[música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] เฮ [música] [música] เฮ [música] [música] [música] [música] [música] >> [música] [música] >> เฮ [música] [música] >> [música] [música] [música] [música] >> เฮ [música] [música] [música] เฮ [música] [música] [música] เฮ [música] [música] [música] [música] [música] Olá, pessoal. Boa noite. Boa noite. Boa noite. Boa noite. Boa noite para quem tá comigo aqui ao vivo. Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda à nossa imersão em psicopatologia de casos difíceis. Vocês estão me ouvindo bem? A imagem tá boa? por favor, me dá um OK aqui no chat em relação ao som e à Imagem,
só para eu ter certeza, paraa gente poder começar, tá? Essa aula um aqui da nossa imersão em psicopatologia dos casos difíceis e eu quero antes de qualquer coisa, te agradecer por você tá aqui. Eu sei que o seu tempo é valioso, o meu tempo também é muito valioso, eu respeito muito o tempo de vocês. Então eu quero dizer uma coisa logo no início, tá? Você não tá aqui para você perder seu tempo, tá? Mesmo sendo uma imersão gratuita, aqui vai ter conteúdo Importante, então não vai ser conteúdo mais ou menos, tá? Não é um cursinho
raso, é um material bem feito. Por isso que eu peço para você já pegue seu caderno ou seu tablet, enfim, o seu notebook, da maneira que você queira para você fazer suas anotações, tá? A minha intenção realmente aqui é que você aprenda. Então, para quem tá chegando aqui pela primeira vez em Cantato, eu vou me apresentar brevemente, tá? Meu nome é Sara Cassimiro Marques. Eu sou Psicóloga, especialista em neuropsicologia e eu trabalho há muitos anos com várias áreas que cruzam diretamente o tema psicopatologia, né? Eu já fui professora da graduação de algumas faculdades e diversas
especializações em disciplinas como psicopatologia geral, eh na qual a gente trabalhava muito com sintomas, psicopatologia clínica, que aí a gente trabalhava realmente com os transtornos, né? Além disso, quando eu tava fazendo a Minha graduação em psicologia, eu fui monitora de disciplinas como psicopatologia, neuropsicologia, psicofarmacologia, né? Depois eu cheguei a ministrar essas disciplinas, ou seja, né? Disciplinas muito próximas ali da compreensão clínica dos transtornos mentais, tá? Então eu quero que você saiba que eu não tô falando aqui de um assunto que eu li ontem e preparei para vocês, tá? Então eu tô falando de um campo
que eu estudo muito, que eu gosto, Que eu ensino. Vocês vão perceber isso, né? E eu acompanho há muitos anos com essa seriedade. Sempre me encantou assim, sabe? Sempre me fascinou a ideia de entender como que um ser humano ele, sei lá, ele tem uma desruptura com a realidade, ele começa a ter alucinação, delírio, o que que acontece ali, né? Então isso de certa forma sempre me gerou curiosidade desde lá da época da graduação, tá? Então para quem já me acompanha aqui, tanto pelo canal do YouTube como pelo canal do Instagram, sabe disso, né? A
gente leva o nosso trabalho aqui do Encantato muito a sério, né? eh, sabe que a gente tem muita profundidade, muita responsabilidade naquilo que a gente tá falando, porque a gente tá falando de saúde mental, de psicopatologia, de neurociência, enfim, tá? Então, não é achismo em si, tá? Inclusive, para quem já conhece o nosso trabalho, eu quero pedir que vocês já deixem um like aqui Nessa aula, por favor, tá? Isso ajuda muito o YouTube, inclusive, a entregar esse conteúdo para mais pessoas, né? Se você puder inclusive compartilhar essa aula com um colega seu, um colega que
você sabe que precisa estudar mais de psicopatologia, que precisa refinar o raciocínio clínico, né, que precisa sair dessa parte superficial, eu agradeço muito, ó, muitíssimo obrigada, de verdade, tá? Isso ajuda muito a gente levar o nosso conteúdo adiante. E para Você que tá aqui pela primeira vez, seja muito bem-vindo também aqui ao canal. Você vai perceber ao longo dessa aula e ao longo dessa imersão que a gente vai tratar esse tema, esse tema com muita seriedade, tá bom? E olha só, essa imersão, como eu disse, é uma imersão gratuita. Nós vamos começar a nossa aula
um, já vou colocar o nosso slide aqui, tá? A nossa aula um, a gente vai falar sobre psicopatia, quem são os verdadeiros psicopatas e como evitar o Erro de diagnosticá-los, tá? Então, esse é o nosso tema da primeira aula, mas preciso avisar vocês que, na verdade, a imersão ela é feita de quatro aulas, tá gente? É impossível eu falar tudo aquilo que eu tenho para falar, porque tem muita, muita coisa para poder falar em uma aula só. Então são quatro aulas, tá? Então nós temos hoje a primeira aula, dia 16, depois na quarta-feira, dia 18,
a segunda aula, depois na sexta-feira, dia 20, a terceira aula e por último, Dia 22 a quarta aula, né? É sempre às 19:30, tá? Vale muito a pena você assistir ao vivo. Quem assiste ao vivo acaba participando mais, aproveitando mais, tá? Eu vou tirar um tempo para responder perguntas, acaba recebendo mais orientações e claro, né, tem acesso ali imediato a tudo aquilo que a gente prepara, tá bom? E ao longo dessa imersão em um outro momento, não agora, eu também vou falar com vocês a nossa especialização em psicopatologia, tá? Porque essas inscrições, a especialização, vão
abrir aqui dentro da imersão, só que isso em outro momento, tá? Hoje não é o momento da gente poder explicar isso. Hoje o momento é o momento da nossa aula, tá? E olhando todo, né, tudo que a gente vai trabalhar aqui, né, essas quatro aulas que a gente vai passar aqui, eh, eu queria já deixar claro para vocês, antes da gente começar, o por que eu decidi fazer essa imersão sobre psicopatologia Neste momento. Na verdade, a gente tinha planejado um curso sim, é, sobre psicopatologia, mas mais pra frente, não por agora, né? Mas os últimos
acontecimentos, principalmente aqui do Brasil, eu acho que fizeram com que a gente adiantasse um pouco as coisas, né? Então, se a gente olha pra realidade atual, fica muito difícil, gente, a a gente tentar sustentar que o tema de psicopatologia é um tema qualquer, que é um tema Secundário, que dá para esperar a gente falar sobre isso, né? A gente, infelizmente, tá vivendo um momento de casos assim extremamente graves, chocantes, que aparecem o tempo todo eh na televisão, nas redes sociais. Eh, não que que crimes, que esses casos assim não tiver não aconteçam, né, gente? Acontece
há muito tempo, né? Mas assim, a gente teve no início do ano casos de extrema violência, casos que mobilizaram o país com seres humanos, com outros Animais, né? casos que levantaram inclusive perguntas difíceis sobre esse funcionamento psíquico, sobre a personalidade, sobre o comportamento agressivo, sobre frieza emocional, a gente vai falar disso hoje, sobre impulsividade, delírio, crueldade, transtorno mental, responsabilidade. Então, os casos que chocaram e que chocam a sociedade, né, chocam a gente profissional em si, né, mostram que a gente precisa ter uma leitura mais Aprofundada, né, uma leitura superficial é insuficiente. Só eu falar assim:
"Ah, porque fulano é psicopata, né? Tá bom. O que que é o psicopata em si, né? Será que ele é mesmo, né?" Não é só isso, né? Então, a gente vive uma realidade de que a gente precisa falar desses casos. E ao mesmo tempo, gente, a gente também vive uma realidade em que existe hoje o debate sobre o diagnóstico que tá cada vez mais presente. Então, aí a gente fica se perguntando, será que a gente tá Fazendo um super diagnóstico? Nós vamos falar disso. Recentemente foi levantado um debate sobre isso, né? Foi semana passada, né?
Uma das grandes autoras que falam sobre o transtorno do espectro autista levantou esse debate. Gente, a gente tá perdendo a especificidade para poder falar de transtorno do espectro autista. Que que tá acontecendo, né? Então, será que tudo virou transtorno? A gente vai falar sobre isso, né? Ou será que na verdade a gente tá aprendendo a Fazer um diagnóstico melhor? Será que a gente tá conseguindo finalmente nomear aquilo que antes passava desapercebido? Então, essas perguntas elas vão aparecer o tempo todo pra gente e nós vamos discutir isso, né? Então, inclusive sobre o transtorno do espectro autista,
nós vamos falar logo na aula dois, na aula de quarta-feira, né? Eh, porque é um debate que é muito importante. Então, psicopatologia, gente, hoje não é luxo, tá? Hoje psicopatologia é uma Necessidade, é uma necessidade de estudo minha, sua, de todo mundo que tá ali dentro da área da saúde, dentro da área da educação principalmente, tá? E psicopatologia não é decoreba de DCM5 TR, não é decoreba de CID1, né, que são os manuais diagnósticos que a gente usa, tá? E eu faço questão de falar isso logo no início da aula, porque muita gente acha que
é isso, que psicopatologia é eh decorar, né, o beabá, né? do critério diagnóstico ir lá no manual e ficar Decorando, né? Não é, gente, tá? Os manuais eles são importantes, tá? Ali tem uma síntese do dos comportamentos, dos sinais, os sintomas, enfim, claro, faz parte da nossa formação clínica, mas psicopatologia é algo um pouco maior. A gente tem que entender de funcionamento mental, organização psíquica, eh, do sentir, do sofrer, de como a pessoa percebe a realidade, como ela se relaciona, como que aconteceu o adoecimento, né? Então, realmente, se Você chegou aqui achando que essa aula
vai ser uma repetição de critério diagnóstico, não vai. Nós vamos pensar juntos, tá? Porque sim, são casos difíceis e é muito importante que você fique comigo até o final da aula, até o final da imersão para compreender tudo isso, tá? E eu já adianto uma orientação para vocês. Não precisa ficar preocupado, aflito, em ficar anotando tudo que vai aparecer nos slides, tá? Eh, por eu preparei para vocês um resumo Da aula, tá todo organizadinho, bonitinho e tal. Então, olha só, não precisa ficar a aula inteira tentando anotar tudo que aparecer nos slides, até mesmo porque
vai tá quase tudo em forma de tópico em si. Eu resumi toda essa aula ali e eu vou passar esse resumo para vocês dentro dos grupos de WhatsApp, tá? Quando você fez a inscrição aqui na imersão, apareceu para você a possibilidade de você entrar dentro desse grupo do WhatsApp, não foi? Nós até enviamos o link da aula, né, dessa aula um lá via o grupo do WhatsApp. OK. Então, amanhã, amanhã, presta atenção, amanhã de manhã, de manhã nós vamos mandar um link lá nesse grupo do WhatsApp que vai ter esse resumo da aula, tá bom?
Claro que o resumo vai te ajudar a você recordar o que você viu na aula, mas o resumo não substitui a aula, muito pelo contrário. Então, fique aqui até o final, tá? O resumo vai sim te entregar uma linha de Raciocínio completa que nós fizemos aqui na aula, mas ele não substitui a explicação, a conexão de conceito, a forma da gente pensar clinicamente. Então, eh, participe até o final para você depois receber esse resumo e entender. Se você ainda ainda não está nos grupos do WhatsApp, tá? Eu vou pedir que a minha equipe coloque um
linkzinho aqui nos comentários e tal e aí você consegue depois eh acessar esse grupo do WhatsApp ou você pode pedir paraa minha Equipe depois pro nosso suporte, tá? Fica tranquilo, tá bom? Então eh eu já falei do resumo porque eu quero que você participe da aula, tá? Eu quero que você comente aqui. Nós vamos inclusive fazer análise de casos reais aqui dentro. Então interaja. Não fica preocupada em ficar anotando, não, tá? Fique preocupada em fazer o quê? Prestar atenção. Afinal de contas, a gente vai falar de casos eh clínicos, inclusive de casos famosos que marcaram
a discussão, Ainda marcam a discussão sobre psicopatologia, violência, personalidade, sobre funcionamento psíquico, tá bom? Então, fique tranquilo e preste atenção, beleza? Eu já vi aqui no chat que vocês me deram um OK sobre o som, sobre a imagem. Obrigada, agradeço muito. Agradeço demais. E aí é o seguinte, ó. Nós vamos começar a aula eh fazendo uma coisa diferente. E aí eu já quero que vocês prestem atenção, tá? Para vamos Refinar o nosso raciocínio aqui, certo? Então, a nossa aula não é para reforçar senso eh senso comum, é para estimular o nosso raciocínio clínico, certo? E
eu vou começar a aula propondo um exercício para isso. Eu vou apresentar aqui três casos de pessoas reais. Talvez algumas dessas pessoas você até conheça, talvez não, tá? E eu até já vou deixar claro, tá? Eu não fiz avaliação dessas três pessoas, tá? Elas são pessoas eh que são casos que apareceram na mídia, né? Que Tem muita coisa sobre elas, né? Eu não conheci nenhuma dessas pessoas pessoalmente, né? Eu não apliquei testes na pessoa, eu não conduzi uma entrevista clínica, eu não acompanhei os casos diretamente, mas são casos, como eu disse, amplamente conhecidos e discutidos.
Então isso permite que a gente faça um exercício de raciocínio psicopatológico. Claro, com cuidado, né, que esse tema acaba exigindo da gente, tá? Então eu Quero que você pense, tá, nesses três casos que eu vou apresentar, certo? Se seria um caso de um psicopata ou não. Mas eu não quero só, ah, é psicopata ou não é psicopata? Não é só isso. Eu quero que você dê uma justificativa, tá? Ou seja, o que que faz esse caso, né? Eh, fazer com que você ache que é um psicopata ou fazer com que você ache que não é
um psicopata. É a frieza do caso, é a crueldade do caso, é a manipulação, é a ausência de culpa dessa pessoa, Porque foi muito violento o que ele fez, entendeu? Então, eu quero que você pense é psicopata ou não e justifique. Coloca aqui no chat ou anotem no seu caderno, tá bom? Eu vou apresentar os três casos para vocês. Alguns eu acho que vocês conhecem, outros talvez não. E a pergunta que você tem que responder se é psicopata ou não. E você tem que justificar o porquê. Beleza? Então, vamos lá. Vou apresentar ali. Aqui são
as três pessoas dos três casos, Tá? Eu vou começar pelo mais conhecido, eu acredito eu, que é o Francisco de Assis Pereira. Esse primeiro rapaz que tá aí, o Francisco de Assis Pereira, é conhecido como Maníaco do Parque, certo? Então, ele ficou conhecido como Maníaco do Parque. Teve um filme recente dele, né, que foi lançado, né, eh, na verdade tem séries que falam sobre ele também. E ele ficou conhecido como maníaco do parque, eh, por uma série de crimes que ele cometeu em São Paulo, tá, entre 1997 E 1998. Então, o que que ele fazia?
Ele abordava as mulheres com uma conversa muito sedutora, prometendo para elas trabalho, um ensaio fotográfico, né? E ele falava: "Olha, a minha equipe tá ali e tal, você é muito bonita e tal, a gente precisa de um ensaio e tal". E a mulher muitas vezes, né? eh, estranhava obviamente, né? Falava: "Ó, mas eu não tô nem arrumada". Ele: "Não, a gente quer assim mesmo, pessoas naturais e tal, não sei o que, etc." E ele conduzia Essas mulheres, essas vítimas para uma região ali do parque do estado. E ali ele praticava, né, o abuso, homicídio, enfim,
né? Ele foi preso em 1998 e ele acabou sendo condenado por múltiplos crimes ali sexuais e homicídios, tá? tem um seriado, eh, um filme, né, sobre ele recentemente ali que foi lançado. Então, a pergunta sobre o maníaco do parque é o quê? Se é psicopata ou não e o porquê? Se você não quiser colocar aqui no chat, não precisa Colocar, mas anota em algum lugar, sei lá, no bloco de notas do seu celular, no seu no seu caderno, anota aí, tá bom? Até o final da aula a gente vai responder se sim ou sim ou
não e o porquê. Beleza? Vamos pro segundo caso, OK? O segundo rapaz que tá aí, ele é o Pedrinho Matador. Ele é conhecido, né, como Pedrinho Matador. É o Pedro Rodrigues Filho, né? Ele ele já faleceu, né? Ele faleceu em 2023. Então, o Pedro Rodrigues Filho, ele é conhecido como Pedrinho Matador. Ele foi um criminoso brasileiro e ele ficou muito famoso porque ele afirmava eh que ele tinha matado dezenas de pessoas. Eh, então ele ele afirmava isso e ele falava que essas pessoas que ele matou eram criminosos, traficantes, eh pessoas que haviam prejudicado ele. Então,
é como se ele fosse eh, vou usar um termo aqui, um justiceiro, tá? Então, as eh ele justificava que ele matava essas Pessoas, mas que tinham um porquê, né? Eh, é um porquê do quê? porque eram pessoas que eram criminosas, ruins de alguma forma, né? Então ele trazia esse discurso. Ele começou esses crimes ainda adolescente, né? Ele passou muitos anos presos e aí ele acabou virando essa figura, né, de grande repercussão eh pública no Brasil. Tem essa foto dele que é muito conhecida, né, o o Pedrinho Matador, enfim. Eh, e aí ele saiu da prisão
e ele foi Assassinado em 2023 em São Paulo. Tá bom? Então, a pergunta é se ele é psicopata ou não e é justificativa, certo? Se é psicopata ou não e é justificativa. Beleza? Essa última imagem que tá aí é do Larry. ficou uma imagem pequena dele, né, da foto. Aí é esse que tá de camiseta branca, né, meio calvo. Aí o Larry, ele já é um caso que ele não é do Brasil, Então às vezes ele é um caso que vocês não conheçam, né? Ele foi eh condenado também por crimes graves, tá? Que envolviam extorção,
tráfico sexual, trabalho forçado. Então o que que ele fazia? ele manipulava e ele controlava algumas jovens que eram ligadas ali em determinado eh colégio. Então, eh ele fazia tráfico sexual com essas com essas moças, forçava o trabalho escravo também, era uma pessoa muito persuasiva, tinha uma lábia muito Boa e, infelizmente ali eh ele acabava conduzindo essas pessoas para esse tipo de crime, né? Então, eh, as reportagens que tem sobre o Larry falam muito dele, que ele tinha um padrão muito grande de coersão psicológica, ou seja, ele conseguia manipular muito bem, né, de exploração, ele tinha
um controle interpessoal muito bom até. Inclusive os repórters que faziam eh que faziam entrevista com ele falavam disso, que a uma grande característica dele é o fato Da manipulação, tá? também. Então, obviamente foi condenada ali por crimes que são graves. Claro que é uma história muito pequena, né? São três histórias pequenas pra gente afirmar algo ou não, mas eu quero que vocês pensem, porque são três casos que tiveram uma repercussão pública muito grande, tá? Então, o Larry do mesmo jeito, tem características de psicopata, sim ou não? E justifique o porquê, tá bom? Então é só
um treino de raciocínio até o final dessa aula a gente vai conseguir responder isso, inclusive entender se esse é o termo que a gente usa, se não é o termo que a gente usa, o que que a gente tem que usar na frente disso ou se a gente não usa, se a gente fala de subtipo ou se a gente não fala, se a gente fala é de sociopata, a gente fala não sei o quê, entendeu? Então aí a gente vai para esse outro lado de entender tudo isso, tá bom? Então os Três casos, OK? Anotem
aí, organiza ali, enfim, tá? E aí depois a gente conversa sobre eles. Eh, vamos lá, gente. O que que exatamente a gente tá chamando de psicopata, tá? Então, eh, a própria história do conceito de psicopata, gente, já é marcado por uma grande imprecisão, né? Então, ao longo do tempo, os transtornos de personalidade receberam vários nomes. Eh, psicopatia, neurose de caráter, dependendo de quem tava falando, eh, insanidade moral, Enfim, chegou o nome depois, transtorno de personalidade, né? Então, o termo psicopata ou psicopatia, ele acabou sendo usado de uma forma muito imprecisa e às vezes um sinônimo
hoje em dia como um transtorno de personalidade antisocial. Nós vamos conversar sobre isso, se psicopatia é um sinônimo de transtorno de personalidade social ou não, tá? Eh, mas logo de cara aqui a gente começa tendo um problema que é o problema do Quê? da imprecisão da palavra. O que é psicopatia? Pensa comigo, se o próprio termo ele foi usado de uma forma confusa por muito tempo, né, o profissional que não se atualiza, né, que formou há 10, 20, 30 anos atrás, ele acaba correndo o risco de fazer o quê? Repercutir essa confusão e aí ter
problemas clínicos, né, com isso, né? Então, ficar no senso comum, né, usar a psicopatia ou termo psicopata de uma forma eh popular, né? Então, às Vezes as pessoas usam um termo psicopata, mas você entende de onde aquela pessoa tá falando. Então, pessoa que não tá dentro da área, não é um profissional da área, então você sabe que é um rótulo meio leigo, né, que não é um construto clínico, enfim, né, que não é algo específico, né? Então aí até ir tudo bem, porque como eu posso dizer, né? Eh, é alguém que não tem esse conhecimento,
mas a gente que tá dentro da área da Saúde, da educação, aí a gente precisa entender isso. Então, um rótulo leigo, ou seja, um uso popular, né, eh, para qualquer pessoa fria, cruel e manipuladora, a gente aceita quando vem de uma pessoa que não tem um conhecimento científico, né? Então, toda vez que uma pessoa cometer um crime, por exemplo, a pessoa usar, né, e o termo falar: "Ah, ele é psicopata". Nem todo criminoso é psicopata, nem toda Pessoa que mata é psicopata. Então, quando a gente faz essa associação, a gente tá usando o quê? Um
rótulo leigo, né? Identificando qualquer pessoa que seja fria, cruel ou manipuladora, enfim, como uma pessoa ali que é psicopata. A gente também não pode eh simplesmente falar assim: "Ai, psicopatia é um construto clínico, né? Ah, é um conjunto de traços que a pessoa tem afetivos, interpessoais, comportamentais e tal". OK? Isso fica muito vago, inclusive, né? Que traços que a gente tá falando? Ou falar, não é traços de personalidade, né? Eh, quando a pessoa tem características como frieza, baixa empatia, ausência de remorço, tá bom? Então, toda pessoa que tem ausência de remorço, ele é psicopata. né?
Ou eu falar: "Não, hoje nem psicopata é um termo que a gente usa, não, a gente usa transtorno de personalidade antisocial". Bom, gente, aí começa a bagunça, será que isso é verdade? Será que isso não é? Enfim, então é por isso que a gente tem que fazer o quê? estudar a psicopatia hoje. E aí eu trago aqui quatro razões paraa gente poder estudar a psicopatia e entender se a psicopatia é mesmo traço de personalidade, se é equivalente ao transtorno de personalidade antisocial, se toda pessoa fria é um psicopata ou ela não é, né? Então por
que que a gente tem que estudar psicopatia, né? Então tem pelo menos quatro razões listadas para nós em relação a isso, né? Primeiro Porque o termo ele continua ainda sendo usado de uma forma errada. Então mesmo hoje no senso comum, inclusive até com profissionais, ainda existe a confusão entre psicopatia, sociopatia, transtorno de pessoalidade antissocial, criminalidade, frieza emocional. Frieza emocional não é sinônimo de psicopatia. Tem vários quadros dentro da psicopatologia que tem como característica frieza emocional e a gente vai estudar isso. Então, frieza Emocional não é sinônimo de psicopatia. Remorço, ausência de remorço não é sinônimo
de psicopatia. Então, por isso a gente precisa estudar, entender o que é psicopatia. Segunda razão pra gente entender o que é psicopatia, né? O modelo que a gente tem atual, ele é mais complexo que o modelo antigo. Eh, Sara, como assim o modelo atual ele é mais complexo, né? Hoje a gente não trabalha mais com a leitura que a gente chama de categorias, né? Uma leitura categorial, Que é o quê? É psicopata, não é psicopata? Eh, tem ansiedade, não tem ansiedade. Tem agressividade, não tem agressividade, né? A gente não trabalha em categorias, a gente trabalha
mais com quê? Com traços de personalidade. Então, é você pensar o seguinte, não é que a pessoa eh se a pessoa tem ansiedade, ela já tem uma patologia. Não. Ansiedade é uma característica, é um traço. Todo mundo tem. Eu tenho traço de ansiedade. Você tem traço de ansiedade. O problema É quando essa ansiedade ela está em excesso ou quando ela está muito baixa. Quando a ansiedade está em excesso, você pode ter um transtorno de pânico, você pode ter um transtorno de ansiedade eh social, você pode ter um transtorno de ansiedade generalizada, né? Então, o transtorno
de ansiedade de separação é o excesso em si com outras características. Não é que só ter ansiedade é patológico. Todo mundo tem ansiedade. Só que ansiedade no nível Patológico, ou seja, o nível aumentado, aí sim pode estar associado a algum quadro. Do mesmo jeito, a ansiedade muito baixa também é um problema. Ansiedade muito baixa, gente, é aquela pessoa de boas na vida. Que que é o de boas na vida? É assim, ai, tem um trabalho para entregar semana que vem. E ele de boas. Ah, mais para frente eu faço. Eh, nossa, o trabalho já é
amanhã. Ah, tranquilo. Não tem problema. Quando eu chegar lá no trabalho, eu falo que eu Tive um problema de saúde ou eu pego um atestado, não, deixa esse trabalho para depois. Essa é a pessoa de boas na vida que tem baixa ansiedade. A gente tem que ter ansiedade num nível que é funcional. Eu preciso ter um nível de ansiedade, porque se tem um trabalho para eu poder entregar a semana que vem, eu preciso ter um nível de ansiedade adequado para me movimentar e falar que que eu tenho que fazer agora para eu conseguir entregar esse
trabalho a tempo? É Importante entregar esse trabalho porque faz parte do meu trabalho para eu manter o meu trabalho, né? Por isso que é trabalho que chama, né? Então, ou seja, faz parte do processo eu fazer essas entregas, né? dentro da minha função. Então, eu preciso me organizar, ser responsável e entregar de forma adequada. E quem faz isso comigo? Ansiedade. Ela que movimenta. Então, hoje na psicopatologia a gente não trabalha com essa ideia de tem Ansiedade, não tem ansiedade. A gente não faz isso. Tem agressividade ou não tem agressividade, todo mundo tem agressividade e tem
que ter, inclusive, para se proteger. Só que você não pode agredir a outra pessoa, você não pode se machucar. Essa que é a ideia. Então hoje a psicopatologia, o modelo atual nosso, é mais complexo do que o modelo antigo. O modelo antigo era o quê? Ai a ausência de remorço e frieza é psicopata. Hoje em dia não. Ausência de remorço e Frieza tem vários quadros. Isso não significa a pessoa é psicopata. Então hoje a nossa discussão é sobre traço, é sobre funcionamento de personalidade, né? Então, sobre modelos dimensionais, ou seja, entender que determinado determinada característica
às vezes todo mundo tem, só que não pode estar muito exacerbada ou muito reduzida, porque isso pode ser um problema. Então, a pessoa que estudou, o profissional que estudou isso há muitos anos e nunca mais Revisou o tema, gente, realmente a pessoa tá o quê? Desatualizada, porque a psicopatologia mudou. Antigamente a gente falava de quê? de histeria, de neurose, de perversão, não é isso? Porque a gente tinha ali, obviamente, né, todo ali uma um legado ali voltado da psicanálise, né? Então, se falava muito disso. Hoje em dia, esses termos a gente não usa tanto eles
mais, tá? Então, a gente precisa se atualizar, então precisa estudar psicopatia por Isso, né? Terceira razão pra gente estudar a psicopatia, o desenvolvimento importa. Ai, que que é isso? Tá? Eh, quando a gente estuda psicopatia, nós entendemos que a pessoa ela não dorme normal, vou usar esse termo, e acorda no outro dia um psicopata, não é isso? Todos os quadros que a gente conhece exigem uma história do desenvolvimento. Então, os próprios manuais, como o DM5TR, exige uma história de um transtorno de conduta, por exemplo, Antes dos 15 anos de idade, pra gente pensar num diagnóstico
de transtorno de personalidade antissocial, que já digo para vocês, não é sinônimo de psicopatia. Tem algumas características próximas que a gente vai ver. Então, os quadros de maneira geral exigem uma compreensão pra gente olhar lá na infância da pessoa, lá na adolescência dela, pra gente entender um padrão ao longo do tempo. Então, como eu disse, não é você dormir, OK? E Amanhã você ter um transtorno mental. A gente precisa compreender o sujeito ao longo do tempo. Então, ao longo dos estudos em psicopatologia, nós entendemos que o desenvolvimento importa. A neurociências mostrou isso pra gente, entender
a pessoa no quadro dela. Claro que, gente, entender o sujeito na história de vida dele eh não vai eximir, não vai tirar a responsabilidade dele pelo que ele fez. Não é isso. Não é tirar a Responsabilidade da pessoa, mas é compreender o funcionamento humano, até para que a gente tente evitar, né, situações, crimes, né, coisas que sejam ruins pra sociedade de uma maneira geral. Então, a gente tenta compreender o comportamento do sujeito ao longo do tempo, tá? E quarta e última razão pra gente estudar a psicopatia é porque um rótulo ruim acaba virando um erro
clínico, né? Então o que que é isso? Quando a gente Não estuda a psicopatia, a gente tem realmente o risco de fazer um super diagnóstico ou subdiagnosticar. A gente pode confundir frieza com psicopatia, a gente pode confundir impulsividade com psicopatia primária. A gente vai estudar psicopatia primária aqui. A gente pode desconsiderar o desenvolvimento, a gente pode ignorar um diagnóstico diferencial, a gente pode ignorar uma comorbidade quando a pessoa tem dois ou mais quadros. Então a gente Precisa entender eh para que esse rótulo acabe não virando ali um rótulo que atrapalhe a nossa parte clínica, tá?
Então, a gente precisa começar já ajustando algumas coisas, eh, pra gente entender, ó. Nem toda pessoa cruel, gente, ela é psicopata, tá? Nem todo paciente com comportamento antisocial corresponde ao que hoje a gente chama de transtorno de personalidade antissocial ou corresponde ao que hoje a gente chama de psicopatia. E justamente por isso que a gente precisa estudar mais e tentar rotular menos, tá bom? Porque psicopata, como eu disse, já virou um termo o quê? Social, do senso comum. Então, como virou um termo do senso comum, a gente acaba utilizando sem entender direito o que é,
tá? Então, só pra gente compreender o termo ao longo do tempo, tá? Essa categoria que hoje a gente chama de transtorno de personalidade antissocial, daqui a pouco a gente vai falar sobre Ela, né? ela foi nomeada de diversas formas eh ao longo do tempo. Então, já foi chamado de insanidade moral, né? Já foi chamado de neurose de caráter, enfim, depois chegou o termo de psicopatia e hoje tem o termo de transtorno de personalidade antissocial, tá? E aí a psicopatia ela acabou sendo um termo muito popular tanto entre os profissionais como pessoas leigas, né? E foi
usada ali de uma forma muito imprecisa, né? Então, historicamente a Gente fala que a psicopatia ela funciona como se fosse um, o termo funciona como se fosse um guarda-chuva. Ai, Sara, por que um guarda-chuva? Guarda-chuva, lembra do guarda-chuva, né? Eh, porque ali todas as características que a pessoa que que achava que era de um psicopata, aquele conceito foi agregando. E aí isso ficou na nossa cabeça. Ah, pessoas frias, pessoas sem remorço, eh, pessoas manipuladoras, pessoas calculistas, não é isso? E aí Isso foi entrando dentro desse guarda-chuva da psicopatia, ou seja, são todos termos que ali
ficaram na nossa cabeça, tá? E aí tem um termo até eh, que também fica na nossa cabeça quando a gente fala do psicopata, que é o sociopata. Eh, vamos até entender isso, né? Esse termo sociopata, ele apareceu historicamente como se fosse uma tentativa de dar mais ênfase aos papéis que eram de fatores sociais, papéis ambientais. é como se fosse assim: "Olha, eh, o sociopata, quando eu uso esse termo sociopata, quer dizer, eh, que essa pessoa ela desrespeita o direito das outras pessoas, ela manipula, né, ela é agressiva, ela tem ausência de culpa, ela viola as
normas sociais. Então, o termo sóciopatia, ele nasceu pra gente enfatizar os fatores sociais. Quer dizer, é uma pessoa que perturba aquele ambiente social. É claro que esse termo sociopata É uma palavra que a gente não usa mais na literatura, né? Você escuta isso vez ou outra num filme, num seriado, talvez num livro muito antigo que você tenha, né? Eh, mas a ideia é que o sociopata é aquela pessoa eh que ela é marcada por ruptura de norma social. Então ela ela o mundo social dela, ela rompe normas, vínculos, a convivência dela é perturbada, enfim, não
é um termo técnico que aparece mais nos nossos sistemas diagnósticos. A gente não usa Mais isso. Tanto é que aqui na aula eu resolvi comentar sobre o termo soció porque é um termo que as pessoas usam bastante eh eh as pessoas mais antigas, né, usam bastante, mas não é um termo que a gente vai especificar aqui, porque é um termo que não é tão usado assim. Hoje o termo que é usado é transtorno de personalidade antissocial, tá? Não é sinônimo, nós vamos chegar lá. Mas o termo oficial hoje, a nomenclatura oficial que os manuais diagnósticos
como DSM5TR utilizam é transtorno de personalidade antissocial. Então, se a gente for usar o termo atual, a gente tem que parar de chamar de psicopata e usar o termo transtorno de personalidade antisocial, tá? Então, o termo soció em desuso, nem aparece mais. E o termo psicopata também, né, eh, não é um termo oficial, não é a nomenclatura oficial utilizada. Qual que é o termo oficial? Transtorno de personalidade antisocial. Tem um problema com isso, hã, eh, que é o fato de que o termo psicopatia, ele não é um sinônimo de transtorno de personalidade antissocial. E aí
eu já quero começar falando disso pra gente fazer uma separação desses termos aqui, tá? eh e explicar outros termos eh que são muito comuns na literatura, que é psicopatia primária e psicopatia secundária. Tá bom? Vamos entender isso aqui, OK? Vamos lá. O DCM, eh, ele tirou O termo, então, psicopatia e ele entrou com o termo de transtorno de personalidade antissocial, que seria o nosso termo quê? Oficial. OK? Só que quando você vai ler os critérios do que é transtorno de personalidade antisocial, quando você lê os critérios, você percebe que tá se aproxima de psicopatia, mas
eh na verdade aproxima-se de um conceito, uma parte do que a gente chama De psicopatia e não da psicopatia por completo. O DCM ele enfatizou muito impulsividade, eh, descontrole como características de uma pessoa com transtorno de pessoalidade antissocial. E isso é muito próximo de um conceito chamado de psicopatia secundária. O que que é uma psicopatia secundária? Psicopatia secundária é o psicopata, mas é aquele psicopata muito ligado com uma alta impulsividade, uma pessoa com Estabilidade emocional intensa, uma maior ansiedade, muito reativa ao estresse. Então esses pensem em crimes que já aconteceram no Brasil que tem como
característica essas características que eu tô falando, uma pessoa extremamente instável, ansiosa, reativa ao estresse, esse seria o psicopata. ário e ele eh encaixa perfeitamente no que é descrito como transtorno de personalidade antissocial. Eu vou mostrar daqui a Pouco no que é o transtorno de personalidade antissocial no DCM, mas o psicopata primário ficou negligenciado. O que é o psicopata eh primário? Quando a gente pensa o psicopata primário é aquele perfil de psicopata que ele tá mais associado a uma frieza mais emocional, uma baixa ansiedade, pouco medo, ausência de remorcio, eh uma insensibilidade afetiva muito grande, um
Estilo assim manipulador, calculista. Tem uma pessoa, né, que a gente até falou dela recentemente, quem acompanha aqui o Instagram da Encantado sabe, eh, que cometeu um crime que chocou o Brasil. Ah, um, e eu vou até dar uma, vou até dar uma dica, mas vocês vão saber quem que é. Um crime que chocou o Brasil envolvendo os pais, eh, e que é uma pessoa descrita nas avaliações psicológicas e psiquiatras dessa forma, Com uma frieza emocional, uma baixa ansiedade calculadora, eh, calculista, perdão, eh manipuladora, né? parece que não sente remorço pelo que fez, nada disso. Isso
é um psicopata chamado de primário. Esse psicopata primário, com essas características não bate com o que tá descrito no DCM como transtorno de personalidade antissocial. Então, perceba, hoje a gente não usa a nomenclatura psicopata. Psicopatia não usa mais nem sociopata. A nomenclatura oficial é transtorno de personalidade antissocial. Contudo, quando você vai olhar as características do transpidade antissocial, ele descreve bastante um psicopata secundário, uma psicopatia secundária, que é aquela pessoa mais estável emocionalmente, alta impulsividade, muito reativa ao estresse. Só que o TCM ele deixou de lado o que a Gente chama de psicopatia primária, que é
aquele perfil mais com uma frieza emocional, com a baixa ansiedade, uma ausência de remorço. E aí eu tô dando um exemplo, né, eh, de uma pessoa muito conhecida, eh, que, infelizmente, né, assassinou os pais, que é a Susan, né, Von Ristofen. Eh, a Suzane é esse perfil que é o perfil de quê? de uma frieza emocional, eh, manipuladora, calculista, o psicopata primário. Só que quando você olha as características da Suzane e você Vai lá pro DCM olhar o que é transtorno de personalidade antissocial, você não consegue achar as características dela, porque o DCM negligenciou essa
parte, tá? Então, o resultado disso é que hoje a gente tem um afastamento que é conceitual e empírico do que é transtorno de personalidade antisocial e do que é a psicopatia, certo? Então, eh, infelizmente, eh, apesar do termo oficial é transtorno de personalidade antissocial, eu coloquei a sigla aqui, Ó, TP A S, né? não há uma sobreposição é entre psicopatia e transporte de personalidade antissocial, mas não existe uma equivalência perfeita, tá? Não existe o que a gente chama de eh equivalência perfeita. Então, assim, é triste isso, né? Eh, mas não tem o que a gente
considera como equivalência que é perfeita. Esses dois termos que eu tô usando, eles são muito usados na literatura atualmente, né? Foram termos que o Carpman em 1900, em 1941 utilizou, Que é psicopatia primária e psicopatia secundária, tá? Eh, são termos que ele utilizou lá atrás, enfim. Eh, e eu vou até trazer dois exemplos que além desse da Suzane que eu trouxe para vocês, eh, que são dois perfis pra gente entender melhor a psicopatia secundária e a psicopatia primária, que são termos ainda usados justamente porque o DCM não consegue eh realmente eh colocar todas as características
do que seria o psicopata dentro do transtorno de Personalidade antissocial, porque o transtorno de personalidade antissocial ficou faltando como se fosse partes, né, ali para descrever. E aí eu quero trazer esses dois exemplos para vocês, né? Eh, esse primeiro eh rapaz que vocês estão vendo aí, que é o perfil número um, certo, né? Eh, quando a gente fala do perfil número um desse rapaz, é o Richard Raminez, né? Ele foi um assassino em série, eh, abusador, estuprador, invasor de residência nos Estados Unidos. Eh, ele cometeu vários crimes. O que que ele fazia? Ele invadia a
as casas ali das pessoas lá na Califórnia, eh, lá na década de 80. E aí ele matou pelo menos 13 pessoas, além de agredir sexualmente e ferir outras vítimas. A gente fala de pelo menos 13 pessoas, eh, por essa questão de de comprovação, mas acredita-se até que foram mais pessoas, né? Então, é um caso que ficou muito conhecido, porque ele cometia os crimes Eh à noite dentro da casa das próprias vítimas e começou a gerar um pânico coletivo na época, né, eh, na cidade, porque imagina, eh, então tem alguém que invadindo a casa das pessoas,
abusando sexualmente, enfim, né? Eh, as vítimas elas variavam bastante de idade de perfil, então não tinha um perfil muito eh eh específico. E o que assustava muito era violência extrema. Então, além dele abusar sexualmente, ele espancava as vítimas dele, né? Então, ele ele é Conhecido como uma personalidade caótica, tá? Altamente violento. Isso dentro do dos perfis de análise psiquiátrica e psicológica dele, né? Eh, e ele era uma pessoa desinibida, impulsiva, com agressividade intensa. É como se fosse um predador. A palavra que que muitos se referem a ele é isso. Ele era um predador frio, né?
Eh, é impulsivo, desinibido, né? Então, era um era um quadro que chamava muita atenção e por isso que ele É chamado eh de psicopatia secundária. Sara, por que que é uma psicopatia secundária? Por essas características dele ser mais o quê? mais impulsivo, mais estável emocionalmente. A psicopatia secundária a gente tem mais facilidade em identificar como psicopata, justamente por essas características de impulsividade, de explosão, de ansiedade, um perfil desorganizado, Né? Então a gente facilmente associa esse perfil com o quê? Com o psicopata em si, né? Só que a gente tem outro tipo de perfil, né? Que
seria a psicopatia primária, né? essa que eh enfim que não tá ali nas características do DCM, né, de nada disso, né, enfim, né, eh, que é o Ted, o Ted, inclusive, ele é muito conhecido também porque, eh, foi feito um seriado dele, né, não só seriado, né, gente, ele ele, eu acho que tem documentário sobre Ele, né, enfim, ele é um assassino em série também, norte-americano, da década de 70 ele atraía as vítimas dele, sequestrava as vítimas, agredia sexualmente e matava. E o perfil dele era geralmente jovens mulheres, tá? Ele atuou não só num estado,
mas em vários estados dos Estados Unidos. Ele chegou a confessar 30 homicídios, eh, mas ele é suspeito de ter matado mais mulheres que isso. Então, 30 homicídios foi o que ele confessou, tá? Mas ele ele suspeita que Ele tenha matado mais pessoas, tá? Ele é o exemplo que eu acho assim mais didático, eh, próximo de uma psicopatia primária. Por quê? Porque o Ted, ele ficou conhecido muito por um charme que ele tinha, sabe? Pela capacidade que ele tinha de manipular vítimas. E ele era eh um rapaz eh bonito, né? Então assim, bonito, charmoso, enfim. Eh,
então ele não era esse perfil, né, do Richard que era desorganizado, explosivo, impulsivo Dessa forma, não. Pelo contrário, ele era calculista, planejava, manipulava, sabe? E ele tinha uma característica de uma frieza interpessoal muito grande. Então, o psicopata primário, sujeito mais frio, mais calculista, pouco ansioso, pouco reativo emocionalmente, né? Então são dois perfis que são assim distintos em muitas coisas, mas que tem algumas características em comum, né? Então hoje quando alguém diz eh para vocês ai, o psicopata Eh eh psicopatia ou psicopata é a mesma coisa, a gente tá falando de transtorno de personalidade antisocial, eh,
não, né? assim, existe uma sobreposição dos conceitos, mas o DCM ele acabou enfatizando mais um quadro que é a psicopatia secundária, né, eh, do que a psicopatia primária. E a gente tem que levar em consideração essas duas coisas. E aí isso é um problema. Quer ver que é um problema? Eu acredito que você já tenha ouvido falar e eu vou Citar porque isso ficou muito famoso, de falar assim: "Não, a Suzane Von Ristofen, ela não é um psicopata, porque se você for olhar no DCM e olhar as características do que é transtorno de personalidade antissocial,
a Susane não se enquadra." Bom, ela não se enquadra mesmo no transtorno de personalidade antissocial, mas isso é por um problema do manual diagnóstico. E nós começamos a aula falando disso. Psicopatologia não é uma Decoreba de manual diagnóstico, é você pensar para além disso. Agora, se você for coerente com o termo psicopata, ela tem todas as características de um psicopata primário. Não é porque o DCM não listou corretamente ali, né, ou não conseguiu agrupar ali todas as características, o que seria o psicopata, que ela vai deixar de ser porque não tá ali dentro, entende a
ideia? E até vou falar daqui a pouco sobre o modelo alternativo do DCM, que Neste modelo aí sim a a Suzane entraria dentro dos critérios, mas daqui a pouco eu vou falar dele. Então, não é porque a Susane não tem as características do transtorno de personalidade antissocial que ela não se enquadraria ali dentro. Aí tem um pessoal que fala assim: "Ah, ela não se enquadra ali dentro. Ela, na verdade, ela tem um transtorno de profundidade narcisista". Nada, na verdade eh eh se opõe da dela ter as duas coisas, né? comorbidades Existem, mas eu disser que
uma pessoa, né, eh, se eu falar que uma pessoa que planejou a morte dos pais, inclusive manipulou pessoas para que matassem os pais e ela meio que saiu com as mãos limpas, não sei se é esse é o termo certo, mas ou seja, ela não efetuou o ato, ela manipulou pessoas para que fizesse isso para ela, eu não considerar ela psicopata, vai ser quem que vai ser psicopata, né? Essa é a pergunta. Para quem que a gente vai considerar, né, que É psicopata? Então, por isso que a gente tem que tomar cuidado. O manual diagnóstico,
ele não pode ir na frente do nosso raciocínio. Nós temos que ter o nosso raciocínio primeiro, o manual tá atrás. Essa que é a ideia, tá? Então, eh, precisamos tomar cuidado em relação a isso. Então, de novo, psicopatia primária, frieza emocional, baixa ansiedade, charme superficial, estilo audacioso. Lembra do Ted? Lembra da Suzane que fica mais fácil para vocês Gravarem. A psicopatia secundária já é característica do quê? Impulsividade, descontrole, reatividade, explosividade, enfim, tudo isso aí é é em volta. Essa imagem que eu coloquei, ela tenta mostrar isso. O psicopata primário, ele é manipulador, ele é charmoso,
sabe? É um charme superficial, mas é ele tem um estilo audacioso, né? Ele manipula outras pessoas. Ele usa as outras pessoas como objeto para conseguir alguma coisa. Não necessariamente ele Vai matar o psicopata em si. Não necessariamente ele vai matar, mas ele vai roubar, ele vai manipular, usar o outro como objeto, usar o outro para conseguir alguma coisa. O grande foco de ser psicopata é usar o outro como um objeto. A outra pessoa é apenas um objeto para satisfazer os desejos dele. O na psicopatia secundária, o outro também é um objeto. É um objeto para
satisfazer os meus desejos. Só que aqui eu tenho como características Impulsividade, descontrole, reatividade, explosividade. É como se fosse esses bloquinhos que eu tô mostrando, mas eles estão quebrados porque a pessoa não consegue se controlar. Ela é muito impulsiva, ela reage muito ao estresse. Então, os dois são psicopatas por usarem o outro como um objeto para conseguir alguma coisa, mas a maneira como eu uso, ela é diferente. Um eu uso de uma forma mais fria, outra eu uso de uma forma mais impulsiva, mais descontrolada. Mas Os dois têm as mesmas características, certo? Os dois têm. Inclusive,
só da gente falar sobre isso já tá ajudando vocês nos casos clínicos que eu mostrei, né? nos três primeiros, mais para frente na aula eu volto neles, tá? Então esse erro do DSM, né, que é um erro, enfim, né, é o manual diagnóstico, não quer dizer que ele vai est sempre certo, eh, etc e tal, enfim. Eh, ele tenta ser corrigido no DM5T por um modelo alternativo de transtorno De personalidade. Eu não sei se vocês conhecem esse modelo alternativo, mas eu quis deixar inclusive aqui no slide a página de onde tá esse modelo alternativo, porque
aí depois vocês conseguem ler melhor sobre esse modelo, tá? Tá na página 883. Anota, por favor. 880 883 883, tá? Eu vou explicar aqui, OK? Sobre ele. Ah, e depois vocês podem ler, porque lá Não se fala só eh, do transtorno de personalidade antissocial, se fala de vários outros quadros. Então, é interessante vocês lerem, tá bom? É o seguinte, o modelo alternativo do DCM5TR para transtorno de personalidade é um jeito diferente da gente fazer um diagnóstico de um transtorno. Então ele é baseado menos em caixinhas fechadas, tá? Eh, e mais um aspecto dimensional. Então, quando
a gente fala do modelo é alternativo para transtorno de Personalidade no DSM5TR, ele usa dois eixos principais pra gente falar. eh o grau de prejuízo no funcionamento da personalidade da pessoa e os traços que ela tem patológicos, tá? Então o esse modelo alternativo, ele parte da ideia eh que a pessoa ela não tem que ter só tais características, ela não tem que só marcar aqueles determinados critérios diagnósticos, não é isso, tá? A pessoa, ela tem que ter prejuízo no funcionamento dela de Personalidade. Ela tem que ter traços patológicos que sejam o quê? Eh, que sejam
significativos. E aí ele descreve esses traços. Quando você vai para esse modelo alternativo do DM5TR, e eu vou comparar esses dois modelos, tá? Agora você vai perceber que lá nesse modelo alternativo ele já consegue falar melhor tanto do psicopata secundário como do psicopata primário, tá? Então ele é um modelo alternativo, eh, porque justamente esse modelo Inicial do DCM, ele foi muito rígido, né? Um modelo muito rígido de personalidade e, infelizmente ele não conseguia comportar, né, o que é o quadro em si como um quadro de psicopatia, tá? Então, eu fiz esse quadro aqui para vocês,
eh, para ficar mais fácil, pra gente poder entender sobre ele, ã, que faz a comparação sobre o que é falado do que é transtorno de personalidade antissocial. A gente vai falar sobre Isso. E o que é esse modelo alternativo, que aí sim eh ficaria mais claro que envolve tanto o psicopata primário como secundário, tá? Então, vamos lá. Quais são as características de transtorno de personalidade antissocial? O transporte de personalidade antissocial, que tá na sessão dois, que é o conceito tradicional, não é o alternativo. A definição é que é um padrão invasivo de desrespeito e violação
dos direitos dos outros desde os 15 anos de idade. Como critérios comportamentais, aqui teria primeiro uma falha em se conformar as normas legais, segundo enganação. Terceiro, impulsividade, falta em planejar, falha em planejar. Quarto, irritabilidade e agressividade. Quinto, desrespeito imprudente pela segurança. Sexto, irresponsabilidade consistente. Sétimo, ausência de remorço. E é preciso, a pessoa tem que ter pelo menos três dessas características, tá? Eh, desses Critérios comportamentais, esses traços, pra gente falar que é transforme de profundidade antissocial. Ó, dá uma olhada nas características aí. Se você for para as características, preenche bastante o quê? Quando a gente olha
uma característica de um psicopata mais o quê, né? Secundário aqui, né? Então você fala falha em normas sociais, né? Você tá falando ali de eh de impulsividade, descontrole. Então são características de psicopatia Secundária. Como eu disse, o DCM5TR, ele traz as características do psicopata secundário. OK? Tá aí, né? Então, tudo certo. E uma uma questão é importante é que transtorno de personalidade a gente só faz o diagnóstico a partir de 18 anos, certo? Contudo, eh as características que são essas que eu acabei de falar, elas precisam estar presentes desde os 15 anos, OK? Porque é
um padrão comportamental. Então, há uma exigência, na verdade, que desde os 15 Anos, hã, essas características elas apareçam. E uma segunda exigência dentro da eh dessa M5TR é que eh também essas características, esse padrão de burlar normas sociais, ele tem aparecido antes dos 15 anos de idade eh por outros diagnósticos, como, por exemplo, um transtorno de conduta. Então, a pessoa tem que ter tido alguma característica eh que tava mostrando que ela tá desviando das normas sociais, OK? O DCM ele fala dessas duas coisas, ó. Esse Padrão invasivo desrespeito e violação dos direitos dos outros tem
que ter tido a partir dos 15 anos de idade com três ou mais características desses critérios que eu mostrei. Mas ao mesmo tempo, antes dos 15 anos de idade, essa pessoa ela tinha ou ela tinha um diagnóstico de transtorno de conduta, né? Ou ela tinha características pro diagnóstico de transtorno de conduta, mas não foi dado esse diagnóstico. OK? Beleza? Bom, quando a gente vai pra sessão três, que é o modelo alternativo, que é o que eu estava explicando, neste modelo alternativo, aí em vez de eu falar apenas de um padrão comportamental de desrespeito e violação
de direitos dos outros, eu falo de um prejuízo de personalidade com traços patológicos específicos. Ou seja, eu tô falando que as características dela vão causar prejuízo no ambiente e Ela vai ter presente traços patológicos específicos. Quais são esses traços? é o antagonismo e a desbição. O antagonismo seria características de manipulação, de enganar o outro, insensibilidade, hostilidade e a desimbição, irresponsabilidade, impulsividade e tomada de risco. que só pelo critério comportamental, ou seja, pela característica psicopatológica, Dá para perceber que o modelo alternativo ele abarca tanto características da psicopatia primária como da psicopatia secundária. Ele pega os dois:
manipulação insensibilidade, hostilidade, irresponsabilidade, impulsividade, das duas, coisa que o modelo tradicional não pega. E aí, neste modelo alternativo, ele fala de duas coisas que são muito importantes para nós, sobre o funcionamento do self Da pessoa e sobre o funcionamento interpessoal. O funcionamento do self é funcionamento da pessoa. Então aqui a gente fala de identidade, uma autoestima baseada em ganho, poder e prazer. Como eu disse, utiliza o outro como um objeto. Eu não me preocupo com o outro. O que eu quero com o outro é ganhar alguma coisa. O que eu quero é poder. O que
eu quero é sentir prazer. E se eu precisar usar o outro para eu fazer isso, tudo bem. O Que eu quero, olhando pro caso da Suzane, né, em si, não foi prazer ir lá e matar, né, como por exemplo o maníaco do parque, que o foco dele era prazer, mas foi o quê? ganho, herança, poder, não é isso? Então, a identidade e o selfie da pessoa tá voltado para isso. Ganho, poder e prazer. Autodirecionamento, metas voltadas a gratificação pessoal, sem padrões prósociais internalizados. Ou seja, o meu foco é gratificação pessoal. Eu não Tô com foco
em comportamentos socialmente adequados. Pouco me importa isso. O meu negócio é o quê? Gratificação pessoal. E em termos de funcionamento interpessoal, a empatia, a pessoa tem pouca preocupação com sentimento, com o sofrimento da outra pessoa, tem uma ausência de remorço. E quanto a intimidade, relações exploratórias, uso de coersão, dominância, intimação. O psicopata, como eu disse, não é só aquele que mata, mas é aquele, por exemplo, que entra numa relação com você porque ele quer ganhar alguma coisa sua. Ele entra porque ele tá duro e ele quer seu dinheiro, né? Então ele quer aproveitar da sua
casa, né? Então ele quer dormir lá com você. Não tô falando só de uma relação eh afetiva, intensa, mas ah vamos lá pensar uma relação, por exemplo, de amigos, entre aspas, mas a pessoa tá ali te explorando, passa o dia Inteiro se divertindo, dormindo e tal, e você lá trabalhando para sustentar ela, né, para pagar o aluguel da casa que ela está morando junto com você. Então, a pessoa tá te usando e ela tem pouca empatia, ela não tá nem aí para isso, né? A minha relação é exploratória. Por quê? porque eu uso o outro
como um objeto. Então, perceba, o modelo alternativo do DCM, ele tira esse foco nesse tanto de critério comportamental, que na verdade nem abarca o que é o Termo de eh psicopatia. E ele volta para características que são mais essenciais quando a gente pensa num psicopata, que é o quê? antagonismo, desibição, que pega a psicopatia primária e secundária. O funcionamento do self sempre voltado para ganho, para prazer, para satisfação pessoal, o funcionamento interpessoal voltado para ganho, pouca empatia, relações que são o quê? Exploratórias. E ele fala em termos de curso também do quadro que os prejuízos
que eh que a Pessoa tem, né, que a sociedade tem quanto essas pessoas, esses traços patológicos, eles devem ser estáveis ao longo do tempo. Ou seja, como eu disse, a pessoa não dormiu, OK? E depois ela virou psicopata, tá? Isso não existe, né? Então, eh, é ao longo do tempo o processa, o processo em si, né? Então, perceba, quando a gente olha para essas características, dá para perceber que o modelo alternativo, ele fala melhor sobre o que é o psicopata, certo? Do que Efetivamente sobre o modelo que a gente tem eh, né, desatualizado aí do
DCM. Então, aí vem a grande pergunta pra gente consolidar, né? Então, a psicopatia e o transtorno de personalidade antisocial são a mesma coisa? Não são. Tá? Então aqui, gente, isso é muito importante. Eu tô enfatizando isso, eh, porque é óbvio que num contexto, sei lá, de uma rede social, é de um contexto de que você tá ali Conversando com a sua família sobre alguma coisa, etc., e a pessoa usar os dois como sinônimo, você não vai lá dar uma aula para ele de 40 minutos explicando que eles não são iguais, que psicopatia não é a
mesma coisa de transtorno de personalidade antissocial. Não, não é isso, tá? você não vai fazer isso, é desnecessário, você vai ser conhecido como uma pessoa chata da família, tá? Eh, mas você como profissional, você precisa entender que São termos que são diferentes, tá? Então, não é porque a pessoa comete um ato antisocial que ela é um psicopata, certo? Então, eh, uma pessoa ela pode ter muita impulsividade, ela pode ter uma busca intensa por novidade, ela pode ter prazer em adrenalina, né? Eh, como, por exemplo, transtorno bipolar do humor, na mania tem prazer em adrenalina, adrenalina,
uso de substâncias, essas coisas, delinquência. Nem toda Delinquência é um transtorno, inclusive, né? A gente tem que falar sobre isso, né? Eh, quer dizer que a pessoa ela é um psicopata, não é porque ela é frio, porque ela é calculista, porque ela é insensível, porque ela é manipuladora, ela é um psicopata. Tem outros transtornos, como por exemplo, transtorno de personalidade narcisista, como eu citei, que tem essas características também. Então isso não vai fazer da pessoa ser um psicopata, Entende? Então a característica ela é maior. E aí a gente precisa olhar eh pro sintoma eh nuclear
que a gente fala, né? Que que é um sintoma nuclear? Que é o núcleo do processo, né? Eh aquilo que a gente eh precisa olhar com cuidado quando a gente pensa eh efetivamente no que é um transtorno de personalidade antisocial eh do que é o psicopata. Então, quando a gente fala de psicopata, o sintoma nuclear é uma frieza emocional, Só que, é claro, é uma frieza emocional acompanhada daquelas outras características, porque se é só frieza emocional, a gente tem outros quadros que tem frieza emocional, esquisoides, ah, obsessivos, condições orgânicas, né? Outros quadros podem ter frieza
emocional, mas o núcleo central é esse, né? Então, essa frieza emocional, essa falta de sensibilidade com o outro, né? é usar o outro como objeto para conseguir alguma coisa, né? E aí não é Só a pessoa ir lá e matar alguém, não é só a pessoa ir lá e como eu ten um ato de delinquência que ele é um psicopata, tem que ser o conjunto das características como o núcleo eh principal, que a gente chama, né, o sintoma nuclear principal, que seria o sintoma da frieza emocional, tá? Então essa é uma característica a gente precisa
fazer o quê? Lembrar então em termos práticos a diferença dos dois: tanções de personalidade antissocial, Foco em violação de regras, mentira, fraude, impulsividade, agressividade, responsabilidade, ausência de remorço. O psicopata, ele vai paraa frieza emocional, baixa empatia, pouca ansiedade, medo, ausência de culpa profunda, charme superficial, estilo interpessoal, audacioso, dominante, manipulador. ele pega essa outra parte que o transtorno de personalidade antissocial ele não pega, tá? Então, eh, essa seria, por exemplo, uma Característica, né? Então, vamos pensar o seguinte, ó. Imagina aí um um adolescente, um adolescente não, um adulto, mas uma pessoa que desde a adolescência briga,
usa substâncias, eh álcool, maconha, outras drogas, dirige de forma imprudente, eh não sustenta nenhum emprego, mente, se envolve em pequenos delitos, assim, rouba de alguém, pega alguma coisa, toma dinheiro, pai cada um, eh, cartão sem pedir, enfim, né? Toma decisão por Impulso e tal. Eh, essa pessoa entraria dentro de transalidade antisocial, mas não quer dizer que ela é psicopata, tá? Nem toda pessoa com transtorno de de personalidade antisocial é psicopata, não é? Agora, se você tem uma outra pessoa que também mente, que também manipula, que usa os outros, mas faz isso de uma forma muito
organizada, né? Uma forma assim encantadora, né? Superficial, não demonstra medo, né? não demonstra Culpa, nem abala emocional, usa o outro ali como objeto. Aí sim a gente poderia pensar numa característica de uma pessoa eh mais como o psicopata, tá, em si. E aí a gente entra, quando a gente fala dessas características da do sujeito, a gente entra num ponto que eu acho importante a gente falar, que é o ponto da infância, da adolescência, de transtorno de conduta. Hoje, hoje, gente, psicopata, né, usando o termo transtorno De proibilidade antissocial, ali no modelo alternativo do DCM, você
não dá esse diagnóstico antes dos 8 anos, tá? A gente não fala de ai transtorno de profidade antissocial antes dos 8 anos, não. A gente fala a partir dos 18 anos. E as características é que ela tenha, né, ela já tem essas características ali desde a infância, né? Então, eh, a pergunta é onde, né, como como isso começa no desenvolvimento, né? Enfim, eh, como eu disse, a pessoa ela não vai Dormir, OK, no outro dia ela é eh ela é um psicopata, nada disso, tá? E o ponto de partida que a gente tá falando aqui
é do transtorno de conduta, tá? Então, hoje se entende que o transtorno de personalidade antissocial, o psicopata, eu vou usar o termo psicopata, tá? Hoje se entende que o psicopata ele ele não é uma construção de um dia paraa noite, ele é uma construção ao longo do desenvolvimento. E isso para nós, profissionais da saúde, da educação, é Muito importante, porque eh se a gente conseguir reverter isso na fase do desenvolvimento de alguma forma, e eu vou falar daqui a pouco sobre o tratamento, a gente pode ajudar ah essas pessoas, né, a não consolidarem esse quadro
de psicopata. tá, pela nossa leitura atual do que a gente entende sobre isso, tá bom? Então, eh, o que a gente tem hoje é o transtorno de conduta. Então, o transtorno de conduta eh justamente são crianças e Adolescentes que apresentam essas características, né? Então, eh, características de, eh, quebrar normas sociais, de mentir, enganar, manipular e isso em crianças, né? Eh, então é uma ocorrência habitual e persistente de comportamentos que são agressivos e são antissociais. Essas crianças, elas chegam eh a machucar, né, animais, outras pessoas, né? Então, quando a criança estabelece uma forma rígida de se
inserir no mundo por meio de atitudes Antissociais, levanta-se a possibilidade de um transtorno de conduta, tá? O transtorno de conduta, ele pode ser classificado de duas formas. aquele de início precoce, que começa de 11 anos para baixo, né? E aquele de início tardio. E essa divisão ela é importante porque aqueles de início eh precoce tem a maior influência de fatores biológicos, maior agressividade, o menor controle de impulsos e um risco mais alto de continuidade, ou seja, um risco Maior de lá na frente receber o diagnóstico de transtorno de personalidade antissocial, tá? O início tardio, que
é o início pós puberdade, ali após os 11 anos de idade, ele é mais transitório, maior influência de pares, uma menor probabilidade de evolução por transção de personalidade que é antissocial, tá? Então, eh, só fazer essa classificação, às vezes as pessoas falam assim: "Ai, que chato ficar Falando: "Por que eu tenho que classificar se é de início precoce ou de início eh tardio de maneira geral, né, gente? Eh, não é só pelo nome bonito, é porque os estudos mostram que quando mais cedo começa, né, ou seja, se a pessoa tem esse diagnóstico mais cedo, pior
é o prognóstico dela, pior a evolução daquele quadro, né? A expectativa de evolução do quadro é ruim. Então, esses quadros de transtorno de conduta com início precoce tem uma Chance maior eh de lá na frente ter ali como característica lá o transtorno de personalidade eh antissocial, tá? Uma outra característica que é importante a gente falar do transtorno de conduta é que as evidências que a gente tem em relação à pesquisa mostram que a inclusão desses aspectos, né, de frieza, de insensibilidade ao quadro de transtorno de conduta ajuda a delimitar um subgrupo de jovens eh que
tão numa situação elevada de risco para Violência e de um desfecho muito ruim, desfecho negativo pra vida. Ou seja, para continuar dessa forma. E aí, eh, por isso os manuais diagnósticos como DCM colocaram um especificador para transtorno de conduta que você pode inserir no diagnóstico dessa criança, desse adolescente, que é o especificador com emoções prósociais imitadas. Então, esse especificador que você pode adicionar ao diagnóstico, ou seja, a pessoa pode ter o transtorno de conduta Com emoções prósociais limitadas, é aplicada aquele paciente, tá? eh que além dele cumprir os critérios para um transtorno de conduta, ele
também apresenta aspectos como ausência de remorço, ausência de culpa, eh insensibilidade, falta de empatia, despreocupação com desempenho e um afeto superficial ou deficiente, que são essas características que eu listei aqui no slide. Então, perceba, nem toda pessoa com transtorno de conduta tem esses Traços frios e insensíveis, mas se ela tiver ausência de remorço ocula, ou seja, não se sente mal pelo dano causado, insensibilidade, falta de empatia, ou seja, indiferença ao sofrimento alheio, despreocupação com desempenho, ou seja, não se importa com consequências escolares ou sociais, né? afeto superficial ou deficiente, ou seja, uma expressão emocional empobrecida,
performática, né? Se ela Apresenta essas características, né? Enfim, eh isso significa o quê, né? Que a gente pode pôr especificador que é com emoções prósociais limitadas. E esse especificador, gente, ele ele é um peso no prognóstico. Ah, Sara, por que que é um um peso no prognóstico, né? Eh, porque quando aparece esses traços assim, a gente precisa prestar mais atenção, gente, porque esse quadro de transtorno de conduta tem uma grande chance dele acabar eh eh evoluindo, né, E a gente acabar eh falando de um transtorno de personalidade antissocial. Eh, hoje hoje, como eu disse, em
termos de diagnóstico, se usa o termo de transtorno de personalidade antissocial e não se fala do psicopata na infância e na adolescência. Eh, isso, o, como que a gente vê isso? Isso foi um cuidado em relação a a não colocar um rótulo em crianças e adolescentes, né? Eh, porque esse rótulo pode acabar atravessando a vida da pessoa de maneira geral e aí eu Dá um, né, eu falo: "Ah, é um psicopata com para um menino de 7 anos de idade, isso vai permanecer pro resto da vida dele." Enfim, eh, mas há discussões em relação a
isso, tá? Eu tenho que mostrar o que é falado hoje, mas há autores que falam muito da presença da do psicopata logo na infância, que existem características dessas crianças e desses adolescentes que eh que não existe evidência científica de que vão de que vão melhorar, de que a gente pode fazer Alguma coisa, né? Então, na literatura se fala disso, né? Da da do psicopata, referindo a crianças e adolescentes também. Eh, numa visão mais ponderada, que é essa dos manuais diagnósticos, não se usa esse termo, não se fala de transtorno de personalidade antissocial para crianças e
adolescentes. O fato é que assim, se a gente for olhar pelo que pelo que a gente percebe, eh, e aí eu vou falar da minha experiência clínica, Eu acho que vocês, muitos de vocês também têm experiência com vários quadros, é que tem algumas crianças e adolescentes que a gente atende com o que nós chamamos de transtorno de conduta, com características próociais, né, com emoções prósociais limitadas, com início precoce, que geralmente é isso que a gente observa. que são crianças que muitas vezes a gente acompanha com o passar do tempo. Eu como neuropsicóloga geralmente Acompanho fazendo
avaliações, reavaliações, eh, e que lá no final acabam tendo esse desfecho, né? Acabam tendo o esse nome, né? Transtorno de personalidade antissocial, que é o nome utilizado agora, certo? Eh, então, eh, existe o que a gente chama de continuidade. É possível ter uma continuidade, mas não é um determinismo. Que que é isso? As pesquisas mostram que 45% dos jovens com problemas de conduta, né, eh, vão evoluir. É provável que Evoluam para um transtorno de personalidade antisocial. Isso é um estudo clássico que a gente tem do Robbins, que é citado aí eh por esses outros autores,
tá? Eh, inclusive no resumo que eu vou entregar para vocês da aula também tem a as referências bibliográficas, né, ali para vocês estudarem mais, se aprofundarem mais. Eh, mas o que que mostra isso pra gente é que se a gente tá olhando nesse estudo eh clássico, eh 45% dessas pessoas que Teriam um diagnóstico de transtorno de conduta na infância e na adolescência que na fase do adulto teriam diagnóstico de transtor de personalidade antissocial, ou seja, não é 100%, né? Então, ou seja, há uma continuidade possível, mas não há um determinismo. Ou seja, não é porque
a pessoa tem aquela criança que ele é docente tem um transtorno de conduta, é que ele vai ter necessariamente um transtorno de personalidade antisocial, não é isso, Tá? Então, ah, os estudos, né, mostram remissão ou desistência dos sintomas, né, do transtorno de conduta ali em relação ao transtorno de pessoalidade antissocial em 55% dos casos. Então, 55% dos casos não têm uma continuidade, 45% dos casos têm continuidade, o que vai aumentar maior probabilidade de continuidade, como nós falamos, início precoce, porque aí você tem os fatores biológicos eh hereditários com forte influência, né? E também eh esse
Especificador que é com essas emoções eh prósociais ali eh limitadas. Então, essas duas características, eh, infelizmente são características de um prognóstico pior, mas não é determinismo. A gente não tem bola de cristal, psicólogo nenhum tem bola de cristal, então a gente não sabe o que que vai acontecer. Eh, enfim, nada disso, tá? Eh, lembrando que essas referências vão estar ali tudo bonitinho para vocês eh ali no resumo da aula, tá? Agora, existem alguns estudos, alguns não, vários estudos tentando achar no cérebro eh dessas pessoas que a gente chama de psicopata, o que que tá alterado
e alguns estudos também com crianças, inclusive tentando buscar se logo na fase infantil de uma criança, sei lá, com transtorno de conduta, a gente observa essas alterações. A grande questão, gente, é que tem vários estudos mostrando alterações, por exemplo, do córtex préfrontal vento Medial, do tal dos neurônios espelhos, das amídalas, vários ali eu vou citar. Só que eu queria que vocês tomassem cuidado com esse tipo de informação que eu tô colocando aqui, tá? Que é o tipo de informação de quê? Eh, isso não quer dizer que essas alterações cerebrais encontradas, isso não quer dizer que
isso é a causa da psicopatia. Porque quando a gente fala de um transtorno mental, a gente não fala de de uma causa para o transtorno, a gente Fala de fatores que influenciam. E assim, eu vou até dar uma uma pausa aqui no que a gente tá falando, porque eu acho que essa parte ela é importante porque ela vale para todos os quadros. É o seguinte, hoje a psicopatologia não tenta achar eventos causais, a gente tenta achar fatores envolvidos. E a gente define três fatores. Fatores que a gente chama de prédisponentes, fatores que são desencadeantes e
fatores Que são agravantes. Vou explicar que que é um fator prédisponente. Um fator prédisponente é um fator que te predispõe, que te torna vulnerável a aquele transtorno. Não quer dizer que você tem o transtorno, mas você é vulnerável à aquele quadro. O fator prédisponente. Eu vou dar um exemplo meu da minha família, porque eu acho mais fácil para vocês entenderem. Bom, na minha família eu Tenho várias pessoas com diagnóstico de transtorno depressivo. Então eu, Sara, tenho fator prponente para depressão, fator genético. Eu tenho, né, pessoas muito próximas de mim que têm transtorno depressivo. Se essas
pessoas têm muito próximas de mim tem transtorno depressivo, eu tenho fator genético para transtorno depressivo. Eu tenho certeza absoluta. Então eu sou, eu tenho fator prponente para transtorno depressivo. Sara, quer Dizer que você tem depressão? Não tenho. Pelo menos por enquanto eu não tive nenhum episódio depressivo. Pode ser que eu tenha lá pra frente, tá gente? Mas eu nunca tive um episódio depressivo. Então eu, Sara, não tenho transtorno depressivo, mas eu tenho fator prédisponente genético. Acabei de falar para vocês, pessoas da minha família t, mas não é só genético, eu tenho fator predxponente ambiental também,
né? Então, tenho coisas da minha vida que me Predispõem a, inclusive a ter esse quadro, né? Eh, só o fato, por exemplo, eh eh de de eu de eu de eu engravidar, por exemplo, de eu ser mulher, me torna me deixa mais vulnerável porque tem uma parte biológica envolvida. Mas se eu for olhar para minha infância, eventos traumáticos, por exemplo, que eu possa ter passado, isso funciona como fator pré-disponente. Eh, privação de sono funciona como fator predisponente, porque é um fator ambiental que altera o Fator biológico meu. Então, assim, existem fatores predisponentes, tá? Eu tenho
vários fatores prédisponentes, beleza? Inclusive, características de personalidade, tá envolvido com fator prédisponente, tá? O que que é o fator desencade? O fator desencade é algum evento, seja ele biológico, ambiental, que, como o próprio nome diz, ele funciona como um gatilho, ele é desencade paraa pessoa começar a apresentar sinais E sintomas. Então, ó, no caso hipotético, eu, Sara, tenho fator prédisponente genético e ambiental. Vamos imaginar eh que aconteça no pensar uma morte. A morte de alguém é muito próxima a mim, que eu gosto muito, que é meu apoio de vida, por exemplo. E aí, a partir
do falecimento dessa pessoa, eu começo a apresentar sintomas de humor deprimido, extraiabilidade, perda de apetite, né, insônia e etc. Ou Seja, várias características de um episódio depressivo, ou seja, a partir da morte dessa pessoa, né, eu isso serviu como fator eh desencade um gatilho para eu começar a apresentar características do transtorno depressivo. Isso é fator desencade, OK? E o fator agravante é tudo aquilo que vem depois já dos sintomas daquele quadro que vem agravar aquele determinado quadro, a gente chama de fator agravante, tá? Então, hoje a Psicopatologia, a gente pensa nessas três características: fator prédisponente,
fator que é desencade, fator que ele é o quê? Agravante. OK? Então, a gente não pensa em causa. Quando eu falo aqui que existem alterações cerebrais vinculadas ao que chama de psicopata, eu não estou falando que isso é a causa do da psicopatia, pelo amor de Deus. Não tô falando falando que se encontra essas alterações em pessoas consideradas psicopatas, OK? Isso pode ser o quê? A consequência, tá? E não necessariamente a causa. OK? Então, a gente tá falando de alterações do córtex préfrontal, vento medial, prejuízo na capacidade de julgamento ético sobre danos aos outros, uma
insensibilidade à obrigações sociais, desce na inibição dos impulsos, né? né? Então, alterações aí que acabam prejudicando o sujeito. O corte singulado que ele tem uma importância muito grande, né? Vinculado ao sistema Límbico. Então aqui a pessoa teria prejuízo na capacidade apreciar valores os demais. Nos polos temporais, uma resposta de medo diminuída. Na amídala, que também faz parte do sistema límbico, né? Uma resposta embotada a estímulos emocionais de medo ou negativos. Então, é como se ela não fosse indiferente ao medo em si. e a teoria dos neurônios espelhos, né? O neurônio espelho é um prejuízo na
capacidade ali que essas pessoas teriam de desenvolver vínculos Interpessoais, uma ausência de respostas que são empáticas, né? Eh, os neurônios espelhos. Então, é uma teoria, né, que você acredita que a gente tenha eh considerado uma teoria, porque isso foi comprovado em animais, mas não em seres humanos, tá? Que a gente tenha neurônios, eh, que fazem com que a gente tenha reações mais empáticas em relação ao outro, né? né, o neurônio, espelho que a gente chama, e que nessas pessoas com esse com esse quadro de psicopatia, Isso estaria alterado, né? Então são alterações encontradas. Existem alguns
modelos que tentam eh inclusive eh justificar, né, ou explicar, justificar é feio falar, né, eh o modelo que tenta explicar porque que alguns indivíduos desenvolvem esse padrão psicopata, esse padrão de frieza emocional, de ausência de sentimentos. tem um modelo que é muito conhecido na literatura quando a gente fala dos psicopatas, que é esse modelo de Glen, tá, de 2019. Eh, eu Coloquei aqui uma imagem, um esquema desse desse modelo do Glen, só para ficar um pouco mais fácil da gente poder entender. Eh, mas é um modelo que ele leva em consideração vários fatores. Então, qual
que é a proposta desse modelo, né? A proposta é o seguinte, que experiências precoces que a pessoa teria eh de estresse intenso, somada ali a predisposição genética dela, isso tudo vai alterar o sistema biológico dela de resposta ao estresse. Então, para o modelo de Glen, esse padrão de frieza emocional, de ausência de sentimento, ele começa por experiências de estresse intenso somados com a predisposição genética do sujeito, tá? Então isso faz com que em vez da pessoa reagir fortemente ao medo, a ameaça, a dor, ela passa a responder menos a isso, né? como se fosse uma
hiporreatividade, ela responde menos à dor, ela responde menos ali à ameaça. E essa hiporreatividade, Ela acaba dificultando a pessoa sentir culpa, sentir empatia. Então ela mata porque ela não tem medo, né, do que possa, da consequência inclusive que possa causar para ela, né? Então ela rouba porque ela não tem medo, né? Então isso gera ali uma pouca empatia, né? Então, o sistema eh que poderia bloquear ela eh para que ela sentisse culpa, né, que inibisse um pouco a agressividade dela, infelizmente tá alterado. E aí isso favorece o desenvolvimento desses Traços que a gente chama de
eh psicopáticos, né, elevando ali à violência eh da pessoa, né? Então aqui no modelo, ó, dá para perceber, ó, o sujeito com uma predisposição genética, só que aí isso não é suficiente, né? Então ele tem que ter tido estresse crônico na vida dele ao longo da vida, tá? Então isso tá falando ali, ó, no início da vida, da concepção até os 5 anos de idade. Eh, isso é muito quando a gente olha a história de vida das Pessoas, por isso que eu falei que é importante a gente olhar a história de vida das pessoas, desses
quadros de psicopatas em si. Eh, o que a gente costuma perceber, gente, é que são pessoas que são mais eh que tiveram uma história de vida também muito difícil, né? E essa história de vida, esse estresse crônico, provoca essa mudança de responsividade ao estresse normal, né? Então ele começa a ter uma uma resposta embotada ao Estresse, obviamente uma pessoa com uma predisposição genética. Isso favoreceria, portanto, essas desenvolvimentos dessas características de traços psicopatas e o aumento ali de risco ali a violência que essa pessoa teria, tá? Isso é um modelo explicativo, mas é um um dos
modelos mais aceitos da atualidade quando você pensa nos psicopatas. Então, dá para perceber que não é um modelo simplista, né? Eh, não é um modelo assim, ah, se tem essas Características, então ele é ele é psicopata. Não é. é um modelo que faz com que a gente pense em eixos de avaliação clínica. Isso é importante. A gente tem quatro grandes eixos de avaliação clínica, tá? Eh, que é metodologia de avaliação. Então, isso é importante, né? Eh, a gente não não pode só olhar e falar que é por isso até que eu falei para vocês, olha,
eu vou trazer alguns casos clínicos aqui reais que outras pessoas avaliaram, apesar de eu Nem conhecer essas pessoas, mas que existem outras avaliações que mostram características de personalidade dessas pessoas, né? Porque não dá para fazer inferência só pelo só pelo caso, só pelo que a pessoa fez, né? Não dá para fazer. Então, quatro eixos de avaliação que a gente tem que tomar cuidado. O eixo desenvolvimento, entender como essa pessoa era na infância, se houve transtorno de conduta antes dos 15 anos, se existiam traços frio insensíveis, se Tinha crueldade, se tinha mentira instrumental. Mentira instrumental é
mentira para conseguir alguma coisa, tá? Eh, se tinha agressividade persistente, então eu vou olhar o desenvolvimento, eu vou olhar o padrão atual de comportamento dela, né? Só existe repetição, se existe violência persistente e direito, se existe mentira, manipulação, irresponsabilidade, agressividade, racionalização do dano, né? Qual é a Qualidade afetiva desse sujeito? Existe culpa no que ele tá fazendo? Existe remorço, empatia, medo, resposta ao sofrimento alheio, instrumentalização das relações? Eu uso o outro como instrumento, né? Eh, ou não tem ali a frieza emocional como sintoma nuclear ou não tem? E eu vou olhar também o quê? o
contexto, porque esse contexto também ele é importante, né? Que é o quê? É um traço eh que é penetrante, é uma reação do contexto que a pessoa tá tendo ou é Um é uma característica consistente que ela tem mais tenso, tá? A uso de substância, tem um quadro de humor por trás, por exemplo, uma bipolaridade, tem uma esquizofrenia, tem um trauma grande, tem outros quadros que podem justificar ou pelo menos reduzir um pouco essa frieza que a gente tá tendo agora. existe ou não existe? Então, eu vou olhar para esses eixos de avaliação para eu
conseguir entender se é o que a gente chama de psicopata ou se ele não é o Psicopata. E é claro, gente, eh, será que o paciente ele pode enganar o avaliador, né? Quem assistiu aquela série Tremembé? Quem assistiu a série Tremembé? Eh, vocês lembram que aparece um momento que a que na série, né, a atriz que interpretou a Susana Ivan Ristof, a Mariana Rui Barbosa, eh, Marina, né? Nossa, eu não se eu sou péssimo para nome de atriz, essas coisas. A moça lá que interpretou, ela tem um momento lá na série que o Advogado dela
entrega as pranchas do Rochá, né, que é um teste que a gente tem de avaliação de personalidade para que ela estudasse a como que ela responderia essas pranchas, essas essas pranchas ali do teste. Eh, e aí ela estuda, estuda, estuda e ela consegue eh enganar ali o psicólogo que tá ali fazendo aquela avaliação. Não consegue, né? É, é. Marina Rui Barbosa. Obrigada, gente. Mariana falando errado. Marina Rui Barbosa não Consegue, não é isso? Ela não consegue fazer. Mas aí a pergunta aqui que a gente tá, que eu tô deixando é o paciente, ele pode enganar
um avaliador, né, gente? Eh, pode, dependendo do avaliador, ele pode. Então, assim, eh, pacientes com com esse transtorno de personalidade antissocial, gente, ele pode parecer muito calmo, confiável, articulado numa entrevista, né? né? Então assim, ele, mas na verdade pode existir outras características dele, mas Ele pode forjar isso, né? Eh, com certeza ele pode. Então você tem que tomar cuidado, você tem que fazer uma avaliação que envolva uma entrevista sistemática, eh, que envolve um desenvolvimento da história do sujeito, entender história longitud jornal, desenvolvimento dele, os múltiplos contextos de manifestação daqueles comportamentos, dados que você tem ali
colaterais, dados que você possa pegar com familiares, com outras pessoas Envolvidas, né? tomar cuidado a um diagnóstico diferencial, utilizar instrumentos avaliativos cabíveis. Aqui no Brasil a gente tem poucos, né? Eu vou indicar alguns agora para vocês, sabe? Eh, mas usar ali instrumentos avaliativos, se for possível fazer essa avaliação, né? E fazer uma formulação clínica final. Então, a gente tem que tomar cuidado, eh, porque a gente pode, inclusive não dar o diagnóstico quando a pessoa tem, ou a gente também pode Correr o risco do super diagnóstico, né, que o, OK, eh, porque cometer um crime, ele
é psicopata, né, gente? Então, a gente sabe que ambientes adversos pode gerar sim comportamentos antissociais, reativos, contextuais, que não são a psicopatia em si, né? Então, eh, como a pessoa eh, enfim, né? Ela ela foi criada no contexto que foi e tudo. E de novo, gente, eu não tô justificando o crime dela, eu não tô diminuindo, né, ali o sofrimento da vítima ou dos familiares. Não é isso. É só pra gente olhar o contexto. Não todo mundo também vai ser o quê? Psicopata. Todas as pessoas, elas seriam psicopatas desse jeito. A cometer o crime é
psicopata. Não é bem assim, tá? A gente tem alguns instrumentos de avaliação que eu quero deixar o lembrete aqui para eles, né, que o meu objetivo obviamente não é falar de forma detalhada deles, eu só vou citar, não dá tempo de fazer isso. Eh, mas são instrumentos que são conhecidos na Literatura, né, que são instrumentos utilizados para esse tipo de avaliação, tá? Eh, eu coloquei isso também no resumo para vocês, tá? Eh, mas a gente tem a estrutura, a a entrevista clínica, né, estruturada, eh, que é uma das entrevistas que é utilizar que é utilizada
pros transtornos mentais de maneira geral, ajuda a aumentar a confiabilidade e validade diagnóstica, tá? Ela pode ser usada. A gente tem um instrumento considerado o padrão ouro, Que é esse PCL, tá? É considerado padrão ouro para avaliação de psicopatia, eh, em adolescentes aí entre 12 e 18 anos. Então ele é composto de 20 itens que vão avaliar fatores interpessoais, afetivos, estilo de vida e antissocial. A gente tem esse IUC, que é esse inventário também que avalia insensibilidade, indiferença e afetividade em criança e adolescente de 10 a 17 anos, tá? Ele tem uma adaptação pro Brasil.
Eh, você consegue na própria internet, se você Colocar, você você acha ele, tá? vocês conseguem achar. E a gente tem também escala para avaliação de tendência e agressividade, que aí já pega a faixa etária de adultos de 18 a 65 anos, tá? Essas são escalas que são abertas. Então qualquer profissional ele pode tá buscando essas escalas e você consegue encontrar. Mas existem os testes que são privativos do psicólogo, que são esses testes de quê? de personalidade, então como Rochá, Zulliger, eh pirâmides Coloridas de Fister, HTP e vários outros que também são utilizados nesse nesses quadros,
tá bom? Lembrando que são só instrumentos. O instrumento é só uma ferramenta. Ferramenta sem raciocínio vira ilusão de precisão, ou seja, não vai te levar a lugar nenhum, tá? Então isso é importante. Um outro aspecto importante, a gente já tá caminhando pro finalzinho da aula, tá pessoal? Vi que algumas pessoas perguntaram, calma aí, tá chegando, tá? Um outro Aspecto importante, gente, é o diagnóstico diferencial. Eh, diagnóstico diferencial, gente, eh entender, como eu disse para vocês, que nem todo comportamento antisocial é um transtorno de personalidade, nem toda frieza é psicopata, nem toda manipulação é psicopatia, tá?
É fazer, saber fazer a diferença. Existem vários quadros que a gente tem que tomar cuidado quando a gente pensa eh no psicopata. Mas eu queria falar do transtorno de Personalidade narcisista. Por que falar do transtorno de personalidade narcisista? Porque é justamente ele que confunde muito. Eh, vira e mexe as pessoas falam ali de transtorno de personalidade narcisista justificando alguns alguns comportamentos que na verdade são comportamentos de psicopatas. Então, eu achei interessante trazer sobre isso. Mas a gente vai falar mais de diagnóstico diferencial na aula de Quarta-feira. Então, a aula de quarta-feira, que é a aula
dois também, 19:30, é uma aula imperdível. Tem muita coisa também pra gente poder falar, tá? Eh, e a gente vai focar muito em diagnóstico diferencial na aula de quarta, OK? Aqui hoje eu vou falar só do diagnóstico de transforidade narcisista, beleza? Então, olha só, então, tanto indivíduos, gente, com transtorno de personalidade antisocial como personalidades narcisista, esses Dois transtornos de personalidade, eles podem ter assim uma determinação exagerada, eh, serem superficiais, explorarem o outro, terem uma falta de empatia, como eu falei para vocês, falta de empatia não é característica apenas o psicopata, não é, tá? Então os
dois eles podem parecer assim frios, exploradores, arrogantes, pouco sensíveis ao outro, tá? E aí isso faz com que a gente confunda os dois quadros, porque eles podem apresentar Essas características, né? E é por isso que a gente tem que fazer o quê? Fazer uma diferenciação entre isso, né? Então o a diferenciação é avaliando o sujeito ao longo do tempo, é entendendo todos os processos de avaliação. O foco do narcisista, gente, é que ele quer admiração, ele quer ser visto como especial. Ele tende a reagir muito à crítica, a derrota e humilhação. Ele costuma ser mais
vulnerável em sua autoestima e ele pode sim ter frieza, Mas é muito mais organizada em torno da imagem em si. Ou seja, o narcisista gira em torno dele. Eu preciso ser reconhecido, eu preciso ser adminado. Eu preciso ser validado, eu preciso ser superior. Agora pensa comigo, pensa, porque nós estamos chegando no finalzinho da aula e você já aprendeu um monte de coisa. Pensa comigo. Pensa no crime lá da Susana Ivan Ristof. Ela cometeu aquele crime, né? Ela matou Os pais, né? a questou todo aquele processo para matar os pais, porque o foco dela era isso,
que ela precisava ser reconhecida, que ela precisava ser admirada, que ela precisava ser validada, que ela precisava ser superior. Esse era o objetivo principal dela? Não, ela tem algumas características do narcisista, mas não é o foco principal dela. Quando a gente vai pras características do transtorno de Personalidade e antissocial, psicopata, aí a gente vai tende a ser mais indiferentes das reações e críticas dos outros, apresenta mais impulsividade, agressividade e falsidade, explora o outro de um modo mais utilitário, exploro os meus pais porque eu quero dinheiro deles, costumo ter menos necessidade de admiração. E pode ser
uma história de transtorno de conduta na infância e um comportamento criminoso na vida adulta. Pode ter, não há, não é necessariamente a pessoa teve um diagnóstico de transtorno de conduta, até mesmo porque pode ser que ela nem tenha sido vista, né, com as características, né? Então o psicopata é muito mais eu uso, eu exploro, eu domino, eu agrido sem culpa o suficiente, tá? Então é mais nesse foco. Então a gente precisa fazer a diferença das características, senão todo mundo vai ser narcisista, entende? Todo mundo também vai ser antissocial. Então não tem que olhar todas as
características como um todo, tá? E aí chegando na nossa última parte aqui da aula, tem tratamento, que essa é a grande pergunta, né? Eh, tem algum tipo de tratamento? Ó, gente, a resposta ela não é simples, né? Eh, não existe uma resposta simples em relação a isso, tá? Eh, por que que não existe uma resposta simples em relação a esse aspecto, né? Porque Quando a gente fala de psicopatia, de trçãoões de personalidade antissocial ou qualquer outros quadros, gente, assim, é um é um transtorno ao longo do sujeito. A gente tá falando de fatores que são
prédisponentes, tá falando de fatores desencadeantes. É muito difícil, né, você falar de eh de cura. A gente não fala de cura. A gente não fala de cura para transtorno mental nenhum. Ponto final. A gente fala de tratamento. Não se fala de cura, fala de tratamento, Né? Mas não quer dizer também que não possa, a gente não possa fazer nada, tipo, ah, é antissocial e aí deixa e pronto. Não. Então assim, o que a literatura mostra pra gente é que há intervenções possíveis que quanto mais cedo fizer essas intervenções, melhor, melhor a chance da pessoa, né?
Que há tratamento, inclusive para comorbidades, que há prevenção, enfim, que é possível fazer alguma coisa. OK? Então, o que a gente mais tem de evidência em relação a Tratamento é no período da infância e adolescência, que é considerada a janela de maior impacto. Então, as evidências mais fortes mostram que intervenções psicossociais baseadas na família com foco em pais, cuidadores e contexto doméstico em si são os mais considerados, tá? Então, o treinamento pariental baseado em teoria de aprendizagem social é abordagem de primeira linha entre os 3 e 11 anos de idade. Em casos mais graves, infância,
Tardia e adolescência, abordagens miconentes, né, envolvendo toda a família, aspectos bem psicossociais. Quando traços frios e insensíveis, que são de pior prognóstico, assim, de prognóstico reservado, né? Hoje em dia a gente não fala pior prognóstico, né? A gente fala de prognóstico reservado, né? Então, quando a esses traços frios insensíveis, o manejo precisa incluir, além do treinamento parental, o foco Adicional nesse calor parental, né, e no trabalho com a criança, o treino de habilidades com ênfase e empatia. O tratamento não é igual para todos os perfis de transtorno de conduta. E a farmacoterapia, psicoestimulantes para TDH,
quando tiver o TDAH comórbido, existe uma alta taxa de comorbidade, né, a risperidona para agressividade reativa intensa, né, enfim, a curto prazo com cautela. e remédio ali, eh, tratando sintomas alvo, não a cura da Personalidade, tá? Então, esse que seria eh eh o foco, tá? Quando a gente fala nos adultos em si, aí existem limites mais firmes, né, e um realismo que é mais clínico. Ã, o que que significa isso, né, que aí antes do tratamento possa ter início, é fundamental estabelecer limites, né? O terapeuta ele precisa eh frussar o desejo eh do paciente de
se esquivar de encontros eh humanos ali sinceros, né? Eh, isso tá até no compreende de psiquiatria. Eu Achei essa frase fantástica. Em qual sentido, né? eh entender eh que se você por acaso for tratar eh um paciente com transtorno de personalidade antissocial, eu duvido muito, provavelmente você vai tratar as vítimas dele, eh você tem que entender que existe um limite, né, que você não precisa eh achar que você vai curar uma pessoa, que você vai resolver a vida dela inteira. Existe um padrão de funcionamento que a gente não chama de cura e sim de tratamento,
tá? Eh, a gente precisa ter uma postura clínica adequada, nem ingênua, nem punitiva, nem dano moral, lição de moral, nem permissiva, né? Então, eh, com o sujeito, ã, porque essa é a conduta que vai ajudá-lo a entender as consequências do comportamento, tratar comorbidades. Isso tem evidência científica de melhora, como TDH, trauma, depressão, ansiedade, substância e dificuldades escolares. O prognóstico depende muito do que tá junto com o Quadro antissocial. E o prognóstico comicidade, quer dizer que é um curso que é crônico, mas pode se tornar menos evidente com a idade ali, né? Então assim, eh, o
sujeito ele pode melhorar, né? Ele pode ser, não gosto muito dessa palavra, mas eu acho que ela resuma, ele pode ser contido, né, de alguma forma, né? Só que essa contenção, eh, usando essa palavra não tão boa assim, é uma contenção que depende de quê? Depende muito ã de supervisão, de monitoramento, Né? De você tá próximo ali, né? Alguém está próximo o tempo todo monitorando os atos daquela pessoa, tá? Tá? Então é nesse sentido. Então fazendo uma síntese final desta primeira aula, mas não vai embora, espera que a gente tem que falar dos casos clínicos
ali que a gente começou falando. Eh, são oito aprendizagens fundamentais que eu acho que a gente tem que resumir aqui, tá? Psicopata não é um rótulo simples, né? É um consulto clínico complexo, Historicamente polêmico, inclusive, tá? Existe uma diferença entre em psicopatia e transformações de personalidade antissocial. Há uma sobreposição entre esses conceitos, mas não uma total identidade, né? Frieza e traço afetivos fazem a diferença. Terceiro, o desenvolvimento importa. Infância, transtorno de conduta, traços frios insensíveis são parte do quadro, tá? Não há determinismo. Crianças agressivas não significa que é o futuro psicopata ali, Tá? Os processos
são multifatoriais, como nós vimos, certo? Quinto, a avaliação exige método, sistematização, múltiplas fontes, história longitudinal. Sexto, diagnóstico diferencial indispensável, tá? Boderline e narcisista, enfim, isso pode ficar, enfim, eh eh pode confundir tudo ali. E sétimo, tratamento exige realismo e prevenção precoce, tá? O melhor momento de mudar o curso muitas vezes foi lá atrás. É por isso que a Gente tem que falar desses quadros. Mesmo que você não receba o psicopata no seu consultório, gente, às vezes você tá recebendo a criança com transtorno de conduta. Às vezes você tá recebendo aquela mãe e aquele pai que
acabaram de descobrir que estão grávidos, que são pessoas extremamente disfuncionais e que você pode ajudar a evitar esse nível de estresse na vida daquela criança que vai nascer. Então assim, apesar de não ter a cura, Eh, existe a possibilidade da gente tentar prevenir, né, eh, com ajuda ali desta eh, de entender todo o quadro. Por isso que a gente tem que estudar, tá? E isso é um aspecto importante. Agora, voltando aqui pra gente fechar os casos clínicos, né? Eh, pra gente fechar aqui, a gente começou com esses três casos, vocês lembram deles, né? Eu falei
que eu ia apresentar para você, para vocês três pessoas que eram essas daí. E eu falei para vocês eh responderem a Pergunta se elas eram psicopatas ou não e por quê, tá? Isso é um exercício de raciocínio clínico, tá gente? Eh, são pessoas conhecidas, enfim, né? História foram avaliadas por várias pessoas. Mas vamos lá, vamos retomar. Eh, eu não quero só que fale que é psicopata ou não, porque você, eu quero que você use o termo psicopata primário e secundário, porque você já consegue usar, certo? Vamos pro Francisco de Assis, Eh, o maníaco do parque
é psicopata, não é? Pelo que a gente sabe da história dele. Eh, e por quê? Psicopata não é. Por quê? Coloca aqui no chat, por favor. Se for psicopata, você coloca se é primário, secundário. Tem um delayzinho enquanto vocês colocam. Gente, não esquece de curtir o vídeo aqui, por favor. Agradeço demais. Se vocês gostaram da aula é muita coisa, Né, gente? muita coisa, igual eu falei para vocês, até domingo a gente vai a gente vai falar de muitas coisas. Eu vi até uma colega perguntando, a gente vai falar mais da pós-graduação em psicopatologia. Já na
aula de quarta eu vou falar, mas as inscrições vão ser abertas na aula de sexta-feira, tá bom? OK. Ó, eh, o maníaco do parque, parabéns. Muita gente colocou aqui. Psicopata o quê? Primário, Né isso? Eh, eh, por que psicopata eh, primário? Porque assim, frieza emocional, eh, baixa empatia, ausência ali de remorço, né? Baixa ali ansiedade, eh, enfim, né? Então, ele, eu não sei se vocês, depois vocês podem ver, né? Eu acho que vale vale mais a pena depois vocês darem uma olhada em relação a isso sobre a História dele assim do do quadro em si.
Como eu disse, né, a gente não avaliou a pessoa, né, eh, mas ele era, ele mostra essa frieza, essa baixa empatia assim, né, um funcionamento geral marcado por isso. O Pedrinho matador, eu vi até que o pessoal já foi colocando ali eh várias coisas aqui até sobre o Pedrinho ali, né? O isso, o Francisco de Assis Pereira, psicopata primário, presa emocional, baixa empatia. Depois Assistam o filme lá dele. Nossa, é documentário também é assustador. Inclusive a fala dele, o jeito dele. O Pedrinho Matador, ele entra dentro de um quadro de psicopatia o quê? Secundária, não
é? eh impulsivo, reativo, né? Então assim, mais uma trajetória inclusive dele bem atravessada por violência. Ele traz muito discurso, né? Ele que traz o discurso de que ele só matava pessoas ruins, né? De certa forma, né? Eh, enfim, era muito mais uma justificativa para o que ele fazia, né? Não tinha uma correlação do que ele era muito mais a impulsividade, né? o descontrole, reatividade dele, né? Então, ele é um psicopata secundário. E o Larry, o Larry ele é pouco assim entre os três, como ele não é do no Brasil, ele é ele não é tão
conhecido assim, né? Mas o Larry, depois vocês Podem olhar a história dele mais a fundo assim, né? Porque eu trouxe poucas coisas aqui pelo nosso tempo, né? Eh, mas ele ele já não entraria dentro de um quadro eh de psicopatia. ele recebeu o diagnóstico de transtorno de personalidade narcisista, tá? Então, grandioso, sentimento de superioridade, necessidade de admiração. Esse era o foco dele. Claro que tinha uma baixa empatia também e ele tinha uma postura exploratória Que era explorar as moças, né? Eh, tráfico sexual, uma série de coisas. Ele queria muito isso, ele queria fama, ele queria
poder, dinheiro. O foco dele principal era isso. Vocês podem depois dar uma olhada no caso do Larry também, tem muita coisa assim na internet também falando sobre eles, tá? Eh, e por que que eu tô aqui terminando essa aula falando sobre esses quadros, né? Porque são pessoas, gente, que cometeram crimes, né? Mas é como a gente falou, Nem toda pessoa que comete o crime significa o quê? Significa que ela tem alguma coisa. Então, gente, falar de psicopatia hoje, eh, a gente precisa, eh, necessariamente, né, eh, de falar, eh, de, eh, desses quadros, né, de tirar
do rótulo, de não ficar em cima disso, né? Então, falar de psicopatia exige da gente o quê? Atualização, né? Então, o clínico que quer trabalhar, né, com seriedade nesse tema, precisa fazer o Quê? Estudar, rotular menos, formular melhor a psicopatia, né? Porque psicopatia em si eh, é um, a psicopatologia em si, ela é um não é um rótulo fácil, né? É um campo que exige essa compreensão. Existe esse estudo contínuo, né, gente? Quando eu tava formando, porque eu fiquei 12, 13, 15 anos atrás ali que eu tava estudando, a gente falava de algumas coisas um
pouco diferentes do que a gente fala agora, né? Então, ou seja, estudar a Psicopatologia exige da gente fazer o quê? Uma constante o quê? atualização. Por isso, o convite para vocês, né, eh, para estarem aqui com a noss conosco nessa semana da imersão. A psicopatologia não é um campo de rótulo fácil, né, um campo de compreensão refinada do sofrimento, do funcionamento, do risco, né? E a gente tá caminhando aqui paraa nossa aula final com um grande convite, que é o convite de quê, né, gente? De vocês Estarem participando de toda a imersão. Hoje foi a
aula um, a primeira, a primeira, né, de várias outras. Mas na quarta-feira a gente tem a aula 2 às 19:30, tá? Eh, se organize para assistir ao vivo, tá? Eu espero, inclusive, sinceramente, que essa aula tenha ajudado vocês a pensarem menor, melhor, a refinarem ali o raciocínio clínico de vocês e perceberem realmente que a psicopatologia é muito maior que esse rótulo fácil, muito maior que decorar Critério diagnóstico, muito maior do que repetir aquilo que às vezes a gente aprendeu de uma forma supercial, tá? Então, e que vocês estejam com a gente ali na aula dois.
Eu quero pedir para vocês novamente, tá, curtirem esse vídeo aqui do canal do YouTube, se vocês gostaram da aula. Isso ajuda muito a gente, tá? Eh, ajuda o YouTube a entender que esse conteúdo é relevante, entregar essa aula para mais pessoas, compartilhar essa aula. Tem um link Aqui, ó, dessa aula que tá acontecendo aqui no YouTube. Você pode copiar depois e compartilhar ali eh com pessoas que vocês acham que precisam aprender mais sobre isso, tá? E quem ainda não é inscrito aqui no canal da Encantato Psicologia, se inscreve, por favor, no canal. Eh, aqui a
gente sempre fala de temas que são importantes, eh, de temas que são relevantes ali, eh, na vida do psicólogo de uma maneira geral, tá? E olha só, pessoal, eh vou relembrar uma Coisa que eu disse, tá? Eh, nós vamos eh entregar amanhã, amanhã, terça-feira, pela manhã nos grupos do WhatsApp um resumo dessa aula, tá? É importante então que você esteja no grupo do WhatsApp, tá? Se você não tiver no grupo, você não vai receber. A gente vai encaminhar esse material amanhã de manhã, na terça-feira. Então, se organize para est no nos grupos. Eu vou pedir
paraa minha equipe novamente deixar um link aqui nos comentários, tá? Eh, para quem não tiver no grupo do WhatsApp conseguir entrar. Então, o pessoal vai colocar ali, você clica, entra no grupo, fica por lá. Eh, quando for amanhã, eh, a gente manda ali, eh, nesse grupo o resumo, tá bom? Quero agradecer demais a presença de vocês, tá? Muitíssimo obrigada ali por nossa primeira aula. Eu espero vocês na quarta-feira ao vivo. Muito obrigada aqui pelos comentários, tá? Agradeço demais e desejo para vocês ali uma boa Noite e um bom descanso. Bye bye, pessoal. [música] เฮ [música]
[música] [música] เฮ [música] [música] [música] เฮ [música] [música] [música] เฮ [música] [música]