[Música] [Aplausos] [Música] hoje vamos ouvir a desembargadora Marlene sugat ex-presidente do Tribunal Regional de trabalho da nona região eh vai nos dar um depoimento sobre a sua vida a sua carreira seus planos e vamos ouvir e ver essa rica trajetória da desembargadora ao longo desses últimos anos muito obrigado desembargadora Marlene em nome da presidente Ana Carolina Zaina quero lhe agradecer pela presença sua disponibilidade de vir eh nos dar esse depoimento para o projeto memória do TRT eu Boa tarde Eu é que agradeço por essa oportunidade eh É uma honra poder eh passar a fazer parte
de um projeto de de gravação né de memórias desse tribunal pelo qual passaram tão importantes pessoas tão relevantes pessoas e que já deixaram aqui a sua memória gravada e que com certeza será eh Para conhecimento e para inspiração para muitas pessoas então fico muito honrada agradeço muito o convite e parabenizo a presidência pelo estímulo ao prosseguimento deste projeto que penso que deve prosseguir sempre para sempre porque a nossa memória vai ficar para sempre né perfeitamente desad eu queria começar cronologicamente que a senhora nos Contasse seu local de nascimento sua infância sua Ude eh para que
nós conhecêssemos um pouco dessa da sua vida até o momento da da Escolha pelo Direito muito bem minha vida é tão simples como a vida de qualquer outra pessoa que se possa encontrar por aqui seja no meio jurídico seja em qualquer outro setor da da atividade eu nasci em Irati né vizinha aqui de Curitiba com a sorte de ter tido mais frio do que aqui porque Irati é uma terra bastante fria também né E lá Vivi até por volta de uns 6 anos de idade com alguns dos meus irmãos que também nasceram em Irati e
posteriormente minha família se mudou para Pitanga né no no meio do Estado do Paraná se pegarmos o mapa do Paraná estará bem lá no meio do Paraná é o centro gésio Pois é e e e existe até lá mesmo eh no pátio de uma igreja uma igreja ucraniana Ortodoxa né em que lá se eh você vai localizar ali a a pedra né E que representa Exatamente esse centro né Muito bacana então em Pitanga eh ali então prossegui a minha infância né com os meus irmã irmãos somos uma família de sete irmãos né uma família grande
eh e em Pitanga então a vida que toda criança levava né em cidade pequena cidade do interior era uma vida comum de criança que brinca na rua de criança que sobe na árvore criança que eh brinca com as brincadeiras que eram muito peculiares de nossa época né E ali também eh iniciei né o o meu ensino fundamental que na época se chamava o primário ginasial né e em colégio de freira eram colégios eh eh administrados né Por por ordem religiosa mas todos colégios públicos porque na cidade pequena não havia ainda na época colégios escolas particulares
e foi um ensino público e que considero de extrema qualidade né que nos deu preparo aquele preparo básico para o que viria né posteriormente para o que nos esperaria eh na vida posteriormente eh Então como todas as crianças frequentamos escolas públicas né em uma época em que se poderia ir a pé pra escola nós íamos a pé com colegas com irmãos então era um grupo de crianças que que ia sempre pra escola os pais não tinham essa incumbência de levar filhos pra escola né mas se se ia de uma maneira muito normal muito lúdica até
e sem medo né sem medo porque aparentemente pelo menos não se via as ameaças que hoje rondam as crianças próximo no caminho no trajeto pras escolas né Eh muitas brincadeiras né brincadeiras de época amizades Esporte tarefas de casa porque a gente também era levado né a ser preparado para as tarefas de casa e quando adolescente auxílio também na atividade eh familiar meu pai em Pitanga ele tinha uma casa de comércio O armazém né era o antigo armazém aquela casa de balcão as prateleiras as coisas vendidas né no pacote então quando sobrava tempo entre caderneta né
pros credores né E naquela época Então se voltava da a aula né terminava as atividades escolares a gente era colocado para auxílio mesmo né para auxiliar e eu acho que isso fez parte né de um aprendizado propiciou um aprendizado um grande eh amadurecimento também né por contribuir com com os pais com a família né nessa atividade de comerciante né que meu pai tinha em Pitanga né Eh diversões enfim a maioria ao ar livre não tínhamos equipamentos eletrônicos né não tínhamos telefone celular não tínhamos computador eh joguinhos eletrônicos Então tudo acontecia assim com muita liberdade brincadeiras
até noturnas brincar ia longe né de noite para brincar comunicação acontecia entre os amigos por carta né porque não tínhamos e-mail ainda comunicação por cartas que eu particularmente gostava muito de escrever cartas né TV preto e branco no começo eh Rádio muita música o meu pai quando jovem ele tocava acordeão tocava baile aqui na região de Irati né e meu pai sempre levou para casa essa esse gosto pela música então ele sempre em casa com rodas de amigos né do meu pai da minha mãe sempre tinha muita música então a gente conviveu muito assim com
essa essa vida simples né de interior mas era um tempo de muitos bailes também né também também embora nós como adolescentes eu irmãs e irmãos a gente quase não frequentava muito meu pai aí ele já era um pouco mais mais rígido né não deixava muito a gente participar mas a gente gostava muito assim de música Eu mesma me encaminhei num aprendizado de música né até uma certa época eu tocava muito violão né e então assim foi foi se desenvolvendo né esse gosto né pelas coisas que eram do local pelas coisas que eram Da nossa época
pelas coisas simples né música pelo rádio Depois vieram as as radiolas os discos de vinil e tudo isso e aí a gente passou a aperfeiçoar mais o gosto musical mais a para aquilo que a gente eh gostaria mesmo né e não só o que ouvia pelo rádio né mas foi uma vida uma infância é uma Adolescência muito assim muito bem vivida eu acho feliz feliz Acho que foi Senor ficou em Pitanga Até que idade eu fiquei até 18 anos porque terminando o segundo grau em Pitanga eh eu queria vir para Curitiba para fazer vestibular né
como eu não tinha 18 anos meu pai não deixar não deixava ainda eu tive que ficar mas eu já comecei a me preparar sozinha né para vestibular e esperei que eu tivesse 18 anos aí meu pai não poderia mais dizer que eu não não podia né vir para cá para estudar então eu vim para Curitiba daí para prestar vestibular já definida nessas alturas que eu queria fazer o como é que surgiu direito na sua Pois é nessas alturas quando eu disse para meu pai eu quero ir para Curitiba para fazer o curso de direito eu
já sabia que eu queria o curso de direito e isso foi surgindo durante o segundo grau antes disso realmente não tinha a menor ideia né aliás eu não tinha muita ideia das profissões que que existiam né até uma certa época a gente é é tão ocupado com coisas tão simples de criança e de adolescente com coisas tão românticas né próprias da idade que você não se preocupa com profissão mas o segundo grau ele já começa a despertar na gente um certo opa pera aí né O que que eu vou querer fazer da minha vida né
então veio muito no segundo grau comecei a tomar conhecimento das diversas profissões que os próprios o próprio Colégio promovia isso né você tomar contato com algumas profissões né E aí eu comecei me identificar com o o propósito mesmo do do direito né eu tinha muita facilidade na escrita eh escrevi diário desde muito pequena então todo dia eu escrevia eu acabei acho que desenvolvendo uma certa habilidade eh na escrita e acho que eu quis me aproximar de algo que pudesse me favorecer nesse Campo também e eu vi ali até por inspiração de professor no segundo grau
professor que era formado em Direito era advogado lá na cidade eu comecei aquilo começou a me chamar atenção e eu comecei a a me identificar né E aí Comecei a ler mais estudar mais eh gostava muito de leitura também e até às vezes me causava até um certo isolamento de outras pessoas porque eu gostava muito de sentar num canto e ficar lendo né Eu lia muito Lia de tudo E aí eu comecei a entender um pouco o que o que é a justiça o que que seria que existe essa causa né de justiça que existe
profissões que trabalham com isso e comecei me me aproximar né Eh na família assim eu não tive inspiração eh familiar posso dizer que tem uma parente até do lado da minha mãe um pouco distante que era promotora de Justiça na época mas não não foi aquilo a minha inspiração porque eu nem sabia o que era um promotor de justiça né naquela época eh então foi mais assim eh o contato tomar conhecimento e a inspiração de professor que era um advogado que eu achava muito interessante a maneira como ele falava a maneira como ele se comportava
né e de repente comecei a achar bonito e acredito que isso tenha se somado Acho que até um certo senso de justiça que sempre tive desde desde criança né assim de me sentir indignada com certas atitudes né de pessoas com certas coisas e não só indignada mas a angústia de não poder fazer nada né de tá vendo aquilo e não poder resolver então acho que tudo isso somado me levou a a entrar em contato né com essa área que acho que fiz a escolha certa da área né para a qual eu eu queria me preparar
mesmo né senhora fez vular eh fez um curso na Universidade Federal Não eu fiz na unicuritiba tentei vestibular na na federal mas eu não consegui passar e primeiro ano eu tentei só Federal né Aí como eu não passei lá no segundo ano eu fiz vários né daí fiz faculdade na na na época Faculdade de Direito de Curitiba né que depois se transformou a em unicuritiba e que hoje enfim acabou sendo vendida né a faculdade mas ainda guarda o nome né de Unic Curitiba e que mais tarde eu viria a ser professora né da da da
unicuritiba mas foi na na unicuritiba e uma turma assim que a gente tem contato até hoje e e de onde saíram muitos magistrados promotores Delegado de Polícia quer dizer área jurídica assim bastante eh foi muito eh enriquecida eu acho né com vários colegas que depois acabaram ingressando mesmo na área jurídica né então eu fiz faculdade de direito né na na únic Curitiba e passei a trabalhar na na Copel e passei a atuar no departamento jurídico da Copel como advogada da da Copel né Eh a área em que eu atuava lá então esse departamento jurídico tinha
várias áreas e a área em que eu passei a atuar era uma área eh muito Ampla ela abrangia direito penal Direito Civil eh direito do trabalho eh direito um pouco de direito contratual previdência então eu comecei a ter contato com com muitas áreas do direito e mais contato ainda com a área do direito do trabalho e aquilo passou a me interessar muito a forma como os juízes do trabalho atuavam as audiências eu ia fazer audiência como advogada da empresa eh a forma como os servidores né atuavam e atendiam a gente então eu comecei a achar
que eu talvez tivesse uma afinidade muito grande com esse campo né confesso que fiquei assim um pouco dividida entre o o direito criminal né e depois direito do trabalho né gostava muito da área criminal mas muito mais pelo romantismo das teorias de Direito Penal né todos nós estudamos direito por causa do direito Exatamente é aquele romantismo mas aí a primeira vez que você pisa numa delegacia desaparece o Son desapare desaparece o sonho e aí entra a realidade aí acho que eu passei então a a me afinar né Muito mais com com o direito do trabalho
né e desenvolvendo então a advocacia trabalhista eu passei a cultivar a ideia de que talvez eu pudesse fazer o concurso né em que época isso isso foi em 86 mais ou menos né 86 aí eu fiz assim que saí da faculdade eu fiz um primeiro concurso e já na Copel mas né Consegui fazer o primeiro concurso e fiquei na prova de senten n não consegui passar na prova de sentença aí intensifiquei né A partir dali meus estudos e logo surgiria um novo concurso porque aquele que eu não passei ele não conseguiu preencher todas as vagas
da magistratura Então logo sairia outro mas nessas alturas eu já tinha um filho né que hoje é advogado né e depois enquanto eu me preparava para o segundo Concurso eu estava grávida da né pela segunda vez de uma menina né então primeiro Guilherme a segunda Isabela e estudei intensifiquei os meus estudos grávida né trabalhando 8 horas por dia com um filho pequeno né grávida demais uma filha então assim foi um desafio eh a ser enfrentado é muito grande mas eu pude contar com muito apoio né em primeiro lugar o apoio do meu marido né esse
apoio foi fundamental porque eh do nosso filho mais velho né ele que passou a a cuidar né para que eu pudesse nas horas de folga sábado domingo de noite né ficar estudando eh então assim se e e dentro da própria Copel também eu recebi muito auxílio lá eles me deram muita força e me deram até tempo lá durante o expediente para eu poder estudar né me dedicar ao concurso então assim são pessoas por quem eu tenho uma gratidão muito grande né Isso é algo que que é impagável né Na época o presidente era o luí
Francisco Gomide eu Achi que era o Gomide sim é era o Gomide depois Isto é Eu Lembro deles e aí o pessoal do departamento jurídico me auxiliava muito e e assim me deixava Mesmo com tempo para poder estudar Isso me me ajudou demais né Então a partir da decisão né de fazer o concurso e foi uma decisão de fazer concurso exclusivamente para a justiça do trabalho aqui no Paraná porque eu já tinha família tinha filho não queria ficar rodando aqui pelo Brasil né então eu passei a fazer aqui né Eh e enfim Eh iniciei esses
estudos né Eh dividindo entre advocacia filhos estudos família né e consegui então aprovação consegui eh passar né tomei posse em 888 eh eu estava grávida de 6 meses quando eu tomei posse né e enfim realizei né um um desejo uma intenção que veio muito forte de fazer esse concurso né s tá completando então 35 anos 35 anos é é tempo né é uma bela carreira e é uma vida né Em quais cidades a senhora atuou desembargadora Então como eh quando passei no concurso eu passei eu estava grávida eh eu fui poupada pela direção do tribunal
de atuar no interior enquanto juíza substituta claro que isso se deve muito aos meus colegas de magistratura que passaram no concurso comigo porque eles eh eles se ofereciam né para ir pro interior e eu fiquei atuando só aqui em Curitiba né então a minha filha nasceu eu tinha né a licença depois voltei amamentação tudo isso nesse período todo eu só atuei em Curitiba então também assim quero registrar nesta oportunidade meu profundo agradecimento a todos os colegas né de magistratura alguns já faleceram mas né temos ainda por aqui o Nei Freitas o Marco Mansur né Márcio
gaps que que é além do desembargador Altino né o Jairo eh todos eles me auxiliaram muito e me senti assim muito respeitada né pelo Estado de gravidez por por ser mulher estar ter um filho estar grávida e receber a consideração dos colegas naquele naquele momento então tenho assim uma profunda gratidão mesmo por isso né por eles então quando eh enquanto eu fiquei na na carreira da magistratura como juíza substituta eu só atuei em Curitiba não saí daqui Isso foi o que em torno de uns 2 anos foi muito rápida a minha carreira né peguei uma
época assim que fui muito favorecida né é o o tribunal estava se ampliando a justiça o trabalho estava com processo de ampliação então eu fii uns anos como como magistrada substituta Aí sim aí eu assumi né a titularidade de uma vara que foi a vara de Apucarana exatamente a vara de Apucarana e fui para pucarana né com um filho pequeno né dois filhos pequenos e não tinha como eu ficar lá e as crianças aqui meu marido aqui então o que que meu marido fez ele também trabalhava na Copel Ele pediu transferência da Copel para atuar
em Apucarana enquanto eu estava lá então fomos com a família toda então mais uma vez assim Eu recebi muito apoio né na na carreira e fomos para para pucarana né como titular de vara e na época Ainda era junta de conciliação e julgamento né tinha atuação dos classistas a quem eu respeito respeitava e ainda respeito muito porque recebi muito auxílio deles também né especialmente nessa parte de conciliação ah eram eles que conduziam a minha parte era mais julgar analisar instruir e eles trabalhavam muito nessa parte de conciliação então eu eu agradeço também muito os os
juízes classistas que puderam atuar comigo né agora a minha permanência no interior foi exclusivamente em Apucarana eu não atuei em nenhuma outra cidade né enquanto estive na titularidade da Apucarana fiquei lá porque para mim também não é era não era interessante eu começar a vir mais perto mais perto né com família com criança com criança em escola tudo então eu aguardei para que eu viesse definitivamente para Curitiba que eu queria voltar e voltar logo para cá porque era o meu lugar né e acabei ficando muito pouco tempo lá fiquei 2 anos e meio só que
pegamos aquela época em que houve ampliação de várias de Curitiba uhum criaram eh acho que umas quatro cinco varas e muitos colegas que eram mais antigos do que eu não tinha interesse em Vir para Curitiba né às vezes um porque não gostava né do grande movimento daqui de Curitiba outros porque já tinham também uma vida assentada no interior mas como era meu desejo vir não teve dúvida de que eu me inscrevi e vim para Curitiba para assumir a a 16ª vara de Curitiba então a minha atuação de interior nesses 30 E5 anos ela se resumiu
H 2 anos e meio em Apucarana o resto foi mas aí eu sempre digo eh teve uma compensação né porque quem enfrenta a Pedreira que é enfrentar aqui em Curitiba desde o começo você não tem dificuldade para para atuar em lugar nenhum né claro então eh acho que teve essa essa compensação né em termos de de carreira de enfrentamento de carreira né aí todos nós viemos para cá as Crianças meu marido voltou para cá também né e passei a atuar na 16ª vara de Curitiba fui diretora de fórum também né nesse nesse período Mas tinha
uma coisa que me incomodava que era a minha vontade de retomar os estudos né Eu queria muito Eu já tinha feito uma pós-graduação na Universidade Federal do Paraná mas eu queria retomar eu queria ir pra frente né não tava bem assim né E aí eh no primeiro grau é É muito difícil você conciliar né um um um audiência diariamente fazer sentença à noite e ainda estudar e tal então o que que aconteceu logo em seguida aí veio a a vinda pro tribunal né Eh com a extinção dos juízes classistas novamente eu acabei sendo né beneficiada
porque todas as vagas que eram dos juízes classistas aqui no tribunal elas foram transformadas em vagas para Juiz de primeiro grau então mais uma vez eh tive esse esse benefício e vim para o tribunal daí em 2001 já né com essa essa extinção vim eu e mais vários colegas na mesma oportunidade né Eh claro e aí com a melhor estrutura que a gente encontra aqui dentro do tribunal eh com a estrutura de gabinete de assessor isso me permitiu retornar paraa academia que era algo que eu que eu gostaria muito mesmo de fazer então eu passei
né a fazer além de vários outros cursos né no mestrado também na na PUC né iniciei a carreira no magistério magistério superior também que era algo que eu queria concluir meu mestrado para poder dar aula em faculdade né e também iniciei lá na PUC eh dando aula depois eu entrei ingressei na un na já un Curitiba né Para dar aula na na Curitiba por um período eu consegui ficar com os dois com PUC e un Curitiba mas com o tempo isso acabou se inviabilizando porque ficou muito pesado né aí acabei optando pela pela un Curitiba
até por uma questão afetiva né de ter estudado lá né estud e acabei então ficando só com a un Curitiba e nesse tempo também fiz pós-graduação em filosofia doutorado em em direito né e prosseguiu né A minha vida de de gabinete né Eh junto com com eh academia né o magistério superior aula em pós-graduação também né e nesse tempo de caminhada né de magistrada eh a convite da então Presidente Dra Rose mar eh eu assumi a direção da escola judicial aqui né até quando passo vejo a minha fotinha ali saudade né quando eu atuava aqui
na escola judicial né e agradeço muito também a desembargadora Rose mar por ter me dado essa oportunidade que foi eu posso dizer assim um dos períodos mais ricos da minha carreira porque eu pude aliar a atividade judicial com atividade acadêmica que são duas coisas que me atraem muito né que eu gosto demais de de fazer então eu pude trazer isso para dentro da escola né o conhecimento acadêmico e também a atividade eh jurisdicional até junto com a equipe da escola que sempre uma equipe muito qualificada né nós pudemos tocar aqui o o fazer o andamento
da da escola né Eh e mais tarde eh isso já lá acho que foi em 2015 por aí assumi a vice-presidência do do tribunal né do nosso tribunal e depois acabando a vice-presidência eu até achei que ficaria aí por pelo menos 2 anos até assumir a presidência Mas acabou que na época eh acabei assumindo a presidência né Foi na associação do desembargador Nei Freitas não não não foi quando Foi depois da Rose do arnor do desembargador arnor saiu seria pela ordem nem a desembargadora Ana Carolina mas em razão de uma série de de questões pessoais
dela ela não pôde assumir e na sequência na ordem da antiguidade viria eu então assumi né a desembargadora Ana não pde assumir eu assumi a presidência e fiquei Então nesse biênio 2017 2019 né todos os servidores do meu gabinete me acompanharam né também tenho muito agradecer a todos esses servidores que foram extremamente fiéis e me acompanharam né Saímos de do gabinete para uma atividade totalmente distinta que foi vice-presidência depois presidência né mas posso dizer que foi um período muito rico também eh de atividades que penso que eh pela pela novidade né dessas atividades e pela
relevância que tem dentro de um tribunal penso que todos os magistrados deveriam passar por essa experiência ter essa oportunidade ter a oportunidade de passar pela experiência porque isso também traz muita maturidade depois que você volta pra bancada sai de uma presidência e volta pra bancada você começa a entender muitas decisões da administração né Uhum talvez criticar menos en fundadamente porque você sabe né nossa mas não é tão fácil você está lá tendo que gerenciar todo um tribunal com 2000 e poucos servidores e juízes com orçamento enorme não é uma uma tarefa fácil mas acho que
todos têm condições e Todos deveriam eh almejar passar por essa experiência né porque eu acho que ela só nos enriquece e nos amadurece mesmo né no no curso da vida então eu tenho assim muito que agradecer até esse período aqui da presidência e antes e depois também os meus servidores voltaram comigo pro gabinete né então estamos lá no gabinete então assim a minha trajetória até agora foi assim foi normal eu considero absolutamente normal não aconteceu nada de diferente de Extraordinário de estranho foi tudo decorrência do tempo na carreira e quando a gente chega num certo
tempo de exercício da atividade eu acho que a gente mesmo começa a se sentir meio que na obrigação de retribuir pro tribunal então assumi um cargo né de presidente que você sabe que você não vai ganhar financeiramente praticamente nada em assumir Mas é uma maneira de retribuir uhum o tribunal pelo que ele nos deu né pelo menos a mim né nesse tempo todo foram 30 né já quase 35 anos eh de vida né de condições de vida de condições para que eu pudesse criar meus filhos dar a educação aos meus filhos e e que eu
pudesse também encontrar tanto na atividade jurisdicional administrativa como na escola judicial um aparato né para me fortalecer como pessoa né claro então assim eu tenho muita gratidão mesmo por esse tribunal por essa atividade né a senhora fez uma uma administração baseado em alguns Pilares né transparência diálogo isso ficou muito Marcado Assim essa sua abertura para essa essa conversa com os outros magistrados com os juízes com os advogados eh acho que a senhora poderia eh dizer se esse foi o seu maior legado Pois é é bem provável que seja né em termos de gestão de um
órgão público eh Eu até guardei de lembrança aqui né um jornalzinho que foi o jornal que Aqui as nossas realizações durante a a presidência do tribunal um resuminho né mas para para mostrar que eh eu e toda a equipe escolhida nós não entramos lá para brincar né Nós entramos lá para conduzir um tribunal que é um tribunal que exige muito esforço muita responsabilidade entre os tribunais médios do Brasil ele é o considerado o maior né entre e essa categoria de tribunais médios né E isso eh eh exige um esforço grande uma equipe que tenha eh
bastante conhecimento uma equipe muito preparada e eu consegui Acho que consegui reunir essa equipe eh nós desenvolvemos Então a nossa gestão o nosso plano de gestão que foi um plano que foi feito muito rápido mas tivemos que desenvolver dessa forma a partir de quatro pilares né a governança a sustentabilidade eh o conhecimento e a Inovação e uma gestão focada também nas pessoas que compõe eh esse esse aparato todo né porque nada funciona aqui se não forem as pessoas né então havia uma grande preocupação então no sentido da governança a nossa preocupação foi construir alguns mecanismos
né de desenvolver eh liderança desenvolver estratégia formas de controle para poder avaliar para poder eh direcionar e para poder monitorar né nos submetemos ao monitoramento do que nós estávamos fazendo eh e nós trabalhamos então com aspectos né Eh relacionados ao fortalecimento da governança institucional que é algo fundamental para para para qualquer gestão seja de uma empresa privada ou de uma gestão pública né a governança é é um aspecto eh que se nós não tivermos um olhar muito focado ela acaba não saindo ela acaba não se desenvolvendo e esse olhar ele acabou eh sendo direcionado mais
para desenvolvimento de tecnologia da informação e da comunicação né Isso é fundamental pra governança de um de um órgão né pra questão do orçamento porque nós somos além de sermos limitados no orçamento nós somos controlados constantemente quanto aos nossos gastos né Nós não podemos usar uma parte do orçamento para algo que não está previsto ou para algo que não corresponde né àquela parte do orçamento então há um cuidado muito grande que foi um dos primeiros pontos né Eh da minha gestão com a minha equipe foi o cuidado extremo com a parte orçamentária né Porque isso
pode levar uma responsabilidade pessoal do gestor né então havia um cuidado muito grande com a essa parte de de orçamento e criamos vários comitês de apoio a essa governança então comitês que até então não existiam nós acabamos criando especialmente a criação de uma política de governança eh governança corporativa né Eh comitê gestor de de pessoas comitê de estratégia participativa comitê de gestão da política de de atenção ao primeiro grau comitê de gestão de pessoas né que até então também não não existia comitê de governança de tecnologia informação e comunicação comitê de segurança da informação então
assim eh penso que na parte da governança nós conseguimos desenvolver alguns mecanismos né para tentar eh nos centrar mesmo na condução do tribunal como ele deveria ser a partir de de técnicas hoje existentes de administração e de de estratégia né Eh o segundo ponto então foi a sustentabilidade que não podíamos deixar de aderir a essa bandeira da sustentabilidade Aliás o mundo hoje é o mundo pede né que nós sejamos eh possamos ter uma atitude sustentável perante o meio ambiente perante as pessoas perante os recursos e penso que as instituições públicas devem sim tem obrigação de
ingressar nesse campo então nós procuramos desenvolver eh algumas estratégias no campo da da sustentabilidade e com isso então nós firmamos acordo de cooperação com a rede sustenta Paraná que é uma rede muito grande hoje né abrange inúmeros órgãos do Poder Judiciário do poder executivo legislativo e até da iniciativa privada né firmamos termos de cooperação com vários os órgãos do Poder Judiciário Justiça Estadual Justiça Federal justiça eleitoral para que a gente pudesse atuar eh em conjunto eh extraindo ideias de cooperação nessa questão da sustentabilidade né Eh firmamos também eh a o compromisso de assegurar a efetividade
dos objetivos do desenvolvimento sustentável eh da agenda 2030 da ONU eh E para isso nós aderimos ao pacto Global da ONU então foi na na na nossa gestão que teve essa adesão ao pacto Global Isso foi um compromisso assim que deve ficar porque não é só para nós hoje é paraas gerações futuras né esse compromisso e compromisso com o mundo sustentável né a partir dos odss né que são eh vários eh objetivos né Acho que são 15 ou 16 né então a com foco em alguns deles né mas o objetivo foi tentar implementar dentro do
tribunal e claro várias medidas não vou poder enumerar aqui mas tivemos por exemplo instalação incentivo a instalação de energia limpa energia solar né como até foi inaugurada aquela Usina lá na na na vara de no Norte do Paraná meu nome ocorre agora o nome da da cidade mas eh inauguramos uma usina de de energia solar e outras medidas assim diminuição no consumo de racionamento de água de energia tudo isso e gostaríamos de fazer mais mas enfim né Não não é possível fazer tudo né mas essa questão da da sustentabilidade é algo que é e vejo
que é objeto de preocupação da atual gestão também né na questão das pessoas né que foi também um foco né plano de capacitação toda a área administrativa passou por re por capacitação muito própria de acordo com as suas competências né Eh cursos de liderança para liderança eh e gestão de forma que várias pessoas dentro do tribunal possam estar capacitadas para exercer uma direção geral uma Secretaria Geral n cargos assim com as capacitações que são necessárias né preocupação com o desenvolvimento de política e combate a assédio moral e sexual eh redistribuição de força de trabalho saúde
no tribunal comitê de gestão de pessoas enfim então várias eh vários mecanismos né para implementar essa preocupação com a gestão de pessoas né e na parte de conhecimento e inovação eh a gente eh nessa gestão foi instituída a conciliação em precatórios que nunca tinha acontecido né a gente chamar o município chamar o estado o município naqueles precatórios que são intermináveis né que ninguém recebe e conseguimos vários acordos em em precatórios cheguei a participar diretamente de várias audiências né porque achava que talvez a presença da da presidência do tribunal pudesse impor né alguma né alguma influência
e alguns casos até até deu certo alguns não mas deu certo né capacitação de peritos para o pje enfim foi assim né uma uma gestão que que penso que foi muito dinâmica a minha equipe deve ter saído muito cansada desse período de gestão mas eu agradeço muito essa equipe por ter eh assim decidido e aceito tocar comigo a a gestão né E claro isso foi um plano que não não foi da minha cabeça não foi meu foi da equipe mesmo né um trabalho muito conjunto da equipe que eu aprovei Participei de muitas reuniões e acabei
eh aprovando né então assim Acho que foi bastante dinâmico né bastante dinâmico pudemos produzir muitas coisas né mas foi interessante foi a senhora entregou a a presidência se sentindo realizada Olha eu penso que dada a a dimensão do tribunal da da a responsabilidade que recai sobre os gestores do tribunal Acho que nem é possível imaginar e sequer a gente Pretender né que que a gente entregue uma gestão tendo cumprido todos os objetivos muita coisa eu acho que ficou né que eu gostaria de ter continuado ter implementado a gente sempre quando sai do cargo acha meu
Deus dois anos é muito pouco é muito pouco para implementar a gente mal consegue implementar aqueles aquelas metas aqueles objetivos que nós havíamos previsto no início da gestão Mas acontece que com a caminhada vão surgindo outros outras necessidades E aí a gente quer implementar e você v não vai dar tempo não vou conseguir então a sensação que fica É Sempre Assim eh a obra ficou inacabada né ficou inacabada a gente sempre espera que quem entra quem eh nos sucede eh possa dar prosseguimento a essa obra né e de certa forma isso acontece claro que cada
um que entra numa presidência tem os seus planos seus projetos né mas a gente vê que muita coisa também de gestão anterior eh eh havia ficado ficou mas e também que as gestões futuras elas acabam dando encaminhamento né então assim fica a sensação de que ainda teria muito eh para ser feito muito para ser executado muito para ser pensado né eh mas como a gente aprende com o próprio caminhar né E nesse caminhar as coisas também vão surgindo eh então sempre vai ficar algo que não vai dar tempo de fazer agora se eu tiver que
fazer um Balanço Geral eu posso dizer que Considero que boa parte né dos das metas eh pensadas dos projetos foi executada acho que foi acredito que fizemos mais do que deixamos de fazer né Eh então Acho que valeu valeu a pena né o período realmente é curto 2 anos passa muito rápido eh para uma gestão né e acredito que quem está em Tribunal Superior sinta muito mais esse Impacto né da desse curto tempo porque aqui a gente já sente né mas eu penso que aquilo que deixei de fazer que não foi possível fazer espero que
questões futuras possam dar dar continuidade né Espero que possam né a senhora de uma maneira geral com a carreira na magistratura com a carreira no magistério com a sua formação intelectual a senhora já se sente realizada na vida acho que não acho que eu não poderia dizer que eh estou realizada porque cada dia né nos apresenta desafios totalmente diversos eh se a gente está aberto para novos conhecimentos novas ideias novas realizações o dia a dia vai nos trazer com certeza né então a gente nunca pode dizer que já estou realizada já posso parar com tudo
porque já não isso não vou prosseguir vou prosseguir e na atividade judiciária né que foi o que sempre balizou a minha vida profissional minha vida familiar e pessoal e é algo que me realiza né pessoalmente profissionalmente então algo que eu gosto de fazer que é analisar processo é julgar e é uma atividade que que no dia a dia talvez até me me fore numa pessoa melhor porque eu sempre procuro em cada julgamento eh trazer o mínimo de conforto no sentido jurídico né aquele conforto jurídico que as pessoas buscam no poder judiciário então eu sempre me
pergunto se eu tô entregando isso né e e acho que que eu vou prosseguir Enquanto Tiver energia tiver saúde né e energia física e mental acho que que devo acho que devo prosseguir né E também penso que vou prosseguir na atividade acadêmica né porque vejo na atividade acadêmica essa essa conexão né essa conexão com o aperfeiçoamento intelectual e e a conexão com o novo Eh muitas coisas que Nós aprendemos lá no passado a gente pode dizer que eu não posso descartar mas às vezes a gente guarda na gavetinha porque talvez não sirva mais aquele conhecimento
mas o novo tá sempre aparecendo e a atividade acadêmica é uma maneira da gente ter o contato com o novo especialmente trazido pelos jovens alunos e alunas que vem com curiosidade que vem com muita vontade de saber e esses jovens que amanhã nos substituirão né então assim eu eu tenho sinto um peso uma responsabilidade muito grande eh em transmitir para essa Ger ação nova né conhecimentos e Valores que eu sei que eles terão que ter né para amanhã estar aqui no nosso lugar Talvez os valores mudem talvez tudo seja diferente mas penso que pelo menos
uma base nós temos que passar para esses alunos né Não só em termos de amadurecimento intelectual mas passar para eles também uma uma contribuição como pessoa humana né contribuição como eh como indivíduos Livres indivíduos plenos que nós somos que nós temos que ser e temos que estimular todos né que que sejam né e estimular que essas pessoas esses alunos que amanhã Estarão aqui no nosso lugar eles possam receber o conhecimento e e a maturidade necessária para eh serem autoras autores e autoras de suas próprias histórias né construir sua própria história eh e as suas narrativas
né então assim me estimula muito prosseguir na na atividade acadêmica porque sei que terei alunos que amanhã estarão né aqui no nosso lugar e que eles deverão ter um aparato eh serem pessoas Preparadas né e ter um aparato que permita com que eles possam desenvolver a atividade que hoje a gente desenvolve Talvez seja tudo diferente da aqui paraa frente né Um dia quando né eu saí da magistratura talvez tudo seja diferente mas eu acho que algo de valor deve ficar né que é o valor humano mesmo né das coisas daquilo que faz fazemos porque nada
tem sentido se não for pro bem-estar humano né claro aqui eu não me restrinjo ser o bem-estar eu digo bem-estar hoje a gente não pode falar apenas de bem-estar do ser humano porque há muitos seres que convivem com os humanos inclusive os animais os minerais Os Vegetais né o meio ambiente eh mas assim focando né nas pessoas tudo é construído pro bem-estar das pessoas então a gente não entender isso e não agir dessa forma para que tudo que a gente possa fazer seja pro bem-estar das pessoas não vale a pena né acho que não vale
a pena a passagem pela vida né é meio isso né Essa é a sua mensagem aos aos aos que vem aos pósteros é também é aí uma mensagem assim talvez de que atuar na magistratura e em especial na magistratura do trabalho até até por força da vocação natural do direito do trabalho que é desenvolver uma sensibilidade maior para questões sociais e questões humanas né então penso que os juízes né que estão iniciando na carreira eles devem sim eh atuar e se sentir como um mediador mesmo né mediador do quê esse mediador necessário e mediador eh
coerente com os propósitos éticos né jurídicos e éticos eh do direito eh do trabalho desse segmento do poder eh judiciário que foi criado exatamente para priorizar os mais vulneráveis não teve outra razão pro direito do trabalho ser criado foi para desenvolver essa sensibilidade de atender as causas dos vulneráveis né Nós não precisamos de um direito do trabalho que venha atender o o rico que tem o que possui muito tá is já tem seus mecanismos naturais de proteção né então é um campo da Justiça que nasce com essa vocação natural de proteção e eu penso que
o juiz do trabalho tem que compreender isso o juiz do trabalho que não compreende isso lamento mas tem que ser juiz federal da justiça comum tem que ser lá um Juiz Estadual né juiz tributário enfim né Não pode ser juiz do trabalho né E também talvez eh além dessa atuação como esse mediador né que vai tratar dessas questões sensíveis eh diria que talvez hoje falte um pouquinho né alguns magistrados evidentemente que não falo de todos mas alguns magistrados que talvez devam se esforçar um pouquinho melhor para fazer para dar né uma atuação mais humana ao
direito uma atuação mais humana eh esse juiz deve compreender que as regras os valores os princípios que nós temos no direito e muitos deles próprios do Direito do Trabalho eh eles devem primeiro estimular uma visão crítica da realidade né entender a realidade como a realidade é né Eh e também eh além dessa dessa visão crítica da realidade entender que o que se busca é o bem-estar né a bem-estar das pessoas eh notadamente aqueles que padecem dos males sociais né os vulneráveis né E que precisam de proteção e talvez eu possa como uma mensagem final trazer
aqui uma expressão que acho muito bonita uma expressão de Paulo Freire eh extraída da obra dele pedag dia do Oprimido né Paulo Freire ele diz nessa obra se nada nada do que escrevi nessa obra nada dessas páginas eh ficar n se nada ficar nada for compreendido nada ficar algo pelo menos esperamos Que permaneça que é a nossa confiança no povo a nossa fé nos homens e na criação de um mundo em que seja menos difícil amar então V se nada né do que passei na carreira do que tenho passado pros meus alunos do que deixo
nos meus julgamentos nada disso ficar e nada disso for compreendido pelos juízes pelos novos juízes que pelo menos permaneça confiança no ser humano né que pelo menos permaneça essa confiança no ser humano né E essa fé de que talvez não seja tão difícil amar né até porque a magistratura considera a magistratura ura um ato de amor mesmo né Então essa mensagem que deixaria assim né que se busque eh exercer uma atuação do direito humana né voltada à atenção aos vulneráveis né é algo que podemos fazer né claro evidentemente que temos regras processuais a cumprir né
mas naquilo que for possível dar uma leitura sensível do direito puder atender né com a nossa interpretação interpretação é uma escolha né temos regras mas interpretação do direito é uma escolha eu faço a escolha se eu quero um se eu quero um direito mais humano ou um direito menos humano né então é essa é essa mensagem que deixa né de esperar que os novos juízes tenham a compreensão de um direito mais humano e mais voltado para aqueles que realmente padecem dos males sociais né é isso