[Música] Olá, sejam muito bem-vindas pessoas aqui ao canal Prazer TV. Eu sou o Thiago Gular e você está no programa semanal O Diário de Um Tântrica, onde eu procuro trazer reflexões a partir dessa perspectiva de ensinamentos e saberes do tantra chaiva não dual da Cachemira e mais especificamente da via Yognaula, da qual eu participo através das transmissões que tenho recebido desde 2015 com o meu mestre Daniel Odier, mas obviamente eu sempre trago a minha assinatura pessoal em relação a essas reflexões devido a todas as vivências que eu tive e também a todas as linhagens de yoga as quais eu me aprofundei. Yoga clássico, tantra clássico e yoga tântrico sobretudo.
Pois bem, o tema de hoje é para trazer uma espécie de reflexão mais profunda em relação aos temas anteriores. Tenho falado muito sobre ritos zorgíacos lá de Cajurarro e isso para muitas pessoas pode ser bastante deslocado ou ficar essa imagem de que o tantra tem uma espécie de hedonismo que está sempre à volta do tantra. Então, o tema de hoje escolhido é o celibato tântrico.
Exatamente. Celibato tântrico é um tema muito importante e que deve ser trazido aí a nossa consciência em relação ao que se vende como tantra ou terapia tântrica nos dias de hoje. Para começar, eu vou trazer uma reflexão em relação à história.
É sempre muito importante, né? Como o tantra ele tem essa ancestralidade, é sempre muito importante fazer um estudo comparativo entre o que nós vivemos hoje em dia na na nossa sociedade moderna, capitalista, patriarcal, extremamente machista, utilitarista, onde tudo é medicalizado, psicologizado e também essas sociedades ancestrais. da de onde o tantra surgiu, onde nós temos aí uma cidade que eu costumo falar sempre dela, é cajurarro.
Antes de começar com o tema, eu abri inscrições para a nova turma da formação tantrava shacta não dual da cachemira e ognula sampradaia. Sampradaia significa linhagem. I ognicaula é a linhagem a qual se fundamenta toda essa formação que tem um âmbito individual, ou seja, não habilita a ensinar, até porque para você assentar esse conteúdo leva um bom tempo e alguns bons anos.
Obviamente que se você já é alguém que trabalha com o tantra, trabalha com terapias neotântricas, provavelmente isso terá um impacto aí no seu servir como professor, professora, terapeuta, educador. Então, convido vocês a visitarem o link que está aqui no vídeo para conhecer um pouco mais da formação e caso vocês tenham dúvidas lá na página aí de apresentação dessa formação que eu dou essa formação desde 2020 nesse formato online. Lá na página você tem um contato direto comigo para tirar dúvidas no meu WhatsApp.
Ou ainda você pode acessar o meu Instagram e me enviar uma mensagem direta. Essa formação de nível um individual, ela é pré-requisito para a formação de educadores e terapeutas tântricas, que será realizada aí em dois estados que eu estou pretendendo realizar aqui na Bahia e em Santa Catarina, né? Então, a partir de setembro, nós teremos essa turma que vai ter módulos presenciais da formação de educadores e terapeutas tântricas, fundamentado no tantra chava chacta não dual da cachemira e mais especificamente, muito mais especificamente na yognicaula sampradaia, ou seja, a linhagem que se chama yognicaula e ela é transmitida atualmente pelo do mestre Daniel Odier, com quem eu tenho estudado presencialmente desde 2015.
E lembrando que eu já traduzi um livro que eu recomendo sempre, Cali, Mitologia, práticas secretas e rituais. Sem mais delongas, peço que antes de partir para o tema, se você curtir esse vídeo, lembre de curtir aqui o vídeo, comentar, compartilhar e, se possível também contribuir com o canal. Assim a gente pode espalhar essa mensagem para muito mais pessoas.
Bom, celibato tântrico, esse tema ele deve ser tratado com bastante cuidado, até porque quando a gente fala de celibato em relação ao tantra, isso não significa uma repressão, mas sim uma transmutação alquímica. e que nós vamos partir dessa transmutação alquímica dessa perspectiva das iognis. As iognis elas têm essa característica.
Se a gente for ver a cidade de Cajurarro, a gente vai ver que é uma cidade que uma urbanização que estava cercada por florestas. Ainda hoje em dia, nos dias de hoje, na Índia, nós temos muitos centros, apesar de terem milhões de habitantes, uma cidade como Maisor, por exemplo, você ainda tem uma densa floresta ao redor. E outras cidades menores também, vilarejos, é muito comum, né, você ter que ter muitos cuidados em relação a panteras, elefantes, serpentes.
Então, a Índia tem um lado ainda muito selvagem, apesar do avanço dos tempos e da modernidade. Então, imaginem que lá há milhares de anos atrás, lá por volta do século VIX, quando nós tivemos aí eh cajurarro em seu apogeu, na sua era dourada, nós tínhamos aí uma cidade com uma urbanização em torno de 100. 000 1000 habitantes, em torno de 80 a 100.
000 1000 habitantes. Então, imagine que um preceito também, digamos que uma espécie de constituição que regia a cidade era esses preceitos do tantracaula, ou seja, nós temos o preceito de cula, ou seja, você considera todas as pessoas que fazem parte da sua cula, da sua família, são parte de um clã, uma família espiritual. pela qual você tem um enorme zelo por cada pessoa.
Então aqui a gente já parte dessa primeira comparação com a nossa sociedade atual, em que nós temos aí bilhões de habitantes que estão praticamente estamos integrados, né? As fronteiras estão ainda presentes, mas nós temos aí um globalismo que está presente. Você, se compra um bilhete de avião, você pode em poucas horas atravessar o mundo.
E essa conectividade, né, as fronteiras de espaço e tempo, elas estão cada vez menos presentes, né? Então, muito rapidamente você pode cruzar o mundo e já estar numa cultura totalmente diferente aqui da nossa cultura brasileira ou da sua cultura aí de onde você está me escutando. Então, imaginem isso, né, que você tem uma sociedade que você tem uma espécie de controle maior sobre as pessoas.
Controle e, como eu falei, um zelo maior pelas pessoas. por elas serem consideradas dessa mesma família. Hoje em dia nós vemos pessoas abandonadas nas ruas, pessoas mendigando, enquanto que outras eh esbanjam riqueza.
Políticos aí com, né, muitos benefícios, eh procurando a cada dia implantar mais e mais mentiras para que nós sejamos ainda mais roubados em nossos direitos. Então essa é uma questão bastante importante de você, se você quer ser tântrica de verdade, você tem que ter um olhar reflexivo sobre a totalidade. E a totalidade, isso vai incluir também uma questão sociopolítica.
Então, eh, não há aqui nenhum medo de tântricas de se envolver em questões desse tipo. Não que você tenha que se envolver, mas ao menos ao menos você tem que se inteirar com pessoas que sejam gabaritadas, filósofos, pessoas eh que têm ciência política e que tem um olhar crítico sobre a realidade e que tenham também esse senso de comunidade bastante forte e não um senso de comunidade onde tentam apenas desbaratinar as ideias das pessoas, fazendo com que umas se voltem contra as outras. Então, imaginem que quando a gente fala, né, eu tenho falado aí muito nos ritos orgíacos, mas nós temos que levar em consideração o quanto esses ritos orgíacos, né, essas celebrações tântricas coletivas, elas também tinham um aspecto iniciático.
Da mesma forma, por exemplo, ontem eu escutava uma entrevista no programa Paranormal Experience com o Yog e professor mestre de Vedanta, Jonas Mazete. Recomendo muito que você assista esse esse episódio, né, o Jonas Mazete sendo entrevistado, falando também das iniciações chamânicas pelas quais ele passou. Então ele descreve, né, que ele passou aí por uma iniciação com o povo Lacota, né, em que você tem a dança do sol, você é pendurado lá, então tem, né, você tem que realmente transcender eh aspectos corporais e colocar à prova realmente o seu corpo para que seu corpo ele se fortaleça e sobretudo a sua consciência ela entre numa modulação em que você vai ter um senso de coletividade muito mais apurado e realmente você vai ter esse sentido de zelo pela sua família espiritual, pelo seu clã, por aquelas pessoas que participam da sua comunidade.
Ao mesmo tempo, é muito triste, né? Hoje eu vi uma reportagem em que uma garota de 14 anos tinha a polícia batendo na porta da casa dela porque ela participava de grupos de ódio, né? Então, praticando automilação, crueldade com animais, né?
Então, 14 anos já participando de grupos assim, estimulando outros jovens e uma mãe que não teve uma capacidade de estar ali zelando pela sua filha que está no seu teto e ali e cometendo crimes, né? Então, eh, eu fico lembrando da minha mãe o quanto ela foi dura comigo, mas isso foi muito importante, eu como filho mais velho, de realmente ter uma consciência desperta. Olha, se você fizer uma besteira, eu vou ser a primeira a chamar a polícia e colocar você em cana, né?
Então isso foi muito duro na época eu achava ela muito dura nesse sentido, mas foi isso também que me despertou a consciência de que a sociedade tem uma ordenação que deve ser respeitada e que se você fizer besteira você pode ir pra cadeia. Então, muitas coisas estão acontecendo na nossa sociedade atual, que a gente poderia se inspirar em sociedades antigas, por exemplo, cajurarro, para que nós tivéssemos o maior nível de consciência, zelo, compaixão pelas pessoas, né? Então, imaginem que hoje em dia terapeutas neotântricas estão, por exemplo, estuprando suas pacientes no momento em que uma paciente ali está num momento de vulnerabilidade.
Esse rapaz terapeuta neotântrica, sem essa preparação profunda que uma via iognicaula proporciona, uma linhagem autêntica de tantra proporciona, retraumatiza essa paciente porque ele não tem ali o seu desejo bem trabalhado e está com uma metodologia totalmente superficial que é baseada muito mais em técnicas passadas aí em poucos finais de semana, né? Então aqui eu estou falando realmente com um tom para que você tenha uma clareza e uma tomada de consciência da gravidade do que nós estamos falando e do cenário no qual nós nós nos encontramos, certo? Então, por exemplo, quando nós observamos cajurarro, esses ritos orgíacos, né?
Então, eu falei em alguns vídeos, foram feitos recortes e isso às vezes quando esses recordes são feitos, isso pode parecer que ah, o tantra antigo era um obaoba, né, uma festança, as pessoas eram imorais até e não tinham ética. Isso está muito longe da verdade. Então, a gente vai se remeter agora para Cajurarro, como eu falei, em torno de 80 a 100.
000 habitantes no seu apogeu, em que o templo das Yognis, onde eram feitos tais ritos zorgíacos, ele já tinha uma localização operacional bastante precisa. Ele era colocado, ele foi colocado num ponto alto da cidade, numa colina. E nessa colina, esse lugar, o templo da Yognis era a céu aberto, ele não tinha teto.
Isso tem uma questão também de práticas em que você vai olhar para o céu, você vai se diluir nessa imensidão para que quando você estivesse numa prática que envolva a união sexual, você também tenha essa referência da dissolução no cosmos que nós podemos atingir através da união sexual. Obviamente tais pessoas elas não estavam ali porque elas estavam numa num se fosse o carnaval hoje em dia em que as pessoas estão ali se agredindo, se guspindo umas nas outras, praticando box, né? Então é muito feio a toda a violência que nós temos hoje em dia.
E também eh é o momento em que a nossa sociedade moderna tão civilizada encontra para dar vazão a tudo aquilo que ficou guardando durante o ano todo, né? Então nós temos uma, cada pessoa hoje em dia é como uma panela de pressão. Essa panela de pressão aguarda os momentos para poder explodir.
Algumas pessoas vão explodir cometendo crimes, algumas pessoas vão explodir durante o carnaval, algumas pessoas vão explodir, fazer essa sua manutenção de pequenas explosões de forma secreta, enganando as pessoas, sem diálogo, traindo sua esposa sem conversar devidamente, né? Então a gente vê que a nossa sociedade ela está sistematicamente adoecida. Então, toda a configuração da sociedade em que nós temos essa utilização dos seres humanos, né, como massa de manobra e como eh peças dentro de uma indústria, né?
Então tudo isso faz com que nós estejamos muito doentes e sinceramente não é a terapêutica neotântrica que vai resolver isso se essa terapeuta terapêutica neotântrica não tiver um olhar dessas profundezas da consciência do funcionamento do ser humano, tal como a Via Yognicaula propõe e nos proporciona. Então, imaginem que essas pessoas lá de Cajurarro, elas passavam também por um processo de preparação individual. Então, da mesma forma que o Jonas Mazete ele eh ele mostrou, né, descreveu nesse episódio do Paranormal Experience, que tem toda uma preparação de cada indivíduo para que ele passe daí pela dança do sol, o Sand.
Da mesma forma, para você chegar a um ponto em que você vai estar num rito orgíaco, que também eh tem as suas, digamos, as suas premissas para que você participe, você vai ter toda uma preparação individual, você vai ter a sua individualidade respeitada e não ser, né, eh, você está lá fazendo uma terapia e você passa por uma retraumatização. do abuso que você já sofreu por uma pessoa que deveria ser alguém habilitado e se dizendo terapeuta neotântrico ali faz um comete um abuso, certo? Então, quando você tem essa preparação, essas práticas do tantra ancestral nessa nessa civilização de Morra em Judaro, elas seguiam também esses preceitos de nós temos uma metodologia, vamos aplicá-la para que essas pessoas sejam preparadas como participantes dessa comunidade, que sejam pessoas conscientes, empatas, compassivas, zelosas umas pelas outras.
né? Então, todas essas questões vão preparar o indivíduo e também para ela ser, digamos, uma pessoa que saiba dar prazer e saiba também receber prazer. Ou seja, você tem direitos e deveres.
Da mesma forma que na nossa Constituição Brasileira, desde 1985, depois da ditadura militar, nós temos uma constituição onde nós temos direitos e deveres. Então, é óbvio, né? Os nossos direitos e deveres muitas vezes ali são manipulados por toda uma rede de interesses nefastos dessas pessoas que são sangue suugas do sistema.
Mas voltando ao tema, então imaginem que essas pessoas estão sendo preparadas da mesma forma que, por exemplo, eu eu ofereço um curso de formação, por mais que ele seja online, eu estou preparando pessoas para elas se modularem a essa essa metodologia de práticas da via Yognicaula, que se você estivesse lá em Cajurarro, você teria a melhor preparação possível para que você fizesse parte dessa comunidade ancestral. à medida que você se mostrava também uma pessoa preparada, que você poderia participar, né, e você tem as qualidades de zelo, de compaixão, de você ser uma pessoa compassiva que está zelando pelas outras pessoas, você tinha o direito de participar de práticas assim. Então, não achem que em comunidades antigas era tudo um obaoba, uma festa liberada.
Não, as pessoas elas eram também punidas, elas também eram isoladas, elas tinham limitações em função de a de da demonstração da incapacidade de lidar com certas questões. Então, hoje em dia, por exemplo, quando a gente vê uma formação de terapeutas neutântricas, que quais são os critérios para formar uma pessoa e saber o quanto ela está alinhada com os desejos dela, o quanto ela está alinhada com as profundezas da consciência, que a gente chama de inconsciente ou subconsciente. Quanto essa pessoa através de práticas lá de estímulo catártico é extremo que vão fazer você chorar naquele momento, o quanto essas pessoas tiveram realmente as ferramentas para que elas pudessem mergulhar nas profundezas da consciência dela e pudessem observar os monstros que estão ali dentro.
Nós como sociedade formada ao longo aí de milênios, uma sociedade capitalista, patriarcal, extremamente machista, que mata pessoas eh que são diferentes, tal, tal, as pessoas trans, que está explorando sexualmente criancinhas, mulheres e e rapazes também. o quanto essa sociedade a gente está tendo uma educação que ela nos nos distancia da das da nossa consciência na sua integralidade. Então, tudo isso eu estou trazendo hoje em dia como um alerta nesse episódio para fazer um contraponto então a tudo que eu falei, para que o que eu falei não seja tido como, ah, olha a cara do Thiago, ele tem até uma cara de taradão, né?
Então, eh, deve ser, eh, deve pegar várias alunas, não sei o quê, né? Então é muita suposição que pode ser feita em torno do que eu já falei. E então esse esse episódio de hoje surge como um contraponto.
É importante notar que quando a gente fala da via yognicaula, Yognicaula samradaia, nós estamos falando de uma respeitabilidade dessa sabedoria das iognis. O que que são as iognis? Elas têm uma conexão com a corporalidade, tal como vocês mulheres têm isso potencialmente aí em vocês.
Muitas mulheres hoje em dia na nossa sociedade t essa potencialidade adormecida, mas não está sendo aproveitada porque você está talvez num nível de competição com as outras mulheres. Talvez você esteja eh envolvida nesse sistema patriarcal e machista que faz com que você tenha que estar sempre satisfazendo aos homens ou as peças do sistema. Ou ainda que você esteja muito envolvida apenas com a sua vaidade e não com questões espirituais ou realmente e espiritual no sentido de integralidade do ser.
Não, uma coisa mística distante. Tantra nunca foi uma questão de vamos transcender. Não tem uma questão de transcender, é uma questão de você reconhecer plenamente tudo que habita você, certo?
Então, pensemos nesse sentido, o quanto nós estamos numa sociedade doente em que o tantra ele foi cooptado como uma forma de liberação de certas couraças, mas que hoje em dia não está conseguindo acessar outras camadas muito mais profundas e não está formando pessoas de forma adequada, certo? Então, não é através de tremeliquezinhos que você vai ter um acesso ao lixo que está habitando você nesse momento, ao monstro que talvez esteja aí habitando nesse momento e que foi criado ao longo de toda a sua vida, de você ter apanhado dos seus pais, de você ter sofrido bullying, de você ter sido uma criancinha que gostava de ver as pessoas, um bichinho, sangrar, ou de você gostar de ser aquela criancinha de fazer maldade com o animal. O quanto você trouxe isso, isso hoje para sua idade adulta e você acha que tendo alguns tremeliquezinhos orgásticos, você é uma pessoa resolvida?
Você não é. Você é uma pessoa que está num nível ainda de superficialidade, certo? Então, enquanto você não tiver acesso a uma metodologia que tenha realmente essa coerência entre interior e exterior, entre você ter uma questão de observar a sociedade da forma como tem que ser observada, não de uma forma apenas reativa, mas meditativa e reflexiva com esse olhar sóciopolítico que tenha essa ética e compassividade.
você está numa superficialidade. Então eu te convido, você que se considera terapeuta neotântrica, a o quanto você consegue olhar para essas questões profundas da sua sociedade, o quanto você se importa, o quanto você se importa com o sofrimento das pessoas que você está vendo sofrer, o quanto você se importa realmente com o tanto de retraumatização que você está causando, o quanto você acha que você será sairá impune ao longo desse esse desse seu rastro criminoso, tudo vai ter uma questão cármica. Isso é muito importante no tantra, o quanto você está colhendo coisas que depois você vai reclamar que você colheu, certo?
Então, perceba, quando a gente fala de celibato tântrico, é a melhor forma até de você lidar com essa energia sexual no sentido da massagem tântrica original, que é a massagem cachemiriana. Na massagem cachimiana, nós não fazemos uma hiperestimulação genital. Essa estimulação genital obviamente pode existir, mas ela não pretende atingir orgasmos sucessivos como desculpa ou ideia de que isso nos levará a uma liberação de couraças.
Talvez você esteja reforçando coisas no seu ser, na mais, no mais profundo do seu ser, que você não consegue ver e que talvez você vai ter acesso apenas quando você que você vai conseguir ver no campo dos seus sonhos. Convido também você o como está a qualidade do seu sono e dos seus sonhos, porque você pode achar que liberou traumas e tudo mais, que você agora é uma pessoa iluminada, mas se os seus sonhos são sonhos perturbados, são sonhos em que você ainda tem uma perturbação, você não tem um acesso pleno a essa teia do universo durante os seus sonhos, a sua espiritualidade, ela incongruente, porque o sonho é um dos quatro estados de consciência. Então, quando a gente fala de despertar da consciência no tantra, de verdade, nós estamos falando de um despertar da consciência nos quatro estados.
Não nos quatro estados, porque no sono profundo, apesar de você, né, a gente achar que não está consciente, nós ainda também podemos ter a consciência desperta, num sentido de até quando um perigo nos ronda, nós podermos nos salvar ou termos uma premonição para nos salvar. Enfim, ficam essas questões e esse contraponto de que a as iognis florestais que formularam essa metodologia da yognicaula sampradaia, essa via que eu sigo, né, apesar de muitas pessoas dizerem: "Ah, mas ele é homem, vem falar de uma via das yognis". Sim, homens também em Cajurarro, né, nessa linhagem que se mostraram habilitados a ensinar e poder passar adiante e conseguiram assentar esses esses ensinamentos.
Então, não é uma via excludente, certo? Alinha no tantra, que são elas têm esse caráter de ser apenas mulheres, certo? Isso existe, mas não é o caso da yognicaula samadaia.
Tanto é que o mestre Daniel Odier, ele é homem e ele recebeu todas as iniciações e transmite também todas essas iniciações, certo? Então essas iognis elas tinham essa capacidade de fazer amor com a totalidade. Então quando hoje em dia, quando eu vejo essas essas eh pessoas falando que ensinam caula tantra e ensinam a se masturbar cada dia, tudo bem, você é jovem, você tem 20 e poucos anos, né?
Você tá com os seus hormônios 1000 por hora. É ótimo, né? que você libere isso, mas não ensine isso como caula tantra, né?
Isso é um neocaula tantra, um neotantra caula. Não sei como chamar isso, mas tem muitas questões aí que a gente vai ver quando olha pra pessoa, tem muitas questões que ela é imatura, né? Apesar de ser já bem-sucedida, ser milionária, tudo bem, né?
Você teve aí patrocinadores, é uma pessoa esforçada, né? me identifico também com pessoas que tiveram, como eu, uma infância difícil, que a mãe teve que também eh ter uma vida difícil aí para sustentar. Então, eu me identifico muito com isso também, porque eu tive esse histórico de vida.
Mas tem questões que você tem que olhar com seriedade. Não chame de caula aquilo que não tem a ver com a com o caula tantra, certo? Então, as iugnas florestais, elas tinham essa capacidade de fazer amor com a totalidade, se tornarem pessoas orgásticas pelo simples fato de tomarem consciência da própria pele e não de terem um hiperestímulo a cada noite.
Não que isso não seja algo, né, possível. Se você precisa eh queimar essa insaciabilidade, faça isso livremente, transe loucamente com muitas pessoas se você quiser, mas faça isso com consciência, né? Então não é uma questão de repressão, mas de cultivo alquímico da sua energia.
Acredito eu que muitas pessoas que estão me relatando casos, terapeuta neotântrica, mulher, vai receber o cliente, é estuprada na sala de atendimento e ainda com requintes de crueldade. Por quê? Porque você não sabe proteger o campo.
Eu não vou dizer que você é culpado. É um, você sofreu um crime ali de uma pessoa que está vendo tantra com esses olhos de ou é uma pessoa oportunista, criminosa. Então, eh, essa questão de oferecer o tantra realmente como uma prática de hiperestímulo genital pode causar sérios problemas tanto para terapeutas quanto para pessoas que estão lá buscando uma libertação e esse mítico soltar eh desbloquear o segundo chakra, que é uma grande besteira também, né?
o desblocar, desbloquear o segundo chakra, na verdade seria desbloquear o meio da testa, né? Enfim. Então ficam essas reflexões para você trazer esse tema hoje do celibato tântrico para também lembrar que essa sociedade antiga de Cajurarro eles não tinham internet, não tinham Only Fans, não tinham Pornh Hub, não tinham todos esses hiperestímulos que nós temos que estão constantemente nos convidando a essa sexualidade hiperestimulada, né, com níveis de dopamina que vão lá em cima e nos tornam totalmente o nosso sistema dopaminérgico totalmente corrompido, certo?
Então a gente tem que colocar as coisas nos seus devidos pontos. Sim, haviam ritos zorgíacos, mas eram pessoas que tinham uma preparação. E quando a gente vai ver o refinamento filosófico e metodológico que chega a Cachemira através de Abnavagupta, isso vai mostrar que isso tem uma uma seletividade muito grande, né?
Então, hoje em dia você vê aí pessoas divulgando no Facebook, como eu vi há algum tempo atrás, ritual de Maituna, R$ 5. 000. Pô, como assim, né?
Então, tipo, um ritual, você vai ter lá uma sacerdotisa, uma dita sacerdotisa que vai te iniciar sexualmente em um ritual. Que legal, né? Será que ela tem um critério de escolha dessas desses participantes que normalmente vão ser participantes, homens ricos que t esse esse dinheiro para investir?
Ricos não, né, mas que tenham essa possibilidade de investir R$ 5. 000 para um ritual um dia e que você vai ter aí uma iluminação. Não vai.
você para você chegar a esse processo, para você chegar a esse ponto de você ter um despertar espiritual através de uma prática como Maituna, você precisa de preparação individual, né? Então raramente vão ter uma que outra pessoa que naturalmente elas têm já uma abertura energética, espiritual muito grande. Isso é raríssimo, né?
Então, a grande maioria das pessoas, ainda mais na nossa sociedade, precisa passar por um processo de preparação individual. E mesmo nesse processo de preparação individual, talvez seja inadequado ou muito inadequado você ter práticas sexuais, ainda mais com pessoas que estão ali guiando o seu processo. São questões muito sérias que eu não estou vendo nem mesmo ditas associações com essa capacidade de lidar com isso, né?
Código de ética, denúncias. Ótimo, isso é importante. Mas como é que a gente faz para, ao invés de tentar tratar um câncer quando ele já está aparecendo, de se antecipar a esses acontecimentos?
Como que nós podemos ir na raiz dessas questões e não lidar com essas questões depois que elas já aconteceram, que pessoas já foram retraumatizadas, violentadas, certo? Então é essa também a proposta que eu deixo com a minha formação. Se alguma escola também de neotantra quiser fazer uma parceria, estou disposto para participar de formações de terapeutas.
Certo? Com esse conteúdo do da via Yognicaula, que eu tenho certeza tem essa capacidade de fazer com que as pessoas olhem para si com profundidade e consigam passar por esse processo iniciático de depuração do ego, tal como eu falei, é descrito pelo Jonas Mazete nesse episódio do Paranormal Experience, que ele fala sobre esse esse processo iniciático que ele passou através do Vedanta. O tantra, ele tem uma grandeza tamanha como a do Vedanta, de profundidade, de capacidade de depuração do nosso ego, certo?
Então são vias que podem ser consideradas, são chivaístas, ambas são chivaístas, tem as suas práticas distintas, mas é importante observar isso. Tantra não é bundalelê, certo? Tantra não é uma via que é um para melhorar a sua sexualidade.
Vai melhorar a sua sexualidade. É inevitável, mas não é isso. Certo?
Então, é importante vir aqui e falar sobre isso. Eu sei que muitas palavras eu já fiz uma repetição, mas uma questão que me pegou muito, uma vez eu fui comentar sobre as escolhas políticas de um famoso neurocientista que é hypado na internet e ele me questionou: "Logo tu, que é do tantra vem me falar sobre isso? " Então aquele aquele tipo de coisa fez com que eu ficasse com ainda mais gana para trazer essa esse meu propósito à tona, elevar o nível do tantra no Brasil, porque o tantra tem que ser reconhecido como algo tão profundo, tão poderoso na nossa no nosso despertar espiritual quanto Vedanta, por exemplo, certo?
Isso ainda não está acontecendo, infelizmente. Eu sou o Thiago Golar. Se você tem reflexões aí, eh, comentários, deixe as suas as suas ideias.
Vai ser uma uma vai ser ótimo, né, estimular ainda mais a essa capacidade cognitiva que nós trabalhamos com as práticas meditativas do tantra. Então, te convido a participar desse debate, que é um debate tão sério e tão necessário aí para essa esse mercado de trabalho do neotantra que está aí presente, certo? Essas terapêuticas tântricas modernas que passam muito ao lado desse trabalho de aprofundamento dos terapeutas.
As inscrições estão abertas com 50% de desconto para minha formação nível um de tantra chava não dual da cachimira via yognicaula, sampradaia. Eu não ensino práticas, eu faço com que você entre num processo de depuração do seu ego e que você vai aflorar o seu ser de uma forma tântrica, certo? Com muita consciência.
Então, não tem prática de autotoque. Eu sigo uma metodologia tal como me foi transmitida pelo meu mestre Daniel Odier. Então, eu tenho essa respeitabilidade dessa tradição.
Nada é modificado, não invento nada. É tal qual eu recebi, eu transmito para vocês, certo? Então, visitem o link, conheçam a proposta da formação, está com um preço, pelo que eu entrego, um preço muito bom, certo?
E eu poderia cobrar muito mais por esse curso e vou deixar abertas as inscrições. Depois realmente não sei quando abrirei novamente com um valor tão pequeno em relação a o tanto de eh transformação que pode proporcionar a quem se dispõe a estudar o tantra de verdade. OK?
Grato pela sua presença até aqui. Eu sou o Thiago Gular. Esse é o meu cachorro Vrá, latindo como um louco.
E até a próxima semana com mais um episódio de um diário de um tântrica. [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] M.