E aí! As narrativas compartilhadas têm o prazer de ouvir hoje o nosso querido Márcio Alexandre Alberti, que é um engenheiro agrônomo e nosso querido ex-aluno da Escola Municipal Doutor Getúlio Vargas de Sorocaba. O Márcio passou por uma série de experiências; ele participou bastante do Festival de Teatro do Getúlio Vargas, mesmo não participando muito dele, né?
Mas desempenhou, posteriormente, uma série de ações também relacionadas ao contexto do teatro na escola e acabou sendo professor. Mesmo sendo engenheiro agrônomo, acabou se tornando professor. Bom, o Márcio é mestre em Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e é doutorando no Programa de Biodiversidade, Agricultura e Ambiente da Universidade de Bari Aldo Moro, na Itália.
Ele tem experiência na pesquisa científica, na produção e na cadeia de comercialização de frutas e hortaliças, além de ter projetos desenvolvidos e textos científicos publicados na área de agricultura urbana, principalmente na cidade do Rio de Janeiro e na Itália. O Márcio teve toda a sua formação acadêmica no ensino público. Inicialmente, no Instituto Educacional Matheus Maylasky, pertencente à Tipaza de Sorocaba.
O ensino médio ele realizou na Escola Municipal de 1º e 2º graus Doutor Getúlio Vargas, em Sorocaba, onde entrou já a partir da 8ª série do antigo primeiro grau. O segundo grau, que é o ensino médio, ele fez completo no Getúlio Vargas. Logo que terminou o curso, ele foi aprovado pela Fuvest com 18 anos incompletos.
Não que fosse muito difícil ser aprovado pela Fuvest, mas o Getúlio Vargas tinha alunos brilhantes que passavam já direto, até sem cursinho. Cursou a graduação em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, em Piracicaba. Lá, ele era o artista da Fapesp na área de melhoramento de hortaliças.
Durante cinco anos, em Piracicaba, ele foi morador na República Copacabana, fundada em 1923. Ele acredita até que tenha sido a primeira república de estudantes do Brasil. Sua primeira experiência na área de produção agrícola foi à frente da Fazenda Jequitibá, em Jaguariúna, São Paulo, na empresa da família Jafet, do bairro do Ipiranga, em São Paulo.
Com o falecimento do patriarca da família, a fazenda fechou o ciclo da produção de café gourmet e partiu, então, para a produção de hortifrutigranjeiros para o abastecimento na região metropolitana de Campinas. Foi um período que ele considera de muito aprendizado, tanto com os trabalhadores locais quanto com os professores da Esalq, que continuavam a assessoria na fazenda nesse período. E aí, no período noturno, foi quando ele colaborou no ensino público local, atuando como professor substituto nas disciplinas de ciências e matemática do ensino médio na rede estadual de ensino de Jaguariúna.
Depois, com o passar do tempo e a falta de professores, ele foi assumindo outras responsabilidades na escola, chegando até a assumir, durante algum tempo, as aulas de Educação Artística da 5ª à 8ª série. Inspirado, ele diz que foi isso inspirado pelo bom trabalho do teatro da Escola Getúlio Vargas. Ele desenvolveu também o festival de teatro nessa escola e, segundo ele, foi esse festival um grande acontecimento para a escola.
Em 1994, ele iniciou sua própria empresa de comercialização de frutas e hortaliças no Ceasa de Campinas, onde atuou durante 16 anos. A partir de 2010, ele iniciou um projeto de estudo da viabilidade da importação de vinhos e afins, aprofundando-se nos trâmites legais e fez cursos sobre degustação de bebidas e óleo de oliva em instituições nacionais e do exterior. Viajou para conhecer produtores em países como França, Itália, Espanha e África do Sul, além dos produtores nacionais do Nordeste, Sudeste e Sul do país.
A partir de 2013, ele passou a viver no Rio de Janeiro, onde reside até agora. Neste momento, ele está lá no Rio de Janeiro e fez o curso de especialização em Administração de Empresas na FGV, na série Botafogo, em 2015, e iniciou o mestrado profissional em Engenharia Ambiental na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Lá, desenvolveu projetos de tecnologias sociais para a produção de hortaliças em telhados verdes.
Concluiu o mestrado em 2017 e, após três meses na Universidade de Bari Aldo Moro, na Itália, onde aprofundou os estudos de evaporação, transpiração e transferência de energia em tetos e paredes verdes, o período de estágio na Itália frutificou para a admissão no curso de doutorado nessa mesma instituição. Atualmente, então, ele é doutorando ítalo-brasileiro em visita à Universidade do Estado do Rio de Janeiro, desenvolvendo estudos sobre agricultura urbana e outros tipos de infraestrutura verde que ajudam as sociedades a se adaptar e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O Márcio vai contar essa história dele e eu não falo muito, não vou ficar.
. . Daí, falei de tanta coisa que eu disse agora, né?
Eu deixo que ele conte a história dele. De vez em quando, eu dou uma cutucada. Nós faremos isso em alguns blocos de 15 a 20 minutos para quem estivermos ouvindo.
Então, já sabe, né? Além deste primeiro bloco, para facilitar, né? Que se veja o momento de intervir, pedimos em blocos não muito grandes, tá bom?
Então, mas eu queria. . .
Ou seja, muito bem-vindo! Sua história é muito, principalmente, acho divertida, porque ele aceita tudo, né? Você vai até no Sul, né?
Que é maravilhoso. . .
Tudo isso é uma experiência para melhor, mas com essa maneira de ser dele. E quem não conhece vai perceber um pouco, e quem já conhece o senhor vai se certificar de que é isso mesmo. Então, essa é a abertura.
Vida faz com que ele passe por uma série de experiências e é com ele agora. Macho, seja bem-vindo! Então, está com você a sua história.
Contando: 10, lá, o começo da sua formação. Onde você nasceu? Com esses cortes por, cantou os aspectos mais interessantes e por aí afora.
Eu já expliquei para o Márcio que assisti a isso, para ver se ela faz para o canto de um canal que aparece no YouTube, como também no blog chamado "Narrativas Compartilhadas", onde nós colocamos algumas entrevistas, fotos e focamos em Teatro, Arte e Educação, principalmente. Fique à vontade, Márcio. Seja bem-vindo, professor Roberto!
Mas que felicidade encontrar o senhor novamente, né? A nossa história é incrível porque a gente tem encontros durante a vida, né? A gente vai se encontrando em lugares inusitados assim, e cada vez que a gente se encontra é aquele bate-papo, aquela história, o senhor contando as histórias do senhor e eu contando minhas histórias.
E sempre essa identidade é boa e gostosa, né? Professor, agradeço. Vou tentar contribuir aqui com o trabalho de terror de pesquisa.
Vou tentar falar alguma coisa da minha experiência e espero contribuir aí com os estudos, deixar esse material para quem quiser usar, né? Para quem quiser usar a minha experiência, né? Hein, eu nasci em Sorocaba, no bairro da Vila Santana, e sou de família de ferroviários.
É uma longa história de família de ferroviários. Tenho raízes lá. O meu bisavô foi da primeira turma de maquinistas da Ferrovia Sorocabana.
Então, a gente tem um amor tremendo por aquilo. E como minha mãe também era professora no Mailasqui, naturalmente eu e minha irmã, a Lúcia, fomos acolhidos no Mailasqui, né? Nós éramos os filhos dos funcionários, então era essa regra.
Era uma escola que atendia os filhos dos funcionários da Fepasa. Era uma escola grande, então, no caso, né? Então, eu fui acolhido lá e as minhas primeiras recordações são das festas, né?
O fumo, as comemorações cívicas. A gente comemorava muito, né? O descobrimento do Brasil, 7 de setembro.
Se comemorava tudo, muito, né? As festas juninas, as festas tradicionais. Mas e se dicas, galera?
A gente cantava o hino nacional toda sexta-feira, né? Parte aqui da turma da manhã tirava a bandeira e a turma da tarde arriava a bandeira. Aí, eu sempre cantando o hino.
Era uma honra ser convidado a arriar a bandeira. Todo mundo queria, né? Aí, você me avisa se arriar ou arriar a bandeira, é uma delícia, né?
Era uma época fabulosa! Então, tinha muita e leva as comemorações cívicas. Havia toda uma encenação.
Então, eu me lembro perfeitamente dos meus amigos, um desempenhava o papel do bandeirante, outro desempenhava o de Pedro Álvares Cabral e eu me lembro muito perfeitamente, sendo Hermes e Nascimento, vestido de Pero Vaz de Caminha. Tinha toda aquela capa. Então, tinha que fazer a legislação, né?
Sempre fomos muito incentivados a isso. Então, eu quero primeiro render nessa história do teatro. Quero primeiro chamar a atenção do senhor para essa memória.
Entendeu? Que inclusive é do meu amigo, grande companheira de vida, também o Mário Luiz Mascarenhas. Ele esqueceu de mencionar, por que você esqueceu?
Não pense, a gente tem visto. Eu adorei, foi ótima, maravilhosa! Mas você esqueceu de mencionar Mailasqui.
E eu falei, vou te dar um puxão de orelha. E eu hoje quero fazer uma. .
. eu quero chamar a atenção para essa justiça, né? Porque o Mário sempre teve essa tradição de teatro.
A minha mãe começou a trabalhar como professora, ela fez o concurso, e ela assumiu a biblioteca. E naquela época, eu nem me lembro dela contando. Perfeitamente, a biblioteca era incumbida de fazer toda essa parte cultural, de fazer os teatros, de criar grupos musicais inspirados nos grupos de rock da época.
Então, eu vejo no álbum de fotos da minha mãe. Ela na biblioteca, todos os alunos vestidos e coletinhos, tocando guitarra, guitarra 011, feitas pelos marceneiros da ferrovia, na carpintaria. Eles produziram materiais, as baterias.
Então, faço duas correntinhas musicais, inclusive, você verá se eu consigo ver. Tem a ideia da importância e dimensão da coisa. A Dori, a bailarina de Sorocaba, tem uma escola de dança, Isadora Duncan, é uma escola famosa.
A Dori é uma profissional super famosa e realizada. A Dori começou na biblioteca, ao lado da minha mãe. Ela começou a dançar lá na biblioteca, pequenininha.
Minha mãe a levava nos concursos de dança para se apresentar. Inclusive, depois ela ganhou bolsa de estudo e continuou e foi esse sucesso que foi. Mas a Dori, comissões sendo, Karen, no Mailasqui, né?
Então, era um ambiente bastante bacana que favorecia também essa parte do teatro, né? E eu me lembro que, quando já estava lá para a 5ª série, 6ª série, nós já tínhamos dez, onze anos. As meninas vieram com o disco do Grease, com o John Travolta e a Olivia Newton-John que estavam explodindo naquela época.
Compramos um disco e elas disseram: "Não, a gente vai fazer um musical na escola". E isso tomou a iniciativa das meninas, da classe da Rita de Cássia Lorenzetti, da Selma Aparecida Góes, da Alexandra Graciano, da Mônica, de todas as meninas. Elas se reuniram e disseram: "Não, a gente vai formatar e desenvolver um musical".
E você não acredita que a gente saiu? Elas dirigindo e a gente produziu. Aí, a gente pôs.
. . os meninos, fui eu, o Davi, o John Travolta também.
A minha querida companheira Valéria Martins, lindíssima Valéria linda, vai levar mais bonita do que é hoje. Vai me ter um jogo muito mais bonito e a gente dançou, a gente fez, a gente apresentou os professores e foi um barato porque era da gente. Entendeu?
A gente foi sempre muito teatro, a gente fez coisas muito bacanas na época do Mailasqui. Então, eu queria registrar aqui. Outra coisa também: eu vim a várias entrevistas, vi várias muito lindas, muito, muito, muito belas, muito gostosas.
Lembrando, pessoal, uma coisa que ninguém mencionou, mas que eu vivi muito também foi no teatro na comunidade da igreja, nos grupos de jovens da igreja. Eu frequentava a Igreja Católica e, quando você chega na adolescência, na primeira fase, é difícil, né? Primeiro, o catequizando; depois, a gente continua a conviver lá em eventos sociais, se confraternizando em um grupo de jovens.
Nesse grupo de jovens, o pessoal também faz muito teatro, né? Eu lembro de tanto no São Benedito da Vila Carvalho, que frequentei muito a vida toda, quanto na casa da família dele, tu é o Ávila Carvalho, ali em torno. Sempre teve uma concentração de Ferroviários ou, em algum tempo, mas acho que setenta por cento dos meus amigos moravam na Vila Carvalho.
Então, a gente frequentava. Meus parentes frequentavam e, embora morador da Vila Santana, seria natural frequentar a Santa Rita, mas a gente apresentava no São Benedito. O São Benedito tinha muito teatro, inclusive meus pais faziam parte do grupo de casais lá e eu lembro que, durante algum tempo, eles fizeram teatro.
Então, perfeitamente, eu lembro. Meu pai era muito, eu acho que puxava para o meu pai, né? Meu pai é muito teatral, está no sangue, pra Jango, né?
Eu nunca vi, o México é muito teatral! Depois, meu pai é muito perto, é muito engraçado, um contador de piadas fantástico! E meu pai já ficou aí, né, nessa onda de convites, né?
Também estava doente, coitado. Mas é muito bom, ele deixou ótimas recordações e eu lembro disso perfeitamente. O grupo do teatro era legal porque era formado por casais, eram os professores ou diretores de uma LACE, os pais dos alunos que frequentaram a mesma igreja.
Então, eu me lembro dos pais dos alunos lá, dos meus amigos, ou da turma da minha mãe, eles fazendo teatro, o Papa defunto lá e meu pai, médico, olá, ele era o defunto. Eu lembro da Maria Clara, professora, que também fazia parte do grupo. Eu lembro dele fazendo teatro na Nossa Industrial também.
Depois, a gente começou a frequentar Santa Rosália; a gente mudou de bairro, né? Naquele tempo, o sonho da classe média era morar em Santa Rosália, então era o bairro da vivo. A gente mudou para viver esse sonho, ainda era de progredir na vida, então fui morar em Santa Rosália.
E a gente começou a frequentar o grupo lá, a igreja, que era sensacional também. Era um grupo divertidíssimo, um grupo forte, do qual saiu o padre Júnior da Santa Rita, o padre Manoel, o padre Manoel Júnior, meu amigão, e o padre Wilson, lá da São José Operário. Eu nem saí do mesmo grupo que eu estava!
Eu também recebi carta do seminário me provocando, esperando meu pai sair de uma briga lá no quarto de João Alfredo, com aquela uma Latina e Caribe, tipo de rama. Meu filho, né? Tô bravo, brava pra caramba lá de ter recebido a carta e brigar por causa de João Alfredo, lá foi um barato!
Então, esse grupo que fazia teatro na Santa Rosália fazia as encenações do Natal e do Dia Internacional do Nascimento de Jesus. Então, é importante também o professor anotar isso porque eu acho que ninguém falou isso ainda. Então, eu queria deixar registrado.
Terá que quem for estudar e se aprofundar nesse assunto, você também tem que levar em conta isso. Eu acredito também que as outras igrejas, também os protestantes, Batistas, o pessoal acaba socializando e desenvolvendo atividades teatrais. É um jeito de catequizar, né?
É muito bonito, né? Então, foi um período muito bacana, esse do Mailasqui, viu? Aí, depois eu mandei para o Getúlio, né?
Eu tinha que continuar os estudos no Mailasqui até a 8ª série. Aí, bem, então vamos lá, né? Tentei nessa linha da escola pública, né?
Certo? Hoje, tudo era muito conceituado. Acho que o Getúlio era, era, eu sempre fui, né?
Pertinho, continuando sendo, hoje em dia, meu Deus! Eu pensei que era uma escola top. E tinha vestibular para entrar nesse vestibulinho; para entrar, eu tive que fazer vestibulinho lá na época.
Não, ele estava sério. Eu, até, fiz o vestibulinho daí para o Série por medo da concorrência no primeiro ano, que era muito mais ainda, né? Daí, todo mundo formado em Sorocaba, todo mundo queria estudar no Estadão, também excelente, né?
O Estadão e o Getúlio, né? Engraçado, Hospital do Getúlio, e estudar no Getúlio, o pessoal do jeito daquele, aí para outras escolas, e o objetivo não era só isso. Era uma escola também, na época, famosa.
É aquela história igual a casamento, né? Quem está fora quer entrar, quem está dentro quer sair, né? Hahaha!
E aí, sim, aí foi, começou o Getúlio, né? E aí começou, hoje tudo, rapaz! Aí eu já estava maiorzinho, já, já era adolescente, né?
Tipo, já são 13 anos, né? E ainda eu lembro de quando comecei! Ah, eu tive algumas aulas com a professora Marilena, famosa, acima da professora Maria, que o pessoal era apaixonado.
Todo mundo era apaixonado por ela! Eu já fiz algumas aulas com ela e depois ela aposentou, foi ano. .
. em 82, 83, 84, 83, 82. .
. alguma coisa assim que ela apresentou. Então aí eu não sei se você vai.
. . começou a aparecer na escola.
Aí ela começou a dar aulas de português lá no Getúlio, onde eu já dava aulas também. Era isso daí, 82, 83. Entrei lá em 1974.
Ah, bom! Então, o senhor estava no colégio, né? No primeiro colegial que o senhor.
. . e três anos.
. . funcionou, que era português.
Aliás, eu fui muito bem em português, na Fuvest, fui muito bem, fui muito bem na redação e muito bem mesmo! Mérito! O senhor é um tipo.
. . não, não é médico.
O que o senhor também fez foi uma coisa muito bacana, né? E as aulas do. .
. do Júlio. .
. que bem! Vamos nos concentrar nessa parte do português, que a gente.
. . e os.
. . que ela.
. . e eu tenho o senhor mais ou menos como aquele professor lá da Sociedade dos Poetas Mortos, né?
Aquele filme! O senhor tinha aquela mesma linha de pensamento progressista, de um ensino, e a gente tira essa. .
. aprender a cabeça da gente, né? Essa coisa do Paulo Freire, isso, né?
Com certeza, como Freire! Essa coisa. .
. então, muito bom! Nós éramos muito politizados, sempre!
A nossa classe foi muito politizada! Eu lembro. .
. tinha algum. .
. era uma pessoa muito boa, estava aí, né? Hoje a turma aí da nossa escola, tá?
Hoje tá na vida, estão aí, né? Na direcção de Sorocaba, né? O Flaviano, né?
O Flaviano Agostinho de Lima, tanta gente! O Kiko Pagliato e já falei dos padres, meus amigos: o Flávio, né? O Piu, né?
O pior. . .
é o padre, é o diretor da Santa Casa, né? Leva a gente. .
. outro. .
. tantas pessoas que. .
. quem mora no exterior, a minha amada amiga, a irmã dela. .
. Roberto Cavalo, ainda está aí na Holanda, né? Então, tanta história de gente que foi um sucesso, né?
Todo mundo realizado, todo mundo bem, todo mundo feliz e contente, né? Poxa, que geração ótima! Então, vivemos tudo isso aí, foi muito intenso, né?
E, claro, né, gente, vamos nessa linha de progressismo de ensino, o senhor incentivava a gente a fazer aquelas apresentações de poesia. Eu fui o primeiro, eu acho, que começou a fazer essas. .
. assistir a fazer poesia! Vamos lá, vamos lá, uma poesia aí!
E já aproveitava as meninas que estavam. . .
né? A Lúcia Alves, Mayara, aí a Lúcia Bismara. .
. os treinar. .
. Bismara tocavam piano maravilhoso! A Eliane, né?
Eliane Oliveira, ela também. . .
na frente do carro, o pessoal tocava violino, tocava violão! André. .
. ô André Montenegro, hoje está lá em Londrina, médico, toca um violão maravilhoso! Então a gente começou a declamar poesia com músicas, e uma coisa maravilhosa!
O filme, eu me lembro, foi muito marcado para mim, foi a apresentação do "Rosa de Hiroshima", da música, né? O verso do Vinícius; deixa eu ver aqui. .
. eu nem Mato Grosso do. .
. cantava maravilhosamente bem. E a gente já envolveu lá!
Eu lembro do Renato Frazatto declamando a poesia, a Lidiane, a Lúcia Helena no piano. . .
é a Cris Lopes, Lauriete, grupo bom é que a gente tinha lá. . .
puxa, a Kelly Marciano, né? Fica os meninos do seu grupo de rock, Black Boy! O Marcelo Raimundo, foi tudo ali, na Singú, tudo aqui com a gente nessa época!
Lá, o Morto, né? O Marcelo, Morto. .
. sensacional! Bem, desculpa falar o apelido.
. . que vai ver!
A gente não tinha atendido lá, né? Eu era o Tucano, né? No caso.
. . não sei por quê, mas não era.
. . eu era o Tocando.
Então, vai ficando, né? Não sei por quê, acho que. .
. sei lá, né? Professor, foi muito bom!
Então, aí começou. . .
começou a pegar forte o festival de teatro. A pessoa começou a seguir e. .
. "Lyon, vamos fazer as peças! " Vão fazer as peças mais!
Aí meus pais cortaram na minha casa: "Não, não vai fazer! Oi, e ele é super assim. .
. chupa, gostava, durava! " Mas aí meus pais.
. . comissão de guardar.
Vamos de carro, entendeu? Para mim, não, não vai! Imagina, vai perder tempo!
Imagina! Não tem? Tem que ajudar a gente aqui em casa!
Vai ficar? Vai se dedicar ao teatro? Não, atrapalha!
Vai atrapalhar os estudos! Vai atrapalhar os estudos! Não!
E não deixaram! Não deixaram, já cortavam a gente lá na Fanfarra do Mailasqui, né? Uma lá que tinha uma fofa, sensacional!
Já não deixavam tocar! Ficava eu com a minha irmã na calçada, olhando todo mundo tocando instrumento, e o meu pai falava: "Não, isso aí é. .
. imagina, essa coisa de Tico-Tico, coisa de vagabundo! Vá!
Vamos falar assim, não vai perder tempo com Fanfarra! " E quando chegou avisou teatro, mesma coisa! Não vai perder tempo!
Tem que ajudar a gente aqui em casa! Sua mãe não tem empregada! É o mais do que tem que tá amanhã!
A casa ao lado de fora, e eu mais. . .
toma conta do jardim, vindo. . .
“Pá mim, Paula, filho! ” É alguma coisa, minha mãe, entendeu? Então, não!
Então, teatro. . .
e atrapalhar o esquema da casa! Entendeu? Antes que.
. . mais da vida da gente: "Ah, não, não, não!
" Mas não deixaram! Não deixaram, boicotaram, começou também. Essa época de namorinho, namorinho aí já cortaram minhas asas.
Logo, fazendo tudo, não, não vou encontrar, mas não quero sair com a menina. Não vai, não vai no cinema, não vai nada. Como é que você vai deixar de ajudar a gente aqui em casa para você ir na rua?
Não, não, não importa, me cortaram barato. Não, não deixaram, não deixaram. E aí eu acompanhava, eu assisti às peças, né?
Aí eu fui. Maravilhoso, né? Eu torcia muito pela "Morte e Vida Severina", né?
Que o Mário Gil, Mário, contou a história da morte e vida maravilhosamente. Quem quiser, que eu veja as entrevistas do Mário Luiz Mascarenhas, que ele dá os detalhes até mesmo dramáticos, né? Drmático, né?
Porque a gente perdeu o menino na escola de uma maneira tão estúpida: um assalto. Levaram o menino do carro, os bandidos se acidentaram e o mundo acabou; acabou falecendo depois de um tempo do hospital. Foi dramático isso, uma pessoa diferente, dramático, alcoolismo.
Isso eu estava acontecendo no meio de tudo do teatro e o pessoal fazendo. E o Mário teve que substituir à última hora, uma coisa terrível, e mesmo assim ficou maravilhoso. O teatro ficou maravilhoso.
E depois eu dei ouvir, esperando o de a gente ir assistir, né? Ali nos pais, viu, né? Na apresentação, meu pai.
Meu pai ficou até hoje. Me lembro do meu pai assim, abismado, e abismado. Por mais que eu fiquei olhando ao pé do menino lá, ela não, não existe o pé.
Eu fico o monólogo o tempo todo e ele, meu pai, ficou prestando atenção no pé do personagem lá sentado. Aí ele falava, imagina, aquela criatura não mexeu não sei quanto tempo assim, ele não mexeu. Eu fiquei pensando que ele não mexeu.
É uma coisa impressionante. Me lembro do meu pai falando isso para mim no teatro. Era uma coisa amarela, um acontecimento maravilhoso.
Então, professor, o que eu posso falar para o senhor? Eu posso falar com o senhor. Olha que queimar aqui: infância, que infância maravilhosa, que adolescência, que coisa!
É uma coisa maravilhosa, entendeu? O comando, um feliz. Como não ser feliz?
Como não ser uma criança feliz? Como não ser um adulto feliz? Era tudo com muito amor, muito amor.
A gente sente amado. A gente é feliz. Eu fiz, isso é, isso é, isso.
E aí [Música]. E os problemas vão aparecer na gravação em casa de Márcio. Manda uma pequena pausa e deixei fluir essa pouquinho mais tempo, mas deixei fluir porque eu não ia cortar a beleza do seu depoimento, tá bom?
Então, quando nós vamos dar uma pequena pausa, né? Para depois, então, que temos o bloco 2! Tá bem, então, ok, meu maravilhoso.
Te desculpo. Elas só podemos agradecer a você por todo esse relato. Então, daqui a pouquinho nós voltamos aí para o bloco 2.
Então, aqueles que estão lado, sendo ou, vamos dar uma filha na, pode, daqui a pouco nós voltamos para o bloco 2. Até já. Então, até G1!