto de chamá-los assim porque eles são crianças né perto da nossa crianças no sentido de iniciar uma caminhada eh uma caminhada acadêmica Mas eu vi que eles se lançaram nessa caminhada acadêmica com a principal eh a principal característica que é a sede de saber de con de romper fronteiras de causar
rupturas primeiro consigo mesmo o que eu assisti foi eh assim os saltos quânticos do das pessoas com as quais eu participei você tá aqui Nara você tá aqui eh eh eh Jéssica e César e eu tô estou vendo alguma coisa já com Guilherme com os outros meninos a gente já vê um um que o movimento ele é um movimento do Rio Negro cheio hum né o Rio Negro dançante o rio negro que vai e que vem né e a gente ancorou esse projeto As Margens dele né Não foi por podia podiam ser ido por Solimões
Eu já fui lá em Benjamim Constante já fui né em em eh valentins é que são cidades ribeirinhas também e que e que suas vias são os rios mas mas eu não sei eu acho que nada é coincidência né sim o Rio Negro foi uma escolha do destino eu acredito e o e o e essa e essa e ess essa lição que ele nos deu também não não não é por acaso é um uma uma lição que nós temos que refletir com os nossos estudantes Por que que o rio fez isso né e o que
que Como que o homem olha para esse rio que de repente some e fica eh Terra arrasada né fica eu não sei como é que eu me olha mas tu já pensou em fazer um poema com tudo isso que tu falou pois é já tem porque ela já produziu né A primeira via dela já produziu já tem algumas coisas que eu acho que não foram publicadas que a in citou né na pesquisa dela então assim é muito interessante a gente ver o que o que o que me deixa eh feliz né é uma é uma
gratificação para mim ver como os alunos da Matemática abraçaram a cartografia exatamente abraçaram a cartografia então assim quando a gente começou no seminário de pesquisa falando para eles primeiro sobre a subjetividade né o Real tentando mostrar para eles o a diferença do Real paraa realidade né e e eu fiquei pensando Eduardo será que a gente vai conseguir com esses alunos da matemática né E aí eh o Eduardo trazia da experiência dele da pesquisa do doutorado aí a gente foi colocando 1000 platô devagarinho para eles né apresentando trazendo alguns autores também que já trabalhavam com a
cartografia e eu percebi eh que os alunos que aderiram Eles se sentiram libertos Com certeza né Eh eh uma resistência Inicial né mas é a resistência inicial mas eu acho que eu acho que normal essa resistência talvez não fosse resistência fosse aquele primeiro estgio pra coragem isso né para se lançar porque paraa gente se lançar em um novo território é preciso muita coragem por quê Porque nos tira da linha de conforto é muito mais fácil você você trabalhar no modo cartesiano onde tudo está enquadrado é assim que eu quero é desse jeito que vai sair
é ah porém com a cartografia você se lança numa aventura que que pres escruta caminhos que você nem imaginava né e mas o mais importante foi eh trabalhar uma outra característica que eu quero agregar a a ao ao ao neófito ao estudante que começa né que é a da sensibilidade eu me lembro de um poeta chamado rogeno leite de um poeta de cordel que eu adoro muito porque você veja ele não tem instrução eh mas ele tem a as lições da vida e ele tem uma coisa que a gente que que a Às vezes a
universidade ou as escolas matam os nossos alunos que é a sensibilidade para criar uhum ISO Então por quê Porque a gente enquadra é e o aluno quer fazer do jeito que ele sensori o mundo coisas mas a gente não tem que ser aqui dentro disso colocar sempre que eu siga o modelo eu já detesto essa coisa de Siga um modelo eu digo Invente o seu modelo Invente o seu caminho faça o seu caminho a andar a canção já diz caminheiros Face o caminho ao andar então oo eh leite eh diz mais ou menos assim na
poesia Outro dia eu viajando Entrei numa livraria e achei até muito engraçado o que nela se Lia que era só comprar e ler que facilmente aprendia e ele falava de poesia mas poesia não se aprende não poesia é grito de liberdade é a sensibilidade que muita gente não tem você veja que coisa linda um poeta e e os cordelistas eles não TM o a ciência oficial Eles não têm o que é científico Eles não sabem escrever muitos não sabem nem ler tem o domínio da forma né nem nem o domínio da forma eles fazem versos
belíssimos que tem saber que ele não sabe que tem mas expõe esse saber né É então que os alunos façam isso que se arrisquem certo que procurem eh eh eh entrar nessa aventura do conhecer do do lançar-se da a na pela Aventura do novo que é o novo que traz seiva a vida né E e aí a gente poderia falar também de niet que diz que a gente deveria matar tudo que é velho e e que já não serve mais né mas não mas é assim é esse o meu não é conselho é esse a
é essa a minha fala para vocês né que vocês se aventurem que vocês tenham desejos cada vez maiores porque quando você começa com com o desejo os signos do desejo vão aumentando e ao aumentar os signos do desejo você aumenta a busca e aumentar a música você fica sabendo e quando você sabe Pronto né você vai eh empregar da melhor forma possível e contextualmente aquilo que você aprendeu e vai passar adiante esse esse conhecimento né eu vejo muito eh dessa questão no rubben Alves vai falando aí e eu lembro muito do rubben Alves aquele livro
entre a ciência e a Sapiência né que ele faz uma crítica a ciência porque a ciência não consegue ver o que é belo é não né E aí por causa disso ela T afastar as pessoas dela mesma Pois é mas que bom que aqui nessa Universidade ela não faz isso pelo menos você foi ideia da gente criar esse grupo nées porque a gente já vinha de outros grupos tanto eu quanto Eduardo Mas a gente não tinha nos outros grupos essa liberdade que a gente tá querendo TR não conseguimos nem agregar pessoas eu falando em agregar
a gente tá pensando enquanto newest Universidade Estadual do oeste do Paraná Eu Sou coordenadora da da da educação mediada que Alguns chamam de educação à distância mas que eu acho que de distância não tem nada porque a Às vez nós a a a educação mediada ela ela ela aproxima gente os alunos nós mantemos grupos de de WhatsApp a gente dialoga com os nossos alunos a gente faz lives a gente sabe só tem mesmo a territorialidade um pouco afastada mas isso para mim não é distância porque sabe o que que é a distância é o estar
do lado do meu colega ou na frente do meu aluno não saber o que ele faz o que ele sente o que ele pensa sabe o simples estar na frente a simples presença da pessoa não significa que você que ela esteja presente Às vezes você vê um aluno seu tá aí de corpo presente mas e a alma dele tá onde se encontrou por duas horas depois V embora ningém sabe ninguém sabe ele chega o professor não sabe nada então eu lembro que no começo algumas pessoas diziam assim ah mas meu Deus eu não sei se
eu vou saber trabalhar com os meus alunos sem estar frente a frente tá mas eu perguntei mas o que que esse Frente a Frente traz de diferente nós sabemos paraa educação medi o que os nossos alunos fazem a idade deles quantos anos deixaram de estudar os problemas deles que na pandemia aconteceram muitos e e eles vinham diziam pra gente professora meu pai morreu minha mãe está mal eu peguei covid também então assim a gente sabia e a gente se abriu mais para que eles pudessem dar conta dessa dessa dessa pandemia que alastrou o mundo né
então e eh eu sou coordenadora da educação à distância e a e a educação à distância que a unest faz é uma educação de rizoma uma educação eh de respeito à diversidade é uma educação Aonde a teoria da diferença se faz presente é essa que nós queremos né Nós queremos procurar não igualdade porque igualdade para mim é o conceito mais sacana que existe nós procuramos a equanimidade ou seja dar a todos o mesmo ponto de partida de pelo menos daquele momento em que eles entram né a gente não não pode tudo mas pelo menos aí
você todos vão sair com a mesma eh com com a a mesma o mesmo tênis na na da corrida pelo menos isso e todos alimentados porque assim não é justo o que se faz chamando de igualdade para uma coisa que você dispara um apito e diz ah vai ter uma corrida e aos louros quem vem as batatas O Vencedor Mas como que estavam essas essas criaturas na linha de partida um estava de Pé Descalço outro tinha o melhor tênis outro tinha um chinelinho que caía e arrebentava outro estava subnutrido outro estava doente Ah mas você
diz mascarada e descaradamente Ah eu propicie a todos o mesmo apito na linha de partida mas como eles estavam para partir é claro que se você você não observa isso quem é que vai vencer é justamente aquele que já tem a vantagem que já já chegou na linha de de partida vencedor por quê Porque tem o melhor tênis tem o melhor a melhor a vestimenta mais adequada para chegar na linha melhor treinamento melhor treinamento mais mais nutrido né então assim é outra coisa que a gente leva muito em consideração a a diferença entre igualdade e
equanimidade então então a gente procura então E falando nisso vocês têm as fronteiras aqui né Manaus essas fronteiras com outros eh estados e com outros países também a mesma coisa acontece com a unest nós somos uma universidade também de Fronteira então a gente está pensando desculpem está pensando em montar um mestrado intercultural então eu vou voltando aqui a gente vai fazer um um um projeto Aonde a Universidade Federal da Amazônia com a Unioeste vão se irmanar para trocar vivências trazer professores de lá para cá e depois continuar de forma mediada e levar vocês de cá
para lá para conhecer uma outra Fronteira uma outra realidade lá nós temos Uruguai Paraguai e Argentina são as nossas Três Fronteiras outras línguas outros costumes e até o guarani ainda né a língua dos Guaranis aqui tem milhares de de idiomas indígenas né de línguas indígenas aliás então assim é interessante lá também nós temos os Mato Grosso os Caiuás os Guaranis Caiuás e os Guaranis Caiapós então Eh será que é Caiapós não sei agora eu acho que que eu confundi as coisas mas enfim são são Guaranis que tem do eh diferenças entre si né mas enfim
eh é isso que a gente quer também sabe Ah eu vou voltar para lá com a missão né porque eu conversei pela primeira vez aqui com a ion com a professora zeina com professor sequinho com Dudu Eduardo né Professor Eduardo com com até com os próprios eh eh orientando e vocês que acabaram sendo Mestres ou doutores eles participarem desse dessa dessa nossa Aventura de atravessar esse país né Nós vamos fazer uma uma travessia né o a nossa linha de fuga vai ser extensa e certamente teremos outras linhas de fuga nesse rizoma amazonense e sulista que
eu acho que vai ser muito legal eu tava falando aí eu lembrando do do território do Levi falando sobre a questão da educação à distância que a pessoa pode estar do lado e ali está distante eu lembrei muito da questão do espaço território né claro que uma linha de Fronteira é tá falando aí nas fronteiras né Nós estamos aqui do lado do Brasil e ali do outro lado tem uma pessoa aqui no nosso caso lá em Benjamim cão da Colômbia e o peru aí eu tão perto s tão distante né mesma coisa acontece conosco nós
temos estudantes brasileiros que vão ao Paraguai faz estudar e temos estudantes paraguaios que estudam no Brasil e assim vice-versa há uma troca muito grande a unila que é a união da Universidade latino-americana ela Inclusive tem um programa de abraçar esses estudantes estrangeiros que que se inscrevem para para estudar aqui no Brasil facilidade lá tem é interessante você pensar nesses brasileiros que vão para lá e a que vem para cá o porquê né Por porque o que os faz o que faz el atravessar essa Fronteira buscar o estudo de lá e os de lá aqui também
né é apesar dos riscos de validação dos diplomas n Eu acho essa questão que não deveria né Eu acho é mas que eu acho que é uma coisa que a gente tem que começar a derrubar esse tipo de barreira porque hoje um dia com a tecnologia que nós temos com a inteligência artificial que já vem vindo lá desde 1936 até hoje se aprimorando eh eh a gente não pode mais admitir que que as nossas autoridades façam esse essa espécie de discriminação tão desumana ora é uma questão de crédito se eu admitir esse aluno no estrangeiro
e estou achando que ele tem condições e ele vai sair diplomado porque é que a que o que que o outro país não aceita a mesma coisa né então não aceite na linha de chegada é o que eu digo problema tá na linha de chegada certo porque dar bandeiradas é fácil sem observar a linha de chegada né então se a gente buscar a econime a equivalência das componentes o importante é o quê saber por exemplo minha sobrinha fazia medicina no Paraguai ela está agora no Brasil porque para não enfrentar o revalida que é outra questão
tenebrosa as pessoas se formam em medicina uma medicina de muito boa qualidade que tem no no Paraguai também que tem bases boas bons professores Mas aí o Brasil faz fazer o revalida e faz um revalida que seria quase que um uma sabe quase que um fazer as criaturas passarem por um espremedor saber lá do quê né porque é outra coisa que que e que as pessoas que fazem isso precisam se mobilizar para né para poder Existe algum alguma movimentação no sentido de mudar essa realidade de revalidação Olha eu acho que muito pouco se tem se
tem é muito pouco esse movimento não vejo não vi eu acho que caberia aos que são obrigados a fazer o revalida a mas assim o que eu vejo um pouco assim circunstancialmente por que eles arrepiam o caminho ora eles se formam em medicina é extenuante né aprender a salvar vidas humanas mas e depois eles querem trabalhar lá eles eles querem eles são ávidos por exercer a sua profissão E aí eles se dispersam o mundo a fora caçando lugares cando revalida procurando atuar né não é uma grande quantidade né se nós fos o curso de medicina
é é um curso que não é para muita gente então essas pessoas se dispersam mesmo e não consegu agregar perito uma luta uma luta né mas eu acho que nós das Universidades não seria nenhuma luta só dos Estudantes tem que ser dos próprios educadores dos professores não só de medicina de tudo porque daqui a pouco a gente não pode mais fazer essa esse movimento né Aí eu pergunto para que merc Sul para que tratados esses tratados não trazem o que que trazem só avisando o o comercial só avisando lucros que lucros são esses para que
esses lucros palavr Merco já leva pro mercado Tá mas mas mas mas no no Tratado não diz que é só né mas mas a gente sabe que na prátic isso a interessante que tem até um glamor para quem vai fazer doutorado mestrado fora fiz ental mas não sabe o trabalho que dá para validar o se aqui é mas outra coisa também eu tinha um amigo meu na Inglaterra que ele dizia assim um sotaque e s tá aqui dele bem carregado e brasileiro ser estúpido vai fazer doutorado em Inglaterra eu faz 12 anos que saí de
Inglaterra volto lá e vejo que aquela cacatinha de pomba tá ainda lá depois de 12 anos não tem criatividade que que brasileiro vai fazer lá neste país de tanta criatividade ele falava assim chamava-se Michel ch ele e eu eu tinha que dizer Mel Você tem razão é isso mesmo então assim às vezes eu percebo assim há um glamur Ah porque eu saí do exterior ahi porque não sei o quê mas não é assim que tem que ser eu acho que a gente pode sair pro exterior para ter outras experiências sabe mas não para comunicar as
experiências É mas não com essa com essa intenção Glamurosa de querer dizer ah eu estudei na Inglaterra o quê e quando você volta serviu aquilo acho que teria que ser muito ligado o nosso sair e o nosso receber deles com a primeira pergunta você veio estudar aqui para quê Qual é o sua meta seu objetivo primeiro é pessoal tudo bem é um objetivo Educacional é um objetivo só profissional é objetivo social né porque aí quando a pessoa Confessa o seu obje ah eu quero eu quero ir paraa Inglaterra porque eu quero conhecer os costumes Eu
gosto da Inglaterra porque eu acho que que sabe Inglaterra é muito forte dentro de mim tudo bem mas quando você sai financiada certo por uma agência eh financiadora Nacional qualquer país que seja você tem obrigação de trazer uma contribuição para o social para a escola ou para sei lá para o hospital se for o caso dependendo da de eh o curso que você vai fazer você tem que trazer alguma coisa para ser grato e para E também porque eu acho que é uma questão de de ética sabe reconhecer que você foi financiado e que você
precisa devolver porque afinal de contas é o dinheiro de todos que você sabe não é assim ah eu estudei fora se você foi por sua conta em risco e tudo é uma coisa eu falei há pouco mas se você vai financiado olha pense a sua situação você não tem status para se manter a não ser escorado por uma instituição brasileira por uma instituição financeira do Brasil Então você é obrigada porque aquele dinheiro foi dinheiro do seu pai do seu avô do seu bisavô e de outras gerações que ainda estão para vir que já pagaram impostos
a séculos entende então não há essa consciência também E aí é um glamur vazio no meu entendi ISO Eduardo voltando aqui à questão do nome do nosso podcast de hoje vozes em conexão eu fiquei com uma curiosidade era para perguntar todos os dias aqui com a Bia e acabou que passou eh o como foi a tua primeira conexão com o Amazonas Como foi essa eh como você fez essa conexão a primeira vez aqui então aí eu digo assim que que eu sou um ser privilegiado por Deus e por Deus porque assim a minha mãe ela
ela sempre quando eu ia sair ainda jovem de casa e enfrentar alguma coisa que eu sou a mais velha né ela eu Dizer Mamãe eu tô com um pouco de medo ela dizer minha filha não esqueça de uma coisa você é filha do dono do mundo por que é que você tem que ter medo e isso me enchia assim de força e coragem e ele de tudo vai te prover e eu sempre saí assim sabe quase que sem lêncio e sem documento e a assim foi com Manaus como é que foi zeina é a responsável
por tudo isso por esse meu amor amazônico zeina foi fazer mestrado em Florianópolis onde eu também fazia na ufsk zeina não era minha amiga nem Araci elas eram amigas de Tânia de uma outra amiga minha que fazia na educação na pedagogia eu era de letras Mas como eu morava com a Tânia Começou assim ah hoje vem fulan aqui ah amanhã nós vamos lá e foi daí nasceu Julinho o filho da zeina que a gente e eh todo mundo queria ser mãe do Julinho né e a gente paparicar aquele menino e E o Juju era nosso
né então assim começou assim aí quando zeina veio para cá que ela retornou ela ela acho que como ela tava na fã ainda trabalhando no na sede mas eu acho que também ela foi o momento que ela começou com a educação à distância ela eu acho que foi antes ainda tava na pró-reitoria distensão não tava não educação à distância foi depois do doutorado depois do doutorado depois do doutorado então foi na época do mestrado então Foi antes foi antes é mas que ela me chamou para cá foi um pouquinho de não aí eu vim passear
e t t e aí comecei a conhecer o Zé Lauro que quer do Zé Lauro é esposo dela né em memória ele me levou conhecer um Igarapé E aí eu ah meu Deus que que é isso eu comecei me apaixonar assim pela paisagem pela pela calma daquele Garapé hoje não saberia dizer onde que foi mas foi o Igarapé Sereno assim e aí Bia isso aqui é o Igarapé não sei o que agora nós vamos comer uma coisa tomar um suco de cupo Açu pronto eu tomei passu e pronto a aquele suco é esse suco para
mim é um suco Encantado então aí eu fui gostando de tudo que tinha com passu aí fui comer os peixes e também é uma coisa que não é Nossa lá peixe né não é uma coisa assim a tem fresquinha como vocês têm aqui nossos peixes são quase que todos do mar poucos da água doce e eles chegam a pelo menos aonde eu moro né que não é uma cidade litorânea eles congelados né que já perderam metade do seu sabor aí eu comecei a a gostar assim da da Farinha do arini dessas coisas que E aí
sempre que a zeina dizia Bia vamos lá vamos fazer alguma coisa eu vinha que vinha voando eu dizia até de jeg eu vou e assim foi foi foi logo eh no começo dos anos 90 então foi entre 90 e 90 por aí que eu comecei a vir aqui e olha faz tempo né É quase quase 40 anos quantas vezes faz muito tempo porque em 96 tivesse aqui pra minha banca de Mestrado mas eu já tinha em 2006 em 2006 mas tu já tinha vindo já tinha vindo E aí eu ficava junto com vocês lá perto
do teatro Amazonas lembra que era um um lugar da que tinha televisão S que funcion que funcionava isso com a TV fã aí eu conheci sal aí conheci a D mas não mas mas funcionava funcionava o s lá o s não sei o s mas não a TV fã Sim era era embaixo tinha antiga um era ali depois daí ficou arte depois parece que a TV foi para outro lugar e foi assim É deu para cá mas mas ela foi ehe eu sabia que era lá funcionava embaixo E aí aí assim comecei a participar da
produção de materiais didáticos que eu gosto muito analisar os vídeos que eram produzidos para dar as aulas na modalidade AD e assim foi aí depois zeina foi para o doutorado e coincidiu que eu também passei no doutorado começaram tudo de novo tudo de novo a gente estabeleceu os laços novamente em 2000 daí já logo eu fui para fazer meu doutorado falasse sobre uma professora Sena tanha lembra o sobrenome dela Lúcia lupati L eu li o material dela é mas eu acho que ela não veio para cá não não não a é um pouco menos aventur
do marido do mestrado dela aí aina pensou em trazer mas ela não quis uma pesso muito aracis aracis também estava conosco é era assim era Tânia Zena e ara eu e Nelita E aí eu entrei no meio das criaturas E aí não saí nunca mais desse grupo A gente ficou assim amigas e irmã Ah pois é o Fialho era meu orientador E aí meu coorientador ficou o que era orientador delas três que era o professor Norberto profor Norberto orientava a Tânia Araci e e a e quem não ania era cazina ele orientava as três E
aí ele foi meu co-orientador que Elas começaram um ano antes de mim elas começaram acho que em 1999 e eu em 2000 vocês todas faziam o doutorado na mesma área Não elas na pedagogia Cada uma com diferentes temáticas e eu na área de de de ah mas depois não o doutorado desculpe o doutorado foi todo mundo na engenharia de produção é É verdade desculpa e isso eu já Confundi com o mestrado mas mas foi Foi sim todo mundo lá mas a gente não tinha todas as aulas coletivas juntas porque eram diferentes as temáticas e aquilo
que a gente queria assistir porém éramos todos do egc e nesse trajeto todo Por que delus e guatarri bem na época eu tava estudando muito Foucault na época do mestrado estudei muito Foucault e pe de e de e fren se eles estão fren E aí assim eu eu eu li uma frase isso em 1995 quando eu terminei meu estado eu li uma frase assim que oô disse o século XX será o século de gires Del eu falei mas poxa eu quero preciso saber quem é o dono desse novo século E aí era uma dificuldade para
conseguir os livros del que meu Deus aí eu ia lá na livraria falava com a vezinha que era uma querida que atendia lá a biblioteca da u que vê quando chegar alguma coisa do Del você separa para mim aí eu tentei conseguir diferença edição que é a tese de de livre docência dele mas eu não consegui não consegui só muito tempo mais tarde eles fizeram uma nova edição E aí mas eu consegui depois através de uma amiga eh em PDF aí os primeiros livros que eu fui lendo de delz foram foi a lógica dos Sentidos
que é fantástica maravilhosa 1 platôs todos eles um C depois eu li a o o comentário que ele fez de Alice no País das Maravilhas do Carol Levi ele fez ele foi comentando o texto que é fantástico também eh da da Alice não Fei das Maravilhas depois eu fui daí eu li eh O que é filosofia e aí fui fui e fui o que é cinema e aí aí eu tudo que eu vejo de G del porque aí casou muito assim a forma como ele pensa com o jeito que eu sou eu não gosto muito
de ficar enquadrada em nada isso eu sofri demais quando eu tinha que quando eu tenho que entrar numa caixinha Ah eu não muito difícil e as leitura dele vaiando n além de se renovar elas V algo que você já leu lá atrás é conexões né qual deles é que foi psicanalista ou N O Félix é o Félix o Félix que é o companheiro dele né o Félix eles na verdade se conheceram quando ele dava aula e na universidade de Veneza na Itália que ele deu aulas lá e ele o o Félix foi para lá para
ter as aulas deles aí eles se conheceram e nunca mas se largaram e intelectualmente pessoalmente eles viveram muito unidos sabe aí é isso aí o o Félix passou a modificar né Eh porque o antiético é uma eu acho que foi a primeira obra que eles fizeram juntos eh criticando a psicanálise frana né aí eles que eles chamam de esquizoanálise que também tá presente no nos né assim semeada n lá no programa de pós-graduação da un Oeste eh houve muita resistência em relação a eles dois leus e bataria aos teus autores olha ao uso da cartografia
ao uso da cartografia Olha eu não sei se ouve porque eu não pergunto entende o caminho é meu e quiser fazer que faa como é que eles receb Olha eu vou contar um exemplo para você num numa determinada chamada isso tem lá na está escrito e gravado lá na inscrição para quem quiser ver eh quando os Os estudantes se inscrevem para fazer mestrado de doutorado eu pertenço a duas linhas né E aí o meu nome tá lá digamos assim uma vez eu só podia escolher três pessoas uma de mestrado e duas de doutorado eu tive
que lidar com 26 para você ter uma ideia eu fiquei muito triste porque eu acabei assim eh como é que eu vou deser animando muitas pessoas né porque todo mundo que entra quer ser abraçado né Uhum E eu eu só podia porque a gente antes da inscrição a gente diz quantas vagas a gente vai ofertar mas eu já estava com 13 orientando eu não baixo esse número Gente eu tenho que me aposentar entendeu E não quero largá-los eu tenho agora vai defender eh Simone que vocês vão fazer parte e a Simone defendendo Depois tem Igor
então eu vou ficar com nove mas eu tenho dois de pós doc Nossa então vou ficar ainda com 11 né então assim eu eu fico com pena de dizer que não eu eu me escolh eu confesso para vocês que tem vezes que o meu olho não não aguenta porque eh né o olho é o instrumento primeiro pra gente ler os trabalhos devolver fazer os comentários mas eu amo isso mesmo tanto é que eu disse que se eu tivesse que nascer de novo eu ia ser professora apesar de tudo mas tem mais uma coisa que eu
quero dizer eu não vou fechar meus olhos sem que os professores sejam raros raríssimos sem que as autoridades que nos crucificam que que não reconhecem o não reconhecem o valor do Professor tem o que nos pedir de joelho e pagar muitíssimo bem por quê Porque é pelo professor que existe o médico o advogado o o dentista o sabe qual é a Outra profissão que chega a ser o que é no final sem ter passado com professor especialmente o alfabetizador e todos os passos o professor é a coisa mais importante que tem e um dia há
de chegar nesse país a mesma coisa que é no Japão o a única pessoa para a qual o rei se curva é para o professor o rei só se curva para o professor o Imperador na verdade né o Imperador é Imperador melhor falando né então assim eu acredito que agora por exemplo eu ouço Minhas alunas e a minha irmã também que supervisora de uma escola que diz nós não quos mais professores estão faltando 10 professores oito professores digo a Que bom E ninguém ninguém porque somos tão desvalorizados mas também um pouco de culpa nossa a
gente tem que bater no peito que nós temos uma é culpa a fazer porque às vezes a gente não se valoriza a gente não faz trabalhos que que precisam ser vistos e por isso que eu insisto muito que que tudo a gente coloque criativo e com e faça voar porque assim os trabalhos ficam escondidos ficam embaixo e aí é bíblico Não Se Acende um Candieiro embaixo de um de um de uma mesa embaixo de um monte de feno gente o candinheiro tem que tá aqui iluminando tem que tá lá em cima iluminando quanto mais acima
mais ele ilumina e a gente não faz por quê é né porque a gente já injetou dentro da gente um complexo de inferioridade que tem que ser banido de todos nós Com certeza Então a gente vai Encerrando por aqui foi maravilhoso né esse momento que nós tivemos aqui esse é o primeiro com a professora Beatriz nós teremos muito mais e a com outros convidados também né com outros convidados também até a pra queremos aumentar esse ciclo né que a gente tenha 1 do TR vai ser um debate muito bom sim e que isso crie asas
tá Dudu Com certeza Bia eh eu vejo que uma conversa contigo aproxima muito a ciência da poesia da leveza sabe é muito bom ver que não precisa ter aquela característica aquele aspecto sisudo PES para ser pesquisador pesado né porque eh o cientista o pesquisador o professor é um ser humano não é antes de tudo antes de tudo então dor só só para pegar o seu o gancho do que você disse eu sempre costumo dizer densidade teórica não tem nada a ver com sisudez com mau humor com sabe não a a você pode trabalhar por exemplo
é delatar são autores densos Michel serr é denso e Bruno latur é denso é Pierre Levi não é tão fácil é um pouco menos mas entendei então assim mas eles são leves Sabe eles são suaves é eles dão essa abertura exatamente ler beleza é uma poesia em forma de de prosa ele é um uma poesia o Roma dele é uma poesia ele é um Roma poesia Eu lembro que no no começo do período o Guilherme meio assustado né quando a gente teve aquele evento ali que a Bia pediu pra gente caracterizar um outro eu olhei
pro Guilherme eu vi nele assim eu tava assustada né que eu falei para ele que que você vê eu digo eu vejo eh uma pessoa assustada e realmente depois ele foi conversar comigo assim professora eu gostei muito do que a professora vi trouxe gostei muito do que vocês apresentaram mas eu não consigo não vejo como começar como que eu vou fazer não sei né eu olho para meu projeto e eu não sei como fazer essa conexão aí eu lembro que eu falei para ele depois ontem aqui na apresentação da Inara eu falei para ele eu
disse você vai começar pelos conceitos pelos conceitos primeiro você os constrói depois você você os destrói ES gaça pelos conceitos se você dominar os conceitos vai dar tudo certo eu lembro que eu falei para ele né e Hoje realmente foi isso que ele fez ele foi lendo foi lendo foi pegando os materiais os livros e foi lendo e hoje eh quando eu converso com ele parece assim que foi tão rápido né com a elha de F não mas é com todos aqui aconteceu muito rapidamente o que eu falei ontem na na da defesa da Inara
é verdadeiro eles deram um salto quântico que eu vim aqui ano passado gente e o salto que eles deram graças à intercessão de vocês eu digo interceção que eu adoro a palavra intercessores é eh eles deram um salto quântico porque imagina a matemática né e por isso que eu digo que a escola quando eu falei do rogeno leite a escola ela Mata essa criatividade esse desejo ela assusta aí aí é uma é uma coisa que ah meu de deus o que que eu faço por é ele tá acostumado com modelos veja bem eu ten uma
aluna que quando eu disse quando quando eu começo minhas aulas de mestrado e doutorado elas dizem assim professora mas o que que a gente tem que apresentar no final do trabalho O que que a gente tem que fazer eu digo vamos fazendo e depois é no final elas confessam assim a gente tomou um choque Professor porque a senhora não chegou com nada pron mas o que elas apresentam é tão significativo é tão bonito é tão forte que eu duvido que se eu desse isso eu faço também com o segundo ano de letras eu se eu
dissesse faço assim assim assim assim essa receita ia batar e o bolo ia desandar agora se você dá os ingredientes e diz ó cada um temera e mistura como quiser saem sobremesas maravilhosas bolos lindos né manjares divinos é realmente é como cozinhar mesmo né É É uma uma você vai experimentando ali tal diferente não tem experiência na cozinha que fica dizendo quanta de sal quanta de pimenta e tal e fica com medo né não e mesmo que ela fal coloque aquela contidade não fica com aquele sabor por quê Porque tem que ter alquimia química né
que só o desejo faz acontecer Que bom B Muito obrigado certo muito obrigada eu digo imagina né a gente vai com certeza ter outros momentos né também com outras pessoas parpar e assistir os podcast com outros colegas meus convidar Nossa audiência também fazer essa divulgação Eh quero apresentar o Juan que está representando aqui os alunos e também é por favor Juan apresente-se aqui na frente ele é o nosso nosso noss oper C operador de áudio contra regra ele é aluno de jornalismo curioso bolsista de programa de extensão e esse não tem medo de se jogar
esse não tem medo de se jogar ainda vamos ouvir falar muito dele obrig Muito obrigado até próxima [Música] [Aplausos]