[Música] convidar o Dr Lincoln Moura Júnior o Dr Lincoln ele dispensa apresentações ele é um grande especialista aí na área né de já ocupou diferentes posições e em muitas instituições tanto nacionais como internacionais recebeu honrarias publicou muitos trabalhos a respeito de saúde digital e interabilidade né mas aqui eu vou eu vou concentrar aqui a participação dele como membro da Sociedade Brasileira de informática em saúde né mas certamente né ele até pode contar aí mas nem será necessário porque a gente publicou tá no nosso site a minha biografia dele e ele foi convidado para responder essa
primeira pergunta que que é como a saúde digital e sua interabilidade permitem avançar nos cuidados com as condições crônicas não transmissíveis no país muito obrigado por aceitar o nosso convite espero que vocês me Ouçam é um prazer tá aqui Mark Obrigado pelo convite a nossa primeira interação as vista em grande interesse em contribuir por desenvolvimento das atividades do fórum então sem mais delongas e valorizando o meu tempo e o tempo de vocês também já que o nosso tempo é pouco eu gostaria de conversar com vocês sobre a questão né de saúde populacional o binômio saúde
populacional saúde individual saúde virtual e saúde digital né então obviamente quando a gente pensa em cuidar de uma população seja uma população seja uma organização público na organização privada seja um hospital operador o que for a gente tem sempre uma população que a nossa população alvo e dentro dessa população nós temos pessoas que têm condições crônicas se a gente imaginar né a população brasileira tem praticamente 20% das pessoas são hipertensas praticamente esse número varia um pouco entre 19 e meio e 21 e meio Conforme você conte mas são pessoas que têm o problema é o
seguinte Onde estão essas pessoas Nós não sabemos né primeira questão Nós não sabemos segunda questão importante que o que o Arturo acabou de mencionar é a questão dos determinantes sociais de saúde eles estão presentes e eles atingem pedaços das nossa população e a gente também não costuma saber muito bem quais são os determinantes sociais de saúde que atinge cada uma das pessoas bom esse é uma parte da complexidade a segunda parte da complexidade é que para essa população que nós temos nós temos que ser capazes de estratificar a população entender Qual é o risco que
cada um de nós dentro da população tá associado né e para cada uma dessas indivíduos eu devo ter recomendações de saúde Então as famosas linhas de cuidados são maneiras maravilhosas de permitir que a gente dê tratamento certo para as pessoas certas Lembrando que são várias linhas de cuidado de saúde né possíveis e que frequentemente as pessoas têm mais de uma de uma doença né Existem duas comorbidades ou mais em muitas das situações é muito comum ver cardiopatia com diabetes e assim por diante O que é relevante de se a gente pensar no ponto de saúde
digital é que a gente tem as tecnologias todas para acompanhar o paciente ao longo do seu ciclo de vida então quando ele tá em Vida Saudável nós queremos que ele promova atividades físicas que ele que ele combata o tabagismo que ele deixa de fumar que ele se alimente bem quando ele vai para um cuidado ambulatorial nós queremos ter atenção especializado de qualidade frequentemente usando tele saúde hoje como já foi dito também né e o paciente é necessário atendimento hospitalar Nós também devemos ser capaz de acompanhar esse paciente ao longo do tempo e se for o
caso de atendimento domiciliar ou mesmo de lei da Guarda como foi colocada aqui a gente também gostaria de poder acompanhar o paciente e a gente tem tecnologia para tecnologia não é o problema não é falta de tecnologia que impede a gente de fazer de acompanhar isso adequadamente o que acontece e vocês sabem disso é o fato de que em cada um desses estágios aqui muito Possivelmente tem um sistema de informação diferente que acaba não permitindo que eu junto de toda essa informação de uma maneira única e que portanto eu possa transitar da população para o
indivíduo do indivíduo para a população Normalmente quando eu consigo pouco no indivíduo não consigo na população Quando consigo na população eu não consigo no indivíduo né Então esse é o problema clássico inteiro a probabilidade e no caso da situação crônica é assim a gente é de Seria cômico se não fosse trágico né que aqui às vezes algumas organizações que fazem controle de pacientes crônicos ligam para casa do paciente para saber como é que ele vai né e obtém da esposa ou vice-versa ou tem a informação de que ele foi internado ontem ou seja o sistema
de acompanhamento monitoramento contínuo são insuficientes por causa da falta de interabilidade e isso né como a gente vê o paciente né ele ninguém domina para ser Ninguém é dono do paciente né o paciente faz os caminhos que ele quiser fazer né E a abordagem moderna para lidar com essa questão tem a ver com as mensagens digitais né que são associadas a cada atendimento né então se eu passo uma consulta eu Gero um eu Gero uma mensagem digital se eu faço uma internação sai dali um sumário de alta digital né então são conjuntos de documentos clínicos
que podem ser oferecidos que são sistematizados e que permitem então que usando padrões clássicos e já bem estabelecidos hoje como CID 10 nomes de ou como hl7 Fire né que permitem permitam então que as transações sejam registradas e sejam colocadas no repositório sobre sobre a guarda de quem prestou o serviço e sob comando na e sobre orientação para divulgação do próprio paciente né então se esses se esses envelopes estiverem disponíveis a gente consegue montar coisas associadas ao paciente e se a gente consegue montar resultados associados ao paciente a gente também começa para a população né
Então essa aqui hoje é abordagem adotada no Ministério da Saúde adotada para o SUS adotada para a rnds vou falar um pouquinho mais sobre isso em segundos né e a ideia então é o seguinte né que se eu tenho para um dado paciente né se para um da paciente Eu tenho um conjunto de envelopes dele mesmo que não seja um conjunto completo de tudo que aconteceu mas se eu tenho um conjunto de dados que aconteceram com o paciente eu consigo juntar todas essa informação e eu consigo saber como é que esse pente paciente vai em
relação à população geral e assim por diante Mas também como eu tenho paciente de da população com o conjunto de pacientes Eu também sou capaz de entender o que tá acontecendo numa região que tá acontecendo no país porque eu tenho conjuntos de dados que me permitam tirar essa tirar essa essas conclusões Ou seja é preciso superar a questão da integrabilidade e ela não é impossível ela tem que ser feita como o Arthur bem lembrou é necessário que a gente tenha mais padrões de informação que a gente tenha mais modelos de informação tinha mais conteúdo de
informação que sejam captados na ponta e na minha opinião sejam mantidos na ponta mas acessar de qualquer lugar pelo paciente ou alguém em seu nome né e Finalmente né já foi mencionado aqui mais de uma vez eu queria recomendar todos os que eles que ainda não leram que tenham acesso a estratégia de saúde digital para o Brasil que é um documento que precisa ser visto eu tive uma ampla participação na elaboração da Estratégia eu tenho grande orgulho do resultado né mas de qualquer maneira ela precisa ser revista ela precisa ser atualizada Ela já tem mais
de dois anos então é natural que ela tenha que passar por um processo de revisão mas ela continua tendo essa expectativa de gerar um acúmulo de bens de conhecimentos e experiências que levem a transformação infelizmente é um documento que tem sido valorizado por todos aqueles que que o leem inclusive os colegas do IEPS quiseram a publicação a pouco sobre ele né e na própria conferência nacional de saúde digital livre que a gente fez o documento foi valorizado as iniciativas do ministério foram muito valorizadas e Claro ninguém desconhece a necessidade de revisão de ampliação e de
atualização eu vou parar por aqui e vou ficar imensamente grato se houver perguntas a respeito sobre isso que a gente possa lidar mais tarde muito obrigado marque agradeço a atenção de todos