Teu filho tá viciado em telas, você quer tirar as telas dele e não sabe como fazer. Aí pergunta para mim, Ivana, meu filho tá viciado em tela, fica o dia inteiro no celular, como é que eu faço para tirar as telas? E eu respondo você não pensou em tirar.
Pega, pegar e tirar. Ah, não, mas se eu tirar o celular, meu filho vai chorar. Pois é, até eu quando quero uma coisa e não posso ter, choro.
Faz parte. Ah, mas é que se eu tirar o celular, ele vai ficar entediado. Pois é, é muito mais saudável paraa criança ficar olhando pro teto do que ficar olhando pro celular, sabia?
Ai, não, mas coitadinho, ele vai ficar aborrecido sem ter nada para fazer. Olha, respirar já é suficiente, estar vivo já é uma grande aventura. Ah, mas eu deixo porque me dá dó, coitado.
A gente tá no trânsito, no engarrafamento, e não tem nada para fazer aqui. Olha, olhar pela janela do carro é muito mais válido, muito mais rico, vai desenvolver muito mais o teu filho do que olhar pra tela, ficar aborrecido reclamando no trânsito, falando assim: "Mãe, eu quero, eu tô com fome, quero chegar em casa, não aguento mais ficar aqui sentado". Isso é muito mais válido pra vida do teu do teu filho, pro desenvolvimento do teu filho, do que ficar olhando para uma tela.
Ah, mas a gente tá numa viagem de avião e aí ele tem que ficar quieto, sentado, em silêncio para não incomodar as pessoas. Então, coitado, ele é pequeno, melhor eu dou o celular, assim ele fica se entretendo. Aprender a estar sentado, quieto, em silêncio, por respeito às pessoas, passar pelo desafio de não conseguir ficar quieto, sentado e em silêncio, é muito mais válido do que o teu filho ficar assistindo telas.
Qualquer coisa que ele fizer nessa vida vai ser mais válido do que ficar assistindo telas. Respirar já é suficiente estar vivo, olhar, vendo, escutando, já é muito mais produtivo pro teu filho do que ficar assistindo as telas. Ah, tá.
Faz sentido, Ivana. Mas assim, o problema é que o problema é que você tem medo de tirar a tela do teu filho, porque se você tirar a tela do teu filho, ele vai reagir. E uma criança que tá viciada em telas, é lógico que vai reagir se você tirar a tela.
O que você precisa é bancar a reação dele e não se apavorar e não achar que que aquela reação que ele está tendo é pior do que ficar com as telas. Tipo, para ele não chorar, eu deixo ele com o celular. É melhor ele chorar que ficar assistindo telas.
Sabe qual é um, acho que o maior problema quando você quer tirar a tela do teu filho? é que você não quer tirar a tela do teu filho, você quer que teu filho deixe a tela por conta própria. Então você fica conversando com teu filho para ele entender que o uso de tela não faz bem para ele, para ver se você convence ele a deixar a tela por conta própria.
Ou então você fica ameaçando teu filho. Olha, se você não deixar esse celular agora, você não vai na pracinha, você não come sorvete, você não sei o quê, não sei o como. Porque o que você procura é não assumir a responsabilidade, não ser a vilá da história, que teu filho não chore porque você tirou o celular.
Você nunca será responsável do desconforto que ele tem. Por isso você não sabe como tirar as telas do teu filho. Porque na verdade você sim sabe como tirar as telas do teu filho.
Quando a criança tá viciada em telas, ela perde o gosto pela vida real. Então, quando você tira a tela, ele não tem gosto pela vida real, ele tá entediado, ele não sabe o que fazer porque ele tá viciado na tela. É muito mais fácil ser entretido pela tele, é muito mais gostoso, o tempo passa rápido, você nem percebe, tem um monte de coisa interessante ali.
É muito melhor lidar com isso que com a vida real para criança. Então sim, você tira a tela e não é porque você tirou a tela que teu filho fica desse jeito, ele já tá desse jeito. Teu filho já está hiperativo, intolerante, ele já não sabe lidar com a frustração, ele já perdeu o gosto pelas coisas da vida real, ele já está impaciente, ele já tem isso tudo.
Só que quando ele está nas telas, não dá para ver. Quando você tira as telas, dá para ver. Então, se você quer tirar a tela do teu filho, se prepare para lidar com os sintomas que teu filho já tem.
Se prepare para ver a realidade. Tirar a tela do teu filho como tirar a coberta que tá encobrindo todos os desequilíbrios que a tela provoca no teu filho. Você tira a tela do teu filho e todos esses desequilíbrios que estavam encobertos ali, quietinhos, sentadinhos num sofá, vão vir à tona e você vai ter que lidar com eles.
Ah, mas eu fico com dó, coitadinho. Eu fico com mais dó de que ele tenha todos esses problemas encobertos por uma tela e isso me dá mais dó ainda. É preferível que teu filho viva a abstinência do celular, os sintomas da abstinência do celular.
É preferível que o teu filho passe pelo desconforto do detox do celular do que você não tirar as telas e ele ficar consumindo telas excessiva o tempo todo a infância inteira. Eu já conheci crianças que desde os 2 anos de idade tem um celular na mão deles até agora, 10 anos de idade, ele continua com celular na mão. A infância inteira com um celular na mão.
Eu prefiro que você tire a tela do teu filho, lide com o desequilíbrio que ele já criou, lide com a realidade e não que você deixe a tela para encobrir a realidade. Porque quando a realidade dele pular para fora, talvez seja tarde demais. Quando esse menino virar adolescente, o que que vai acontecer com um adolescente que tá viciado em telas?
Eu tô lidando com crianças, eu tô acompanhando mais com crianças, adolescentes, pré-adolescentes, que passaram na infância inteira com telas e agora vai fazer o quê? Menina com 12, 13, 14, 16 anos de idade, cheia de problemas, inabilidade total para lidar com coisas básicas da vida, tipo alguém que te comeu o cabelo, não tem habilidade para lidar com isso, tem que esperar a minha vez, não tem habilidade para lidar com isso. Tire nota ruim na prova, não tem habilidade para lidar com isso.
Jovens adolescentes sem habilidades para lidar com a vida real, por passar uma infância inteira sentadas olhando para uma tela. Não se aprende sobre a vida sentada olhando para um celular. Você aprende sobre a vida vivendo, convivendo com as pessoas.
Ah, mas é muito mais fácil você ter um filho sentado em um sofá, olhando para uma tela, do que você ter um filho brincando num sofá, correndo pela casa, pedindo água, falando que tá com fome, que tá entediado. É muito mais fácil lidar com uma criança que você não tem que lidar porque ela tá olhando para uma tela que tinha lá do que você lidar com uma criança que está viva. Uma grande dificuldade que as mães que já entenderam que a tela é ruim para criança e querem tirar a tela do filho, uma grande dificuldade que elas enfrentam é que não querem ser elas a vilar da história, não querem ser elas a tirar a tela do filho, porque o filho vai reagir, não vai gostar dela, vai brigar, vai chorar, vai insistir e vai doer o coração daquela mãe.
As mães pretendem que o filho seja quem deixa a tela. E eu te digo uma coisa, se teu filho tá viciado em telas, ele não vai deixar as telas por si só. Não vai chegar um dia que ele vai falar: "Olha mãe, toma, já cansei do celular, não quero mais usar tela, vou fazer um desenho".
Não vai, porque as telas são feitas para viciar as crianças, para viciar todo mundo. Muito mais as crianças que são crianças, que são inocentes, elas são totalmente consumidas pelas telas. Não é a criança consumindo a tela, é a tela consumindo a criança.
Elas não têm como ter horário, controlar um horário. Você disse assim: "Ó filha, você pode só uma hora de celular e quando você for ver, passaram 3 horas e tua filha tá lá. " Aí você fica brava com a tua filha.
Eu falei uma hora e a 3 horas que você tá aqui. Olha, acontece isso com você também. A tela te consome e você nem percebe que a tela tá consumindo teu tempo de vida.
Você não percebe. Imagina uma criança. Sabe o que, filha?
Agora você tá de castigo. Falei uma hora, você ficou 3 horas. Agora você tá de castigo.
As crianças precisam ajuda. Elas não dão conta de lidar sozinha com o consumo de telas. Elas não dão conta.
É igual a uma pessoa que usa drogas e quer sair das drogas. Ela não dá conta sozinha, ela precisa de ajuda, precisa de alguém que assuma esse detox, que assuma essa reorganização. E esse alguém somos nós.
A gente tem que assumir a responsabilidade de ter um filho viciado em telas. A gente tem que bancar as consequências de ter deixado um filho viciado em telas. E a gente tem que ser autoridade suficiente para fazer esse detox com nosso filho.
Então, se você quer tirar as telas do teu filho, você diz assim: "OK, realmente percebi que as telas não são legais pro meu filho, eu quero tirar a tela do meu filho. Como eu aconselho a você fazer isso? Para tirar a tela de uma criança, começa diminuindo o tempo de uso.
Diminui o tempo de uso. Vamos lá. Vamos ver.
Imagina que teu filho fica lá 4 horas por dia nas telas, que parece um absurdo, mas não é. Então, reduz para 2 horas essa semana. Coloca o limite.
Não espera que teu filho largue a tela sozinho. Você coloca o limite. Você fala: "Filho, acabou o tempo de uso de tela, tem que desligar.
" Você fala pro teu filho, você controla, se prepare porque ele vai chorar, ele vai ficar frustrado, ele vai ter todos os sintomas, ele vai botar para fora todo esse equilíbrio que ele tem dentro, vai botar para fora e com raiva e com frustração, porque ele quer ficar nas telas e você não tá deixando e a culpada vai ser você. Se prepare porque a culpada vai ser você. Teu filho vai botar culpa em você.
Por culpa tua, eu não posso ser feliz. Eu não posso ficar com as telas na mão. Então sim, não vai ser um momento agradável.
Ah, um detox. A criança nem percebeu, não. Ela vai perceber e você também vai ser caótico.
Então, comece a tirar, a diminuir o tempo de uso de telas. Decida aonde você quer chegar, qual é o tempo que você vai permitir de telas para elas, se você vai permitir ou vai ser zero telas. Se você vai permitir um tempo de tela, defina antes aonde você quer chegar, ó, meia hora por dia, tá?
Então, na primeira semana você diminui 2 horas, na segunda semana diminui mais uma hora. Na terceira semana já chega em meia hora por dia. Coloque o tempo que teu filho pode usar de telas referência clara para teu filho.
Por exemplo, não adianta você falar pro teu filho, filho, você pode usar meia hora por dia de tela e pronto. Tem que colocar uma referência clara pra criança, porque ela fica confusa, ela vai ficar o dia inteiro pedindo o celular. Então, coloque uma referência clara para ele.
Olha, filho, depois do almoço, você pode meia hora de telas. Quem vai vigiar essa meia hora de tela se é você, não é ele. O teu filho tá sendo consumido por uma tela, ele não tem a capacidade de controlar o tempo.
Coloque uma referência clara pra criança depois do almoço ou depois do banho ou na hora que o sol for embora. Coloque uma referência clara pra criança. Não horário 5 da tarde, não.
Uma referência que a criança consiga perceber por si só. Ó, depois do almoço eu posso. Então quando o teu filho ficar o dia inteiro pedindo para usar tela, você sempre vai responder a mesma coisa.
Depois do almoço. Mãe, posso usar a tela agora? Agora não tá depois do almoço.
Quando for depois do almoço, você pode. Tá indo pra escola. Mãe, deixa só um pouquinho que tá engarrafamento aqui.
Ela tá habituada já, que você sempre deixa no engarrafamento. Aí você vai sempre dar a mesma resposta. Você quer usar as telas, filho, mas agora não tá na hora depois do almoço.
A tela você pode usar depois do almoço. Uma referência clara, visível, concreta, simples. Não há discussão.
Você não precisa brigar com teu filho. Por que você sempre pede o celular, olha pela janela, tanta coisa para fazer. E a criança vai falar: "Tô aborrecida, eu tô entediada.
Mas que tdio? Brinca, faz alguma coisa. " Não precisa nada disso.
Nada disso. A única coisa que você precisa falar pro teu filho é: você quer usar a tela agora, mas agora não pode. Não tá depois do almoço.
É só depois do almoço que você pode. Aí o teu filho vai chorar. Tudo bem, tá certo, faz parte.
É o detox. É um detox. Depois do almoço, ele vai buscar a tela e você vai falar: "É meia hora.
Eu vou te avisar. 10 minutos antes de acabar a meia hora. Você avisa.
Daqui a 10 minutos tem que desligar a tela. Você avisa. Você avisa.
Não delegue isso pra criança. Meia hora, viu? Se passar media hora, amanhã você não pode mais.
Não delega pra criança. Ela não dá conta. Não dá conta.
Você não dá conta, eu não dou conta. Quando a gente vê, passou uma hora no celular e parecia 15 minutos. Então a criança ela precisa da nossa firmeza, ela precisa do nosso contorno, da nossa força.
Ela não tem força para fazer esse detox. Ela não consegue deixar tela por si só. Você coloca uma referência clara.
Depois do almoço você pode e tua resposta sempre vai ser a mesma. É depois do almoço que você pode. Posso agora, mãe?
Agora não tá depois do almoço. Depois do almoço que você pode. Ou quando fica escuro ou depois do banho.
Coloco uma referência clara quando é que ele pode. Então definiu o tempo, colocou uma referência clara. Outra coisa que você deve fazer, cria ambientes ricos para teu filho do interesse dele dentro de casa.
Cria ambientes interessantes para ele poder criar. Não adianta você tirar o celular e deixar o teu filho. Teu filho ficava horas sentado no sofá com celular.
Você tira o celular e deixa só o sofá para ele. Cria um ambiente rico para teu filho poder se interessar pela vida de novo. Desculpa falar desse jeito, mas é verdade.
A criança se interessa pelo celular e perde interesse pela vida real. Então, cria ambientes ricos para ele poder criar, para ele poder fazer, para ele poder inventar alguma coisa. O que, como você cria um ambiente rico para teu filho?
Observa qual é o interesse que teu filho tem. 3 anos de idade, ele gosta de brincar com água, com areia, com massinha, com folhas, brincadeira representativa, mamá, papá, carrinho, bonecas, brinquedinhos de montar, tecidos para montar casinhas, almofadas, uma criança maiorzinha, maior de cinco, já pode colocar lá, ó, tesoura, papelão, caixinha de café, linha, miçanga para montar colarzinhos, macarrão frito para montar colarzinhos. Tem tanta coisa.
O teu filho é interessado por quê? Ah, não sei. Meu filho, pela única coisa que se interessou até agora é pelo celular, tá?
Então agora você monta um ambiente com aquilo que você acha que pode despertar o interesse do teu filho e observa coisas para fazer, coisas que dê para fazer. Aqueles brinquedos prontos que não tem nada para fazer com eles, não servem para nada. A criança brinca 10 minutos e perde o interesse porque não dá para fazer nada com o brinquedo.
Então coloque coisa que dê para fazer alguma coisa. Quanto maior a criança, mais complexo pode ser esse ambiente. Prepare ambientes ricos do interesse do teu filho para ele poder fazer alguma coisa.
A maior parte das crianças têm em casa um quarto montado com brinquedos que não servem para nada, que não despertam interesse de nada, porque não dá para fazer nada com aqueles brinquedos. Já tá tudo pronto, tá tudo feito. Então, coloque brinquedos que dê para fazer alguma coisa.
Quando se trata de tirar as telas, o uso excessivo de telas de um adolescente, você tem um filho adolescente que fica o dia inteiro no quarto rodando fig. O processo para tirar é o mesmo que eu compartilhei com crianças pequena. Você vai definir quanto tempo você acha que é suportável pro teu filho usar o celular.
Você vai ver quantas horas ele usa por dia, vai começar a diminuir, você vai ter que ser muito firme porque um adolescente ele já tem muita força para, né, para argumentar, para querer convencer você, para se impor, para não te obedecer. Então você vai ter que ser muito firme com o adolescente, você precisa conversar com ele. Você precisa explicar o que tá acontecendo com o uso de telas, explicar que essa irritação que ele sente é por causa do uso de telas, explicar que essa dificuldade que ele tem em adormecer é por causa do uso de telas.
Você tem que comunicar mais com ele, dar mais explicação. As explicações não são para pedir aprovação dele. As explicações é só para poder dar uma satisfação a ele, dar um uma aquiietada na mente dele, algo que faça sentido para ele.
Você precisa compreender o teu filho, acolher como ele se sente. Eu entendo, filho, vai ser difícil. Você vai ficar com muita vontade de usar o celular, você vai ficar com muita raiva de mim porque eu não vou deixar.
Mas é isso, a mãe decidiu, tá decidida a fazer isso pela tua saúde e é isso aí, entendeu? Espero que a gente possa fazer isso da forma mais harmônica possível, mas vai ter que ser feito, entendeu? O adolescente acha tudo injusto, acha tudo desnecessário, ele não percebe que faz mal mesmo, porque para ele não tem muita noção, ele é adolescente, mas ele precisa sim que você esteja aberto, que você escute, que você explique.
Já criança pequena não, mas o adolescente ele precisa. E uma coisa muito importante que você precisa considerar na adolescência, o contacto com os amigos que ele tem através do celular. Então ele precisa socializar e eles socializam com as redes sociais e com os grupos de WhatsApp.
Então ele precisa socializar. Então não dá para você colocar um horário fixo onde ele tem contacto com celular e deixar o dia inteiro sem contacto com os amigos, porque ele precisa socializar. é triste, mas hoje em dia eles socializam através do celular, grupos de WhatsApp ficam contando piada, ficam falando coisa, reclamando da aula, sei lá, eles ficam socializando pelo celular.
Então, já com um adolescente, é importante você entender melhor para que o teu filho tá usando o celular, para que você vai permitir o uso de celular, que tempo e em que momento do dia é mais complexo. Uma criança pequena, você deixa meia hora por dia para assistir um filminho ou uma hora por dia para assistir um filme depois do jantar. Pronto, um adolescente, ele precisa tempo para socializar e se você liberar um tempo para ele assistir um filme para ver alguma coisa também.
Então você tem que olhar o que que ele tá usando e para que que ele tá usando. Porque é muito fácil você assim, ó, você tem o celular liberado para você falar com os teus amigos, mas para assistir um vídeo ou alguma coisa que você queira, é só depois do jantar 40 minutos. Só que se ele tem o celular o dia inteiro liberado para falar com os amigos e você não tá vendo o que ele tá fazendo, ele vai ficar assistindo vídeos.
Então tem que ter as regras, tem que estar ali presente para que aquelas regras sejam cumpridas. Uso de redes sociais tem que ser com apoio, tem que ser com suporte, tem que ser com entendimento, tem que ser trabalhado, não pode ser liberado assim. Porque o adolescente ele parece que entende, mas ele é inocente ainda.
Ele ainda acredita num e cria uma ilusão de coisa que não é a realidade. Você que é um adulto e teve toda a tua infância e tua adolescência sem uso de telas, de redes sociais e de celular, você sabe diferenciar um pouco melhor. Você olha pro Instagram e fala: "É, por trás disso existe uma vida.
Você vê a realidade é nessa fotografia, mas foi mordido por um mosquito, obrigou com o marido. Você consegue perceber um pouco mais o que tá por trás. Os nossos filhos adolescentes não conseguem perceber.
Eles têm rede social desde sempre, uso de telas, redes sociais, faz parte. Então eles não conseguem separar, eles não têm todos esses anos de experiência como a gente tem. Então quando se trata do adolescente o negócio tem que ser mais estudado, mais elaborado, conversado, compreendido, porque você não pode simplesmente tirar a tela do teu filho e deixar ele sem acesso aos amigos.
Nesse vídeo você tem todo o passo a passo de como travar essa batalha, mas saiba, essa batalha é tua. O teu filho, ele é o resultado de algo que você permitiu. Ele ainda depende de você.
Não dá para você querer que teu filho saia desse vício sozinho. Não dá para culpar o teu filho, para ficar brava com teu filho, para brigar com teu filho. Não dá, porque ele é a vítima desse vício que você mesma colocou na mão dele.
Foi quem foi que comprou um celular e colocou na mão do filho? Foi você. Então, que bom que a gente tem o tempo de tomar a consciência.
Que bom que a gente consegue errar, perceber e mudar e recuperar, mas a responsabilidade é nossa.