Olá, boa noite a todos. Vamos começar nossa aula de hoje, filosofia. E estávamos falando na aula passada sobre a questão da ciência, eh, quando falamos então sobre que a realidade não se reduz ao que pode ser medido e que há verdades espirituais, morais e metafísicas que escapam à observação empírica, né? Eh, falamos também sobre fé revelada e razão iluminada, falando de que a a revelação É a luz que ilumina o caminho, né? A razão é o olho que enxerga a luz, ou seja, é uma junção da teologia com a filosofia que a gente pode pensar
então que elas são eh complementares nesse sentido, né? Então, a revelação ela ela nos ilumina para eh vermos o caminho, né? Agora, a razão enxerga a luz, né? Ele consegue, nós conseguimos entender racionalmente algumas coisas, né? Então, há há uma complementaridade na teologia e na filosofia. E podemos então eh falar Sobre isso um pouco mais tarde, mas há uma necessidade de uma e da outra. Então, a teologia, a teologia afirma que deve ser, né, a fé cristã revelada, né, que é fundamentado na escritura, racional, coerente em sua sistematização. E é aqui que entra a filosofia,
nesta questão da razão. Quando nós construímos então a o nosso arcabolso de teologias, ah, pensando principalmente na teologia sistemática e até na teologia bíblica Também, nós fazemos esta coerência ah organizacional, né? ou seja, coerência na sistematização. E essa sistematização, ela se dá justamente para que nós tenhamos uma capacidade de eh compreender eh conceitualmente a toda a parte da teologia cristã. Entendemos então quando vamos estudar na teologia as coisas estão bem organizadas, né? Estudamos então sobre sobre Deus, o Deus criador, Né? Ah, estudamos sobre o Espírito Santo, estudamos sobre a pessoa de Cristo, estudamos sobre a
a o ser humano, né? Estudamos sobre o pecado, sobre a queda. Eh, estudamos então sobre a história da redenção, estudamos sobre justificação, sobre substituição e assim por diante. na teologia sistemática, nós vamos eh estudando organizadamente, né, uma uma coerente sistematização das ideias e das questões teológicas que são colocadas ah dentro Do aspecto da ah da da teologia, né? Né? Então, a teologia quando ela é organizada, né, ela é sistematizada, eh, nós usamos para isso grande parte do arcabolso de ideias e das perguntas, inclusive, que a filosofia faz para a realidade. E a partir disso, então,
é que nós fazemos as perguntas e desenvolvemos então as teologias. Por exemplo, quando nós falamos sobre a a justificação pela fé, por exemplo, né, Que é uma teologia eh sistemática, né, que faz parte da teologia sistemática e nós estudamos isso, nós sabemos o que que significa isso, né? Eh, agora, como é que eh se chega ao ponto de se fazer a teologia? Não é só simplesmente eh lendo a Bíblia e retirando de lá a teologia. Isso é teologia bíblica, né? Eh, eh, tudo bem, Suzi, não tem problema, pode ficar tranquila, né? Mas a teologia eh
sistemática, então, ela precisa, eh, desta organização. Então, a Filosofia faz perguntas para a realidade. E qual a realidade? A realidade humana, a realidade divina, a realidade da palavra, né? a realidade dos assuntos que são caros a nós no meio do cristianismo. E esta racionalização, ou seja, esse pensar racional acerca da fé cristã, ele produz a teologia, produz a teologia sistemática, né, que é organizada em tomos, que é organizada em volumes, que é organizada em assuntos. E a gente então vai organizando tudo isso A partir da filosofia. Então, a filosofia ela se une à teologia nessa
questão, né? Então, a teologia afirma que a Afriquistão deve ser revelada, racional e vivida, né? Então, este é o aspecto ah eh que é abrangente da teologia, né? Nós cremos na revelação, cremos na no fundamento da escritura, né? Eh, nós também eh eh passamos pela sistematização, pela racionalização da teologia, que é esta eh eh sistematização em assuntos, em blocos, Para que possamos entender melhor, né? eh quando, por exemplo, vamos fazer um estudo extensivo. E aí, então, eu quero saber sobre eh Deus em torno da da sua da sua ah do seu aparecimento, né, da sua
primeira revelação até a o final da história quando ele vai fazer. Então, eu quero saber como é que Deus age. Eh, então eu vou para teologia sistemática e vou pegar lá os blocos de teologia sistemática que estão organizados, sistematizados, né? Filosoficamente organizados. Então, nós perguntamos coisas, né? Quem é Deus, né? Como ele age, ah, onde ele está, né? como ele fala, como ele se revela, como ele eh eh interage com o ser humano. Ah, Deus se ira, né? Deus fica nervoso, Deus chora, Deus ri, Deus eh perdoa, Deus manda pro inferno, Deus manda para o
céu. Ah, como é que Deus faz? Então, todas essas perguntas nós fazemos não somente ao texto bíblico, mas também ao nosso entendimento, né? eh o Entendimento do texto bíblico. E nó então a teologia sistemática, ela é a uma uma organização teológica que pega pela primeira vez o assunto a partir de uma ideia e não a partir do texto bíblico em si. O texto bíblico ele está paraa teologia sistemática como uma comprovação daquilo que se elabora como teologia, né? Agora, quando falamos sobre teologia bíblica, não, nós pegamos o texto, fazemos exegese, hermenêutica e a partir então
Deste conhecimento textual é que nós desenvolvemos uma teologia bíblica, ou seja, a teologia que sai da palavra e que vem pela realidade. A teologia sistemática, ela não faz o processo inverso, mas ela é um processo de ah pergunta para a realidade, né, de elaboração. Não, ela sai não, a a sistemática ela ela não sai a partir da Bíblia em si, mas sai a partir de questionamentos humanos. Por exemplo, nós começamos a pensar assim: "Ah, o ser Humano caiu, né? Ah, houve uma queda, houve pecado, certo? Mas o como é que foi? O que que foi
esse pecado? Como é que aconteceu? Onde ele aconteceu? Em que época ele aconteceu? Qual é a abrangência ah desta queda, né? qual é a a resolução para uma queda, se há uma resolução, né? Eh, eh, qual é então a o alcance eh desta queda? Até onde a queda vai? A queda ela ela ela produz o quê? Ela produz seres humanos que são também Pecaminosos. E como é que se dá esta herança pecaminosa? Como é que eu, que nasço do meu pai nasço a eh herdando o pecado? Como é que é este herdar do pecado? É
através da alma, é através do corpo, é através do sangue, é através da mente? Ah, e essa herança do pecado, ela se dá quando? Quando eu sou gerado no útero ou quando eu nasço, né? E aí, o ser humano nasce, então ele nasce pecador, mas ele peca ou ele tem uma idade ainda eh eh eh é chamada idade da Razão, né? A idade onde ele eh tem esta eh vulga inocência, né? E aí depois quando ele chega na idade da razão, quais são as consequências? O ser humano pode ficar sem pecado? Não pode ficar sem
pecado? Ou seja, a filosofia faz um monte de perguntas para a realidade para indagarmos sobre a estas questões que fazem parte da nossa fé, né, que é a fé revelada na escritura. Mas a fé revelada na escritura, ela pressupõe algumas coisas. Ela pressupõe uma história, ela Pressupõe um contexto, ela pressupõe uma uma aplicação prática da palavra de Deus para aquele contexto e trazemos aplicações para nossas vidas. Então essa teologia bíblica, ela difere da teologia sistemática no na sua construção. E a teologia sistemática, então, ela ela usa a filosofia para se construir. Então, essas perguntas para
a realidade muitas vezes são perguntas que nem estão na Bíblia, mas nós encontramos então as respostas na palavra de Deus e A partir disso, então, fizemos a ao longo dos 2000 anos estes compêndios todos de teologia sistemática que são respostas humanas às dúvidas, né, geralmente que acontecem eh conosco ou com outras pessoas, né? Eh, então é assim que nós cremos na fé cristã que é revelada, racional e vivida, né? Então, ao mesmo tempo que ela é revelada, ou seja, fundamental da escritura, né? Ela é racional, que ela é coerente em sua sistematização e ela é
vivida, ou seja, Voltada para a glória de Deus e a transformação da nossa vida. Essa é a fé cristã. Então, a a dentro desta fé cristã, eh, nós temos aqui grandes questões, né? Ah, pensamos, por exemplo, na fé revelada, ou seja, fundamental da escritura, a a a Bíblia está na base, né, do do entendimento e da compreensão dessa fé, ou seja, da construção desta fé em nós, né? A Bíblia tá na base disso aí, porque ah, nós cremos a partir daquilo que nós compreendemos, né? Então, a fé vem pelo ouvir. E o ouvir de quê?
Da escritura, da palavra de Deus, né? Eh, a fé ela é racional, né, nesse aspecto. Por quê? Porque ela é coerente na sua sistematização, né? Eh, quando nós entendemos a acerca de Jesus, nós entendemos com a nossa mente, ou seja, com a nossa razão, né? E esta razão, então, ela é ah aberta pelo Espírito Santo, modificada pelo Espírito Santo e produz em nós essa conversão. E aí passamos então para este aspecto aqui da Vida, né? Passamos a viver o quê? Viver a fé cristã. Então, uma fé que foi revelada na Escritura, uma fé que ah
foi racionalmente explicada para nós e que ela então se transforma em vida, né? Então, é esses três aspectos da fé cristã que nós eh compreendemos e por isso, então, nós colocamos a teologia sistemática ah junto com a filosofia nesse aspecto, para que elas possam conversar entre si, tá? Ah, eh, saindo do ponto em que a Filosofia e a teologia estão em nesta conexão, nós chegamos um ponto em que podemos pensar, né? Ou seja, podemos olhar para o pensamento cristão acerca eh da filosofia, ou seja, sobre a história, sobre a história da filosofia, né, a aquele
aspecto onde as coisas são elaboradas, né? né? Então, ao longo da história da igreja, a gente enxerga a filosofia, ela não apenas eh influenciou, né, mas ela serviu, e aqui é uma coisa importante de Se pensar, ela serviu como base de desenvolvimento da teologia. Então, a teologia ela não surge a partir de teologia sistemática quando pensamos nisso, né? Mas, ou seja, na própria teologia ah geral, ela surge ah como desenvolvida a partir de pensamentos filosóficos, de perguntas que fazemos para para as realidades. Então, essas perguntas é que são a base do desenvolvimento teológico, né? Porque
se não houvesse perguntas, não haveria Teologia. Então, se eu não preciso perguntar quem é Deus, eu não desenvolvo teologia. Eu não vou paraa Bíblia para poder compreender quem Deus é, né? Eh, se eu não pergunto quem Jesus é, quando ele veio, como ele veio, o que que ele fez, quais são as suas funções, o que que ele Então, eh, é tudo isso, eh, são perguntas que fazemos que servem como base para o desenvolvimento da teologia. Então, quando nós olhamos hoje para a teologia, nós estamos aqui num curso de Teologia. Eh, e esse curso de teologia
tem a muitas disciplinas, se não me engano, são 64 eh disciplinas ao longo do do curso todo, né? Eh, eh, com todas as suas variantes, né? Eh, ênfases, etc. E e o fato é de que toda todo esse arcabolso teológico ah exposado pelo Betel e por todas as outras escolas de teologia do mundo inteiro, elas foram construídas a partir ah do zero, a partir das perguntas que se fez no passado. Então, Na época de Paulo, por exemplo, Paulo, quando escrevi uma carta, ah, quando ele escreve carta, por exemplo, aos Efésios, né, ou aos Coríntios ou
aos Romanos, Paulo está respondendo a dúvidas, Paulo está respondendo a questionamentos, né? As pessoas questionavam, certo? Mas como é que vamos viver a fé, Paulo? Porque nós não sabemos como isso funciona. A gente creu em Cristo, fomos batizados. Eh, mas por que que fomos batizados? O que que tem a ver o Batismo? Nós não somos judeus. Eh, a circuncisão já não vale ou como é que isso funciona? Então, se eu estou circuncindado, eu preciso também ser batizado, Paulo? E Paulo, então, responde a essas dúvidas das pessoas nas cartas que ele escreve pra igreja. Então, note
que a teologia, inclusive bíblica, né, que foi construída ao longo dos escritos, paulinos, petrinos, joaninos, né, as o Evangelho de Mateus e etc, são questionamentos que são Respondidos. Então, cada um dos livros da Bíblia tem uma uma necessidade de ser construído a partir de perguntas. Por exemplo, Mateus, ele resolveu escrever a o seu o Evangelho para narrar sobre a vida e a obra de Jesus, né? A morte, crucificação e ressurreição, né? Agora, por que que Mateus resolve escrever? Ele não simplesmente eh amanhece um dia e fala assim: "Vou escrever o evangelho, né? Ele é provocado
por alguma coisa, por alguma questão. Quando olhamos paraa Base do Evangelho de Mateus, nós entendemos que Mateus está tentando explicar quem é Jesus como Messias. E e Mateus tem um destinatário para a sua carta, para o seu evangelho. E a destinatário é o povo judeu, o povo a quem Mateus inclusive pertencia, a quem Jesus também pertencia. Então, as pessoas que eram judaicas, que eram eh judias, né, os judeus de forma geral, estavam questionando aos apóstolos, questionando aos discípulos, né, ah, Quem era esse Jesus? Porque a grande maioria das pessoas do início da fé não conheciam
Jesus profundamente. Quem conhecia Jesus mais profundamente eram os apóstolos, aqueles que estavam por perto. E eles então questionavam: "Mas quem é esse Jesus?" pessoa, afinal de contas, ele é mesmo o Messias que nós temos que esperar ou ele é uma outra pessoa? Ele é apenas um profeta, né? Nesse questionamento, a igreja começou a viver então uma necessidade de escrever, De ensinar as pessoas sobre quem era Jesus. Lembra-se que até a carta ser escrita, né, que há uma controvérsia sobre isso, né, que provavelmente tenha sido o livro de Tiago, né, que foi escrito pela ah em
primeiro lugar, né, Jesus já havia morrido há alguns anos, já havia ressuscitado, ah, já tinha ido para o céu e a igreja estava sozinha na sua oralidade. Então, não havia escritos, né? a igreja estava na sua oralidade, Questionando, perguntando, querendo aprender, sendo discipulado e etc. E aí então começaram a perguntar para Thago uma coisa muito importante, né? E aí o o o a pergunta que chegou para Thiago é: Thiago, afinal de contas, a salvação é pela fé ou é pelas obras? Então, se a salvação é pela fé, como estão dizendo por aí, eh Paulo diz
isso, não sei quem diz isso, etc, etc. Então, eu não preciso mais praticar obras, eu não preciso mais eh fazer coisas boas, eu Não preciso mais ter que obedecer a lei, eu não preciso mais fazer nada disso. Então, note que a oralidade ela pergunta, a oralidade tem dúvidas, ou seja, as pessoas têm dúvidas e elas perguntam e perguntam para quem? Perguntam para aqueles que estavam eh na liderança da igreja, né? E Thago, então, ele coloca a o seu conhecimento e começa então escrever uma carta, a o livro de Thago que a gente conhece para responder
a questão da fé que sem obras é morta, Né? Ele responde a isso, né? Então ele começa a falar justamente sobre isso. Por quê? que as pessoas estavam necessitando. Então, nesta questão, a a filosofia ela vem com essas perguntas para a realidade, né, que são perguntas que as pessoas fazem, que nós mesmos fazemos para a realidade. Eh, e então, a partir disso, o texto bíblico é escrito, né? E aí, depois de um tempo, eh, que Thago escreve, eles começam a falar com Paulo. Paulo, Paulo, ó, o seguinte, olha, Tiago escreveu lá de que a fé
sem obras é morta. Então nó entenda que nós devemos continuar seguindo a lei, continuar seguindo aquilo que o Antigo Testamento fala. Temos que continuar. Paulo falou assim: "Não, vocês estão errados. Ah, Paulo, Tiago, não falou nada disso. Tiago disse que a fé eh sem obras é morta, mas ele não quer dizer que nós temos que continuar seguindo a lei, porque senão seria um outro evangelho. Aí Paulo então coloca a num papel os seus escritos, seus pensamentos e escreve a carta de Gálatas, que são cartas que falam a mesma coisa. Tiago e Galas falam a mesma
coisa. Só que Tiago fala sobre a fé do ponto de vista de um judeu que está olhando paraa lei e ele fala bem, a fé sem obras é morta. E aí Paulo então escreve Gálatas e fala assim: "As obras sem fé são da carne, são pecado. Então as obras da fé eh eh são fruto do espírito." E Paulo, então, Complementa o ensino de Tiago. Mas note que desde o início é são perguntas, não são simplesmente eh a quando duas ou três pessoas resolvem parar, sentar e falar assim: "Vamos pensar sobre o que nós vamos escrever
e colocar na Bíblia para ensinar as pessoas, não é? Eh, eh, são dúvidas reais das pessoas que geram a necessidade de explicação, de ensino. E então aí os escritores da palavra de Deus eh vão e respondem eh escrevendo isso para que as pessoas pudessem ter acesso ao ensino, né? uma forma de fazer com com que mais pessoas aprendessem eh escrever os seus pensamentos para que várias pessoas possam ler. É o que nós fazemos hoje em dia com a palavra de Deus, né? Então nós nós lemos isso. Então a filosofia ela serve como esse desenvolvimento da
teologia justamente porque a no início havia uma oralidade, Né? A, o único texto que havia eh para a igreja era o texto do Antigo Testamento. Então, não havia nada ainda de Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos, Romanos, etc. Não tinha nada disso. Isso foi construído ao longo dos anos. E essa construção se dá justamente pelo diálogo, né, ah, pelo confronto com as situações, né, ah, pelas traduções, né, os os os pensamentos filosóficos, né, que são confrontados inclusive com a luz do evangelho, né? Eh, então você vê Filósofos eh eh discutindo sobre certos assuntos e a igreja
então começa a se mover em relação à aquilo e fala assim: "Mas pera aí, eh é isso que a que a que a palavra de Deus, né, vai dizer? Eh, a Deus, a vontade de Deus é essa, né? Qual é a vontade de Deus em relação a estas coisas?" E então eles começam a escrever, né? Hã, Mateus escreve então para os judeus para responder as perguntas sobre o fato de Jesus ser Messias ou não, né? Ah, Marcos escreve Para os romanos para explicar que Jesus foi um servo perfeito e, portanto, ele é uma inspiração também
para o mundo romano, né? Para a fé do mundo romano. Lucas, ele escreve para aqueles que não são ah romanos em si, mas são do mundo gentílico, né? Eh, Lucas escreve sobre o homem Jesus, sobre o ser humano Jesus. Ele então tá respondendo ao mundo grego, principalmente na filosofia grega, né? Eh, e já João escreve muito tempo depois e ele escreve então para a igreja para Responder a questões que a igreja filosoficamente estava perguntando. E a igreja já na época de João estava perguntando, mas pera aí, Jesus era um homem como Lucas fala, né? Era
um rei, como Mateus fala, ou era um servo como Marcos fala? Mas Jesus era Deus ou não? Afinal de contas, quem é esse Jesus? Será que ah existe realmente a divindade em Jesus ou não existe? João então olha para essas perguntas que são feitas por várias seitas heréticas Dentro do cristianismo do início, né? Eh, e responde então eh escrevendo o seu livro para responder as dúvidas sobre a divindade de Jesus. Então, João escreve pra igreja. É por isso que a a a o início do livro de João, ele fala justamente sobre a divindade de Jesus,
né? Ele começa falando que no início era o verbo, o verbo estava com Deus e o verbo era Deus. Ele já começa o livro dele afirmando a divindade de Cristo, porque ele está escrevendo paraa igreja, Porque a igreja estava envolta com um monte de situações, né, de dificuldades, de coisas, ah, que não condiziam com inclusive com a fé cristã, com aquilo que Cristo havia eh eh deixado para a sua igreja. E então João escreve para sua igreja, Deus escreve paraa igreja para mostrar quem Jesus é Deus, né? E para responder a questões tão grandes. Então
todos os escritos bíblicos eles são ah desse diálogo, né, desse confronto, dessa tradução, dessa Transformação de conceitos filosóficos em eh verdades que são verdades de Deus e não verdades elaboradas por seres eh humanos como nós, né? E por isso, então, nós entendemos que a palavra de Deus, ela não é somente algo que é produzido como literatura, não é alguém que resolveu escrever um livro, que teve uma uma um insight, uma revelação, uma coisa qualquer, né? E aí resolveu escrever um livro e e contou uma historinha ah da Carochinha para alguém. Não, nós entendemos que a
Bíblia ela é inspirada pelo Espírito Santo. Ou seja, quando o Espírito Santo vê a igreja cheia de questionamentos, ela ele então inspira homens, né, essas pessoas para ah pegar na pena e escrever, para escrever a história contada a partir da visão de Deus, né? E então não é apenas uma literatura, mas é um livro de revelação, né? uma revelação do Senhor, né? Ah, a igreja primitiva aqui, eh, a igreja, Sim, a igreja primitiva, né? E os padres apologetas, né? Eí, século 1 ao século II, né? Eh, como exemplo disso, nós ah, lembramos aqui de Justino
Marte, né? eh eh entre 100 e 165, ou seja, os apóstolos todos já haviam morrido aqui. Eh quando este homem eh um dos primeiros chamados dos primeiros apologistas cristãos, né, ele desenvolve uma uma filosofia, né, ou uma teologia filosófica ou uma filosofia teológica, né, por assim dizer. Ele não escreve Nenhum texto para a Bíblia, né? Mas ele eh enxergava Cristo como logos divino, né? Ou seja, quando ele ele usa muito a a palavra que João fala, né, sobre a questão do logos divino, né, a palavra viva, essa palavra que é Deus e que está com
Deus e que tudo faz através da palavra de Deus, né, e nada sem a palavra de Deus se faz, né? Então ele enxergava que Cristo era o logo divino que iluminava toda a razão humana, todo o nosso pensamento, todas as nossas Ideias, tudo aquilo que eh eh nós como seres humanos imaginamos, né? Ah, Justino Mártia que era iluminado por Jesus, né? Pelo logos, por Cristo, né? Ele afirmava que os filósofos gregos eh tocaram fragmentos da verdade, né? o que e que Cristo foi a verdade plena. Ou seja, h 600, 700 anos antes de Cristo, os
filósofos gregos já falavam sobre verdade, sobre ética, sobre moral, sobre sobre uma gama grande de assuntos, né, sobre eh dor, sofrimento, morte, eh Salvação, inferno. Os filósofos trataram sobre tudo isso, perguntando, né, eh, eles perguntavam: "Certo, mas e agora? o que que a gente responde a isso, né? Então eles indagavam eh sobre todos esses aspectos que depois nós começamos a enxergar isso revelado na Bíblia. Então, a Justino falava que estes filósofos, eles conseguiram tocar ah, numa parte da verdade, ou seja, fragmentos da verdade, eles conseguiram enxergar algumas coisas que a grande Maioria das pessoas não
enxergavam, ou seja, estavam tocando na ponta da vontade revelada por Deus, né? E aí depois, então, Cristo vem e com Cristo eh ele estabelece essa verdade, né? E Cristo é a verdade. Ele fala: "Eu sou a verdade." Então esta verdade de Cristo que é o ponto eh não o ponto focal, mas o ponto de destino, eh, tanto da criação como de destino dessa verdade filosófica, né? E eles buscam, então, a filosofia tem como regra básica de Buscar o que a gente chama na na língua grega de arquê, ou seja, de o princípio das coisas, né?
Ah, por que que essas coisas acontecem? Por que que são assim? Por que que isso acontece? Ah, por onde essa coisa vem? Ah, como ela se estabeleceu, né? Então, o filósofo, por a expressão eh eh primária da sua função, ele é um questionador, ele questiona tudo, né? E nessa neste questionamento não é para gerar dúvida, o questionamento é para gerar Conhecimento, né? Então eu questiono para poder compreender, eu questiono porque eu não sei. E quando eu questiono, então eu começo a aprender. E quando eu aprendo, então eu cresço, tenho maturidade. E aí na minha maturidade
eu começo a questionar outras coisas que na minha infância eu não conseguia questionar. Então eu como ah homem adulto questiono coisas que eu não questionava quando era criança. E aí então eu aprendo. Quando eu questiono, Eu busco a resposta. Quando eu tenho a resposta, eu aprendo, eu cresço, eu me amadureço. E aí, então eu tenho outro questionamento, outro questionamento e assim por diante. Ou seja, a vida é feita de perguntas filosóficas o tempo todo, né? Quando nós eh olhamos para trás da nossa vida, a gente pergunta: "Mas como é que foi possível eu nascer da
minha família, né? Como é possível eu ter este tipo de entendimento, a minha educação e assim por diante, né?" Então Eu começo perguntar as coisas e Justino então afirmava que a filosofia eh pensando, principalmente ele pensava na filosofia grega, né? eh estava eh apenas tocando fragmentalmente, ou seja, superficialmente, na verdade, que então Cristo revela toda a verdade. Os primeiros cristãos usavam a filosofia como ponte cultural e racional para apresentar o evangelho ao mundo grego romano. Lembrem-se que os primeiros cristãos viviam no mundo da filosofia Grega, né? Eles viviam num mundo que tinha a cultura grega
e o governo romano unidos, né, que a gente chama então a de mundo greco romano, né, que era justamente sobre a a a forma como as coisas se dão ah no início ali do do primeiro século até a 150, 160 anos depois, né, eh que isso isso eh modifica-se, né? Então, a igreja primitiva, e a gente chama de igreja primitiva, principalmente as a igreja até o ano 300, né? Eh, tem várias Pessoas, Justina é só um dos exemplos, né? Tem várias pessoas que eh eram apologistas da fé cristã. E como apologia não era apenas para
poder ficar brigando, mas o apologista ele estava lá para explicar, né? Ah, para explicar a fé paraas pessoas. Então, as pessoas vinham para questionar, né, eh, os líderes da igreja, né, mas, eh, que tipo de fé é essa? Como é que ela funciona? Ah, mas ela é contra, ah, eu não posso fazer essas coisas assim, ainda ter fé, Ou seja, eu posso continuar sendo pagão e ser um cristão? E assim por diante. Essas pessoas faziam essas perguntas. E esses homens eh munidos de filosofia, né? Eh, eles então usavam essa filosofia como uma ponte, né? Ou
seja, como uma parte grande para explicação, né? Ah, do Evangelho para as pessoas, para o mundo grego romano. A filosofia pode ser uma grande aliada na missão. Ela prepara o terreno pro anúncio do evangelho, né? E é interessante que a gente não pensa Muito nisso, mas a filosofia está na base da evangelização. Eh, quando eu olho para a evangelização, eh, eu não ah, primeiro eu não tenho os meus conceitos, né? um exemplo, eu estou vou evangelizar alguém ou estou eh me encontro com alguém ah para eh eh promover evangelização, eu estou no meio da rua,
eu estou ah visitando alguém e ali surge uma uma oportunidade, uma porta para evangelização. E como é que Essa porta realmente surge? A porta não surge quando eu pego a minha palavra de Deus e olho e chego na casa de alguém e falo assim: "Eu vim aqui para evangelizar você. você. Então agora vai me ouvir porque eu quero que você não é assim que que funciona geralmente, né? Eh, geralmente quando há uma porta para a evangelização significa que houve um questionamento de alguém, uma pergunta, uma dúvida, uma necessidade, né? E é esta necessidade que me
leva até essa Pessoa a então evangelizar, né? Ah, por exemplo, eu estava em um determinado momento da vida, foi um ano de 95, eh eu tinha acabado de chegar da África e estava eh bem mal assim de uma malária mal curada ainda e tava com corpo muito dolorido, mas eu tinha que fazer algumas coisas e eu saí de casa e fui até o centro da cidade. naquela época a gente ainda não tinha eh celulares e eu tinha que fazer várias Ligações e tudo mais e tal. Aí eu estava no centro da cidade e aí eu
fui para um local onde tinha uns alguns orelhões, né, eh, daqueles com ficha ou cartão que a gente usava e para poder fazer uma ligação eh para casa e também para outros lugares que eu ia fazer ligação. E aí quando eu fui tinha uma vários orelhões e várias filas, né, para eh ligar, né, estava movimentado aquele dia e tinha um orelhão que tinha apenas uma pessoa, né, não tinha uma fila grande. Fui para essa essa fila pequena, né, que era filho de uma pessoa e falei: "Acho que eu vou andar mais rápido aqui, né?" E
quando eu cheguei, eu vi que essa pessoa não estava telefonando, mas ela estava usando o orelhão. Ela pegava o telefone, colocava o telefone de volta no lugar e ela estava com um caderninho anotando algumas coisas e tal. E e eu fui então eh tentei me aproximar dessa pessoa para eh eh conversar com ela para saber se ela iria demorar muito, como é Que ia, aquela coisa toda, tal. E aí quando eu cheguei perto, eu vi que ela tava chorando. Esse esse homem estava chorando, né? E e aí eu fiquei meio sem saber o que fazer
com aquilo, né? Fiquei pensando bem, se eu me aproximar muito, pode ser que ele se sinta invadido, né? Eu não, será que eu tenho direito de questioná-lo, etc e tal. Mas mesmo assim fui lá e perguntei para ele, falei: "Tá tudo bem, o que que tá acontecendo", né? E aí ele voltou para mim e começou a Falar sobre a desgraça que a vida dele era, né? E a gente acabou se sentando na na deixei a ligação para lá. Nós acabamos nos sentando perto de uma perto ali da da da telefônica na calçada no meio da
rua. E ele, ele do meu lado então começou a contar a história da vida dele. E ele estava ali naquele ponto da vida, naquele orelhão, eh porque ele estava preparando uma carta de despedida que ele ia deixar e ele iria então usar o telefone para ligar Para para pra esposa dele para poder falar com ela de que ele estava então indo para morrer, né? E aí ele iria subir a uma uma ponte em Vitória, eh, em Vila Velha, de de Vila Velha para Vitória, o Espírito Santo, né, que é chamado de terceira ponte. Ele iria
subir nessa ponte e pular lá de cima e e suicidar, né? E e aí é é a grande questão, ou seja, houve ali uma oportunidade para que eu entrasse com o evangelho, o evangelho para resgatar a Vida daquele homem, né? E aí, então eu fui a partir do questionamento dele, a partir de todas as dificuldades, ele ele se achava ah um amaldiçoado, né? Eh, ele tava endividado em todo em toda a cidade, né? Não tinha dinheiro para nada, não tinha como sustentar sua família, ou seja, havia centenas de questionamentos que aquele homem fazia, né? E
eu então a partir dos questionamentos que ele fez, né? Eu fui então falando sobre eh Jesus e as Soluções para tudo aquilo, né? E mostrando para ele como ele poderia ter uma vida eh com Cristo. E fui evangelizando, né? Eh, mostrando para ele sobre Jesus, sobre a fé em Cristo, como a fé em Cristo transforma, né? Como a fé em Cristo não resolve os problemas, mas nos dá a companhia de Deus. e fui, falei com ele um um tempão e no final dessa fala ele acabou se convertendo. Nós oramos ali, né, no meio da rua,
as pessoas passando para lá e para cá, Olhando pra gente, eles chorando muito, né, e a gente orando e tudo mais e tal. E aí depois eu peguei e fui pro telefone e eh entrou em contato com um pastor amigo meu, que era da cidade que ele morava, né, que ele morava numa outra cidade vizinha. E então levei esta pessoa até esse pastor para que ele pudesse fazer um acompanhamento discipulado. E pelo que eu sei depois, essa pessoa, esse homem, ele já é eh voltou paraa sua família, não se Suicidou, se converteu mesmo, depois estudou,
acabou estudando teologia e é inclusive pastor de uma de uma comunidade eh lá na cidade também, né? e tudo. Então agora a evangelização surgiu a partir de uma necessidade, né? Não é que eu olhei para ele assim: "Vou evangelizar aquela pessoa, vem cá, senta aqui comigo que eu vou te ensinar quem Jesus é". Não surgiu a partir de uma necessidade, né? Eh, não que nós não possamos organizar certas Coisas e fazer a cultos evangelísticos, etc, etc. a gente pode fazer tudo isso, mas o que eu tô dizendo é que a filosofia ela pode ser uma
aliada na missão porque ela prepara o terreno pro anúncio do evangelho. Porque é nos questionamentos é que nós conseguimos então compreender quem são as pessoas quando elas fazem perguntas para nós ou quando nós fazemos perguntas para elas e elas não sabem responder ou elas respondem ah com os conceitos que ela Tem acerca do do evangelho, acerca da palavra, acerca da vida, né, da morte, da ressurreição, acerca de de salvação de céu e inferno. Então, tudo isso são questionamentos, são perguntas, ou seja, tudo isso tem uma base filosófica. E aí que eh nós preparamos o terreno
para o anúncio do evangelho. Então, a filosofia pode nos ajudar muito, ah, nesta questão, né? Ah, quando saímos então do terceiro Século, a gente tá passando rapidamente aqui, só dei um exemplo para vocês sobre alguém do primeiro século que usava a filosofia, né? Mas quando saímos do terceiro século, aí pensamos no no quarto, quinto século, né? Eh, já é pensando na patrística, né, latina, eh os romanos estão presentes em muita coisa ali, né? E a gente se lembra então de Agostinho, que foi um dos destaques desta época, né? Agostinho, ele é fortemente influenciado, né, pelo
Neoplotunismo, por uma uma base eh filosófica, especialmente pela ideia de mundo espiritual superior, né? Ah, então note que a gente tá lidando aqui com a realidade. Então, Agostinho, ele tá olhando para para as coisas e a partir das suas perguntas, a partir deste entendimento filosófico que ah Platão e os seus seguidores tinham eh sobre o mundo espiritual superior, né, e da alma também como a uma uma sede da da verdade, né? Eh, ele olha então e ele Começa a desenvolver a sua teologia e o seu ensino, né? Então, Agostinho, ele ele é uma das pessoas
eh vamos dizer assim, uma das pessoas mais importantes, né? Eh, desta época aqui no desenvolvimento teológico, no desenvolvimento bíblico, no desenvolvimento de ensino, né? os escritos que ele que ele ele deixa são muitíssimo importantes, inclusive e são recheados de filosofia, né? Nas nas nos dois as duas principais obras de fil de De Agostinho, que é confissões e cidade de Deus, ele usa categorias filosóficas para explicar a natureza do mal, o livre arbítrio, o tempo, a alma e a iluminação divina. Então, essas categorias filosóficas, elas são a base de formação da teologia. Então, a teologia sistemática
que explica, por exemplo, sobre a natureza do mal. Quando nós estudamos teologia sistemática, a gente vai lá para ver a natureza do mal. E essa natureza do mal, ela é uma Categoria filosófica. a filosofia a antes da da do Novo Testamento existir, antes dos livros teológicos, antes da igreja existir, né, eh a filosofia já tinha essas categorias, né, as categorias que falavam sobre eh natureza do mal, sobre livre arbítrio, ou seja, já se pensava, já pensava-se eh eh um momentinho. desculpem. Eh, então a a filosofia já pensava sobre essas coisas. Então, quando a gente lê,
por exemplo, assim Sobre livre arbítrio, né, e aí há é aquele grande embate sobre eh calvinismo e arminiianismo, sobre se tem livre arbítrio, se não tem livre arbítrio, né, e a gente começa a pensar sobre isso, a gente às vezes imagina de que isso tem a ver com aquilo que é nosso no sentido ah bíblico, né? Ou seja, a gente eh desculpem, a gente imagina, por exemplo, que esse livre arbítrio é uma ah questão, né, elaborada pelos teólogos a partir de uma visão Revelacional, né? Na verdade, a categoria filosófica de livre arbítrio, ela é um
questionamento filosófico de 600 anes de. Crist, né? Então, os os filósofos gregos já se questionavam se o ser humano tem livre arbítrio ou não. Eh, se nós somos aprisionados a alguma coisa ou não, se somos aprisionados ao pecado ou não, se somos aprisionados ao nosso corpo ou não, se somos aprisionados às verdades ou não. Ou seja, há um uma série de questionamentos Filosóficos, né, que eh que são as categorias filosóficas. né? E Agostinho, ele se utilizava muito dessas categorias dentro dos seus livros, se utiliza, né? A gente tem o acesso a essa literatura que ele
escreveu ah para então eh eh justamente compor a as ideias e a teologia que ele desenvolve eh a partir destas categorias. Então, quando nós pensamos em Agostinho, uma síntese do pensamento dele, seria creio para compreender e compreendo para Crer melhor, né? Então, esta é uma questão da fé, ou seja, eh, nós olhamos para a palavra de Deus ou para as coisas de Deus, né? Então, nós fazemos o quê? Nós cremos, né? Agora, cremos para quê? Nós cremos para compreender. Então, eu creio para compreender, né? Eh, eu creio para ter entendimento. Eu creio para poder conhecer,
eu creio para poder, ah, ter fé, né? Eu creio para poder ser salvo. Eu creio para poder glorificar a Deus. Ou seja, eu creio. Então, quando Alguém me falou, por exemplo, sobre eh batismo e eu creio, eu creio, eu, a partir desta crença, eu foi me explicado sobre batismo e eu criei então nesta doutrina para poder fazer o quê? Ah, eu crio para poder compreender melhor, né? E quando eu compreendo, então eu compreendo para crer melhor. Então é o inverso também é verdade. Ou seja, eh quando eu estou olhando para as coisas e creio, eu
creio para compreender. Ou seja, eu eu tenho a fé, ela vem para mim E ela então eh eh age na minha mente para me dando compreensão. E quando então compreendo, eu consigo crer de forma melhor. Quando eu compreendo, por exemplo, quem Deus é o criador, como ele é soberano, como ele é alto, como ele é bondoso, como ele é maravilhoso, como ele é justo, como ele eh eh não muda, como ele é onipotente, como ele é onisciente, como ele é onipresente, como ele se revela, quando ele se resolveu, como ele se manifesta, Né? Eh, eu
compreendo Deus melhor, então eu acabo crendo melhor também em Deus, né? Então, Agostinho tinha essa síntese desse pensamento sobre fé e razão. Ele juntava essas duas coisas e ele não tinha medo de de ajuntar a fé com a razão, porque ele sabia que ele estava desenvolvendo fé para compreender e compreendendo melhor para a que a sua fé também fosse mais firmada. hã, mais desenvolvida. Então, a filosofia pode ajudar a articular doutrinas, né, Doutrinas centrais da fé cristã, como pecado, como graça, né, como criação, tá? Eh, isso é feito via de regra com a teologia sistemática,
né? Então, eu tenho falado eh com vocês sobre isso aqui justamente porque a filosofia ela pode nos ajudar nisso, né? Então, como a gente falou aqui anteriormente, né, a filosofia pode eh ser uma aliada na missão, ou seja, ela pode preparar o terreno para o anúncio do evangelho, né? É justamente porque há esse esse viés eh De questionamento, de perguntas, né? Quando a gente sai então do do ah do século, né? Eh, nós entramos então na chamada escolástica medieval, que é o século XI, né, que aí a uma pessoa de destaque tem a ver com
Tomás Jaquino, né? Eh, Tomás de Aquino, ele introduz ah, no pensamento cristão, né, de forma sistemática, a a filosofia de Aristóteles, né? Então, aqui no defende que a razão e a fé não se contradizem, né? Então isso é algo muito importante Para o desenvolvimento da teologia sistemática da igreja, né, de entender que a razão está posta, ou seja, há uma necessidade de sermos racionais, né, ah, ao mesmo tempo que podemos crer no sobrenatural e que isso não contradiz, ou seja, a razão não é contrária à fé cristã, pois vem eh de acordo com Tomás de
Aquino e o Aquino que introduz isso para nós, as duas coisas, ou seja, a razão e a fé, vem da mesma origem, né? Vem de Deus. Então, Deus cria a ciência. A gente falou sobre isso na aula passada. Deus cria a ciência, Deus cria a razão, Deus cria o pensamento, né? Deus cria as organizações, Deus cria tudo isso. Então, é a origem é em Deus, né? A deturpação não é a origem em Deus, mas a origem do pensamento é em Deus, né? A fé também é um dom de Deus. A Bíblia fala sobre isso, né?
E aí, então, eh, como essas coisas não eh têm a mesma origem, elas não poderiam se contradizer, porque senão Deus seria Imperfeito nesse aspecto, né? Então, aquilo desenvolve essa essa essa teoria, essa essa teologia, né? Eh, ele desenvolve de forma sistemática tudo isso. Então, a razão leva até certo ponto, ou seja, a razão me faz compreender coisas naturais, né? E quando as coisas naturais terminam e começa então a algumas coisas que vão além daquilo que é natural, eu preciso de fé, né? Então eu preciso de fé para crer no sobrenatural. A razão não vai me
Fazer eh crer no sobrenatural. A razão não vai me proporcionar uma visão do sobrenatural. A razão vai apenas me fazer crer naquilo que é natural, na na concepção, na construção, nas coisas que nós engendramos e construímos, inventamos, descobrimos, etc. Ou seja, tudo isso a razão vai eh me levar, né? Mas quando passa desta questão, ou seja, quando entra na questão da da sobrenaturalidade da vida, né, aí sim eh eu vou precisar de algo Que vai me levar mais além e somente a fé é que vai me levar, né? A fé me leva então do início
ao final, mas ela que me conduz até ao sobrenatural. A fé é que me conduz até Deus, né? Então há uma uma necessidade de junção dessas duas coisas. E aqui no fala que essas duas coisas elas estão eh são complementares, né, que elas não se contradizem. Então ele organiza a teologia como ciência, né? Ele começa a usar então a lógica, a metafísica e a ética. Então a teologia a Partir de Aquino, ela ah ganha um viés científico, né? Eh, e começa então a produzir eh artigos, começa a produzir então eh livros e tantas coisas que
nós temos inclusive hoje em dia que são esses livros de dogmáticas eh evangélicas, de teologias temáticas, né, de respostas às dúvidas e etc., né? Eh, uma aplicação sobre isso que que eh a vida de Tomás Jaquim em relação à filosofia é de que a graça não destrói natureza, mas a aperfeiçoa. A filosofia Pode ajudar a organizar o pensamento teológico, né, oferecendo rigor, clareza e precisão ao discurso da fé. Por que que isso é importante, né? Quando nós olhamos para a construção do pensamento eh teológico, principalmente nos dias de hoje, eh há uma construção muito eh
distópica, né? Ela é uma construção eh que tem ah às vezes não tem nem pé nem cabeça, né? Ela começa de um jeito, termina de outro. Às vezes você vai ouvir, e eu costumo ouvir sermões eh via Internet, às vezes sei que alguém tá pregando, vou e olho no no YouTube e vejo e eu às vezes eu começo a ver o pensamento teológico de algumas pessoas, né, quando pregam ou mesmo quando não pregam, por exemplo, dá uma palestra ou quando estão dando uma entrevista, né? Eh, e o pensamento é muito distópico, muito no sense, muito
desconectado de uma realidade lógica, né? E e às vezes há a há coisas que Pessoas falam que contradizem a si mesmos depois com outras falas que falam sobre outras coisas e contradizem inclusive a fé cristã, né, a própria palavra de Deus. Eh, então a filosofia pode nos ajudar nisso, né, a organizar o pensamento teológico, porque a filosofia tem categorias e tem perguntas e e ela a partir das perguntas é que vai, a gente vai chegando a algum lugar, né? E tem o rigor, né? Que rigor esse? Um rigor de eh construir um pensamento ah de
forma Rigorosa tem a ver com questionar-se e responder aos questionamentos. Então, quando eu, por exemplo, olho para a missologia, para a teologia da missão, né, eu preciso eh questionar várias coisas, né? Eh, quando eu falo sobre contextualização, eu estou eh olhando para uma necessidade. Ou seja, a Bíblia precisa ser contextualizada para que possa ser entendida pelas pessoas eh que não Compreendem o jargão ou a linguagem eh bíblica, teológica, evangeliquês, né? Então, como é que eu faço isso? Então, se eu fizer de qualquer jeito, né, eh, eu vou deturpá mensagem bíblica, então eu preciso fazer com
rigor, né? Então, a filosofia me ajuda com isso, né, de olhar para essa questão e de fazer os questionamentos. E aí eu tenho que fazer muitas perguntas. Se eu ah falar ah isso, isso vai para onde? Isso vai produzir que tipo de conhecimento? Ah, o Conhecimento é esse. Então, vai chegar a uma conclusão errada daquilo que eu estou construindo. Então, eu tenho que construir por outro viés. E aí, então, eu faço um outro questionamento e vou então construindo uma mitologia, uma teologia, uma teologia bíblica a partir das perguntas que eu posso fazer, né, e respondendo
isso para que se eh eh este ensino, esta coisa fique mais eh fiel possível à própria palavra de Deus, né? Então, a filosofia pode nos ajudar a Organizar o pensamento teológico, né? Então, oferece riglor, clareza também, né? Precisão ao discurso da fé. É por isso que quando vamos falar sobre a defesa da fé cristã, né? E aqui não estou falando sobre briga, mas sobre eh quando as pessoas nos questionam, né? Ah, por exemplo, ah, mas quer dizer então que crente não pode isso, crente não pode aquilo outro, crente não pode isso, crente não pode aquilo
outro, né? Eh, eh, se eu começar a citar versículos Bíblicos para as pessoas, eles não vão entender nada, né? Ah, tá tudo bem, você crê na Bíblia, eu não creio. Então, eh, eh, fica assim, né? Então, eu preciso argumentar e esta argumentação com eles, então, é para mostrar a clareza, né, eh, da minha fé. Eh, eu preciso ser rigoroso com isso para poder que o meu discurso seja preciso, ou seja, com atingir o objetivo de explicar para essa pessoa justamente aquilo que ela está indagando, né, e respondendo para ela a Partir da teologia, a partir
da Bíblia, a partir da vontade de Deus, a partir daquilo que Deus deixou revelado para nós. Então, a filosofia ela pode nos ajudar muito na organização do nosso pensamento, tá? Ah, quando saímos então do século XI, a gente pula um pouquinho e vai então paraa reforma protestante, né? Pensar acerca da filosofia na reforma protestante, né? Eh, Lutero era bem crítico em relação à filosofia e ele Considerava a filosofia como algo limitado pelo pecado, né? Então, ele rejeita a o uso da razão como guia autônomo para conhecer Deus. Então ele olha para Tomás de Aquino, né,
e e fala com os seus seguidores, fala assim: "Aquino não tinha razão. Aquino estava ensinando a bobagem, eh, trazendo pra gente este ensino aristotélico, né, da razão e tudo mais. E, ou seja, ele é muito crítico em relação à filosofia. Então, Lutero, ele olhava paraa Filosofia com um ah um coisa que não ajudava na fé. Então, diferente do pensamento que nós estamos desenvolvendo até aqui, por exemplo, quando eu falei que a graça não destrói a natureza, mas aperfeiçoa e que a filosofia pode ajudar a organizar o pensamento teológico, Lutero já não pensava nisso, né? Lutero
pensava o contrário, pensava, ele rejeitava o uso da filosofia, o uso da razão como um guia para conhecimento de Deus, né? Então ele entendia que a o conhecimento de Deus era muito mais ah eh era somente e tão somente sobrenatural, né? Então havia uma necessidade da sobrenaturalidade entrar na nossa vida para que nós possamos conhecer Deus, né? E é lógico que isso se dá assim mesmo, a gente sabe disso, né? Nós conhecemos e sabemos que a palavra de Deus nos revela isso, né? De que Deus é que faz em nós o querer, o executar. Deus
coloca em nós os pensamentos, Deus coloca em nós a a As necessidades, né? Deus está conosco, ele fala conosco, ele se revela a nós e nós desenvolvemos todo esse eh relacionamento com o Senhor, né? Agora, eu também posso conhecer Deus, né? Através do estudo diligente da palavra dele, por exemplo, né? Então, é um uma uma utilização da razão. Eu então vou fazer eh exegese, vou conhecer melhor os textos, conhecer melhor os termos, fazer uma semântica, uma hermenêutica, interpretação e a partir Disso, então, eu posso conhecer melhor Deus, né? Então, a razão também se transforma num
guia, né? Eh, para o conhecimento de Deus a partir daquilo que a gente pode fazer também, né? Calvino já era um pouco h mais eh vamos dizer assim um pouco mais aberto em relação à filosofia. Ele era crítico também, mas ele reconhecia que a razão humana, né, eh, e aqui é interessante, né, mesmo caída, ou seja, mesmo em pecado, né, a esta razão humana, ou Seja, os seres humanos de forma geral mantinham alguma capacidade de discernimento do bem natural, né? Então, Calvino, ele não eh ah expurgava a razão da fé humana, né? Da vida humana.
Então ele entendia de que esta razão humana, mesmo envolta no pecado, mesma eh manchada pelo pecado, mesma machucada pelo pecado, mesmo dominado pelo pecado, ainda assim eh os seres humanos tinha algum tipo de capacidade de discernimento sobre o bem Natural. sobre as coisas que se fazem bem, né? Por exemplo, pensar, ah, nós todos podemos conhecer pessoas que não são cristãs, eh, mas, por exemplo, homens que não são cristãos, mas que são bons pais, né? Há uma infinidade de pessoas assim que eh tratam bem os filhos, que criam bem os filhos, que cuidam da família, que
cuida da da esposa dos filhos, eh que são generosos, que praticam eh boas virtudes, que praticam eh bondades, que Faz então eh sei lá, eh dou dinheiro, que cuida de órfãos e que faz um monte de coisa, né? Então isso não é uma questão da salvação, mas é uma pessoa com capacidade de discernir o bem natural, aquilo que precisa ser feito dentro da vida humana, mesmo que isso não o leve para a salvação e ninguém está objetando o que é isso, né? Mas eh Calvino tem razão, pensar de que a a humanidade ela ainda consegue
discernir o bem eh e o mal, né? eh dentro das suas Ações. Então, nós não praticamos apenas o mal, nós também ajudamos pessoas, cuidamos de pessoas, né? Há pessoas que se sacrificam por outras, mesmo não tendo fé em Cristo, né? Há pessoas que se dão para outras pessoas, que cuidam de outras pessoas e que fazem da vida de outras pessoas ser mais fácil, mesmo quando não fazem a partir da fé, né? Fazem a partir de o quê? de um discernimento humano, eh, natural, né, esse discernimento do bem e do mal. Então, Calvino entendia que essa
razão humana, mesma caída, né, mesma suja pelo pecado controlada, ainda tinha alguma coisa ah que relampejava, né, nesse sentido de discernir o bem natural, né, ele, eh, Calvino, valorizava muito a lógica ah no ensino da escritura. Tanto que quando nós eh vamos ler sobre Calvino, não somente nas institutas, mas principalmente, eu gosto muito de ler Calvino na nos seus comentários e ele tem comentários sobre todos os livros da Bíblia, de Gênesis até Apocalipse, né? E e é interessante que a gente vê a lógica do pensamento exegético de Calvino, ele olhando pra escritura de forma lógica,
né, com exegese, com palavras que são colocadas nos lugares para poder fazer aquilo que precisa ser feito, né? Então ele usa muito isso para justamente eh mostrar eh de que esta lógica ela é eh tem como origem, né, justamente em Deus ah para o desenvolvimento teológico. Então, Como no curso de teologia e estamos estudando filosofia, estamos estudando filosofia com este intuito, o intuito de compreender ou de entender melhor como é que a filosofia ela está junta com a teologia e pode nos ajudar, né? Ou ou ela é apenas uma disciplina humana corrompida que não tem
eh necessidade dentro do curso de teologia, né? Mas ela tem e tem bastante eh justamente para organizar o nosso pensamento, né? Eh, a filosofia deve, aí é a grande questão, a Filosofia deve, né, no caso filosofia que nós defendemos, que nós fazemos como teólogos e como teólogas, né, a filosofia deve estar submissa à escritura, reconhecendo os limites da razão humana diante da revelação divina, né? Então, não há como nós libertarmos a a filosofia da Bíblia. Então, no aspecto cristão, no aspecto teológico, ah, bíblico teológico, a filosofia precisa estar submissa à escritura. Ela precisa, eh, nós
precisamos reconhecer ah, os Limites da razão humana. A razão não pode tudo, né? A razão não pode eh extrapolar os sentidos. Então, não é a explicação a partir da razão que eu vou seguir como fé. Então, ela precisa dessa limitação. Então, se eu for aplicar a razão humana a tudo aquilo que a Bíblia mesmo diz, né, eh, eu vou entender como os teólogos ah liberais do século X, 17 entenderam de que, eh, a Bíblia não está falando a verdade ou a Bíblia não é a palavra de Deus. Ela é apenas uma coisa Que contém palavra
de Deus dentro daqueles textos, né? Então, quando aqueles teólogos liberais europeus resolvem então olhar paraa Bíblia de forma crítica, eles olham paraa palavra de Deus e falam assim: "Isso aqui não é ah inerrante, né? A palavra de Deus, ela não é inerrante. A Bíblia não é inerrante, ou seja, a palavra de Deus está apenas contida aqui dentro. Mas tem muita coisa aqui que é erro. Por que que eles fazem isso? Porque eles não Reconheceram o limite da razão humana e extrapolaram todos os limites da razão humana, olhando pro texto bíblico apenas então somente a partir
do conhecimento eh racional. E eles então começaram a desenvolver uma uma exegese eh crítica, né, que olhava pros textos bíblicos e olhava pros manuscritos e começava a enxergar os erros por trás de tudo. E eles enxergaram erros, erros, erros, erros, erros. E a teologia então daquela época, daqueles homens eh europeus, ela É considerada até hoje como teologia eh nociva, né? É uma teologia liberal que crê que Deus não é aquilo que a Bíblia diz, porque grande parte daquilo que a Bíblia diz não é Deus dizendo. São seres humanos que construíram a partir das suas próprias
vivências, a partir das suas próprias preferências. Ou seja, eh eles olharam para a Bíblia de forma racionalmente e não entenderam a Bíblia como inspiração de Deus. Então, quando eu estou me questionando, né, no meu Fazer teológico, eu estou me questionando filosoficamente, porque eu estou questionando a mim, a Deus, a vida, a igreja, a escola, ah, aos textos e etc. E essa e esse questionamento ele precisa vir munido de uma boa dose de fé que eleva essa razão a uma conexão com Deus. Então, se a filosofia não estiver submissa à escritura, ela ultrapassa os limites que
ela mesmo deve ter, né? Ou seja, a filosofia precisa estar vinculada dentro da razão humana e ficar Por ali, né? Ela não começa a querer explicar coisas que não é do ponto do do aspecto ou do escopo dela ah de explicar que é justamente sobre a questão da revelação divina. Então, há estas limitações e eu preciso eh submeter eh qualquer questão filosófica a a à escritura. Ah, no século XX, né? E aí já eh autores não contemporemos, né? Contemporâneos, né? Tá errado aqui o escrito, né? Mas eh Franz no século XX, ele usou a filosofia
para entender e a confrontar os valores modernos. Ele afirmava que a perda da verdade absoluta levou à crise na cultura ocidental. Então, quando nós lemos os escritos de Fran Schfer, né, e ele é um grande filósofo, né, da nossa época, época passada, século XX ainda, mas no início do século XX, eh eles ele eh olha para isso, ou seja, eh ele fala antes do Advento da Internet, né, Eh bem lá atrás, e ele fala então sobre a perda da verdade absoluta, né? Então, hoje, ah, nós entendemos que vivemos em uma cultura, eh, que muitos chamam,
inclusive, de uma cultura da pósverdade, né? Ou seja, a verdade ficou para trás, não há mais verdades absolutas, né? E a gente eh pode ouvir sobre isso em diversos lugares. E ele, então, eh, Franchf já afirmava isso na época de que a perda desta verdade absoluta leva uma crise da cultura ocidental. Ou seja, nós Como ocidentais estamos em crise porque perdemos a capacidade de crer absolutamente em alguma coisa. E tudo passou a ser relativizado, tudo é relativo, tudo eh depende, né? Não existem mais verdades absolutas, existem verdades individuais e elas são mutáveis, inclusive, né? A
verdade que eu creio hoje não é a verdade que eu vou crê amanhã. Ah, nem a verdade que eu crio ontem é a mesma que eu creio hoje. Então, as verdades são mutáveis e elas Vão se mudando de um lugar para outro, de um pensamento para o outro, né? E às vezes elas se extinguem, eh, e não há verdade, não há mais palavra da verdade. Então, quando isso acontece, há uma crise instalada dentro da cultura, né? E a gente vive essa crise hoje. Então, quando nós olhamos para as redes sociais, as redes sociais mostram para
nós a verdade por trás da vida humana, né? E a verdade por trás da vida humana, ela é obscura, ela é suja, ela é Complicada, ela é cheia de pecado, ela é cheia de dolo, ela é cheia de miséria, ela tem tudo isso, né? Então o Fran Chef fala de forma muito clara de que essa perda da verdade absoluta, né? ela leva a gente a uma crise, né? Alv Platinga e outros filósofos analíticos, né, eles defendiam a racionalidade da fé cristã, né, com argumentos rigorosos, mostrando que a crença em Deus é legítima, né? ela pode
ser explicada, ela pode ser compreendida pela razão, não apenas Crida de forma sobnatural, mas compreendida h através de argumentos filosóficos de resposta às questões, né? Ah, e gente, e quando eu falo isso de eh argumentos filosóficos, de respostas a partir da filosofia, etc., eu não tô querendo dizer com isso de que a Bíblia não tem respostas, ela tem, né? ela tem as respostas que nós precisamos. É lá que nós vamos eh inclusive eh naquele slide anterior aqui, né? É lá que nós vamos submeter, inclusive à filosofia, As nossas perguntas, né? Ou seja, a Bíblia ela
está numa categoria superior da filosofia. A escritura, ela é a senhora, a filosofia é a serva que precisa estar o quê? Submissa, né? À escritura. A filosofia precisa estar submissa à palavra de Deus, não é? Então, dizer que a palavra de Deus não tem respostas, tem, né? Mas por que que a filosofia é importante nesse aspecto? Porque a palavra de Deus, quando tem respostas, elas são respostas eh a Partir de versículos, né, a partir de escritos bíblicos. E quem não eh compreende a palavra de Deus como sendo inspirada, quem não crê, né, eh revelacionalmente nesta
palavra, ele não compreende que esta palavra tem autoridade para lhe ensinar ou para afirmar eh qualquer coisa dentro das categorias que ele está perguntando. Então, é por isso que a a filosofia ela ela acaba eh se tornando numa numa grande num grande avanço sobre isso. Por Quê? Porque a filosofia vai responder dentro das categorias humanas, né? E a filosofia então me ajuda a preparar os argumentos para aplicar e explicar a Bíblia, mesmo que eu não precise citar versículos para as pessoas. Eh, então os assuntos são a colocados dentro da cabeça, ou seja, eh, argumentos rigorosos,
né, mostrando que a que a que a crença em Deus ela é legítima, né, e ela pode ser explicada, né, ou seja, ela é epistemologicamente legítima, né? Então, ela pode ser explicada a partir eh desse pensamento humano, do pensamento da razão humana, né? Eh, em nossa época existem vários apologetas contemporâneos, né? Se você for paraa internet e procurar aí John Lenox ou William Lan Craig, por exemplo, você vai ver eh essas pessoas que usam a filosofia para debater com ateus, né, e secularizados, né, pessoas que são chamadas de secularistas, né, mostrando que a fé cristã
é intelectualmente Defensável, né? Então, esses homens eles fazem um trabalho interessantíssimo porque eles estão nas grandes universidades e eles conversam então com alunos dessas universidades que eh de forma geral são ateus ou ah são agnósticos, né? Eh, para eles tanto faz existir Deus ou não existir, não faz diferença, né? Eh, ou então eh eh são secularizados, já não entendem mais que a religião deveria fazer parte da vida humana. E estes homens estão lá Defendendo a Fergistã e respondendo a perguntas e às vezes são perguntas bem ciciosas, bem assim engendradas filosoficamente. E estes dois, principalmente o
William Len e o John Lenox, eles têm um uma compreensão muito boa, né, da fé cristã. E eles têm um conhecimento filosófico muito forte, muito alto e eles conseguem contraargumentar ah com a pergunta que essas pessoas fazem, né? Então, a filosofia está aí também eh nossos dias Ah para eh não só fazer debate, mas para explicar a fé cristã, né, com argumentos rigorosos, né, e para falar sobre eh verdade e tantas outras coisas, né? Eh, como João Calvino disse, a mente humana, mesmo caída, é ainda um templo de maravilhas, né? Mesmo que nós entendamos a
queda, né? E a queda está aí, ela é presente na vida humana. Nós sabemos disso. O ser humano é é envolto no pecado, é é chafurdado do pecado, ele é controlado pelo pecado, né? O pecado vem E nos mata, eh, corrompe a nossa mente, nossa alma, nosso corpo, nosso espírito. Tá tudo corrompido pelo pecado. Ainda assim, a nossa mente é um tempo de maravilhas, né? Porque grande parte eh das coisas que nós construímos no mundo, elas necessariamente não chegaram até nós ah pela palavra de Deus, pela pela regra de fé, né? Eh, por exemplo, internet.
A internet, ela não chegou até nós a partir de uma revelação de fé, ela chegou até nós a partir de um ah evento Científico, né, onde pessoas ah pesquisando, estudando e desenvolveram ah os protocolos que nós temos hoje eh para poder usar a internet. E a internet tem sido uma bênção nas nossas vidas, eh, principalmente nós que estamos num curso teológico, né, que funciona a distância, a gente entende que a internet é uma bção, né? Tem muita coisa ruim, tem, né? Mas a a possibilidade de usarmos internet, de termos telefonia, de termos conexão, de podermos
mandar um E-mail, de podermos mandar uma mensagem, de conversar com pessoas que estão distante de nós ao mesmo tempo. Então, tudo isso foi trazido a nós através da ciência. A ciência foi que fez isso e grande parte dos cientistas que fizeram isso, a grande maioria deles eram atus, né? E não criam em Deus. Então, eh eh mesmo caída, né, Calvino falava, a mente humana ainda é um templo de maravilhas, né? Então consegue, nós conseguimos desenvolver muita coisa, né? Hoje em dia Não é possível nós fazermos uma teologia séria, né, sem algum nível de interação filosófica,
né, porque todos nós usamos o tempo todo categorias filosóficas, mesmo que a gente não saiba que são categorias da filosofia, né, por exemplo, como eh eh tempo, né, como a causa, né, causalidade sobre quando falamos sobre liberdade, há um grande discurso no Brasil eh político, né, que fala muito sobre essa questão da liberdade. ade, né? Liberdade de Expressão, liberdade disso, liberdade daquilo outro. Ou seja, todo esse discurso, por mais que a gente tenha tomado ele pela política ou pela pela ideologia de qualquer uma das partes, né, eh é um discurso filosófico, né, é uma categoria
filosófica. falar sobre liberdade é uma categoria de discussão filosófica desde 600 anos antes de Crist, quando os filósofos gregos já debatiam sobre liberdade, né, sobre verdade, sobre ética, consciência, Linguagem, entre outros. Ou seja, estamos o tempo todo usando eh categorias filosóficas para explicar as nossas crenças. Usamos categorias filosóficas para explicar a maneira como nós compreendemos inclusive a fé. E mesmo que não saibamos, mas elas estão aí e elas são categorias filosóficas. Ou seja, não. Então, não é possível para nós hoje eh fazermos teologia, sermos teólogos ou teólogas sem a algum nível De interação eh filosófica
nesse sentido, né? Eh, então, a filosofia ela tem eh se mostrado como uma ferramenta, né? para a defesa da fé. Nós vivemos em um tempo ah marcado por este pluralismo religioso, né? Um relativismo moral, secularismo, e que é crescente cada dia que passa mais. Aqui no Nordeste ainda tem menos secularismo do que no sul do Brasil, por exemplo, né? Onde a gente vê uma marca maior de um secularismo que avança, né? Que está presente na vida Das pessoas. Então, as pessoas são cada dia que passam mais secularizadas, eh, estão distantes da religião, do sobrenatural, a
da influência eh da palavra de Deus, né? E vivem eh voltadas para o seu bem-estar, para o seu hedonismo, para o seu desejo, para a sua eh concepção de vida. eh não se submetem mais a questões eh eh de fé religiosas, ou seja, não há uma uma submissão da vontade humana, mas há questões eh eh religiosas, ou seja, a a religião Já não responde muito a muitas pessoas, a muitas questões. Eh, no sul do Brasil a gente vê muito isso, né, de um secularismo crescente e que cada dia que passa invade mais as áreas da
da da necessidade humana, né? Então, a cultura contemporânea muitas vezes rejeita a noção de verdade absoluta. Então, se você for discutir com qualquer pessoa eh em qualquer aspecto eh numa rede social, por exemplo, um assunto qualquer que você for defender, que seja bíblico ou Não, que seja político, que seja religioso, que seja de eh saúde, né? eh, enfim, qualquer aspecto você for discutir, você vai notar que ah, tem muita gente que tem pensamento diferente do seu, né, logicamente. E que esses pensamentos eles são às vezes contrários àquilo que nós pensamos ou ah nossos pensamentos também
são contrários àquilo que as pessoas pensam, né? Então, há uma uma essa noção de verdade absoluta, ela já se perdeu no tempo, né? Ah, então não Há um critério que eu posso recorrer quando estou discutindo com alguém. E aí esse critério é o quê? A a verdade absoluta, ela existe, ela está aqui. Então, nós dois que cremos de formas diferentes, nós então eh entramos e nos submetemos a essa verdade absoluta e passamos a crer do mesmo jeito, ou seja, na verdade absoluta, não no meu pensamento ou no pensamento do outro. Mas isso não existe mais,
né? Então, em nosso meio fica a discussão. E esses Pensamentos, eles nunca vão eh se conectar, vão vão se cruzar, mas não vão eh ter uma coerência. Então, eu vou continuar ainda brigando pelos meus pontos de vista e outras pessoas vão continuar brigando pelo ponto de vista dele e afirmando que o meu é verdade, o outro afirma que o dele é verdade, né? Ou seja, essa noção de verdade absoluta, ela já é rejeitada por grande parte da população. Porque quando a população rejeita, ela rejeita justamente porque Ela não quer se submeter à verdade absoluta que
é Jesus. Então, quando a população rejeita essa verdade como sendo verdade absoluta, está dizendo que nem Jesus é verdade, né? Eh, Jesus é apenas uma pessoa boa, uma pessoa que fez coisas boas, uma pessoa que eh eh seguiu uma uma uma religião, né, mas que ele não é a verdade. Ou seja, há uma ah uma rejeição desta noção de verdade absoluta. Então, a gente precisa pensar muito sobre isso, porque Quando nós eh olhamos para pras pessoas que estão ao nosso redor, com essa rejeição da noção de verdades absolutas, a gente precisa pensar como é que
nós vamos desenvolver então argumentos para ah eh quebrar estas rejeições, né? E é aí que entra então a questão da filosofia como ferramenta para a defesa da fé, né? Então, os discursos hoje em dia valorizam muito a subjetividade, ou seja, eu penso do meu jeito e você pensa Do seu e tá tudo certo com isso, né? Tudo bem, não tem problema eu pensar de um jeito e você pensar de outro, né? Mas a questão é que isso não pode ser ah uma desconstrução dos princípios da fé cristã. Então, ah, mas eu penso desse jeito e
vou viver desse jeito. Ah, mas você é crente? Não, mas eu não vou viver desse jeito não, porque afinal de contas a maneira como eu penso, ela é a maneira como eu vivo, né? Então, ou seja, eh, essa subjetividade, essa maneira de Enxergar as coisas do meu ponto de vista, da minha maneira de ser, do meu hedonismo, do meu desejo, do meu encontro comigo mesmo, ou seja, da satisfação eh eh deste prazer que eu sinto em ser quem eu sou e de ter todos os direitos e as vontades sendo executadas, né? Então, é uma subjetividade
que desconstrói os princípios fundamentais da fé cristã. Então, por exemplo, quando eh no no nos dias de hoje, por exemplo, Quando eu vejo alguém, né, desejando mesmo mesmo seja cristão, né, a gente a gente vê isso, né, eh, quando eu vejo alguém cristão defendendo, por exemplo, o uso de de armas, né, de matar alguém ou ou mesmo quando alguém morre, a pessoa se alegra porque era um ímpio e tal, aquela coisa toda. Quando eu vejo alguém eh com este pensamento, eu fico pensando, olha, destruiu aí a uma coisa fundamental da fé cristã, né? É Jesus
eh que vem na contramão de tudo isso, né? Então, nesse cenário, a teologia eh isolada, né? Essa teologia que se desenvolve a partir eh apenas de templos, a partir de apenas de pensamentos eh concretos, de grupos religiosos, né? eh é uma é uma uma ferramenta isolada, uma ferramenta anacrônica, ingênua, aos olhos do mundo, né? Então, quando eu começo a falar sobre a minha teologia e aí eu uso as minhas categorias teológicas para poder defender isso perante o mundo, isso não Faz o mínimo de sentido, né? Então, é é algo que é interessante. Eu vejo, por
exemplo, crentes que estão eh eh eh tentando defender a fé a partir de uma visão da própria fé, né? E é isso que não funciona. Então, se eu defender a fé, se eu defender a fé a partir de uma visão daquilo que eu creio, usando apenas então somente a a a citação de versículos bíblicos, como isso, se isso fosse fazer alguma diferença no pensamento de alguém, né, eu não vou Chegar em lugar nenhum, né, eu só vou ser eh ridicularizado, né? Então, grande parte eh da população eh não cristã olha para nós, os cristãos, como
sendo a ah pessoas ingênuas, né? Eh, no mínimo, né? Ingênuas, burras, né? Eh, pessoas que não têm eh capacidade intelectual inclusive de pensar, de raciocinar e etc. Eh, então assim, há uma desconstrução fundamental da fé. Por quê? Porque geralmente as pessoas que vão eh argumentar com os outros sobre a Questão da fé, eles usam a de uma argumentação eh não vou dizer errônea, mas uma argumentação que não faz sentido para as pessoas do lado de fora, né? Então não se fala a linguagem das pessoas eh do lado de fora da igreja e quer falar com
as pessoas do lado de fora da igreja como se elas estivessem dentro da igreja e cressem nas nossas categorias de fé. né? Não crê, né? Então nós realmente somos ingênuos, né, de pensar que podemos argumentar com as Pessoas sobre Jesus, sobre Deus, a palavra, sobre vida cristã, sobre salvação, a partir das nossas próprias categorias eh religiosas, a partir da nossa própria categoria sistemática, a partir das nossas categorias de teologia bíblica, né? A gente não pode fazer isso, não vai conseguir fazer isso, né? Então, é aqui que a filosofia se torna uma ferramenta poderosa para defesa
racional pública e coerente da fé, quando é a a filosofia então consegue Fazer o quê? A organização a do pensamento, né? A gente falou aqui atrás que a filosofia tem que estar submissa à escritura, né? eh reconhecendo os limites da da razão humana, mas ela também ela é a ela é uma organizadora do nosso pensamento teológico, né? Ela oferece paraa gente eh rigor, clareza, precisão ao discurso da fé, né? Então essa é uma grande questão a pensar. Ou seja, a filosofia como ferramenta de defesa ah da fé é uma ferramenta Incrível para que possamos ah
usar eh nesta demonstração de como é a nossa fé, né? Então a filosofia nos ajuda, ajuda ao cristão, ela ajuda-nos a a formular argumentos clássicos sobre a existência de Deus, né? por exemplo, eh, isso é categoria filosófica, né? O chamado argumento cosmológico, né? Então, o argumento cosmológico tem a ver justamente com a questão de que tudo tem uma causa, né? Ou seja, tudo que existe Eh foi causado por alguma coisa, né? Então, este argumento cosmológico mostra uma necessidade de um causador, né? de alguém que causou a existência das coisas, né? Então, ou seja, eh eh
eu posso argumentar sobre a existência de Deus a partir deste eh argumento cosmológico, falando que ele é a causa primeira de todas as coisas virem a existir, né? Então é é e aí é que eu vou então usar a Bíblia também, né? A o argumento moral, né? né? Existe o certo E o errado. Ou seja, todo ser humano, por mais contaminado pelo pecado que esteja, né, ainda assim ele tem uma uma um conhecimento do bem e do mal, sabe o que que é certo e sabe o que que é errado. uma pessoa que que a
não ser uma pessoa que é doente, né, que é ah que tem uma psicopatia, que tem uma falha grave, né, eh, mental, emocional, etc., que não consegue discernir, né, entre o bem e o mal, ou seja, para ele tudo é bem. Então, se um psicopata matar Alguém, ele não acha que tá fazendo nada de errado, ele apenas tá executando aquilo que ele quer fazer, né? Eh, mas aí é uma categoria de de doença mental. Mas e tirando essa categoria de doença mental, né, todo ser humano tem essa capacidade inerente de saber o que que é
certo e o que que é errado. Tanto que, por exemplo, nós eh cuidamos de nós mesmos, né? Mesmo que eu seja um bandido, um traficante, um assassino, etc., né? Ainda assim eu eu durmo, né? Ainda assim eu me alimento, ainda assim eu eu preciso do dinheiro, negocio, né? Ainda assim eu moro numa casa, ainda assim eu eu compro, ainda assim eu vendo, né? Ainda assim eu negocio, faço as coisas. Ou seja, há um cuidado conosco, né? Por mais que a fé não esteja presente, mas nós conseguimos compreender que essas coisas são certas a se fazerem,
né? Ou seja, se eu não fizer o que é certo, eu vou morrer. E como eu então sei que existe o certo e o Errado, eu faço o certo, então, em relação a mim. Ou seja, esse cuidado também é uma um argumento clássico, né, eh, de que fala sobre a moralidade. Ou seja, se há um certo e errado, é porque há uma criação dentro de nós já, ou seja, há uma lei natural dentro da nossa vida que nos mostra o que que é certo e o que que é errado, né? Há também um argumento eh
ontológico, né, eh de que eh Deus é aquele que é, né? Eh às vezes a gente fala assim: "Ah, Não, Deus não existe, né? Deus é". Né? Porque quando você existe, você precisa ser um ser humano. Tem vários argumentos, né? Mas o argumento ontológico, argumento que Deus é aquele que é, né? E é um argumento filosófico também que nos mostra sobre a o argumento da da sobre a existência de Deus, né? E o argumento teleológico que existe existe ordem, né? Ou seja, há alguém que coloca ordem eh em tudo, né? Então, quando eu olho, por
exemplo, para A terra, eu olho pro mar, por exemplo, né? Eh, e o mar está contido. E nessa maré que vai e vem, vai e vem, vai e vem, eu fico na beira da praia olhando pr aquelas ondas que que vão o tempo todo quebrando, quebrando, quebrando, e de repente ela começa a encher, encher, encher, maré alta, aí continua quebrando, continua quebrando, mas aí a maré se inverte, aí vai maré baixa, o mar vai fazendo aquela vazante, vai se afastando um pouco mais da areia, mas as Ondas continuam quebrando, continuam vindo e dia após dia,
de manhã, de tarde, de noite, de madrugada, o mar tá naquele mesmo movimento, fazendo a mesma coisa. né? Ou seja, existe uma ordem por trás de tudo aquilo, né? Eh, a Lua, as estrelas, o universo, a Terra que gira em torno do Sol, né? Eh, essa e sem não existe uma corda segurando, né, a Terra, não existe um um uma tartaruga por baixo da Terra para poder segurar a terra. Ou seja, não tem nada. Nós estamos no meio Do nada, né? E há uma ordem, há uma uma ordenação, alguém coloca ordem nisso, né? Então é
um argumento chamado argumento teleológico, que é também um argumento clássico sobre a existência de Deus, ou seja, posso argumentar com essas categorias filosóficas, né, cosmológicas, né, morais, né, ontológicas, teológicas e etc., né? Ah, a filosofia também ajuda-nos a usar a lógica formal para evitar falácias e construir discursos consistentes, né? Então essa é uma coisa muito interessante. Quando eu leio, por exemplo, eh, TCCs de alunos de teologia, né, eu fico buscando a essa destruição das falácias, né? Então, às vezes os teólogos e teólogas, né, que estão se formando e fazendo seus TCCs, né, eles têm algumas
falácias a desenvolver, né, e eles falam daquilo como sendo a coisa mais importante, né, eh, e que é uma falácia. Ou seja, há argumentos que não passam de fantasia, né? Há argumentos Que são apenas fonte de crença, que não podem ser provados ah biblicamente, inclusive, né? Há coisas que as pessoas creem que não são inclusive provados pela Bíblia, né? E são às vezes contrários à própria palavra de Deus, né? Eh, e que são falácias, né? Ou seja, eu preciso da filosofia para me ajudar a construir a uma uma lógica, né? a usar a lógica formal
para evitar que eu fale abobrinha, né? Que eu fale coisas completamente sem sentido, né? Ou eh Também para que eu possa construir discursos que sejam consistentes, que sejam coerentes, que sejam organizados sistematicamente. Então, a a a filosofia vai ajudar-nos a construir tudo isso, né? não só pro TCC, né, mas também para o nosso discurso do dia a dia, para a prática diária em que eu vivo com as pessoas aquilo que o argumento dentro de casa, eh, com marido, com esposa, com filhos, com sogra, com sogro, né, com cunhado, com primo, com conhecido, com Amigo, né?
Então, toda essa vida organizada, ela precisa ser organizada a partir de uma lógica formal, porque o nosso pensamento precisa ser coerente, o nosso pensamento precisa ser consistente. Não adianta eu começar a querer falar sobre eh a vida como eu creio de um jeito, né? Ah, e depois eu mostrar na prática que de que isso é uma verdade diferente daquilo que eu falei. Então, é aí que entra a questão da da hipocrisia, por exemplo, né, que esse é Um dos aspectos quando eu eh seleciono eh algo que eu vou condenar, né? Eh, mas eu não condeno
isso em mim, eu condeno isso apenas nas pessoas, né? Quando eu faço, é porque eu não consegui chegar lá. Quando o outro faz, é porque o outro é perverso, né? Então eu tenho essas categorias e os meus discursos não são muitas vezes consistentes com a fé. Eh, então eu preciso da lógica formal, né, no meu pensamento, na minha fala, na construção daquilo que eu escrevo, né, Nos artigos que eu faço para os meus estudos, né, para as peças, para a minha comunicação com as pessoas. precisa ter consistência. Então, a consistência ela precisa da lógica, né?
Então, a lógica ela está por trás da consistência. Então, a consistência ela é precisa acontecer em nossa vida, porque eu preciso ter um discurso único, um discurso de que não adianta eu falar alguma coisa agora, alguns dias depois eu vou falar um outro discurso que vai Contradizer aquilo que eu falei. Então, ou seja, falta de consistência. Então, a filosofia nos ajuda a usar a lógica formal para produzir eh para evitar falácias e construir discursos consistentes, né? Eh, nos ajuda também a responder com clareza a objeções como se Deus é bom, porque o mal existe, né?
Essa é uma pergunta clássica das pessoas, né? Se Deus é tão bondoso como você fala, se Deus é aquele que quer salvar, é aquele que que criou, é aquele Que cria, é aquele que preserva. Deus é amor, né? Como a própria palavra diz, fala. Então, por que que o mal existe? Por que que as pessoas sofrem? Por que crianças são são eh eh são tão sofridas? Por que que passam fome? Por que que gente sofre em determinados lugares, né? Então, se Deus é tão bom, eh, por que que o mal existe, né? Então, a gente
precisa da filosofia, inclusive, para responder com clareza a essas objeções. Porque se você for usar apenas a Bíblia, Você não vai conseguir responder essa pergunta, né? Se Deus é bom, porque o mal existe. Você tem que usar a filosofia para que você possa extrair da palavra de Deus a a consistência para que o seu discurso possa ajudar as pessoas a compreender eh sobre Deus e sobre o mal, né? Ah, ou então quando a pessoa vem falar que a fé é irracional, né? Eh, a fé, ela é apenas sobrenatural. A fé não tem nada a ver
com a razão. Ou seja, eh, a filosofia Nos ajude, nos ajuda a navegar por estas águas meio ah turbulentas e tortuosas, né? A filosofia também nos ajuda a desmascarar pressupostos anticristãos em ideologias e discursos. A gente vive eh rodeado de narrativas seculares, né? e elas são narrativas seculares e que são disfarçadas aí nesse meio de de certa neutralidade, né? Então, por trás de muitos discursos eh sociais, políticos, educacionais, artísticos, né? Há Pressupostos filosóficos contrários ao evangelho, né? Há vários deles, né? Então, por exemplo, nós podemos citar alguns, né? Eh, quando há uma negação do espiritual,
né? né? Então essa negação espiritual é um pressuposto filosófico, né, chamado de materialismo, que está por trás de toda essa negação do espiritual. Ou seja, a vida ah tem que se preocupar com Deus, com espírito, não. Tem que se preocupar com aqui, com agora, né? Com aquilo que você vai Construir, com a sua casa, o seu, a sua, eh, família, o, o dinheiro que você vai ganhar, o seu trabalho. Isso que você que é a sua preocupação. Não tem que se preocupar com a a espiritualidade, né? Então esse materialismo nega a espiritualidade, né? Então é
ah um pressuposto filosófico contrário à fé cristã, né? Contrário inclusive ao evangelho. Outro quando a sociedade busca prazer eh com o fim. Então o sexo se tornou ah uma uma um prazer pelo fim. Ou seja, qual é o fim? Ter prazer, né? eh obter prazer. O sexo não é mais ah eh visto, né, do ponto de vista, né, se eu posso repetir isso, eh como sendo alguma coisa de conexão entre duas pessoas, né? Ele é uma busca do prazer. Eu preciso ser feliz, eu preciso que alguém me faça feliz, né? Eu preciso ah a ter
prazer, né? Então esse hedonismo de buscar o meu prazer em primeiro lugar, né? De ah de valorizar mais a mim do que o outro, né? Então, eh, há uma grande discrepância Nessa questão da valorização. Eu preciso me valorizar como ser humano, lógico, eu preciso me valorizar como pessoa. Eu não posso me deixar eh eh extinguir no meio dessas coisas todas. Mas quando a palavra de Deus fala, por exemplo, quando eh eu estou na relação com o outro, a palavra diz que eu prefiro eu tenho que preferir o outro em honra a mim mesmo. Então preferir
o outro em honra a mim mesmo dentro de um casamento, por exemplo, né? É ir contra Esta ah esse pressuposto filosófico do hedonismo que busca prazer como fim. Então, dentro de um casamento, por exemplo, o hedonismo não pode ter vez, né? Porque senão o casamento acaba em separação, divórcio, briga, eh desgraça, morte, né? Eh, eh, feminicídios, homicídios e etc. Então, ah, a esses eh pressupostos filosóficos, né, contrários à fé, né, a gente vive cercado por eles, né? Outra coisa, por exemplo, a negação de sentido, né, esse niilismo, né? Eh, Eh, ou relativismo moral, que é
negação de um bem objetivo, ou um individualismo absoluto, que é negação da comunidade e autoridade divina, né? Então, quando a questão toda é a o indivíduo, né? Ou seja, eh, essa ideia, por exemplo, de uma meritocracia em nosso meio, por exemplo, né? ela é um individualismo absoluto, ou seja, as pessoas eh não estão eh influenciadas por mais nada. Elas são apenas aquilo que eh dentro da própria concepção delas elas se Constróem, elas fazem, elas têm condições de fazer, né? Ou seja, é um individualismo absoluto e eu busco o meu prazer eh junta com hedonismo, né?
Eu nego o sentido das pessoas também, né? Ilismo. Ah, o espiritual ele ele está em segundo plano. Então, o materialismo entra e nisso, né? E tudo acaba sendo relativo, né? Então, a moralidade ela não é mais absoluta, ou seja, há uma negação a de um bem objetivo, um bem eh comum nesse sentido, né? Eh, então, a Filosofia nos ajuda a construir uma visão eh ou uma cosmovisão cristã mais abrangente, né? A teologia bíblica não se limita ao púlpito da igreja. Isso é algo que a gente precisa sempre pensar, né? Ela é uma visão de mundo,
uma cosmovisão cristã que se aplica a todas as áreas da vida, cultura, arte, política, ciência, educação, economia, sexualidade, tecnologia, relações humanas, ou seja, todas essas questões, né, que são áreas da vida. Eh, eh, a, a, A teologia bíblica vai responder a essas coisas, né? Ah, e vai responder como vai eh criar uma visão de mundo. Nós temos como cristãos uma visão de mundo. Nós entendemos que o mundo funciona a partir daquilo que Deus entende. E nós, então, temos uma visão de mundo diferente daquele que é ateu, daquele que é agnóstico, daquele que é de uma
outra religião, etc. a gente consegue compreender o mundo a partir de uma categoria um tanto quanto diferente do Que a outra questão que eh os outros, né, que creem de formas eh diferentes. Ou seja, nós não eh vivemos uma teologia bíblica apenas em nossas igrejas, dentro dos nossos cultos, atreladas a ao púlpito onde se é pregado o evangelho domingo após domingo, né? Nós continuamos sendo cristãos quando saímos da igreja no domingo à noite, vamos para nossas casas e na segunda-feira pela manhã vamos viver a vida no meio do mundo. Ou seja, a nossa teologia precisa
Também eh enxergar esse mundo e ser feita a partir desta visão do mundo no meio das pessoas. Então, a a a filosofia nos ajuda a construir uma visão mais abrangente, que não fica limitada apenas aos nossos jargões evangélicos, que não fica limitada apenas a nossa maneira de falar, né? Então, às vezes eu vejo, né, eh, e eu acho até interessante alguém conversando no meio da rua e ou dentro de um ônibus ou Viajando em algum lugar, né, e a pessoa conversa como se estivesse na igreja. conversando com o irmão, né? E aí fala todo aquele
palavreado eh evangélico que a gente fala dentro da igreja, né, e tudo mais, aquela coisa toda, o tempo todo, né, com com aleluia, com isso, com aquilo outro, né, e tal, e falando sobre, enfim, eh eh eh conversando com as pessoas como se elas estivessem dentro de uma igreja, dentro de um templo, né, e que as pessoas estivessem Ali, eh, entendendo a linguagem que ela está falando, né? E a grande maioria das pessoas não entende, né, como diz lá em Minas Gerais, não entende patavina nenhuma daquilo que nós estamos falando, né? E elas não conseguem
compreender porque elas não têm a fé, então elas não têm o sobrenatural na vida delas, né? Deus não se revelou para essas pessoas ainda. Ou seja, Cristo ainda não as salvou. O sangue de Cristo não passou na vida dessas pessoas. E aí nós então Queremos que elas compreendam aquilo a a partir da minha visão de fé e vai acontecer, né? E aí por isso então que nós precisamos eh eh construir um discurso eh mais abrangente, que fale, né, pessoas, que argumente, que organize, né, este mundo com uma uma coerência interna, né? Eh, então, para organizar
essa essa visão nossa com uma coerência que as pessoas possam compreender. A filosofia também ajuda articular valores cristãos com linguagem Acessível à cultura. Então, é isso que eu tô falando aqui sobre a linguagem nossa muitas vezes não é acessível à cultura. Por quê? Porque é uma cultura própria. Nós temos a nossa cultura evangélica vivida dentro das nossas igrejas com os nossos irmãos, pastores, pastoras, missionários, missionárias, obreiros, né? gente que está conosco, nós temos a nossa própria linguagem, a nossa própria cultura, a nossa própria maneira de ser. Então, nós precisamos Articular esses valores que nós temos
com uma linguagem que seja acessível para as pessoas, de falar algo que as pessoas possam compreender e não apenas rejeitar porque é religioso, né? Então, a filosofia também nos ajuda a mostrar como o cristianismo responde de forma única às grandes questões da humanidade, né? Eh, Cristo é o Senhor e ele é o Senhor não apenas da igreja, mas da história, da mente, da cultura e do universo, né? Paulo fala muito sobre isso em Colossenses, né, capítulo 1, 16, 17. E o cristão, portanto, nós, né, ah, precisamos de um pensamento crítico bem formado para viver, ensinar
e influenciar com profundidade, né? Então, nós estamos, nós fomos colocados por Deus dentro deste contexto humano, dentro desta sociedade que nós vivemos hoje para a eh ensinar, influenciar com profundidade, para formar, para fazer discípulos. E para fazer discípulos, eu Preciso argumentar com as pessoas de maneira coerente, uma linguagem acessível que eles consigam e possam entender, né? Então, nós compreendemos que a filosofia quando usada com humildade, né, quando usada com discernimento, eh, espiritual, principalmente, né, fortalece o pensamento teológico, protege a integridade doutrinária, porque evita falácias, evita a os pensamentos desconexos, né, e equipar o cristão, Equipa,
né, eh, o cristão para o diálogo com o mundo, ou seja, nos prepara para isso, né? Só que a filosofia não substitui a fé, né? Lógico, né? A gente não pode pensar que a razão eh vai estar acima daquilo que nós cremos, né? Ah, ela não pode relativizar a verdade, mas serve como instrumento de análise, comunicação e combate espiritual, né? E combate aqui, gente, é combate do bom sentido, né? De eh combater, de brigar, né, com ninguém, Né? Então, Pascal dizia, né? E essa é uma questão muito forte, ou seja, a fé tem razões que
a própria razão Deus conhece, mas significa que a fé dispensa razão, mas a fé ela é eh é precisa ser colocada esse sobrenatural, ele precisa estar em nossa vida. E esta filosofia ou este essa teologia, essa sistematização do pensamento, ela precisa estar sendo colocada, sendo submissa sempre à questão ah da fé em Deus, da crença em Deus, da maneira como Nós ah vivemos a nossa vida cristã. Amém, Lja? Então, nós estamos nós dois aqui, né? Então vamos pro nosso intervalo e aí a gente volta um pouco mais tarde, tá bom? Abraço.