que somos todo esse ecossistema >> para ser a formação de um futuro [música] melhor, >> para ser cuidado, esperança, >> cura, vida, [música] para ser inovação e desenvolvimento, >> para ser encontro, reflexão, [música] para ser inspiração, >> para ser o próximo passo da humanidade. [música] >> Somos tudo que somos, por tudo que podemos ser. Pouque por tudo que podemos ser.
>> [música] >> Todo dia a internet cria um novo herói. Alguém que veio de baixo, que cresceu [música] nas redes, que viralizou, que venceu na vida rápido. >> Parece regra, mas é exceção.
Para cada [música] história de sucesso que viraliza, existem diversas outras de fracasso que são ofuscadas. [música] No mundo real, carreira não se constrói com atalhos, se constrói com preparo. [música] >> E os dados confirmam: quem investe em educação formal de qualidade amplia e muito [música] suas chances de crescimento.
>> Não é sobre negar as exceções, é sobre não basear o seu futuro profissional e [música] pessoal nelas. >> Enquanto alguns apostam na sorte, outros escolhem estratégia. >> Enquanto [música] alguns contam com o improvável, outros constróem com consistência.
A PUC [música] RS Online acredita na força da formação sólida, ética e contínua. >> Porque exceções podem até viralizar, mas carreira se constrói todos os dias. Quer [música] entender o mundo real e se preparar para ele?
Summit Pook RS online. Seja muito bem-vindo. Seguimos hoje para a aula TR do Summit Pook RS Online, um grande evento que aborda o mundo do trabalho e suas transformações.
São quatro aulas que trazem diferentes pontos de vista sobre o assunto. Na aula um com Cloves de Barros, abordamos o ponto de vista do aluno como lifelong learner com o tema formação e aprendizagem. E na aula dois, Camila Farani abordou o ponto de vista do aluno como brasileiro com o tema [música] mega tendências da economia e geopolítica.
Agora continuamos com a aula três com Silvio Meira, renomado professor da área de inovação e tecnologia. Esta aula abordará o ponto de vista do aluno como usuário e profissional que utiliza [música] tecnologia, ou seja, todos nós. Falando do tema A grande ruptura e no trabalho, profissões e carreira.
A aula 4 com Leandro Carnal será disponibilizada no dia 25 de março às 19 horas. Nós nos vemos ao fim desta aula para recapitular os principais aprendizados. Tenha uma excelente experiência.
Olá, [música] [música] [música] eu sou Silvio Meira. Nossa conversa aqui hoje é sobre inteligência. Inteligência não só artificial, inteligência individual, inteligência humana, inteligência social, inteligência de grupos de pessoas tentando resolver problemas.
E em particular o que que isso tem a ver com o trabalho, o trabalho humano ou o trabalho considerado humano há muito tempo. Estes daqui são os primeiros fragmentos que a gente tem notícias sobre trabalho humano. São pedras lascadas encontradas em Bocol Dora, na Etiópia, e datam de cerca de 2.
6 milhões de anos atrás. Obviamente são instrumentos cortantes, são instrumentos que de alguma forma estendem os membros humanos que nos transportam para um outro nível de capacidade de intervir no mundo ao nosso redor. Se a gente sai de milhões de anos atrás para 180 anos atrás, a gente vai pro Boulevard do Templo em Paris e tem a primeira foto tirada pro da guerre de o trabalho humano.
Primeira foto de um humano trabalhando, o Engrachate que tá fazendo seu trabalho ali numa rua de Paris na primeira foto que tem seres humanos e por acaso tem um ser humano trabalhando. Se a gente anda cerca de 130 anos mais para perto de nós, alguma coisa como 56 anos, tem Buzz Aldin trabalhando na lua, resolvendo como fazer esse experimento funcionar perto do módulo lunar em 1969. O que nós estamos vendo aqui são pessoas, são pessoas usando alavancas, estendendo sua capacidade de lidar com o mundo, de lidar com a complexidade de fazer coisas, de realizar ações no mundo ao nosso redor.
E essas três fotos são fotos da evolução do trabalho, desses 2. 6 6 milhões de anos de transformação entre a primeira ferramenta e um ser humano trabalhando completamente fora do seu ambiente natural. três marcos do talhador de Bocolora, mostrando a primeira extensão do corpo humano e talvez o nascimento do que a gente chama de tecnologia e talvez ainda mais o nascimento do que a gente chama de humanidade, que é indistinguível de tecnologia e dos usos que a gente faz dela.
Ali em Paris a gente vê a prestação repetitiva do serviço na sincronia entre o tempo humano e o tempo do contexto da sociedade ao redor de uma pessoa trabalhando na rua enquanto outras pessoas passam. E no caso de Baldurre na lua, a gente olha para sistemas extremamente complexos, sustentando um ser humano, trabalhando num ambiente completamente hostil, só para começar sem oxigênio. Esta aula do Summit Pook RS Online aborda o mundo do trabalho e suas transformações sobre o ponto de vista do aluno como usuário e profissional que usa tecnologia com o tema A grande ruptura e a no trabalho, profissões e carreira.
A aula e seu respectivo ponto de vista são organizados em seis partes. Sempre que uma destas seis partes for concluída, ela será recapitulada e resumida de forma visual na tela para um melhor aprendizado. Vamos resumir esta primeira parte da aula do professor Silvio Meira.
Um, trabalho e tecnologia. A relação inseparável entre trabalho e tecnologia pode ser visualizada na história, desde o uso de ferramentas primitivas na pré-história, passando pelo primeiro registro fotográfico de um trabalhador utilizando instrumentos para engrachar sapatos em Paris, até atividades que utilizam complexos equipamentos, como a exploração da lua. Esses são fragmentos do que a gente podia chamar das seis grandes eras do trabalho.
É sobre o que eu vou discorrer durante algum tempo aqui pra gente. Cada uma dessas eras, na minha opinião, representa uma transformação na relação entre inteligência humana, tanto individual quanto de grupos ou de times de humanos, a inteligência social, as ferramentas e o propósito pro qual a gente usa as ferramentas. Em particular, cada era do trabalho que eu vou mostrar aqui, de mais de uma forma comoditiza o trabalho da era anterior.
O trabalho da era anterior deixa de ser feito por humanos. passa a ser feito por sistemas, por ferramentas, por máquinas, às vezes por ecossistemas inteiros. Se a gente volta para Bocolora, a ferramenta era uma prótese corporal, né?
A pedra lascada compensa limitações físicas e inaugura, como eu já falei antes, a era da tecnologia no planeta. Ou seja, a tecnologia não é uma coisa que apareceu eh com a internet, que a gente costuma chamar de aspas dos negócios de tecnologia. não tem nada a ver com isso.
Tecnologia é muito mais ampla, obviamente, do que tecnologia digital. Esse trabalho artesanal coletivo de subsistência, onde não há separação entre pensar e fazer, é absolutamente típico dessa era, até a gente chegar nos tempos modernos das revoluções industriais, né? E a codificação do trabalho e do próprio conhecimento é oral por intuição, por tradição transmitida entre gerações.
A próxima era já é uma coisa muito mais complexa. Vem da antiguidade clássica até a pré-indústria, onde o mestre artesão controla todo o ciclo de vida do produto. Ele desenha o produto, ele cria, na maior parte dos casos, os instrumentos para fazer o produto.
Ele faz o produto, ele vende o produto e ele é a garantia do produto. Por causa disso, o trabalho define a identidade social a partir da virtude do que é produzido. Os ofícios passam a ser especializados e o conhecimento é guardado em segredo nas corporações, caso típico, por exemplo, da Idade Média, né?
E o artesão, como a gente já disse, é o autor completo da obra, que a gente chama de comércio, por exemplo, aparece logo depois na era mecanização e produção em massa, quando a gente começa a fazer algo impensável antes, causar uma ruptura, separar o pensar do produto, do serviço, que, aliás, havia muito muito poucos serviços do fazer o produto propriamente dito. A revolução industrial é assim a mãe da fragmentação, né? O trabalho é dividido em microtarefas repetitivas cronometradas.
O método para fragmentar, para criar as tarefas repetitivas, é extrair o conhecimento do trabalhador e codificá-lo em manuais de operação e a máquina passa a dominar a relação de produção. O trabalhador é parte de um sistema que funciona em velocidade industrial sincronizada. Se a gente quisesse dizer de outra forma, a revolução industrial transformou pessoas em algoritmos que a gente pode muito bem ver em tempos modernos.
Aqui tem três pessoas executando dois algoritmos. Chaplin execute o algoritmo Aperte as duas porcas na placa à sua frente e cada um dos parceiros dele executa o algoritmo bata no parafuso para que a porca não afrouche. O companheiro mais perto dele bate na porca à direita de si próprio e o companheiro à esquerda, mais à esquerda de Chaplin.
No caso, a partir do próprio Chaplin bate na porca à esquerda dele próprio. Então aqui a gente vê uma máquina, aspas controlando pessoas que executam algoritmos para produzir alguma coisa, o trabalho humano completamente codificado e temporalizado por um sistema ao seu redor. essa era da indústria, desde a indústria completamente elementar, nos anos 1750 e depois e a mudança radical a partir do vapor e das ferrovias de 1850 para depois se segue basicamente 200 anos a partir da revolução industrial básica, uma era de automação rígida e controle, onde o trabalhador deixa de ser uma engrenagem e passa a se tornar um monitor de processos, até porque a gente começa a automatizar o sistema de fabrico de quase tudo.
as pessoas passam a gerenciar fluxos contínuos, a otimizar processos produtivos, a pensar em qualidade como filosofia da organização e num processo de integração de humanos e sistemas que funciona numa espécie de um loop contínuo, de monitorar a qualidade, de eliminar problemas de desperdício, de má fabricação. de quebra, depois de mais de uma forma otimizar o processo de produção, integrar esse processo otimizado em sistemas e continuar nesse loop infinitamente. Aqui a gente começou a transformar o sistema baseado em produção para um sistema baseado em qualidade.
a gente teve que começar a mudar dramaticamente o que era que as pessoas tinham que saber para produzir. Mais uma vez, a partir dos anos 1970, e a gente poderia dizer até 2022, por uma razão que a gente vai ver já já, a gente começou a viver numa era de conhecimento e codificação digital desse conhecimento. mundo modelado em dados, uma sociedade e economia conectada por redes, redes digitais, redes não de comunicação, mas de conexão que estabelecem a possibilidade de criar relacionamentos, interações e fazer com que sistemas de informação em si se relacionem.
E isso leva ao surgimento de um trabalhador cuja produtividade é cognitiva e medida pelo tratamento de dados e criação de código e sistemas de informação. Sobre essa era, a gente pode dizer que tudo é software. O trabalho é abstrato, focado em bits e não em átomos, focado em singularidades abstratas de representação de informação e não em singularidades físicas de representação da realidade concreta ao nosso redor em linguagens de programação, codificação através de lógica digital e interfaces computacionais e gestão de dados usando, obviamente sistemas digitais.
Cada uma dessas eras representou em relação às eras anteriores ou a era imediatamente anterior, um conjunto de transformações. E essas transformações começaram a ser percebidas de forma muito mais radical nessa transformação pra era da informação ou do conhecimento, ou se a gente quiser da informação, do conhecimento, das redes e plataformas. Dois, as primeiras cinco eras do trabalho.
Um, era da sobrevivência e da ferramenta, quando o trabalho ainda é de subsistência artesanal coletivo, sem separação entre o pensar e o fazer. Dois, era do artesanato e corporações, quando o mestre artesão é o autor completo da obra ou produto. Nela, o trabalho define a identidade social.
Três, era da mecanização e produção em massa, quando o trabalho é fragmentado em microtarefas repetitivas e cronometradas e o corpo humano é sincronizado com a velocidade industrial. Quatro. Era da automação rígida e qualidade, quando o trabalho deixa de ser engrenagem e se torna quem monitora processos, migrando o foco da produção para a qualidade.
Cinco. Era do conhecimento e da codificação digital, período em que o mundo passa a ser amplamente modelado em dados e o trabalho a se concentrar em bits, tendo a informação como principal matériapra. E o que são transformações?
Se a gente voltar a pensar no trabalho, o que que é transformar? Transformar é inovar de uma certa forma. Se nós definirmos inovação, como Peter Drcker definia, inovação é a mudança no comportamento de agentes no mercado como fornecedores e consumidores de qualquer coisa.
Drcker, nessa definição, ele encapsula o que que inovação tem que fazer, qual é a consequência da inovação, qual é o resultado da gente inovar. é a mudança no comportamento de qualquer um dentro, por exemplo, do sistema produtivo como fornecedor de trabalho, do sistema produtivo pro mercado como fornecedor de soluções pro mercado, inovação como mudança de comportamento de agentes, seja no mercado interno do trabalho, no negócio ou no mercado como um todo. A mudança de comportamento de agentes no mercado como fornecedores e consumidores de qualquer coisa.
E inovação acontece em três escalas: adaptação, quando basicamente nenhuma fundação para o exercício das nossas performances ou da performance dos negócios muda, mas alguém descobriu como fazer alguma coisa com 10% menos energia ou em geral menos custo do que a gente tá fazendo. E a gente tem que se adaptar, adaptar aos nossos processos produtivos, pessoais, inclusive às vezes, para conseguir continuar competindo, mas nenhuma base fundamental do mercado mudou. Inovação de evolução é um pouco mais complexa.
Uma ou algumas das fundações ao exercício das nossas performances no mercado mudaram e eventualmente e eventualmente outras fundações surgiram. Se a gente não evolui, a gente tende a desaparecer. Um exemplo são os carros elétricos.
Eles são carros. Eles transportam pessoas, seguem as leis de trânsito, param nos sinais e tem motores. Mas os carros a combustão tem, obviamente, um motor à combustão.
Um carro elétrico tem, obviamente, um motor elétrico. A diferença fundamental é que um carro a combustão tem cerca de 4. 000 partes e peças no drive train e um carro elétrico tem cerca de 400.
Isso modifica completamente a rede de produção de veículos elétricos, modifica completamente os problemas e processos de fabricação, de manutenção e consequentemente de custos de seguros, garantias e assim por diante dos veículos elétricos. O veículo elétrico é uma evolução. E do ponto de vista de inovação, a inovação mais radical a gente chama de transformação.
É quando todas ou praticamente todas as performances deixam de ter suporte de fundações que, por uma razão ou por outra desaparecem. Uma transformação radical, por exemplo, é a chegada da internet. Outra transformação radical é a chegada da energia elétrica.
Outra transformação radical é a chegada do vapor. São chegadas que simplesmente destróem mercados. Não adianta você se adaptar ou você evoluir para competir com internet usando os mesmos processos de produção, de negócios, de articulação, de rede de valor que você usava antes.
O seu mercado será transformado. Transformações são como se fossem batentes. Existe um lado antes da subida dessa curva azul, obviamente, porque batentes como o vermelho que tá na imagem, eles não existem no mundo real ao nosso redor.
São transformações de um certo estado de fazer, de entregar valor, onde a gente sabe tudo porque tá aí há muito tempo. tá um outro lado, na parte alta do batente, onde a gente só tem perguntas. Aqui a gente sabe o que fazer, para quem fazer, com quem fazer, por fazer, como entregar, como capturar e como distribuir uma parte do valor que a gente capturou.
Aqui a gente só tem perguntas: o que eu vou fazer? Para quem eu vou fazer? Com quem eu vou fazer?
Para quem eu vou entregar? O que eu vou capturar? Para quem e como eu vou distribuir?
São perguntas, são exercícios de tentativas, erros e aprendizados para tentar descobrir qual é o ponto de chegada da transformação. Um exemplo que eu já mencionei ainda agora é o de para, ou seja, esse batente transformacional da internet chegando comercialmente em 1995 no nosso espaço competitivo e a transformação desse próprio espaço da competição e da performance. Quando a gente olha para o que a internet fez, antes de chegar à internet, tudo que a gente queria fazer estava no espaço físico.
A gente tinha que ir para um ponto físico. Não tinha o QRS online, por exemplo. Não tinha online.
O que foi que a internet fez? Ela primeiro criou uma dimensão digital conectada da realidade que permitiu que nós abstraíssemos o que existia no espaço físico e virtualizássemos o que existia no espaço físico em alguma coisa que passava a existir no espaço digital em rede. Não só eu crio um mundo virtual equivalente do que existia no espaço físico, mas você pode usá-lo à distância, não precisa ir para um prédio para fazer isso.
Isso tem consequências. Commerce, por exemplo, varejo vira e-commerce. é tão parecido para uma vista de longe.
Você só botou um I ali do lado para significar electronic, mas não era exatamente electronic, era virtual. Isso confundiu muita gente, porque as regras para competir aqui não são as mesmas regras para competir, obviamente aqui. Mas não foi só isso que aconteceu.
E a internet possibilitou com uma dimensão digital conectada em rede a virtualização de entidades que existiam no espaço físico e a criação de novas entidades digitais que só existem na dimensão digital do espaço, ela também possibilitou com a dimensão social virtual conectada em redes, obviamente a virtualização das conexões, relacionamentos e interações que as entidades tinham no espaço físico e, óbvio, a criação de virtuais puros de conexões, relacionamentos e interações nesse universo puramente virtual, digital, conectado, social. Isso cria o espaço digital, o espaço de dimensões física, digital e social, sendo que essas duas dimensões são escritas em código. Escrever código, obviamente é muito mais rápido, muito mais barato, muito mais ágil do que construir pontes, prédios e universidades inteiras, o que fez com que o plano digital social começasse a evoluir muito mais rapidamente do que acontece no domínio físico da realidade e começasse, por sua vez, o digital e o social a mudar dramaticamente o físico e a nossa interpretação.
dele. Esse espaço digital é um espaço de fluxos, um espaço de sequências de trocas e interações propositais, repetitivas e programáveis realizadas por agentes interdependentes em rede sobre as plataformas do mundo ao nosso redor, as plataformas sociais, as plataformas físicas, as plataformas políticas, as plataformas digitais, físicas, digitais e sociais. Isso é o que faz com que depois de você fazer uma pergunta numa máquina de busca, receber uma resposta, comentar no seu grupo de WhatsApp para pegar uma avaliação dos seus amigos ou numa rede social qualquer, eventualmente depois de algum tempo, a gente tenha uma entrega de um pacote físico na sua casa.
O mundo é digital. Três, espaços digitais. O conceito de espaço digital é importante para compreender o ritmo acelerado de transformações de um mundo cada vez mais tecnológico e sua contribuição para a aceleração da inteligência artificial, que será abordada a seguir.
De forma simplificada, pode-se pensar que em um contexto puramente físico, a quantidade de negócios, instituições e projetos e suas interações possui certa limitação determinada por fatores como limites populacionais de recursos, de tempo espaciais. Quando surge a dimensão digital, esse limite é expandido tanto para o que já existe e passa a ter presença digital, quanto para iniciativas que nascem exclusivamente digitais. Ao considerar também a dimensão social, isto é, todas as possibilidades de interconexão entre múltiplos públicos nas esferas física e digital, as possibilidades de expansão do sistema tornam-se virtualmente ilimitadas.
é nesse horizonte de altíssima escalabilidade, intensificada ainda pelo custo relativamente baixo da construção em código computacional, que a inteligência artificial se desenvolverá. E esses fluxos, essas sequências de trocas e interações, elas invertem completamente os modelos de negócios de todos os mercados, todos os mercados afetados por essas dimensões digital e social. No mundo, até a revolução industrial, você tinha um produto e você publicizava, anunciava esse produto no mercado para tentar descobrir quem queria esse produto.
A transformação causada por plataformas e internet faz com que em ecossistemas de plataformas, comunidades, perguntem: "Quem tem um produto para resolver o seu problema, quem tem um serviço para resolver o seu o seu problema? Quem tem um serviço para resolver o seu problema? Em vez de você publicizar uma solução, alguém pede uma solução.
Esse é o caso, por exemplo, dos aplicativos de mobilidade. E isso é uma ruptura absolutamente irreversível no mundo das performances dos negócios e do trabalho. Não existiria a Gig economy ou o trabalho em plataformas se não tivesse havido essa ruptura provocada por plataformas.
Eu escrevi um livro inteiro sobre isso, está online, é só usar esse Qode aqui para baixar. E foi um livro escrito para ser lido eventualmente num grande modelo linguístico, para conversar com o livro através de um grande modelo linguístico. E nesse livro aqui eu menciono esse paper aqui, Red Swans, ontologies of the unthinkable in the age of strategic collapse ou cisnes vermelhos.
as ontologias do impensável numa era de colapsos estratégicos. Por quê? Porque tecnologias de propósito geral, como eletricidade, como vapor, como a própria internet e como inteligência artificial, que a gente vai falar daqui a pouco, são cisnes vermelhos, são eventos de grande porte que causam rupturas paradigmáticas.
Do que que a gente tá falando? Cisnes negros são eventos raros, de alto impacto, previsíveis em retrospectiva e derivam de falhas de previsão estatística e são normalmente reversíveis. O exemplo clássico é a pandemia de COVID-19.
É tudo isso aqui e a gente quase que voltou pro mesmo estado que a gente estava antes, inclusive despreparado eventualmente para uma próxima pandemia. Os cisnes vermelhos são eventos de ruptura paradigmática. A forma como a gente entendia o mundo e fazia as coisas no mundo antes de um cíne vermelho não serve pra gente fazer as coisas e entender o mundo depois do cisne vermelho.
Eles são ultra imprevisíveis, expõe falhas cognitivas institucionais de percepção da realidade ao nosso redor. São falhas de paradigmas. A internet não foi mais uma tecnologia, mas um cisne vermelho por excelência, um evento de ruptura que redefiniu os fundamentos do trabalho, da saúde, da educação e da própria economia.
Os cis vermelhos têm cinco características básicas. Eles são, primeiro hiperconectados, se propagam rapidamente em múltiplos sistemas interligados. Eles são síncronos, diferentes rupturas em paralelos em sistemas que a gente às vezes pensa que não tem nada a ver uns com os outros.
Eles são irreversíveis, causam mudanças estruturais permanentes no ambiente afetado, eventualmente destruindo mercados completos, como no caso, por exemplo, do motor a explosão, que é um cisne vermelho clássico, destruindo completamente o mercado de transporte e tração animal para transporte e o mercado de carruagens, de diligências e carroças são paradoxalmente invisíveis porque a gente não quer vê-los. Eles estão aí, começam a mudar o mundo lentamente, mas os sinais fracos que nós percebemos são apagados da nossa análise, porque se eles forem verdadeiros, a gente vai ter que mudar dramaticamente. E eles são paradigmaticamente transcendentes ao exporem os limites dos modelos de pensamento com os quais a gente tenta compreender a realidade.
E aí acontece novembro de 2022 com a publicação dos primeiros modelos linguísticos úteis para nós aqui fora dos laboratórios das universidades e das grandes empresas de tecnologia. Um salto ontológico. Pela primeira vez na história, a inteligência humana não apenas criou ferramentas para o mundo exterior, mas usamos a nossa capacidade de abstração e concretização para brincar de abstrair como conceito e de concretizar como sistema virtual nossa própria inteligência.
É como se a gente tivesse fechado um ciclo evolutivo. A gente estendeu e libertou as mãos a partir da pedra lascada. E inteligência artificial generativa amplifica e estende o cérebro.
O processo por trás é a combinação de abstração com concretização que a gente faz desde Bocol Dora ou antes, só que talvez a gente não tivesse deixado o registro. Quando a gente olha pro mundo ao nosso redor, a gente faz perguntas sobre ele. Essas perguntas são transformadas em processos que nos levam a criar artefatos que intervém de volta nesse mundo ao nosso redor.
No processo de abstração, por exemplo, um dos clássicos é que a gente sempre usou cavernas, sistemas naturais de proteção contra calor excessivo, contra frio excessivo, contra grupos rivais, contra animais ferozes, lugares de encontro. Quando a gente abstrai a caverna, a gente transforma a caverna na noção de abrigo. A partir da noção de abrigo, a gente redesenha a caverna pros nossos próprios ideais de como ela deveria ser.
E a partir desse desenho, a gente cria um projeto de intervenção e concretiza o conceito de abrigo relacionado à caverna no mundo como uma intervenção que acaba produzindo uma casa pra gente morar. Quatro. A era da inteligência como matériapra.
A sexta era do trabalho caracteriza-se pelo deslocamento do foco humano do como executar tarefas para a definição do o que, porquê e para quê, orquestrando essas intenções com outros agentes inteligentes. Tomemos como exemplo a caverna da qual o ser humano historicamente abstraiu a ideia de abrigo, passando a construir casas com suas próprias mãos, ferramentas, equipamentos e posteriormente máquinas. A sexta era do trabalho, marcada pelo uso da inteligência artificial, introduz uma ruptura estrutural nesse modelo tradicional.
Em vez de projetar diretamente uma casa, pode-se preparar outra inteligência acerca dos propósitos de um abrigo familiar, como segurança, conforto, criação dos filhos, satisfação estética e otimização de custos, permitindo que essa inteligência formule e teste soluções. Isso se torna possível porque o sistema compreende os objetivos e restrições definidos. O mesmo princípio pode ser aplicado às atividades relacionadas à aquisição de uma casa, como [música] o atendimento ao cliente interessado, produção de fotos ou vídeos do imóvel, busca por terrenos ou métodos construtivos, entre outras etapas do processo que vão gradualmente sendo abarcadas pela inteligência artificial.
Esses dois conceitos de abstração e concretização absolutamente essenciais pra gente criar uma nova era do trabalho, pra gente criar uma nova era das performances, pra gente criar uma nova era da competição, uma era de inteligência como matériapra, uma era de rupturas ontológica, epistemológica e axiológica. onde o trabalho se torna curadoria, síntese, orquestração de intenções com outros agentes inteligentes, onde a gente codifica e ou produz não exatamente o resultado do que a gente quer ter como solução para resolver um problema, mas onde a gente codifica a arquitetura da solução. Nós passamos a trabalhar com arquitetura de propósitos.
O que eu quero, por eu quero, para que eu quero, para resolver um problema. E um sistema resolve o como resolver. Isso nos dá o problema de orquestrar agentes humanos e artificiais, ambos inteligentes, que vão fazer transformações no mundo ao nosso redor.
E de uma certa forma isso cria uma era permanente de cisnes vermelhos, porque não necessariamente a gente controla, de uma certa forma não controla de jeito nenhum a forma da gente resolver problemas. Mas já que a gente falou de ontologia, epistemologia e axiologia, o que que é realmente isso? Quais são as rupturas fundamentais?
A ruptura ontológica. A ruptura ontológica é a ruptura de mudar a natureza do trabalho, de operação física para orquestração de propósitos. A ruptura epistemológica é a mudança radical de como é que a gente conhece o mundo ao nosso redor e como é que a gente modifica esse mundo, como é que a gente codifica a mudança no mundo.
Não programamos os resultados, nem construímos os artefatos, mas treinamos mecanismos de aprendizado que criam as soluções dos problemas. E a ruptura axiológica é a mudança nos valores e métricas de sucesso, de produtividade individual paraa capacidade de orquestração coletiva. Como assim?
O que que isso quer dizer? Que como se fosse de repente apareceu inteligência artificial à nossa frente? Não, por isso que eu falei de espaço digital lá atrás.
espaço digital multiplicado, exponencializado, integrado, diferenciado ou talvez fatorializado com virtualização da inteligência, criou o espaço de performances que a gente tem hoje. Se não houvesse internet, se não houvesse plataformas, se não houvesse redes, Chat GPT não teria saído de zero para 100 milhões de usuários em menos de 90 dias. Há um espaço figital ao nosso redor.
Tudo acontece nele. E esse espaço ele viraliza coisas, ele cria efeitos de rede numa velocidade que a gente nunca poderia fazer se o espaço fosse apenas físico. E é nesse espaço que apareceu IA.
Mas por outro lado e por sua vez não apareceu ontem. O primeiro paper sobre inteligência artificial foi publicado há 75 anos por Allan Turing, que é fundador ou criador, se a gente quiser, da computação. A teoria da computação começa com Allan Turing em 1936 e ele criou na realidade um jogo chamado jogo da imitação.
Um jogo basicamente tenta fazer com que uma pessoa tente identificar por trás de uma parede com dois agentes conversacionais lá. Se ela tá conversando com um humano, com um computador, com dois humanos, com dois computadores. O jogo é extremamente básico.
Daí o nome do filme, The Imitation Game, mas é extremamente difícil de ser resolvido. Turing lá em 1950 dizia que em 50 anos, ou seja, em 2000, com poder computacional disponível, e aqui ele errou profundamente, um humano, depois de conversar muitos minutos com essas duas entidades atrás da parede, não teria uma chance maior do que 70% de descobrir quem era a máquina e quem era o humano. Se a gente quiser fugir completamente da do debate sobre inteligência e em particular se inteligência artificial é inteligente ou não, um porto seguro é esse paper de tuning de outubro de 1950.
É a gente dizer que IA, na realidade quer dizer imitação algorítmica. Imitação algorítmica de uma pequena parte da inteligência humana. A inteligência que a gente usa para capturar, para processar, para armazenar.
recuperar e usar informação para tomada de decisão e ação. Mesmo que seja só isso, 50% de todo o trabalho cognitivo repetitivo, o trabalho que é realizado em escritórios, pode ser automatizado, pode ser substituído por inteligência artificial ou imitação algorítmica agora, ou seja, caso não haja, e está havendo numa velocidade que a gente nunca pensou, se não houver nenhuma evolução, do que faz. 50% de tudo que a gente faz e depende do que a gente aprendeu e está repetindo, pode ser feito por Iá agora, não é daqui a 10 anos ou 10 meses.
Mas até 2022 eram duas dimensões da inteligência atlard, a gente podia chamar da inteligência no ambiente ou a inteligência no mercado. Primeiro, a inteligência individual, a inteligência de cada um de nós. Segundo, a inteligência social.
Nós em rede articulados para resolver problemas que um de nós não consegue resolver sozinho por causa de um conjunto de fatores. E aí surge uma dimensão de IA. Você escolhe o que quer dizer IA.
Inteligência artificial ou imitação algorítmica. Se a gente resolver escolher inteligência artificial, surge uma dimensão artificial da inteligência que transforma o que era um plano de inteligência num espaço de inteligências individual, social e artificial. Um espaço de cognição sintética em escala, onde será que inteligência artificial generativa é imitação da cognição humana pura e simples?
Parece que não. Parece que a gente tá tratando de uma nova dimensão da inteligência. Será que isso significa a criação de novas formas de inteligência?
Por exemplo, inteligência em rede ou inteligência híbrida? Isso quer dizer que inteligência artificial não é tecnologia, não é app, não é plataforma, é uma nova dimensão da inteligência efetivamente. Será que isso redefine os limites entre a criatividade, essa coisa tão preciosa para nós humanos, humana e sintética?
Será que a inteligência artificial redefine os limites dos limites? Ou seja, o que nós achamos que mais ninguém pode fazer nessa tríade de inteligências, o trabalho se desenrola ou passa a se desenrolar em três planos cognitivos, planos de conhecimento interligados à inteligência individual, que são as ações das nossas faculdades biologicamente fundamentadas de raciocínio, de criatividade, de julgamento ético. a nossa inteligência social, o nosso sentido coletivo de orquestação, de articulação, de coordenação, reputação e resolução distribuída de problemas e inteligência artificial na forma de grandes e pequenos modelos linguísticos, usando inferência estatística e modelagem generativa em escala não humana para tratar aquela dimensão informacional da nossa inteligência.
Inteligência artificial não é uma pura e simples extensão da cognição humana, mas um eixo ortogonal que adiciona profundidade ao espaço de inteligências, que antes era um plano biosocial. Só nós estávamos lá. E isso é um cisne vermelho.
Inteligência artificial é um cisne vermelho potencializado pelo cisne vermelho de internet que causou o cisne vermelho de plataformas que transforma tantos mercados. Isso muda o que é o trabalho? Talvez mude o trabalho pra gente chamar trabalho de trabalho inteligente.
Humanos sintetizam intenções complexas, sistemas quase autônomos. executam e refinam soluções continuamente. Orquestração coletiva.
Comunidades inteiras de conhecimento e prática orquestram transformações sem demandar hierarquias tradicionais de comando e controle da revolução industrial. E tudo isso evolui de forma acelerada com ciclos de inovação medidos em dias e não em anos. Um exemplo disso é openlaw, esse espaço de agentes autônomos que de repente surgiu quase do nada e no outro dia tinha centenas de milhares de usuários, onde o aprendizado é contínuo e a adaptação é instantânea e onde surgem continuadamente novas formas de trabalhar e de competir.
Em particular, uma coisa que pega aqui e que nos tira de uma vez por todas das revoluções industriais, inclusive da sua evolução depois da Segunda Guerra Mundial e onde vivem muitas empresas, é que a gente não precisa mais das hierarquias tradicionais de comando e controle paraa orquestação coletiva. E essa e essa era a razão de existir da vasta maioria do que a gente chama negócios ou empresas ou ainda organizações contemporâneas. Se a gente pensar antes dessa era da inteligência, a gente tinha controle direto dos processos, hierarquias de comando absolutamente rígidas, especialização em departamentos isolada em silos, planejamento central detalhado e fixo no sentido de por muito tempo para executar as funções dos negócios e execução como métrica de valor.
Estou fazendo, estou investindo horas, serei pago pelas horas que eu estou investindo. Depois de inteligência, articulação de intenções de forma distribuída, redes autônomas orquestradas, síntese interdisciplinar contínua, emergência adaptativa em tempo real e criação de significado como valor. Isso exige que a gente repense os nossos sistemas pessoais e coletivos de agir sobre o mundo.
Se a gente olhar pros sistemas que nós próprios temos, como diz Daniel Canneman, no sistema um é aquele onde a gente realiza operações intuitivas de resposta rápida. O nosso sistema dois é o sistema onde a gente pensa, onde a gente reflete de de deliberações lógicas e analíticas. E talvez agora a gente precise mudar para um sistema três, um sistema de orquestração meta cognitiva, onde nós teremos que desenvolver a capacidade de criar estratégias de aprendizado, de planejar, de monitorar, avaliar e regular a própria cognição individual e ao mesmo tempo a cognição de grupos, times sistemas.
Cinco. Um novo sistema de inteligência. É comum chamar inteligência artificial de ferramenta ou plataforma, mas isso se aplica apenas a um uso restrito e pequeno aplicado a uma finalidade específica do que a IA representa.
Seria como dizer que a inteligência humana é uma ferramenta que lê livros quando ela faz um conjunto muito maior de atividades. Para entender e há de forma abrangente, é preciso vê-la como uma nova dimensão da inteligência. Se antes havia o plano da inteligência individual e da inteligência social, a inteligência artificial ou imitação algorítmica é um novo plano dimensional que aumenta de forma praticamente ilimitada as possibilidades de aplicação dessas três inteligências, agora usadas de forma combinada.
Este uso combinado conduz a um novo sistema de inteligência que o professor chama de orquestração metacognitiva, a capacidade de criar estratégias de aprendizado, planejar, monitorar, avaliar e regular a própria cognição individual, somada à cognição social. Eu mesmo, André Neves e Carlos Braga escrevemos um paper sobre isso que sai ali de Chapling do trabalho programado, a orquestração metacognitiva, dizendo que é basicamente isso que a gente vai ter que fazer para trabalhar, pras nossas carreiras, pras nossas profissões. a gente vai ter que sair de um ciclo de planejar, de executar e controlar para um ciclo de desenhar, avaliar e integrar.
Em vez de ter um plano fixo, uma execução e um controle da execução e do plano, a gente tem que projetar a intenção e framework do problema e arquitetura da solução para qualquer coisa que a gente queira. a gente vai ter que avaliar de forma cética e crítica a qualidade e propriedade da solução no contexto do seu uso. E a gente vai ter que conectar ou concretizar a abstração no mundo ou ao mundo real, avaliando impactos, avaliando os conflitos e [limpando a garganta] suas resoluções e priorizando humanos no processo.
Se a gente fosse refazer aqueles slides anteriores sobre a revolução industrial, a gente poderia dizer que a revolução industrial transformou pessoas em algoritmos. A gente já viu isso aqui. E a revolução do conhecimento, na realidade, a revolução da inteligência está transformando algoritmos em pessoas, fazendo com que algoritmos executem funções cognitivas e repetitivas que eram executados por pessoas para que as pessoas voltem a ser pessoas, para que elas voltem a usar com muita frequência ou exclusivamente as suas funções.
cognitivas superiores. Isso tem implicações radicais para todos nós no trabalho, na sociedade, na economia, no sistema educacional. O redesenho de competências é absolutamente essencial.
Novos modelos organizacionais de hierarquias para rede de agências são absolutamente fundamentais. A educação tem que ser transformada, tem que se focar em pensamento crítico, ético e capacidade de formular questões profundas, porque respostas são commodity. E há uma redefinição de valor em larga escala da produção de artefatos para a criação de novos paradigmas e experiências de significado.
Seis, implicações [música] da IA. São citadas quatro implicações importantes. O redesenho de competências, valorizando-se cada vez mais a capacidade de síntese, curadoria e orquestração, novos modelos organizacionais, transitando de hierarquias para redes de pessoas e agentes autônomos coordenados por propósitos comuns.
Educação transformada com aprendizado focado em pensamento crítico, ético e capaz de formular questões profundas e não apenas respostas. Redefinição de valor. O valor econômico desloca-se da simples produção de artefatos ou objetos para a criação de novas formas estruturais de pensar ou paradigmas e experiências de significado.
Isso quer dizer que o ciclo que vem lá de Bol Dora se completa primeiro a extensão física, depois a força mecânica nas revoluções industriais principalmente. Depois a abstração digital na era da informação e agora a síntese cognitiva. Eu acho que não.
Eu acho que a gente vai ver muito mais. A gente talvez não saiba o quê, mas o mundo não parou de mudar. Ele continua mudando e provavelmente síntese cognitiva vai levar a extensões físicas e cognitivas completamente impensadas.
A gente só não sabe quais. O que que a gente vai fazer daqui paraa frente? Nós estamos no absoluto limear de uma transformação, de uma mudança de comportamento de agentes no mercado, como fornecedores e consumidores de quase tudo numa escala de mudança de fundamentos que a gente nunca viu antes, porque a gente nunca antes tinha tentado abstrair nossa inteligência e virtualizá-la como sistemas.
E a gente tá conseguindo fazer isso. O trabalho, como conhecemos, se dissolve, se reconfigura. Nossa tarefa é navegar essa transição com inquietude, imaginação, sabedoria e ética.
Porque o futuro do trabalho não pode ser sobre substituição de humanos, tem que ser sobre amplificação das nossas possibilidades, capacidades, competências. habilidades. Não é sobre competição com máquinas, é sobre orquestração com inteligências múltiplas para expandir as fronteiras do que significa ser humano.
Muito obrigado. >> Concluímos a aula três com professor Silvio Meira, tratando do tema A grande ruptura. e há no trabalho, profissões e carreira.
Esta aula explorou o ponto de vista do aluno como profissional, que usa de forma cada vez [música] mais frequente e intensa a tecnologia e inteligência artificial. Organizamos os principais aprendizados [música] em seis partes que vamos recapitular agora de forma simplificada. Um, trabalho e tecnologia.
A relação inseparável entre trabalho e tecnologia [música] presente desde ferramentas primitivas da pré-história até sofisticados dispositivos da atualidade, como celulares. Dois, as primeiras cinco eras do trabalho. Eras antigas que vão desde o trabalho [música] voltado à subsistência, passando pela era do artesanato e corporações, mecanização e produção em massa, automação [música] rígida e qualidade e chegando à era do conhecimento e codificação digital.
Três, espaços digitais, um mundo do trabalho e do conhecimento que acontece em três dimensões, a física, a social e a digital. Neste novo mundo, as possibilidades de expansão de empresas, trabalhos, projetos, instituições se expande de forma virtualmente ilimitada. [música] Quatro, a era da inteligência como matériapra.
Esta é a [música] sexta era do trabalho. Era na qual o trabalho humano migra do como executar tarefas para a definição do o que, por e para quê. orquestrando essas intenções com outros agentes inteligentes.
Cinco, um novo sistema de inteligência. Esse sistema surge quando se soma as dimensões da inteligência individual e social, uma nova inteligência, a artificial. O uso combinado dessas três inteligências conduz a um novo sistema de inteligência, a orquestração metacognitiva, a capacidade de criar [música] estratégias de aprendizado, planejar, monitorar, avaliar e regular a própria cognição individual somada à cognição social.
Seis, implicações da IA. As implicações da IA são profundas. Redesenho de [música] competências, novos modelos organizacionais, educação transformada, redefinição de valor com o valor econômico migrando da simples produção de objetos para a criação de novas formas estruturais de pensar.
Como vimos, muitos pensadores [música] especializados no tema de inteligência artificial, como o professor Silvio Meira, que é um filósofo da tecnologia, vem essa tendência como inevitável e como oportunidade. E se você percebe que é uma necessidade adaptar-se e ver a IA e a tecnologia de modo geral, cada vez mais dessa forma, não se sinta sozinho. Conforme dados de pesquisa da Ernstang, sete em cada 10 CEOs concordam que precisam repensar sua abordagem de transformação devido à volatilidade, à interconexão e ao aumento da velocidade e da escala de disrupção tecnológica.
Vamos ver o caso de uma aluna e como seus estudos de pós-graduação contribuíram para sua trajetória como líder. E como eu trabalho com IA e justamente essa pós ter sido focada não somente em A generativa, porque a gente tá vendo hype da IA Generativa e tudo mais, mas trazer para meus clientes esse viés educacional também de falar que tem a IA tradicional, tem a big data e trazer esse esse viés que muitos foi falado no curso ético também, que as pessoas hoje em dia não sabem. Então assim, isso foi muito importante para embasar também o que eu tô passando para meus clientes.
Meu cargo de red de a com certeza foi um grande ponto. É, eu comecei ali como meio que uma consultora de a e após minha após meu MBA e foi mais palpável eu conseguir ter conseguir o cargo de rede. >> Na próxima aula, o professor Leandro Carnal abordará o tema de gestão da carreira, fechando uma série de quatro aulas.
Seu ponto de vista será o do aluno como protagonista e gestor de sua carreira. Até lá. >> Bom, meu nome é Lucas, eu fiz o curso de liderança, inovação e gestão aqui na PUC e hoje eu sou gerente de logística.
Se eu conto um pouco da minha carreira de um mecânico de automóveis a um gerente de logística, eu acho que a resposta tá dada, né? Com o conhecimento e o estudo, a minha trajetória e meu crescimento só decolou depois disso. Logo que eu me formei, eu fui procurar uma pós-graduação, eu tava assumindo uma nova responsabilidade, então eu não tinha muito tempo para estudar presencialmente e o deslocamento, então até o tempo de deslocamento da cidade onde que eu morava, né, facilitou muito o estudo online.
Eu vinha procurando uma pós-graduação e em todas que eu vinha pesquisando, a PUC foi a que mais se destacou até pelo a qualidade, o conteúdo, os professores, várias portas se abriram e eu hoje eu poderia tomar as decisões de escolha para onde eu queria ele. Pós-graduação não perdeu a importância, na verdade ela só te agrega porque ela te abre a porta do mercado. No teu próprio no teu próprio LinkedIn, na tua própria página de rede, ali, tu anunciar onde tua formação chamou muita atenção do mercado.
E a PUC foi uma abertura de portas. Olha, eu diria que não dá para perder mais tempo, porque o tempo que tu tá perdendo hoje é o tempo que tu vai perder lá na frente para tentar recuperar. Foi principalmente por causa do estuto.
>> Meu nome é Wilson Luiz, eu fiz o curso de controladoria, compliance, auditoria e atualmente eu trabalho na área de controle interno e surpreendência financeira numa fundação de arte lá de Niterói. Então eu tava eu já tava trabalhando na área de controle interno, eu queria me especializar na área, eu queria uma instituição que ela fosse boa, que ela fosse de renome para trazer um peso e não ser só mais um curso vazio, vamos dizer assim. E aqui na foi a única que eu encontrei o curso exatamente que eu queria, porque tinha muitos outros cursos de controladoria com algumas outras disciplinas atreladas, igual meu, que é de auditoria e compliance.
Só que esses eu não queria fazer, não queria fazer auditoria e finanças, auditoria e gestão, queria fazer auditoria controladora e compliance também. Eu gostei muito. Eh, eu foi a primeira vez que eu tive contato 100% com algum material EAD, que eu fui do início ao fim.
Então, para mim, os professores foram muito bons, a plataforma era muito boa, porque tinha uma dinâmica muito boa, os professores eram muito bons também e eu acho que a plataforma como um todo ajudava tanto material quanto para tirar dúvidas assim. Eu acredito muito que a educação ela abre muitas portas. Se você tá precisando de abrir alguma porta, é porque ninguém [música] abriu para você.
Então a pós-graduação ela vai proporcionar abrir assim para mim pelo menos abriu.