no capítulo 3, no verso 15. E essa carta é uma carta aberta, não é uma carta dirigida a uma igreja específica, porque as cartas que são dirigidas às igrejas, nós temos que entender a mensagem no contexto do problema que estava na igreja. Esse verso diz assim: "Santifique o Senhor e o seu coração".
Aí diz: "Esteja preparado para responder a qualquer um que lhes pedir a razão da sua fé". Então, o preparo do cristão para saber o porquê da fé é um mandamento das escrituras. Então, o cristianismo pressupõe isso.
E não por acaso o apóstolo Paulo, isso está na carta aos Romanos, no capítulo primeiro, no verso 20, diz que Deus se revela não apenas pela Bíblia, mas pelo universo, pelas coisas criadas. Então, o estudo do universo, o estudo da matéria que você fala, a busca pelas evidências, é um mandamento para nós cristãos. você fala disso da materialização de de Deus e tal, eu acredito que para todo mundo aqui deva ser muito difícil ter essa essa noção, porque não é algo palpável.
Então, eu já deduzo que isso venha de uma crença e nós não conseguimos ter isso. Eu, pelo menos não consigo de jeito nenhum. Nós estamos juntos num ponto.
Você consegue ter crenças porque você tem muitas crenças, muitas crenças, né? Você só não quer chamar por esse nome, mas você tem muitas crenças. A vida humana baseada somente em certezas é uma impossibilidade prática.
Não tem como. É por isso que eu considero tão importante o estudo da lógica, porque com o estudo da lógica, eh, que é um estudo cujo objetos é a terceira operação do intelecto, inteligência, que é a nossa operação responsável por descoberta de conhecimentos, né, e pela descoberta da realidade. Com esse estudo a gente consegue discriminar bem o os graus de convicção que as coisas podem produzir em nós.
Essa é uma discussão também de epistemologia, tá? Mas aí é um é uma parte da lógica em que ela faz fronteira, uma fronteira muito tênue com epistemologia. Quando você estuda lógica, você estuda, sei lá, dedução, indução, abdução, né, raciocínios analógicos, você consegue ver com muito mais clareza o quanto é difícil você conseguir o chamado silogismo apodítico, que são os silogismos responsáveis por nos produzir certeza.
Esses silogismos, eles são extremamente raros, né? Extremamente raros. Então, sei lá, eu acho que 30% do tempo a gente tá usando silogismos dialéticos, usando raciocínios dialéticos, raciocínios etóricos, inclusive, ou seja, argumentando eh partindo do raciocínio provável para agir, para tomar decisões, ou partindo de raciocínios verosímis, ainda são inferiores aos prováveis.
Ou seja, a gente julga as coisas com base no que elas parecem ser, não com que elas são, eh, sei lá, 60% do tempo na hora de tomar as nossas ações. Então, quando alguém fala que é uma pessoa que não tem crenças, que não consegue agir com base em crenças, eu tenho a convicção de que é uma pessoa que não fez esse autoexame de forma profunda e não conseguiu identificar que, na verdade, ele tem muito mais crenças do que certezas. Ele age muito mais em função de crenças do que em função de certezas.
Inclusive, aproveitar deixa para convidar vocês pro nosso aulão no dia 2 de junho de Introdução à lógica. Ali vai ser lógica pura, certo? ali eu vou est ensinando lógica teórica mesmo para vocês.
Então vocês que ficam assistindo as minhas análises aqui, sentem falta de realmente aprender lógica, sentem que não estão progredindo, dia 2 de junho é uma excelente oportunidade para você dar esse primeiro passo e começar efetivamente a aprender lógica, estudar esse negócio de forma séria. Então aqui na descrição vai est o link para vocês se inscreverem para esse aulão e lá também vai ter o o botão para vocês entrarem no nosso grupo do WhatsApp em que eu vou estar mandando aí conteúdo diário até o dia 2 de junho. Conteúdo preparatório mesmo para esse aulão.
Pretendo fazer algumas sequências de áudios também sobre temas de lógica, mandar alguns vídeos assim dos toda essa preparação do aulão. Então não deixem de se inscrever pro nosso evento, o link tá aí na descrição. Nós não vamos aderir um modelo de mundo por ser saudável, fazer bem.
Vamos aderir um modelo de mundo se houver evidências. A busca pela verdade é o que nos move. É que verdade é muito muito, sabe?
é um conceito muito amplo. Assim, eu acho simples, é a correspondência perfeita entre o elemento linguístico e a realidade. Então, no cristianismo, nós buscamos isso.
E Deus não é material. Deus é imaterial. E a própria matéria aponta para uma causa imaterial.
Eu acho que tem que é muita abstração. Eu tenho que crer nesse material para eu para eu entender o material. Eu acho que o material tá aqui na nossa frente.
O material não dá informação suficiente para falar da sua própria existência. Nós temos que buscar algo. Isso aí também outra coisa que um estudo básico de filosofia da mente resolve, porque se você for observar, o nosso contato mais íntimo, na verdade, é com a imaterialidade, não com a materialidade.
Nosso contato mais íntimo, mais imediato, é com a nossa própria alma. E se você quiser evitar a palavra alma por razões cientificas com a nossa mente, que seja, a nossa mente tem propriedades imateriais. O nosso contato mais direto é com a nossa própria mente.
Os nossos pensamentos são imateriais. Não, eu não tô, não sei se Canol tá falando comigo, se tiver falando comigo, não, não tô assumindo isso, né? Um raciocínio muito simples que nos faz chegar essa conclusão.
A matéria tem uma série de propriedades, tá? As coisas materiais t uma série de propriedades que os nossos pensamentos não possuem. As coisas materiais elas são públicas.
Ou seja, elas são acessíveis para todos. Todo mundo consegue ver esse copo. Agora, ninguém consegue ver os meus pensamentos.
Essa propriedade de não poder ser visto por todos, somente por um sujeito, que é uma propriedade comum a todos os nossos estados subjetivos, é o que se chama em filosofia da mente de privacidade, né? Então, os nossos pensamentos eles são privados enquanto as coisas materiais são públicas. Ou seja, os nossos pensamentos eles não podem ser materiais.
Então, o nosso contato mais íntimo é com o imaterial. Você só quer enxergar o imaterial se você puder vê-lo com seus olhos. Você sem impõe uma condição para enxergar o imaterial que é contrário à própria natureza do imaterial.
Porque o imaterial, né, por definição, material aquilo que é objeto dos nossos sentidos. E como o imaterial se define pela negação do material, a gente entende o imaterial como aquilo que não é objeto dos nossos sentidos. Então, se a sua condição para que uma coisa de uma determinada natureza você possa acreditar nela, é que ela contraria a sua própria natureza.
É bom. Então é fácil, você nunca vai acreditar nela, porque é contrário à natureza dessa coisa assumir essa essa forma que você exige que ela assuma para acreditar nela. Fora para justificar a existência do material.
Eu tô falando da ciência, da cosmologia contemporânea, por exemplo. Isso foi a conclusão a que chegaram os cientistas em meados do século passado, quando disseram que a matéria, o espaço e o tempo e as próprias leis da natureza vieram a existir a partir do nada. Se a matéria veio existir a partir do nada, pressupõe-se que a causa da matéria não é material, porque se material fosse, ela não teria vindo existir, ela já existia.
Então, a causa que cria aquilo que nunca existiu, fazer com que isso exista, tem que ser imaterial. E um sinônimo de imaterial é espiritual. Para nós, Deus é espiritual, não é material.
Eles dizem que precisava de algo. Esse raciocínio, ele assume a hipótese de que o universo surgiu em algum momento, de que o universo não é eterno. É uma hipó, é uma premissa que pode ser negada pelo ateu.
Embora existam também respostas a essa negação, né? A ideia de que Deus sustenta no ser universo, não só que ele criou a partir de um de um tempo zero, né? Mas que ele sustenta, mesmo que desde a eternidade, desde sempre, ele sustenta o ser do universo.
Você consegue mudar um pouco o raciocínio, mas a forma como ele elaborou tá pressuposto a o surgimento do universo em um dado momento. Surgido do nada, entre aspas e tal. Só que eu entendo que isso é parte de uma falta de conhecimento na época de que não sabiam certas coisas.
Isso que se diz hoje, você pegar metade do século passado para trás, qualquer livro que você pegar, da Grécia antiga até o idealismo alemão, em meados do século passado, dizia que o universo existia desde sempre. O único livro que dizia o contrário era a Bíblia, os livros de Moisés, em meiados do século passado por várias descobertas em ciência. Se o senhor for da área de ciência, a gente pode falar.
Segunda lei termodinâmica, universo expansão com telescópio rubble, própria teoria da relatividade com Einstein, que é recente, mas tudo isso indicou a um universo que veio a existir e, portanto, proveniente de uma causa imaterial. Não, eu acho que aqui a gente tá na mesma página. Eu eu não acho que sempre existiu.
Eu acho que não existe esse lance de Deus foi lá e liberar. Então, quem o quem teu causa a existência do que não existiu desde sempre? Eu não vou ser aqui o cara que vai dar uma resposta aqui, mas no seu modelo de mundo, as coisas não existem desde sempre, vieram existir, como é que o nada pode gerar o nada a partir do nada, mas é que tá, não é porque eu não tenho uma resposta para isso que eu acho que a sua esteja certa, mas o senhor acha que o senhor tem que ter alguma É, foi uma resposta bastante coerente, né?
foi uma resposta bastante coerente, é que de fato ele não, o indivíduo não percebeu que não existe outra possibilidade. Ele não, no caso ele, ele não, não conseguiu fazer um exame lógico da, da questão e perceber que se o universo surgiu em algum momento, significa que antes dele ter surgido não existia nada. E se não existia nada, alguém teve que criar o universo do nada ou ele teve que surgir espontaneamente do nada, né?
Então, não existe outra possibilidade para isso, a não ser assumir que ele tem uma causa imaterial ou que ele simplesmente é causa de si mesmo. Existem poucas alternativas entre as quais optar. Naturalmente, se ele não tem estudo suficiente para decidir entre uma delas, ele tá corretíssimo em se ABC de responder uma resposta para fechar esse Não, eu posso não ter, eu posso não ter.
Eu me reservo esse direito de não saber a origem do universo. Se o senhor tá dizendo que a matéria o que lhe importa e não sabe dizer como é que a matéria veio existir a partir do nada, é uma visão de mundo claramente falha sobre bases. Não, mas aí o pastor passou do limite aqui, porque ele não é o defensor de uma certa visão de mundo geral dos ateus, ele é defensor da visão de mundo dele.
Cada ateu pode encontrar, tentar encontrar a sua resposta a essa questão. Não é váriamento, não é vári maioria mais. Demorou.
Perdão. Obrigado, viu? Muito obrigado.
Nosso quarto tema é: sem Deus não há motivo moral para É, esse pastor ele ele é muito capacitado, ele parece ter bastante conhecimento, mas realmente um estudinho ali de três meses da academia de lógica refinava muito melhor a a argumentação dele. Ele conseguiria inclusive defender muito melhor a fé dele nessa discussão e possivelmente chegar muito mais próximo de persuadir essas pessoas que estão aí da da crença dele para condenar assassinato ou estúpo. Um, dois, três.
E sem Deus não temos. Com Deus temos. Sim, Deus é a base, a fonte de toda a moralidade.
Graças à existência de uma fonte moral objetiva, é que nós temos a dimensão do que é certo, errado, justo, injusto, bom ou mal. E como você pode dizer o que é certo, o que é errado? Tanto que as cruzadas dizem que todos lutaram.
A, as cruzadas dizem poder de quê? De Deus. Estamos lutando em nome de Deus.
Então, se o lado A fala que tá lutando em nome de Deus e o lado B diz que tá lutando em nome de Deus, quem está certo? Mas por que isso seria um um dos dois? Ou nenhum dos dois?
Problema pro Senhor, se Deus não existe, por que a sua sensação de que isso é errado existe? Se não há uma fonte objetiva de moralidade, qual é o problema em torturar uma criança diante da sua visão de mundo? Por que que o senhor se insurge contra a injustiça?
Com base em quê? Consciência. A consciência tem base em quê?
Na evolução, a consciência tem base no que você vê, no que você sabe que é certo e no que você sabe que é errado. Por que que a gente sabe? Caramba, eles deviam ter pegado uns ateus mais preparadinhos, né?
Eu acho que é perfeitamente possível um até defender uma visão moral mais psicologista, entendendo que a moralidade é uma coisa inerente à nossa estrutura psicológica e que nós nós seguimos essa moralidade e no entanto, ser eh não ter um posicionamento claro com relação à objetividade dessa moralidade ou da origem dessa moralidade. Agora, o que o ateu tem que perceber também é que se ele não tem esse posicionamento, ele não deveria sentar nessa mesa para discutir, né? Porque a discussão é precisamente essa, qual que é o fundamento moral ou qual que é o fundamento da moralidade seão Deus?
Sabe que algo é certo ou errado? A Bíblia diz que Deus se manifesta, se revela inclusive através da consciência. Por que que nós temos a consciência de que algo é certo ou algo errado?
Por que que eu posso dizer aqui com total segurança que torturar uma criança por prazer é errado? Em qualquer cultura, em qualquer mundo é errado. Mas tem gente que gosta, por exemplo, como citar os alemães, era errado.
É, mas eles fazziam com quê? com sorriso no rosto e e achava que era certo e mesmo assim ainda falava que fazia em nome de Deus. Estabeleceu a fonte da moralidade.
Isso é errado. O que não quer dizer que nossa, que que fraco, cara, pessoas possam agir de maneira errada moralmente. Veja bem, eu não estou dizendo que o ateu não possa agir moralmente.
O que eu tô dizendo é que o ateu ele não tem base para dizer o por ele age moralmente. Mas é a doutrina. Porque todo mundo cresce com pai e mãe sempre falando: "Olha, isso é errado.
Olha, isso tá correto. Você cresce já com aquela mentalidade". Corturar uma criança por prazer.
Seria certo se o pai dissesse isso? Existe uma fonte do que é certo e do que é errado. Se não houver, é barbária.
Tanto faz eu matar, triturar uma pessoa quanto alimentá-la. Se não há uma fonte de moralidade. Veja bem, se existe algo que é mal objetivamente, é porque existe algo que é o bem objetivamente.
E se h mal ou bem, é porque existe uma lei moral objetiva a partir do qual você consegue diferenciar o bem do mal. E se há a lei moral objetiva, a partir da qual você consegue diferenciar o bem do mal, é porque existe um legislador moral objetivo, que é Deus. Se existe Deus com essa legislação moral, porque ele mesmo que sabe de tudo, ele criou as coisas, a sua imagem e semelhança, deixou que o mal aparecesse, porque ele deu um livre arbítrio.
É a possibilidade de você amar ou não. Você pode até forçar uma pessoa a se comportar como se o amasse, mas o senhor não pode forçá-la a amá-lo. Isso é uma coisa que existe em toda a hora do conhecimento, né?
as pessoas que travaram nas primeiras nas primeiríssimas perguntas, assim, os primeiríssimos questionamentos e não desenvolveram nada ao seu pensamento para além disso, é que nem a feminista que fala que aborto é uma questão de saúde pública. Tipo, você não meditou 30 minutos sobre sobre aborto para para elaborar uma posição mais complexa, mais fundamentada? Você travou numa num questionamento que é tão básico que, pô, já foi superado há, sei lá, décadas, uma objeção que já foi superada há décadas.
O debate já se complexificou, né? no debate acadêmico já se complexificou muito mais depois dessa questão, sabe? Verdadeiramente para uma pessoa amar, ela tem que ter a possibilidade de não amar.
O livre arbítrio é um pressuposto lógico do amor. Uma pessoa não pode ser forçada a amar. Ela tem que ter a possibilidade de não amar.
Mas o livre arbítrio, ele não quer dizer, você tem liberdade de fazer o que você quiser. Eu não tenho liberdade de voar. Eu não tenho liberdade de passar por uma parede, né?
Como vocês mesmos falam, Deus diz: "Se você cometer pecado aqui na terra, você vai pro inferno. " Isso é uma forma de controlar a humanidade. Elas pensam de forma diferente.
Aqueles que não tm o conhecimento, eles são guiados pel aqueles que têm uma mente maior e tem uma sabedoria maior. A pessoa se segue. Tá ali no ateísmo matou 20 milhões de compatriotas.
Mas o que nós estamos falando aqui é o seguinte: algo só é bom ou mau verdadeiramente se existir uma fonte moral objetiva que é Deus. O que não quer dizer que uma pessoa faça ou deixe de fazer algo com base na lei. Mas isso não é moralidade, é legalidade.
Você pode ter sistemas legais e imorais. Aliás, a um desses o senhor já se referiu que foi o nazismo. O nazismo era um sistema legal absolutamente imoral.
A lei não dizia que era moral. Nós temos a percepção clara que você matar 6 milhões de judeus é algo imoral. Mas por que imoral?
Porque nós temos uma fonte de imoralidade. Por que que nós sabemos que algo é certo e que é errado? E tô falando dentro da Bíblia.
Vocês dizem que existiu Abel, Caim. É certo Deus, com toda sabedoria, como vocês dizem, aceitar um e renegar o outro, sabendo que isso vai provocar uma fúria e vai provocar inveja. Que se ele sabe de ter isso interessante.
Isso é uma questão de teologia, não é a questão de moralidade. Porque se o senhor acha que é errado, eu tenho que lhe perguntar com base em que o senhor acha que é errado. Se não há Deus, por que que o senhor acha que isso é errado?
Eu tenho como explicar teologicamente porque que isso aconteceu. Mas o que interessa daqu é dizer, porque essa insujeição de sua parte legítima de achar, pera aí, eu preciso entender isso, porque existe algo por trás que determina o que é certo, o que é errado. Nós temos a percepção.
Se não a Deus, por que que uma oferta ser aceita e outra não? É errado conhecimento, seja do que for, mas por que o senhor acha que errado? Sempre procuram saber o porquê.
Porque uma pessoa chega e falar assim: "Isso aqui é certo". Nosso amigo Vanderle Gomes comentou aqui: "Pelo contrário, o mal existe no mundo pela depravação total e não pelo livre arbítrio. Se o livre arbítrio existisse, existiria a possibilidade de ninguém cometer maldades.
" O mal existe no mundo pela depravação total e não pelo livre arbítrio. Cara, você faz uma confusão entre causa e condução. É óbvio que o mal existe pela depravação total com causa.
É qualquer condição para que as pessoas possam se depravar? A existência do livre arbítrio, certo? Não tem como existir depravação sem liberdade para fazê-lo.
A não ser que seja feito por um agente externo que causou essa depravação, mas esse agente externo tem que ter livre arbítrio. Então livre arbítrio é uma condição e a deprovação é a causa, né? As duas coisas estão atuando simultaneamente.
Aí agora, se o livre arbítrio existisse, existiria a possibilidade de ninguém cometer maldades. Quem disse que essa possibilidade não existe? Onde você tirou que ela não existe?
Do fato de que ela você não a observa, de que não aconteceu isso, de que as pessoas cometem maldades? Aí você confunde e possibilidade com necessidade. Se o livre arbítrio existisse, necessariamente ninguém cometeria maldades.
É isso que quer dizer? Se sim, isso é completamente falso, porque aí não existiria livre arbítrio, né? Se todos estão obrigados a agir de forma boa e moral e perfeita, aí é que não existe livre arbítrio.
Então, quando você fala que que se o livre arbitri existisse, existiria a possibilidade de ninguém cometer maldade, você tá certo. Existe essa possibilidade, inclusive, só que ela não se atualizou. Na prática, as pessoas estão cometendo maldades justamente porque o livbrit existe, porque as pessoas podem escolher cometer maldades ou não.
Todo mundo seguir é muito fácil. Agora, se uma pessoa discorda de uma opinião de alguém, ela é condenada. Opa, vamos caçar, vamos prender.
Onde menos acontece isso é no cristianismo. É, vá fazer uma passeata gay na Rússia, na China, para ver o que acontece. Vá fazer uma passeata gay num país islâmico para ver o que acontece.
Só existe parada gay por tá, entendi que você tá, você tá trazendo o ponto do calvinismo, né? A questão da da impossibilidade de não pecar. Pois é, essa é uma questão bem bem complexa mesmo.
De alguma forma você tem poder de escolher aqui e ali pecar ou não, né? Você tem algum controle sobre isso, mas parece que você não tem um controle total sobre isso. Então, alguma liberdade existe.
Agora, não é um livre arbítrio, uma liberdade absoluta, até porque da perspectiva cristã, a liberdade é o poder de não pecar. E você conquista esse poder na medida em que você se santifica com a participação da da atividade divina. Não é uma atividade somente sua.
Então, sim, a questão do livre arbita é uma questão complexa, mas a questão é: existem graus de de liberdade e existem graus de determinismo. As duas coisas confluem. Quem afirma um dos absolutos ou que é determinismo absoluto ou que é liberdade absoluta, eh, e tá está fazendo, como diria o Marfero dos Santos, uma filosofia da negação.
Tá negando uma evidência claríssima que nós temos de que existem as duas coisas, o determinismo e a liberdade, não só um dos extremos. É uma filosofia da negação, uma filosofia que nega a as positividades presentes nos nas nos dois lados da antinomia, nos dois lados da dualidade, né? Então, as coisas estão misturadas na realidade.
Por exemplo, em países de matriz constante, por quê? Porque é a visão de mundo mais tolerante que existe. Sim, as pessoas são livres.
Ser livre não quer dizer que é certo, quer dizer que as pessoas têm a opção de fazer o que quiserem. Mas se fazer o que quiser vai sofrer consequências. Não, consequências não.
As consequências naturais que qualquer pessoa tem de suas decisões. O único lugar no mundo que existe a verdadeira liberdade é o cristianismo. Existe consequência sobrenatural também, né?
No pós-vida. Esse Deus ama todo mundo. Assim mesmo.
Vou vol. Obrigado. Dois.
Três. E nossa. Então, o amigo trouxe a fala aí e o senhor disse que só é possível, por exemplo, ter uma passeata LGBT, onde o país onde existe um cristianismo, porque o cristianismo permite que isso aconteça, sendo que isso é uma informação incorreta, porque nós aqui no Brasil, nós vivemos num estado laico, onde nenhuma religião se sobrepõe sobre a outra, se põe sobre as nossas forças de segurança e se põe sobre a nossa sociedade.
Em todos os países que o senhor citou, países árabes, países asiáticos, onde eles vivem em um país que só a religião deles é permitida, tudo que eles acham incorreto é caçado. Então, se eu vou a um país islâmico e faço uma parada LGBT em um país islâmico, se o islamismo não concorda com isso, eles o atacam, porque não existe um estado laico nesse país. Se eu vou a um país árabe, mesma coisa.
Se eu vou a um país asiático, apesar que hoje nós temos país, não é verdade. Não é verdade. É óbvio que não é verdade.
Essa afirmação dele pressupõe que em todas as religiões existe uma uma confusão absoluta entre direito positivo e direito natural ou direito eh no sentido mais teológico. Isso não é verdade. No próprio cristianismo não há.
No próprio catolicismo não há. Tomás Jaquino, por exemplo, que é um dos maiores filósofos morais da história do cristianismo, ele distingue perfeitamente as duas coisas. Ele não acha que todo pecado deve deve ser proibido legalmente.
Então, não existe essa confusão. Realmente uma falácia do espantalho isso aqui. O calvinismo, o Mateus Alves mandou um donate.
Obrigado, querido. O calvinismo não nega o livre arbítrio, apenas a liberdade libertária. Quem sendo radical nega o livre arbítrio ao neocalvinismo.
Eu sou calvinista. Certo, Mateus? Eu não disfio o oposto disso em nenhum momento.
Não sei se você mandou isso porque você interpretou que eu desfi o oposto disso, né? Mas se for respondendo, nenhum momento eu afirmei isso. E de fato não sei muito sobre o calvinismo, mas eu eu já vi essa essa coisa, calvinistas falando essa essa ideia de que as pessoas não têm a possibilidade de não pecar, né?
Já vi protestantes dizendo isso. Ah, mas eu não eu não sei se isso é calvinismo, se isso luteranismo, não sei onde que vem isso, né? Mas já vi pessoas falando isso.
É asiáticos que já são mais abertos, que vivem de certa forma um estado laico. Inclusive esses países que vivem de certa forma no estado laico são países com a maior curva de ascensão econômica. Ou seja, quando você deixa de ser um país que está preso a única religião, a sua economia cresce porque as pessoas desenvolvem, porque o preconceito ele perde a É, mas se por um lado eu falei que o pastor não poderia argumentar em função das suas próprias premissas e deveria usar as do adversário, o mesmo vale pros ateus.
Os ateus não deveriam argumentar se baseando nos suas próprias premissas. tem que partir de premissas que estão de comum acordo para iniciar a discussão. Nesse raciocínio dele, por exemplo, ele já super valoriza o aspecto econômico de uma sociedade, como se ele fosse o mais importante ou um dos mais importantes.
Por cristão, não é o mais importante. Não é um dos mais importantes. Por cristão, o raciocínio cristão é o seguinte: esse país aumentou, é, melhorou economicamente.
Legal. Como que tá o número de abortos? Como que tá o número de suicídios, né?
Como que tá a sanidade dessas pessoas? Como que tá a educação dessas pessoas? A sociedade tem melhorado moralmente ou piorado?
Essas são questões muito mais importantes do que os fatores econômicos. Então, sacrificar eh esses valores para ter um crescimento econômico pro cristão não é uma coisa que faz sentido, né? Então, argumentar que, ah, não, porque o países que são laicos, eles cresceram economicamente, danse economia.
Isso não é o critério principal, é, de valoração do do cristão. É um argumento que não serve contra um cristão, é um argumento que pode servir contra um outro ateu, né? Mas não não contra um cristão.
Eu eu tô concordando com tudo que você tá falando. Nós temos que defender o estado laico. Se ele provar, por exemplo, que o estado laico ele ele contribui para moralidade das pessoas, o que eu eu vejo que pessoas defendem, tá?
É uma um posicionamento possível de ser defendido, porque de fato você ficar pressionando a sociedade a seguir uma certa religião pode produzir neurose, produzir danos negativos do ponto de vista moral. Inclusive a fé, a adesão à fé pode diminuir um estado nãoic. Não tô dizendo que eu defendo isso, mas, né?
que eu acredito nisso, mas tô dizendo que é uma posição que pode ser defendida. Então, se ele criasse um argumento nesse sentido de que o estado laico ele atrapalha inclusive na moralidade da da sociedade, esse seria um argumento que serviria paraa convenção cristão de que o estado laico não de de que o estado laico deve existir, de que o estado deve ser laico. Agora, se ele fala puramente em termos econômicos, não é um argumento tão forte para um cristão.
Agora, o estado laico é a conquista do cristianismo. Esses países onde tudo é possível, que o senhor tá dizendo, são países matriz cristã. No Oriente Médio, o mais livre qual é, onde é que tem passear aqui no Oriente Médio?
Israel, visão judaica. Na China tem aata lá tem, porque a China hoje ela se abre muito mais. Na Rússia o o homossexual não pode nem ter expressão onde é que tem essa liberdade.
País matriz cristã. Eu sou a favor do estado laico. O estado é uma conquista do cristianismo.
Então nós somos o defensor número um do estado laico. O estado laico é importantíssimo. E aquele ladrão que foi Jesus diz: "Ainda hoje estarás comigo no paraíso".
Então, o cristianismo é a favor do convencimento. O cristianismo nunca se expandiu, cristianismo genuíno, senão pelo convencimento. Hoje a gente só vive um estado laico ou em países onde a gente realmente vive do estado laico, não porque o cristianismo permite, e sim porque o cristianismo perdeu força em guerras, em movimentos geopolíticos que aconteceram, onde países que defendem a liberdade do estado religioso, cristão.
Não, eu sou a favor de um país onde o estado é neutro, mas o senhor trazer essa informação dizendo que o cristianism objeção dele, ele tá dizendo que não é como se o cristianismo tivesse todo o poder assim da da unidade, ele fosse fazendo concessões, né, para permitir que o estado like fosse surgindo. Na verdade, ele teria perdido a sua força e por isso foi obrigado, pelo menos, a ceder ao estado laico, né, a laicidade. É um argumento interessante.
Faz sentido. Pode ser que seja isso mesmo. O crisismo não permite nada.
O cristianismo ele não pode permitir ou proibir nada. E se isso realmente acontecesse, nós estaríamos vivendo um inferno, porque as pessoas estariam caçando qualquer que fosse contra a sua devida opinião do que você acha. Como a amiga falou, um dado.
Você verdade, nós temos as nossas. Existe uma verdade. A gente pode discutir com base as evidências qual é.
O cristianismo é um dado. Fez com que nós tivéssemos a civilização mais livre, mais próspera da história da humanidade. Antes o cristianismo é babário, isso é um dado, isso é história.
E outra coisa, sua defesa do estado laica, eu tava deixado aqui apudindo sou a favor do estado laico. E um dado histórico é que só existe em países matriz cristã. E se é porque o Cristin perdeu força, então não é nunca uma regime de domínio, nunca um regime de obrigar ninguém.
Não é um regime de domínio porque não conseguiram causar a dominância. Então pronto, é minoria, resgatado. Então tem que ser resgatado.
Se sua tese que vist perdeu força, perdeu guerra, tem que ser resgatado. Então tem que ter até cota para cristão. Nossa vez.
Valeu, querido. O quinto tema é o Cristian. É, não sei essa resposta do Tassus, porque parece que o ponto do rapaz ali era de que se o cristianismo, os cristãos tivessem a oportunidade, eles assumeriam poder e obrigariam o cristianismo e que não fazem isso porque perderam a força.
Era nesta tese que o TOS deveria bater, não em qualquer outra coisa. Mais uma vez, né, a importância de você ter esse conhecimento de lógica para você conseguir eh estruturar melhor na sua cabeça qual que é o raciocínio do seu oponente. Eu acho que a que a lógica num debate, a lógica numa discussão, ela é para quem busca realmente a verdade, ela é mais importante do que a retórica, precisamente por isso, porque por meio da lógica você consegue não só construir os seus argumentos melhores de forma melhor, sustentar a sua posição de forma mais sólida, como você consegue compreender melhor o argumento do seu oponente, os buracos do argumento do seu oponente e as teses do seu oponente, os pressupostos do seu oponente para você conseguir atacá-lo com mais eficiência.
Isso é uma condição inclusive do ataque, né? você compreender o que você está atacando, ao tese do seu oponente, você está atacando. Sem essa compreensão, você tá batendo no espantalho, você tá batendo numa versão sua do que você acha que ele está pensando, mas você não sabe se ele realmente está pensando nisso.
Anismo é a visão de mundo mais tolerante que existe.