Cinco situações para mostrar a importância de documentos médicos na nossa vida do dia a dia dos atendimentos. Como preencher de maneira adequada uma declaração de óbito atestado, precisa ou não precisa colocar um sid. E mais, você tá num local no interior, não tem, não tem médico legista e chegam para você, chega lá o delegado ou alguém, que você precisa fazer um exame de corpo de delito em uma pessoa naquele momento. E agora, será que você é obrigado a fazer? E como fazer? Além disso, se você tá no local e poxa, agressão de um paciente, de
um familiar, numa situação ruim, como que você precisa documentar esse fato? O que que você tem que fazer para se precaver com isso? Então, seja muito bem-vindo. Podcast Médico na Prática, começando agora mais um podcast e hoje especial aqui com a presença do meu amigo Antônio Carlos Godói, é médico legista, então vai trazer pra gente a vivência do dia a dia, como lidar com essas situações, porque na medicina a gente é ensinado muito com a parte técnica, né, do que fazer, de como fazer, como atender o paciente, mas aí esse tipo de situação faz parte
dos nossos atendimentos. Você saber preencher um documento é fundamental para você est protegido, mas isso não é ensinado na faculdade. Então tenho certeza que essa conversa vai agregar bastante. Godói, obrigado cara presença aqui. A gente é amigo desde a Marinha. Servimos junto a Marinha. Foi aí que a gente se conheceu inclusive há mais de 15 anos atrás, já há muitos anos. Mas então eu separei esses cinco pontos que vão fazer muita diferença na hora do seu atendimento, até porque tem situações aqui que eu passei problema com isso, né? Então a gente tem que ter atenção,
ah, o quinto ponto é prontuário. O que que não pode faltar no prontuário? Inclusive, Godó, vamos começar falando sobre isso. Preenchimento do prontuário, que às vezes muita gente negligencia, parece algo simples, é simples, que que não pode faltar, que que tem que ter e ainda você trazendo sua vivência, né, como médico legista. É, primeiramente é uma honra estar aqui. Fazia tempo que nós nós nos víamos, servimos na Marinha há 18 anos. 18? Não pode falar isso, cara. entrega a idade, eu acho. É, mas a a gente nós fomos alunos alunos precoces. Eh, é um prazer
tá aqui. E sim, prontuário médico é essencial. Prontuário médico é ele te protege de qualquer tipo de processo, desde que você esteja fazendo a coisa certa. Mas eu vou falar a primeira coisa que você tem que fazer na hora de fazer um prontuário médico. Se o prontuário médico for físico, ultimamente ela é raro isso. Coloca uma letra boa. Ninguém é obrigado a adivinhar a letra ruim. Isso é é é bom para você que preenche, bom pro paciente que acaba sendo mais bem assistido e bom para quem precisa do prontuário. Então, letra ruim não dá, tá?
É básico. É básico. Graças a Deus, hoje a gente usa os prontuários eletrônicos, o que facilita muito. Gente, escrevam. Escrevam. Não precisa escrever muito. Não precisa escrever um texto de uma página inteira, mas coloquem as coisas que vocês fizeram, porque é isso que vai garantir a a proteção legal caso você tenha algum processo. Porque, infelizmente, Eric, a judicialização na medicina tá aumentando muito, né? o até eh o a gente consegue ver uma um aumento progressivo e isso vai piorar, infelizmente. Por quê? Porque quanto mais gente eh eh mais mais se busca, né, a a justiça,
infelizmente. Então, o prontuário bem protegido vai te vai te proteger sempre. E uma coisa também, você pode falar até com autoridade disso, porque você às vezes tem que emitir laudo sem ver no paciente, baseado somente no prontuário, né? Exatamente. Eu eu sou perito, tá? Sou perito médico legista e um e um tipo de exame que a gente faz muito é o laudo de corpo de delito indireto, que é eu eu tenho que fazer o exame baseado no que o colega escreveu. E gente, é toda semana eu tenho prontuário que eu tenho que devolver. Eu não
consigo entender porque eh existem situações em que eu devolvo porque não descreveram, colocam assim, lesão na cabeça, tipo, não, não sei, cara, né? que parte da cabeça e às vezes até descrevem bonito, descrevem certo da maneira correta. E o correto é o correto desde que você aprendeu semologia, tá? Não tem eh eh não tem muito segredo, né? Na hora de escrever uma lesão, descreve ela da maneira da melhor maneira possível. Só que o o não dá para entender a letra. Então, e o que que eu faço? Eu tenho que devolver. Não tem jeito. Eu não
eu eu não posso adivinhar, né? O meu laudo, o meu laudo é oficial, então eu preciso ter segurança dele. Então você atrapalha até o perito que você nem sabe que existe, tá? e você atrapalha se você não tiver uma letra adequada. Então isso é uma coisa que a gente até de certa forma na faculdade a gente ainda acaba ouvindo, né? Olha, preencha adequadamente um prontuário, preencha adequadamente uma ficha que você tiver atendendo o seu paciente. A gente sabe que na correria do dia a dia, se você tá lá na loucura e de repente você tem
que parar para preencher isso, você tem outros pacientes para atender, eles não neglichencia, porque é uma situação que dependendo se tiver alguma judicialização, o que vai comprovar o que você fez ou o que você não fez é justamente o que tá escrito. Então não negligenciar isso faz parte do nosso atendimento, apesar de ser burocracia, ser uma coisa chata. Mas então esse é o primeiro prontuário do que não pode faltar. Segundo que eu quero discutir aqui, você tá lá na cidade do interior, por exemplo, aqui no interior do estado, recém formado, isso eu posso falar porque
eu passei por isso. Tava atendendo numa cidadezinha aqui, eu e um colega que servia com a gente na Marinha. A gente saiu lá da de Corumbá, na Marinha, fomos lá para essa outra cidade, tava lá, de repente chega dois policiais com uma mulher que tava brigando num num bar e aí eles trouxeram e falaram: "Doutor, a gente precisa que o senhor faça o exame de corpo de delito porque a gente vai levar ela presa". Puxa vida. E eu olhei aquela situação recém formado, não entendia nada, não sabia, nem sabia que poderia passar por por esse
tipo de situação, não sabia nem do que se tratava, né? não sabia nem o que significava aquele exame. Aí ele olhou, falei: "Caramba, como que eu vou fazer um exame? Que perito tem que fazer? Eu não entendo nada, não sei nem o que colocar aqui. E aí fiquei pensando ainda assim, ó: "poxa, mas se eu preencho um documento desse, eu não sei qual que é a circunstância aqui, mas na minha cabeça, né? Imagina, eu volto lá para Corumbá 500 km daqui dessa cidade e de repente tem um processo e eu vou ter que ser chamado
porque eu preenchi essa ficha para poder ser ouvido. E eu pensando nisso, falando: "Puxa, mas aí como que eu vou sair de lá só para isso?" Enfim. E eu peguei e falei pro policial, falei: "Olha, eu não sou perito, não tenho, eu não me sinto apto, não sei nem o que". Eu falei para ele uma boa, falei: "Olha, eu não sei nem o que preencher aqui, não, Doc, mas a gente precisa que você faça isso, faz parte aqui. Como a gente não tem, então como a gente vai levar ela presa, tem que fazer exame de
corpo de delito." Aí eu falei para ele, vamos fazer o seguinte, eu vou fazer o atendimento dela como se eu fosse fazer normalmente, porque eu não sei o que preencher, mas eu não vou preencher a ficha, eu vou preencher a ficha de atendimento dela e vou te dar uma cópia. E aí eu examinei, ela tava até sibilando, tabagista, pesado, alcoolizada. Eu examinei bastante, vi, falou: "Olha, tá até cirilando, passei nebulização, você preencheu o prontuário certinho com letra bonita, escreveu bem as alterações na mão, porque naquela época nem tinha digitado. Então fiz toda a descrição na
mão, falei e isso eu coloquei na namnese que ela tava sendo trazida sem queixa porque ela tava sendo escoltada pela polícia, tal. Descrevi bonitinho, fiz, entreguei para eles, eles OK, pegaram e saíram. De repente, depois de, sei lá, uns dois meses, recebo uma intimação correndo risco lá de denúncia de desacato, desobediência, desculpa. Ou seja, você que tava com medo de ter que voltar para Campo Grande, teve que voltar? Tive tive que voltar, na verdade, lá para Ribas, né? Porque a cidade Ribas tive que voltar lá, fui na delegacia, fui ser ouvido para do crime de
desobediência, porque eu não preenchi. E detalhe, eles ofereceram a denúncia pra promotoria. Eu não sei os trâmites legais da parte dessa parte, mas eles ofereceram a denúncia como crime de de desobediência com tendo que pagar cesta básic se fosse condenado. E aí a promotora só não acatou, ela emitiu lá um monte de parágrafos lá falando que eu deveria ter feito, deveria ter feito. Aí no último ela falou assim: "Olha, como ele não agiu de máfé, tanto que ele fez o preenchimento e tá aqui a ficha de atendimento que ele fez, então ele só não preencheu
no local certo, mas ele preencheu. Então, por conta disso, ela não aceitou a denúncia. Perfeito. O prontuário salvou. Salvou. Exatamente. E eu nem sabia que a gente era obrigado a fazer isso. Então, você tá no seu local de atendimento, chega lá alguém e fala que não tem ML para você fazer o exame de corpo de delito, precisa fazer ou não, Godói? E aí, faz ou não faz? O Eric tá certo ou tá errado? O Eric foi perfeito em preencher o o o prontuário de maneira adequada. Vou vou sempre reforçar isso, tá? E e essa informação
que o Eric colocou no prontuário que eu preciso para oficializar esse laudo. Ou seja, você sabe o que que o que o delegado queria? Ele queria que em vez de você tirar uma cópia, você fizesse numa folha separada exatamente o que você fez. E aí você acabou passando por esse transtorno por falta de conhecimento. Mas eu vou responder sua pergunta. tem você quando é designado como perito ADOC, que é o perito que não é o oficial, mas que o o delegado precisa, você é obrigado sim por ler a fazer. Existem obviamente situações, né, em que
em que você tá tá tá dispensado. Por exemplo, você tá tocando uma parada, você não vai parar a parada para ver a presa, né? Não tem sentido nenhum. Ou você precisa fazer um exame diferente. Por exemplo, existem casos que você tem que fazer exame ginecológico. Você não tem uma mesa, você também não vai fazer. Então é é sempre bom senso, tá? E mas é uma dúvida, se eu tô lá e não sou geo, chego nessa mesma situação. Se ele chegasse e falasse: "Olha, você tem que fazer um exame ginecológico aqui com essa paciente, porque é
uma acusação, sei lá, de de abuso". Sim. Sim. Mesmo sem experiência, sem nada, você é obrigado a fazer? Pergunta maravilhosa. Não, aí não. Aí você fala: "Eu não sou especializado, eu não tenho experiência para fazer esse tipo de exame, para fazer esse tipo de análise, porque sim deveria ser pelo menos um ginecologista, tá? Então você teria dois argumentos, não ter a estrutura e não ter o conhecimento, porque, por exemplo, ele vai chegar com uma lesão no olho, você tem alguma experiência em oftalmologia? Como é que você vai descrever?" Então é complexo. Agora cai entre nós
uma equimose, uma escoriação, a gente aprende lá no no na minha semologia foi no segundo ano, entendeu? Então isso você tá apto a fazer, tá? Descrever. Ah, mas eu não sei o termo. Você sabe, você é médico, entendeu? Então, eh eh o o essa situação poderia ser evitada da seguinte maneira: acatar a designação, tipo, se você é peritoad, escrever laudo de exame de corpo de delito, porque se do do mesmo jeito que seu prontuário chegou até o perito, esse laudo chegaria, entendeu? E uma coisa que você ia falar também, né? Se você, por exemplo, tiver
que fazer um exame ginecógico, se você não tem uma mesa adequada, não tem um equipamento, é uma coisa que também que você pode alegar. Claro, eu não tenho condições aqui. Mas ainda assim você precisa preencher de fazer corpo de delito nesses casos. Sim. Não, você pode descrever e eh o que você fez não foi errado, tá? Porque muitas vezes eu faço o exame indireto baseado só no prontuário e não tá escrito corpo direito. Você concorda? Que é só título, né? O que importa, o que que importa, gente? é fazer, descrever de maneira adequada com letra
legítinar. Eric, tem gente que não assina e aí o exame não vale. Isso aqui é um se você vai fez, descreveu perfeitamente escoreações profundas e na região de m face direita com cinco cara, que descrição maravilhosa, mas você não assinou, é um papel no vento, entendeu? Então assinem, tá? Assinem. Por incrível que pareça, tem gente que não assina os documentos médicos, tá? Caramba, isso é opásico, né? Ainda bem que no final das contas acabou saindo certo, né? Mas sim, deu certo. Você fez no final das contas você só ganhou o processo porque você, entre aspas,
peitou, né, a a a autoridade. Então foi o porque a autoridade podia ter evitado esse processo também, tá? Cá entre nós, eu não sou juiz, eu não sou delegado, eu não sou advogado, mas dava para evitar, né? Você fez, você entregou o papel, né? Boa. Terceiro ponto também importantíssimo, que acho que esse é o que mais gera dúvida, preenchimento de declaração de óbito. Isso aqui tem muita declaração, mas eu não quero que ninguém morra comigo. Eu não quero preencher dela. Nenhum de nós queremos, né? uma situação que, infelizmente, a gente, por conta da profissão, a
gente passa por isso. Você vai estar no seu local de atendimento, vai ter lá testado de óbito, declaração de óbito que você vai ter que preencher querendo ou não querendo passar por essa situação. Infelizmente. Vai. Só antes da gente falar desse assunto que é extremamente importante, quero aproveitar para convidar você, médico que já tá atuando, trabalhando, que quer se atualizar, que quer uma imersão realmente de três dias que vão mudar a sua vida como médico e a sua forma de atender. Garante a sua inscrição no Congresso Médico na Prática, que vai acontecer em agosto, dias
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lá já atualizado, seguro, com raciocínio clínico e pronto para aprender no seu dia a dia. Inclusive, Dr. Antônio Carlos Godói vai est lá com uma palestra exclusiva para dar mais detalhes sobre documentos médicos. Então essa é só uma palhinha do que você vai ter nesse congresso. Não perde essa oportunidade, garante a sua inscrição. Tem o link aqui na descrição desse vídeo. E aí, Godói, situações mais comuns para preenchimento de declaração de óbito. Qual é que que você destaca importante? Vamos lá. Você tá diante de uma declaração de óbito. Acabou que você esqueceu que você aprendeu
na faculdade ou acabou não tendo essa parte na hora do do do da medicina lá do curso? Tem algumas regras básicas. Eric, primeiro tem que ter lógica, coesão e tem que ser linear. Você tem eh eh são quatro campos, tá? Quatro linhas e uma tá interligada a outra. Então, basicamente como é que vai ser? Vamos dar um me dá um exemplo de um paciente que faleceu na enfermaria. Você chega lá, chamam, tortur, tem um paciente aqui, foi a óbito, a gente precisa só que preencha a declaração. Eu que tô de plantão, tá? De plantão, tá
beleza? Porque se eu não tiver de plantão, tiver de gaiato lá, não tenho que preencher, porque eu não tenho vínculo com a instituição, não tenho vínculo com com o paciente, entendeu? Mas eu sou plantonista, eu sou hospitalista e estou sobre a responsabilidade dos cuidados da enfermaria é minha, então eu tenho que preencher, tá? Uma coisa que acontece bastante, né? Às vezes tem o médico ali do pronto socorro e não fica ninguém na retaguarda. Então acontece intercorrência numa enfermaria, às vezes uma enfermariazinha pequeno ou até mesmo numa UPA, tá lá no numa sala de repouso e
o paciente vai a óbito lá naquele local. E aí, o que colocar, por onde começar nesse tipo de situação, porque você tem ou não o que preencher, é o médico assistente que precisa vir para poder estar internado às vezes o nome de outra pessoa ou se até for numa UPA. E aí, o que que tem que fazer nesse tipo de situação? Ó, nesse caso, eh, você acaba tendo vínculo com o paciente, sim, né? Porque ele chegou no teu plantão e você é o plantonista, tá? Se você tiver informações, tiver uma história patológica pregressa ou no
prontuário ou um familiar te comunicando, se a se a se o o mal que levou ele pro PL so for bem estruturado, por exemplo, vamos dar um exemplo de uma cine coronariana aguda. Por mais que ele tenha chegado, ele teve o quadro, né, de dor prordial irradiada para membro superior esquerdo em aperto, durou mais de meia hora e ele era obeso, hipertenso, deslipidêmico. Então ele tem você consegue, né, e e fazer a leitura desse desse caso agora, diferentemente se acontecesse o seguinte, alguém fosse achado parado na rua, né, em PCR, né, levado para lá e
a pessoa tá sem documento, sem informação, sem familiar, opa, eu não sei o que fazer, porque aí você vai ter que adivinhar. Aí é complexo porque você não conhece o paciente, não tem prontuário, não tem familiar e ele chegou pimba, pingou no teu plantão morrendo, você fez todas as medidas perfeitamente. Infelizmente não foram, não tiveram sucesso. Você descreve no prontuário, não esquece o prontuário sempre descreve tudo, tá? E aí você preenche ou não esse atestado, essa declaração, você preencheria sem documento, sem nada, sem nada. Parou na rua. Parou na rua. era vamos especificar uma uma
uma pessoa em situação de rua e que não tinha nem documento, tá lá no registro dele, desconhecido. E ele chegou em PCR, PCR recente, né? Você conseguia confirmar isso, você fez todas as medidas e ele não voltou e, infelizmente, evoluiu pro óbito. Não preencheria. Por que que você não preencheria? Sem documento, sem nada. Para começar, você não consegue nem identificar realmente a pessoa. Você vai colocar o quê? o nome, sobrenome familiar, loco, tem que preencher e que é uma coisa que você vai falar que tem que preencher tudo, tudo. Então, uma situação que não dá
para eu ali assumir. Te passei já por situações disso de uma pessoa morrer, por exemplo, um paciente que morreu e e ele tinha dado entrada no hospital com o documento do irmão e aí a gente emitiu a DO dele na Isso na residência, era uma pancatite, ficou internado um mês, evoluiu mal, tudo. E aí ele foi a óbito. A gente emitiu a DO no nome, nesse nome que tava e era do irmão. Aí a família voltou. Eu lembro disso. Ou seja, a pessoa errada morreu. Exato. Eh, porque a DO, gente, não é só um papel
burocrático que você preenche para liberar um infelizmente, né, um corpo. Não, Erica, ela é ela ela é complexa porque ela ela é demográfica, ela é epidemiológica. para suponhamos que esse esse esse senhor tivesse três filhos, esses filhos se tornaram órfãos e ele vai ter que fazer o inventário. Tipo, é muito complexo, entendeu? Então, preencham com carinho e preencham tudo. Preencham tudo. Mas me conta o o desenrolar que eu tô curioso. Aí depois de um morreu tudo, o pai veio bravo. Olha, vocês emitiram a DO no nome errado, porque esse é o irmão dele. Não, isso
é um absurdo. Como que faz um negócio desse? A gente vai, pera aí, como que emitiria nome? Puxamos o prontuário, fica a cópia dos documentos, né? Então tava a cópia dos documentos porque o irmão era foragido. Ah, então quando ele deu a entrada, ele deu o nome do irmão porque ele era foragido, né? Entendi. Ele ficou com medo de de ser conduzido, né? Então aí a gente falou para ele, falou: "Não, pera aí, tá aqui, ó, tá a cópia dos documentos." Foi o que salvou, porque aí a hora que ele viu a cópia, aí ele
murchou e falou: "Não, vou contar aí". Porque o irmão, ele era foragido, ele pegou os documentos do irmão e entregou. Nossa, matou o irmão, né? Legalmente matou o irmão. Sim. Olha, olha o problema disso. Então, olha a importância do documento. Ele é tão importante, ele tem três vias, tá? Por causa disso, uma via fica no hospital, outra via vai pra secretaria de saúde, outra vai pro cartório. Para essa do, essa declaração de virar uma certidão de óbito e a partir daí fazer todos os trâmites legais que são complexos, entendeu? Então é é uma situação muito
muito muito muito complexa. Só que isso melhorou ultimamente, sabe por quê? Porque a maioria dos hospitais agora tem eh prontuário eletrônico. Eles tiram a foto. Uhum. Por que que é importante a foto? para você fazer o atestado pro paciente correto? Porque uma situação dessa, suponhamos que ele ele tivesse foragido e você fizesse o atestado pro irmão, você tipo numa situação fora da da do óbito, né? Tipo, você tá dando um álibe sem saber, sem na melhor fé do mundo, tá? E e você tá dando um álibe pro para um para um para um criminoso, entendeu?
Então, cara, crachar também é importante. Agora, uma dúvida que aconteceu com um colega que trabalhava comigo, um amigo que operava comigo, não vou falar o nome dele, até porque tem na cidade, no local, mas ele tava lá de plantão, no pronto atendimento do interior, chegou uma ã pessoal do da funerária com um corpo já dentro do caixão, tudo. Chegaram para ele um senhor já de idade que realmente possivelmente foi causas naturais em casa, morreu em casa. e chegou dessa situação já no caixão ali para ele para simplesmente para ele fazer a DO para poder eles
seguirem o procedimento. E aí o que fazer? Primeiro eu vou responder a primeira questão, tá? O desconhecido. O desconhecido, o Éric tá certo em não preencher a a DO dele, tá? E ele tem que ser enviado pro SBO. Primeiro, tem que buscar identificação, né? Tentar achar um familiar. Daí a assistente social vai trabalhar nessa parte e depois enviar pro Mas só para enfatizar, então não preencher, né? preencher e enviar para SVO, que é o serviço de verificação de óbitos. Qual que é o problema? Tem toda a cidade tem, mas aí já é um problema eh
paralelo. Então você mandaria porque eu não sei a causa, eu não tenho vínculo, eu não tenho prontuário, no caso eu não tenho nem nome, né? Então eu sou obrigado a mandar pro pro servo, que geralmente tem um patologista que vai fazer, né, a a necrópsia, como como deve ser feito, tá? OK. E o e o outro e o dessa situação, você chega ali no caixão, ó, literalmente. Se for um município, vamos lá, é complexo, parece que uma coisa simples. Se esse se esse cidadão tem uma história eh patológica pregressa, né, bem estabelecida, idoso, Alzheimer, pertenenso,
renal crônico, tá tudo muito bem documentado ali, não precisa tá com prontuário, mas a família tá ali, traz as receitas e tudo mais. Eh, não há suspeita de morte violenta, não é? Tipo, você tem certeza de que não tem nenhum sinal de morte violenta. Então, mas aí que tá o ponto, como ter essa certeza nesse tipo de situação? Essa morte é suspeita, Eric. Se eu não tenho certeza e inclusive eu tenho suspeita de ser uma morte violenta, porque você não sabe se ele foi envenenado, você não sabe se ele foi estrangulado, você não sabe, né?
Você tem que mandar pro e-mail. Então, resuminho aqui, tá? Para porque ficou, a gente falou dois casos. Eh, suponhamos que chegue eh esse essas duas situações, tá? O um óbito de causa desconhecida em que você atendeu, você vinculou, mas você não tem nenhum histórico, tá? Só que você ali no seu exame você ele não tem sinais de violência. O que que seria violência? Agressão, atropelamento e tudo mais. Esse vai pro SBO, serviço de verificação de óbitos. Agora, se esse mesmo cidadão chega lá cheio de escoriações, você olha, não, parece que esse cara foi atropelado. Um
exemplo, Uhum. Esse paciente não vai pro PSVO, esse paciente vai pro IML, porque eu tenho uma causa externa de morte, eu tenho uma uma causa violenta. Então, se tem violência, eh, se tiver se você não for fazer e tiver que mandar para um desses setores, lembrar que o o divisor é a violência. Então, e quando eu não sei, tipo, eh, eu não tenho certeza, porque a história é incongruente, eh, já tem histórico de maus tratos, entendeu? Você vai levantar com a família e cidade pequena todo mundo se conhece, tá? Então assim, ah, quem conta as
histórias dos pacientes para mim lá no lá no IML são o pessoal da funerária. Eles sabem de tudo e de todos e ajuda muito porque o familiar não vem, né, e nem tem que vir também, né? Nem é nem é momento para isso, né? da eh estão lá em desespero, enfim. Eh, se a história é duvidosa, a morte é suspeita. E se a morte é suspeita, Eric, e ML também. Legal, legal situação. Mas não mandar tudo pro ML, gente, tá? Porque às vezes mandam, na dúvida, manda pro ML. O paciente chegou lá, eu não sei
se ele faleceu de pneumonia ou de ITU, porque eles tinha as duas, vou mandar pro IML. Não, o IML não vai conseguir fazer nada. O IML é morte suspeita. Suspeita do quê? de um enforcamento, de uma intoxicação, de um envenenamento ou suspeita, no caso que você ou definida como um trauma mesmo, né? Um atropelamento aí, porque senão vai sobrecarregar o ML, o ML não vai conseguir, né, dar a resposta que estamos se buscando. Perfeito. E a gente acabou não respondendo do primeiro que tá lá na enfermaria. E aí é o óbito lá. Ah, conta para
mim. A gente não preencheu a DO, né? A gente não preencheu dela desse tipo de situação. Fala, fala para mim que que para eu dar o exemplo prático, me fala do que que ele morreu. Faz, faz uma cronologia da doença dele. Ele era o quê? Ele era ele era tinha insistência cardíaca, tinha DPC. Qual que era? Então isso foi um paciente estágio terminal com cheio de metástase, paciente oncológico, já tinha com a família isso que não iria reanimar. E aí no seu plantão ele foi a óbito lá, chegou, chegou ruim ou às vezes gaspiando, não
foi investido, não foi feito nada, né? E aí, boa pergunta. Eh, seguindo o exemplo do Eric. Então, lembra que eu comecei a falar que são quatro linhas, tá? Não, não vou nem mostrar na tela, nem cabe, é só pra gente ter uma ideia mesmo. Eh, você sempre começa a preencher de baixo para cima. Vamos dar um exemplo que é um paciente com câncer de próstata, causa básica, que evoluiu com aumento importante da doença prostática e que causou obstrução uretral. Então ele evoluiu com quê? Com obstrução uretral tumoral. Essa obstrução uretral tumoral levou a uma infecção
urinária. Perfeito. Que levou uma morte por sepse, choque séptico. Então você tem uma uma linha, um câncer que levou uma obstrução, que levou uma infecção, que levou ao óbito. Entendeu? Então é importante falar isso, né? Na sequência começa com lá de baixo, de baixo. De baixo. O segredo, né? O pulo do gato é começar de baixo. Ah, mas tem que preencher a quatro. Não, tem gente que, vou vou dar um exemplo, eh, o o paciente ele ele tinha insuficiência cardíaca congestiva por hipertensão crônica. Perfeito. Hipertensão, insuficiência cardíaca, é dema agudo, tá ótimo. Desde que documentado,
examinado, raio X, tudo, né? Tô considerando que esse paciente foi tratado por você ou pela sua equipe no seu hospital, tá? Então, nesse caso, eu coloquei só três causas e tá muito bem obrigado. O que você não pode colocar é assim, paciente morreu do quê? PCR. Essa essa é a próxima pergunta. Você pode colocar parada cardiorrespiratória na DO? Você até pode, não é proibido colocar ela como causa isolada, não. Aí não faz sentido, né? Porque, gente, se você tá fazendo uma DO, é muito provavelmente ele teve uma PCR, né? Porque, né? É, é, parou. Então
é redundante, tá? e isoladamente colocar só isso para errado, entendeu? Ah, se deixar só isso na linha lá é errado. É errado. Porque eh isso tá implicitando por que que ele tem você sabe porque que ele tem PS? Não, não sei. Tá uma causa indeterminada. Uhum. Entendeu? Aí eu posso posso preencher por causa determinada? Pode. E aí manda pro SVO, entendeu? Boa. Ou eh e eh perdão, você pode preencher com causa indeterminada, pode. Tem coisa que você não sabe. E a família não quer que mande pro SVO, entendeu? Porque o SVO que vai preencher, se
você mandar para ele, né? O IML preenche quando é a causa traumática e o SVO preenche quando é a causa indeterminada. Boa. Agora, uma dúvida. Paciente sofreu um atropelamento, teve lá uma fratura de fêmor, teve que passar por cirurgia no hospital, fez a cirurgia, depois de uma semana evoluiu com infecção e ficou e ficou um mês internado, infecção, prótese, tira e de repente esse paciente faz uma sepse e morre. E aí morre justamente no seu dia de plantão lá. Aham. Tem que preencher essa essa do nesse tipo de situação. Você vai lá preencher e colocar
a causa base sepse? Primeira pergunta, antes de de saber se você tem que preencher ou não, como você preencheria essa DO? Eu preencheria sim, eh, atropelamento, né? E a ação corte contundente, atropelamento ou ou politrauma, tá? Pode colocar, vou colocar o politrauma como uma causa básica, né? é que levou a uma fratura de fêmea, que levou a ótomelite, que levou a um choque séptico, tá legal? OK. Só que você gastou energia à toa, você não vai preencher, não vai, não vai, não vai, nem pede, nem pede o ADO, tá? Não pede a DO, não gasta.
E a DO não pode rasgar e jogar fora, como a gente faz com uma folha sulfite. É, é umada e emumeração nacional, não é nem estadual. Então é, se você preencheu muito errado a ponto de não dá para consertar, guarda, entrega para assistente social que o que o diretor técnico vai levar para pra secretaria, pelo menos para ser descartada lá, mas você não preenche. É causa traumática. Mesmo que o trauma seja antigo, no caso aí cerca de um mês atrás, eh, se a casa traumática é o IML. Ah, mas eu queria ajudar. Não vai est
ajudando, não. É do ML. Se você é do ML. Boa. Essa é dúvida boa. E de DO, na verdade, né? Caberia aqui a gente falar muitas coisas, cabe inteiro para falar cada detalhe, preenchimento, quando o paciente tem doenças correlatas, mas que eh de comorbidades, né, mas que não fizeram parte direta do E a parte dois, a parte um que eu tô falando é os quatros e a parte dois tem duas linhas que são doenças associadas que não são a causa direta do óbito, mas que que que eh corroboraram com o óbito, né? Por exemplo, uma
desnutrição, uma insuficiência renal crônica, um DPOC. E uma coisa que acho que vale a pena enfatizar é preenchimento de tudo, né? Todo nome completo, endereço, tudo. É, não tem nada que à toa ali, tá? É chato. É chato, Éric, quando tava na residência, residência é um período difícil da vida e aí você tá na correria e e o residente ele meio faz tudo, né? E aí o paciente fala is no meu plantão, tio, a de era minha, tá tudo certinho, tá todo eu preenchi. E aí o que que eu fiz? a parte médica, eu preenchi
com detalhes, né, a minha assinatura, só que chegou na parte de endereço, de estado civil, eu falei: "Eu não vou perder tempo, isso aqui não é para mim, isso aqui qualquer um pode preencher". E joguei, falei: "Ó, alguém preenche". E eu tava numa corrida. Não foi nem arrogância, foi falta de tempo mesmo, né? Não, não tem falta de tempo. Você preenche tudo. É um ato médico. Não é para você preencher o nome e a atendente ou a enfermeira ou assistente social preencher o resto. Primeiro que elas não não são suas secretárias, né? E segundo que
a obrigação é tua. A letrinha inteirinha tem que ser sua e elegível, por favor. Boa. Boa. Então assim, daria para ficar aqui sem dúvida, falando bastante de DO, né? Mas não é esse. Eu acho que a DO é o tema é de assim, todos os documentos médicos são importantes, todos, tá? Eh, e a gente tem que saber, né? Apesar da gente não aprender na faculdade, a gente tem que saber usá-los. Mas eu acho que que disparadamente o mais importante, o mais técnico é a DO, porque primeiro que só você pode fazer, né? Sim. Mas enfim,
que aí seria só um podcast. Inclusive, ó, se você quer um podcast inteiro, só para falar de, deixa nos comentários, já coloca aí, porque assim a gente pode gravar futuramente um novo podcast, só para abordar os pormenores. Inclusive, deixa a sua pergunta ali, porque aí depois, fazendo esse outro podcast, eu vou usar a sua pergunta de base pra gente poder responder aqui, porque na verdade o intuito de hoje é dar essa visão, um panorama geral da importância dos documentos médicos na prática do dia a dia. Então, não era para trazer um específico. E aproveitando pra
gente ir pro quarto ponto, eu falei aqui no início que eram cinco. Quarto é em relação a atestado. Sid, é obrigatório colocar o sid no atestado. A sua pergunta pode colocar a sua, a sua primeira pergunta eu respondo de um jeito e a sua segunda pergunta eu respondo de outro. Deve colocar não. Pode colocar sim, mas com condição. Porque parece uma informação muito banal, né, Cídi? O moço quebrou a perna. Óbvio, né? Eu vou colocar o sítio da fratura ou o fulano teve uma entorse no tornozelo. Qual é o problema de colocar o sío? É
importante. Ele vai mostrar isso pra empresa. Na grande maioria das vezes, realmente é é importante e sem nenhum tipo de consequência maior. Mas regra, coloquea para assinar. Tanto que nos receituários eletrônicos já todas as receitas eletrônicas já vem com espacinho assim embaixo. A autorizo a informação do sid e assinar. É trabalhoso, é, mas te gera segurança, porque pode ter problema. Imagina uma, pensa em alguma situação em que colocar o sid é problemático. Você consegue pensar em alguma? É, tem algumas doenças que, quer ou não são estigmatizantes e às vezes a pessoa não quer, posso falar
até exemplo de doença oncológica, às vezes ele não quer que vizinho saiba, que o chefe dele no trabalho saiba para não ser afastado ou qualquer outra coisa ser mandado embora às vezes. Então, nesse tipo ou às vezes até B24, enfim, a pessoa não quer um contato. Então, o que fazer nessa situação? Nó eh eu tive uma situação nessa, não foi comigo, foi com um colega em que com relação à história do B24, o médico colocou, tipo, foi um atendimento e o plantonista entendeu que o motivo daquela daquele daquela emergência era uma era uma alteração infecciosa
e tava relacionado com o B24, colocou, o paciente não viu e tampouco autorizou e ele foi ele se sentiu constrangido no trabalho e foi mesmo, tá? a estigmatização, apesar da evolução do tratamento, eh eh ainda tem uma sem motivo nenhum, tá? Mas tem estigmatização. E ele se sentiu constrangido no trabalho e aí ele foi processou ao médico por causa de um City. E o médico tá certo ou errado? Tá errado. Ele colocou sem autorização no no na parte de baixo onde colocou bonitinho ali e, né? Testo para fins trabalhista, colocar os fins, tá? Não colocar
aberto, tá? Mas isso é cada outro podcast é eh ates para fins trabalhistas ou para fins jurídicos ou para fins escolares, né, fins acadêmicos eh que o que esse paciente que fulano de tal passou em atendimento entre tal e tal hora, deverá permanecer afastado dos seus atividades laborais por tantos dias. Básico, documento seco, tá? E lá embaixo, CID 10, dois pontinhos. E ele preencheu no automático e botou o B24. Ele poderia ter colocado eh acho que era uma pneumonia. pneumonia seria até muito melhor, seria verdadeiro, mas teria autorização do paciente. Ele não teve autorização, expôs,
a pessoa se sentiu constant e não foi e não foi mimimi, foi foi realmente todo mundo começou a olhar torto para você HIV começou a ficar e ele processou e ganhou o processo. Aí não teve defesa. E uma coisa ainda de atestado que isso eu passei, mas isso acho que é mais, acho que as pessoas têm mais noção disso. Eu tava uma vez atendendo, chegou um rapaz com uma síndrome de ansiedade, transtorno de ansiedade, e lá agitado, ansioso, taque cárdico, padrão, transtorno de ansiedade. E eu peguei, atendi aí ele pediu um atestado, passei um dia
zepan 5 mg, estilo observação, tudo mais, ele falou que acalmou dali 2 horas, calmou atestado. Passei o atestado, era do período da tarde, ele chegou logo depois do almoço, passei dali, daquele horário em diante, coloquei o horário todo e aí ele foi embora, voltou depois, querendo que colocasse o período da manhã. E aí eu falei: "Não, você teve aqui à tarde, a ficha abriu nesse horário, tem o horário da ficha". Isso eu coloco, né, quando eu vou preencher, tem o horário da ficha que você chegou para atendimento, então eu não posso colocar retroativo, você chegou
para mim a partir desse horário com esse transtorno de ansiedade. E aí ele começou a ficar agressivo, começou a apertar e falei: "Não, falei, não vou, não tem como dar um atestado retroativo. Eu te vi nesse momento, eu não sei há quanto tempo começou". E tanto que até na descrição dele eu falei assim: "Olha, e você falou para mim que começou há 15 minutos atrás, tá anotado aqui, inclusive, não tem como desfazer esse documento." Aí ele falou assim: "Não, doutor, sabe o que que é de falar que é verdade?" Porque ele viu que eu não
ia fazer. Aí ele piorou tudo. Enfim, não faria de qualquer forma. Mas ele virou e falou assim: "Doutor, sabe o que que é? Eu esqueci, eu tinha uma audiência às 9 da manhã e eu lembrei 15 minutos antes de vir para cá. Por isso que ele me deu esse mal-estar, por isso que eu acabei vindo. Então eu preciso que você faça porque eu tenho que justificar que eu não fui nessa audiência. Eu falei: "Olha, sinto muito, entendo, agora que eu não vou fazer, eu já não ia fazer agora não." E e ia dar consequência para
você? Com certeza. Por quê? Se puxasse lá o horário do atendimento. Exato. Aí eu falei para ele, nossa, ó, não posso fazer independente. Fico compadecido com a sua situação, tenho empatia, mas não posso fazer algo ilegal. Isso é ilegal que você tá ilegal do ponto de provavelmente caberia processo eh tanto ético pelo CRM, ético, com certeza, mas caberia cível e e até penal, salvo engano. Não não não tenho como eu falar, né, que eu não sou dessa área, mas você poderia ser bem mais prejudicado do que você foi lá no lá lá em Ribas, nesse
caso. Mas então, para enfatizar, não pode fazer atestado retroativo nunca. E assim e e às vezes é difícil negar, né? E sabe como é que eu falo agora? bem menos, né? Porque eu eu saí da porta já tem um tempo, inclusive quero assistir as aulas do congresso porque eu tô quero, né? Vai, vai que eu volte e eu quero saber se essa o só pegando uma eh porque ficou uma dúvida, o congresso é para todo mundo? Sim. Eu eu eu posso ser aluno, eu posso fazer uso, eu eh como como espectador do do congresso, uma
pessoa com o meu perfil, já formei há 20 anos, já sou especializado, estou me sentindo inseguro para trabalhar na emergência, mas vai que eu volto. Sim, é justamente para esse público. Eu achei que era pra moçada, não é justamente para pegar desde recém formado, quem tá no sexto ano da faculdade já vai aproveitar muito, até quem recém formado para poder organizar o raciocínio clínico, sabe? porque a gente sai com aquele monte de informação meio jogada da faculdade, então é para conseguir reunir nos principais temas do dia a dia e aí a pessoa já poder sair
dali com aquele mundo de conhecimento em três dias ter essa intenção e já sair de lá atendendo. E para quem tá formado há mais tempo, que a gente sabe correria do dia a dia, um monte de guideline que sai todo dia, você tem que parar, sentar, se atualizar, poxa, você tem sua família, você trabalha em vários locais, é difícil. Então também é para quem já tá formado há algum tempo, que tenha ou não especialidade para poder ver a medicina geral de uma forma prática, objetiva pro dia a dia. Isso é um prazer. Legal, né? A
gente conversa, vamos organizar. Com certeza. Então, de atestado. É isso. E por último, pra gente finalizar, questão que, infelizmente, a gente tem visto muito no dia a dia. E tá triste isso, esse tipo de situação de agressão, de familiar, de da população de de certa maneira agressiva. Enfim, a gente infelizmente tem visto muito isso. Como se proteger legalmente, falando da parte de documentos, como que você age numa situação dessa? Chega algum familiar agressivo? E aqui, claro, a gente pode até também extrapolar paraa agressão física, mas muitas vezes a agressão verbal e de ofensa e como
agir nessa situação, porque agressão física também não tem nem o que falar, é proteger. Sim, sim, sim. Não tem, não tem, né, pelo correr, né, pelo menos alguma coisa, chamar segurança. Mas e, e esse é um tema importante porque tá piorando, né? Tá. Eh, acho que são cabe um podcast para analisar essa situação da violência contra contra os profissionais de saúde, não só os médicos, né? Mas eu acho que que eh tem mais, porque eh eu acho que o profissional de saúde ultimamente tá sendo mais desrespeitado. Isso é muito triste, tá? E a galera tá
filmando, né? Então você consegue ver, né? Não, não fica só na no relato verbal. Mas vamos lá. Um exemplo. Eh, eu tô de plantão, tá? Esse exemplo é clássico, tá? Todo mundo já viu o vídeo disso, não tem jeito. Eu tô de plantão atendendo as fichas prioritárias, né? Atendendo a as as amarelas, né? vermelhas e tudo mais e de repente bate na porta ou bate na porta do da emergência. Eu tô lá no fundo, né? Você não vai atender minha filha, que absurdo. Isso é negligência que não sei o que lá. E isso é muito
mais comum do que parece, né? E e de repente a pessoa te aborda e começa a agredir você verbalmente: "Você é incompetente, eu vou te processar, vou te bater." O que que você tem que fazer? Primeira porque essa situação não é tão comum. E espero que ninguém passe, tá? Diferente do do da DO. A DO, uma hora você vai preencher um, tá? Isso é indiscutível, né? O sid uma hora você vai tá com uma situação duvidosa. Agora, agressão, espero que nunca aconteça, né? Que seja verbal. Primeira coisa que você faz, respira. Não rebata, não grite,
não contradiga. A pessoa ali perdeu a razão. A pessoa ali não tem como argumentar com uma pessoa que chegou gritando, entendeu? Tipo, a discussão já tá perdida. Então, primeira coisa, respira fundo, pede energia pro papai do céu, tá? Saca o celular e filma. Saca o celular e filma. Por quê? Primeiro de filmar, você já vai inibir a pessoa e a partir dali você já tá mostrando, você não tá fazendo nada, né? Que você tá fazendo o que tem que ser feito, priorizando os casos graves, tá? As fichas elas são, né? E tem tem as cores
e as pessoas sabem o tempo que elas vão esperar, né? uma ficha azul, por exemplo. Então, elas têm noção da média de tempo de espera e eh saia de perto, tá? Se tiver segurança, peça ajuda da segurança. O problema é grave, que também nem sempre tem. Geralmente a segurança é patrimonial, tá? E documente tudo, tá? Documente tudo, tudo, tudo no prontuário. Aí você vai ter que gastar um prontuário, vai ter que ser mais caprichoso do que o normal. E faz o bel. É trabalhoso, mas sim, porque aí você tá protegido de todas as esferas, tá?
da esfera legal, da esfera ética. E aí você me e e e e ao sacar o celular e e filmar, você tá você inibe a pessoa, a pessoa fica inibita, entendeu? Mas e se, por exemplo, for um familiar, você não tem os dados da pessoa, como fazer esse BO? Porque se for um paciente você tem a ficha, você tem o nome, tudo certinho. E quando é um familiar, mas quando você é, você vai fazer o BO teoricamente, você é igual quando você é assaltado, né? Você não sabe por quem você foi assaltado, né? Mas você
vai fazer o BO de assalto, entendeu? você vai fazer o BO, porque aí aí se realmente for uma coisa muito grave, rolar mais ameaça, aí a polícia, a função da polícia é fazer investigação, entendeu? Mas sua pergunta é pertinente, né? Você não vai direcionar, mas você vai falar: "Fui agredido pelo senhor de camiseta vermelha e short branco". Entendeu? Você vai faz vai fazer a descrição, mas faz o ver, ó. Você vê, é um trabalhão. É trabalhoso, mas é a maneira correta de você se proteger. Porque se você ligar pro seu advogado, no dia seguinte, ele
vai perguntar: "Você fez bemó, né? Você você documentou bem? Você filmou? Você tem prova de que você não fez nada, entendeu? Isso, isso, isso é uma dica legal. É, não, isso serve, sabe para quem também? Para aquela essa moda é horrível. Nossa, essa moda me dá vergonha até às vezes de ser de de de est nesse mundo nessa época. Os fiscais, os vereadores da madrugada, né, que vem de coletinho, vai lá ver se o médico tá dormindo ou não. É, é que esse é um é não é um assunto polêmico, faz a mesma coisa, tá?
Às vezes não precisa do BO, mas faz a mesma coisa. Legal, legal, que poxa, isso aqui caberia, cada um desses pontos que a gente abordou, caberia uma aula para cada, para cada um, né, para poder falar de cada um, principalmente de DO, que acho que é um assunto muito importante, preenchimento de prontuário, atestados, caberia muita coisa, né? Diferença de declaração, de atestado, de tipos de diferentes relações, de laudo, quem que faz, quem que pede, pode porcid nesse caso, não pode. É uma é é um outro mundo e é prático e que muitas vezes negligenciado, né?
A gente na faculdade não tem aula sobre isso, orelhada, né? É. E você acaba aprendendo que o amigo fez e fez de tal forma e às vezes fez errado e acaba passando isso. Então caderia aqui, ó. Então aproveita, se você quer algum desses temas, deixa nos comentários pedindo. A gente pode futuramente gravar novos vídeos. E eu tenho certeza que aproveitando ainda o gancho para você aproveitar isso lá no Congresso Médico na Prática vai ter uma palestra do Godói lá só para abordar isso, para tirar dúvida. A gente vou deixar um tempo para isso, para que
possam perguntar, ter acesso, porque esse outro diferencial do Congresso também, essa proximidade, vai ter simula não vou trazer simulações, atendimento de PCR, atendimento de intubação, como conduzir, fazer uma cardioversão, uma desfibrilação, como que a gente age em cada um desses pontos. Então é é bem prático realmente para sair de lá já aplicando o conhecimento que adquiriu de forma objetiva e que vai salvar vidas e também vai te salvar. Eu tô convencido já. É, vai ser muito bacana. Mas Godói, obrigado, cara. Obrigado mais uma vez. Você tá aqui. A gente pode, dependendo aí, ó, dos pedidos,
fazer novos podcasts, abordando esses temas específicos que eu acho que são muito importantes pro dia a dia e quem for no congresso vai ter oportunidade de te ver lá também pra gente discutir mais. Mas obrigado mais uma vez, cara. Mais uma parceria aí, ó, pra gente poder abordar um tema tão importante para quem tá no atendimento, para quem tá no dia a dia. Aproveita. Então, ó, para você, médico acadêmico de medicina, já deixa um like aqui nesse vídeo. Se você ainda não tá inscrito no canal, já se inscreve no canal, ativa as notificações também para
se você não perder nenhum vídeo. E esse é mais um podcast do médico na prática. Um grande abraço e obrigado, Godói. Obrigado. Abra. [Aplausos]