Olá vamos então começar agora a segunda parte desse comentário que nós estamos fazendo do artigo do nosso autor haruf Espíndola nessa segunda parte então nós começamos com essa sessão denominada representação da Fronteira como Terra Prometida Então vale lembrar que nós estamos falando do texto que foi publicado em 2015 na revista de Ciências Sociais tecnológicas e ambientais Então são aí todas as informações sobre a revista eu deixo lá na sala um arquivo com o artigo completo e também um arquivo com as sessões separadas logo de início ele lembra então que nós estamos na zona de Fronteira
Fronteira Lembrando que são as terras liberadas para o povoamento e colonização então é outro tipo de território que nós temos aí E isso aconteceu porque tiveram a conquista militar e tiveram a redução da população nativa depois disso é que a Terra se torna zona de fronteira e é então o tempo em que a terra está pronta para ser ocupada por outras pessoas sem dúvidas um fato importante para que compreendamos o contexto sócio-histórico Economica Ambiental do Vale do Rio Doce é a criação da estrada de ferro Vitória a Minas vamos ver o que diz haruf lá
no seu artigo sobre isso abertura do Vale do Rio Doce a frente de expansão demográfica e o a frente Pioneira se liga a construção da estrada de ferro Vitória a Minas iniciada em 1903 a partir do porto de Vitória A Ferrovia penetrou a selva em direção ao Rio Doce aonde chegou em 1906 impulsionando núcleo urbano de Colatina que recebia a frente Pioneira do café proveniente da Região Serrana do Espírito Santo com forte presença de imigrantes italianos e alemães havia ferro seguiu pela margem direita do rio doce passando para mais esquerda entre derramadinha e Figueira que
hoje é Governador Valadares em 1910 bom é então esse fato marcante que vai dar elementos para que a gente possa discutir vários consequências da criação desta estrada de ferro e de acordo com o desejo da União também dos Estados de Minas Gerais do Espírito Santo A Ferrovia ela vai avançando e vai avançando também a ocupação demográfica e Mercantil ele Comenta uma dissertação de Mestrado de rosa de 1976 e rosa traz os dados importantes e diz assim que as principais fontes de receita nos primeiros tempos foram o café de madeira com a ferrovia respondendo em 1910
por mais de 94% do café exportado pelo porto de Vitória e pelo crescimento da exportação de madeira em quase 13 vezes se comparado a de 1903 antes da ferrovia bem interessante esses dados para ver como é que cresceu essa atividade mercantil Espíndola ele como os historiadores contemporâneos ele explora dois romances de época para poder compreender um pouco o poder construir a história do Vale do Rio Doce o primeiro romance que ele lança a mão é Canaã publicado em 1904 o romance de Graça Aranha que é bastante conhecido é ele diz assim no texto dele o
romance se refere à frente Pioneira do café que chegou as terras devolutas do Rio Doce em 1894 no atual município de Colatina Espírito Santo sua origem são os núcleos iniciais da imigração italiana Santa Teresa e alemã Santa Leopoldina e Santa Isabel que desceram em paralelo da Serra para calha do Rio Doce pela bacia do rio Santa Maria dando origem ao núcleo urbano de Colatina no romance de Graça Aranha as terras do Rio Doce para onde se dirigiam os imigrantes alemães é retratada como a terra prometida daí o nome do romance um outro romance que claro
que comenta é esse fome em Canaã de agrícola Vasconcelos publicado em 1966 é interessante porque se no romance de Graça Aranha que denominado Canaã não tem aparece muito contradições nesse vai aparecer desde o título fome numa terra de progresso na terra da Promissão fome em Canaã e ele comenta um pouco a vida do autor do Vasconcelos dizendo que Vasconcelos é conhecer o bem a região viveu bem certas situações na região então ele vai conciliando história ficção histórica biografia e ficção biográfica né que contém personagens que sugere que o autor se apoia no conhecimento pessoal ferido
no tempo em que trabalhou em Governador Valadares bom que que diz então esse Vejam o trecho que haruff destaca do romance de Vasconcelos na estação de escura uma prancha estava carregando toras duas notavam a prancha mas a admiração dos Viajantes foi maior quando em Baguari viram passar para Vitória uma prancha lotada no porto por uma só peça Jequitibá as pranchas não comportavam em largura alguns Madeiros que vieram nos arrastões até a linha férrea os proprietários então mandavam fazer cinco seis furos contratos grandes ao cumprido E no meio do pau enchendo-as com bananas de dinamite que
ao rebentarem abrir uma peça em duas havia na estação de Figueira muitas histórias jogadas no pátio e pelos arredores imprestáveis para o comércio por não caberem nas pranchas da estrada de ferro pois abri-las de meio a meio a Metralha dava trabalho interessante o texto que harupe destaca que mostra a riqueza da Terra e do tamanho das árvores que não davam conta de serem transportava as pessoas não davam conta de transportá-las inclusive bom mas ao mesmo tempo que ele vai colocando essa riqueza né como é forma em Canaã elas conseguem também traz textos que mostra a
fome mostra os perigos né da Tocaia e em alguns momentos a gente vai vendo que os índios estão sempre Resistindo então ficar de Tocaia ou fazer armadilhas para os que estão passando por esses essas terras não é coisa pouco comum também ele vai citar aqui os milhões os trilhões de mosquitos vai falar da malária vai falar do amarelão da tuberculose é muitas doenças que foram trazidas pelos brancos para os índios inclusive e fala do sarampo e fala dos macutenas macutenas eram grupos de pessoas que portavam a bactéria da hanseníase e a gente sabe que eles
têm que viver de maneira separada então uma hora os Viajantes tem que se esconder porque tem um grupo de macutemas todavia ele diz assim que a terra de doenças a terra de Tocaia também é a terra da Promissão mas aí ele vai narrando essa paisagem dualista do Vale do Rio Doce entre 1927 e 1929 que a data interessante a forma como rarupi trabalha porque ele vai do romance aos fatos por exemplo aqui ele pega um discurso feito por Bernardes no Congresso mineiro onde Bernardes reclama dos posseiros que estão acabando com as terras do Vale do
Rio Doce ele diz assim são verdadeiros devastadores das matas e destruidores da riqueza do Estado todo ano procede a novas derrubadas que em que sem o menor cuidado a tem um fogo que se propaga pelas florestas aí efetuam uma pequena plantação de cereais e após a colheita abandona esse lugar bom aí ele vai costurando com a passagem do romance voltando ao romance ele pega uma fala do Dr chiler que é personagem então central do romance onde ele diz assim para primeiro diz criticando que ele chama de técnicas rudimentares dos Colonos para derrubar uma Peroba abrem
um buraco no tronco bota uma mecha com petróleo e acendem daí há dois dias a árvore às vezes de centenas de anos talvez Milionária Tomba só para ver aí né o tamanho da riqueza o tamanho das Árvores centenárias ou até Milionária Sim nós vamos vendo o que vai estar acontecendo aí na ocupação do Vale do Rio Doce junto com essa expansão demográfica que é tomada formada por Gente Humilde gente que venceu a febre as tocaias todas as dificuldades começa a aparecer agora isso fica assim Claro no no romance de Vasconcelos começa a aparecer a frente
Pioneira as pessoas mais poderosas que estão cobiçando essas terras né então ele fala Cita uma passagem onde escreve de novo a riqueza das terras e descreve também a forma violenta que as pessoas usam para tomar a terra dos posseiros dos pobres ele descreve estratagema utilizado pelos poderosos num plano que não teria similar no mundo abre aspas nem na conquista das terras do Oeste dos Estados Unidos o plano se refere a uma frase que se escuta ainda de pessoas do Vale se o dono não vendia a viúva acabava vendendo aí vocês tirem as suas conclusões