Bem, boa tarde a todos. Com a autorização do palestrante que eu vou fazer a apresentação, professor Gabriel, e também dos dos presentes, a gente inicia a gravação da nossa palestra da aula de tópicos em termos. Hoje eu tenho a grata felicidade de apresentar a vocês o professor Dr. Gabriel Damaceno, Dr. Gabriel Azevedo de Brito da Maceno. Eh, Gabriel foi aluno daqui Da graduação da farmácia, né, da UFRN, farmacêutico. Depois ele fez iniciação científica, mestrado, doutorado. científica na graduação, né? Claro, mas o mestrado e doutorado no laboratório de cosméticos sobre a minha supervisão. Então, Gabriel é
cria em prata e ouro da nossa casa, daqui do programa de Ciências Farmacêuticas. E atualmente Gabriel é professor de Farmacotécnica, tecnologia farmacêutica e cosmetologia da Universidade Federal da Bahia, só que é do campus em Vitória da Conquista. E eu convidei Gabriel para vocês, primeiro que vocês além de conhecerem para falar sobre a gente, pra gente sobre avaliação de e da segurança, na realidade é de segurança de produtos cosméticos, né, de ingredientes e produtos cosméticos. Não sei se você vai abordar eficácia, mas a gente vai ter eh aula da semana que vem sobre eficácia de produtos
cosméticos. Eh, Gabriel, para nós, especialmente para mim, você sabe quanto eu fico feliz, o quanto eu fico honrado de ver um egresso do nosso programa, especialmente um egresso do laboratório, do qual eu tive a satisfação de de participar da sua formação. Eu falo bastante, já falei bastante para vocês, principalmente na nossa aula, de como surge um produto cosmético. Eu falei da algaroba. para vocês aquele núcleo sólido que nós desenvolvemos e Ganhamos um prêmio nacional e internacional. Gabriel eh é o responsável por trabalhar com a Algaropa. Foi ele que desenvolveu esse lucro sólido, inclusive no Nuplan.
Eu estou aqui no Nuplan agora. Eh, e ele que foi a tese dele que foi premiada nacional internacionalmente. A gente tem patente da tese e artigo científico. Tá bom, Gabriel? Conforme a gente combinou, você tem até você tem uma hora para fazer a sua palestra e Depois a gente abre para as perguntas, tá? Caso alguém queira eh fazer alguma pergunta, fazer alguma eh contribuição de imediato, não sei se você autoriza, Gabriel, ou deixa só pro final, desde que a gente não perca tanto tempo da palestra, tá? Senão a gente deixa pro final. Pode ser, Gabriel?
Pode ser, Gabriel. Muitíssimo obrigado novamente e a a palavra tá com você, tá? Eu que agradeço o convite. Achei que estaria presencialmente, né? Voltando Para o FRN depois de de tanto tempo, mas ainda não foi ideia dessa vez, né? Mas ainda vão vir oportunidades, tá? Aqui já tem um erro, né? É, é só se você quiser dar aula de eficácia semana que vem vai ser aá. Ai, aqui fui copiando e colando a capa da da da palestra nos slides. Nem percebi que tava segurança e eficácia. Mas é avaliação da convite. Tem Estela ainda. Já soube
que ela também tá na na fila, né? É isso aí. Mas Vamos lá. Então, como o professor falou, né? Eu sou professor aqui na UFBA, no campus Vitória da Conquista. A gente já tá quase em Minas, eh, mais menos Bahia e mais Minas, né? já é bem na divisa com o estado de Minas e vamos falar um pouquinho sobre segurança. Então, a primeira coisa que vocês podem se perguntar ou se eu estivesse presencialmente com vocês, que a resposta é um pouco mais, as trocas são um pouco mais efetivas, eu ia Perguntar para vocês o que
é um produto cosmético seguro e aí vocês podem se responder internamente, tá? O que é que vocês imaginam que é um produto seguro? Tá? Para Anvisa, um produto seguro, ele é um produto eh que não vai ter, né, condições, não vai ter nenhuma alteração na pele normalmente onde ele fori aplicado, nas condições normais ou nas condições razoal, razoavelmente plausíveis de uso. O que é que significa isso, né? O exemplo mais clássico, vamos Imaginar um shampoo. Então o shampoo ele foi feito pra gente limpar o cabelo, mas é plausível que durante a a lavagem do cabelo
esse shampoo caia no olho, né? Então tanto que tem uns shampoos que ten o apelo de você não arder, né, para o público infantil. Então a gente tem que garantir que o produto ele deve ser seguro nas condições de uso e imaginar também condições que sejam plausíveis de acontecer durante aquele uso, certo? Então isso é o que a Anvisa traz pra Gente. Só que a gente tem que ter um contexto quando a gente fala em cosméticos, né? O primeiro contexto é que ele é um produto de venda livre, então qualquer consumidor pode ter acesso a
esse produto. Eu não preciso de uma prescrição, né, para para cosméticos. Então já facilita o acesso a esses produtos. E segundo ponto que diferente de de medicamentos, né, por exemplo, a gente tem uma diversidade de formas cosméticas. Então, cada dia a Gente tem novos produtos sendo lançados e produtos diferentes eh do que já existia, né? Por exemplo, não é fazendo propaganda, gostaria, mas não tô recebendo nada por isso. Mas tem essa vitamina C aqui da princípio. Então ele é um pó que você retira esse pó com um mini scoop e depois você solubiliza esse pó
com um pouco desse outro sérum. Então já são produtos inovadores desde a sua forma de aplicação, né? Em outro ponto também, a gente tem uma diversidade Muito grande de ativos. A gente tem desde ativos de origem animal, a gente tem origem vegetal, origem mineral, né? Origem sintética também hoje muito em alta também ativos biotecnológicos, associações desses ativos. Então a diversidade de ativos é muito grande. E aí a gente vai ter uma interação com a pele, que essa interação ela é complexa, tá? Tenho certeza que vocês já viram isso na disciplina de cosméticos. Então a gente
tem todo esse contexto aqui do Uso de produtos cosméticos. Além disso, a gente tem também que o ritmo das inovações é grande, né? E hoje a gente tem um apelo muito grande para os ativos naturais. Essa aqui eu sei que foi a última palestra de vocês, então nem preciso falar muito sobre isso, tá? Então isso vem de onde? Vem da percepção do consumidor de que aquilo que é natural não faz tanto mal, que a gente sabe que não é bem assim, né? Então, já tem essa demanda do mercado. Consumidor, Ele até aceita pagar um pouco
mais por um produto de origem natural. E não existe um produto cosmético que seja isento de reações indesejáveis. Todos eles podem ter alguma reação indesejável, independente de qual seja essa, tá? Então, tudo isso faz parte desse contexto que a gente tá estudando. Quando a gente traz para essa parte da biodiversidade, né, que é o o foco principalmente no que a gente tá tá trazendo, a gente tem que levar em Consideração que são misturas complexas. Quando a gente trabalha com estirato vegetal, eu não tenho uma única substância isolada ali, como naquele caso lá da vitamina C,
que eu tenho ali a vitamina C e o ácido fúrico, né? Eu tenho uma mistura complexa, tenho uma matriz complexa com diversos metabóis secundários, metabóos primários, né, de diferentes tipos. Pode ser que essas moléculas não sejam tão conhecidas ainda e aí requira que eu faça testes Toxicológicos e aí aplique também métodos que a gente vai ver um pouquinho mais para frente sobre esses métodos eh alternativos ao uso de animais. A gente já vai chegar lá, tá? Então a gente tem que ter em mente isso também, que são matrizes complexas, né, que tem uma composição química
complexa também. E aí a gente tem que ter em mente algumas coisas. Quando a gente fala em segurança, a segurança do do produto, né, ela é de responsabilidade Do fabricante, tá? Então esse fabricante ele deve utilizar ingredientes referenciados e esses ingredientes têm que ser reconhecidamente seguros, tá? Tem que se obter também os dados de segurança, não só dos ingredientes, mas também do produto acabado. Então, não é porque eu tô utilizando só ingredientes que são considerados seguros, que a minha formulação ela vai ser segura em todos os aspectos, né? A gente vai ver um pouquinho mais
para frente isso. Tem Que seguir as boas práticas de fabricação e controle, tá? Tem que evitar também, evitar, tem que fornecer também ao consumidor a informação que esse consumidor precisa para utilizar aquele produto de forma clara, tá? Então isso tem que tá claro na embalagem para evitar o uso inadequado e ainda tem que manter um programa de cosmétrovigilância que é para registrar e tomar as providências que sejam necessárias quando houver algum tipo de reação Indesejada ou algum tipo de, enfim, algum eh fenômeno em algum evento. Então isso aqui a gente chega em alguns conceitos, né?
Tradicionalmente professor sabe que isso aqui, essa imagem a gente colocava um leão dentro de uma jaula, né? Então eu resolvi mudar um pouquinho, vamos trazer mais pro contexto de cosmético, que é o conceito de perigo, risco e dano, que é algo que a gente já tem em mente mais ou menos o que é, mas que é aquela coisa, eu sei o Que é, mas eu não sei falar muito bem o que é. Então o perigo é algo que tem relação intrínseca com a substância. Então, fazendo, trazendo para analogia aqui com o Sol, o Sol, a
radiação ultravioleta, ela tem um perigo intrínseco, ela tem uma propriedade intrínseca a ela, né? Que no exemplo clássico que a gente traz, que é o leão dentro da jalma, o leão tem um perigo intrínseco à sua natureza, certo? O risco ele tá associado com o nível de Exposição. Então o risco tá associado com a probabilidade de eu causar um dano ou de eu causar uma lesão, mas tá relacionado com nível de exposição. Então, trazendo para cá para esse exemplo, eu tenho uma pessoa aqui, uma mulher que tá exposta diretamente ao sol e eu tenho um
outro, né, um outro homem que tá debaixo do guarda-sol. Então esse que tá aqui debaixo do guarda-sol, teoricamente ele tem um risco um pouco menor de ter um dano relacionado à Radiação UV. Tá? Se eu tô utilizando um protetor solar, eu diminuo também o meu risco de ter um dano causado pela radiação solar. E o dano é o prejuízo à saúde. Então, no caso da radiação solar, seria uma queimadura solar, seria algum outro eh fenômeno desse tipo? Então, quando eu ten uma alteração de tecido de órgão, é o dano. Então, a gente precisa ter em
mente esses conceitos quando a gente fala de segurança. Então, quando a gente vai Avaliar a segurança de um produto cosmético, a gente tem que avaliar todos esses critérios aqui. Qual é o tipo de produto que eu tô utilizando? Qual é o tipo de exposição que eu tô utilizando? Ah, é uma exposição duradoura, por exemplo, é um desodorante que eu vou utilizar e vou ficar com ele por várias horas, tá? Sem enxago, por exemplo, ou não. É um produto que eu vou utilizar por pouco, por um curto tempo, né? Um shampoo, por exemplo, e logo eu
vou ter Um enxague, tá? Ou então é uma máscara que eu vou colocar e ele não vai ter enxague. Então a gente tem que avaliar o tipo de exposição, se é uma exposição prolongada ou se é uma exposição pontual. Qual é a concentração que eu tenho naquele produto acabado? Qual é a quantidade que eu vou aplicar? Ah, se é uma quantidade eh para um produto corporal, por exemplo, ou se é um produto só facial, o tempo de exposição, absorção, se tem interferência com Outros produtos, se é um produto, por exemplo, de uso semanal como esfoliante
ou se é um produto de uso diário como sabonete, por exemplo, né? Qual é o local de aplicação? O que é que se já se sabe sobre esse esse produto, né? se é um, se utiliza matérias primas já consagradas ou se eu tô utilizando matérias primas que são inovadoras. E o meu público alto, por exemplo, é um produto para crianças ou é um produto para adultos, né? Eu tenho certeza que o Professor Mar já falou de produto de grau um, grau dois para vocês, vocês já tem essa essa esse conceito em mente. Então tudo isso
daqui eu tenho que avaliar quando eu vou medir a segurança de um produto cosmético, certo? E aí como é que eu vou avaliar essa segurança de um produto cosmético? a gente vai precisar ter alguns parâmetros, algumas informações que vão desde a composição química desse produto, né, até aspectos de toxicologia e também aquilo que a Gente já viu um pouquinho mais para trás. Então, a Anvisa, ela tem um guia, né, esse guia de avaliação de segurança de produtos cosméticos. Ele não é, não tem força de lei, como por exemplo, uma farmacopeia. Quando a gente faz a
analogia com medicamentos, ele é um guia orientativo. Aí ele vai orientar em quais são os testes que são necessários fazer, mas a gente vai ver que isso muda muito em função do ingrediente ou da formulação que a gente tá avaliando, né? A gente vai ver um pouquinho mais para trás. E normalmente nesse guia aqui, normalmente não, e nesse guia aqui a gente já tem também metodologias que já são padronizadas internacionalmente. Então a gente leva isso também em consideração. Então quando a gente pensa, acho que tenho certeza que todo mundo já viu alguma dessas imagens aqui
ou alguma coisa relacionada com isso, né? Quando a gente fala em segurança, logo vem à mente o uso de animais em Cosméticos ou no caso o não uso de animais em cosmético, né, que hoje é algo que tá bem distribuído, principalmente nas embalagens, né, as empresas já fazem a propaganda dessa informação, que não testam seus cosméticos em animais. Então, vem logo em mente isso, certo? A gente vai entender um pouquinho o porquê disso. Existe uma linha do tempo, né, que tá relacionada com esse aspecto da proibição do uso de animais em Cosméticos. Então, lá em
2004, lá na União Europeia, começou a se discutir, né, a proibição do uso de animais para avaliar matérias primas aqui, né, em cosméticos. Isso foi evoluindo em 2009, teve a primeira proibição para avaliação de produtos acabados, mas para alguns testes como cascinogenicidade, sensibilização da pele, toxicidade reprodutiva e toxicocinética, se deu um prazo de 2009 até 2013 para que se pudesse adaptar esses métodos. E aí sim, 2013 foi o marco legal onde você teve essa proibição do uso de animais e cosméticos na União Europeia. E aí todas aquelas empresas que querem comercializar com a União Europeia
ou querem enviar matérias primas para lá, seja produto acabado ou matéria prima ou as empresas que já fabricam seus insumos ou seus produtos lá não puderam mais testar cosméticos em animais. Então, no Brasil a gente vai ver daqui a pouco que já tem um histórico em relação a isso, Né? Mas esse caso ganhou mais notoriedade quando a gente teve lá em 2013. Este 2013 para mim foi ontem, né? Mas para vocês, eu acho que vocês ainda, a maioria aqui ainda era criança. Eh, quando a gente teve um caso de maus tratos em um laboratório em
São Roque, na cidade de São Paulo, com cães da raça beagle. Então, eles foram, esse canil lá foi invadido nesse instituto e viram condições de maus tratos e isso levou a aumentar a discussão na Sociedade em relação ao uso de animais eh em pesquisa na no Brasil, tá? Mas no Brasil a gente já tinha um histórico, né, em relação a isso. Lá em 2008 a gente já teve a lei Arouca que começou essa discussão, né, que depois ela foi regulamentada em 2009. Junto disso também já teve a criação do CONSEA, que é o Conselho Nacional
de Controle e Experimentação Animal. Então, no CONSEA já foi eh implementado, né, você avaliar e introduzir metodologias alternativas Que substituam o uso de animais não só na pesquisa, mas também no ensino. Eu lembro que em 2009, quando eu tava aí na faculdade, na verdade não era na faculdade de farmácia, era lá no CB, a gente fazia aula prática de farmacologia utilizando animais. Então, eram aula aulas práticas que a gente já sabia o resultado dessas aulas práticas, eh, que era simplesmente demonstrativo. Então, a gente pegava normalmente ratos e camundongos e era Utilizado nessa aula prática. Então,
com conceia também veio essa introdução de você utilizar metodologias alternativas também para um ensino, né? E a gente pensa, poxa, isso aqui é de 2013, será que hoje ainda tem algo nesse sentido, né? Vamos, guardei pro próximo slide. Também foram cadastradas as instituições científicas que utilizavam, né, o uso científico de animais. Também teve o início dos comitês de ética de uso de animais também. E 2012 a gente teve a RENAMA, que é a rede nacional de métodos alternativos. Mas por que que eu falei disso de ensino? Porque esse fim de semana, né, pelo menos, não
sei se foi na minha bolha de redes sociais, mas, né, bombou essa notícia aqui, que em um curso aí em Mossoró, um veterinário usou um beagle e induziu uma parada respiratória nesse animal para justamente eh ensinar a você fazer a intubação e você fazer o resgate desse animal. E o pior de tudo é que ainda Filmou e divulgou isso. O pior de tudo não, o pior já é você utilizar, né, para esse fim. Eh, mas isso tudo foi filmado e foi divulgado nas redes sociais. Então, tá tendo Ministério Público, OAB, Conselho de Medicina Veterinária, tudo
isso tá envolvido nessa situação em algo que já deveria ter sido, né, já deveria est bem estabelecido em relação do ponto de você não utilizar animais também. Essa questão do ensino, a gente tem esse cronograma Aqui, né, com tudo aquilo que foi que aconteceu, né, desde você começar lá em 2012 com a criação do RENAMA, a gente já tem o Brackban, que é o instituto, eita, agora esqueci o que significa Brackban, que é o instituto que vai validar os métodos alternativos no Brasil. E isso foi criando novos testes e reconhecimento de novos testes e aspectos
de legislação, tá? Então, o que é que acontece com essa questão de métodos alternativos? Mas, tô Falando muito em métodos alternativos, mas mais um pouquinho para frente eu vou dizer o que são métodos alternativos, certo? Então, eu tinha, por exemplo, para avaliar a irritação e a corrosão, a possível irritação e a corrosão na pele de um determinado ingrediente cosmético. Então, isso eu tinha um método original que originalmente era avaliado em animais. Então, para isso, se sugiram métodos alternativos que são validados e vão manter essa mesma eh robustez, Digamos assim, esse mesmo resultado que o método
original tinha. Então, em 2019, a gente tinha esses métodos que eram aceitos pelo CONEA aqui no Brasil. Em 2021, alguns outros métodos foram adicionados, né, como irritação ocular, sensibilização cutânea. E em 2022, a mais recente, outros métodos também foram associados no ao uso de eh animais em atividades de pesquisa no Brasil, né? Outros métodos alternativos foram adicionados. Se a gente for lá no site Do CONSEA, você consegue ver toda essa relação de quais são os métodos que já são validados e aceitos no Brasil e qual é essa relação com o método que anteriormente era utilizado.
Então a gente consegue fazer isso em relação a projetos de lei, né? O que é que a gente tem no Brasil? Então a gente já tem alguns projetos de lei. Então a gente tem esse projeto de lei de 2014 que trata justamente, né, das dessa proibição de utilização de animais em Pesquisas em ensino e testes de laboratório para cosméticos. Esse projeto de lei, ele já foi aprovado na plenária, então já foi passou pelo plenário da Câmara da Câmara Municipal, da Câmara Federal e foi remetido às instâncias superiores, né, mas não tem nenhuma atualização desde 2022.
Tem isso aqui são dados que eu pesquisei essa semana para atualizar essa palestra. A gente tem outros outros projetos também de 2014 que como tinha duplicidade, esse Daqui foi arquivado, né? Então, tá correndo na Câmara aquele primeiro que eu falei no Senado, a gente também tem a gente também tem um um processo no um projeto de lei no Senado que tá correndo e ele tá ainda eh sujeito a ser apreciação em plenário. Então, já passou pelas comissões, mas ele foi apresentado em 2011, né? Mas até então ele ainda não passou ainda no plenário para seguir
com os trâmites que são necessários. Só que, por outro lado, alguns estados, né, já t Suas leis estaduais que proíbem o uso e algumas delas são bem antigas. Então você vê aqui no estado de São Paulo, desde 2014 que você já não pode utilizar animais em pesquisa eh de produtos cosméticos e artigos de higiene, né? Então, a gente já tem alguns estados que já t essa lei e o CONEA em 2023 também já regulamentou essa proibição. Então, é meio que uma tendência, né? meio que isso é uma questão de tempo até que a gente tenha
toda essa normativa eh Centralizada em um em uma nova lei, né, que proíba o uso no Brasil. Mas vamos falar de métodos alternativos. Então, só para vocês entenderem o contexto dos cosméticos, o contexto que a gente tá e já aí para essa questão do uso de animais. Então, os métodos alternativos que eu falei muito até agora, então são métodos que eles são validados internacionalmente, que a ideia é que eu consiga garantir a mesma reprodutibilidade, ou seja, que eu Consiga atingir os mesmos objetivos que procedimentos anteriores utilizavam animais em pesquisa. Só que dessa vez que eu
não use animais em pesquisa, que eu use animais de ordens inferiores, que eu empregue o menor número de animais possíveis, que eu utilize sistemas exviv, como por exemplo, uma pele de abnoroplastia, né, fez da cirurgia plástica para retirar o excesso de pele. Você pode utilizar essa pele ex vivo para fazer alguns estudos ou que Diminuam ou eliminem o conforto. Então, quando a gente fala em métodos alternativos, é esse conceito mais amplo, né? Não é só não utilizar animais, mas também tudo isso daqui, né? Utilizar espécies de ordens inferiores, como o professor Már também já eh
utilizou em alguns trabalhos com com Estela do grupo, mas também outros sistemas. Então a gente precisa ter em mente esse conceito mais abrangente. E esses métodos alternativos vêm desse Conceito de três RS, que é de inglês refine, que é você refinar. Então é você minimizar o processo, né, do uso de animais, que é você minimizar a dor que esse animal vai sofrer e o estresse que esse animal vai sofrer. Ah, mas a gente vai fazer isso para minimizar dor estresse não só por isso, pelo sofrimento animal, mas também por uma uma resposta biológica. Então, o
estresse que o animal tem, ele pode refletir em alterações bioquímicas, né, Em alterações hormonais, por exemplo. E isso pode refletir também na eh resposta biológica que você tá avaliando. Então, mesmo em métodos que ainda são utilizados, principalmente para medicamentos, se emprega ou se tenta empregar esses três RS aqui, certo? Um outro é você reduzir, então você trabalhar com o menor número de animais possíveis, né? E você ter maximizar o uso desses animais. Eu lembro que quando eu tava no meu Primeiro período da graduação, quando você ainda não sabe muito o que quer fazer da vida,
a gente saiu batendo na porta de vários laboratórios, né? Eu e alguns colegas de sala, e a gente foi trabalhar com animais. Então a nossa função, nosso primeiro treinamento era aprender a fazer, era treinar, a fazer punção na veia caudal dos ratos. E hoje você não faz mais isso, né? Você não tem mais, o comitê de ética não permite mais você fazer, você tem um número de Animais destinados ao treinamento. Normalmente você aprova o número mínimo possível de animais. E por último, você substituir. Então você substituir por aquilo que não necessita mais do uso de
animais. Então você fazer essa substituição. Então são esses três RS aqui que vieram, que deram origem a esses métodos alternativos, certo? Mas aí como é que eu avalio a segurança, né, de um insumo e de um de um de uma formulação Cosmética. A gente segue mais ou menos essa linha de raciocínio aqui. Então a gente parte principalmente paraa identificação e a caracterização físicoquímica daquilo que a gente tá trabalhando. Então, principalmente quando a gente tá trabalhando com ativos de origem natural, né? de origem vegetal, principalmente. Lembraquilo que eu falei lá no início, são matrizes complexas, então
a gente tem que saber minimamente o que é que a gente tem ali, Tá? Então, a primeira etapa é a identificação. Dependendo de do que for a identificação, pode ser que tudo isso que a gente encontre de lá ou aquilo que a gente tá trabalhando já tenha literatura especializada, já seja uma matéria-prima consolidada, vamos imaginar. E aí eu posso utilizar dessa matéria-pra aqui. Então normalmente a gente procura em dois órgãos, né? Três na verdade a Anvisa, a gente tem informações sobre segurança lá. Então a Gente, se for espécie vegetal a gente precisa de todas essas
características aqui. A gente vai procurar também por estudos de toxicidade, qual é o histórico de uso que essa substância tem, né? questão de similaridade estrutural, qual é a concentração de segurança. Então, todas essas informações a gente consegue encontrar algumas delas na Visa e a gente consegue encontrar também no CIR e no Cozin, né, que são órgãos que vão dar essa essas Informações pra gente. Então eu trouxe aqui para vocês verem qual é a cara que tem o si, né, que eu particularmente acho que é o mais fácil de utilizar. Então eu tenho aqui os ingredientes
cosméticos que são registrados por nome e você tem o link name, né, que é o nome padronizado para produtos cosméticos que ele já foi utilizado. E aqui o nome comercial dele, o nome que ele tem aqui no si, na verdade. Então, sei lá, eu tô trabalhando com a galactose, então eu Vou aqui, clico na galactose e vou ver quais são as informações que eu tenho sobre a a galactose. Então eu já sei que a galactose tem um indício de segurança porque ele já tá registrado lá nesses nesses compensos. Então eu analisei a composição química, né?
Eu analisei as informações que eu já tinha. Uma outra forma também da gente avaliar são os métodos em silílico, tá? Métodos em silico, não sei se vocês já ouviram Falar, mas eu acredito que que sim, dependendo do período que vocês estiverem, são métodos computacionais. Então eu vou fazer simulações computacionais. Então, normalmente eu uso características físicoquímicas dessas moléculas. Então aqui eu tenho a molécula da vitamina C. Então eu posso utilizar o coeficiente de partição, eh, a solubilidade dessas dessas moléculas. Eu vou ter receptores alvos que eu vou fazer essa relação e a gente vai fazer Simulações
dessa molécula com esses receptores. Quais são as interações que essa molécula vai ter com esses receptores? E aí a gente chega em alguns softwares que a gente consegue fazer isso, que é a relação de estrutura atividade e o XAR, né, que é a estrutura atividade quantitativa. Então a gente consegue mais algumas informações sobre a segurança daqueles componentes. Então a gente vai montando uma cadeia, uma linha de de raciocínio, tá? Então, esses métodos em círcul são métodos onde você não vai paraa bancada propriamente dito. Então, se você não tem esse método da bancada propriamente dito, você
ganha tempo com esses métodos. Você consegue fazer isso de forma automatizada. Você diminui os custos de produção e de desenvolvimento aqui, né? Por toda essa interação que a gente já viu entre os os as propriedades físicoquímicas, os receptores e as moléculas, a gente já consegue Identificar alguns ativos que já t maior probabilidade de serem tóxicos. Então você já consegue fazer uma triagem daquele que você tá avaliando, mas ele não vai substituir completamente os métodos em vivo e em vida. Então ele é um teste de triagem. você partiu com um número muito grande de moléculas ou
de fórmula, no caso aqui, de moléculas. E aí você vai eh fazendo uma triagem e afinando, né, diminuindo esse número de de moléculas. Outra coisa que a gente faz também é identificação. Então aqui a gente vai utilizar diferentes técnicas, né, para identificar, desde técnicas mais simples, como um espectro fotometria, que você vai quantificar a presença de algum grupo de marcadores, como compostas fenóos, flavonoides, né, por exemplo, até técnicas analíticas mais modernas, como espectrometria de massas, como a cromatografia, seja ela eh diferentes tipos de cromatografia, Cromatografia gasosa, por exemplo, da voláteis ou aqueles coisas que a
gente vai fazer a derivação, o LCMS, o CGMS, ressonância magnética nuclear. Então, tudo isso daqui vai dar pra gente informações sobre a composição química daquele extrato que eu tô trabalhando. Eu já consigo ver se eu tenho ali moléculas conhecidas, se dentro daquelas moléculas conhecidas eu tenho alguma que tem um potencial de não ser segura, né? Ou se eu tenho uma molécula Completamente nova dentro daquele meu status, por exemplo, tá? Um outro ponto importante também é a gente avaliar a sazonalidade, que é algo que a gente começou a trabalhar aqui na Bahia. Será que se eu
coletar essa espécie em diferentes épocas do ano, eu vou ter a mesma composição química? Então isso pode influenciar na eficácia, né? Eu posso ter, por exemplo, uma diminuição da da eh produção de um determinado metabólito ou não, ou eu posso ter o Surgimento de alguma outra molécula que não seja considerada segura, né? Uma das coisas que eu mais estranhei quando eu saí de Natal aqui paraa Vitória da Conquista é que aqui a gente tem estações do ano, então a gente tem bem certinho verão, eh, verão, outono, primavera e não sei quais são a ordem, não,
mas a gente tem as quatro estações do ano, tá? E aqui a a gente vê muito na vegetação essa essa diferenciação de uma estação para outra. Então, a gente fez Um estudo de sazonalidade com um artigo de um aluno na minha de mestrado, não para avaliar aqui aspectos de segurança. No caso dela, a gente avaliou a aspectos de eh eficácia, tentou avaliar isso e relaciona isso com eficácia antioxidante. Então, tudo isso a gente vai fazer essa relação. O que é que eu tenho no meu extrato aqui, como é o caso do meu extrato vegetal, que
é uma matriz complexa, como eu falei, com o que eu já tenho registrado na literatura. Então a Gente vai fazendo essa essa relação. E aí eu chego numa questão, se faltaram informações ainda, né? Se eu não conseguir resolver tudo o que eu precisava até aqui, então a gente vai partir para estudos pré-clínicos. E aí esses estudos eu tenho diferentes tipos aqui. O que é que os compêndos internacionais, o que é que a próprio Gu da Anvisa traz? que esses testes aqui, tá, de toxicidade, no caso, né, lembrando que toxicidade é diferente de Segurança, mas quando
falta informações, talvez seja necessários a gente fazer alguns testes de toxicidade. São testes pré-clínicos mínimos, então a gente tem que ter no mínimo isso daqui, esses testes de toxicidade sistêmica aguda, corrosividade, irritação dérica, sensibilização cutânea. E dependendo do tipo de produto, da aplicação, enfim, da avaliação que for feita, a gente pode incluir outros testes eh também da avaliação dessa matéria-pra. Então, a Gente começa a montar o nosso, a nossa o nosso desenho experimental para avaliar a segurança, certo? Então, esses saios pré-clínicos, eles vão fornecer dados, né, sobre o potencial risco de uma amostra que eu
tô avaliando. Então, normalmente aqui para cosmética a gente vai utilizar métodos alternativos. a gente tenta eh ter informações sobre ação toxicológica, no caso aqui sobre mecanismos de ação também e aí são métodos que são Validados pelo OECD, que é a sigra para esse órgão aqui. Então, normalmente, quando a gente tem testes validados, você vai ver lá o ECD e o número da resolução que tem esse método, certo? E aí eu trouxe alguns métodos pra gente entender mais ou menos como é que funciona essa essa ideia. Então, um teste que eu trouxe aqui, que ele é
o bem famoso, que todo mundo já ouviu falar, né? Até em toxicologia, eu lembro que a gente comentava sobre sobre esse Teste nas aulas de toxicologia, é do potencial de irritação ocular. Então, a ideia desse teste ou desse conjunto de testes que a gente vai ver é garantir que esse meu produto ele é seguro em nível ocular. Então, quando a gente tá utilizando métodos alternativos, a ideia é combinar diferentes testes que vão avaliar essa segurança por diferentes mecanismos para que eu possa ter uma resposta global. Então, a gente vai ver um pouquinho sobre o que
vai avaliar a Vascularização, que vai avaliar a permeabilidade e opacidade da córnea, que vai avaliar a citotoxicidade. Porque como é que era feito esse teste antigamente? Era o famoso teste de trás. Por isso que tem o coelhinho nas nas imagens lá de você não utilizar animais. Então os coelhos ficavam imobilizados nessas estruturas aqui e você aplicava, normalmente em um olho você aplicava a formulação teste ou a substância teste que você tava Considerando e o outro poderia servir como controle e aí você ia avaliar o dano, lembra lá o que é o dano, né, que essas
formulações iam causar no olho desses animais. Então, foi por isso que a gente tem o coelho como símbolo desses métodos alternativos, né? E aí em substituição a gente tem alguns testes. Então, para avaliar esse teste, esses potencial de irritação ocular, um dos testes é o retcan. Então, a gente até tem o retcan Aqui, aqui na UFBA, aqui em Conquista. Então, o que é que o RETC ele faz? Ele vai pegar o ovo de galinha, ele é um ovo embrionado. Então a gente tira a casquinha do ovo sem tirar aquela peliculazinha que o ovo tem, que
às vezes é quando a gente vai quebrar o ovo, a gente vê aquela película. Então a gente retira aquela aquela película, né? E aí vai aplicar o produto sobre aquela película ali e depois a gente vai cobrir com uma membranzinha especial. Então Esse ovo ele tá no 10º dia de incubação e a gente vai ver que essa membrana ela é altamente vascularizada e aí a gente vai avaliar o efeito que aquela substância que a gente tá testando ou que aquela formulação que a gente tá testando vai causar sobre eh aquela, membrana, desculpa, aquela membrana. Então
a gente vai ver se causou, eita, hiperemia, se causou hemorragia, por exemplo, deixa eu ver se eu consigo dar um zoom aqui para Vocês. Não, não consigo. Então aqui já dá para ver quando a gente compara aqui com cima que a gente tem estravazamento de alguns de alguns vasos, né? Então aqui eu já causei hemorragia, a gente consegue ver também se causou coagulação. Então é um método, ah, mas a gente disse que não usa animais e você tá dizendo que tá usando um ovo de galinha embrionado no 10º dia de incubação. Lembra lá do eh
do conceito dos três RS, certo? Então A gente considera isso aqui como um método alternativo. Ele é validado para ser considerado um método alternativo. Um outro teste que a gente utiliza também é o ensaio de permeabilidade de de córnea. Então a gente pode utilizar a córnea bovina ou a gente pode utilizar o óleo isolado de galinha. Ah, professor, mas lá vem você de novo. Você tá dizendo que é o uso alternativa de animais, mas você tá usando a córnea de boi. Mas aí você considera que é um boi que ele já Foi abatido para o
consumo e aí você tá, digamos assim, pegando carona nessa, né, nesse consumo paraa alimentação. Então, como é que ele funciona? Você tem essa, desculpa, Gabriel, era isso que eu queria perguntar, porque a gente paga uma matéria com a professora Origena, que é modelos, né? Aí ela disse que então está se usando muito e esses óvos. Elizabete, ninguém, Elizabete, ninguém precisa saber da sua disciplina, por favor microfone. Vou fechar aqui, tá bom? Então, eu não consigo ver o chat, mas se tiver alguma pergunta, alguma coisa, professor, se você conseguir ver o chat aí, aí você pode
pode passar, tá? Então, a gente tem essa membrana, mas voltando, você pode perguntar: "Ah, a gente tá utilizando animais?" Sim, é de origem animal, mas esse animal já foi para o abate, né? Para para consumo humano. Então, ele é considerado como método alternativo e validado. Não Seria, pelo conceito que eu acho que Flávia passou para vocês, um produto vegano, né? Um produto que foi testado aqui, tá? Mas isso aí entra é uma outra discussão. Mas você utiliza isso daqui. Ah, não. O chat aparece para mim. Um outro teste que a gente avalia também é com
as células vermelhas. Então a gente pode avaliar, por exemplo, a shampoo, sabonete, sabonetes líquidos. Mas quer fazer alguma pergunta, Elizabeth? Pode, pode fazer. Sim. É porque eu tava, eu pago uma matéria com a professora Origên, a gente paga, né, uma optativa que ela fala muito sobre que alguns órgãos que é contrad de de animais que já morreram, pele, eh que ficou é muito útil, né, que você sa é esse sentido que você tá falando também. É, é nesse sentido. Por exemplo, a gente pode fazer, a gente vai começar a fazer aqui permeabilidade cutânea. Então, para
fazer permeabilidade cutânea, que é um Outro tipo de teste, a gente vai utilizar a orelha de porco. Então, é um porco. Novamente, a gente faz a parceria com o frigorífico e a gente consegue desses animais que foram abatidos para o consumo. O animal ele não vai ser utilizado especificamente para testar. Eu não abati aquele animal para testar o cosmético negro, né? A gente pega, entre aspas, carona nessas situações. Então, ainda assim lá com aquela política dos três RS, ele é considerado, ele é Validado como um método alternativo, tá? Gabriel, dá licença um pouquinho. Elizabeth, desculpa,
a gente não entendeu que era uma pergunta sua. Quem quiser fazer pergunta, não tem problema para participar, mas aperta aí a mãozinha porque a gente não consegue saber se era pergunta ou não, tá? Me desculpe. Obrigado. Pronto. É só levantar a mãozinha aqui até falar no chat que eu coloquei um uma um popup aqui, ele vai aparecer para Mim. Então a gente consegue avaliar também emólise, a gente consegue avaliar também índice de desnaturação de proteínas, né? Então a gente consegue avaliar e cada teste tem uma aplicabilidade. Então eu tenho aqui, ó, por exemplo, o o
teste que a gente usa córnea de de boi, ele tem aqui qual é o número desse teste, a sua então ele é registrado e eu tenho quais são as a aplicabilidade que esse teste tem, quais são as limitações que esse teste vai Ter, quais são qual é o percentual de falsos positivos e de falsos negativos. E aí a gente consegue ir montando o e delineando o protocolo experimental. Então, por isso que a gente não tem um único teste que ele substitui. A gente vai montando um conjunto e aquele conjunto é que vai dar aquela resposta
que a gente quer ter, certo? Um outro tipo também que esse é bem comum é o de irritação cutânea, que é o método de citotoxicidade. Então, talvez vocês já Tenham avaliado ou já tenham estudado citotoxicidade quando eu quero que a minha molécula seja citotóxica. Então, por exemplo, eu tô desenvolvendo um novo, uma um novo medicamento, um novo fármaco que vai tratar um antineoplásico. Então, eu quero que ele seja citotóxico contra aquelas células que eu tô avaliando aqui. Não. Aqui pra gente avaliar a segurança daquela matériapa, daquela formulação, eu quero que eu não tenha citotoxicidade, que
as Minhas células consigam sobreviver na presença daquele composto. Então, o mais comum que a gente tem é o MTT, né? Mas a gente tem um vermelho neutro também. A gente tem outros corantes. Esses corantes aqui a gente chama ele de corantes vitais. Por que são corantes vitais? Quando a gente cria uma cultura de células, e aí eu posso ter diferentes tipos de células. Eu posso ter células desde células tumorais, quando eu tô avaliando nesse caso umaade Farmacológica, até células de fibroblasto, células de queratinócitos, né, cultura de células de queratinócitos. Então eu posso ter diferentes tipos
de células. E essas células eles elas vão consumir esse corante enquanto elas estão vivas. Então se eu tenho as células vivas, ou seja, se eu tenho viabilidade celular, esse corante ele vai sendo consumido. E se esse corante vai sendo consumido, a cor dele vai mudar e aí por espectro eu Consigo quantificar essa mudança. E aí eu coloco a minha cultura de células. Deixa eu ver se eu coloquei uma foto, coloquei tem uma imagenzinha aqui. Isso aqui são dados que eu fiz no meu mestrado aí em Natal, né? A mentira. Esse aqui não foi feito em
Natal não, esse aqui foi feito em São Paulo. Então foi feito com a parceria com as professoras da UNIFESP. Então eu tenho aqui na plaquinha de 96 poços, a gente coloca cultura de células e o corante Vital. E aí eu sei com a alteração da cor, tá vendo que essa daqui tá com a cor diferente? A gente mede espectrofotometricamente a viabilidade celular. Então, quanto maior for a minha viabilidade celular, como no caso da gente, melhor. Então aqui eu tenho, por exemplo, eu fiz a citotoxicidade com 24, 48 horas, tá? Mas vamos para esse aqui que
é um pouquinho mais fácil de entender. Então o que é que acontece? Eu tenho aqui, por exemplo, o tipo de Células que eu utilizei, que são células de fibra blás, qual foi o corante vital que eu utilizei? E eu usei diferentes concentrações do meu extrato. Então, 10 mg por m, por exemplo, corresponde a 1 2 3 4 5 e 6%. E aí a gente viu, ó, que nas concentrações mais baixas do meu extrato, a gente tinha uma alta viabilidade celular e que apenas quando eu trabalhei com concentrações mais altas do meu extrato é que a
viabilidade celular diminuiu. Então a gente calculou Que nessas concentrações aqui, né, que foram as concentrações que conseguiram diminuir a minha viabilidade celular em 50%, são um indício de segurança. Então isso aqui já direcionou a gente para que no meu mestrado a gente utilizasse até no máximo 3% do extrato. Já é um indício de segurança do meu aqui foi do doutorado, né? Eu acho que foi foi doutorado. Eh, e aqui a gente utilizou células de fibroblástico e aqui a gente utilizou células de keratinó. Então você Vê que o perfil de citotoxicidade ele muda também em função
do tipo celular que eu tô utilizando. Então nos queratinócitos a gente conseguiu uma citotoxicidade bem menor do que o que a gente absorvou em fibroblastas. Então isso já vai ajudando a compor o teste de segurança do meu produto. Então isso em 2020 a gente já tinha, né, vários testes validados, mas a gente tem sempre a criação e a validação de novos testes. Então existe Essa essa essa estatística aqui que foi feita, tá? que em relação à irritação cutânea, corrosão cutânea, fototoxicidade e absorção cutânea, a gente já tinha um painel de testes considerado completo, considerado adequado
para aquilo que a gente precisava investigar, né, em relação à genotoxicidade, eh, toxicidade ocular, toxicidade aguda, toxicocinética, sensibilização e fotosensibilização, o estágio, estado da arte, digamos assim, Estava avançado já. Então, a gente já tinha vários testes em nível avançado para atingir esses esse objetivo, mas a gente falava em toxicidade reprodutiva, teratogenicidade, carcinogenicidade e toxicidade subcrônica, ainda precisava de mais pesquisa para que novos testes validados fossem implementados, tá? Então esse era o parâmetro que a gente tinha lá em 2020. Um outro teste que aí a gente começa a Trazer para métodos um pouquinho mais modernos é
quando a gente utiliza, por exemplo, a epiderme reconstituída. Então, não sei se vocês já ouviram falar nisso de epidermia reconstituída. Deixa eu mostrar aqui para vocês uma imagem. A gente tem aqui, então, até um tempo atrás a gente não conseguia comprar no Brasil essas células aqui. Na verdade, aqui já são tecidos, né? Então você tem um substrato aqui, uma uma plaquinha, um recipiente onde nesse recipiente aqui Foi criado as camadas da epidia. Então nota que diferente da daqueles cortes histológicos que a gente vê lá em histologia, eu não tenho aqui aquelas velocidades. Pode ver que
a minha pele aqui, ó, tá plana porque ela foi criada nesse suporte. Então hoje a gente já tem empresas que fabricam isso no Brasil e a gente já tem acesso a essa metodologia no Brasil. E aí com essaiderme reconstituída em laboratório, eu posso aplicar a substância que eu tô Avaliando aqui. E aí eu vou avaliar diversos potenciais, né? Eu posso avaliar a irritação, eu posso avaliar corrosão, genotoxicidade, fototoxicidade e eu posso utilizar aquele mesmo corante vital, o MTT. Então já é algo um pouco mais moderno que a gente tem para avaliar esses testes pré-clínicos. Então
aqui é do site do fabricante. Então você vê que tem diversos protocolos que já foram eh criados por esse fabricante dessas células Específicas, né? Eh, como a hidratação da pele, a entrega de fármacos, a fototoxicidade, genotoxicidade, diferenciação eh epidermal da epiderme, mas esses dois aqui, a irritação da pele e a corrosão da pele já são métodos validados. Então eu já tenho protocolos validados utilizando essa epiderme, né? eh reconstituída para avaliar esses essas respostas biológicas. E aí, o que que a gente tem de mais moderno ainda, né, em relação a Isso aí. Aqui, quem assistiu Grades
Anatomy, lembra lá que a Merity Grey tinha uma época que ela era aluna de cção científica e ela tava estudando mini órgãos, né? Quem estudou, quem assistiu grade Anatom vai lembrar isso. Aquilo pode parecer ficção científica, mas aquilo já existe. Então a gente já tem sistemas tridimensionais de cultivo celular, a gente já tem isso daqui que é organorrimon, que eu vou falar um pouquinho, análises bioquímicas, análise De expressão gênica, transcriptômica, né, que é você avaliar o genoma que tá relacionado com aquele fenômeno, proteômica, quando você vai avaliar proteínas, toxicogenômicas. Então, a gente já tem uma
série de ôm, né, de ciências ômicas que podem avaliar isso. E uma das que eu acho mais interessante é esse Hilman UNIP, né? Isso aqui parece é ficção científica, mas já é utilizado inclusive no Brasil, né? A Natura, por exemplo, já usa de tecnologias que t Esse fundamento aqui. Então, a ideia é você ter uma plaquinha semelhante a uma tamanho mais ou menos de uma plaquinha de de laboratório comum, né, de de microscópio, onde você vai conectar culturas de células, como a gente tá vendo aqui, ó, por canais. Então, esses canais vão conectar diferentes culturas
de células. E essas culturas de células que são inseridas nesse dispositivo são de diferentes tipos de tecidos. E aí você consegue estimular uma circulação Entre isso daqui. Então você consegue colocar, por exemplo, uma pele impressa em 3D em um desses dispositivos aqui e conectar esses tecidos, essa pele com diferentes outros tecidos. Então você consegue ver a coisa de forma mais integrada, né, do que você avariar de forma segmentada. Então aqui, ó, tem um exemplo explicativo como é que você conseguiria fazer isso. Você coloca diferentes tipos, você vai aplicar aquela Substância ou aquela formulação sobre esse
esse esse tecido. E você consegue simular inclusive a cinética de movimentação dessas partículas, a absorção e a cinética de movimentação dessas partículas entre esses diferentes tecidos. Então, já é algo bem moderno, né, que parece até ficção científica, mas existe, né, já é utilizado. Deixa eu ia ver quanto tempo eu tinha, mas o celular descarregou. Se Eu passar, se eu tiver passando o tempo, me avisa. Não, mas tá bom, Gabriel. São 17:37, certo? Então, a gente tem uma estratégia. Se até aqui a gente já saiu da identificação, a gente já passou por testes em vidro, né,
em silílico, em vidro. e a gente chegou no nível adequado de segurança, então essa amostra pode seguir pros ensaios clínicos. Se eu cheguei ainda e eu não tenho um nível aceitável de segurança, Normalmente você vai descartar aquela aquela matéria-prima, né? Se ela chegou até aqui, você não conseguiu garantir um nível de segurança, você descarta essa matéria-pra. Então, a ideia do ensaio clínico é eu confirmar essas informações de segurança em humanos aqui que foram obtidas nos testes pré-clínicos, tá? Eu vou obter também as advertências de segurança, as orientações de uso. E a gente tem mais ou
menos dois tipos de estudo. São os estudos de Compatibilidade, onde a gente vai ter condições padronizadas de uso. A gente vai ver um pouquinho bem resumido o que é isso. E a gente tem os estudos de aceitabilidade, que são condições reais de uso. Então isso daqui ainda tem um valor preditivo. Não significa dizer que se der negativo aqui é uma garantia que não vai ter nenhum efeito indesejável. Tá? Ele tem esse valor preditivo, mas não garante a ausência de efeitos indesejáveis. Então, nos estudos de Compatibilidade, é a primeira vez que você vai ter o contato
do produto com humanos. Então, você vai avaliar essas condições. Então, são áreas, são eh condições padronizadas. Então você vai ter uma área de aplicação padronizada, você vai ter uma quantidade de aplicação que vai ser lá vai ser pesada, bonitinha lá, vai ter uns testes, então a gente pode utilizar testes que são oclusivos ou testes que são semoclusivos. São que a gente chama de pet testes, né? É um Teste ótimo de se fazer. Professor Márcio vai convidá-los para vocês serem voluntários da pesquisa. Eu já recomendo todo mundo participar. Eh, eh, a gente vai ver um pouquinho
mais na frente uma foto como é que funciona. É bem bem interessante. E a gente vai ver esses potenciais aqui, a ausência de potenciais de mecanismos de irritação e de do componente imunológico, tá? Normalmente, esses testes são feitos com a participação de Um médico, então pode ser dermatologista, pode ser alerologista, então você tem faz essa parceria para fazer essa avaliação. Então dentre desses testes, a gente tem a avaliação da irritação primária acumulada como endogenicidade, sensibilização térmica, fotoirritação, fotossensibilização. Então tudo isso a gente pode avaliar como é que funciona. Isso aqui foram testes que a gente
fez aí na UFRN lá em 2000 15, se eu não me engano, tá? Então A gente tem um voluntário, então a gente usa normalmente a área das costas do voluntário e aí você vai avaliar primeiro o voluntário ele passa por uma avaliação, né, com com o médico para ser como se fosse o seu controle da área. E você vai colocar esse pet que parece um teste de alergia. Então você vai colocar em cada campinho desse aqui, você coloca algo que você quer estudar. Então normalmente a gente coloca um controle negativo que a gente coloca água
Destilada. A gente pode colocar também uma solução salina como controle também e diferentes formulações ou diferentes matériaspras com eh diferentes concentrações de uso também. E aí, pronto. Então, normalmente, no primeiro dia, você vai lá, faz essa análise, coloca esse pet aqui e volta para casa. E aí com 24, com 48 horas, na verdade você volta e aí vai se fazendo novas análises. Então o teste é só isso, né? você só tem que colocar esse teste aqui. Então, já fui voluntário também desse desse teste. E depois disso são critérios de aceitabilidade. Então, nota que aqui são
condições padronizadas de uso. Então, a área foi escolhida, a quantidade foi escolhida, que foi aplicada, foi pesada e a gente coloca aqui na nos estudos de de aceitabilidade é um outro tipo de teste onde o voluntário vai ter as condições reais de uso, tá? É como ele usaria no dia a dia dele. E aí você vai Avaliar desconforto, você vai avaliar outros relatos que esse voluntário vai falar, né? eh onde você tem aqueles apelos específicos de segurança, por exemplo, oftalmologicamente testado. Então você já vai ter metodologias que vão utilizar esses especialistas para ter esses apelos
específicos de segurança. É onde você tem, por exemplo, aqueles testes de comendogenicidade e aceitação ocular, produtos para pele sensível. E aí você tem todos esses Atributos aqui de segurança que podem ser eh colocados, que podem ser atribuídos, como a gente já fala, né? Como dermatologicamente testado, oftalmologicamente testado, clinicamente testado e por aí vai, né? Não como erroico, não, eita, acnegênico pra pele sensível. Então, a gente vai ter esses atributos de qualidade, de segurança aqui, certo? E por fim, de forma, digamos, análoga ao que a gente tem na farmacovigilância, né, que é um conceito Mais palpável
pra gente, a gente também tem que ter um conceito de cosmétigilância, que é justamente você observar e analisar quais são esses eventos adversos que surgiram, né, em função de do uso de produtos cosméticos. Então, as empresas têm que manter esse serviço de cosméticilância para que você identifique esses casos, né, consiga saber realmente se aquele caso foi um caso de mau uso ou foi um caso que veio realmente do uso correto daquele Produto, tá relacionado com com aquele produto. E aí um exemplo que a gente tem são aquelas máscaras capilares que até uns tempos um tempo
atrás ficou bem alta na na na mídia. E aí vai captar esses registros, vai avaliar esses efeitos aqui, vai ver se tem causualidade, se realmente aquele efeito, aquele dano foi causado por aquele produto, aquele uso. E aí você vai poder implementar tanto ações corretivas para aquilo como ações preventativas. Então isso daqui é uma Obrigatoriedade da empresa. Essa empresa ela tem que ter um sistema de cosmético de vigilância para poder fazer esse acompanhamento, certo? Então aqui era o que eu tinha planejado para conversar com vocês hoje. Deixei aqui uma foto do meu grupo para vocês conhecerem.
Então a gente já tem aqui é um um grupo que são três professores, na verdade, dois porque um agora tá afastado, né? Então a gente trabalha normalmente, né? E com bioativos e Desenvolvimento tecnológico, tanto de cosméticos como de medicamentos. também tem o nosso Instagram que a gente tá sempre postando alguma coisa e que é parte do grupo. Então aqui é o professor Juliano ou outro um outro professor que trabalha com a gente, né, no grupo. Aqui é o filhinho dele que é Gabriel e aqui é parte da nossa equipe. Então nossa equipe hoje junto com
alunos de mestrado, doutorado, iniciação científica, extensão e técnico, nós Somos 24 pessoas, né? Já é bastante gente. Nunca imaginei que em tão pouco tempo lá na UFBA já ia ter tanta gente debaixo desse desse guarda-chuva, tá? E ficou aberto as as palestras, as novas palestras que vocês queiram me ouvir falar e as perguntas que vocês tenham agora. Bem, Gabriel, parabéns aí pela apresentação, né, pelo grupo e realmente tão rápido ter um grupo tão poderoso desse. E novamente pedir desculpas a Elizabe. Não, não dava para identificar que era uma pergunta, Elizabeth, por isso que eu fechei
o microfone e disse que a gente não tava interessante. A gente até pensou que era uma ligação e e quero deixar aberto agora paraas perguntas. Dá para me escutar? Dá, pode falar. É. Eita, né? Levantei a mão, mas é bem rapidinho. Agora tudo bem, não tem problema. Eu até assustei quando eu tava falando Porque surgiu o flagzinho aqui do lado. Aí eu fiquei sem entender um pouco, pera aí, o que que tá acontecendo? E a gente é professor, a gente já fica um pouco assustado com essa questão de de invasão em sala, tudo. Enfim. É,
levantou também levantou a mão, mas primeiro as damas, tá? Maria Eduarda pode falar. Eh, esses tem esses métodos alternativos, né, que você mencionou para não utilizar, né, hoje em dia a questão dos animais, né? Aí eu queria Saber se, tipo assim, o método depende do produto que vai ser fabricado, tipo a escolha desses métodos alternativos de análises, de segurança. Isso vai depender do objetivo do produto, né? Existem alguns métodos que você já vai ter que que fazer, né, independente de qual seja, e outros que vai depender da finalidade que aquele produto vai ter. Então, a
própria Anvisa e os compendos oficiais, eles recombendam quais são aqueles testes, Digamos assim, mais básicos e aqueles outros testes que são sujeito a você avaliar a finalidade do produto. Então, talvez um produto não precise fazer um método de de avaliação do da irritabilidade ocular, mas se for um produto paraa pele, você já vai fazer de sensibilização dérmica ou de irritação cutânica. Então, dependendo do tipo de produto que você vai avaliar, você já vai ter alguns testes, por exemplo, de citotoxicidade, como a gente tá falando De cosmético, que é produto de uso tópico, então já é
um teste que você já vai fazer, tá dentro da lista dos testes mais básicos que você vai fazer, né? Se você vai fazer um produto, por exemplo, para proteção solar, você já entra um teste que é de fototoxicidade, que é como essa substância vai se comportar quando você tiver a irradiação da da radiação ultravioleta sobre a pele na presença daquele ativo. Então, em função do que você tiver trabalhando, você vai Montando o seu pol de testes, né? Não é como medicamento que a gente tem uma uma lista de testes que a gente tem que fazer.
medicamente eu tenho que fazer desintegração, dissolução, estabilidade de tal forma. Para cosméticos, você vai montar um dossiê, né, professor fala muito nessa questão do dossiê e aí você vai no momento do registro mostrar essas informações de segurança e eficácia. Licença, só um pouquinho, Gabriel, só complementando. E também assim, ó, além De depender do produto, depende eh eh professor Gabriel colocou aí da questão dos atributos de segurança, por exemplo, testado dermatologicamente, testado oftalmologicamente, eh, e produto hipoalergênico, né? Então, se você quer rotular aí, se você quer rotular com esses atributos, você precisa fazer testes específicos que
tem no eh sugestão eh no guia de segurança. E só fazer uma atualização, Gabriel, o guia de segurança e como o Professor Gabriel disse, não é não tem poder de lei, não é uma RDC, é como guia de estabilidade, ele é um guia indicativo, guia de sugestão. Esse guia é bastante antigo, né? E há muito tempo a gente vem requerendo da Anvisa eh via Catec, porque na CATEC hoje a gente tem eh dois toxicologistas efetivos e um suplente. E e a e a Anvisa aceitou eh tem uma portaria inclusive com os membros e faz um
mês e meio, 2 meses, eh já houve a Primeira reunião ah para do grupo. E desse grupo faz parte eh membros da da Anvisa, da Catec, do CONSEA, da BRV, da Associação Brasileira de Cosmetologia, Associação Brasileira de Produtos de Higiene Cosm Produtos de Higiene Pessoal, Cosmético e Perfumaria. A BPEC faz parte o pessoal da de empresas, então a gente tem várias empresas, eles escolhem Um representante, por exemplo, a gente tem antiga Alergisa, tem a Cosmoice, tem eh a IPCINEAN, então tem representantes do setor regulado também nessa comissão, dermatologistas, enfim, é um é um monte de
gente e que e esse guia vai passar pelo processo de atualização. Se sai esse ano, a gente não sabe, mas já já estão trabalhando, tá? Só uma atualização aí. Informação privilegiada. É, não é nem privilegiado porque já saiu. É porque como a gente faz parte da CATEC e um é um requerimento, o próximo que vai ser atualizado vai ser o guia de segurança eh eh de eficácia, né, de estabilidade. Artur, pode perguntar. Eh, Maria Eduardo, tudo bem? Alguma dúvida mais? Responderu sua pergunta. Sim, professor. Obrigada. Nada, Artur, pode perguntar. Acaba que o próprio Gabriel já
respondeu o proco e o senhor também com com esse spoiler aí, mas eu ia perguntar Realmente se teria, por exemplo, alguma previsão mesmo para, digamos, a Visa ser acho que um pouco mais rigorosa em relação a essa questão da de testes de segurança mesmo, porque, por exemplo, na na área dos medicamentos mesmo, a gente tem a RDC 318 que fala sobre a estabilidade né, os estudos de estabilidade que tá muito pautado nessa questão da segurança e é uma uma resolução bem grande, com muita coisa mesmo, com muita regulação. E eu Realmente queria saber se tinha
realmente uma previsão paraa Anvisa começar a não impor, mas eh colocar mais eh regulamentação nessa questão da segurança mesmo. Mas assim, não é como se não exista regulamentação, né? Todo produto que independente aquela questão, você já falou de classificação grau um, grau dois com eles ou ainda não? Ah, eles já fizeram. Então, pronto. Quando você vai Ter o registro, dependendo de como for, se for uma matéria prima nova, você no dossiê você vai ter que apresentar os dados de segurança e de eficácia, se forem necessários, né? No caso é uma matéria-pra nova, você vai ter
que apresentar e aí a Anvisa vai avaliar se é ou não suficiente aquilo que você apresentou. Agora para medicamento, e aí eu tenho uma linha de raciocínio, professor Márcio me corrija se o ser, enfim, imagina diferente. É um pouco Mais fácil você padronizar porque você tem menos formas farmacêuticas. Então você tem comprimidos, você tem cápsulas, você tem soluções, você tem suspensões, emulções. A grande maioria dos medicamentos tá entre essas formas farmacêuticas. Para cosméticos, você tem uma variedade de formas formas cosméticas muito grande e uma variedade de finalidade também muito grande que surgem cada dia mais.
Então, talvez funcione melhor você deixar, digamos Assim, em aberto e você avaliar processo a processo do que você criar algo que seja engessado e que não contemple toda essa inovação, né? O que é que você acha, doutor? Não, você tem razão, mas é assim, ó, Artur, né? Eh, Gabriel colocou muito bem, não é que não exista legislação, existe legislação. Por exemplo, vou começar de trás pra frente. Gabriel falou da cosmetovigilância. em 2024, eh, tem uma RDC nova de que era de 2015, agora tem uma eh RDC nova de 2024, acho que é 89 alguma coisa,
não lembro de cabeça. E e é uma uma questão de segurança, é a questão da cosmetrovigilância, é uma vigilância da segurança. Quando a gente fala, eu comentei com vocês aí na aula que nós consumidores temos que ser vigilantes e fazer denúncias, né? Então, quando você vai colocar o produto na Eh na Anvisa, você vai lá no sistema e vai colocar assim, por exemplo, ácido salicílico. Aí eu quero colocar ácido Gabriel. Asto Gabriel não tem no dentro do hall de matériaspras da Anvisa. Então você não vai conseguir colocar uma matériapra com as Gabriel. Como que a
empresa faz? a empresa eh solicita a inclusão no sistema da Anvisa desta matéria prima e para ela ser incluída, a empresa tem que eh Apresentar todos os testes exigidos pela Anvisa, certo? Então, eh, teoricamente, quando o produto está no hall de matérias primas disponíveis na Anvisa, significa que ele já é seguro. Eh, tem uma substância que, infelizmente, eu não posso falar o nome, mas já faz mais de 9 anos que a Anvisa solicita testes, testes, testes, testes e ela não acha que é seguro ainda. Ela existe no mercado com outra Função e mas a empresa
cosmética quer colocar que ela vai ter uma função X para isso a Anvisa não autoriza, né? Então, eh eh na realidade a empresa de produto acabado cobra muito os testes de segurança da da matériapra, porque a princípio é o princípio é matériapra segura, produto seguro. E a gente sabe que não é isso, né, que existe interação. Mas, eh, Gabriel começou a aula dele falando da Corresponsabilidade. Se eu uso uma matériapra da empresa do Gabriel, eh, no meu produto, Gabriel é corresponsável pela segurança daquele produto. Por isso que a gente precisa tomar muito cuidado. A questão
de segurança é muito séria. É muito séria. A gente tem que analisar muito bem quais são os nossos fornecedores. Lembra com a que a Mariana da Isnano falou da validação dos fornecedores? Este é um momento muito Importante. Quem vai ser o nosso fornecedor? Quais são os testes que ele oferece? E Gabriel colocou muito bem, existe os testes mínimos que a Anvisa exige. Por isso que no nosso laboratório de cosmético, eh, Gabriel trabalhou com produtos naturais, a gente desenvolve ingrediente e eh um dos testes que a gente faz é o de segurança de compatibilidade com o
Tânia, que ele mostrou aí, porque é o primeiro teste de da do ingrediente na pele de Voluntários, mas isso por isso que ele já mostrou como um teste clínico, né, de segurança. Então, existe sim, eh, depois a empresa vai apresentar a documentação e, se necessário, o teste de segurança da formulação, tá? Não sei se ficou claro, eh, Artur, ficou sim, ficou sim, professor. É que eu realmente, tipo, não vou dizer, tem uma uma preocupação em mente que é em questão que a indústria cosmética cresce Cada vez mais, né? E justamente como o Gabriel falou, é
mais difícil ter uma padronização como em relação à indústria de medicamentos, né, já que cosmético a gente tem diversas formas farmacêuticas. Só que isso não poderia ser começar a ser um problema cada vez mais que a indústria cosmético vai crescendo, a Anvisa talvez não conseguir dar conta de eh verificar toda essa essa gama de produtos. Exatamente. Eh, quando aconteceu o caso Da pomada, aí Anisa foi investigar porque tava acontecendo casos recorrentes, né? Ela não tem, eu já expliquei para vocês que ela não tem profissionais suficientes para investigar tudo. Se a gente não denunciar, ela não
vai investigar. E segurança é um caso sério, né? No caso das pomadas, ela identificou mais de 300 empresas que não eram regulares. Olha só, imagine o produto como é que não que não Saía, né? Tudo bem, Artur? Tudo certo. Tudo certo, professor. Então, beleza. Obrigado. Cecília, pode perguntar. Olá, boa noite, Gabriel. Professor, é só uma dúvida rápida assim, questão do uso do conservante, né, que teve uma policá para mim escutar direitinho. Pronto. Eh, em relação ao uso dos conservantes, né, que teve uma grande polêmica em relação aos parabenos. No caso dos essas avaliações eh em
ensaios Pré-clínicos mínimos, no caso, tem uma questão focada só em na questão da dosagem no conservante ou pega essa parte também da irritabilidade, não? Você avalia tudo, né? Tudo que você vai avaliar, por exemplo, você vai avaliar numa cultura de células, você vai colocar diferentes concentrações daquela daquela matéria-pra na cultura de células. Então a ideia inclusive é que você consiga fazer uma curva onde você observe uma reação citotóxica, Porque senão você vamos imaginar que eu tô num platô de segurança. Se eu não consigo imaginar ver esse platô subindo e chegando num ponto citoptóxico, eu não
consigo determinar qual é a faixa de segurança. Mas sim, se testa diferentes concentrações de uso. Em todos os testes que a gente avalia, se testa diferentes concentrações de uso. mesmo aquele que eu mostrei a foto que a gente fez lá no meu doutorado que era em vivo, a gente testava dentro daquela concentração que A gente avaliou como seguro lá no teste de células, dentro daquela daquela faixa de concentração, a gente colocou na pele do voluntário diferentes concentrações e aí a gente viu que confirmou o teste que a gente avaliou em vitro, né? Então assim, você
avalia diferentes concentrações da da matéria-prima que você tá estudando. Eh, Cecília, eh, quando você tá falando da questão da polêmica dos conservantes, você está falando dos Paradenos especificamente? É tipo assim, eu me lembro que o senhor até tinha falado que um dos seus alunos estava procurando fazer uma fonte natural, né, de conservante. Mas queria também saber porque parabenos é o que a gente mais fala, né, de conservante que teve muitos problemas, mas eu queria também ver se, por exemplo, aí produziu novo por tipo de conservante. E aí no caso também faria essa questão de vários
Concentrações em contato, né? Exatamente. Só deixando registrado que os parabenos são seguros para uso cosmético, né? e especialmente conservantes, fotoprotetores, eh conservantes, fotoprotetores, corantes, eh tem a lista positiva, ou seja, a gente só pode usar aqueles aqueles conservantes que São permitidos no Brasil ou pro país que você vai exportar e naquela concentração E naquela aquela concentração é o limite máximo permitido, justamente porque até aquela concentração é garantida a segurança dele. Acima já não é mais, né? E às vezes muito abaixo você não tem eficácia do produto, certo? Agora, Gabriel colocou, né, a questão da das
células e também eh acho que ela tá aqui ainda, a Estela, ela é do nosso grupo, hoje ela é Pósdoc, né, lá do laboratório. E Estela trabalhou com o Cgass. É, é um um verme na realidade que não tem um sistema nervoso central, por isso é considerado um animal que você pode usar, porque ele não tem no sistema nervoso central. Então, cresceu muito. Por exemplo, até aqui o zebrafish é um é uma forma de você testar em animal, mas que é um animal que é permitido porque ele não tem o sistema nervoso central. Tanto que
eh aqui eh o pessoal do CB criou uma uma startup eh para fazer teste de toxicidade de de substâncias com zebrafish, né? E dependendo do teste, você usa concentrações diferentes. Por exemplo, pra célula usa a a não sei se a eu sei que prolegans a Estela usou concentração de 1,5 acho que miligram por m. Estela tá Aí, pode confirmar. Então você vai fazer uma uma um range que a gente chama para você determinar. Ó, eu testei eh eh eu testei de tanto a tanto, então eu garanto que isso de tanto a tanto é seguro. É
por isso que quando a gente pega o laudo técnico das matérias primas, vem, ah, uso até tantos por C, porque acima sabe que não é seguro. Em cosmético, aí talvez é um complemento da resposta do Artur. a gente tem uma lista que é proibitiva, né, que proíbe as Matérias primas. Então, a gente sabe que aquilo não pode ser usado em produto cosmético e não pode por vários motivos. Um deles é a segurança. Então, ah, essa matéria-pra não é utilizada porque não é seguro para produto cosmético. Ah, essa é seguro, mas ela é um hormônio, não
pode ser usado em produtos cosméticos. Então, a lista proibitiva e a gente tem a lista restritiva, ou seja, a substância, sei lá, andresa pode ser usada em cosmético, Desde que ou na sua forma ácida ou na sua forma ou em pH até tanto ou até concentração. Aí se coloca condições para uso e muitas condições estabelecidas para uso é ã é a questão de segurança, tá? Eh, vai sair, isso eu posso falar porque já já foi assinada a ata vai se tornar público, né? H, da questão de um alfa hidroxiácido, eh, que uma empresa solicitou o
a o aumento da concentração, Porque alfa hidróxácido, eh, só pode usar até 10%. E uma empresa X solicitou que ela gostaria de usar em torno de 22 a 25%. Não foi aceito pela. Eh, vai ter um parecer aí. e não foi aceito pela Anvisa porque não é seguro, né? Então não tem registros de segurança. Ou a empresa faz os testes para mostrar que é seguro naquela concentração ou não é liberado, tá? Então o papel da câmera técnica é esse, é proteger o consumidor e e muita Coisa a gente trabalha em cima da segurança, por isso
a importância da atualização do guia de segurança, certo? Eh, também falei para vocês numa na eh na primeira aula que algumas empresas em alguns países eh tem obrigatoriamente dentro da empresa um um profissional que tem que atestar a segurança das matérias primas e do produto. No Brasil só as grandes empresas que têm, porque não é obrigatório, tá? Eh, eu falei da da questão de segurança, né, que a gente faz os testes, eh, os testes em vitro, em parceria, mas aqui na na UFRN também a gente tem a professora Elissa, que trabalha com absorção, permeação e
e os testes que acho que Cecília trabalha com permeiação, né, Cecília, eh, pode ser ora como um teste de segurança, ora como um teste de eficácia. depende do planejamento que você deseja, tá? Eh, deixa eu ver o que mais. Ah, no início Proibiu os testes de segurança. Foi uma revolução, porque Gabriel mostrou um exemplo que o teste de drive é substituído por outros testes, três testes alternativos. Então, às vezes, um teste de animal, você precisa fazer dois, três, quatro, isso aumenta o custo. Então, foi bastante discutido. Certo? Eh, mais perguntas para o professor Gabriel. Deixa
eu só comentar, aqui na Bahia tem um professor que é que a gente tem Parceria que ele vai com a gente vai começar uma metodologia semelhante a do Celenas, mas usando uma larva. Então essa larva, só que aí a gente tem um outro porém, todos os testes tm que acontecer num período de tempo, porque ela virou uma borboleta depois. Então ela já é grandinha assim, é mais ou menos desse tamanho. E aí você faz injetando o a substância na no peritônio, né? Aí vamos ver o que é que a gente consegue com esses resultados. Vou
te vou te manter informado. Legal. Lembrando que para ser um método alternativo, para ser registrado como um método alternativo, ele precisa ter uma validação internacional, né? E a validação internacional antes era feita pela Evan. A Evan é hso de bastante instituições, né, europeia, que no Brasil a gente tem a PACV. Só que só validar pela Brackv não adianta. Para ele ser um método Alternativo mundial tem que ser pela Brackv primeiro. E aí a gente tem várias eh vários laboratórios, pessoal de São Paulo, o pessoal da Fi Cruz, o pessoal de Ribeirão, vários laboratórios que trabalham
com métodos alternativos e validando os métodos junto com a BRAC, né? Bom, alguma questão mais? Então assim, eh, Gabriel, só um segundinho, já vão me despedir. Eh, lembrando que eu vou abrir no Multiprova uma atividade dessa palestra do Professor Gabriel. Eh, vou ver se até amanhã eu coloco e vou dar um tempo. Eh, a, eu conferi aqui a da palestra da da Flávia até dia 7 mesmo de maio e a semana que vem a gente tem aula presencial. Beleza, Gabriel? Muitíssimo obrigado pelo seu precioso tempo, por você trazer seus conhecimentos aqui pra gente, trazer sua
experiência e que assim seu grupo de pesquisa prospere cada vez mais E que no na próxima vez a gente possa contar com você para esse tema ou outros temas, tá bom? Muito obrigado. Eu que agradeço o convite, né, numa véspera de feriado, 32 pessoas aqui à noite, ainda mais, né? Eu que agradeço o convite e quem quiser conhecer a Bahia, sentir um friozinho, porque aqui é frio, né? Estão convidados. Pois é, Gabriel. E a gente tá com eh tá tendo uma audiência muito boa, até mesmo na aula presencial, eh, véspera de feriado ou Não. Eu
agradeço até aos alunos porque a gente convida a eh traz convidados e e fica sempre na expectativa. E a disciplina no total tem 39 alunos. Aliás, eu não identifiquei aqui José Víor, Jusara, Ladismille, Mariana, Thaí e Vander. Se tiverem, por favor, me avisem aí no chat. Grande abraço, Gabriel. Jovens, um abraço, um beijo e um queijo. Não, Adriana, eu identifiquei e até a semana que vem presencialmente ver a carinho de Vocês, tá bom? Então, tchau, gente. Boa noite. Boa noite, Gabriel. Valeu, professor. Até mais, gente. Obrigado. Obrigado mesmo.