Olá seja bem-vindo ao conexão ciência é o convidado de hoje é o pesquisador da Embrapa Eduardo Assad obrigado pela presença Eduardo agradeço vamos conversar daqui a pouco sobre os efeitos das mudanças climáticas na agricultura fique conosco conexão ciência está no ar e E aí E aí E aí em dias mais quentes e secos em algumas regiões aumento de chuvas em outras são algumas das projeções para o clima do Brasil nas próximas décadas e Agricultura será um dos setores mais afetados com essas mudanças Eduardo essas alterações então implicam né em eventos mais extremos como chuvas e
secas mais intensas esses fenômenos já estão acontecendo já na verdade os eventos extremos são são alertas que o relatório do painel internacional de mudança climática está fazendo desde 2007 é por conta desse desequilíbrio que tá acontecendo no planeta Por conta desses a concentração de gases de efeito estufa que nossa atmosfera esses desequilíbrios não aconteceram algumas coisas não vamos falar em em algumas medidas já que a gente tem muita certeza dela seu aumento temperatura que não é um evento extremo o aumento uma tendência de aumento temperatura muito forte os dados recentes nós desse tivemos acesso ao
Brasil o últimos anos mostram que essa região do cerrado brasileiro já teve um aumento da temperatura média de quase dois meses graus nos últimos 60 anos Isso é muito forte Pode parecer nada né mas é muito forte quanto que isso representa isso representa um aumento por exemplo na sua o máximo de temperatura sai de 34 para 36 a Isso é terrível isso provoca ondas de calor isso significa ganhar um evento tempo isso significa por exemplo que você pode ter abortamento de flores do café Você pode ter abortamento de da aparição lá da porca né da
gravidez a porca Você pode ter morte de frangos por conta dessas ondas de calor tudo está acontecendo no Brasil não é muito divulgado Você pode ter redução de produção de leite então todas essas coisas estão acontecendo Então tá acontecendo com uma frequência muito forte esse ano especificamente foi emblemático porque nós estamos falando isso há muito tempo mas começa a falar nesse 88 o E começamos a ter acesso aos dados e me diz agora esse ano foi realmente um ano emblemático nós partimos para um período de seca muito forte no nordeste o verão intenso na região
centro-sul muito forte e agora o reflexo disso tudo acontece é que esse fornecimento de água lá na região de São Paulo coisa que foi dito aqui em Brasília em 2011 quando Agência Nacional de águas disse que em2015 cinquenta por cento dos Municípios brasileiros teriam problema de abastecimento de água Só que infelizmente aconteceu em 2014 quais são os efeitos né Quais são as culturas no caso que seriam mais afetados com esses com essas mudanças no clima da mente o que a gente tem na mão hoje depois de uma série de simulações como é que a gente
faz na verdade eu não gosto muito do nome projeção eu fiz lá em cenários como é que funciona isso o ipcc e o Brasil tá tem vários cientistas participando lá do e governamental BPC ele traz o cenário a população mundial continua crescendo nós vamos continuar emitindo gases nós vamos não Vamos diminuir o desmatamento nós vamos continuar poluindo os oceanos ao reduzir a capacidade do Oceano de absorver CO2 então em função disso você tem um cenário muito rígido né o pior cenário possível depois você traz um outro cenário Não nós vamos controlar a natalidade nós vamos
reduzir as emissões nós vamos reduzir o desmatamento e preste um cenário otimista então e em cima disso ele joga isso nos modelos são diversos modelos e verifique o que pode acontecer no pior cenário temperatura aumenta a 4 graus no melhor cenário aumenta 2° tá é isso foi até 2007 e a gente trabalhava com a gente chama de resolução resolução do cada informação dessa de 200km começou com 500 quilômetros os estudos foram evoluindo Partiu para E aí foi evoluindo Hoje nós estamos com 40 Km próximo a mente nós vamos ter 10km tocada informação dessa vai ser
rebatida em cada 10 km de um da terra e isso compra cada variável que você tá trabalhando Então você cria não série de condições de você analisa os extremos tá E aí verifico se acontecer isso vai baixar Pouco a temperatura mas vai subir nenhum modelo mostrou a tendência de redução da temperatura se você tiver no pior cenário vai subir a temperatura Aí você coloca isso na planta né o menor e o pior e antes disso abre não parece em 2007 nós fizemos uma simulação com o modelo do radar e sentei na Inglaterra e aí a
gente foi muito criticado pessoal falar vocês querem acabar com o mundo eu não sei o que tá a temperatura muito alta esse modelo o modelo muito pessimista nesse modelo estima a temperatura no valor muito alto mas nós fizemos a simulação publicamos os trabalhos e em 2010 nós pegamos ou simulações que nós havíamos feito em 2007 para o ano 2010 E comparamos essas simulações com os valores reais que nós temos medido então uma simulação de 2007 nós comparamos nos anos medida de 2010 os valores medidos estavam dois graus acima do que nós havíamos simulados Pelo modelo
então modelo não era para esse mesmo modelo era bonzinho então o que que acontece aumenta a temperatura você mexe no mecanismo fisiológico da planta que chama evapotranspiração a planta evapotranspira e era parte da fotossíntese dessa planta porque a assimilação de água fica prejudicada são quatro fatores que alteram a fotossíntese a temperatura CO2 água e luz se você aumenta a temperatura e aumenta o CO2 você alterar fotossíntese em alguns casos pode ser benéfico e os casos pode ser maléfico se você aumenta a temperatura evaporar mais a oferta de água cai se você cria um fenômeno extrema
chuva cai de uma vez não cai constante E aí você passa tem um problema sério de oferta de água a única coisa que não muda é a luz do sol continua mandando energia tá então esses três fatores são alterados e isso provoca uma mudança na produtividade das plantas uma surpresa fica que corre algum risco de alguma planta Deixar de existir alguma deixar desistir não mas ela passa a ter dificuldade de produzir o Brasil hoje tem uma política pública que tem muito a ver com a Gestão de Risco climático no país que é o zoneamento Agrícola
de risco climático ele é baseado numa relação dessa evapotranspiração o Real combater inspiração máxima se você aumenta a temperatura as duas aumentam tá mas se as duas aumenta você vai ter um problema de produtividade Haikai a produtividade tá ao cair a produtividade você o resto é tudo em Cadeia cair na produtividade numa área enorme que você tem no Brasil oferta de alimentos pode cair se não fizermos nada peça que a gente tá falando isso há muito tempo mantido o procedimento de inação não vamos fazer nada nós temos uma vulnerabilidade muito grande respondendo à sua pergunta
agora diretamente culturas muito afetadas o café é muito afetado por conta do abortamento e Flor a temperatura sobe acima de 34 graus no dia com flor ele perde a flor é e nós estamos observando um aumento exponencial da frequência de ocorrência de dias com temperatura acima de 34 graus seus um estudo de 1990 para cá que mostra Esse aumento exponencial da o oficiais do Brasil não são dados da Embrapa São dados oficiais do Brasil que rompe a Organização Mundial de meteorologia depois você joga isso no Brasil você observa essa coisa também reflexo Estado de São
Paulo já perdeu uma parte da área dele no Café esse café foi substituído por Seringueira a foi foi mudança climática certamente não foi só mudança climática porque ao perder a produtividade o curso produção aumenta Deixa de ser rentável então busca-se coisas mais rentáveis E isso tem acontecido com outras culturas também a laranja já está sentindo um pouco esse negócio sentiu na Flórida tá sentindo no Brasil a uva na França tá sentindo também essa coisa então tudo isso está acontecendo nós o café na Nicarágua o café na Guatemala o café na Colômbia então todas essas culturas
estão passando por esse processo é de impacto desse desse aumento temperatura mas na outra conta também existem aquelas culturas que podem se beneficiar E aí como o cara de Açúcar Vai ser muito bom para cama Vai ser muito bom para alguns tipos de pastos a cana por exemplo a cana não tá não tem uma produção muito grande no sul do Brasil tá mas ela pode ir sim para o sul do Brasil que o risco de geada pode diminuir E isso aconteceu no momento que a geadas acontecem você pode ter uma possível mora expansão da cana
na região sul Mas quando digo Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul a você pode ter realmente o zoneamento da cana agroecológico da cana já prever isso ele prevê até 1 milhão de hectares de plantio de cana no Rio Grande do Sul hoje então de 30 35 mil mas ele prevê até 1 milhão de hectares Então esse significa que pode haver uma mudança na geografia de produção agrícola no Brasil com as culturas que nós temos aí hoje com oferta de material genético que nós temos hoje sim é possível que isso aconteça mas o que
está sendo feito na Embrapa que a gente nós falamos aí agora nós vamos de e mais a venerável era tá bom leva como todos os outros países do mundo é agora tem jeito de consertar tem nós estamos trabalhando para isso estamos então por exemplo a Embrapa deve lançar brevemente uma soja que tem uma tolerância a deficiência hídrica já mostrou lá que tem um genrinho aí que você coloca na soja ele tolera mais esses veranicos maiores que estão acontecendo o Instituto agronômico do iapar muito tempo que a gente tem falado isso o do Paraná hoje eu
tô dobrando Paraná Já lançou quatro cultivares de feijão tolerantes a temperatura um pouco elevadas não aborta a flor é um isso é uma beleza muito grande nós temos cultivares de milho em Sergipe que toleram mais eu deficiência aí que são vários Então a gente tem que começar a testar tem muita gente mexendo com essas coisas para manter essa área que está hoje explorada para a produção manter essa área produtiva aí você não tem que mudar drasticamente o que tá acontecendo mas o mais importante E é porque uma das minhas é essa melhoramento genético mas a
outra linha É uma linha que eu considero mais interessante que ia associado ao melhoramento genético ela permite a superação desses problemas todos que são sistemas integrados de produção Não é fácil fazer isso porque nós fazemos uma agricultura que eu chamo de solteira há 40 anos soja milho arroz feijão mas quando você faz só já compacto e árvore né então humano é SOJA no outro pasto no outro você tem eucalipto esse negócio outras culturas outras madeiras eu vi diversos exemplos da Amazônia ao sul do Brasil você mantém a sua fazenda produzindo o tempo todo e ao
fazer isso você aumenta sua capacidade de absorção de carbono no solo e mantém mais água no solo então é estaria mitigando chegando então meninas com feito mas não só mitigando aí você quer interesse Olá eu sou o Brasil tem isso é muito interessante porque além de mitigar você tá dando essa aquela cultura que estava ali sozinha não consegue produzir mais integrada com e sistemas de integração lavoura-pecuária integração lavoura-pecuária-floresta sistemas agroflorestais essa cultura pode manter a no seu potencial produtivo nesse 60 e poucos milhões de hectares que nós temos um cenário ele não é muito bom
mas ainda tempo de correr atrás né porque nós está sendo feito é pela pesquisa pelo setor público e privado para mudar esse cenário Você falou uma palavrinha e bem interessante né duas para correr atrás a nossa proposta que sai na frente não correr atrás porque o que nós estamos fazendo hoje é buscar essa da pressão genética nessas plantas e buscar os sistemas que sejam mais adaptados Mas tem uma coisa muito interessante no Brasil também é um dos poucos países do mundo que tem esse nós temos a maior biodiversidade do mundo se você tem sono cerrado
brasileiro então de 12 mil espécies da Caatinga o outro sem número de espécie Então essas plantas já estavam aí quando é o mundo teve mais quente alguns milhões de anos atrás tá ela já estavam elas elas passaram por esse processo na verdade a gente podia discutir um pouco mais isso mas a um um processo natural de aquecimento e esfriamento da terra que dura 180 mil anos tá 160 mil anjos Então é isso já aconteceu ela se passaram por isso então aí tá ela se adaptar a união se adaptar algum tipo de modificação passou por ela
só que nós não conhecemos o Genoma dessas então já que você conheceu já não manda essas plantas porque Possivelmente o genji adaptação e tolerância a temperatura elevada a deficiência aí que esteja Expresso nessas para lá eu tô falando de pau terra da folha miúda para o Terra da folha grande para carinho faveiro Sucupira preta e vai embora tá é precisamos investir muito em ciência e tecnologia para essas coisas muito muito mais coisa muito pouco né Aí nós estamos atrás tá sendo que investir muito em pesquisa para encontrar essas coisas tão vendo que eu descobri quais
são os genes que fazem essa expressão que tem as pessoas a gente começa a discutir como é que eu posso usar isso nessas plantas tá é um trajeto que é um projeto sim sem nenhum problema tá vamos curtir isso vamos é bom porque vai resolver algum problema não Só no Brasil porque no momento nós descobrimos isso nós vamos ter Soluções o Pedro paralelo 10 paralelo 21 isso se você botar um cinturão em torno do Globo pega boa parte da África uma parte da Austrália mas as pesquisas já estão não nós só fizemos o estudo de
identificação das plantas não sabemos quais são as plantas mas não fizemos de nome de nada o que que tá faltando faltando fazer ou não então você isso chama uma pesquisa de ponta cansada por isso que a Embrapa acabou de criar um laboratório junto com a Unicamp chamado me pisar em crie uma unidade mista de pesquisa genética e clima que primeiramente está buscando as soluções dentro da própria espécie e no segundo momento nós já está me assistindo agora vamos começar entrar na biodiversidade tem coisa aí tem muita coisa e algo nos dias que tem muita coisa
aí porque é um processo de análise temporal de longe tempo né Então essa é uma solução muito interessante que a gente consegue outra questão importante que o Brasil é protagonista as pessoas acham que aquela história do vira-lata não era de um vira-lata não o relato na eu sempre dizia que o Brasil tem que virar um pastor alemão aí outro dia um colega meu me corrigiu não pastor alemão não fila brasileira mas sempre condição de nos comportarmos como um carro esse tipo de animal forte Nós não somos vira-lata nós somos nós temos condições de fazer coisa
muito boa nessa área é e estamos fazendo o primeiro delas a gente conseguiu levar posições firmes em Copenhague e dizendo que a agricultura pode mitigar emissão de gases de efeito estufa único setor da economia que não custe parte tempo consegue fazer isso os outros setores não conseguem com que o agricultura ABC ajudando então a implementar É nos lugares certos e com aplicação correta do recurso é integração lavoura-pecuária integração lavoura-pecuária-floresta recuperação de passagem fixação biológica de nitrogênio reflorestamento uso de dejetos agrícolas tudo isso ajuda a reduzir e isso é importante é porque com a redução do
desmatamento quero principal emissor no Brasil o regionalismo inventário de gases de efeito estufa agricultura passou até destaque então agricultura hoje é muito mais do que o desmatamento podemos emitir menos Claro sim com certeza desde que a gente faça essa mudança de cultura e inclusive o nosso processo de produção é possível ter Mas qual o interesse que eu vou ter que fazer isso o que é que eu vou mexer com isso é coisa de ambiência besta só coisa de gente que tá achando que o mundo vai acabar não é uma coisa mercado tá a partir de
um determinado momento e o zoneamento agroecológico da cana foi feito por isso começa a existir Barreiras não-tarifárias que significa que você não tem imposições comerciais que são colocadas claramente em termos de acordo começo é simplesmente dito esta cana é colhida por criança não compro Ah tá não é o caso no Brasil só fazer um esforço enorme para reduzir isso já deve estar completamente reduzido mas por exemplo esta cana colhida com queimada não compramos emitir então Estado de São Paulo e outros estados criarão um esforço imenso e colheita mecânica da cana então cada vez mais você
vai tirando o argumento dos nossos competidores você passa a ter produtos certificados mesma coisa com a soja mesma coisa com milho então nós temos que fazer um esforço de redução de emissão que pode ser via novos processos produtivos ou sistemas integrados de produção que deem a certificação é o nosso produto de Valeu caso da cana que tá muito avançado mas tem um outro caso bem interessante a carne produzida um boi reproduzido num pasto degradado ele tem mais ou menos 30 32 kg de CO2 por quilo de carne ser melhor esse passo um pouquinho ele passa
sequência daqui na boa e reduza o tempo de ir embora e passa emitir 17 kg semenovo Esse parte mais um pouquinho vai para nove aqui quando você coloca no nível tecnológico muito bom vai para 3 quilos em 3 kg de CO2 pedido de carne só o resultado de pesquisa da Embrapa É sim e daí e daí que a nossa nosso o nosso boi não tem vaca louca porque ele tá no pasto então é um boi fechadinho e passa a ser um boi Verde porque ele sequestra carbono nos processos produtivos nós estamos aí então a pecuária
que durante anos era colocada como a principal vilã do das emissões do aquecimento global no Brasil Somente Com essas práticas passa-se o principal veículo de redução de emissão e de certificação de produto Olha que oportunidade imensa nação forno em 200 milhões de cabeça tá então só coisas como essas que nós temos que aproveitar a nesse caso as políticas públicas e as parcerias também público-privada da são fundamentais Então são fundamentais e tem uma coisa muito interessante que às vezes as pessoas não sabem direito mas é a gente divulga maus os bons boas coisas do Brasil né
e o Brasil às vezes é muito cruel Com quem o admira né mas sempre por favor não somos boas e sabe fazer essas coisas é eu já fui chamado em vários países explicar como é que a gente sai de Laboratórios para política pública como é que a gente fez não conseguem fazer isso como é que a gente consegue transformar resultado de pesquisa em política pública Embrapa é mestre fazer isso várias políticas públicas é que existem hoje saíram dos laboratórios da Embrapa responsável pelo inventário de agricultura biológica de nitrogênio que entrou no Crédito Rural o conhecimento
o nível de inteligência brasileira na área agrícola é muito importante agrícola Tropical é muito grande então esse pergunta para a gente me pedem frente lá dizer como é que é isso como é que eles fizeram a gente começa a explicar uma um diálogo é importante entre e essa brasileira e os tomadores de decisão a gente encurtou essa coisa se a gente ficar enfurnado no laboratório não sai nada mas se você mostrar que é possível fazer essas mudanças você consegue isso Lembrar para aprender e faz muito bem guarda existe uma corrente né contrária que diz que
não existe esse aumento de temperatura e que não existe mudanças climáticas Qual que é a sua avaliação sobre isso aos pouquinhos né Eu acho que ele viu perguntar espuma né porque o arroz acabou de lançar política americana de combate e enfrentamento às mudanças climáticas depois de 17 anos de insistência Mundial né existe assim a ciência cresce no contraditório a criando não existe nada que apareça de uma hora para outra que seja de aceitação rápida né Isso é difícil muito difícil nós temos histórias no Brasil aqui no combate à febre amarela que Oswaldo Cruz quase foi
linchado em praça publi eu peguei a combater a trabalhar né então a o grupo disse não é um cientistas mas seja um grupo que não achava aquilo um absurdo vacinar vacinar lapso né Essas coisas vão acontecendo na verdade a medida que você vai conseguir nos dados e vai mostrando que há uma evolução e essa ciências climáticas evoluíram muito na década passada para agora você vai mostrando que isso é o mesmo caindo por terra a uma incerteza é pequena não aumenta temperatura base cinco porcento quando você pode aumentar a temperatura mas ainda uma incerteza grande com
relação se vai chover mais aqui se vai chover mais lá porque a chuva é muito complicada para você poder chegar nessas coisas então porque eles não aceitam é aqui a gente Diga que o homem essa essa essa posição né o homem está modificando o clima na terra na verdade é uma relação quase que 80/20 oitenta por cento são são efeitos naturais e vinte por cento é o homem o problema é que isso tão aumentando um tem e tu rápido quando eu estudei a 30 anos atrás 33 anos atrás a concentração de CO2 na atmosfera de
320 PM hoje é 400 e isso tem um certo efeito sim isso tem negar isso é negado evidências científicas muito fortes nós estamos observando o crescimento de 02 03 graus por década na temperatura média negar isso é tampar o sol com a peneira quer dizer então e outra coisa importante existe uma diferença abissal entre a quantidade de publicações e cientistas no mundo provando e dizendo que está acontecendo em termos de aquecimento global em relação àqueles que disse que não tá acontecendo nada aliás no Brasil e infelizmente eu gostaria que fosse diferente mas os nossos céticos
não publicam nada só vão para imprensa É opinião opinião não vale opinião é complicado público faça um artigo científico tem Face a paciência que a gente discute mas sempre volto ao contraditório quem cima do contraditório a gente a nossa é nada quais são os impactos dessas mudanças principalmente para as populações mais carentes a mudança climática a gente diz assim era talvez ficha seja o efeito mais democrático que existe no mundo porque a temperatura vai ao se vai subir para todo mundo né ela vai subir para todo mundo só que o rico vai lá e acende
o ar condicionado dele fica Fresquinho né faz que faz calor ele vai acende a lareira o pobre não faz isso então Já tá muito Evidente isso foi muito discutido há uma vertente grande de discussão de subsistência e pobreza com relação às mudanças climáticas mostrando claramente que as temperaturas As populações mais pobres serão as mais afetadas então nós temos que trabalhar muito com essa com essa questão como é que nós vamos fazer E aí começa a mesma coisa por ela habilidade é trump adaptação Então você tem que tratar os nossos diversos estratos da população brasileira em
cima disso ver como é que resolve meu tecido exemplo nordeste brasileiro nós terminar em torno de quinze a vinte milhões de pessoas naquela região semi-árida não a seca danada das fazer na transposição do Rio São Francisco para resolver o problema de abastecimento de água outra discussão mas é existe sim plantar milho feijão outras coisas deles não vai dar certo no Agreste tudo bem não na zona Amazona da Mata tudo bem mas no semiárido não vai dar certo a tem aí vou morrer de fome absolutamente no semiárido você tem as espécies que existem lá no nordeste
que estou naturalmente adaptadas umbu-cajá se ligou Ela cajá-manga Angico que você pode colocar isso como produção daquelas daquela população e aquilo se transforme em renda e você vai nos hotéis na rede hoteleira do Nordeste você toma suco de cajá você toma suco de Umbu você toma água de coco em garrafa né aí quando é que a gente engarrafou água de coco é recente é muito recente por que que eu nem garrafa o suco de Umbu porque a gente não fecha o ciclo desde a produção na na fazenda até a industrialização isso dá uma abertura de
renda muito grande para esse agricultor Ixi adaptação e você fazendo isso você pode até me tirar né então é as populações pobres serão atingidas sim é preciso tomar providências com relação a isso O Brasil está tempo e se o Brasil tem 10 planos setoriais de combate e enfrentamento às mudanças climáticas 10 e todos eles têm procurado Minimizar esses efeitos usando o mais rápido ou mais devagar mas é preciso acelerar esse não esquecer aqui nós vamos atinge muitas populações caras que a Eduarda e nós estamos acabou muito obrigada pela entrevista até uma próxima oportunidade Eu que
agradeço você Muito obrigado você fica por aqui você pode conferir os dias e horários das reprises na página da IBC ou da Embrapa na internet assista o programa também no canal da NBR no YouTube obrigada pela companhia e até a próxima semana E aí