เฮ Olá, muito boa noite. Uma satisfação estar aqui com vocês. Eu sou psicanalista Alexandre Simões e teremos, né, assim, espero uma interessante, uma profíqua troca aqui nesse nosso momento que nos é propiciado pelo ESP, né? Várias atividades aqui ocorrendo. Creio que vocês acompanham. Quem está aqui chegando pela primeira Vez também, seja muito bem-vindo, bem-vinda. Para que vocês possam ir se inteirando, acompanhando as atividades do ESP, esta e várias outras que temos aqui. Deixe-me só ver aqui um áudio que >> Olá, >> está ouvindo um áudio a mais. vocês. >> Deixa-me só ver aqui. Alexandre Simões
e teremos >> OK, resolvido aqui meu monitor de controle. Então, dou as boas-vindas. Estou vendo Aqui algumas pessoas. fiquem à vontade para que vocês falem das localidades, a partir de onde vocês estão nos acompanhando. Um abraço aí desde já para, né, a Maria Teixeira que está nos acompanhando desde Porto Alegre, temos a Luciene Simões. Muito boa noite. Eh, quem mais aqui? Eh, o Nataniel, muito boa noite. Tá de Porto Alegre. Desde Porto Alegre também. Érica Marques do Rio, eh, Marília Sanchez e várias outras Pessoas, né? Podem ir chegando, chamem seus colegas para que também estejam
aqui, porque nesta noite nós iremos eh trabalhar, claro, que a nível de alguns recortes, algumas demarcações, né, mais específicas aqui não, né, não tem nenhuma pretensão de ser, né, de buscar exaustão, mas pelo contrário, de pontuar, demarcar, porque me parece que isso também é condizente com o que se passa. né, ao longo da psicanálise, a sustentação clínica, a Transmissão, a formação do analista, que nós possamos lidar com partes, com desdobramentos, com trabalho cuidadoso, localizado e que possa eh ir se desdobrando sem essa expectativa de abarcar, né, eh aspectos muito excessivos, eh absurdamente amplos. Mas pelo
contrário, vamos pensar aqui em trabalhar alguns aspectos da ampla paisagem, né, do psicanalista enquanto operador, da operação analítica, eh localizando aqui alguns balizadores, né, Algumas balizas, assim, melhor dizendo, um tema que sempre que possível eu venho aqui, trabalho com vocês, busco desenvolver, retomar noções de base, bem como acrescentar alguns elementos a mais. Então, quem já pôde acompanhar aqui, né, eh, algo desta discussão que eu venho realizando aqui nos últimos tempos, eh, poderá eh reconhecer alguns aspectos que eu sempre aponto que são basais. É importantíssimo que se tratando da Psicanálise nós retomemos as bases, retomemos aos
fundamentos. Aliás, esta é uma importante indicação de Lacan, né? Eh, não só no seminário 11, um momento muito emblemático de seu ensino. Lá, sim, isso é bem evidenciado, mas isso faz parte de todo o seu ensino. Eh, fiquemos atentos aos fundamentos da psicanálise. Retomemos sempre os fundamentos. Isso significa o quê? Que retomemos sempre a contemporaneidade do texto de Freud. Retomemos sempre o que, Né, o texto freudiano, eh, comporta para nós, para o nosso tempo, como ele nos interpela. retomemos as conceituações básicas sempre, porque é assim que a cada analisando que nos procura, cada paciente que
nos procura, que poderá ser colocado na condição de analisando, é assim que de fato a operação analítica se inaugura, né? Nós temos que sempre estar ali eh reatualizando, por exemplo, um aspecto nevrálgico, que é o ato, né, de assumir a palavra na condição que Freud nos nomeia de associação livre, ou seja, uma palavra onde o proferidor dela, né, cada um de nós que ali está diante jornalista possa, eh, proporcionar que a palavra seja posta na cena analítica, no campo transferencial, de uma maneira tal que nós apostemos que há um dizer nas palavras, que as palavras
elas possam, né, se encadear, que elas possam se articular e aí sim algo para além, né, da descrição da nossa vida, para além da eh retomada, da Narrativa da nossa relação com o amor, com o sofrimento, com a dor, que estão ali postos sempre, né, e são importantes, mas que algo que não seja meramente uma um testemun uma descrição de novo possa se colocar, portanto, trazendo algo novo e não somente o de novo. Então, é daí, né, que nós podemos encontrar algo desta base constantemente posta no percurso analítico e que vai nos indicar, por exemplo,
isso que Lacan Está a nos convidar por fazer. retomemos, né, os fundamentos na nossa formação, na transmissão da psicanálise, porque é isso que nós fazemos na clínica, né? Nós temos então que retomar, por exemplo, sempre as condições, né, que sustentam o campo transferencial, a colocação, né, essa transmutação cuidadosa feita sobre diversos vieses. Qual transmutação? a transmutação daquela pessoa que nos procura na condição de paciente para a Posição de analisando. O analisando não é simplesmente um nome mais nobre, né, que nós podemos dar a ao paciente. O analisando é uma posição de trabalho. o analisando o
indicativo de que tem algo do dispositivo analítico que já está funcionando, né? E não meramente eh algo que tem o seu valor, sim, mas eu falo meramente no sentido de uma comparação com que pode ser um além, não meramente algo de uma ordem de uma catarse ou de Uma psicoterapia, né? efeitos importantes, aí sim, mas é importante que nós busquemos também um desdobramento, uma experiência que vá se abrir para um efeito de fato analítico. é esse ambiente que estou aqui nos últimos tempos desenvolvendo, trabalhando com vocês aqui, bem como na nossa pós-graduação em clínica lacaniana,
porque várias coisas que faremos aqui hoje, que eu destacarei, poderão ser melhor desenvolvidas neste Ambiente desta pós-graduação que eu propus, eu coordeno uma parceria com ESP já há um bom tempo. Desde o ano 2000 nós estamos com essa pós-graduação que já vai agora para sua 11ª turma. Nós vamos começar em maio de 2026 um curso online síncrono, né? Então, com eh aulas, ou seja, transmissões feitas eh ao vivo, portanto, podendo, né, proporcionar muito a interação, isso é importantíssimo, né, a troca entre cada colega, cada analista e os, né, os Matriculados, estudantes que ali estão. E
assim nós vamos desenvolvendo aspectos que, por exemplo, aqui serão demarcados, apontados, mas já com algum desenvolvimento inicial, desenvolvimentos maiores sempre estamos realizando, por que vai agora já em 2026, maio, vai dar início à sua 11ª turma. Então, um curso que está aí com bastante fôlego, com sustentação, né, com consistência. E convido vocês a conhecerem a Carol que está aqui nos Ajudando nos bastidores, né, uma das integrantes da equipe do ESP, equipe do ESP sempre, né, muito envolvida em todos os seus eventos, estará aqui de tempos sem tempo indicando aqui o link, as informações específicas. Mas
vamos eh desenvolver o nosso conteúdo. Eu irei aqui para que a gente possa avançar com algumas demarcações, eu irei eh trabalhar aqui a partir de algumas alguns slides, algumas telas, só para uma demarcação que possamos ter entre Nós, né? Então aqui temos, né, o tema maior, como eu disse, é um tema que eh não será esgotado hoje e ele já vem em desdobramento, em andamento, uma espécie de work in progress, né, um trabalho em andamento que está sendo feito aqui sempre a cada edição que eu venho para realizar aqui no ESP esses eventos eh abertos,
né, aqui no canal do ESP, um tema, a meu ver, muito precioso, que tem várias possibilidades, conexõ es com a clínica na nossa atualidade, a Psicanálise lacaniana e algumas observações sobre seus operadores. É o que nós poderemos aqui verificar. Eh, antes de de fato seguir aqui, né, dando andamento, eu gostaria de ler uma passagem que me parece que eh pode nos dar um tom muito interessante a este campo maior, né, de observações, de apontamentos, que vem a ser eh os operadores da clínica analítica. Eu gostaria de ler aqui uma passagem eh breve do seminário seis
de Lacan. Seminário robusto, importantíssimo para nossa atualidade. Vários seminários sempre falo que são importantes, mas esse tem um lugar de destaque, uma ver muito importante, tanto quanto o seminário 10 sobre angústia. E esse seminário seis de Lacan, ele se volta a o tema que a Lacan desenvolveu aqui nesta época. Estamos aqui na metade, mais ou menos, né? indo pro final dos anos 50, eh, é o desejo e sua interpretação. Então, eh, me chama muita atenção como que Lacan inaugura esse as primeiras falas de Lacan. Então, imaginem Jacqula nesse momento para uma audiência ampla em seu
auditório, eh, buscando empreender aqui uma trilha robusta, né, trabalhar o desejo e sua interpretação, o vunch freudiano, desejo, um elemento central paraa prática psicanalítica que tem íntima relação com isto que eu mencionei antes acerca dos efeitos de uma análise, Efeitos analíticos, portanto, de um percurso. E aí, Jaqu Lacan ele abre, né, eh, as primeiras palavras de Lacan trazem eh estes apontamentos, trazem este tom que eu gostaria de compartilhar com vocês, eh, propondo que também seja o nosso tom aqui. Que que Lacan vai nos dizer? Olhem só o cuidado também da argumentação dele. Dizem, eu estou
na abertura, né? Primeira primeiro encontro que nós também podemos chamar de primeira lição. Dizem que uma análise é uma terapêutica, é inclusive um tema, uma noção eh comum ainda entre nós, né? Eh, efeitos terapêuticos, psicanálise como terapêutica. Sim. Então, Lacan parte desse ponto, mas ele ele está argumentando com, né, sobre algo que já tá posto no campo. Dizem, né, dizem que uma análise é uma terapêutica. Digamos, continuando aqui, né, estou citando Lacan, que é um tratamento, um tratamento psíquico. Então, notem que quando ele vai dizer que é um tratamento tratamento psíquico, ele já tá talvez
oferecendo alguma coisa que eh não descarta a terapêutica, a dimensão terapêutica, mas que talvez precisasse de ser também aprendido a partir de uma outra perspectiva, né? Eh, a terapêutica, eu diria aqui por Essa primeira formulação que ela não dá conta do que se passa numa análise. Ela está presente, mas ela não é suficiente. Então, tem alguma coisa de uma outra ordem que avança, que se desdobra, que Lacan aqui nesse momento. Claro que isso vai ser muito bem desenvolvido depois nesse seminário, bem como em outros que lacan vai dizer que por um, digamos que é um
tratamento, um tratamento psíquico. Esse tratamento incide sobre vários níveis do psiquismo. Olhem só que situação interessante. Um psiquismo composto por vários níveis. E é aqui que Lacan vai começar a desenvolver mais o que ele havia elaborado no seminário cinco anteriormente, que é o grafo do desejo. E o grafo tem níveis, tem momentos, né, tem passagens. Então, é um tratamento, a psicanálise que esse tratamento incide sobre vários níveis do psiquismo do psiquismo, a começar sobre o que chamaríamos de Fenômenos marginais ou residuais. Então essa noção de margem, de resíduo, o analista trabalha com isto. Então a
psicanálise, seus operadores, pensemos, dizem respeito a isto. Então, sobre os chamados, sobre o que chamaríamos de fenômenos marginais ou residuais, é por aí que uma análise começa. E aí ele nomeia o sonho, os lapsos, o chist, que foram os primeiros objetos científicos da experiência psicanalítica e nos quais Me detive no ano passado. Então, Lacan está aqui já fazendo ponte com um seminário chamado as formações do inconsciente. Tanto que nós chamamos esses fenômenos marginais residuais, então restos, pedaços, não precisamos de esperar fenômenos inteiros, né? Então vamos trabalhar com pedaços do sintoma, com pedaços do sonho, restos,
resíduos, né? O chist, né? Ele trabalhou isto no seminário do ano passado. Eu continuo mais uma pequena parte. Esse Tratamento, sem entrarmos mais no seu aspecto terapêutico, incide também sobre sintomas em sentido amplo. Podemos, talvez, aqui fazendo ponte com a nossa atualidade considerar que já está aqui indicado que não se trata simplesmente de sintomas de catálogo, não são sintomas que funcionam meramente como etiquetas diagnósticas. sintoma no sentido amplo. Isso daí vai acompanhar muito o ensino de Lacan, né? Sintoma aí, Não simplesmente uma descrição, né, psicopatológica do que anda mal, mas uma pergunta maior, enfim, qual
é o teu sintoma? É uma indagação que nós, enquanto analistas em ato sustentamos no campo transferencial junto aos nossos analisantos. Então, Lacan está nos apresentando algo desta ordem, né? é um tratamento, centrarmos mais no seu aspecto terapêutico e que incide também sobre sintomas em sentido amplo, pois estes sintomas, né, se Manifestam no sujeito por inibições que se constituem em sintomas e são sustentadas por eles. Então, sintomas que se constituem, que se manifestam, melhor dizendo, por inibições. É, este ano estamos fazendo aqui uma marca, né, o centenário do texto fundamental de Freud, inibições, sintomas e angústia.
Aqui Lacan, obviamente está trazendo isto nos bastidores, a relação do sintoma com a inibição, a inibição como tendo Componente narcísico, como aquilo que detém o movimento. Primeiras palavras também de Freud é inibições, sintomas e angústia. A inibição, ela detém o movimento. E em última instância, já antecipando, qual é o grande movimento que interessa numa análise? Qual é o movimento que interessa que seja de fato assumido, que seja, né, eh, engendrado a cada passo? o movimento que se chama vunch, desejo. O desejo é movimento. Desejo é passo, Desejo é franquear um limite. Desejo é sair daí.
E aí Lacan está aqui nos lembrando que tem algo que faz resistência a isto, nessa articulação do sintoma com a inibição. E aí é onde eu quero chegar depois desse, né, dessa apresentação para dar, como eu disse, o nosso tom. Por fim, então, olhem, Lacan também avançando aqui por camadas, né, na argumentação, na transmissão, na exploração do que está em jogo numa análise. Por fim, é um Tratamento modificador de estruturas. Esta frase eu acho eh eh brilhante, instigante ao mesmo tempo. A psicanálise é um tratamento modificador de estruturas. Não me parece aqui de maneira nenhuma
que é uma discussão simplista. Ah, então é transformar neurose em psicose, psicose em neurose, como se fosse isto, uma questão, né, pensar estrutura, como quase como se fosse uma cristalização de Uma posição diagnóstica. Mas talvez nós temos que pensar, e aí tem toda a relação do nosso tema, eh, nos elementos que constituem a estrutura de cada um. A relação entre o sujeito e o objeto, a relação entre os significantes, a relação do sujeito com o que faz captura. Uma psicanálise. Então, ela é modificadora de estruturas. Essa estrutura que fazendo ponte com uma outra Formulação de
Lacan, desta vez que está nos escritos e não nos seus seminários. Estrutura. A máquina original é o que ele vai nos dizer, é uma máquina, então tem algo de maquío compósito, é composta por diversos elementos. Por isso que eu mencionei o encajeamento entre os significantes, o sujeito, objeto, é uma máquina original que põe em cena o sujeito. Então, me parece que é a psicanálise Neste tomo, eh, aquilo que pode provocar uma modificação da estrutura e até para sermos mais precisos evitar essa confusão inicial que mencionei, né? Mas ser, sermos mais precisos quanto a isso, talvez
nós possamos pensar que trata-se aqui de um modificador na estrutura, algo na nossa estrutura subjetiva que vai se recolocando para que o a apresentação do sujeito, esse sujeito que há de ser Mobilizado no campo transferencial, isso que é importante. O que que produz uma análise? diz muito respeito a isto. Eh, como que nós conseguimos, com cada pessoa que nos procura mobilizar o sujeito, agenciar o sujeito, colocar o sujeito em cena que diz respeito a esses resíduos, que diz respeito a esses elementos marginais que estão ali na citação que eu mencionei. Mas aqui eu ficaria então
com Esse convite a pensarmos e e escutarmos os desenvolvimentos que virão a partir dessa formulação final. O que está em jogo na psicanálise enquanto percurso, tratamento, tratar, né, cuidar, eh, apreender. Vamos tratar dessa questão, vamos tratar disto que está aí. É um tratamento modificador de estruturas. Então, me parece que aqui nós temos algo que se coaduna com esta ideia dos operadores de uma análise, do analista Enquanto aquele que opera os operadores da estrutura. Aí me parece que nós temos uma localização bem assim instigante do analista, importante para os desafios da clínica na nossa atualidade. O
analista enquanto operador do que está a operar na estrutura subjetiva de cada sujeito. Vamos tentar falar mais disto. Então eu vou avançar agora um pouco mais para que a partir Desse tom inicial nós possamos então considerar algumas paisagens freidianas que vão nos auxiliar a localizar esses aspectos em Lacan. Não nos esqueçamos que Lacan, por mais que tenha momentos, desdobramentos que são muito mais complexos do que segmentos lineares, momentos de dobramentos em seu ensino, eh, Lacan, ele não deixa de ser um freigiano. É claro que nós haveríamos de tentar verificar o que o que é esse
Lacan, como Que é, quais são as faces desse Lacan freudiano, mas essa relação com a base, com os fundamentos, com retornemos e até busquemos avançar quanto ao que Freud nos propôs, nos encontremos de novo com que Freud nos propôs e, aliás, né, o retorno a Freud, busquemos resgatar, né, procuremos por aquilo que Freud nos propôs. Este é o Lacã freudiano, a meu ver, em suas diversas faces. Então aqui uma primeira paisagem freudiana que eu Gostaria de destacar. O que que Freud vai nos dizer em sobre diversas maneiras? Mas se nós formos, por exemplo, aos escritos
sobre a técnica de Freud, que estão ali em torno de 1900 12, 11, 12, 13, 14, né? eh estão ali na antissala da metapsicologia que será, né, constituída pelos textos ali de 1915 em diante. Se nós formos, nesse momento bastante profío, né, da obra de Freud, ele vai Nos apresentar sobre diversos aspectos que há algo na análise, há algo nesse dispositivo, há algo nessa estrutura a ser modificada que não se instaura automaticamente, instantaneamente, desde os instantes iniciais de uma análise. Isso há de ser causado, não se apresenta, não se instaura nesse seguinte sentido. quer que
algo seja feito para que isso se apresente. Então, Freud vai dizer sobre eh Vetores, movimentos iniciais para que uma análise se dê, para que um percurso que comporte efeitos analíticos se instaure. Então, esse é um ponto é importante, a meu ver, é de início, com quando eu disse, né, eh nós devemos estar atentos a isso, a cada pessoa que nos procura, porque de fato é aí que nós podemos encontrar o que que é a construção de uma clínica analítica a Cada caso. de falta uma psicanálise que se recoloca a cada momento, né, a cada momento
que um paciente vem até nós e podemos buscar essa transmutação, essa passagem para a condição de analisando e por não, é isso que nós verificamos na prática, em vários momentos do giro espiralar de uma análise, né? eh buscar as condições, instaurar movimentos para que de fato eh este percurso modificador de estruturas possa se colocar. Então, temos aqui a primeira formulação e aí é Que entra a noção, portanto, de operação, não é? É importante que alguma coisa se opere. Carol, se quiser aqui tirar um pouco o slide, né, a gente conversar um pouco mais de perto,
fique à vontade, daqui a pouco a gente volta para esse slide. Obrigado. É importante então que nós pensemos, consideremos, eh, a partir do momento em que algo não se instaura, eh, utilizar palavras que depois poderão Ganhar precisão gratuitamente, alguma coisa que já está lá, não temos que considerar alguma coisa que haverá de ser instaurada, produzida. Então, é aí que me parece que ganha muito relevo a noção de operação analítica. Então, algo tem que ser operado e o analista na condição de um operador. Então, o analista opera algo ali que vai se instalando no campo transferencial.
Portanto, esse liame estabelecido entre O que o analisando o paciente na transmutação, na passagem para condição de analisando, vai endereçando o analista e esse dizer que segue as trilhas da associação livre. Portanto, esse dizer que eu falei com vocês que ultrapassa a dimensão meramente testemonial, meramente descritiva de uma biografia ou de uma casuística do que se passa com o paciente, mas é um dizer que à medida em que ele vai sendo apresentado, eh, associações, Articulações, Lacan vai nomear isso de cadeia significante, encadeamentos vão citando. Então o paciente nos fala várias várias coisas e ali em
meio a várias coisas tem um ponto que faz tritagem, tem um ponto que pega, que cola, tem um ponto quanto ao qual analisando está embaraçado, submetido, né? A ideia própria de subiect, o sujeito está ali e esse ponto que ganha ali, e isso é só no caso a caso que saberemos, o status, a potência de Significante, ele não vem sozinho, ele faz laço, ele faz encadeamento. Então o dizer que eu mencionei antes, que tanto nos interessa, é esse dizer entre significantes. é como se, eh, cada um fosse contando histórias, fosse contando narrativas para que o
dizer entre significantes fosse ali se colocando. Então, é aí que nós podemos então considerar a importância de eh fazer com que isso e outras coisas mais se opere, que isto Seja acionado, deflagrado, que algo desta ordem possa se colocar. Então, eh, considerando que tem algo numa análise que não se coloca sem que haja isto, então, sem que haja a presença do próprio analista na sua função de analista, formulação de Lacan que está eh, por exemplo, na nota italiana, para que haja psicanálise, há de haver o analista, né? Claro que não me parece que Lacan está
aqui falando de um truísmo, não. Tem que ter o analista, o profissional, o técnico, não me parece. tem que ter a função, tem que ter eh esse lugar de escuta e tem que ter isto que opera para além da história, para além do testemunho, opera inicialmente com significantes que faz corte, veremos daqui a pouco, que faz demarcação, que faz perimetragem para que o significante se destaque e aí o encadeamento possa ir se dando. É, Carol, por gentileza, vamos voltar aqui aos slides. Então, temos aqui a noção de operação. Então, eh, ainda aqui no esteio freudiano,
desse momento que eu sinalizei, estamos ali eh nos artigos sobre a técnica, conjunto de textos que ganha essa nomeação, pelo menos na, né, no ordenamento das obras completas de Freud. como colocar em cena o dispositivo analítico. Então, se o dispositivo analítico ele não é algo simplesmente dado, se não é Meramente uma questão de replicabilidade, mas é algo de uma instauração, portanto, de uma operação, de um agenciamento. Então, eh se faz pertinente, por exemplo, uma primeira imagem interessante que Freud tem para nos falar desse movimento. Então, a ideia de movimento, de instauração, fazer com que algo
se faça, fazer com que, por exemplo, esse encadeamento entre os significantes, que é um destaque que eu Estou dando aqui, destaque não todo, porque não se trata somente disso, mas é um destaque sim, fazer com que isso se coloque. Então, encontramos Freud numa passagem muito importante, icônica, né, deste momento dos artigos sobre técnica. Estamos aqui, por exemplo, estou fazendo uma menção a um texto chamado Sobre o início do tratamento. É ali, neste texto, que Freud vai nos apresentar uma interessante analogia entre os primeiros movimentos de uma análise e o jogo de Xadrez. Fundamentalmente, o que
que Freud vai nos propor? que, tal como um jogo de xadrez, esse jogo se inaugura a partir de alguns movimentos e já há alguns movimentos que quem joga sabe fazer. Então aí talvez é que nós temos que tentar verificar isso, um saber do analista. De que ordem esse saber? É pergunta que acompanha os senos de Lacan. De que ordem acerca do que é o saber do Analista? né? Ou que saber o analista opera. É a partir daí, então tô tentando mostrar ecos, né, de em Lacan oriundos do dizer freudiano. É a partir daí que Freud
começa a nos dizer que temos que pensar em movimentos iniciais. Então é isso é interessante que coloca então o analista numa condição que não é meramente de espera passiva, como se, né, o analista fosse de estar ali absolutamente mortificado, Emudecido, certamente analisando que fala mais, mas tem alguma coisa que compete ao analista, senão isso não vai começar enquanto podendo trazer efeitos analíticos, né? senão outra coisa vai se passar, outra prática se dará. Então tem algo ali da ordem de um movimento que está ao alcance da mão do analista. Essa ideia do alcance da mão, nós
veremos daqui a pouco um pouco mais. Tem algo que está Ao alcance da mão, tem algo que está a cargo das mãos do analista, tanto quanto a movimentação das peças de um xadrez, tanto quanto o tipo de movimento que ali se coloca. Então aqui nós temos uma primeira formulação, a meu ver, potente, rica, que nós podemos eh extrair dela uma série de consequências, perspectivas que dialogam com o nosso fazer e que encontramos em Freud eh muito neste tom que eu demarquei aqui antes de que esta, Vamos utilizar o termo que Lacão utiliza no seminário seis,
esta estrutura. Então estou aqui dizendo a estrutura que enquanto esse dispositivo, né, essa estrutura que é o percurso analítico, vai se iniciar desde que certos movimentos se coloquem. E aí, dando já um salto, né? Eh, mas não está tão distante na época, nós encontramos Freud nas conferências introdutórias sobre psicanálise, que Está ali muito próximo temporalmente, né, deste momento, os artigos sobre a técnica. Por exemplo, na conferência final, né, na conferência 28, eh, chamada terapia analítica, assim traduzida para o português, Freud vai, eh, ainda seguindo esta mesma perspectiva, alguma coisa tem que estar à mão do
analista, alguma coisa está a cargo, alguma coisa tem que ser, né, operacionalizada para que o Percurso se dê. É aí então que Freud, se nós temos inicialmente essa relação com os movimentos de um tabuleiro de xadrez para o tabuleiro transferencial, então agora nós temos, por sua vez, Freud nos falando do analista enquanto cirurgião. Eu sempre, né, desenvolvo essa passagem com vocês. O analista como cirurgião. Então, o cirurgião tem vários bisturis, não é um só. Então, nós temos que pensar eh o que faz função de corte. Aliás, é daí na tensão que Lacan tem quanto a
isto que a função importantíssima trabalhada por Lacan em vários momentos, desde o texto do tempo do texto sobre o tempo lógico 45, né, esse texto, a função do corte na análise. Corte que, por exemplo, quando eu falo aqui do recorte, recortado significante, o corte não é meramente corte da sessão, né? Isso é uma apropriação muito, ela não é inexata, né, mas pode ser muito Apequenadora quando compreendemos que o corte que está em jogo é meramente cortar a sessão abruptamente. Corta-se a sessão cuidadosamente para que o trabalho prossiga entre as sessões, mas uma sessão em qualquer
lugar não é a mesma. Mas o que eu gostaria de ressaltar hoje, eh, dado que esses aspectos já pude desenvolver, mas aqui eu ponho esses apontamentos, vocês próprios podem irendendo, eu gostaria de Destacar é que o analista enquanto cirurgião, na comparação que Freud faz, o analista na clínica atua tal qual um cirurgião. Então essa ideia de cuidado, de corte, obviamente de sutura, que também, né, eh acompanha a própria noção de corte, a variedade dos bisturismos, dos instrumentos de corte, né, e do estilo estilos. Estilete também está aí. Mas o que eu gostaria de ressaltar hoje
é que o corte está na mão do analista. O que faz corte está nas mãos do analista. É isto, é importantíssimo. Eu trabalho isso muito com os meus supervisionandos. Eh, está em suas mãos. assuma, opere, utilize. Caso contrário, os defeitos analíticos estarão ali se precarizando, se dificultando, talvez nem se colocando. Então, eh, eu não só ressaltaria aqui que o analista eh, tal qual o cirurgião Opera por diversos elementos, né, que fazem corte, né, a palavra como corte, a interpretação como corte, a demarcação do significante como corte, o corte da sessão como corte, o analista que
surge de maneira surpreendente, fazendo corte a a há uma certa expectativa do analisando, não é? O analista que não está ali, por exemplo, respondendo a demanda do analisando, então faz corte uma expectativa. Então, temos vários aspectos importantíssimos do corte, mas O que eu gostaria de ressaltar é para frisar a noção de operação é que o corte está ao alcance e está de posse do analista. Então, eh podemos até pensar que eh é uma questão ética. ética aqui como ambiência como etos, nada como regra que tem de ser, mas é como direção, a ambiência e a
direção, né? A ética da psicanálise, tal como o Lacan trabalha, né? na ética do desejo, ou seja, uma prática voltada, mirada na perspectiva Do movimento que responde à inibição. Então, eh, nesse sentido que eu falo do do eticamente, né, o analista eticamente como tendo em suas mãos o que promove, o que faz corte numa análise. Esses temas, como eu disse, quem está aqui chegando, né, nós iremos, estou aqui apresentando, trazendo aqui propostas para que pensemos juntos. Eh, nós vamos desenvolver, deixa-me só aqui entrou uma ligação aqui. Deixa eu recusar Só um momento. Nós vamos desenvolver
eh mais densamente esses diversos vieses na nossa pós-graduação em clínica lacraniano. Vai começar agora em maio, já tem, né, quase a turma cheia, me parece. Isso, a última notícia que tive do tem poucas vagas, mas quem tiver interesse, daqui a pouco eu apresento a estrutura. Eh, maio de 2026 iniciaremos. Eh, então, o que o analista tem em suas Mãos? O que está ao alcance do analista? Por fim, o que pode um analista nesse sentido? Esta questão do bisturi me parece importante de ser trazida para perto junto destas indagações. Então, como eu disse, temos diversos bisturis
e podemos pensar o que faz corte. é aquilo que vários supervisionantes também vão dizer, eh, como fazer com que o paciente simplesmente não venha e fique só Descrevendo o que aconteceu na semana, o que aconteceu, né, mais recentemente. Fique só falando, né, de o que tem uma aparência de superficialidade. Então, como fazer perfuração, brocagem tem relação com corte, você precisa de perfurar, fazer brocagem, abertura, passagem, fresta. Enfim, como frestar o discurso, como frestar a narrativa. Então, são questões que nós vamos construindo juntos a cada caso que vão Dar o tom da clínica que se tem,
da clínica que se sustenta. Aqui o que eu gostaria de frisar que isso está a cargo, né, do analista. E obviamente quando eu digo a cargo do analista, está a cargo do analista que extrai efeitos de seu percurso de análise. Porque se o analista, enquanto analisando que foi ou que ainda é, ele não se depara com esta operação a partir de seus resíduos e de suas marginalidades, É pouco provável que ele consiga operar isso. Então, daí vem a própria ideia de transmissão. analisando, ele tem que receber esse efeito de transmissão que o coloca na posição
de analista para que isso se transmita, né, para aqueles que nos procuram. Então, é um corte que se transmite. Vocês já consideraram, já pensaram sobre isto, né? Como que um corte o analista faz? Comporta, Faz um recorte, comporta o seu percurso de análise e faz um recorte em seu percurso de análise, faz um recorte, em última instância em sua relação com o inconsciente. É isso que eu quero dizer. Segunda paisagem freudiana, eh, que eu gostaria de ressaltar aqui, né? Segundo recorte, eu gostaria de trazer sempre nessa relação aí, né, da base freudiana com o ensino
de Lacan. Estamos então aqui já dizendo até na Citação que eu abri aqui, né, praticamente a nossa noite com essa citação que eu fiz aqui, quem está aqui chegando, né, do seminário seis de Lacan, as palavras iniciais, mas aqui sim é que nós podemos então eh apreender a psicanálise como percurso, não é mesmo? Então, e é um percurso e é por aqui que nós podemos compreender a própria noção de cura. Texos de largã, direção da cura e os princípios do seu poder, Né? Eh, qual a concepção de cura nesse percurso? O que o que que
se cura numa análise? E aí vocês me dão toda a a liberdade de eu trazer elementos aqui enquanto mineiro, né? Terra do queijo e muitas outras coisas, não é só aqui, mas especialmente aqui em Minas, no Brasil, né? outros lugares também, mas aqui em Minas nós falamos aqui da cura do queijo, o queijo curado. Eu entendo que em se tratando da psicanálise, Eh, a cura, eh, Carol, você puder, por favor, né, guardar o slide, a gente volta. A cura eh cabe que cabe eh no percurso analítico é esta cura tal qual o processo de queijo
curado. Quando nós falamos o queijo curado, nós não estamos eh tirando sintomas do queijo. Nós não estamos transmutando o queijo numa em direção a uma normalidade, né? Nós estamos transformando o queijo num normopata, mas nós estamos fazendo o Quê? Um processo de extração de substância. Não é isso que é a cura? Então tem que um, né, um soro tem que sair, alguma coisa que ali foi posta que sair e ao sair o sabor, saber sabor vai se transformando. Então queijo curado, esse queijo que passa por um processo de extração, é um queijo que se coloca
como eh absorvendo os efeitos de corte, poros, passagens, brocagens. É desta ordem a cura que está em jogo no processo analítico? Seria desta ordem? Eh, trata-se disto, né? A operação analítica como possibilitando que algo seja drenado na nossa relação com o gozo, drenado na nossa relação com a captura super egóica. Então, que um soro se esvaia, saia, escorra. Algo tem discorrer. Me parece que é por Aí que nós podemos pensar uma gramática da cura que se dá nesse percurso de uma análise. Prosseguindo, por gentileza, Carol, para que a gente possa avançar eh nesses apontamentos, como
eu disse, né, iremos desenvolver a partir de maio na pós. Então essa noção de percurso está posta, né, tão enfatizada por Lacan, está posta por Freud quando ele nos fala, né, de uma travessia. Em mais um aspecto, Freud vai mencionar A transferência como travessia. Por exemplo, querem uma demarcação específica, visitem, eh, olhem atentamente a os argumentos de Freud em recordar, repetir, elaborar. Lá tem uma passagem específica que Freud vai nos dizer, aonde ele nos dirá: "A transferência é da ordem de uma travessia". E aí que nós podemos então encontrar Freud, por exemplo, um texto de
1904, bem inicial, relativamente, né? O método Psicanalítico de Freud nos dizendo sobre um restabelecimento. Então, por eh aí por isso que eu falei da cura, do da extração, né? da transformação de algo ali que restabelece algo nas dimensões do amar e do trabalhar, que devemos ler com todo cuidado para não cairmos uma leitura absurdamente pragmática, a restabelecer, né, relações amorosas e capacidade produtiva de trabalho laboral. Não, não me parece Isso. Freud utiliza a palavra arbiteust, não é? Ou seja, obrar, obrar, produzir algo a partir de uma extração. Já adiantaria aqui. Qual é a tua obra?
Que obra um analisando edifica a partir de seus elementos. marginais e residuais. E o, então aí que seria o trabalhar, né, eu Entendo muito mais como obrar, como constituir algo por meio de uma operação. Por isso que eu falei do analista como aquele que opera os operadores. E o amar no sentido de investimento, circulação libidinal, de depósito, né, de investimento. Lust. Então, alguma coisa que diz respeito a como investir, onde investir, onde você deposita algo de si e o que Daí se constitui. É uma questão constante na análise, né? onde cada sujeito está pondo as
suas fichas e o que você enquanto sujeito está aí a constituir. Me parece que é daí que nós podemos bem localizar a noção de travessia. E só para que nós possamos ver como que isso vai acompanhar, né, Freud em diversos aspectos. Lacan, repito, está muito atento a isso. Vamos lá pro 1933, dentro do ambiente das novas Conferências introdutórias sobre psicanálise. E lá nós vamos encontrar uma passagem importante, valiosa, erudita, mas muito prática, né? Feita por Freud. Ele vai tirar isso da Odisseia. E Freud vai nos falar que a passagem, o percurso, essa perforação, essa retirada
do soro que se dá ao longo de uma análise, é feita por um caminho estreito que requer cuidado, requer atenção entre Sila e Caribides. essa formulação que Freud traz, Sil e Caribides, dois grandes, duas grandes advertências, grandes problemas, é, que se encontram na Odisseia de Homero. Homero voltando, tentando achar o caminho para casa. Vai à guerra, não é isto? A Elía, voltar para casa é tão complexo. Voltar para o etos, se orientar em direção ao etos é tão complexo quanto a guerra. leva tempo, esforço. Há um obrar e esse Obrar passa por caminhos estreitos. Silicaribes,
um grande rochedo com o qual podemos, né, nos confrontar, ir numa rota de colisão e o outro um redemoinho que nos engole. Então nóemos que Freud está aqui já fazendo em 33, né, eando de uma outra maneira a problemática da pulsão de morte, aquilo que pode deter e caribides são os elementos que nesse momento, em 33 Freud recorre para nos Apontar sobre uma detenção do movimento com esta marca da mortificação. Eu trago aqui vários outros elementos podem ser obviamente desenvolvidos, mas eu trago aqui a partir desse recorte, eh, um percurso que vai, né, ladeando esta
problemática da detenção do movimento. Você é detido porque você vai, né, de choque, você vai de encontro, né, e não ao encontro, você vai frontalmente de encontro. a algo que lhe faz obstáculo Ou você é, né, engolido, você é tragado por algo que também detém o seu movimento. Então, é aí que me parece que e essa formulação que eu disse antes, né, do centenário de inibição sintoma e angústia se faz interessante porque eh se tem um traço muito importante na nossa clínica. Muito se fala da da, né, da ansiedade, dos tempos anciogênicos do nosso momento
contemporâneo, da marca anciogênica. Sim, mas me parece que nós temos que Considerar muito e verificar na nossa clínica um traço muito desafiador, que é a inibição. Sujeitos inibidos sobre as mais diversas circunstâncias, inibidos nesse sentido, detidos no movimento, capturados, né? A problemática que está em Freud, lacando, né? Rapinagem. estão ali numa relação de rapina Com o que faz sintoma. E aí isso passa por laços amorosos, isso passa por uma relação com trabalho, isso passa uma relação com o consumo, com a drogadição no sentido amplo, com a alimentação, com a procrastinação. São as edições de, né,
de sila e cariíbides na nossa atualidade. Então, me parece que eh a boa sustentação de uma prática que tenha efeitos e produza a cura no sentido que eu disse antes, há de ser pensada considerando seus Desafios. aí trazidos pela inibição. Bom, eh estou vendo aqui o avançar da hora. Eh, tem alguns outros elementos, Carol, se quiser tirar o slide, por favor. Eh, tem alguns outros elementos que eu gostaria eh ainda de desenvolver, mas que eles vão dialogar com o que eu acabei de falar, só que talvez por ângulos um pouco distintos. nós teremos ocasião, né,
de desenvolvimento disso, como eu disse, na nossa pós-graduação. Eh, eu não quero me alongar tanto que eu faço esse convite para que a gente possa pensar essa dimensão, né, do movimento de uma análise, da operação analítica. E isso que vai, por fim, né, é o que eu diria ainda aqui, levar Lacan a pensar, né, apresentar ali no final dos anos 60 para os anos 70 o que ele nomeia de discurso do analista. Então, aí sim que nós temos finamente o operador que opera, os operadores subjetivos, os operadores que estão na estrutura, o Discurso do analista.
Ali nós temos esse compósito de fato, né, integrado pela relação entre o sujeito, o objeto, os significantes. São os elementos e os arranjos distintos que demarcam os discursos. E um certo arranjo é que irá demarcar o discurso do analista, retomando a base freudiana. uma análise não se inicia e nem se sustenta de qualquer modo, precisamos de certos arranjos para que o efeito de fato analítico ali se coloque. Então, eh Estas circunstâncias que começam lá em Freud com um movimento, os movimentos do jogo xadrez passam pelo analista com bisturi, cirurgião, portanto o corte está na mão,
o que opera está na mão. É, me parece que vão encontrar um desdobramento bastante significativo, né, bastante robusto, com uma larga envergadura também, quando Lacanos apresenta o discurso do analista, né? E aí o discurso do analista não é simplesmente o modo como o analista Fala, não é o proferimento, não é não é não é alguma coisa que que simplesmente estaria ali demarcando a comunidade analítica pelo jeito, pelo jargão. É isso que eu quer dizer, mas é o dispositivo, né? Então, eh eh esse analista que está ali entrando nesse dispositivo como comportando, como tendo ao seu
alcance o que faz brocagem, corte, perforção, extração do soro gozoso para que a cura Se dê. Eh, como eu disse, pelo avançar da hora, eu faço aqui, né, essas observações já esse apontamento que estará lá adiante em Lacan discurso do analista para que não ultrapassemos aqui a possibilidade, Carol, de vermos alguns apontamentos do nosso chat, né, aqui no YouTube. Vocês fiquem muito à vontade. Já devem estar, né, talvez colocando alguns apontamentos, observações. Podemos ver o Que surgiu aqui. Quem sabe, Carô, você não destaca aí bisturisticamente, você não faz um recorte de alguma observação, apontamento, caso
tenha surgido no chat. E deixa ver, agora que eu li aqui se tá saindo o som do celular, isso me distraiu. É o que aconteceu no início, né? Agora não mais. Ótimo. E nesta situação também nós podemos fazer uma passagem e apresentar aqui Eh é um próximo conjunto de slides que será breve um pouco da estrutura da nossa pós-graduação. Então podemos já abrir para algumas questões, Carol, e já avançar aqui também. é o que já tá aqui, os slides da nossa pós-graduação. Isso. Vamos falar um pouco dos slides da posse. Então, eh, o nosso curso,
né, eh é um curso em clínica psicanalítica lacaniana. E o propósito desse curso é que nós possamos, né, eh, muito atentos Aos fundamentos da psicanálise, possamos fazer várias incursões no amplo repertório conceitual estabelecido por Lacan diálogo com Freud e o tempo todo possamos articular. Daí então o a escolha muito cuidadosa que eu sempre faço dos nossos colegas psicanalistas que estão lá na condição de transmissores da psicanálise, os docentes desse curso, que possamos então com todo cuidado fazer uma articulação entre o repertório conceitual e o campo Da prática de fato, possamos buscar então uma elucidação por
meio da prática. Então, nós temos ali um conjunto amplo de colegas, de professores, de psicanalistas, que são pessoas que atuam cotidianamente com a psicanálise, sustentam o campo transferencial, manejam uma análise, os desafios que eles se colocam e estão ali conosco para a partir deste campo de experiência transmitirem a psicanálise. Então eu sempre busco isto e acho que é por isso que também nós temos sempre essas edições bem consistentes da nossa pós em clínica laciniana, um conjunto de eh de fato colegas, eu vários outros estão lá, vocês podem entrar no site do ESP, vocês vão ver
toda a grade detalhada. Quem são, né? né? Isso é muito importante, ser bem transparente. Quem está lá conosco, quem são nossos eh quem é a nossa equipe, quem são os Nossos professores, quem são os analistas que estão ali a partir da relação com a psicanálise, buscando essa transmissão. Repertório conceitual de Lacan, ensino de Lacan, alinhavamento com a prática. Isso dá o tom do nosso curso. Carol, por gentileza, você puder passar. Eh, é, é isso, já falei, né, essa concepção do programa de certa maneira, com outras palavras, mas tá aí a tela. para quem quiser depois,
né, dar um, né, Colocar aqui uma pausa e ler detitidamente. Eh, mas nós podemos ir adiante, Carol, no slide, por favor, também aqui os objetivos e subentende, está aqui o que eu já mencionei, né? esse objetivo de clareza, de percorrermos um importante espaço, né, territorial do ensino de Lacan, articulação com a prática, pensar muito a sustentação da experiência na nossa atualidade, né, eh, constituir aí, né, Esse espaço de interlocução sobre o que faz dificuldade, o que eventualmente produz obstáculo em uma análise. Então é isso que eu falei muito aqui do movimento, né? Como passar o
sila e cariíbides em se tratando, né? Com essa estreita passagem se tratando da prática lacaniana. Por gentileza, Carol, pode passar. E aí uma a grade disciplinar. Então, nós temos eh na nossa posse um módulo de ambientação que é composto, se quiser ir Pro próximo slide, Carol, esse módulo de ambientação, ele é composto por um conjunto de vídeos já gravados de vários colegas. Então, como diz o nome propriamente, é para que cada um possa ir se ambientando. Pode recorrer esses vídeos várias vezes no momento inicial ou até antes das aulas iniciarem e durante. E daí nós
temos o próximo slide, por gentileza, Carol. Nós temos a as aulas, os encontros eh síncronos, a transmissão Que se faz eh em tempo real. E aí aqui nós temos uma amostra das disciplinas. Por exemplo, essa primeira clínica lacaniana, fundamentos e perspectivas, é uma primeira disciplina, são dois finais de semana. Usualmente na no nosso cronograma é um final de semana, sexta à noite, sábado, de manhã, de tarde, usualmente uma vez ao mês. Um espaçamento, claro, que vai variar de mês a mês, mas em torno disto. Então, nós estaremos ali em dois finais de Semana, eu estarei
com vocês trabalhando elementos que aqui eu trouxe e que serão muito mais detalhados. a dimensão da linguagem, o sujeito, a cadeia significante, demanda e desejo, o analista, seu ofício, né, fazendo aí uma introdução esse campo. E aí, né, a cada mês, praticamente, com esse momento concentrado, detido, onde enfatizamos muito a troca, interação entre nós todos, vocês prosseguirão com várias outras disciplinas. Se você quiser ir Passando, cara, para um próximo tela. E aí, eh, além das disciplinas propriamente, né, nós temos, eh, esse momento que vocês estão vendo aí, estudos clínicos, um encontro com a coordenação. Nós
temos ao todo cinco encontros clínicos. Que que é isso? É um momento onde a cada módulo, primeiramente a partir de um elemento que eu levarei da minha clínica, nós de maneira cuidadosa, com todo o cuidado ético, né, e a o resguardo, né, do Sigilo. Então, né, falando sobre clínica, falando sobre experiência específica, nós vamos nos deter sobre fragmentos de um caso ou, né, mais um caso clínico. E aí nós vamos pensar a clínica a partir de elementos que ocorrem na clínica. Então, usualmente eu levo algo da minha clínica, sim. E depois e eu vou convidando.
A medida em que nós sempre temos alunos que já têm alguma experiência de condução mais avançada ou às vezes inicial, levem Também levem também elementos nos próximos encontros. E ali depois da apresentação, né, da vinheta clínica, nós fazemos uma discussão cuidadosa, minuciosa, sobre a operação, a sustentação. Então, além de nós discutirmos, trabalharmos a prática, a clínica a cada encontro, né, na transmissão das disciplinas, há também momentos muito específicos onde nós nos concentramos, né, eh, especialmente para fazer isto Nesses encontros, estudos clínicos. Então, eh, esse é um diferencial da nossa pós-graduação. Rarissimamente isso acontece de maneira
detida, né, em outros espaços. E aqui nós temos, então, oportunidade de eh avançarmos na articulação com a prática, como eu disse, transversalmente na nossa pós-graduação, mas especificamente também nesses momentos. Inclusive, essa sexta-feira agora, né, nós vamos ter um encontro clínico com a turma que iniciou No segundo semestre de 2025. Vai ser o primeiro encontro clínico deles. Então lá a turma vai ter acesso a uma discussão que cuidadosamente faremos e assim todas as turmas vêm fazendo. Eh, me parece, Carol, que você quiser passar as telas, mas aqui nós vamos ter o que está no site também,
né? Quem quiser ter mais detalhes, ver quem trabalha cada disciplina, está lá no site. Quais são os nossos colegas, como disse, pessoas, né, bastante Experiências, hábeis com a transmissão e com a clareza e com rigor. Então, é só entrar lá e verificar melhor. Eh, se tiver algum apontamento, né, eh, que você queira destacar, Carol. Estou vendo aqui, mas eu tô com a tela menor do chat. Nós podemos ainda temos tempo de ver um apontamento, no máximo dois, algo assim, né? Eh, que eventualmente se coloque. Tem uma pessoa aqui, eu agora aqui tem um maior. Ah,
tá. após em função de formação de psicanálise ou uma após de transmissão de conhecimento. Ótima questão. Eh, um analista, eu sempre digo, um analista não se forma em nenhum curso. Não há curso que forme analista. Você pode ter ofertas de cursos de formação, mas estritamente, rigorosamente falando, se levarmos bem a sério o que eu frisei aqui sobre a função do analista, a operação do analista, operar os operadores, nenhum curso. Um analista se Forma, não em um curso, mas em um percurso. De fato, querem trabalhar com a psicanálise, empreendam percursos. Então, uma pós-graduação, é claro que
ela pode produzir efeitos, ela pode dialogar com esse percurso, tanto quanto uma jornada, um cartel, um coletivo, a análise propriamente a supervisão. Então é, isto compõe um percurso de formação, Mas não se oferece a formação ao final de um curso, rigorosamente, né? O ESP é muito cuidadoso quanto a isto. O ESP está sempre em diálogo com os coletivos e as escolas de analistas no Brasil. uma psicanálise que nós temos no Brasil muito séria, eh uma psicanálise muito avançada em relação ao mundo, em termos de experiência, em termos do que temos já de saber acumulado, de
manejo, Uma psicanálise riquíssima. E nesse sentido, então, é claro que uma pós-graduação pode vai participar de sua formação. Agora, eh, serás ou não analista, assumirás ou não a clínica, iniciarás ou não os atendimentos, vai se colocar nesse campo enquanto analista? Essa é uma questão analítica. Cada um vai lidar com isto rigorosamente, não a partir de de um diploma, de um certificado, né, que seria uma quimera, mas a partir de uma, escute isto em Você, a partir de um campo transferencial. Então, eh, é uma posse que transmite um saber, né? Eu tenho todo cuidado, né, na
pós em clínica lacaniana de nós não eh reduzirmos o que ali se coloca ao saber universitário do discurso universitário, que tem a sua importância e seu valor. Sim, mas que nós possamos lidar com isso que diz respeito ao campo analítico. Então, é lidar com isto que se sabe e Escapa do saber, os fundamentos da psicanálise, o que escapa desses fundamentos, o campo transferencial e o que escapa o seu manejo. Aí sim nós podemos fazer jus aquela noção do marginal e dos resíduos que eu citei aqui de início. Então, eh, essa questão da a pós, ela
pode produzir efeitos de formação, participar da formação, dialogar com a formação, mas ela não oferece, porque isso não Ético, um diploma que vá te dar autorização ou garantia. Isso é uma questão que você, que cada um haverá de resolver analiticamente. Em outras palavras, um analista se forma analiticamente. Essa é a questão. Esse é o, me parece o debate importante que nós temos inclusive na nossa atualidade no Brasil. Você tem inúmeras ofertas, inúmeras postagens, cursos Ágeis, rapidíssimos, Ajato, fast food. Não é daí que o analista vem. O analista ele adivém isso que eu falei do que
está ao alcance das mãos. Não é uma posse enclopédica de textos ou de livros ou de aulas. Por isso que nós temos que pensar em transmissão, que eu busco muito junto aos colegas de clínica lacaniana na nossa posse, busquemos um efeito de transmissão, Não é conteudístico de aulas, transmissão. Então é o analítico, não é o professor de psicanálise, é o analista que fala a partir da psicanálise. É distinto. Sua questão muito nos ajuda. Qual que é seu nome? na aqui tem, né, só esse esse que que seria isso? A marca, o apelido, né, na AI,
talvez na Ara. Fique à Vontade para se manifestar. Eh, mais alguma questão que é necessário para cursar a especialização, que o analista já pratica em sua clínica psicanálise lacaniana ou que tenha passado por uma formação mais baseada em Lacan? Não necessariamente. É, é muito importante, Meire, né? Muito boa noite, Meire. Que a pessoa tenha um desejo em relação à psicanálise, um que seja tocado tocada pela coisa analítica. E o nosso curso, o que a gente verifica sempre nos nossos, né, no corpo de sente, tem pessoas das mais diversas regiões do Brasil, que é interessantíssimo, sotaques
diversos, trocas diversas e pessoas que têm mais proximidade com a prática, menos proximidade, pessoas que vêm de outras áreas que não as áreas psi de base, pessoas que já sustentam, pessoas que estão fazendo migração com relação ao modo de de lidar com a Clínica. E é isto, essa diversidade que vai contar. não é um pré-requisito que você já tenha de ter uma sustentação da prática, mas provavelmente, né, uma pós-graduação, se você ainda não tem, pode até participar, como eu disse antes, de algo que te conduza à prática, algo que te conduza a um percurso de
análise, onde você discutirá sobre isso, abordará sobre isto, que lugar você ocupa em relação à Psicanálise. Então, eh, não é um pré-requisito, nem é algo único. Temos pessoas, como eu disse, com as mais diversas relações e familiaridades, pessoas que saem, saíram de uma graduação agora a pouco, pessoas mais jovens, pessoas com mais experiência de vida e de, né, sustentação das práticas ou da prática analítica. Pessoas que têm um conhecimento mais específico no repertório freudiano, estão se Aproximando de Lacan ou que já t algum conhecimento ou buscam ter em Lacan bem diversificado. Por isso que a
transmissão gradativa, cuidadosa, dialogada é importante na nossa posse para que nós possamos, né, estar ali lidando com o que se transmite e se escapa e aquilo que escapa também na relação de cada um com a psicanálise. Muito bem. Então, temos aí a Carol está nos colocando, então, aqui os links, nos Auxiliando para que quem desejar, né, ter mais eh informação possa obter. E espero que aqui, com os breves recortes que eu trouxe, possamos eh ter entre nós eh o desejo de prosseguimento, de ampliação destas interlocuções, seja diretamente comigo, com outros colegas, e assim possamos abrir,
né, rotas aí de fato edificantes, profíquas em meio à psicanálise. Eu agradeço a todos vocês aqui pelo acompanhamento, eh, pela atenção, as observações feitas E faço votos que possamos nos encontrar em outras situações. Temos o ESPCast, que tem vários conteúdos, tem cursos meus lá e de outros colegas também, vários outros no ESPCast. Então, busquem também, né, um convite, conhecer aqui no canal, né, do ESP tem muito conteúdo também. Eh, quem não está inscrito, fique muito à vontade para se inscrever, para, né, curtir, compartilhar. E convido vocês também a conhecerem, né, eh, o percurso, né, sempre
posto, né, o Que estou fazendo aqui no ESP, na meu Instagram, né, @alexandrosimões psicanalista. no meu canal no YouTube também sempre aparece algumas articulações, de tal maneira que assim nós temos, né, um apanhado de possibilidades interessantes que nos dão essa sustentação aí da transmissão da psicanálise. Continuemos e vamos então adiante. Muito obrigado. Boa noite a todos que aqui estão.