[música] Olá, sejam muito bem-vindos a mais um episódio do podcast do Porto Ferreira hoje. E hoje vamos tratar de um assunto muito importante. É um assunto que atende a todas as famílias, professores e comunidades, que é o bullying de crianças autistas nas escolas.
Ah, até quando a gente entende que um apelido, uma brincadeira, eh, uma agressão, seja somente uma brincadeira de criança ou até quando isso acaba se tornando um bully. Para falar sobre isso, estamos aqui com Solange Azevedo, eh, que vai explicar pra gente de forma simples, eh, o que que é todo esse processo, né, que acontece de bullying, o que que as pessoas, os pais devem fazer, todos os direitos dessa criança, né, eh, autista, né, mais denominada neurodivergentes. E eu queria então que a Dr.
você se apresentasse, falasse um pouquinho do seu trabalho, como você entrou nesse nessa nessa causa, né, nobre de justamente defender pessoas PC, quando a gente fala, né, de pessoas autistas, né, pessoas com deficiência, é um assunto muito delicado, né, envolve famílias, envolve pessoas. Bom, eu sou advogada, eh, sou especialista em direito previdenciário, me especializei, né, nas pessoas com deficiência e também me especializei no autismo. Isso há 8 anos, né, quando chegou uma mãe, né, no escritório com três filhos diagnosticado com autismo.
Essa mãe, ela estava assim, eh, desesperada porque ela não tinha renda, né? era uma mãe solo e ela precisava de terapia para os seus filhos e ela queria para ver se a gente conseguia um benefício para ela, né, para pagar, custear as terapias. E nós conseguimos e quando nós demos aí para ela, né, eh, o resultado que deu certo, né, que os filhos iam receber oas, né, ela chorava, ela gritava, ela me abraçava.
Então assim, foi algo tão emocionante, tão assim gratificante para nós do escritório, que eu falei: "Meu Deus, eu preciso ajudar mais pessoas, né? Porque são famílias que estão precisando muito, né? E eles não têm amparo, eles não têm um não sábio caminho, né?
Que que devem seguir para conseguir, né? Dar dignidade para essas crianças. E a partir desse momento eu somente eh trabalho com pessoas com deficiência.
Muito bonito. Muito bonito seu trabalho. Eh, Solange, vamos começar pelo básico.
Sim. O que é exatamente o bullying? O bullying é uma forma de violência, tá?
Seja física, seja psicológica, né? E o bullying geralmente é ele é feito de forma repetitiva, né? A pessoa que tá realizando o bullying, ele escolhe a vítima.
né? E ele fala, vai ser aquele que eu vou, né, dar apelidos, né, que eu vou tratar de modo eh desprezível muitas vezes, né, ignora a pessoa, né, ou realmente atinge a parte física, empurra, puxa cabelo, dá risadas, né? É algo assim que machuca demais a pessoa que que está sofrendo o bullying.
É uma perseguição mesmo, né? Perseguição. Isso, perseguição.
Uma dúvida que a gente tem aqui, eh, se uma criança eh faz um apelido, uma brincadeira uma única vez com uma criança autista ou com qualquer outra pessoa, isso é considerado bullying ou é uma brincadeira de criança? Você temos que analisar? Que que que você que que você acha?
Que que você considera? Se for algo assim eventual, né? Uma brincadeira, né?
De repente eles são colegas e aí é para para poder tirar sarro daquela criança, né? Dar um apelido uma vez ou outra, mas se for algo eh repetitivo, algo contínuo, né? Ou seja, eh a criança chega na escola, vai lá, eh, começa a chamar pelo apelido, empurra, eh, começa a coxixar, apontando para aquela, para aquela criança, né?
Aí é uma perseguição mesmo, aí se torna bullying. Solange, eh, quais são as situações de bullying que uma criança autista pode sofrer dentro de uma escola e que os pais muitas vezes não percebem? Isolamento, né?
a aquela criança eh por receio de se aproximar de outras pessoas, porque ela sabe que aquela pessoa pode eh estar ignorando ela, eh estar ameaçando ela de alguma maneira, né? Ela, muitas vezes, a criança, ela não é chamada para uma brincadeira na escola, então ela tá sempre sozinha ali. Se ela chega em casa eh e se isola, né, o pai percebe que ela nunca é chamada para uma festinha de aniversário, ela é nunca é convidada para sair com algum colega, né?
Então ela tá sentindo excluída, né, dentro da sala, porque uma criança, ela vai ter interação com seus amiguinhos, vai participar das atividades da escola e ela nunca participa. Então, alguma coisa deve est errado ali dentro da escola, né? E quando a criança ela começa a não querer mais ir pra escola, não querer mais frequentar justamente esse meio social, é um motivo pra gente se preocupar?
Com certeza. já chegou num ponto que ela tem medo de tá indo paraa escola. Quando a gente fala de medo, é medo de se entristecer, é medo da rejeição, é medo do isolamento mesmo, né?
Eh, eu comecei a ministrar palestras nas escolas, a gente percebeu alguns casos de bullying lá, né? que no término da palestra algumas crianças vinham falar comigo e ela relatou assim, ela me chamava de tia, ô tia, eh, as crianças não me chamam para brincar, eh, quando tem que fazer atividade em grupo, eu nunca sou chamada, né? Então, eu fico sempre sozinha aqui dentro da sala de aula e eu fico chateada e eu choro, né?
Eu não consigo aprender porque eu fico pensando que ninguém gosta de mim. Às vezes eu não tenho vontade de vir pra escola porque para mim vir aqui é um sofrimento. Então assim, o que que acontece?
Os pais têm que começar a observar, né, os profissionais, né, da escola, se aquela criança realmente tá, se o aprendizado dela não tá sendo suficiente devido a a esses traumas que ela tem mesmo. Às vezes ela não consegue se concentrar, né, na sala de aula. Muitas vezes elas ficam de cabeça baixa ali, tristes e é para a escola para ela é um sofrimento.
A criança autista, ela consegue falar para os pais que tá sofrendo bullying na escola? Vai depender muito do apoio dos pais, né? Porque se ela tiver realmente eh essa amizade, né, essa tranquilidade de conversar com os pais, ela vai conseguir sim.
Mas se os pais não tiverem a interação com seus filhos, não perceberem isso, pode ser que ela tenha essa dificuldade, falar: "Meu pai não vai entender, a minha mãe não vai entender, eh, vai me cobrar, né? " É, então depende muito, por isso que fala que o apoio da família é muito importante. Se o pai ou a mãe, algum responsável pela criança perceber algo diferente.
É sempre bom ter um bom diálogo ali, né, com a criança para que ela se sinta amada, protegida, que ela não esteja sozinha, né? Então aí ela vai ter essa tranquilidade, essa abertura de conversar com os pais e buscar apoio, buscar ajuda. É o apoio familiar verdadeiro.
Apoio familiar é fundamental. É fundamental. E se um pai ou uma mãe descobre que o filho está sofrendo bullying, e qual que deve ser a primeira atitude deles na escola?
Procurar a coordenação, a direção da escola para tentar entender o que que está acontecendo, né? Porque dentro do ambiente escolar é que a criança vai manifestar, né, se ela tem dificuldade ali na interação, se ela eh se ela tem dificuldade ali em participar das atividades, o que que está acontecendo, por que ela não está fazendo as atividades junto com os colegas, né? E aí se tiver esse isolamento, essas coisas, é sempre importante, eh, a escola chamar os pais para conversar, passar essa informação paraa família.
Porque às vezes a família não tá sabendo o que tá acontecendo ali dentro da escola, né? Então, para que ambos, tanto a escola quanto a família, busquem ajuda para essa criança. Então, na verdade, a escola deve primeiro eh observar justamente o o o comportamento dessa criança, comportamento da criança.
Muitas vezes aconteceu já casos da eh da criança ter algum tipo de dificuldade lá e o professor observar isso, né? E aí convidou os pais a participar de uma reunião na escola e lá juntos eles diagnosticaram, talvez que a criança tenha o autismo. Pai, mãe, procure um apoio, né, médico, né, para ver se realmente é o caso.
E se meu filho, por exemplo, chegasse em casa dizendo que tá sofrendo uma perseguição, um bullying dentro da da escola, eu devo acreditar imediatamente ou tenho que investigar um pouco mais para saber o que que tá acontecendo e como buscar isso? Claro, né? Eh, a gente conhece os nossos filhos, né?
Vamos acreditar, lógico, né, no que o filho tá falando, mas também buscar ali a informação junto à escola para saber o por que está acontecendo aquilo. E por falar em escola, e se de repente eu comunicar a escola e a escola dizer assim, eh, nós não estamos vendo nada disso acontecer aqui, o que que os pais devem procurar depois? Bom, de repente e essa criança, ela deve ter algum amigo, alguma amiga ali na escola, né?
eh procurar saber através ali dos amiguinhos se realmente tá acontecendo isso, né, como que está acontecendo isso, né, e informar, né, a direção e para que eles fiquem atentos agora, né, através dessa informação. Falou: "Olha, foi falado para nós que tá acontecendo isso com meu filho ou com minha filha. Eu gostaria que vocês observassem mais, né, para ver se realmente está acontecendo.
E se por acaso tiver dúvidas, a escola tem câmera, né? Vamos observar através da câmara, né? Então quer dizer que vídeos, relatos, eh depoimentos, mensagens, eles servem como prova justamente para isso.
Isso. Existe alguma atitude que os pais, mesmo estando revoltados com todo isso que tá acontecendo com o filho, que eles devam evitar? Tirar o filho da escola, né?
Eh, muitos pais eh acham que o melhor falar: "Meu filho tá sofrendo na escola, eu vou tirar ele da escola". Mas muitas vezes a criança ela tá acostumada já com aquele ambiente escolar, né, com o amiguinho, com a amiguinha que ali esteja com ele. Então não é assim eh tirar da escola aqui para resolver o problema, porque às vezes o problema, a criança tem que ser tratada mesmo através de um profissional, né, uma psicóloga, né, para qualquer lugar que ela for, pode ser que ela ela se sinta rejeitada.
Então, talvez tirando da escola vai piorar a situação, porque lá ela já tá acostumada com aquele ambiente, né? Talvez tirando ela daquele ambiente, ela possa se sentir com uma certa situação de isolamento pior, porque na outra no outro lugar que ela que ela for, eh, pode ser que ela não esteja acostumada ali, né? E seja um ambiente estranho para ela, que ela tenha mais dificuldades, né?
Isso. Mesmo ela se sentindo isolada, mesmo ela se sentindo eh excluída, né, da das da da dos colegas ali da daquela daquela pequena sociedade que você que é criada dentro da escola, a a orientação justamente manter eles eh para não sair desse ambiente, tentar é é tentar conversar com a direção, com a coordenação, com a professora para tentar melhorar aquela situação, né? Então assim, não seria de imediato o tirar, o tirar da escola seria de uma situação extrema, mesmo que não teria mais jeito mesmo.
A criança não quer ir pra escola, ela não está se sentindo bem naquele ambiente. Então aí é tentar achar uma melhor solução. E uma uma dúvida que provavelmente muitos pais devem ter.
A escola é obrigada a proteger a criança autista contra o bullying? A escola ela tem obrigação de proteger qualquer criança, né, dentro do do ambiente escolar, né, porque a gente confia nosso filho, né, naquele lugar. A criança que ela tem a deficiência, que ela tem o autismo, ela tem as suas limitações.
Então, ela precisa de um cuidado maior, né, de uma tensão maior, né? Então, o observar aquela criança, né, seria de suma importância, com certeza. Então, ela tem uma proteção específica e ela tem um direito específico dentro dessa escola.
Se ela for laudada, né, eh, que ela precisa, de repente de um professor auxiliar, né, porque ela tem dificuldade no seu aprendizado, ela não consegue eh fazer as atividades de igualdade junto às outras crianças. Então ela tem aquela limitação. Se dentro do laudo ela necessitar de um auxiliar ali, um professor auxiliar, ela tem esse direito diferenciado ali.
Tem crianças que têm dificuldade de se alimentar sozinha, né? Depende o grau do autismo, dificuldade de hora ao banheiro sozinha. Aí ela tem que ter um auxiliar que vai acompanhá-la nessas atividades dela, nessas ações dela, tá?
Ah, muito interessante, gente. Eh, e justamente o que a doutora falou, eh, precisa justamente que seja laudada a criança, né, que a pessoa passe, que a criança passe por um especialista, por um médico, né, para que realmente seja comprovada a necessidade de estar com realmente com o acompanhante para ter um direito específico dentro da escola, né? Isso mesmo.
Tudo [limpando a garganta] é por meio do laudo, né? Eh, ai, mas o meu filho precisa de um professor auxiliar porque ele tem dificuldade em fazer as atividades. Tem o laudo, o profissional médico, ele escreveu ali no laudo que precisa.
Ah, tá. Então você vai entregar pra escola ou vai entregar pra Secretaria da Educação que eles vão providenciar aí o especialista para você, né? um profissional especializado.
Ô, Solange, e quando a criança que pratica o bullying contra o autista é menor de idade, quem deve ser responsabilizado? Quando é menor é sempre os pais, né? Qualquer ação do menor, quem é responsável são os pais.
Então, eh, quando tá vendo, está estiver havendo algum problema dentro da escola, a direção, a coordenação vai comunicar os pais da criança para que tome alguma atitude. Aí, na verdade, fica a cargo dos pais da criança que praticou o bullying orientar o filho a não praticar, explicar exatamente isso. Daí, se a escola sabe que existe o bullying e não toma nenhuma atitude, o que pode acontecer com essa instituição?
uma situação muito complicada, né? Eh, porque, como eu falei, a criança que ela tem a deficiência na escola e o professor ele observa isso, o que ele tem que fazer? comunicar a coordenação para que comunique os pais e juntos ele tentam achar uma solução, né, para o problema daquela criança, para a dificuldade daquela criança.
Se a escola ela não toma nenhuma atitude, eh, a mãe deve comunicar aí, eh, a Secretaria de Educação, né? Eh, seria um processo administrativo, né? eh que foi comunicado ali a escola que a escola ela ela tem que providenciar um professor auxiliar ou que a criança ela está sofrendo bully dentro da escola e não houve ali eh uma ajuda específica para aquilo, né?
um tratamento específico para aquela situação, sempre é comunicar aí o órgão superior, que no caso a Secretaria de Educação, a própria omissão mesmo paraa instituição, ela pode causar processos administrativos, vamos dizer assim, e se de repente, ah, meu filho, ele foi machucado dentro da escola, né, ele foi empurrado, ele, né, tem o hematoma, né, tá com traumas psicológico e a escola não toma uma atitude, aí e vai para fazer um boletim de ocorrência, né? Em que momento a os pais devem procurar um advogado nesse caso? Quando não resolveu o problema dele de modo administrativo, ou seja, ah, não foi, eh, meu filho precisa de um professor auxiliar na sala de aula, né?
Ele foi laudado, tá escrito lá, foi encaminhado pra Secretaria da Educação e a Secretaria de Educação disse que não tem esse profissional, mas ele necessita. Então houve uma negativa ali, né? E aí sim deve se procurar um advogado para ajudar nessa questão.
É uma dúvida que eu tenho agora. vamos por assim, a criança foi lá, sofreu tipo de agressão na escola, foi comunicada a direção, a direção não tomou eh partido, isso chegou até a secretaria de educação e a secretaria de educação de alguma forma também resolveu, colocou panos quentes e deixou, vamos supor assim, a criança que foi agredida, né? E aí nós estamos aí nós estamos saindo um pouco só do âmbito autista, né?
Qualquer criança, vamos dizer assim, qualquer criança, o que que eu devo fazer nesse nesse sentido? o BO, né? E é bom sempre ter testemunhas, né?
Porque tudo tem que ser comprovado, certo? Né? Então, eh, quem viu, né?
Como foi, né? Eh, existem câmeras lá, então, assim, as câmeras só podem ser mostradas por meio judicial, né? E eu não posso ir lá exigir, né?
porque são menores que estão ali. Então a escola ela não tem, né, autorização para mostrar, né, o que acontece ali. Então, mas por meio judicial, se não houver ali um um a resolução do problema, né, eh, entre as partes, então é solicitado aí para que seja mostrado, né, as câmeras para verificar o ocorrido ali dentro da escola.
Então tudo tem que ter provas, né? Sempre o falar não é suficiente, correto? Eu tive um caso eh no município aqui da nossa região eh de uma criança autista, né?
Que ela chegou, ele chegou em casa e disse pra mãe que os amigos empurravam ele. E teve um caso que ele caiu e quebrou o dente, né? E ele se cortou e chegou e a a direção ligou, falou: "Ah, ele tava correndo aqui no no retreio, tal, ele caiu, se machucou".
tem que vir buscar ele. E aí ele chegou em casa e falou que foi empurrado. Aí ela me ligou, eu liguei pra direção, falei: "Olha, a gente precisa saber se realmente o que aconteceu, né?
Me identifiquei como advogada, falou: "A gente quer resolver o problema porque se ele tá sofrendo bullying, né? Tem meninos que que fazem questão de empurrar ele, de colocar o pé na frente para ele cair. Ele tá sempre machucado, ele não consegue se defender.
E aí falou: "Olha, eu gostaria que você mostrasse a câmera pra mãe. Eu peço autorização da escola para mostrar somente pra mãe. " Ela falou: "Não, eu vou entrar em contato com a mãe e vou marcar um horário para ela vir aqui".
E aí eles viram realmente, né? Mas na ocasião ele não foi empurrado e realmente ele caiu da escada, mas na cabecinha dele, como ele já vinha acontecendo, ele falou: "Ah, amiguinho, me empurrou". Então, mas você tirou essa dúvida, entendeu?
Então, pelo menos a escola não sofreu com isso, né? Porque não não teve problema, ele caiu sozinho, mas tirou a dúvida e foi resolvido o problema. Mas é sempre bom isso, né?
Ter esse diálogo entre os pais e a escola para não ter que entrar judicial, né? Qual que é o maior erro que os pais cometem ah, quando descobrem que o filho tá sofrendo bullying n? É não ajudar o filho, né?
Não procurar saber o que está acontecendo de fato, porque o bullying ele não atinge só a parte física da criança, atinge a parte psicológica, né? E com o tempo, a, se não houver um tratamento para isso, eh, a criança vai sofrer danos, né, psicológico, ela vai se isolar, não vai querer mais ir pra escola, não vai ter interesse pelo estudo, não vai ter interação social, né, e com o tempo vai se agravar cada vez mais, porque se ela não vai pra escola, ela não tem interação social, o que vai ser dela no futuro, né? Então assim, é ter uma participação mesmo, né, para saber o que tá acontecendo e ajudar o seu filho.
Vamos supor assim, e a criança e esses sintomas que você eh comentou, né, da criança desses isolamentos, ela não querer mais participar da da do estudo, não querer mais participar da escola, tudo isso daí pode se desenvolver com o tempo ou é a coisa assim, não coisa de meses, ela já perde o interesse ou pode ou assim acontecer desencadear esse gatilho depois de anos. Isso vai [limpando a garganta] acontecendo com o tempo, né? Por ela chega na escola e ninguém chama ela para participar de nada.
Ela começa a se isolar, né? Mas ela fica quietinha ali participando da das atividades ali dentro da sala de aula. Mas e quando tem uma uma participação em grupo, ela também não é chamada.
A cabecinha dela fala: "Por que que ninguém gosta de mim? Por que que ninguém me chama? Por que que eu sou assim?
Por que que eu sou esquisito? por que eu tenho essa dificuldade e aquilo vai ficando dentro dela, né? Aí ela chega em casa, fica no quarto trancada, não quer sair de casa porque ela acha que todo mundo vai ignorar ela na cabecinha dela, vai passando essas informações, né?
E aí chega a pessoa perto, ela tem medo, ai, será que ele gosta de mim? Ai, será que eh vou ser maltratada, né? e com um tempo piorando essa situação, eh, vai causando um dano, né?
Eu teve caso de pessoas aí, eh, não conseguir interagir, se isolar, tudo e e aí a cabecinha vai ficando, poxa, eu eu tenho essa dificuldade, eu não vou ser ninguém na minha vida, não vou conseguir desenvolver nada. E chega um ponto até de da pessoa se cortar, começa com se cortar porque vira um sofrimento tão intenso, tão intenso, que ela quer tirar dor de alguma maneira. Então ela começa a se mutilar, começa a se mutilar.
Aí não tá resolvendo o problema, chega até o ponto de suicídio muitas vezes. E aí a orientação é justamente procurar um um médico especialista, né, um os tratamentos, né, quando se descobre, né, que a criança ela tem o autismo, já tem que procurar ajuda imediata, né? Então, se depende o nível da criança, tem um nível de suporte um, que é o leve, suporte dois moderado, e o três que é o severo.
O três geralmente é o mais grave, porque às vezes a criança ela é não verbal, ela não consegue, né, falar, né, ela não consegue demonstrar. Então, ela sai gritando, ela ela se bate. Quando ela está em um ambiente que está incomodando ela, ela sai correndo, ela se bate, ela se joga no chão, né?
precisa de cuidados, né, para se alimentar algumas vezes para ir ao banheiro. O nível dois, que é o moderado, às vezes ela não tem interação social, ela ela tem dificuldade no aprendizado, né? Ela tem algumas limitações que precisa de apoio também.
E o nível um, que eles falam que é o leve, é mais a parte da interação social, né, que a criança não consegue, mas às vezes ela é muito inteligente. Sim. Mas ela tem algumas limitações, por isso que fala que é nível um de suporte, mas ela precisa de apoio também.
E quais são esses profissionais? Psicólogo, né? O terapeuta ocupacional, a fono quando tem dificuldade, né, na fala.
Então tem que buscar esses apoios. Assim que é diagnosticado, já serão encaminhados para esses profissionais de apoio e tem que começar a fazer as terapias. Eu acho que a sociedade em si, né, deve respeitar muito essas crianças com essas eh neurodivergências, né, doutora, porque o que que acontece?
A gente conversou isso sobre isso nos bastidores, né? Às vezes a gente vê uma criança com esse tipo de grau de autismo num supermercado, numa loja, alguma coisa assim. E a gente muitas vezes criticam os pais, né, a respeito disso, faz o apontamento, né, eh, em vez de realmente apoiar, acolher e entender o que está acontecendo, né?
Eh, então é muito importante isso, né? A família sofre muito, né? A família não, muitas vezes não sai de casa porque sabe que o filho ele vai ser ignorado pela sociedade e a mãe geralmente, né?
A mãe que acompanha mais, né? os filhos é que sofrem muito e essas famílias precisam de apoio também, viu? É, porque de certa forma é um um tipo de violência, né?
Vamos dizer assim, né? Muito violência. Muito violência, porque nós estamos tratando de adultos que deveriam teoricamente entender, né, a situação e só vão entender se passar isso dentro da própria família, né?
Eu acho que falta bastante informação ainda, né, paraa sociedade entender, né, eh, que eles têm os seus direitos, né, porque assim, o autismo não tem cara. Então, às vezes tem uma criança autista sentada aqui, você olhar para falar que a criança não tem nada, né, mas a família sabe as dificuldades que passa, né? E a sociedade muitas vezes ignora, fala: "Mas por que que tem uma uma criança ali na minha frente ali na tem prioridade?
" Por isso é muito importante sempre a identificação da criança com o autismo, né? O cordão, né? Eh, com um craxazinho, identificação para poder demonstrar realmente que ela ela tem as suas prioridades, seus atendimentos preferenciais, né?
Solange, na sua opinião, você acha que é possível acabar com bullying nas escolas ou a gente sempre vai ter esse tipo de situação? No final do ano passado, eu comecei a receber eh muitas reclamações, né, de famílias que o filho sofria bullying dentro das escolas, né? Meu filho não quer pra escola, meu filho tá com dificuldade no aprendizado porque ele só chora, ele não quer estudar, ele não tem interação social porque ele acha que todo mundo que se aproxima dele vai fazer bullying, tá causando um trauma, né?
né? Então, foram várias reclamações. E aí, que que eu fiz?
Eu falei, gente, a escola para mim é o melhor lugar para você ensinar o respeito ao próximo, né? Seja em qualquer área. Eu falei, eu preciso fazer algo para mostrar, né, que o bullying dentro da escola pode causar um dano tão grave para essa criança, né, que vai ser um jovem, um adolescente, um adulto lá no futuro, vai causar traumas.
foi aonde eu decidi fazer uma cartilha, né, que a cartilha que é o bullying contra pessoas aqui, ó, buling contra pessoas autistas nas escolas. Então, essa cartilha é uma cartilha bem informativa, tem bastante ilustração para ser algo assim bem didático pras crianças. Aí aproveitei o mês de abril, que é o mês de conscientização, né, eh, do autismo e para ministrar palestras.
né? Porque ali foram foram crianças que que ouviram, né, o que é o bullying, né, o que acontece com a criança quando tá sofrendo bullying, as consequências, né, como prevenir. E lá no no no final eu conseguia interagir com essas crianças que sofriam bullying, né?
Eles me abraçavam tudo, fal tia, me chamava de tia, né? Nossa, que gostoso ouvir isso, porque eu sofri bullying. E é engraçado que no final da palestra eu dava essas cartilhas, né?
Aí eu perguntava assim: "Quem já fez bullying aqui? ", né? Aí um ou dois apontava o dedinho, né?
Eu falei assim: "Você quer ganhar uma cartilha? " "Ah, eu quero. Então vem aqui.
" "Não, não vou". Falei: "Não, vem aqui. Você fez bullying".
Aí ele ia tudo, né? Falei assim, você ouviu a palestra, você entendeu, né? o quanto que é prejudicial pra criança, né?
O que pode acontecer com a criança que sofre bullying? Entendi. E você promete não fazer mais bullying?
Prometo. Então assim, a gente mostrou, né, eh, quanto era grave aquilo ali, né? Falei: "Você é um amiguinho, seu colega tá sempre com você aqui, ele tá sofrendo, né?
E ele pode, não querer mais vir pra escola, ele pode não querer mais estudar. E quem vai ser dele lá no futuro, né? Então não faz mais bully não.
Você vai prejudicar o seu coleguinha que tá aqui, ó, seu amiguinho, tal. Aí eles falaram: "Tá bom, tia, eu não vou fazer mais bullying não". Então a criança ela vai entender, né?
Né? Eu tava falando com um colega, né? Sobre a a sujeira, né?
Na na cidade. Eu falei: "Gente, eh quanto é importante você ir lá na escola e falar? " falou: "Olha, não pode jogar papelzinho de bala no chão, porque você joga um hoje, você joga amanhã, né?
E o que que vai acontecer? Vai entupir o bueiro, quando chover vai dar enchente e tudo mais, né? " E aí eu falei assim, falei: "Gente, se essa criança vê o pai ou a mãe jogando papelzinho, o que que ele vai fazer?
" Pai, mãe, não pode jogar papelzinho, porque vai acontecer isso, vai dar enchente, né? e ensinar, porque a criança ela vai memorizar aquilo, ela vai ensinar o adulto. E o bullying é a mesma coisa.
Então, você ter um projeto de políticas públicas dentro da escola, você ensinar, você vai ali eh criar ali um jovem, um adolescente, um adulto com informação. Então, quando ele for fazer algo ou ver alguém fazendo, ele vai lembrar do que ele ouviu lá. É importante, né?
Hoje as escolas têm a a parte de eh conscientização do trânsito, né? Por que não ter sobre educação, eh, sobre limpeza, sobre educação, sobre justamente sobre bullying, né? Isso é muito interessante, até porque a criança no primeiro estágio é onde ela tá formando a personalidade dela, né?
E aí ela conseguiria realmente absorver de forma mais fácil, né? Isso. Claro.
Quando ela vê alguém, ela vai falar: "Não, não pode, porque se você fizer isso, olha, ele não vai querer mais ir pra escola, ele não vai querer estudar, ele vai chorar, ele vai sofrer, né? Interessante. E, você acha que os professores eles precisam de um preparo diferenciado para tratar as eh com crianças autistas nas escolas?
É, nós temos aí os professores de educação especial que já são especializados nisso, né? Capacitar, mas eu acredito sim, né? Porque não é fácil eh um professor ter lá 40 alunos dentro da sala de aula, tem três, quatro, cinco crianças autistas ali, como lidar com aquela situação, né?
Às vezes a criança ela tá em crise, né? E agora o que que eu vou fazer, né? Então, se tiver realmente essa capacitação, o professor vai saber identificar, vai saber lidar com essa com essa situação, né?
E quando é um professor que é é um professor auxiliar ali, né, e logicamente que ele tem que ter especialização, né, em em pessoas com deficiência, em autismo, né, com certeza. importante, Solange, eh, com a sua experiência no assunto, né, através de palestras, seu conhecimento, justamente em defesa dessas dessas crianças, dessas pessoas, eh, você poderia dar uma dica pra gente, como é que a gente pode eh falar para uma criança que que ela tem um amiguinho na escola que ele é autista e que pode ter um comportamento diferenciado, porém não deve ser tratado de forma diferente? O que que você aconselha?
Que que você diz? A criança autista não tem doença. Fala, gente, autismo não é doença.
Você não vai lá fazer um exame de sangue e você falar que a criança tem um autismo. Não existe isso, né? O autismo é é um problema no neurodesenvolvimento.
Então vai atingir alguma área, alguma limitação da criança. Eh, e não deve gerar preconceito também, tá? Porque todos nós nós temos habilidades.
Nós temos dificuldades em algumas áreas, mas habilidades em outras. O autismo é a mesma coisa, né? Então, nessa cartilha a gente sempre fala da parte da interação.
Se o seu amiguinho ele tem dificuldade, eh, ah, ele não consegue chutar a bola, vai lá, pega a bola, ensina ele como é que chuta dentro do tempo dele, né? Porque ele não vai fazer, vai chutar igual outro menino chuta, não. Deixa ele fazer do jeitinho dele, né?
Mas é tão gostoso ter um amiguinho, né? que você pode ali ajudar, estender a mão, né? Falar: "Nossa, eu consegui ajudar o meu amiguinho".
E e assim, a criança para não gerar o preconceito, né? Ah, ele ele é diferente, ai ele ele tem essa limitação, não. Se aproxima dele, a gente sempre fala na palestra, né?
Chama ele para para sentar junto com você, falar: "Olha, eu posso te ajudar, né? Ah, eu eu consigo fazer a continha aqui de matemática". Você tá com dificuldade, ó?
é assim que faz tudo, mas dentro do tempo dele, né? Porque ele vai resolver mais devagar, né? Sempre sem gerar parte do preconceito, né?
E isso acontece se os professores de repente falar: "Olha, montar o grupinho ali, olha, você vai sentar com fulano seccrano, tá? E vamos ajudar, vamos ajudar e fulano a desenvolver a tarefa junto, tá bom? Ele tem uma dificuldade, ele tem uma limitação, mas ele vai conseguir fazer.
Ele é capaz de fazer. Vamos ajudar ele fazer. É isso.
Incentivo. Nunca falando que a criança não vai conseguir, não. Ela vai conseguir um pouquinho mais devagar, mas ela vai conseguir fazer.
Ô, Solange, eh, inclusão é só colocar uma criança autista na escola ou ela precisa de muito mais que isso? Eu falo que todos nós quando nascemos já estamos incluídos. na sociedade, né?
Porque eh não existe inclusão, você já está ali, você já faz parte, né? Eh, daquela sociedade, eh, da escola. Você tá lá, você tá estudando, você tá incluído dentro da escola.
Não é só colocar, é aquilo que eu falei, é chamar a participar. Eh, ah, tem uma dificuldade, mas vamos chamar dentro do tempo, né, da limitação, mas não deixa de colocar a criança ali para desenvolver um trabalho junto. Olha, vamos jogar eh vôlei.
Ai, mas a criança ela tem dificuldade, não tem problema. Deixa ela jogar do jeitinho dela. Isso é inclusão.
Ah, ela não consegue fazer, vamos colocar ela de lado. Não, não, deixa ela participar. é fazer todas as atividades de igualdade perante as outras crianças.
Não pode isolar. Solange, se você pudesse dar um conselho aos pais que têm crianças autistas hoje, que estão na escola, quais seriam os conselhos? Não deixar a criança eh levar pro coração quando alguém falar alguma coisa, né?
É sempre muito importante ter o diálogo, né, com os filhos, perguntar como é que foi o dia, o que aconteceu dentro da escola, né, eh, o que que ela aprendeu na escola pra criança vai falar realmente o que aconteceu lá. E se ela sentir alguma dificuldade, se ela sofreu algum tipo assim de bullying dentro da escola, é procurar conversar, né? E sempre falar: "Filho, filha, você tem uma uma limitação, mas você é capaz de fazer muitas coisas, né?
Não deixe isso levar para o seu coração, tá? Eh, você uma criança como qualquer outra, você participa, você vai conseguir resolver todas as tarefas da escola, você vai conseguir participar das atividades da escola. É sempre motivar a criança, nunca falar: "Não, mas tudo bem, você tem dificuldade, não tem problema se você não conseguir fazer".
Não, é estimular a fazer. Olha, você tá com dificuldade, a mãe, o pai tá aqui junto com você, vamos resolver juntos, né? A gente sempre fala que as terapias não é somente dentro da sala do terapeuta, é continua em casa, né?
Tem que fazer as terapias com a criança todos os dias, né? Porque às vezes a terapia é duas vezes na semana só, mas todo dia a criança tem a sua dificuldade, tem a sua limitação. É sempre trabalhar junto com as crianças dentro de casa, fazer a tarefa junto, verificar, né, se ela tá eh com algum problema, né, como resolver esse problema junto com ela e sempre passar o lado positivo.
Eu tenho algumas mães que foram estudar terapia para poder ajudar os seus filhos. é, foram fazer terapia ocupacional para poder incentivar o seu filho nas atividades ali. Então, assim, nós como mãe, né, como pai, temos que estar sempre perto, ajudando, incentivando, né, mostrando que aquela criança ela não é diferente, mas ela tem uma limitação, mas ela pode fazer tudo que ela quiser fazer.
Eu tô terminando um livro agora que é autismo da infância à fase adulta, né? Só para dar um um breve resuminho aqui. O sonho dele era ser juiz.
Ele era autista, ele tinha dificuldades. A professora identificou o autismo na sala de aula, chamou os pais para conversar. Ambos ajudaram a criança a desenvolver.
Ele sofria bullying, ele tinha dificuldades na interação, mas ele nunca desistiu do seu sonho, porque a mãe sempre falou: "Filho, você é capaz, você vai conseguir". Então aí tem um uma historinha aí como é que ele conseguiu, né, chegar a realizar o sonho dele, porque tudo é um processo, mas o apoio da família e da escola é fundamental. Então nós temos novidades aí agora que vai sair e tem previsão de saída.
Estou querendo para novembro. Opa, que joia. É, estamos finalizando aí pr pra gente lançar em novembro.
E já que elas estão falando de livro, eu queria saber assim, o que levou você a criar a cartilha do bullying contra pessoas autistas na escola? É a informação, né? Porque a a escola, gente, eh é tudo na formação de uma criança, né?
O que a criança aprende dentro da escola vai levar pro resto da vida, né? Então assim, a informação dentro da escola é fundamental. E eu sabia eh que tinha algumas crianças sofrendo bullying.
Falei: "Gente, eu preciso prevenir isso, né? Infelizmente os que já sofreram não tem como, né, a gente eh voltar. Mas daqui pra frente, se a gente informar, né, falar da importância, né, de você ser amigo de uma criança autista, o quanto você estender a mão, quanto você ajudar, você vai fazer ali a a pessoa ser um adulto, né, eh, sem traumas, né, porque tudo que a criança sofre na infância, se não for tratado, ele vai levar esse trauma até a fase adulta dele, né?
Então, a prevenção é fundamental e resolvi então escrever a cartilha para ministrar essas palestras, né? Eh, foram nas escolas, a gente também deu palestras para pessoas adultas, né, que descobriu o autismo na fase adulta, né? E aí uma pessoa falou assim: "Doutora, eu eu descobri eh para mim foi um alívio quando descobri depois de adulta que eu era autista, porque agora eu entendi e que eu não tinha problema eh assim que eu achava que eu era diferente de todo mundo, né?
Eu achava porque eu era esquisita, né? Eu era esquisita. E hoje eu simplesmente sou uma pessoa que tinha, né, eh, uma dificuldade somente.
Eu tinha uma dificuldade e essa dificuldade chama-se autismo, né? Mas eu não era diferente de ninguém, simplesmente eu era uma pessoa que tinha uma limitação. E essa cartilha ela serve tanto para as crianças, né, como pros próprios pais, né?
Pais, claro, claro. Onde buscar apoio, né? É, então tem bastante informação aqui.
Que legal. Ô Solange, pra gente já ir finalizando, qual mensagem você gostaria de deixar para os pais das crianças autistas que já sofreram bullying? Que vocês não desistam dos seus filhos, né?
Que vocês sejam amigos dos seus filhos, que vocês conversem com seus filhos, porque eh se você buscar apoio para ele, seja psicológico, né? seja um apoio aí, se ele precisar de um terapeuta ocupacional, de um fonodólogo, tratar essa criança, ele vai ser um adulto sem traumas. Então, sempre conversar, né, com o seu filho, falar que realmente eh o amiguinho eh ele não sabia o que estava falando.
Talvez não falou por maldade, talvez eh faltou um pouco de compreensão, né, do que eh o bullying causa na criança e falar pro seu filho: "Você é especial, você é amado e você pode chegar onde você quiser chegar". Pessoal, estamos chegando ao final de mais um episódio do nosso podcast, né, do Porto Ferreira hoje. E Solange, quem quiser conhecer um pouco mais sobre o seu trabalho, eh, saber mais sobre a cartilha, aonde conseguir essa cartilha, como é que faz para te encontrar, por favor, as câmeras são suas.
Tem a rede social, né, Facebook Solange Azevedo. Temos o Instagram também, Solange. 94.
Só procurar Solange Azevedo que vai aparecer lá. pode entrar em contato comigo. Esse foi um episódio especial, né, onde a informação eh se tornou proteção.
Se você tem algum familiar, algum parente, algum amigo, algum conhecido que tenha filho autquista e que esteja passando por esse problema, compartilhe esse vídeo. Eu acho que todas as informações que foram aqui, ou pelo menos um pequeno pedaço dela, pode servir de orientação para vocês poderem realmente saber o que fazer numa situação como essa. Algum comentário mais, doutora?
Nunca desista dos seus direitos, né? O seu filho, ele merece ser amado, respeitado. E nunca fale assim: "Você é diferente".
Não, sempre fale, você é especial. Para você que ficou até o final do nosso episódio do podcast, muito obrigado e até a próxima. Se você gostou desse conteúdo, se inscreva no canal, curta e compartilhe.
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