olá bem-vindo ao canal sobre linguagem meu nome é Lucas Maciel Sou professor na Universidade Federal de São Carlos estudioso das obras do Círculo de bakhtin há quase 20 anos um vídeo de hoje nós continuamos falando a respeito da obra problemas da poética de Dostoiévski nós estamos no capítulo 2 a personagem semifoque pelo autor na obra de dostoievski nesse vídeo vou falar a respeito da parte Inicial deste Capítulo É nesse capítulo o Batman vai falar ele inicia o capítulo falando a respeito de três pontos fundamentais da sua concepção de romance polifónico que são a relativa Liberdade
da personagem da sua voz a colocação das ideias no romance polifónico e os novos princípios de conexão do romance polifônico especificamente nesse capítulo dois ele vai focalizar essa relativa Liberdade da personagem sua voz ou seja ele vai mostrar como é que o autor precisa construir uma nova concepção de personagem uma nova posição do autor em relação a essa personagem para falar a respeito disso O assim vai propor o que ele chama de romance monológico que algumas comum ao romance polifónico que o romance concebido pelo Dostoiévski bom no romance monológico o romance comum Só existe a
consciência a consciência do autor por isso que ele é um romance monológico existe só uma voz só uma consciência que é adulto esse autor que a única consciência do romance ele está distanciado dos personagens ele observa essas personagens de longe e ele fala sobre essas personagens então o seu lugar de distância dessas personagens é como se ele falasse não com pessoas mas sobre objetos essas personagens são de alguma maneira objetificadas nesse romance monológico o autor traz um conjunto de traço caracterológicos individuais comportamentais subjetivos sociais dos personagens traços esses que respondem à pergunta Quem é esse
personagem Então esse autor distante do personagem ele já traz um Conjunto de características que diz quem a imagem é moda estes personagens já é algo ele já é acabado no sentido de que ele corresponde a um conjunto de característicos o que se espera é que esse personagem que seja constante ao longo do romance porque isso faz parte do plano do romance imunológico o personagem precisa corresponder ao que dele se espera então assim por exemplo ele alguém tem um desvio de caráter é um assassino o que se espera que seu comportamento justifiquem esse sapos ao longo
de todo o romance com o personagem de alguma maneira não muda ele Alguém já é acabado objetificado já no romance polifônico o autor ele vai é abdicar da sua posição isotópica esse autor que estava muito distante da personagem ele vai virar um nível da personagem para dialogar com essa personagem para conversar com as personagem para permitir que essa personagem desenvolva sua consciência de uma maneira tão plena pantufa dele então e para que haja esse respeito o personagem o autor vai ter que estar no mesmo plano da personagem e obviamente além da Consciência do autor de
uma determinada personagem pode haver outras consciências outros personagens com suas consciências tão prevalentes quanto do autoridade das outras personagens além Dias Todas aquelas características exteriores individuais comportamentais e até características físicas do personagem não serão mais novas pelo autor Mas pela própria personagem essa personagem que vai nos dizer aos leitores quem ela é mas como essa personagem será focalizada a partir da sua auto consciência da maneira como ela vê o mundo como ela vê o outro e como inclusive ela mesma se vê essas características não serão estáveis é porque assim como na vida real há dez
anos atrás você provavelmente se entende de um modo diferente ver os outros de um modo diferente via o mundo de um modo diferente e hoje você se vê de um modo ver os outros e o modo ver o mundo de um modo E daqui a dez anos Provavelmente você vai se ver de um modo diferente dos outros de modo diferente ver o mundo de um modo diferente também a personagem Então até mesmo essas características aparentemente estáveis sejam do campo é das questões comportamentais éticos Morais sejam das contas até mesmo suas questões de aparência física ela
serão objeto de reflexão das personagens e portanto elas ser instáveis nesse sentido é Além disso parte vai dizer que quem pode dizer que a personagem é não será mais volto mais a própria personagem E para isso o autor vai ter que provocará personagem para que ela diga assim ó ai já que não é mais o autor e a autorizada dizer quem é ué se o autor de sete em ela é eu tenho um Romance ao modo do romance monológico em que existe uma consciência que se sente autorizada a julgar o outro a dizer como o
outro é bom termos Gerais é isso que o a TIM começa a discutir nesse capítulo Mas vamos aos slides para ver como ele traz risco né ao longo do texto como seus exemplos é bom a personagem para dos clientes a personagem de dos apps que não é um conjunto de traços sociais e individuais que permita responder quem é ela esse conjunto de traços é comum do romance monológico mas não no romance polifónico em que a consciência do autor não fala sobre uma personagem Mas fala com uma personagem e essa personagem que trará as suas características
e falar falará sobre o que ela é a personagem importante nos resta é um ponto de vista do mundo e de si mesma está igualdade com os outros outros esses que tem as suas próprias visões de mundo então o que interessa o modo de focalizar o mundo agora não é o mundo exterior dado pelo narrador dado pelo autor é o mundo da personagem assim como Nossa eu vejo um da parte do meu ponto de vista e você vê o mundo a partir do seu ponto de vista E aí do romance polifônico é que o mundo
não seja algo exterior mas estado a partir do personagem e da sua auto consciência se vai ver a si própria vai ver ao horto e vai vir ao mundo e frente a essa auto consciência da personagem haverá outras alto consciências de outros personagens mostrando portanto novo modo de organização do romance bom essa nova personagem do stress que a limpo novos modos de abordagem né o autor não vai poder falar sobre ela ele precisa respeitar a sua visão e para respeitar a visão dos muros da personagem o autor não pode mais falar sobre a personagem ou
no lugar da personagem pela personagem o autor precisa falar com a personagem por isso que o bot vai dizer que romance polifónico ele é um grande romance ele estruturado Nas questões de lógicas Por que o autor ele precisa falar com a personagem de alugar o personagem daí a importância da interação dialógica entre o autor EA personagem entre as personagens geral batting a última palavra não caberá mais ao outro mas a própria personagem a própria personagem somente é que poderá definir quem ela é Lembrando que como essa personagem está em processo contínuo de formação e de
modificação essa última palavra nunca vai ser estável porque ela vai sempre poder ir mudando E aí E aí o bom é como nós falamos esse conjunto de traços exteriores né posição social as características individuais comportamentais aparência externa da personagem todos esses traços não serão mais dados pelo outro mas serão objetos de reflexão da própria personagem nesse sentido batismo é dizer que o do estresse não representa a personagem é um conjunto de traços que seja capaz de dizer quem ela é mas a auto consciência da personagem Ou seja a maneira como a personagem toma consciência de
si toma consciência do outro e toma consciência do mundo e nesse sentido desbaste nós não temos quem a personagem é mas de que modo ela toma consciência de si mesmo é uma TIM continua nessa discussão vai dizer que ao lado da auto consciência da personagem só pode existir outra alto com Sims ao lado de seu campo de visão outro campo de visão e assim como eu disse assim como o número real de Fato né cada um de nós tem o seu modo de gelo mundo e esse modo de ver um D confrontado com o modo
de ver o mundo dos outros jeitos no romance a ideia do romance polifónico é que exista essa interação entre personagens cada um dos quais Traz a sua consciência que é plenivalente cheia de sentido e de significado e de equivalência em relação as outras isso não quer dizer que exista que não existam questões hierárquicas que um não possa mais em termos sociais econômicos que o outro isso quer dizer que quanto a consciência quanto ao fato de do modo como eu vejo o mundo o meu modo como eu ver o mundo é tão pequeno quanto do outro
porque ninguém pode impor seu modo de ver o mundo assim como eu não posso impor meu modo de ver o mundo ao outro e nesse sentido essas personagens elas dialogavam confrontar os seus pontos de vistas inclusive para que esses pontos de vista estas possam ser reformulados ao longo do romance naquilo que o batismo é chamado Grande diálogo do romance que são essas interações contínuas entre as personagens entre personagens e autor deve-se grande algo em dessas auto consciência se entre essas consciências que se debatem que refletem a respeito de determinados temas etc bom nesse sentido é
vai dizer o Pati né o que eles ficam crítico literário Por exemplo quando ele leu né a gente pobre que é o a primeira novela do dostoievski e é que o primeiro novela dos Neves cujo um dos personagens principais é o uma caixa de Schin e ele vai entender que uma caixinha fresquinho é um personagem A exemplo dos personagens do Olá Google como por exemplo o isso que está aqui em um capote e do fogo é o jeans que vai entender que o Big o marcar de rosquinha é um personagem funcionar público pobre enriquecido pela
autoconsciência Então o que o dos prédios que teria trazido né de inovação né em relação por exemplo ao Gogo é que ele traz alto com seis mas batimentos não é só prazer algo com vocês é mudar o modo de representação E aí que eu vou ter pode de longe falar de uma personagem que tem auto consciência só que não as polifónico não é falar de longe não vamos polifônica colocar todo mundo da representação a partir da alto com vocês então mundo que nós vemos na prosa dos dentes é o mundo dado a partir da personagem
é um modo como ela vê o mundo como ela vê o outro como ela se vê então é um novo modo de representação nesse sentido para dizer batting auto consciência não apenas enriquece a personagem mas ela absorve todos os traços da personagem Então não é só mais um traço agora eu também óleo auto consciência da personagem eu mudo o plano de representação que lhe será dado pelo autor agora é dado a partir da Alta consciência da personagem é e claro esses traços passam portanto a serem conclusivos como a própria consciência é na medida em que
nós podemos mudar a nossa maneira de nos vemos de ver os outros tiver o mundo até esses traços aparentemente estáveis do que seriam capazes de definir quem nós somos esses traços podem mudar e eles mudam e aí vai se mostrando que a personagem é uma personagem não acabada ela não é concluída porque a auto-consciência nunca é concluída sempre está mudando e é segundo patins focalizar a outro consciência da personagem já de compõem a unidade imunológica da obra e porque ela já decompõe a metade de uma lógica da obra porque eu não tenho mais apenas a
a outra consciência do autor quando eu tenho apenas uma auto consciência que é algo consensual porque tem um romance de uma consciência monológico mas a medida em que eu tenho mais uma consciência daqui é de um personagem que eu já tenho um mundo que não pode ser mais chamado de imunológico e é Além disso o autor não mais define a personagem de sua sólida posição exterior o autor ele não está mais autorizada dizer que a personagem é ela que vai dizer quem ela é a inclusive como essa personagem vai personagem em constante transformação Assim como
nós na nossa vida nossa continuamente mudamos essa personagem não precisa mais corresponder Ao que se espera dela porque os seus traços característicos e interiores e exteriores eles não são mais estáveis eles estão em constante modificação e em constante avaliação e reflexão pela própria personagem é o ponto de vista é disse exterior está privado da palavra conclusão conclusiva seja um autor seja uma outra personagem ela nunca vai poder dizer quem aquela personagem é assim como no mundo real é ninguém pode nos dar a última palavra porque se alguém disser vocês você pode mudar fazer algo que
não corresponde àquela definição que foi de nada também a personagem do seu esquema vai poder sempre mudar e ninguém nem um autor nenhuma outra personagem está autorizada a dizer quem é aquela personagem e definir lá porque enquanto Existe vida existe auto consciência informação existe a possibilidade de mudança Então essa palavra conclusiva essa palavra que objeto fica que faz do outro coisa morta a respeito do qual eu falo de uma vez por toda não corresponde a ideia do plano polifónico do dostoievski que é criar uma personagem que nunca está concluída e que da sua alto com
seis Vai vendo mundo e transformação os outros em transformações EA em transformação e a si própria em transformação em um exemplo que o o batismo é trazer é a ou do homem do subsolo né aqui do da novela memórias do subsolo bom aqui memórias do subsolo que que nós temos e nós temos esse homem que é um homem do subsolo que fica sempre tentando adivinhar as palavras dos outros sobre ele ou escutando que os outros falam sobre e sempre negando então todas as vezes que as pessoas tentam definir o que imagina que haja uma alguém
dando uma definição para ele busca quebrar essa definição né não corresponder a sua definição a definição exterior que vem do outro ninguém pode me definir então o homem do subsolo é aquele que vai mostrar até o fim de ninguém pode definir Portanto o exemplo que bate em paz é do homem do subsolo que nega as conclusões exteriores cabe a ilha a última para feliz sempre reserva última palavra então se dizem que ele é algo ele pretende fazer algo diferente para contra contra dizer aquela definição para dizer que ele não cabe dentro daquela de O que
foi nada aí é bom nesse sentido né Aí eu bati em trouxe exemplo dorme solo mas o fato é que não apenas ao aumento de só mas personagens principais aos heróis dos romances e das novelas vocês penas é sempre será nada a possibilidade de mudança portanto Nunca será dado uma palavra final uma palavra conclusiva nesse sentido Dostoiévski reserva A Última Palavra as próprias personagens quem pode se dar a última palavra ou pelo menos se não for a última palavra falar desse são as personagens nesse sentido o que que o a Tim vai dizer que toda
construção artística do romance dos apps que ela está voltada para a revelação da palavra da personagem Então se o autor ele não pode mais dizer quem a personagem é o que ela e pensa como ela se define como ela vê o outro como ela veio mundo ele vai ter que de alguma maneira provocar essa personagem para que ela diga quem ela é nesse sentido watching vai falar a respeito desses procedimentos artísticos provocantes inclusive ele vai trazer uma definição do mikhailovsky que diz que o Dostoiévski é que um talento Cruel porque ele de alguma maneira é
imporya torturas Morais as personagens para que eles se revelasse bom o que vai ser o patin existem vários procedimentos artísticos através dos quais o autor pode fazer a personagem se revelar ele vai comentar nessa passagem aqui no capítulo 2 a respeito de um desses procedimentos que é um procedimento que o próprio dos clientes que chamam de Fantástico e e mesmo se consideram realista no mais alto grau porque ele quer ver o homem como ele quer ver as relações entre os seres humanos e esse procedimento Fantástico seria a espécie de uma estenógrafo de uma pessoa que
fica ali registrando né É datilografando tudo que o outro fala tudo que o outro pensa Esse estenógrafo é que seria uma ideia fantástica que estaria em uma criatura doce então que uma criatura do se você tem um marido de estar ali olhando para o corpo da sua esposa que se suicidou next o corpo tá ali sobre uma mesa e esse marido começa a ter seus pensamentos suas falas né refletindo sobre aquilo né porque ao mesmo tempo em que ele se sente culpado pelo suicídio da sua esposa ele quer se justificar mas como vai se representar
isso então o dos 10 que lançar mão é desse procedimento Fantástico e seria alguém estaria ali registrando esses pensamentos essas falas esse marido para que para que não seja o autor que falho que personagem intensa mas é seja de algum módulo permitido aqui o próprio personagem que sabe a representação dos seus pensamentos em conflito das suas falas e conflitos é interessante aqui inclusive destacar essa observação do batismo que trazer procedimentos provocantes né é provocar a palavras o outro não é simples remoção da palavra do autor é por gente se eu fizer cenas sem a palavra
Doutor ou se eu trouxer uma narração em primeira pessoa né não tem a palavra Doutora na palavra do personagem não é isso mesmo ali eu posso ter um romance monológico romance em que de alguma maneira e não seja respeitada auto consciência do outro não seja respeitado os diálogos interiores que essa personagem tem consigo própria olhar focalizar essa auto consciência numa ele como ela vê o outro-mundo' assim mesmo não são necessários outros procedimentos como por exemplo dos Tenório e o outro se bate mais e mais à frente como quando o próprio autor o narrador provoca uma
palavra da personagem quando um outro uma outra personagem provoca a palavra da personagem para que ela diga quem ela é ou inclusive situações do enredo que provocam a personagem para que ela diga quem ela é então não é só a remoção da palavra do autor não é só a narração em primeira pessoa são novos procedimentos que levam a personagem assalto revelar e tudo isso é feito e para aqui é você consiga ter aquilo que ele colocou lá no início uma relativa Liberdade da voz da personagem do seu discurso do seu ponto de vista sobre o
mundo claro que é uma relativa Liberdade porque o altura ainda continua como organizador dessas vozes ele ainda é é alguém diferenciado da personagem mais quanto as ideologias quanto aos pensamentos as ideias das personagens e a seriedade com a qual eu entendo e Respeito aquelas ideias aqui eu tenho um novo modo de formulação do romance em que Diferentemente do romance em que havia uma única consciência que era a consciência do sabia de tudo e que do seu excedente divisão do seu ponto de vista diferenciado falava sobre o outro agora o tem um autor e se coloca
no mesmo plano da personagem para dialogar com esse personagem e essa personagem também vai poder dialogar com outros para que nos embates entre esses diferentes sujeitos e entre essas diferentes personagens entre as suas diferentes vozes eu possa olhar a formação da auto-consciência uma essa auto consciência que é agora um novo modo de representação a partir do qual o mundo vai ser dado todo mundo agora não é mais o mundo exterior dado pelo narrador pelo autor é o mundo da própria personagem é a personagem que vê o mundo é personagem que ver o outro e a
personagem que vê si própria e por que ela vê se próprio todos os seus traços individuais exteriores e interiores são inconclusivos porque a própria personagem é alguém conclusível já que desde a sua auto consciência nunca é haverá uma e é passível de dizer quem ela é de uma vez por todas bom essa então é uma primeira parte do Capítulo dois né and watching enfoca a personagem é na obra do do dostoievski Eu espero que você tenha gostado do vir vai me dizendo Aí que você está achando no próximo vídeo a gente continua no capítulo 2
eu agradeço você que me acompanhou aqui até o final do vídeo Não deixe de comentar um deixe de curtir isso é muito importante para que o YouTube entenda que esse conteúdo é importante para outras pessoas um grande abraço muito obrigado e até o próximo vídeo