Eu não me exponho assim porque hoje é um prazer e um gozo. Eu me exponho assim porque tem uma pessoa fazendo quimioterapia que nesse momento ela precisa ouvir um podcast. Eu me exponho assim porque tem uma pessoa que não sabe educar o filho e não vai ter acesso nunca a isso. Eu me exponho assim porque o Brasil é o país mais ansioso do mundo e se trata saúde mental nesse país como se fosse palhaçada. E essa conta nunca Vai fechar, nunca vai ter um terapeuta para todo mundo. Então, se a gente puder falar e as
pessoas ter mais acesso à saúde mental de forma simples e conseguir tomar melhores decisões, já tá valendo a pena. Então, por isso que eu me exponho. [música] >> Ela é doutora, também é psicanalista, filósofa e palestrante, fundadora do Instituto Andreia Vermon. Ela é vencedora do Top of Mind Brasil de 2025 E ela também é membro da Academia Europeia de Autogestão, se tornou uma das vozes mais influentes em saúde emocional e também é uma pessoa que tem um propósito muito claro em contribuir com as pessoas. Eu tô muito feliz em receber aqui Andreia Vermon. Andreia, pergunta
aqui sobre drama. Você acha que o drama que grande parte das pessoas vivem realmente são incapacidades dela resolver? Ou quanto desses dramas ou de que forma poderia Entender que esses dramas são vitimismo? >> Eu não consigo imaginar a palavra drama. Que que é drama? Qual a situação que ela pode te parar para você ficar 20 anos nessa conversa? Ela precisa acordar. É preciso de realidade. Senso de realidade. >> Qual que é a coisa que mais te irrita? >> Lerdeza. Só vai ter estabilidade psíquica ser humano que teve autoridade na infância. Nós estamos falando de desestabilização.
Por isso nós estamos vendo atrocidades. Antes do aplauso vem o custo. Antes dos seus músculos ficar bonito, vai demorar aí uns dois tr anos de dor. Antes de você ter um intelecto desenvolvido, você vai precisar passar noites lento. Você não vai improvisar. Ah, mas tem a Iar. Você só vai virar alguém burro com assinatura premium, onde uns enxergam drama, outros enxergam oportunidade. Quem enxerga drama, Joel, só vai mudar de drama. Educada a trabalho, não educada a trabalho a vida toda. >> Obrigado. Opa, bem demais, graças a Deus. >> Obrigado por ter vindo. >> É uma
honra estar aqui com você. Você sempre foi uma referência para mim, né? Eu te falei há 4 anos atrás, te mandei uma mensagem totalmente delirante, né? Você gigante. >> Mas eu li >> na época, >> não, eu li ano passado. >> Agora é >> porque eu fui juntando, André, fui juntando, falei: "Nossa, meu, como ela fala bem, que legal o conteúdo dela, que bacana, nossa, que corte bacana". Até fui te vendo em cortes assim, fui vendo teu conteúdo, cliquei, cliquei você, fui no direct, no direct uma mensagem tua. >> Eu falo que eu sempre, desde
pequena, eu sempre achei fantástico o que eu fazia. >> Uhum. >> Eu achava muito legal as percepções que eu tinha da vida, dos negócios e eu falava: "Gente, não é possível. Uma hora eu precisa, eu sempre achei que eu tinha alguma coisa para falar pro mundo, >> tá bom?" >> E aí, há 4 anos atrás, eu desço tamanhozinho com 6.000 pessoas na rede social, não tinha relevância. e ousei mandar uma mensagem para você. Falei: "O meu trabalho é muito bom. [risadas] Me dá uma dica do que que eu devo fazer >> para que o meu
trabalho aconteça". Falei: "Até a eu acontecer é algo inegociável. Eu vou fazer tudo para que eu consiga chegar onde eu sempre sonhei." >> Quando eu li essa mensagem há uns dias atrás, falei: "Gente, eu fui muito ousada, né?" Mas ali eu fiquei muito emocionada por entender que realmente eu nunca desisti de mim. Que coisa boa. >> Muita gente desistiu de mim, mas eu Nunca desisti. Eu sempre acreditei e eu acho que isso é >> esse ano você saiu de hoje, hoje você tá com 4.4 milhões de seguidores. >> 4.4 só no Instagram. >> Só no
Instagram. >> Se som >> já há um ano atrás somado. Somando da quanto? >> Para lá de 10 milhões. >> E eu virei a rainha do WhatsApp também, né? >> Ah, como é que é isso? >> Meu conteúdo, as tias, as vós, as mãe travega no WhatsApp o tempo todo. >> Entendi. >> Vídeos meus roda no WhatsApp. Há um ano atrás, você tinha quantos seguidores? >> 10.000 seguidores. >> Ao que você eh remete isso, na tua opinião? Eu eu eu acredito muito, Joel, que eu falo o simples. Eu falo aquilo que precisa ser dito de
uma forma simples, de uma forma embasada, de uma Forma muito corajosa. Eu não tenho muito medo. Eh, eu eu acho que isso foi talvez a grande questão. Assim, eu não criei, na verdade, existem duas perspectivas, né? Primeira, perspectiva da coragem. E segundo, eu não criei um personagem e talvez por isso gerou muita aderência. As pessoas elas não gostam do de produtos ou negócios. Gente se conecta com gente. >> Sim. >> Gente conecta com produto. E eu não sou Um produto, eu sou gente. Então, parece que as pessoas foram criando uma conexão muito grande com essa
minha fala, com esse jeito de falar, com esse jeito de encarar a vida, com essa perspectiva muito humana que não é um personagem. E eu acredito muito nisso. Para mim vai ficar e vai permanecer quem é gente de verdade. Sustentar um personagem adoece muito a gente. >> Então essa conexão com as pessoas e essa fala muito corajosa, até porque eu não Tinha muito a perder. >> Exato. >> Eu não tinha muito a perder. Então eu podia muito falar sobre aquilo que eu de verdade acreditava e acredito nos meus valores reais. Eu não tava ali sustentando
um discurso de outra pessoa. E isso gerou uma conexão tremenda com as pessoas. As pessoas começaram a gostar muito desse discurso e vir atrás desse discurso e aí a coisa aconteceu. Graças a Deus. >> É todo mundo que é uma pessoa autêntica. Você colocou aqui, ó, simples. Concordo. Embasada. >> Sim. >> Ou seja, eu não tô, não é uma aposta que eu tô te dizendo. É basada que em fundamento. Afinal de contas, você estudiosa, doutora, pesquisadora, entende? eh, da mente humana, entende tantos, afinal você entende de tantos pontos de vista, tantos lugares, né? Você consegue
Analisar a mente de tantos lugares. Agora, o corajoso, o corajoso é legal. Queria descer aí um pouquinho no corajoso. Qual que é para você, ah, o algoritmo? Eu tô, eu tô usando um termo maistico, vamos dizer assim, o algoritmo da coragem, como é que ela é criada? Como é que ela é sustentada, do que que ela é feita? Porque tem gente que deve estar pensando, eu quero ter mais coragem, eu Tenho medo, eu tenho medo de me posicionar, eu queria falar desse jeito. Como que você usa esse algoritmo para você falar com coragem e com
simplicidade, sem ofender as pessoas, mas com a tua originalidade? >> O algoritmo da coragem? Será que se a gente pode falar sobre isso, né? Para mim é, eu também. A coragem primeiro ela ela precisa estar embasada em valores. Você precisa ter valores para você sustentar isso de forma corajosa. >> Perfeito. >> Que eu acho que para mim também é uma grande questão atualmente que as pessoas estão muito misturadas. As pessoas não sabem o que que elas sustentam. Por exemplo, quando eu vou educar os meus filhos e depois para ter coragem de falar sobre isso, que
talvez seja uma das coisas que mais viraliza quando eu falo, que é sobre educação de filhos, quando eu sustento esse discurso antes, eu vivo esse discurso. >> Perfeito. >> E para isso eu preciso ter valores muito claros. Nós estamos meio brinco, nós não estamos numa sociedade líquida, nós estamos numa sociedade gasosa. O líquido já foi faz tempo, >> já foi. >> Estamos muito diluídos, sem saber quem nós somos, o que nós queremos, o que nós esperamos, qual a perspectiva que a gente realmente sustenta. E aí não dá para ter coragem se não tem Posicionamento. >>
Uhum. A chave da coragem é o posicionamento, independente se você concorda ou se não concorda. Inclusive o Volta, que é um filósofo, vai dizer: "Eh, eu posso até não concordar com o que você diz, mas eu vou defender o seu direito de dizê-lo." Você precisa ter bastante coragem naquilo que você acredita e naquilo que você sustenta, mas isso é baseado nos seus valores, naquilo que lá atrás você Aprendeu e durante uma vida toda você defendeu. E aí, eh, você vai usar isso e conseguir postular isso. E sem medo do julgamento também. Eu acho que para
ter coragem a gente não pode ter medo de ser julgado em todas as perspectivas. Aliás, eu acho que a coragem ela tem a ver com surdez, >> ou seja, não ouvi o que o mundão aí tá falando, tá colocando. >> Se eu fosse ouvir o que as pessoas diziam, eu teria parado com 5 anos. Com 5 anos na escola, a professora chamou minha mãe porque ela deu um texto da Clarisspector e aquela famosa frase: "O que Clarissor quis dizer com esse trecho?" >> Aham. >> Eu escrevi o que a Clarisspector quis dizer, eu não sei.
Eu posso falar o que eu achei desse trecho. >> 5 anos. >> Cinco. Aí ela chamou minha mãe, falou: "Ela é muito mal criada". Ó o jeito que Ela responde às provas e falou pra minha mãe: "Ela nunca vai chegar em lugar nenhum sendo na frontosa desse jeito". Eu falei: "Professora, mas como que eu vou? Quem sou eu para falar o que que a Clarissa Lpector quis dizer? >> É muita ousadia. >> Então é muito baseado nessa de não ouvir, porque se eu ouvisse a minha professora naquele dia ali eu tinha criado uma trave e
já era. Eu tinha criado um bloqueio horroroso. >> E aí vem toda a minha história. Eu saio de uma família absoluta com condições financeiras. Nenhuma. Nenhuma. Meu pai chamou minha mãe quando a gente era pequeno e falou: "Maria, ele era um policial militar em Minas Gerais com sete filhos e falou: "Maria, eu trabalho, eu tenho dinheiro pros meninos almoçar e jantar. Café da manhã, café da tarde, livro, esqueça. Se quiser estudar, vai ter que se virar". Minha mãe sentou a gente, falou: "Olha, meus Filhos, se vocês quiserem estudar, vocês vão ter que arrumar alguma coisa
para fazer". Com 6 anos de idade, eu catava sucata e vendia sucata para comprar livre caderno. Ali eu já poderia ter ficado limitada a minha condição. Minha mãe e meu pai nunca estimularam a gente a fazer uma faculdade. >> Terminou o ensino médio, já era vitorioso. Nós já tínhamos ido além, muito além da régua. Minha mãe sempre analfabeta, sabe? assinar o nome. Meu Pai entrou na polícia porque na época dele em Belo Horizonte estavam perambulando pelas praças de Belo Horizonte, procurando jovens para entrar pra Polícia Militar. Meu pai não fez prova, então eu saio de
uma condição muito inóspita e se eu fosse olhar para aquilo, eu teria ficado ali naquele lugar. Então assim, para mim coragem também tem muito a ver com isso, com surdez. Hoje, por exemplo, eu falo coisas que algumas opiniões, se eu for Ouvir, eu não diria. Desde o meu primeiro vídeo que viralizou, se eu fosse dizer e se eu fosse ouvir, eu não teria dito. >> Sim. >> Então assim, acredite, tenha valores, acredite na sua verdade e seja surdo pro pro pro blá blá blá, pro mimimi. Só vai, >> só vai, >> só vai. Andreia, pergunta
aqui sobre Drama. Você acha que o drama que grande parte das pessoas vivem eh elas produziram? Elas construíram ou é drama real? Quanto do drama que elas sofrem poderia ser resolvido se elas fossem mais protagonistas? Quanto do drama que as pessoas sofrem? pega uma área, escolhe um um assunto, criação de filho, trabalho, de repente relacionamento ou crença, ou dor, ou angústia. Porque assim, eu trabalho com gente >> Uhum. >> há muito tempo. E eu trabalho com gente há muito tempo. E muitas dessas pessoas, elas vão, estão com 20 anos, depois elas estão com 25, depois
estão com 30, 35, 40. Eu vejo pessoas que continuam com os mesmos dramas. antigos. Quanto, minha pergunta vai ser melhor elaborada, quanto desses dramas antigos de uma pessoa de 20 anos que tá com 45, Que ela continua? Quanto desses dramas realmente são incapacidades dela resolver? Ou quanto desses dramas ou de que forma poderia entender que esses dramas são vitimismo? Porque assim, eu tô lembrando de uma pessoa aqui enquanto eu tô te falando, eu não vou falar o nome dela, mas poxa, ela tá com seus 40 e poucos anos e ela tá sofrendo coisas. Esse cara
tá sofrendo desde que ela tem 20 anos. Preguiça, >> preguiça, meu. Eu falo, pô, bora, >> bora, bora, bora, bora, bora, bora, bora fazer acontecer, pô, de novo esse discurso. Imagina, há 20 anos você tá me falando isso. Há 20 anos. Caramba. Mas eu eu também quero me eu também quero me atentar porque talvez tenham pessoas que realmente não conseguem, querem, elas não conseguem. Como diferenciar? Como que a turma que tá ouvindo, assistindo, pode diferenciar? Como sair disso? Qual mecanismo usar? >> Primeiro a gente precisa eh entender o que que é drama, né? Porque onde
você enxerga drama, eu posso enxergar oportunidade, >> certo? >> Eu gosto muito de um conceito do Niet, que é o amor fat. O NIT vai dizer assim: Amorf é você aceitar as coisas como aconteceram e isso não é eh positivismo em excesso, aceitar que elas aconteceram >> e depois se perguntar como que eu vou caminhar daqui para frente com isso. >> Eh, a minha irmã faleceu agora em julho. É fato, a realidade é inegociável. Isso poderia ter me destruído porque ela morreu na minha frente. Isso poderia ter me arrasado. Ou isso pode, ou isso precisa
ser uma oportunidade de me impulsionar, >> porque senão eu vou ficar eternamente nessa situação. Eu não consigo imaginar a palavra drama. Não consigo. Para mim não. Eu não vejo essa por que que é drama assim. Quê? Qual a situação Que ela pode te parar para você ficar 20 anos nessa conversa? >> Uhum. Preciso de terapia, de sei lá, de desencapetamento, de couro, não sei do que que a pessoa precisa, mas precisa acordar. [risadas] >> Couro é bom. >> Couro ela precisa acordar. É preciso de realidade, senso de realidade. Eu não consigo. Quando você tava falando,
eu comecei aqui pensar, >> tipo, >> qual a possibilidade, qual que é a situação? Há um ano atrás, >> Uhum. >> minha filha tava vendendo cooks na escola. há um ano atrás. Ah, mãe, eu quero isso, eu quero aquilo, eu quero aquilo. Nós não tínhamos tanta condição, aliás, nós tínhamos pouca condição. E ela falou: "Mãe, eu posso fazer cques quando eu voltar da escola?" A gente assava cucos até meia-noite, no Dia levava uma sacola de cucos pra escola e vendia cuqu. E hoje ela não faz mais, ela não precisa. Mas lá ela precisou. Qual que
é assim? Eu queria até que alguém me trouxesse uma situação que pudesse dizer assim: "Não, essa aqui me paralisou mesmo. Essa aqui, essa aqui você vai ter que admitir que ela é paralisante. Eu não consigo enxergar". E aí é questão de perspectiva mesmo. É aquilo que eu disse, onde uns enxergam drama, outros enxergam oportunidade. Quem enxerga drama, Joel, só vai mudar de drama. Você vai resolver esse, ele vai arrumar outro, porque isso tem a ver com comportamento. É igual esse copo aqui, ó. Uma hora é água, outra hora é isco, outra hora é suco, mas
vai ser eternamente copo. >> Sim. >> Então tem que trabalhar o comportamento dessa pessoa para ela parar de enxergar drama, porque quem enxerga drama enxerga mega drama. E uma unha inflamada também É drama. Uma unha inflamada é razão. Minha irmã faleceu e aí assim não não sou aquela que postula o excesso de trabalho e de não sei o quê. Minha irmã faleceu na quarta-feira. Na segunda-feira eu tava no estúdio gravando. O que que eu podia fazer? >> A vida continua. >> Se eu ficar em casa chorando e fizesse ela voltar, eu estava até hoje. >>
Uhum. >> Mas isso não ajudaria. O máximo que eu Poderia fazer. E aí eu acho muito legal esse conceito de amor fat que isso me ensinou, como foi perder a minha irmã, como foi entender que a vida continua e a vida só para para ela? Então, quando a vida só para alguém, é sinal que nós somos imprescindíveis só para nós. Eu não sou a minha irmã, por mais que a gente sinta dores e tristezas e saudades, a única vida que parou é a dela. Todo mundo teve Natal, todo mundo Teve reveon, todo mundo tá existindo
com dor, com tristeza, mas está existindo. Ou seja, a vida só para quem parou. Se >> e se eu sou imprescindível só nessa situação, eu preciso me colocar então em primeiro lugar. Então, a morte da minha irmã me ensina que foi o momento mais chocante do velório. Eu fiquei o velório inteiro sustentando, acudindo minha mãe de 80 anos, que ninguém merece perder um filho. A única hora que todas as minhas fichas caíram foi quando a gente tinha Que ir embora do velório. Meu esposo pegou no meu braço, falou: "Vamos". Falei: "Como assim?" Ele falou: "Vamos
ir embora". Eu falei: "Como assim? Nós vamos largar ela" aí. Ele falou: "Meu bem, é o que é assim que funciona. Ali eu entendi, a vida só parou para ela. Todas as outras pessoas vão continuar existindo o dia que você foi embora. Ou seja, você só é imprescindível para você. Então, seja em vida". Isso me ensinou. Segunda-feira eu Precisava ir pro estúdio e contar isso para as pessoas. >> Eu precisava gravar vídeo, eu precisava gravar cortes, eu precisava levar lucidez para outras pessoas. Eu tenho uma uma fome, uma é quase uma compulsão. Eu acredito muito
que o conhecimento liberta. Eu acredito namente. >> Uhum. >> O conhecimento liberta. Jesus diz diz num versículo, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará em todos os Aspectos. >> Uhum. >> Então eu tenho uma compulsão de levar conhecimento para as pessoas, porque eu acredito que à medida que elas conhecem de tudo, elas vão sendo libertas. Quando você senta na frente de um médico e você sabe minimamente, você não é refém. A gente é refém de tudo aquilo que a gente desconhece e a gente é livre com tudo aquilo que a gente conhece. Então eu
fui pro estúdio, os meus produtores, André, Você acabou de perder. Falei, vamos falar sobre isso. Vamos falar sobre luto, vamos falar sobre dor, vamos falar para as pessoas que luto a gente não elabora da noite pro dia. Vamos falar sobre viver de forma imprescindível, de olhar para si e acreditar que você é meu, o seu melhor projeto enquanto sua vida não parou, existe vida. Vamos falar sobre isso. O que que nós vamos fazer com isso daqui? Foi isso que Freud fez. O pai do Freud era achincalhado na rua Por ser judeu. Freud vive aquelas experiências
e o que que ele faz com aquilo? Cria psicanálise. >> Uhum. >> É sobre isso. É sobre o que que a gente faz com esse drama. Drama é oportunidade. Drama que é só drama. Você vai ficar apodrecendo em cima disso. Você não vai sair do lugar. >> Onde que você enxerga que as pessoas estão dramatizando suas vidas? dá uma, por exemplo, um hábito, uma conduta que As pessoas fazem que você fala: "Poxa, não vai por esse caminho, não dramatiza, não, não vai nesse lugar". Aí >> as, eu acho, especialmente assim a juventude, né? As pessoas
têm muito autocompaixão. Eu acho que autocompaixão é um lugar que vai te levar muito pro drama. Ai, porque minha filha agora acabou de passar pra medicina. Ah, nós compramos uma viagem para março, agora eu não posso ir, eu tô com ódio. Falei: "O quê?" Falei: "Você vai levar uma surra com 19 anos. Você tá com ódio, você tem uma vida inteira para viajar, gata. Você acabou de passar para medicina. Você tem um pai e uma mãe que pode te ajudar a vida inteira eu quis ter livro. Nem livro tive. Você tá com dozinha do porque
você vai perder uma viagenzinha em março. Você tá é doida. Não, mas eu fiquei chateada. Eu falei que dure um minuto sua chateação. Você não tem direito, você não tem estatura Moral para ficar com raiva. Para de ter dó de você. Você faz dieta o dia inteiro. Ah, vou fazer dieta. Aí você faz tudo direitinho. Aí chega em casa à noite caçando aquele pão de queijo. Se fosse em Minas estaria. Aquele cheiro de pão de queijo invadindo na casa. Aí você fala: "Ah, eu vou comer um, eu mereço. Eu fiz dieta o dia inteiro. Eu
mereço comer esse pão de queijo aqui, comer não sei o que lá. De repente você perde a Dieta tudo. A gente negocia por autocompaixão. A gente é cheia de idosinha da gente. Ai, eu cheguei tarde, eu não vou estudar. Ai, eu não vou ler. Rapaz, quando eu fazia faculdade, primeiro que meus pais disseram, né? Não precisa fazer faculdade. >> Sim. >> Aí trabalhar para ajudar a pagar as contas. Não, mas eu quero estudar. Eu quero estudar. Aí presto vestibular. Chego na universidade, quando eu fui fazer minha matrícula na secretaria do curso de filosofia, falei: "Ah,
eu quero fazer minha matrícula. Como é que seu nome?" André Vermon. Gente, André Vermon chegou. Aí eu pensei: "Que que eu fiz, né? Que que eu fiz de errado?" Universidade Federal de Uberlândia. Vem um monte de gente. Parabéns, parabéns, parabéns. Falei: "Que que foi? Sua nota foi a maior nota da Universidade Federal de Uberlândia nesse ano vestibular. Dá Para passar para qualquer coisa. Parabéns. Sei o que fez minha matrícula. Volto eu. Feliz da vida para casa. Pai, passei no vestibular, minha nota foi a maior da UFO. Meu pai falou: "Você passou para quê?" Eu falei:
"Para filosofia". Ele falou: "Parabéns, quero saber o que que você vai fazer com isso". Esse foi o parabéns que eu ganhei. Eu podia ter desanimada ali. >> Exato. >> Aí na faculdade passei 5 anos. Sabe o que que eu comia na faculdade? as frutas que tinham na minha casa da estação. Então era três meses levando mxirica, mais 4 meses levando maçã, mais se meses levando banana, não podia comprar salgado na faculdade, não podia comer no RU porque não tinha dinheiro. >> Minha mãe mandou, quem mandou você inventar, estudar, agora você se vira. No dia da
minha formatura, meu apelido era André Sacolão. Os colegas levantavam As faixas. >> É mesmo. >> Muito bom. Passei 5 anos comendo fruta igual periquito. Ué, a faculdade inteira porque não tinha dinheiro para pagar. Ué, isso tudo podia ter sido um drama, isso tudo podia ter sido para desanimar, mas eu eu tinha uma um um objetivo na vida. Eu nunca tive muita dó de mim. Ia pra faculdade de bicicleta. Eu pensava: "Ou eu mudo essa história ou eu vou Ficar nisso aqui para sempre. É isso que eu quero para minha vida. É isso que >> você
não tem outra alternativa. Você não tem. Eu tô lembrando quando eu eu fui fazer faculdade de educação física e o meu pai não queria. Meu pai queria que eu fizesse medicina, meu pai queria que eu fosse médico, era um sonho dele. E eu era atleta. E aí eu eu falei: "Medicina é difícil e eu quero fazer alguma coisa Que eu não tenha tanta dificuldade assim. Vou vou procurar uma coisa mais fácil". Essa era minha cabeça. Não tava muito certo não, porque eu fui fazer administração, primeira aula não gostei. E aí eu tive a oportunidade de
transferir, porque o clube que eu nadava é uma universidade, então eu podia transferir. Eu transferi paraa educação física, mas eu transferi pelo motivo errado, mas eu me apaixonei pela educação física, Assim em, sei lá, uma semana. Me apaixonei, me apaixonei, me apaixonei, mas eu me, eu transferi pelo motivo assim, ah, vou fazer aqui mais fácil porque eu quero ir pra Olimpíada, eu quero treinar, vamos ver se eu chego na Olimpíada, né? E eu lembro que eu falei: "Pai, eu vou transferir para educação física". A frase dele foi assim para mim, a resposta dele foi assim
para mim: "Você não vai ganhar dinheiro? Professor, não vai ganhar dinheiro". Imagina seu, meu pai, cara, meu, sou apaixonado, pelo meu pai faleceu há 10 anos. Eu, meu pai tá vivo até hoje em mim. Meu pai deixou muita coisa legal em mim. Mas também ele falou coisas que não foram legais. É isso. >> Eu acho que assim, na criação, a criança, o filho ou a filha nunca sai ileso, né? Sempre o pai ou uma mãe solta uma coisa que machuca, que >> que tem uma cicatriz, >> mas a gente tem que ressignificar aquele Negócio, porque
também se eu fosse ouvir aquilo, pô, tu vai ser duro, tu vai ser pobre, tu não vai conseguir. Se eu usasse aquilo como verdade absoluta, ia ficar naquele mesmo lugar. Você também ouvi isso do teu pai, tá? Vai fazer o que com isso? >> Que que um filósofo faz? Ele fica perguntando, >> né? Por que que as estrelas? >> Por que que as estrelas, né? Porque o céu é azul e porque só sei que nada sei. Então >> é isso aí. >> A a baseado nisso, eu quero te perguntar o seguinte: como que você faz
as tuas no no na tua sala de terapia, na tua no teu processo com as pessoas, qual qual que é o teu estilo de terapia? É um estilo direto e reto, poucas na canela assim, ó. Pum. Fala, cara, para de drama. Vamos aqui. Para com isso. Embasado. >> Embasado. Você mais eh mais tranquilo, escutar mais. Eu queria conhecer teu Estilo na terapia, assim. >> É, na terapia e na vida, né? >> Na vida. >> Porque de novo a gente não leva um personagem para os lugares. Para mim, a fonte do adoecimento são os personagens. >>
Opa. A fonte. Opa, vai, vai, vai um pouquinho aí. A fonte do adocimento são os personagens. >> A palavra persona vem do grego, aquela fantasia que as pessoas usavam para desempenhar no teatro um papel. Só que a Fantasia é pesada, >> certo? >> Você observa na Sapucaí, quando as pessoas entram, elas chegam lá no final e aí a artista tira a roupa e fala: "Olha como me cortou. Olha como essa não sei o que me cortou". A fantasia você sustenta ela por 1 km como na Sapucaí. Mas a hora que você tira, você tá todo
cortado. Ninguém aguenta sustentar uma fantasia 24 horas por dia. >> Uhum. Então, para mim, a fonte do Adoecimento é a fantasia. Se você não é um Joel J de verdade, esse personagem aqui, ele vai te engolir. Tem um poema do Fernando Pessoa maravilhoso. Ele fala: "Eh, me conheceram logo por quem eu não era quando eu quis tirar a máscara do rosto, ela já estava colada e era tarde demais. me conheceram logo por quem eu não era. Então, na vida e no consultório, claro que com muito embasamento. E talvez isso também, por isso que eu falo,
talvez o Meu trabalho ele é uma continuidade, né, de tudo, porque eu sempre fui muito isso mesmo. No consultor era um sucesso. O problema é que as pessoas ganhava alta muito rápido. [risadas] E o business não tinha recorrência do >> Não tinha porque ganhava alta rápido demais. >> Rápido, meu Deus, cadê a recorrência? >> Porque eu eu o meu estilo era estóica. Eu sou absolutamente históica. >> Meu esposo essa semana >> você pode controlar aquilo, se preocupa se aquilo você não pode controlar. >> Tô lá em casa, meu esposo chegou a semana passada. Nossa, hoje
eu não queria ir na academia porque eu tô cansado. Falei: "Então não vai". Mas o personal tá lá me esperando. Falei: "Então vai". >> Próximo assunto >> vai. >> [risadas] >> Qual que é o, >> pô, cara, falar com uma histórica, >> gente. Mas assim, qual que é? Eu não cons a minha mente é 01. Eu não consigo ir. >> É uma coisa ou outra, né? >> Ui, mas não é assim. >> Quero ir. Vá. Não quero ir. >> Não v Ah, mas é sobre Não, não é sobre não. Então você não quer resolver, você
quer conversar, né? Ah, entendi. Não, não, Porque então você não quer, porque aí às vezes ele fala assim: "Não, mas você também é muito duro, você não quer nem A gente tá querendo desabafar um pouco". Ah, não. Ah, não. Então você quer conversar, ué. Então vamos conversar. Achei que você queria solução. Às vezes as pessoas vem trazer as coisas para mim. >> Larissa, olha isso aqui. >> As pessoas vem conversar comigo, eu falo assim: "Você quer a minha opinião ou Você quer que só que eu só te ouça?" >> Olha que início maravilhoso. Vamos lá.
Você quer minha opinião ou quer? >> Ou só quer que eu te ouço? Eu quer que te ou Ah, não, eu quero sua opinião. Tá mesmo >> aí. Aí eu vou te dar sua opinião. Meu cunhado achei engraçado demais. Minha irmã riu outro dia. Meu cunhado tá lá. Meu cunhado 75 anos. >> Hum. >> Uma crise de ansiedade horrorosa depois Do Covid. Quase morreu de ansiedade. Foi ns 10 psiquiatras. Agora achou um psiquiatra que acertou a medicação dele. Parou de surtar. Já tem um mês que tá dormindo bem, tá indo muito bem. Aí eu perguntei,
falei: "E aí? Tá bem? Acertou com o psiquiatra?" Acertei. Acertei com o psiquiatra. Acertei com o remédio, a gente almoçando. Falei: "Que ótimo". Ele é: "Mas se Deus quiser, daqui seis meses eu já quero largar esse remédio". Falei: "Para quê?" "Não, porque disz que esses Remédios faz mal, eu tenho que pensar no meu futuro." Falei: "Que futuro?" Aí ele riu, falou assim: "É, é mesmo, né? 75 futuro é agora, né? Eu tenho que pensar no meu". Falei: "Uai". Falei: "Moço, [risadas] primeiro que não tem embasamento, porque a maioria das medicações hoje não vão prejudicar memória,
enfim, é outra matéria essa." Segundo que, cara, vamos ser mais prático e mais objetivo. Agora que você equilibrou, você já tá Falando em entrar e sair do remédio. Já acabou de de dar certo, agora já tá querendo sair do remédio. Presta atenção. >> Eu quero que eu quero que você comente uma coisa aqui que eu tô pensando. Você fala bastante sobre família, né? Maternidade, paternidade. Eu escrevi ano passado um livro chamado assim: Pai, não amigo. E eu digo, a minha tese é simples. Eu sou pai do meu filho, dos meus filhos. Eu não sou amigo
dos meus Filhos. Os amigos dos meus filhos estão na escola, estão no futebol, estão na natação. Eu sou o pai dele. Então ele vai fazer inglês porque eu sei que é o certo. >> É isso. >> E eu sou o pai dele. E pouco ponto final. Ele vai fazer esporte de competição porque eu sou pai dele e eu sei o que é certo. Ah, mas ele não vai gostar. Não, ele vai. Ele vai gostar. Ah, mas ele não vai querer não. Não, ele Vai querer ele. Primeiro que ele não tem querer. Já começa por aí.
Ele não tem querer. Eu que quero isso para ele, porque meu filho tem 6 anos. Ele não tem discernimento, ele não sabe o que que é. E eu sei que fazer esporte é importante, que fazer inglês, prepara ele pro futuro, que uma boa escola, que educação, que respeito, que não fala a palavra na Eu não sou amigo dele. >> É isso aí. E aí esse conceito foi um conceito que foi bem recebido por Algumas pessoas e não foi tão bem recebido por outras pessoas. Porém, como é a minha verdade, como eu sou assim e como
eu tive um pai, meu pai faleceu e a última frase que eu falei para ele foi assim: "Eu peguei na mão, ele tava no caixão assim, eu eu botei a mão nos nos dedos dele, olhei para ele, chorei, falei: "Tá indo embora o meu melhor amigo e que nunca quis ser o meu amigo, que é meu pai. Esse cara foi meu pai e o que ele fez por mim, nenhum amigo Poderia ter feito. Eu não coloquei ele na categoria de de amigo. Ele é meu pai. Eu obedeço, eu honro, eu agradeço, eu procuro ver nele
o que tem de melhor, inclusive nas coisas que ele tem de pior e assim por diante. Essa concepção tem feito algumas pessoas eh se libertar de algumas ideias do tipo assim: "Vou perguntar para meu filho o que que ele quer, se ele quer ou não quer, mas quantos anos ele tem?" 10. Mas por que que você vai perguntar para uma criança De 10 anos o que ela quer? Não quer, se ela quer fazer inglês, por exemplo, se ela quer fazer esporte, por por quê? Não, Jor, mas ela já tem opinião. Não, não tem. Não fica
achando que teu filho é um prodígio, super prodígio. Não, não é. que ele não ele não entenda a capacidade, ele não tem maturidade para isso. Eu queria saber a tua opinião sobre esse meu ponto de vista e como que você enxerga a criação hoje dos pais eh Que t medo de ser pai, medo de ser mãe e que medo que é esse? >> Duas coisas eh de maravilhosa a sua pergunta, a perspectiva, né? Na verdade, eh, quando a gente fica negociando com o filho, a gente precisa ter algo muito consciente e você foi muito feliz
na sua fala e existe embasamento teórico pra sua fala. O equilíbrio psíquico, o Lacan vai dizer, está no grande não. O Lacan diz, todo ser humano para que ele cresça e tenha equilíbrio psíquico, ele tem que Ter uma figura de autoridade, >> certo? >> Que o Lacan chama de o grande não. E que ele vai dizer que em geral tá ligado muito à autoridade paterna. A neurociências vai dizer que o nosso cérebro só termina de evoluir e de se completar aos 21 anos, >> certo? >> Até os 20 21 anos nem seu cérebro está completo,
nem você nem tem condição. Então não é que o seu filho não tem Opinião, é que ele não tem maturidade nem fisiológica. Uhum. E o único bicho que nasce, a única bicho na natureza que nasce e que o o pai ou o genitor precisa acompanhar é a raça humana. Todos os outros não. Todos os outros nascem prontos. A única raça que nasce não pronta é o ser humano. Eu sou muito, eu gosto muito da base de da biologia. A, a, a natureza, ela fala por si. Se o único bicho que nasceu não pronto e que
precisa ser acompanhado é o ser humano, Então é porque essa autoridade ela é importante. >> Então é porque essa tutoria é importante, porque se não fosse nós não seríamos prontos. >> A vaca, se ela largar o bezerro para lá, ele pasta sozinho, ele se vira, o leão iden, eles estão programados já com tudo que eles precisam saber, eles já nascem prontos. O ser humano é o único que nasce não pronto. Ele vai se fazendo durante a vida >> e ele precisa dos genitores ao lado dele para ensinar. A natureza está falando. A cultura precisa falar
a mesma coisa. Nós não podemos falar algo diferente do que a biologia está mostrando. Ai o meu filho tem que escolher. Não, ele não tem. >> Ele não tem. Primeiro porque nós temos toda uma bibliografia que vai provar que ele não tem, porque ele não tem condições de escolher. E se você está na vida dele é porque você é necessário. E Existe uma coisa que chama subordinação ou subordenado debaixo da ordem de alguém. >> Uhum. >> A gente só vai tirando debaixo da ordem à medida que ele pode. >> Então o menino já sabe amarrar
o tênis, agora ele já pode amarrar sozinho. >> Uhum. Ele já sabe escolher roupa, agora ele pode escolher sozinho, mas uma criança de 3 anos não escolhe a roupa que ela vai estar, porque ela não sabe Temperatura, mudança de tempo, mudança de clima, mudança. Ah, mas eu desenvolvi autonomia. Não, você vai desenvolver a autonomia por outra perspectiva, não é nessa. Uma criança de 3 anos não escolhe o que ela vai comer. Ela não entende nutrição, ela vai comer fina o dia inteiro. Besteira, doce, Coca-Cola. Quem entende nutrição é você. Um menino de 15 anos não
entende de perigo social. Ele não sabe o quanto a rua é agressiva, violenta, o quanto drogas são um Problema, o quanto jogos online são um problema gigantesco >> e quem precisa saber disso é você. Então, ou essa história tem autoridade, eu não tô falando de autoritarismo, estou falando de autoridade. E aí eu gosto muito quando a gente embasa isso, porque aí tem autores e estudos que comprovam, só vai ter estabilidade psíquica ser humano que teve autoridade na infância. Nós estamos falando de desestabilização. Por isso nós estamos vendo atrocidades. Quando um filho erra, a família inteira
errou. O filho não erra sozinho. Então tem toda uma perspectiva de questões que nós precisamos olhar e a forma com que nós vamos conduzir isso. A a o filho ou ele só vai escolher quando ele tiver condições de escolher. Até que ele não tenha condições, quem escolhe por ele é você. >> É isso aí. >> E é necessário e isso é biológico. Por Que que os pais de hoje em dia negociam tanto? Porque os pais de hoje em dia querem ser amados. Nós somos uma geração de pais e mães carentezinhos. >> Nós somos doidinhos que
os nossos filhos nos amem. Seu pai perguntou para você, te pôs no col e falou: "Joel, te amo, papai. Algum dia ele fez isso?" >> Nunca. Você me ama? Fala pro papai que você me ama. Nunca. Nunca. >> Seu pai não estava preocupado com isso. Seu pai queria ser respeitado. Por consequência, ele era amado. Porque só se ama a quem se respeita. A gente não ama quem a gente não respeita. Os pais de hoje em dia fazem tudo para serem amados, por consequência não são, porque não se ama a quem não se respeita. Então, se
você tiver que negociar com seus filhos entre ensiná-los a te respeitar ou ensiná-los a te amar, ensine-os a te respeitar. A partir daí, eles vão desenvolver amor. Qual que é a perspectiva da educação atual? A gente morre de medo, de contrariar, de frustrar. Ser humano sem frustração não cresce. Ser humano sem frustração não não evolui, não desenvolve maturidade psíquica. A gente morde de medo de falar: "Não, não pode, não vai, aqui sou eu que mando." Parece que não pode falar que manda. Eu brinco lá em casa, eu falo assim: "Aqui meu castelo, minhas regras. Aqui
eu e seu pai somos o rei e a rainha. Vocês são os Vassalos. Vocês circulam aqui por dentro do castelo. Aqui a gente cria regra, descria, muda. Ah, mas ontem a senhora falou que podia." Pois é, mas hoje eu resolvi que não pode. Eu não tenho compromisso com o erro. >> A regra é minha, eu faço o que que eu quiser com ela. Se eu decidir que não vai, não vai, pronto. E acabou. Ah, mas eu já tenho 24 anos, mas você ainda mora dentro da minha casa. Aí o dia que você tiver a sua,
aí eu não vou ter Preocupação, não vou ver se você chegou, se chegou bêbado, se Aí, meu filho, ó. Welcome to the jungle. Enquanto tiver aqui dentro de casa, nós somos uma comunidade. E é bom quando for bom para todo mundo. Quando for bom para um só aqui, ó. Não, para cima de mim não vai andar direito, sim. Até porque eu tenho exemplos, eu vejo todo dia isso em consultório, o problema que isso dá quando isso não acontece. E isso não é Opinião pessoal. E isso que eu acho mais gostoso. >> Sim, >> isso não
é opinião pessoal. Isso são anos e áreas de estudos que comprovam isso. Então, qual é a questão dos pais na atualidade? O medo de frustrar e a necessidade de serem amados. Você falou muito bem. >> De onde que viu isso, Andreia? De onde que vem isso? Porque grande parte desses pais tiveram pais Que não não fizeram isso. De onde que você acha? >> E aí prometeram que iam fazer diferente. Fizeram mesmo. >> Entendi. >> Não se não se escreve algo desprezando que foi escrito antes. >> Muito bom. Pessoal rasga a cartilha, começa uma nova e
ignora essa aqui, né? para que eu pudesse eh trazer essa psicanálise que tá fazendo tanto sucesso que as pessoas estão gostando tanto, eu Precisei considerar muito Freud, Lacã, Winicot, Tine, não dá para rasgar tudo e falar: "Eu vou começar uma nova". Sabe qual que é o problema da nossa geração? Nós olhamos pros nossos pais e dissemos: "Tudo que eles fizeram foi horroroso, eu vou fazer totalmente diferente." Parabéns, fez mesmo, só que deu tudo errado. >> É, deu tudo errado. >> Porque eu brinco que os nossos pais, eles criaram uma geração bem Traumatizada. que nós não
tínhamos afeto, beijo, carinhos, conselhos, mas criaram uma geração viável. A gente quis tirar carteira, a gente quis sair de casa, a gente quis comprar carro, a gente quis casar, a gente quis ter filho. >> Uhum. >> Eles permitiram que nós continuasse existindo o desejo. O que que acontece com essa geração atual? >> Falta isso. Que legal. Isso é verdade. >> Essa geração atual falta desejo, sabia que? E aí desejo ele não permeia só a questão sexual. Aliás, ele vai bem além disso. Libido não é só sobre sexo. Libido é tudo na vida. literal tesão. >>
Tesão, >> acordar cedo, ganhar dinheiro. Eu quero ter um carro bom, eu quero viajar, eu quero conhecer lugares, eu quero comer uma comida boa. Isso é desejo. O Freud vai dizer, quando o princípio do desejo diminui, você começa a morrer. Aí eu Baixo pulsão de vida e aumento pulsão de morte. Olha o problema. Quando diminui o desejo, a pulsão de vida diminui, a pulsão de morte aumenta. Sabia que essa é a geração que menos faz sexo nos últimos anos? >> Não sabia. >> É, menos faz sexo. Até com isso vocês são desinteressado, porque o desejo
permeia todas as áreas da nossa vida. O seu pai te dava um Rala, você falava assim: "Nossa, não vejo a hora de eu ter meu dinheiro, lugar meu apartamento. >> Embora, pô, vou embora." você. Pô, vou. É, >> mas por que que eles não têm desejo, Oel? Porque a gente não deixa eles desejar. Seu filho tem uma cama de casal desde os 8 anos, um ar condicionado num quarto, um celular de última geração com iFood. Ele vai desejar o quê? >> Já tem tudo. >> O que que gera o desejo? A falta. >> A falta.
>> Se não existe falta, não existe desejo. Se não existe desejo, não tem pulsão. Se não tem impulsão, não tem vida. Olha que coisa interessante que você disse. O mundo tá com facilidades, tá abundante, as coisas são mais simples, mais práticas e isso que era para facilitar a vida das pessoas. Se não tiver um elemento aqui de consciência, piora. >> É, >> piora. Mas não veio para facilitar, veio. Mas se você não tiver critério para trabalhar isso aqui, botar botar limite, botar regra, piora. Eu quero te contar uma história também que eu a Lalas tá
aqui e a gente tava eh em 2024 a gente foi a gente foi passar férias. Onde foi, amor? Punta Punta Cana era o resort do Bob Esponja. Vamos lá. A gente foi até Punta Cana. Eu, Larissa, meus filhos, minha sobrinha, a babá, meu Sogro e minha sogra. Vamos passar aqui uma semana em Pontacana. Foi legal, gostoso. A gente tava lá, aí brincava, os meninos se divertiam. E aí eu fui pegar o café, um café da manhã, André, e peguei lá o ovo. Quando eu voltei, eu passei numa mesa, tinha um a criança com tablet assim
na mesa, assim, um pai, uma mãe e uma outra bebezinha, 10 meses no máximo e um um celular na frente dela. E eu passei, eu ouvi aquela Cena, eu falei: "Nossa, eu vi o menino, o menino devia ter uns seis anos, meu filho tinha quatro". Sentei com a Larissa, fiquei assim, amor, viu uma cena aqui agora ali do lado. Caramba, eu vou ficar muito p da vida comigo se eu deixar isso acontecer com com João daqui a do anos. Então e isso eles não vão ter tablet, eles vão ter e tudo aquilo sobre tela que
a gente já tinha isso muito claro. Aí eu parei para prestar prestar atenção, comecei a olhar Em todas as mesas. Tablet, tablet, eu não tinha percebido. Tablet, celular, tablet, celular, tablet, celular. E aí tinha uma mesa específica que o pai, eu acredito que o pai tava trabalhando, ele tava assalhando e o menino ia, pegava uma balinha, uma só e colocava na mesa assim. Pai, o pai não via um tinha umas 50 balinhas. >> Nossa, >> eu peguei a bati uma foto, eu não bati foto da criança e nem do pai, eu só bati a foto
da mesa com bala. E eu falei: "Eu também, se isso acontecer, eu também vou me arrepender." E naquele dia eu tomei uma decisão com a Larissa. que foi uma decisão irreversível. A gente toma uma decisão e não volta atrás. Não tem celular na mesa. Meus filhos, nossos filhos não usam tela, mas não é nem eles, é nem a gente. >> É, exatamente. >> Então, o celular não fica na mesa, no café da manhã, no almoço e na janta. E os meninos criam, conversam, a gente, a gente conversa, a gente não pega no telefone fica assim
em outro lugar. Foi difícil no primeiro dia, foi difícil no segundo dia, porque pô, a gente tá telefone o tempo todo no telefone. Foi difícil, foi difícil, foi difícil, foi difícil, foi muito difícil. Eu fiz um vídeo sobre isso, falei: "Gente, tomei essa decisão. Aí a turma vou tomar essa Decisão junto". E também tomou essa decisão, porque o o tablet é a facilidade. >> Uhum. >> O celular é a facilidade. É, eu sei ter filho pequeno, sabe? Tem um monte de, poxa, tem um monte de coisa, tem muita dificuldade, é um agito. Eu queria que
você falasse um pouco sobre as facilidades. Então, na minha cabeça foi assim, eu f Eu eu vi aquela cena, foi chocante para mim, eu tomei uma decisão porque eu eu olhei pro futuro, eu falei, eu vou ficar muito chateado se isso acontecer com os meninos. Então, a gente resolveu em nós primeiros. conta um pouco sobre a facilidade que tem no mundo e o que isso a o que isso provoca na mente, porque você é você é especialista em mente. >> Uhum. >> E e diferencia para mim a mente do Cérebro. >> Ótimo. >> Tá. >>
Inclusive, essa esse diferenciar mente cérebro foi a minha tese de doutorado. Diferença entre mente e cérebro. >> Foi. >> Eh, a questão das facilidades, né? Eu hoje até gravei um vídeo sobre isso. Eu falei que eu descobri um novo diagnóstico, TPP, transtorno de pais preguiçosos. >> Ai ai. [risadas] >> Transtorno de pais preguiçosas. >> Criar filho dá um trabalho tremendo. >> Muito, >> muito trabalho. >> Muito. >> Nos primeiros meses eles não dormem. Depois quando eles começa a dormir, você acha que elas morreu. Aí você acorda a noite inteira para olhar se eles estão vivos.
>> Sim. >> Até os 7 anos elas faz tudo para morrer. Eles sobem coisas, bate a cabeça, eles quebram o dente, elas rumam as doenças doida. Eles só decide que vai viver o sete. Pode prestar atenção. Até o sete a luta deles é insana para ir embora. >> Fiquei em casa um dia um rachão no meu de 3 anos, uma testa rachada. Eu sobo numa mesa, uma nós fomos na casa de um vizinho nosso essa semana, menininha de um ano, gente. Um, ela subiu na cadeira da cadeira pra mesa, ficou em pé uma Mesa de
vidro. Falei: "Isso é uma tentativa de suicídio." Até os sete eles lutam insanamente para morrer. Do sete aos 14 é aquele frag que eles fica feio, cai o dente, os braços fica grande, eles fica horroroso. Dos 14 paraa frente eles fica chato para caramba. Ou seja, criar filho é complexo, é chato, é trabalhoso. E se você é preguiçoso, aí atualmente tem recurso. >> Sim, >> porque é muito melhor a minha filha chegar hoje. Nós saímos pro aeroporto 3 horas da manhã. >> Uhum. >> Ela acordou e foi contar o que aconteceu na faculdade ontem, no
trote. Era muito mais fácil dizer: "Vai dormir, ligar a televisão do que ter que ouvir aquilo." Tava arrumando mala. tava fazendo uma coisa erada. É muito, muito mais fácil criar um recurso para justificar. Eu brinco que é transtorno de pais Preguiçosos, mas na verdade >> nós temos inúmeras atividades, então se é muito mais trabalhoso você ter que lidar com isso. Então você entrega um celular, você entrega um tablet, você dá um negócio e distrai a criança e aquele tempo que você teria ali que se desgastar, acho que foi o acho que foi até a Bia,
na Beatriz Barbosa, que me perguntou sobre maternidade, se eu acho que todo mundo tem dom. Eu acho que deveria ter teste de aptidão para ser Mãe e pai, não é para todo mundo e tá tudo bem. Acho lindo quem admite. Não quero, não posso, não é para mim. >> Sim. muito melhor do que ter de qualquer jeito, porque é insano, é trabalhoso. Você tem umas coisas que você tem que gabaritar, você tem que tirar da fralda, você tem que ensinar a andar, você tem que alfabetizar, você tem que pôr aparelho, você tem que ensinar nadar,
você tem que tirar carteira, você tem que pôr na faculdade. Ó o tanto de Coisa, até até que você põe esse bicho pronto. E aí a preguiça ela vem de quando a gente não quer lidar com essas histórias e aí você tem recurso. Quando meu filho era pequeno, Tomas, nós nós fomos sair para comer um espetinho. Deixa eu levar o celular. Eu falei: "Não vai". Na época só tinha aqueles joguinho pequenininho, minigame. Então vou levar meu minigame. Não vai também. Mas o que que eu vou fazer lá no espetinho? >> Até o espetinho chegar. Falei:
"Eu esperar. >> Ué, mas eu vou esperar fazendo o quê?" Falei: "Experimentando o tédio." Aí meu marido olhou para mim e falou: "Você vai pôr esses meninos doidinho da cabeça". Falei: "Você vai experimentar o tédio. Você vai ficar à toa esperando o espetinho chegar. Você sabe por quê?" Porque o dia que você entrar na faculdade, se o professor te der um livro dessa grossura, se você não Tivesse acostumado com tédio, você não consegue ler. >> Pô, >> como que você vai se formar, moço? Então você vai sentar lá esperar. Tinha trenzinho brinquedo quando você era
pequeno, seu pai te levava para comer alguma coisa? >> Brinquedo? >> É aqueles restaurantes que tem lá em Uberlândia tem em Minas tem restaurante que tem Espaço Kids. >> Eu não lembro não. >> Hoje tem, não tem? >> Tem. Ai ai ai. Se você levar num restaurante numa criança, não tem espaço. >> Não tem espaço. Aqui >> é uma Disneyland os restaurante. Você não tem um pingo de pais para comer. É bolinha comer na cabeça. Menino entra na piscina de bola e menino corta. E nossa, que frag é aquilo. >> É. >> A gente não,
a gente sentava na mesa, esperava comida chegar. E se fizer bagunça, >> mas hoje nós temos todo um arcabolso para facilitar esse trabalho todo que vai criando essa condição. Então é muito mais fácil. E claro, gente, claro, eu sou sensível a isso. A gente chega cansado e eu admito, você trabalha o dia todo. >> Tem gente aí lutando com a vida, pega dois ônibus, um monte de coiseira, chega Em casa 8 horas da noite, tem que fazer janta, aí menino tem dever, aí você tem que dar atenção. Claro que é muito mais fácil você propiciar
um recurso, mas esse é o ideal. Quando você foi ter filho, você imaginou que ia dar trabalho ou você imaginou que só ia ligar e desligar na hora de tirar foto pro Instagram? Tem um botãozinho de liga e desliga. A hora que vai tirar foto, eu ligo e aí depois eu desligo. Esses dias no avião, duas mulheres Comentando atrás de mim: "Ai, acho pousar lá na cidade agora não acredito que eu ainda vou ter que chegar lá em casa e cuidar daqueles meninas". Eu até olhei assim, pensei, ó: "Não acredita como, linda, quando você pensou
que você ia ser mãe, você achou que ia ser como?" >> Uhum. que ia ser assim, um mar de rosas, que é tudo bem tranquilo. Então é esses recursos que a gente vai lançando mão. Você tem que ter lucidez. Se você entrar nessa viagem, entra Lúcido. Vai ser maravilhoso. Vai ser maravilhoso. Você vai ter prazer lá na frente, como bem você diz, o trabalho devolve. >> Uhum. >> Você vai um dia chegar e vai ter muito orgulho dos seus filhos. >> Sim, >> isso vai acontecer. Mas até lá é, ó, suor. Muita coisa vai ter
que acontecer nesse entorno, nessa história. E aí, se a gente for abrir mão, eu digo o Seguinte, Joel, educada a trabalho, não educada a trabalho a vida toda. Educada a trabalho por um tempo, por alguns anos, >> mas essa educação, né, vale a pena, né? Esse esse investimento é de longo prazo, porém vale a pena. Um pai e uma mãe que não educa não tem sossego nem para morrer. >> É verdade. >> Você não tem paz para descer a sepultura do que você tá deixando em cima da Terra. Eu tenho exemplos do lado da minha
casa. >> É sofrido. Quando a gente não atua, a gente vai sofrer e vai filho. Depois de certa idade, ou você aplaude ou você chora. Você escolhe aí qual que é a sua perspectiva. Ou você vai aplaudir ou você vai chorar. Então escolha. É verdade. >> A parte difícil, os anos difíceis para depois você ter paz. E vai durar pouco, 21 anos, eles estão indo embora, eles vão viver a vida deles. Já era, dura pouco. >> Uhum. >> Filho, é um projeto de médio prazo, curto, médio no máximo. Daqui a pouco eles estão indo embora,
estão vivendo a vida deles. Você vai viver a sua em paz, fazer suas coisas, viajar, não tem gente te amolando. No máx você vai ter notícia. Meu pai tinha uma metáfora linda, >> muito bom. >> Meu pai tinha uma metáfora assim. Ele falava assim: "Minha filha, criar a filha como uma grande viagem de carro. Quando eles são pequenos, você está na frente, você dirige, você que vê o futuro, você escolhe para onde vai, você que faz tudo." E eles estão no banco de trás. Quando seu filho é pequeno, é você quem comanda, é você que
escolhe a rota. Ele falava, mas aí eles vão crescendo e aí eles sentam no banco do passageiro. Filho vai crescendo, ele começa a dar palpite, ele começa a intervir, ele começa a escolher. Aí ele falava: "Aí eles crescem mais um pouco e eles passam pro banco do motorista e você pro do passageiro." >> Agora você é só uma opinião na vida dos seus filhos, mas quem escolhe para onde vai é eles. Depois eles vão arrumar alguém, um companheiro, uma companheira e eles vão sentar no banco do passageiro e você vai pro banco de trás. Você
vai Ser só quem assiste, no máximo aconselho. E aí meu pai dizia: "E no final da vida, e esse é o melhor dos mundos e a melhor das opções, você vai virar step. Eles só vão te procurar se eles realmente precisarem". E esse é o melhor dos mundos que um pai e uma mãe pode ter. Quando o seu filho já não precisa de você para nada, ele te procura por amor, não por necessidade. Essa é a história. >> Essa é a natureza da vida, né? Essa minha lei. >> Esse é o trecho. >> Esse é
o trecho. É verdade. >> E aí você me perguntou sobre diferença entre mente e cérebro. >> Uhum. >> É, é, essa é maravilhosa porque foi o a minha tese, né, no doutorado. Aliás, é, esse é uma discussão interessantíssima que até hoje a ciência discute qual que é esse lugar onde onde há mente, onde há Cérebro. Eu gosto de explicar isso de uma forma muito simples. O cérebro é o hardware, a mente é o software. >> Uhum. >> O cérebro é a parte é o é a parte material aonde a mente se manifesta. >> Uhum. >>
Como o que que é legal pensar na mente como um software? Se ela é software, eu posso baixar aplicativos que eu quiser e eu também posso deletar aplicativos que eu quiser, >> certo? O cérebro ele é só a parte dura mesmo. Ele é literalmente uma matéria, >> só que ele funciona a partir dos softwares. >> Então, a partir do que eu coloco, essa máquina funciona ou trava. >> Uhum. >> Então, essa avaliação, ela é muito interessante. A minha mente ela é formada por coisas que eu vou baixando, que eu vou tirando, que eu vou deletando.
Então, por exemplo, dramas. >> Drama é um software que você baixou e fica rodando ali, ó. >> É isso aí. E esse software trava essa máquina aqui, ó. Então, deleta esse esse aí, tira essa história, coloca outra história. A mente ela é móvel, ela é plástica, ela é possível de de fazer perspectivas, de mudar perspectivas. O cérebro, ele vai trabalhar numa perspectiva de rodar a partir desse sistema operacional aqui que você baixar. Então, essa é a diferença entre Mente e cérebro. O cérebro é a parte material, a mente é a parte metafísica que vai ser
comportada por essa matéria. Então, basicamente é isso. Isso explica comportamento humano demais. A partir das coisas que vão sendo inseridas, há um funcionamento específico. Trauma. Trauma existe. Existe. Eu quero que isso comande esse hardware aqui. Eu quero viver a partir dessa perspectiva, desse trauma. Eu quero viver a partir dessa perspectiva, Dessa crença. E aí tudo isso funciona aqui nesse nesse mundo. Se é que se fica claro essa explicação, >> tem tem o tem o crescimento póst-traumático, né? Então tem alguém tem uma pessoa que passa por uma situação traumática e ela usa aquilo para crescer. >>
Uhum. >> Para para progredir, para avançar. cérebro, o órgão, mente, essa essa percepção tem algo acima porque A mente eh o Augusto Cur viu aqui ele falou assim: "A mente mente, >> a mente mente, >> a mente mente". Então, por exemplo, aconteceu um trauma na minha na minha vida, não tenho como negar, é um trauma, tá aqui na minha frente, trauma. Nesse trauma, eu posso representar ele de uma maneira negativa e aquilo fica uma questão que me atrapalha. ou eu posso representar aquilo, significar aquilo de Uma outra forma que aquilo me projeta, me alavanca. Quem
comanda isso? É a mente ou tem alguma outra, algum outro mecanismo? >> É a mente que comanda isso. >> Através desses dos softwares que já estão instalados na mente, tem algo ali falando assim, toda vez que acontecer um trauma, você vai ter que operar, vai pedir pro o hardware operar desse jeito é isso. >> O trauma, na verdade, ele não é o fato Em si, ele é a emoção não elaborada. >> Calma aí, vamos lá. O trauma não é o fato em si, v é emoção não elaborada. >> Fato em si, não elaborada. Ah, capotei
o carro, >> tá? >> Para algumas pessoas, isso foi uma oportunidade. A vida eh, superei, graças a Deus não morri e tá ótimo. Para outras pessoas, a emoção do medo não foi elaborada. Agora ela não dirige mais. Travou o hard. >> Trauma não é uma coisa em ah é fulana apanhou na infância e todo mundo que apanhou traumatizou. Não. >> Uhum. Traumatizou quem não elaborou a emoção da surra que levou. >> Uhum. >> Trauma é sobre emoção não elaborada. >> Isso é muito bom. Isso é muito bom. >> Não é sobre fato. Por isso, e
aí é por isso que eu sou apaixonada pela mente e por isso que eu sou apaixonada por psicanálise, porque aí você ressignifica O fato. Ah, aconteceu. É o que o Sartre vai dizer. Não importa o que fizeram comigo, importa o que eu faço do que fizeram comigo, >> certo? >> Ah, um monte de gente tinha as mesmas condições financeiras que eu. O que que cada um fez com isso? Esse é o fato. É aí que é o trauma. Ah, eu sou traumatizada porque eu não estudei, porque eu não tinha livro, eu tinha tudo para ser
traumatizada. Que que eu fiz com isso? Eu elaborei essa emoção. Ah, eu não tenho livros, meus pais não podem comprar, mas eu não sou uma coitada por isso. Eu vou procurar um colega mais legal aqui de sala que deixa eu sentar do lado e vou me virar aqui. Vou comer biblioteca nos intervalos, vou me virar. Olha a emoção elaborada. >> Sim. >> Então não existe um fato que é traumatizante ou traumático. A tal coisa É traumática. Não depende da elaboração. Quando há o trauma, o trauma trava o hardware. Aí realmente você fez a leitura certinha.
Você acredita que esse seu jeito de pensar é para todo mundo sem exceção 100%. Essa capacidade de ressignificar, reelaborar. Dá para ser desse jeito? Todas as pessoas parte da premissa que elas querem, tá? Eu quero, Joel, eu quero, André, eu quero. Eu quero. Estou Comprometido. Me ensina, me ensina. Vou abrir aqui o meu coração, meu tempo, minha energia, meu comprometimento. Me ensina. Você acredita que é possível? >> Eu acredito porque eu parto do pressuposto da neurobiologia. Nós nascemos iguaizinhos em termos de hardware. >> Em termos de hardware, sim. >> Se eu te der um computador
e der um para ela idêntico, os dois partem do mesmo lugar. >> OK. Agora vai aí do que que cada um vai pôr no seu. >> OK. >> Mas partem do mesmo lugar. Você acha que a sua, eu costumo brincar assim, tudo que um ser humano é capaz de fazer, eu também sou. >> Sim. >> Eu posso não nadar igual você, mas eu posso nadar. >> Sim. >> Eu não posso achar que você porque você Tem um chamado divino, porque você tem filho. Não, eu posso não fazer igual você, mas se você tem tudo que
um ser humano normal é capaz de fazer, eu também sou. Eu partir do mesmo lugar, ué. >> Sim. Nós temos a mesma capacidade. Ah, mas André, aí tem o é aí que interfere, né, a questão do da genética e da epigenética. >> Genética, todos nós nascemos com uma configuração de computador idêntica. Epigenética é um ambiente. Aí é o que que vai moldar? Aí é o software que você vai colocar. André, você acha que todo mundo pode partir desse princípio? E talvez essa minha fala seja muito, essa minha ânsia, essa minha compulsão de falar para as
pessoas. É pela crença que eu tenho nisso. Exatamente. Eu acho que todo mundo tem condição de ter uma vida muito melhor. Eu acho que à medida que a gente vai quebrando esses paradigmas, essas crenças, esses softwares, >> você identifica ali um software, você fala: "Cara, isso aqui é vitimismo, eu não vou ficar nessa pro resto da minha vida, eu não quero viver assim". e você deleta aquele software. Então eu parto do princípio que a gente foi entregue esse computador para todo mundo, todo mundo saiu do mesmo lugar. E aí não tô falando de condição financeira,
não tô falando disso, tô falando de neurobiologia. >> Uhum. >> Agora dali pra frente aí realmente aí é cada um com a sua história. Aí é a forma que vai conduzir. >> Podemos chamar isso também de crença, certo? >> Podemos. >> Esse o o software crença, uma crença que se instala. >> Uhum. crença algo que eu acredito, eh, ou uma percepção, um modelo mental ou mindset, assim por diante. Tá lá uma forma como eu enxergo um evento, uma Determinada coisa. É fácil mudar de uma de uma crença, vou vou chamar ela agora de crença, de
uma crença que não é edificante para uma crença edificante, é fácil, é simples, o processo leva a ter muitas etapas. Porque imagina o seguinte, uma pessoa chega e fala assim: "Andreia, eu percebi que eu tenho uma crença limitante com dinheiro". Aí você fala: "Tá, me conta sobre essa crise limitante". Eu percebi que eu não gosto de dinheiro, que eu me Afasto dele, que eu tenho um senso que eu não mereço, por isso que eu não acesso esse cara. Após a essa identificação, você acredita que a a reestruturação dessa crença é um processo simples, rápido, longo?
Como é que é isso? É, não, não é simples. Parte de dois princípios. A tomada de consciência não quer dizer mudança. Primeiro eu preciso tomar consciência, mas isso é só 50% do processo, >> tá bom? Depois vem a mudança ou a ressignificação. Então não é simples, porque é um processo denso, porque primeiro eu preciso ter a coragem de olhar para mim corajosamente e olhar as coisas que não estão funcionando. E é aí que a maioria das pessoas travam, porque as pessoas ficam se justificando. Ah, eu tenho um, eu não estudei porque meus pais, não sei
o quê, não sei o quê. Se você ficar se justificando, você já já trava aí o negócio. Uhum. >> O autoconhecimento e a autoconsciência passa pelo fato de que eu preciso admitir as questões. Só se perde aquilo que se admite que tem. Eu só deixo de ser ciumenta se eu admitir que eu sou ciumento. Então a tomada de consciência e e eu acho que talvez essa seja a parte mais difícil, a tomada de consciência. você sentar, olhar e dizer: "Cara, tem um Monte de coisa aqui que não tá legal não. Isso daqui eu preciso mudar".
As pessoas estão falando e muitas vezes eu nego, eu acho ruim, eu me magoo, mas eu preciso olhar para isso. Os resultados não estão legais. A Bíblia diz: "Pelos frutos vos conhecereis". Quando eu trabalhava em empresa, eu eu trabalhava muito com indicadores, com scorecard. E eu falo que eu sou uma pessoa de indicadores. >> Eu sou muito preocupada com resultado. Até em terapia eu era preocupada se os meus pacientes estavam evoluindo. E tudo que eu faço, eu sou muito preocupada com resultado, porque as pessoas te reconhecem pelo seu resultado. Não se engane. >> É isso
aí. >> Não se engane. Se você não der resultado, as pessoas não vão te enxergar. E isso é bíblico. Pelos frutos vos conhecereis. Jesus chega na figueira, enfia a mão, não tem figo. Jesus amaldiçoa e a figueira seca. Ninguém vai bater palma paraa sua ausência de resultado, porque você tá só existindo. Não, não, não, não. Você vai ser reconhecido por aquilo que você faz, por aquilo que você produz. E aí a gente tem que ter a, eu adoro essa palavra, a pachorra. >> Uhum. >> De sentar e avaliar os seus resultados. Não é, não sou
eu que vou te falar, não. É você. Você já tem mais de 21 anos, Você tem condição. Senta, pega um caderninho, avalia as áreas da sua vida e vê se tá legal, vê se o seu físico tá legal, vê se a sua saúde tá legal, vê se o seu financeiro tá legal, vê se o seu intelectual, mas de forma brutalmente sincera. Avalie os seus frutos. Não sou eu que vou falar a respeito de você. Quem vai depor a favor ou contra você são seus frutos, são seus resultados. Isso depõe contra ou a favor de você.
E sob dá para negar. Número não nega. Resultado, não nega, indicador não nega. >> Sim. >> É sobre isso. Então, tomada, processo de mudança. Primeiro, tomada de consciência. Eu gosto muito tempo, né? >> Eu gosto muito da Bíblia. Eu cito muito a Bíblia, mas eu cito a Bíblia como um livro histórico de comportamento mesmo. Eu acho que um dos melhores já escritos. Eu gosto muito quando o rei Davi escreve num salmo que ele diz assim: "As margens do rio Babilônia sentei e chorei". Eu Fico imaginando essa cena. Eu imagino que ele devia estar numa alta
avaliação danada. Ele deve ter sentado falado: "Gente, que que eu fiz dessa vida minha?" Às vezes a gente precisa parar, sentar as margens do nosso, rir o Babilônia e chorar, falar: "Que que eu tô fazendo do meu casamento, da minha vida, da minha saúde, do meu físico?" Eu lembro que eu falo que quando eu tinha 18 anos, assim que eu prestei vestibular, entrei na faculdade, aí Entrei, já comecei aquela farra danada também, né? Normal, quer dizer, comum, normal, não, comum. >> Uhum. meninaiada, trote, baderna, bebedeira. E um dia eu tava meia tonta na rua com
uns amigos meu numa farra da nada lá em Uberlândia. Uma senhora parou, me olhou, falou assim: "Você é filho da dona Maria Helena?" Falei: "Sou. Você André é filha da dona Maria Helena?" Falei: "Sou". Ela falou: "Gente, como que uma árvore tão boa gera Um frit fruto tão ruim desse?" >> Você ouviu isso? >> Falou na minha cara aquele dia. Eu falei: >> "Caramba, que forte". >> Falei: "É, eu preciso mudar de vida. Isso aqui não tá legal. Isso aqui não tá bom. como que uma árvore tão ruim gerou um tão boa gerou um fruto
tão ruim desse? Então é essa autoavaliação. Primeiro para mudança, eu preciso me Avaliar, reconhecer as minhas qualidades, os meus pontos fracos, o que eu quero mudar, o que eu quero abrir mão. E aí eu preciso colocar isso em prática. Eh, só tomada de consciência e não colocar em prática vira drama. Quando >> ó, né? Ó céus, ó Deus, ó mundo, ó minha vida. >> Então não, B, eu falava muito pros pacientes do processo terapêutico, a Tomada de consciência ela é só 50% do processo. A pergunta é: que que nós vamos fazer com isso agora? Você
descobriu? Legal. Mas e aí? Você vai sentar e ficar chorando sobre isso? >> Eu encontro muita gente nesse lugar que só descobre, tá? E daí? >> E aí passa por outro processo agora que é o cérebro, né? O nosso cérebro ele é maravilhoso porque ele é um dos poucos, uma das poucas partes no nosso corpo que tem uma mudança tremenda até a hora da Nossa morte. E o nosso cérebro tem um processo maravilhoso que é a neuroplasticidade, que é a recolocação ou novas possibilidades, sinapses, é apagar um caminho neural e criar um outro caminho neural.
Você tá acostumado a reclamar de tudo. Isso é um caminho neural. Isso é fácil. Certo? >> Sua sinapse tá criada ali. O naturalmente quando vem um estímulo, a sinapse já vai dirigir para isso. Por Quê? Porque o nosso cérebro vive em modo de economia de energia. Ele não quer ficar criando nova sinapses o tempo todo, porque isso dá trabalho. Então ele já tá acostumado com um caminho. Aconteceu um negócio, reclamar, reclamar, apagar essa sinapse e criar uma outra da trabalho. É um novo caminho. É abrir uma picada na mata. É exatamente assim. O nosso cérebro,
ele vai abrir um novo caminho, isso vai gerar tempo. Aí vem Aristóteles E todos os outros teóricos falar no poder do hábito. >> Uhum. >> Ali é hábito, é virtude. E virtude é hábito exercitado. >> Uhum. >> Até que se transforme em virtude, o Aristóteles vai dizer: "Todo hábito precisa virar virtude". >> Certo. >> Ah, agora é virtude. Eu sou corajoso. Mas antes disso eu precisei exercitar a Coragem. coragem >> por muito tempo, até que isso virasse uma virtude e rolasse no piloto automático. Agora rola no piloto automático. Assim é com esporte, assim é com
musculação, assim é com leitura, assim é com tudo nessa vida. As coisas não acontecem por dom. Ai ai ai, eu faço agora. Não tem sofrimento. Há uma uma uma um distância entre o resultado e aquilo que eu preciso alcançar. Eu brinco que antes do aplauso, o sucesso, Primeiro você paga o preço, depois você recebe os louros. >> Uhum. >> Antes do aplauso vem o custo. Antes dos seus músculos ficar bonito, vai demorar aí uns do tr anos de dor. >> Isso. >> Antes de você ter um intelecto desenvolvido, você vai precisar passar noites lento. Você
não vai improvisar isso. Você não vai improvisar. Ah, mas tem a Iá. Você só vai virar alguém burro Com assinatura premium. pagando por mês. Ô, >> ô, André, você trabalha com empresário? >> Trabalho muito, a vida inteira trabalho. >> Qual quais, quais são os Quais são os gargalos? Quais são os dramas? Quais são os anseios? Quais são as dificuldades que os empresários colocam na tua mesa, assim, na tua frente? Assim, >> você fala em terapia ou no geral? É, pode ser no geral, mas que você consegue Olhar com o teu olhar de psicanalista, de psicanalista,
assim, você consegue encontrar o caminho do pensamento dele e o do sucesso ou do bloqueio do gargalo. O que que eles trazem assim para você? >> Você sabe as coisas que os empresários mais trazem é que ah, eu falo que não existe vida profissional e vida pessoal. >> Uhum. >> Ai, fulano, você tem que ter uma vida profissional. Não, isso aqui é profissional. Você não pode misturar o Profissional com o pessoal. Não, não existe isso. Nós somos um ser holístico, nós somos um ser uno. Não há separação. O que você é no pessoal, você é
no profissional. Se a sua vida pessoal está ruim, está toda deteriorada, isso vai afetar diretamente todo o resto. Então, as grandes questões em consultório que eu mais atendia, o grande drama dos empresários era que eles tinham uma vida pessoal, assim, não, claro, obviamente a grande maioria, mas que eles tinham Questões pessoais dramáticas e que isso acabava vulnerabilizando e fragilizando as entregas deles nos no trabalho. as mais diversas formas. Uma vez eu fiz uma palestra, nunca me esqueci disso, fiz uma palestra num evento gigante da Coca-Cola, uma convenção comercial e falei, falei tudo e a minha
palestra, ela é cheia de de perspectivas, porque eu falo disso aqui mesmo, é quem eu sou, eu não performo, nunca performei. Ao final do evento, o Diretor veio e falou assim: "Olha, deixa eu falar um negócio pra senhora. A palestra da senhora foi fantástica. Vai ter um coquetel, a senhora não vai me ver aí. Eu tô indo embora. Não é porque eu não gostei da palestra, é porque eu preciso ir para casa rápido e ver se dá tempo ainda de recuperar meu casamento. Então é é por aí. >> Cara, se você tem uma vida pessoal
ruim, se a sua vida tá bagunçada, >> Uhum. A incoerência, ela é o pior cupim do seu sucesso. Quando eu fazia faculdade de filosofia, eu escrevia sobre Rousseau. Eu comecei a estudar Roussea no primeiro ano, Jean Jaque Rousseau. >> Uhum. >> Que eu era apaixonado no Rousseau. Rousseault escreveu sobre pedagogia, sobre como educar crianças e ele escreveu um livro clássico, o Emílio, que ele falava sobre educar filhos. No quinto ano de faculdade de filosofia, quase me formando, escrevendo 4 anos sobre Rousseau, estudando Rousseau, eu descobro que o Roussea teve sete filhos e deu todos pro
pro o rei criar, pro governo dele lá criar. Ele não criou nenhum porque ele odiava criança. Falei: "O quê?" Fui lá no meu professor, falei: "Olha, o senhor é meu orientador, tô seis meses de formar, mas eu vou abrir mão. Não vou escrever sobre Rousseaô, não. Você tá Ficando doida?" Falei: "Não, vou escrever sobre Rousseaô, vou começar a estudar NIT." Mas você estudou 4 anos e meio sobre Rousseau. Falei, mas ele deu os filhos dele tudo para os outros. >> É incoerente. >> Aí o meu professor falou uma coisa que eu precisei ficar surda também
para isso. Ele me olhou e falou assim: "Você nunca vai fazer sucesso na vida porque você não sabe separar a obra do autor". E graças a Deus eu fiz sucesso sem ter Que separar a obra do autor. Para mim essas duas coisas estão coladas. >> Muito bom. Muito bom. Muito bom. >> Quem você é, meu querido? depõe sobre o que você faz. >> Muito bom. >> Eu caráter para mim. Outra coisa, eu falei, outro dia eu falei isso até numa viagem aqui em São Paulo. Meus sócios ficaram com um olho desse tamanho. Nós conversando sobre
qualquer coisa, eu Falei: "Deixa eu te falar um negócio. Se você trair sua esposa, quer que sobra para mim, filhão? Se você trair a pessoa que você deita na cama com ela, comigo você vai fazer o quê? Você tá louco? >> Andrea d na canela. Não tem conversa com ela. Não é? Pap! Pum pum! >> Uai! >> Tome! Gente, ela é a mãe dos seus filhos. >> Você fez isso com ela? >> Você dorme com ela, ela compartilha sua vida financeira, ela entra dentro de você, você entra dentro dela. Você teve coragem de traí-la, o
que que sobra para mim, filhão? A primeira oportunidade que você tiver, você vai me dar uma rasteira. Eu eu não tenho preconceito com absolutamente nada. Religião, condição sexual, nada. Eu só tenho preconceito com caráter. Eu sou super preconceituosa com caráter. >> Uhum. Se eu percebo que a pessoa tem um caráter mais ou menos, eu já tenho 200.000 pés atrás com essa pessoa. >> Eu acho que se você não, se você não, não valoriza sua mãe, não ama sua mãe, não honra sua mãe, se você não cuida da sua esposa, da sua família, você traz sua
esposa, que é isso? O resto do mundo >> é, >> dá licença, não vai. Você tem uma Você tem uma uma base eh católica também, é católica cristã. Me conta um pouco esse teu lado. >> Hoje eu sou cristã, né? Eu eu ainda frequento a Igreja Católica. Eu gosto, eu falo que é o rito que me aproxima de Deus. >> Para mim, religião são caminhos. Caminhos. Tem vários caminhos para ir pro Rio de Janeiro. Cada um escolhe um, >> certo? Cada um vai de um jeito. Tem um caminho que tem mais flor, tem um Caminho
que é de terra, tem um caminho que é de asfaltos, cada um escolhe um, aquele que lhe melhor lhe convier. O rito católico me faz muito bem. Eu amo a eucaristia. Eu gosto do cheiro da igreja. A entrar numa igreja 3 horas da tarde sem ninguém para mim assim é uma catarse. >> Uhum. >> Mas eu sou cristã. Eu eu prefiro me denominar cristã. Eu eu não tenho um culto específico assim, ah, Especificamente não. Eu gosto do rito católico, até porque fui freira, enfim. Gosto do rito católic. >> Você foi freira? >> Fui. >> Pera
aí, André. Vamos lá. Você foi freira? Você foi gerente de banco, >> diretora de banco. Você agora empresária podcast. Como é, como é que é tudo isso aí? Que antes do podcast começar, você falou que você foi gerente de banca e foi pr também. Fui, Eu comecei a faculdade e aí eu sempre amei irmão de rua, que o povo chama de mendigo, eu prefiro chamar de irmão de rua. E eu no intervalo da faculdade eu ia pra missa, sempre gostei de missa, sempre gostei de rezar. E antes passava na praça, ficava ali 1 hora, duas
horas com os irmãos de rua. E eu falo que eu aprendi coisas fantásticas com eles, fantásticas, maravilhosas. E aí eu fazendo faculdade e tal, ia paraa missa e rezava e ficava com os irmãos de rua. E aí eu fui percebendo que eu gostava muito de estudar, de rezar e de cuidar de irmão de rua. Falei: "Ué, freira, ué, freira, reza, estuda e cuida de irmão de rua." Falei: "Bingo, tranquei a faculdade, fui pro convento." >> Ah, você trancou, ó. >> Tranquei, falei: "Eu vou concluir a faculdade, depois que você passa o noviciado você pode estudar,
né?" Falei: "Quando eu terminar o noviciado, eu volto pra faculdade, porque eu eu tinha Uma sede de estudar." Eu falei: "Não vou abrir mão de estudar, mas eu vou pro convento". E fui e foi maravilhoso. Foram anos, eu falo que nenhum doutorado na vida vai me dar o que o convento me deu. Foi assim fantástico. Eu aprendi coisas maravilhosas. >> Como é que é a rotina de uma freira? >> Nossa, é maravilhoso >> assim no dia a dia, assim na prática. Como é que funciona? >> Nós éramos de uma ordem mendicante. Então para começar que
a gente tinha que pedir. Ganhou, comeu. Não ganhou não come. Nós éramos uma ordem mendicante. A gente pedi. Que >> que é mendicante? que pede, que mendiga, >> que mendiga, >> que bate na porta e fala: "Moço, tem alguma coisa aí sobrando para você oferecer?" Ah, tua vida era assim. >> Ah, sim. >> E aí o quer >> beber? Pede, >> pede. >> Quer beber uma água, >> quer ter um carro? Pede, reza, pede para Deus prover, para alguém vir fazer uma oferta. >> Tá. conta mais essa experiência [risadas] da oferta de pedir algo super
caramba, que não que não ia acontecer. >> Uma combi >> e que aconteceu. >> A gente precisava muito de uma combi. >> Hã, >> porque a gente ia no Ceasa, ganhava verdura, fazia sopa e à noite levava essa sopa para as praças. Aí cortava unha, cortava cabelo, fazia curativo e depois dava sopa pros irmãos de rua. E a gente precisava muito de uma combi, porque como que ia levar essas verduras tudo em carro normal? Então precisava de uma combi. E aí a madre sentou com a gente lá, ó, nós vamos começar a orar, vamos pedir
a Deus para Deus arrumar um provedor, alguém que faça essa oferta Dessa combia aqui pra gente. Aí a gente rezava, aí comentava com os padres da paróquia, olha, se tiver alguém que vocês sabem que querem fazer uma oferta e realmente Deus providenciava. que a gente rezava para Nossa Senhora da Divina Providência providenciar e ela providenciava mesmo. Só que foi muito interessante essa história dessa combi, porque sempre, por isso que eu falo, a Bíblia é um compêndio maravilhoso demais. Na Bíblia Tem um versículo que diz: "Casa dividida não prospera". >> Boa. >> Se você quiser uma
coisa, sua esposa quiser outra, conversa até chegar no denominador comum. Se cada um puxar para um lado, não acontece. Se o seu filho, se você fala uma coisa, sua esposa desfala, aí cientificamente também tem toda uma explicação. A desautorização mina autoridade. >> Uhum. >> Então, se um quer uma coisa, um quer outro, chega num denominador comum, porque casa dividida não prospera. A a madre chegava e conversava: "Olha, irmãs, nós vamos pedir uma Kombe, a próxima oferta que entrar vai ser para comprar uma Kombi". Beleza? Tá todo mundo concordando? Todo mundo concordando. Certeza. Certeza. Então, a
partir de agora, a próxima oferta é para combi. Beleza? Examo um mês, dois meses, três meses, Nada de oferta para essa combi. Um dia amado chamou todo mundo, falou assim: "Gente, casa dividida não prospera. Alguém não está com o coração nessa combi. Alguém aqui não concordou porque não está acontecendo o processo e sempre acontece, vai, vem alguém, vem um provedor, não deu outro. Uma freira levantou a mão, falou: "Ah, porque desde a hora que a senhora falou, eu achei que a gente deveria usar esse dinheiro para uma outra obra, numa fazenda de Dependência química, não
sei o quê. Eu não concordei. Ela falou: "Minha filha, então por que que você não falou? A gente teria discutido aqui três dias intensamente, 10 dias até concordar, mas para que acontecesse." Aí conversamos todo mundo, >> concordou, passou uns 20 e poucos dias, >> recebeu oferta. >> É como que é a rotina de uma freira? Freira, Acorda, reza, vai tomar café, reza antes. Tudo reza, reza o dia inteiro. Tá na oficina trabalhando, reza, agradece por tudo que tem, não desperdiça nada. Nós tínhamos um paninho, todo mundo tinha um, né? Um, a gente chamava de corporal.
Você punha aqui na sua frente, punha seu copo, ia tomar café ou jantar, almoçar. Acabou de comer, por exemplo, café da manhã, os pozinhos que ficava aqui no paninho, Você dobrava o paninho, fazia assim, ó, jogava no copo, punha um pouquinho de água, misturava e bebia, porque não fomos nós que trabalhamos, então nós não temos direito de desperdiçar nem o mínimo. Então, precisa valorizar o esforço do outro. Então, tinha todas essas questões, tinham todas essas regras, horário para dormir, horário para estudar, tudo. >> O que mais te ensinou na vida que você carrega pra vida
ter sido feira freira? O que mais me ensinou no meu tempo de freira >> é que você carrega hoje paraa sua vida e que você usa esse ensinamento até hoje. >> Ah, Joel, foi assim, é respeitar as pessoas, perceber que existe uma dimensão que a gente não acessa, aliás, eu acho que esse foi o grande ensinamento. Existe uma dimensão que a gente não acessa, que ela não é física, que ela é metafísica. Existem coisas que a gente não consegue explicar e que elas Não nos levam para um outro lugar. Eu acredito nisso piamente assim, eh,
a forma com que a gente vive, a forma com que a gente existe, aquilo que a gente vibra, ação e reação, aquilo que você planta, você colhe, isso tudo formata você e isso te leva para um lugar que as coisas vão acontecendo naturalmente. Eu acredito muito em sincronicidade. Pessoas boas atraem coisas boas. Eh, a existe um lugar que esse lugar não é um lugar físico, não é um lugar que a gente Acessa. Eh, uma vez eu estava em Curitiba já próximo um ano antes de sair do convento, e tinha um um irmão de rua, ele
chamava Barba, tinha apelido de barba, né? Ficava lá na porta da catedral me indicando lá. E toda vez que eu passava, a gente conversava, não sei quê. E um num dado momento eu percebi que o Bárba tinha sumido. Sumiu, desapareceu. Falei: "Ah, devem ter matado o Barba aí à noite". acontecia, os irmãos desapareciam, depois você Tinha notícia. Passou uns dois meses, o Bárba reapareceu com uma cicatriz aqui no rosto gigante e cego, sentado lá na escada. Falei: "Barba, o que que aconteceu?" "Pois é, irmãzinha, você acredita? Tava usando droga, me levaram pro mato, me deram
um tiro no rosto porque eu tava com dívida de droga, fui levar para hospital, acabei perdendo a visão, não sei quê". Fiquei super entristecida com a situação. Os irmãos colocavam ele lá, ele continuava lá Pedindo esmola. Passa alguns dias, estou eu de novo chegando paraa missa. Só que eu estava lá no meio da praça, lá no meio. E o Barba começou a gritar: "Andreia, Andreia, vem logo, vem logo, saudade de você". Eu pensei: "Ué, esse Barbara tá mentindo. Ele disse que tava cego. Como que ele sabe? Eu tô lá no meio da praça." >> Ahã.
>> Fui, cheguei perto dele. Quando eu Cheguei, eu falei assim: "Ó, você tá de truco, né? Você disse que tava cego?" Ele falou: "Não, mas eu estou cego. Eu não enxergo não". Falei: "Como que você sabe que era eu que estava chegando?" Ele falou assim: "Andreia, você pode mudar sua voz, o seu jeito de ser, mas existe uma luz em você que mesmo cego eu consigo enxergar quilômetros de distância. Existe algo em cada um de nós que nos identifica. >> E isso nós vamos levar pra vida. E isso ninguém vai te tirar, isso ninguém vai
te roubar, isso você não forja. Você não vai forjar aquilo que você nasceu para ser, você vai ser. Você só precisa não atrapalhar. Não atrapalha. Tem coisa que a gente faz que atrapalha, não atrapalha, deixa as coisas serem como elas têm que ser. Como diz a Bia, né, Ana Beatriz Barbosa, a natureza é sábia. >> Sim. >> Deixa a natureza trabalhar. Você já nasceu com uma grande chance de dar certo. No meio de 200 milhões de espermatozoides, você chegou. Não foi por acaso. >> Isso é verdade. >> Não atrapalha a natureza que vai dar certinho.
>> É verdade. >> Nossa, muito bom. Você vai tomar café ou chá? >> Água. Chá e água. >> Chá e água. Tenho dois amigos aqui que são queridos lá de Minas também, que eles têm uma empresa chamada Cheirbom. >> Ah, de café. >> Café. Conhece? >> Aham. Cheir bom. São patrocinadores aqui do JJ Podcast. >> Ai, que delícia. >> Então, gente, cheir bom. Obrigado mais uma vez por nos apoiar. >> Se você quiser conhecer mais sobre a cheirmão, maior ecossistema de cafés, Franquias espalhadas pelo Brasil todo e até fora do país. Mais de 1000 franquias.
Se você quiser ser um franqueado da Chirim Bom, que tá três anos com a gente aqui no JJ Podcast, do Wilton, né, do Edu Andrea conhece lá, então o link tá aqui na descrição para você conhecer. Aí eu fiz um quadro aqui no cheirinho bom que é assim, ó. Café com conselho. Agora vai ser chá com conselhos. >> Chá com conselho. >> Você tá no meio da tua tarde, você tá lá na tua casa e você quer sair para tomar um chazinho, para pedir um conselho. Eu quero saber quem é essa pessoa, qual conselho você
pediria e o que que você acha que essa pessoa te responderia? >> Para quem eu pediria esse conselho? >> É qualquer uma, tá? Pode ter morrido. Pode ser que você nunca tenha conhecido essa pessoa, falado com ela. >> Talvez eu pediria um conselho como eu pedi para você. >> Você pediria um conselho >> para você? >> Para mim? >> É >> hoje. >> Aham. >> Então pede conselho. >> Como se manter no sucesso? Porque fazer sucesso não é o mais difícil. O difícil é se manter. Não vou nem falar sucesso. Aliás, vou falar sucesso. Sim.
Há uma grande diferença entre fama e sucesso. >> Uhum. >> Fama é ser popular. Isso qualquer um pode ser. >> Fazer sucesso é estar bem-sucedido naquilo que você acha importante. Família, vida financeira, sua profissão, o seu físico. E eu te vejo assim, >> sim. como essa pessoa que aquilo que você elegeu como importante, você fez Sucesso, mas mais que fazer, você se mantém nesse sucesso. Então a minha pergunta é para quem tá começando nessa história, como se manter nesse lugar? >> Caramba, que legal. Eu já perguntei isso várias vezes pr as pessoas aqui também. >>
Eu nunca recebi uma pergunta dessa. Eu acredito que eu nunca recebi. Não, não tô lembrado. E que que honra poder responder essa pergunta. Se você me enxerga desse Jeito, a primeira coisa que eu sugiro que você agora você tem expoência, você é uma expoência, uma expoente, né, na internet, eh, não confundir moda com tendência. Algumas pessoas se confundem, elas entram num hype, então tem, ah, isso aqui agora do hype, eu tenho que falar. Existem assuntos que são hiper delicados e que se você falar você corre mais Risco. Tem assuntos que você se você se você
ataca as pessoas naquele assunto sem querer atacar, mas elas se sentem atacados, aquilo não é muito legal. Não não confundir isso, não, não entrar em moda, tomar cuidado com moda. Tem coisas que são tendências. >> Uhum. >> Colocar conteúdo na internet é tendência. Falar do jeito que você fala é tendência. falar desse do assunto que você fala é tendência, mas tem coisas Que não não são não, são apenas ondas e tem muita gente que se perde aí. A segunda coisa, Andréia, eu acredito que é ver bem com quem você caminha junto e pede conselho, porque
pedir conselho é uma coisa muito bacana. Na Bíblia tem, né, me ajuda, mas é mais ou menos assim, né? Existe sabedoria na multidão de conselheiros. >> Uhum. Provérbios, Salomão. >> Provérbios. Então, pedir conselho é sempre uma boa e Ver bem com quem pede, porque mais importante do que pedir um conselho, é para quem você pede esse conselho, porque às vezes um conselho, um pedido de conselho paraa pessoa errada, ela te coloca numa estrada errada, né? Então, saber para quem você pede conselho na jornada, acho que é bem importante. E acho que a terceira coisa é
o jeito que você faz uma coisa, você faz todas as outras coisas. Ah, >> eh, hoje eu quero te contar uma história. Hoje, nesse momento que eu gravo esse podcast com você, tem um tem um senhor aqui no, eu gosto de contar essa história, tem um senhor aqui no no prédio comercial que eu gosto sempre de falar assim, palavra do dia para as pessoas. A pessoa fala foco, determinação, consistência, isso, isso, diligência. Aí a primeira vez que eu cheguei aqui no prédio, eu perguntei para ele palavra do dia. Ele Falou: Salmo 91. [risadas] Ele mandou
uma palavra da Bíblia, >> palavra literal, palavra do dia. >> Eu não me conhecia, nunca tinha visto eu falar. >> Ai, que ótimo. >> Eu adorei. Eu falei: "Incrível, muito bom. Amém". Aí no outro dia eu cheguei com o carro, palavra do dia dele, eh, provérbios, eu anoto todas, todas. E aí ele virou o seu Ivanildo, palavra do dia. Eu eu fui pros stories, falei dele >> e hoje ele dá 110 palavras a 120 todos os dias. As pessoas param o carro, passa. >> Mentira. >> Todo dia, Andreia. >> Todo dia >> as pessoas param.
Eu tô subindo com o carro. Ih, fila, ele lá é provérbio, não sei o que lá. Todo dia. Mentira. >> Fizemos um Instagram para ele, >> agora tem mais de 5000 seguidores. >> Seu Ivanildo, palavra do dia. E todo dia Ele fala: "Bom dia, palavra do dia". Hoje eu encontrei com ele e ele falou assim para mim: "Nossa, uma coisa eu vou falar, é muito pessoal que ele falou hoje e tem a ver com que a gente tá conversando com a G." Ele fala assim: "Você é assim, Joel? Você me conheceu desse jeito. Você não
você não está com com as pessoas pel aquilo que elas podem te dar, mas aquilo porque elas são. Ele quis dizer o seguinte: eu era um anônimo, Joel. Eu tava aqui no estacionamento, hora anônimo e hoje eu tenho mais de 5.000 seguidores no Instagram porque você falou para para estar no Instagram. E eu por dentro falei assim: "Silvano, senhor não tem ideia o quão bem o senhor me faz. Todo dia eu recebo uma palavra do Senhor. Todo dia. Eu que te devo, eu que tenho que te ajudar. Você todo dia me para e me acalanta
meu coração. E ele falou: "Por Isso que você sei lá, tem tantas pessoas que gostam de você. Eu paro um pouco para pensar. Lembrei do meu pai, lembro da minha mãe e eu não quero que o coração seja roubado. Eu acho que o seu coração não vai ser roubado com essa com essa sua fama e com essa sua >> a quantidade de pessoas que você fala. Eu vi um corte. Tinha 30.000 comentários na >> Nossa. É, eu nem consigo acompanhar. >> 30.000? Eu não lembro nem o que você Falou. Eu só vi a quantidade de
pessoas comentou. >> É uma loucura. >> Uma loucura. Imagina a quantidade de identificação que tem com você, com o teu jeito de falar, com a tua simplicidade. Eu adorei o jeito que você fala. E esse teu jeito de falar, ele vai te levar muito longe. Bom, já tá te levando muito longe. Então, >> minha sugestão é continue sendo você. Eu Eu fiz essa pergunta pro Neymar pai também. Deixa eu sou muito amigo do Neymar, da família Neymar, Neymar pai. E eu perguntei para ele, acho que 2021, Neymar, que que eu não posso errar, cara? Aí
ele falou assim: "Só continua fazendo, não esquece o que te trouxe até aqui. Você não foi verdadeiro, honesto, leal, justo. É isso. Não deixa de fazer isso. Eu tava esperando uma bala de prata, sabe assim, uma super mensagem assim. E ele não, cara, continua. >> E eu acredito nisso piamente. >> Continua. Eu acho que as pessoas se perdem porque elas começam de um jeito, crescem bem, depois daqui a pouco muda tudo. >> E muda. >> E confirmando isso que você falou, o motorista foi nos buscar. >> Uhum. >> Aí ele falou: "Você já conhece Joel?"
Falei: "É só pela internet, tals, admiro muito ele." Ele falou: "Nossa, você vai Ficar encantada". Ele é aquilo tudo, mas ele é muito melhor. Ele é um dos melhores seres humanos que eu conheço. Falei: "Sério?" Ele falou: "Não, mas ele é uma pessoa muito gente boa. Ele é, se você já gosta dele na internet, ele é muito melhor. Falei: "Você trabalha com ele há muito tempo?" Ele falou: "Não, tem uns três ou quatro meses, mas é já é a pessoa melhor, a melhor pessoa que eu conheci na vida". >> Olha, meu motorista, sabe como que
eu Contratei ele? Deixa eu te contar a história. Como eu contratei meu, eu já contei isso no podcast, hein? Meu motorista João. João, vamos lá. Por tudo certo, né? Eu amo tocar. Amo, toco desde que eu tenho 11 anos de idade. >> Que isso? Violão, >> violão, banjo, guitarra, contrabaixo. Eu tenho uma garagem de band, eu escrevo música. Se acho que se eu não fosse o Joel aqui do da educação empresarial, Desenvolvimento, eu seria músico. Tem pés, dois pés atolado na música. Aí eu sento para entrevistar meu motorista. Vamos lá, motorista, tudo bem? Nome é
João, já li seu currículo. Preciso de um motorista. Eu vi que você tem 20 anos de experiência, já trabalhando nessa empresa assim, assim, assado: "Sim, senhor. Tô vendo que o senhor gosta de ler, né?" Dele: "Não, eu gosto de ler." Falei: "Ponto." Eh, algum problema em trabalhar com de terno e gravata, João Dere? Não. Eu sou um cara que assim, vou para lá e para cá de carro, o carro tem que estar limpo, organizado. Algum problema com isso? Não. Eh, bebe? Não posso ter motorista que bebe. Não, não bebo, não fumo. Tem filho? Tenho. Sério?
Checklist assim, André. >> [risadas] >> Tem alguma coisa mais, João, que você quer me dizer que você faz? Ele tem nas horas vagas. Eu sou Lutier. Você sabe o que é Lutier? >> Não sei que que é. >> Lutier é quem faz instrumento musical. >> Ah, é verdade. É verdade. >> Mentira. >> Eu sério. Eu sou Lutier. Lutier tá contratado, >> gente. >> E uma gargalhada na sala. Daqui a pouco eu dou. Mas eu toco. Mentira que você toca. Olha aqui meus instrumentos. Olha aqui meu cavaquinho, meu banjo, meu violão. A Larissa aparece na sala.
Tá Acontecendo aqui? Vocês estão rindo, gargalhando. Eu falei: "Você sabia que ele é lutiro? Mas ele a gente que é um motorista". Não, mas ele >> ele é um motorista e lutir, >> ele é um motorista e lutiro. Eu nunca vi um negócio desse. Ele tá muito contratado [risadas] aqui. Então, minha relação com ele eh, bem nesse sentido. Eu gosto de contar essa história porque acho que ele sentiu, né? Verdade. Ele é Um ótimo motorista, mas também é uma pessoa que muito sensível. muito. >> Ele é sensível. Olha eu falando do motorista João. Eu falei
do Ivanildo e do João. Eu vou ter que trazer o Ivanildo e o João fazer um podcast. >> Ele falou: "O Joel é muito legal. A Lala também é muito gente boa. >> Ele é muito querido. >> O Sartre Gel fala assim: "Meu inferno São os outros". E por que que o Sátrio fala que >> meu inferno são os outros? >> E por que que meu inferno são os outros? Porque quem diz de mim é o outro. Porque é ele que fala das minhas entregas. Não adianta eu achar que eu sou boazinha. Se quem convive
comigo não acho. Eu falo que o melhor depoimento é da audiência. >> Peguei, peguei, peguei. >> Quando o seu motorista diz que você é Uma das melhores pessoas que ele já conheceu, essa fala é muito válida. As pessoas, a gente acha que a gente é, mas as pessoas nos experimentam. Por isso meu inferno são os outros, porque é o outro que diz das minhas entregas. Sou eu. Não, não adianta eu achar que eu sou inteligente, eu achar que eu sou legal, eu achar. Se quem convive comigo não acha. >> Exato. >> Eu falo que acho
que uma das dos Depoimentos ou talvez das frases, sei lá o que é homenagens mais bonitas que eu já recebi, mais do que top of mind, mais do que qualquer coisa, foi quando agora no meu aniversário meu filho escreveu, pôs uma foto de nós dois no Instagram e escreveu assim: "Eu não preciso buscar inspiração na rua, eu tenho inspiração dentro de casa. Você é a minha maior inspiração. Isso para mim já pagou a conta. Sim, já tá pago. Se eu puder ser inspiração pros Meus filhos, a conta paga. >> Eu trabalho todo dia para ouvir
isso também. Aí eu ainda não ouvi. >> Mas vai. >> Mas eu vou. >> Vai. O trabalho devolve. >> O trabalho devolve. Eu vou vir todo dia. >> Vai. Eu falo que inspirar é algo muito sério, muito sério. O seu filho, ele vai aprender a ser homem com você. Isso aí. >> A psicanálise e outras ciências já vão dizer isso. Quando na infância a gente Introjeta um homem e uma mulher, em geral os pais. >> Uhum. >> Ou a figura de afeto mais próxima. O homem que o seu filho vai ser é muito aproximado do
homem que você é. Isso é inspirar pessoas. E e ainda além disso, esse trabalho que a gente desenvolve de rede social e de podcast, enfim, por exemplo, a sua funcionária emocionada quando me viu, ai você transforma minha vida, tal. Quantas pessoas me dizem Isso? Quantas pessoas me mandam mensagens? Ai, é isso é minha terapia diária. Ai, saí da depressão porque eu ouvi isso. Ai, saí de um relacionamento narcisista. Tá? E melhorei meu casamento. Alguns dois meses atrás, eu recebi um testemunho maravilhoso de uma pessoa que está em tratamento de câncer de mama e ela falou:
"Aonde a senhora foi fizer podcast? Conte isso pras pessoas. Eu só suporto a quimioterapia porque eu fico assistindo os podcasts de Vocês e é isso que me faz não ter enjoo e não ter que parar a quimioterapia. Só por ela já valeu a pena. >> Só por ela. Se você inspira pessoas, você já cumpriu assim, ó. Santa Terezinha do Menino Jesus dizia: "Se eu salvar ou levar só uma alma pro céu, minha missão nessa terra já tá cumprida." Só uma. Já imaginou quantas almas a gente, quantas pessoas a gente transforma? Você inspira jovens a empreender,
você Inspira casamento, você inspira as pessoas a cuidarem da saúde, você inspira o seu motorista? Que isso? Nós somos, nós somos muito beneficiados, >> muito, >> muito. Deus nos deu uma missão linda demais, >> muito linda, >> pesada, mais linda, >> pesada. >> Mas é, a gente tem aquela frase, né? Quando o peso tiver grande, não peça Pesos mais leves, mas pernas mais fortes. Prepara, prepara perna, pernas mais fortes. Caramba. André, André, me fala uma outra coisa aqui. Uh, quais são teus objetivos esse ano? Quais são teus projetos? Publicamente aqui, ó, no JJ Podcast com
audiência gigante, eu quero te fazer uma pergunta. Como que eu já posso te ajudar no na tua jornada? Me dê vontade de fazer essa pergunta. Eu queria te ajudar mais, contribuir mais contigo. Tem alguma Coisa que eu posso fazer por você? Eu, minha equipe, minha esposa, não é uma coisa que eu falo em todos os podcasts, mas eu senti vontade de falar isso agora. Como que você pode me ajudar? >> É, >> é, é. E e eu sou muito assim, né? Eu sou muito visceral e eu me expoio muito. Eh, você pode me ajudar me
orientando, talvez me mentorando, talvez me aconselhando. Qual que é a grande questão hoje? E talvez eu até me emocione. >> Uhum. >> Só tem 365 dias que isso tudo aconteceu. Eu saí de uma audiência de 10.000 pessoas para 45 milhões 15 milhões somar tudo rede social. Só que o que mudou foi a audiência. Eu não mudei. Uhum. >> Eu continuo a mesma pessoa. Uhum. >> E isso tudo está um turbilhã. >> Eu não sei eh, como me comportar assim no sentido Privado dessa palavra. Eu não sei o que eu posso, o que eu não posso.
Eh, eu eu não sei eh como tratar as pessoas. Eu não sei como dizer não para algumas situações, às vezes eu me excedo. E é em trabalho mesmo, não na minha vida pessoal tudo OK. Aliás, essa é a grande questão. >> Uhum. >> Eh, talvez você pudesse me orientar na minha vida profissional, >> OK? >> O que fazer com isso tudo? A minha vida pessoal tá muito OK, mas eu sou muito compulsiva. Então, por exemplo, tivesse 10 podcasts hoje eu faria, porque eu tenho dificuldade de falar não. >> Uhum. Porque eu acho que um monte
de gente tem que ouvir, porque eu acho que esse conhecimento tem que alcançar um monte de gente e eu não coloco limite. Por exemplo, minha filha fala: "Mãe, tá impossível. Eu saio com a senhora, eu faço uma pergunta, quando eu olho pra Senhora me responder, a senhora já se perdeu no meio das pessoas. A senhora já está tirando foto. Mãe, é impossível almoçar com a senhora, é impossível jantar com a senhora. A senhora a gente se perdeu. >> Uhum. >> Outra coisa que me machuca demais, eu falo que não é fácil. Muitas vezes, eh, eu
sempre fui muito honesta, eu sou extremamente honesta. E duvidarem da minha honestidade, questionarem a minha Honestidade, me criticarem, isso me machuca num nível que talvez não machuque as outras pessoas. >> A minha mãe sempre disse para mim: "Minha mãe, meu pai, o que você tem de mais precioso é seu nome, você não tem nada além disso. Zele por isso até o fim". Então, lidar com essa eh às vezes crueldade das pessoas, isso é muito difícil. descontextualizar aquilo que eu falo e o que eu faço, Duvidar das minhas intenções. Tudo que eu faço é muito intencional.
Óbvio que eu preciso de dinheiro, eu preciso sobreviver, mas não duvide nunca das minhas intenções. Você falou: "O que que você espera para esse ano?" Cara, eu quero transbordar na vida das pessoas. Eh, Deus já me deu muito, Deus me abençoou muito e eu quero transbordar. Transbordar é ir além da borda mesmo. E eu eu falo que hoje se eu quisesse eu poderia ir morar e mudar pro meio do Mato e não fazer mais nada. Hoje se eu quisesse atender online eu cobraria uma grana horrorosa por causa da consulta, viveria tranquilamente dentro da minha casa.
Eu não me exponho assim porque hoje é um prazer e um gozo. Eu me exponho assim porque tem uma pessoa fazendo quimioterapia que nesse momento ela precisa ouvir um podcast. >> Uhum. Eu me exponho assim porque tem uma pessoa que não sabe educar o filho e não vai ter acesso nunca a isso. Eu me Exponho assim porque o Brasil é o país mais ansioso do mundo e se trata saúde mental nesse país como se fosse palhaçada e essa conta nunca vai fechar, nunca vai ter um terapeuta para todo mundo. Então se a gente puder falar
e as pessoas ter mais acesso à saúde mental de forma simples e conseguir tomar melhores decisões, já tá valendo a pena. Então, por isso que eu me exponho. Eu não me exponho por prazer. Eu não precisava mais disso a Essa altura da minha vida. Não precisava. Eu faço por pela real intenção de transbordar. E isso às vezes me traz sofrimento. Talvez aprender a lidar com isso, talvez estar ao lado de pessoas como você que eu acredito. Acredito mesmo que você deve lidar muito bem com isso. Como eu disse, eu te enxergo. Eu acredito que você
deve lidar bem com isso. Alguém, [risadas] alguma coisa você faz paraa sua cabeça ficar o que Dizer não. Como não se, como não se exacerbar? Como não acabar com a sua saúde? Como não se desgastar? A sensação que eu tenho é que às vezes eu sou uma vela, ela ilumina, mas ela vai se consumindo. >> Uhum. Você tá cansada? >> Às vezes eu fico cansada. >> Físico, mental? >> Físico, principalmente. Fico principalmente. Se eu sair para almoçar aqui e se alguém 20 pessoas me pararem e Eu tiver que abrir mão do meu almoço, eu vou
abrir mão do meu almoço. Eu acho inadmissível. A minha assessora brinca assim, ela já trabalhou com outras pessoas, enfim. A fala: André, as duas pessoas que na vida mais me deram trabalho, você e o Mickey, que uma vez trouxeram Mickey no Brasil. >> Uhum. >> Eu vou para uma palestra, ah, não vai ter foto, mas eu vejo um monte de gente tirando foto. Aí eu não querendo foto, Aí eu não consigo. Eu desço do palco, eu fico lá 1 hora 3 horas tirando foto. >> Uhum. >> Eu vou ali no shopping, tem uma senhora que
assiste meus vídeos e não sei o quê. Não, o prato vai ficar de lado, eu não vou almoçar. Uma pessoa me manda mensagem 3 horas da manhã no Instagram e ela não me conhece e ela começa a falar um negócio. Eu vou responder. E às vezes meu marido fala: "Meu bem, você precisa se cuidar, você exacerba. Você não sabe O limite parar, você não sabe a hora de parar. Não sei mesmo. >> Esse é um negócio para você ou essa é sua vida? >> Essa é minha vida. >> Você quer transformar sua vida em negócio?
Sem perder a vida? Porque vira e negócio a mesma coisa. sem perder a vida. Sem perder a vida. É. E também isso parte também de um lugar, Joel, eu não sei de onde você saiu, né? Mas eu sei de onde Eu saí. >> Uhum. >> Eu vim de um lugar de muita falta. Eu vim de lugar onde faltou quase tudo. >> Uhum. >> Só não faltou amor, carinho e respeito. Todo o resto faltou. Meus pais me permitiram que a gente passasse fome, mas vontade a gente passou demais. >> Uhum. E quando você vem da falta,
você tem Dificuldade de colocar limite no excesso. >> Uhum. >> Às vezes eu precisaria fazer menos palestra por mês, mas eu falo: "Cara, tem um monte, tá? >> Tá pipocando, é fácil. >> Por que não? >> Você precisam? Vamos embora." >> E aí, esse limite? Eu estou longe de saber como que coloca esse limite. Eu não sei fazer isso ainda. Eu não sei Lidar com essa com essa esse movimento tanto favorável quanto desfavorável. A Bia me ajuda muito. Outro dia ela brincou comigo e falou: "Como que você vai tirar férias no resort? Você tem que
>> não vai. >> Você tem que alugar uma casa. Eu fui pro resort. >> Eu eu eu tenho a mesma coisa que você, mas eu consegui já aprender um pouco mais. Também saio na rua, sou parado, as pessoas me param na academia, me pede conselho. Eh, esses dias eu cheguei 5 horas da manhã para treinar com sono. Academia é 24 horas e eu fiz a primeira puxada. A primeira, uma pessoa colou no meu J, você acha que eu tenho que mudar de carreira, eu tenho que fazer transição de carreira. E eu comecei a conversar com
a pessoa. >> Aí, >> se não for para fazer isso, eu nem saio de casa. Eu não saio de casa para me irritar. Eu não me irrito, mas eu fico cansada. >> É isso. Eu também não me irrito, né? >> Eu não me irrito. Eu não trato ninguém mal sobre nenhumas circunstâncias em nenhum aspecto, mas eu fico cansada. Então, quando eu não quero eh me cansar, não saio. Então, Joel, vamos passar um uma Vamos no parque aquático. Putz, eu adoro parque aquático, mas não dá mais Para ir no parque aquático. Isso, >> Joel. Vamos num
resort na no carnaval. Nossa, que delícia passar o carnaval no resort. Mas não dá mais. >> Mas eu consigo ir nos lugares. >> Você falou uma coisa preciosíssima. Eu não me chateio, eu me canso. >> É, >> às vezes as pessoas me pedem mil desculpas. Ai, desculpa, tô interrompendo seu amor. Realmente eu não, eu não acho ruim mesmo. >> É, também não. >> Eu sinto maior prazer do mundo. Eu acho que tá honrando a minha vida. A pessoa querer tirar foto comigo. >> Não é muito legal. >> Que isso? Isso é uma baita de uma
honra. >> Ó, você senta com a família. Tô lá com a Larissa. para almoçar rapidinho e eu vou comer a primeira assim ó. Joel, desculpa, eu sei que você tá almoçando, mas eu preciso tirar uma foto com você. Desculpa. Aí eu Paro, levanto, não precisa pedir desculpa. Eu trabalhei minha cabeça, eu trabalhei para isso. >> Eu trabalhei para isso. O meu trabalho foi para fazer isso. Eu tenho uma uma forma quando eu tô cansado, quando eu tô exausto porque eu fico, quando eu tô cansado, quando eu chego em casa de madrugada, quando eu saio cedo,
quando eu faço um evento e ter que tirar foto com centenas de pessoas, quando a fila para autografar o livro tem 3 horas, Depois de mais 4 horas de palestra, eu tô cansado com dor nas costas, com dor no joelho e eu fico pensando, não vi os meninos hoje, não guiar. Eu sempre penso no dia um. O dia um era tudo que eu queria era isso. >> É, >> eu trabalhei para ter uma fila me aguardando, pessoas me esperando, pessoas me pedindo opinião, eu trabalhei para isso. Então não esqueça nunca do Dia onra. É, então
quando você tiver cansada descansa >> e e coloca só limites. Hoje eu acho que você já é capaz de colocar alguns limites. Por exemplo, você talvez hoje só precise trabalhar final de semana se você quiser. >> É, >> então eu não trabalho final de semana só se eu quiser. Se aparecer uma oportunidade diferente, bacana, que ela é uma exceção da regra Lalas, exceção da Regra, vamos, vamos, ó, tô indo, tudo bem, mas aos final de semana eu não não trabalho. Eu escolhi fazer essa essa energia toda no dia de semana. Outra coisa, a primeira reunião
do dia, que eu faço várias reuniões, é sempre comigo. >> Eu vi você postando isso fantástico. >> Sozinho. Eu preciso ir pra academia. É questão de sanidade mental. Joel, você faz a sua meditação, faço levantando o peso. Eu preciso estar sozinho, levantando peso, fazendo força, Pensando, ah, mas aí você vai para uma academia que tem um monte de gente, então se eu não quero me irritar, eu treino na minha casa. >> É, >> eu treino ela todos os dias. Eu faço na minha casa, eu vou sozinho, vou para outro lugar, eu bato numa piscina. Então,
a primeira reunião do dia tem que ser comigo. Não trabalho final de semana, levo meus filhos paraa escola, Eu coloco para dormir, às vezes não consigo, Larissa coloca para dormir. Então a gente tem tem esse mecanismo. E quando eu vou pro trabalho, ah, eu dou meu melhor. Não é nem o máximo, porque às vezes a gente dá o máximo e só chega cansado. Eu quero dar o meu melhor. Quer dar o meu melhor que as e que também junto tem o meu máximo. E por fim, já faz parte do meu do meu jeito de ser,
eu não reclamo. >> Ah, eu também não. >> Nada, nada. Tem ano passado, eu lembro que bem no finalzinho eu sentei com o time e falei assim: "Quantas entregas nós temos que fazer?" Compromissos. Andreia, eu tinha 100 compromissos em 84 dias. >> Nossa Senhora. >> Eu olhei 84, faltam 84 dias. São compromissos. Olhei para aquilo dia um e nesses compromissos tinham compromissos assim que eu ia dormir 3 horas. E teve um dia que eu quase reclame que eu já tava ass no dia, sei lá, 65 e eu olhei minha agenda. Aí eu falei: "Eu vou
para lá, vou para cá, vou para lá, vou para cá, vou bater em casa, vou dormir 3 horas, vou voltar e vai ter mais, mais, mais". Eu botei a mão na cabeça assim, não reclama. Falei, olha, eu vou conseguir, eu tô saudável, tá tudo bem, legal. Tem gente aguardando. Bora, bora, gente. Vai dar tudo certo. Eu trabalhei esse esse negócio em mim. Por quê? Porque tinha três, quatro pessoas ao meu redor me ouvindo. Minha equipe. Se eu reclamo, eles reclamam. >> Mas você viu o que eu te falei da autocompaixão? Se você fica com dó
docedou, mingau >> azedou. >> Ai, tadinho de mim. Tem 100 coisas, 84 dias. Coitado de mim. Não crio meus filhos, não vejo meus filhos. Não adiantou fazer tanto, tô faz sucesso, mas não tenho vida própria. Ó, dozinha. >> É isso. Então, não tem reclamação, tem os meus limites. Eu trabalhei para isso dia um, porque a riqueza para mim, dinheiro é muita coisa, riqueza para mim é tudo. A riqueza para mim, ela precisa ter o meu trabalho para gerar realmente o dinheiro legado à obra, né? A obra, tem que ter obra. E a obra é pelo
trabalho. Tem que ter tempo para curtir o tempo com as pessoas que eu quiser. >> É, >> tem que ter saúde. E a minha saúde é espiritual, física, emocional e tem que ter a paz. Se eu não tivesse paz. E quando eu chego em casa com corpo exaurido de 84 dias sem parar nenhum dia sequer, todos os dias exaurido e meu corpo tá surrado, eu falo: "Que benefício eu tenho? Que honra ter surrado o meu corpo em prol de algo que eu tô construindo, em prol do meu patrimônio. E aí eu, Porque assim, >> volta
pro Rum, >> eu também sou um, eu também sou cristão. E, e Deus escolheu você por algum motivo e me escolheu por algum motivo. Tem gente que também fala o que a gente fala, tem gente também que tem o coração que a gente tem, mas não tem seus 10 milhões de seguidores, não tenho meus 15 milhões de seguidores. Eu não sei exatamente como é que foi >> essa escolha. >> Deus nos achou trabalhando. Nós estávamos trabalhando. Enviei a sua mensagem 4 anos atrás e ele falou: "É, você, vocês têm que falar com esse tantão de
gente. Bora. Tem um versículo na Bíblia, Joel, que eu adoro. Fala assim: "As bênçãos te alcançarão." >> As bênçãos te alcançarão. >> Só se alcança quem tá correndo, >> é quem tá em movimento, quem não para. >> As bênçãos vão te alcançar, mas você Precisa estar em movimento. O trabalho devolve. Se Deus te encontrar trabalhando, é bem possível que coisas fantásticas acontecerão. >> O trabalho de volv que você já falou duas ou três vezes. Eu vou te contar a história dessa frase. Eu não criei essa frase. >> Nossa, eu amei essa frase. >> Ela saiu.
Ela ela ela. Eu vomitei ela. Não, não Foi. Ah, deixa eu parar aqui. Hum, hum. 2011 eu eu eu foi o pior ano da minha vida. Fiquei depressiva, fiquei acima do peso, tinha um relacionamento, separei, fui demitido da faculdade, quebrei o meu negócio. E eu tinha um apartamento lá em Santos que eu tinha comprado e foi a maior felicidade na minha vida em 2009. Em 2011 eu percebi que eu não ia conseguir pagar o apartamento e tava na planta porque eu não conseguia pagar semestrais e e eu me embolei e eu tive Que devolver o
apartamento. Para mim foi frustrante, foi horroroso. E aí eu solto uma publicação no Facebook em 2012. Gente, quem quem gostaria de comprar meu apartamento do L 2012? Eu gostaria de comprar apartamento triste. Eu teve três curtidas e eu fui uma. [risadas] Eu curti assim, pelo amor de Deus, o algoritmo manda pra galera comprar esse apartamento. 2019, bem bem sucedido, bem casado, com Filho. Poxa, tinha acertado financeiramente, minha vida tava maravilhosa. Num escritório nosso, em frente à praia, no melhor prédio comercial de Santos. esquecido dessa história. E o Facebook tinha uma mania de lembrar, ó, não
tem essa mania. >> É, aconteceram três anos. E aí, ó, esse post aqui 7 anos atrás, olhei, era o post do apartamento. Eu tava sozinho, Larissa tava em Goiânia E eu leio o post 7 anos para trás, olhei pro meu escritório, olhei pra minha vida, um império, >> peguei o telefone do nada. Gente, acabei de receber uma mensagem agora do Facebook que fala disso, que fala disso. Eu queria falar para vocês, não desista. E eu começo a falar e eu começo a falar e no meio eu falo: "Não desista, porque o trabalho devolve. O trabalho
devolve o trabalho. Eu choro, me emociono, >> nossa, >> e solto. Enxuei a lágrima, não é mais coisas e fui embora. Meu Facebook bombou, meu WhatsApp bombou, era tudo que eu precisava. J o trabalho devolve, o trabalho devolve. Meu Deus, que frase maravilhosa. Eu falei, não criei não, ela saiu. Que é aquela frase do Pablo Picasso, né? Eu não sei se a sorte existe, mas se ela existir, que ela me pegue trabalhando, [risadas] que ela me encontre >> e essa frase, ela é tão profunda em todos os aspectos. Ontem, ontem à noite, eu usei ela
numa palestra de pais. É >> porque eu falava de toda a dificuldade da paternidade, da maternidade, eu encerrei falando, mas o trabalho devolve. Você vai ter prazer de um dia ter orgulho dos filhos que você tá gerando. >> Nossa, >> há trabalho em tudo. Há trabalho. >> Há trabalho em tudo, >> mas o trabalho devolve. >> Mas o trabalho devolve. Nossa, que papo bom. [risadas] Obrigada. Tá. >> Também adorei. Eu que te agradeço. >> Adorei. Queria falar que eu estou à sua disposição para qualquer coisa que você precisar mandar mensagem para mim. Vai ser um
prazer tá com você nessa jornada, qualquer que seja, tá bom? >> Eu que te agradeço. >> Conta comigo, poxa, João, me ajuda. Palestra não, palestra deve tá bombando. Livro, mentoria, curso, tá perto, conteúdo, negócio, ecossistema, qualquer que seja a sua necessidade, sua vontade, você pode contar comigo. >> Opa, eu te agradeço demais. É só Deus para te pagar assim. E acho que ter você poder ter essa referência. Eu falo que atualmente a a pessoa que eu tenho conversado e a única pessoa que eu tenho conversado é a Bia. E ela às vezes me dá Umas
dicas e fala: "Minha filha, segura sua onda". Ela é maravilhosa. >> Ela sentou aqui nessa cadeira tem umas três semanas atrás, né? >> A Bia é fantástica. >> Não, foi final de dezembro. >> Foi dezembro, a Bia, não é possível. >> 7 de dezembro. >> A Bia falou assim para mim: "Eh, gostei de você". Ah, falei: "Por quê?" "Porque o João foi me buscar a motorista e o João falou bem de você". >> Ah, tá vendo? >> Ela falou a mesma coisa. A Bia é uma querida. >> João, tá indo bem. Tô te botando. Aquele
cachê de R$ 100. >> Esse nosso lugar, ele é muito solitário. Esse lugar que a gente chegou, ele é muito solitário e ele é muito desgastante. >> Sim. >> Você não você não tem espaço para muito erro, não. E aí não dá para compartilhar Com todo mundo. >> É, você vai subindo, vai ficando cada vez mais sozinho. A medida que você cresce, o alvo cresce nas costas também. E aí você vê pessoas que, poxa, eu achei que eu não tinha gente que que não gostava de mim, mas é isso. >> Tem, tem gente que não
gosta. >> É isso. >> Você já estudou a escala de Hawkins? >> Não. >> Escala de Hawkins ele é um psiquiatra, Não é um psiquiatra não. Ele é um ele é um físico e ele tem escalas de campos energéticos. Então ele fala assim que 200 Hz daqui para cima da >> da vibração daqui para cima. >> Tá legal. Então assim, culpa, medo, frustração, tá tudo aqui embaixo. Então, quando as pessoas estão muito frustradas e tão culpadas e você tá num campo energético aqui em cima vibrando, você até sabe que ela tá vibrando num campo Menor
do que o seu, mais baixo do que o seu. E se você for para aquele lugar, você é pego ali. >> É. >> Então, quando alguém fala, te acusa, te ataca sobre algo que você não é, ela tá falando sobre ela, tá falando sobre quem a gente é. Então, se a gente permite vir para cá, errou. Então a gente fica, opera num campo vibracional diferente e o objetivo é puxar a pessoa para um campo vibracional Mais alto. Zero vitimismo, zero, não tem que ter autocomiseração, vitimismo, culpar os outros. Qual que é a coisa que mais
te irrita? >> Lerdeza. Detesto. Gente lerda. >> É, >> tem pavor. >> Vamos, vamos, vamos. Bora. >> É, não. Nossa, lerdeza me mata. >> Nossa senhora. É >> pessoa lenta, não é nem lenta de Entendimento, é lenta de ação. >> De ação. >> Porque entendimento tá tudo certo. >> Tá tudo certo. >> Às vezes a sua ficha vai demorar para cair aí alguns anos, mas entendeu? E aí põe para põe em prática. Aí fica ali patinando, patinando, patinando. Isso me deixa. E eu sou muito exigente. Como eu sou exigente comigo, eu sou exigente no geral.
Não sei se você é assim também que eu sou. Ah, eu sou com a minha Equipe. >> Nossa, >> espaço um apurado, porque como eu entrego aqui, eu exijo esse nível de entrega também, né? >> É isso aí. Para trabalhar com >> É, >> e tem uma coisa legal, né? A gente não pede nada pros outros que a gente não faça. >> É isso. >> Você é rápido. Quero, quero que você Seja rápido, eu também sou. Quero que você seja um nível de excelência alto. Eu, poxa, eu também sou. Pô, não reclame. >> O apóstolo
Paulo, ele ele fez uma frase corajosa demais. Sede meus imitadores. >> Uau! Você ter coragem de falar isso paraas pessoas é pesado. Falar paraos seus filhos, não. Ó, quer modelo aqui, ó, imita mim. Faz o que seu pai tá fazendo que vai dar certo. Tudo que eu fizer, vocês podem fazer. Falar dentro Da sua empresa, paraos seus liderados. Sej meus imitadores, segue a mim. Se vocês me seguirem vai dar certo. Eu sou referência aqui, ó. >> Caramba, >> gostei. >> É. Oi. Então, você poder fazer isso, isso é, isso é grandioso. Então, assim, e aí
eu acho que é esse lugar, né? É porque como a gente exige, mas é porque a gente faz, né? >> Uhum. Uhum. >> Então assim, não há espaço para para dizer. >> Por isso que tá aqui, ó. Foi a primeira coisa que você falou. Dá para falar. Eu falei: "Qual o algoritmo da coragem?" Você falou: "É só você ter os os valores alinhados". Se você tem os valores alinhados, você é isso mesmo, então me segue. Por quê? Porque eu sou, não vai ter problema. Vamos embora. >> É, é isso. E aí é a chave de
tudo. É a chave da empresa bem-sucedida, é a chave De filhos bem criados. Sede meus imitadores. O dia que você tiver coragem de falar isso paraas pessoas, você pode ter certeza que sua vida vai voar. >> Muito bom. André, antes de eu te fazer a última pergunta dessa conversa maravilhosa, deixa aqui teus contatos. >> Claro. >> Fala aqui como é que a turma te acha, manda mensagem, conhecer você, teus produtos, teus programas. Pode ir. Espaço aberto para você. >> Instagram @andreacasenvermonte com Tudo. No YouTube, Dra. Andreia Vermonte. O canal tá maravilhoso, a gente disponibiliza mais
conteúdo, com mais tempo de tela, aí a gente aprofunda narcisismo, psicopatia, educação de filhos, porque aí você pode trabalhar mais os conteúdos, né? >> Um bate pronto às vezes do Instagram e de outros. >> E a gente tem uma plataforma www.andreevermon.com.br. Lá tem todos os cursos, tem formação e psicanálise, que é maravilhoso. Estamos com mais de 20.000 alunos, graças a Deus. >> Temos o Instituto André Vermoníses já, graças a Deus. Tem curso Escola para Pais, que é três meses para transformar a educação dos seus filhos. Tem Código da Calma, que é um curso que trata
sobre ansiedade. E lançamos agora a André e a uma inteligência artificial >> com tudo que eu já escrevi, já pensei e Toda a bibliografia da de psicanálise. O que que é André Iá? Se você tem uma crise de asma de madrugada, você tá com muita falta de ar, você não vai para hospital? >> Sim. >> Você quebra a perna, o seu filho cortou de madrugada. Não. E se você tem uma crise emocional de madrugada, o que que você faz? >> Você vai estar dormindo, mas a Andréá tá tá pronta para conversar com você. >> A
qualquer momento você tem ali uma inteligência artificial que não substitui uma terapia e a cada inserção ela vai falar sempre, em todas as inserções ela fala, mas procure uma ajuda especializada. Mas ela vai te trazer todas as orientações, reflexões, perguntas para te tirar desse estado. Por que que eu criei isso? Exatamente. Por essas perspectivas aqui. Às vezes no podcast alguém perguntava: "Tá, mas como que eu saio do estado de Procrastinação?" Aí minha cabeça fazia 10 perguntas que eu faço que vai te levar à lucidez. Por que que você tá procrastinando? E depois eu vou te
dar umas três sugestões práticas de como parar de procrastinar, >> certo? >> Eu não vou conseguir fazer isso em tempo de tela curto, >> certo? Então essa inteligência artificial, ela vai fazer isso tudo. Ela desde questões relacionadas à ansiedade, Eh, sei lá, fazendo simulação com os meus alunos, alguém mandou a pergunta: "Minha irmã está dando de cima do meu marido, o que eu faço?" [risadas] Aí eu pus lá na I, maravilhoso. Aí ela vem trabalhando primeiro, o que que isso mexe com você? A insegurança, o ciúme. Depois vamos a vamos alinhar essa visão. Será que
realmente ela está dando em cima do seu marido? Faça-se essas perguntas. Então é é fantástico, muito na linha daquilo que a Bia falou, não Vai terapeuta para todo mundo. Todo mundo precisa de terapia, sua conta não vai fechar. >> Então popularizar a saúde mental não é canibalizar o mercado. Eu quero morrer quando algum colega fala assim: "Ai, mas isso aí você vai fazer com que as pessoas saiam do consultório. Meu amor, se você vive da desgraça alheia, você merece é passar fome. Se você tá querendo que as pessoas fiquem doentes para você ter gente no
seu consultório, Então dá licença. >> É, é, é. Amor de Deus, >> onde que tá essa >> aí? Vai na linha do não querer descobrir a cura pro câncer. >> Onde que tá essa inteligência artificial? Onde que acha? Tá no >> na Hotmart. >> Tá. >> Tá. André e a >> muito legal. >> É muito legal. Ela é fantástica. Baratex. >> Baratex. >> Baratex. Uma assinatura R$ 30 por mês. >> Baratex. >> Baratex. muito massa. Você faz pergunta, ela ela vai te levar para um universo maravilhoso. Toda a bibliografia de de psicanálise, de psicologia, tudo
que eu já escrevi, já pensei, já falei, já dei entrevista. Então, tá tudo isso lá. Eu falo assim, Joel, aliás, pega o meu livro, meu bem, por favor. Eu falo que Eu amo os meus filhos. Assim, os meus filhos são todos os meus projetos. Não é só o Tomás, mas a Beatriz, mas eu sou metida com tudo que eu faço. Eu acho a Iá maravilhosa. >> Eu acho o curso de formação e psicanálise fantástico. Eu acho o livro fantástico. Eu trouxe para você de presente. >> Ah, obrigado. Freud explica. Eu traduzo. Psicanalista e doutor em
neurociências André Vermon. Olha só que maravilhoso. Gente, >> esse livro é uma delícia porque a cada tema tem um exercício terapêutico no final do tema. Então ele te leva para um mergulho assim. >> Onde dói? A culpa não é da sua mãe. Olha que legal. Ah, prático, gostoso. >> É, é como se você tivesse conversando comigo. Ele é uma linguagem bem tranquilísim. >> Ah, eu vou estudar. >> Autografa para mim da Ah, já tá. Ah, já Tá. Oh, Joel recebou com carinho de quem te admirar há anos. Que gostoso. Obrigado, Andreia. Última pergunta pra gente
finalizar é a seguinte. Eu sempre finalizo com essa pergunta. Você tem a possibilidade de falar com 8 bilhões de pessoas, mandar uma mensagem >> e essa mensagem vai chegar para 8 bilhões de pessoas direta e reta, curta e grossa. Que mensagem seria essa? >> Não desista de você. Há dois anos atrás, como eu te procurei, eu procurei centenas de pessoas. Eu nunca desisti de mim. Quando eu tinha 5 anos, um empresário lá de Uberlândia, Tubalvela da Silva, ele era dono da TV Integração, TV Triângulo, a TV Globo. >> Uhum. primeira repetidora da Rede Globo no
interior do Brasil. Tinha Rede Globo no Rio de Janeiro e em Uberlândia e meu pai era vigia na TV Integração, guarda lá na porta. E ele contava desse Dr. Tubal e eu era louca para conhecer esse Dr. Tubal. E aí meu pai falava assim: "Filha, quando vocês vierem aqui aos domingos, se ele tiver aqui, eu te apresento ele. Por que que a gente ia domingos? Meu pai tinha um Fusca, sete filhos e não tinha combustível. >> Eu falava pra minha mãe, Maria, dia de domingo pega os meninos, vai a pé pra TV e a gente
volta de Fusca. 5 km caminhando com essa meninaiada. E um dia chegando lá na TV, meu pai sinalizou, falou: "Corre, minha filha, Dr. Tubal tá Ali, eu tinha 5 anos." E ele vinha numa Mercedes Branca, bem vestido, bem sucedido, como eu e você hoje. >> Uhum. >> E pessoas que estão em outra condição nos olham e nos enxergam como superheróis da vida deles, porque era isso que aquele homem era para mim. Ele era a pessoa mais importante que eu conhecia na minha vida. Ele veio com o carro, meu pai falou: "Fica aí, filha, Na guarita.
Ele vai est passando uma Mercedes branca. Quando a Mercedes veio, meu pai sinalizou, fez assim, ele abriu o vidro, falou: "Pois não, seu Sebastião, o que que o senhor precisa?" Ele falou: "Nada não, doutor. É porque essa menininha aí queria conhecer o senhor, mas ela já viu. Senhor, pode ir embora." O homem desligou o carro, abriu a porta do carro, desceu, me pegou no colo, pôs no braço aqui, me olhou e falou assim: "Você tem um olho grande, Você parece esperta. Me responde uma coisa, que que você quer ser quando crescer?" Eu falo que eu
tava no colo da pessoa mais importante que eu conhecia. Já faz pergunta de 10 anos de terapia. Eu olhei para ele e falei: "Quando eu crescer, eu quero ser grande". O olho dele encheu de lágrima, a lágrima começou a descer. Ele pôs a mão no meu peito e falou assim: "Menininha, do alto dos meus 60 anos, guarda essa resposta. Essa resposta vai te levar longe, muito longe. Você não faz ideia de onde essa resposta vai te levar. Essa resposta me trouxe aqui hoje, dia 4/02/2026. Sou o resultado da resposta daquela pergunta. Eu nunca duvidei desde
aquele dia aonde eu ia chegar. >> Uhum. >> Então, se eu posso te dar um conselho, não desista de você. >> Há dois anos atrás, eu procurei um produtor e falei: "Olha, tem umas coisas Muito legal, eu falo umas coisas legal, eu acho que isso aqui seria legal das pessoas ouvirem". Ele falou: "Ah, André, mas essa altura da vida dá mais não". Falei: "Sério?" Ele falou: "Não". Falei: "Cara, mas você entende produto digital? Será que eu não posso criar nada? Um livro, um treino? Não é possível. Estudei muito, eu tenho muita experiência. Eu, ah, André,
nessa altura da vida, só por Deus. Falei, só não? Então, é Deus. >> É Deus. >> Eu e Deus, meu amor, isso aqui é uma dupla invis >> dupla e falível. >> E eu não duvidei. E no momento certo, e no momento que Deus achou que eu tava pronta, se isso tivesse acontecido antes, talvez isso teria sido meu fim. As coisas acontecem quando a gente está preparado para que elas aconteçam. >> Uhum. >> Elas não adiantam e nem demoram. Elas Chegam no tempo que a gente tá preparado, mas porque eu não desisti. Eu tive n
oportunidades nessa história toda de desistir, de achar que não ia dar mais, mas eu não desanimei. Todo mundo pode ter desanimado, mas eu não desanimei. Eu falei, uma hora eu vou poder alcançar multidões e eu vou poder falar coisas para as pessoas que vão fazer a diferença como faz na minha vida. E aconteceu. Então, se eu puder dar um conselho, o conselho é esse, não Desista de você. Todo mundo pode desistir, menos você. >> Uau! Muito bom. A gente tem uma parte final aqui. Malu traz aqui. Incrível. Então você vai escrever essa frase não desista
de você nesse card e a gente vai sortear. >> Ah, que lindo. >> É pros nossos seguidores aqui do JJ Podcast depois dessa frase, né, gente? Não desista de você. Show de >> Ó na frente você vai ter umas fotozinhas nossas, ó. >> Ah, que lindo. >> Agora é >> que lindo. Vocês fizeram em tempo real. Vocês estão quentes demais, mano. Então, o seguinte, pessoal. Aqui você tem um card único aqui para você >> autografado e assinado pela Andreia. Não desista de você. Maravilhoso. >> A gente faz um post, se a gente pode Fazer um
post e a gente junta o post e sorteia. >> Vixe Maria. Então a gente sorteia para todo mundo. A gente bota uma regra na na legenda, né? Faz colab, faz uma uma regra na legenda e quem for o sorteado vai levar essa foto única que não tem outra e que você vai guardar desse podcast para o resto da sua vida. >> Show de bola. André, obrigado. Tá, >> querido, eu te agradeço. Eu falo que que tem pessoas que são muito melhores Realmente ao vivo. A Bia foi essa doce surpresa. Você também >> eu nunca duvidei.
Eu sempre achei que você realmente era um cara assim além, fora da curva mesmo. Verdade. >> Obrigado. Faço das suas as minhas palavras. Agora a gente tá hiper mega ultra conectado. >> Ai, se Deus quiser, >> ele quer. >> Tem muita coisa boa aí para ficar. >> Gente, muito obrigado. Esse foi o JJ Podcast. Se você ainda não nos segue, por favor, nos siga, segue aqui, comenta, compartilha, segue a Andreia também, marca a gente tudo qualquer lugar. Se você chegou até aqui, deixa a gente saber o quão gostoso, o quão importante, o quão impactante foi
esse este podcast. Se encontrar André por aí, espera ela unçar, [risadas] espera ela tomar uma >> Espera não que eu tô precisando emagrecer. >> Olha aí. E tá bom, gente, obrigado pela audiência de todos vocês. A gente se vê no próximo JJ Podcast e um beijo. Valeu, tchau. [música]