Boa noite para todos nós. >> Boa noite, Nair. Boa noite, Cirlei.
Sejam muito bem-vindas à nossa casa. A vida na terra, ela costuma ser um uma sequência de muitas dores, de muitas frustrações e de muitos desencontros. Nós temos, na verdade, dentro da literatura espírita, muitas páginas discutindo exatamente esses dramas que nós vivemos na vida física, as dificuldades que a gente tem ao longo das existências corporais.
E ao mesmo tempo nós temos informações muito preciosas que a doutrina espírita nos traz para interpretar esses problemas que a vida possui. Nós temos muitas vezes dificuldades muito grandes com o nosso corpo físico, porque nós temos expectativas de que ele, de certa maneira corresponda aquilo que a gente deseja. que os nossos corpos tenham uma funcionalidade melhor do que de fato eles apresentam.
Uns de nós vem com problema no estômago, outro tem um problema no rim, outros são problemas eh de coração, cada um de nós com dificuldades diferentes, maiores ou menores, mas os nossos corpos físicos, eles são sim ainda que nos ofertado para uma existência longa, eles trazem muitas muitas vezes limitações e essas limitações nos entristecem, nos frustram, porque nós gostaríamos tanto de ter uma vida muito mais saudável. E é essa saúde nem sempre acompanha aquilo que a gente quer. Nosso corpo físico às vezes apresenta muitos males.
Alguns deles até provocados por nós, pela maneira como a gente viveu, pelas opções que a gente fez, mas de outras vezes não. De outras vezes, nós já nascemos e já percebemos que nós trazemos na matriz do nosso corpo físico algumas imperfeições, algumas dificuldades que nos entristecem muito. E o que é pior é que na medida que a gente vai envelhecendo, vai ficando sempre pior.
a máquina vai só piorando, porque você vai vivendo aquilo que antes estava bom, começa também dar problema. Então, nós termos eh dificuldades orgânicas, conflitos no sentido da nossa saúde física é muito comum, porque nós percebemos claramente que a nossa humanidade é uma uma humanidade muito doente. Muitas doenças, muitos conflitos.
Mas quem dera que os nossos problemas estivessem somente no corpo físico? Quem dera que os nossos dramas fossem somente as nossas doenças corporais, os nossos adoecimentos que a gente vai no médico, tenta de uma forma ou de outra compensar. Nós temos também muitos adoecimentos que decorrem de uma outra área nossa também muito comprometida, que é a área do afeto.
Meu Deus, quantos de nós gostaríamos de ter alguém que dissesse que nos ama, alguém que nos fosse companheiro, que dividisse conosco a resistência, que estivesse presente nas nossas horas difíceis, que fosse efetivamente alguém que eu sei que eu poderia contar numa hora de uma doença. Muitos de nós não temos, alguns de nós até temos alguém que faz esse papel de ser uma pessoa que você confia e sabe que ela vai cuidar de você. Mas muitos de nós não temos.
Adoraríamos poder dividir a vida com alguém. Alguém que nos chamasse de meu amor, alguém que nós pudéssemos confiar os nossos corações e que soubéssemos que é um parceiro que vai trilhar a jornada da existência conosco. Ah, quantos sonhos nós acalentamos nessa direção e descobrimos muitas vezes que uma existência inteira se passa e nós nem conseguimos esse tipo de relacionamento.
E aí, Paulo, a gente sofre muita solidão. A existência parece ficar mais longa e a gente olha os outros na rua e diz: "Puxa a vida, só eu que não casei, só eu que não tive ninguém". E todo mundo que não casou diz que é só ele, que é só ele.
E enquanto tem aqueles que estão casados dizendo: "Ai, como eu gostaria de não estar, meu Deus! Ai, como eu gostaria de ter ninguém, ah, como eu gostaria de ser só". Então, essa insatisfação das nossas relações afetivas, essas nossas dificuldades, elas também se somam aos nossos dramas do corpo físico e que nós enfrentamos desafios imensos, sejam os que não estão com alguém e que gostariam de ter alguém, e aqueles outros que estão com alguém e que gostariam de não estar com esse alguém, gostariam até de estar sozinhos.
E a gente vai levando a vida, porque é o que nós temos e a gente vai conduzindo. Mas quantos de nós não nos amarguramos em função das nossas histórias afetivas, dos nossos dramas, das dores que nós trazemos. Mas existem outras dores também que não são só da escolha de um alguém para dividir conosco a vida.
Nós temos também dores que dizem respeito às nossas dificuldades em termos de grupo social, as nossas dificuldades sociais, nosso ambiente familiar, não é bem a pessoa que eu escolhi só, mas é o elenco daqueles que compõem minha família. É filho. Às vezes a pessoa com quem você convive é até uma pessoa maravilhosa, mas e os filhos, Senhor Jesus?
e as criaturas que se agregam dentro desta família, não é? Porque quando a gente casa com alguém, a gente casa com a família toda, né? E aí quando vem, vem os cunhados, vem, vem o sogro, cadê a Kelly?
Vem o sogro, não é? E e eu nem vou dizer que vem a sogra, porque é muito perigoso a gente falar de sogra. Porque quando a gente fala muito de sogra, a gente cria um problema e ela pode ver como mãe na outra.
Então, para ela não vir como mãe, é melhor a gente passar por cima, sabe? Então, quando você casa, não é só aquela pessoa. Às vezes o relacionamento até é bom, mas o que vem no entorno é difícil.
suas relações com filho, com cunhado, com neto, com sogra, com sogro, irmãos, pai, mãe, quantos conflitos a gente traz das nossas histórias de infância, quantos traumas nós temos em nós, quantas sequelas emocionais nós trazemos em função das nossas histórias familiares, desse grupo social do qual a gente faz parte. De outras vezes nem é bem a família, mas é um ambiente onde a gente se movimenta. Eu odeio meu bairro, eu odeio minha cidade, eu odeio o meu trabalho, eu odeio as pessoas com quem eu convivo.
Eu não suporto a convivência com as pessoas que dividem comigo a tenho raiva desse pessoal todo. me incomoda, me irrita ter que conviver com esses que são, na verdade, eh, companheiros que dificultam muito a minha jornada. Então, a gente traz problemas físicos, traz problemas no campo do afeto, traz problemas nesse campo social e tem um outro que também não pode ser esquecido, que são as nossas dificuldades econômicas.
Ai, como eu gostaria de ter uma família que tivesse dinheiro para eu entrar no supermercado, nem olhar quanto Deus. Só passa o cartão, esquece, vai sobrar mesmo todo mês que a gente nem se preocupa com nada, não tem, não conta os centavos, não, não precisa fazer economia. Outro dia eu tava vendo a rainha da Inglaterra nunca fez compra no mercado, gente.
96 anos. Ela nunca entrou, nunca empurrou um carrinho, só fazia abrir a dispensa, tava lá. Não, beleza.
Mas nem todos nós temos essa possibilidade. Às vezes a gente luta tanto para conseguir ter uma estabilidade, fica aguardando chegar dezembro porque vem o 13º, agora vai, agora vai. Aí bate o carro no final de novembro vai o dinheiro todo do 13º do carro.
E a gente luta de quando a gente pensa que vai melhorar, acontece um problema lá, você volta. é uma luta interminável pela busca de uma estabilidade financeira que não acontece. Então, essas situações todas, quando elas se somam, elas nos dão uma sensação de que a vida é muito pesada, que isso é uma cruz interminável.
E por esse motivo, muitos de nós desenvolvemos um sentimento de desagrado com a vida. desinteresse de viver. Eu não quero mais porque meu corpo é doente.
Eu não quero mais porque eu não encontrei a pessoa que eu gostaria de amar. Eu não quero mais porque eu não suporto minha família. Eu não quero mais porque eu odeio ser pobre.
Então a gente luta desesperadamente e não consegue decifrar essas questões. E podemos desenvolver, Det nas nossas histórias de vida. Um sentimento que hoje é muito comum chamado vazio existencial, em que a pessoa diz: "Eu não vejo sentido para viver".
A vida é uma sequência de dores. Acaba uma, começa a outra. É só problema.
E quanto mais envelhece, pior fica. Nós caminhamos paraa velhice, para a decreptitude, para a doença, para a morte. Então, há uma leitura muito pessimista que hoje está tomando conta da nossa humanidade e que tem produzido uma quantidade incontável de vítimas, de criaturas que, em função do vazio existencial desistem de continuar de maneira efetiva na existência.
Uns se abandonam nas drogas e não querem as responsabilidades e utilizam as drogas como fuga dos seus processos de dor. mergulham em outras viciações para anestesiar a consciência através do álcool, do sexo desregrado, de uma vida de irresponsabilidade, para não fazer contato, para não tentar se defrontar com a realidade que a vida possui. Não querem resolver os problemas, não quero nem ouvir falar disso.
E entre esses quadros dolorosos que a nossa humanidade tem, existem aqueles que diante das angústias de não conseguirem encontrar solução para seus problemas das frustrações sucessivas que passam Leopoldina, das formas como eles sentem que parece que a vida não tem nada de positivo, decidem inclusive interromper o fio da vida, saindo pela enganosa porta do suicídio. Eh, todas essas coisas acontecem na nossa sociedade. As taxas de suicídio, inclusive t crescido muito nos últimos tempos.
Andei dando umas umas observadas nos resultados disso no dataus, observando as curvas, o que que está acontecendo e posso dizer para vocês com com certeza sim, está aumentando e está aumentando muito. E além de estar aumentando muito, aumenta em todas as faixas etárias. Aumenta entre as crianças, aumenta entre os jovens, aumenta bastante entre as pessoas maduras e aumenta entre os idosos.
Ou seja, todas as faixas de idade estão experimentando um processo de adoecimento e de desistência de tudo isso. Então, a doutrina espírita, observando esse fenômeno, ela vem em nosso socorro oferecer para nós uma leitura diferenciada do sentido da vida, levantando o véu que nós nem sempre conseguimos ver para nos mostrar o que é de fato a existência humana. que a existência humana, não, não, mil vezes não, não é simplesmente do berço ao túmulo, isso não é a vida.
A vida é muito mais do que isso. E quando a doutrina espírita vem para nos contar que a vida continua, para falar para nós, Fabiano, que a vida é muito, mas muito maior do que a gente pensa, não é um conceito filosófico. Não é porque tá escrito, ah, que tá escrito esse livro, então só escrito que porque não é, não é a doutrina espírita, ela não é uma doutrina que se assenta sobre hipóteses filosóficas.
Ela se apoia no na questão objetiva da mediunidade, porque são aqueles mesmos que estão do outro lado da vida que vem nos contar que estão vivos através da mediunidade. São aqueles que viveram na terra que t acesso a nós, que vem dizer que a vida continua. Não é um livro, não é um filósofo, não é um pensador, não é um guru, não, não é.
São milhões e milhões, são bilhões de mensagens que vêm do mundo espiritual nos contando sobre a imortalidade da alma. fenômenos, os mais diversos e incontestes de que a vida continua, tiram de nós as dúvidas sobre a continuidade do existir. E é aí que a doutrina espírita tem a sua força.
A sua força vem da naturalidade com a qual o Espiritismo lida com o mundo espiritual. Sim, é verdade. O espírito se comunicou, deu uma uma comunicação, recebemos uma mensagem falando de coisas que o médium nunca poderia saber, detalhes da vida de um de outro, questões que não foram faladas nunca em público, espíritos que se materializam, que aparecem fisicamente e que muitas vezes podem ser até tocados pelas pessoas.
Fenômenos extraordinários que a gente tem a chance de ver. dão a nós uma certeza inquestionável de que verdadeiramente existe a continuidade das nossas existências. Mas seria muito pouco se o espiritismo viesse apenas dizer para nós que a vida continua.
Era bom. É bom saber que a vida é bom. É muito bom saber que a vida continua.
É bom. Porque se a vida continua, nossos filhos estão vivos, nossos amores nos aguardam, não estamos, na verdade, separados eternamente daqueles a quem amamos. Não, isso é magnífico saber que eu vou poder abraçar de novo as pessoas que eu amo, dizer a elas o que eu não disse de que elas são importantes para mim, poder ter a chance de corrigir no reencontro com esses espíritos as questões ficaram que ficaram em aberto.
Ah, isso é maravilhoso. Mais do que isso, o Espiritismo vem nos contar uma coisa que dá todo o sentido às nossas existências. vem nos contar que o objetivo da vida, Renê, é oferecer a todos nós o acesso à felicidade.
Sim, esse é o propósito de Deus, que nós consigamos ter acesso à felicidade. É, é esse o objetivo, que você consiga ser feliz. Só que para ser feliz há uma condição para ser feliz.
A felicidade ela decorre da experimentação do amor. O espírito que não ama não tem condição de ser feliz. O o a felicidade, o destino de todos nós é, na verdade o resultado de um processo de amadurecimento, de experimentação do amor.
Então, o que Deus quer de nós? Que a gente aprenda a amar. Porque essa é a condição para que você consiga ser feliz.
Qual é o propósito de Deus com relação a nós? Que você descubra que o amor é a única alternativa que você tem para encontrar a felicidade. É o que diz a questão 614 de O livro dos Espíritos.
O homem só é infeliz quando se afasta da lei de Deus, quando se afasta do amor. Então, nós vamos descobrir por essa perspectiva que o objetivo de Deus quando nos entrega a mensagem espírita é entregar para nós o sentido pelo qual a vida se apresenta para nós. Por que na verdade eu tenho um corpo doente?
Porque na verdade, será que foi eu assim ao acaso? Bora, tu tem que renascer. Vai, pega esse aí, desce.
Tá na hora. Pega esse corpo, veste, vai. Não, não é dessa forma.
O corpo expressa as histórias que eu preciso resolver. O meu estômago problemático tem a ver com o meu passado, tem a ver com a minha história. Às vezes a gente sonha tanto ser mãe, ser pai, não consegue engravidar.
Meu Deus, me concede a paternidade, me concede a maternidade, não ovula e tenta e faz eh reprodução assistida, um sofrimento. Por que, meu Deus, isso? Segundo a doutrina espírita, uma boa parte, não digo a totalidade, mas uma boa parte das situações nas quais os nossos corpos são doentes é em função de histórias mal resolvidas que a gente tem.
Então, se eu maltratei muito uma parte do meu corpo, a tendência é que eu renasça com alguma sequela nessa parte do meu organismo. Se eu tive algum tipo de mau uso, é razoável que na minha reencarnação eu tenha um comprometimento no corpo físico, exatamente para que eu consiga, com essa experiência nova repensar, dizer: "Ai, mas é tão boa maternidade, queria tanto ser mãe". De repente, essa pessoa que hoje quer tanto ser mãe, não tinha muito interesse de maternidade no passado, não estava muito ligada nisso.
Então agora essa experiência frustrante, sim, é verdade, ela vai acionar os mecanismos para despertar em nós o interesse pela maternidade, pela paternidade. Uma saúde. Eu queria, ah, se eu tivesse um estômago bom para comer uma feijoada no sábado daquela caprichada, nem precisava ter orelha de porco, só mesmo uma costelinha, né?
Então, quando a gente tem esse tipo de expectativa, é porque de repente aquilo está mexendo em nós. Essas experiências do corpo, o objetivo dela não é que a gente se frustre, que se entristeça, que se considere um desgraçado. É para que nós aprendamos com as experiências que o corpo nos concede a compreender que existe uma razão e eu começar a olhar o meu corpo como um ambiente sagrado que por algum motivo eu não consegui respeitar.
Então eu vou ter que trabalhar nesta existência para corrigir. É o mesmo raciocínio para a questão do afeto. Ai que sonho de ventura ter alguém para dividir.
Não tem. Não aparece ninguém. Mas aparece e ainda às vezes ainda a gente ainda nasce feio, né?
Dá para complicar a situação. Às vezes você tem um sonho de ter alguém, mas não consegue, não, não realiza essas questões. No livro Vida e Sexo, Emanuel trata esta questão chamando de cárceres afetivos, que são as circunstâncias nas quais o indivíduo renasce com alguma característica física que dificulta a comunhão sexual, a comunhão afetiva.
nasce muito feio, nasce de repente com um deficiência física qualquer. Às vezes o cara nasce bonito, mas tem um mau hábito miserável. Então, vai tendo as suas limitações que impedem a comunhão afetiva.
Às vezes a comunhão afetiva não se concretiza, não é nem pelo corpo físico, às vezes o corpo até arrumadinho, mas a pessoa tem conflitos emocionais, traumas, eh dificuldades no campo afetivo, no campo emocional, que dificulta ter alguém, tem uma carência danada, que fica o tempo todo querendo que a pessoa faça as coisas pro outro. Diz de novo que você me ama. Mas eu já falei para você que eu amo você.
Então repete. Mas eu já repeti mais uma vez para me convencer. Então é é aí aquela carência extrema, aquela sufocação desesperada com medo de perder e acaba perdendo.
Ah, eu não dou certo. Meu Deus. Essas circunstâncias de dores no campo do afeto são para educar as nossas condições emocionais.
Às vezes nós estamos com dificuldades no campo afetivo porque está faltando para nós uma atenção. Aí no encontro o parceiro, procure no lugar certo, pelo amor de Deus. À vez tá procurando no lugar onde não tem gente boa, vai pra noite quer achar um marido maravilhoso, não vai achar na noite não tem.
que as pessoas que realmente têm o interesse, elas não estão na noite, não, não estão nesse ambiente. Às vezes a gente quer, porque quer encontrar uma pessoa e não para para observar as características que essa pessoa tem. Não, ele gostou de mim, vamos casar.
Espera, conhece, se aproxime, procure ter serenidade diante disso e aceite se isso não acontecer. Se não acontecer de ter alguém, entenda que Deus reserva para nós invariavelmente o melhor. Invariavelmente.
E a gente passa a enxergar as nossas relações afetivas de uma outra forma. Se eu não tive hoje aquilo que eu tanto quis, a gente poderia consultar o capítulo 13 do livro Viver e Amar de Joana de Angeles, uma mensagem belíssima chamada Karma de Solidão, aonde de uma maneira extraordinária Joana deângeles decifra os sentidos da solidão afetiva, os porquês das nossas lacunas emocionais, das nossas dificuldades. de alguma forma de conseguirmos entender o porqu tanto por alguém que nunca chega.
Ali ela vai nos apresentar o sentido da lei de causa e efeito e que aquilo, esse silêncio afetivo de hoje, pode ser a grande possibilidade de um encontro magnífico no amanhã com o grande amor das nossas vidas. Então, que a gente tenha serenidade e que aceite, de certa forma a vida como ela se apresenta, não com conformismo, lutando para obter, mas aprendendo a entender que existe a lei de causa efeito. E se eu me movimento dentro dela e não alcanço o que eu quero, há razões para que isso aconteça.
termos um relacionamento afetivo difícil e esse esse entendimento do passado abre uma perspectiva maravilhosa para que a gente entenda a família como um todo, não é? Se é verdade que a gente teve outras histórias de vida, é bastante razoável que aqueles que fazem parte do grupo mais estreito de relacionamento são espíritos vinculados a nós do passado, às vezes amigos, às vezes desafetos. Mas para conviver com o desafeto, esquecimento do passado, o vel do esquecimento que faz com que nós tenhamos a possibilidade de conviver com pessoas que são indivíduos que no passado tiveram dificuldade conosco.
Fica só aquela coisinha meio assim e a gente vai convivendo. O objetivo é que a gente vença isso. Não é que a gente faça a leitura equivocada, dizer: "Ah, eu tenho uma antipatia por esse meu irmão, acho que ele deve ser algum inimigo do passado.
" Então, já que é assim, vou tratar ele bem mal, que é porque ele deve ser alguma coisa ruim. Isso é uma burrice, porque o conhecimento espiritual nos é entregue para resolver e não para a a fazer com que isso continue existindo. Se eu estou numa família, eu percebo que eu tenho laços de desafeto, que eu faça tanto quanto seja possível a aproximação daqueles que conosco convivem para que a gente consiga resolver essas questões.
E é assim, interpretando o nosso físico de maneira diferente, reavaliando as nossas questões afetivas, dando uma outra ideia para as nossas relações sociais, os nossos grupos de relacionamento, que nós conseguiremos entender as nossas dificuldades econômicas. É claro que a gente tem que se esforçar, né? A gente não pode ter aquela crença de que Deus vai colocar dinheiro na minha conta bancária, porque ele me ama.
Não, tem que correr atrás, tem que se esforçar, vamos estudar, vamos nos empenhar, vamos eh alcançar as nossas metas, nos destacar no ambiente de trabalho, vamos estudar para melhorar a nossa condição profissional. Sim, vamos. Faz parte da vida.
Como diz o livro dos espíritos, o homem deve procurar o seu bem-estar. Isso é lógico, tem que procurar. Mas se eu procuro esse bem-estar, se eu luto para conseguir isso e esse objetivo financeiro não chega, entenda que se você se esforçou e não desistiu e continua tentando e isso não aconteceu, há uma razão para isso.
Aprendamos a compreender que as coisas podem não ser do jeito que a gente sonha, porque neste momento não nos é possível ter. Não que tudo que a gente passe de dificuldade é porque a gente deve pra lei. Ah, você tem um corpo doente porque deve ir pra lei.
Ah, você não tem ninguém, é porque você deve ir pra lei. Ah, você tem uma família difícil, porque você deve com pra lei. Ah, é pobre, então deve pra lei.
Imagine Chico Xavier, coitado, que tinha um corpo doente, um olho não prestava, o outro era ruim, era feio para burro, não casou, era pobre, tinha uma família terrível. Então ele devia ser muito endividado. Devia ser muito endividado.
Na verdade não. Tem muitos de nós que estamos numa condição assim para deixar um exemplo. O que vai de certa maneira medir se é um processo de débito com a lei ou se é uma questão de deixar um exemplo.
É a maneira como nós nos posiciamos diante da prova. Se nós nos posicionamos reclamando, eh, irritado, sem paciência, débito. Mas se a gente passa pela prova e consegue de alguma maneira ressignificar isso, pode ser um processo diferente, no qual nós estamos sim trabalhando as nossas perspectivas de forma distinta.
Agora imagine alguém que bateu a cartela. O sujeito é pobre, é feio, não tem ninguém. E ainda por cima tem uma família tão difícil.
Meu Deus, o que que é isso? Às vezes é para provar a nossa persistência na vida. Não digo que seja uma condição obrigatória, mas aqueles que experimentam a situação do suicídio, eles costumam, quando reencarnam, terem desafios muito grandes para provar que não desistem.
Então, geralmente, quem passou por uma existência e que experimentou um suicídio, na encarnação que se segue ou nas encarnações que se seguem, os desafios são grandes, que é pro sujeito conseguir remar e chegar na borda. Tem que chegar na margem. E aí desafios grandes, dificuldades para que ele prove a sua resistência para chegar ao outro lado da vida.
É muito comum que isso aconteça, mas a grande notícia que o espiritismo tem é que todas essas questões não podem ser vistas dessa forma, porque eu falei de quatro coisas aqui. Eu falei do físico, falei do lado afetivo, falei da do lado social e falei do lado econômico. Se pegar a primeira letra de cada um, a gente vai ver que vai formar a palavra fase.
Porque quando a gente entende o sentido que a doutrina espírita nos dá, isso é só uma fase. Isso não é minha vida, é na existência. Na outra pode ser completamente diferente.
Já fomos ricos, já fomos poderosos, sentamos em trono. Hoje estamos desse jeito. Mas amanhã pode ter uma história diferente.
Eu posso ter novamente as pessoas que eu amo. As encarnações elas se constróem em cima dos nossos erros e acertos. Quanto mais a gente acerta, mais venturosa se desenha a encarnação futura.
Quanto mais eu me rebelo, quanto mais eu me revolto, mais difícil ela acaba se tornando. Porque eu crio laço de desafeto, eu odeio, eu crio confusão, eu não gosto de mim, eu maltrato meu corpo. Então eu consequentemente tenho uma expectativa pior para o futuro.
A leitura, portanto, que a doutrina espírita faz é que nós, Renato, consigamos fazer a valorização da nossa existência. que a gente valorize isso, que a gente não valoriza. Ai, a vida toda que acabe, cansado, quero que acabe.
Valoriza a oportunidade, pelo amor de Deus, foi tanto investimento para você chegar até aqui. Professores, instrutores, livros espíritas, o mentor trazendo você pato, galinha, marreco, boi, peixe. Quantos foram sacrificados para você chegasse até aqui?
Todo dia mata um. E aí, poxa, a pessoa, ah, tem, sei lá, mais não. A gente precisa entender a vida no sentido mais profundo.
E é esse horizonte extraordinário que a doutrina espírita traz para nós, para que mesmo diante das nossas lágrimas, dificuldades, tristezas, solidão, abandono, todos os nossos dramas, nós possamos dizer: "Senhor, muito obrigado porque eu voltei, porque agora eu entendi o sentido profundo de todas as coisas. Eu entendi o mecanismo da vida. Eu entendi que, na verdade, o que eu vivo não é a vida, é só uma existência, é, na verdade uma f de físico, a de afetivo, s de social e de econômico.
É só uma fase que eu estou vivendo, mas o meu destino, indiscutivelmente, é a felicidade. Essa é a grande notícia que o Espiritismo nos traz para oferecer a nós motivação de sobra para valorizarmos a vida que o Senhor nos concedeu. Muito obrigado.