o desejado de todas as nações Capítulo 78 o Calvário e quando chegaram ao lugar chamado a caveira ali o crucificaram para santificar o povo pelo seu próprio sangue Cristo padeceu fora da porta pela transgressão da Lei divina Adão e Eva foram banidos do Éden Cristo nosso substituto devia sofrer fora dos limites de Jerusalém ele morreu fora da porta onde eram executados malfeitores e homicidas plenas de sentido são as palavras Cristo nos resgatou da maldição da Lei fazendo-se maldição por nós uma vasta multidão seguiu Jesus do tribunal ao Calvário as novas de sua condenação se espalharam
por toda Jerusalém e gente de todas as classes e de todas as categorias afluíam ao lugar da crucifixão os sacerdotes e principais haviam se comprometido caso Jesus lhes fosse entregue a não molestar seus seguidores e os discípulos da cidade dos arredores uniram-se à multidão que acompanhava o Salvador ao passar Jesus à porta do pai de pilatos a cruz preparada para barrabas foi-lhe deposta nos feridos sangrentos ombros dois companheiros de barrabaz deviam sofrer a morte ao mesmo tempo que Jesus e sobre eles também foi posta à Cruz a carga do Salvador era demasiado pesada para o
estado de fraqueza e sofrimento em que se achava desde a ceia Pascoal com os discípulos não tomara ele nenhum alimento nem bebera angustiar-se no Jardim do getsemane em conflito com as forças satânicas suportar a agonia da traição e vira os discípulos abandonarem no e fugir fora levado a anás depois a caifás em seguida a Pilatos de pilatos fora mandado a Herodes e reenviado a Pilatos de um insulto para outro de uma a outra zombaria duas vezes torturado por açoites toda aquela noite fora uma sucessão de cenas de molde aprovar até ao máximo uma alma de
homem Cristo não fracassar não proferira palavra alguma que não visasse a glória de Deus através de toda ignominiosa farça de julgamento portar-se com firmeza e dignidade mas quando após ser pela segunda vez a cruz lhe foi posta sobre os ombros a natureza humana não mais podia suportar caiu desmaiado sob o fardo a multidão que seguia o Salvador viu seus fracos vacilantes passos mas não manifestou compaixão apuraram e injuriar por não poder conduzir a pesada Cruz de novo lhe foi posto em C mal fardo e outra vez caiu desmaiado por terra viram Os Perseguidores que lhe
era impossível levar mais adiante aquele peso não sabiam onde encontrar alguém que quisesse transportar a humilhante carga os próprios judeus não o podiam fazer pois a contaminação os impediria de observar a Páscoa ninguém mesmo dentre a turba que o acompanhava quereria rebaixar e carregar a cruz por essa ocasião um estranho Simão cineu chegando do campo encontrar-se com o cortejo ouve as chufas e os baixos ditos da turba ouve as palavras desdenhosamente repetidas abri caminho para o Rei dos Judeus detém-se espantado com a cena e ao exprimir ele compaixão agarram e Lhe põe nos ombros a
cruz Simão ouvira falar de Jesus seus filhos criam no Salvador mas ele próprio não era discípulo o conduzir a Cruz ao Calvário foi-lhe uma bênção e posteriormente mostrou-se sempre grato por essa Providência isso o levou a tomar sobre si a cruz de Cristo por sua própria escolha suportando sempre animosa o peso não poucas mulheres se achavam na multidão que segue a sua morte Cruel aquele que não foi condenado sua atenção fixa-se em Jesus algumas o tinham visto antes outras lhe levaram doentes e sofredores outras Ainda foram elas mesmas curadas por ele relata-se então a história
das cenas que ocorreram ela se miram do ódio da turba para com aquele Por quem o coração se lhes comve quase a ponto de partir-se e não obstante a ação da enfurecida massa e as coléricas palavras dos sacerdotes e principais essas mulheres exprimem o compassivo interesse que as possui ao cair Jesus desfalecido sob a cruz irrompem em lamentoso pranto foi isso unicamente Que atraiu a a atenção de Cristo embora em meio de tanto sofrimento enquanto suportava os pecados do mundo não era indiferente à expressão de dor com terna simpatia contemplou essas mulheres não eram crentes
nele sabia que não o estavam lamentando como um enviado de Deus mas movidas por sentimentos de Piedade humana não lhes desprezava simpatia Mas esta lhe despertou no coração outra mais profunda ainda para com elas mesmas filhas de Jerusalém disse ele não choreis por mim mas chorai antes por vós mesmas e por vossos filhos do espetáculo que tinha diante de si alongou Jesus o olhar ao tempo da destruição de Jerusalém naquela terrível cena muitas das que estavam chorando agora por ele haveriam de perecer com seus filhos da queda de Jerusalém passaram os pensamentos de Jesus a
um mais amplo juízo na destruição da impenitente cidade viu ele um símbolo da final destruição a sobrevir ao mundo disse então começarão a dizer aos montes caí sobre nós e aos outeiros cobri porque se ao Madeiro Verde fazem isto que se fará ao seco pelo Madeiro Verde Jesus se representava a si mesmo o inocente Redentor Deus permitiu que sua ira contra a transgressão caísse sobre seu amado filho devia ser crucificado Pelos Pecados dos homens que sofrimento então havia de suportar o pecador que continuasse transão todos os impenitentes e incrédulos teriam de conhecer uma dor e
Miséria que a língua é impotente para exprimir da multidão que acompanhava o Salvador ao Calvário muitos o haviam seguido com jubilosos hosanas e agitando Palmas enquanto marchava triunfalmente para Jerusalém mas não poucos dos que então lhe entoaram louvores porque era Popular assim avolumavam agora o clamor crucifica-o crucifica-o quando Jesus cavalgava o jumento em direção de Jerusalém as esperanças dos discípulos subiram ao mais alto grau tinham-se lhe aglomerado entorno sentindo ser elevada honra estar ligados a ele agora em sua humilhação seguiam à distância estavam possuídos de pesar e curvados ante o malogro de suas esperanças como
se verificavam as palavras de Cristo todos vós esta noite vos escandalizar em mim porque está escrito ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão chegando ao lugar da execução os presos foram ligados ao instrumento da Tortura os dois ladrões Lutaram às mãos dos que os puseram na cruz Jesus porém nenhuma resistência opôs a mãe de Jesus apoiada por João O discípulo Amado seguira seu filho ao Calvário vira o desmaiar sob o peso do Madeiro e anelar suster com a mão aquela cabeça ferida banhar aquela Fronte que um dia se lhe reclinar no seio
não lhe era no entanto concedido esse triste privilégio ela como os discípulos acalentava ainda a esperança de que Jesus manifestasse seu poder e se livrasse dos inimigos mais uma vez seu coração desfalecer ao evocar as palavras em que lhe haviam sido preditas as próprias cenas que se estavam desenrolando então enquanto os ladrões eram amarrados à Cruz ela observara em angustiosa suspensão haveria de aquele que dera vida aos mortos sofrer o ser ele próprio crucificado suportaria o filho de Deus o ser tão cruelmente morto deveria ela renunciar a sua fé de que Jesus era o Messias
deveria testemunhar lhe a vergonha e a dor sem ter sequer o consolo de servi-lo em sua aflição viu-lhe as estendidas sobre a cruz foram trazidos o martelo e os pregos e Ao serem estes cravados na tenra carne os discípulos fundamente comovidos levaram da cruel cena o corpo desfalecido da mãe de Jesus o salvador não murmurou uma queixa o rosto permaneceu lhe calmo e Sereno mas grandes gotas de suor olhavam lhe na Fronte nemuma mão piedosa a enxugar lhe do rosto o suor da Morte nem palavras de simpatia e inabalável fidelidade para lhe confortar o coração
humano enquanto os soldados executavam a terrível obra Jesus orava pelos inimigos pai perdoa-lhes porque não sabem o que fazem seu pensamento passou da dor própria ao pecado dos que o seguiam e a terrível Retribuição que lhes caberia nenhuma maldição invocou sobre os soldados que o estavam tratando tão rudemente nenhuma Vingança pediu contra os sacerdotes e príncipes que contemplavam com maligna satisfação o cumprimento de seu desígnio Cristo se apiedou deles em sua ignorância e culpa só exalou uma Súplica por seu perdão porque não sabem o que fazem soubessem eles que estavam torturando aquele que Viera salvar
da eterna ruína a raça pecadora e ter se iam possuído de remorso e horror sua ignorância porém não lhes tirava a culpa pois era seu privilégio conhecer e aceitar a Jesus como seu Salvador alguns deles veriam ainda o seu pecado e arrepender se iam e se converteriam alguns por sua impenitência tornariam a seu respeito uma impossibilidade o deferimento da Súplica de Jesus todavia assim mesmo o desígnio de Deus tinha seu cumprimento Jesus estava adquirindo o direito de se tornar o advogado dos homens na presença do pai aquela oração de Cristo por seus inimigos abrangia o
mundo inteiro ouvia todo pecador que já vivera ou viria ainda a viver desde o começo do mundo até ao fim dos séculos pesa sobre todos a culpa de crucificar o filho de Deus a todos é gratuitamente oferecido o perdão quem quiser pode ter paz com Deus e herdar a vida eterna assim que Jesus foi pregado à Cruz ergueram na homens vigorosos sendo com grande violência tirada dentro do lugar para ela preparado isso produziu a mais intensa agonia ao filho de Deus Pilatos escreveu então uma inscrição em hebraico grego E latim colocando-a no Madeiro por sobre
a cabeça de Jesus rezava Jesus Nazareno Rei dos Judeus essa inscrição irritou os judeus havi GR no pátio de pilatos crucificao não temos Rei senão o César tinham declarado que quem quer que reconhecesse outro rei Era traidor Pilatos escreveu o sentimento que haviam Expresso nenhuma ofensa era mencionada A não ser que Jesus era Rei dos Judeus a inscrição era um virtual reconhecimento da fidelidade dos judeus ao poder romano Ava que qualquer que pretendesse ser rei de Israel seria por eles julgado digno de morte o sacerdotes se haviam enganado a si mesmos quando estavam tramando a
morte de Cristo caifás declarara conveniente que um homem morresse pela nação agora se revelava sua hipocrisia a fim de eliminar a Cristo prontificaram a sacrificar a própria existência Nacional os sacerdotes viram o que tinham feito e pediram a Pilatos que mudasse a inscrição disseram não escrevas Rei dos Judeus mas que ele disse Sou o Rei dos Judeus mas Pilatos estava indignado contra si mesmo por causa de sua anterior fraqueza e desprezou inteiramente os invejosos e astutos sacerdotes e príncipes respondeu friamente o que escrevi um poder mais alto que Pilatos ou judeus dirigia a colocação daquela
inscrição por sobre a cabeça de Jesus na providência divina devia ela despertar reflexão e o exame das escrituras o lugar em que Cristo estava crucificado achava-se próximo da cidade milhares de pessoas de todas as terras se encontravam em Jerusalém naquele tempo e a inscrição que declarava Jesus de Nazaré o Messias lhe chamaria a atenção era uma verdade palpitante transcrita por mão guiada por Deus nos Sofrimentos de Cristo sobre a cruz cumpriu-se A Profecia séculos antes da crucifixão predisseram o salvador o tratamento que havia de receber dissera Pois me rodearam cães o juntamento de malfeitores me
cercou transpassaram me as mãos e os pés poderia contar todos os meus ossos eles me vem e me contemplam repartem entre si os meus vestidos e lançam sortes sobre a minha túnica A Profecia quanto à suas vestes cumpriu-se sem conselho nem interferência de amigos ou inimigos do crucificado aos soldados que o er na cruz foram dados os seus vestidos Cristo ouviu a altercação dos homens enquanto os dividiam entre si sua túnica era tecida de alto a baixo sem costuras e disseram não a rasguem mas lancemos sorte sobre ela para ver de quem será em outra
profecia declarou o salvador afrontas me quebrantam o coração e estou fraquíssimo esperei por alguém que tivesse compaixão mas não houve nenhum e por consoladores mas não os Achei deram-me féu por mantimento e na minha sede me deram a beber vinagre aos que padeciam morte de Cruz era permitido ministrar uma poção entorpecente para amortecer a sensação de dor essa foi oferecida a Jesus mas havendo aprovado recusou a não aceitaria Nada que lhe obscure a mente sua fé devia ater-se firmemente a Deus Essa era sua única força obscurecer a mente era oferecer vantagem a Satanás os inimigos
de Jesus descarregaram sobre ele sua Cólera enquanto pendia da Cruz sacerdotes Príncipes e escribas o uniram-se à turba em zombar do moribundo Salvador no batismo e na transfiguração a voz de Deus se fizera a ouvir proclamando Cristo seu filho outra vez justamente antes de ser Cristo traído o pai falara testificando de sua divindade agora porém muda permanecia a voz do céu nenhum testemunho se ouvia em favor de Cristo sozinho sofreu maus tratos e escárnios da parte dos ímpios Se és filho de Deus diziam desce da Cruz salve-se a si mesmo se este é o Cristo
o escolhido de Deus no deserto da Tentação declarara Satanás se tu és o filho de Deus manda que estas pedras se tornem em pães se tu és o filho de Deus lança-te da que abaixo do pináculo do templo e Satanás com seus anjos em forma humana achava-se presente ao pé da Cruz o arque inimigo e suas hostes cooperavam com os sacerdotes e príncipes os mestres do Povo haviam estimulado a turba ignorante a pronunciar julgamento contra um homem a quem muitos dentre ela nem sequer tinham visto até serem solicitados a dar testemunho contra ele sacerdotes Príncipes
fariseus e a endurecida Plebe coligam num satânico Frenesi Os guias religiosos se uniram a Satanás e a seus anjos cumpriam lhes as ordens Jesus sofrendo e moribundo ouvia cada palavra ao declararem os sacerdotes salvou os outros e não pode salvar-se a si mesmo o Cristo o rei de Israel desça agora da cruz para que o vejamos e acreditemos Cristo poderia haver descido da Cruz Mas foi porque ele se não salvou a si mesmo que o pecador tem esperança de perdão e favor para com Deus em seu escárnio do salvador os que professavam ser os expoentes
das profecias repetiam as próprias palavras que a inspiração predera que proferiam nessa ocasião em sua cegueira no entanto não viam estar cumprindo a profecia aqueles que em chacota diziam as palavras confiou em Deus livre agora se o ama porque disse sou filho de Deus mal pensavam que seu testemunho havia de Ressoar através dos séculos mas se bem que proferidas em escárnio essa palavras levaram homens a investigar as escrituras como nunca Dantes tinham feito sábios ouviram examinaram ponderaram e oraram alguns houve que não descansaram enquanto não viram comparando texto com texto o sentido da missão de
Cristo nunca houvera anteriormente tão geral conhecimento de Jesus como quando ele pendia do Madeiro no de muitos que contemplavam a cena da crucifixão e ouviram as palavras de Cristo estava resplandecendo a luz da Verdade a Cristo em sua Agonia na Cruz sobreveio um raio de conforto foi a Súplica do ladrão arrependido ambos os homens que estavam crucificados com Jesus a princípio o injuriam e um deles sobre os Sofrimentos tornara-se cada vez mais desesperado e provocante assim não foi porém com o companheiro este não era um criminoso endurecido extraviara se por más companhias mas era menos
culpado que muitos dos que ali se achavam Ao Pé da Cruz injuriando o salvador vira e ouvira Jesus e ficara convencido por seus ensinos mas dele fora desviado pelos sacerdotes e príncipes procurando abafar a convicção emergira mais e mais fundo no pecado Até que foi preso julgado como criminoso e condenado a morrer na Cruz no tribunal e a caminho para o Calvário estivera em Companhia de Jesus ouvira Pilatos declarar não acho nele crime algum notara lhe o porte Divino e seu piedoso perdão aos at na cruz V os grandes doutores estenderem desdenhosamente eiz Senor Jesus
menear ou aing porir ées houve entre os transeuntes muitos a defenderem Jesus ouve repetindo as palavras narrando lhe as obras volve lhe à convicção de que este é o Cristo voltando-se para seu companheiro no crime diz tu nem ainda temes a Deus estando na mesma condenação os ladrões moribundos não mais têm a temer os homens mas um deles é assaltado pela convicção de que há um Deus a temer um futuro a fazê-lo tremer e agora todo poluído pelo pecado como se acha a história de sua vida está a findar e nós na verdade com justiça
geme ele porque recebemos o que nossos feitos mereciam mas este nenhum mal fez não há questão agora não há dúvidas nem censuras também quando condenado por Seu Crime o ladrão ficara possuído de desânimo e desespero mas pensamentos estranhos ternos surgem agora evoca tudo quanto ouvira de Jesus como ele curara os doentes e perdoar os pecados ouvira as palavras do que nele criam e o seguiram em pranto vira e lera o título por sobre a cabeça do Salvador ouvira o repetido pelos que passavam alguns com lábios tristes e trêmulos outros com gracejos e zombarias o Espírito
Santo ilumina lhe a mente e pouco a pouco se liga à cadeia das provas em Jesus ferido zombado e pendente da Cruz vê o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo num misto de esperança e de agonia em sua voz a desamparada moribunda alma atira-se sobre o agonizante salvador senhor lembra-te de mim Quando vieres no teu reino a resposta veio pronta suave e melodioso assento cheias de amor de compaixão e de poder as palavras na verdade te digo hoje que serás comigo no paraíso por longas horas de agonia injúrias e escárnios caíram aos
ouvidos de Jesus pendente da Cruz adeja lhe ainda em volta o som das chufas e maldições coração anelante estivera atento a ver se ouvia alguma expressão de fé da parte dos discípulos e ouvira apenas as lamentos palavras nós esperávamos que fosse ele o que remisse a Israel quão grata foi pois ao salvador a declaração de fé e amor do ladrão prestes a morrer enquanto os dirigentes judeus negam a Jesus e seus próprios discípulos duvidam de sua divindade o pobre ladrão No Limiar da eternidade lhe chama senhor muitos estavam dispostos a chamá-lo senhor quando operava Milagres
e depois de haver ressurgido do sepulcro ninguém no entanto o reconheceu enquanto moribundo pendia da Cruz a não ser o ladrão arrependido salvo à hora undécima os espectadores ouviram as palavras do ladrão quando chamou senhor a Jesus o tom do Arrependido despertou-lhe a atenção aqueles que Ao Pé da Cruz questionaram pelas Vestes de Cristo e lançaram sorte sobre a túnica pararam para emudeceram as vozes iradas com a respiração suspensa olhavam para Cristo e esperaram a resposta daqueles lábios já quase sem vida ao proferir ele as palavras de promessa brilhante vívido clarão penetrou a escura nuvem
que parecia envolver a Cruz ao Ladrão contrito sobreveio a perfeita Paz da aceitação de Deus em sua humilhação era Cristo glorificado aquele que a todos os outros olhos parecia vencido era o vencedor foi reconhecido como o que leva os pecados os homens podem exercer poder sobre seu corpo humano podem lhe ferir as santas Fontes com a coroa de espinhos podem despojo das vestes e Contender Sobre a divisão das mesmas não podem porém privar do Poder de perdoar pecados morrendo dá testemunho em favor de sua divindade e da Glória do Pai seu ouvido Não Está agravado
Para que não possa ouvir nem sua mão encurtada para não poder salvar é seu direito salvar perfeitamente a todos quantos se chegam a Deus por ele na verdade dig hoje que serás comig no parao não promete que o ladrão estaria com El no Paraíso dia prio foi para para noã dai sub dação o dia da aparente derrota e treva foi feita a promessa hoje enquanto morria na cruz como malfeitor Cristo dava ao pobre pecador a certeza tu estarás comigo no paraíso os ladrões crucificados com Jesus foram colocados um de cada lado e Jesus no meio
isso foi feito por instrução dos sacerdotes e principais a posição de Cristo entre os ladrões indicava ser ele o maior criminoso dos três assim se cumpriu a escritura foi contado com os transgressores a inteira significação de seu ato porém não viram os sacerdotes Como Jesus crucificado com os ladrões foi posto no meio assim foi sua cruz colocada no meio de um mundo a perecer no pecado e as perdoador as palavras dirigidas ao Ladrão arrependido fizeram fugir uma luz que brilhará até os remotos cantos da Terra com espanto contemplavam os anjos o infinito amor de Jesus
que sofrendo a mais intensa agonia física e mental pensava apenas nos outros e animava a arrependida alma a crer em sua humilhação dirigira se como profeta às filhas de Jerusalém como sacerdote e advogado interceder o pai pelo perdão de seus assassinos como amorável salvador perdoar os pecados do Arrependido ladrão enquanto o olhar de Jesus vagueava pela multidão que o cercava uma figura lhe prendeu a atenção ao pé da Cruz Se achava sua mãe apoiada pelo discípulo João ela não podia suportar permanecer longe de seu filho e João sabendo que o fim aproximava troua de novo
para perto da Cruz na hora de sua morte Cristo lembrou-se de sua mã olhando o rosto abatido pela dor e depois a João disse dirigindo-se a ela Eis aí o te fil e depois a João Eis aí Tua mãe João entendeu as palavras de Cristo e aceitou O encargo levou imediatamente Maria para sua casa e daquela hora em diante dela cuidou ternamente ó piedoso amorável Salvador por entre toda a sua dor física e mental angústia teve solícito Cuidado para com sua mãe não possuía dinheiro com que lhe provesse o conforto achava-se Porém entronizado na alma
de João e entregou-lhe sua mãe como precioso legado assim providenciou para ela aquilo de que mais necessitava a eterna simpatia de alguém que a amava porque ela amava Jesus e acolhendo a como Santo legado estava João recebendo grande bênção ela lhe era uma contínua recordação de seu querido mestre o perfeito exemplo do amor filial de Cristo resplandece com um não esmaecido fugor por entre a Neblina dos séculos durante cerca de 30 anos Jesus por sua labuta diária ajudara nas responsabilidades domésticas e agora mesmo em sua derradeira agonia se lembra de providenciar em favor de sua
mãe viúva e aflita o mesmo espírito se manifestará em todo discípulo de Nosso Senhor os que seguem a Cristo sentirão ser uma parte de sua religião respeitar os pais e prover-lhes as necessidades o pai e a mãe nunca deixarão de receber do Coração em que se abriga o amor de Cristo solícito cuidado e terna simpatia e agora estava a morrer o senhor da glória o resgate da raça entregando a Preciosa vida não foi sustido por Triunfante alegria tudo eram opressivas sombras não era o temor da Morte que o oprimia nem a dor e a ignomínia
da Cruz que lhe causavam a inexprimível angústia Cristo foi o príncipe dos sofredores mas seu sofrimento provinha do senso da malignidade do pecado o conhecimento de que mediante a familiaridade com o mal o homem se tornara cego à enormidade do mesmo Cristo viu quão profundo é o domínio do pecado no coração humano quão poucos estariam dispostos a romper com seu poder sabia que sem o auxílio Divino a humanidade devia perecer e via Multidões perecerem ao alcance do abundante auxílio sobre Cristo como nosso substituto e penhor foi posta a de nós todos foi contado como transgressor
a fim de que nos redimisse da condenação da lei a culpa de todo descendente de Adão pesa-lhe sobre a alma A Ira de Deus contra o pecado a terrível manifestação de seu desagrado por causa da iniquidade encheram de consternação a alma de seu filho toda a sua vida anunciar a Cristo ao mundo caído as boas novas da misericórdia do pai de seu amor cheio de perdão a salvação para o maior pecador fora seu tema mas agora com o Terrível peso de culpas que carrega não pode ver a face reconciliadora do pai o afastamento do semblante
Divino do Salvador nessa hora de suprema angústia penetrou lhe o coração com uma dor que nunca poderá ser bem compreendida pelo homem tão grande era essa agonia que ele mal sentia a dor física Satanás torturava com cruéis tentações o Coração de Jesus o salvador não podia enxergar para além dos portais do sepulcro a esperança não lhe apresentava sua saída da Sepultura como vencedor nem lhe falava da aceitação do sacrifício por parte do pai temia que o Pecado Fosse tão ofensivo a Deus que sua separação houvesse de ser eterna Cristo sentiu a angústia que há de
experimentar o pecador Quando não mais a misericórdia interceder pela raça culpada foi o sentimento do pecado trazendo a ira Divina sobre ele como o substituto do homem que tão amargo tornou O Cálice que sorveu e quebrantou o coração do filho de Deus com assombro presenciaram os anjos a desesperada Agonia do Salvador as hostes do céu velaram o rosto do terrível espetáculo a inanimada natureza exprimiu sua simpatia para com seu insultado e moribundo autor o sol recusou contemplar a espantosa cena seus raios plenos brilhantes iluminavam a terra meio-dia quando de súbito pareceu apagar-se completa escuridão qual
um Sudário envolveu a cruz houve Trevas em toda a terra até a Hora Nona não houve Eclipse ou outra qualquer causa natural para essa escuridão tão espessa como a da meia-noite sem luar nem estrelas foi miraculoso testemunho dado por Deus para que se pudesse confirmar a fé das vindouras Gerações naquela densa treva oculta-se a presença de Deus ele faz da treva o seu Pavilhão e esconde sua glória dos olhos humanos Deus e seus Santos Anjos estavam Ao Pé da Cruz o pai estava com o filho sua presença no entanto não foi revelada houvesse sua irrompido
da nuvem e todo espectador humano teria sido morto e naquela tremenda hora não devia Cristo ser confortado com a presença do pai pisou sozinho o lagar e dos povos nenhum havia com ele na espessa escuridão velou Deus a derradeira agonia humana de seu filho todos quantos viram Cristo em seu sofrimento conv de sua divindade aquele rosto uma vez contemplado pela humanidade não seria nunca mais esquecido como a fisionomia de Caim lhe exprimia a culpa de homicida assim o semblante de Cristo revelava Inocência serenidade benevolência à imagem de Deus mas seus acusadores não queriam dar atenção
ao cunho Celestial durante horas de agonia fora Cristo contemplado pela escarnecedor multidão agora ocultou misteriosamente o manto Divino parecia haver baixado sobre o Calvário um silêncio sepulcral inominável terror apoderou-se da multidão que circundava a cruz as maldições e injúrias cessaram a meio das frases iniciadas homens mulheres e crianças caíram prostrados por terra de quando em quando irradiavam da nuvem vividos clarões mostrando a cruz e o crucificado Redentor sacerdotes Príncipes escribas executores bem como a turba Todos pensavam haver chegado o momento de sua Retribuição depois de algum tempo murmuravam alguns que Jesus desceria a agora da
Cruz tentavam outros as apalpadelas achar o caminho de volta para a cidade batendo no peito e lamentando de temor à Hora Nona ergueu-se a treva de sobre o povo Mas continuou a envolver o salvador era um símbolo da Agonia e do horror que pesavam sobre o coração dele olho algum podia penetrar a escuridão que odiava a cruz e ninguém podia sondar a sombra mais profunda ainda que envolvia a sofredora alma de Cristo os furiosos relâmpagos pareciam dirigidos contra ele ali pendente da Cruz então Jesus clamou com grande voz eli eli lam sabactani que traduzindo é
Deus meu Deus meu por que me desamparaste ao baixarem sobre o salvador as trevas exteriores muitas vozes exclamaram A Vingança do céu está sobre ele os raios da Ira Divina São contra ele lançados porque pretendeu ser filho de Deus muitos dos que nele criam ouviram-se a esperança se Deus desamparar a Jesus em quem podiam confiar seus seguidores quando as trevas se ergueram do opresso espírito de Cristo reavivou se-lhe o sentido do sofrimento físico e disse Tenho sede um dos Soldados Romanos tocado de Piedade ao contemplar os lábios ressequidos tomou uma esponja numa hte de sopo
e emergindo a numa vasilha de vinagre ofereceu a a Jesus mas os sacerdotes zombavam lhe da Agonia enquanto as trevas cobriam a terra encheram-se de temor dissipado este porém voltou-se ainda interpretaram mal suas palavras eli eli lam sabactani com acerbo desprezo e escárnio disseram este chama por Elias recusaram a última oportunidade de aliviar lhe os Sofrimentos deixa disseram vejamos se Elias vem livrá-lo o imaculado filho de deus pendia da Cruz a carne lacerada pelos açoites aquelas mãos tantas vezes estendidas para abençoar pregadas ao lenho aqueles pés tão incansáveis em serviço de amor cravados no Madeiro
a Régia cabeça ferida pela coroa de espinhos aqueles trêmulos lábios entre abertos para deixar escapar um grito de dor e tudo quanto sofreu as gotas de sangue a lhe correr da Fronte das mãos e dos pés a agonia que lhe atormentou o corpo e a indizível angústia que lhe encheu a alma ao ocultar-se dele à face do pai tudo fala a cada filho da família humana declarando é por ti que o filho de Deus sente carregar esse fardo de culpa por ti ele destrói o domínio da Morte e abre às portas do paraíso aquele que
impôs Calma às ondas revoltas e caminhou por sobre as espumantes vagas que fez tremerem os demônios e fugir a doença que abriu os olhos cegos e chamou os mortos à Vida ofereceu-se a si mesmo na cruz em sacrifício e tudo isso por amor de ti ele o que leva sobre si os pecados sofre A Ira da justiça divina e torna-se mesmo pecado por amor de ti silenciosos aguardavam os espectadores o fim da terrível cena o sol saíra mas a cruz continuava circundada de trevas sacerdotes e príncipes olhavam em direção de Jerusalém e Eis que a
espessa nuvem pousar sobre a Cidade e as planícies da Judeia o sol da justiça a luz do mundo retirava seus raios da outrora favorecida cidade de Jerusalém Os Terríveis relâmpagos da Ira Divina dirigiam-se contra a malfadada cidade de repente ergueu-se de sobre a cruz A Sombra e em tons Claros como de trombeta tons que pareciam Ressoar por toda a criação bradou Jesus Está Consumado pai nas tuas mãos entrego o meu espírito uma luz envolveu a cruz e o rosto do Salvador brilhou com a glória semelhante a do Sol pendendo então a cabeça sobre o peito
espirou em meio da horrível escuridão aparentemente abandonado por sorver a Cristo as derradeiras fezes da taça da miséria humana durante aquelas horas pavorosas apoiar-se às provas que anteriormente lhe haviam sido dadas quanto à citação de seu pai estava familiarizado com o caráter de Deus compreendia lhe a justiça a misericórdia e o grande amor descansava pela fé naquele a quem se deleitar sempre em obedecer E à medida que a submissão se confiava a Deus o sentimento da perda do favor do pai se desvanecia pela fé saiu Cristo vitorioso jamais testemunhara a terra uma cena assim a
multidão quedava paralisada e respiração suspensa fitava o salvador baixaram novamente as trevas sobre a terra e um surdo ruído como de forte Trovão se fez ouvir seguiu-se violento terremoto as pessoas foram atiradas umas sobre as outras amadamente estabeleceu-se a mais completa desordem e consternação partir-se ao meio os rochedos nas montanhas vizinhas rolando fragorosamente para as planícies fenderam-se sepulcros sendo os mortos atirados para fora das Covas vir Sea estar a criação desfazendo-se em átomos sacerdotes Príncipes soldados executores e povo mudos de terror jaziam prostrados por terra ao irromper dos lábios de Cristo o grande Brado Está
Consumado oficiava o sacerdotes no templo era a hora do sacrifício da tarde o que representava Cristo fora levado para ser morto trajando significativo e Belo vestuário estava O sacerdote com o cutelo erguido qual Abraão quando prestes a matar o filho vivamente interessado o povo acompanhava a cena mas Eis que a terra treme e vacila pois o próprio Senhor se aproxima com ruído rompe-se de alto a o véu interior do templo rasgado por mão invisível expondo aos olhares da multidão um lugar Dantes pleno da presença Divina ali habitara o shekiná ali manifestar a Deus sua glória
sobre o propiciatório ninguém senão o sumo sacerdote jamais erguera O véu que separava esse compartimento do resto do templo nele penetrava uma vez por ano para fazer expiação pelos pecados do povo mas Eis que esse véu é rasgado em dois o Santíssimo do Santuário Terrestre não mais é um lugar sagrado tudo é terror e confusão O sacerdote está para matar a vítima mas o cutelo cai-lhe da mão paralisada e o cordeiro escapa o tipo encontra o antítipo por ocasião da morte do filho de Deus foi feito o grande sacrifício acha-se aberto o caminho para o
Santíssimo um novo vivo caminho está para todos preparado não mais necessita A Pecadora aflita humanidade esperar a chegada do Sumo Sacerdote daí em diante devia o salvador oficiar como sacerdote e advogado no céu dos céus era como se uma vives agora temim osos e peio eis Deus porio entrou uma vez no santurio havendo efetuado uma eterna Redenção