[Música] e vamos começar com a nossa aula sobre planejamento de programa grupal vivencial de competência social e habilidades sociais e nós colocamos aqui adultos porque vai ser um foco maior hoje e nós vamos ter uma aula específica para criança também em geral vivencial Então nós vamos ter uma aula equivalente a essa a respeito de programas para crianças Então vamos lá vamos ver essa daqui agora experiência com programas grupais foi sempre muito mais usual mais frequente mais recorrente né então nós fizemos especialmente aí no caso os programas vivenciais E é isso que a gente vai falar
por aqui agora assim tanto nos tanto como nos programas eh individuais aqui também nos programas grupais o planejamento requer muita clareza sobre a racional e as características do programa O que é quando é indicado qual a base teórica subjacente quais os procedimentos Além disso isso Então veja isso é indispensável é a base Tá certo todo o programa tem que ter essa racional por trás Além disso precisa ter também uma estruturação que se baseie em três pilares Primeiro as características dos participantes e as suas necessidades recursos tudo isso com base em uma cuidadosa avaliação segundo os
objetivos que decorrem dessa avaliação mas que precisam ser estruturados organizados a partir principalmente de um portfólio legal né importante esse portfólio individual mesmo quando você vai fazer um trabalho de grupo você precisa compor o portfólio de cada um dos participantes e o terceiro Pilar que são as condições de intervenção que você vai utilizar que você vai adotar para atingir esses objetivos Então vamos ver cada uma dessas coisas agora começando com essa racional também no caso dos programas grupais esse referencial é muito importante nós não podemos esquecer aqui duas coisas primeiro que esse referencial é o
de programa de habilidades sociais orientado para a competência social conforme esse esquema esse esquema que combina aí eh coloca como centro a competência social em sua dimensão eh instrumental dada pelas habilidades sociais em sua dimensão éa dada pelos valores de convivência mas também incluindo a questão da automonitoria análise de contingências autorregulação e do outro lado o conhecimento do ambiente social e o autoconhecimento essa estrutura que nós desenvolvemos ela é extremamente prática extremamente norteadora dos programas então nunca pode ser esquecida e é lógico que junto com essa estrutura Nós também desenvolvemos a ideia de tarefas interpessoais
de práticas culturais de produtos agregados de novas práticas desenvolvimento de novas práticas tudo isso numa elaboração conceitual bem refinada sobre competência social e que deve nortear esses programas a segunda coisa que não pode ser esquecida é que o planejamento deve ser flexível para permitir ajustes ao longo da sua condução seja em termos de estrutura seja em term termos de funcionamento Então vamos lá eu vou começar aqui falando destacando algumas características da estrutura de um programa grupal As pessoas sempre perguntam isso pra gente mas Zilda eh como é que é a composição como é que é
a duração etc etc só faz faz parte da estrutura vou começar falando um pouco disso e depois eu vou falar sobre a questão do planejamento propriamente dito vamos em frente sobre a estrutura em um programa de grupo A gente pode destacar alguns aspectos com base na nossa experiência ao longo dos últimos anos Lembrando que programas grupais podem ser tanto terapêuticos como educativos e que isso também afeta a estrutura do programa Então veja tanto a quantidade de participantes como a heterogeneidade ou homogeneidade dos participantes elas podem ser podem estar associadas ao diagnóstico deles e o quanto
a esse diagnóstico viabiliza um melhor aproveitamento de cada um em um programa de grupo isso é uma coisa a ser sempre considerada a composição de programas terapêuticos geralmente tá associada ao diagnóstico dos participantes então é são mais comuns nesse caso os grupos homogêneos e aí você vai ter grupos de tímidos de pessoas com ansiedade social de pessoas agressivas de pessoas do espectro enfim você pode compor esses grupos a partir dessas características porque até essas características diagnósticas acabam também remetendo a algumas características interpessoais do próprio critério diagnóstico isso ajuda a compor a organizar a definir objetivos
também para o funcionamento agora também poderiam ser eh grupos heterogêneos mas essa decisão acaba sendo influenciada por outras questões práticas da composição do planejamento e da avaliação dos resultados Pensando principalmente na possibilidade de trocas de convivência educativa e produtiva entre os participantes então características aí de homogeneidade que poderiam estar associadas a sexo escolaridade tipo de trabalho que você tem que pesar o quanto isso agrega e o quanto isso pode eh não ser tão importante assim para a o funcion e a efetividade do grupo em termos de tamanho do grupo os grupos terapêuticos em geral Claro
tendem a ser menores certo enquanto que os preventivos por exemplo promoção de saúde com grupo de adolescentes é um grupo preventivo eles acabam sendo maiores grupos profissionais também por exemplo pessoas em busca de emprego eles acabam podendo ser composto até de 30 participantes ou mais também é o caso no atendimento à empresa escolas sindicatos esses grupos formados geralmente são um pouco maiores e nesses programas a heterogeneidade dos participantes Pode até ser vista como uma vantagem a ser capitalizada por você e pelo grupo mas se pode compor também os grupos mais homogêneos com base em déficits
em determinadas habilidades sociais eu posso ter um grupo só com dificuldade de falar em público um grupo só interessado em eh desenvolver habilidades para entrevista de emprego para recusa de drogas ilícitas para gerenciamento de equipes de trabalho também podemos pensar em grupos homogêneos em termos de etapas de vida por exemplo um grupo só de habilidades sociais conjugais ou de habilidades sociais educativas para pais para professores ou grupos de pessoas de terceira idade de preparação para aposentadoria enfim veja são aspectos de homogeneidade que podem favorecer a troca e favorecer a efetividade do grupo assertividade em idosos
aliás Esse é um grupo que a gente já conduziu a gente já fez um grupo desse tipo a gente tem um trabalho mostrando a efetividade desse desse desse treino de assertividade em dosos contrapondo com o grupo Placebo porque as pessoas podem dizer assim mas espera aí eh o grupo se eu juntaram uma porção de pessoas de terceira idade próprio a própria convivência já vai ter um efeito terapêutico já vai ter um efeito de aprendizagem de habilidades é verdade isso pode ajudar mas nós testamos seim a esse grupo plac seria tão efetivo quanto um grupo que
a gente estrutura realmente para desenvolver habilidades de assertividade em idosos e nós mostramos a superioridade desse segundo grupo bom eh o ambiente físico do atendimento grupal também é um outro aspecto da estrutura que precisa ser cuidado ele deve ser organizado de forma a a favorecer as condições de funcionamento e de efetividade veja bem alguns elementos do contexto grupal são ilustrados nessa figurinha aqui Veja a figura ela foi Projetada para um grupo vamos dizer de 8 a 12 pessoas veja que essa configuração círculo com o terapeuta e coterapeuta à frente com um espaço vivencial eh no
seu centro com a a previsão de eh local para para a a projeção de slides a projeção de filmes tudo isso favorece o funcionamento e favorece várias coisas favorece em primeiro lugar veja bem o contato visual do terapeuta e do coterapeuta com todos os participantes isso é fundamental o contato visual entre os participantes do grupo também muito muito importante a mobilidade para diferentes arranjos vivenciais o ali no centro e também as cadeiras não sendo fixas quando a gente é convidado para fazer um programa de grupo em algum local diferente eh Uma das coisas que as
pessoas sempre perguntavam é mas o que o que vocês precisam e a gente dava exatamente essas características a gente precisa de cadeiras móveis que a gente possa deslocar e reorganizar da nossa maneira um espaço que tenha possibilidade de eh um um vazio um círculo aí no centro para a condução de vivências nós precisamos de equipamentos tudo isso a gente já pedia de antemão é claro que os equipamentos de som e imagem são muito importantes para música para vídeos para a a apresentações instrucionais slides tudo isso então a gente sempre eh recorreu a essa estrutura aí
vamos dizer física como uma base que tem que se mostrou muito muito útil e muito funcional para todo o trabalho bem aqui só para você visualizar um pequeno grupo em geral nós adotamos Então esse formato de semicírculo São dois grupos aqui e veja que ele reproduz em grande parte a figurinha que a gente fez antes certo um espaço maior ao centro Para ah condução de vivências a foto de baixo é uma homenagem ao Almir del preat o precursor vamos dizer assim aqui no Brasil das dessas vivências todas que a gente acabou desenvolvendo e ele eh
era sempre foi muito criativo para ah planejar para para bolar novas vivências e tudo isso de improviso na situação como era muita coisa de improviso Eu Sempre busquei registrar tudo isso é por isso que a gente tem esses livros aí de vivências onde a gente começou a registrar todos esses essas Essas atividades e poder então agora socializar com vocês esses componentes essas características de vivências que você pode adotar no seu programa sobre a a gente ainda tem três aspectos aqui para considerar primeiro é o contrato contrato Inicial é um acordo oral ou escrito de prestação
de serviço entre o terapeuta e o cliente ou o grupo de clientes no caso do atendimento Clínico a gente pode até entender que esse contrato já tá meio que implícito na primeira sessão quando a pessoa assina eh o seu pedido de de atendimento na secretaria mas eh mesmo assim existem outros aspectos que precisam ser esclarecidos com os clientes nas primeiras sessões não é mesmo é claro que para um grupo de treinamento de habilidades sociais é muito importante estabelecer a natureza do serviço o compromisso entre as partes as regras para o funcionamento desse atendimento de grupo
para funcionamento do grupo Os horários o início término os dias da semana também é claro incluir no contrato alguma menção às regras de privacidade de sigilo de ética das informações todas que são tratadas no grupo é importante pra segurança de cada de cada participante em geral a gente nem precisa fazer isso porque eh como o grupo vai criando vai vai estabelecendo vai desenvolvendo uma coisão muito grande muito respeito entre as pessoas muita afetividade entre as pessoas esses aspectos naturalmente vão emergindo essa privacidade essa essa sigilo esse apoio mútuo tudo isso vai emergindo do grupo mas
como no começo as pessoas ainda não se conhecem é interessante ter sim esse documento eh que assegura de fato todos esses cuidados não é quando você faz o um programa por exemplo numa escola ou num qualquer instituição de atendimento a menores o contrato vai incluir também a autorização por escrito dos pais ou dos responsáveis certo esse é um primeiro aspecto um segundo aspecto aqui ainda que faltava dos três que eu falei que ainda estão faltando é a duração do programa a duração quantas sessões vai ter o programa olha prever a ação de um programa de
competência social e habilidades sociais seja no formato grupal seja no formato individual pode ser até difícil não é tarefa simples por quê porque depende da periodicidade e duração das sessões por outro lado a periodicidade a duração das sessões Depende de outras coisas também né mas também depende da avaliação inicial da extensão dos recursos e déficits dos participantes eh dos dos requisitos de competência social o que eles já apresentam que eles não têm tudo isso impacta sobre a duração do programa duração a quantidade de sessões depende também sabe de você definir os resultados finais e intermediários
esperados e e tudo isso ajuda você a estimar uma duração mínima ou até etapas necessárias para você ir tomando decisões você pode começar decidindo Então olha nós vamos fazer três quatro sessões vamos reavaliar e aí a gente pode eh ter uma ideia mais clara de quanto tempo a gente vai precisar Então veja é importante muitas vezes você ter esse tempo aí para avaliar melhor Ah quanto à duração de Cada sessão outra coisa que pode ser bem variada né Depende de quem são os participantes Começando por aí é claro que grupos de crianças grupos de idosos
vão ter sessões mais Breves vão ter mais sessões semanais de preferência os grupos de eh adolescentes e adultos eles podem ter sessões um pouco mais longas pode ser uma por semana eh também é possível pensar em programas intensivos de imersão por exemplo em empresas conforme a necessidade a disponibilidade do grupo as empresas costumam às vezes levar para um hotel um hotel muito gostoso muito agradável e isso tem eh pontos positivos e pontos negativos eu diria que tem pontos positivos porque as pessoas se reúnem de uma maneira mais relaxada de uma maneira só para isso provavelmente
vão investir mais na nessa nesse nessa aquisição nesse trabalho todo de Treinamento Nesse contexto tem um lado negativo tem por quê porque exatamente por estar fora do contexto natural o próprio facilitador não vai ter muita condição de dar tarefas de cas eh pertinentes ao ambiente de vida do dos participantes A as tarefas de casa vão ser um pouco mais limitadas elas podem ser feitas mais limitadas àquele contexto como as pessoas também estão eh curtindo vamos dizer assim um ambiente novo um contexto até mais agradável eh Pode ser que muitos dos conflitos das dificuldades que ocorrem
no cotidiano não vão aparecer nesse conto texto né E aí eh fica um ambiente um pouquinho mais artificial para isso isso não impede é claro de haver muito aproveitamento o que eu tô dizendo é que é diferente de você fazer num contexto em que os participantes estão cotidianamente lidando com as suas eh dificuldades com seus interlocutores usuais com todas as pressões eh do dia a dia bom um outro aspecto importante é a participação do coterapeuta em formato grupal especialmente com grupos maiores as sessões devem ser conduzidas preferencialmente por dois terapeutas ou dois facilitadores um deles
atuando como coterapeuta ou cof facilitador ele é ele tem uma função muito importante eu já fiz muito essa função eh porque primeiro permite dividir a tarefa na condução no apoio na avaliação e no registro da isso feito durante e feito depois da sessão isso é bastante eh necessário Nos programas de grupo você não pode fazendo aleatoriamente tem que ir registrando Cada sessão e na hora de conduzir uma pessoa tá e eh focada por exemplo na condução de uma vivência mas muitas coisas estão acontecendo no grupo então o o cofacil deve estar atento para tudo o
que está ocorrendo tem alguém que não não falou ainda tem alguém que não tá participando tem alguém que parece que tá mais ansioso às vezes uma pessoa só não consegue ver isso mas duas conseguem aí o terapeuta e o coterapeuta Podem Até coxixar em alguns momentos podem ter uma uma complicidade um um trabalho aí conjunto que é necessário para o andamento e da sessão eventualmente também pode ser necessário dividir o grupo E aí nesse caso coterapeuta assume o papel de terapeuta para um para uma parte do grupo e o outro assume o outro grupo em
algumas atividades algumas atividades que precisam ser feitas em subgrupos menores por exemplo ou alguma atividade que são atividade que é complementar a outra mas precisa ser feita simultaneamente Enfim vocês vão ver a diversidade de vivências e de propostas que podem envolver esses aspectos bem eh eu vou destacar aqui agora algumas decisões e providências que estão na fase inicial do planejamento algumas vão ser refinadas depois eu vou dar só uma listagem aqui de coisas para ficar no seu radar para você sempre pensar quando vai eh propor quando vai planejar um um treinamento de habilidades sociais e
competência social em grupo e aí é claro que eh depois a gente vai refinar algumas dessas etapas dessas decisões ou dessas providências que eu vou falar agora para você A primeira é avaliar as necessidades iniciais de cada participante e também do grupo para você poder estimar para você poder eh já começar a delinear os objetivos da intervenção para o grupo como um todo e para participantes específicos Então veja a primeira coisa é a avaliação a segunda é definir a composição do grupo vai ser homogêneo vai ser heterogêneo eh você vai eh ter uma duração mínima
ou máxima em função do quê pode ser que o próprio grupo tenha as suas limitações as suas necessidades E aí você vai ter que considerar tudo isso na própria composição do grupo que também vai ter Impacto Claro na duração Ah uma terceira Providência importante apresentar pro grupo qual vai ser a estrutura geral o que que você tá prevendo como vai ser esse programa Qual a duração Qual o horário qual a quantidade de periodicidade de sessões Às vezes tem que negociar isso porque nem sempre as coisas eh são muito simples as pessoas têm as suas a
as suas tarefas as suas atribuições que podem eh complicar um pouquinho esse ajuste aí de duração horário periodicidade o quarto aspecto é avaliar com mais detalhamento e também planejar as avaliações intermediárias e as avaliações voltadas para verificar a generalização das aquisições o quinto aspecto é organizar as atividades os procedimentos os materiais para as diferentes etapas as sessões iniciais intermediárias e finais nós vamos eh na próxima aula falar um pouco mais dessas etapas por hora fica aqui a ideia também de pensar sempre que o programa é um programa flexível deve ser sempre muito flexível para se
ajustar e para se reajustar às necessidades do grupo agora então o refinamento da avaliação o refinamento já de uma das etapas anteriores que é a avaliação e definição dos objetivos do programa e eu vou passar aqui algumas das eh do dos aspectos que devem ser foco da sua avaliação não dá para deixar de lado primeiro Quais são os principais papéis sociais e tarefas interpessoais de cada participante Quais são os problemas interpessoais que estão afetando a vida de cada um Quais são as atrib missões que eles têm que impactam que tem relação com a a vida
social a vida interpessoal as relações interpessoais de cada participante olha um segundo aspecto é é o conjunto dos déficits e dos recursos de cada cliente em habilidades sociais e tudo isso já registrado e você vai registrando vai compondo o portfólio de cada cliente tudo isso já considerando sempre o que o cliente quer aprender aou desenvolver é a perspectiva do cliente mas claro sem ignorar também os critérios de competência social os requisitos que muitas vezes o cliente não tem consciência disso ele quer saber o que ele quer lá na frente e você precisa saber o que
é requisito para chegar lá tá Ah um outro aspectos são os comportamentos concorrentes e quando a gente fala em comportamentos concorrentes nós estamos podendo nós podem podemos falar em várias coisas são aqueles eh comportamentos que impedem um desempenho socialmente competente pode ser ansiedade o excesso de ansiedade pode ser aquela pessoa que eh fala muito de si e não ouve o outro ou que interrompe o outro o tempo todo então tem comportamentos que podem ser concorrentes a um desempenho socialmente competente e você precisa a pessoa que é muito agressiva a pessoa que é muito paciente muito
eh que que fala muito gritando tudo isso pode concorrer com um desempenho mais adequado a todos os problemas e recursos eh nos demais requisitos de competência social nunca esquecer Esse aspecto e não esquecer também uma coisa importante para essa avaliação são os recursos do ambiente Ou seja você tem que coner ser também as contingências de vida do seu cliente você vai ensinar por exemplo assertividade e sabe que o cliente eh tem Eh vive num contexto muito punitivo você vai ter que cuidar para que o cliente realmente tenha condições de lidar com este ambiente Então você
precisa conhecer as contingências de vida que podem dificultar a generalização de algumas aquisições assim como outras contingências favoráveis pessoas acolhedoras pessoas que tão eh eh ajudando apoiando o desenvolvimento socioemocional do seu cliente e que podem ser contingências altamente favoráveis paraa manutenção das aquisições paraa generalização seja todos esses recursos do ambiente são aspectos que você pode anotar no seu portfólio do cliente de cada cliente e do grupo como um todo também é lógico compondo Qual a característica do seu grupo Bom nós falamos de portfólio o tempo todo mas a gente precisa saber exatamente o que nós
estamos chamando de portfólio e aqui nós vamos falar do portfólio de competência social e habilidades sociais a palavra portfólio ela se refere a ela é uma palavra comum pode ser um portfólio de fotos pode ser um portfólio de atividades prévias pode ser um portfólio de eh aplicações né financeiras enfim portfólio é sempre uma organização uma classificação de um conjunto de coisas nesse caso de competência social e habilidades sociais além do portfólio de cada participante Você pode ter também um portfólio do grupo que é daquilo que é mais relevante comum a todos ou a grande parte
das pessoas do grupo que você vai atender e você vai ver já por que isso é tão importante e Começando aqui o que é um portfólio de competência social e habilidades sociais nós nós definimos como uma listagem das classes e subclasses de habilidades sociais relevantes e pertinentes as tarefas e papéis sociais da pessoa e também a sua etapa de desenvolvimento incluindo aqui ainda a a comunicação corporal e paralinguística e os demais requisitos de competência social veja você tá mapeando o que a pessoa tem de pontos fortes e de pontos deficitários em relação à competência social
e habilidades sociais o que ela tem de contexto quando a gente fala em tarefas e papéis sociais é é o contexto de vida dela que acaba eh eh sinalizando Quais são as habilidades mais relevantes mais importantes para esta pessoa então quando você faz um portfólio por pessoa é isso é aquilo que é relevante para essa pessoa quando você faz um portfólio do grupo você tá também eh reunindo destacando aquilo que é comum ao grupo todo e que vai ajudar você a planejar o trabalho para o grupo A monitorar o andamento do trabalho para o grupo
em programas de grupo os objetivos para o grupo os objetivos comuns ao grupo eles podem priorizar aqueles que são compartilhados por dois ou mais participantes ou por todo o grupo e pode pode também incluir aqueles que são próprios a cada uma dessas pessoas Ah é claro que aí depois quando você tem um mapeamento bem claro dessas dessas aspectos comuns ao grupo todo aí sim você vai começar a pensar numa ordem eh crescente de complexidade desses objetivos você vai considerar nesse caso tanto as habilidades sociais necessárias requeridas importantes para esse grupo quanto os requisitos de competência
social eh e Mas o que eu falei agora é muito importante considerando a a uma distribuição em termos de complexidade indo Claro do mais dos mais fáceis dos objetivos mais fáceis e daqueles que são vamos dizer que facilitam a aquisição de outros por exemplo se eu ensinar comunicação verbal não verbal eu facilito outros aspectos depois de assertividade de atia que eh que são habilidades algumas mais complexas e que precisam você já precisa ter garantido por exemplo contato visual boa gesticulação expressividade facial isso tudo podem ser requisitos para habilidades mais complexas essa ideia de complexidade é
muito importante ao longo do programa e com base na avaliação continuada e de processo ainda podem ser identificadas novas necessidades E aí Claro novos objetivos para determinados participantes E aí você pode também caminhando eh pensando que lembrando aliás que alguns participantes eles acabam descobrindo que precisam de mais coisas ao longo do processo E aí você vai incluir novos objetivos também no programa aí quando você eh analisa o portfólio e verifica que algumas habilidades se apresentam deficitárias paraa maioria dos participantes de um grupo Você pode até fazer sessões especiais para aquelas habilidades visando a aquisição dessas
habilidades Eh aí nesse caso juntando todo mundo em torno de uma habilidade uma ou duas sessões para lidar com essas habilidades comuns e deficitárias no grupo e olha nesses casos Mesmo que não seja o grupo todo completo mesmo que sejam vamos dizer 80% do grupo aqueles que eh não tê aquela dificuldade ainda assim podem aprender muito participando dessas sessões especiais agora a distribuição dos objetivos em sessões é a outra etapa é como você vai organizar as as as várias os vários objetivos comuns inicialmente dando prioridade aos objetivos que são comuns a maior parte das pessoas
mas como você vai organizar isso ao longo das sessões de uma maneira que favoreça a aquisição das que vem depois é importante isso né Eh é claro que novamente aqui de uma maneira muito flexível a gente tá falando de de uma estruturação que precisa pode ser engordada aqui ou reduzida ali dependendo do grupo essa adaptação você pode e deve fazer Claro mas nós estamos querendo passar para você uma estrutura lógica que ajuda a compor essa sequência do mais simples para o mais complexo ou daquilo que é requisito para aquilo que precisa vir depois tá então
Aqui Nós pensamos numa estruturação para pessoas sem transtorn psicológicos mas que tem déficits acentuados de habilidades sociais e pensando em 12 seções aqui nós colocamos 12 sessões com periodici com periodicidade de duas vezes por semana é claro que dependendo da do grupo Pode ser que eh você precise de mais tempo para superação dos déficits relevantes identificados mas Nós pensamos aí num grupo que já produz bastante resultado eh no nos casos de programas vivenciais preventivos e profissionais eh Pode ser que a duração até seja menos porque são mais focados em habilidades bem específicas né então aqui
vamos dar uma olhadinha nesse esquema geral veja como nós organizamos quatro sessões para os objetivos da fase inicial cinco para os da fase intermediária e três para as sessões finais essa fase intermediária dependendo da diversidade de de diades do grupo pode ser bem mais extensa se for mais homogênea as dificuldades serem mais comuns eh ela acaba caminhando mais rápida Então vamos dar uma olhada aqui nas ah nos objetivos eh dessas sessões todas aqui nós fizemos uma lista aqui de objetivos e do lado a em que momentos esses objetivos deveriam aparecer não é então vamos dar
uma olhada aqui Então veja que aqui nós temos um rol de objetivos para sessões tem alguns objetivos que aparecem somente nas sessões iniciais aquelas quatro eh e depois eles são eles são descontinuados tem outros que vão ao longo de toda a sessão pode ver de todo o programa aliás pode ver que são exatamente aqueles que são requisitos de competência social né ele precisa acompanhar todo o processo e alguns que estão mais na etapa intermediária ou na etapa final agora vamos dar uma olhadinha eh mais detalhada nesses nesses eh conjuntos todos essa proposta ela prevê a
promoção dos requisitos de competência social em todas as sessões desde a primeira como eu já disse né ainda que eventualmente com maior ênfase em alguns aspectos do que em outros isso é possível fazer também bom isso não significa que você deve estabelecer condições específicas para cada um dos participantes em todas as sessões mas organizar procedimentos de modo a incluir vários do dos dos dos participantes simultaneamente quanto mais você incluir a participantes numa numa mesma no mesmo objetivo melhor você tá atendendo mais pessoas e atendendo mais rapidamente o andamento do grupo então os objetivos são planejados
alguns para todos os participantes com maior ou menor ênfase em um ou outro dependendo dos recursos e déficits de cada participante nas sessões iniciais o foco recai sobre as habilidades sociais básicas quais são observar descrever relatar elogiar fazer e responder perguntas relacionar desempenhos e as condições em que ocorrem ou seja aquela que questão da automonitoria enfim todas essas habilidades que são de algum modo componentes das outras quanto quando quanto mais as habilidades são complexas mais elas incluem as habilidades sociais básicas em novas composições por exemplo eu vou eh recusar um pedido eu vou ter que
eh falar algumas coisas eu vou ter que monitorar meus componentes eh minha comunicação não verbal para linguística eu vou ter que ah fazer alguma expressão de empatia junto com a a minha recusa antes de fazer uma recusa eu vou ter que eh me despedir terminar a minha fala de alguma maneira que amenize a própria recusa eu tô juntando uma série de outras habilidades que eu já posso ou já devo ter aprendido antes tá isso vale para por exemplo fazer amizades tem uma porção de idades que são componentes quando eu vou ensinar ou fazer amizades algumas
eu já posso ter ensinado no rol dessas habilidades sociais básicas que eu eh promovi nas sessões iniciais a as habilidades sociais de empatia e dar feedback também são focalizadas nas sessões iniciais sabe por quê porque junto com as habilidades eh de análise de contingências por exemplo ela são solicitadas elas podem ser solicitadas por você em apoio ao processo de aprendizagem uns dos outros então você tendo essas habilidades já desenvolvidas você já cria um clima de maior Coesão e maior apoio muto para a aquisição de todos os os participantes do grupo cabe lembrar aqui também que
a generalização é uma meta desde a primeira sessão não esqueça disso ai você tá repetindo isso vou repetir vou repetir várias vezes isso tá bom olha ela precisa ser promovida desde desde as primeiras tarefas interpessoais que você vai passar para os seus clientes Lembrando que no caso eh de grupo a gente começa com aquelas tarefas interpessoais genéricas ou seja aquelas que são comuns a todo grupo são dificuldades comuns a todo grupo coincidindo também com aquelas aqueles objetivos todos de habilidade que são comuns ao grupo a partir das sessões intermediárias você pode olhar aqui onde que
tá a a linha contínua é aonde você está focando aquela habilidade Então a partir das sessões intermediárias você vai inserindo objetivos relacionados aos déficits específicos de cada um dos participantes considerando que os déficits de habilidades assertivas e empáticas ocorrem de forma mais generalizada na na maior parte dos grupos que a a gente tem conduzido nós acabamos inserindo como objetivos específicos da Etapa intermediária e aqui a empatia também no começo Já desde o começo mas mantida eh na etapa intermediária E é claro que você vai completar essa etapa intermediária com os outros as outras necessidades que
você identificou nesse grupo nas sessões finais você mantém o objetivo de superar os problemas dos participantes antes em termos de habilidades sociais e competência social mas agora você vai dar mais mais ênfase a valores de convivência então nessa etapa final você vai incluir mais atividades de reflexão de análise das relações interpessoais no contexto cultural dos participantes enfim de habilidades que envolvem uma sensibilidade maior uma complexidade maior também então o que que você achou desse esquema veja que a gente eh eh está ainda caminhando né Nós vamos ainda refinar um pouco mais isso na próxima aula
mas aqui já deu para você ter uma ideia da estrutura do programa eu espero pelo menos e também do funcionamento como é que você vai organizar este funcionamento esse caminhar em direção aos objetivos esse atendimento às necessidades do grupo é isso que nós tentamos mostrar aqui para você que eu tentei organizar Aqui de uma maneira bem didática né e agora é claro você vai ver um afunilamento maior a partir da próxima aula por hora eu quero saber de você o seguinte pensando nos possíveis participantes do seu grupo do seu grupo de estágio aqui né Eu
espero que você esteja pensando e esteja já Caminhando com o seu trabalho prático se você for fazer a atendimento de grupo você já procurou identificar essas dificuldades Você já tem alguma indicação de por onde vai caminhar esse grupo Quais são os objetivos principais desse grupo relata aqui pra gente relata no formulário da plataforma Tá bom eu gostaria muito de saber e é uma forma também de você já ir realizando as tarefas de estágio que nós estamos prevendo aqui nesse curso e que também pode incluir o atendimento de grupo por não [Música] tá