E aí E aí e eu defendo um feminismo decolonial que tenha por objetivo a destruição do racismo do capitalismo e do imperialismo depender os feminismos de política de Colonial hoje não é apenas arrancar a palavra feminismo das mãos ávidas ao posição carente de ideologias mas também afirmar Nossa fidelidade as lutas das Mulheres do Sul global que nos precederam reconhecer seus sacrifícios Honrar suas vidas em toda sua complexidade os riscos que assumiram as vegetações as desmotivações que conheceram é receber suas veias também a reconhecer a ofensiva contra as mulheres atualmente justificado é reivindicada publicamente pelos dirigentes
de estatais E isso não é simplesmente a expressão de uma dominação masculinista desse complexificada e sim uma Manifestação da violência destruidora suscitada pelo capitalismo o feminismo decolonial é a despatriarcalização das lutas revolucionárias e [Música] E aí [Música] olá olá olá olá grifan começamos mais um episódio falando de uma nova parceria bacana do grifo para vocês o selo coltrix do grupo editorial pensamento Disponibilizou um cupom de desconto em vários títulos de a temática feminista é só acessar o site da editora e usar o cupom grifa Vinci para ganhar Vinte por cento de desconto nos seguintes livros
a criação do patriarcado a história da opressão das mulheres pelos homens de guia da Lena mulheres imperfeitas como Hollywood a cultura pop construíram falsos padrões femininos no mundo moderno de Karina chocando os homens explicam tudo para mim Rebecca solnit Primavera das mulheres sem questões essenciais para entender o feminismo no mundo contemporâneo depilar Pardo Rubio e lute como uma garota 60 feministas que mudaram o mundo os brasileiros Laura Marcela e Fernanda Lopes com prefácio de Mary Del Priore o solo cultrix do grupo editorial pensamento publicar livros que propõe uma reflexão sobre o mundo em transformação se
aproxima dos clássicos do pensamento Com teorias atuais que analisam a sociedade os títulos selecionados pelo grifo nessa parceria trazem discussões ensaios sobre o feminismo de maneira Ampla além de revelar o papel da mulher hoje e ao longo da história sobre vários olhares e Viagens diferentes e complementares entre si Cuoco pão de vinte por cento de desconto é válido até 21 de outubro e essa é uma parceria paga com o selo cultrix do grupo editorial pensamento E aí Oi e a gente está aqui para mais um episódio dessa vez dando um salto no tempo para trazer
uma discussão bastante atual e necessária sobre o famigerado feminismo decolonial com esse livro da cientista político e Historiador ativista especialista em estudos pós-coloniais françoar VG publicada pela ubu álbum inclusive cedeu muito gentilmente para os nossos ouvintes também Vinte por Cento de desconto na compra desse livro lá no site da editora com o cupom grifa cubo grifo Boo tudo corre lá e aproveita esse outros títulos tão bacanas da uh e por último mas não menos importante lembramos vocês a nossa campanha de financiamento coletivo e recorrente corre lá em apoia.se/gripa podcast e você escolhe contribuir mensalmente com
qualquer valor que achar justo e ajuda muito grifa a se manter no ar vamos lá esse é O Episódio número 11 do grifo podcast e o livro é um feminismo decolonial de François ver G1 é um feminismo decolonial de François VG foi publicado em 2020 pela Editora ubu é um livro de 144 páginas um livro curtinho que tem a tradução de Jamille Pinheiro Dias e Raquel Camargo e uma apresentação muito boa da Flávia rios que a professora na Universidade Federal Fluminense e com a autora da biografia De lélia Gonzalez que foi publicado aqui em São
Paulo pela negros somos em 2010 a gente usa a sua ótima apresentação do livro pra guiar essa introdução aqui do episódio e autora Franz o AVG não ser 1952 em Paris na França mas o fato muito importante da sua biografia que ela cresceu na ilha de reunião na França e morou na Argélia no México na Inglaterra e nos Estados Unidos ela é graduado em ciências políticas e Estudos feministas na universidade de San Diego e phd em Teoria política pela berkeley University of California e publicou sua tese que se chama Monstros evolucionários o romance da família
colonial e estes agem também por essa Universidade ela publicou diversos artigos sobre Franz fanon ou é nesses ahi o abolicionismo o psiquiatra Colonial ao pós-colonial memória da escravidão processo de crioulização no oceano Índico E as novas formas de colonização e racionalização e trabalha regularmente com artistas visuais Fazendo documentários exposições de arte enfim monte de coisa esse seu texto que deu origem ao livro foi escrito não tão mesmo de manifesto e o Manifesto bastante florescido bastante crítico ao feminismo Liberal E civilizatório como ela vai chamar e de alguma maneira é uma luta por uma retomada do
feminismo né uma é uma crítica ao feminismo liberal e uma retomada por um feminismo que seja verdadeiramente antipatriarcal anti-colonial e anti-capitalista visando A um alargamento dos seus horizontes libertários e igualitários e altura logo de saída avisa para gente que hoje ela se diz uma feminista mas nem sempre foi assim o que se define feminista consiste num desafio de quem quer revolucionar a prática cotidiana e não é simplesmente servir mas os cursos frases de efeito tudo isso muito palatável o capitalismo e muito absorvido pela publicidade da sociedade do consumo é preciso segundo ela combater abertamente um
feminismo de Feição burguesa e para além da sua crítica aguda o principal esforço que as três formas de apresenta nesse livro é o de mostrar que o trabalho doméstico remunerado Sobretudo o trabalho terceirizado de limpeza garante que engrenagem diária do capitalismo continue funcionando e esse trabalho realizado majoritariamente por mulheres realizadas de acordo com a Flávia Rios no prefácio é esse esforço de pensar o modo como a raça o gênero EA Classe se constituem mutuamente e globalmente nas grandes cidades que se destaca como nos pontos mais notáveis desse livro e é importante a gente de marcar
que ao se referir às mulheres realizadas Afonso AVG também considera aquelas entende e brancas e não acidentais que vivem Nas condições de imigrantes e refugiados tanto na Europa quanto nos Estados Unidos é esse mesmo termo ele vai ser válido para as mulheres que mesmo tendo cidadania Francesa no papel por exemplo não vão escapar dos processos de racionalização devido a marca sociais como cor costumes religião língua Ou qualquer outro elemento distintivo que assim testes de adentrar a Seleta exclusivas sociedade ocidental EA gente percebe que as suas teorias sobre feminismo decolonial elas vão se mesclando com a
sua história de vida e ela disse que isso se dá não por ter uma história exemplar Mas pelo papel importante que as lutas feministas Desempenharam na sua história então durante muitos anos a François foi militante em grupos do movimento de libertação das mulheres e lutas que sempre estiveram ligadas a projetos de libertação Gerais a experiência dela no caso foi a libertação do colonialismo francês pós-1960 e ela disse que a base do seu interesse né a curiosidade o engajamento em prol das lutas emancipatórias veio de uma educação política e cultural que ela Recebeu lá na ilha
da reunião e ela disse que para garotinha que ela foi que foi criada no contexto em que a escola as mídias e as atividades culturais Estavam todos submetidas a ordem Colonial francesa né posso 1962 essa experiência foi excepcionalmente transformadora ela teve o privilégio de crescer em uma família de comunistas feministas e anticolonialistas e de estar cercada por militantes de todo tipo de origem de gênero e de classe Social que a instruíram a respeito do que são a luta solidariedade e alegria EA diversão associadas à luta coletiva é aquele meme né Eu acho muito chique quem
tem família esquerda eu acho chiquérrimo por exemplo e é por isso que ela ficou impressionada com esquecimento obstinado da escravidão e do colonialismo e dos territórios ultramarinos nas análises da França atual e da política dos sucessivos governos o anos de 1950 se comparados ao império colonial ela vai Dizer Os territórios ultramarinos eles fazem menos parte ainda da história contemporânea nenhum texto sobre as questões políticas abordada de uma perspectiva filosófica Econômica ou sociológica mesmo interessa por essa sobrevivência do império colonial francês das questões coloniais ainda persistentes e ainda regendo a sociedade de uma maneira geral até
hoje isso se dá na visão dela por uma vontade de apagar Esses povos de seus países da análise Dos conflitos e das contradições e também das resistências né então qual seria o objetivo desse afastamento senão de manter a ideia de que tudo isso a escravidão colonialismo imperialismo certamente aconteceu mas fora daquilo que você considera a França né porque a França Afinal de conta o berço da Liberdade o berço da Igualdade então assim vão se minimizando os laços entre o capitalismo eo racismo entre o sexismo eo racismo e vai se preservando essa Imagem de certa e
o e Vanguarda da França e Desse modo é aí que se insere o feminino francês que se passa muito com uma imagem de moderna de moderado diante da herança colonial e diante Teresa escreva o trata tipo como se as mulheres né por serem também vítimas da dominação masculina também elas vítimas de uma pressão elas não tivessem nenhuma responsabilidade em Face das políticas empreendidas pelo Estado francês e essa crítica assertiva Que altura faz ela é Ainda mais potente quando a gente percebe que ela faz sobre e contra um dos berços do feminismo do acidente né que
é a França com essa imagem construída nessa autoimagem civilizatória republicana e completamente universalista tudo que a gente pode falar sobre modernidade sobre universalismo sobre totalidade do sujeito homem branco hétero europeu vem deste berço ela crítica diretamente essas bases Fundantes do feminismo ocidental segundo ela o feminismo teria se curvado ao eurocentrismo ao neoliberalismo ao imperialismo e a colonialidade do poder e ela faz questão de se colocar juntamente os esforços das ativistas e das intelectuais feministas do Sul Global ela não se coloca junto das feministas francesas ela vai registrar e vai reiterar o quantas abordagens dessas mulheres
do seu Global explicam Justamente a natureza e os mecanismos de Reprodução das desigualdades e da exploração das sociedades contemporâneas é a que eu quero frisar uma nota importante da tradução que ela vai dizer que o campo semântico do termo francês de colonial e eu não sei falar no original mas a palavra de Colonial né que é tanto presente no título quanto principal conceito do livro ele vai se caracterizar pelo enfrentamento da colonialidade do poder que mesmo depois da formalização da independência dos Territórios colonizados ele persiste como legado da modernidade do racismo o capitalismo tô curado
tá dizendo de Colonial é isso que é a isso que ela tá se referindo que nas palavras da autora eu quis destacar nesse livro fato simples Concretos e tangíveis que iluminam a estrutura profundamente marcada pelo gênero racializada' e estratificada que permite a sociedade burguesa funcionará séculos longe de ser um discurso feminista abstrato esses Fatos são visíveis a quem deseja a Deus a cada dia em cada cidade milhares de mulheres negras realizadas abrem a cidade Elas limpam os espaços que o patriarcado e o capitalismo neoliberal precisam para funcionar elas desempenham um trabalho perigoso mal pago e
considerado não qualificado e na lan e utilizam produtos químicos tóxicos e empurram o transportam cargas pesadas sendo tudo isso o prejudicial à sua saúde E aí e o livro é dividido em duas partes e a gente vai dividir também as sessões Episódio dessa maneira E tem também um prefácio à edição brasileira que é um prefácio muito bonito e muito certeiro que Inclusive a gente leva no último grifo nosso né a gente fez uma espécie de teaser de introdução a esse episódio aqui porque vale a pena ler o prefácio inteiro para pegar o Tom que a
François VG usa no livro tudo e ele tem um nome Muito poético se chama invisíveis Elas abrem a cidade então ela vai começar o livro contando essa história uma história bastante emblemática na sua tese principal ela vai dizer que em janeiro de 2018 depois de 45 dias de greve mulheres atualizadas que trabalhavam na garra do nó uma das estações do trem mais movimentados de Paris tiveram Vitória contra o seu empregador a empresa de limpeza terceirizada que chamava o nenê E aí ela Vai lembrar que essa mão de obra constitui uma força de trabalho racionalizado e
majoritariamente feminina que realizam serviços subqualificado e mal o e trabalha numa situação de risco para a saúde imensa extrema na maioria das vezes de madrugada ou à noite quando os escritórios hospitais as Universidades os Centros Comerciais aeroportos Estações eles estão todos vazios e quando os hóspedes né os funcionários e Tal já deixaram os quartos de hotel os escritórios e tudo mais então são bilhões de mulheres que se ocupam incansavelmente de uma tarefa muito específica que é de limpar o mundo e sem ela segunda pessoal AVG milhões de Empregados de a gente do capital de Agentes
do estado do exército das instituições culturais artísticas e científicas elas não poderiam ocupar os seus escritórios eles não podiam fazer reuniões ou podia fazer descoberta sobre O tomar decisões não poderia fazer nada disso em espaços Associados à sua disposição Então segunda autora Esse trabalho é indispensável ao funcionamento de qualquer sociedade e deve por princípio se permanecer invisível e a gente não deve dar conta de que um Oi gente circula foi limpa por mulheres realizada superexplorados isso fica escondido esse trabalho ele é considerado parte daquilo que as mulheres devem fazer sem reclamar há Séculos que o
famoso trabalho doméstico do qual a gente fala aqui no grifo Acho que desde o primeiro episódio né Mas além disso o capitalismo produz inevitavelmente trabalhos invisíveis e vidas descartáveis e isso fica muito Claro na tese da França o AVG e tá muito conectado uma coisa com a outra ela vai dizer que isso se conecta justamente no fato de que a indústria da limpeza é uma indústria extremamente perigosa para a saúde e de acordo com a França AVG é Sobre essas vidas precárias que esse trabalho ainda está ainda muito estressante para o corpo é pior essa
situação colocando essas vidas em perigo o tempo todo e é sobre essas vidas que repousam as vidas confortáveis das classes médias no mundo todo então a Vitória dessas trabalhadoras da estação de trem é significativa porque ela chama atenção para a existência de uma Indústria na em relação à feminização a exploração os riscos à saúde em Visibilidade os salários baixos violência o assédio sexual tudo isso se combina até dela justamente essa que é nesse lugar que todas essas operações elas se combinam e elas estão claramente a mostra no entanto no mesmo momento dessa Vitória histórica das
trabalhadoras realizadas em janeiro de 2018 o que ganhou a primeira página das medidas francesas que o que provocou debates e controvérsias petições online Enfim tudo isso todo esse bafafá foi um Artigo Assinado por um coletivo de 100 mulheres denunciando o ódio aos homens preconizado pelo feminismo É isso mesmo que vocês estão ouvindo a signatários dessa dessa petição elas criticavam que as campanhas de denúncias de assédio os tipo mentiu que também tiveram várias da França resultavam numa campanha de delação de Justiça sumária com e os pobres assediadores era uma campanha de disseminação de ódio ao homem
era isso que as pessoas diziam e foi isso que Ganhou a primeira página dos jornais nessa época Então a nossa amiga François veja ela na verdade não surpreendi conheci pelo contrário ela vai dizer com todas as letras que a vida confortável das mulheres da burguesia só é possível em um mundo onde milhões de mulheres atualizadas e exploradas proporcionam este conforto fabricando suas roupas limpando suas casas e os escritórios onde trabalham tomando conta de seus filhos cuidando das necessidades sexuais Dos seus maridos irmãos e companheiros consequentemente essas mulheres burguesas tem como passatempo discutir a legitimidade das
coisas reclamar que não querem ser incomodados do metrô ou aspirar a postos de liderança de grandes empresas aí a parte 1 do Livro se chama definir um e o feminismo decolonial e para fazer isso ela começa a parte justamente fazendo várias provocações como o feminismo se tornou um dos Pilares de números ideologias que se opõe a ele Como ideologia Liberal a ideologia nacionalista ou xenófoba a ideologia de extrema-direita como os direitos das mulheres se tornaram um dos trunfos do estado do imperialismo O que é o feminismo quando ele se torna uma empresa de pacificação se
feminismo e feministas estão a serviço do capital do Estado do império ainda é possível restituir o fôlego de um movimento que carrega objetivos de justiça social Dignidade e respeito o políticas de vida contra políticas de morte é através dessas perguntas que ela vai deixando cada vez mais claro que esse livro é uma crítica ao que ela chama de feminismo civilizatório o feminismo que tomou para si a missão de impor em nome de uma ideologia dos direitos das mulheres o pensamento único que contribui para a perpetuação da dominação de classe de gênero de raça ela diz
eu defendo o feminismo decolonial O objetivo a destruição do racismo do capitalismo e do imperialismo defender os feminismos de política de Colonial hoje não é apenas arrancar a palavra feminismo das mãos ávidas da oposição carente de ideologias mas também afirmar Nossa fidelidade as lutas das mulheres do Sul global que nos precederam reconhecer seus sacrifícios Honrar suas vidas em toda sua complexidade os riscos que assumiram as hesitações as desmotivações que conheceram é receber Suas heranças também a reconhecer a ofensiva contra as mulheres atualmente justificada é reivindicada publicamente pelos dirigentes de estatais E isso não é simplesmente
a expressão de uma dominação masculinista desse complexificada e sim uma manifestação da violência destruidora suscitada pelo capitalismo o feminismo decolonial é a despatriarcalização das lutas revolucionárias bom então ela completa que esses Movimentos por um feminismo decolonial eles são apoiados sim por feministas da Espanha da França tá até dos Estados Unidos e os movimentos que o compõem eles declaram Guerra ao racismo e ao sexismo ao capitalismo ao imperialismo e isso acontece em várias ocasiões conjuntos transnacionais por exemplo nas grandes manifestações da Argentina na Índia no México na Palestina aí a gente tem um episódio inteiro dedicado
é isso por exemplo falando da greve Internacional das mulheres é o Episódio 7 sobre a potência feminista da Verônica gago que ela conta como que se dá essa articulação transnacional e segunda fez o AVG as suas militantes nesses espaços elas vão denunciar ao e****** e o feminicídio e vão atrelar esse combate as lutas contra as políticas de desapropriação contra a colonização contra o extrativismo contra a destruição sistemática da vida e aí atenção Quer dizer que isso não se trata nem de uma nova onda e nem de uma nova geração de movimento a gente tem essa
tendência falar e aí em que onda se encaixa você as feministas tona sair a galera pesquisadoras empresário essa pergunta Você acha que nós estamos vivendo uma nova onda apenas duas vezes diz que não que isso é uma nova etapa no processo contínuo de de colonização que é um processo longo historicamente falando esses feminismos de política de Colonial Eles vão rejeitar na verdade essas fórmulas de onda de geração que isso serve para segmentar né porque eles se apoiam numa longa história de lutas das suas antepassadas das mulheres das populações originárias das mulheres que foram reduzidas a
escravidão das mulheres negras das mulheres das lutas de libertação nacional é do internacionalismo subalterno feminista lá dos anos 50 dos anos 70 Enfim uma série de movimentos que já existe aí é Muito tempo que resiste há muito tempo a luta cotidianamente até os dias de hoje por isso nos trata de movimento novo então para a autora esses movimentos feministas de política de Colonial junto a outros movimentos decoloniais e a todos os movimentos de emancipação eles enfrentam um momento de aceleração do capitalismo que atualmente regula o funcionamento das democracias e eles oferecem ao mesmo tempo uma
ameaça tripla a esse capitalismo Primeiro aos próprios regimes autoritários né que acompanham o esse absolutismo econômico do capitalismo Como ela chama esses regimes autoritários que vem despontando aí pelo mundo a gente sabe muito bem em segundo lugar eles oferecem uma ameaça a dominação masculina que Tá assustada porque tá obrigado a renunciar o seu poder né E por todo lugar a gente vê a relação dessa masculinidade assustada eu amei essa expressão uma habilidade Assustada com a proximidade de forças fascistas e em terceiro lugar essa ameaça vem ao feminismo se o feminismo Liberal que é esse feminismo
que vai transformar os direitos das mulheres na verdade numa ideologia de assimilação e integração a ordem neoliberal então o feminismo decolonial e reivindica a justiça epistêmica Isso é uma justiça que se reprocria científicamente filosoficamente e que vai revisar essa narrativa europeia do mundo essa Narrativa que é branca que é terá que masculina que esses essa ideologia que é ocidental patriarcal e que transformou as mulheres mas também os negros e as negras os povos indígenas os povos da Ásia da África e seres inferiores e marcados pela ausência da Razão da ausência da beleza da ausência de
um espírito naturalmente apto a descoberta científica técnica tudo isso que a gente sabe tudo isso que justificou essa colonização inclusive e é justamente a Sua ideologia que vai alimentar os o feminismo civilizatório ela coloca esse em contraposição é essa ideologia Branca at e se científica que vai alimentar esse feminismo civilizatório liberal em movimento que a gente conhece muito bem por exemplo quando certas feministas assumir uma postura de vocês aí que não possuem Liberdade vocês que não conhecem os direitos que vocês têm nós feministas vamos te ajudar a atingir um nível adequado de desenvolvimento a gente
vai Te tirar desse lugar de atraso a gente vai te mostrar o que é ser livre uma mulher livre então a Francis o AVG ela vai frisar uma coisa muito importante que esse trabalho de redescoberta e valorização dos saberes das filosofias das literaturas e dos imaginários ele não começa com a gente e que uma das nossas missões é que a gente se esforce para conhecê-los e disseminá-los e as feministas de política da colonial e das Universidades feministas realizadas elas Compreenderam Justamente a necessidade de desenvolver ferramentas próprias de difusão de conhecimento Olá seja por meio de
blogs de filmes e exposições de encontros festivais de música de poesia elas fazem circular essas narrativas e tornam conhecidas as figuras históricas dos movimentos desses processos de colonização ancestrais então é o movimento que ele se empenha em traduzir os textos feministas provenientes do continente africano da Europa do Caribe E da América do Sul da Ásia em diversas línguas e tem um comprometimento mesmo de disseminação e divulgação Científica então aqui eu queria aproveitar o espaço justamente para indicar duas iniciativas de disseminação de divulgação de uma produção intelectual de Colonial o primeiro deles é um projeto que
chama a justamente leituras de coloniais né que se propõe a fazer leituras coletivizadas e anticoloniais com experimentações criativas e reflexivas é um projeto Criado por várias produtores de conteúdo independente a Camila Dias aí e usa a Maria Ferreira EA pétala Souza e elas têm uma campanha de financiamento coletivo lá no catar se que explica direitinho como é que funciona o ciclo de leitura acompanhados o outro projeto é a black o ninja que é da Mariana Bastos lá no Instagram@mar e feminismo e eu queria indicar especialmente uma live desse projeto que ela fez com a teórica
de Colonial feminista lésbica Afro-latino caribenha autora do livro la nación heterossexual outcry ao foi uma conversa Lindíssima generose cima dessa autora tão importante desse trabalho tão lindo e eu acho que todo mundo tem que lá assistir essa Live Porque fala de tudo isso que a gente tá tratando aqui e com realmente uma generosidade uma simpatia uma alegria de viver muito grande então foi uma aula foi uma aula mesmo muito lindo mas então voltando a França AVG vai colocar então o que que a Colonialidade né A primeira coisa que ela coloca para gente é necessidade de
distinguir colonização de colonialismo então ela vai usar distinção que quem faz é o sociólogo nigeriano Peter e quer a colonização é um acontecimento período e o colonialismo é um processo um movimento um movimento social Total cuja perpetuação e se explica pela persistência das formas sociais resultantes dessas sequências ou seja nesse sentido os feminismos Decoloniais eles estudam o modo como o complexo racismo sexismo tiene cista vai entregue na todas as relações de dominação Ainda que os regimes Associados a esse fenômeno tenham desaparecido ainda que as colônias tem um se libertado ainda que a colonização em si
enquanto acontecimento período histórico tenha acabado E aí outra coisa muito importante do trabalho dela é que ela vai dizer que é preciso salientar sempre que o feminismo e ele nasce Justamente com a colônia como é que é isso ela disse que as feministas europeias elas elaboraram todo um discurso sobre a opressão da mulher se comparando aos escravos dizendo que a as mulheres Elas são tão oprimidos pelos homens quantos são os escravos por seus donos e esse discurso obviamente Ele não reconhecia sei lá por exemplo as mulheres que participaram da revolução haitiana ou as mulheres escravizadas
que se revoltaram que fugiram que resistiram Então segundo a autora reescrever essa história do feminismo desde a colônia é primordial para o feminismo decolonial a gente não pode se contentar hipótese alguma de pensar a colônia como uma questão subsidiária da história como se ela tivesse acontecido a folha um período Foi chato foi chato foi complicado Mas passou né então lembre disso pelo contrário Então lutar contra esse Femme e imperialismo que ela vai chamar E vai explicar é fazer ressurgir e em suas vidas das mulheres anônimas e a recusar o processo de pacificação analisando porque E
como que os direitos das mulheres Eles foram se tornando uma arma ideológica a serviço do neoliberalismo e que pode perfeitamente promover um regime misógino e homofóbico racista falando de feminismo falando de liberdade das mulheres em um os lugares e ela segue criticando esse feminismo mesmo dizendo que esse feminismo Ocidental sempre se apoiou nessa divisão de mundo né da que vem lá da escravidão do colonialismo desde o século 16 que determinava quem eram as pessoas que tinham direito de viver e quem que eram as pessoas que podiam morrer e aí ela tá tirando esses conceitos né
de quem quem tem direito de viver quem pode morrer direto do Judith butler inclusive outra crítica que ela faz a esse feminismo eurocentrado se feminismo ocidental é que esse feminismo nunca Criticam nunca questionou nunca Analisa é como a o trabalho entre homem e mulher foi uma coisa imposta pela Europa aos povos que ela colonizou ela chama esse feminismo por conta disso inclusive de um feminismo machista e aí então ela vai reivindicar esse feminismo decolonial como o Imaginário tópico que tendo essa configuração de resistência mesmo né ela chama inclusive esse feminismo de feminismo de quilombagem é
esse feminismo decolonial ele ofereceria uma Ancoragem histórica justamente nas lutas de resistência na luta contra o tráfico na luta contra a escravidão e ela vai falar dessa quilombagem no sentido de uma prática afirmativa de uma possibilidade de futuro mesmo quando esse futuro foi negado Pela lei pela igreja pelo estado pela cultura mesmo quando tudo afirmava que não tinha alternativa a escravidão E aí essas estratégias de resistência elas historicamente desenhar um território Soberano no próprio coração do sistema escravocrata e proclamaram a sua liberdade ali no coração do sistema então os sonhos as suas esperanças as suas
utopias e mesmos motivos das suas derrotas né tudo isso é permaneceu em espaços da onde a gente pode tirar um pensamento de ação e segundo o autor essa coisa muito bonita que ela disse que é uma promessa radical de transformação Ah então é por isso que ela vai dizer Que não se trata de uma nova onda do feminismo mas sim da continuação das lutas de emancipação das mulheres do Sul global e aí eu vou citar os feminismos de política de Colonial são respaldados em teorias e práticas que certas mulheres forjaram ao longo do tempo no
seio das lutas anti-racistas anti-capitalistas e anticoloniais contribuindo para a ampliação das teorias de libertação e de uma situação no mundo inteiro o que está em questão é O combate firme da violência policial da militarização acelerada da sociedade e da concepção de segurança que confia ao exército a justiça de classe EA Justiça racial EA polícia a tarefa de segurá-la essa postura implica a recusa do feminismo do encarceramento do feminismo positivo inclusive para François retomar a centralidade da escravidão Colonial é essencial para esse movimento isso seria o elemento que vai reconectar a história da acumulação de riquezas
da economia e Deixa do e****** que é Um fundamento de política da reprodução na colônia e juntar tudo isso só história da destruição sistemática dos laços sociais e familiares ao núcleo de raça classe gênero sexualidade em contraposição a essa retomada a gente teria hoje uma narrativa tradicional né entre muitas "que é eurocentrada branca e que conta com uma temporalidade da escravidão e da Abolição que vai colocar essa escravidão Colonial o ano passado no passado Histórico ignorando o fato de que as estratégias de racionalização e dessexualização continuam atuando como ferramenta de opressão e de dominação até
hoje então para a autora o feminismo europeu nessa tentativa de estabelecer uma analogia entre a situação das mulheres EA situação dos escravos Ele retirou da escravidão os elementos essenciais que tornavam essa analogia Na verdade uma usurpação né Essa coisa da captura da Deportação da venda do tráfico da tortura da negação e sociais da delegação dos laços familiares do e****** mesmo da exaustão tudo isso ligado ao racismo e ao sexismo e a morte em última instância né É tudo isso que conformava vida das mulheres escravos fazer essa analogia no mínimo de muito mau gosto e de
maneira geral que é o que ela está tentando mostrar apenas a manutenção de um privilégio gigantesco né então não se trata de negar a Brutalidade da dominação masculina na Europa não é sobre isso mas é justamente de fazer uma distinção no que concerne a escravidão E aí ela vai lembrar que no século 19 a maioria das feministas não é com raras exceções e as exceções ela cita que que são anarquista Luiz Michel e a socialista Flora tristán né que a gente tem o episódio do grifo sobre ela tirando essas mulheres que tinham Veja só o
que consciência de classe é as outras todas todas as outras feministas Apoiaram o império colonial Por que enxergavam nele justamente uma alavanca E essas mulheres colonizadas dos grilhões do sexismo das sociedades veja que se discute se repete até hoje então pelo contrário elas faziam ainda pior elas aceitaram a estrutura do imperialismo do colonialismo e as suas instituições todas para encontrar lá na colônia uma possibilidade de implementar os princípios e os valores desse feminismo europeu esse feminismo que Elas defendiam né um feminismo que haveria totalmente a ordem republicana colonial e ela vai criticar diretamente a movimentação
histórica né das defensoras dos direitos das mulheres por exemplo no sentido de garantir o voto feminino ela disse que se por um longo tempo as mulheres brancas elas não puderam né gozar efetivamente dos seus direitos civis essas mesmas mulheres tinham o direito de possuir seres humanos por exemplo veja e elas tinham Escravos tinham tinham plantações e tal ela vai dizer que uma das maiores escravistas da ilha da reunião foi uma mulher a mandando de Pacini qualquer coisa assim não sei dizer que o direito ao voto não tinha direito para prestar vestibular as advogadas e médica
professora qualquer coisa disse não tinha mas tinha o direito de possuir seres humanos classificados como bens móveis no seu patrimônio então o AVG vai salientar que a história Dos direitos das mulheres enquanto ela foram escritas em levar em conta esse privilégio Ela será enganosa e aí ela vai se meter longamente no Panorama histórico francês que não é simplesmente uma questão de localização própria né da onde ela fala mas também é uma crítica acertada e assertiva nesse sentido as duas coisas ao berço do que é considerado o feminismo organizado então toda vez que a gente for
contar a história do feminismo e falar em ondas e Falar em quais foram os nomes e tal vamos lembrar da para o seu AVG e vamos lembrar das palavras dela que buscar aqui agora ignorando o lugar que mulheres escravas quilombolas trabalhadores engajados e colonizadas ocuparam as lutas pela Liberdade e igualdade racial o feminismo Branco estabelece modelo as lutas das mulheres essa luta se afina com a igualdade dos homens brancos burgueses e tem lugar apenas na França A surdez EA cegueira Antes reais fundamentos dos direitos das mulheres ante o papel do colonialismo e do imperialismo na
concepção desses direitos só poderiam alimentar uma ideologia feminista abertamente nacionalista desigual e islamofóbico na qual a palavra francês passa a abranger não apenas o espaço de língua comum como uma ferramenta de uso comum mas o espaço do Nacional e do imperial Oi e aí ela mostra que é nesse contexto né de que existe uma resistência Feminina histórica que surge um discurso Liberal sobre os direitos das mulheres então esse essa resistência feminina histórica ela gera um medo um medo profundo de que as mulheres participem dos movimentos de libertação Nacional certo então Surgiu uma série de instituições
internacionais de Fundações de ideólogos teórico enfim de tudo que vão forjando discursos e desenvolvendo práticas Inclusive recorrendo a repressão para difundir as noções de Desenvolvimento de empoderamento das mulheres bem como discurso dos direitos das mulheres né esse discurso segundo a pressão AVG vai emergir como uma técnica de disciplina e de pacificação dos movimentos de resistência lá no fim dos anos noventa e ele é contemporânea um outro discurso que a gente conhece bem que é o discurso do fim da história e do fim das ideologias né e é para quem não sabe esse discurso do fim
da história ele foi impulsionado por diversos Acontecimentos do final do século 20 no início do Século 21 tipo a queda do muro de Berlim é uma concepção mais ou menos assim é de Fim da História né quem criou essa concepção foi um filósofo estadunidense chamado Francis fukuyama uma que entende aqui com o fim das guerras das grandes guerras da guerra fria com a queda do muro de Berlim com o fim da União Soviética se consolidava internacionalmente uma única potência os Estados Unidos obviamente que teria como Capitalismo e como a democracia burguesa os já estabelecidos sem
nenhum tipo de ameaça o ápice na história da humanidade então para além da Ali nada acontece feijoada é isso que ele achava porque ninguém seria capaz de ameaçar e também não teria porque a minha sabe porque afinal de contas tudo tão bonito tão bela tudo dando certo então para ele essa situação do fascismo do socialismo é a humanidade teria realmente atingido um ponto culminante da sua O risos nervosos né Espero que ele cole bote aqui nesse momento um áudio de risos nervosos então esses dois discurso surgem ao mesmo tempo não por acaso a gente vê
um conflito entre uma abordagem revolucionária da libertação das mulheres e essa outra abordagem que vai avisar As Reformas da lei a integração das mulheres dentro do capitalismo e tudo isso que vai ganhando intensidade Muito grande nesse momento e para que essa abordagem apaziguadora que que doméstica esses cursos é que ela faz uma folha só vê se eu chamar inclusive de uma abordagem antidiscriminatória né Ou seja que a gente precisa ser iguais as as mulheres precisam ser iguais aos homens somente porque afinal de contas somos todos humanos somos todos iguais né E que Visa pela independência
feminina medidas só pela capacidade de acesso ao consumo ou Trabalho e uma autonomia individual né esse esse feminismo civilizatório Na verdade ele vai a dispor de meios de difusão dessas ideias excepcionais assim você assembleias internacionais vão ter apoio dos Estados ocidentais e pós-coloniais em peso vai ter apoio das mídias femininas vai ter apoio das revistas de Economia vai ter apoio das instituições governamentais internacionais da ONU é o que a gente tá dizendo aqui a louça e feder it das Fundações das ONGs enfim o lugar da mulher se ou o lugar da mulher que é empreendedor
a dona de si mesmo chefe de si mesmo e a gente já sabe que na verdade essas instituições internacionais de auxílio ao desenvolvimento tal elas vão fazer uma das mulheres na verdade o alicerce do desenvolvimento do Sul global e vão afirmando coisas por exemplo que são as mulheres as melhores de estudos do dinheiro os melhores pagadores de dívida E por isso elas são o foco dessas instituições a gente sabe já aprendeu com dona Silvia federici no nosso Episódio sobre mulheres e calças Bruxas principalmente na sua você já aprendeu a xingar o ano a gente já
aprendeu como essas essas políticas imperialistas elas É verdade só reforçam o cenário de dependência especialmente das mulheres aos países considerados de primeiro mundo né então a gente não vai cair nesse discurso aqui eu espero que não Mas a François beija ela vai dando os dados para gente ela vai dizendo que as mulheres do Sul Global elas vão se tornando cada ano mas depositários de centenas de projetos de desenvolvimento a é Ateliê cooperativa de produção de produtos locais para resgatar ancestralidade a tecelagem artesanato a costura então aí as mulheres do Norte vão lá encorajar apoiar as
suas irmãs do Sul elas vão comprar os produtos elas vão Abrir lojas chiquérrimas para revender esses produtos e para falar veja nós apoiamos as nossas irmãs que estão lá nesses países subdesenvolvidos sofrendo com o machismo desse país subdesenvolvido sofrendo porque elas não em unidades É isso que as mulheres fazem então e aí essas mulheres do Norte elas vão além de fazer tudo isso baseado no consumo elas vão se lançar em várias organizações que vão vir a reforçar uma autonomia e empoderamento vai ensinar a Gestão vai ensinar empreendedorismo para essas mulheres que coitadinhos são menos privilegiadas
têm menos direitos que a gente eu tô sendo extremamente irônica que eu espero que vocês estejam pegando a minha ironia então não se pode negar que essas mulheres do Sul se beneficiam disso em algum lugar muito rápido de muita primeira urgência né A medida que elas podem fazer vou colocar os filhos na escola ou sair de uma miséria é imediata Mas acontece também que esses Projetos eles não tem retorno algum na verdade para elas a longo prazo eles só vão reforçar mesmo narcisismo das mulheres brancas que ficam felizes em poder ajudar desde que isso não
mexa com as suas vidas né E aí ela termina dizendo trazendo a citação da feminis o desfalque o empoderamento das mulheres é introduzido para responder à feminização da pobreza em outras palavras para completar as políticas de pacificação e de ordem 1 E aí o Olá grifan peço licença no seu Episódio para fazer um breve lembrete o grifo podcast é um projeto independente autogestionado que depende da sua ajuda para continuar no ar então mais de 30 horas de trabalho para produzir cada um desses episódios além do estudo contínuo para trazer cada vez mais informações e discussões
relevantes e atualizadas por aqui você pode contribuir para que esse Trabalho seja remunerado e continue sendo possível através da nossa campanha de financiamento coletivo e recorrente é só entrar em apoia.se/grifo podcast escolher qualquer valor mensal que a considerar justo Qual que é o valor mesmo ajuda demais sendo nosso apoiador você participa de um grupo no telegram e concorre a sorteios mensais de livros e outros presentinhos outra maneira de ajudar é através da nossa parceria com a editora Boitempo comprando qualquer livro ou através do link www boitempoeditorial. Com.br/ não esquece o grif recebe uma pequena comissão
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1989 vai aparecer na imprensa francesa um artigo de opinião e intitulado em defesa da laicidade pela dignidade das mulheres que foi assinado por várias associações defendendo um artigo chamado O Manifesto Lançado os professores escrita também por vários filósofos e vários pensadores importantes publicado em novembro do mesmo ano se dirigir ao Ministro da Educação Nacional dizendo que tolerar o véu islâmico não é acolher um ser livre no caso uma jovem é abrir a porta aqueles que decidiram de uma vez por todas e sem discussão que ela deveria baixar a cabeça em vez de oferecer essa jovem
o espaço de liberdade você ensinar ela que não há diferença entre a escola EA casa do seu pai a autorizar de fato véu islâmico símbolo da submissão feminina você dá carta branca aos pais e irmãos isso é ao patriarcado mais rígido do planeta em último caso não é mais o respeito à igualdade dos Sexos é o livre arbítrio que prevalece na França e aí para França AVG essa declaração foi uma declaração de guerra lançada contra as mulheres realizadas visando especialmente as mulheres muçulmanas nesse encontro lá de novembro de 1189 Para ela os argumentos dessas iniciativas
eles persistem até hoje né uma coisa assim a nossa casa na França mulher é igual homem a mente o véu ele é um problema fundamental um problema político que vai afetar opção a condição das mulheres e uma identidade nacional o próprio futuro da nossa comunidade Nacional francesa né E isso aconteceu não coincidente mente no Bicentenário da Revolução Francesa marcando discurso que vai colocar de um Lado o Islã O Malvado Islã que impõe submissão as mulheres e poder absoluto do pai dos irmãos e do outro igualdade de gênero inerentes à cultura europeia EA escola laica emancipadora
como se fosse inerente Ou seja que tivesse nascido junto com essa sociedade francesa então uma das coisas que ela vai dizer que demonstra que esses cursos demonstra né é que o patriarcado não é mais um termo associado a uma forma global de dominação masculina né e Portanto Já que é Global também europeia Não na verdade o patriarcado A Dominação masculina uma x mulher exclusiva o Islã ao malvados lá e aí ela vai fazer uma retomada Store e na década de 70 de 1970 vários grupos de mulheres e feministas tinham desenvolvido temáticos fortemente emancipatórios apesar de
todos os seus limites e que denunciavam o autoritarismo religioso mas não a religião em si e fazia fazia análises importantes sobre a discriminação e os Mecanismos que estruturavam a submissão das mulheres a ordem heteropatriarcal e as ligações entre estado capital e sexismo só que depois da queda do muro de Berlim como a gente já disse essas elaborações elas foram se transformando quase aqui numa caricatura do que era o antes então reduzidas a discursos extremamente vazio sobre laicidade sobre os perigos do Véu sobre a opressão vida dos irmãos e dos Pais muçulmanos e muitas outras coisas
nesse sentido algo Que vem muito mesmo Nessa onda que a gente também já falou na parte interior do fim da história né então para ela é através desse discurso que o feminismo civilizatório ele vai ganhar uma projeção Mundial dizer a europeia elas estão fazendo uma cruzada contra discriminação sexista e os símbolos de submissão que persistem e sociedades de fora da Europa Ocidental esse movimento ele vai despolitizar as lutas das mulheres que as mulheres fizeram a Década de 1970 rejeitando as lutas das mulheres do terceiro mundo e apagando a contribuição apaga completamente contribuição do feminismo negro
esse feminismo que se apoia em ideais de liberdade individual e hora que coisa que isso vem da França né minha gente tô chocadíssima mas essa liberdade individual de tipo vestir-se como eu quero meu corpo minhas regras só não pode usar o véu né enfim mas ele é um insulto à luta das mulheres Trabalhadoras é um insulto à luta das mulheres migrantes das refugiadas políticas ele é colonizador EA justamente neste cenário que ela lembra de novo que juntamente a esse discurso né existem as dos campeões internacionais é de que fazem parte dessa ofensiva ideológica é mas
que que só que ela seja falou da Defesa do microcrédito para as mulheres essa lá feita pelo Banco Mundial pelas políticas de controle de natalidade no Sul Global isso é muito importante por toda essa série de intervenções extremamente imperialistas no que a gente conhece como Sul Global mesmo e é nesse sentido que a função AVG vai identificar esse feminismo civilizatório como contra-revolucionário e vai chamar ele de fêmur nacionalismo de fêmur imperialismo de fêmur fascismo ou de feminismo de mercado chame como você quiser esses feminismos eles nem sempre têm os mesmos argumentos eles nem sempre Têm
às vezes representações mas Eles encontram pontos de convergência eles aderem a uma missão civilizatória que divide o mundo entre culturas abertas a igualdade das mulheres e culturas hostis a igualdade das mulheres e é claro que essa é uma inclusão totalmente Liberal o capitalismo não hesita em adotar o feminismo corporativo ou discurso dos direitos das mulheres segundo a desigualdades entre homens e mulheres são uma questão de mentalidade de falta De educação e não de estruturas opressivas não que a transformação de mentalidade uma educação antirracista e aonde taxista sejam questões as negligenciar longe disso no entanto devemos
chamar a atenção para a insistência e não se admitir que estamos falando de estruturas que o capitalismo racial desmorona sem o racismo e com ele o mundo inteiro construído sobre a invisibilização a exploração ea expropriação E esse termo que ela usa Femme o nacionalismo ele foi cunhado na verdade pela socióloga Sarah Feres e ele diz respeito à exploração de temas feministas por nacionalistas e neoliberais islamofóbicos e ao modo como as feministas ou afirmou trata segundo ela contribui para uma estigmatização dos homens muçulmanos essa essa social a Sarah Feres ela investiga de por um lado as
campanhas de políticas xenofóbicos e racistas que em nome da igualdade de Gênero né são usados pelo pelos partidos de extrema-direita na Europa ocidental e também pelo neoliberalismo de uma maneira geral e por outro lado o modo como as feministas e afirmou trata-se de primeira linha se empenham em zig Now Islã como uma religião e cultura misógina por natureza e aí vem uma parte muito importante do livro nos passos que eu achei mais Geniais que ela ressaltou ela vai dizer assim que de acordo com a Sarah Feres essas campanhas fêmur nacionalista né Elas são e de
um momento específico da década de 1980 que houve uma reconfiguração do trabalho principalmente no setor de cuidados foi uma reconfiguração que incentivou a entrada das mulheres migrantes e muçulmanas nesse mercado de trabalho então o argumento era tipo assim essas mulheres as mulheres migrantes as mulheres muçulmanas elas deviam ser salvos da dominação masculina que tinha Uma brutalidade inerente à sua cultura né E que ela só tinham como conquistar uma própria liberdade a sua emancipação se elas fossem incentivados a entrar no mercado de trabalho neoliberal E aí claro que os ofícios que elas podiam exercer nesse mercado
né já que elas são tão atrasadas estão dominadas tão inocente tão burra mas tão tudo ele é esses ofícios eles vão dizer respeito aos serviços domésticos aos cuidados dos idosos das Crianças aos empregos em Serviços de limpeza E aí que entra a veja de novo e de cuidados de maneira geral no entanto a pessoa e vai sugerir uma alteração nessa nesse momento identificado pela Sarah Feres nesse momento do Marco do nascimento do fêmur nacionalismo né Ela diz que já era possível observar essas práticas desses discursos já na década de 1960 e porque é isso porque
na época a gente veio ficava que existiam direito pro Colonial repressivo nos departamentos e nos Governos ultramarinos franceses que deu sustentação a migração de várias jovens e o controle da natalidade nas colônias ainda né nas colônias vai ser Libertas enquanto a sociedade Metropolitana passava por uma modernização ou seja para explicar melhor e a Metrópole precisava de mão de obra feminina para preencher os cargos da categoria C do serviço público então hospitais creches asilos escolas infantis todas essas Coisas ao mesmo tempo tinham acesso de um número cada vez maior de mulheres brancas a vida profissional né
ou seja fora das fábricas não a vida profissional que essas mesmas mulheres tinham vida profissional qualificada e que exigia que as mulheres atualizadas cuidassem das funções reprodução social dessas próprias mulheres que estavam acendendo aí profissionalmente Então essas mulheres atualizadas que passaram a cuidar das Crianças da limpeza da cozinha e as famílias de classe média queriam essas trabalhadoras domésticas então foi aí para atender essas necessidades que o governo criou uma instituição estatal falando aí do caso específico da França né que ficou conhecida como me dão que organizava a imigração de jovens do Caribe da Guia a
ilha da reunião da onde alto é onde altura cresceu que nos primeiros anos recrutou também alguns homens mas logo passou a ter como alvo Principal a vinda de mulheres para o continente e essa organização buscava a candidatas a estabelecimento na metrópole a colocação direta como domésticas dizendo que trabalhar como domésticas também poderia ser considerado uma forma da jovem corajosa conserta escolaridade adaptar-se à Vida Metropolitana no ambiente familiar e aproveitar o tempo livre para completar seus conhecimentos e se preparar para exames ou concursos que lhe abrirão Portas para outras profissões Então o que é autora tá
mostrando aqui é que essa forma de fêmur nacionalismo ela vai surgir na França no momento de reorganização do seu espaço atualizado depois da independência da Argélia sugerindo que as bases do fêmur nacionalismo lado aqui já dos anos2000 né foram lançadas lá na década de 1960 pelo desta maneira ela vai mostrar que a e quando o passado colonial e racial EA reorganização do capitalismo estão Interligadas há muito muito tempo mesmo e mais para frente inclusive ela vai falar do momento histórico conhecido como trinta gloriosos que foram 30 anos de 1945 1975 que foi um período de
enriquecimento da sociedade francesa no contexto das Guerras coloniais e que foram particularmente marcado pelo acesso das mulheres burguesas brancas aos postos superiores de trabalho então a partir daí teve um aumento de demanda De empregadas domésticas e babás para cuidar dos seus filhos das suas casas e de todo o trabalho doméstico que não tava sendo realizado mas por essas mulheres brancas Então essa mão de obra feminina ela foi extraído do sul da Europa de Portugal principalmente Mas depois foi constituída por pelas mulheres nas realizadas de Guadalupe da Martinica da ilha da reunião ou mesmo da Argélia
oi e ela segue dizendo que no século 21 Já esse controle da migração e o controle da natalidade ou seja uma organização ativa de uma mão de obra móvel racializado e feminina continua ocupando o centro das políticas neoliberais que receberam o aval das feministas civilizatórios segundo ela dessa maneira que o feminismo se torna uma ideologia cúmplice das novas formas de Capitalismo imperialismo mantendo silêncio quanto às intervenções armadas da França nas suas antigas colônias nas Suas colônias do continente africano bem como nas novas formas de colonialismo e racismo do Estado nos territórios ultramarinos e na própria
França inclusive ela reconhece também que outra arma ideológica desse feminismo civilizatório nesse momento né né lá no final dos anos 80 foi a pacificação de figuras militantes e uma reescrita das lutas dessas militantes então quando não era possível despolitizar totalmente a figura dessa e elas são descritas como Raivosa Cê masculinizadas como extremistas em controláveis e como mulheres indígenas dos seus maridos que por por outro lado podiam se tornar o ícone né Como foi o caso da winnie Mandela né que o Mandela Nélson Mandela foi o grande ícone e ela desapareceu ou sempre quis se Tão
ela é comparada a negativamente ao seu marido que se tornou esse Santo procedente quando não é dessa forma a estratégia é se reconhecer essas mulheres como se Elas fossem heroínas individuais completamente separadas das suas lutas anti opção né é uma estratégia de apagamento que que dá forma a mulheres como se elas fossem e cones despojados do seu combate separados os coletivos que elas integravam fazendo delas inclusive viram aí nas calmas doentes pacíficas né bom e é justamente por isso que a autora diz que em vez de adotar uma narrativa Colonial né que essa raiva que
o feminismo Civilizatório tanto preza a gente tem que ser Implacável na recuperação das histórias de luta das mulheres escravizadas nas mulheres quilombolas que são essas as histórias que vão revelar a existência de um feminismo de racista e os Colonial a partir do século 16 não como um movimento novo ah ah tá mas daí as pessoas vão dizer que assim essas mulheres não se autodenominavam feminista Sim a gente não podia falar de um movimento Feminista organizado nessa época também não tem como falar de um movimento feminista e anti-racista anticolonialista tá nessa época mas aí ela coloca
se a gente falava que mulheres como a Mary wollstonecraft como a lâmpada Gold é todas essas elas eram chamadas de feministas inclusive elas foram chamados de as primeiras feministas a gente já falou aqui delas em outros episódios do grifa né então por que que a sanité balé que foi uma Revolucionária oficial do os aspectos Tiano e foi fuzilada inclusive pelo exército napoleónico né que na tentativa de restaurar a escravidão ou a rainha nenina Jamaica ou a quilombola Eva da ilha da reunião ou a mulata Solitude que participou da Insurreição contra as tropas napoleônicas em Guadalupe
essas mulheres também merecem chamadas de feministas e o françoar reescrever a história das mulheres a seguir o caminho aberto nos Estados Unidos da América Central na América do Sul na África na Ásia e no mundo árabe para trazer a luz as contribuições dessas mulheres das mulheres indígenas das mulheres negras das mulheres colonizadas dos feminismos anti-racistas e anticoloniais E aí ela vai se encaminhando para o final do livro e por que a tese mais importante qual apresenta que ao meu ver ela podia ter se aprofundado ainda mais um monte porque eu acho que tem muito pano
para manga que é sobre essa relação da Necessidade de um feminismo decolonial e a politização das tarefas de cuidado e o reconhecimento do trabalho doméstico Sim nós novamente estamos falando disso neste Episódio neste podcast a Francis o AVG vai dizer que várias contribuições muito boas foram feitas ao longo das últimas décadas sobre o trabalho doméstico mas que no final hoje em dia a questão da distribuição de tarefas acaba prevalecendo sobre análise materialista do trabalho doméstico Especialmente na França que ao que parece uma questão de dividir quem vai lavar a louça e não de analisar Quais
são as divisões sexuais do trabalho como elas estão distribuídas por conta do modo de produção então é a partir daí que a indiferença à organização do trabalho de limpeza do cuidado ela só podia produzir mesmo indiferença a sua própria realização Por parte dos movimentos feministas brancos a transformáveis reconhece que historicamente foram as feministas Negras dos Estados Unidos que foram as mais rápidas em apontar as ligações entre o trabalho de limpeza de cuidado e a atualização ela resgata inclusive um texto teórico intitulado a perda do corpo uma resposta análise incompleta de Marx sobre o trabalho alienado
da feminista negra chacas que mostra que aplicar a noção de trabalho alienado ao gênero a raça e as categorias sexuais revela todo o caráter opressor do sistema é a chamada consubstancialidade Né inclusive ela vai deixar muito claro que a análise que a sua mina tô fazendo trabalho doméstico é muito distinta daquela que as mulheres brancas fazem a realização do trabalho doméstico ela muda profundamente as problemáticas em jogo nesse âmbito as diferenças entre as mulheres trabalhadoras né Com base na origem no fato de morar em um não na casa do empregador de cuidar das crianças de
idosos enfim e as soluções públicas propostas pelos Estados também Tem sido objeto de pesquisa dessas mulheres e apesar da dificuldade de organização as trabalhadoras domésticas conseguiram superar a solidão eo isolamento encontraram formas de se organizar coletivamente de mostrar as condições de trabalho às quais são submetidas e de tornar visível o modo como elas são exploradas ela vai falar também do antropólogo David graeber que faleceu recentemente Né que falou da necessidade de se reimaginar a classe trabalhadora Com base no que ele chamava de classe cuidadora a classe social cujo trabalho consiste em cuidar de outros seres
humanos plantas e animais ele o seguinte definição para o trabalho de Cuidado um trabalho cuja finalidade é manter ou aumentar a liberdade de outra pessoa mas quanto mais o seu trabalho serve para ajudar os outros menos você é pago para fazê-lo portanto né Diz ele que é Necessário repensar a classe trabalhadora colocando as mulheres em primeiro lugar ao contrário da representação histórica que tem sido feito dos trabalhadores e a Fran só vejo ela propõe ainda mais longe insistindo na economia do desgaste dos corpos atualizados e na limpeza como prática de cuidado na instrumentalização da separação
entre o limpo eo sujo e na gentrificação e na militarização das cidades e esse desgaste dos corpos Segundo ela ele é inseparável de uma economia que divide os corpos entre aqueles que têm direito a uma boa saúde e o descanso e tal e aqueles cuja saúde não importa e que não tem direito nenhum ou descanso e ao lazer a economia do esgotamento segundo a França uma virgem do cansaço do desgaste dos corpos atualizados generificado em constante nos testemunhos das mulheres que trabalham no campo da limpeza e aí ela vai esperando para gente que o Capitalismo
é uma economia que produz lixo e esse lixo ele deve desaparecer os olhos de quem tem direito a uma vida boa de acordo com o Banco Mundial a produção mundial de lixo atingiu 1,3 bilhão de toneladas por ano em 2016 ou quase 11 milhões de toneladas por dia obviamente não são as mulheres que limpam todo esse lixo mas também homens e crianças que cuidam do lixo doméstico do lixo tóxico Mas o que ela quer enfatizar aqui é que essa economia da produção de lixo ela é Inseparável da produção de seres humanos fabricadas como sucata fabricadas
como lixo para além de ser uma atividade cada vez mais perigosa porque esse lixo está cada vez mais tóxico né então além das lesões músculo-esqueléticas do trabalho repetitivo tem um aumento mesmo no risco químico devido à composição dos produtos usados na indústria da limpeza né ela vai citar aqui o assédio a violência sexual são parte dessa indústria e assim parte estrutural esse abuso de poder ele Não é simplesmente uma expressão de uma masculinidade a normal faz parte do próprio tecido das Indústria Então dessa forma a indústria de limpeza de cuidar da um dos exemplos mais
claros de como funciona o capitalismo racial ou seja fabricando uma vulnerabilidade a morte como disse a grande estudiosa do abolicionismo penal Ruth Wilson guilmor essa indústria ela expõe mulheres realizados a produtos químicos tóxicos ao assédio violência sexual a Invisibilização a exploração a organização legal e ilegal da imigração com uma negação de direitos e isso para Fran sua Verde leva a questão que ela queria colocar em debate no âmbito do feminismo decolonial quem limpa o mundo como podemos entender a relação do capitalismo como produtor de leite material e tóxico e sua produção de seres humanos como
descartáveis como a terceirização do lixo é invisibilizada e como colocar em prática o nosso apoio às Trabalhadoras e os trabalhadores da limpeza e do Cuidado em muitos países as trabalhadores da indústria da limpeza elas já se organizaram algumas ao longo de décadas exigindo o reconhecimento dos seus direitos as suas garantias sociais o fim do assédio da violência sexual e dessa precarização sistemática né existe uma ideia recorrente na maioria das organizações que é a luta pela dignidade então ao afirmar veementemente que elas fazem bem e o seu trabalho que elas amam O seu trabalho a trabalhadores
da indústria da limpeza elas insistem na dignidade do respeito as quais Elas têm direito e essa luta tá no âmago das lutas feministas pela dignidade seja contra o racismo seja contra a exploração o trabalho há tanto tempo exercido pelas mulheres nesse trabalho de limpeza ele é indispensável para perpetuação da sociedade patriarcal e capitalista e ela vai terminar dizendo que na França A gente deve integrar essa história do trabalho de cuidado de limpeza que foi atribuída às mulheres negras escravizadas a trabalhadores domésticos depois das mulheres colonizadas também as mulheres francesas realizadas ou de origem estrangeira essas
mulheres segundo ela tem um conteúdo novo acrescentar os direitos das mulheres elas articulam o que pode ser direito à existência no mundo no qual os direitos foram empates E concebidos para excluir e para as feministas decoloniais analisar os trabalhos de limpeza e de cuidado nas configurações atuais do capitalismo racial e do feminismo civilizatório é uma tarefa de primeira ordem E aí bom então gente eu espero que eu tenho conseguido mostrar para vocês Que esse é um desses textos manifestos que falam de tudo de muita coisa de uma maneira que ela não é necessariamente aprofundada Mas
nem por isso ela é simplista outros assuntos que a França a verde de trás que eu não trouxe aqui porque senão esse episódio ficar gigantesco ela fala de uma construção da branquitude nesse período da colônia ela fala das tensões entre interseccionalidade consubstancialidade totalidade ela vai falar das políticas anti-natalidade e de controle compulsório da reprodução nos países do sul Global enfim ela vai amarrar muitos e muitos temas temas Esses que a gente tá vendo aqui recorrentemente no grifa é muito legal Eu recomendo muito a leitura desse livro por conta disso eu queria muito ver ela se
aprofundando ainda mais nessa tese que conecta diretamente as discussões né sobre trabalho produtivo e reprodutivo com a situação material dos trabalhadores da limpeza especialmente Nesse contexto de pandemia Global né que veio como a cereja do bolo de um processo a promoção do trabalho seja Definido e decidindo Quais são os trabalhos essenciais né os trabalhos que não podem parar durante a quarentena seja para outro lado observando a dinâmica das pessoas que estão confirmadas em casa e quem consegue quem não consegue trabalhar né sobre quem recai nas tarefas do cuidado do Lar e do Cuidado das outras
pessoas enfim isso tudo que a gente também já fala aqui episódio sim episódios também e como material complementar lá no blog Eu vou deixar os vídeos que a própria Editora é o BO produziu com a autora e com a equipe de trabalho no livro o vídeo da entrevista com François é muito bom e a Manu ele se existe essa mulher falando também vou deixar uma matéria da vai se latino-américa que se chama guardianas del planeta morrerás por la defensa de ele meio ambiente em ti ler enfrentando não é nas suas de todo tipo centros de
morrer as estão trabalhando para resguardar seus territórios de Projetos industriais e praticaram na forma sustentável de vida minha professora espanhol também orgulhosa desse trecho do episódio mas eu vou trazer para vocês que é guardiãs do planeta mulheres pela defesa do meio ambiente no Chile enfrentando ameaças de todo tipo centenas de mulheres estão trabalhando para resguardar para guardar seus territórios e projetos industriais e praticar uma forma mais sustentável de vida também e vou deixar aqui como Referência a aula de em o feminismo decolonial da Helena Vieira no YouTube ela tá disponível a Helena da curso sobre
feminismo decolonial e sobre teoria queer e essa aula foi aberta e gratuita é uma linda linda linda linda cheia de referência a Helena é uma p*** estudiosa Eu recomendo muito Quem se interessar por esse tema começar por lá Porque ela começa bem do comecinho mesmo aqui no podcast eu quero começar a introduzir esse assunto por aqui né Pelos próximos episódios ainda não tenho certeza de como vou fazer eu já aviso que a Helena não é marxista E que esse é um campo de debate Esse é um campo de tensão entre decolonialidad e feminismo marxista Eu
particularmente marxista até o talo acho que a gente tem que saber reconhecer suas análises importantíssimas e urgentes e fazer as nossas próprias sínteses a partir delas então eu tô procurando esse caminho de como eu vou fazer isso que eu vou Introduzir sistemas por aqui mas recomendo fortemente o vídeo sabendo que a Helena Inclusive eu escrevi ela faz o mesmo marxista vou deixar também o link para a processo da revista Cult que a edição desse mês da revista Cult é um doce e o do seu O que é o feminismo decolonial então além de ter várias
matérias no site já eu acho que ela está disponível somente para assinantes por enquanto mas depois eles abrem é mas a revista está nas bancas Nossa eu me Sinto muito doida falando a revista está nas bancas compre Revista Mas compra revista Cult uma p*** de uma revista e tem gente muito legal escrevendo sobre feminismo decolonial lá vou deixar também como última recomendação porque estou assumindo de vez o seu lado opcionista abstratismo emocionadíssimo um vídeo do Museu de Arte do Rio de Janeiro que na verdade é um curso com ninguém mais ninguém menos que Rosana Paulino
é a Aula da Rosana Paulino no curso arte ação e pensamento anticoloniais que foi realizado no Museu de Arte do Rio de 17 a 21 de setembro de 2000 a e é um espaço de aprofundamento das discussões sobre a perspectiva anticolonial em diversos aspectos e em contato com as obras de vários artistas escritores poetas homens e mulheres negros Então vê assim primeiro conheçam Rosana Paulino todo mundo vai com essa mulher e Ouçam usando a Paulina ela tem diversos vídeos Ela é uma mulher muito ativa e compartilha os processos artísticos e uma maneira muito generosa é
muito bonita Então assistam e conheçam um trabalho dela é esse minha gente foi o episódio sobre o feminismo decolonial de François VG da editora ubu Lembrando que a gente tem um cupom de desconto de vinte por cento lá no site do álbum é só digitar grifa o BO no carrinho tá bom é a gente também tem um grifo nosso especial sobre esse livro com um trecho Do prefácio à edição brasileira não é escrito pela autora vocês encontram no feed do grifa no nosso blog vocês encontram todas as referências que eu dei ao longo do episódio
é só ir lá em mídia um ponto com barra gripa podcast médio na mgi i m. Com barra grifo as cores é isso muitas referências por lá e não se esqueça da nossa campanha de financiamento coletivo e recorrente em que você contribui mensalmente com Qualquer valor e ajuda o grifinha continuar existindo e pagando seus boletins próprios vai lá em apoia.se/gripa podcast todos esses links que eu fico soletrando parece um programa de rádio que a gente não conseguir entender quais a no site vocês encontram nas nossas redes sociais no Instagram no Twitter tamo como grifar podcast@gripa
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