Vamos voltar caso eu tenha que fazer alguma parada é só avisar né eu posso avisar parar um pouquinho mas acho que vai precisar não acho que vai num gravando já então então Zé Cláudio bom eh eh eu vou fazer uma apresentação aquela apresentação formal mas mas para ficar registrado como eu disse essa vira uma documentação essa gravação então é importante as o pessoal ter noção né do que dessas dessas informações que eu já Te passei né mas que eu vou passar novamente então a gente agradece o seu o seu sim por essa entrevista né dessa
eh desse projeto memória oral que quer trabalhar com as memórias do que hoje é o núcleo de memória acervo histórico e que foi criado como memorial da educação Paulista né E são 24 anos o ano que vem completa bodas de de prata né e e para ter uma para ter uma instituição de memória com tanto tempo Sim Isso significa que as Raízes O que vocês fizeram lá no início foram bem bem eh dimensionadas eh porque na verdade hoje o que a gente faz é seguir o caminho que vocês tinham realizado né então a gente lógico
tem alguma modificação aqui ali mas não no CNE a mesma coisa né eh e e bom a gente vai est gravando o momento que você quiser parar você pode pedir para parar beber água tal se agora mesmo você perceber ou durante a entrevista olha essa parte eu gostaria Que tirasse Você pode falar que a gente depois a gente vai vai retirar o o processo é o seguinte depois da gravação a gente vai transcrever vai mandar para você a transcrição Manda também o arquivo em em em vídeo e aí você também vai falar e Tira põe
tal e a gente vai fazendo até a validação Ah Zé uma coisa que eu te falei se você puder assinar de novo com a data de hoje aquele termo tá tá beleza e assim que acabar eu mando para vocês pode ser pode Ser por favor e e também e é e eh então Eh fica à vontade qualquer parada a gente vai conversando assim numa numa boa perfeito e você também pode ficar tranquilo jorg fica tranquilo isso mesmo Zé Muita honra muita alegria naquele tempo você tinha cabelo o pessoal chamava você de cabelo Você lembra cabelo
comprido cabelo que eu tinha um um cabelão aqui assim né Você sabe Zé Isso parece que não tem nada a ver com a entrevista mas tem muito a ver Eu procurei fotos é engraçado do tempo de do do analógico a gente tem poucas fotos pouquíssimas fotos exatamente não encontrei nenhuma foto sua eh Ah mas tudo bem às vezes até melhor pra gente não ver o que que o tempo fez com a gente até melhor deixa lá não é deixa nas memórias a maneira privilegiado que a gente optou por guardar essas coisas deixa lá às vezes
é melhor Às vezes a a a imagem assim a gente olhar fica meio chocado deixa lá a gente imagina como éa E tá ótimo ô ô Zé você pode se identificar essas bem e o seu nome completo a data de nascimento e a cidade que nasceu mas isso gente começou tá gravando Ah já tô gravando Então vamos lá bom meu nome é José Claudio soua Silva Sou natural de São Paulo eh nasci 5 de outubro de 1975 daqui é um mês est um pouco meses completo 49 anos de idade e e sua profissão e suas
atividades atuais Zé atualmente Eu sou professor atual desde 2009 sou professor de história educação na Universidade Federal do Rio de Janeiro e desde 2011 eu sou credenciado ao programa de pós-graduação em educação também aqui da da UFRJ Zé eh eh conta um pouco sobre sua formação escolar e é interessante na reunião que nós tivemos você falou da relação dos seus pais com essa sua formação escolar né então vou vou citar algumas coisas Mas depois você pode desenvolver a sua narrativa né então era interessante a a profissão dos seus pais né E a sua formação escolar
os castigos que seus pais davam era uma leitura né então eh e e com isso teve a vinculação com autores cariocas interesse pela história do Rio de Janeiro e que você foi sempre aluno de escolas públicas se você puder falar um pouco sobre isso e diz muito mais claro bom em tempos tão sombrios como a gente ainda né viveu e ainda Temos os disse é sempre bom eu sou um militante ferren da defesa da escola da educação pública né então eu sou acho que talvez uma uma demonstração fruto da minha vida inteira de escolas públicas
né estudei no antigo primeiro grau segundo grau né hoje Ensino Fundamental ensino médio fiz a minha eh o fundamental no Escola Dr quiros Escola Estadual Dr quiros depois fui paraa Escola Municipal Marchal deudor da Fonseca e o ensino médio eu fiz na Escola estadual Fernando Dias pais né todos na zona oeste minha família da zona oeste de São Paulo Previdência Butantã e eh Pinheiros né Alto de Pinheiros ali onde estudei no Fernando Dias pares eh vem de uma família paupérrima né muito pobre é isso que a gente estava um pouco conversando né e diorges e
mas a gente teve eu tive uma particularidade na minha trajetória na minha formação né ao mesmo tempo que bens materiais né todos que a gente Imaginar aqui que acho que não vale a pena a enumeração eram bastante escassos eh eu tive meu pai e minha mãe né meu pai é advogado formado minha mãe professora de matemática e pedagoga então a gente tinha uma Vamos colocar uma vasta na minha época eu achava grande mesmo uma vasta biblioteca em casa né E aí eh entre Idas e Vindas Aquela coisa né de final da infância começo da adolescência
eles para estimular né que a gente eh conhecesse Mais outras obras outras leituras escapasse um pouco né daquilo que era mais ou menos o familiar o cotidiano sempre me estimularam muito as leituras tanto de jornais né até hoje eu sou um contto mais leitor do jornal impresso pasm ainda há pessoas que leem o jornal impresso eu sou assinante até uns 10 anos que eu demorava aqui eu assinava a folha de São Paulo e o globo aqui do Rio né aí também já não dava não tinha mais tempo para ler tudo então hoje eu só Assino
o jornal impresso Globo né não é fazer nenhuma propaganda Mas enfim Só que ainda tem pessoas que leem o jornal impresso Eu gosto do cheiro eu gosto da tinta eu gosto daquelas marcas um pouco o Roger Chartier fala né materialidade Eu gosto daquilo tudo passando pelas mãos o barulho do jornal o cheiro do jornal eu gosto muito disso E aí dizia meus pais estimulavam né tanto a leitura de impressos a gente sempre em casa teve assinatura de um jornal lembro do Estado De São Paulo ou Jornal da Tarde ou Folha de São Paulo e e
ao lado disso né quando a gente foi entrando na adolescência a ideia de que a gente ou para sair né aquelas saídas de adolescente pré-adolescente ou possíveis castigos que eram colocados empreendidos na gente eles os nossos aspas castigos eram Justamente que a gente lesse livros né e de preferência que a gente comentasse com meus pais sobre as leituras realizadas né então Trocando em Miúdos por exemplo era negociado assim pra gente ir para uma festinha de um colega de uma colega a gente tinha que ler alguma coisa e comentar com os pais com meus pais né
O que que a gente tinha entendido diga eh eh Zé o pessoal tá aqui pedindo por favor para você olhar também para para para mim quando você tá respondendo Ah para você ca mal não f de lado isso ótimo pode ser assim tá a sim então Vaio Então você Tava pode continuar Mas você tava naquela questão que os seus pais pediu para vocês lerem né então daí a gente Lia né eh e aí fazia comentários como se fosse pequenas resenhas né e os acasos do começo né um pouco depois de muito tempo eu vim saber
disso que no lugar de buscar uma origem que explica tudo muito mais interessante é a gente perceber né como que esses acasos também temperam né as nossas maneiras de nos enxergarmos enquanto Sujeitos desse presente enfim aí acabou que eu comecei a criar um apreço considerável né embora sendo um Paulistano da Gema pela literatura da cidade do Rio de Janeiro né então dentre outras obras presentes na na biblioteca lá dos meus pais né João do Rio luí Edmundo Lima Barreto Machado de Assis carice Spector dentre outros autores Então nesse né nessa virada dos meus final da
da minha infância para adolescência eu comecei a me encantar Por essas leituras né e disso despontou um interesse Muito grande em conhecer um pouco mais a cidade do Rio né em enfim conhecer tanto presencialmente quanto por meio de outras leituras então é mais ou menos isso Eh aí agora eu prossigo Diógenes Ou você quer fazer perguntas como é que você não tá tá indo bem eh é é bom até você D uma uma parada é isso mesmo Zé e e sobre a sua formação escolar Zé nas nas escolas você passou por escolas estaduais você teria
Alguma que lembrança você tem dessa dessa sua experiência dessas suas vivências nessas escolas estaduais então Eh eu estudei na Escola Dr kirilos fiz minha primeira série lá na zona oeste foi uma escola assim né aquela coisa lançar um olhar retrospectiva paraa nossa vida é sempre um empreendimento né bastante imprevisível né a gente produz nexos onde não havia a gente rememora coisas a gente relembra de coisas a gente esquece Outras propositadamente outras não mas enfim se eu voltar lá pros idos de 1984 na minha primeira série eu lembro de algumas coisas que era uma escola bastante
eh reconhecida no bairro na época pela excelência da da da do ensino lá ministrado e com professores né para vocês ter uma ideia eh na minha primeira série primeira série 1984 exatamente tive uma professora professora não vou lembrar o nome dela acho que era não vou lembrar mesmo mas que ela era bastante Reconhecida inclusive na região então eu lembro de um espaço né com quadras aquela coisa bem né salas de aula quadra E ainda vivíamos nem 84 o último ano da ditadura militar né então ainda era uma uma enfim dinâmicas didáticas bastante centradas na professora
lembro de levantar né quando a gente ela chegava a gente tinha que levantar meninos de meninas de se 7 anos levantando para ensin de respeito hoje eu conto nas minhas aulas na graduação né formação de Professores Eu trabalho no curso de pedagogia eh algumas alunas alguns alunos chegam a ficar assim abismados como é que eram outros tempos literalmente né Eh Escola Municipal Marchal deodor da Fonseca ali no Caxingui né lembro que também era uma escola reconhecida meus pais eles sempre enfim bateram muito na tecla que era pelo estudo por meio do estudo para o estudo
e com o estudo que a gente poderia né lutar por aquilo que eles não Conseguiram na suas trajetórias então Eh isso tanto sou sou irmão do meio né tem irmão mais velho José Maurício eu do meio e a Larissa suma Silva que é a caç sua cassua que acabou de completar 45 anos né mas enfim aí eh escola Marchal de eldoro da Fonseca meu irmão estudou lá então eu fui um pouco né o irmão mais novo do do que também desbravou o Marechal Deodoro então foi bem tranquila estudei oit 7 Anos no Marchal Deodoro da
Fonseca eh enfim fiz muitos colegas muitos amigos aquela coisa né escola primeiros amores primeiros desamores primeiras encrencas enfim essa é a vida né E hoje é interessante né quando eu trabalho na formação de professores né perceber um pouco como que essas marcas né da trajetória escolar deixam cicatrizes os nossos modos né de ser pensar e agir Então acho que que hoje quando eu me enxergo como um professor universitário Sem sombra de dúvida eu tenho muitos ecos né daquelas e daqueles que me antecederam e me ajudaram né a pensar uma profissão enfim minha mãe é professora
de matemática aposentada é pedagogo e do Fernão Dias Pais escola eh estadal Fernando Dias Pais ali na Avenida Pedroso de Moraes em São Paulo Alto de Pinheiros uma escola também na época bastante reconhecida foi uma antiga morada do Bandeirante Fernando Dias Pais né então ele tinha hoje tá Adaptada né Mas então era uma peculiaridade porque era uma escola assim um pouco diferente em relação às outras pelos espaços muito arborizado né com com muitas árvores enfim grandes espaços pra gente transitar fazíamos diversas afront diversas coisas naqueles espaços foi sempre uma delícia e só né já que
a gente hoje é um tom de depoimento eh acho que não comentei contigo Dió eu recentemente tem uns 5 se anos Eu Assisti aquele filme hoje eu quero voltar sozinho para casa que é a temática de um aluno cego não sei se vocês se vocês assistiram enfim e as cenas de escola são rodadas na escola Fernando Dias Pais então eu foi bastante emocionante que eu tava assistindo o filme não esperava isso de repente eu falei eu conheço esses espaços para você ver como essas marcas né continuam a deixar a deixar lembranças memórias naquilo que eu
me tornei então passado Eu saí estudei no Fernão de 91 A 94 Se não me engano então lá se vão 94 14 30 anos né 30 anos eu ainda lembro bti os olhos eu conheço esses espaços daí nos créditos subindo as letrinhas eu vi que de fato agradecimento à escola estadal Fernando Dias Pais então um pouco por aí as minhas lembranças da Educação Básica que gostaria de realçar aqui ô ô osé Obrigado eh você falou muito do seu pai e da sua mãe mas é é muito interessante a História deles né você podia contar um
pouco é interessante se falou da sua mãe que é professora de temática como que foi esse processo para ela o seu pai também é um leitor também se você puder contar um pouco dos dois Claro meus pais eh eles conheceram na época da ditadura militar eles os dois militantes né contra a o regime de exceção meu pai estudava no Cinearte em Osasco em São Paulo minha mãe já era estudante da PUC São Paulo curso de Matemática e aí eles se conheceram na nesses tempos dificílimos né que vivemos de 64 até 84 mas eh é um
pouco disso né como que essas trajetórias de vida esses momentos também se enlaçam e a relação deles né desponta justamente em meio à aquelas atrocidades que eram cometidas no período E aí eles eh se casam em 1972 6 de setembro de 1972 Aliás hoje é dia 6 né é 6 de setembro Hoje é aniversário de casamento deles 6 de setembro de 197 dois e Eh meu pai ele vai cursar então a universidade em função de toda a Perseguição que ele sofreu enfim ele vai cursar a universidade aspas um pouco mais de modo um pouco mais
tardio ele ingressa na Universidade de São Paulo curso de Direito em 1979 na Anistia o ano da Anistia ele ingressa e se forma em 1984 85 mais ou menos por aí E minha mãe se torna professora de matemática já em 1972 ela vai dar aula no colégio bitenc lá em Osasco também e eles estão um né ele com mais influências no campo das humanas e ela o campo das exatas também sempre gostaram muito de ler né estimularam Muito a leitura desde eu lembro das minhas épocas de Infância ainda a gente Sempre acompanhado de livros eles
contando histórias narrando histórias e no sentido mesmo da gente perceber né que não precisa viajar naquele momento né Não precisava viajar para outros mundos pra gente ter a oportunidade de Conhecer outras né outras esferas imaginar outras possibilidades e isso tudo tudo marcou Como eu disse né deixou muitas Marcas Na minha minha trajetória e agradeço nesse ponto sou muito grato tanto ao meu pai quanto a minha mãe por esse estímulo né e a gente percebe um pouco aqui né como que eu continuo com essa coisa de livros de livros por toda parte como diz o Roger
charti né Quanto mais livros a gente tiver melhor né acho que nada melhor do que viajar pelas Palavras né Depois eu vou fui conhecer muito outros autores que também cada vez mais compartilho R laros é um deles né a gente não pensa só com o pensamento a gente pensa com as palavras e para pensar com as palavras com o corpo com a mente nada é melhor do que a gente entrar em contato cada vez mais com esse mundo esse universo das Letras né enfim então eh acho que é até um momento de agradecer né registrar
esses Agradecimentos profundos tanto a a enfim a oportunidade que meus pais deram né de eu saindo da infância indo paraa adolescência de me deparar com esse mundo Tão Encantado que é o mundo das letras e conta por favor Zé Cláudio sobre o o o atuação profissional da sua mãe como professora ela passou por escolas estaduais como que foi essa situação dela minha mãe ela trabalhou 32 anos como professora de matemática sempre no Estado de São Paulo na cidade de São Paulo na verdade né E a vida toda ela trabalhou só em escolas públicas né E
sempre de preferência trabalhando isso também é é um motivo de bastante orgulho da minha parte sempre trabalhando em escolas e de preferência escolas noturnas né no no noturno da noite eh para aqueles E para aquelas que não tiveram oportunidade ou não teriam tanta oportunidade da ela sempre fez questão de eh né um pouco do que a gente Aprendia em casa ela repassar para outras esferas também para que essas alunas e alunas tivessem a oportunidade né de eh às vezes até conhecerem o que sequer existiam ideia que poderiam fazer com as suas vidas né então minha
mãe assim de cabeça eu lembro do bitenc que foi em Osasco aí ela trabalhou Escola Estadual Vinícius de Moraes ali em Cotia né quilmetro 24 da Raposo Tavares trabalhou na hoje não existe mais também até um susto Escola Alberto Torres ali Na na entrada do Butantã não existe mais parece não sei se não sei o que aconteceu com a escola enfim Escola Alberto Torres aí que eu me lembro acho que foram essas escolas e depois né ela já é aposentada Ela foi trabalhar com educação de jovens adultos né então ela trabalhou num projeto da Faculdade
de Educação eh de com jovens e adultos e eh mais agora agora né quando mais pro recentemente isso cois 10 anos atrás ela Parou mesmo aí ela foi paraa liga das senhoras católicas ali também na zona oeste Travessa da da Raposo Tavares que tinha um projeto né de educação de jovens e adultos e ela então sempre eh enfim muito atuante muito interessada né em fazer com que esses essas esses homens essas mulheres enfim esses jovens que por algum motivo não tiveram oportunidade agora no final da vida né na de cursar uma curso regular assim enfim
Educação Básica que eles também Conhecessem né esses essas outras possibilidades de se verem como sujeitos Então minha mãe então tem essa essa característica ela faz essa coisa né então é formada em matemática na PUC e pedagogia na USP interessante ô ô ô Zé agora vamos paraa formação Universitária sua né Uhum Então eh você sai do ensino médio você você você começa a tua profissionalmente ou não Zé como que foi esse conta um pouco então dessa questão da formação Universitária da Opção pela graduação e história vinculação com professores que tinham interesse no se que você tinha
interesse na temática por exemplo Nicolau cenco a iniciação científica com a Diana o mestrado com a Diana e as suas primeiras atividades profissionais muito bom então eu termino o ensino médio né lá na ensino médio segundo grau no ensino médio hoje lá na escola estadual Fernando Dias Pais e aí eh eram outros tempos ainda não existia Enem a gente ainda fazia vestibular né então daí eu fiz vestibular pra história né um pouco naquela cabeça de 18 sei lá quant 18 19 anos que eu tinha eu queria né De algum modo converter esse meu interesse bastante
acentuado pelas histórias da cidade do Rio de Janeiro eu queria encontrar uma área de atuação na qual eu pudesse utilizar né isso que eu tanto gostava que tanto me dava tanto prazer né buscar alguma forma de que isso se tornasse uma profissão na minha Vida confesso que hoje retrospectivamente eu não tinha muitas certezas tive alguns professores excelentes de história professoras mas não sei se foi bem Por isso acho que mais esse interesse mesmo até um pouco ingênuo da minha parte né de o que que eu faria com esse interesse tão e forte que eu tinha
pelas histórias da cidade do Rio de Janeiro e aí eh O que que eu fiz né das 50 poucas disciplinas que eu cursei na na minha graduação então eu Entro na universidade em 1990 vestibular de 95 começo a cursar em 1996 março de 1996 a minha graduação na fifes naé faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade de São Paulo meu curso de história e aí eh das 50 e tantas disciplinas que eu fiz sempre que possível isso é uma coisa que eu dou risada até hoje assim com meus colegas eu estudando em São Paulo
né morando em São Paulo na Cria de São Paulo as disciplinas que eu conseguia fazer Alguma coisa relacionada à cidade do Rio de Janeiro eu fazia né então nessas eu tive a oportunidade de conhecer alguns professores algumas professoras dentre os quais esse eu faço questão não é a primeira vez que eu dou um depoimento assim mas não sei se alguém um dia vai escutar isso que eu falo mas eu acredito muito que a gente deve ser muito grato aquelas e aqueles que realmente deixaram marcas profundas né e Nicolau cenco sem sombra de dúvidas foi Acho
que o meu Professor né né Eh faleceu há um tempo atrás com 62 anos super jovem super produtivo eu a gente tinha né ainda tem obrigatórias e eletivas né ao todo eu devo ter cursado seis ou sete disciplinas com ele dentre as eletivas e as obrigatórias né foi uma presença muito marcante na minha vida na sua no seu fazer né como professor como Maestro de uma turma mas também pela produção a produção bibliográfica dele é maravilhosa né tô pensando aqui eh Fio estático da Metrópole tô pensando e revolta da vacina tô pensando Lima Barreto literatura
como missão e o CL da Cunha né literatura com missão Pindorama revisitada no Lupe da montanha russa enfim um conjunto de produções Fora as entrevistas as palestras que eu sempre que dava eu ia atrás né Então ele me ajudou muito cheguei a a pleitear uma fazer uma uma pesquisa de iniciação científica com ele mas ele no alto da sua generosidade ele falou não eu te Indico os Liv livros você vai lendo mas ele falou que não tava com tempo aí eu compreendi o momento dele e então na história eu sou muito grato dentre outros mas
esse professor eu queria relembrar né e eh uma outra coisa que marca minha trajetória Na graduação é que a partir do meu segundo período curando história eu tive a oportunidade de começar e sim uma iniciação científica com uma professora carioca né de nascimento mas que migrou para São Paulo que a professora Diana Gonçalves Vidal já fiquei sabendo lá em Natal depois vocês cortam ort isso né que ela já fez o depoimento inclusive encontrei com ela lá com ariad com o pessoal todo né e enfim e Diana Gonçalves Vidal é outra que assim também faço questão
ela me conheceu eu tinha acabado de entrar na universidade né E aquela certezas enfim momentâneas todas e ela me acolheu literalmente então Montamos um grupo de iniciação científica para trabalhar no Instituto de estudos brasileiros ainda no chamado ibinho né que era aquele pequeno embaixo lá do bloco B do crusp não é mais não é hoje aquela construção maravilhosa que temos ali na Cidade Universitária E aí o grupo né dessa primeira leva era Rosane Nunes Rodrigues André luí paulilo eu e Teresa Marcela mesa baes éramos quatro depois veio Raquel abidala I Omar enfim foram associando outros
e eu tive esse privilégio dizia né de cursar a minha Graduação em História e uma formação Paralela em história da educação eh enfim influenciado né orientado pela professora Diana Vidal Então eu fico eu faço minha iniciação científica basicamente o mesmo período de graduação eu fiz a iniciação de meados de 96 a 2000 eu fui bolsista de iniciação científica da ferge né pesquisando eh no Acervo do Fernando de Azevedo no instituto de estudos brasileiros e aí um pouco eu juntei né a o meu interesse Os Meus interesses pela cidade do Rio de Janeiro né com uma
área até então que eu desconhecia né que é a história da educação falei isco deor a gente cursa muitas disciplinas no curso de his história mas pouco nada mesmo se ouve sobre a educação né uma coisa muito pequena ainda hoje eu tenho essas críticas né tanto na na aqui no Rio de Janeiro na frj né o Ih o Instituto de história a gente pouquíssima coisa se estuda né na da área da Educação e aí um Pouco eu consegui articular né Eh tanto na minha iniciação e depois mestrado doutorado né meu interesse cada vez maior pela
cidade do Rio de Janeiro pela literatura né que falava da cidade do Rio e a história da educação sobretudo a história da educação primária da cidade do Rio de Janeiro e aí eh com isso eu termino a minha graduação iniciação científica em 2000 em 2001 eu começo a fazer um mestrado na faculdade de educação da Universidade de São Paulo Sobre orientação de Diana Vidal na USP Até hoje ainda são três anos né em vários programas a gente tem só dois anos de mestrado e aí eu vou cursar de 2001 a 2004 a o mestrado né
em história história e historiografia da na faculdade de educação pesquisando a reforma da instrução pública empreendida né pelo quando Fernando Azevedo estava na na na frente da diretoria Geral de instrução pública e defendo o meu mestrado em fevereiro de 2004 E aí Segue posso seguir pro doutorado para aqui Di é contigo aí por to você sa você que sabe eh Mas é interessante você segue seu o que você seu ímpeto te te dizer mas é é é interessante já que você deu essa parada é interessante pensar essa o mestrado com a entrada no no no
memorial da educação Paulista né talvez pudesse fazer essa essa incursão né então a o o o o a iniciação científica você começa o mestrado e aí vem a questão do memorial Da educação paulista aí você podia percorrer um pouco mais no memorial perfeito aqui a gente a gente fala Falar das nossas memórias que vocês quiserem a gente vocês me estimul a gente vai lembrando perfeito que que acontece eh em 2001 2001 eu já tava no mestrado e aí a professora deana Vidal né Eh que hoje eu tenho não só como uma um exemplo né é
uma alguém que eu admiro bastante intelectualmente mas também uma amiga ela me convida para conhecer um projeto Né que tava acontecendo né que é o nome era bastante né a escola pública eu saber trajetória de uma relação né uma uma exposição que estava sendo organizada e a aí né ela apresenta por linhas bem Gerais assim ela A então Diana Vidal Márcia razini né que tinha acabado de se não me engano defender o doutorado na Unicamp e a Carmen Moraes também professora da faculdade de educação né E aí eh montava uma exposição e a gente aem
Na verdade eu não entendi direito o que que era para fazer assim Sabe aquele momento bem o de hoes lembra porque ele tava lá né mas assim a gente não sabia direito que era para fazer né era uma exposição E aí eh eu sei que a gente eu fui lá né daí tinha tinha né Eh enfim painéis tinham imagens tinham mobiliário tinha utensílios né da eh materialidade escolar várias diversas assem cartilhas e e uma sala onde a gente ficava né aí foi lá que eu conheci tive a Oportunidade de conhecer o Anderson Robert dos Reis
né Hoje é professor da Universidade Federal do Mato Grosso lá em Cuiabá e mais duas colegas né a Teresa e a Joana né então então nós quatro Montamos e enfim fomos e Montamos essa primeira equipe de monitores de uma exposição que ainda não tinha sido inaugurado então aí o que que a gente fazia né Eh tinha primeiro tivemos a oportunidade de bater alguns papos com a Diana Vidal com a marça com a Carmen e Com o Maurício Brandão daqui a pouco eu falo do Maurício Brandão né que ele não tava diretamente na exposição mas ele
tinha organizado eu até falei pro Dior fiz a lição de casa não sei se pode mostrar mas pode né livro esse livrinho aqui ó tá vendo ó primeiras escolas da República né que é a Sher obviamente Mas ele foi né O compilador organizador E aí ele tanto Diana Vidal Márcia Carmen falando mais da história da educação e o Maurício faziam encontros né alguns Alguns encontros eu me lembro disso pra gente partilhar né Eh enfim o que a gente vinha lendo pra gente aprender muito com eles né com esses pesquisadores pesquisadoras e eu Anderson pereza e
a Joana fic assim né então a gente Lia bastante conversava bastante foi uma Foi um aprendizado muito intenso muito gostoso assim né então a gente Lia muita coisa conversava sobre muita coisa andávamos Às vezes pela pela exposição né ou pelo enfim o Que que tava lá de já exposto pensando possíveis circuitos de visitação né O que que a gente podia explorar nãoé um pouco daquela ideia como disz também né Clarice Nunes e Marta Carvalho se a gente der impossibilidade de falar de tudo ao menos a gente produzir né alguns realces que façam sentido para quem
hipoteticamente fosse visitar né Acho que ao fim e o cabo isso que é o espírito de uma monitoria né não vai dar nunca para falar de tudo então a gente Andava literalmente costurando assim pensando ó Isso é legal né aqui poderia funcionar uma uma uma entrada interessante né adicionamos coisas à própria exposição isso foi bem bacana né Eh desses monitores a as organizadoras foram super né abertas assim acolhedoras para que a gente também pudesse né dar um um que de autoral nessa relação né então por exemplo Eh aí que eu ia falar do Maurício sobretudo
né ancorado No que a gente já vinha lendo no curso de História e o próprio trabalho do Maurício Brandão a ideia da gente tomar o próprio espaço quando a gente muda lá né pro para Rio Branco Palacete lá da Avenida Rio Branco o próprio espaço né o palacete e aquela região da de Campos Elísios né como temática para introduzir nas monitorias né então a gente falar alamenda glet alamenda notman a gente foi estudar um pouco do glet do notman né aquele Palacete onde eh eh enfim o que que acontecia naquela casa enfim a Gente teve
essa essa esse Plus vamos falar assim né então ao lado também da da da exposição a gente articulou um pouco o nosso veio de historiador né de São Paulo falar um pouco e eu adorava adorava e daí foi isso e daí eu tive a gente vai lá para para Como diz primeiro a gente estava no Bom Retiro né num coisa muito mais acanhada eraa uma sala né um pouco mais enfim né com algumas características assim mais acanhadas e aí a gente muda né para o palacete lá da Da Avenida Rio Branco e lá sim né
lá uma coisa muito o palacete inteiro reformado ele tinha ficado a gente foi estudar o própria história do Palacete Palacete ele ficou muito tempo abandonado aí passou por uma reforma maravilhosa né E aí quando muda lá pro pro Palácio começam a chegar as primeir aí dá aquele friozinho gostoso na barriga né porque começam a chegar as primeiras visitas né e as primeiras visitas eram equipe ou de professores ou de professoras ou de Integrantes da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo que queriam conhecer né um pouco da exposição a biblioteca o acero enfim né
E aí a gente um pouco eh quando chegava né esses essas comitivas esse pessoal a gente ia lá e fazia né falava um pouco foi super engraçado eh até comentei com o diorge né Por exemplo a experiência que eu tive de falar de história educação pro professor azanha né Professor Jé piris azanha que foi meu Enfim uma referência Né uma referência história do Cação de São Paulo né e ele super generoso né na generosidade em pessoa ele sentado naqueles bancos né a gente tinha bancos de madeira ele escutando um um enfim um estudante de Mestrado
que era napoca eu estava né falando da história da educação né de enfim aí foi super bacana essa experiência e depois né com a a inauguração efetiva do do CRE né o centro de referência educação eh Mário Covas aí começam a chegar eh em números Cada vez maiores né de Eh aí efetivamente professores professoras coordenadoras coordenadores diretores e diretoras do Estado de São Paulo então a gente tinha visitas né no turno da manhã no turno da tarde às vezes por exemplo quatro visitas né de de equipes de grupos por dia e aí nesse momento a
gente tem né Joana e Teresa se afastam elas ficaram um pouquinho só lá no no casarão lá da da Rio Branco e aí vem mais duas colegas a Bianca Bianca zuk e A Teresa Marcela mesa baesa Então as duas aí completo comigo e com o Anderson para fazer uma nova novo grupo de monitores né E aí eh enfim efetivamente a gente começa a a cada vez mais né receber esses colegas né professores diretores coordenadores e lembro que a gente fazia às vezes monitorias simultâneas né Umas Começando na parte de baixo da do Casarão outras da
parte de cima algumas pela biblioteca enfim tamanho era o Volume de pessoas que frequentavam né E foi bastante interessante né Acho que foi o do meu lado pessoal vou falar primeiro do lado pessoal profissional eu acho que foi um aprendizado tremendo a oportunidade de você falar a oportunidade de você eh por mais nervoso que você estivesse você não perder o poder de concatenar as ideias né para diretores professores muitos dos quais com muito mais experiência inclusive do que a gente né E aí Isso foi um Aprendizado maravilhoso ano ano e pouco que eu passei lá
no na monitoria foi muito legal por isso e ao mesmo tempo eu acho que eh agora pensando do lado do campo da história da educação mostrar um pouco né que por mais que a gente estivéssemos né numa numa exposição né voltada para a história da educação perceber que o mais interessante talvez fosse interessar esses visitantes né de que a história educação não tá só num painel não tá só No mobiliário não tá só numa materialidade né mas pensar que as histórias da educação que nos atravessam que nos conformam uma vez que até hoje né os
dias de hoje a única modalidade de intervenção social que é obrigatória dos qu aos 17 anos é escolaridade então conquistar divulgar né seduzir esses profissionais para mostrar que talvez mais importante do que ver um painel ver uma tocar uma cartilha passar a mão por um mobiliário é perceber as marcas né as Cicatrizes os sulcos né sucos no sentido de cicatrizes que essas histórias da educação deixaram nos nossos modos de ser de pensar de conduzir então isso eu tive tudo a oportunidade sou muito grato ao à exposição sou muito grato aos colegas né tanto da monitoria
quanto professores por essa oportunidade de trabalhar essas questões né e o que eu senti falta isso vou falar né o Jorge a gente sabe já eh que nesse 1 ano e meio que eu passei lá na das visitas a gente Não teve a oportunidade de fazer visitas com dicentes né alunas e alunos não foram nesse primeiro momento depois eu fiquei sabendo né que houve né o movimento de também trazer escolas porque hoje retrospectivamente passado 20 anos e pouco dessa experiência eu fico me imaginando o que que o Zé Cláudio de 20 anos atrás né como
essa experiência teria sido ainda mais eh marcante na minha vida se eu tivesse a oportunidade Né naquele momento de ter falado com adolescentes com alunos do Ensino Fundamental eu acho que seria né falar das histórias da Educação no caso de São Paulo do Brasil também né Para aqueles aqueles alunos mas eu entendi que não era um momento né era uma outra era um outro momento da da exposição um outro público alvo e que depois isso de alguma maneira né eu saí me afasto em meados de 2002 quando eu eu a minha pesquisa eu consigo um
financiamento E aí eu venho Morar no rio minha primeira vez que eu moro no Rio é quando eu aí eu me afasto do CRE mas depois eu fiquei sabendo que né começaram a ter inclusive esses movimentos de visita de de não de modo tão sistemático mas assim alunos e alunas indam lá visitar conhecer a exposição e que mais tempos do CRE eu lembro de muito o próprio diores né a SIDA maani e sidão Mazé né eu lembro de várias co a gente fez uma uma acho que a gente po arrisco dizer assim realmente Foi uma
equipe muito interessante que a gente eh conseguiu reunir né em diferentes né uns na biblioteca outros no atendimento ao público alguns no setor da informática nós no setor da do memorial lembro da o próprio Dior né desenvolvendo outros projetos Paralelos né nossa escola tem histórias não lembro se é o título esse mesmo mas enfim foi a maneira que eu guardei cada vez mais né de pensar né ao lado da da exposição daquilo que tava no cre mas pensar a Necessidade cada vez maior já há 20 anos atrás né da gente pensar a elementos que preservem
né que estimulem a reflexão relacionada a salvaguarda né de documentos e como que esses documentos como que essas memórias são fundamentais para percebermos aquilo que nos tornamos né Não no sentido de explicar o que somos mas aquilo que nos tornamos e eu sempre enfatizo muito isso nas minhas práticas em sala de aula de pesquisa que devemos cada vez mais nos atentar né Para a importância mesmo dessas memórias desses documentos desses arquivos para que a gente perceba né O que que a gente quais os caminhos e descaminhos trilhados que ajudaram a nos constituir como sujeitos históricos
né E a escola sem sombra de dúvida é uma das instituições que mais ajuda a que a gente entenda né alguns desses descaminhos não tem ninguém aqui que não passou pela escola né ou se não passou pela escola ainda assim se constitui Como uma marca que o sujeito a sujeita carrega ao longo da sua vida então tamanho a importância e o impacto disso né enfim mais ou menos por aí aí e depois qual coisa você puxa minha orelha eu volto pro cre não tem problema não Di não não vamos vamos vamos esa um pouquinho bebe
um pouquinho de água precisar de alguma coisa você fala ô ô Ô Zé Cláudio e eh você falou da masé eu encontrei ela recentemente fizemos uma reunião ela vai conceder entrevista né e E e você eh desses dessas pessoas que passaram sidão Mazé Sida né Eh você falou da Diana se falou da da Márcia e da do Maurício né da formação da Carmen da uhum eh eh você da Mazé do sidão da Cida da iliana secretária lembra da Eliana secretária Elana Eliana Teixeira lembro lembro e e o o que que que aspectos Você lembra que
seria interessante compartilhar aqui com a gente bom eu lembro né de uma um apoio Primeiro uma confiança muito grande que essas pessoas citadas né a SIDA o sidão a Mazé né o próprio diogines a ilano uma confiança muito grande que elas tinham né naquele trabalho que a gente fazia então eu lembro a Cida né quando chegavam essas primeiras visitas né de professores de não sei o quê ela falava ó vai ter visita né preparem que vocês vão lá falar ass então um apoio elas entenderem esse espaço de estudo essa necessidade né que a gente tinha
né de Ficar preparando a roteiros possíveis lá da em relação à monitoria lembro de até né Eh como que a partir desse contato frequente constante né como que a gente eh passou né então eu lembro da Cida perguntando para mim o que que eu estudava sabe assim então algo que ultrapassou a a a apenas a questão né profissional no sentido de que eramos monitores de uma exposição né e mais essa ideia de que eh nos tornamos de algum modo embora né com pouquíssima Inserção profissional na experiência profissional né nos tornamos colegas de um projeto né
acho que isso foi fundamental acho que foi um projeto o cre né ele começa lá naquela coisa muito mais acanhada dessa exposição acho que foi um projeto e um pouco que a gente tava conversando aqui nos Bastidores que deixa suas marcas também né passados 20 20 e Poucos Anos vai fazer 25 anos né agora Como que eh naquele momento foi necessário né foi imprescindível pra Gente pensar né olha aqui tá um depoimento nítido Anderson da ter falado muitas coisas também Diana enfim mas assim então foi um movimento muito interessante naquele período histórico né Há 20
25 anos atrás e hoje né passado esse tempo todo eh eu ainda vislumbro né como cada vez mais necessárias essas discussões essas reflexões né que despontaram lá naquele período então eu me recordo desses né E outros que eu não tô lembrando o nome mas que trabalharam Lá conosco como enfim integrantes de um projeto Acho que mais do que uma apenas um trabalho acho que foi um projeto que deixou marcas deixou raízes muito Profundas né tanto em quem teve oportunidade de participar lá quanto arrisco dizer sobretudo né para pensar um pouco quais as importâncias relacionadas à
reflexão histórica da história educação para Ah enfim pensar né quem a gente se tornou quem a gente pode vir a ser acho isso é Legal E aí Zé Cláudio eh Você tem algum caso de das reflexões que o público faziam com vocês sobre a a materialidade lá as carteiras ou então a palmatória ou então as fotografias ou então Aqueles aqueles e como se diz totem que tinha o marido da Cida Sabe aquele marido da Cida uma japonesinha e vários desde as anedotas são muitas né a gente vários chegavam e falavam ah usar a cartilha que
usei né porque a gente tinha reproduções de Cartilhas para Man manusear né E aí tinha Caminho Suave cartilha Sodré enfim livros né João felpudo eu lembro de alguns nomes assim do que tavam expostos daí a pessoa tocava esses materiais e aí é o que eu sempre reforço né olha como que isso deixou o Marcas Na minha trajetória daqui a pouco eu vou falar um pouco no que eu escolhi paraa minha vida efetivamente né Como que essa sensibilidade né que as pessoas eh enfim era despertada através desses Das fotos das imagens do mobiliário como que muitas
dessas pessoas se emocionavam a recordar dos seus períodos né que estavam cursando usando esses materiais então uma coisa era uma coisa muito bonita assim de se ver a a a emoção né o como eles se encontrarem naquelas imagens algumas pessoas mostrando olha essas carteiras eu estudei Olha eu tinha sei lá esse Globo aqui eu tinha um globo parecido que eu usava é uma coisa bastante emocionante mas como nem tudos São flores e é legal também né tinha gente que chegava um pouco a redia né porque eh enfim vinham de lugares bastante distantes né e vinham
de ônibus enfim com alimentação para lá né não não não adequada e chegavam lá e eh a gente tinha uma certa animosidade Inicial que deveria né Ah ainda vamos falar sobre uma exposição não sei o quê e teve casos por exemplo de pessoas que tanto comigo quanto com os outros né responsáveis pela exposição a monitoria Pessoas que não quiseram sequer frequentar assim ficavam lá no café lá embaixo isso é mas assim é daada do ser humano né nem todos e gostam das mesmas coisas e ainda bem que assim o seja enfim mas que mais que
eu lembro eu lembro dessa coisa muito emocionante da da de tocar sobretudo tocar os materiais quando era possível né eles gostavam às vezes algumas pessoas perguntavam um pouco mais mesmo que acabada a exposição né a gente fazia né a a a monitoria E aí Reservava um tempo ele circular Aquela coisa né circular de modo mais aleatório avulso aí vinham conversar com a gente né sobre eh o que a gente tinha falado o que mais a gente podia complementar e foi uma coisa bem bacana assim bem bacana mesmo acho que e viam perguntar às vezes do
Casarão né porque o casarão como todo depois que foi reformado né deixava aqueles espaços para remeter à pintura original então muita gente se interessava pela própria reforma que foi Feita no casarão isso me lembro muito muito bem e acho que é isso di tem uma Enfim tudo isso para dizer né são tempos que eu carrego comigo sem sombra de dúvida hoje passado mais de 20 anos quando eu vejo esse Zé Cláudio de 20 anos 20 e Poucos anos atrás eu não tenho a menor dúvida de que essas experiências me transformaram e me ajudaram né a
enfim a me reelaborar e pensar o que que eu poderia me tornar inclusive como profal Cada vez mais envolvido no campo da educação Então isso é da mesma maneira que eu agradeci nicol Vidal agradeço muito ao cre assim sabe a essas oportunidades que eu tive né Eh bastante jovem vou colocar jovem bastante não sei mas era jovem foi muito bom Zé Cláudio e o o você fala da eu tinha te interrompido quando você você já tava saindo do do CR Aí você ia falar da sua continuidade do mestrado e do doutorado isso então aí eh
em 2002 eu consigo um financiamento né E por fta por conta da atividades da pesquisa essa coisa toda eu tinha eram outros tempos não tínhamos né Essa internet que a gente tem hoje não tinha esses né Essas consultas remotas é um outro momento literalmente né E aí eh Para Todas aquelas e aqueles que como era o meu caso do André paulilo da Rosan Nunes Rodrigues que a base documental estava parte em São Paulo e parte no Rio a gente tinha que reservar um período Durante o mestrado para ir em locoo aqui né cidade do Rio
vir aqui em loco pra cidade do Rio de Janeiro então Eh meados não vou lembrar março abril de 2002 eu moro pela primeira vez aqui efetivamente na Cidade do Rio de Janeiro né para fazer as pesquisas sobretudo no arquivo geral da cidade do Rio de Janeiro Biblioteca Nacional e arquivo Nacional n acho que foram as três instituições que eu mais me detive uma coisa de outro tempo mas é legal já que Tá gravando eu escrevi no caderno né então eu ia pros lugares eu pegava caderno universitário escrevia escrevia escrevia né nos arquivos essa coisa toda
aí depois eu chegava quando eu voltei para São Paulo eu para ter alguma possibilidade de recuperar essas informações eu digitei todos tudo que eu copiei no caderno eu digitei no Word todas as inform para dar aquele pelo menos recurso do cont control L né localizador para conseguir achar algumas Palavras chaves era um outro tempo né sobretudo que eu falo nem melhor ou pior Mas diferente AB brutamente diferente em relação ao que a gente vive hoje né E aí eh volto para São Paulo né moro aqui um tempo no no Rio de Janeiro aí volto para
São Paulo e e a minha qualificação eu tive já né o prazer de ter a professora Maria Lúcia hilsdorf Diana que era orientadora Maria Lúcia hilsdorf e o José gondra na minha qualificação do mestrado na defesa eu a gente repetiu a Banca né que foi em fevereiro de 2004 deana Vidal minha orientadora a Maria L rosdorf E o José gondra e eh o José gondra pela arguição pelo aquilo que eu já tinha lido né da enfim da produção dele eu começo eu me interessei muito né em conhecer outra instituição outro orientador outra cidade outros cheiros
outros aromas Então me lancei no desafio de prestar o doutorado apenas na Universidade do Estado do Rio não prestei na USP não prestei não preste em Nenhum outro lugar só na Universidade do Estado do Rio então 2005 eu viajo né pro pro Rio de Janeiro e enfim para entregar documentação essa coisa toda passo todo faço todo o processo seletivo e sou aprovado na na Universidade do Estado do Rio de Janeiro para cursar o meu doutorado em educação agora sou orientação do Professor José Gonçalves gonda outro profissional queridíssimo colega amigo que eu gostaria faço questão de
Registrar aqui também meus mais sinceros agradecimentos né pela acolhida pela generosidade pela orientação pela maneira eh enfim extremamente cuidadosa com a qual ele lidou com Paulistano chegado aqui em terras cariocas e enfim foram várias coisas né morava a minha vida inteira em casas vim morar a primeira vez em apartamento aqui no Rio de Janeiro e isso mudanças eu trabalhava já tinha trabalhado vá vários anos como professor né primeira vez vez que eu Isso eu não falei mas é legal primeira vez que eu ocupei esse espaço né do professor foi em 1996 eem linas Gerais de
96 até hoje com algum intervalo outro mas foi muito pouco tempo que eu me afastei de sala de aula ou em projetos educativos ou em projetos sociais ou como Professor Substituto ou como professor efetivo né então Eh 2006 Marca uma uma coisa bastante significativa na minha vida que é pela Primeira vez eu vou me colocar na posição de professor universitário né A primeira vez que eu vou ser Professor Substituto de História da Educação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro então de 2006 até 2009 quando eu termino o meu doutorado eu fui Professor Substituto
na Universidade do Estado do Rio de Janeiro que foi uma outra uma outra experiência assim eh maravilhosa maravilhosa de eu trabalhar com já eu já tinha trabalhado como professor de História coordenador de história em escolas eh cursos pré-vestibulares diversas eh iniciativas né mas no ensino superior foi a primeira vez Então me deparar com alunas alunos né de eh do ensino superior na Universidade do Estado do Rio de Janeiro extremamente reconhecida foi uma oportunidade muito boa para eu né aquela ideia do do Janer né do mestre ignorante como que a partir da minha ignorância como eu
fui percebendo que essas experiências cada Vez mais me constituíam naquilo que eu gostaria de tornar né E isso foi muito bom deixou marcas profundas sou muito grato à Universidade do Estado do Rio de Janeiro que me propiciou também as condições de eu fic fazer um pedaço me doutorado fora do país né então em 2008 tudo tá acontecendo em setembro gozado né dia Setembro 3 de setembro de 2008 eu aporto né em Buenos Aires eu vou fazer um pedaço do meu doutorado sanduíche lá em Buenos Aires sobre supervisão né a Orientação é do José gondra aqui
no Brasil e supervisão do Adrian ascolani que é de Rosário mas eu na universidade de Rosário né mas eu fiquei em Buenos Aires Então foi uma graças à Universidade do Estado do Rio de Janeiro ao doutorado a tudo que eu tava fazendo foi outra oportunidade muito interessante de lançar outros desafios me perceber como enfim com dedicação com empenho a gente consegue né transitar por outros aromas Outros cheiros outra língua outro cotidiano foi muito bom sou também muito grato a essa experiência e aí eu defendo né o meu doutorado eh F curso meu doutorado de 2006
a 2009 aí eu adianto um pouco a defesa justamente em função do concurso que tava na eminência de ser aberto na Universidade Federal do Rio de Janeiro Universidade eu defendo meu doutorado em Julho de 2009 e o concurso aqui da UFRJ é em Outubro de 2009 então Eh eu corri mesmo Com doutorado um pouquinho para poder fazer o concurso né E que eu fui aprovado enfim de lá para cá é onde eu estot atuando com muito empenho com muita dedicação às vezes é um pouco cansado mas é assim mesmo né a Universidade Federal do Rio
de Janeiro Ô Zé não quer beber água alguma coisa Fica tranquilo tá não tô bem bem tá bem Zé e e você falou de duas coisas que me eh que é importante eh que acho que você teria que falar Mais um pouquinho por favor o você como professor da da de de Ensino Fundamental ensino mdio se você puder falar um pouco das experiências nas escolas que você passou você como professor sobretudo se foi na escola estadual Paulista né e uma outra coisa é a temática do seu do doutorado doutorado muito bom eh então eu trabalhei
como tinha um projeto primeira vez que eu coloquei o pé como professor de história Era um projeto da Universidade de São Paulo que chamava à Toa era no interior de São Paulo né então a gente viajava e ministrava aulas aos sábados e domingos pasm né a cidade chamava Espírito Santo do Turvo ficava aproximadamente 4 horas da da da da capital né da cidade de São Paulo e aí a gente fazia né foi mais de um ano que eu trabalhei nisso ministrando aulas de História né então foi uma faixas etárias as mais variadas né E era
um projeto educativo tanto para prepará-las e prepará-los né para fazer o vestibular Que na época era vestibular quanto né para tinha gente que ia lá por formação geral sabe já eram formados não sei o qu e queriam ter oportunidade de conversar um pouquinho mais sobre a história atuei como Professor Substituto a o estado de São Paulo tinha né anos 90 acho que tem até hoje né anos 90 anos 2000 abria né quando a escola estava com defasagem de professores de professoras então Eh eles contratavam professores substitutos né pra gente ir lá em aspas né um
pouco o Buraco né então a gente ia lá e dava aulas avulsas ministrava aulas avulsas atividades avulsas então trabalhei com eh com esse expediente né alguns nomes que eu lembro lembro do Alberto Torres que tinha uma um vínculo muito pró era do lado da USP ali né tinha Virgília virgili que a gente chamava que era Dr quilos embaixo onde eu estudei né E aí subindo ali a Domingos barbier você tinha o virgili o Virgília também fazia esse expediente que mais ainda da minha Experiência Foi bastante tempo eu fiz isso Aí trabalhei na São Remo ali
que é a favela né que é do lado da USP tinha um projeto de educação de jovens e adultos que também eh eles convidavam né professores voluntários professores e professoras para ministrarem cursos para educação de jovens e adultos né então ali na na na São Remo eu tive oportunidade de trabalhar lá também eh iniciativa privada eu trabalhei na no Colégio São Ju da stade não na universidade né na faculdade mas no colégio que fica na Moca E lá eu tive trabalhei né do eh antiga quinta série sexto ano até o ensino médio né então fiz
tudo sempre eh da professora de história fui Responsável a Secretaria de Estado de Educação de São Paulo preparou uma época também um curso pré-vestibular né E aí material apostilado tudo isso e eu fui aí eu não era professor eu era coordenador dos professores de história Então a gente fazia oficinas fazia palestras com esse e em geral muito jovens né mais jovens do que eu professores e professoras para eh trabalhar com ensino de história lembro da professora Raquel gler e da Katia Bud né que estavam envolvidas também o professor Nossa Marcos Capelari professor Marcos Capelari que
na época era doutorando da da Raquel gler também tava envolvido foi Super bacana essa essa iniciativa que mais da experiência ainda docente nesses tempos de Ensino Fundamental ensino médio tive enfim que eu me Record daqui a pouco eu me lembro de outras coisas mas por enquanto é é é essa a a que eu acho que é legal n de mostrar que como todas essas experiências foram né Eh sugerindo caminhos né fortalecendo algumas certezas fazendo com que eu revolvesse outras né então ó acho que não era bem isso não é tanto aquilo né Mas sempre com
essa perspectiva de pensar a história ou as histórias não só como aquilo né que a gente devia descobrir ou devia voltar só para trás mas perceber como essas histórias deixam marcas né nas nossas maneiras de eh nos constituirmos como sujeitos né do nosso presente da nossa contemporaneidade então há tanto permanências e continuidades quanto rupturas e descontinuidades e acho que é desse jogo né Ora mais enfatizando as permanências Horas das rupturas que a gente produz sentidos né para aquilo que a gente enfim se tornou e pode vir ainda se tornar E aí de antemão já mesmo
ainda não tá no encerramento mas assim espero né não sei que vocês cansaram já essas oportunidades da gente lançar esses olhares paraas nossas próprias trajetórias são muito eh produtivas são muito proficuas assim porque por mais que eu não tenha né Eu não sou daqueles que faz um roteiro Assim né ao pé da letra acho que o calor dessas memórias dessas lembranças inclusive nos ajudam a entender que maneira privilegiada foi essa que o nosso cérebro guardou essas recordações então a gente não pode perder esse calor assim em frente a uma coisa mais fria que seria um
roteiro muito restrito muito então não fiz esse esse roteiro mas eh esses últimos sobretudo três quro dias que eu andei pensando o que que eu poderia falar né Acho que nos ajuda a Perceber que outras possibilidades se a gente pode construir inclusive né para aquilo que a gente gostaria de se tornar vir a se tornar a ser nos próximos sei lá não sei quanto tempo para frente né então acho que é é muito bom assim né ter ter essa oportunidade ainda mais estimulado né por um algo que a gente abre a gente vai ter que
falar a respeito então vamos lançar esses olhares pro nosso passado né percebendo quais os sentidos O que que a gente Consegue sublinhar O que que a gente consegue estimular eh que mais sobre o doutorado que você falou né Qual que é o tema do seu doutorado tema do meu doutorado no mestrado eu disse né eu fiquei trabalhei com a administração do Fernando de Azevedo viem 1927 1930 aqui na cidade do Rio pro doutorado eu me lanço o desafio de pegar também uma gestão anterior do Antônio Carneiro Leão que é de 1922 a 1926 então eu
pego a década né de 1900 Décadas 8 anos né 1922 a 1930 né pegando as duas gestões tanto do Antônio Carneiro Leão quanto do Fernando de Azevedo para eh pensar os entrelaçamentos né dos projetos de reforma urbana da cidade do Rio de Janeiro então sempre as histórias do Rio continuam me acompanhando de modo diversificado talvez não tão pueril não tão ingênuo entre aspas como como era lá atrás quando eu tava na na na adolescência mas as histórias do Rio né Sempre me acompanhando e permanecem até hoje né e a aquela influência muito grande da iniciação
científica as histórias da educação primária carioca né nesses entrelaçamentos entre aquilo que a cidade né as cidades do Rio de Janeiro não só a cidade as cidades do Rio de Janeiro né passar em termos de reforma de reorganização e quais os possíveis papéis desempenhados pela escolarização primária carioca dentro desses projetos por outras palavras um Pouco como sublinha a Professora Clarice Nunes né que também foi da minha banca de qualificação doutorado né a escola né como que a escola ajudou a inventar algumas cidades do Rio e como que as cidades do Rio ajudaram a inventar algumas
escolas então sempre nessa aquilo que ela vai chamar desses entrelaçamentos entre choques entre os espaços e tempos citadinos e os espaços e tempos escolares então isso eu faço o doutorado defendo em Como eu disse julho De 2009 julho de 2009 faz tempo já né mas enfim é isso Zé Cláudio eh Então vamos lá Olha você teve uma prática como professor antes de eh antes de se vincular a história da educação né Uhum depois se aprofundou essa prática Mas enfim eh e aí você se vincula a história da educação e passa a atuar no no no
crê para fazer essas monitorias eh da de uma exposição de história da Educação e aí você vai paraa Pesquisa já como pesquisador Desde da iniciação científica enfim e vai pro mestrado doutorado aí vai para para paraa prática como no Magistério também superior de universidade e como você amarra essas coisas né quer dizer aquela experiência naquela a primeira vez que você essa é uma boa pergunta a primeira vez que você entrou na sala de aula a primeira sua experiência em sala de aula e depois hoje já na universidade e a vivência lá No crê como como
monitor né da da da como se faz essas ligações é vamos ver se eu vou a pergunta é excelente como a gente brinca a pergunta é excelente vamos ver se a resposta vai sair razoável né então eu acho que uma um sentido que eu vejo né para essas diferentes experiências né seja lá bem atrás 1996 a primeira vez que eu tive a oportunidade de estar nessa posição né não é que eu sou professor eu acho que eu estou nessa posição de professor 1996 Né Eh as articulações com a própria a monitoria e hoje que eu
estou nessa posição de professor universitário eu acho que se existe o que me ocorre assim agora né de bate pronto isso não tava estanhado isso é legal né jinata Assim que ô josinato Dió tô com o colega josinato na cabeça isso aí vocês apagam né tira esse jinal Diógenes né Eu acho que é a se lançar e aceitar o desafio de você fazer né servir eh construir uma Mediação né entre aquilo né que seja como professor de história seja como monitor ou como professor de história educação no curso de pedagogia é você né não falar
para Mas falar com né no sentido vou vou traduzir por outras palavras isso que eu tô querendo sublinhar né no sentido de você falar quando você fala para alguém né parece que você tem esse Tom né professoral que você vai simplesmente ensinar a partir do pressuposto de que né a o Conhecimento aquilo que você gostaria de explorar estaria com uma ênfase maior no enunciador dessas palavras seja o que eu represento o que eu construo da profissão docente seja daquilo que eu tive oportunidade com a equipe do CRE como um todo da equipe da monitoria as
professoras e professores que nos ajudaram né lá na experiência da monitoria e hoje quando eu estou num curso de formação com professores né no curso de pedagogia da UFRJ cada vez mais Eu me vejo no desafio de não falar para alguém ou para alunos ou para colegas mas a o desafio de falar com elas e com eles né na figura desse que sim né traz alguma bagagem traz alguma coisa a ser aspas né apreendida mas ao mesmo tempo que pode se transformar e aprender com aqueles e aquelas que são né parceiros dessa Aventura intelectual chamada
aprendizagem né Então seja lá os professores eu quando eu exercia né estava lá professor da do fundamental e Do médio seja como monitor da exposição seja hoje como professor universitário cada vez mais esse desafio né de tentar estar junto com quem aceita né participar dessa aventura comigo então não mais Falando para eles para elas mas com eles e com elas e aí um elemento que isso a maturidade traz pra gente cada vez mais afinal o ouvido a gente aprender a escutar mais também né via de regra quando a gente tá hoje eu tá vendo como
foi muito legal esse exercício de Lançar um olhar retrospectivo parece que eh quando eu enfim lá no meu avor dos 19 20 anos quanto mais eu falasse quanto mais eu né explan asse parece que eu tava né Eh satisfeito enfim tal Hoje em dia cada vez mais nessa ideia de falar com eles com elas né a gente cada vez mais aprender a escutar também eu acho que isso e particularmente a exposição do CRE como eram profissionais via de regra com muito mais experiência que a minha Que a do Anderson que é a da Bianca que
é da Teresa Marcela então a oportunidade sejam de quem trabalhou nesse projeto que eu tô chamando do CRE né que envolve diferentes pessoas aqui já lembrados sejam aquelas que visitavam aquelas e aqueles né professores diretores coordenadores que visitavam a ideia né de que a gente tanto teria alguma coisa para falar de história educação sim mas ao mesmo tempo a gente tentar despertar né a interrogação a estimular que eles e Elas também se sentissem como participantes daquela exposição no sentido de que aquelas imagens aquele mobiliário aquele aquelas vestimentos aqueles bonecos aqueles croquis não ficassem só no
tom da contemplação né mas acho que ao fim eo acabo a monitoria como algo que estimulava estimulasse né que eles e elas se enxergassem como participantes também daquelas histórias aí eu volto o por da sensibilidade que aflorava em muitas daquelas monitorias Então aquelas professoras aqueles professores diretores diretoras né conseguiam De algum modo perceber não só partir do Tom da contemplação Mas também da experiência compartilhada naquele movimento e daí aquela exposição foi muito eh peculiar nesse ponto o que ela realmente né capturava né seja pelas imagens pelos croquis pelas cartilhas pelas carteiras pela palmatória pelos expositores
octogonais enfim ela capturava os nossos sentidos Então acho Que isso foi uma eu percebo essa esse vínculo que pode ser estabelecido entre aquele José cludio que era o professor de história coordenador de história né monitor e estudante de Mestrado hoje professor universitário pesquisador Então acho que essa é Um Desafio concordo que não é o dos mais fáceis mas a ideia da gente cada vez mais estimular que quem está conosco também compartilhe suas experiências e se Perceba como participante desses momentos Significativos da história da educação ah já falei para caramba mas é assim né josinato ô
tô falando Diógenes cada vez mais essas né esses sujeitos essas sujeitas se percebam né que a percebam que a história da educação não está apenas fora deles né mas que De algum modo essas histórias da educação né estão dentro desses sujeitos também e acho que quando a gente consegue tocar isso né tocar isso nas pessoas a gente começa a perceber Inclusive né a importância a relevância de tudo isso que são centros de salvaguarda de memória Então já não é uma memória apenas fora né de outra coisa que está fora deles mas de algum modo são
eh salvaguarda de documentos de memórias de lembranças que estão e deixaram marcas na população brasileira no caso de São Paulo na população de São Paulo acho que essa é a é um pouco né sonhar alto assim mas é o que eu acredito e o que me estimula Inclusive a Prosseguir nesse intrincado porém cada vez mais cativante exercício de produção do conhecimento né em história da educação em histórias da educação não sei se respondi eu falei que a pergunta era brilhante agora a resposta mais ou menos não o importante a sua a sua a sua fala
ô ô ô Zé Cláudio eh mas no memorial você também não Vocês não faziam só a a monitoria monitoria era o principal principal atividade era monitoria vocês prepar estudavam muito Né Vocês se fechavam na na na sala é para nós era um exemplo né eu eu falava pô se na época de estudante eu tivesse colegas como esses Para mim seria ótimo né Eh Eh mas vocês também faziam eh fizeram transcrições né teve a sua festa de despedida Então conta essas outras outras atividades que você fazer conta da transcrição porque a transcrição é um exemplo muito
interessante né de mudança de de tempo né apesar de ser tão pouco tempo mas Enfim Sim a gente como eh a gente fazia parte da equipe né Então essa coisa né o cre já tinha esse como vou dizer essa preocupação com a salvaguarda além né da da da exposição do espaço da biblioteca O Espaço Digital né da sala na época sala digital as coisa toda mas tinha também essa preocupação com a salvaguarda de eh a constituição mesmo de um centro de documentação né E nisso eu lembro que nos ocupou bastante tempo eh foram eu não
vou lembrar aqui de Nomes assim mas enfim educadores pesquisadores e pesquisadoras né que gravaram entrevistas com áudio e vídeo inclusive né E aí nos foi solicitado né dentre as nossas eh atividades que a gente fizesse a transcrição dessas entrevistas né que foram filmadas né então você tinha a imagem e o som e aí eu me lembro tardes e tardes né que sentávamos normalmente eh em parceria né ou eu e Anderson ou eu e Bianca ou Bianca e Anderson e Marcelo Enfim e a gente ficava ali literalmente não tinha nada desse não sei como é que
tá aí agora vocês né porque quem trabalha com a transcrição né tem tanto aquela pedaleira né que você pode usar para fazer a transcrição não sei como é que vocês estão aí de equipamentos né mas o nosso era meio que aspas assim artesanal né então a gente apertava com controle remoto né dava Play Depois dava pausa na na na entrevista transcrevia pro computador não entendia direito por Algum cacoete de vocabulário voltava a a fita né na no controle remoto voltava a fita apertava de novo e assim ia transcrevendo né lembro que tinha entrevistas que passavam
sei lá uma duas horas de entrevista e E aí é engraçado né como que inclusive esse esse esse trabalho né que a gente eh fez né contribuiu para que eu percebesse depois né futuramente a importância né Desse ex que vocês faram aqui também nessa coisa de transcrever por quê né porque eh ao Transcrever e os depoentes as depoentes se depararem né com a leitura daquilo que foi oralizado ou veiculado por meio de imagens né como que eh isso também faz parte da produção do sentido né uma vez uma coisa é o suporte né sonoro imagético
da plataforma no caso aqui da Zoom né quando a gente transcreve a gente começa a perceber né outros sentidos inclusive para aquilo que foi rememorado né aquilo que foi oralizado né as maneiras portanto que essas Lembranças ainda trazem significados a partir da leitura né por isso que para alguns né Depois a gente estudou um pouco a respeito disso para alguns alinhamentos historiográficos relacionados à entrevistas a situação entrevista né Não só entrevista a situação entrevista como que é você transpor né Por exemplo do suporte Vamos pensar emético sonoro para o texto né o suporte textual você
tá efetivamente produzindo outro documento né obviamente Que lá naquele período eu não tava com nenhum nível de aprofundamento por vezes a gente até xingava um pouco porque ficava lá né vendo e não entendia direito o que as pessoas falavam nada disso mas e eu lembro que a gente fez isso eh que mais em termos de atividades Eu lembro que inclusive da exposição né antes de montar a exposição essa coisa toda eu lembro que a gente Ah isso não posso esquecer a gente fez ensaios pros próprios profissionais da Casa a gente fez monitorias pros Prof isso
é legal de então assim né seja né os pessoal que nos ajudavam com a limpeza pessal né que era do do setor de tecnologia da informação lá na eti né a administração a biblioteca o aco que for então a gente eu lembro que a gente fez algumas monitorias pros próprios profissionais da casa isso foi muito bacana assim né E que parece reforçar o que hoje eu enxergo acho que no momento eu nem enxergava tanto assim reconheço Mas a ideia de que mais do que né colegas de um c de um espaço de trabalho né Eu
acho que foram pessoas que se reuniram a partir de um projeto né então acho que é um muito mais a ideia de um projeto né de preservação e salvaguarda de documentação de memória da da educação né do Estado de São Paulo e não só de São Paulo porque a gente tinha incursões pelo Brasil também né na na exposição sobretudo Então acho que isso também foi bastante interessante Eh que mais que a gente que eu me recorde naqueles tempos confesso que foi assim bastante coisa assim e né vim tudo assim de 20 20 anos é até
impressionante né ess essa coisa de se relembrar várias coisas hoje eu vejo né Os Colegas por exemplo o Anderson eh reencontrei a última vez que eu reencontrei com ele foi em 2019 fui fazer fui convidado para fazer uma fala lá em na FMT daí a gente fez questão de se encontrar lá e super bacana né super como que esses né esse Momento que a gente se encontra lá ele tinha acabado não ele tava na graduação ainda na FMU E aí né como que a gente eh n se conhece lá e depois ele vai pra trajetória
fazer o mestrado na Unicamp doutorado na USP eu fui na defesa viramos amigos mesmo depois uns tempos os caminhos acabam distanciando um pouco mas foi muito legal ver esse esse momento né esse momento que a gente teve a oportunidade de compartilhar acho que é Isso e E a festa de despedida Zé ah despedida Então você falou de fotos né eh realmente quando era analógico era muito mais caro tirar tanta foto né hoje a gente bate 50 fotos Então realmente é difícil encontrar registros né daquele período eu tinha um que o pessoal do CR me me
brindou né como um como eu vou dizer um Regalo um presente né um presente de despedida que botou a foto da equipe e todo mundo fizeram um cabelo Assim porque o meu apelido era cabelo porque eu tinha um cabelão né Não sei se você lembra disso Dior assim botaram um cabelo preto em todo mundo na foto sabe assim com com recurso de de caneta não sei se foi caneta foi eu procurei aqui Eu não eu tenho guardado Eu não joguei fora mas eu não não achei né não sei era uma foto desse tamanho com todo
mundo da casa né e com o cabelo assim para falar ah o cabelo foi embora não sei o que não sei o qu né Eh fizeram uma festa de Despedida maravilhosa teve Eu lembro que teve comes né bebidas refrigerante sei lá suco água e o que de novo parece reforçar aquela ideia né né éramos profissionais em diferentes estágios né de de experiência mas essa ideia de um coletivo que se constituiu a partir das próprias relações entretecidas cotidianamente acho que isso foi muito bacana E se a gente tá falando aqui de histórias de lembranças de memórias
né Eu acho que é quanto mais vocês Conseguirem ouvir diferentes vozes eu sei de colegas que infelizmente já faleceram né inclusive um faleceu muito jovem não foi não tem né Tem um colega lá que é é o Genésio o o Genésio exatamente enfim muito jovem faleceu mas assim eh acho que isso é interessante da gente realçar também né como que essas convivências essas trocas Essas partilhas foram contribuindo para que esses laços né de proximidade que ultrapassavam né apenas O exercício profissional fossem sendo entretecidos naquele cotidiano e que daí não foi só né quando eu saí
né Eu acho que quando eu saí enfim eu sempre fui bastante extrovertido a gente conversa estava tudo isso tranquilo mas brincava com todo mundo né cumprimentava todo mundo mas acho que teve né Eh foi esse momento mesmo de eh como eu vou dizer né as pessoas passaram a se enxergar também como participantes daquele projeto por isso que volto a insistir mais do que Concebo hoje mais do que um local de trabalho né mais do que um um centro de documentação um centro de referência né um local a exposição eu acho que foi um projeto onde
os próprios participantes e as participantes passaram de algum modo a se enxergar né como eh efetivamente contribuintes para que aquilo funcionasse e arrisco a dizer talvez aí o porqu dele ainda deixar algumas marcas passados 20 20 25 anos depois né como que as pessoas ainda se enxergam né Quando a gente faz esses retornos lança esses olhares né percebendo como que eh aquilo de algum modo deixou máx de gente está mais de 20 anos com vinculados a isso a a essa experiência né Se for eu posso te entrevistar Dió assim se eu for te entrevistar é
impossível acredito eu né que você consiga separar tão de modo fragmentado assim o que é o Diógenes né do que hoje você se tornou para aquele Diógenes de 24 25 anos atrás né que passou a Conviver naquele projeto que deixou marcas tão Profundas acredito eu não escutei nenhuma entrevista de ninguém mas que provavelmente muitos vão falar dessas marcas tão Profundas que deixaram né éramos eu acho que né falar da da equipe da monitoria éramos jovens assim jovens e ao mesmo tempo muito essa oportunidade né da gente conseguir reservar um tempo para estudar né estudar e
compartilhar um pouco desse estudo e aprender com Aquelas e aqueles que iam fazer as visitas mas foi uma hoje eu vejo assim foi uma oportunidade que realmente deixou marcas muito profundas na minha na minha trajetória e e Zé só para deixar claro você no crei no memorial é mais velho que eu você entrou quando eu entrei você já tava lá você o vocês estavam há um mês ou dois meses do meses exatamente ô ô ô Zé você lembra alguma coisa isso também uma coisa que a gente não não Tratamos na reunião Você lembra o a
algumas datas assim por exemplo o dia da inauguração oficial ou as tentativas para inauguração quando não já tava tudo pronto e não não inaugurava ou algo assim você tem lembrança não me lembro não eu lembro assim ainda não tinha inaugurado e foi uma visita né Na época era o vice-governador geral do alkman Ele foi com a comitiva toda eu sei que fizeram um rastreamento em toda a casa para ver Se não ia ter atentado lembro que não podia subir nos Ban interditaram os banos você lembra disso para ver né então assim eh os sei lá
os seguranças né interditaram os banheiros e não sei o que não sei o qu aí foram lá foi um pessoal todo mas não tinha sido a inauguração então eu lembro assim né esporadicamente lembro agora que você me forçando e escavando aqui a minha memória eu lembro que demorava para Inaugurar a exposição né Teve alguma coisa assim que ia inaugurar mas não inaugurava ia inaugurar inaugurava mas eu não me recordo quando foi a a a inauguração quando que começou a ter essa frequência contínua e tão intensa de visitantes eu não lembro quando que foi eu lembro
que foi por bastante tempo né mas quando que foi o buom assim quando que efetivamente estourou essas essas visitas assim ó agora o volume né assim eu não lembro eu sei que a gente Né daí Houve um tempo que os monitores né as monitoras a gente mesmo falava assim nossa hoje eu tô com a voz um pouco cansada daí a gente começou a usar o recurso do do o microfone microfone com aquela coisa do da caixinha porque tamanha era né o volume de a quantidade de pessoas né e o número de monitorias né E aí
a gente começou a usar que a gente brincava que parecia o o kit da Madona né aquele microfone assim que a gente precisou começar a usar até esses Artifícios né você lembra da Mas para não prejudicar a voz você lembra da camiseta tinha a camiseta né tinha a camiseta do CR lembra uma camiseta branca e com uma logo aqui né do CR Mário Covas lembro disso daí mas assim eu tô lembrando que você tá me provocando né mas realmente tinha essa camiseta do CRE Mário Covas Zé a gente já tá terminando a entrevista eh sobre
tinha que nem o J tinha que ter plateia e falar ah né se Tá boa ou não uh se vai embora brinc não tá indo muito legal sobre a experiência escolar e profissional o que o que Mas você gostaria de deixar registrado nessa data experiência escolar e profissional eu acho que assim né como isso vai ser uma um registro para não sei que quantas quanto tempo as pessoas vão assistir isso isso aqui ou que pedaço que vão assistir que vão selecionar editar eu acho que assim né primeiro eu queria reforçar que eu sou né cria
fruto da Educação pública Essa é a primeira coisa assim que isso eh né mostrar que mesmo com todos os problemas da educação pública né minha formação não foi um mar de rosas eu tive professoras maravilhosas professores maravilhosos professoras horríveis professores horríveis mas ainda assim foi através da educação pública que eu consegui né enfim eh Aos Trancos e Barrancos por vezes né buscar e encontrar outras possibilidades para minha vida que se Não fosse pela a atuação de alguns professores e professoras talvez sequer eu pudesse ter sonhado com isso então essa acho que é um aspecto primeiro
aspecto eu queria realçar segundo aspecto que eu queria realçar é que deixar bem marcado isso né hoje 2024 ho é dia 6 de setembro de 204 quando a gente lança esses olhares né pras nossas trajetórias profissionais parece que tudo foi uma sucessão ou de aspas né vitórias ou uma sucessão de realizações E de concretizações a gente não pode esquecer jamais né que ao lançar esse olhar retrospectivo a gente promove né silenciamentos esquecimentos alguns voluntários outros até enfim que é o calor do momento que propicia essas questões então para quem hipoteticamente for assistir ou vai assistir
isso daqui não pense que porque na nossa vida nem tudo se encadeia e tudo se concretiza dessa maneira que foi aqui narrado porque às vezes o que pode Servir de estímulo para que vocês consigam também a gente pode converter num AL algo extremamente perigoso queer mostrar tá vendo se nem tudo deu certo como deu lá para ele ou para ela ou deu pro Anderson ou para não sei quem mais vocês vão entrevistar né a maé a Diana a não sei que mais a SIDA o sidão enfim é perceber assim não esses sujeitos também né erraram
Se equivocaram hesitaram se entristeceram isso é pensar a história As Histórias elas tanto são né pautadas Em realizações concretizações mas como também e isso para todos os âmbitos sejam os pessoais os profissionais né disso que foi pensado aqui disso que foi selecionado para rememorar né obviamente que a gente tem alguns realos principais outro dia a gente poderia né fossem outras circunstâncias outras maneiras Talvez os elementos que fossem aqui rememorados não fossem os mesmos o que não significa que aqui a gente falou em verdades apenas estamos né explicitando E deixando registrado gravado mesmo as maneiras privilegiadas
que essas lembranças e memórias deixaram suas marcas né dentro de quem eu me tornei hoje 20 e Poucos Anos depois da experiência do CRE segundo ponto terceiro e último a entrelaçar essas trajetórias e essa esse olhar né que a gente lança eh eu gostaria de deixar assim né palavras de muito estímulo para aquelas e aqueles que estão né em momentos diferentes momentos de Trajetórias né seja se não sei se vão passar para adolescentes para crianças professores universitários estudantes universitários mas é perceber um pouco isso né como que a vida vida da gente né a gente
quer ter certezas a gente quer né ideal que gente pulasse de uma certeza para outra mas não vamos esquecer que junto com os planejamentos junto com os prognósticos junto que é da Ordem da aquilo que a gente anseia pra vida existe um cotidiano né de Desventuras de escolhas momentâneas que vão temperando essas vivências a minha trajetória guarda muito disso né eu tive ó o que eu acabei de relatar né eu era apaixonado pela história da cidade do Rio pelas histórias e isso promoveu guinadas tremend a ponto por exemplo de eu mudar de cidade de instituição
de orientadora de cidade de estado né fez com que eu fosse parar em outro país no caso na Argentina né a partir de um efetivamente né de algo né que não Estava previsto que estava né fora do que era o script daquela vida e como que isso né ajuda a temperar e dar o sabor a mais nisso que a gente constrói como trajetórias né eu tenho lido muito por conta das atuações profissionais enfim as pesquisas que eu tenho essa coisa da as trajetórias de vida efetivamente se converteram em temáticas para minha pesquisa né então quando
eu falo de trajetórias de vida né e aceitar esse desafio que o diorges me propôs que Vocês me propuseram né de lançar um olhar paraa minha própria trajetória né é algo extremamente eh interessante extremamente cativante e a gente se percebe né que menos que um pesquisador do campo da história da educação interessado em trajetórias perceber como que essas experiências me converteram num profissional que tem no seu Horizonte de preocupações efetivamente né esse esse carinho muito grande em fazer com que outras tantas pessoas Tenham a oportunidade né de passar e Usufruir aquilo tudo que talvez tenha
acontecido comigo não com as palavras que eu rememore aqui talvez não da maneira que eu descrevi mas com certeza da forma que isso deixou marcas nos modos que eu me enxergo como sujeito Então acho que é isso é a é o ideal de experiência formativa que eu quero né Eh tentar trabalhar com né falar com aqueles e aquelas que aceitam embarcar comigo nessa viagem né que a gente de Algum modo ao olhar para trás Perceba o quanto diferente já fomos né e nessas diferenças nessas algumas permanências algumas continuidades mas sobretudo nessas diferenças a gente vislumbrar
outras possibilidades de nos enxergarmos daqui a 1 ano 15 anos 20 anos essa um pouco a o exercício mais ou menos isso de óg e e para finalizar Zé Cláudio agradecendo né todas sua sua participação aí todo o seu sua colaboração né conosco né Eh Lembrando que é co Labor ação né teve uma colega até que falou foi mais laboração do que o go né quer dizer foi mais então a gente agradece muito essa eh e que de uma certa forma é real viu Zé Cláudio quer dizer no fundo você não vocês não estão ganhando
nada para est aqui conosco para est falando para e e tão compartilhando conosco essas ricas memórias que você tão bé colocou aqui o valor delas né e e Zé Cláudio e E você poderia tem alguma coisa assim sintética da sua O que significou sua relação com o memorial da Educação são Paulista depois de tudo que eu falei primeiro só uma uma discordância dees assim Eu Não Tô Ganhando Nada não eu tô gendo muita coisa eu acho que lançar né aceitar esse desafio de lançar um olhar paraas nossas trajetórias as nossas vidas acho que a gente
às vezes nos falta esse tempo então o seu convite convite da sua equipe eu ganhei muita Coisa eu ganhei né a possibilidade de eu ter que reservar um momento para pensar o que que foi o cre na minha trajetória isso foi muito bom então eu ganhei a Agradeço também faço minhas suas palavras Agradeço pelo convite pela confiança já registrei isso que a gente não fica um intervalo tão grande sem se ver pessoalmente lamento por um lado que não possa ser isso não pode ter acontecido de modo pessoal né Por mais que essas redes sociais o
zoom me Funcione mas eu acho que eu sou mais muito daquele Tete a Tete daquele Olho no olho enfim acho que é é é diferente uma entrevista uma situação entrevista assim eu aqui no Rio vocês aí acho que pena que isso não aconteceu mas agrade agade a oportunidade e ganhei muita coisa ganhei Sim esse exercício que eu me lancei né de pensar o que eu me tornei e as contribuições do cre para essa transformação com a qual ainda estou em meio a essas transformações Constantes sinteticamente acho que relembrar esses tempos de cre significa olhar né
Acho que ter a oportunidade de ver literalmente as experiências transformadoras acontecendo né no seu próprio momento assim então lá eu tava né ao mesmo tempo que eu era Mestrando da do ppg do programa de pós-graduação da USP né eu era monitor eu era responsável junto com outros Colegas por uma exposição eu trabalhava né eu eu tinha contato com Outros tantos colegas Que estavam encampando um projeto chamado cre Então eu acho que isso sem sombra de dúvidas me deixou né me criou a oportunidade de perceber que eu posso né ou poderia e acho que de algum
modo conseguir fazer isso né perceber que essas experiências mesmo que eu não visse não vislumbrasse todos esses sentidos naquele momento né mas acho que acreditar que são essas experiências que contribuem para que a gente construa as nossas eh enfim transformações acho que Isso de modo assim tentando sintetizar esse não sei quanto deu uma hora nem sei quanto é que deu 1 hora 1 hora e meia de conversa eu acho que o cre foi a explicitação de um projeto né calcado nessa experiências cotidianas E como que essas experiências concorreram para produzir diversas transformações né No meu
caso particularmente para aquilo que eu vinha carregando da da da trajetória da da o apreço pela história do Rio essa coisa mas se você for ver todas as Pessoas sem sombra de dúvida né saíram transformadas daquele experimento chamado CR maricó sem sombra de dúvidas né Eu acho que isso foi uma uma oportunidade muito bacana que a gente teve né lá na na na no CR acho que é isso Zé Cláudio muito obrigado viu a gente tá estamos pode encerrar a gravação viu e vamos tirar uma foto com ele aqui pede pro pessoal des Vamos tirar
uma