Você mulher, 50 mais, 60 mais, 70 mais, você não aguenta mais viver na bagunça da sua casa. Você não aguenta mais sobreviver no meio do caos? Olá, meu nome é Tsquetak, me chamo Ditsu, sou personal organizer há 8 anos, eu sou especialista em organização residencial.
E hoje vamos falar sobre apego. E lembrando que nessa quinta-feira, depois de amanhã, dia 22, teremos a aula Viva mais Leve. Eh, para você que busca o caminho para sentir paz ao chegar em casa com uma organização leve, funcional e possível, mesmo para você que não sabe por onde começar.
Se você ainda não se inscreveu, se inscreva. Vou deixar o link aqui embaixo, tá bom? Então, vamos falar sobre apego.
Apego é uma coisa muito humana, muito natural, mas que atrapalha muito no processo de organização. Por quê? Organização nada mais é do que tomada de ação, de uma decisão.
Se você não consegue decidir sobre as coisas, você não vai adiante. Que que você faz? Você deixa para depois e as coisas vão se acumulando ao longo dos anos.
Então esse causa, essa bagunça, é um resultado de um monte de decisões que você postergou ao longo desses anos todos. Existem alguns sentimentos que te impedem de agir, de decidir, como, por exemplo, a culpa, o medo, a insegurança, até preguiça. Quando você não consegue se desapegar de uma coisa porque você ganhou de presente, você sente culpa de não guardar, né?
Então você não consegue se desapegar, você não consegue doar, você não consegue passar adiante, dar para outra pessoa. Quando você não consegue se desapegar da agenda do seu filho de quando ele era bebê, tava na escola, lembrete, ele já é um adulto, já saio atrás de casa, já casou e você ainda guarda caixas e caixas e caixas. Por que que você faz isso?
É mais por insegurança, medo de que se você fizer isso, você tá apagando uma parte da sua vida quando você foi feliz com eles. Eh, quando a gente era adolescente, a gente escrevia aqueles diários e e eu tenho certeza que muita gente guarda até hoje. Por quê?
que tem medo de apagar a tua vida como se a sua vida precisasse de provas. Todas as suas memórias estão com você. Lembra da história, por exemplo, desse presente?
O presente tá no ato da entrega. O sentimento, a intenção, você já recebeu, não está nas coisas. pode libertar desenhos, roupinhas, diários.
Se você precisar, pegue o mais representativo, não tem problema. Você não precisa guardar aquela herança de aquele conjunto inteiro de louças. Pega uma peça que é representativa para você e guarda.
Você não precisa guardar o todo. Ou tire foto. Se isso te te acalma, digitaliza, tira foto.
Assim você não ocupa espaço. Mas só lembrando, né, da preguiça. Preguiça nada mais é do que quando o acúmulo é tão grande, você fala assim: "Ah, não tenho tempo".
Não tenho cabeça, tô indisposta, eu faço depois. Isso é preguiça, porque o trabalho é muito grande. Claro, você acumulou um monte de decisões postergadas.
Isso realmente vai levar um tempo para você eliminar. Um outro ponto que eu queria falar com você é mudar um pouco a perspectiva da questão do desapego. Não o desapego somente como uma questão de eliminar eh o acúmulo da casa e trazer leveza, não só no nesse sentido de rotina doméstica, né, de mudar o o teu ambiente.
E se você visse por um outro ângulo que é dada pela Margareta Magnusson? Ela é uma artista, escritora sueca e ela ficou mundialmente conhecida pelo seu livro Fina sueca da morte. Parece um pouco assustador o título, mas é muito delicado.
Eh, é um uma tratativa de muito amor. O que ela diz? que a organização é uma forma de amadurecimento pessoal, são fechamento de ciclos e que você deveria pensar nas pessoas que vão ter que lidar com o seu excesso quando você se for.
Faz sentido isso para você? E quando ela fala amor, é lidar com as suas coisas hoje, enquanto você está aqui, para que isso não seja um uma carga, uma sobrecarga, um estorvo para quem fica, para as pessoas que você ama. Eu lembrei de uma uma conversa que eu tive com uma amiga e ela me disse que a mãe dela faleceu há uns anos e ela era acumuladora e que ela, essa minha amiga, era filha e ela levou anos para lidar, [risadas] para separar o que era lixo, o que era doação.
E uma coisa que ela se ressentia é que ela não sabe até hoje, ela não descobriu o que era essencial para sua mãe, o que era importante para ela. Então a Margareta Magnusson diz: "Eh, lide com as suas coisas enquanto você está aqui e viva com o seu essencial de uma forma prazerosa, né? Ela não fala para jogar tudo e você viver no zero.
Não é nada disso. que você viva esses anos com muito prazer, com muita leveza, com muita vida, mas que esse desapegar-se é um ato de amor e responsabilidade, não só consigo mesma, mas também com quem vai ficar. Que que você achou dessa história?
faz sentido para você. Um outro ponto que eu gosto muito, né, a forma de pensar, é que o ato de desapegar não é uma perda. Você não está perdendo, mas você está integrando, você está internalizando as memórias, as experiências.
O que isso significa? que você tá legitimando a existência delas. Você está tomando consciência da existência dessas memórias.
E essas memórias estão aqui conosco, não estão nas coisas. Veja se isso te faz mais leve para decidir sobre o que fica, o que não fica. Pense nisso.
Se você é nova aqui no canal, se inscreva, deixa o seu like e deixa o seu comentário. Eu vou adorar ler. Bora viver mais leve.
Até já.