simbora estudar a paixão segundo GH Clarice Lispector aqui estou eu novamente falando falando sobre sobre Clarice Lispector A língua tá um pouquinho enrolada hoje mas vamos lá eh e é sempre difícil falar né Principalmente sobre esse romance que é o romance mais enigmático da Clarice então eu já vou avisando vocês tá não há não há como fazer um vídeo falando sobre o romance uma resenha uma análise né de apaixona um segundo GH por de uma forma curta tá não dá como esse vídeo ficar curto esse vídeo eu vou tentar ser breve Mas você já viu
aí né provavelmente não sei agora Mas provavelmente ele vai ter né mais de 20 minutos Então tá não tem como a gente fazer um vídeo curto então eu sei que você que está aqui está exatamente por isso porque sabe que eu vou tentar falar tudo em menos tempo é impossível tá vai ficar muita coisa sem falar principalmente você vestibulando Então vamos lá que que aconteceu eu li a paixão segundo GH né havia livros 18 anos por aí é uns 18 anos por aí e nesse intervalo desses 18 anos entre a última leitura e essa que
eu acabei de fazer para poder aqui falar sobre o livro não sempre Releia o livro antes eu li felicidade clandestina né alguns outros livros eu reli né a legião estrangeira Laços de Família A Hora da Estrela e mudou muito a forma como eu vi o livro na época em que eu li lá 18 anos atrás tá e a forma como eu li o livro agora como eu consegui né enxergar esse livro agora vamos falar um pouquinho de Clarice sempre é necessário relembrar né Um pouquinho tá quem já me acompanha que sabe que tenho vários vídeos
sobre Clarice aqui tá temos ali em Clarice né é esse intimismo tá é uma literatura íntima então percebam né algo até meio curioso nós tivemos no Brasil uma literatura regional é muito forte e a Clarice bebeu nessa fonte né Ela é um pouquinho depois ali colocando cronologicamente Então as pessoas elas iam falar sobre né o interior sobre o sertão tá a Clarice ela inova porque ela vai falar sobre o interior mas o interior de nós mesmos o nosso interior e não o interior geográfico da o interior pessoal então é uma literatura muito subjetiva né Ela
é centrada muito no eu é Muitas vezes os textos de clarices são escritos em primeira pessoa exatamente para ter isso né o Edgar Allan Paul né nosso grande ele não pode escrever em primeira pessoa também para termos isso né é o psicológico o que se passa ali dentro da cabeça e importantíssimo né mais uma vez falando aqui a epifania sempre presente em Clarice e essa epifania ela se dá em um momento ali um momento ordinário um momento comum da nossa vida né Por exemplo neste livro ele se dá no momento ali com a barata como
acontece por exemplo em amor né no conto amor em que é no momento em que ela vê um cego o ovelha no momento em que ela observa o ovo então a Clarice né é maravilhosa pensando aqui este livro é de 1964 o início da ditadura militar no Brasil em 1964 Clarice também publica legião estrangeira que eu acabei de render também tá acabei de reler para um outro vestibular então e é curioso como a gente vai notando ali muito é semelhanças né tem encontro um conto no no na lista estrangeira que se chama como se chama
mesmo a quinta a quinta a quinta história fui pesquisar aqui a quinta história tá esse conto aqui da história ele nos fala de formas de como matar baratas tá são contadas várias histórias ali e as histórias elas se repetem tá então só para para contextualizar aqui como isso mexia com a Clarice e principalmente a questão dos animais né os animais mexiam muito né tem o conto a galinha também tem contos né no próprio a legião estrangeira que fala sobre macacos enfim tá vários contos aí que né trabalham com essa questão também do animal Então vamos
falar agora sobre né paixão e a paixão segundo enxergar ele traz uma apresentação ali da própria Clarice e a Clarice fala assim este livro é como um livro qualquer mas eu ficaria contente se fosse lido apenas por pessoas de alma já formada eu não vou ler esse livro você vai nesse livro né pessoas de alma já formada quem tem a alma já formada então parece uma brincadeirinha ali da Clarice né aquelas que sabem que a aproximação do que quer que seja se faz gradualmente penosa aqui nós já temos as dicas para o livro A aproximação
se faz gradualmente e penosa tá do que quer que seja ela e a barata ali no conto atravessando inclusive o oposto daquilo que se vai aproximar aquelas pessoas que só Elas entenderam bem devagar que esse livro nada tira de ninguém a mim por exemplo o personagem de H foi dando Pouco a Pouco uma alegria difícil mas chama-se alegria e alegria é tão difícil né Nos romances nos contos da Clarice é a maioria grande maioria dos textos da Clarice Eles não têm um final feliz né eles têm aquela agonia aquela coisa que parece que vai vencer
vai ter e não consegue né sempre se fica preso ali paixão tá pensem lá em paixão a paixão segundo GH A Paixão de Cristo então a Clarice tinha muito isso né a Clarice tinha uma espiritualidade uma é uma religiosidade muito forte mas ela não era presa a religiões né ela ela era muito Mística né acreditava em muitas coisas aí né então mas não era presa uma religião então ela vai colocar essa questão da Paixão de Cristo aqui e muitas pessoas não conseguem perceber isso isso é importantíssimo lá em relação a barata como começa o romance
o qual romance começa né com a personagem GH percebam né GH O que significa GH né Já vi muitas né considerações sobre o que significa GH e alguns né alguns críticos literários né eles dizem que GH significa gênero humano tá tão gênero humano alguém ali né com o gênero humano percebam que a GH ela não tem um nome assim né não é por exemplo geral da né de Geralda sei lá é o primeiro nome que vem na cabeça aqui gregoria nossa eu tenho para nome nenhum nome com G feminino Geni Não não é isso GH
pode ser qualquer pessoa então GH apenas ali né GH e GH tinha esse nome nela Diz que esse nome ali na valise né nas malas apenas aquele GH e o que acontece com GH né GH despediu a sua empregada já faz um tempo e o quarto da empregada está lá Parado né E aquele dia ela não tem o que fazer e ela fala eu sou boa em arrumação eu gosto de arrumar eu vou arrumar o quarto na empregada E aí você pensa Poxa passou tanto tempo ela nem entrou no quarto da empregada e aqui algo
muito importante gerar ela tem uma condição né Por ter empregada a gente vê ela é de classe média né Ela é uma escultora isso é importantíssimo também para obra Então ela é de classe média ela vai ter aquela empregada ali ela já cria aquele certo preconceito eu vou entrar no quarto da empregada ele vai estar bagunçado né e para sua surpresa quando ela chega lá no quarto da empregada né não a janair a janaíra o nome dela se não for janair depois eu corrijo Tá eu vou achar o nome daqui a pouco aqui a janair
que era sua empregada ela tinha arrumado tudo estava tudo em ordem e aí ela não tem o que fazer ela olha para aquilo eu não tenho o que fazer aqui né aí ela olha para um desenho que está lá na parede né como um desenho rupestre tá um desenho ali sem formas né desenho palitinho lá como as pinturas rupestres né ela percebe um homem nu uma mulher nua e eu pergunto desenho com peça dá para ver se a pessoa está bom tá um homem uma mulher e um cachorro né um animal e ela vê aquilo
ali aquilo ali a incomoda bastante né como se a primitividade ali né aqueles signos ela tenta decifrar então se eu pegar um livro aqui né um livro qualquer livro qualquer período Lucas morou aqui eu for pegar o Lucas morreu abrir aqui em qualquer página do Dom Casmurro eu acho que por exemplo né José Dias que entrou um pouco depois de mim aplaudiu a distinção e recordou a proposta os primeiros atos políticos de Rio 9 Então seja eu reconheço os signos né Isso faz sentido para mim aquela imagem aquela figura não fazia sentido para ela e
ela tentou buscar e aquilo buscar né é entender aquilo e aquilo não fazia sentido ou seja ela não reconhece aquilo e aquilo foi feito para uma pessoa que ela considerava né subalterna a ela uma pessoa inferior e ela era uma escultora ela entende de arte mas aquilo ali estava né acima do que ela poderia compreender então nós já temos ali algo que mexe né com a nossa GH eu ia falar janair com a nossa GH tá [Música] E aí tudo está arrumadinho né quando ela abre uma porta ali de um armário uma porta uma gaveta
Não me recordo agora porta uma gaveta tá ela abre uma porta então o que que acontece ela vê lá das profundezas daquela caverna observa um lugar escuro lá né como se fosse uma caverna voltamos né ao tempo das cavernas de lá sai um animal primitivo uma barata e aí começa a epifania né eu observar a barata eu querer entender a barata eu tenho medo da barata quem já leu a metamorfose você já leram a metamorfose é claro né quem já deve estar por fora lembra do grego cinza quando ele se metamorfoseia em uma barata deve
se transforma agora aqui muitas pessoas comparam né esses dois romances aqui nós não temos uma metamorfose da age H em uma barata mas uma integração entre as duas eu vou falar com você sobre isso né é a literatura geralmente muitos professores trazem como algo né é [Música] muito engessado O que é um romance Ah é um romance é um livro escrito com várias páginas muitas páginas tem vários personagens tem várias ações tem vários lugares eu já vi muito isso E aí você pensa Pô esse livro é um romance mas ele tem duas personagens GH e
a barata se passa apenas no quarto da empregada as ações acontecem dentro né praticamente todas dentro da cabeça é um romance psicológico né você não tem a noção ali no tempo passando não são duas horas não são 4 horas não são 6 horas né você não percebe muitas vezes porque é psicológico o tempo é psicológico é dentro da cabeça da nossa personagem enxergar então preste muita atenção tá isso foge daquela coisinha ali que colocam na cabeça eu não gosto dessas né engessar algo né dessa forma e aí eu já sei tem gente falando assim ai
mas você falou dois romances mas a metamorfose não é uma não é um romance é uma novela Nem vou falar nada tá continuemos aqui continuemos Aqui tá na difícil missão de falar desse romance onde que eu tava mesmo quando eu parei estava falando no encontro né no encontro das duas e aí ela tem aquele medo que que eu vou fazer agora né A Barata está toda ali a barata se mostrando para mim e [Música] lembra lá no início quando eu falei né de outro ser a aproximação e aquilo causou o medo nela tá então o
que que você vai é que que ela pensa em fazer naquele momento acabar com aquele ser então ela pensa em matar aquele ser né e é curioso porque nós vamos lendo isso não usa angustia por que isso nos traz uma angústia porque a gente fala assim pô é só fugir do quarto não mas ela precisa enfrentar aquilo e o que que ela faz ela eu não deveria falar isso não sei mas eu também tenho um conto que eu escrevi algum tempo que se chamou o prazer do creque que é uma pessoa que acorda né em
casa e ela gosta de acordar gosta de ver baratas pelo prazer de o barulho que faz ou daquele Mata essa pessoa Mata essa barata é só para você ver como esse tema assim é bastante atual é bastante recorrente tá não é atual recorrente a palavra correta e como muitas vezes você lê algo e aquilo fica na cabeça e você nem sabe porque você escreveu aqui Mas voltando lá essa grande reflexão Então esse livro né eu não vou trazer muitos três para você senão você fala assim um trecho relevante um livro inteiro interessante é cheio né
é de de cheio de frases interessantes frases reflexivas mas é que a verdade nunca me fez sentido etoramente peguei ele aqui agora mas é que a verdade nunca me fez sentido a verdade não me faz sentido é por isso que eu atemia e a tempo desamparada eu te entrego tudo para que faças disso uma coisa alegre porque falar eu te assustarei e te perderei Mas se eu não falar eu me perderei e por me perder eu te perderia então percebo e desculpa não é uma pergunta Tá e por me perder eu te perder queria a
verdade não faz sentido a grandeza do mundo me encolhe agradeça do mundo me encolhe então eu vou pensar assim o que sou eu diante da barata e aí ela vai fazer muitas reflexões por exemplo é a barata já estava aqui antes dos Dinossauros os dinossauros foram e a barata naquela comparação com as imagens ali né das das cavernas é como eu falei o vídeo vai ficar longo não tem como ficar curto mas eu preciso falar sobre sobre tudo isso e a chegar mata aquela barata e ela vê aquela massa branca saindo da barata é aquela
necessidade voltemos lá para os povos né povos primitivos em que eles matavam o ser que os ameaçava e se alimentavam dele pessoal olha embora eu não tenha religião tá e eu sou uma pessoa assim né fico com o que eu acredito para mim não quero mudar fazer ninguém mudar de opinião tá de forma alguma Jesus Cristo é uma pessoa que eu admiro muito mas eu preciso falar sobre o romance aqui tá então não confundam as coisas tá não estou tentando né nada disso convencer ninguém de nada mas eu falei agora na sobre se alimentar e
ela começa a pensar sobre aquilo né E aí a gente vai pensar Qual é né um ali dos rituais principais cristãos da liturgia né Cristã ali se alimentar de Cristo comer o corpo de Cristo né porque a hóstia ali para os católicos de pão para os evangélicos ele representa o corpo de Cristo É como se você estivesse alimentando ali no corpo de Cristo Então se come o corpo daquele que deu a vida por você aquele né que teve aquela paixão por você e naquele momento ela sente a necessidade de comer aquilo e ela até fala
né da hóstia ser sem gosto uma coisa uma massa branca ali massa branca tá eu falei Exatamente isso massa branca sem gosto nenhum e ela vai experimentar ela sente a necessidade de experimentar aquela barata mas ela tem aquele nojo não vai conseguir comer aquela barata porque ela sente nojo da barata mas ela se sente atraída quando ela vê a barata ali ela vai olhar para barata ela olha nos olhos da barata eu sei que o vídeo já tá ficando longo Tá mas vai ficar longo mesmo não tem como não tem como e ela tem aquela
experiência epifânica ali com a barata né de matar a barata Mas ela tem que continuar a viver Então o que fazer a partir daquilo tá Então pessoal são muitas questões que levam né Essa personagem de H a pensar coisas absurdas E aí você vai falar assim mas se absurdo não quantas vezes nós nos pegamos olhando para algo e começamos a fantasiar algo a pensar em algo a ver com aquilo ali se foi construído como que aqui você formou e sempre temos aquela coisa de tentar dar forma a algo né mas nada é definitivo nada é
decisivo já que fatalmente sucumbiriam a necessidade de forma que vende meu pavor de ficar indelimitada então que pelo menos eu tenho a coragem de deixar que essa forma se forme sozinha como uma crosta que por si só mesmo endurece a nebulosa de fogo que se esfria em terra e que eu tenha grande coragem de resistir a tentação de inventar uma forma ou seja nós sempre estamos tentando né achar uma forma para que então é toda essa reflexão ali que a Clarice traz para nós E aí eu quero pensar com vocês uma questão né que como
o sujeito o sujeito é absoluto não é absoluto Então nesse momento a Clarice percebe que o sujeito ele não é absoluto ele não é construído né é percebo que uma barata né foi capaz de confrontar ah eu falei né Falei sobre desculpa eu voltar aqui agora né Falei sobre ela experimentar é o desejo dela experimentar aquela massa branca que sai de dentro da barata e ela vence esse medo e vai lá experimenta só que quando ela Experimenta ele vem aquele nojo né aquela vontade de vomitar e ela vai lá e ela joga ela não consegue
engolir Então esse é o momento muito especial e Nós pensamos que ela vai engolir e ela não engole ela joga fora porque porque ela vê que aquele insosso aquilo não tem gosto né Aquilo é é insípido tá insosso Aquilo é como se fosse um neutro e é o neutro é fácil gostar das coisas que não são neutras né difícil é gostar do neutro e o que que é o neutro o neutro é o que liga né as coisas ele não é a coisa em si ele é o neutro é às vezes é difícil entender isso
né mas o que minha boca não saberia entender era um esôfago Então minha boca não sabia entender os esforço o que eu toda não conhecia era o neutro e o neutro era a vida que eu antes chamava de nada o meu inferno e meio ao neutro que é inferno surge a lembrança de ti a lembrança do neutro que se pode revelar amor o neutro que se pode revelar amor esse neutro é o local onde a linguagem não alcança nós não temos o nome seria o nada então neste momento nós começamos a achar que ela descobriu
tudo e a gente percebe que não descobriu nada é meio confuso né é meio estranho mas é isso mesmo tá essa paixão pelo neutro né e é nessa desistência que desistência de existência de comer aquela massa que ela joga fora que nós percebemos né e é como se naquele momento ela percebesse que a vida né ela ela se reflete na impessoalidade aquela barata ela é uma barata mas ela representa todas as baratas e eu esqueci de falar algo muito importante né lá no início ela fala sobre a barata e ela diz assim que a barata
se você mata aquela barata né a milhões de baratas e as Baratas não vão ser mortas né Então as baratas estão desde aí do tempo né anterior aos dinossauros e elas continuam enquanto ela não teve filhos então a descendência dela né pode ter fim a barata não você mata e vem outra em seu lugar pessoal eu acho que é isso tá enfim não espere né ninguém espera um final feliz ali é um final para refletir né é um final ali de muita reflexão tá e eu vou só ler no finalzinho aqui para vocês né [Música]
do romance O mundo independente de mim essa era a confiança a que eu tinha chegado pessoal o mundo independente de mim o mundo independente de mim e não estou entendendo o que estou dizendo nunca nunca mais compreenderei o que eu disser pois como poderia eu dizer sem que a palavra mentisse para mim como poderia dizer se não tímidamente assim a vida se me é a vida se me é não eu sou a vida a vida se me é e eu não entendo que digo e então adoro ou seja reflexões a vida se me É né
você passa a ser objeto e não sujeito então é o que eu falei aquela coisa que você deixar de ser o sujeito o principal para se transformar no neutro O que é o objeto O que é levado Espero que tenham gostado tá então se inscreveu no canal ainda se inscreve Me ajuda aí se gostou do vídeo é claro tá Por hoje é isso aí simbora estudar