a gente tem aqui alguns modelos e autores que estudaram sobre funções executivas o primeiro deles não usou esta nomenclatura mas me digam aí nos comentários se vocês já ouviram falar de lúria lúria era um neuropsicólogo Russo eh que entre 1930 e 1970 Ele estudou o lobo frontal tá então ele não deu este nome mas ele foi o Pioneiro o precursor dos estudos do cérebro dessa região aqui cerebral que nós falamos que são localizadas as funções executivas E aí a gente tem a primeira pessoa que usou essa nomenclatura em 82 chamada mual lesac que é uma
americana então é quando esse termo aparece pela primeira vez e aí a gente tem alguns outros estudiosos bem famosos H que também fizeram pesquisas importantes na área temos aqui o miak e o friedman nos anos 2000 a gente tem zelazo e Carlson esse aqui é difícil de falar né Carlson em 2005 que foi aquela ideia Aquele modelo de funcionamento executivo de funções quentes e frias então Eh as quentes baseada lá nas nossas emoções e as frias no Nossa mais cognitivas ali né de atenção de de memória enfim a a eh na aula passada até ouvimos
um pouquinho falar sobre Essas funções quentes e frias E aí temos eh a Deli Diamond que em 2013 fez um compilado aí E chegamos a um consenso do modelo que hoje é o mais estudado né as pesquisas seguem no mundo todo ã é uma área uma região do cérebro muito eh que ainda é tem muito o cérebro é uma caixinha de surpresas né gente eh toda hora descobrem-se coisas novas a respeito dele mas é uma região que ainda tem muita margem para ser estudada né e e relacionada principalmente com a aprendizagem porque os esses estudos
primeiros foram surgindo em questão ouvimos na aula da Camila miná de pessoas que tinham lesões no cérebro né de homens que tinham ido pra guerra que tinham perdido alguma habilidade pessoas que nasciam com lesões cerebrais e por isso começou-se esse estudo do cérebro então ainda é muito bebezinha as relações com a aprendizagem mas temos já alguns achados bem importantes E aí gente aqui é o que eu acabei de dizer né A partir apesar de termos eh alguns estudos já de modelos diferentes como falamos aqui já existe um consenso sobre Quais são as habilidades que eh
estão dentro do funcionamento executivo tá E aí nós definimos como um guarda-chuva certo este guarda-chuva que chamamos de funções executivas tem três principais funções que são Então as responsáveis por planejamento execução de atingirmos objetivos tá que é aquele conceito Inicial que falamos Quais são esses essas três habilidades que estão dentro desse guarda-chuva memória de trabalho controle inibitório e flexibilidade cognitiva E aí a gente vai falar de cada um deles nesse outro gráfico aqui mostra cada uma dessas funções o tempo que são desenvolvidas Então veja a primeira delas é o controle inibitório olha só é a
gente a criança começa a desenvolver ali com 2 anos já algum controle inibitório algum impulso e aí ela chega aqui num auge né Por volta ali ó dos 9 10 anos e aí depois lá se junta com as demais né em segundo lugar a gente tem então a capacidade de memória de trabalho que a gente vai falar o que que é logo a seguir e em terceiro lugar a flexibilidade cognitiva certo e por fim eh a capacidade de planejamento essa capacidade de planejamento gente ela é a mais difícil se vocês forem pensar tem tudo a
ver com o que a gente falou lá no início que um adolescente por exemplo vai ter dificuldade de planejar fazer um traçar um plano de estudo né então ele já consegue inibir comportamentos ele já tem uma capacidade boa de memória já tem flexibilidade cognitiva mas não consegue ainda estabelecer suas próprias metas criar um plano para conseguir atingir um objetivo precisa ainda de muita ajuda então o planejamento é a última capacidade desenvolvida aqui nesta nesta pessoa muito bem vamos agora um por um e eu quero também trazer algumas ilustrações para vocês de Como isso acontece dentro
da sala de aula e ã alguns testezinho aqui com vocês certo deixa eu ver como é que eu tô de de horário tá vocês sabem que eu gosto de falar falar falar falar e aí me perco nos horários né então muito muito bem Maguinha para vamos lá paraa primeira então o que que é a memória de trabalho é uma capacidade limitada limitada de armazenar e manipular informações temporariamente para conseguir realizar alguma tarefa mais complexa vou trazer aqui uma ilustração do que é isso mas para isso eu quero fazer um teste com você eu vou dizer
aqui alguns números eu vou dizer uma vez só vocês estão Preparadas eu quero que vocês tentem memorizar os números que eu vou dizer mas não vale anotar certo é só aqui ó na Cuca tá muito bem então prestem atenção aí nos números que eu vou dizer 33 45 98 52 gravaram aí vou até dizer de novo 33 45 98 52 muito bem eh Não apaga o comentário Sônia eu falei que não vale anotar não vale anotar ã o que que é esse teste gente se vocês não estão vendo o comentário da Sônia eu quero que
vocês me digam aí se vocês conseguiram memorizar esses números ou se Vocês acabaram esquecendo de alguns se Vocês esqueceram dos últimos que eu falei ou só lembram dos últimos que eu falei tá ou se como é que ficou aí na na memória de vocês esses números conseguiram muito bem então vamos falar aqui um pouquinho sobre como que a gente usa a memória de trabalho eh na sala de aula na escola tá as crianças usam muito na leitura o que que acontece na leitura a gente tem lá uma a palavra Principalmente quando as crianças ainda estão
fazendo uso da Rota da via fonológica da Leitura que não é a lexical que não é aquela que a gente bate o olho e sabe que palavra está escrita quando a criança tá no início da alfabetização ou ela está lendo uma palavra nova que ela precisa fazer toda a relação fonológica ela usa muita memória de trabalho porque ela começa a ler as primeira a primeira sílaba e ela precisa guardar a primeira sílaba e ao mesmo tempo continuar lendo a segunda para conseguir fechar uma palavra inteira Então eu tenho lá escrito casa essa criança começa a
estabelecer a relação ali entre o c e o a forma a primeira sílaba k ela precisa guardar esta informação do k e seguir lendo o s para depois juntar tudo então é como se ela botasse que numa caixinha segurasse o k pudesse ler o sa e bom então aqui está escrito o cas Então olha Olhem percebam a demanda cognitiva a energia cognitiva que é gasta para uma criança de alfabetização e aí ela usa muito essa memória de trabalho palavras maiores vai exigir mais memória com três quatro sílabas né Então essa criança vai precisar hipopótamo olha
olha quantas sílabas tem então leu o i Enquanto Ela guardou o i tem o po IPO agora vai pra próxima tem o po de novo IP po te o a mas o que que eu li lá primeiro mesmo Da onde eu comecei mesmo vou ter que começar tudo de novo né então a memória de trabalho ela se presta muito pra leitura principalmente ali na fase da alfabetização com o uso dessa via fonológica certa certo depois a gente usa mais ali ã visualmente ela né quando a gente já começa a estabelecer algumas relações por isso olha
ân importância de um banco de palavras onde essa criança vai ter a memória visual de algumas palavras estáveis e aí ela vai poder só bater o olho não vai gastar tanta energia cognitiva para fazer essas relações fonológicas né então eh a gente vê isso na leitura na escrita da mesma forma essa criança vai escrever letra por letra e ela precisa lá já ter na sua memória aquilo que já foi escrito para continuar escrevendo essa palavra certo eh é bem importante também de dizer que estas crianças a memória de trabalho como eu falei ela tem uma
via que é visual uma via que é fonológica então nessa altura aí eh O que que a gente faz o que que essa criança faz ela precisa vocalizar enquanto escreve ou enquanto Lê por isso que as salas de alfabetização tem bastante burburinho né Então essa criança precisa escrever Camila pode ser que ela fique lá C [Música] A Camila e aí termina de escrever vocalmente falando baixinho para ela mesma porque isso vai sustentando a memória dela certo então eu falei para vocês ali alguns números algumas pessoas falaram que perderam os números né quando a gente quer
memorizar um telefone um e-mail o nome de alguém para achar no instagram a gente precisa ficar vocalizando essa memória então Clarissa Pereira pedagoga ela falou que é o Instagram dela tá Clarissa Pereira pedagoga Clarissa Pereira pedagoga quando eu escrevo ali no Instagram Clarissa Pereira pedagoga e achei então eu posso tirar aquilo da minha memória ai achei tá escrito aqui foi o que aconteceu Por isso que eu falei não anotem o número tentem gravar apenas aqui na caixola porque se eu escrevi o número eu posso tirar ele da minha memória eu não sustento mais aquela memória
rápida curta certo então paraa escrita e paraa leitura é a mesma coisa depois que eu li aquela palavra que eu escrevi aquela palavra eu posso descartar essa memória curtíssima eh para ir para uma próxima palavra para escrever outra coisa para ler outra coisa Tá nos cálculos a mesma coisa essa criança precisa ficar eh calculando muitas vezes em voz alta segurando os números que ela está fazendo Principalmente quando tem Transportes quando são números maiores né então 6 + 6 D 12 deixa o dois vai sobe lá pra dezena o um né Então essa vocalização vai ajudando
na sustentação Quanto que deu mesmo ah deu 12 12 12 né resolução de problemas também e também assim em de comportamento de ehit automonitoramento né tem as questões das orientações orais e escritas também que nós damos para tarefas né quando a gente fala ali que uma criança de 6 anos já consegue dar conta de eu dar dois comandos para ela tem a ver com memória de trabalho porque quando eu dou um comando de cada vez é aquilo que a gente tá falando eu fiz Este comando e posso descartar mas quando eu dou 10 comandos provavelmente
essa criança vai se perder entre esses 10 comandos porque ela ainda não tem capacidade de fazer ainda mais se isso não está registrado agora eh se eu dou dois comandos talvez ela já consiga colocar na memória dela essas duas coisas que ela tem para fazer recortem a folha e coloquem o papel no lixo são dois comandos vai ter criança que vai só recortar a folha e os papéis vão ficar lá vai ter criança que vai respeitar os dois comandos né Então essa é uma uma memória bem curta certo e aí agora sem olhar lá os
números que foram colocados no chat eu quero saber se vocês ainda lembram dos números que eu falei para vocês alguém lembra dos números que eu falei lembram de todos eu não acredito que vocês lembram de todos gente vocês são maravilhosas gente eu jamais lembraria de todos Olha quem tá lembrando de todas tá com a memória nota 1000 esse número que eu falei para vocês ele é um número que não tem muito sentido né então pode ser que vocês facilmente possivelmente amanhã já vão se esquecer deste número aquelas que não esqueceram ainda hoje Pode ser que
amanhã já não vão mais lembrar deste número certo mas o nosso CPF por exemplo a gente lembra de core né Por quê Porque é um número que a gente repete muitas vezes né então a gente repete o tempo todo esses números do CPF ã do de algum telefone enfim então eles da nossa memória de curto prazo da nossa memória de trabalho eles vão lá paraa memória de longo prazo Então hoje eu falo meu CPF tranquilamente mas os números que recé foram ditos pela professora Camila eu já não lembro mais ainda mais são números que não
fazem sentido para mim né eu lembro que quando os meus filhos nasceram hoje a certidão já vem com CPF eu fiquei tentando memorizar o CPF deles para toda vez que eu precisasse eu tivesse de cabeça né então o que que eu fiz para tentar memorizar o CPF deles eu fiquei tentando repetir oralmente para ouvir a minha própria voz e isso ir indo para minha memória de longo prazo eu fiz poucas vezes foi PR minha memória de longo prazo não foi porque eu fiz poucas vezes e talvez para memorizar o dos meus filhos eu teria que
estabelecer relações né muitas vez olha aí uma pessoa acabou de fazer isso no chat eu não consigo abrir aqui o chat mas uma pessoa escreveu ali né 33 idade de Cristo 4 cinco n n não não consegui ver todas as relações quando a gente estabelece relações a gente consegue memorizar de forma mais Eh mais fácil né porque a gente tá estabelecendo alguma relação com algo que faz sentido pra gente mas se são apenas números soltos ou letras soltas enfim aí se não faz sentido se a gente não conecta com algo que para nós ã já
está lá no nosso longo prazo de de fato a gente não vai conseguir memorizar certo mas então de voltando de resumo a memória de trabalho é uma memória de curtíssimo prazo ela é uma memória curta que dura alguns segundos e ela é usada enquanto eu armazeno e manipulo informações ao mesmo tempo então demos exemplos práticos aqui de como ela está presente na leitura na escrita nos cálculos no nosso comportamento eh trazendo paraa aprendizagem existe déficit na memória de trabalho existe existe E aí Alguns eh algumas avaliações feitas por psicólogas neuropsicólogos psicopedagogas consegue identificar certinho se
existe essa essa falha esse déf na memória de trabalho ou não E aí gente é um prejuízo bem grande tá porque como falamos aqui ela é imprescindível para calcular ela é imprescindível para ler ela é imprescindível para escrever se essa criança tem um déficit significativo que não consegue segurar uma sílaba para ler a próxima obviamente vai acarretar aí numa dificuldade de aprendizagem gigantesco então o déficit na memória Pode sim prejudicar e muito a aprendizagem vai prejudicar necessariamente Inclusive a gente tem algumas pesquisas que nos mostram que a memória ela é muito mais importante do que
o coeficiente de inteligência para a aprendizagem então não adianta eu ter um q altíssimo mas ter uma memória Baixa porque eu vou desempenhar mal crianças que t a memória de trabalho bem desenvolvida mas o q menor vão desempenhar cognitivamente melhor Isso é o que dizem algumas pesquisas recentes tá depois eu deixei para vocês essas referências muito bem uf ão aproveitando gente posso falar aqui do do segundo componente vão me dizendo aí se vocês estão aproveitando que que é o controle inibitório gente o controle inibitório é a capacidade que a gente tem de controlar os nossos
impulsos é a tal da impulsividade impulsos que são internos e externos tá e daí a gente precisa focar no que precisa ser feito vejam que tudo o que eu tô trazendo aqui para vocês são coisas que são usadas no nosso dia a dia o tempo todo a gente usa o controle inibitório para controlar os nossos comportamentos os nossos impulsos as nossas necessidades certo o que que são os controles os impulsos internos são os meus desejos as minhas vontades as minhas necessidades aquilo que vem de mim internamente então agora estou aqui falando para vocês mas estou
com sede estou com calor virei o ventilador pro outro lado para não e atrapalhar o som do meu áudio Porque se o vento eu viro para cá vai ficar um som ruim para vocês mas estou com calor gostaria de levantar os meus cabelos estou sem Chiquinha sem plástico aqui perto de mim para levantar meus cabelos Esses são os meus impulsos internos que estão controlados contidos aqui porque eu preciso focar nessa aula que eu preciso terminar e o que que são os estímulos externos aqui no meu caso eu tenho duas crianças lá na sala que eu
escuto a voz deles eu escuto o choro já abriram a porta aqui do escritório que eu tô duas vezes não sei se vocês escutaram o barulho da porta mas entraram pegaram uma coisa e saíram e eu continuei aqui falando como se eu não tivesse vendo isso que tá externamente aqui a minha janela está aberta porque está um calorão então eu consigo ver a janela da vizinha se ela passa se ela não passa o meu olho não está lá mas eu enxergo aqui né então é tudo que acontece nesse ambiente que é externo a mim certo
E aí gente essa habilidade essa capacidade ela é responsável pela manutenção da nossa atenção então se eu tenho impulsos externos e internos essa capacidade vai eh deixar a minha atenção focada né E vai também adequar o meu comportamento de acordo com o ambiente que eu estou ou com a situação que eu estou submetido né a gente não vai para um velório dar gargalhada em voz alta por exemplo a gente não vai pro para uma missa e falar mais alto do que o padre né porque a gente eh tem esse controle inibitório de saber como se
comportar de acordo com o ambiente a gente não deixa os pensamentos intrusivos né Tem vários Memes no no Instagram de pensamentos intrusivos falarem mais alto e fazer o que dá na telha né então a gente tem essa capacidade de controlar e não fazer o que dar na telha porque não é adequado para aquele momento para aquele ambiente então alguns testes aqui para vocês né me digam aqui se vocês quantas vezes vocês não devem ter contado né Vocês pegaram no celular durante essa aula não sei se vocês estão me vendo eh pelo computador eh ou se
estão me vendo pelo próprio celular se estão me vendo pelo próprio celular é mais tentação ainda porque começa a entrar mensagem do WhatsApp do Instagram quando v a gente já tá navegando no Instagram e no WhatsApp e aí Ai meu Deus preciso voltar pra aula né E aí volta volta para cá soltei isso aí né como é que a gente faz para ajudar Opa bati aqui como é que a gente faz para ajudar o nosso a nossa impulsividade de querer pegar o celular por exemplo vira o celular de cabeça para baixo ou deixa lá em
outro cômodo porque agora estou assistindo a aula pelo ador né quando a gente tá assistindo pelo celular daí já fica mais difícil porque fica entrando as notificações ali né mas dá para por exemplo bloquear as notificações porque daí não vai dar aquela cirinha no dedo de tentar ver o o WhatsApp o Instagram enquanto tá tendo a aula né E aí eu faço uma segunda pergunta para vocês vocês acham que essas duas três vezes que Vocês pegaram o celular durante a aula eh seria diferente Se nós estivéssemos presencialmente numa sala de aula por exemplo vocês acham
que seria diferente se vocês estivessem comigo numa sala de aula sentadinhas e eu ali na frente de vocês dando aula a maioria tá dizendo que sim né ã por quê Porque é um outro ambiente aí vocês estão na casa de vocês Ninguém está julgando o comportamento de vocês vocês podem fazer o que dar na tele inclusive se tá com vontade de fazer xixi Pode fechar a câmera levar o celular junto escutar a aula fazendo xixi né presencialmente não né presencialmente eu não não vou talvez pegar o celular para porque eu acho um desrespeito com a
professora eu pegar o celular e ficar lá olhando o meu feed as minhas as minhas respondendo pessoas enquanto a professora tá falando na minha frente né então eu eu estou controlando o meu comportamento de acordo com este novo ambiente que eu estou inserida com essa situação de que eu tenho uma outra pessoa ali de que eu tenho colegas enfim de que vão julgar o meu comportamento então Eh esse foi um pequeno teste aí para mostrar para vocês sobre o uso do controle e vitória né E aí quando é que isso aparece dentro da nossa sala
de aula quando as crianças estão desenvolvendo afluência leitora isso é muito comum de acontecer delas não controlarem o impulso e lerem uma coisa diferente do que está ali escrito né quando elas começam a ter palavras mais estáveis a memorizar visualmente algumas palavras ali tá escrito eh carrinho e ela já lê carro né Por quê Porque ela já memorizou algumas letras e tal então é mais forte que ela ela chutar uma palavra digamos assim do que continuar lendo Pedacinho por pedacinho então quando As crianças estão desenvolvendo a fluência leitora muitas vezes elas não controlam os seus
impulsos e começam a adivinhar palavras de acordo com aquilo que elas já têm memorizado tá então isso é bem comum também a gente vê na escrita que precisa ser quando a gente começa a escrever frases eh textos essa escrita precisa estar coerente com aquilo que é proposto coerente dentro do próprio texto Dentro da própria frase quando a gente tá fazendo por exemplo desafiando uma criança na consciência fonêmica que eu tenho lá faca e vaca que eu tenho só uma letra diferente e eu coloco isso dentro de um contexto eu cortei o pão com a vaca
né Será que essa escrita está eh coerente ou ela chutou ali a palavra que ela iria usar né ela não controlou seus impulsos e colocou ali a palavra que veio ou dentro do próprio texto crianças maiores essa narrativa esse início meio e fim esses elementos de conexão de coesão será que eles estão aparecendo ali dentro será que essa história tem pé e cabeça ou ficou uma coisa fora daquilo que é proposto e daquilo que faz sentido dentro do que o aluno eh está desenvolvendo nessa interpretação de algum texto certo eh na escolha do cálculo também
é muito utilizada quando a gente dá um problema matemático para essa criança e ela precisa escolher se ela vai multiplicar se ela vai dividir se ela vai somar se ela vai subtrair ela está usando o controle inibitório ela precisa fazer uma escolha e ibir as outras escolhas não aqui eu vou fazer cálculo de multiplicação então eu não vou fazer os outros cálculos certo a o controle inibitório é a habilidade responsável pela escolha desse cálculo de acordo com os dados que são dados nesse problema os dados que são Dados né de acordo com aquilo que ela
leu nesse problema o controle inibitório também então como falamos tem a ver com a questão da manutenção da nossa atenção então de controlar aquilo que eu estou sentindo pensando querendo ou daquilo que Acontece ao Meu Redor para escutar o comando da professora para fazer a minha tarefa é o mosquitinho é a pensa gente quanto controle inibitório precisa numa sala com 30 crianças é o mosquitinho que passa é o colega do lado que derruba o estojo é alguém que se levanta para colocar algo no lixo é a diretora que entra pela porta é querer fazer xixi
é querer beber água mas não eu preciso parar com tudo isso silenciar todas essas vozes essas distrações E focar na minha tarefa E focar naquilo que eu preciso fazer e focar naquilo que a professora está falando não é tão simples quanto parece vocês aqui assumiram para mim né que que que mexeram no celular e tal então a atenção então ela vai se indo né E aí perfeito Eliane diminuir os estímulos é fundamental é fundamental por que por exemplo uma criança com com TDH por exemplo eh seria legal botar ela ali nas primeiras filas pelo simples
fato de que eu estou distraindo cinco seis fileiras de crianças e botando ela lá atrás se eu estou colocando ela pertinho de mim ou Perto da lousa eu estou facilitando a manutenção da atenção dela ela já tem um déficit na atenção e eu deixo 30 crianças na frente dela se mexendo mexendo bumbum na cadeira caindo coisa falando eu vou fazer com que seja muito mais difícil dela me escutar ou dela leer ou dela copiar ou dela fazer a tarefa que tá lá na frente por isso que até é a questão dos estímulos que nós colocamos
dentro da sala de aula precisa ser bem pensada não é encher a sala de estímulos visuais que chega a ficar uma poluição que a gente não eh consegue né direcionar a nossa atenção pro lugar certo mas é de fato colocar materiais à disposição das crianças que façam sentido para aquilo que vai ser aprendido de novo uma criança com TDH eu botar perto de uma janela também não é legal a janela dá pro Pátio né então assim s é a gente diminuir esses distratores a gente vai ajudando na manutenção da dessa atenção certo ã e também
gente o controle inibitório ajuda nesse ajuste do comportamento como estamos falando de acordo com a situação de acordo com o local certo que nós estamos inseridos muito bem quando essa criança tem um déficit no controle inibitório muitas vezes a gente vai ver apenas pelo comportamento e pela atenção que não é sustentada que não dura muito tempo dura menos tempo do que uma criança típica para aquela faixa etária mas a gente acaba não vendo que isso esbarra também nas nessas outras dificuldades que falamos acima certo certo e o que fica mais discrepante é aquilo que se
vê né que é normalmente o comportamento da criança tanto é que muitas vezes uma criança com TDH que não é combinado né a gente tem o TDH eh predominantemente eh desatento o predominantemente hiperativo e a gente tem o combinado quando a gente tem uma criança predominantemente desatenta mas que não é hiperativa muitas vezes a gente tem dificuldade de perceber né porque é uma criança que o comportamento às vezes não é gritante a gente só vê ali que tá no mundo da lua que que tem essas questões de atenção mas como não atrapalha né como não
é tão visível quanto o hiperativo é uma uma desatenção que é mais eh isso mais silenciosa eh a gente acaba não dando tanta evidência né mas também é uma falta do controle inibitório para manutenção da essa tensão porque os distratores internos e externos acabam tirando o foco dela tá E aí gente a atenção a gente tem quatro tipos eh de acordo aí com a psicologia cognitiva que é a a nossa área mais focada aqui de estudo né E aí nós temos a atenção sustentada que é manter-se focado por um longo período de tempo então aqui
hoje vocês vão ficar 1 hora e meia comigo é um longo período de tempo que precisa ser sustentado quem não pegou o celular até agora ou quem não viajou né porque não é só sobre pegar o celular né o celular seria um estímulo externo mas às vezes tá aqui com a aula ligada mas tá pensando aí em várias outras coisas em algum problema da sua vida pessoal em como eu vou fazer o planejamento amanhã no na morte da bezerra que nem fala né então Eh às vezes os seus próprios pensamentos que são estímulos internos desfocam
também a gente Dessa atenção então a sustentada é por um longo período como essa aula por exemplo 1 hora me0 é mais que bom para uma aula de adultos tá a atenção dividida é dois focos simultâneos Então eu vi na aula passada que tinha um colega de vocês aqui com duas ou três crianças não sei se ele tá aqui hoje mas eu já fiz muito isso né gente Inclusive eu já dei aula para vocês cuidando dos meus filhos né coloquei os dois ali para brincar ou para assistir alguma coisa e tinha que dar aula porque
não tinha nenhuma adulto Olha aí é o Jucélio muito bem o Jucélio na aula passada não sei se hoje tu também tá sim Jucélio mas tinha que dividir a atenção dele entre a aula e as Crianças eu já dei aula para vocês aqui com as crianças brincando ou assistindo algo atrás de mim aqui e aí eu precisava focar aqui em vocês mas ao mesmo tempo eu estava cuidando deles né então duas coisas ao mesmo tempo e aí a gente tem a atenção alternada que são focos alternados uma hora eu estou fazendo uma coisa e outra
hora eu estou focado em outra coisa então aqui no caso se tem alguém anotando essa aula tem alguém anotando essa aula Vocês estão com atenção alternada porque vocês estão me ouvindo e baixando a cabeça para escrever e anotar ouvindo e baixando a cabeça para escrever e anotar certo quando a gente faz uma receita por exemplo que a gente tá lendo uma receita de um site de um livro de uma agenda que alguém anotou a receita a gente também tá fazendo uma atenção alternada porque eu estou lendo a receita e aí eu fao aquela parte volto
leio a próxima parte faço aquela próxima parte tá E aí por fim a gente tem atenção seletiva que é uma que a gente preza muito que as crianças tenham dentro das salas de aula que é focar em um estímulo e ignorar os demais né então eu botei aqui como exemplo que a gente tá falando dessa aula não respondeu Whats para entrar ouvir aqui o que eu estou falando então Eh mesmo que entre a notificação eu não vou abrir não vou responder aquela pessoa pode ser respondida depois né então eu vou superar esse estímulo mesmo que
ele aconteça e vou focar naquilo que eu preciso fazer então é o caso de uma sala de aula como falamos onde tem várias questões acontecendo e essa criança precisa eh inibir aqueles estímulos externos para focar na tarefa que ela precisa concluir tá então esses são os quatro tipos de atenção segundo a psicologia cognitiva que é a nossa abordagem aqui hoje que eh nós temos certo e aí eu vou fazer um outro teste com você tá um outro teste com você que tem a ver com atenção e com controle de Vitória Então vai ser o seguinte
eu vou falar vários números toda vez que eu falar qualquer número vocês vão falar não depois mas toda vez que eu falar o número oito vocês vão falar sim entenderam então se eu falar um vocês vão falar aí na casa de vocês não do não sete não oito sim tá então esse é o combinado Vocês não precisam abrir o microfone nem nada né senão vai ficar uma bagunça Mas então vou falar vou falar números números aleatórios aí vocês vão ficar falando não não não quando eu falar oito vocês vão falar sim combinado vamos lá então
vou começar sete 14 2 3 o 8 9 15 8 8 7 2 0 4 8 9 20 19 18 8 17 2 0 8 15 8 7 8 9 2 3 8 e aí acertaram todas erraram alguma me digam aí no chat como é que foi essa experiência para vocês muito bem então gente vocês aqui adultas né adultos tem mais um p pouquinho de controle inibitório do que uma criança né se a gente vai fazer esse teste com uma criança pequena ela pode ser que não erre nenhum né se ela tem um bom controle
inibitório Mas pode ser que ela se atropele nos nãos e nos ss e acaba acabe falando antes do tempo ou enfim tá então esse é um pequeno testezinho aí de controle inibitório a gente tem eh algumas tarefas que a gente deu para vocês depois eu vou mostrar onde Mas se vocês já baixaram os blocos de atividade a gente fez e deu para você 50 atividades para estimular atenção funções executivas flexibilidade e lá a gente tem alguns testes assim para vocês fazerem com as crianças né então por exemplo Ah eu vou falar nomes de animais toda
vez que eu falar uma cor tu bate uma PMA né então a gente faz lá com as crianças cachorro baleia jacaré verde azul rosa crocodilo leão hipopótamo azul né então ó bati Palma antes de falar azul né meu cérebro pensou e eu bati antes então a gente tem várias tarefas ali também aquele da leitura das cores não sei se vocês já fizeram né mas que tá escrito Rosa mas tá na cor amarela né então eu tenho que ler a cor e não dizer a cor que está ali então tem várias tarefinhas aí que a gente
fez e deixou pronta para vocês poderem depois baixar lá na plataforma e fazer com as crianças de vocês que desenvolvem algumas dessas habilidades tá E aí gente a gente tem a flexibilidade cognitiva que é a capacidade que a gente tem de mudar e alternar entre os focos né então bá eu mudei de foco agora ou alternei de foco entre o que a Camila tá falando e essa outra coisa aqui que eu preciso fazer é até a flexibilidade tá considerar diferentes perspectivas adaptar-se às demandas do ambiente né então aquilo que a gente falou Poxa estou indo
pro meu trabalho sempre da mesma forma no mesmo caminho mas hoje tem uma obra aqui eu preciso de flexibilidade para pensar que eu vou ter que dar uma volta diferente certo e também é a nossa habilidade ligada criatividade é a resolução de problemas resolução de problemas do cotidiano essa essa que eu acabei de dizer né de estarmos lá eh indo para um lugar e agora eu tenho que mudar preciso resolver esse problema preciso chegar no meu objetivo final como vou fazer isso né é o pensar fora da caixa aí eu trouxe aqui ó [Música] eu
adoro esse vídeo gente quando você está dirigindo no automático e do nada lembra que está dirigindo né então ó ele tá com uma carinha ali de tipo assim ah tô fazendo isso aqui completamente vamos ver se a gente consegue ver de novo D conta ele [Música] dirigindo Por que eu trouxe esse vídeo para mostrar para vocês né gente Porque quanto mais a gente automatiza uma tarefa mais a gente dispensa a flexibilidade cognitiva menos a gente vai precisar dela né ã a gente tá dirigindo num primeiro momento quando a gente aprende a dirigir quando a gente
vai paraa Autoescola a gente tem que pensar em cada um dos processos que precisa ser feito né eu preciso pisar na embreagem engatar a primeira marcha enquanto eu vou soltando a embreagem eu vou pisando n n acelerador aí eu piso na embreagem de novo engato a segunda vou fazendo essa mesma troca meu Deus parei Na sinaleira vou precisar fazer todo o processo do início então cada vez que a gente aprende uma tarefa nova a gente precisa de muita flexibilidade cognitiva E aí conforme a gente vai automatizando algumas tarefas a gente vai eh precisando menos dessa
habilidade tá de ser Flex possível E aí como é que isso aparece lá dentro da nossa sala de aula bem aparece para que a gente possa resolver conflitos e aqui eu não estou falando apenas de conflitos eh sociais né de uma criança brigando com a outra e e de precisar resolver isso isso também exige flexibilidade para escutar o outro ouvir onde eu estou errado chegar num acordo tudo Isso é ser flexível Tá mas diz respeito também a conflitos que são cognitivos Poxa Aconteceu algo aqui eh nesse problema matemático nessa situação que não estou conseguindo resolver
da forma que eu normalmente faço que outra forma eu posso resolver para conseguir atender essa tarefa para conseguir fazer o que a professora está me pedindo e nesse sentido essa essa ehx ade cognitiva é o sair da caixa é o pensar fora da Caixa a gente como professoras muitas vezes a gente mais ingesta as crianças no nosso planejamento mais deixa rígidas do que na verdade estimula a capacidade de flexibilidade por que que eu digo isso eh dentro da matemática por exemplo eu sempre dou o exemplo de que a gente faz os mesmos problemas das mesmas
formas executo os cálculos sempre da mesma forma não considerando que na verdade existe múltiplas formas de se chegar num resultado E aí a criança sempre vai tentar usar uma mesma estratégia Mas e quando essa estratégia não for o suficiente Como que eu posso estimular ela a pensar diferente é aquilo que a gente fala de que existe eh o nosso cérebro as nossas vias neuronais né Eu quero que vocês sempre uso esse exemplo quero que vocês Imaginem no cérebro como um trânsito sabe já viram imagens do trânsito da Índia assim que que passa carro para tudo
contel lado para cima para baixo para um lado pro outro é o nosso cérebro lá fazendo conexões neuronais né o que que acontece quando a gente usa sempre uma Via Principal eu faço sempre uma coisa do mesmo jeito né Então uso sempre uma avenida Ah eu sempre faço isso dessa forma as outras vias a as outras ruas elas são desligadas Isso se chama poda neural o que que o teu cérebro entende Ah eu não estou usando essas ruas laterais então eu vou desligar vou fechar todas essas ruas aqui né E aí o que que acontece
eu fico só resolvendo por essa avenida principal E aí significa que essa criança que esse adulto nunca vai conseguir resolver forma Pode ser que consiga mas ao invés de usar os atalhos que estavam todo conectado todos conectados vai ter que talvez dar uma volta muito grande para chegar naquele ponto final né eu tenho o ponto a e eu tenho o ponto b aqui onde eu quero chegar pensem lá no cérebro fazendo conexões neuronais quando eu tô com todas as vias acesas eu posso fazer um acesso muito rápido mas no momento que eu desliguei essa via
aqui porque eu só estou usando uma outra eu vou ter que dar uma volta muito maior né então se torna mais difícil a compreensão a aprendizagem né Eh um adulto por exemplo que já passou por muitas neuronais que já desligou muitas ruas muitas vias eh é mais resistente para aprender então por exemplo o processo de alfabetização de um adulto é basicamente o mesmo de uma criança ele vai passar pelos níveis de escrita ele vai precisar de intervenções consciência fonológica né O que que a gente vai adaptar a gente vai adaptar as atividades para que estejam
dentro do contexto do adulto para que façam sentido para ele né a estética dessas atividades mas o desenvolvimento do cérebro para aprender a leitura escrita é o mesmo só que a gente nota uma resistência muito maior nos adultos do que nas crianças correto né Por que que isso acontece as podas neuronais já foram feitas ao longo da vida ele precisa esses neurônios precisam dar uma volta gigantesca para chegar onde ele quer então um adulto para aprender o digital por exemplo é mais difícil do que uma criança as crianças hoje pegam ali o celular pá abre
e fecha n tudo certo o meu pai gente é uma tristeza toda vez eu tenho que ensinar a mesma coisa para ele quando eu vou na casa dele para entrar num sistema para logar um e-mail para né mas é porque eu já estou imera nisso e para mim isso é muito mais fácil do que para ele né então vai aprender vai uma criança com transtorno vai aprender Vai um adulto eh vai aprender de 90 anos vai aprender vai só que é muito mais difícil Principalmente quando nós através de tarefas escolares que estimulam esse esse engessamento
esta rigidez de pensamento Não estipulamos não damos tarefas que estimula a flexibilidade aí se torna bem mais difícil tá E também gente no na regulação desse comportamento né porque eu me adaptar ao ambiente que eu estou a regra daquele ambiente daquele momento daquela situação também diz respeito a ser flexível tá então é tanto na parte da aprendizagem como também no comportamento