E o que que eu tô buscando, gente? Na verdade, essa esse essas imagens foram de do meu mestrado, onde eu fiz análise da da mucosa vaginal. Eh, é para mostrar para vocês, ã, como que fica essa mucosa vaginal quando ela tá tá em ação estrogênica.
Percebam que é como se ela crescesse, é como se as camadas da da da aqui da do epitélio vaginal, ele começasse a expandir. Então essas células elas se multiplicam e elas vão crescendo, crescendo até chegar uma a ao extremo que seria aqui a região da vagina mesmo, do vestíbulo vaginal, onde elas praticamente estão rumando para uma morte celular. Então a gente vê todas essas camadas.
Então quando tá tá no proestro, que que a gente vai ver? Essas células mais da ponta. Quando tá no diestro, o que que eu vou ver?
Essas células aqui, ó, tá? Mais intermediárias. E no no no anestro, essa primeira camada, que seriam então das células, que a gente chama de parabasais.
Então, comparem aqui, né, o diestro com o proestro. aqui ação progestacional e aqui ação estrogênica, OK? Então, dependendo do período, é um tipo de célula que a gente vai ver.
Então, quando essa fêmea tá aqui essente, que ela tá ali no anestro, por exemplo, a a camada que a gente vai ver o quê? Essa primeira camadinha aqui, ó, são essas primeiras células pequenininhas, são células pequenas em formato de de parece um ovinho frito, eh, que são chamadas as células parabasais. Então, quando a gente vê grande quantidade de células parabasais, que a o microscópio ela é pequena, eh, então vocês percebam que até o citoplasma dela é pequeno em relação ao núcleo, eh, isso aí normalmente mostra uma baixa produção hormonal, OK?
E aí, conforme essas células vão crescendo, que vai o que que vai acontecendo com esse citoplasma? ele vai ficando mais amplo. Então, percebam que aqui, né, ela tá uma célula com o citoplasma mais amplo e um núcleo menor.
Então, essas são o que a gente chama de células intermediárias e elas vão crescendo conforme a ação do hormônio, elas vão aumentando. Então, quando essa fêmea chega no pico máximo de ação estrogênica, elas começam então a perder o formato do citoplasma, estão rumando pra morte celular. Então é o pico estrogênico já quase entrando no cil.
Então essas fêmeas vão ter grande quantidade de células intermediárias e também células superficiais nucleadas. Mas quando elas estão no período de aceitação de monta, o que a gente mais vê vão ser essas células escamativas. São as células de sucrílios que a gente brinca, parecem um sucrilos kéox, né?
Então aqui é uma célula superficial com núcleo e aqui é uma célula descamativa. Então por que que vai ter essa célula descamativa? Porque é aquela fase que o estrógeno tá caindo.
Então aquelas células estão ali mortas e a partir desse momento esse epitélio vai começar a involuir, ok? Então quando a gente vê a grande quantidade de células preficiais e células escamativas são características de proestro início do estro. Na fase de transição, ou seja, da passagem do estro para o diestro, existe então uma fase intermediária que seria a fase de metaestro, onde a gente pode encontrar essas células aqui que vocês estão vendo são chamad foam, né?
Células de foam, que é espuma, OK? São células espumosas, então ela como se ela fosse completamente vacilizada e algumas células que fagocitam neutrófilos. Então essa aqui é bem característica do período do metaestro.
Por quê, gente? Essa mudança de fase eh vai haver uma migração de neutrófilos para dentro da vagina. Então, no diestro é a única fase onde a gente vê presença de neutrófilos e às vezes no metaestro eles já começam a aparecer, tá?
Então no diestro ele vai então ter uma grande quantidade de células eh intermediárias de novo e parabasais. E esse esse ã esse essa lâmina vai ficar forrada de neutrófilo também. Por quê?
Porque é só nessa fase que tem essa migração neutrofílica na na região. E aí quando entra no anestro só parabasal. OK?
Então assim, eu consegui dar um uma uma leve jogada aí para vocês em como utilizar, em como entender um pouco a fase do ciclo estal da cadela. E a gente vai usar isso depois, quando a gente for falar de obstetrícia, né? Então, a gente precisa entender esses hormônios na fisiologia da gestação.
Eh, e aí agora então nós vamos comentar das gatas, OK? A gata ela difere muito da cadela. Por quê?
Porque ela é classificada hoje como poliéstrica estacional. Então as gatinhas elas são dependentes de luminosidade, teoricamente são dependentes de luminosidade para iniciar a ciclicidade. Isso está relacionado com a liberação de melatonina, né?
Inibição ou liberação de menatolina. Então, quando elas entram num período de maior incidência de luz, existe uma inibição do eixo pra produção de melatonina e aí elas entram em ciclicidade, tá? Quando a melatonina tá alta, ela acaba suprimindo a a a ciclicidade, que seriam teoricamente nos períodos de menor incidências de luz.
Então elas devem ciclar nos períodos de primavera e verão. Só que as gatas aqui no Brasil elas não seguem muito a essa regra, principalmente nos no Nordeste, que é uma região que onde o sol ele ele acaba tendo períodos de luminosidade muito intensa. Então, as gatas lá acabam ciclando o ano inteiro e nos períodos de de outono e inverno, que teoricamente elas deveriam parar a ciclicidade, elas então eh espaçam um entre um e outro, uma ciclicidade entre uma e outra.
Então, comparativamente, a gata teoricamente ela cicla como a vaca, digamos assim, mas ela tem aí uma característica também peculiar a gata quando tá relacionada à ovulação. Então, vamos entender aí como que inicia a ciclicidade da gata. Primeiro elas entram na puberdade quando elas chegam ao peso adulto.
Então, precisa ter o peso de uma fêmea adulta que pode já girar em torno dos seus 2 kg. eh, associada à luminosidade. Então, se ela chega na no verão com 2 kg, ela já está apta entrar em ciclicidade.
Isso pode ser, gente, às vezes com 4 meses de idade, não necessariamente a partir dos cinco. Então, eu já vi gatas entrarem com 4 meses, inclusive emprenhar com 4 meses. Só que assim, elas não têm capacidade nenhuma de parição, né, nessa fase, porque elas são muito pequenas ainda, OK?
Mas elas podem, então elas podem desde os quatro até 1 ano de idade entrar em ciclicidade se a luminosidade for favorável e o peso ela conseguir atingir no período correto, tá? Eh, então vamos entender um pouquinho o período do proestro, que seria aí então questão do aumento estrogênico, a mesma coisa que acontece na cadela, eh eh FSH atuando nos no nos ovários, produzindo os folículos e os folículos resultam em produção estrogênica. Só que na gata a gente não consegue diferenciar a fase do proestro e do estro.
O estro seria o período de aceitação de monta. Certo? Então a gente não consegue diferenciar nessas na as duas fases.
Então elas acabam ficando um pouco juntas, elas ficam meio com confundidas. Então a gente percebe muitas vezes pelo comportamento dessa fêmea, né? Então é aquela gata que fica, que já é às vezes é brava, fica mais dócil, ã, ela começa a roçar, ela começa a miar de maneira efetiva, ou seja, ela dá uns miados altos, né?
como se tivesse chamando o macho para o acasalamento. Eh, ela fica, eh, fazendo posição de esfinge. Então, a hora que a gente faz uma, ã, passa a mão assim no dorso dela, ela se posiciona em em posição de esfinge, justamente pensando aí na permissão de monta, certo?
E aí essa fêmea vai ã se ela estiver solta ou se ela tiver em vida livre, ela necessariamente vai acasá porque o macho vai sentir essa fêmea noil e eles vão a casalará, tá? E aí o que acontece? A gente sabe que nas gatas eh elas têm uma uma característica peculiar que é o a estimulação pelo pênis do gato, certo?
O que que acontece? O pênis no macho ele tem espícolas presentes e essas espícolas acabam fazendo um estímulo que a gente chama de estímulo neuronal na vagina dessa gata. Então ela tá lá aceitação de monta e aí ela percebe, né?
Ela fica super receptiva fazendo posição de esfinge. O macho vem, ele normalmente eh ele acaba tendo uma certa agressividade no momento do acasalamento. Ele pega, ele ele segura ela e ele morde o pescoço justamente para que ela não saia, né, no momento do acasalamento.
E aí então quando ele introduz o pênis na vagina dela, isso causa um estímulo neuronal. né? Esse estímulo neuronal, ele vai ser recebido no hipotálamo.
Ele vai responder induzindo a hipófise a produzir o LH. E esse LH vai agir naquele ovário cheio de folículos, permitindo a ovulação. Portanto, a gata ela tem o que a gente chama de ovulação induzida pela cópula.
Então, muitas vezes ela só vai ovular se ela tiver o acasalamento com o macho, certo? E se isso não ocorrer, se isso não ocorrer, ela não ovula. E esses folículos ali presentes, eles vão involuir e essa gata vai entrar num período que a gente chama de interestro, que é na verdade entre estros porque ela não ovulou, tá?
Então ela vai entrar aqui em torno de 8 a 10 dias no período de interestros que ela fica de que essência, né? Se isso aqui, se ela se mantiver ainda num período em que o luminosidade é satisfatória, que que acontece? Em 10 dias ela volta a ciclicidade, ela volta ao proestro estro de novo.
Por isso, gente, que as pessoas ficam falando: "Nossa, ela acabou de entrar no C ou e já entrou de novo". Claro, ela ela acaba, se ela se ela não a casala, ela fica entrando em períodos de ciclicidade em torno de 17 a 21 dias. E as pessoas não entendem isso, né?
Então é isso que tem que ser explicado pro tutor, né? Que ela só ovula caso tenha casalamento. Ah, pode ocorrer o espontânea?
Pode, gente. Eu já vi vários casos de ovulação espontânea. E aí, se ela ovula espontaneamente, ou seja, não tem coito, não tem nada, que que vai acontecer com ela?
Ela vai entrar numa fase de diestro, assim como na cadela. Por quê? Porque vai liberar o LH.
esse LH vai luteninizar esses folículos que eles vão romper, né, mas não vai ter espermatozóide para fertilizar, mas os corpos lúteos vão se ser produzidos e aí essa fêmea naturalmente vai começar a produzir progesterona, caracterizando aqui um período do diestro, assim como na cadela, com duração aí de 45, 50 dias, que seria teoricamente o período gestacional dela, de 65 a 70 dias, tá? seria próximo aí do período gestacional dela. Se essa fêmea acontecer de ela não estar em sazonalidade favorável, ou seja, tá já no início do inverno, aí ela pode entrar em anestro.
Pode ou não. É aquilo que eu falei para vocês, depende de onde ela mora. Se ela mora nos Estados Unidos, se ela mora no Canadá, ela vai ter a ciclicidade direitinho.
Mas aqui no Brasil, pela questão da luminosidade, elas acabam não seguindo essa questão do anestro perfeitamente, tá? Então aí de duas uma, uma vez que entrou no se a casalô, ela entra em gestação. Gestação de 60 a 65 dias.
Se se acasalou e não fertilizou, ela vai entrar no período do diestro uma pseudogestação. Se não acasalou, não ovula, entra no interrestro. E o anestro, ele só vai ocorrer se a luminosidade realmente não for satisfató satisfatória para essa fêmea continuar a ciclicidade.
OK? Então é importante a gente entender isso. Então aqui eu faço um resuminho, né?
Eh, do que que o que vai acontecer com a gata. Então, entrou no Sil. Ela pode ter o coito ou não, certo?
Se ela não teve coito, que que vai acontecer? vai entrar no período de interestro, certo? Se ela casalou e ovulou, que que vai acontecer?
ela vai ou gestar, né, se ela se ela tiver a a fertilização, se ela não tiver a concepção, ela vai entrar num período do diestro, né, como se fosse normal, uma pseudogestação. Depois disso, finalizando esse período do diestro, ela entra no se de novo, tá? Se ela conceber, ela vai gestar ou abortar, sabe se lá Deus o que que vai acontecer.
se deu tudo certo, gestou, nasceu lactação, no finalzinho da lactação, gente, se começa um bebê a desmamar, ela já entra no cio de novo. Então, a gente tem que tomar muito cuidado, OK? Ela começa o desmame, ela já entra na ciclicidade de novo.
Então, a gente tem que tomar cuidado com isso, ok? Então ali lactação ou ela vai para nestro se a luminosidade não for positiva e se a se a luminosidade for positiva ela entra no seio de novo. Entendem que as os ciclos extrai são completamente diferentes, né?
Então, eh, para ser igual da cadela, necessariamente essa fêmea ou tem que ter uma eh uma ovulação induzida sem eh fertilização, ou se ela acasalou e não fertilizou, ela vai acabar levando uma pseudogestação à frente, ok? Então, a gente tem que ter isso aí na cabeça, inclusive para explicar pro tutor já para falar para ele como é que isso funciona, certo? Então, entendido a parte do ciclo astral, entendido toda a fisiologia, então vocês vão ver que eu vou estar sempre citando isso de novo.
Vamos lá, então, agora que seria o período pré-natal, né, que eu acho que vale muito aí a questão dos mitos e verdades. Bom, gente, toda fêmea, né, que vai ali para cuidar dos pré-acalamento, que que a gente tem que que que tem, qual é o cuidado maior que a gente tem que ter? Se é uma coisa que a gente quer, que o tutor te procurou porque ele quer acasalar essa fêmea, então acho que a gente já tem que pressupor algumas coisinhas aqui, né?
Primeiro de tudo, vê se essa fêmea está em condições de saúde para casalamento, tá em peso, é ideal, o pelame tá bonito, fisicamente ela está bem, vale colher exames específicos aí, né? Um uns exames de sangue, um hemograma, eh uns bioquímicos para ver se tá tudo OK. Se puder pedir um ultrassom para ver se esse útero e ovários estão tudo OK, vê o histórico anterior dela de ciclicidade, se se tem vindo com regularidade, porque aí você já vê que essa fêmea está boa, está apta para para o processo, certo?
E aí, se ela vai para casalamento, gente, antecipem. Então, se essa fêmea já é vacinada, não existe a necessidade de revacinar, OK? Então, se ela já faz a vacinação anual, a gente não tem que dar reforço nenhum.
Essa fêmea já tem imunidade, ela vai transmitir pros neonatos, tá? Se ela não a não tem a vacinação ou está muito tempo atrasada, aí sim vale vacinar antes do acasalamento, porque aí você garante que ela vai produzir então os anticorpos para passar para os neonatos, OK? Assim como a vermifugação, se faz muito tempo que ela não fez, faça.
Faça antes, OK? Se não, aí vocês vão, se ela já chegar gestante, aí é outra coisa, né? Eh, então, do contrário, já antecipem a vermifugação.
Nas cadelas em especial, às vezes é necessário a gente fazer durante o período gestacional, mas hoje em dia tem se preocconizado antes, mais do que até durante o período gestacional. E aí vale a gente ter atenção, né, com as doenças específicas que podem atuar na questão da reprodução. Então, quando a gente pensa em cadelas, vale muito a gente pedir aí uma sorologia de brucelose, né, até um PCR de brucelose, se possível.
H, exemas de leptospirose que podem interferir na questão de abortamento. Então, são os dois diagnósticos diferenciais mais importantes em cadela, brucelose e lépto para aborto. Herpis vírus do tipo um, a gente não tem sorologia contra, mas eh vale ficar atento ao problema.
Nós vamos discutir isso princialmente quando falar de neonato, né? E aí fazer os bioquímicos, como eu falei, ã, para tentar entender se essa fêmea está em estado de saúde boom. Uma coisa que interfere demais com a reprodução, gente, são os questões hormonais.
Então, animais com hipotiroidismo ou hiperadrencodicismo, isso vai refletir diretamente na ciclicidade dessas fêmeas. Então, saibam que fêmeas hipotiroideas, elas têm uma dificuldade de emprenhar, né? Então, por quê?
porque ela não consegue, então eles têm uma dificuldade até às vezes de de eh de fertilização e também de nidação desse desse trofoblasto. E no caso da do hiperadreno, o corticoide ele suprime o eixo o eixo eh hormonal, né, o eixo gonadal. Então a gente precisa estar atento aí ã se essa fêmea possivelmente pode ter aí uma doença concomitante, né, principalmente uma endocrinopatia, OK?
Eh, então, gente, com relação aí a à questão da gestação, vamos falar um pouquinho do controle hormonal, né? A cadela lembrar que ela tem uma fase luteínica, eh, ou seja, com produção de progesterona, muito semelhante, tanto no diestro quanto na gestação. Então, se for fazer um comparativo em termos de dosagem de progesterona, não existe diferença significativa entre uma e outra.
Então, o mesmo que eu vejo na na no diestro, eu também vejo no período gestacional. Então, dosar progesterona mecanismo eh fidedigno para dizer se essa fêmea está gestante ou não, OK? Eh, e ela tem uma dependência desse corpo lut durante todo o período gestacional para eh manter essa gestação.
Então, a tanto a gata quanto a cadela, elas ã produzem progesterona no período gestacional, tanto pelo corpo lútil quanto pela placenta. Mas a a progesterona produzida pelo corpo lútil, ela é muito mais importante do que a progesterona. produzida pela placenta.
Então ela depende desse corpo lútil, tá? Então, no na fisiologia do ciclo estral, ela se mantém alta todo o período e só vai cair justamente no finalzinho. Essa progesterona, ela cai em torno aí de 48 ã horas antes do parto.
Então ela começa a declinar no finalzinho e vai caindo mais abruptamente ao final do parto. E o estrógeno, ele também tem um papel muito importante durante o período gestacional. A progesterona, ela vai ter uma ação de manutenção de tudo, né?
Então, ela vai facilitar a anidação desses desses embriões. Ela vai fazer com que a que a placenta se forme de maneira efetiva, ela vai manter esse útero quietinho, ã, sem contração durante todo o período gestacional. Ela vai produzir secreções que fazem com que aquele embriãozinho que ainda não formou a placenta seja nutrido, né?
Eh, que é o chamado leite uterino, até o momento em que ele se implanta ali no útero e forma a placenta. Então, ela vai ser responsável por todo esse processo de manutenção, inclusive de diminuição de imunidade local, né? Tá?
Então a progesterona, ela faz isso, ela diminui a imunidade local para que então eh esse embrião possa se nidar e conseguir fazer todo o processo dele sem interferência imunológica, tá? Eh, e aí então esse corpo lútil, ele tem que estar presente durante todo o período gestacional. Então, a partir dos 25 dias de gestação, um hormônio é produzido, é o chamado prolactina.
Esse hormônio, ele vai ajudar aí na manutenção desse corpo lútil, ou seja, ele tem um efeito que a gente chama de luteotrófico. alimenta, né, esse corpo lútil para garantir que ele chegue, né, ã, são até o final do período gestacional e conseguir manter essa gestação especificamente. M.