[Música] Olá na aula de Hoje iremos estudar duas perícopes que apresentam a acolhida de Jesus em Jerusalém e sua rejeição por parte do Povo essas duas perícopes estão situadas na sessão de Jerusalém vimos na aula passada que esta sessão apresenta a atividade de Jesus em Jerusalém evidentemente marcada por controvérsias com os representantes da religião Judaica que resultará em sua morte na cruz bem a sessão de Jerusalém abre-se com a narrativa da Entrada Triunfal eh de Jesus em Jerusalém aclamado como o bendito o Messias esperado sua entrada na cidade AD no jumentinho é um gesto simbólico
que evoca as cenas de entronização real e as visões proféticas que dizem respeito ao Messias portador de paz a esse episódio corresponde é Marcos 1516 a 20 que narra o escárnio dos Soldados a Jesus e sua condução para fora dos muros de Jerusalém onde será Cruz picado então nós temos aqui nessa sessão a entrada eh gloriosa de Jesus em Jerusalém e sua saída ignominiosa de Jerusalém marcando aqui nessa sessão a rejeição que Jesus sofre por parte dos líderes judaicos vamos a ver a seguir é esses dois trechos do Evangelho primeiro a entrada gloriosa de Jesus
em Jerusalém a atividade de Jesus sua pregação e seu gestos simbólicos eh culminam em Jerusalém centro religioso e político da Palestina a entrada na capital é relatada em todos os três Evangelhos sinóticos como ponto final de uma caminhada que o rabi de Nazaré a certo ponto de sua atividade pública empreendeu com decisão e plena consciência do Risco o primeiro episódio que narra Jesus em Jerusalém tem características muito particulares Marcos está interessado em relatar extensivamente a entrada na cidade santa e como se vê eh usa uma série de passagens do antigo testamento para fornecer o contexto
interpretativo para o que está sendo narrado podemos organizar esse trecho em duas partes os preparativos os versículos 1 b a 7 e a entrada na cidade os Versículos 8 a 11 a os versículos 1 a e 11b são anotações geográficas que serem de Marco e correspondem ao movimento de entrada e saída da cidade vamos primeiro aos preparativos Versículos 1 1 b a 7 bem a descrição dos preparativos para a entrada de Jesus Visa sublinhar sua importância é impressionante que cerca de metade da cena esteja envolvida na descrição meticulosa das instruções de Jesus para obter um
jumentinho e sua execução pelos dois discípulos não identificados essa descrição tem poder evocativo ligado à escritura Zacarias 9 Versículo 9 eh nós temos aqui nesse trecho em que relata os preparativos uma subdivisão primeiro os versículos 1 b a 7 é vai narrar O encargo que esses discípulos recebem e os versículos 1 B eh os versículos 4 a 7 eh vai relatar o cumprimento eh desse encargo Eh esses dois eh eh esses dois eh subdivisões essas duas subdivisões estão cuidadosamente traçadas e relacionadas uma à outra as palavras da ordem se repete no relato do cumprimento o
significado da passagem deve ser buscado em particular na interpretação das várias citações bíblicas nela contidas primeiro alusão na citação do Monte das Oliveiras no profeta Zacarias o Monte das Oliveiras é indicado por nome como lugar da vinda escatológica do Senhor a Jerusalém a referência ao jumentinho sobre o qual Jesus montará também é evoca é Gênese 49 10 a 11 em que e apresenta o futuro representante das tipe de Judá e Zacarias 99 ingresso em Jerusalém é do rei o rei justo vitorioso e humilde que monta um jumentinho então nós temos aqui essas duas referências a
essa imagem é do jumentinho em que Jesus vai montar vamos narrar aqui a entrada propriamente dita esses Versículos apresentam nos gestos de saudação e na aclamação a entronização do rei como cumprimento da promessa e esperanças messiânicas Jesus entra montado num jumentinho conforme Zacarias 99 vejamos aqui o que diz o texto exulta filha de Sião grita de alegria filha de Jerusalém Eis que o teu rei vem a ti ele é justo e vitorioso humilde montado sobre um jumento sobre um jumentinho filho da jumenta bem eh a reação dos discípulos e do povo que estendem pelo caminho
os seus mantos e os Ramos que tinham apanhado nos campos recorda as cenas da aclamação real de jeú em segundo reis 9:13 as aclamações do secto estão em harmonia com os gestos de acolhimento real e do entusiasmo cheio de expectativa estão estruturados em paralelo e resumidas no grito Hosana bendito que vem em nome do senhor o Hosana transcrição do hebraico rosiana Salmo 11825 mesmo se na origem é uma invocação que significa salva-nos no uso comum no tempo de Jesus tende a se tornar uma aclamação para cumprimentar os peregrinos ou os personagens importantes a citação do
Salmo 118 Versículos 25 e 26 faz parte do dos Salmos de ralel cantados nas festas dos tabernáculos e da páscoa e confere um conteúdo preciso à manifestação popular Jesus com o seu gesto evocador das cenas reais e de libertação na história passada reanima as esperanças messiânicas que históricamente o reino de Davi tinha inaugurado Então essa entrada eh de Jesus em Jerusalém ela é interpretada por esses trechos é escriturístico é como uma entrada do Rei do Messias em Jerusalém mas o Messias simples Messias humilde e por fim o Marco que é o início e o final
dessa narrativa como se vê de imediato a ação de Marcos eh que Marcos quis narrar a efetiva entrada de Jesus em Jerusalém ocupa pouquíssimas palavras apenas no início do Versículo 11 e entrou em Jerusalém no templo todo o resto é preparação e por assim dizer acompanhamento desse breve relato o Versículo 11 também mostra que o verdadeiro objetivo de Jesus não é a própria santa mas o templo o único lugar dentro da cidade que é mencionado tanto aqui quanto depois mesmo o fato de neste primeiro dia não realizar nenhuma ação nele apenas destaca ainda mais o
objetivo da viagem de Jesus que é justamente sua entrada no templo ele entra eh de forma direta quase como um desafio seu olhar em torno né ele observa tudo é o olhar do enviado definitivo que julga e intervém prepara o gesto decisivo do dia seguinte a purificação do tempo então essa Entrada Triunfal em Jerusalém eh quer justamente mostrar a entrada de Jesus no templo que vai preparar eh a narrativa seguinte que Jesus vai purificar esse templo para então começar a ensinar no templo de Jerusalém vamos agora à segunda perícope que é a saída ignominiosa de
Jerusalém o escarnio veja nesse texto bíblico aqui eu grifei eh os verbos né todos os verbos estão grifados mas de modo particular aqui é eh eu grifei de grito os verbos que eh no grego ele eh eh está eh conjugado no aoristo que é um verbo que expressa uma ação pontual certo então Eh nessa narrativa que nós temos aqui nessa ao longo desse texto os soldados eles são os protagonistas de todas as ações Então os soldados levaram Jesus para dentro do pátio do pretório E aí chamaram toda a guarnição vestiram Jesus com manto de púrpura
e puseram nele uma coroa trançada de espinhos e começaram a saudá-lo salve rei dos judeus batiam na sua cabeça um caniço cuspiam nele e dobrando o joelho se prostrava diante dele depois de zombarem dele tiraram-lhe o manto de púrpura e o vestiram com suas próprias vestes então levaram-no para fora a a fim de crucificá-lo veja que é uma cena eh eh eh que essa cena que é narrada que eh Jesus é escarnecido pelos soldados Romanos antes de ser crucificado é uma obra prima narrativa embora de embora de conteúdo claramente é dramático né nessa cena prevalece
o modo narrativo com ausência de diálogo apenas uma palavra é ouvida aqui salve o rei dos judeus no Versículo 19 enquanto no restante toda a ação é narrada por meio de uma impressionante série de 15 verbos de ação que eu acabei de falar para vocês certo e os soldados são sujeito de todos os verbos Ok então aqui eh nós temos todos esses verbos esses verbos que eu grifei em Itálico eles eh no grego correspondem ao presente que eu chamo presente histórico em que o narrador narrando uma ação do passado ele escreve e coloca verbos no
presente para dar mais vivacidade à sua narrativa e aqui na nossa tradução em nossa língua vernácula eles estão todos no passado importante aqui ressaltar que a cena ela fica bem articulada entre duas ações que compõem o quadro Inicial e final veja os soldados levam Jesus para dentro corresponde a cena final em que Jesus é levado para fora para ser crucificado certo então esse verbo aqui esses dois verbos eles são escritos com o mesmo verbo mais dotado de prefixos opostos certo o primeiro é apagou ap agou que fica e eh levar para dentro e no final
exago que é justamente para fora levaram para fora e aqui Marcos sublinha essa esse esse quadro e da narrativa do carno de Jesus indicando a sua entrada e a sua saída vamos agora a algumas observações em relação a essa narrativa apresenta assim a situação em que Jesus se encontra de forma Realista e dramática como um objeto ele está totalmente à merc de seus algozes está nas mãos dos outros com isso se concretiza o que foi predito no terceiro anúncio da Paixão o entregarão aos gentios zombaram dele e cuspiram nele Marcos 10 33b a 34 a
bem esta breve cena não é essencial para o enredo geral da história basta considerar que seu Versículo final Versículo 20 termina da mesma forma que o versículo conclusivo da cena anterior que é o Versículo 15 em que Jesus é condenado Isto é com Jesus que deve ser levado e eh a crucificação certo então no Versículo 15 da perica anterior Jesus é condenado e é entregue para ser crucificado e aqui no Versículo 20 dessa perí que nós estamos aqui eh analisando ele é é é levado para fora para ser crucificado eh este Episódio insere uma pausa
na história né se tirarmos esse episódio nós temos a sequência eh é das ações Jesus é condenado E logo depois é levado para ser crucificado Então essas cena do escarnecido que ela ela insere uma pausa nessa narrativa ela trata-se portanto de um episódio narrado para levar o leitor a se deter sobre um elemento particular neste caso o drama com que se realizam as escrituras sobre a paixão do justo nas mãos dos ímpios aquelas palavras tantas vezes ouvidas nos Salmos aqui de modo particular no Salmo 22 agora se cumpre em Jesus e eh e o leitor
ele é convidado a perceber essa identificação e a crueldade e as ações dos Soldados Romanos certamente o ajudam a interpretar corretamente o que é narrado quer dizer é a paixão do justo nas mãos dos ímpios que correspond responde aqui ao terceiro anúncio da paixão Vamos agora analisar é o o o teor dessa zombaria a única fala que é aparece aqui nesse trecho salve o Rei dos Judeus eh o teor da zombaria dos Soldados volta a designar Jesus Como Rei dos Judeus e contempla uma série de ações que pelo menos inicialmente procuram Recordar esta dignidade real
a púrpura a coroa a saudação o prostra Então são todos todas ações que evocam que nos recordam é é uma entronização real eh nesta descrição podemos captar uma intenção irônica do narrador a mesma ação empreendida com com escarno e zombaria pelo soldado pode ser compreendida em sua verdade pelo leitor para quem a realeza de Jesus está fora de questão veja todas as injúrias contam mentiras nas intenções dos seus atores mas na realidade quando são retomadas pela pena de Marcos como parte do drama geral revelam-se verdadeiras no que querem dizer a qualificação de Jesus Como Rei
dos Judeus tá correta e a coroa de espinhos é um Diadema particularmente apropriado Então essa narrativa do escárnio ela tem aqui nesse relato eh eh eh eh da da da paixão e morte de Jesus eh tem essa intenção de eh trazer para o leitor a memória do justo que sofre nas mãos dos ímpios e também ressaltar que Jesus ele é eh é condenado Como Rei dos Judeus e Todas aquelas ações eh são são bem irônicas porque na verdade Jesus é o Rei dos Judeus Vamos então aqui para alguns pontos para nossa conclusão quanto à Cena
da entrada de Jesus em Jerusalém Marcos organizou a com uma série de referências a textos do Antigo Testamento que dão ao leitor o contexto interpretativo é que é da cena que é narrada metade das narrativa se ocupa em descrever os preparativos da entrada e outra metade se ocupa na entrada propriamente dita isso indica a importância desse evento no contexto do Evangelho Jesus entra na cidade santa aclamado como rei o Messias da casa de Davi mas não como poderoso guerreiro e sim como rei justo vitorioso e humilde que irá restaurar O Reinado de Deus mediante Sua
Entrega na cruz essa perspectiva é corroborada pelas citações e alusões bíblicas e também pela aclamação Festiva o Versículo 11 mostra que o verdadeiro objetivo de Jesus não é a própria cidade santa mas o templo lugar onde Jesus irá dedicar seus últimos dias ensinando o episódio do escárnio de Jesus no pretório não deixa de recordar a entrada de Jesus em Jerusalém encontramos lá né os mesmos elementos uma aclamação real e um gesto de homenagem com utilização de vegetais e vestuários eh a multidão era sincera ainda que provavelmente não havia compreendido em que consistia o reino inaugurado
por Jesus aqui os soldados e zombam do condenado porém como Pilatos ignoram que dizem a verdade e que ajoelhando-se para render homenagem a Jesus fazem os gestos as quais ele tem direito bem a narrativa centrada nas ações dos Soldados sujeito de todos os verbos de retoma O que foi predito no terceiro anúncio da Paixão e foi composto para incitar o leitor a se deter sobre um elemento particular neste caso o drama com que se realizam as antigas escrituras sobre a paixão do justo nas mãos dos ímpios Salmo 22 e estas eh se cumprem em Jesus
Jesus é escarnecido Como Rei dos Judeus as vestes os gestos e a única fala proferida apontam passa para essa irônica verdade Jesus é o Rei dos Judeus e é como o rei que ele é conduzido para a crucificação os soldados tiram o manto púrpura de Jesus e vestem suas roupas não é dito que ele tira que ele tiraram eh a coroa de espinhos da cabeça o texto portanto permite a idade de que Jesus continuou a usar a coroa quando foi levado para ser crucificado eh eh eh e durante a crucificação nesse caso a própria crucificação
se torna profundamente irônica o Prisioneiro vai para a morte e morre na cruz após ser açoitado e usar uma coroa improvisada esta imagem é uma epifania Secreta de Jesus como eh como Messias real revela e esconde o mistério do Reino de Deus anunciado Aos aos discípulos em cesareia de Filipe para o qual a realeza do Jesus terreno se caracteriza pela rejeição sofrimento e morte então aqui essa perspectiva é do segredo messan Jesus é o messias mas o Messias padecente a informação de que conduziram-no para fora eh para o crucificar significa sobretudo que os soldados ti
eh tiraram Jesus do pretório e em segundo lugar também diga que eles o levaram para fora da cidade de Jerusalém é altamente provável que o local eh da crucificação de Jesus estivesse fora dos Muros da Cidade da época bem com isso concluímos a aula de hoje eh nos veremos na próxima aula e até [Música] lá