Sim, sim, sim. Tá começando mais um Marketmakers. Hoje, episódio ao vivo. Seja muito bem-vindo você que tá acompanhando ao vivo nessa terça-feira, 16 de dezembro de 2025. São 18:09. Tô até com o cabelinho meio molhado porque São Paulo chove, chove para caramba. E hoje vamos ter um papo sobre perspectivas para 2026. Eh, o convidado escolhido a dedo, o Stephan Couts, economista chefe da EQI Asset. já esteve Com a gente uma vez num evento que a gente fez, eh, um desses eventos presenciais. E cara, é muito legal como ele enxerga o mercado de uma maneira muito
mais distante do momento atual aqui. Então ele consegue ter uma visão bem de longo prazo. Por isso mesmo que eu escolhi esse papo de perspectivas, porque certamente ele vai trazer muita coisa diferente do que vocês estão acostumados a ouvir aí nos nos papos que a gente costuma ter todo dia aqui na Faria Lima. Então já se prepara, pega sua caneta, pega seu papel. Se você tá vendo a gravação, eh, já presta atenção que vale a pena dar um carinho na sua, no, um carinho auditivo nesse papo, que certamente vai valer muito a pena. Mas antes
de começar aqui a a nossa conversa, os recados, porque não tem podcast grátis, então nossos patrocinadores, nossos apoiadores estão aqui. Primeiramente falar da nossa assessoria de imprensa a Ovo Comunicação, que tá com a gente desde o início do Marketmers e presta um serviço diferenciado, principalmente para empresas da Nova Economia e do Mundo de Finanças. Então, se você é uma empresa que tá dentro desse e-mail e quer uma assessoria de imprensa de qualidade, procure a Ovocomunicação, tem um link aí na descrição. Ou então você pode digitar ovocom.br. Repetindo, ovocom.br. Clique em contato e você vai ser
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a gente vai continuar bebendo, mas ajudando quem precisa de água. Então, tô Até aqui com a minha água com gás hoje aqui que eu vou pode abrir aqui [risadas] também. Já aproveitar >> já vou encher aqui minha canequinha de água com gás da Mamba Water. Eh, parabéns pelo trabalho. A gente espera que isso leve muita água para quem precisa, né? Infelizmente somos um país onde as pessoas precisam de água, não tem acesso. E que bom que a Mamba Warer faz isso. E aqui, ó, eu trouxe isso aqui porque eu conheci hoje um cara muito Especial.
Ele se chama Juliano Tarabal. É um cara que é um dos maiores entusiastas de café que eu já conheci e veio me dar uma aula de café e deu esse presente aqui eh da tem aqui da região do serrado mineiro e tem o logozinho do Marketmers também. É um café do produtor Eduardo Pinheiro Campos, que se vocês jogarem no Google ali, o a saca mais cara da história do Brasil foi esse café que foi vendido uma saca, uma saca 60 kg por R$ 200.000 num leilão beneficente. Ele me deu aqui umas umas uma uns grãozinhos.
Esse café vou poder provar se o café realmente é bom. Ele tá aqui em primeiro lugar, o prêmio Região do Serrado Mineiro, a pontuação 90.59. Então, parece bom mesmo, parece triple esse café. Mas agradecer ao Juliano pelo papo de alto nível aqui que ele me trouxe além do presente uma aula sobre café. Bom, Stefan, como é que você tá, meu querido? Tá preparado para esse papo? >> Não sei, vamos descobrir agora. [risadas] >> Dependendo das suas perguntas. >> Com certeza você está preparado. Você mandou muito bem naquela aquele evento que você participou com a gente.
Obrigado, aliás, por ter aceitado o convite naquela época. >> Prazer. Foi ótimo. >> É só mini breve currículo aqui, né? Já teve passagem pelo Pactual, pelo CityBank, pelo Safra antes de ingressar Na EQI, onde ocupa atualmente o cargo de economista chefe da Asset, da EQI. Ele é formado em economia pela UFRJ e obteve o título de mestre de economia pela Universidade de Birmingham, no Reino Unido, cidade de OS Osborne. Então, >> cidade do >> pô, maravilha. É, >> sofreu um acidente na época que eu tava lá. >> Acidente quadre, você falou, né? Isso é, tava
lá na passeando na fazenda dele lá E capotou. >> Bom, mas esse aí >> acerou demais. [risadas] >> Esse aí viveu a vida muito bem, né? Tanto que conseguiu eh viver por muito tempo e deu a despedida dele dias antes. >> Foi até o final, né? >> Foi incrível, né? A história, >> aquele show foi sensacional, impressionante, >> absurdo. E quebrando todas as estatísticas de quem lê Alt e todos Esses livros, né? O [risadas] não era, >> não seguiu essa regra aí, >> não seguiu e viveu muito e muito bem. Eh, bom, eu você me
trouxe aqui alguns tópicos que você considera os mais importantes pra gente falar, né? Eh, no cenário internacional a gente tem a os juros reais de equilíbrio no mundo mudaram, né? Uhum. >> Eh, nos Estados Unidos a gente pode ver mudanças mais profundas do que o mercado espera no Fed. Aqui no Brasil, Inevitavelmente, a gente falar de eleição, mas tem também o desafio fiscal, eh, tem o juro de equilíbrio que tá absurdamente alto, inflação de serviços, enfim. Mas eu vou começar o papo dando aquele pontapé inicial e olhando aqui sempre o chat para quem quiser mandar
pergunta aqui. >> Legal. Eh, como é que a gente pode fechar o que foi esse ano de 2025 para pensar o que pode ser 2026, né? Agora a gente tá aí há Menos 15 dias para acabar o ano. >> Eh, o que balanço que dá para fazer? O que que te surpreendeu? O que que te positivo ou negativamente, como é que a gente tá entrando nesse novo ano de 2026? Primeiramente, boa noite aí o pessoal que tá assistindo a gente. Obrigado a vocês aí pelo pelo convite. Excelente trabalho aí. Todo mundo segue vocês e faz
questão de lembrar quando eu perco algum episódio, né? Você assistiu, falou: "Não, eu vou assistir". Enfim, Então tem o pessoal pega no pé. >> Que da hora. >> Mas obrigado. E acho que assim, a gente, eu gosto da da abordagem sempre antes de falar de Brasil, falar lá de fora. Por isso que eu falei desses temas internacionais também. E eu acho que o que definiu esse ano eh de 2025, né, que tá fechando agora, foi o Internacional. Eh, a gente, obviamente, a o presidente Trump assumindo lá nos Estados Unidos e trazendo uma carga muito grande
de Incertezas, né, no cenário internacional, eh, um movimento muito agressivo de implementação de tarifas, eh, que surpreendeu a todo mundo pela magnitude e pela velocidade com que elas foram implementadas. Eh, e surpreendeu pelo lado do fiscal, né, que se imaginava que ele fosse ser talvez um pouco mais conservador na questão das contas públicas. E o que a gente viu foi que não eh aconteceu isso, né? Então, essas surpresas levaram a uma Grande incerteza, acho que dos economistas e do mercado em geral sobre eh quais seriam os efeitos eh na economia, tanto para esse ano quanto
pros anos vendouros, né? Não, por acaso. A gente tá vendo que o Fed hoje agora nesse final de de ano tá se debatendo, né? Você tem diversas diversos dissensos ali sobre o que que tá acontecendo e qual que é o a visão, né, para 2026, né, justamente acho que por conta dessa dúv dessas Incertezas que foram jogadas, né? A economia ela ela sofre o choque, mas ela não reage na mesma velocidade que o mercado, né? até a inflação aparecer, a atividade desacelerar, isso demora. E nesse período você fica sempre naquela dúvida, né, do que que
efetivamente vai acontecer, porque também é um ambiente mutável, né, é um é um um ser vivo a economia. Então, acho que a palavra que todo mundo utilizou para esse ano foi incerteza, mas eh acho que também a Parte de surpresa, né? Para mim, acho que tanto pela atuação do governo americano e das medidas que foram implementadas, quanto da dificuldade que a gente teve de eh calcular ainda ou entender ainda quais quais foram e quais vão ser as consequências das medidas que foram implementadas lá fora. Acho que no cenário internacional para mim essa foi a grande
>> a grande tônica e a gente viu que o ano não acabou sem surpresa, né? a gente tem Visto aí um Trump, talvez 2.0, né, um tarifaço 2.0, ele voltando atrás, né, em algumas das medidas eh que ele fez, eh o que para muita gente era impensável, né, e mesmo até uma postura de tentar negociar e fazer novos acordos, inclusive até com o próprio Brasil, mas entre outros também falando ali conversando com o Canadá, conversando com o Reino Unido, com a própria China. Então não foi um ano homogêneo nem na postura do governo americano em
relação Ao que fazer com a com a economia, né? E o que que você acha que causou essa esse Trump 2.0? Ele não conseguiu o que ele esperava com as tarifas ou ele conseguiu e pôde retroceder? Qual é o seu diagnóstico de Porque a gente sabe que ele tem essa postura meio verborrágica, né, de vai com tudo para depois retroceder. Mas >> e talvez ele foi isso mesmo, como é que você avalia? Eu acho que tem dois pontos aqui, tá? Eh, o primeiro é de que quando Você olha nos últimos meses a popularidade dele, ela
caiu bastante, né? E aí quando você vê o componente >> de insatisfação da população americana é inflação. Então, a o problema que afetou o Biden, eh, né, que enfim evitou ali a reeleição do Biden, foi a questão do custo de vida. a inflação tava desacelerando, mas em termos absolutos, né, os preços já estavam muito caros e altos. E quando a gente vê que a sensibilidade do americano ao preço de Alimentos e combustíveis é bastante alta, você nota ali que a inflação tava incomodando. Então você voltar atrás em algumas dessas tarifas na parte de alimentação, acho
que faz todo sentido para tentar puxar essa inflação para baixo e se preparar pro ano que vem. Eu acho que é muito mais uma estratégia de entrar bem no ano que vem, porque você tem os midterm elections, né, as eleições de meio de mandato e tem uma correlação muito grande entre a Popularidade do presidente com o resultado para a Câmara, né? Então, o Senado é um pouco mais específico, mas a performance da do partido do presidente na Câmara dos Deputados depende bastante da popularidade com que ele entra esse ano dos dos midterm elections. Então, >>
o midterm elections vai ser quando? >> Vai ser em outubro também. >> Outubro. outubro, novembro, se eu não me engano. É isso. Então, ele precisa entrar o ano que vem com uma Popularidade melhor para poder, enfim, manter pelo menos a maioria que ele tem ali na na Câmara dos Deputados. >> E a segunda, o segundo motivo é que eu acho que ele descobriu que a política dele, especialmente em relação à China, tem um limite, tá? Esse aqui eu acho que é um ponto central que vai guiar daqui pra frente a relação dos Estados Unidos. com
o mundo inteiro. É o fato de que ele entendeu que ele não tinha o leverage, né, a alavancagem que ele achava que ele Tinha em relação à China. E aí, basicamente, a China jogou a carta das terras raras, tá? E aí, não sei se você vai perguntar, mas eu já até te antecipo aqui, te furo um pouco seu olho, mas o livro que eu acabei de ler e que eu super recomendei na minha live lá na IKE mensal que eu faço com os meus, né, com o pessoal que lá da IKI, chama The War Below,
né, a guerra e subterrânea, enfim, que é sobre justamente terras raras, né? Eu fui tentar entender da Onde que veio essa esse controle, né, da China sobre as terras raras. E é muito interessante o livro porque ele é um, enfim, é um jornalista, então não é uma abordagem nem econômica, nem de empresa. E ele vai justamente pesquisar eh a produção dessas terras raras, explica o que elas são, porque que elas são raras. Elas não são raras, né? elas estão em vários lugares do mundo. Eh, e enfim, ele vai então explicando eh porque que elas são
tão importantes hoje, porque Que elas são importantes na eletrificação e o fato de que a eletrificação no mundo ela não é limpa, né? Ela gera um custo, né, bastante eh socioambiental, bastante grande nos países onde ela é implementada, né? E aí ele vai entrevistar tanto as os ambientalistas quanto as empresas, quanto as as pessoas que moram nas regiões onde tem as minas e e o governo. Então ele passa por todas as as os pontos de vista sem defender nenhum. Ele Vai mostrando o que que cada um eh argumenta, né, e as e as dinâmicas. E
ele conta uma história que para mim é interessantíssima, >> que na década de 90 a China ela decidiu que ela ia ser dominante nas terras raras. Então não é agora. E quem tinha o monopólio de eh tratamento das terras raras, não só de exploração, mas o monopólio de refino das terras raras, é uma impereza chamada General Motors. Praticamente todas as patentes de refino de terras raras no mundo eram da General Motors, porque ela tinha ideia de fazer um carro elétrico. Ela então pensou na necessidade de ter essas essas terras raras, o projeto dela falhou, né?
E aí quem comprou todas essas patentes foram empresas chinesas. Por quê? Porque a China ela tem diversas minas dessas terras raras e ela precisava então dominar o refino e a Tecnologia do refino. >> Caramba. Então hoje 80% das terras raras, 70 80% são produzidas na China, mas o refino é praticamente 90%. Você não consegue mais refinar isso em outros lugares. E obviamente os Estados Unidos tá correndo atrás disso hoje. É a grande disputa hoje que esse livro mostra. É a corrida dos Estados Unidos para fechar esse gap, né? e diversas empresas que estão hoje investindo
nisso, startups inclusive financiadas ou Pelo governo ou por outras empresas grandes de mineração que precisam fechar esse gap e o objetivo que o governo tem de americano de conseguir trazer esse refino e essa tecnologia de volta pros Estados Unidos. Então, >> é sensacional. Tô vendo o livro é de janeiro de 24. Isso. >> O jornalista aqui em questão é o Ernest Schider. >> Isso, exatamente. >> The War Below, Litium Copper and the Global Battle To our lives. >> Isso. E o interessante é que esse jornalista, ele conta um pouquinho da história dele, que ele cobriu
durante mais de 10 anos a OPEP >> Uhum. >> de petróleo. Ele sabia tudo sobre o setor de petróleo. E aí ele chegou um momento na vida dele, ele falou: "Cara, o petróleo, enfim, já sei tudo sobre isso". E aí ofereceram para ele o trabalho dele estudar sobre terras Raras, que ele não entendia nada. E aí ele foi então mergulhar nessa história. E aí, por que que eu tô contando isso? Basicamente porque >> esse monopólio das terras raras hoje foi a carta que a China jogou na mesa na hora que o Trump foi para cima
dela, né? >> E aí ele percebeu que existe um gap. Os Estados Unidos não são capazes hoje de produzir as terras raras que eles precisam para a eletrificação da sociedade, mas também do setor de Automóveis e tudo mais, na velocidade que é necessário hoje. Então eles são sim dependentes da China. A China tem uma carta muito poderosa. >> Mas, mas espa os Estados Unidos é dependente da China e mas ele não pode buscar isso em outro lugar. Por exemplo, o Brasil ele tem uma >> O Brasil é o segundo maior país com eh reservas não
exploradas depois da China. Eh, você tem um país vizinho nosso aqui, que a Bolívia tem a maior eh reserva de Lítium do mundo. Se se ela for explorada de verdade, ela é, enfim, capaz de produzir gigantescamente. Mas você tem justamente essa discussão. Não adianta tirar o minério, você tem que refinar ele, >> certo? >> E utilizar, transformar ele em algo útil. Então, são os talos magnets, os magnetos, né, os que são utilizados para aí no livro ele fala absurdamente, né, tipo o fato de que seu celular, né, de Que o nosso celular treme, é porque
tem uma terra rara específica nele que, enfim, faz com que isso aconteça. E aí você precisa então extrair esse troço de algum lugar. E ele, ela se chama Terra Rara porque um dos motivos é pelo fato de que várias delas elas são difíceis de você refinar. Então, por exemplo, o cob, o cobre ou minério de ferro, quando você tira ele misturado dentro da pedra, você tritura, em três ou quatro etapas você consegue separar o minério da pedra. >> Uhum. As terras raras são de 10 a 15 etapas para conseguir separar ela da da base onde
ela está, porque elas se grudam muito e usa muito mais químicos, produtos químicos. A poluição é gigantescamente maior para excluir, para produzir aterras raras do que as outras, né? >> E aí depois você tem que então fazer o processo de refinamento final e tudo mais. Então hoje, né, eu nem quero Contar tanto porque tá no livro lá, mas você tem hoje o deserto de Gob, que é a fronteira da China, com o o meu Deus. Agora a Mongólia é praticamente do lado da China é praticamente um deserto hoje tóxico, porque a China ela joga todos
os dejetos tóxicos hoje lá no nesse deserto que é inabitado, mas enfim, tá destruindo lá o meio ambiente lá. >> Uhum. Então os Estados Unidos ele não tem hoje essa capacidade, essa Tecnologia, né? Ele pode, por exemplo, na Ucrânia produzir lá terras raras, pode produzir aqui no Brasil, mas aí como é que você refina esse troço depois? Transforma no tal magnets, entendeu? >> Então pensando até em uma estratégia geopolítica, melhor pro Brasil se aliar a China nesse quesito, porque ela já tem o refino e o Brasil tem a a o insumos do que se unir
aos Estados Unidos, né? É, por outro lado, o Estados Unidos vai Jogar um, tá jogando um caminão de dinheiro, né, através do Departamento de Energia dele, de outros órgãos federais nesses setores e falando, cara, quem acelerar esse troço aqui vai ter meu apoio, vai ter liberdade de produzir, de fazer, vai ter suporte. >> Nem sei, nem sei se entrar na sua, na sua análise, na sua, no seu cenário, mas o Brasil tem como sair muito bem disso pelo fato de sermos o segundo maior eh maior reserva de terras raras. Eu acho Que, cara, a gente
tá de novo tendo uma baita de uma oportunidade, né? Eh, a gente e perdeu a oportunidade na década de 90 globalização. Foi oferecido pro Brasil e ser membro do NAFTA na época do primeiro mandato do presidente Lula, ter um acordo de livre comércio com os Estados Unidos e o Brasil não aceitou. O Brasil não aceitou. O Brasil se negou e o Brasil hoje dentro dos rankings internacionais de organismos Internacionais, FMI e todos os outros, era um dos países mais fechados do mundo, não só por alíquotas e tarifas, mas por regras de importação e outras coisas.
Então, a no momento em que o mundo se abriu pro comércio e se globalizou, a gente não participou dessa festa, então a gente perdeu essa etapa. >> Uhum. >> Hoje tá se abrindo uma nova. Hoje tem duas gigantescas na mesa pra gente, pro Brasil se beneficiar. Essa Das terras raras e do investimento nesse setor. E o segundo que aí eu acho que o governo andou nesse mandato, mas andou devagar, que é a discussão dos créditos de carbono, né? >> De carbono, >> que hoje a gente poderia no futuro, inclusive em vez de ter uma bolsa
de crédito de carbono fora do Brasil, ela poderia ser no Brasil. a gente poderia ter uma abovespa, que não precisa nem ser em São Paulo ou nem no Rio, nem pode Ser até no interior que negocia exatamente só esses créditos. E isso é um mercado bilionário que poderia, >> e aí você pensa no mercado de futuros, o mercado, enfim, tudo que a gente conhece do mercado financeiro tradicional, a gente poderia replicar esses instrumentos todos para investimento nessa parte. Só que a gente precisa de uma regulamentação que tá no Congresso. O governo fez uma estratégia positiva,
o O ministro Hadad, de utilizar o framework europeu, né, pra gente poder até plugar mais rápido no mercado europeu, mas andou muito pouco e não foi uma agenda eh que que evoluiu muito. Então, acho que são duas oportunidades gigantescas >> que a gente tem, se a gente vai usar ou não. é que com as notícias o Hadad deve est largando a caneta aí, então talvez vai ficar pro governo de 2027, né? Seja ele Qual for. >> Exato. >> Eh, pediram aqui, favor colocar o nome do livro mencionado. Eu escrevi ali no chat, The War Below.
O livro só tem versão em inglês. Eh, então, pô, se quiser depois fazer um texto aí para mandar pro marketer sobre o livro, porque o livro é inglês, já fui comprar aqui, mas falou: "Ó, não vai chegar antes do Natal". Falei: "Putz, cara". Então, >> pô, mas você não tem um Kindle, pô? Então, mas [risadas] não tem aqui. Eu eu fui ver aqui na versão, esse aplicativo não permite a compra desse conteúdo em Kindle. >> Olha, >> eh, é que talvez tenha que ter o Kle, o >> o aparelho mesmo. >> Não, não, e eu
ah, será que é pelo aplicativo do celular? Ah, então vou tentar pelo meu Kindle de verdade. >> É, talvez funcione. >> É, não acho que é isso. É que talvez seja pelo fato de ser não ser o livro é pelo ser o Amazon BR e o livro deve ser amazon.com. Enfim, vou tentar depois. >> Mas é um livro bem legal. Acho que vale a pena. >> Não, parece super interessante. Até anotei aqui o nome. A gente já tentou fazer podcasts com jornalistas. Talvez esse aqui pode ser um cara. >> Pô, se vocês chamarem ele, eu
quero participar. Não sei. >> É, pô. Então já ajuda, porque já ajudo, entra em contato com ele, vamos fazer. >> Ele foi por 10 anos, eh, foi da Reuters, né? Então, quem faz cobertura setorial nesses portais, né, Reuters, Bloomberg, cara, tem que conhecer muito mesmo do mercado. >> E combina muito legal, sabe com quê? Uma série que chama The É Landman, não sei se você conhece, ela tá na Paramount, >> é, tá na segunda temporada agora, que é sobre a extração de petróleo no Texas, Nos Estados Unidos. O landman é o cara que procura as
terras ou que administra os poços, né? >> Uhum. >> Enfim, tem toda uma história, né, romanceada ali por trás, porque tem que ter algum interesse. Fazer uma série só sobre extração de petróleo talvez não seja tão interessante, mas mostra engraçado que casou muito quando eu tava lendo esse livro, que eu tava vendo a primeira a primeira temporada dessa Série, que enfim, tem uma uma hora que tem uma advogada que vai lá no campo, né, junto com o Landman. E aí ela fala, ela vê vários eh daqueles eh de geração de vento, geração solar, né, eólica
e tal, >> e ela fala: "Nossa, vocês usam energia limpa aqui pra energia suja de vocês?" Aí ele se vira para ela e fala: "Eneria limpa não, energia alternativa". Aí ela para, olha para ele e fala assim: "É, essa pá aqui foi um caminhão que veio Cheio de diesel, que viajou não sei quantas horas, eu não sei o quê. O motor desse troço tem terras raras de não sei o que que veio da China. A água para resfriar, não sei o que, vem de não sei da onde esse troço aqui, no fim da vida dele,
ele não vai ter pago a pegada de carbono que ele gerou para ser construído. E aí ela olha assim e o livro The War Below, ele conta umas histórias nesse sentido. >> Não. E já me deram uma aula aqui, ó. Você consegue comprar pelo Kindle? Sim, só não consegue comprar pelo Kindle via Google Store, mas diretamente pelo Kindle você consegue. Então, obrigado. >> Então, já tem aí a >> o já vou comprar aqui pelo Kindle. Aliás, pessoal, não pedi para se inscrever nem dar like no vídeo, mas tô vendo que tem muito mais gente assistindo
do que like. Já deixa lá o like, se inscreve que, ó, se Deus Quiser, até acabar essa live, esses 599.000 vai virar 600.000 inscritos. Então, dá esse presente pra gente aí. Vamos colocar 600.000 inscritos no canal do Marketmers antes da live acabar. Você quer falar do mercado de crédito de carbono ou quer pegar outros assuntos? >> Não, acho que é uma oportunidade mais do que uma realidade, mas o meu ponto é eh a discussão da Terras Raras foi porque eh os Estados Unidos descobriu então que Ele não tinha essa esse leverage que ele podia e
aí ele teve que voltar atrás, né? E aí um ponto interessante até é que o Trump ele eh até comentou, né, numa viagem que ele fez à Ásia, inclusive quando acho que ele encontrou com o presidente Lula ou o fato se falaram, ele falou no G2. E aí é uma discussão interessante que dentro dessa dessa nova ordem mundial, né, porque eu tenho o ponto de que a gente tá vivendo um momento de transição De uma ordem mundial, né, que foi criada no pós-guerra para alguma coisa nova. E o que que é essa coisa nova? E
pela primeira vez eu tive um um um cheiro ou uma sinalização do que talvez poderia ser, que é o que ele tá chamando de G2, que é o quê? Vamos coabitar. Nós somos os dois macacos aqui na sala, gorilões. O resto é tudo miquinho. Então, cara, vamos combinar e você aqui as regras do jogo entre a gente a gente não briga e a gente manda no resto aqui Na sala. Impé, os gorilões são China, Estados Unidos, tá? >> Então isso é uma mudança de de postura. E a última ligação que o governo americano, que o
Trump fez com o Xinpin, a transcrição que o governo chinês fez da ligação pra mídia, né, para explicar o que que foi a conversa, foi uma abordagem totalmente diferente da que eles usavam nos últimos 20, 30 anos. quando eles falavam que a os Estados Unidos eh eram, digamos, um líder, né, ou que eles tinham conversado e tudo mais. E dessa vez eles abordaram muito mais como uma negociação entre parceiros iguais. E pela primeira vez eles usaram esse linguajar, né, no sentido de que a própria China sentiu que a a carta das terras raras, né, dessa
questão, porque tá no chip, tá no automóvel, tá em tudo que é lugar, ela dá uma vantagem para ela negocial, mas Também dá uma vantagem de que os Estados Unidos é obrigado a respeitar ela. E aí, se eles dois é chegam nesse tipo de acordo, a nova ordem mundial que vai ser construída, talvez ela seja um G2, né, onde você tem esses dois grandes big players que competem entre si, mas que dependem de alguma medida um ou do outro. a China precisa vender e o principal consumidor ainda é os Estados Unidos, mas os Estados Unidos
precisa de algo que a China eh tem, que os Estados Unidos hoje não tem. Então tem uma relação nesse sentido e todo o resto orbita em volta. Então, a própria questão de Taiwan, a própria questão da Rússia, da Ucrânia, são todos fatores que vão ser negociados entre Trump e Xinpin. E eles vão testar onde que é o limite de cada uma de influência entre eles e o resto do mundo vai ter que se adaptar a essa a esses dois, né? Então, acho que eh >> isso é um cenário muito positivo. pensar Que a gente tá
vivendo uma tensão maior, vários países em conflito, eh, relação China, Taiwan, Rússia, Ucrânia, até o próprio própria questão social enfervescendo na Europa, Israel, Palestina e, pô, se a gente vê um cenário em que Estados Unidos e China começam a cooperar, talvez >> é, não sei se é cooperar, mas os temas que são relevantes para ele Eles eles vão sentar na mesa e negociar, enquanto que os temas que são de competição, Então inteligência artificial, >> chips, eh, exército, aí é uma guerra, cada um, uma competição brutal, >> você tem que avançar o máximo possível, mas >>
entendi, >> você hoje você não tem um fórum, todos os fóruns de negociação morreram no mundo. Então, o teu ponto faz sentido de que se você criar um fórum onde os dois mais poderosos sentam e conversam frequentemente Sobre diversos assuntos, você pode ter uma rebaixada nessa tendência, porque você vai testando até onde cada um pode ir e quando bater o limite um, alguém vai ligar pro outro e vai falar: "Cara, foi demais, volta". E aí você tende a a segurar um pouco. Então assim, é uma nova, pode ser uma nova ordem mundial que tá se
construindo hoje com dois grandes, duas grandes potências. Deixa de ter uma hegemônica, passa a ter duas e todo o resto orbita em volta, tá? Acho Que é é um ponto e pelo menos foi a primeiração que eu consegui ler desse cenário global que parece mais uma desordem e que talvez possa estar sendo construída uma ordem nova. >> Acho que esse é o principal ponto, eu acho. Que louco, ó, até o que eu falei no começo do papo, né? não foi à toa que eu te chamei, porque [risadas] a gente já começa a ouvir coisas bem
diferentes. Essa primeira meia hora de conversa já Tivemos uma aula aqui. E interessante, interessante. Agora pegando ainda lá fora, né? Eh, um dos tópicos que você levantou sobre equilíbrio de juros reais, as mudanças do Fed podem ser mais profundas do que o mercado espera. Enfim, aí falando de coisas um pouco mais que estão no dia a dia do mercado, falar de taxa de juros, >> o que que você tá enxergando isso para 2026? Eu acho que eh quando a gente olha o que aconteceu na Pandemia em termos de aumento de gastos públicos no mundo inteiro,
foi um absurdo, né? O o montante, um absurdo assim, eu digo muito grande, né? A magnitude. >> Sim. >> Pouquíssimos países reduziram os gastos e a dívida no pós-pandemia. O Brasil fez, foi um deles. O México praticamente não subiu a dívida bem pouco. Fora isso, quase ninguém. >> Uhum. >> Né? E as altas foram absurdas. As dívidas públicas subiram 10, 15, 20 pontos percentuais em um, 2 anos, né? E ninguém voltou atrás. Ora, se você e desde então as dívidas públicas continuam subindo, elas não pararam, elas não deram pulo e pararam, elas deram pulo e
continuaram subindo como elas viam subindo antes. Você imaginar que uma expansão fiscal dessa não gere nenhuma consequência econômica, zero, já parece meio estranho. A gente Já viu algumas distorções da pandemia de aumento de consumo e tudo mais. Eh, mas e você imaginar que isso também não teve nenhum efeito no juro real de equilíbrio das economias desenvolvidas, ou seja, o risco fiscal permanece exatamente igual com uma dívida 20 pontos acima do que era há 5 anos atrás e ela continua subindo e ninguém tá falando em reduzir essa alta, sendo que alguns países, inclusive na Europa, Alemanha,
Falando em aumentar a dívida dela, porque a dívida dela pessoal Ela individualmente é baixa. >> Uhum. >> Então se ol você fala assim: "Bom, aí você teve no Reino Unido o le trust Moments, que a curva de juros explodiu. Você tá vendo hoje no Japão a curva de juros empinando também. Você vê um movimento nos Estados Unidos de curva também ficando mais eh stíp, mais inclinada. E aí você olha e fala assim: "Bom, então parece que o juro real é maior se a gente teve no período ali pós 2000 é ali enfim pós 2005 6
ali 2008 onde o juro real americano, o 10 anos, o juro real de 10 anos nos Estados Unidos na média de 2008 a 2019 foi de 0% real. nos Estados Unidos de 10 anos, hoje ele tá em dois. Então você fala assim, tira o ruído de Fed, tira ruído de Trump, tira o ruído de tudo. O 10 anos real americano hoje é 2%. Normalmente, né, quando os economistas não sabem qual é a taxa de juro real de equilíbrio, eles bicam lá pro infinito, né, que é quando a gente olha o Focus aqui no Brasil 2028
e vê lá que tem uma taxa de juros real lá implícita na projeção de inflação e na CELIC de próximo de 6%. Você tava dizendo então que nos Estados Unidos o juro real de equilíbrio hoje é dois, ele era meio. Ora, ela subiu um ponto e meio. Isso não Tem nenhuma consequência pro resto do mundo. Deveria ter. >> Uhum. >> Inclusive pros países emergentes. Se a taxa livre de risco do mundo subiu um ponto e meio, no resto do mundo, todo o mundo deveria subir ou o mundo todo melhorou em relação aos Estados Unidos. E
aí esse diferencial, essa alta vai ser menor, mas pelo menos algum tipo de alta vai acontecer. Então o meu ponto é aqui É eu acho que o juro real mudou nos Estados Unidos, provavelmente mudou no resto do mundo. Acho que isso tá fazendo com que o Fed esteja cometendo uma barberagem de tá cortando juros hoje. Eh, provavelmente ele tá criando a próxima bolha financeira nos Estados Unidos. Tem bolha hoje nos Estados Unidos? Eu tenho dúvida, mas tem uma coluna maravilhosa do Rusi Charma no valor hoje falando que tem bolha, né, em na IA. Eu eu
tenho dúvida, mas ele eu Acho que ele é muito mais inteligente do que eu. Mas eu acho que bolha não é necessariamente crise financeira, tá? E eu acho que se os Estados Unidos continuar cortando juros com o estímulo fiscal que você vai ter no ano que vem e essa ideia do Trump agora de ainda querer distribuir mais 2.000 de estímulo pras famílias, que é o benefício da arrecadação com as tarifas, você provavelmente vai est criando uma próxima crise financeira, né, nos Estados Unidos. Então eu acho que tem que ter um bocado de cuidado daqui pra
frente de como que essa dinâmica vai. Por isso acho que o próprio Fed também tem tido bastante dúvida, né? >> Uhum. >> Sobre o que fazer. >> Só queria encontrar a coluna aqui. Como é que é o nome do do É que o valor deve ter traduzido a coluna? >> É, tá em português. É, o nome dele é Rushir. É R U C H I R. >> Ah, tá. >> Acho que é o S, >> tá? É >> os quatro Ss ou alguma coisa assim, >> tá? É que para achar coisa do valor no Google
é complexo. >> Eu vou ter que abrir pelo site do valor. Mand, eu posso te mandar? >> Ah, você me manda depois. Beleza. Depois você me manda então que eu >> que ele tem a abordagem dele dos 4 S que ele fala que definem o que que seria uma Bolha, né? >> E então assim, mas o meu ponto é, você tá num momento eh de cautela no nos mercados em relação a isso, porque eh o Fed parece tá muito próximo do neutro. né? Se o juro real de equilíbrio agora é dois e a inflação na
meta é dois, a gente tá falando que o Fed fund desequilíbrio é quatro, ele já tá indo para baixo do quatro. >> Então a política econômica, a política Monetária nos Estados Unidos já estaria estimulativa. Eh, o próprio Williams, o ontem falou, né, o presidente do Fed de Nova York, que a economia americana no ano que vem vai reacelerar. Então, talvez ele também já esteja vendo que a política monetária tá indo um pouco além do que deveria, né? E é por isso que eu acho que essas mudanças que o governo americano tá planejando para o Fed,
elas são perigosas, porque elas não incluem só a Mudança do fim de mandato do Pel, né? Acaba o mandato dele normal, troca como foi feito aqui no Brasil, OK? você bota uma pessoa com viés mais dove e ele é um voto num dentro de um board, talvez não consiga levar, enfim, mas você tem outros membros que vão ser trocados, outros diretores e eles têm uma abordagem de uma mudança mais ampla de como que o Fed funciona, né? E se isso foi implementado pelo novo presidente do Fed, talvez a discussão de independência De Banco Central nos
Estados Unidos vai se tornar ainda mais presente, né? E aí você teria que ter um prêmio ainda mais de risco. >> Sim, >> né? E aí, por isso que eu acho que a gente tem no segundo semestre do ano que vem uma preocupação com os juros, mas também com o dólar, porque se em algum momento a gente vai discutir esse tabu da independência do Banco Central Americano, o dólar também não deveria Estar onde tá, né? Então eu digo assim, não, eu não acho que tá dito, escrito em pedra que isso vai acontecer, mas olhando que
é o nosso tema, né, para 26, o que esperar de 2026, lá fora, eu vou est olhando bastante, não só pro que que o Fed vai fazer, mas como que a independência do Fed vai ser testada, se ela ele vai conseguir manter a independência dele ao longo dessa transição pós né? Eh, e se realmente ela for alterada Ou for questionada, eu acho que tem um efeito bastante grande no dólar, tá? >> Tá. Então, só para entender, concatenar tudo aí. Então, o juro real americano, que já foi meio hoje já tá em 2%. Se o juro
real tá 2%, inflação a média é dois. Então o juro deveria, no juro neutro deveria ser quatro. >> Isso. >> E o Fed já tá falando de cortar os juros para 3,5. Então já vai ter um juro abaixo >> do que deveria ser o neutro. >> Isso. E o e o e o Trump fala em dois, né? >> É. Então a gente pode ter o próprio Fed criando uma bolha que E aí quando você fala do juro, o o o prêmio ali ele pode até aumentar o quanto o mercado exige para investir nos Estados Unidos
por causa desse teste na independência do Fed, quando o Power sair, as indicações. >> Exato. E aí o que a gente pode ter é que A o juro real >> e efetivo de curto prazo, ele pode até ir para zero. >> Uhum. >> Né? Porque se você baixa muitos juros ali, vai para dois com uma inflação de dois, o juro efetivo é zero, né? >> Zero. >> Só que você inclui um risco no futuro, que é uma curva futura mais inclinada. as medidas vão ser vão ter um viés até mais político do que econômico. Então
Você acaba desconfiando do que >> aí você pode gerar uma inflação futura. À vez a inflação de 2% acabou, agora ela vai ser 2,5 com três, talvez. Ah, é um crime, nossa, que alto. Não, mas é uma mudança de paradigma, né? >> É. E o o perigo desse cenário que você tá traçando é que tudo isso acontece no meio da festa, né? Porque tá todo mundo dançando, com as bolsas subindo, mercado porque e ninguém quer que a música pare. >> Sim. >> Então é muito mais fácil ignorar esses sinais e continuar lá comprando as >>
as Meg 7 e tudo mais. >> Sim. Juro baixo você deveria e estimular, né? mudar todos os values das empresas, vai estimular o crescimento. Se realmente a economia americana reacelera no ano que vem, >> os lucros das empresas deveriam melhorar também. Então você chegar e falar: "Hoje, não, eu vou sair da bolsa Americana, vou vender a bolsa americana, sabendo que o Fed vai continuar cortando os juros aqui, a economia americana vai reacelerar". É difícil, né? Então, eh, as bolhas elas são estouradas quando a liquidez diminui. A gente não tá nesse momento. >> Uhum. A gente
tá no momento de injetar liquidez na economia mundial. Europa gastando mais, os Estados Unidos cortando juros, diversos países gastando mais com defesa e segurança. Tudo isso injeta liquidez no sistema. >> A hora que esse troço desmonta é quando você puxa o freio de mão. >> Então agora não é o momento onde a gente tá vivendo uma bolha que vai explodir a qualquer momento. Não acho isso. Não acho isso de maneira alguma. Mas eu acho que a gente tem que diversificar o nosso risco. Ficar concentrado só nos Estados Unidos me deixa preocupado. >> É, mas eu
acho que se fosse resumir um Ano tão longo como foi 2025, acho que a palavra foi diversificação, né? Não nossa, mas a diversificação do mundo, porque acho que o desempenho de todos os ativos do mundo e todos mesmos, né? Você pega bolsas de emergente, eh, ouro, você pega tudo. Acho que foi tudo uma grande grande não, né? Mas uma pequena desdolarização dos portfólios, né? O pessoal diminuiu um pouco daquele risco Estados Unidos por conta da até das medidas >> feitas pelo Trump, que falou: "Pô, isso tá gerando um pouco de incerteza, eu tenho muita coisa
nos Estados Unidos, vou botar um pouquinho ali em bolsa, um pouquinho em ouro e e a gente vê todos esses ativos performando muito bem." Acho que diversificação já começou a acontecer. >> A gente viu aqui para Brasil, né, em bolsa uma entrada de fluxo de de investidor estrangeiro, né, acho que é um ponto. Na Europa, o que a gente viu Foi mais os estrangeiros fazendo o red do dólar do que refletivamente tirando dinheiro dos Estados Unidos. Então, por isso que o dólar perdeu um pouco de valor também aí ao longo do ano. >> Mas sim,
eu acho que esse tema continua super presente da diversificação. Acho que foi uma >> uma primeira etapa, né? E, e eu te interrompi quando você falou do dólar. É, você acha que o dólar nesse patamar, é diante desse cenário, o que que pode Acontecer com o dólar? Eu sei que prevê dólar é a maior cagada que o economista pode fazer, mas >> é o cemitério dos economistas, mas eu acho que >> e nesse ambiente o dólar global ele deveria depreciar, deveria perder valor se você tem todas essas incertezas que continuam, né? Aí a dúvida é,
vou para onde, pô? Eu vou pra Europa, que tá bem mais ou menos, vou pra China que é um risco. Aí por isso que o ouro, o cripto E tudo mais acabam se beneficiando. Então eu acho que em geral, >> se o dólar perder mais 5, 10% de valor em termos globais no ano que vem, para mim não seria surpresa. >> Aliás, isso me lembrou um gestor que vai est aqui na sexta-feira, que a gente vai ter um papo desse de perspectivas, mas a gente vai fazer também de ações. E eu chamei o Paulo Abreu,
meu amigo da Mantaro, e ele até mandou aqui uma curiosidade Que pode te interessar, o relatório do Bis, que saiu semana passada mostrando que os ETFs de ouro estão negociando com um prêmio para a o o cadê aqui? Eh, é o ETF de ouro tá negociando com prêmio em relação ao acho que é o preço de o preço do ouro normal mesmo. Enfim, tem um gráfico aqui, é, que é o Gold Price e o e o ETF. Eh, enfim, falando um pouco do da possibilidade de um double bubble, tanto em equanto em ouro, algo Que
>> não aconteceu até hoje. Enfim, ele mandou para mim o relatório, eu tinha separado aqui para ler, não tinha tido tempo ainda. >> Te mandei aí a coluna aí do >> Mandou. Então eu vou trocar essa gentileza. Vou te encaminhar esse aqui. >> Quatro SS que formam uma bolha, >> esse Bubble double aqui. Eh, e aí, pessoal do M3 Club que tiver assistindo, vou vou encaminhar isso tudo aí para Vocês. Quem não for do M3 Club tiver assistindo aqui, quiser virar membro do M3, pô, é só entrar em contato com a gente. Eh, não sei
se vai ter um link aqui na descrição, mas, pô, manda um e-mail lá para
[email protected]. Fala que quer participar do M3 Club. a maior comunidade de investidores desse Brasilzão. E a gente troca muita ideia lá, de todos os acessos que os os nossos assinantes tem das nossas nossas reuniões exclusivas, presenciais e Online, tem também um grupo no WhatsApp onde a gente troca muita informação legal como essas que eu vou mandar aí depois da live. Eh, bom, e quer fechar o assunto lá fora, quer vir aqui pro Brasil? O o que que >> acho que lá
fora a gente, enfim, esses são os pontos e acho que só tem que ficar atento, acho que talvez não para 26, mas pra frente com a Europa, né? Acho que a Europa ela tá passando por uma mudança transformacional Que a gente aqui acompanha muito pouco, eh, que realmente pode ser um tema muito, muito relevante pra frente, né? Ela tá fechando um pedaço das fronteiras dela ali e mandando os imigrantes embora. Isso tá efetivamente acontecendo. Ela tá com uma postura de aumento de gastos e de defesa. Ela tem um desafio grande de fazer essa implementação. Eh,
então eu acho que em geral ali a Europa ela vai andar e avançar nos Próximos anos para ainda mais integração, tá? Eu acho que um ponto que talvez os Estados Unidos e o Elon Musk entendem da Europa é de que a decisão da União Europeia, ela não foi uma decisão econômica, né, de você só aumentar o comércio entre os países e ficarem mais ricos. Eles olharam, né, um pro outro e falaram: "Cara, já tivemos duas guerras mundiais no nosso território entre a gente, como que a gente evita isso, né?" Então ele é muito Mais um
tratado de paz. >> Uhum. >> Do que efetivamente um tratado econômico. Então você >> eh apostar que ah, mas economicamente ainda é capenga, precisa melhorar, ok, é um negócio, né, que tá sendo construído, mas imaginar que esse troço vai desmontar por motivos econômicos, eu acho muito improvável. Acho que ao contrário, >> vai gerar ainda mais eh vão se juntar Ainda mais, né? E aí eu acho que nesse sentido tem os sinais até razo positivos, né, de você eh a postura mais radical da da Melônia na Itália foi cometida, eh uma parte das bandeiras dela foi
aceita de redução da imigração. Eh, a França e a Alemanha, que eram contrários ali a uma união eh fiscal, tão aceitando mais essa discussão daqui paraa frente. Então, acho que tem toda uma uma agenda que talvez não esteja andando eh na mídia, que a gente não Esteja vendo, mas que eu acho que por baixo ali do dos panos, né, tá negociando, tão negociando e tá andando. Então, acho que eh hoje é muito eh muito fácil falar mal da Europa, né? Mas eu acho que ela não está parada. Esse que só é meu ponto. Mas enfim,
não não acho que seja necessariamente a hora de sair comprando tudo na Europa, mas eu acho que é um momento em que ela em algum momento vai fazer um uma mudança aí. Eh, sobre a Europa. Vou até pegar o número Do episódio. A gente fez um papo com o historiador sobre Europa, que ele ficou entre os episódios mais vistos do ano. Para ser mais específico, é o episódio número 202. E ele foi, pelas nossas contas, o primeiro, segundo, terceiro, quinto episódio mais visto desse ano. >> É só o episódio mais de 330.000 1 visualizações, a
história por trás do início do fim da Europa. Eh, o, e assim, O legal desse episódio é como ele consegue concatenar eh desde a Primeira Guerra Mundial até o momento atual, que você vê como tudo tá mega interligado, né? Porque a Segunda Guerra Mundial >> foi uma consequência da primeira e tudo que a Europa foi vivendo depois, né? os horrores da guerra, a necessidade de do dos Estados Unidos para se eh se se reconstruir, a defesa que os Estados Unidos fez, tudo. Você vê como toda a história ela tá conectada assim. Então Assim, episódio fundamental
para você ter uma noção maior sobre o momento atual da Europa, conhecer o passado dela. Acho que todo mundo estudou na escola, mas nem todo mundo lembra do que viu na escola. Eu tive uns vários flashbacks enquanto gravava esse episódio assim falando coisa que caramba, estudei isso na escola. É, é muito legal. >> Um negócio que me abriu muito os olhos foi quando eu tive que enfim CS é de Família alemã, né? E aí eu tenho família lá ainda, eu fui visitar um tio >> e aí tava conversando com os filhos dele que estavam terminando
a faculdade lá e eu falei: "Cara, mas pô, Alemanha é a maior economia do da Europa, cara. Vocês são os mais ricos, são os mais poderosos. Por que que vocês não assumem esse troço e e, pô, definem, pô, um voto para cada país de você tem o mesmo voto que a Bélgica ou que um outro país pequenininho que é uma economia menor e Tal, por que que você não vai, cara, o meu projeto é esse e vai ser assim. E aí ele se virou para mim e falou assim: "Cara, eh, porque a gente não sabe
quem vai estar no poder na Alemanha no futuro? Imagina se volta um cara que é um déspota, um louco alucinado que quer ser um ditador. Se ele conquistar a Alemanha, ele vai pôr a vontade dele no resto da Europa inteira. Olha o que que deu no passado. Isso deu guerra. a gente não pode aceitar isso. E aí eu falei: "Puta, um jovem de 20 e poucos anos falando isso é porque obviamente ele ouviu, né, isso na vida dele e tem essa noção de política de que por mais que eu seja o mais forte na sala,
eu tenho que abrir mão da minha força para o bem comum, né? E é uma é uma visão de mundo que se você lê aquele livro também do How Democracies die, como as democracias morre, eles falam ali muito das regras não escritas que Garantem a democracia e é uma delas é o fato de que você ter o poder de fazer e não fazer eh traz um benefício pra sociedade, né, de bastante grande, né, em termos de obedecer as regras e permitir uma evolução da sociedade mais harmônica e mais forte, né? Então acho que a Alemanha
tem um pouco disso. Ela sabe que ela tá se sacrificando em algum momento, mas por um projeto que ela vê que é muito maior. Obviamente tem todas As discussões ali, ela não tá sofrendo porque ela tá exportando pro resto da Europa como um todo também. Então não ela não é a pobre coitadinha. Mas eh nesse nessa nessa visão eh eles sabem que eles têm muito mais poderiam ser muito mais exercer muito mais a força econômica deles e eles estão se restringindo em alguma medida, justamente por essa interpretação de paz. Mas cara, eu acho que a
Europa, a própria Alemanha, eh, o exército Voltando a ser obrigatório, na Alemanha, não tinha eh a o governo permitindo que você possa voltar a ter bases da do exército alemão fora da fronteira da Alemanha. Isso não era permitido pelos acordos pós Segunda Guerra. Uhum. >> O único desses acordos que ainda tá mantido é o fato de que a Alemanha só utiliza armas nucleares produzidas pela França. Ela não vai ter armas nucleares próprias, até porque também fechou todas as usinas nucleares dela. Mas enfim, mas Todas as outras regras de contenção militares da Alemanha do pós-guerra, elas
estão sendo alteradas. Isso é bastante relevante também pra geopolítica interna da região. Então assim, e parece que a Europa tá morta. Mas tá se mexendo infinito ali dentro. Tem muita coisa mudando ali em termos econômicos, militares, de estrutura. Acho que enfim, a gente vai aos poucos descobrir para onde que esses caras estão indo, né, >> Stefan, falamos muito aí do cenário internacional, queria vir pro Brasil agora, >> porque o Brasil a gente pode dividir em dois temas grandes, né, >> que é eleição e o resto que [risadas] a gente eh não sei o quanto você
vai querer falar de eleição, porque acho que é capaz, como a gente tá ao vivo, o conteúdo não vai ficar tão perecível assim, né, porque quem tiver ouvindo agora, mas até as coisas continuam Acontecendo, né, só nesses últimos O Flávio Bolsonaro já lançou a sua candidatura, já teve um impacto ali no que o Tarcísio eh se eventualmente vai querer ser candidato ou não. A gente tá vendo agora um movimento interessante que é o Hadad e provavelmente vai deixar a cadeira de do Ministério da Fazenda, >> deve ser um articulador do do Lula. Eu imagino aí,
não sei se ficou tão claro isso, mas acho que ele deve vir como vice do Lula até pensando num num Eventual quarto mandato do Lula e ele não seguindo esse mandato até o final, você já tem um um petista de fato, né? um petista convertido como é o Alkmin, >> que pode ir disputar o governo de São Paulo e desse jeito até segurar o Tarcío ali, porque sabe que o o Alkm, apesar dessa essa coisa meio camaleônica dele, ele governou São Paulo por muito tempo e pode ter um um peso ali na eleição, né? Enfim,
o xadrez político tá andando aqui, >> mas a gente tem muita muita água para passar debaixo dessa ponte. Vamos falar do Brasil fora da eleição, depois talvez a gente pode entrar um pouquinho lá, >> tá bom? Claro. Vamos, vamos lá. Acho que a lição assim vai ser super importante, né? Eu acho que a gente tem um framework de como que a gente analisa ela e a gente pode entrar depois ali nessa nessa questão. Sem dúvida. Eu acho que só >> o o o primeiro link que eu gostaria de fazer é essa questão do juro real
e de Equilíbrio internacional, né? Que se ele subiu, ele provavelmente subiu pro mundo inteiro, porque o risk free rate é americano, então aqui no Brasil subiu. >> Uhum. E aí quando eu olho o que que aconteceu com a inflação eh nos últimos 12, 18 meses, né, que ela, apesar do Banco Central ter subido juros no ano passado, antes de levar para 15, a inflação continuava subindo, a economia continuava crescendo, sugeria que o juro real no Brasil também Tinha subido, né? e ele, enfim, estaria mais alto. E aí, se você olha o Focus, hoje tem ali
um juro lá em 2028 próximo de 6%. Os modelos do Banco Central falam número mais próximo de cinco, mas enfim, se você fala, né, de um juro ali de 6% mais uma inflação e de três, seria uma Selicóxima deve, né, que seria o neutro no Brasil. Se você pega eh de outra maneira que o juro nos Estados Unidos de equilíbrio nominal agora é 4, né, que é o R$ 2 mais 2 de inflação e pega que nos Últimos 20 anos o spread da SELIC em relação ao Fed Funds americano foi sempre de seis pontos percentuais,
4 com se dá 10. Então, a gente tá falando que o juro no Brasil hoje eh de equilíbrio seria alguma coisa entre 9 e 10, né? Eh, eu ainda tenho a visão de que pode ser mais próximo de 10 do que de nove, mas enfim, porque além da questão do juro eh americano mais alto, você ainda tem a dívida pública que continua subindo. Então, ela caiu ali no governo Bolsonaro, mas no governo eh Lula voltou a subir. Não tem um horizonte hoje de que nos próximos 4 anos ela pare de subir. Ela vai continuar subindo,
independente da velocidade, mas é para cima. Eh, o mercado de crédito doméstico a gente ainda tem 50% dele dominado por bancos públicos, né? Então, o juro no Brasil necessariamente tem que ser mais alto do que deveria se você não tivesse essa quantidade toda de subsídio. A Quantidade de programas sociais que você tem no Brasil hoje, eles sugerem que talvez você tenha uma inércia maior do consumo, especialmente o consumo básico, porque você tem quase que uma renda, entre aspas, garantida. Então, para você reduzir esse consumo, você tem que apertar a economia de uma maneira, porque o
cara sabe que ele vai ganhar de algum programa social alguma renda. Então, você reduzir esse consumo, fica mais difícil quando você precisa Desacelerar a inflação. Então, acho que em geral e eu trabalho muito mais ali próximo do 10 do que do nove, do que seria o juro de equilíbrio no Brasil hoje nominal, né? Ah, mas a gente tá em 15, né? É, mas a curva tá em 12, né? Então a gente já tá próximo do que seria esse juro aí de de equilíbrio, né? Dois pontos acima, talvez pela curva de juros e tudo mais. E
e as expectativas de inflação continuam desancoradas, né? No focus Elas não estão no três, então você necessariamente tem que ficar acima do neutro para fazer com que essa inflação, pelo menos as expectativas voltem a a se ancorar. Ah, mas o a inflação esse ano tá caindo, né? Tem uma desinflação acontecendo. Então, pô, 15 não é um juro, é um juro excessivo. 15 parece ser um juro excessivo, mas ao mesmo tempo a inflação de serviços que a gente tem visto desacelerando, ela tem dois componentes Que não estão necessariamente ligados com a taxa de juros, com a
política monetária. Primeiro, alimentação. A gente no início do ano tinha uma expectativa de que a inflação de alimentos esse ano seria próxima de 7%. Ela vai fechar em dois. Eh, alimentação fora do domicílio é considerado serviços entra na inflação de serviços. Ora, os restaurantes então estão vendo essa pressão de alimentos todo acontecendo, então tem uma margem Para não subir tanto o preço de um serviço, >> tá? >> E a gente fez um call recentemente com uma empresa gigante do setor de food service no Brasil que falou exatamente isso pra gente, tá? eles não estão conseguindo
repassar o preço e nem mesmo os fornecedores deles estão conseguindo repassar o preço para eles porque estão vendo o efeito. E uma cadeia de fast food gigantesca tá fazendo mudanças na Estrutura dela de vendas porque também tá sentindo que seja até os tickets mais baixos, tá? E aí depois um caso absurdo é de que o bet, a bet no Brasil hoje é maior do que o mercado de food service no Brasil. Isso é uma discussão que a gente pode ter depois. que tá provavelmente tá gerando uma mega distorção de consumo e um tema que deve
ser discutido no Brasil de maneira mais séria, tá? Hoje no Brasil tem mais dinheiro em bets do que Em >> na indústria de food service. >> E o food service seria >> comer fora. >> Comer fora >> de maneira mais geral assim. Então se o cara ganha R$ 200 a mais, em vez dele sair para comer no Mac com a família ou levar em algum lugar, ele gasta na bet. Ganhou R$ 100 a mais, ele gasta no bet. E o problema todo lá dos benefícios sociais, tá, que o cara consegue apostar Na bet com o
cartão do Bolsa Família, isso não tá 100% resolvido ainda, tá? Então assim, tem muita coisa ali que precisa ser discutida. >> Foi um assunto que meio que esfriou, né? De repente ele virou um super problema >> e parou-se de falar completamente. >> É aquela história de que se se você não fala do problema, não quer dizer que ele deixou de existir, >> né? Porque aquela piada do você só pega COVID, você testar, né? Enfim. Então Assim, tá lá, ele ele tá latente, tá? E as empresas, algumas empresas estão sentindo as consequências dessa, dessa dinâmica na
economia que tá acontecendo. >> Uhum. Mas o meu ponto é, então a alimentação veio para baixo, isso ajudou a puxar um pouco a a parte de serviços e a os serviços de seguro de automóveis, né, que foi surpreendentemente mais baixo esse ano. Eh, não tem muito explicação eh de por que aconteceu isso, né? você teve A redução de IPI dos automóveis no meio do ano, explica uma parte, você teve uma redução nas eh nos sinistros, né, em termos de roubo, apesar da gente falar que a violência no Brasil eh tá aumentando, eh isso não é
consenso. Ela tá ela tem diminuído inclusive nos últimos anos a violência, talvez ela esteja concentrada nas grandes cidades, mas ela vem diminuindo. >> Uhum. Saiu um super estudo lá fora, não fala de Brasil, mas saiu lá fora, Falando que esses serviços de delivery em vários países do mundo tem reduzido a violência, porque abre uma oportunidade de emprego pro pros jovens. Então é um tema que é uma agenda de estudo aqui para Brasil que eu acho que seria sensacional se alguém se debruçasse, se alguém já faz isso, seria legal ter acesso a alguma publicação disso. >>
Você compartilha esse estudo depois comigo? tem, >> eu vou catar ele, eu te eu te mando, eu Te mando. >> Então ele não fala de Brasil de novo, né? Feito a ressalva, mas eh interessante esse ponto me me >> me chamou atenção. Eu acho que é um é um é um ponto importante, mas enfim, eh eu sou economista, mas gosto de ficar lendo um pouco sobre tudo, né? Já deu para perceber, tá tudo bem conectado, né? >> É. E aí, então eu acho assim que essa inflação de serviços melhora esse ano, Bota online, ela não
é 100% política monetária, né? E a economia ela começou a desacelerar agora mais no segundo semestre do que no primeiro semestre como um todo. Acho que o canal de crédito tá fazendo um trabalho importante, né, de redução ali do do consumo. tem um spillover do setor imob do setor agro que de novo aí tá com um ano ruim e a gente tá vendo aí uma uma alta né deimplência que continua, né? E foi um setor que acaba alavancando o Consumo também em algumas regiões do Brasil e inclusive a parte imobiliária. Então, em geral, eu acho
que tem o efeito da política monetária, sim, acho que ela tá fazendo efeito, mas alguns pontos da desinflação, da melhora da inflação hoje não são 100% disso. Então, eu não acho que eles invalidam necessariamente o argumento de que o juro real no Brasil de equilíbrio subiu. >> Uhum. E você tem muito aperto monetário, mas a dúvida de quanto você tem, que é Uma dúvida que o próprio Banco Central menciona sempre, né? Quanto que você tem de aperto monetário na economia, né? Então ele ele vem falando isso hoje, ele talvez tá mais eh confiante de que
tem um aperto significativo e vai cortar em algum momento. Eh, a gente até tinha o CO de que ele ia cortar em janeiro, mudamos isso hoje, eh, para março. Acho que a comunicação tem sido bastante dura, eh, especialmente no último comunicado, não parece ter uma convicção De que já as condições estão prontas pro corte em janeiro, tá? Deixa eu te fazer uma pergunta sobre isso, até pelo seu sua maneira bem fora do consenso de pensar e se expressar. Como é que você tá avaliando a comunicação atual do Banco Central? Por que que eu pergunto isso?
Existe uma grande dúvida sobre o quão independente ia ser um banco central eh independente, mas presidido pelo menino de ouro nas palavras do Lula, quando ele se refere ao Gabriel Galípolo. E >> sim, >> ele tem sido muito duro. >> Sim. Você considera que ele tem sido duro porque precisa ser duro nesse momento, economicamente falando, ou porque ele precisa passar essa mensagem pro mercado de, ó, podem confiar em mim. Eh, como é que você vê essa comunicação? Eh, e o trabalho do Galípulo ali à frente, eu sei que ele não decide o juro sozinho, Mas
enfim, mas ele é o o capitão do >> cara, eu considero sim muito bom o trabalho até agora. Eu acho que eh tem os dois pontos. Acho que ele precisa fazer o que ele tá fazendo. A gente viu a inflação alta, expectativas desancoradas, a economia não desacelerava, taxa de desemprego nas mínimas. Então ele falou assim: "Cara, eu não sei se eu tô apertando o suficiente, vamos até onde precisa para eu ter Certeza de que tá apertado e aí se tiver muito apertado demais é mais fácil cortar do que subir ainda mais, né?" >> Então vamos
errar mais para um lado do que pro outro. Eu acho que essa estratégia foi correta, mas também ajudou ele a construir credibilidade com o mercado, que tinha dúvidas ali se realmente e a equipe dele, ele iam ser tão e duros ou conservadores quanto necessário e e tão sendo e tem dado certo. Então, acho que eh serve pros Dois pros dois lados. Mas eu acho que um ponto eh positivo dele é o fato de que a comunicação ela tem sido bem menos high frequency, né? Ou seja, tem bem menos comunicação intermitting entre os períodos. Então isso
deixa o mercado também mais livre para olhar os dados, interpretar da maneira dele, o que pode gerar, né? Ah, errei aqui. Achei que o PC tava caindo, mas o Banco Central falou que não tá Caindo. Enfim, mas é como o mercado deveria funcionar. Você não precisa sempre de um guidance de alguém te dizendo o o que tá achando. Ainda mais num ambiente, como a gente falou, marcado por muita incerteza, onde nem ele sabe muito bem o que tá acontecendo, deixa o mercado a encontrar um pouco do seu do seu preço, né? E eles vão guiando
com uma comunicação constante e clara, né, e de pouca frequência. Eu acho que isso tem sido positivo, né? O próprio >> eh Banco Central publicou recentemente um paper falando da comunicação do Banco Central Americano, que gera muito ruído, muita comunicação frequente gera muito ruído. >> É porque lá também tem vários, tem >> tem os regionais, né? >> Isso, tem os regionais, tem uma outra abordagem, mas enfim, eh isso tem um custo, né? o o a explicitação do dissenso acaba trazendo um um custo. Então, eu acho que eh tem sido uma Abordagem bastante interessante de sair
um pouco de de cena. O ministro Palossi falava na época que ele tava no governo lá atrás, eh, de que o para o sinônimo para ele de sucesso da política monetária era quando ninguém falava de política monetária, todo mundo esquecia que o Banco Central existia, >> que aí você ia discutir o fiscal ou alguma outra coisa e a política monetária ficava ali. Eu acho que isso pro Gal, foi uma estratégia que ele, não Sei se ele usou de maneira consciente, mas que achei muito boa nesse sentido de, cara, deixa os números saírem, quando a gente
tiver uma opinião, a gente emite, vamos emitir nos comunicados oficiais, vamos seguir por ali e refletindo ela de maneira constante. Então acho que é duas coisas que eu peguei do Galipo aí nesse ano, que acho que a primeira foi um sinal legal que ele passou pro mercado já no começo, >> que foi uma série de entrevistas que ele fez no canal do Banco Central com todos os presidentes do Banco Central, desde o primeiro até o último e demonstrando ali uma um compromisso com, pô, eu eu sei a cadeira que eu tô sentando. Uhum. Eu sei
o, sem falar isso, mas eu sei a desconfiança que o mercado tem sobre mim, mas eu vou seguir o que essa cadeira me eh exige de um de um presidente do Banco Central. E eu fui numa sequência de dois eventos Dele no intervalo de seis dias recentemente e é muito chato porque assim, ele não traz nenhuma novidade. E aí eu até penso, [ __ ] aí o pessoal, caramba, mas falou, falou e não falou nada. Eu falei: "Que bom, né? Porque o problema seria de ter falado alguma coisa na reunião do COPOM, aí vem aqui,
fala um negócio, aí vai no Bradesco, fala outro, vai no Então ele tem. E ele até começa falando, ó, gente, quem tá esperando aqui algum Highlight sobre alguma coisa, não vai ter nada porque tudo que eu falei já tá lá no no comunicado da reunião que vai tá na ata. Eu acho, eu acho isso bom, especialmente nesse ambiente onde você tem incertezas ainda muito grandes e, enfim, sobre da inflação, sobre a desaceleração do do da economia que tá acontecendo. A gente viu um terceiro trimestre onde os dados mostraram uma economia fraca, o desemprego eh não
subiu a taxa de Desemprego, mas a ocupação tá caindo. Aí vem os dados de outubro, pô, gabarito. Indústria mais forte, varejo mais forte, PMS mais forte. Aí tudo bem, o IBCBR veio mais fraco, mas os os outros componentes ali tudo mais forte. Você fala ia para outubro, você fala, pô, quer dizer que a economia então no quarto trio vai reacelerar, o que que tá acontecendo, né? Então são dúvidas, ah, um mês só, não dá para extrapolar, não dá, mas foi gabarito, Foram os três principais dados, todos em alta no mês. Então, cara, vai com calma.
Eu acho que acho que a estratégia tá tá tá super correta, a comunicação é bastante mais tranquila nesse sentido. Eh, enfim, tenho gostado bastante do trabalho que que eles têm feito. É, e acho que vai ter o o corte de juros em algum momento também, mas eu acho que não vai ser pro neutro, porque você ainda tem alguns ajustes a serem feitos aí, especialmente na questão da Expectativa de inflação e dessa convergência aí para essa meta de 3% que precisa acontecer. >> Uhum. >> Né? Acho que essa daí ainda é uma história que essa não
tá contada, porque como a gente não tinha uma meta de três, a gente não conseguiu ainda oscilar ao redor dela, né? Então é importante, >> enquanto você tá falando, Stefan, tô pensando que a gente ia viveu uma seri tudo bem, foi um devaneio, foi muito Rápido, mas um tempo atrás, não muito distante, a gente já tava trabalhando com o cenário de queda de juros e seri voltar a um dígito. E eu lembro das projeções que muita gente fazia, né, pô, como o mercado costuma se comportar em ciclos de queda de juros quando cai tantos pontos.
Então é, é parafraseando o poeta Neymar, né? Saudades é aquilo que a gente não viveu, né? Porque a gente nem viveu essa serique de um dígito e talvez nem vai viver novamente. >> Eu eu acho que aí vai depender do tema de 2026, que aí é a questão da eleição. Eu acho que >> você acha que isso pode ser um determinante para >> para achatar o o a curva futura do Brasil? >> É porque eu acho que é o ponto de que eh você tem duas maneiras de desacelerar a demanda. juro lá na lua ou
o fiscal super contracionista, né? Então, a combinação Dos dois é que vai dizer para onde que vai a demanda, não é nem um nem outro, é combinação dos dois. Então, se você imaginar que eh pós eleição você vai ter algum tipo de ajuste no fiscal que ele vai tirar a pressão da demanda e o juros ainda vai tá no nível contraista, 12, 12,5, enfim, o que quer que seja, você vai sim ter uma demanda que vai tá desacelerando dali pra frente e aí o juro talvez pode fazer o serviço de então vindo para um Patamar
mais baixo. Acho que aí sim a gente pode >> ter essa dinâmica, mas eu acho que intrinsecamente o juro de um dígito de Brasil, seja nove, abaixo de 10, alguma coisa, vai depender do fiscal. E hoje a gente não tem uma visão do que que vai acontecer no fiscal pós 26, seja uma reeleição do presidente Lula, seja numa mudança de governo, até porque a gente não sabe quem vai assumir, mas enfim, mas a gente tem >> visões, né? Digamos também não acho que se o presidente Lula for reeleito em 27, ele vai abrir as torneiras
e sair gastando de novo, porque o mercado aí sim vai ter uma realização ruim, forte. Mas eu acho também que pelo outro lado, eh, o governo que entrar tem ali um desafio de fazer um ajuste importante, né? Fazer um a gente teve um bom exemplo da Argentina, do Milei, que fez um ajuste brutal no início, mas que foi muito também beneficiado pela inflação Alta, né? Nós já falamos isso aqui também, um pedaço do ajuste dele ali, mais da metade do ajuste dele foi feito via inflação, não foi feito via corte de gasto efetivo. E a
gente vai ter um outro belo exemplo agora no Chile, em que o Chile tem uma, o Chile ele tinha ali na em 2008, se eu não me engano, na crise nos Estados Unidos, uma dívida pública eh bruta de 15% do PIB. Cara, >> a líquida dele era negativa, porque ele tem um fundo soberano. >> Uhum. >> Hoje a dívida bruta dele de 15 tá chegando em 65. >> Caramba. >> Ah, pô, é baixinha. A nossa tá em 80. Tudo bem, mas o cara veio de 15 para 65 >> e só sobe. Então ele já perdeu
o triple A de uma das agências ou duas. Ele vai ter que fazer um ajuste, né? E o cast que foi eleito agora, ele tá prometendo um ajuste um pouco mais forte no início, não exatamente como do Milei, porque lá A inflação no Chile é bem mais baixa, mas um ajuste forte no início para melhorar depois. Então, eh, pode ser um exemplo bom também se der certo lá. Ô Stephan, explicando para um leigo o que que significa metade do ajuste da Argentina foi via inflação. >> Foi o seguinte de que ele pegou o gasto, né?
Como que como é que você constrói um orçamento, né, para um ano, né? Você fala assim, ó, aqui no no Market Makers, eu vou gastar R 1 Milhãoais esse ano e vou arrecadar 1 milhão, final do ano zero. Não vai ter lucro nem prejuízo, tá bom? E aí você começa o ano falando, tá, vou gastar R 1 milhão deais. Só que eh aquele gasto que você determinou ao longo do ano, você vai tendo uma inflação. Então, se digamos que a inflação foi de 10%, aquele 1 milhão que você falou que ia gastar ao longo de
2025, no final de 25 a ele te comprou 900.000 Uhum. >> Porque a inflação comeu um pedaço disso. >> Se a sua receita que você estimava que era de 1 milhão, cresceu pela inflação, ela foi de 1.1. Então você teve, na verdade, um lucro >> de 200 >> de 200. Então você simplesmente manteve os gastos constantes e deixou que a inflação comesse 10% do teu gasto ao longo daquele período. E como a receita você arrecada todo mês, em termos nominais, ela continua crescendo, né? Então foi exatamente o Que o Miley fez. ele, só que como
lá a inflação era de 4 5% ao mês ou mais até porque ele quando ele entrou ele depreciou muito a moeda e aí ele sabia que dali a 2 tr meses a inflação ia explodir. Então o que que ele falou? Ó, o meu orçamento eu não vou cortar gasto, eu vou deixar ele parado aqui em termos nominais vai ser isso aqui. Eu vou gastar isso aqui até o final do ano, exatamente igual o que eu gastei no ano passado. Aí ele pegou uma inflação de 2, 3 meses que por mês já foi mais de 5%.
Em 3 meses ele cortou 15% do gasto. A inflação hoje lá continua rodando a 2% ao mês ainda. >> Então se você mantém em termos nominais, em termos reais, o troço despencou. Então, eh, foi um ajuste em que ele não cortou o gasto de maneira na primeira parte, né, no primeiro momento, tipo, vou cortar de você aqui, vamos cortar a iluminação do podcast, vamos cortar, vamos mandar um funcion, não vai ficar Tudo igual. E aí eu vou deixar que a inflação coma essa diferença. Em algum momento você vai ter que mudar, porque se ou a
tua receita não cresce do mesmo jeito ou se você continua gastando muito, pô, ah, tem gente demais, tem luz demais, você vai ter que fazer algum ajuste adicional. Então, assim, que é o que ele vem tentando fazer agora, que são reformas >> estruturais que façam com que o gasto daqui paraa frente não volte a crescer Como crescia no passado, né? Então, acho que essa é aqui a segunda etapa. de mudanças estruturais que a gente tá enfrentando hoje. >> Legal, bem didático. Eh, bom, >> mas não vai mandar ninguém embora aqui não, hein? Pelo amor de
Deus. >> Não, não. A gente estamos [risadas] em crescimento ainda. Estamos em crescimento. A gente tá eh, mas trazendo então para Brasil o bom, não sei como perguntar isso sem Falar de eleição, né? Mas o, se tudo depende do fiscal e o fiscal depende do próximo governo, o que que você acha que vai ser a comunica? E quando a gente fala próximo governo, é porque como a gente já disse aqui algumas vezes, né? O Hadad tá deixando a >> a fazenda e duvido que o substituto dele vai chegar agora em para fazer o que não
foi feito até agora. >> Eleitoral. Eleitoral ninguém vai fazer ajuste, né? Todo mundo pensando na Eleição, os deputados querem se reeleger, >> os senadores fazendo suas campanhas e tudo mais. E a gente já fez uma cacetada de episódio aqui falando sobre o grande desafio fiscal que a gente tem para 2027. Não importa o governo que seja, né? Exato. >> Eh, se alguém quiser um resumo completo disso, sei lá, pega a última vez que o Marcos Lisboa e o Marcos Mendes vieram Aqui, eh, toma um um tarja preta junto ali para não ficar muito depressivo, mas
a gente tem esse desafio aí à frente. >> É, eu acho que, enfim, a gente eh Vamos por partes. Então, primeiro, eu acho que o desafio é grande. a gente precisa encontrar aí dois, três pontos percentuais do PIB de resultado primário, né? Porque a gente vai, o governo vai entregar próximo de zero no ano que vem, no na meta, né, digamos Assim, mas a o primário que estabiliza a dívida é entre dois e três, né, dependendo da conta aí de cada um, mais otimista com crescimento ou menos otimista. Então, a gente tem que achar aí
próximo de dois a três pontos percentuais do PIB de resultado, seja cortando gasto ou seja aumentando receita. aumentando a receita parece meio exaurido, a sociedade parece cansada >> de aumentar mais imposto ainda, >> então você precisaria cortar gastos, né? E aí você tem algumas opções na mesa, né? Eh, que acho que são eh, entre aspas fáceis, no sentido de que não é que você tem que fazer uma baita de uma reforma, fazer um negócio gigantesco, né? Acho que primeiro a gente não percebeu hoje ou se percebeu ninguém fala. A gente tem dois Bolsa Família no
Brasil hoje. A gente tem o Bolsa Família que custava antes da pandemia R0 bilhões de reais ano. Hoje ele custa R$ 150 bilhões de Reais ano pós pandemia. E a gente tem um programa chamado BPC, que custa mais R 130 bilhões de reais e ele continua crescendo e ele vai ser exatamente igual ao Bolso Família, 150 bilhões. Então a gente tá gastando R 300 bilhões de reais ano em transferências de renda. Esse dinheiro está sendo bem gasto, está gerando o retorno que ele deveria gerar em termos de benefícios. Quando o Bolsa Família era menor e
melhor construído, parecia que sim. Hoje já tem gente levantando dúvidas sobre essa questão. O BPC é um outro ponto. Então, acho que aqui tem um caminho a ser construído de eh controlar esse gasto aqui. São R bilhões de reais por ano. E outro ponto assim que eh para alguns setores vai representar aumento de imposto, que é a agenda do do ministro Hadad que andou, mas andou pouco, que é a questão dos benefícios Tributários, né, que que eles chamam de gastos tributários. Hoje no Brasil a gente gasta 7% do PIB em gastos tributários, 7% do PIB.
A média dos países da OCD, 2% do PIB. a gente gasta cinco pontos do PIB a mais do que esses países. E aí o ponto é, a gente precisa encontrar dois a três. Então a gente ainda pode ficar com 4% do PIB, o dobro da média dos outros e ainda resolver o nosso fiscal, né? E aí a dúvida é, pô, mas por que que a gente dá Tanto benefício? Ah, porque nossa economia é muito mais rica e muito melhor, não, né? Então, assim, são dinheiros, né, que estão sendo mal gastos. Uhum. >> que não estão
trazendo o retorno nem de crescimento, nem de melhora da produtividade, nem de nada. Então eles precisam ser revistos, tá? E aí eu vou entrar numa seara aqui que até lá na na EQ quando a gente fala lá internamente lá com a equipe, ela é bem gera um um Eleva alguns ânimos, né? que é o simples. O simples. Hoje você tem toda a questão da da zona franca de Manaus, porque tem que ser revisto, eh, não gera o retorno que deveria ser gerar. Eu acho que tem que ser revisto. E tem um outro cara gigante que
é o simples. O simples no Brasil ele veio com uma ideia de você dar benefícios para os pequenos empresários, tipo os meses da vida, de pagarem, né, pouquinho de juros porque de imposto porque eles não produzem Tanto assim, e tentar estimular o empreendedorismo na economia. Hoje esse troço cresceu tanto e o limite que você tem de receita que fica isento ou que paga menos imposto, ele é enorme. Já começa a pegar empresas de meio médio padrão que ainda se beneficiam do simples. E aí quando eu olho pro exemplo do que aconteceu com a Itália, eu
fico bastante preocupado, porque a Itália ela tem o, não sei se ainda tem Até hoje, mas ela tinha durante 30 anos um programa muito parecido com o Simples de estimular o empreendedorismo e pequenas empresas. O que que aconteceu? você acabou com os grandes conglomerados na Itália, porque como você paga menos imposto tendo uma empresa menor, pô, se o market makers cresce, fica acima do simples, você vai ter um aumento no teu imposto, você não vai querer fazer isso. Então, o que que você vai querer? Vai criar, vai Criar o market simplers e aí vai fazer
um outro negócio ali. Só que você vai ter que contratar mais cara para fazer o market simples, vai ter que ter pagar um outro aluguel. E aí o negócio perde produtividade, porque você poderia continuar crescendo, talvez com o mesmo espaço e com a mesma equipe. Uhum. >> Mas para ter um CNPJ diferente, para pagar menos impostos, você vai ter que ser menos produtivo. E aí você criou na Itália uma quantidade Absurda de pequenas e médias empresas que na verdade são do mesmo dono ou do mesmo conglomerado, mas que fogem do imposto. >> Uhum. Só que
esse cara, ele ficou tão pequeno que ele não consegue mais exportar porque ficou todo pingado de um lado pro outro, que se para ele exportar ele teria que ser muito maior, aí ele não ganha a escala necessária, aí ele perde na competição, na exportação pro alemão, Pro francês, para não sei quem. Então assim, eh, se você passa em algum momento a viver isso aqui no Brasil, eh, é ainda bastante complicado, porque você tira a possibilidade de você criar criar conglomerados e criar empresas competitivas que vão exportar, que vão ganhar com o, né, a possibilidade do
do ganho de escala, né? Então assim, e isso me preocupa bastante também, essa construção do simples, da da consequência que ela pode ter. E eu olho O exemplo da Itália, não é exatamente igual, mas cara me deixa preocupado, entendeu? Então eu acho que eh ah, mas é justo, é justo, tudo é justo, o Bolsa Família é justo, diversos programas são justos, mas eh é o tamanho, a qualidade e o retorno. Não, não faz sentido para mim. Então eu acho que tem sim como reduzir isso daí. E é uma agenda que eu acho que ah, vamos
cortar então de sete para três no primeiro mandato do novo presidente. Não, você vai quebrar de essas empresas ali também que hoje vivem disso. Então você tem 4 anos para fazer uma escadinha. Vamos fazendo esse troço cadente aí ao longo de 4 anos. Todo ano vai caindo x% do PIB até esse troço cair de sete para cinco. Aí eu já achei dois pontos do PIB. Aí acho mais um cortando o gasto aqui. Aí o juro vai cair porque você sinalizou um ajuste fiscal, o custo da dívida diminui, cresça um pouquinho mais e aí você vai
construindo o Caminho, entendeu? Acho que não é difícil, eu acho, fazer isso. Tem um montão de lobby, tem um montão de coisa, mas se você não faz no primeiro ano, aí eu acho que você não faz mais. >> É, tem que ter um para parafrasear o o governo pós Dilma, né? aquele grande acordo nacional, porque tem que ser algo que envolva a sociedade de maneira geral, eh, os políticos eleitos, quem elegeu, porque não tem jeito, vai mexer em algum benefício de algum setor, >> vai, >> e se você não der o exemplo ou mexer em
todos os benefícios ou começar de cima para baixo, enfim, todo mundo vai querer proteger o seu próprio benefício. Pô, mas o amiguinho aqui não tá não tá sendo impactado, tá até sendo ajudado. Por que que eu vou ceder? >> Por isso que uma ideia que acho que surgiu no Congresso, não sei se foi o o deputado Mauro Benevides, não sei se foi ele, tá? Posso estar Enganado, porque o o a proposta da fazenda era reduzir alguns setores benefícios fiscais, os gastos tributários. No Congresso, eh surgiu uma proposta de um corte linear. Todos, todos vão ser
reduzidos. Aí você pune menos um específico e todo mundo corta um pouquinho de cada um e você faz uma escadinha ao longo do tempo. Então tá bom, todo mundo vai ter agora x% a menos de benefício nos próx nesse ano, Depois no próximo e por aí vai. Enfim, eu prefiro, acho animal, não precisa ficar julgando não. Ah, o setor tal me dá mais retorno ou tem mais emprego do que o outro. Não, nenhum gerou o que deveria. Todo mundo vai ser cortado em 1%, 2% por ano nos próximos 4 anos. >> Uhum. >> E aí
você mata a discussão ali por 4 anos, né, >> pessoal? Stephan CS aqui ao vivo. Quem tá vendo aí a transmissão, eu tô muito Incomodado que esses 600.000 não virou e tem 400 pessoas aqui. Gente, quem não tá inscrito no canal, se inscreve aí. Vamos bater 600.000 inscritos. Presente. Nat >> ainda hoje. É presentinho, né? Vai chegar até o Natal, né? Queria ver ao vivo aqui esse número virando aqui. Ia ser legal esses três dígitos aí mudando. Eh, bom, a gente conectou, vamos conectar o o ponto. Na primeira parte você falou de Internacional e agora
a gente falou de Brasil. queria que você conectasse com o lance de terras raras e o mercado de crédito de carbono, que acho que foge um pouco do cenário eleitoral, do desafio fiscal, enfim, como que sem não precisa também ser uma super profundo nisso, mas como que o Brasil pode se aproveitar desses dois tópicos que você falou no começo ali da live? >> É, eu acho que o governo, enfim, tá apresentando, né? não sei se vai Conseguir aprovar esse ano ou no ano que vem um framework regulatório, né, pros para as terras raras no Brasil
de exploração e tudo mais. Eh, é um tema bastante sensível porque tem realmente custos, né, eh, em termos de meio ambiente, em termos de eh sociedade, né, as as famílias e cidades em volta vão ser afetadas. Então tem que ter uma uma regulamentação desse negócio, não pode ser selvageria, cada um faz o que quiser. >> Uhum. Eh, e eu acho que com a reforma tributária que foi aprovada, que vai ser finalizada agora essa semana ou na próxima, que eu continuo achando muito, muito boa, essa eu acho que é um um baita legado, um baita legado
que o que o presidente tá deixando, o ministro Hadad tá deixando um baita legado. Eu acho que o o presidente Bolsonaro deixou um super legado que foi independência do Banco Central, super, teve outras reformas e tudo mais, mas acho que esse Daqui para mim marcou muito e eu acho que o o ministro Aldad tá deixando o baita legado da reforma tributária. Eu acho que isso daí vai ser pro Brasil vai ser transformacional de 5 a 10 anos, não vai ser para pro ano que vem, tá? Mas acho muito muito importante eh de que ao explorar
hoje é mais barato você explorar o minério e vender o minério e vender o bruto do que vender o bem industrializado por causa da carga Tributária. >> Ah, por que que a Vale exporta minério e não exporta o aço ou não exporta não sei o quê? Porque é mais barato para ela. Ela como empresa vai olhar e vai falar: "Onde eu ganho mais lucro?" vendendo o bruto. Então, vende o bruto, não vende o refinado, suco de laranja, eh, enfim, alimentos, carne e por aí vai. Então, com a reforma tributária, isso já vai mudar, né? Você
vai reduzir essa esse imposto do bem industrializado e talvez Você consiga trazer uma parte dessa, desse beneficiamento da indústria pro produto agro ou pro produto bruto, né, aqui no Brasil. E aí eu acho que a mineração, né, o minério das terras raras pode se beneficiar disso, eh, da gente conseguir montar alguma coisa aqui no no próprio Brasil de refino desse negócio, ou com tecnologia chinesa ou com empresas americanas, enfim, a gente tem que descobrir. Eu acho que não deveria ter preconceito com nenhum dos Dois, deveria trazer os dois aqui e permitir isso. Mas eu acho
que essa é uma é uma indústria, é uma atividade eh gigantesca, pode trazer diversos eh benefícios pra gente. E eu acho que ela conversa muito bem com o que tá acontecendo com o setor de energia elétrica no Brasil hoje, onde você tem e a gente tá sofrendo as dores de uma produção muito maior do que a demanda, mas em momentos errados. >> Uhum. >> Né? Então você precisa estabilizar esse fornecimento ao longo do dia, né? E aí quem vai fazer isso? As baterias. E para que que você precisa de bateria? Você precisa de lítium, você
precisa dos outros componentes que você vai eh ter ali dentro da bateria. Por que que o Brasil não pode ser um grande produtor de baterias global se a gente tem esses produtos aqui? Então é mais uma oportunidade que a gente tem pingando, porque o apagão que aconteceu na Espanha, gigantesco lá que metade do país apagou e pegou um pedaço do sul da França, foi uma entrada de energia solar ou eólica, enfim, que derrubou o sistema. E aqui no Brasil isso pode acontecer também. Inclusive, deixo até a recomendação fundamental aqui. Legal que enquanto você vai fazendo
essa retrospectiva, eu também vou fazendo a retrospectiva dos episódios aqui. Episódio 256, CEO da Copel, Daniel Eslaviero, ele deu Uma explicação perfeita do alerta no sistema elétrico brasileiro de por que a gente fica por vários momentos, inclusive nesse ano, a gente ficou muito próximo de ter um apagão de âmbito nacional, justamente por causa dessa desse descasamento da oferta e da demanda, né, que eh a gente causou algumas distorõ E e isso acaba tendo impactos, inclusive ele até retrata no dia dos pais, a gente ficou por um detalhe de não ter um Apagão nacional, porque em
algum no principalmente no na parte da tarde teve um descasamento muito grande, então porque o apagão não vem só da falta de energia, mas também do excesso e que causa todo esse pane no sistema. >> Os jogos da Copa vão ser que horas no ano que vem? É, então o do Brasil já vi que vai ser tudo de noite, né? A gente já viu antes que [risadas] todo mundo ficou triste que a bolsa não vai fechar na nos três Primeiros jogos do Brasil. Vai ser um na sexta, um na terça e acho que um no
sábado, mas >> todos de noite. >> Um vai gerar um choque então aí. >> É, não vai. >> Entendi. Poderia ser um também. >> É bom. Eh, estamos chegando aí mais na parte final. Eu conforme for surgindo alguma coisa que eu vou trazer, mas queria fazer o pingpong já para ti. >> Eu ia pedir um livro, mas você já Recomendou, né? O The War Below aqui já bem legal. >> The War Below. >> Você recomendou também o Landman, a série ali da Parmount. >> Um livro que eu li aí também de um de um repórter,
esse esse enfim, se algum dia eu conseguir encontrar com ele, eu vou pedir um autógrafo, certeza, que é o liv o Andrew Sorking, né, que do to Big to Fail. E ele lançou 1929, que conta a crise de 29 nos Estados Unidos. E ele, só que ele conta da visão eh mais humana, né, nesse sentido assim, dos banqueiros, dos investidores. Eh, ele não fala da economia. >> Esse de capa vermelha, >> esse aí é é do Andrew Sarking, né? >> Andrew Sorking. Andrew Ross Sorking. >> Sorking. É, >> é. Eh, ele é bem interessante esse
livro, Porque eu como economista fiquei um pouco frustrado porque ele não trouxe a questão da economia, né? Mas aí a gente tem o o Friedman e Ana Scharz que contaram do lado dos economistas, né, o que que aconteceu em em 29. Então, não era nem esse o trabalho dele, mas ele eh ficou 8 anos trabalhando nesse livro, eh fazendo ali uma uma busca, né, de informações, conversando com as famílias dos, eh, empresários, dos banqueiros, né, que Tavam como CEOs dos bancos naquela época. e ele teve acesso a documentos que nunca tinham sido divulgados, né? Eh,
memórias e biografias aí de alguns deles ali bastante importantes. Então, acho que é interessante, assim, para mim foi uma foi uma visão, eu não tinha, tem umas fotos até no livro depois também e na crise da bolsa, quando a bolsa vai caindo, né, cara? Assim, ali na Wall Streets, né, na rua, em frente à bolsa. Ela Ficou repleta de gente. As pessoas, os, né, estavam como se você tivesse vendo um jogo de futebol ou desesperadas na porta da bolsa, fecharam a rua, ninguém mais passava. E a quantidade de gente ali >> é é impressionante, né?
E eu, enfim, tive em Nova York agora no meio do ano e eu levei meu filho lá e tal, fui tirar uma foto na frente da bolsa, não sei o que e tal. E aí me me lembrei do tamanho da rua ali e tal, e aí vi a foto da rua Lotada de gente, eu falei: "Cara, tava cheio de turista e e não tava tão cheio quanto no dia do crédito de 29 lá, quando fecharam a rua e as pessoas não, né? Então, eh, esse lado assim da implicação individual assim é é bem interessante também.
Não é um livro de economista praeconomista, é jornalista, mas bem interessante, um trabalho bem legal. >> Legal. E você contando, me lembrou um Livro, tá? Eu tenho uma pilha, eu tenho uma biblioteca grande em casa, acho que 10, 15% são os livros que eu li e 80%, 90 são os livros que eu não li. Tem muito livro que eu não li. E um dos livros que eu não li, que tá lá é o The Great Depression, a Diary. Não sei se você já viu do Benjamin Br, >> alguém recomendou em algum podcast. Basicamente é um
diário sobre a Grande Depressão. Então ele ele ele era um advogado Bem novo nessa época e e ele montou, né, depois de todo esse processo, ele meio que montou um diário sobre eh tudo que ele foi acompanhando. Então, uma maneira bem interessante de ver um relato da grande depressão que teve nos Estados Unidos. Enfim, eh, é um livro que acho que pelo perfil que você gosta de ler, parece que é uma coisa >> Não vou, com certeza parece interessante, >> manda o nome depois também, mas tá Separado aqui. >> Um ponto interessante é que o
eh ele tem lá no livro essa questão da da mudança, né? Eh, porque você permitiu naquela época que você pudesse tomar um empréstimo para comprar ação, né? E aí os >> se alavancar, basicamente >> se alavancar. É. >> E aí isso não era permitido antes. Os bancos descobriram que isso poderia ser feito. Faz faziam. O Fed era meio que Contra, mas tava mais ou menos permitindo. Depois acabou subindo juros e aí veio a crise porque ele subiu os juros. Então volta naquele ponto que eu fiz no início de que a bolha estoura quando a liquidez
seca. Então o Fed foi um que segurou ali a liquidez. e aí fez algumas regulamentações, eh, controlando a alavancagem que as pessoas podiam ter, o que os bancos poderiam dar, né, para essas para essas ações, para essas compras. E mas o engraçado é que os bancos eles vendiam como uma coisa transformacional paraas pessoas e pra sociedade e de que era um negócio que nunca ia dar errado, né? assim, não, não é que não tinha risco, era de que você vai trazendo mais gente, a população vai ficando mais rica, vai consumindo mais, vai querer investir mais
uma parte daquele dinheiro. Então assim, é como se você gerasse riqueza e ela fosse sempre continuasse a crescer Num modo contínuo, né? E aí é interessante que você foi, eu tava lendo o livro, essas coincidências assim que acontecem na vida, né? Teve um desses caras aí, não sei se foi o o do Open AI lá, o Sam Altman. >> Um deles falou que eu acho que não foi ele, mas enfim. Ah, não, porque a gente tá, o nosso trabalho é evoluir a sociedade. A gente tá fazendo um negócio que a sociedade vai melhorar. Eu falei:
"Puta, Mas os banqueiros de 29 falavam que eles também estavam melhorando a sociedade, fazendo com que as pessoas ficassem mais ricas e pudessem ter uma qualidade de vida melhor. >> E então assim, essas dinâmicas às vezes são se repetem, né? Aquela a mesma coisa do da crise de 2008 quando você, né, tava gerando riqueza via setor imobiliário, enfim. Então, >> é o própriabolha.com. É que assim, é que Eu eu >> as narrativas são interessantes. >> É, mas a ressaca da bolha tende a ser positiva, assim, todo mundo que perde dinheiro ali, mas assim, o a
grande evolução que a gente teve na internet foi porque muita empresa veio ali e desenvolveu a própria as ferrovias no nos Estados Unidos no século >> XIX, né? Então assim, a gente eh talvez seja um pouco dessa visão ali que não sei qual foi o contexto da frase, mas Enfim. Eh, são valuations que, por mais justificáveis que seja, são números astronômicos, né? Mas tende a trazer um benefício ali para >> É que eu é que eu acho o seguinte, que uma empresa privada, ela tá ali para ganhar dinheiro, né? a não ser que você seja
uma empresa pública ou um governo. O trabalho do governo não é ganhar dinheiro, é equalizar a economia e fazer ela crescer mais e diminuir a desigualdade. Esse é o Trabalho do governo. >> O trabalho da empresa privada é ganhar dinheiro. Ponto, né? Então assim, ah, mas eu vou fazer um bem, ok, você pode estar fazendo uma coisa boa. Um banco quando empresta um dinheiro para você montar um negócio, tá fazendo uma coisa legal. >> Uhum. >> Já tá desenvolvendo economia. Mas o botão online dele é o quê? Eu quero ganhar dinheiro, Né? A IQ quando
dá um um oferece um produto paraos seus clientes ou oferece um bom atendimento, tá fazendo uma coisa boa para um cliente que vai ter uma perspectiva de futuro melhor, vai poder se aposentar sem depender do INSS. Cara, é ótimo. A gente vê isso nos nossos clientes. Eu vejo porque eu encontro com eles e eles dão esse feedback, mas eu tô ali para ganhar dinheiro. >> A empresa no final das contas ela tem o O bot online é de lucro, né? Então acho que nesse sentido você tem que ser honesto também nesse sentido, né? Acho que
nesse nesse sentido, né? Isso aí é que aí talvez a gente pode trocar as Mumble Warers por umas cervejas, né? porque acho que vira um papo meio de bar, mas empresas são feitas de pessoas e pessoas não necessariamente vão seguir o que tá proposto a ser feito, pessoas tendem a mudar. E a gente pega, por exemplo, Esses casos de empresa de AI e tal, qual as empresas de bolha >> já ganharam muito dinheiro, né? Então, talvez eles não estejam lá mais só pelo dinheiro. Talvez quem tá abaixo esteja, mas quem tá baixo, >> eu lembrei
o contexto dele, eles estavam querendo que o governo, lembra que saiu um, acho que foi um algum tweet, alguma coisa falando que eles estavam pedindo um empréstimo pro governo, que queriam que o governo financiasse eles. >> Sim, >> né? E aí, ah, o governo tem que financiar a gente porque a gente faz o bem. >> Eh, bom, enfim. >> Bom, pessoal elogiando muito aqui. Excelente entrevista, valeu. Um super like, me inscrevi no canal, pô. Legal, todo mundo aí se inscrevendo. Eh, continuando o pingpong, que a gente nem começou, né, porque falou lá dos livros, mas
é, eu também sempre pergunto uma Música. Você tem uma música? A gente não ensaiou nada, né? A gente tá ao vivo, então espero que você tenha aí de cabeça aí. >> É, não, naquele nosso evento lá, eu eh eu falei da It's the end of the world, né? É verdade. >> Do RM >> The End of the world as we know it. Acho que faz bastante sentido. É, teve um colega que falou do Welcome to the Jungle, né, do Guns and Roses também. >> Quem é que tava com você? Ah, era o Rodrigo Glati, verdade,
da GTI. Eu eu tenho essa música tem vindo na minha cabeça agora que eu venho de bicicleta pro trabalho. >> Tenho driblado até hoje. Tem várias árvores aí no caminho. Na faria Lima. Passo, eu já vejo um de jungle ali, teve que desviar de várias árvores. >> E aí eu tava vendo a minha lista do Spotify lá da retrospectiva das músicas, né? Eh, Enfim, fiquei bem orgulhoso de mim mesmo, né? Mas [risadas] >> muita coisa boa. Peremy, Vana, Placebo. Então, >> qual foi a música que você mais ouviu? >> Só que a música mais ouvida
não foi nenhum rock and roll, foi o A change is gonna come. >> Que música é essa? A versão do, ela é lá de trás, acho que é da Areta Franklin, mas eu tava ouvindo a versão do Foodies e A música, enfim, curtinha. É por isso que por isso que eu acho que eu ficou a minha mais ouvida, porque ela era bem curtinha. A change gana cama. E aí eu acho que o mundo hoje é isso, né? a gente tá vivendo eh uma mudança, né, nas políticas, na percepção da economia, na percepção da EAI, qual
que é o papel do ser humano na sociedade, né, do que que a EAI vai gerar ou não vai gerar no futuro. Eh, então assim, eu acho que tem a própria Mudança da questão das da de como que a gente trata o meio ambiente, né? Hoje tá se buscando a exploração das terras raras que polua menos. >> Uhum. >> 25% da produção de alimentos no mundo hoje estão em regiões com escassez de água ou com problemas hídricos. Então você também vai ter que criar alguma coisa diferente desse lado. Então eu acho que a gente tá
vivendo um momento no mundo ebuliente assim. Então assim, Tem muita oportunidade, tem muita coisa acontecendo, então >> porque tem muita coisa que precisa ser feita, né? >> É, então assim, é a change is gana com, você sabe que alguma coisa vai acontecer, isso é é fato, né? E aí talvez de maneira não tão indireta, mas eh tem eleições no Brasil, né? >> Sim. A change come. >> Sabe que você falou da retrospectiva do Spotify, eu eu todo mundo sabe que eu Gosto muito de rock e tal, aí chega, eu nunca posso compartilhar essas retrospectivas porque
eu uso Spotify com a minha esposa. >> Aí chega no final, chega a retrospectiva, eu vejo o que que eu ouvi. Foi Nora Jones, John Mayer, The Macarons Projects, todo o sonzinho que a gente ouve junto em casa. Eu fico, putz, cara, preciso criar uma conta separada no Spotify só para poder mostrar o que eu ouço. >> Não que eu não tenha orgulho, né, mas não é não é aquele super som. Stephanie, um convidado que você gostaria de ver aqui no seu lugar conversando com a gente. >> Acho que desses aí que a gente mencionou
dos autores, dos livros, a gente podemos trabalhar junto para falar. Acho que bem interessante. Eh, >> Ernest, para quem tá vendo agora, só, né, não vai ver a gravação, Ernest Shader foi o cara que escreveu o livro The Warbow. E teve também o o Andrew Sorking. Será que ele já deu entrevistas? Então >> aqui no Brasil >> não, aqui no Brasil com certeza não, mas eu vou vou pesquisar alguns podcasts de >> eu tenho visto uns podcasts de eu sou eu gosto muito do Malc Glle e eu vejo umas entrevistas dele de vez em quando.
É que já é uma coisa um pouco diferente, né? Embora tem alguns livros que fizeram Sucesso no mercado, não é tão não é tão igual o Andrew Sarking ou o Ernest Schider, Shader, não sei falar o nome dele. Mais um convidado aí seriam esses aqui. Então, >> é, eu acho assim, a gente tava conversando até um pouco mais cedo, né? Eh, eu eu trabalhei com ele durante um tempo lá no Safra, que é o Juliano Cecílio, que trabalha lá na economista chefe da Adam, né? né? Eh, é um cara que olha Bastante ali a a
inflação no detalhe, o cenário, eh tem umas visões eh bastante legais aí pra gente de de discussão de cenário, né, que eu acho que vale vale a pena também. Acho que ajuda a abrir a cabeça. Nem sempre eu concordo com ele, ele sabe disso e ele comigo. >> Mas a gente sempre tem discussões muito boas de argumentos, então acho que pode ser uma legal >> uma opção legal também. Vou vou atrás porque geralmente com a Adam, o Márcio AP costuma falar, mas pegar alguém lá de dentro, economista chefe. Ele >> economista chefe. >> Boa. Vou
vou atrás do Juliano, então. >> Boa. >> Eh, e não sei, não lembro se eu te perguntei qual a maior gentileza que já te fizeram na vida. Já te perguntei isso nem a sua naquele evento. Não, não perguntei no evento, né? >> Não, gentileza, não. >> Essa é uma pergunta difícil aí. Não sei Se você tem ela de bate pronto, se quer uns 30 segundos para pensar. Essa daí é bem complicada mesmo, hein? Maior gentileza. Quando eu pergunto isso, o que que vem na sua memória, na sua lembrança? Algo que te emociona quando você lembra,
alguém que te fez algo? >> Ah, tem sim. Aí, puxando pro lado emocional mesmo, emotivo, assim, que eh na época que meu pai tava muito doente, antes de de Falecer, ele ficou 3 anos entrando e saindo de hospital, né? E e numa dessas vezes ele precisava muito de doação de sangue, né? E aí, enfim, eu fui doar o sangue e e sempre tinham me pedido antes para doar sangue. Eu tinha doado sangue acho que uma vez só na vida. E aí obviamente me senti muito culpado nessa época e eu mandei mensagem para algumas pessoas, estava
na época da faculdade, terminando a faculdade e Cara e apareceram duas pessoas eh que foram no dia seguinte doar sangue lá no no banco de sangue lá e em nome do meu pai, né, mencionando ele lá e >> e aí eu fui encontrar com elas eh a Luciana e a Patrícia são minhas amigas. amigas até hoje, mas para mim foi uma coisa assim muito que me marcou muito assim numa generosidade, talvez não para mim especificamente, mas que >> não entendeu o seu pedido. É, então acho Que para mim foi muito emocionante assim na época de
eh enfim, foi foi bem profundo assim, a gente era amigo, mas eu não imaginei que >> e elas fossem fazer esse esse gesto de maneira tão tão pronta, né? E aí depois quando >> meu filho agora fez 18 anos, né? E isso foi no ano passado. Eu perguntei para ele o que que ele que que ele queria de presente de Natal e ele falou que ele queria doar sangue. E aí eu fui com ele No no sangue e me lembrei disso na época e a gente, enfim, tá chegando agora Natal de novo, vamos fazer essa
fazer essa rotina agora de novo. Então acho que >> que legal. >> Foi um negócio legal assim que foi lá atrás, voltou e agora que você falou de emoção, acho que foi o que me que me pegou. >> Que da hora. Bom, então já deixa o recado final aqui. Além de curtir o Vídeo, se inscrever no canal, Dois Sangue vai ajudar muita gente. Eh, e também ajudar o pessoal aqui, ó. Vai lá no site da Mamba Water, compra a água deles que toda lata vendida, eles levam 1 L de água potável para quem precisa. Vamos
ajudar esse momento. Ajudar o ano inteiro é bom, mas nesse momento que o coração fica mais quentinho, a gente também lembra que é importante ajudar. Stepan, que papo da hora, cara. obrigado por ter vindo, obrigado por compartilhar >> seu conhecimento com a gente. Portas marketers estão sempre abertas para você. >> Muito obrigado, cara. Sempre um prazer. As perguntas são sempre, sempre ótimas aí. E boas festas, né? A gente não se vê mais aí, mas >> vai ter vão ter alguns podcasts importantes. Amanhã vem um vem um candidato à presidência aqui falar com a gente. Então
>> ainda temos trabalho aí. Mas bom. >> Você que gosta do marketer, joinha no vídeo, se inscreve no canal. Toda terça, quinta e domingo estamos aqui ao vivo, eh, ou gravado, mas sempre aqui às 18 horas, eu e sempre alguém mais inteligente do que eu do outro lado da bancada compartilhando conhecimento. Até a próxima aí. Tchau.