obrigado agradeço o convite e estamos aí disposição para falar sobre a cidade e o Brasil urbaness ade de arquitetura e urbanismo da USP e vereador de São Paulo em seu terceiro mandato relatou os projetos de lei que deram origem aos planos diretores de 2002 e de 2014 da cidade de São Paulo trabalhou na administração Luiz irondina e foi secretário de recursos hídricos e ambiente urbano do Ministério do meio ambiente coordenando a implementação da Lei nacional dos resíduos sólidos bom primeiro lugar queria dizer que São Paulo é uma cidade que foi construída sem considerar o meio
físico né então claro que nós temos hoje mudanças climáticas que agravam o problema mas asent sempre aconteceram na cidade de São Paulo não é uma novidade eh grandes enchentes inclusive piores do que essa eu lembro por exemplo em 67 meu pai tinha uma loja ali na região da 25 de março ela ficou vários dias com água assim nessa altura né então é um problema recorrente porque a cidade foi crescendo sem respeitar os fundos de Vale eh foi crescendo também vem impando o solo eh se criou uma massa urbanizada impermeável muito grande e obviamente a água
quando cai ela vai procurando os lugis mais baixos e vai inundando então Eh eu diria que Issa é uma questão estrutural da cidade uma cidade que não foi construída levando em conta o meio físico e principalmente a questão hídrica eh também uma cidade que tem uma dimensão monstruosa certo Quer dizer eh a região metropolitana nós temos que pensar isso sempre o assunto da hídrico é uma região é Regional ele não é da bacia não não não eh não existem limites municipais então nós temos 22 milhões de pessoas né Eh morando numa área muito concentrada e
obviamente isso existe há muito tempo eh e eu não posso dizer para você que nada foi feito porque foi feito muita coisa né muitos lugares que anteriormente citei ali 25 de Março não inunda mais né porque não foras intervenções que for foram feitas ali para pegar um outro exemplo Pacaembu eu vou citar o Pacaembu porque ali foi no governo da luí rondina bolado uma solução que é chamado piscinão né que o piscinão que existe hoje ali debaixo da Praça Charles Miller ele tem eh evitado inundação ali no no do Córrego do do Pacaembu então eh
tem sido feitas iniciativas mas elas não dão conta de problemas eh que são recorrentes às vezes por por ineficiência do poder público às vezes porque as obras são mal feitas porque também existem outros fatores que deveriam ter sido considerados que são muito assim concretos né coisas assim os ritos sólidos né muitas vezes as Galerias estão entupidas por conta dos resos sólidos Às vezes a os bocas de lobo estão entupidas né ou o lixo tá ali na rua vem a grande chuva e ele mesmo que elas não estejam entupidas elas se entopem na hora da chuva
e isso vai agravando os problemas e muitas vezes esses problemas vão causar mortes como causaram agora vão causar prejuízos enormes né ali o beco do Bátima por exemplo é uma região eh gravíssima né que isso acontece é recorrente é histórico e o Pantanal quer dizer na verdade é a seguinte ali é o leito do rio certo o leito natural do Rio né então nós temos um trecho do do TT que foi canalizado e retificado e foram construídas as marginais né já foi um erro porque ali deveria ter sido construído um parque ao longo do TT
inclusive o mesmo que fosse retificado o Rio né porque o rio era cheio de meandros era cheio de Então aquela área toda era área municipal na verdade ali poderia deveria ter sido feito um parque como foi feito o Parque do TT né mais pra frente agora a região do Pantanal Jardim Romano né que foi 10 anos 15 anos atrás né houve outra né situação semelhante a essa eh são áreas que estão abaixo do nível que deveriam estar né E aí então nós vamos ver um outro problema com relato eu falei dos resíduos né que nós
não temos uma política adequada de resídos na cidade mas também não temos uma política de habitação né ou não tivemos ao longo do tempo uma política de habitação com continuidade Que desse conta de enfrentar o problema Eh claro que nós emos programas importantes eu posso falar por experiência própria coordenei a área de habitação popular no governo da Luiz Herondina né e a gente produziu habitação mas obviamente esses problemas tiveram descontinuidade eh nós temos problemas que depois nós podemos falar um pouco sobre o plano diretor E o planejamento da cidade e coisas que estão acontecendo hoje
que houve incentivo para habitação de interesse social mas não foi atendida a população de baixa renda então ali no Pantanal nós temos um problema recorrente que precisa ser enfrentado eh basicamente com duas perspectivas uma perspectiva que é produzir habitação para quem tá na situações mais graves e a outra criar né mecanismos de drenagem que permita que aquele lugar seja habitável Olha primeiro lugar ela não sai num caminho que eu diria de um urbanismo sustentável né e oo sustentável não é não fazer piscinões reservatórios é você ter um conjunto de políticas que H que eh que
atuam nesse sentido então eu vou dar um exemplo por exemplo é uma proposta que tá em lei inclusive que deveria ser simulada pela prefeitura que são os eh os as chamadas piscininhas ou os reservatórios que deveriam ser feitos nos lotes e na eh e e dessa maneira você reduzir a quantidade de água que imediatamente vai pro sistema de drenagem fica reservado no lote pode ser usado eh inclusive o reuso dessa água eh ontem mesmo fiz uma reunião com o pessoal do Beco do Batman né eu falei sobre isso ele fala assim Ah mas aí cada
um tem que fazer o seu falei bom e claro que cada um poderia fazer o seu né Mas sem o investimento né a prefeitura poderia criar um programa de financiamento com subsídio ou até mesmo com Total subsídio para as pessoas fazerem pequenos né porque isso tem um custo custo claro né Eh mas ao invés de fazer uma grande obra que é um piscinão você pode fazer Talvez um piscinão menor e você fazer vários pequenos reservatórios é isso é mais sustentável outra política que e a a a pavimentação das ruas a prefeitura eh né com essa
enorme eh programa de recap né acabou faltando ruas de paralepípedo que claramente são mais permeáveis do que o asfalto né Então nós não temos um pavimento permeável né que deveria se trabalhar a prefitura teve apoiou mudanças da no no zoneamento né que depois nós podemos falar com mais detalhes que estimulou estimula a construção de subsolos por exemplo aumentando o número de garagens e quanto mais se constrói no subsolo também você cria né problemas da as águas subterrâneas modifica o curso das águas e então e também aumentou né as construções elas estão hoje muito mais PR
quanto mais garagens faz mais permeável fica o solo mesmo que você tenha edifícios mais altos e mais esguios o fato dele ter o subsolo com garagem então eu tô falando de vários assuntos que estão ligados a esse tema né Eh agora eh a a prefeitura tem um programa de macrodrenagem eh alguma coisa foi feita mas coisas que tinham que ter sido feitas não foram vou dar um exemplo nós temos uma inundação a aquela enchente que acontece ali na na região da Pompeia da Perdizes ali na Rua Turiaçu na avenida na Avenida Sumaré eh ali eh
no plano diret no na revisão da da operação Urbana Água Branca que eu participei em 2013 na câmara fiz inclusive eh participei da relatoria do do projeto foi previsto algumas obras que ficaram carimbadas nó nós tínhamos recursos lá em 2013 estamos falando de 12 anos atrás tinha recurso na operação eles foram carimbadas para duas duas principais obras uma era construção do conjunto habitacional para famílias que foram removidas eh da na da favela do sapo e da favela Água Branca né e que até hoje estão em bolso aluguel ou tão perdidas por aí e para fazer
a drenagem dos Córregos Sumaré e Água Preta né Essa obra começou a ser feita em 2015 2015 Se não me engano 2016 na vade e ficou uma segunda etapa para fazer em seguida essa segunda etapa não foi feita a orização dó até hoje não foi feita assim como as habitações também não foram feitas tem o terreno tem tem o projeto né tem recursos que inclusive há um né uma fiscalização do ministério público para não ser usado para outras finalidades então ele tá no banco e não foram feitas nenhuma dessas duas obras aí veio o metrô
e fez o a a estação ã Sesc pompé que fica exatamente nesse mesmo trecho né Isso já alterou profundamente também a situação no lugar no local de modo que agora tá se fazendo novo projeto Então veja como um problema há 12 anos que poderia ter sido enfrentado ele não foi então nós temos várias situações para não falar também que é só responsabilidade da prefeitura o problema da da da da eh do Córrego verde do do do Rio Verde ali na Vila Madalena né houve uma proposta de fazer um piscinão né houve uma eh uma uma
ação de moradores que não queriam piscinão isso ficou na justiça por 12 anos e não foi feito nada né na verdade o que a prefeitura precisava ter feito Ali era ter pactuado uma solução com os moradores né porque quem tá embaixo ali sofrendo no Beco do Batman naquela região baixa da Vila Madalena eh sofre com o problema da enchente Quem tá na área mais em cima não quer que ali seja feito um PIS não é é o Claro situação onde deveria haver uma pactuação entre os interessados com a mediação da prefeitura para encontrar uma solução
pro problema que é um problema que gerou a morte de um artista né importante ali que tava na sua casa que foi levado pela né pela corrente Então veja que são agora o prefeito tá falando em em remover toda a população do do Pantanal né uma situação que pode até eventualmente ser a solução mas isso primeiro precisa ser debatido com a população precisa ser encontrado uma solução Habitacional para aquelas famílias para aí dentro dessa perspectiva poder ter uma solução que pode ser essa pode ser também outras soluções como um reservatório como né um Dick que
já foi feito naquela região do ba Jardim romando que dessa vez não inundou então nós temos várias possibilidades de enfrentar o problema ele precisa ser pactuado com participação E aí a prefeitura é muito eh quer dizer não faz esse trabalho né esse trabalho participativo de participação de pactu ação e aí os problemas vão se agravando e estão aí mas não é um problema só de São Paulo né cons trabalha olha com certeza a prefeitura tem um papel Central nisso né agora veja a prefeitura também eh hoje cada vez menos tem capacidade técnica né e capacidade
de interlocução porque a prefeitura tem feito uma política de de desmontar os seus quadros técnicos as suas estruturas administrativas e ter esp alizar ou conceder né Muito das dos equipamentos municipais da então eh a sub prefeitura Subprefeitura deveria ser a grande espaço de pactuação em nível local e ela deveria ter uma capacidade de discutir ess sistemas né como resíduos sólidos como habitação como drenagem Urbana pavimentação né só que isso é feito de maneira totalmente centralizada não leva em conta né Por exemplo a gente viu aqui na nesse último ano a pavimentação de muitas ruas que
eram de paralepípedo por qu a prefeitura contratou a empresa a empresa quer o quê fazer obra quanto mais metros quadrados de recap fizer melhor fazer isso em cima do paralepípedo faz e é obviamente não é que o paralelipipedo vai resolver o problema da da enchente mas é um elemento é mais permeável ele também reduz a velocidade com que a água corre né isso é importante porque quando a velocidade da água é muito grande ela tende a levar resíduos levar tudo né e pessoas inclusive carros né como aconteceu na Vila Madalena né então a prefeitura é
é uma mas a prefeitura tá descapacitado para fazer isso né dentro dessa lógica do estado mínimo a terceirização a terceirização também ela eh como ah eh muitos dessas questões são questões recorrentes né você tem tinha nós tínhamos funcionários que conheciam o histórico porque estavam lá há muito tempo né e bom isso deveria ter sido substituído por novos funcionários que é claro as pessoas aposentam novos funcionários que vão né vão recebendo esse histórico na hora que você terciarização começa a ficar assim vai se perdendo o histórico né então de repente parece que cada vez você tem
que falar de novo do mesmo tema né quem conhece o tema e acompanha há muito tempo né provavelmente as pessoas que estavam lá no quando começou a discutir o o sei lá o Parque Linear do do Rio Verde que foi discutido em 2012 né talvez já os funcionários da Subprefeitura não estão mais lá né então a Subprefeitura tem um papel Central em relação a isso e a prefeitura Ricardo Nunes né Ricardo Nunes que veem na verdade não temos que considerar que essa nós temos aí um uma sequência de prefeituras na mesma linha começa com Dória
Bruno Covas Ricardo nes claro que teve mudança a agora por exemplo uma presença muito maior da Extrema direita no governo enquanto que Bruno Covas era né era um da da fazia parte da tradição mais centrista do PSDB então tivemos piora mas mas enquanto mentalidade de gestão não mudou tanto né e é uma uma mentalidade de terceirização e a gente podia falar de cemitérios por falar de pacauto fala de várias coisas né que essa terceirização essas concessões acabam passando a gestão da cade para o setor privado que tem fundamentalmente objetivo de lucro não de cumprir o
papel do poder público que é pensar na cidade como um todo em todos então é É triste a gente ver as coisas que estão acontecendo na cidade hoje eu né muitas vezes concedidas para 30 35 anos né pior do que isso porque nós estamos falando só da prefeitura contratar uma empresa em alguns casos é isso né alguns casos é isso contratar para fazer recap de rua mas no caso das concessões certo na verdade decidem o que fazer na verdade não só elas decidem elas TM uma finalidade a finalidade dela é ter rabilidade Qual é a
lógica você concede para em tese a empresa fazer investimentos e muitas vezes não fazem certo e ela tem que receber vou dar um exemplo que tem a ver com Esso que nós estamos falando aqui eh o Ibirapuera né foi concedido na concessão né dentro as receitas do Parque Ibirapuera tá estacionamento estacionamentos do Ibirapuera São permeáveis são impermeáveis certo se a gente for pensar médio e longo prazo e aliás isso tá dentro Dent do plano diretor tá dentro da própria perspectiva do do que se pensava que devia acontecer no mirap puera aqu tirar os carros dentro
do parque de bir apuera certo e transformar as áreas que são pavimentadas que são de estacionamento como áreas permeáveis arborizadas né recupera para você aumentar áa permeável da cidade que esse é um dos grandes problemas da cidade na hora que você concede uma das receitas previstas para a concessionária é a receita do estacionamento então né a empresa não tem interesse em eliminar o estacionamento certo e se ela for eliminar ela vai pedir indenização pra prefeitura se se tiver alguma Então veja que a lógica da concessão é uma lógica que vai contra né muitas vezes o
interesse da cidade interesse coletivo o interesse coletivo então é não ela não só não quer tanto que o Dória quando ele quando ele assumiu e que ele tinha a perspectiva de privatizar os parques de conceder os parques Ele retirou dos conselhos gestores do Parque Eu sou um dos autores do Conselho gestor do Parque ele tinha uma o conselho gestor ele era deliberativo então ele poderia discutir sobre Ele retirou aprovou uma lei que retirava o poder deliberativo do Conselho gestor que era uma Instância para discutir o que deve ser feito no parque exatamente antes de fazer
a concessão porque obviamente o conselho gestor iria não ia aprovar esse tipo de coisa qu Olha primeiro lugar antes de falar o que que nós vamos fazer para Nos preparar nós pramos nos conscientizar que nós precisamos contribuir para evitar que a emergência climática vá se agravando cada vez mais né Nós alcançamos já 1 gra5 de elevação da temperatura da terra né os cientistas têm eh definido esse ponto como um ponto do não retorno né Isso significa que nós precisamos ter clareza de que se a gente não fizer isso nó não vai ser de 1,5 2°
não ser 4 5º Então nós vamos reduzir né a utilização de recursos fósseis né de de combustíveis fósseis na mobilidade por exemplo né temos que fazer a transição da mobilidade como ela é hoje de automóveis pro transporte coletivo eletrificado que não emite CO2 né esse como um caso nas cidades né no campo reduzir o desmatamento na Amazônia então eh eh ter outra forma de tratar a questão dos resíduos sólidos com né com reciclagem com redução principalmente de geração então é um amplo conjunto de ações para mitigar as mudanças climáticas porque não adianta a gente correr
né porque veja ex vamos adaptar a cidade para as mudanças climáticas Esse é o tema você me perguntou certo só que quanto mais a grave fica com as mudanças climáticas mais as soluções que nós vamos trazer vão ser insuficientes e nós vamos chegar num colapso Porque nós não vamos ter a mesma velocidade Então nós vamos trabalhar nas com as duas perpectivas é mitigar quer dizer reduzir a a emissão de gás efeito estufa uzir doos matamentos Isso é uma questão planetária não é uma questão do país mas nós temos que dar contribuição né infelizmente nós temos
agora um negacionista nos Estados Unidos que tá estimulando né a exploração de petróleo né Eh infelizmente é o país que mais emite no mundo certo então per capta né E E então mas tudo bem mas nós temos dar a nossa contribuição e o Brasil né o governo Lula estabeleceu metas ousadas é um país que tá buscando cumprir isso mas se a gente não fizer a nossa lição de casa em cada cidade brasileira nós não vamos conseguir chegar lá agora a outra questão é bom Então temos que adaptar as cidades né você fala assim São Sebastião
né São Sebastião eh aquela chuva foi uma chuva exatamente por conta das os eventos os eventos extremos acontecem em função da né da das mudanças climáticas on é que eles acontecem eles sempre aconteceram nós vios uma tromba d'água em em Caraguatatuba né em 67 que foi semelhante a essa que morreram 200 pessoas foi uma coisa gravíssima desse ponto de vista o que ela vai acontecer agora é mais e com mais frequência e com mais intensidade E foi o que aconteceu em São Sebastião né onde a gente viu ali eh praticamente descer né e áreas que
não estavam não tinham sido afetadas pela intervenção humana né mas elas desceram e elas atingiram o quê principalmente ali na Vila do Saí atingiram famílias que estavam morando numa área que era uma área eh sensível então nós precisamos e primeiro lugar eh ter uma política de eh de remanejamento das das famílias e são geralmente famílias de baixa renda não só mas principalmente das áreas que são as que seriam as atingidas E para isso eu preciso produzir habitação produzir habitação bem localizada isso vai bater na questão ah as áreas bem localizadas são as mais caras certo
portanto nós somos uma política de uso do solo né de interferir no preço do solo G por exemplo no litoral né para pegar o caso de São Sebastião né a gente tem e milhares ou centenas de milhares de casas que são para uso temporário certo por conta do Turismo e o turismo eleva o valor dos aluguéis e eleva o valor da da da terra e das casas nós temos que ter uma política mais e consistente nessas nesses locais de turismo para garantir a moradia da população de baixa renda e aí temos que ter mecanismos podos
pensar que mecanismos de política Urbana né Por exemplo a cota de solidariedade é uma coisa fundamental o que que é a ca solidariedade é Empreendimentos de de mercado de alta renda e ser Obrigatoriamente tem que se produzir habitação de interesse social para quem vai trabalhar nesses lugares porque o problema é esse né o turismo cresce né para para um turismo eh que é eh sazonal né E aí precisa trazer pessoas para morar as pessoas né São Sebastião teve um crescimento de população muito grande em função do Turismo nos últimos 40 anos eu conheci né Conheço
ali quase 50 anos né a a região então a região era pouquíssima gente morava né o crescimento do Turismo fez muita gente migrar paraa região então nós vemos que a questão da Habitação é importante mas não falar assim precisamos produzir habitação precisamos reservar terra para produzir habitação O que significa interferir no mercado imobiliário interferir eh nos valores né E aí nós vamos entrar no choque da né da livre concorrência né Vamos entrar no choque do mercado com uma perspectiva social isso é indispensável eh outra coisa que nós temos que fazer né Essa questão dos né
já falei um pouco sobre isso mas nós temos que ter uma política incisiva do você imagina que os e que os resíduos lá de São Sebastião eles andam quase 200 km para serem depositados porque o aterro sanitário fica em term no Alto da Serra Então os resídos são ver o custo que é isso então nós vamos ter uma política de redução né não é só de reciclagem o pessoal fala muito de reciclagem nós tem ter de redução principalmente de compostagem dos resíduos eh úmidos né orgânicos né compostar muitas vezes no próprio lote Então seria deveria
ser obrigatório em condomínios no litoral por exemplo né você ter composteiras né porque eh para evitar que os que que as pessoas pensam o seguinte Ah eu pego o o lixo vamos usar o nome que as pessoas usam Peg os lixos põe na na na rua e aí a prefeitura que se vire para levar nós isso precisa ser uma responsabilidade compartilhada então com os os moradores e também com a indústria Porque a indústria né hoje produz embalagem excessivamente nós som repensar a questão de embalagens reduzir a geração de embalagem não produzir embalagens que são não
recicláveis e bo a maor parte delas não são reciclagem no caso bom em geral reduzir o plástico e novamente nós vamos bater na questão da indústria petrolífera certo então é um conjunto de ações para reduzir a geração que aí o tem várias primeiro que o os aterros eles geram gás metano que né que é um gás de efeito estufa segundo que os resíduos como as chuvas vem você não pode né quer dizer é difícil você achar que vai recolher recolher os resíduos a cada 12 horas certo então os resíduos que ficam ali eles acabam se
você tem uma chuva intensa eles vão correr pro né pros pras áreas baixas e vão entupir ou vão pro mar que é outro problema Seríssimo né Aí nós est falando da polição dos mares com plástico com né que Então veja que o problema são integrados né Eh outra coisa que é fundamental pra gente pensar a questão do né da já falei né para mitigar esses problemas é a questão das drenagens né da drenagem Urbana se tem mais né a gente falou assim ah choveu em São Sebastião eh em sei lá algumas horas o mesmo que
choveria em um ano em um mês certo que foi o que aconteceu bom obviamente né Isso significa que nós vamos ter que ter mecanismos né para reter né Essas essas águas Antes que elas cheguem no sistema de drenagem porque senão elas vão isso significa aquilo que nós já falamos ter piscininhas ter mais permeabilidade do solo né Tem uma série de assuntos que de políticas que podem ser feitas Mas infelizmente elas muitas vezes entram em choque que com a lógica a lógica por exemplo de né de empreendimentos imobiliários que emab militam o subsolo né a lógica
de pavimentação de ruas de aumento da né da expansão Urbana né O que faz com que a gente tenha mais áreas perme impermeáveis né e e tudo isso vai agravar o problema é porque você teria que ter na verdade nós tíos que ter as matas ciliares né Então na verdade a canalização dos Córregos acaba sendo uma alternativa para evitar as enchentes que começaram a acontecer porque você tinha cursos d' água muito pequenos porque porque as áreas não eram permeáveis as áreas se impermeabilizam como elas se impermeabilizam muito passou a ver inundações certo aí que que
vem a a prefeitura que é tradicional ela pega e faz uma vazão maior ela canaliza né porque muitas vezes os Córregos eram eram mais sinuosos e por serem sinuosos eles também eles geravam mais inundações Então você canaliza com uma certa vazão uma vazão é a dimensão né daquele córgo Então se calcula num certo momento que aquela vazão vai ser suficiente mas né com o evento Extremo e com o crescimento e com o aumento da Hi perolização aquela vazão passa a ser seria insuficiente então por isso que a gente fala a gente vai correndo atrás do
né atrás do do né do do do do do atraso então uma canalização que quando foi feita sei lá há 50 anos fal assim agora resolveu certo só que depois de 50 anos já não resolveu mais então eu tenho que voltar a mexer naquilo sem contar que a gente tem também muitos problemas de eh de assoreamento né dessas canalizações desses fundos de Vale dess então né O que que é assamento é isso é vai resíduos vão eh areia né quer dizer elas foram levadas pro fundo do dessas áreas que já canalizadas reduz a vazão E
aí então passa a ser insuficiente então você vê que é complexo mesmo O problema não é um problema Simples Alguém que falar que vai resolver fácil não vai resolver fácil mas você precisa perseguir né perseguir e evitar que tenha continuidade as né A as situações que nós estamos vivendo a gente vai para Porto Alegre Porto Alegre Teve uma grande enchente nos anos 40 certo e aí foi construído um sistema de dicks que existe em outros lugares do mundo por exemplo você vai pros Países Baixos no próprio nome disz Países Baixos né na Holanda né os
dicks foram construídos e com isso né eles estão muito Muitas vezes tá abaixo do nível né do nível natural né do do dos rios dos Córregos ou do mar Então você faz di Porto Alegre fez os dickes E durante né 60 anos mas 70 anos eles resistiram que aconteceu agora e também por falta de manutenção aí nós vamos voltar novamente pra questão né da da do poder público se despreocupando-se aí nós temos aquela tragédia que tá né que aconteceu que ficou dias e que tem efeitos extremamente graves né psicológicos das pessoas né e e e
não é vida assim e e eu eu não sou favorável vamos remover todo mundo etc que muitas vezes fala mas também não é vida paraas pessoas ã viverem sabendo que vai haver um novo que pode haver a qualquer momento uma nova enchente que a enchente vai para aí quando para né Por exemplo no córrego do do do do Rio Verde né o Rio Verde agora lá no beco do báo as águas baixaram em 17 minutos certo então dá aquela impressão de que ah passou só que daqui a pouco volta é então aí nós somos uma
situação bem complexa é claro que existe uma meta né de acelerar a situação do ponto de vista não só da não só do da da coleta né do esgoto na cidade como também do tratamento certo com a privatização né a privatização né Eh ela pode ter efeitos positivos mas ela vai ter a médio e longo prazo efeitos extremamente negativos já tá já estamos vivendo isso né Por quê vai por que efeitos positivos provavelmente esses 74 por eles vão ser eh aumentados né porque a empresa vai investir né ela tem meta para cumprir e para ela
interessa interessa investir por quê Porque quanto mais ela eh atender mais ela vai também receber que ela vai cobrar então ela vai inar um sistema de cobrança de quem hoje não cobra não paga e vai pagar passar acavar então ela tem até um certo limite por quê Porque a gente sabe que grande parte dos problemas de saneamento vem da falta novamente vamos cair na questão da Habitação né que são áreas que são ocupadas por assentamentos precários aonde é muito difícil você fazer a a coleta adequada eh de esgoto se não fizer a urbanização da área
então vai ter um vai vai chegar num certo momento vai bater no teto esse esse número eh e aí nós vamos ter a outra consequência que é o que tá todo mundo já verificando que é o aumento dos valores né então eh O saneamento é um serviço básico que quer dizer um serviço básico um serviço essencial ele não deveria ser interrompido certo agora a lógica da privatização a lógica da concessão é que bom quem não paga corta o serviço certo é uma lógica assim absolutamente cruel né porque muitas vezes as pessoas têm dificuldade de pagar
e a tendência né da do processo de concessão vai ser aumentar as dificuldades das pessoas pagarem o seu né a o seu esgoto né e e a água e eh isso e veja como a coisa pode ser eh grave eh a gente sabe quer dizer existe uma política esper esperar esperar seia né que a gente teria uma política de bom cada vez mais ter famílias atendidas com programas habitacionais certo eh só que uma família atendida com programa habitacional ela passa a ter a cobrança da água e do esgoto e da e do enquanto quando ela
tá no assentamento precário por várias mecanismos inclusive gatos etc não paga então o que que não pode acontecer ess família se atende com habitação como a gente tava falando que precisa ser feito e que não tem sido feito mas deveria ser feito ela é atendida mas certo de pois ela não consegue pagar ao ela não conseguir pagar que qual é a tendência a tendência ela é repassar aquela unidade Habitacional mesmo queja contrato de gaveta para alguém que tenha condição de pagar e voltar para uma situação precária então ele é cruel porque você pode a gente
pode ter uma situação de que pessoas que estariam Teoricamente resolvendo o seu problema da moradia Tá certo ou concretamente resolver moradia só que por incapacidade de pagamento ela acaba voltando para situação precária E com isso a gente tem se perde inclusive de sob dois pontos de vista O saneamento e também a questão Habitacional veja eh o plano diretor vou falar de 2014 né tá mais recente e mais grave ele eh tinha muitas eh propostas inovadoras mas que exigia maior dedicação do poder público para fazer com que elas fossem implementadas então por exemplo havia muito estímulo
a habitação de interesse social eh havia muito estímulo a que a gente pudesse produzir habitação eh para uma população de baixa renda ou de média renda em áreas ser vidas de transporte coletivo o que aconteceu aconteceu que por pressão do mercado imobiliário por Eh vamos dizer assim eh omissão da prefeitura eh se produziu eh habitação de interesse social mas ela não foi destinada à população que mais precisava então com isso se criou uma uma se criou uma distorção e esse distorção ele aconteceu de modo que eh nós tivemos uma uma série de burlas de vários
tipos desde produção de habitação muito maior do que a área que se esperava que deveria ser feita eh e principalmente a produção de habitação que se beneficiou né da se beneficiou dos estímulos que havia para produção de social né então se beneficiou a prefeitura ela revogou um decreto que exigia fiscal disso e né as incorporadoras fizeram a festa produzindo a habitação para quem não precisava E também tivemos outras distorções como por exemplo muita produção eh de unidades pequenas voltadas para investidores paraa moradia temporária com arbnb etc Então o que precisava acontecer agora no plano diretor
na revisão era corrigir os problemas certo né ser mais rigoroso por exemplo em relação ao tamanho das idades ser mais rigoroso em relação à questão de redução da produção de garagens estacionamentos como nós já falamos aqui né A questão da a questão de carro desestimular o uso do carro né ser mais rigoroso para controlar a produção de habitação de interesse social que que foi tá sendo produzida e não é destinada para quem precisa e a revisão não fez isso pelo contrário a revisão ela eh eh deixou a a boiada passar se Aumentou a área de
do de área do das unidades habitacionais que são autorizadas a serem feitas né se permitiu fazer né Empreendimentos maiores veja que Empreendimentos maiores significa menos gente morando em áreas bem localizadas né quando a gente precisaria exatamente o contrário né Eh autorizaram eh ampliar essa área de de adensamento né com impactos muito grandes em regiões que deveriam ser protegidas eh e ainda foi muito frágil no controle da produção de habitação de interesse social então eu não vou me estender demais mas o que se fez né nessa revisão para atender principalmente alguns interesses Imobiliários eh e alguns
interesses vereadores também porque a coisa foi muito mal feita né Foi um uma um projeto de lei que foi feito praticamente sem atuação do executivo né atendendo interesses que o interesses do mercado e de vereadores dispersos né com isso não se fez a revisão que ter sido feito que era para corrigir não que não que aquilo que foi em 2014 tivesse ótimo mas ele precisava ter sido acompanhado e recorri gido E isso não foi feito o que coloca um desafio para esse novo período que nós precisamos corrigir os problemas que estão colocados aí né fazer
uma leitura mais clara do território estudar Os territórios pra gente poder corrigir os problemas e fazer com que a gente pudesse ter então né uma cidade que respondesse a várias questões entre os quais essa que a gente estava falando antes a questão climática né Nós não deveríamos mais permitir por exemplo que áreas verdes eh áreas permeáveis fossem destruídas para fazer Empreendimentos não tenho nada contra você fazer empreendimentos imobiliários eh mais adensados né Eh isso talvez seja necessário inclusive para inclusive para proteger conseguir proteger as áreas permeáveis então a gente vê ag vou dar alguns exemplos
aqui o o os bque os bosques Bosque do do dos Salesianos né que fica ali no Alto da Lapa né você tinha uma área de cerca de 20.000 M Nós deveríamos ali né Eh ter uma área construída e uma área que é área verde né o empreendimento devia acontecer na área construída você vai adensar na área já construída e proteger a área verde certo e nós temos o caso lá em São Mateus né que é problema complicado que é de resíduos né como não se fez uma política de resíduos agora a a prefeitura tá na
seguinte situação eh precisa continuar pondo resíduo em aterro e não tem mais espaço então querem tirar né Eh uma quantidade enorme mais de 10.000 árvores para poder fazer ampliação do Aterro então é a falta de de de de iniciativas na hora que as coisas precisam ser feitas não são feitas e aí leva aqui nesse caso problemas que que se acumulou um em cima do outro menos área verde né mais área permeável tudo isso vai agravar as questões de eventos extremos né E vai no sentido contrário daquilo que nós faríamos fazer então nós faríamos ter um
zoneamento que hoje eu tô convencido assim proibição de de de de derrubada de áreas maciços verdes importantes na cidade né proibição e vamos fazer aonde vai com construir porque tem áreas para construir né não precisamos destruir o que já tá lá que é verde que é permeável senão a situação vai sempre se agravando o poder público olha e tem várias coisas negativas mas tem algumas positivas quer dizer positivas que em tese seriam positivas né Por exemplo a prefeitura hoje tem muito mais recursos do que teve nos últimos 30 anos né quer dizer o orçamento da
prefeitura hoje é altíssimo né na gestão Ricardo Nunes nem sabia exatamente nem tinha projeto para gastar tudo que tinha e gastou mal então nós temos recursos né melhores porque eh desde a administração ã desde a administração do pita né E principalmente a partir da Marta né até o Haddad a cidade ficou estrangulada não tinha recursos para investir hoje tem então nós temos que avançar nesse sentido infelizmente né temos avançado Mas você falou de corredor de ônibus na verdade nós temos feito zigue-zague tá mandado em zigue-zague né não vou aqui me estender escrev já um artigo
sobre isso né que vem o governo faz um corredor de H Mas vem outro não faz nada faz uma obra Viária certo agora mesmo estão querendo faz fazer né o o o túnel lá da Cena Madureira né ampliar o a Marginal né estender a Marginal do do do TT né o o Serra fez obras para fazer um três pistas a mais da Marginal do do do TT né isso aí poderia ter sido investido naquilo que a gente chama de adaptação da cidade né Nós Devíamos já ter corredores de ônibus com muito mais muito mais quantidade
do que nós temos hoje são e São relativamente baratos né além do metrô que tem precisa continuar sendo feito então nós tivemos iniciativas importantes mas veja que a pesquisa da oad que saiu essa semana mostrou uma coisa muito preocupante porque aumentou né Eh praticamente do ponto de vista eh proporcional né Eh relativo Aumentou a porcentagem de viagens por automóvel que é exatamente o contrário do que deveria ser reduziu drasticamente transporte coletivo e até mesmo uma pé Então veja estamos sentindo no sentido contrário do que devia acontecer mesmo tendo disponibilidade da prefeitura para melhorar o transporte
coletivo e uma cidade como São Paulo não pode precidia de transporte coletivo então nós ter melhoria da qualidade do transporte coletivo PR usarem menos o carro e a gente às vezes fica desanimado né porque a gente vê os dados os dados foram muito muito preocupantes que vai no stio contrário daquele que deveria ir né mas existem políticas para melhorar isso mesmo o atual governo tem alguns corredores os que estão fazendo mas é muito menos e muito menos intenso do que deveria ser se tivesse gastado 4 bilhões me que foi PR pavimentação de rua para recap
de rua tivesse gastado isso em melhoria do transporte coletivo a gente estaria muito melhor 14 13 14 isso olha fundamental né a cultura e a cidade né são duas o espaço público eles são andam junto e nós tivemos aí desde 2013 na verdade né do governo Haddad uma um forte estímulo a essa relação né para dizer que foi do Governo da naidade eu diria que antes do Governo da naidade nós tivos também uma iniciativa importante que foi a virada cultural Virada Cultural trabalhou quer dizer foi muito importante para criar essa relação de cultura e espaço
público né e com como verdade isso aumentou muito em vários sentidos eu como Vereador e como Secretário de Cultura participei intensamente a criação a regulamentação do do carnaval de rua e o grande crescimento que ele tem a partir de 2013 mas tivemos também outras coisas importantes Como por exemplo o programa de ruas abertas e a Paulista aberta que né que tá acontecendo vários programas nós tínhamos quando eu assumi a Secretaria de Cultura em 2015 nós íos uma eh nós íos um um calendário de eventos né todo mês tinha um grande evento que fazia relação de
espaço público e cultura e o carnaval foi o que mais cresceu né Eh cresceu muito né meio que assim nós tivemos aí 2014 principalmente 2013 foi o governo assumiu aí 2013 2014 foi feita uma regulamentação né 2014 já cresceu muito 2015 2016 foi o período que eu fui secretário estourou né E que então avançou muito né Eh criou uma referência é importante pra cidade é muito bom mas também começa a acontecer uma série de outras questões que vão ser também ponderadas né primeiro que não necessariamente a gente precisa ter um crescimento ilimitado que esse crescimento
ilimitado até às vezes descaracteriza né a né a a potência que poderia ter esse evento eh eu trabalho muito na Perspectiva né que foi quem trabalhou muito a discussão também dessas novas regras que é um carnaval gratuito um carnaval democrático sem custos para as pessoas né Eh que é a que é o a Sadia cultural né que é pensar o carnaval como CAD cultural e não como evento né E nem como mercado agora existe por parte da da atual gestão que é a gente vê que tudo faz parte da mesma lógica né a ideia de
estimular a ideia dos eventos né dos patrocínios né e e e do mercado que né que essa ação acaba tendo né criando então a gente vê aí hoje esse problema que é um conflito né entre né aqueles que atuam no carnaval na Perspectiva da Cidadania cultural e e esse limite é muito difícil de estabelecer e aqueles que usam o carnaval como parte de um né de um negócio né de um negócio rentável etc então nós temos carnaval de rua ele precisa ser repensado e a prefeitura tem sido muito eh relapsa em relação a pensar esse
essa questão né Por exemplo uma das questões que eu critico sempre é o fato de ter se retirado da Secretaria de Cultura né Não é questão de ser Secretaria de Cultura tirado do da perspectiva cultural a a a a a gestora principal do evento nós até 2017 eh a secretaria de cultura era a coordenadora do carnaval de ua tinham várias secretarias envolvidas porque tem que ter né secretarias para garantir a infraestrutura que era um dos das que a a a infraestrutura do carnaval ser garantido pelo poder público eh eh mas quem quem é o o
interlocutor com os blocos com os demais setores inclusive com a polícia militar etc é a Secretaria de Cultura a partir de 2017 isso foi né foi paraas subprefeituras Eh agora esse ano foi pro spturis E aí né e na verdade vai se perdendo a ideia do carnaval de rua como parte né da Cidadania Cultural de um evento de cultura e começa a ser pensado como um evento né de negócios de mercado claro que não estou dizendo que isso não pode ser importante né porque faz parte da cidade também da desse do atual estágio a gente
poder ter um carnaval de rua que eh faça parte de um calendário né de né de eventos da cidade que as pessoas venham para São Paulo né Tudo bem é isso tem que acontecer é bom né mas não não pode se perder a perspectiva cultural não se pode colocar a perspectiva de negócio na frente da perspectiva cultural não se pode se anular e as as intervenções que são intervenções realizadas diretamente por pessoas que estão promovendo a Inovação na Cultura né para criar um evento né um evento que vai dar lucro e que vai descaracterizar e
aí tem uma outra questão eh que é também o conflito entre o cal de rua e as pessoas que não querem participar do carnaval de rua né Então esse é um outro desafio que também exige pactuação né isso com pactuação com conversa pode ir se resolvendo né agora quando se V uma imposição de cima para baixo fica mais difícil obrigado eu agradeço o convite estamos sempre à disposição aí do Brasil de fato pra gente poder dialogar sobre a cidade Y