aula número 178 tema a mudança o homem não tem regresso ouça este Soneto de Rodriges Lobo um poeta do século X fermoso tejo meu quão diferente te vejo e vi me visz agora e viste Turvo te vejo a ti tu a mim triste Claro te vi eu já tu a mim contente a Ti foi te trocando a grossa enchente a quem teu Largo Campo não resiste a mim trocou Vista em que consiste o Meu Viver Contente ou descontente já que somos do Mal participantes sejamos no bem Ah quem me dera que forramos em tudo semelhantes
mas lá virá a fresca Primavera tu tornarás a ser o que era de antes e eu não sei se serei quem de antes era [Música] [Música] [Aplausos] [Música] antes de eu comentar esse poema vamos ver a a resposta às questões que eu formulei a aula passada ou no vídeo passado lá no vídeo 177 eu propus a leitura de um trecho do Ateneu em que Raul Pompeia descreve a figura de Ribas seu colega de internato são 15 questões eu tenho certeza que você fez 80% acertou 80% das questões você tá acompanhando n minhas aulas você tá
acertou 80% das questões Vamos lá ver a alternativa a responde à questões 8 10 e 12 a alternativa b de bola responde às alternativas dois 3 e 13 a alternativa c responde a questão 14 a alternativa d de dado responde às alternativas 4 9 e 15 e a alternativa e de elefante responde às questões 1 5 6 7 e 11 vamos ao texto de Rodrigues Lobo ele está no vídeo fermoso tej o meu a palavra fermoso é o mesmo que Formoso e as duas existem para comunicação só que fermoso é mais fermoso do que Formoso
É poético fermoso tejo meu tejo é o rio de Portugal é o rio de Lisboa fermoso tejo meu quão diferente te vejo hoje no presente agora e vi diferente no passado eu vejo agora o Rio e vi no passado diferente de hoje hoje como é que está hoje agora o Rio nesse inverno nessa chva chuvarada como é que está o Rio hoje com essas Neves Turvo te vejo a ti hoje o Rio está Turvo e tu a mim me viste triste Claro te vi eu já no passado lá na primavera Claro te vi eu já
e tu a mim me viste contente então eu sou igual ao rio quando o Rio está Turvo como Hoje eu estou triste e quando o rio esteve no passado Claro límpido eu estava contente eu e Rio somos iguais e ele continua a Ti foi te trocando a grossa enchente a quem teu Largo Campo não resiste Ou seja a ti foi te trocando a grossa enchente a grossa enchente foi alternando seu visual a grossa enchente foi foi alterando a sua a sua aparência e aliás com pleonasmo muito bonito a Ti foi te trocando esse T é
é pleonástico foi te trocando a grossa enchente aem tem o Largo Campo não resiste o Largo campo do rio não resiste estancar a enchente na hora da cheia isso é a ti então o rio Tá perturbado o rio não está normal isso é a Ti agora e a mim foi trocou me a vista em que consiste o Meu Viver Contente ou descontente se o excesso de água nos rios perturba o seu leito natural As Lágrimas do meu rosto também vão trocando ao aumentando e diminuindo conforme eu esteja triste nesse momento se as suas águas transbordaram
as lágrimas dos meus olhos também também alteraram também transbordaram então a Ti foi te trocando a grossa enchente que entre o larg o campo não resiste a mim trocou meha Vista em que consiste o Meu Viver Contente ou descontente nesse momento do agora do já já que somos um mau participante por são os participantes do mal porque estás agora transbordando sujo com as águas não límpidas e eu estou triste e no passado tu estiveste com as Águas Claras eu estava Alegre então já que somos no mau participantes no hoje sejamos no bem esse L significa
participantes sejamos aquilo no bem Observe que tá concordando com a oração anterior bonita concordância seja bem Ah ó quem me dera que forramos em tudo semelhantes quem quem poder imaginar que foramos em tudo semelhantes mas lá virá a fresca Primavera isso é Fatal o pi o futuro chega e o Rio tem o seu regresso para o normal mas lá virá fresca a primavera tu certamente tornarás a ser o que era de antes ou seja límpido e eu não sei se serei quem de Antes eu era eu não tenho regresso eu só tenho primavera verão outono
e inverno a minha vida não regressa para Primavera lindo poema de Rodrigues Lobo que pertence ao Barroco português do século X então o tema central desse Soneto assenta na comparação feita pelo poeta entre as mudanças operadas na natureza a que se realizam em sua vida ele faz um paralelo das mudanças que o rio é perturbado pelo tempo e as mudanças que ele poeta também é perturbado pelo tempo o tejo que outrora Viera mansamente correndo a presença agora Impetuoso e turbado pela cheia o poeta sabe que o o tejo recuperará o seu curso natural e as
águas docilmente regressarão ao leito o poeta suspeita que nunca encontrará o regresso para sua vida Ele viveu Primavera o verão o outono inverno e dúvida que possa haver o regresso é angústia em que o autor se encontra Qual é o Anseio do poeta que você percebe o Anseio do poeta ele está ansioso Olha o verso Ó quem me dera que eu quem me dera Ó quem me dera e reflete nesse verso a sua ansiedade Quem me dera que forramos em tudo semelhantes Anseio que ao Espírito lúcido do poeta se figura desde logo irrealizável eu não
sei se serei Quem deantes era vamos ver as antíteses algumas delas antítese o bem e o mal embora não presente essas duas palavras no texto o bem e o mal a dúvida e eu não serei a dúvida e a certeza a certeza do Rio que voltará ao seu curso normal a dúvida é dele que não sabe se voltará a ser o que era Turvo Claro triste contente riu o poeta o poeta e o Rio São antagônicos no texto já localizei alguns pleonasmo no texto observa Turvo te vejo a ti dois objetos diretos a Ti foi
te trocando a grossa enchente a Ti foi te trocando a grossa enchente a mim trocme a vista pleonasmo a mim trocou a vista pleonasmo se cham no bem E esse o tá no lugar de participantes observa Esse verso a quem teu Largo Campo não resiste a quente ao Largo Campo não resiste Ou seja a ti foi te trocando a grossa enchente a quente ao Largo Campo não resiste se eu perguntar que se existe nesse verso uma personificação você diria ou seja uma prosopopeia existe uma prosopopeia Qual é a prosopopeia do texto esse quem está no
lugar de Rio e quem é o pronome que me refiro a pessoa pessoa o homem a quem lhe dei o livro pessoa então quando eu digo foi te trocando a Grossa gente a quem teu Largo Campo não resiste ou seja teu Largo Campo não resiste a a grossa enchente esse quem está personificado ele deveria falar sem prosopopeia a Ti foi te trocando a grossa enchente que teu Largo Campo não resiste a quem ele personificou é comum na poesia Barroca a havia um silogismo um silogismo em que o autor desenvolve uma premissa maior uma premissa menor
e uma conclusão é o conceptismo do Barroco isso é muito comum esse poema ele pode ser reduzido a um silogismo a um silogismo eu vou fazer um silogismo tradicional que vocês conhecem depois aplicar aqui no texto o famoso silogismo todos os Homens São Mortais premissa maior Sócrates é homem premissa menor conclusão Sócrates é mortal então premissa maior premissa menor e a conclusão vamos ver o silogismo desse texto vamos fazer junto comigo eu e o rio somos iguais ele foi claro eu contente ele agora está Turvo e eu triste ora o rio passará de turvo a
Claro então passarei de triste a contente Embora tenha dúvidas Tá feito o silogismo do poema Proença Filho um um um gramático que pertence à Academia Brasileira de Letras em seu livro de literatura diz que poesia é também profecia e ele dá alguns exemplos Júlio verni por exemplo que é o profeta na literatura e eu depois de ter lido o livro de proena filho também deduzo que esse livro é uma profecia o autor Rodrigues Lobo morreu muito jovem afogado no Rio Tejo tem umas rimas do texto muito bem feitas rimas ricas viste verbo triste adjetivo enchente
substantivo descontente adjetivo era verbo dar Primavera substantivo semelhantes adjetivo e antes adverbio faça um exercício de declamação de poesia declame essa poesia declame essa poesia o nosso mundo tá cheio de discórdias de guerra de violência a poesia ameniza o nosso mundo eu vou ler a poesia outra vez eu sou professor e eu exagero um pouquinho naquelas coisas que são boas para meus alunos vamos ler a poesia novamente você lê comigo a poesia lê em voz alta decore a poesia se você é estudante ainda em sala de aula declama para os seus colegas se você trabalha
declama para os seus amigos de trabalho declama uma poesia comigo fermoso tejo meu quão diferente te vejo e vi me vês agora e viste Turvo te vejo a ti tu a mim triste Claro te vi eu já tu a mim contente a Ti foi te trocando a grossa enchente a quem teu Largo Campo não existe a mim trocou me a vista em que consiste o Meu Viver Contente ou descontente já que somos um mal participantes sejamos no bem Ah quem me dera que foramos em tudo semelhantes mas lá virá a fresca Primavera tu tornarás a
ser o que era de antes e eu não sei se serei quem de antes era o tema da aula é o tema da mudança a natureza tem regresso o homem não tem regresso sad Miranda um poeta que nasceu em 1481 viveu bastante na Itália e trouxe para Portugal algumas características do nento faleceu em 1558 o sol é grande caem com a calma as aves do tempo em tal sazão que só ser fria esta água que do alto cai a cor Daia do sono não mas de cuidados graves ó cousas todas vãs todas mudá veis Qual
é tal coração que em Vós confia passam os tempos vai dia trás dia insertos muito mais que ao vento as naves eu vira já aqui sombras vira flores vi tantas águas vi tanta verdura as aves todas cantavam de amores tudo é seco e mudo e de mistura também mudando me eu fiz doutras cores e tudo mais renova Isto é sem cura o poeta fala da mudança na segunda estrofe ó coisas todas vãs todas mudá eu li mas ele escreveu Mud forma antiquada da palavra Qual é tal coração que em Vós confia quer dizer nessa mudança
quem pode confiar na certeza dessa mudan pass os tempos vai dia traz Dias insertos muitos mais que ao vento Naves como são as naves aos Ventos no mar incertos que caminhos incertos também os tempos são incertos como as naves no mar Aí ele diz que vira já aqui sombras diz que viu flores viu que viu tantas águas tanta verdura tanta plantação as aves todas cantavam de amores e o desfecho agora tudo é seco e mudo este este poeta não fala do regresso como Falou Rodrigo Lobo mas tudo é seco o que ele não menciona é
que não será seco no futuro tudo é seco que mudo e de mistura também mudando me eu fiz de outra cores eu também mudei de outras cores meus cabelos eram pretos negros agora Meus cabelos estão brancos eu também mudei de outras cores e tudo mais renova agora ele fala na renovação tudo mais renova Isto é sem cura eu tenho que dar duas interpretações a essa última frase Isto é sem cura primeiro a primeira a primeira interpretação que eu leio em vários livros desta maneira tudo é seco e mudo e de mistura também mudando me fiz
eu eu também me mudei de outras cores e tudo mais renova e isto sem cura Ou seja que a renovação que tudo muda é que não muda é isso que não renova que tudo muda tudo muda e isso não se renova mas há uma outra interpretação tudo é seco e mudo e de mistura também mudando me me fizu de outras cores e tudo mais renova mas isto de eu ter mudado de outras cores ISO não tem cura eu não tenho Regresso a natureza tem regresso O tema é que tudo muda tudo muda tudo se altera
já disse rodrig zobo que tudo muda e ele tem dúvida que vai ver regresso S de Miranda também tudo muda e a única coisa que não muda para S de Miranda é que tudo muda e a minha interpretação que eu faço no final tudo muda mas a única coisa que não muda é o meu a minha transformação ela fica eu só tenho primavera verão outono e inverno Isto é sem cura Francisco de Vasconcelos um poeta que nasceu em 1665 e morreu em 1723 em Lisboa esse baixel nas águas derrotado foi nas ondas Narciso presumido esse
farol no céu escurecido foi do Monte libré gala do Prado esse Naca em cinzas desatado foi vistoso pavão de Abril Florido esse esti em vesúvios encendido foi Zéfiro suave em doce agrado Seal o sol a Rosa a era estrago Eclipse cinza ardor Cruel sentem nos auges de um alento vago olha cego mortal e considera que és Rosa Primavera sol baixel para seres cinza Eclipse incêndio estrago o poema paroco o poema tá no vídeo eu vou cantando esse poema em prosa e vou você vai vendo a interpretação que eu vou dando em prosa observa esse navio
esse navio derrotado derrotado derrotado o primeiro significado é sem rota sem rota mas sem rumo um navio vencido derrotado nas areias já desmontado já velho nas areias a beira dos mares veja o navio derrotado e você deve saber que esse navio ele já foi uma uma na importante uma nau Vistosa uma nau bonita esplendorosa orgulhoso orgulhoso um navio orgulhoso dele mesmo impotente esse bachel bachel é navio nas águas nas praias derrotado foi nas ondas de Narciso presumido presumido Narciso que gosta de si mesmo elegante e imenso varonil esse navio veja derrotada agora mas veja o
que ele foi continuando dê uma olhadinha nesse farol sem luz esse farol nos céus escurecido é um farol escurecido nos céus esse farol sem luz que não mais emite luz não mais ilumina mas no passado ele já foi luz seu brilho enfeitou o campo esse farol escurecido nos céus foi do Monte libré gala do Prado foi também algo importante algo esplendoroso olha para esse Pavão esse Pavão que está agora sem colorido de suas penas esse Pavão fica sabendo que ele já enfeitou as flores da primavera este Nacar em cinzas desatado foi vistoso pavão de Abril
Florido Olha esse calor mortífero que tudo destrói e perceba orora que ele foi uma aragem suave esse estil esse calor invisív incendido quer dizer muito calor incendido inv vesúvio ele foi Zéfiro que é um vento suave em doce agrado reflete comigo que és agora no presente que somos no presente algo positivo somos Rosa Primavera somos sol somos o baié o navio E acabarás no fim seremos Eclipse incêndio estrago então se a anal o sol a Rosa a primavera estrago Eclipse cinza ardor Cruel sente nos auges de um alento vago olha cego mortal e considere que
tu és Rosa Primavera sol bachel para seres cinza Eclipse incêndio estrago não há regresso tudo muda e não há regresso antes de esta Mud eu passar exerci casa exerci tfa Que professor passaa Eu sou professor você que me ouve aprendend comig eu estou aprendenda você então você eu prare você exercícios retirados de Dom Casmurro Machado de Assis o penteado é um capítulo lindo é o primeiro beijo que um adolescente de 15 anos dá a a namorada a Capitu é lindo o texto você vai gostar bastante do texto Você já leu provavelmente mas vai reviver esse
maravilhoso texto de Machado de asss eu formulei para vocês 15 questões é evidente que eu tive um pequeno trabalho para fazer isso então eu gostaria que eu fosse honrado com o meu trabalho que você fizesse o exercício para você melhorar a interpretação de texto melhorar o entendimento de um texto fazer uma boa prova no colégio fazer uma prova vestibular muito boa fazer um concurso público e responder à questões ou um exame a uma empresa particular e responder as questões eu tenho muito orgulho de ter em uma hora tirado uma hora do meu da minha vida
para fazer um exercício para vocês vamos ver exercício é de 1 a 15 o penteado ele está no vídeo ele está no vídeo a próxima aula da quarta-feira que vem eu darei a resposta e ai quem não fizer o exercício Ai quem não fizer mandarei um bilhete pra mãe agora mandarei um bilhete deixarei o pai sossegado mandarei um bilhete PR a mãe E aí é terrível a mãe quando se fala em mãe o negócio é terrível faça o exercício do professor como desfecho e na mesma e no mesmo tema a mudança e que não tem
regresso para o homem Gregório de Matos vamos ver o que ele pensa sobre a mudança ele também tem uma musa a quem ele se dirige a Maria dos povos sua futura esposa Gregória de Matos discreta e formosíssima Maria Enquanto estamos vendo a qualquer hora em tuas Faces a Rosada Aurora em teus olhos e boca o sol e o dia enquanto com Gentil descortesia o ar que fresco a Don namora que espalha a rica trança voadora dá uma deixa em mais Primor Te envia goza goza da flor da mocidade que o tempo troca toda ligeireza e
imprime a cada flor uma pisada ó não aguardes que a Madur te converta Esta flor esta beleza em terra em cinza em Pó em sombra em nada a minha Pátria é a língua portuguesa