Olá, moçada! Bom dia, tudo bem? 5 de janeiro com mais uma meditação estóica.
Espero que todos estejam em paz hoje com um trecho extraído da obra "Sobre a Tranquilidade da Alma", de Ceca. E eu, sem muitas delongas, já faço a leitura desse trecho que é o seguinte: "Permite que todos os teus esforços sejam orientados para alguma coisa. Permite que eles mantenham esse objetivo em vista, a ideia de uma vida com propósito, a ideia de uma vida estabelecida por um certo sentido, por uma razão de ser.
Não é a atividade que transtorna as pessoas; são as falsas concepções das coisas que as enlouquecem. Ter uma boa compreensão das coisas e se colocar em movimento a partir da boa compreensão dessas coisas. Não se deixar transtornar por uma compreensão inadequada das coisas e, portanto, ter um propósito bem estabelecido, ter um objetivo em mente, não é garantia de que você vá alcançá-lo.
Ter um propósito bem estabelecido não quer dizer que você obterá sucesso em alcançar esse propósito; isso estaria contra qualquer tese estóica, qualquer tese da filosofia helenística. Mas não ter um objetivo, não ter um telos, como vão dizer os filósofos, não ter um propósito, uma finalidade, um porquê, é uma garantia de que você não alcançará coisa alguma. Então, se você não antecipou o ponto ao qual deseja chegar, bem analisadas as circunstâncias e racionalmente analisada a sua realidade, você fica à mercê de qualquer vento, você fica à mercê de qualquer capricho, você fica à mercê de qualquer situação, porque você não tem aonde chegar nem porque você não tem um ponto ao qual seguir.
Então, quer dizer, sua vida fica sem uma devida razão de ser. Para os estóicos, as falsas concepções são responsáveis não só por perturbações na alma, mas também por vidas e operações caóticas e disfuncionais. Uma vida disfuncional é essa vida não meditada, uma vida caótica é uma vida que não sabe para onde ruma.
Afinal de contas, para quem não tem um destino minimamente traçado, qualquer destino é destino. E para a pessoa que toma qualquer destino por destino, a tendência é nunca chegar a lugar nenhum que realmente valha a pena, como resultado de empenho, como resultado de esforço, como resultado de construção. Quando seus esforços não são dirigidos para uma causa ou um objetivo, como você saberá o que fazer dia após dia?
Então não espere que digam a você o que você tem que fazer da sua própria vida. Não espere que essa determinação venha de fora. Estabeleça você mesmo, a partir de critérios bem estabelecidos, qual é o porquê que te move, a razão de ser do seu movimento.
Como saberá quando já obteve o suficiente, quando alcançou sua meta, quando se desviou dela, se nunca definiu essas coisas? Hoje você quer uma coisa, amanhã você quer outra. Depois, você muda de novo, você abandona tudo pelo meio do caminho, porque nada é realmente importante para você; nada é realmente um propósito para você.
Você é tocado por caprichos: um dia você quer ser ciclista, outro dia você quer ser tenista, outro dia você quer ser empresário. Outro dia, o que importa para você é o reconhecimento dos outros; no outro dia, o que importa para você é o fulano em vez do sicrano. O que significa dizer que nada importa para você realmente, porque senão você não estaria nessa onda de troca constante de propósitos que, na verdade, não são propósitos.
A resposta é: quando saber que você alcançou sua meta, quando se desviou dela? Se você não tem um propósito bem estabelecido, você não pode saber quando se desviou, você não pode saber quando está próximo dessa meta, quando chegou a essa meta. E assim é impelido para o fracasso ou, pior, para a loucura decorrente da anarquia de não se ter uma direção.
Portanto, a meditação do 5 de janeiro é: torne suas intenções claras, tenha clareza para você mesmo. E aí os outros vêm a reboque. Tenha clareza para você mesmo daquilo que é importante para você e daquilo que você deseja fazer.
Desejo aqui não no sentido vulgar da palavra, mas daquele desejo que se entendeu a partir de uma compreensão racional do propósito. Cênica, sobre a tranquilidade da alma. Bom dia para vocês!
Amanhã, 6 de janeiro, a gente se encontra por aqui. Até mais!