para eu ir mexer com o almoço. É na Vera, né? O que chama mais a minha atenção a observar as características das amigas aqui, a que ou é que, Veroca?
O que chama mais a minha atenção a observar as características das amigas, a que ainda não identifiquei em mim. Ou é que ainda não identifiquei em mim, né? >> É.
>> Uhum. É, >> mas que certamente perambula por aqui e não é incisiva em mim pela dissimulação. É a forma que expressam suas contrariedades e incômodos ao se depararem com colocações e opiniões divergentes às delas.
E não somente em situações adversas, mas em todas as situações na convivência, pois fazem questão de expor suas ideias e pareceres. Eu prefiro me omitir para evitar conflitos, principalmente se for em um ambiente desconhecido. E como é, Veroca se veromissa?
Pois é, essa sou eu. Eh, e até vendo, né, uma sinalização que o Carlos já colocou, né, eh, para mim, na questão realmente da da do meu ambiente de formação, ter sido assim de uma forma muito passiva, né? Então, realmente não, a gente não era estimulado a pensar, a se manifestar, aliás, era até, posso dizer até proibido de, né?
Eh, então isso realmente eh, hoje eu já consigo, mas eu teve uma fase assim que eu eu sa entrava mudo e saia calada. >> Hum. Era assim, mesmo em ambiente um pouco mais, né, eh, conhecido de pessoas, né, com quem eu mantinha contato.
Uhum. >> Eu raramente eu emitia a minha opinião porque >> Uhum. >> Não queria me expor, né, porque realmente não fui estimulada mesmo, né?
Então hoje eu já consigo, né, >> falar um pouco, mas >> eu sou missa mesmo. >> Certo. E na sua visão, o que que vai acontecer se você der sua opinião?
>> Eu acho que a questão e se for uma opinião contrária, né, o que todos estão falando, né? Então, de assim, de ficar primeiro ficar exposta e outra de eu não ter contraargumentação, sabe? Eu acho que isso é uma coisa que pega, eh, porque acho que aquela coisa, né, você sempre precisa justificar aquilo que você que você pensa, né, que você julga a respeito de alguma coisa.
E eu acho, eu acho que eu, eu sempre fui, eu acho que assim, tipo posse na parede, né, para realmente não emitir. E isso acho que >> acho que fez com que realmente eu nem procurasse ter argumentos, sabe? Talvez isso, mas porque realmente minha mãe a gente não podia expressar mesmo, tinha que ser, né, do jeito que ela que ela queria, né, que ela mandava.
Eh, aquela coisa, se a gente fosse na casa de alguém, tinha aquele olhar, né? Ela não falava nada, né? Nem precisava falar, porque só aquele olhar dela de reprovação, né?
Eu já encolhia, né? Então, tenho impressão que realmente é isso. Pois é, uma das dos motivos.
>> Ô, Vera, você tem medo de falar? Você fica insegura para se posicionar? Porque eu acho que você tem, tanto que você ficou até com a pecha de a cereja do bolo, né?
Porque você sempre tá um pitaco lá e e é assertivo, né? E você tem medo de falar porque quando nós tivemos numa das nossas reuniões aqui deste grupo, você se posicionou e foi bacana. Eu achei até porque você mostrou o que eu precisava ver, né?
E a Marete ajudou a aclarar tal e ficou foi bacana porque eu o meu problema é é na convivência mesmo. Agora você não se confronta com nada nem com ninguém, >> mas comigo você teve essa possibilidade e >> Uhum. >> Eu não acho que foi uma primeira vez, não.
Eu acho que já ti houveram outras. Eh, você tá vencendo, você sente que você vence o medo, você tá um pouco mais assim, ficando em pé, tendo um pouco mais de postura? Ah, isso sem dúvida, né?
Sem dúvida. Eh, já fui, né, como eu falei, já fui muito mais de realmente não me expor, então, de aceitar, mesmo não concordando, vamos dizer, alguma coisa, né, que era para ter uma um decisão em grupo, vamos dizer, em comum. Muitas vezes eu realmente me omiti e tive que arcar com as consequências, né?
Uhum. >> Eh, mas assim, eu acho que eu vendo eh a postura, né, de vocês três, né, das amigas do do grupo, aí eu vejo, eu sou eu sou diferente, né, mas eh não que eu sou diferente, eu eu acho de uma forma diferente, né, de vocês. Eu não então eu não sou daquela de bater pé na minha opinião, né?
>> Hum. Eh, >> talvez isso que me que eu que eu tenha identificado como ser diferente, né? >> Hum.
Eu vou vou ler para você, Veroca, e para nós aqui o significado de omisso, negligente, que se comporta de maneira desleixada, trabalhador omisso, descuidado, que possui lapsos ou lacuna, que não contempla certas situações ou circunstâncias, regra omissa. ocultado que não pode ser demonstrado, declarado ou exposto. Aquilo que foi omitido ou que se pode omitir, esquecido, que caiu no esquecimento, que não faz o suposto relativo à omissão, que deixou de fazer ou dizer alguma coisa, né?
E a omissão, eu eu entendi aqui um pouquinho, eh, e até acho que dá para entender seu sistema na dinâmica do seu comportamento, é que sendo omisso, eu não me comprometo. >> Uhum. >> Sair da omissão, eh, vai me levar a uma ação.
Eu eu vou ter que ter algum tipo de ação, né? ou até mesmo uma reação, se for o caso. E talvez eh o que assuste seja isso, seja ter que eh se responsabilizar por aquilo que eu vou dizer ou que eu vou fazer, né?
Uhum. >> Vou sair da omissão. Por exemplo, outro dia eu vi na TV um homem, acho que vocês acompanharam esse crime, ele encontrou com a ex na rua, um ex-presidiário, tava saiu do do presídio e ele encontrou com essa exua que ele perseguia e ele desferiu socos e pontapés dele na frente de diversas pessoas.
E essa moça morreu, né? E eu disse, quando eu vi aquilo, todos que estavam observando matou ela. >> É.
É. >> Porque eu não seria omissa. Eu não consigo.
Eu não consigo. Eu iria interferir no meio, poderia levar um tiro, uma facada, mas eu não ia deixar aquilo barato, porque eh é a minha minha característica, porque eu poderia assustá-lo, eu poderia incentivar os outros, eu poderia, de certa forma, eu sozinha fugentá-lo. Então eu teria ali algum tipo de reação, não seria omiso, mas eu compreendo que eh a omissão muitas vezes me exenta da participatividade, né, de estar presente naquilo, porque você tem falasser, você é uma pessoa que tem uma vasta experiência de vida, mas que talvez esteja acomodada dentro de um modus operante que você já enxerga, né?
>> Uhum. >> Que até acho que o o Carlos tem falado muito em relação à gente sobre a covardia, né? A omissão tá bem nessa direção aí também.
>> Então eu considero que talvez esse seja o seu arquétipo mais predominante, o omício. >> Uhum. >> Né?
Ele te coloca sempre numa posição de aparente conforto, >> mas que não é nada confortável, >> né? É, ô Vera, desculpe. Marlete, por favor, >> não, pode falar, pode falar que eu vou para outra cois lembrar da de como que a a vida é cíclica, né?
Quando você era menina, eh, a mulher de um médico falou uma palavra infeliz até, eu acho, que você e a sua irmã eram fedidas. >> Fedidas. Uhum.
>> E um dos uma das características do omisso é o desleixo. Não que você fosse fedida, mas eu tô dizendo assim, como que existe a ciclicidade? >> É ela, a mulher dentro do que falou pode ter conduzido ela a se sentir desleixada, não adequada, né?
>> Isso é não adequada. >> Como como tudo é cíclico, né? A terra gira, realmente.
>> É, tudo é cíclico >> até a gente ver, né? Eh, e gente, para finalizar, então, eu vou colocar para Terezinha, que eu não coloquei, eh, o arquétipo predominante dela. >> Ah, legal.
>> O seu arquétipo predominante, ele é a justiceira. O pobre precisa ser aceito e inserido, >> mas por uma razão, a justiceera dissimula a sua origem. No entanto, você brada a sua origem através da do justiceiro, dizendo: "O pobre precisa ser aceito e inserido".
Você entendeu? Mas ele precisa pobre. Não, você diz isso e defende isso >> porque você tá falando para você.
Nós não estamos falando nada pro mundo. Você tá falando, Terezinha, você precisa inserir a sua origem na sua vida, na sua história, né? Mais ou menos isso que teu sistema tá fazendo.
Então, a dissimulada nega a origem, o justiceiro grita que o pobre precisa ser aceito e inserido. >> É verdade. >> Tá?
E você tá gritando para você não tem nada a ver com causa ou com política ou com ninguém. É o seu sistema de hora enxerga o grito, né? >> Ah, mas uma hora enxerga.
Uma hora enxerga. Pode ter certeza, né? >> Ouvir o grito.
Ah, OK. >> É. E e trazer para você a sua origem, porque a sua origem tem muito para contar sobre você, tem muito para dizer de você.
E se você nega e continua negando a sua origem, seu sistema fazendo a negação da sua origem, ele está te defendendo e ao mesmo tempo te estimulando a transpor essa dissimulação em relação à sua origem, tá? Sistema de autoimagem. Olhando ali, né?
Eu falei: "Ah, que interessante, né? A gente tá em quatro aqui, a omissa, a a omissa, a dramática, intelectual e a justiceira, né? Como que a gente quer que dê certo no âmbito pessoal, emocional.
>> Exatamente. Entendendo, chega lá. >> É, >> é, é preciso ver para saber, né?
Então, se vocês estão vendo o sistema de autoimagem e essas forças cegas guiando, vocês não podem mais dizer: "Eu sou cego, eu vejo, eu preciso ver mais para me entender. " Gente, obrigado. Se eu tivesse mais tempo, certamente a gente continuaria, mas eu tenho que dar almoço pro meu paciente em inglês.
>> A gente não tem que fazer nada pra próxima. só discutir é o que foi eu acho que a gente pode trabalhar esses arquétipos identificados, tá? Mas alguém põe aqui na no documento, tá?
Faz um resuminho lá, põe lá pra gente poder continuar, >> tá bom? >> Agora a gente tá atenta. >> Beijão para vocês.
Para mim é um prazer a gente poder estar trabalhando. Eu espero em breve poder fazer uma reunião dessa pessoalmente pra gente poder matar saudades também. Mas para caminhar nessa direção do que nós somos, porque o que nós somos é o que é real em nós.
O que nós gostaríamos de ser é o inexistente em nós. Beijão. Tchau.
Já >> gratidão. >> Tchau. >> Até.
Beijo. >> Obrigado, Veroca. Gratidão também a todos.
Gente, beijo. >> Tchau, Silvete. Beijo.
>> Tchau, meu amor.