[Música] muito bem pessoal terceira parte da nossa quarta aula né a gente teve aí a oportunidade de falar um pouquinho eh sobre a formação da Igreja do Nazareno na América Latina né começamos aí na primeira parte falando mais aí sobre a América Central na verdade a região mesoamérica né que Abarca também ali o México que faz parte da América do Norte mas né em termos de região mesoamérica tivemos aí uma abordagem né Eh de alguns detalhes de como a igreja foi sendo estabelecida nessa região tivemos a oportunidade de falar um pouquinho da América do Sul
também né e eu acredito que uma das coisas que mais eh nos chamou a atenção em termos de identidade né Eh nesse processo formativo foi justamente alguns detalhes teológicos né Alguns alguns desafios né relacionados ali né a a a pessoas que vieram de outra denominação que já tinham uma outra identidade né de certa maneira formada e o impacto que isso trou para aquelas igrejas locais né então a gente CONSEG perceber com isso como que a identidade é importante então por isso eu quero nessa terceira parte falar um pouquinho para vocês sobre a importância de uma
identidade pois bem eh com relação a isso eu começo perguntando o que é identidade trago aqui uma ilustração né pra gente quebrar um pouquinho esse nosso clima aqui muito sério quebrar o gelo né trago aqui uma ilustração do Seu Madruga tem aqui um desenho do Seu Madruga quem é que da minha geração de uma geração mais velha que a minha e até mais jovem né Eu tenho um casal de filhos aí que atualmente tem 15 13 anos e eles conhecem bem também né o programa do Chaves então nós conhecemos bem aí essa programação eu trago
aqui o o Seu Madruga né inicialmente porque é umagem muito conhecido de nós né dentro de uma cédula de identidade típica da da da nossa cédula brasileira isso para qu pra gente se perguntar um pouquinho do que é identidade a palra identidade ela vem do latim iden que significa o mesmo né E entitas que vem da ideia de entidade do ser né da ideia do indivíduo né característica que o indivíduo tem se a gente pensa aqui nessa personagem né o Seu Madruga eh tem características que lá no programa do Chaves né só ele tem é
muito peculiar né então por exemplo Seu Madruga é aquela pessoa eh preguiçosa não gosta de trabalhar né que apesar disso ter um coração bom né com a cara fechada irritado né então tem alguns detalhes ali que são muito interessantes engraçados né Eh que dão essa forma né a esse personagem a gente poderia fazer esse mesmo exercício com qualquer outro personagem ali do do do programa do Chaves né e certamente a gente traria aqui a tona as principais características né identidade Então é isso é essa característica né que identifica o o indivíduo o ser né o
o mesmo né que pode ser uma organização pode ser uma pessoa então fica por aqui um pouco da nossa reflexão eu trago também né justamente aqui algum umas qualificações técnicas né que é identidade então eu trago algum alguns conceitos da área de sociologia e da área de Antropologia começo aqui mencionando o mesan né que diz que identidade não é um elemento que cada um de nós possui ao nascer ele é adquirido aos poucos ao longo de nossa infância de nossa educação etc então a identidade não é uma coisa já ali da nossa raiz né que
a gente já nasce exatamente com aquilo pensando em termos individuais né pelo contrário a gente vai adquirindo aquela identidade de berço familiar cultural aquela identidade social né do tempo que a gente vive né porque afinal de contas cada época tem ali um o seu espírito do tempo né Tem um pouco eh da da daquilo que a sua época defende né um pouco daquela eh noção né digamos assim ideológica né Cada época passa por alguma fase assim isso vai também formatando e formulando né a identidade social dos indivíduos né de alguma maneira então a identidade é
uma coisa que como a gente pode perceber inclusive ela é transeunte né ela não é estática ela vai sendo modificada ao longo do tempo e aqui eu trago também a colocação de um outro autor né que é o Silva dizendo que identidade é algo relacional um grupo precisa diferenciado do outro né para que os dois sejam distinguidos então a identidade também lida com as diferenças lida com as eh questões de relação né Eh para eu me identificar para eu mostrar a minha identidade né Eh eh e me distinguir de outro grupo eu preciso mostrar né
A minha característica distintiva então a identidade ela lida com a a diferença né É nessa linha por exemplo que o Santos também complementa aqui a nossa argumentação dizendo né que a identidade precisa diferença e a diferença da identidade as duas coisas elas são inseparáveis né então esse também é um outro ponto interessante porque afinal de contas né Nós precisamos eh pensar nessas peculiaridades Por que por que que nós somos nazarenos né e não Pentecostais e não reformados né qual qual a característica distintiva que nós temos né Então esse é um ponto importante pra gente pensar
em termos de identidade o que que caracteriza Quais são as características principais que quando a gente fala Igreja do Nazareno em termos de identidade organizacional né precisam estar latentes que a gente quer que todo mundo visualize né que se alguém de outra denominação quiser fazer parte da nossa denominação e nós somos abertos nós queremos receber qualquer pessoa que seja né contanto que ela se renda a Cristo né e tal etc eh o que essa pessoa precisa de alguma maneira se adequar a nossa linguagem a nossa identidade né Eh são são Pontos importantes pra gente pensar
aqui dentro dessa noção de identidade né e a formação da identidade pegando agora aqui um pouco eh da contribuição de dois autores né o o Debi AD e o Paiva eh a identidade ela também depende do contexto então contextos Diferentes né À vezes a gente vai também encontrar pode isso pode ser um contexto cronológico isso pode ser um contexto eh étnico isso pode ser um contexto geográfico né muita das vezes esses contextos eles trazem também alguma peculiaridade né quando a gente pensa por exemplo povo ocidental e o povo oriental né ou quando a gente pega
Talvez algumas questões mais étnicas né E até religiosas povo muçulmano tem uma característica muito parecida né Mas você já pega Talvez os hinduístas tem uma outra característica né é um cristão católico né talvez de um cristão evangélico Então são alguns detalhes aí que o contexto ele pode fazer alguma diferença muito grande e obviamente fará e aqui citando né os autores né eles dizem é um processo localizado no âmago do indivíduo mas também no âmago de sua cultura compartilhada né isso é interessante porque Às vezes a gente vai encontrar peculiaridades eh regionais né aqui no Brasil
mesmo acho que a gente tem um bom exemplo para pensar sobre isso porque eh pensando no povo do Rio de Janeiro onde eu nasci nós temos uma característica muito específica daquele povo mais alegre brincalhão né divertido acolhedor a gente vai para Minas Gerais que é onde eu passei a maior parte da minha vida a gente tem um povo um pouco mais desconfiado mais quietinho mas ao mesmo tempo também eh quando ganha confiança eh eh ganhou ali a a a família inteira né também um povo muito acolhedor muito hospitaleiro eh se a gente vai pro Nordeste
nem se fala né a hospitalidade do Povo nordestino é fantástica né mas a gente vai descendo São Paulo Santa Catarina né Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul ali a gente já tem uma cultura mais diferenciada talvez a questão climática né que vai cada vez ficando mais frio o clima né E talvez isso Gere aí um algum Impacto né digamos comportamental né talvez a questão da da da da época colonial né e do período até Republicano também quando se abre aí paraa entrada né de eh do dos amigos vizinhos né do do do abertura dos
portos né para as nações amigas que vem os alemães que vem os ingleses né que tem uma cultura também diferente da nossa e vão se instalando muito mais ali para essa região do Sul do Brasil enfim são aspectos interessantes pra gente pensar na linguagem na alimentação né tudo isso faz diferença e ainda de acordo com esses autores a identidade de um grupo é saliente em situações de mudança então na medida que a gente vai passando por mudanças né de época né de de situações que a gente enfrenta no mundo né eh essas essas características identitárias
elas vão também sendo salientadas vão sendo enfatizadas ó isso aqui a gente não pode abrir mão né a sociedade tá mudando para esse ponto mas esa aí Isso aqui é da nossa identidade e não está aberto a mudança né Eh então é aquele tipo de coisa que permanece ali vívido né na na naquela característica e assim por diante eh um exemplo que a gente pode trazer aqui né com relação a essa questão da identidade de como que a cultura algumas vezes ela modela né um pouco a questão da reg né Onde nós estamos isso aqui
abre pra gente repensar inclusive né a própria noção eh intercultural transcultural né que a Igreja do Nazareno está envolvida e engajada né com a sua noção de de Missão né mais Universal em mais de 160 países etc e a gente pensar nos Desafios que o apóstolo Paulo teve com a igreja de Corinto é uma igreja por exemplo que Paulo chega a mencionar para que as mulheres usassem o vé né e afinal de contas por né uma das explicações que a gente tem ouvido né com frequência é a ideia do Templo de Afrodite né a ideia
de que ali havia prostitutas cultuais né que andavam de cabelo cabela cabeça raspada né E com isso as mulheres né deveriam usar o o véu para não eh serem confundidas com com com essa prática da da da prostituição cultual e tal mas eu trago aqui inclusive também uma proposta diferente né que o o William hendriksen traz aí no seu comentário bíblico né a respeito dessa questão ah eh trazendo aí a ideia de que não necessariamente o o problema cultural que estava ali era decorrente especificamente da questão do tempo de Afrodite e dessa prática das prostitutas
cultuais mas de prostitutas triviais né não religiosas né Vamos colocar assim as prostitutas sociais da sociedade de Corinto né daquela região que eram mulheres que deixavam o cabelo solto para transmitir sensualidade e isso me parece fazer mais sentido né inclusive dentro do Da Da Da na colocação que o apóstolo Paulo traz aqui desse desafio cultural né que ele precisa lidar eh justamente porque uma mulher de família uma mulher decente ela precisava usar o vé para se distinguir dessas mulheres indecentes dessas prostitutas né que queriam salientar ali justamente o problema da da da sensualidade né queriam
sensualizar por meio do cabelo das curvas do corpo etc então uma mulher de família não necessariamente uma mulher crente né precisava cobrir a cabeça com o véu então É nesse sentido que o apóstolo Paulo vem também orientando as mulheres né daquela comunidade ali de Corinto para tomar esse cuidado Imagina você indo pra igreja com a sua esposa por exemplo né ou você esposa indo pra igreja com o seu marido e nós somos livres em Cristo Paulo fala muito sobre essa liberdade Cristã na sua carta aos Gálatas por exemplo né E nós somos livres temos Liberdade
eh existe uma imposição de usar o véu Claro que não mas dependendo da circunstância é importante a gente Estar atento né algumas situações Então imagina você indo pra igreja você homem com a sua esposa você mulher com seu marido e de repente a mulher sem o véu começa a a receber né aquelas cantadas aquelas aqueles assédios né chamando a mulher por aqueles nomes que geralmente a gente vê aí fora né os homens que não t Jesus né no coração e que usam aquele palavreado torpe né eh e aí numa situação dessa imagina um constrangimento de
ambos né a mulher de tá recebendo aquele tipo de cantada né o homem o marido né de ter também ali o Né o seu seu ego ferido né de ter o seu orgulho ferido né de alguém mexendo com a sua esposa imagina como seria a situação então um caso desses é melhor abrir mão dessa liberdade de não usar o vé do que às vezes provocar algum escândalo né então é melhor seguir com esse tipo de de prática então a a questão da identidade ela tá muito atrelada né exatamente a a essas características distintivas não é
um véu que vai me distinguir de de de um de Ser Cristão ou não Cristão ou de ser uma mulher cristã ou não né existem outros elementos mais importantes né a prática do amor do amor a deus do amor ao próximo né da da da da caridade né de seguir aquele mandamento que Jesus disse não Novo Mandamento vos dou vocês Amem uns aos outros como eu vos Amei vê que Jesus volta no sermão no sermão não na na na oração sacerdotal em João 17 ele toca nesse assunto outra vez né dizendo que e assim como
ele e o pai são um né ele Ora para que a igreja seja um uma também né para que os discípulos Amem uns aos outros para que o mundo Creia né que o pai enviou a ele Jesus né então perceba que esse é um elemento distintivo né da identidade de um cristão né então são esses pontos característicos né que vão nos diferenciar né do do do todo que vão mostrar que nós somos diferentes daquele outro grupo e como a identidade ela lida com a diferença e até entre aspas precisa da diferença eh nós precisamos lidar
então com essas diferenças que existem ao redor de do do do do nosso contexto de outros grupos né que se dizem evangé outros grupos protestantes outros grupos evangélicos legítimos né pra gente entender um pouco mais Esse aspecto né Eu até trago uma ilustração aqui né da Pepsi e da coca-cola né são duas coisas que parecem iguais mas a gente sabe muito bem que não não são iguais né então aqui mais uma vez essa ideia da diferença né não é só o rótulo Não o gosto é diferente a gente sente a diferença né uns preferem peps
outros preferem coca outros preferem nenhum dos dois né mas as características distintivas estão aí no sabor na fórmula no rótulo né mas principalmente no sabor que mais diferencia é o sabor se a gente joga ali o refrigerante num copo e toma pelo sabor a gente consegue reconhecer esse aqui é Pepsi ou esse aqui é Coca né e assim por diante né então a diferença ela ela ajuda nesse processo quando a gente pensa aí em termos de diferenciação em termos de identidade né e aqui a gente passa também né Por um breve Panorama né obviamente que
poxa se eu fosse falar aqui detalhadamente a gente gastaria uma aula inteirinha né para poder discutir esse Panorama que eu vou trazer das denominações e a gente começa aqui com os luteranos né começando aí em 1517 né com aquela famosa eh situação em que Martinho Lutero coloca ali as suas 95 teses né criticando uma série de coisas que a Igreja Católica Romana vinha eh praticando né especialmente a maior parte ali está envolvida com a crítica as indulgências né Eh e Lutero traz um pouco daquela característica que é essencial aos protestantes que é o sol a
escriptura né ele critica isso é convidado para debates consegue salvaguarda né por meio de de de de ajudas políticas né Eh e lá na dieta de vorms ele coloca ali explicitamente que eh a menos que ele seja convencido realmente pelas escrituras né Não adianta vi com a palavra do Papa com a palavra dos concílios né tem que ser pela escritura se não for pela escritura ele não vai abrir mão do seu pensamento né então eh eh basicamente esse sero distintivo né protestantes e católicos os protestantes têm esse Celo distintivo do solo a escritura algum tempo
depois a gente tem os reformados Suíços né nascendo ali por meio da controvérsia da salsicha né como a gente chamo da linguiça acho que seria melhor a tradução né 1522 quando Zílio tá na naquela discussão né com o pessoal sobre comer eh linguiça na época da Quaresma se lío se não é algumas pessoas se sentem ofendidas dizendo que não pode porque tem toda uma tradição católica que vem sendo guardada e praticada mas ele questiona isso me mostra na Bíblia então mais uma vez aí essa característica distintiva né do solo escritura mas as igrejas reformadas vão
tomando né uma um rumo né diferente dos anos na sua ênfase soteriológica né é uma característica muito forte das igrejas reformadas e conectadas a a teologia reformada né que é essa hoje a gente chamaria de teologia calvinista né inclusive Calvino depois ajuda aqui na reforma Suíça também e egina isso em Genebra né Então essa é uma das características mais distintivas né que nós poderíamos colocar aqui com relação aos reformados com relação aos luteranos podemos falar da justificação pela graça mediante a fé um dos lemas mais levantados aí por eles também a gente tem os anabatistas
que tiveram um monte de problemas né inclusive heresias mesmo né de por exemplo agendar a vinda de Cristo né de eh entenderem que eles deveriam tomar determinados territórios à força eh e muitas outras coisas controvertidas que eles praticaram mas se tem uma característica comum aos anabatistas né que é identitária a mais importante é a ideia do rebatismo né de não aceitar o batismo infantil e de propor aí essa essa ideia de que a pessoa tem que se rebatizar numa fase mais adulta né onde ela entende onde ela sabe o que tá fazendo ao optar pelo
batismo né a gente tem o anglicanismo que é um outro grupo da reforma que aparece aí por volta de 1527 com aquela controvérsia com o Rei Henrique VII né enfim mas que tem uma característica interessante que não vem justamente aqui do início dessa reforma anglicana mas mais para frente quando a rainha elizabe I estabelece a ideia da Via média né o caminho do meio a via média trouxe aí uma perspectiva pra igreja anglicana em que ela queria e eh evitar os extremos do Calvinismo rígido e também do catolicismo né e trazer uma teologia mais protestante
né mais inclinada ao protestantismo mas que respeitasse liturgias que tinha uma um caminho mais similar ao do protestantismo e em geral né Continental tal né por meio aí da centralidade da pregação sóa escritura ou talvez uma liturgia mais sacramental né puxando aí pro lado mais católico Então esse caminho do Meio foi importante para resolver alguns dilemas que os anglicanos tiveram os presbiterianos nascem em 1559 meio de John knox né Vai lá em Genebra chega a estudar com Calvino leva os ideais né para os ideais reformados né a teologia reformada eh para o seu país na
Escócia a e ao mesmo tempo também e implanta ali uma forma de governo mais peculiar que é o o modelo presbiteriano né de onde vem inclusive o nome dessa denominação Então são características também distintivas né os reformados franceses né com a seguindo aí a proposta huguenot seguindo o calvinismo né também os puritanos né com uma característica também muito peculiar com relação à identidade né teológica desse grupo questionando os traços de catolicismo dentro da igreja anglicana né os congregacionais que tiveram aí uma espécie de mescla né entre os puritanos eh e também os presbiterianos outro grupo
aí também que trouxe uma uma diferença muito forte né com relação a forma de governo né propondo aí a uma forma de governo mais democrática então é uma característica também peculiar desse grupo uma mescla né também de puritanos com anabatistas né trazendo aí um um um sola escritura mais radical e ao mesmo tempo também não aceitando o pé do batismo né praticando somente o batismo de de pessoas que já creem né O cr do batismo Então hoje se a gente olha para os Batistas Essas são as principais características distintivas né que esse que esse grupo
tem eh os pietist né que surgiram aí por volta de 1675 dentro eh de uma entre aspas reforma da reforma né no luteranismo questionando por exemplo eh determinadas práticas né que eh eh que os luteranos vinham ingressando na liturgia nos dogmas né E eles queriam trazer uma proposta de mais piedade de mais devoção de mais Simplicidade no evangelho eh os metodistas que surgem do anglicanismo e de certa maneira tem aí uma uma mistura né anglicana E pietista também né Já numa fase mais evangelical né Aliás o termo evangélico é outro termo bastante inflacionado né na
nossa cultura brasileira hoje porque o termo evangélico quando ele nasce e principalmente na Inglaterra né Por volta do século 18 ele tem uma conotação de uma ênfase muito forte na pecaminosidade humana né na na na na na maldade inerente do ser humano no pecado original na culpa humana né na condição de de de de que essa pessoa não nascida de novo ela está em pecado né E que ela vai pro inferno se assim for E aí eh também ao mesmo tempo não só enfatizar esse problema mas também a solução para esse problema que a graça
de Deus né E uma proposta de uma experiência pessoal de conversão então Eh basicamente os evangélicos né Quando surge no século 18 com essa mensagem centralizada no pecado da humanidade eh na solução da Graça e numa experiência pessoal de conversão né de alguma maneira revolucionam né a maneira de pregar o Evangelho nessa é época né com os Evangelistas com pessoas que são de certa maneira Ali pela graça de Deus agentes e promotores de de avivamento né são os avivalistas né que vão formando aí o primeiro segundo grande despertamento então são pessoas importantes no decorrer da
história da cristandade que marcam também características distintivas do que é ser um evangélico por exemplo né E hoje aqui no Brasil ser evangélico é um termo que não faz muito sentido né porque tudo é evangélico Você joga lá no meio de um Balaio como a gente diz em Minas Gerais né Pega um balá e joga todo mundo lá dentro e aí lá dentro vai parar presbiteriano Batista Nazareno assembleiano eh Igreja Universal Igreja da Graça e isso não é verdade gente tem um monte de coisa ali que não é evangélico né Tem um monte de de
denominações especialmente as neopentecostais né que estão longe de serem evangélicas né Afinal de contas essa ênfase deles no pecado sumiu desapareceu a ênfase deles eh está muito mais aí na questão do dinheiro da prosperidade da Saúde perfeita né de coisas que precisam ser revisitadas revistas condenadas né deixadas de lado porque na verdade configura um falso evangelho né então Eh temos aí esses metodistas nascendo né numa proposta já mais evangélica movimento de santidade né se distinguindo inclusive dos metodistas por conta da ênfase na segunda obra da graça né como a gente já mencionou aí no começo
dessa nossa disciplina né nossa segunda obra da Graça aí uma característica muito distintiva quando a gente observa né o surgimento aí das igrejas do movimento de santidade eh e essa é uma das nossas características identitárias né E se a gente observar as igrejas do movimento de santidade por virem do metodismo né Elas também são não só wesleyanos mas também armenian então nós temos essa característica distintiva sermos arminianos wesleyanos e é importante conhecermos bem essa nossa doutrina a gente viu que um dos principais desafios né que muitas daquelas igrejas tiveram né na na América Latina foi
eh a falta de uma boa preparação teológica a falta de um bom discipulado né ministros pastores e outros irmãos né que vieram de outras igrejas mas que trouxeram a sua teologia junto né e não se conformaram né conformar no sentido de eh eh de amoldar né não se moldaram aqui a teologia da Igreja do Nazareno né então nós precisamos estar bem eh convictos da da da da nossa teologia entender muito bem o que a gente acredita para fortalecer essa identidade então a identidade de fato ela é muito importante né e a gente termina aqui com
os Pentecostais né nos anos 1900 a gente tem aquele primeiro grupo que eu já mencionei né numa outra aula né lá da da do pentecostalismo parrano né de três obras da Graça a gente tem um outro grupo Pentecostal durrani ano né que volta para duas obras da Graça só que sem crer em ter a Santificação né e sim na noção de que eh a pessoa que é batizada no Espírito Santo ela fala em línguas né ela tem que falar em línguas enfim e são eh eh características distintas do Movimento Pentecostal quando se fala de pentecostalismo
aproximadamente do Da Da Da Da desde a primeira década né começo da segunda década dos anos 1900 eh Há uma ligação com a ideia de falar em línguas não é à toa por exemplo que a Igreja do Nazareno tira o termo Pentecostal por causa da nova associação do do novo significado que Pentecostal vem ganhando né naquele tempo né então é importante a gente entender quais são de fato as nossas peculiaridades né nossas características distintivas e aqui vem pra gente agora algumas dessas características né Eh diz aí o nosso Man que desde os seus começos a
Igreja do Nazareno tem se confessado um ramo da igreja única Santa Universal Apostólica e tem procurado ser fiel a ela embora a gente valorize essa diversidade essa diferença nós na verdade temos as nossas diferenças mas não somos a única igreja não somos a solução né para a a a situação do mundo né Nós estamos junto nessa solução colaborando na missão de Deus nós somos um grupo um povo que tem uma característica que se diferencia de outros né não somos calvinistas não somos Pentecostais né no sentido que o termo Pentecostal ganha posteriormente né somos Pentecostais naquele
sentido antigo né somos Pentecostais em termos de acreditar na atualidade dos dons né somos nesse caso mais continuístas né do que Pentecostais propriamente ditos eh mas não somos Pentecostais nesse sentido eh posterior que o termo adquire né não acreditamos por exemplo que eh o batismo com espírito santo é evidenciado por falar em línguas né Mas isso não nos impede de ter uma comunhão Santa com esses irmãos Pentecostais com os irmãos calvinistas né Nós não estamos fragmentando o corpo de Cristo não somos superiores e nem somos exclusivistas né como a algum alguns grupos sectários fazem né
os grupos sectários é que T essa esse hábito de achar que estão restaurando o cristianismo e que sem eles eh o cristianismo está todo equivocado errado e não tem salvação fora daquele grupo né Nós jamais vamos dizer uma coisa sobre essa então desde os seus começos a Igreja do Nazareno se confessa aí como um ramo um ramo né imagina uma árvore cheia de Ramos cheia de Galhos né a gente é um ramo a gente é um galhoz inho no meio desses vários vários Galhos né que a igreja corpo de Cristo possui tá bom a Igreja
do Nazareno aceita os credos ecumênicos dos cinco primeiros séculos cristãos como expressões de sua própria fé Então a gente tem ali naqueles primeiros eh concílios né da da da érea cristã e eu faço um breve resumo deles aqui por exemplo em nissia 325 né quando ele aconteceu a gente tem ali uma disputa Ariana né com e eh outros cristãos ário que foi um Presbítero Alexandria dizia que houve um tempo que Jesus nunca existiu né então o Concílio nissia con essa ideia Ariana né que hoje seria aí mais aí defendida pelos pelas Testemunhas de Jeová né
e e proclama a igualdade do do pai e do filho o filho e o pai são um e são iguais co existentes co iguais iguais em honra em glória e poder né etc e tal depois a gente tem o Concílio de Constantinopla 381 afirmando aí a a natureza Divina de Jesus e também a natureza Divina do Espírito Santo pouco tempo depois a gente tem cilo de Éfeso né em 431 Que condena também a heresia nestoriana né o nestório foi alguém que defendeu ali que Jesus eh tem duas as duas naturezas de Jesus na verdade não
são naturezas são duas pessoas né então ele faz uma confusão com relação a essa ideia de natureza com a a fises né com a pessoa e tal e dentro dessa discussão eh o conselho de Éfeso então critica esse posicionamento e afirma a união das duas unidades né a a a a união hipostática né a a união das duas naturezas de Jesus né uma unidade perfeita né dentro da da da proposta de união hipostática e depois a gente tem a c conilho de calcedonia que acontece em 451 Que condena o monofisismo que foi outra discussão né
também herética com relação à natureza de Jesus monofisismo acreditava que as duas naturezas estavam todas misturadas né Eh e e é aqui que a fórmula da União hipostática né a ideia de que Jesus é 100% Deus 100% homem ela é melhor explicada né Porque se é uma mistura então a gente não sabe o que que é humano o que que é Divino né e não é isso eh o que nós temos é que são duas naturezas eh distintas e perfeitas né então a gente tem aí essa essa situação importante no decorrer também desses credos ecumênicos
Tá e por isso os credos ecumênicos dos cin primeiros séculos né se a gente observar aí né a calcedonia acontece em meados do século V né o último Concílio que Eu mencionei 451 tá E ainda citando o manual né ela a Igreja do Nazareno tem o cuidado de reter e fomentar eh identificação com a Igreja Histórica em sua pregação da palavra na administração dos sacramentos sua preocupação de promover e manter o ministério que seja genuinamente apostólico na fé e na prática Então a nossa ideia não é se desvincular de toda a tradição Apostólica de toda
tradição Cristã Pelo contrário né está realmente firmada né em tudo aquilo que é essencial ao cristianismo que toda essa tradição vem reverberando desde então e uma segunda justificativa pra gente entender essa ideia da identidade né cito aqui novamente o manual eh caracterizou-se este movimento né o avivamento wesleyano pela pregação feita por Legos testemunho disciplina círculos de discipulados dedicados conhecidos por sociedades classes e bandas seus antecedentes incluíram pietismo Alemão puritanismo inglês do século XV e o despertamento espiritual da nova Inglaterra descrito pelo pastor teólogo Jonathan Edward os Marcos teológicos do reavivamento wes leano Foram justificação pela
graça mediante a fé Santificação ou perfeição Cristã também pela graça mediante a fé e o testemunho do Espírito quanto à certeza da Graça Então veja aqui a gente tem nesse último parágrafo né justamente essa noção de que nós temos uma característica identitária muito focada nas teologias armana e Wesleyana n ou seja tanto essa noção da Graça de Deus essa centralidade na graça de Deus para salvação como a gente já discutiu aí outra aula né como também a importância da doutrina de santidade n então podemos dizer que dentro da da nossa perspectiva de identidade Nazarena nós
somos então uma Igreja Apostólica como diz o manual né Apostólica com a base do cristianismo apostólico né tendo a escritura como base né da da alicerce né da da da da nossa igreja perseveramos nessa doutrina dos Apóstolos também uma igreja protestante que reverbera aí eh o s a escritura mas não só ele né reverber também que a salvação é somente pela graça né então sóa grácia mediante a fé sola feed por meio de Cristo SOS cristos e que a glória é dada somente a Deus só L deu Glória Então temos também aqui os Marcos protestantes
e Finalmente né a a a os aspectos armenios e wesleyanos né então basicamente Essa é a a a identidade mais basilar né que nós nazarenos encontramos né E claro se eu fosse desdobrar aqui se eu fosse abrir o que é ser um arm ano quer ser um wesleyano a gente teria alguns outros aspectos identitários também muito importantes né Por exemplo a centralidade na graça na Perspectiva arminiana dentro do wes leanis smo né uma graça eh que é otimista né então a gente erda do arminianismo aquela ideia de um de uma antropologia pessimista mas de uma
graça otimista no wesleyan ismo que transforma o ser humano para transformar e por isso a nossa teologia ela é muito engajada com com os aspectos sociais não não podemos perder essa Esse aspecto identitário da nossa característica né enquanto Igreja do Nazareno e é isso meus irmãos espero que a gente tenha absorvido aí um pouco né sobre a importância de uma identidade que Deus use você aí no seu ministério na sua igreja na sua cidade para proclamar o evangelho né e buscando aí essa fidelidade também a nossa identidade para não nos descaracterizar né de quem nós
somos que Deus abençoe vocês até a nossa próxima aula pra gente falar de mais alguns desaf fios da Igreja do Nazareno aqui eh no Brasil e até a América Latina até lá