A discussão reservada para hoje vai ter início na Sessão 5 e nós vamos tentar percorrer as sessões 5 a 8 para que a gente possa concluir a segunda etapa né a segunda rodada de discussão a respeito do texto mal estar na civilização que é esse texto que a gente escolheu como pano de fundo para contextualizar a o objetivo de estudo desse grupo que são as patologias Contemporâneas né sobretudo as patologias narcísicas patologias do vazio etc Então a gente vai começar discutindo a Sessão 5 do texto então vamos pontuando aqui os principais elementos e vocês sintam
à vontade para fazer as contribuições de vocês não precisam levantar a mão vocês podem imediatamente falar e a gente cria um ambiente mais mas participativo nessa discussão né na Sessão 5 eu não vou recapitular o que Nós já discutimos nas sessões 1 2 3 4 até para a gente ter um momento mais dinâmico aqui quem não pode ouvir pode retornar a outra gravação que lá tem todo o percurso que nós fizemos mas na Sessão 5 Freud começa o texto aqui né abordando a neurose como resultante da vida civilizada né quer dizer a neurose é o
produto da civilização a gente poderia dizer que ela é assim algo que é intrínseco a vida em Civilização ele vai dizer isso aqui na minha edição na página 129 na de vocês deve ser uma página diferente que eu trabalho com essa edição da imago que é uma edição mais antiga Mas na minha página 129 logo no comecinho ele vai dizer assim abre aspas né o neurótico cria em seus sintomas satisfações substitutivas para si e estas ou lhe causam sofrimento por si próprias ou se tornam fontes de Sofrimento pela criação de dificuldades Em seus relacionamentos com
o meio ambiente e a sociedade é que pertence a civilização porém exige outros sacrifícios além do da satisfação sexual então quer dizer não se trata apenas a uma renúncia gratificação sexual mas a renúncia a outros aspectos também mas Quais aspectos são esses né E aí ele traz aqui alguns preceitos que eu achei até engraçados né a gente vai acompanhando ele na no na evolução do Raciocínio chega a ser até engraçado alguns momentos quando ele vai começar por exemplo falar do amarais até o próximo como a ti mesmo e aí ele questiona será realmente possível amar
o próximo como a ti mesmo quer dizer será que a gente capaz de amar a todos devo me sacrificar cumprir os meus deveres demonstrar o meu amor pelas pessoas que me cercam né a gente sabe que isso não é possível não é totalmente Possível mas a pergunta que ele se faz aqui é porque que esse preceito é pregado se ele não pode ser razoavelmente Comprido sendo que esse próximo estranho né desconhecido muitas vezes pode não ter amor por mim pode pode não agir comigo da forma como eu acho com ele né e ele disse que
é muito mais propenso a tratar o outro bem quando você é tratado bem pelo outro né então ele até brinca com isso que seria Mais coerente que fosse amar até o próximo como este te ama como a ti mesmo né quer dizer toma lá dá cá né E aí em seguida ele também aborda a próxima né que é ama teus inimigos e aqui ele tem uma citação do rainerichine né na página minha página que é a 132 que é bem interessante né ele vai dizer o seguinte minha disposição é a mais pacífica os meus desejos
são uma humilde cabana com Um teto de palha mas uma boa cama boa comida o leite a manteiga mais frescos flores em minha janela e algumas belas Árvores em frente de minha porta e se Deus quiser tornar completa minha felicidade me concederá alegria de ver seis ou sete de meus inimigos enforcados nessas árvores antes da morte deles eu tocado em meu coração lhes perdoarei todo o mal em vida que me fizeram deve-se É verdade perdoar os inimigos mas não antes de Terem sido enforcados depois que morre o ser humano vira perfeita pode ser opositor qualquer
coisa né Qualquer pessoa é perdoada né Depois da sua morte e ele chama esse preceito aqui de Credo Kia absurdo que significa em latim acredito porque é um absurdo que é uma expressão que foi usada por Tertuliano numa obra chamada de carne Christie então essa parte também é muito curiosa Porque a gente vê esse Freud aqui né do mal-estar na civilização assim percorrendo a literatura percorrendo todo esse arcabouço de coisas né que tem relação com que tá sendo tratado aqui então em seguida ele vai dizer assim que o elemento de verdade por trás disso tudo
elemento que as pessoas estão tão dispostas a repudiar é que os homens não são criaturas gentis Que desejam ser amadas e que no máximo podem defender-se Quando atacadas pelo contrário são criaturas entre cujos dotes instintivos deve-se levar em conta uma poderosa cota de agressividade ele vai usar que expressão homo Homini lúpus ou seja o homem é o lobo do homem Então eu acho que ele coloca esse trecho para abrir essa discussão da importância de lembrar como que a nossa cultura é recheada de premissas Morais para tentar apaziguar essa agressividade inerente que nos Atravessa né então
nós temos uma série de premissas ensinamentos são tentativas de refrear essa agressividade E aí ainda dentro dessa agressividade ele vai dizer na página 133 o seguinte via de regra essa Cruel agressividade espera por alguma provocação ou se coloca serviço de algum outro intuito cujo objetivo também poderia ser alcançado por medidas brandas em circunstâncias que lhe são favoráveis Quando as forças mentais contrárias que normalmente a inibem se encontram fora de ação ela também se manifesta espontaneamente e revela o homem como uma besta selvagem a quem a consideração para com a sua espécie é algo estranho então
ele tá vocês devem ter percebido isso é abrindo o território aqui no texto para falar sobre essa inclinação para agressão inerente a nós e que força a civilização a um elevado despende de energia Porque essa hostilidade mútua entre os seres humanos ameaça a própria civilização de desintegração então ele começa aqui a se aproximar dessa ideia de uma punção de morte né de algo que é inerente e que está a espreita da possibilidade de ser escoada para fora né o Gustavo sim deixa eu puxar uma coisinha uma coisinha lá atrás rapidinho Vamos quando você quando o
Freud chama Atenção ali naquele começo que você colocou o próximo como a ti mesmo eu acho que tem duas coisas assim que que dá para a gente pensar o amar o próximo conte mesmo ele é necessariamente partindo de uma essência Cristã A Essência Cristã como é que eu vou dizer isso é ela parte de uma premissa que esse homem ele é culpado de um determinado castigo um castigo Universal Mas ele tem uma Tendência boa o homem é bom isso faz a gente lembrar e depois ele utiliza o hobbies na verdade é o plautos Né o
homo Omni lúpus que a gente a gente tem a referência robesiana né que é O Leviatã e todos os contratualistas na história eles partiram de um pressuposto que é formar uma um lado subjetivo para partir para o Concreto Qual é o lado subjetivo Qual é a natureza humana Hobbes partiu da Natureza Humana o homem é mau por natureza Lock partiu O homem vive Harmonia o Hobbes o Rousseau vai dizer que o homem é bom o bom selvagem né isso quando Hobbes parte de que o homem é mau por natureza ele precisa de leis para ser
então domesticado daí a necessidade de um rei de uma legislação o Freud tá perguntando a mesma coisa eu Acho que nesse trecho ele tá perguntando qual é a essência humana E aí você já deu a resposta recente humana é um teor de agressividade para com o seu próximo quanto Hobbes dá a resposta que o homem é mau por natureza e e Freud está dizendo esse teor de agressividade então não dá para colocar a máxima Cristã no ser humano ama o teu próximo com a ti mesmo e a Deus sobre todas as coisas mas como que
amar o próximo encontro mesmo dentro de uma essência que é agressiva você vê isso na dimensão de um conflito então exatamente um empuxo a natural a agressividade que precisa de dispositivos Morais para tentar conter uma força eu quase como uma inércia uma disposição para agressividade é tudo aquilo que a gente viu anteriormente os capítulos anteriores ele vai falar do processo de regulação De normatividade para a sociedade é criamos normas e brigamos contra elas né para poder viver nós somos agressivos com as normas que nós próprios criamos não dá para amar o outro nesse instinto de
agressividade Então eu fico pensando assim ele tá dizendo olha para religião ele já até falou de religião nós falamos de religião no na aula passada A gente não tem como amar o próximo porque somos agressivos e de que essência é essa então ele entra nesse nessa pulsão de destruição nessa pulsão de morte e ele coloca o amor em cheque eu entendi isso é não dá para uma sociedade extremamente hostil agressiva fazer com que o amor seja a solução de tudo não sei se eu entendi errado mas eu entendi que não tem como Eu tô observando
aqui ele começa a desenhar uma ideia de que a mal gamada com essa força de vida existe uma força destrutiva elas estão entrelaçadas né então não é que o sujeito seja essencialmente mal nem essencialmente bom mas ele é a mal gamado por essas duas dimensões que se interpõe em certos momentos em certos fenômenos psíquicos Talvez uma se sobrepondo a outra conflitando com a outra né E nós no meio desse dessa Conflitiva né até porque em muitas coisas que a gente faz não é muito nítido separar a poção de morte da poção de vida né Isso
não é um trabalho fácil de ser feito né falar assim por exemplo se a gente pensa no ato de comer que é um ato sobrevivência básico né manutenção da vida existe uma pulsão de vida nesse nessa finalidade necessidade humana mas existe uma pulsão destrutiva também né de destruição do Objeto agressiva né então elas estão a maldamadas de uma forma que tudo que a gente faz parece ter uma certa dosagem de cada uma dessas punções e o sujeito tá situado na Ótica desse conflito né é o conflito puncional da segunda tópica né que o Freud vai
colocar em extinção ao conflito funcional da primeira tópica eu queria pegar essa sua fala Gustavo e a do Paulo né sobre essa questão do Mal enfim que não existe uma O que é bom que é mal né Freud no texto ele fala Justamente isso né que o mal na verdade ele não quer não é algo noivo para nós vai depender muito do julgamento dos outros né E que esse texto não mal estar na civilização ele trata muito dessa incompatibilidade entre as exigências dos né e as restrições da sociedade tu que vai falar que os tabus
as leis os costumes né eles vão criando ali restrições que vão atingir tanto homens quanto mulheres e que a gente o homem civilizado ele vai trocando com isso um Tanto de felicidade por um pouco de segurança né então assim é como se ele nos trouxesse assim algo mais real e possível né como você falou né sobre amar o próximo né e não assim é como como a ti mesmo mas sim amar como ele assim como ele te ama né é algo ele traz essa essa coisa assim mais real assim mais possível do ser humano é
realizar não sei se eu entendi dessa eu entendi dessa forma sabe essa questão entendi a leitura que eu fiz é de um mandamento Ideal mais na dimensão de uma idealização uma meta se alcançada do que algo pode efetivamente fazer parte de todas as nossas ações né porque ele fala assim de mecanismos que podem ser aplicados para conter essa agressividade então ele fala de identificações ele fala de relacionamentos amorosos inibidos em sua finalidade quer dizer o que que são relacionamentos amorosos inibidos em sua finalidade né os agregamentos em grupos Em sociedades em famílias em comunidades né
são todo tipo de agregamentos né mas quando ele fala de mandamentos ideais né isso que nós já falamos aqui de ama teu inimigo ama até o próximo como a ti mesmo ele tá falando de mandamento ideal porque vocês viram como que ele vai Preparando o terreno para falar de superego ele fala extensamente sobre superego a base do superego é o ideal do Eu quer dizer a Gente tá falando de uma renúncia ao narcisismo ao narcisismo secundário Em que momento a criança deixa de colocar satisfação dela em primeiro lugar para se satisfazer vendo o outro satisfeito
Para para pensar a criança tem um brinquedo ela quer tudo para ela o prazer envolve o prazer dela Em que momento ela diz assim para o amiguinho Toma meu brinquedinho para Você brincar e fica feliz com isso como é capaz de ser feliz se ela está sem o brinquedo dela como que ela é capaz de ser feliz vendo o outro feliz quer dizer o que determina esse ponto de ruptura É o abandono do narcisismo secundário para a ordem de um ideal do Eu quer dizer o que me faz feliz agora não é mais o meu
prazer pessoal mas é eu me sentir bem na proximidade com esse ideal que aos poucos vai se tornar o superior É aquela ideia que no adulto se Torna por exemplo o trabalho voluntário né como que as pessoas se sentem felizes Abrindo mão do seu tempo da sua seu conforto para ajudar pessoas desconhecidas sendo que elas não vão se beneficiar materialmente desse trabalho mas elas vão se beneficiar emocionalmente desse trabalho fazendo bem para os outros isso só existe por conta dessa ruptura com narcisismo né se essa ruptura não ocorrer é o que Acontece nas personalidades narcis
né o sujeito não suporta ele só suporta ele só busca o prazer ligado ao seu próprio prazer é o prazer dele é o prazer pessoal né ele não sente alegria em ver o outro feliz né então ele tá preparando aqui o território para falar desse superior né quando ele tá falando assim de mandamentos ideais Eles vão eles já conto né com esse mandamento aí com esses prefeitos até o Próximo como a ti mesmo Exatamente é muito mais uma meta até alcançada né E nem sempre a gente obtém sucesso nessa busca né E aí ele tem
uma passagem aqui não sei se vocês viram mas imagino que vocês tenham visto que ele por outro lado acredita que a luta e a competição são naturais do ser humano né até acho que dentro dessa dimensão agressiva dentro de todos nós né acho que é uma característica quase instintiva dentro de todos nós e abre Aspas ele vai dizer assim Oposição não é necessariamente inimizade simplesmente ela é mal empregada e tornada uma ocasião para inimizade bom essa frase é tão contemporânea porque a gente tá vivendo hoje né que uma extrema polarização política e como que as
pessoas usaram né vamos dizer assim ou melhor dizendo se aproveitarão das condições dessa polaridade para Descarregar essa hostilidade que é inerente a essas pessoas né a nós vamos dizer assim né eu achei uma frase dele aqui até ela ter que eu achei que tem bastante relação com essa questão da polarização né política quando ele fala que sempre é possível ligar um grande número de pessoas pelo amor desde que resta em outras para que se exteriorize agressividade e eu acho que tá um pouco isso assim né então você tem um outro Lado ali para você E
aí é muito legal como ele vai percorrendo aspectos né da civilização quando ele vai por exemplo tomar o capitalismo como exemplo né falando da propriedade da riqueza privada né confere ao indivíduo um poder especial e com esse poder a tentação de maltratar o próximo né ao passo que o homem excluído da Posse está fadado a se rebelar hostilmente contra o seu opressor E aí quando ele Vai fazer aí uma um paralelo com a com o comunismo ele vai dizer assim mesmo que a propriedade privada fosse extinta O que seria uma prática né de uma política
de estado comunista essa agressividade tão pouco deixaria de existir dentro de nós não é possivelmente ela encontraria outras válvulas de expressão né que não fosse a o acúmulo do Capital né A Procura pelo capital então agressividade parafroide aqui constitui a base de todas as relações de afeto e amor entre as pessoas e aí tem uma passagem aqui que me deixou curioso né porque é um Freud de maturidade né um texto de maturidade é um texto da última década de vida do Freud e ele vai dizer assim entre parênteses com a única exceção talvez do relacionamento
da mãe com seu filho homem achei isso interessante né como se Essa agressividade não circulasse entre a mãe e o seu filho menino não sei se ele se referiu aqui a ao fato da heterossexualidade dessa relação não Despertar a rivalidade seria diferente da relação da mãe com a menina ou do Pai com o menino mas ele faz esse recorte aqui de que não haveria né talvez essa base agressiva na relação da mãe com seu filho homem Eu particularmente assim não concordo com essa com esse recorte que Ele faz porque se a gente observar nela neclar
e o nicotina a gente vê como que é também nossa é uma relação ambivalente mãe bebê né Então essa agressividade circula Assim entre menino e mãe Então nesse ponto ficou uma incógnita para mim mas só queria pontuar isso mas esse é um detalhe então ele chama esses agrupamentos né esses agrupamentos por por identificações e por relações amorosas inibidas em sua finalidade De pequenos grupos culturais que podem se tornar um esquadro razoável para essa agressividade ele chama isso de narcisismo das pequenas diferenças vocês viram isso e de pobreza psicológica dos grupos né esses pequenos grupos que
a gente vê assim fiquei pensando no Brasil no Brasil e no mundo né na forma de como a gente está falando aqui de política de torcidas organizadas de futebol que tem as suas disputas né se a gente Pensar em nacionalidades também americanos e Russos franceses e ingleses nessa rivalidade histórica ou por exemplo cariocas e Paulistas nessa essa questão meio que herdada meio culturalmente né Tem uma rivalidade histórica né E até no nível mais amplo o antissemitismo na Europa né então a gente vê que esses agrupamentos possibilitam uma forma de extravasamento dessa agressividade inerente né Tava
vendo um texto não tem nada a ver com a com a psicanálise era um texto de a gente tava fazendo uma pesquisa de arquitetura e nas construções vamos pegar CD o exemplo de futebol a construção de um estádio de um prédio ou de qualquer outra coisa ele precisa necessariamente de válvulas escape escada de incêndio a porta que abre um estádio você precisa se acontecer alguma coisa você sai correndo a válvula De escape aí eu tava lendo esse texto porque fazendo a pesquisa assim durante a semana e lendo ao mesmo tempo Freud nós precisamos essa válvula
de escape né esta sociedade assim olha é a sociedade não consegue impor o ideal o que a gente está conversando aqui não consegue impor o ideal pelas leis não tem jeito e não consegue eliminar essa tendência agressiva do homem em relação ao seu próximo A gente precisa ter a válvula de escape a gente precisa culpar alguém externamente a gente precisa colocar essa energia para fora e machucar alguém ou fazer alguma coisa que a culpa não é minha eu preciso ter a consciência mais tranquila sabe e a culpa é do outro a culpa é da outra
pessoa lá culpa não é minha Então se a gente narcisismo das pequenas diferenças eu acho que também aparece aí na construção eu preciso dessa válvula De escape E aí se eu trago isso para dentro de mim as pequenas coisas eu preciso demonstrar essa agressividade a criança quando pega o objeto e ele é meu e um superego externo diz divide com amiguinho vamos mostra que você é bom e ela dá o brinquedo mas ela dá aquilo daquele jeito e depois sai viu vamos brincar com amiguinho e não eu quero o meu brinquedo eu quero aquilo aquilo
é um processo de construção Então e aí quando você tá no adulto é o exemplo que você deu hoje em dia a gente nem precisa ir para fora Gustavo a gente pode falar daqui de dentro é pessoas ressentidas por uma determinada questão política precisam necessariamente culpar o outro eu perdi o brinquedo eu perdi o poder e agora eu não aceito [Música] Levando para o texto até que ele fala isso isso também é um comportamento infantil que não foi trabalhado certo né porque se a gente porque assim tô com raiva Você não pode sentir raiva quero
chorar você não pode chorar tô triste é tudo recalcado Então os sentimentos que é dito como ruim a gente é ensinado a recalcar não a de uma forma freudiana tentar igual da próxima Subliminares como é que eu posso subliminar né como é que eu vou trabalhar isso para para um bem Meu e sem machucar o outro né nem meu e para o outro é um bem meu sem precisar machucar o outro né Então eu acho que isso me fez pensar muito no durante o texto como a gente ainda tá preso nessa infantilidade e tem uma
explicação Econômica né que o Freud vai falar lá na página 24 que ele fala assim que a sensação de satisfazer O impulso selvagem não dominado pelo eu é incomparavelmente mais forte do que é obtida ao saciar o instinto domesticado então o caráter Irresistível dos impulsos perversos também é talvez aí mostra Talvez o facinho né mesmo do que é proibido E aí ele fala sobre essa explicação Econômica nesse sentido agora quando vocês falam da reação ao que ocorreu com o resultado das eleições eu fico pensando também em processos de luto sabe e a gente tem que
Lembrar que tem um processo de negação dentro do luto né Tem uma etapa de negação Inicial e mesclada com uma certa luta contra a realidade né e mas a gente fica eu fico pensando aqui isso não é uma questão para a gente discutir agora mas é só uma reflexão se a gente puder escrever sobre isso depois mas é o luto do que sabe o que é que o que que se perdeu porque tenta entra aí toda uma mítica né para ser bem Preciso com a expressão é Uma mítica em jogo né mas é o luto
do que pensando em Floyd eu penso que é o outro contra o pai né que foi embora o pai que me autoriza eu não sei exatamente sabe acho uma questão assim que a gente tem que pensar né a gente tem que dobrar isso num outro momento talvez trazer alguma literatura que possa nos ajudar mas a gente está vendo a sociedade passar um viver um processo de luto De parte de si mesmo também né porque é uma projeção muito grande assim é o luto de idealizações de expectativas é de construções mas que idealizações e Construções são
essas que caíram por terra e tá fazendo as pessoas agirem dessa forma né Então acho que essa é uma questão também que a gente tem que observar bom vamos Seguindo aqui um pouquinho mais adiante para sessão 6 né o Gustavo De seguir para vocês posso ler um trechinho aqui eu acho que claro Vamos definir qual é o luto mas são tantos mas é na última parte na última parte Aonde tem o 6 é um pouquinho em cima vamos lá é uma parte que diz assim além das tarefas de restrição institucional eu tô lendo Nessa versão
aqui viu gente sim de restrição funcional deve ser o que ele tá querendo colocar para as quais estamos preparados Surge nos o perigo de um estado que podemos denominar a miséria psicológica da massa quando ele coloca Essa parte a miséria psicológica da massa lembra Claro a obra anterior a psicologia das massas né que pode nos ajudar no processo nosso da escrita a tentar rascunhar alguma coisa sobre este luto a massa está em luto e esta massa a gente pode colocar em vários fragmentos é um fragmento de luto Por algo que foi perdido é um fragmento
que está de luto é ainda está no processo de negação né E vamos reconquistar né Tem um monte de gente comendo mortadela aí esperando comendo mortadela não sei se vocês vocês sabem mas aqui na minha cidade eu tô em São José dos Campos e na frente do CPA o centro tecnológico da Aeronáutica tem um grupo que está desde o dia 30 tá lá firme e forte e alguns amigos eles entraram no grupo de WhatsApp deste Grupo e eles estão pedindo pelo amor de Deus não Tragam mais mortadela para gente que a gente não precisa mais
mortadela a gente precisa de gás a gente precisa de eles estão comendo mortadela desde o dia 30 porque eles estão acampados lá na frente do CTA Olha que que esforço é um esforço não é é um esforço e aí ele diz assim olha tal perigo ameaça sobretudo quando a ligação social é estabelecida principalmente pela Identificação dos membros entre si e as individualidades que podem liderar não adquire a importância que eles deveria caber na formação da massa perfeito se torna um só perfeito é uma massa que se identifica entre si sem líderes que eles dão norteamento
aqui na minha tradução como é que ele fala na sua tradução Paulo miséria psicológica miséria psicológica da Massa é que ele chama na minha tradução da mágoa é Pobreza psicológica dos grupos acho que não fere muito o sentido não mas ele fala em seguida a mesma coisa né uma sociedade constituída por identificações dos seus membros uns com os outros enquanto que indivíduos do tipo de um líder não adquirem a importância que eles deveria caber na formação de grupo então aí é que a questão é uma massa sem a presença relevante de um líder e que
se identifica com que padrão de Escolhas de valores e de ideais o focou que vai explicar bem isso né através das leis lá do poder sobre esse poder que incide nas pessoas né não é necessário ter alguém ali dizendo que é certo que errado está nelas né É aquele poder que incide tanto na mente como no corpo [Música] não vai dar um olhar depois com outra com outra cabeça imagine se o foco tivesse Nossa será que tem algo de anárquico nesse funcionamento anarquico Em que sentido assim do tipo pela ausência de lideranças por um movimento
que se auto regula pelas identificações entre os próprios membros eles se auto gerencia historicamente eu acho que quando esse esse movimento ele é pulverizado você não tem uma liderança quando se perde essa liderança historicamente tá gente não é um olhando O processo da história todas as revoltas as emancipações as lutas que aconteceram tanto nas grandes guerras quanto na formação de grupos fascistas não nazistas e tal eles tinham uma liderança quando um grupo pulverizado eu comungo com a ideia de que a sociedade ela é mais perigosa quando exalta um líder quando é pulverizado eu acho que
ela se dissipa eu tô olhando o pé na história não tô vendo a questão da daí a miséria Psicológica né aí a miséria psicológica ela vai se dissipar mas ainda vai causar esse esse mal estar dentro dessas pessoas isso futuramente pode causar outras coisas e tudo mais é um trabalho gigantesco para nós imagina receber no consultório não sei se vocês têm bolsonaroistas em luto por conta disso sim é possível na realidade eu não sei como é que tá a prática de vocês mas ambos em sofrimento né mesmo As pessoas que declararam o voto no Lula
mas ainda assim sobre uma ansiedade de que o que foi conquistado não é estável então é uma parece uma situação que não trouxe alívio para nenhuma das partes né embora a gente já sabia que o desfecho seria uma insatisfação para metade de uma das duas populações mas parece que também a população que deveria estar feliz com o resultado traz ainda muitas ansiedades assim em relação às instabilidades né Acho que muito por conta desse movimento pós resultado eleitoral então ainda ainda a gente escuta muitas queixas ainda mesmo depois desse desfecho eu vejo um pouco ainda essa
miséria da psicológica das massas mesmo na presença de um líder né porque acho que um pouco do que tá acontecendo assim eu acho que existe um discurso repetitivo um pouco reflexivo que é como se fosse de uma de uma padronização geral ali que idolatra e que se Identifica com o líder então eu vejo isso mesmo com a presença do líder acontecendo o líder seja só uma pessoa do grupo né mas que propaga mensagens que estão ali no grupo exatamente eu concordo com você e assim eu acho assim Considerando o nosso contexto assim histórico social a
gente vive nessa dicotomia né do que é bom é ruim é o que é superior aquele que não é não é isso desde por exemplo século X Morre quando surgiu a questão da perversão tem uma a Margareth e ragu Ela é uma grande estudiosa do Foucault e ela vai tocar muito nesse tema e que a gente é condicionado né sempre e tá nessa polarização né E nessa nessa questão de de separar né Sempre assim a homossexualidade é algo patológico e o hétero não a mulher é submissa o homem mais tem mais poder enfim isso se
coloca também ali nessa questão da Política né entre os bolsonaristas e enfim quem volta no Lula que tem essa essa rixa esse ódio né de querer aniquilar o outro né Passa Eu Acho que vai muito mais além dessa dessa questão política que não é mais uma questão de partido mas assim é de querer mesmo assim agredir de ofender isso acho que talvez o que ele fala né oportunidade de encontrar esse carros para essa agressividade talvez eu acho que faz bastante sentido isso Que vocês colocaram porque o líder não está presente mas o discurso dele perpetua
bastante sentido bem o discurso ainda vai demorar muito tempo e o discurso ele é relembrado é discurso na ação de um nação tá certíssima certíssimo muito bem falar em ódio a gente entra na sessão 6 e aqui ele vai fazer é quase que um texto de meta psicologia né não sei se vocês notaram mas é uma parte As sessões 6 e 7 são partes mais densas do texto né ele trata de muita meta psicologia aqui então ele parte de uma situação de chiller São a fome e o amor que movem o mundo quer dizer ele
tá fazendo referência a sua primeira tópica das funções né voltando lá nos instintos e as suas vicissitudes texto lá da primeira tópica né ele tá remetendo a fome com uma analogia uma metáfora aqui as pulsões do eu aquilo Que talvez até se aproximaria mais do instinto propriamente dito né e aqui ele se refere ao amor nas palavras de Schiller como uma alusão as pulsões objetais né os instintos dirigidos ao objeto e é interessante que nesse momento a teoria pulsional o entendimento da neurose se dá na luta entre esses investimentos de Alto preservação são as punções
do euros extintos do eu em contraposição as Punções ambientais que são essas que são mobilizadas por exigências libidinais né uma luta da qual é sai vitorioso mesmo que ao preço de graves Sofrimentos e renúncias como diz Freud aqui na minha página 140 Então esse é o conflito da primeira tópica né Ele tá nos Relembrando aqui pulsões do eu versus poções sexuais naqueles conceitos que ele pontuou as punções como uma fonte pressão finalidade de objeto é um texto de meta Psicologia os instintos e suas atitudes a gente já discutiu esse texto em outras oportunidades aqui então
libido aqui fazia referência somente as funções sexuais e não as funções do eu essas punções de autopreservação só que com a introdução do concelho de narcisismo por isso que esse é um texto que a gente tem que reler Acho que em algum momento a gente vai precisar revisar esse texto a gente chegou a Estudá-lo no grupo de estudos acho que é um ano atrás mais ou menos mas a gente vai precisar reler esse texto até ter um texto muito denso né então acho que a gente precisa revisar esse texto mas com a introdução do consciente
narcisismo Freud vai dizer ele vai colocar uma outra questão que ele vai descobrir que a libido não é investida só nos objetos ela não tá só nessa posição sexual Mas ela está investindo no Eu também na forma de uma libido Narcísica né então a libido poderia ser narcísica quando ela é dirigida ao próprio eu ou aos objetos e ela seria uma libido objetal e isso foi decisivo para que Ele pudesse compreender melhor o funcionamento das psicoses por exemplo né que é um processo no qual a libido é reinvestido no eu então há um desinvestimento da
realidade externa para um reinvestimento da libido no próprio eu um encapsulamento do erro se a gente Puder falar dessa forma Então esse conceito de narcisismo é um conceito chave para as discussões que a gente está estabelecendo aqui quando a gente vai falar mais para frente de patologias contemporâneas patologias narcísica principalmente em tempos de redes sociais de relacionamentos líquidos né A gente vai ver que a noção de narcisismo vai atravessar todos esses quadros clínicos E aí um pouco mais para frente ele vai Dar o segundo passo né ele sai da primeira tópica das pulsões a primeira
teoria das funções que é correspondente na minha primeira tópica né consciente pré consciente inconsciente embora que já tenham indícios de um eu e um superior desenhando né mas para dar o próximo passo em 1920 com além do princípio de prazer quando ele vai falar das punções de vida e das funções de morte né então ele vai pontuar que existe uma força Com tendência a vida e a expansão seria porção de vida mas que também existe uma força contrária que impede o indivíduo ao retorno ao estado primeiro é inorgânico essas forças forte amor de Eros e
tanatos de vida pulsão de morte então o que antes era algo na dualidade entre funções do eu e porções ambientais agora vai ser ressignificado na forma de punções de vida posições de morte atrave pelo conceito de narcisismo né Então a gente tem uma outra leitura Completamente essa década de 1910 a 1920 uma época é uma década extrema riqueza teórica né de muita evolução teórica no pensamento freudiano é decisivo para a história da psicanálise então como eu falei para vocês né eu tava observando aqui as noções de vida e porção de morte entrelaçadas né E se
a gente pensar isso não só nos atos de subsistência básica mas tem um exemplo do comer Mas se a gente pensar na Esfera das relações ambientais a Gente tem polos sádicos e masoquísticos que estão extremamente amalgados né quer dizer você ama o objeto então é uma porção de amor investida nesse objeto mas a sua relação com ele pode ser sádica quer dizer ela pode ser atravessada por uma dinâmica de dominação de subjugação crueldade de crueldade e eu penso na pulsão sádica como uma porção de dominação de e que às vezes chega às Vezes da violência
né mas o sadismo é essencialmente subjugação dominação acho que Essa é a essência do sadismo né que é o sadismo esse desejo de dominação e aquilo que você estava falando narcisismo o amor próprio e que esse amor sendo voltado e alimentado pelo outro é que a gente tem de repente a gente pode falar que a nossa essência é opção de vida porção de morte que está na ciência humana Então São esses dois a todo momento entrando exato quer dizer mesmo onde há amor agressividade essa bivalência afetiva então entrelaçada dirigida ao mesmo objeto quer dizer você
ama alguém e a sua relação com esse objeto de amor pode ser Sátiro mas ela pode ser masoquítica também quer dizer essa agressividade então poderia estar dirigindo ao outro ou ela pode estar dirigida a si própria na forma de masoquismo Então a gente vê como que elas são intrínsecas né quando a gente observa essas modalidades de relações ambientais então o frete tá pontuando isso para destacar essa Dimensão destrutiva em nós que não é uma ideia fácil de ser admitida e que aí voltando nos sistemas de crenças religiosos pode ser projetado numa figura externa como forma
de alívio dessa realidade que não é nada fácil de ser tolerada né de que nós somos maus às vezes nós somos maus nós somos Ruins Com as pessoas e é mais fácil atribuir isso a um diabo quer dizer a uma entidade externa que me influenciou negativamente quer dizer quando eu acho perversamente com alguém eu fui influenciado por uma força maligna externa a mim então é uma forma de lidar talvez de projetar ou de dissociar essa essa agressividade que é inerente a cada um de nós né por isso sim tem uma parte que Ele fica na
página 25 a 26 que eu acho que a gente pode até conversar um pouco sobre isso relacionando com as redes sociais né que ele vai dizer assim que cada um de nós em algum ponto age no modo semelhante a um paranoico corrigindo algum traço inaceitável do mundo de acordo com o seu desejo e inscrevendo esse delírio na realidade é de particular importância o caso em que grande número de pessoas empreende conjuntamente a tentativa de assegurar a Felicidade e proteger-se do sofrimento através de uma delirante modificação da realidade devemos caracterizar como tal Delírio de massa também
as religiões da humanidade e ele complementa dizendo que naturalmente naturalmente quem partilha o Delírio jamais percebe e quando ele leu isso faz todo sentido do mundo né nossa essa esse Delírio Delírio coletivo né você Delírio de Psicose de massa né Então essa Inclinação inata a destrutividade é um dos maiores obstáculos a civilização essa abrindo aspas aqui para froid novamente aqui na minha página que a página 144 ele vai dizer assim a inclinação para a agressão constitui no homem uma disposição instintiva original e alto subsistente e retorna a minha opinião de que ela é o maior
impedimento a civilização ele tá reiterando aqui essa ideia né o sujeito agressivo com o objeto é Agressivo contra si mesmo movido pela culpa que este superego impõe ao eu imponho tem uma não sei se vocês viram aí uma situação de Rainer também acho que a segunda vez que ele citar nesse texto né e é essa batalha de Gigantes que nossas babás tentam apaziguar com sua cantiga de ninar sobre o céu interessante essa essa colocação aqui né essa batalha gigante que nossas babás tentam Apaziguar com sua cantiga de ninar sobre o céu quer dizer esse caos
puncional no qual nós fomos forjados nós fomos constituídos sobre essa esse esse conflito funcional né constante deixa eu colocar uma questão aqui eu acho que dá nó na cabeça da gente tá quando quando o sujeito agressivo o superego ele vai impor ao ego Mas a forma que o superego vai impor o ego não é agressiva também Então Paulo eu acho que eu até trouxe aqui quando ele fala né Que agressividade ele relaciona a agressividade quando ela é introjetada a Constituição do superego e consequentemente da culpa né ele fala que agressividade é introjetada dirigida contra o
próprio eu lá ele é acolhida por uma parte leu que se contraponha o resto como superou e que dispõe-se exercer contra eu a mesma Severa agressividade que o eu gostaria de Satisfazer em outro indivíduo e essa tensão seria a chamada de culpa eu não vou ler o que eu escrevi aqui porque tá contraceia control v o que você escreveu aí tá Exatamente isso Exatamente isso é os dois usam da agressividade agressividade tá na base do controle moral ele fala do sentimento de culpa que se expressa como necessidade de punição Mas De onde que vem essa
necessidade de punição né Qual que é a base desse sentimento de culpa primáriamente falando aonde é que a gente se controla se se mantém insatisfeito respeito uma regra uma lei se abstém pelo que ele vai dizer primariamente pela perda pelo medo da perda de um objeto de amor quer dizer se você transgride a lei você incorre no risco da perda do amor de Outra pessoa e da consequente punição de outra pessoa sobre você pela transgressão cometida uma vez que o superei o é introjetado ele é constituído você próprio passa a se auto punir né não
precisa mais desse a gente externo é como alguns pacientes sem psicoterapia e análise relatam vozes pensamentos né Eu não falo nem vozes no sentido assim alucinatórios não mas pensamentos vozes vozes intrusivas Na forma de pensamentos né pacientes obsessivos tem muita essa característica de pensamentos condenatórios e quando esses pensam você convida esses pacientes associar livremente sobre o conteúdo dessas vozes desses pensamentos condenatórios eles vão associar uma figura parental quer dizer aquela voz que hoje é uma voz Sua sobre você mesmo te autodepreciano já foi uma voz ouvida externamente E agora ela é introjetada ciência de dar
o nome de então na massa a gente elege o culpado a gente elege o diabo pegando aquela última fala que você falou a gente coloca o diabo como a gente coloca esse objeto externo individualmente quando você convida ele a falar sobre estas vozes então ele enxerga um objeto parental [Música] E aí ele vai olhando para dentro e aí Eu desenrolo o trem Desculpa também significativa na vida dessa dessa pessoa tá é a gente eu falei eu falei o parental assim porque geralmente a culpa cai no pai e na mãe mas é isso isso você tem
que ser figuras paternas figuras maternas financeiramente pai e mãe isso se estende para os cuidadores para os professores para todos aqueles estão em Torno da criança né aquele vai dizer na página 147 148 seguinte mal é tudo aquilo que com a perda do amor nos faz sentir ameaçados por medo dessa perda deve-se evitá-lo então é o medo da perda dessa figura de amor é a consequente punição por essa transgressão que vai sendo aos poucos internalizada na forma de um superior mas aqui entra aquela questão que a gente discutiu no início aqui antes de Começar a
gravação né antes de começar oficialmente o encontro né alguns indivíduos não estruturam esse superior eles não parecem Reconhecer essa noção de limites e regras Então essa agressividade não tá dirigida contra o próprio sujeito na forma de uma estrutura de controle sujeito é capaz de transgredir ele é capaz de externalizar essa agressão Não Há esses mecanismos que refriam o que fazem o controle Dessas punções agressivas Então isso é um processo de Constituição psíquica que vai se constituindo também coletivamente na forma de grupos de associações e etc e tal E aí ele fala umas coisas curiosas aqui
né sobre o papel do destino essa parte também engraçada que ele fala que quando o destino é mal com conosco Ele parece acentuar Essa visão de superior né quer dizer quando a vida tá bem a gente respeita menos as regras porque a gente É se sente assim narcisicamente abastecidos né mas quando a vida nos priva de muitas coisas e acontecem coisas ruins ao longo da vida a gente parece Reconhecer mais a força dessa autoridade né a gente sabe se tem mais controla mais renuncia mais as coisas né então quando o destino encontra esse temor o
superior se reforça nesse estrutura mais o destino é visto como substituto da instância parental quando a pessoa tem Uma fortuna ela é ameaçada pela perda desse amor isso percorre todo um sistema de crenças também né é aquilo que você planta você colhe né Não faça com outro aquilo que você não gostaria que fizesse contigo aí você faz uma coisa errada acontece alguma coisa que você fala pronto foi porque eu fiz aquilo aí você repensa suas próprias atitudes eu não anotei a página mas ele fala Assim que você se você perde o amor do outro do
qual você é dependente você deixa também de ser protegido contra os perigos diversos sobretudo expondo seu perigo do que esse alguém tão Poderoso Ele demonstra superioridade em forma de castigo então o medo da autoridade vai sendo gradativamente substituído pelo medo do Superior quer dizer nós pessoas que temos noções de limites e de respeito Não precisamos Da presença imediata da lei para que a gente paute As Nossas ações porque a lei tá dentro de nós quer dizer o simples ato por exemplo se você tá num lugar e você vê um objeto perdido objeto que não é
seu e você se sente desconfortável em pegar o objeto que você não roubou de ninguém você encontrou Mas você se sente desconfortável de pegar um objeto que Não é seu e levar ele para você Você vai pegar esse objeto e vai procurar alguém que possa saber a quem destinar esse objeto de volta ao dono ao proprietário essa pressão interna da lei né você não vai conseguir dormir tranquilo sabendo que você tá com alguma coisa de outra pessoa mas para algumas pessoas essa noção não é não é consistente né então ele falando aqui de culpa e
civilização mais adiante aqui na sessão sessão 8 Ele vai dizer que o preço que pagamos por nosso avanço em termos de civilização é uma perda de felicidade pela intensificação do sentimento de culpa e que quanto mais alto É o estágio civilizatório e aí é uma colocação minha agora não é uma colocação do texto né mas quanto mais alto o estágio civilizatório maior esse mal-estar e nós temos que subjetivar cada vez mais A noção de felicidade em torno de um bem que seja coletivo e não bem que seja individual quanto maior é o refinamento dessa civilização
a única forma de aplacar essa pressão interna é ressignificar o sentido de felicidade quer dizer felicidade às vezes vai atravessar questões que não dizem respeito a você individualmente mas dizem respeito ao coletivo isso deve produzir sentimentos de felicidade em Civilizações que estão em busca de desenvolvimento né se valoriza menos o prazer individual e mais o prazer coletivo para que as pessoas possam evoluir em civilização juntas né e isso é uma coisa que na realidade brasileira é muito difícil de ser comungada né vamos dizer assim as pessoas pensam muito nos seus interesses pessoais elas não pensam
nos interesses coletivos né os interesses sociais vamos dizer assim Nesse sentido há uma uma perda da felicidade o perde a oportunidade de estar feliz em determinado momento por conta desse problema desse desse sentimento de culpa eu eu acho que o sentimento de culpa pelo menos no oito deu a entender que é o problema central do desenvolvimento da civilização é o que e por conta desse desse problema Central todo o progresso tem de ser Pardo com a perda da felicidade eu não sei eu não sei se ele é uma balança que se contrapõe mas a gente
tenta buscar destinações para esse mal estar né advindo dessa perda de gratificações por partilhar de normas coletivas e a gente vê aqui acho que é um ponto que nos interessa no grupo que esse sentimento de culpa Nem sempre é consciente ele é em muita em muitas partes ele alcança camadas Inconscientes e ele se expressa na formação de sintomas né sintomas com características de Alto punição por exemplo adicções compulsões depressões e ansiedades Então essa ansiedade por viver essa neurose civilizatória né que é decorrente do sistema de regras em que a gente está inserido e que nos
impede a gratificação isso é um sinal De ansiedade é um sinal de perigo percebido pelo eu né Então quais são as possíveis destinações que a gente dá para esse mal estar como que a gente pode dar conta desse mal-estar que é inerente à Vida em civilização ou seja esse sentimento de culpa em grande parte inconsciente às vezes na forma de ansiedade na forma de um mal estar nos mobiliza numa constante insatisfação que é muitas vezes Prometido pelas religiões uma forma de aplacar esse sofrimento né essa culpa muitas vezes associada ao pecado e para e contra
o pecado a caminhos para se salvar então é nisso que as religiões no mundo contemporâneo ganham também muita força né aqui na visão freudiana né se eu tô colocando aqui a visão freudiana que aproveitando-se desse sentimento de culpa sobre a denominação de Pecado Oferecem ao homem a possibilidade de se redimir e encontrar algum tipo de alento para esse mal-estar Então as pessoas estão encontrando destinações para esse sofrimento né na forma de sintomas na forma de crenças religiosas buscando algum tipo de destinação para isso e a religião enfia ela é um grande gerador de sentido né
e a gente vive né buscando isso então ela dá sentido para Vida ela dá sentido para morte outra forma também de lidar com isso que ele fica no texto somos paliativos né eles entorpecentes e algumas extremo né como a psicose é exatamente seria uma resposta mais radical né a essa realidade e as intoxicações né que ele vai falar lá na primeira parte do texto né que é uma saída também então para finalizar aqui mas adiante ele vai dizer que no campo da neurose Freud propõe abre aspas quando uma tendência instintiva Experimenta a repressão os seus
elementos libidinais são transformados em sintomas e seus componentes agressivos em sentimentos de culpa Então é isso que vai pautar A constituição a visão fradiana de neurose aqui nesse momento da teoria né Essa dualidade entre as pulsões de vida e pulsões de morte e o impacto disso em Direção a ao processo civilizatório né quer dizer viver em sociedade é viver o mal-estar de sustentar as possibilidades e as impossibilidades de destinação dessas punções né que não se gratificam no amor não se gratificam plenamente no amor e que também precisam ser freadas na sua dimensão destrutiva né então
o sujeito está situado no meio desse desse Tornado que o circula né que a Vida em civilização e a neurose é o preço inerente dessa Vida Que Nós escolhemos que que vocês acham do texto como um todo Professor olha enquanto eu li esse texto eu fui lembrando e aos poucos eu fui eu fui resgatando porque há 15 anos atrás na minha aula de filosofia uma professora pediu para eu ler sobre a violência de Hannah Aren eu Queria até ler depois novamente porque assim eu fui pegando alguns pontinhos que eu achei na internet mas eu preciso
voltar ler esse livro porque no livro ela dá uma visão completamente contraditória sobre o poder mas o poder que nós temos inconsciente porque vamos lá a Hanna a Hanna ela dá a visão de poder que o poder você só adquirir por legitimidade certo sinal Adquire pela pela violência ou pelo capital no livro sobre a violência sobre a violência na aula a gente se Estendeu sobre o capital também então você só adquire a o poder sobre a violência mas o poder que o outro tem sobre a gente principalmente esse supereu na maioria das vezes ele adquirido
apenas pela repressão então ficando até que ponto o poder adquirido pela legitimidade ou não Lá no totalitarismo ela disse que o poder adquirido pela violência não é o poder de fato na verdade é é um medo eu pratico essa agressividade impesso o outro de ser um ser pensante para que ele não possa pensar e agir contra mim é opressão é opressão é o poder é uma virtude né a gente não pode como o foco né aqui que foi dito aí é ele não pode ser Tido como força tido como violência tem que ser exercido de
uma forma que não é oprimida que não é que não é opressão uma forma muito mais Sutil de poder né de todas as instâncias aí o foco vai em todas essas micropoder né [Música] pensando sobre poder e como que ele incide sobre sujeito em a sociedade contemporânea que formas de poder Nós estamos sob influência hoje por exemplo a gente pode pensar o consumo como uma forma de poder as redes sociais Acho que tudo até o vizinho a gente coloca o carro novo do vizinho fala cara preciso também a positividade assim até chamada de tóxica esse
imperativo da felicidade que é muito estimulado nas redes sociais né você tem que estar feliz você tem que Estar o tempo todo produzindo você tem que estar aumentando melhorando né eu acho que tem um poder muito Sutil hoje né que é o controle ali pelos algoritmos mesmo na massa da manipulação né pelas redes e tudo mais poder da informação posso falar de um outro um outro poder que é o poder sobre si mesmo quando eu tô sentindo um certo sofrimento uma certa dor por alguma Coisa externa então eu exerço sobre o meu corpo uma determinada
força para deixar aquele aquele externo longe vou dar um exemplo prático eu posso dar esse exemplo aqui porque não foi nenhum atendimento psicanalítico foi apenas uma conversa um aluno que que veio conversar comigo ele diz Professor eu tô passando por muitas muitos processos muitas dores e No que ele o movimento dele movimento dele ele tava se cortando e eu disse para ele por que que você tá fazendo isso ele disse porque quando eu faço eu esqueço que o meu pai e minha mãe tá brigando por conta das eleições e eu respiro só que agora eu
tô com vontade de fazer todo dia porque todo dia tá doendo eu não tava numa sessão tava na minha sala direção conversando Com a Lu eu falei então vamos conversar com a sua mãe vamos chamar o pai e a mãe ele abaixou a cabeça fossem chamei a família a mãe pelo telefone psicóloga determinou Não mas eu já tenho um eu já sei o que eu vou fazer com ele senão mas eu preciso que a senhora vem aqui para eu contar o que tá acontecendo Então pode falar por telefone não preciso que a senhora vem aqui
é Praxe da escola eu preciso passar isso presencialmente a mãe veio e a mãe começou a me dar todas as desculpas do mundo que isso era dentro de um processo de normalidade ele é psicóloga e eu disse para ela a senhora vai sair daqui para consultar um psiquiatra um psicanalista de todos os números todos os telefones todas as possíveis para conversar com ele não sexta-feira isso era Segunda sexta-feira ela ele tem Consulta sexta-feira Pode ser que você não tem mais seu filho a dor que ele tá sentindo então em excesso o poder sobre o corpo
foi importante porque ele tá tentando expressar uma dor psíquica que ele não consegue encontrar palavras para nomear então ele tá descarregando isso no corpo né então é muito importante numa sessão dava para a gente conversar sobre isso dava para Ele falar mais mas é ali naquele momento eu não sou psicanalista dele eu não entendia fomentar isso ali ali eu tenho que eu tenho que indicar Eu acho que é o mais ético a se fazer né correto é o mais correto chama família preciso que você então é essa Exatamente isso Gustavo essa dor que ele tá
sentindo e ele exerceu um poder sobre ela o ato dele se cortar e exercer um poder sobre essa dor ele não sentiu mais essa Dor e agora ele quer fazer sempre porque ele não sente mais essa dor quando quando se corta perfeito são vários tipos de poderes aí que a gente que a gente pode discutir esse próprio ideal do Eu que se torna depois o superior é uma forma de poder extremamente grande né e ele é atravessado por tantos processos de identificação conscientes inconscientes que a gente não tem ideia né um exemplo Muito comum disso
é como que a gente é capaz de se queixar por exemplo dos nossos pais com coisas que eles fazem que a gente não concorda e sem perceber tinha capaz de repetir as mesmas coisas que eles fazem quer dizer tem tantas identificações conscientes inconscientes acontecendo né e nos constituindo que esse e essa estrutura vai exercer posteriormente um poder muito grande sobre nós quando a gente fala da Depressão por exemplo a gente tá falando de um poder sádico Avassalador do Superior sobre o eu quer dizer não tem nada que o sujeito faça que vá valer a pena
nada faz sentido né [Música] então é de uma tirania e de uma autoritarismo que você não se autoriza a ter prazer então a gente tá falando de dimensões de poder que atravessa um indivíduo interno E externamente em tantos níveis né Nós estamos assim sendo sendo atravessados por tudo isso o tempo todo né é um outro um outro um outro exemplo é um exemplo assim muito bobo tá mas eu tava vendo o jornal e um grupo de esportes eles estavam analisando a convocação do Tite e eles estavam reclamando Porque que o Tite convocou tal jogador Até
um determinado cara na mesa disse o seguinte isso depois eu acho que eu não fiquei assistindo muito mas a hora que eu peguei ele disse isso o programa já estava mais ou menos uma hora rolando esse esse repórter de esporte diz o seguinte Mas a gente não tem mais o que fazer já foi convocado agora a gente é o que temos e vamos discutir daqui para frente e o outro Repórter disse o seguinte Mas se a gente encerrar a discussão acabou o programa então percebe eles têm a noção de que eles estão discutindo uma coisa
extremamente trivial mas que eles precisam discutir porque é função é o trabalho deles senão eles perdem totalmente o sentido não é a gente não vive a gente Às vezes a gente discute determinadas coisas ou não está me fez olhar para tanta coisa eu fiquei viajando teve um momento que Eu fiquei viajando tô assistindo televisão Olha o que eu tô pensando tô viajando mesmo É ele perde perde o sentido da conversa e o cara sabe disso mas ele precisa conversar de coisas triviais para dar sentido na vida dele Quantas vezes a gente tá parado e conversa
sobre coisas que a gente a rodinha pessoal tá falando falando a gente está pensando meu deus eu tô discutindo isso aqui mas entende Porque não faz sentido mas a gente precisa daquilo e que é na verdade também um grande problema das redes sociais eu não preciso fazer sentido não precisa ser comprovado é só preciso de curtidas e que isso continue ali sendo compartilhado E como que esse processo vocês dois colocaram circunstâncias distintas que modificam muito a nossa forma de nos comportar também diante dessas mesmas discussões Né quando a gente está pessoalmente participando de uma conversa
a gente tem uma modulação das nossas atitudes que é completamente diferente de quando a gente participa discussões por redes sociais não parece que elas trazem uma espécie de Anonimato acho que talvez porque nós não somos assim tão modulados pelo olhar do outro pela resposta imediata do outro porque quando a gente fala uma coisa para alguém que a gente discorda da outra pessoa e a gente fala Isso pessoalmente para ela a expressão do rosto dela a reação física a imagem dela modula a nossa forma de falar de se expressar a gente é muito mais cuidadoso a
gente sonda né vê olhar se a pessoa tá virando o rosto se ela tá sorrindo se ela tá fazendo a testa mas quando a gente tá numa discussão por redes sociais não tem essa imagem do outro para modular as suas as suas atitudes né Então você é capaz de abrir as portas de tudo isso que a gente tá falando aqui né é toda essa pulsão agressiva sai muito facilmente numa discussão assim virtual redes sociais todos são especialistas né o exemplo contemporâneo disso são os grupos de WhatsApp né grupos de família no WhatsApp essas famílias que
racharam né sentiram passando esses processos agora que a gente viveu mas eu fico me perguntando assim se fossem discussões presenciais Eu duvido que elas teriam ganhado a mesma destinação sabe as pessoas não teriam chegado a esse ponto mas elas fazem isso porque elas foram feitas ali por grupos de WhatsApp né da professora Paula da área comportamental que ela fala assim que ela falou uma vez que os alunos assim o problema dessa desse ensino à distância na verdade seria assim que ali quando você conversa coloca algum tema um assunto pessoa Expressa fala bastante enfim sinto Fontes
tudo mas quando você vai ali no diálogo né frente a frente o quanto é empobrecido esse esse diálogo essa conversa sabe é muito diferente de você tá nas redes sociais ali em que você na verdade se torna um grande especialista você sabe sobre tudo fala sobre tudo mas na verdade quando você vai conversar pessoalmente ali você a coisa bem diferente né que você falou dessa moldura mudanças de postura né de Comportamento como você reage né ao outro e não tem medo de nada né Tem muita informação mas não tem conhecimento quer dizer você pode escrever
uma dissertação de Mestrado aqui no texto de Facebook para alguém para defender seu ponto de vista mas capaz de articular isso assim intelectualmente transformar esse conhecimento sabe relacionar isso com outras perspectivas com outros olhares Né interagir com outras opiniões porque tem muita informação disponível mas ninguém todo mundo sabe copiar e colar informação mas ninguém sabe muito bem como articular essas informações e transformá-las assim em valores né percepções a história do tomate né que a informação é saber que o tomate é fruta com conhecimento é saber que não se deve colocar o tomate na salada de
frango ótimo isso mesmo essa é novas Eu não conhecia não Muito bom bom gente alguma consideração final Alguém gostaria de deixar registrado alguma coisa não se ninguém tiver nenhuma consideração final Então hoje nós vamos enquanto passada a gente estender um pouco do horário né mas eu achei que foi importante porque a gente precisava primeiro se sintonizar se conhecer né e a gente vinha com uma carga de reflexões Que eu acho que a gente usou o primeiro encontro assim também para a gente poder descarregar um pouco aquilo que tava fervilhando na cabeça agora a gente vai
conseguindo pautar um ritmo mais mais saudável para o grupo então acho que a gente pode nos ateia o nosso horário hoje então a gente finaliza a leitura do texto mal estar na civilização quer dizer a gente finaliza essa leitura né Porque acho que a impressão que deixa é que é um texto que a gente poderia ter permanecido nele por um longo período e a gente ainda te condições de extrair muito mais significados né daí a importância de lefroide porque essa atemporalidade do pensamento freudiano é o que mantém ele ainda vivo né como são textos atuais
textos que fazem sentido São textos que foram escritos aqui 90 anos atrás né E que fazem tanto Sentido que a gente tá aqui falando de problemas contemporâneos assim a luz de um texto de 90 anos atrás um texto de um psicanalista europeuzinho quer dizer que na realidade brasileira a gente tá aqui discutindo isso né então é de uma riqueza fantástica Então acho que é sempre interessante a gente retornar Freud sempre que possível para o nosso próximo encontro que vai acontecer no dia 22/11 nós vamos estudar um artigo de Itália Pietra viuvoque Salvador e Cardoso se
chama patologias do vazio e abordagens psicanalíticas para seu tratamento uma revisão integrativa Então no próximo encontro a gente sai um pouco desse Panorama geral que nós estamos aqui fomentando uma reflexão sobre a nossa Cultura a nossa civilização né a sociedade que nós estamos inseridos e a gente entra um pouco mais na no detalhe das patologias do vazio Vamos começar por esse gancho né E aí nós vamos extrapolar para as patologias narcísicas as adicções os quadros compulsivos transtornos da personalidade né personalidade narcisista personalidade limítrofe transtornos do espectro das psicoses Então a gente vai aí agora avançando
para esses quadros clínicos trazendo um pouco mais a leitura que a psicanálise faz desses quadros E aí eu também queria Lembrar vocês da proposta de escrita e eu conversava com Paulo aqui um pouquinho antes da reunião começar sobre a possibilidade da gente aproveitar o nosso recesso de dezembro e janeiro para a gente poder estruturar Algumas propostas né então a gente pode ir lá no nosso grupo partilhar alguns temas e a gente pode se agregar por afinidades a esses temas e estabelecer uma escrita em conjunto eu acho que penso que pode Ser uma escrita em duplas
trios quartetos né acho que a gente pode fazer um texto a quatro mãos e porque uma das propostas é que a gente possa levar isso a uma publicação independente né e eu tive pesquisando um pouco sobre isso e é bastante viável uma publicação independente e acho que a gente poderia como resultado das reflexões desse grupo transformar isso num livro numa publicação e cada um de nós participaria com uma parcela de contribuição né Assinando alguns trabalhos Então acho que a gente pode aproveitar esse período de férias do grupo e a partir de Dezembro para enriquecer um
pouco essa proposta também Aí eu conto com a participação de vocês Claro que não isso não é obrigatório Mas vai ser muito bom para o grupo né para todos nós se vocês quiserem participar tudo bem gente então Mais uma vez agradeço a todos vocês Paulo Simone Micheline Carlen Giovana Leni Manuela Agradeço também aos que não puderam estar presentes aqui que me comunicaram né sei que tem tiveram outras questões que podem estar assistindo essa gravação posteriormente então a outra gravação outro encontro já retirei do ar e agora essa aí vai entrar à disposição de vocês tá
bom gente uma ótima semana para vocês e até o dia 22 Enquanto isso a gente vai se falando pelo grupo Um grande abraço muito obrigado gente um abração para vocês todos até mais tchau