o Tupi or not Tupi that is The Question hoje eu vou falar um pouco sobre Modernismo brasileiro que foi um dos mais importantes movimentos culturais do Brasil e que neste ano de 2012 22 o Marco da semana de 22 Semana de Arte Moderna completa o seu Centenário Este é um ano aliás muito significativo né também de Bicentenário da Independência do Brasil eu estudei o modernismo recentemente no mestrado e eu estive em contato com as obras de Oswald de Andrade de Mário de Andrade que são os grandes nomes deste movimento e eu acredito que em grande
medida no caso do Brasil é a arte são esses movimentos tanto modernismo quanto o tropicalismo quanto o cinema novo no cinema que contém o pensamento Brasileiro né que contém a filosofia brasileira mais do que a filosofia no sentido estrito acadêmico é claro que existem os filósofos brasileiros importantes e pouco reconhecidos pretendo fazer vídeos sobre isso também mas no caso da influência e do impacto da na Cultura né Eu acredito que é a arte que tem uma mão formadora muito forte eu estudo Schiller no mestrado né E ele fala da educação estética da humanidade eu acho
que Principalmente ao longo do século 20 as correntes artísticas os movimentos culturais brasileiros tiveram uma mão formadora muito grande o modernismo foi um movimento que num primeiro momento se preocupou em trazer para o Brasil e consolidar no país aquilo que tava acontecendo de mais inovador Nas artes no mundo afora das correntes artísticas de Vanguarda o futurismo cubismo que vão ter uma recepção muito negativa a princípio né Oi gente observa pela resposta de Monteiro Lobato aos quadros de Anita Malfatti o ataque que ele faz depois de uma exposição de 1917 por uma estranheza por uma não
familiaridade por uma não aceitação da Arte Moderna de maneira geral e de sua chegada no Brasil Arte Moderna ela é muito marcada pela reflexão pela filosofia ao contrário da arte clássica né que a gente pode chamar de regime do Belo ela não está preocupada com a mimesis e com a representação vem lá da poética de Aristóteles e que permeou a arte da tradição ocidental isso é algo tio Schiller já percebia no final do século 18 com o seu famoso texto da poesia ingênua e sentimental enquanto o artista ele é em pleno ele é imerso na
natureza e vive essa serenidade essa harmonia o seu objeto com seu mundo o artista moderno ele é marcado pela reflexão pela angústia pela nostalgia e ele tem uma certa pretensão ao Engenheiro né é um a um estado que ele não experimenta mais na era moderna a gente tem uma despreocupação com a representação até pela pela fotografia né Por ser algo que perdeu um pouco o destaque então isso de certa forma libertou a arte né E a gente vai ver as vanguardas já com o Impressionismo com o cubismo do Picasso se emancipando dessa necessidade então num
primeiro momento os modernistas vão se preocupar com isso com trazer e consolidar no Brasil a estética de Vanguarda e num segundo momento eles vão se preocupar com a identidade nacional com essa educação estética do brasileiro isso e está muito presente no romance Macunaíma de Mário de Andrade que é um dos maiores romances de experimentação do Brasil e que é permeado por reflexão por pensamento por uma preocupação com a identidade nacional no caso do Oswald de Andrade ele vai enfatizar a noção de antropofagia que é algo que vem de um canibalismo de algo muito natural de
determinados povos que ele busca incorporar como uma noção estética e formadora do Brasil de que nós Demoramos as matrizes estrangeiras e criamos algo novo algo original né a ideia da antropofagia é que devorando aquele ser você consegue consumir consegue possuir o que ele tinha de mais valioso que ele tinha de melhor ele pública dois manifestos que são muito significativos o manifesto antropófago e o Manifesto da poesia o Brasil eu vou ler aqui alguns trechos deles e vou concluir com uma poesia pau-brasil e a própria noção do Manifesto é algo muito moderno assim como o romance
é um tipo de gênero que vem junto com a Vanguarda que diz respeito a essa luta assim como a origem Militar do termo Vanguarda é um combate para esse próprio modelo poder existir e assim ele cria os seus futuros apreciadores que podem ser poucos no tempo presente mas que no futuro né quando isso puder chegar pronto para ser apreciado vai ser algo numeroso e vivo e potente ele começa o Manifesto da poesia pau-brasil assim a poesia existe nos fatos os casebres de açafrão e de Ocre nos verdes da favela sob o azul cabralino são fatos
estéticos o carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça o pau-brasil Wagner submerge ante os cordões de Botafogo Bárbaro e nosso a formação étnica rica riqueza vegetal o minério a cozinha o vatapá o ouro EA dança toda a história Bandeirantes EA história comercial do Brasil o lado Doutor pulado citações o lado autores conhecidos comovente Rui Barbosa uma cartola na senegâmbia tudo revertendo em riqueza mais à frente e ele diz nossa época anuncia a volta ao sentido puro um quadro são linhas e cores a estatuária São volumes Sob a Luz a poesia pau-brasil é uma
sala de jantar das gaiolas um sujeito magro compondo uma valsa para a flauta EA Maricota Leandro jornal no jornal anda todo o presente nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo ver com óleo e no final ele diz o trabalho da geração futurista foi ciclópico acertar o relógio Império da literatura Nacional realizada essa etapa o problema é outro ser Regional e puro em sua época o estado da inocência substituindo-o estado de graça que pode ser uma atitude do Espírito o contrapeso da originalidade Nativa para inutilizar a Adesão acadêmica a reação contra todas as indigestões de
Sabedoria o melhor de nossa tradição lírica o melhor de nossa demonstração moderna apenas brasileiros de nossa época o necessário de química de mecânica de economia e de balística tudo digerido sem limite em cultural práticos e experimentais poetas sem reminiscências livrescas sem comparações de apoio sem pesquisas etimológicos sem Odontologia Bárbara os crédulos pitoresco semeios leitores de jornais pau-brasil a floresta e as e o Museu Nacional a cozinha o minério EA dança a vegetação pau-brasil Oswald Andrade Correio da Manhã 18 de Março de 1924 O Manifesto antropófago começa da seguinte forma só a antropofagia nos une socialmente
economicamente filosoficamente única lei do mundo expressão mascarada de todos os individualismos de todos os coletivismos de todas as religiões de todos os tratados de paz Tupi or not Tupi that is The Question contra todas as catequeses e contra a mãe dos gracos só me interessa o que não é meu lei do homem lei do antropófago estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitos.os postos em drama Freud acabou com o enigma mulher e com os sustos da Psicologia impresso o que atropelava verdade era roupa o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior a reação
contra o homem e mais a frente ele tem uma das passagens que eu acho mais interessante nunca fomos catequizados vivemos através de um direito sonâmbulo fizemos Cristo nascer na Bahia ou em Belém do Pará mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós Ele termina esse texto assinando no ano de 374 da deglutição do Bispo Sardinha fazendo uma referência ao sacerdote que foi devorado por índios Caetés quando ele chegou no nordeste brasileiro e eu acho que o Oswald até erra o ano mas não sei se ele erra de propósito é mas é é algo muito
interessante muito original é um pensamento muito sólido e ele consegue aplicar isso muito bem na prática na poesia que existe nos fatos né não é só nos textos os líricos mais está tão bem mais cazes nas ruas no samba agora eu falei para vocês uma poesia para o Brasil o que é eu acho que a minha favorita se chama erro de português quando o português chegou debaixo de uma bruta chuva vestiu o índio que pena fosse uma manhã de sol o índio tinha despido o português bom pessoal acho que é isso que eu queria trazer
para esse vídeo e eu acho que é muito interessante a gente pensar Esse aspecto do pensamento mesmo brasileiro que se encontra mas forte nas correntes artísticas nas manifestações culturais dos movimentos na poesia na literatura na música no cinema né a com cinema novo clique aqui em cima no card se você quiser assistir a minha aula sobre Glauber Rocha eo cinema novo eu acho que o modernismo teve um papel muito grande nisso de emancipar e de trazer uma certa originalidade para a arte pra a brasileira no final dos anos 40 ogival de Andrade levou o Alberto
M que viajava para América Latina E no caso para o Brasil para conhecer os costumes brasileiros ele levou o Alberto m para Iguapê para uma cidade muito tradicional muito antiga que tem uma das maiores festas religiosas do Brasil a procissão do Senhor Bom Jesus de Iguape e isso fez com que o caminho depois até escrevesse um conto chamado a pedra que cresce que atualmente eu adapto para o cinema e que faz parte do exílio eo reino que é o livro de contos do caminho é o último. Nessa viagem ele deixou uma assinatura a uma mensagem
para a cidade de Iguape assim como hoje vou e eu tive oportunidade de visitar o local onde esse manuscrito está E até gravei um vídeo que você pode assistir clicando aqui em cima nesse vídeo Além de quem fez os manuscritos que eu seguro na minha mão no momento de grande emoção né Tanto do rosto ou de ponto do caminho eu conto um pouco mais sobre essa história muito obrigado por assistir deixe uma curtida se você gostou desse vídeo e até a próxima