Boa tarde pessoal meu nome é Paulo Pompeu Eu sou professor da Universidade Federal de Lavras e eu vou est responsável pelo módulo de gestão de ambientes aquáticos nesse curso de vocês tá bom eh antes da gente iniciar o curso falar um pouquinho da minha formação como eu já disse eu sou professor aqui em Minas Gerais na Universidade Federal de lavres eu sou biólogo de Formação Então logo eu terminei a Biologia eu fiz O meu mestrado em ecologia conservação e manejo de vida Silvestre pela UFMG Eu também formei em biologia pela UFMG logo depois disso eu
trabalhei como consultor ambiental durante 7 anos trabalhei no licenciamento de hidroelétricas de mineração inclusive na Amazônia licenciamento de algumas plantas industriais também fiquei nessa vida de consultor por aproximadamente 7 anos e então eu resolvi entrar paraa academia gostava muito de pesquisa eh e resolvi Fazer o doutorado só que eu não queria fazer o doutorado na ecologia em Belo Horizonte eu tava impossibilitado de mudar de lá eh não queria repetir no mesmo curso e aí me veio a chance e a ideia de fazer o doutorado na engenharia mas não num engenharia civil fazer o doutorado em
hidráulica e recursos hídricos Na verdade eu queria entender um pouquinho mais sobre o funcionamento dos rios para compreender melhor sobre os ambientes aquáticos especialmente Sobre os peixes que é o grupo principal que eu atuo eh a minha linha de pesquisa É principalmente Ecologia de peixes mas por ter esse background da engenharia da hidráulica e da hidrologia eu trabalho nos peixes na Ótica da conservação do ambiente Aquático E tem alguns trabalhos em que eu trabalho a conservação dos ambientes aquáticos antes de pensar no peixe que que aconteceu com o ambiente Aquático que eventualmente vai levar alteração
na fauna de peixes então tem Aproximadamente um pouco mais de 16 anos que eu sou professor na Universidade Federal de Labras e é um prazer est aqui com vocês pra gente falar um pouquinho de conservação e gestão de ambientes aquáticos já agradeço ISS aqui de antemão a Clarissa por esse convite eh a gente vai ter duas gravações diferentes são vão ser duas gravações que eu imagino que vão durar aproximadamente uma hora cada uma e eu vou passar para vocês outras atividades Para hora restante eh e Eu dividi essas duas gravações em dois módulos distintos a
primeira que a gente vai começar agora é um módulo que eu vou falar basicamente das teorias relacionadas à conservação dos ambientes aquáticos mas eu não vou falar somente da teoria imediatamente à medida que eu for falando da teoria eu vou tentar sempre fazer um link para uma aplicação um pouco mais prática em que que eventualmente a gente pode aplicar aquela situação ou aquilo que a gente Vai estar abordando Tá mas de qualquer forma vai ser um módulo vendo teorias teoria sobre o ciclo da água teoria sobre conservação do solo eh teoria sobre entrada de energia
nos ambientes aquáticos Quais são as formas de entrada de energia o que sustenta a fauna aquática nos nossos Rios então é basicamente teoria bom depois que a gente falar disso eu vou então passar duas atividades para vocês vou passar um link esse link eu vou passar por e-mail Paraa clariss ela Vai disponibilizar para vocês vou passar um link onde a gente ainda vai ter um vídeo de cerca de 20 minutos onde eu falo de diversidade de peixes e a ideia desse vídeo é muito mais mostrar como é que é extremamente variada a fauna de peixe
sul-americana que tem a sua origem principalmente na Amazônia Então o que a gente tem nas outras bacias sul-americanas é basicamente um subconjunto da Amazônia a Amazônia foi quase que um um grande Celeiro de surgimento de novas espécies e Elas acabaram eh se dispersando pelo restante da América do Sul Então como atividade complementar a primeira aula de hoje tem esse vídeo sobre diversidade de peixes e eu vou passar uma pequena tarefa para vocês um exercício para vocês que eu vou falar sobre esse exercício ao final da aula tá então eu vou compartilhar agora a minha tela
pra gente começar Então essa primeira parte de apresentação Ah e a segunda que que Eu não sei exatamente quando como é que vai ser o esquema se vai ser disponibilizado ao mesmo tempo depois de alguns dias para vocês a segunda parte desse módulo Então a gente vai passar para uma parte um pouquinho mais prática nós vamos falar de algumas metodologias para estudos de ambientes aquáticos especialmente estudos de peixe porque que Quais são as vantagens de um inventário que que é importante num estudo com a fauna aquática Especialmente com a fauna de peixes e vou apresentar
também uma série de trabalhos que tentam entender como que a mudança do uso do solo acaba por afetar a fauna de peixes pensando no peixe como bi indicador então basicamente se a gente tiver que pensar em dois módulos distintos dessa parte de ambiente Aquático um primeiro módulo ele tá mais associado às teorias em que que a gente tem de teoria para entender o funcion dos ambientes aquáticos ou a Ecologia Dos ambientes aquáticos e o segundo módulo ele é um pouquinho mais prático a gente entender então como estudar esses ambientes como entender como por exemplo o
impacto ambiental acaba por afetar a fauna de peis por exemplo tá E sempre dentro do contexto Ecológico e quando eu falo no contexto Ecológico eu eu faço questão de colocar uma das definições de Ecologia que eu particularmente mais gosto não existe apenas uma essa é uma que eu gosto bastante e acho que é Importante a gente fazer essa definição de Ecologia porque Ecologia é uma palavra que foi apropriada pela imprensa então o tempo todo nos jornais a gente vê Ecologia às vezes coisas estranhas como a preservação da ecologia né que é uma coisa que não
faz muito sentido Teoricamente e na hora que a gente pensa na definição de Ecologia isso fica um pouco mais claro e aí essa definição de Ecologia que eu gosto é de um cientista que foi muito importante do ponto de Vista de estabelecimento de bases teóricas que chama creb James kbes e ele a definição dele de Ecologia é que a ciência que estuda os padrões de Distribuição e abundância dos organismos tá essa é uma definição a simplificação um pouquinho da definição dele por que que eu gosto dessa definição no final das contas o que ela diz
é o seguinte a quando a gente tá estudando Ecologia a gente quer entender Por que que um animal está presente aqui e não está Presente em outro local ou por que esse animal é mais abundante aqui do que em outro local tá e no meu caso eu tento entender isso pros ambientes aquáticos Por que que esse riacho tem uma determinada espécie outro Riacho não tem ou por que que uma espécie aqui é abundante em outro local ela não é E por que que eu gosto dessa definição primeiro que ela é simples a gente quer entender
padrões de Distribuição e abundância Por que que tá aqui não ali Porque que um local é abundante no outro não é então ela é uma uma definição relativamente simples mas eu gosto dela porque ajuda a gente a entender porque que o termo Ecologia acabou s associado a questões relacionadas à conservação porque se a gente tá tentando entender Por que que uma espécie precisa para estar em determinado local a gente tá entendendo também quais que são os fatores que acabam fazendo com que ela seja Eliminada então pra gente entender os impactos ambientais de qualquer intervenção antrópica
antes de mais nada a gente tem que entender Ecologia da espécie que é o que determina a abundância dela e todas as exigências ambientais que essa espécie tem tá então é basicamente esses dois módulos tanto a parte teórica quanto a parte prática que a gente vai ver no segundo momento a gente tá partindo dessas premissas ecológicas Tá bom então vou compartilhar Agora então a minha tela para que a gente comece essa nossa parte essa nossa primeira parte tá vou pedir apenas adiantar pedido de desculpa para vocês que eu tô meio resfriado Então vou est meio
tuindo nar escorrendo a II um pouquinho Inclusive a gravação desse vídeo para vocês tô mandando ele meio em cima da hora pra Clarissa por conta disso tá então nós vamos começar falando do ciclo hidrológico vou apenas conferir aqui se tá tudo certinho com a Gravação Aparentemente sim beleza então por que que é importante a gente entender o ciclo hidrológico é importante a gente entender porque basicamente a conservação dos ambientes aquáticos ele parte inicialmente da manutenção daquilo que provê o meio que os organismos aquáticos vivem que é a água então a gente tem que entender o
ciclo da água primeira coisa importante que a gente tem que entender é o seguinte de onde vem a água da chuva e Aí já vem uma questão extremamente interessante porque vocês estão na Amazônia e a Amazônia é a maior exceção no planeta do ponto de vista de ciclo hidrológico por quê Porque a água que vai formar as nuvens ela vem de evaporação ela vem de transpiração das plantas e e isso tudo vai gerar a formação de nuvens de chuva do processo de condensação e da precipitação só que em qualquer lugar do planeta menos na Amazônia
onde eu for ministrar essa aula Eu vou ter que falar que nesses locais todos tirando uma porção significativa da América do Sul mais de 90% da água vem da evaporação e vem da evaporação a partir dos oceanos que é uma massa de água gigantesca que cobre 2/33 da superfície da terra então se eu tô falando de chuva na Europa se eu tô falando de chuva na América do Norte na maior parte da África na maior parte da Ásia eu posso dizer tranquilamente que na hora que cai Uma chuva e eu encho um copo de água
de chuva quase que a totalidade da água daquele copo é água que acabou entre aspas né mas há pouco tempo atrás estava no oceano e qual que é a única exceção a única exceção é a Amazônia na Amazônia num Ar arredondamento um pouco mais simples 50% da chuva que cai na Amazônia ela vem do Oceano Atlântico então é água dos oceanos mas os outros 50% ele vem de transpiração da própria Floresta Desculpa aí gente falei com Vocês que eu tava meio resfriado mas tranquilo então o que que acontece as plantas da Amazônia elas dependem da
chuva mas a chuva também depende da floresta então de alguma maneira na Amazônia Diferentemente da de boa parte do planeta existe uma ligação muito intrínseca da conservação dos ambientes aquáticos com A Conservação da floresta não tem como separar já que boa parte da Chuva depende disso a transpiração da Amazônia é tão importante em termos de provimento de vapor que ela é capaz de exportar umidade para outras regiões da América do Sul no caso principalmente o sudeste brasileiro através dos Famosos Rios voadores né então a Amazônia é um ela tem uma produção de água tão grande
que ela funciona quase que um oceano exportando umidade pro restante da América do Sul influenciando os climas adjacentes existe uma questão muito Interessante que no paralelo 30 seja no hemisfério norte seja no hemisfério sul então no na na latitude 30º no mundo inteirinho A gente tem desertos Então se a gente pegar o paralelo 30 na América na no hemisfério norte ele passa pelo Deserto da Califórnia depois ele atravessa o deserto do Sara na África se vocês tiverem um mapa vocês podem acompanhar esse tipo de coisa depois ele vai atravessar o deserto da Mongólia no hemisfério
sul Esse paralelo vai atravessar a costa do esqueleto no sul da África que pega o deserto da Namíbia depois ele vai atravessar o deserto australiano quando ele chega na América do Sul ele pega um pouquinho umas áreas desérticas dos Andes pega um pouquinho a região de Mendonça ali na Argentina mas quando chega no Brasil a gente não tem esse deserto e o motivo da gente não ter esse deserto no paralelo 30 que tem toda uma questão de movimentação das massas de ar É a quantidade de umidade que a amazônia exporta pro restante do Brasil Tá
bom então uma das coisas mais importantes na Amazônia que a gente tem para falar do ciclo hidrológico é que a gente tem uma grande exceção da floresta for sendo água para chuva Diferentemente do que acontece no restante do planeta Então beleza já evaporou já condensou e já precipitou E aí vem o segundo detalhe que é fundamental pra gente entender uma série de questões relacionadas à Conservação da água depois que chove uma porção da água que choveu vira escamento superficial vou até voltar aqui para vocês verem Então ela abastece diret amite os rios né os rios
sobem levantam o seu nível então isso foi a água que por escamento superf ial chegou diretamente nos cursos da água mas uma proporção da água virou escoamento subterrâneo que que é isso ela foi absorvida pro fundo eh da superfície terrestre né abasteceu os lençóis Freáticos foi absorvido pela terra e é essa água que abasteceu os lençóis freáticos que vai alimentar o rio durante a seca Então é simplesmente porque parte do que choveu virou escoamento subterrâneo é que mesmo quando não está chovendo a gente tem tem água nos nossos Rios porque essa água então ela tá
vindo por esse escoamento por debaixo da terra e chegando aos Rios novamente e aí a gente tem uma questão super importante eu acredito que na Amazônia isso pode estar acontecendo também mas aqui no sudeste é muito nítido mas certamente na Amazônia isso também acontece quando você muda a cobertura do soro se você transformou uma parte significativa da bacia hidrográfica local que era Floresta né no caso da Amazônia se você transformou em asro se transformou em em agricultura que que acontece a relação entre a quantidade que chove e a quantidade que vira escoamento ou superficial ou
Subterrâneo ela muda então eu vou dar um exemplo hipotético aqui bem radical tá vamos imaginar uma área completamente coberta de Floresta uma área que a gente chama até uma área de referência pode ser uma reserva pode ser um parque nessas áreas principalmente nas primeiras chuvas ficou um tempo C E aí choveu uma porção muito pequena da chuva vira escoamento superficial uma parte muito grande dela entra para dentro da terra a própria Floresta ela ajuda a Captar essas gotas de chuva muitas vezes ela escorre pelo tronco da floresta já entra debaixo do foli né a gente
não tem grandes regos d'água correndo diretamente pro riacho então Vamos chutar um número aqui vamos imaginar que 80% da água virou escoamento subterrâneo que vai abastecer o Rio nos momentos seguintes onde não necessariamente está chovendo e 20% era escoamento superficial que chegou diretamente no Igarapé ou no rio de maior porte tá Então essa seria uma condição próxima da Natural já num ambiente Urbano onde a gente tem o máximo de impermeabilização onde toda a superfície da bacia foi substituída por exemplo por asfalto você tem praticamente uma porção muito pequena virando escoamento subterrâneo Isso vai acontecer nos
Jardins ou nas praças né das cidad mas a maior parte da água ela vira escoamento superficial porque ela não infiltra e ela vai diretamente aos Rios Então não é À toa que a gente tem muito problema de alargamento em cidades simplesmente porque a chuva toda vira escoamento superficial e chega rapidamente nos rios vocês devem acompanhar pelos telejornais por exemplo a cidade de São Paulo Vira e Mexe tem que ficar construindo piscinões que são grandes locais de armazenamento de ar água tem que ficar tentando escavar os rios para que uma parcela maior da água eh escoe
rapidamente e por que que eu tô contando Essa história toda Eu tô contando essa história toda porque todos os organismos aquáticos eles dependem das dos regimes de cheia e de seca para sincronizar a sua reprodução Então você tem a maior parte das espécies de peixes por exemplo elas vão reproduzir quando geralmente Você tem o um volume maior de chuva muitas vezes a floresta tá largando as áreas marginais né Muitas vezes os igapós por exemplo mas pode ser as vsas também no caso da Amazônia eles usam Essas áreas tanto para reprodução quanto para alimentação e esses
processos Eles foram ajustados ao longo da da evolução das espécies para por exemplo se a floresta fica em média se meses alagada os animais eles vão se alimentar ou vão vão ser adaptados a se alimentar dos produtos dessa Floresta por esses seis meses toda vez que a gente muda o uso do solo e com isso a gente muda a relação entre quantidade de escoamento superficial e Quantidade de escoamento subterrâneo Esse regime hidrológico que é o tempo que o rio leva para subir leva para descer o tanto que ele sobe o tanto que ele desce vai
ser completamente alterado então uma das formas com que as mudanças no uso do solo por exemplo cortando a floresta para fazer agricultura ou cortando a floreste para fazer um pasto ou uma cidade uma das formas como isso acaba impactando nos ambientes aquáticos é através desse regime hidrológico tem Forma de atenuar tem se a gente por exemplo mantém uma parcela muito larga da Mata ciliar a gente acaba tamponando um pouquinho esse Impacto porque essa essa mata ela vai evitar dessas grandes enxurradas caírem no córrego rapidamente pelo menos ali próximo do riacho vai ter uma infiltração um
pouquinho maior então isso pode amenizar um pouquinho mas é muito difícil a gente conseguir manter um córgo 100% preservado se uma porção muito grande da B Tiver desmatado então em muitos livros de hidrologia a gente acaba tendo gráficos como esse o que que esse gráfico tá querendo dizer esse gráfico ele tem várias coisas essa linha aqui no eixo X é o tempo em horas essas barrinhas aqui em cima são centímetros de chuva por hora é a quantidade de chuva que a gente teve num determinado momento e aqui nessa parte mais de baixo do gráfico a
gente tem um gráfico deitado aqui em cima e um gráfico normal Aqui embaixo a gente tem nessa curva a quantidade de água que tá escoando pelos rios que é a vazão do Rio então toda vez que a gente tem uma chuva de uma intensidade qualquer na hora que começa a chover o rio começa a subir vai ter um determinado momento onde é que a gente vai ter um pico de vazão onde é que a vazão do Rio vai ser máxima Isso aqui vai descer tá Para uma determinada quantidade de chuva Mas como que eu pego
esse gráfico e relaciono ele com tudo Que eu falei a momentos atrás sobre a conservação dos ambientes aquáticos se eu tiver um ambiente altamente preservado com uma grande cobertura de Mata ciliar que que é que vai acontecer choveu a subida vai ser muito mais lenta muito menor o Rio vai ficar muito mais mais tempo cheio e depois vai descer devagarzinho se vocês acompanharem aí meu mouse quanto mais antropizada tiver a área mais alterada mais compactada mais impermeabilizada e eu falei Compactação não é à toa o boi ele na pastagem em geral ele tende a compactar
bastante o solo diminuindo bastante a capacidade de infiltração então quanto mais antropizada mais impactada tiver a bacia a tendência é que essa subida se dê de maneira mais rápida porque você tem mais escoamento superficial né o pico seja maior você tem mais água chegando no córgo e menos água infiltrando e essa queda também é mais rápida e aí tem uma questão muito Interessante aqui no sudeste brasileiro que talvez na Amazônia em alguns locais já esteja passando por isso também eh muitas vezes o produtor rural Ele reclama que os rios estão perdendo água isso aqui no
sudeste é clássico el falar assim Ah esses corgos não t mais água como tinha antigamente só que toda a água que abastece um Riacho ele vem da chuva se não tiver chovendo menos E aí tem um detalhe importante em várias regiões da Amazônia está chovendo menos Né desde a década de 80 o o número de meses de chuva na amazia já reduziu para quase um mês a menos para qu semanas a mais de período seco em algumas regiões da Amazônia principalmente no sudeste amazônico no sul do Pará por exemplo tá aumentando a extensão do período
seco e obviamente isso tem reflexo em tudo isso né nesse regime de subida e descida das águas dos rios mas se não está mudando a chuva por que que um produtor rural muitas vezes tem a impressão que o Riacho está com menos água por um motivo muito simples Quando é que o produtor mais precisa de água do rio é durante o período seco porque enquanto tá naquela época que chove muito o cara nem pensa nisso né ele não precisa irrigar a plantação ele não precisa eh gastar ter muito esforço para para prover de água a
criação dele os bois muitas vezes ele faz aquele buraco ali na na terra faz um um piscinão né como se fosse isso para para enchurrada e o boi bebe água ali Mesmo é uma questão relativamente simples mas ele vai d falta da água na seca só que como a fazenda dele ou a bacia de drenagem é agora nó vamos falar mais do conceito de bracia do riacho foi totalmente alterada tá muito compactada a maior parte da água das chuvas foi embora rapidamente naquele período que o cara Não precisava da água então ele nem olha direito
pro Ribeirão ou pro Garapé né já no período de seca quando aquele Garapé estaria sendo abastecido com a Água que infiltrou como a infiltração foi muito menor pela alteração do uso da Doo do solo ele acaba observando o Riacho dele muito mais seco e acaba não tendo água suficiente alguns Ribeirões Ribeirão riacho e Garapé é tudo sinônimo tá gente eh aqui no no Sul a gente usa mais Ribeirão e Riacho Corrego enquanto que aí na Amazônia vocês usam sempre Garapé vou tentar sempre lembrar de falar Garapé mas vocês me desculpem toda vez que que que
eu falar com a com a Nomenclatura aqui do sudeste brasileiro tá então basicamente é isso que acontece a quantidade de água que passou pelo Garapé foi a mesma mas ela se concentrou no período que tava chovendo por ter menos infiltração Então essa é uma questão muito importante pro manejo tem forma de reverter isso tem tendo mais cuidado com o uso do solo fazendo curva de nível para água no escoar rapidamente mantendo uma porcentagem maior da bacia com com Floresta mantendo a mata ciliar Para atenuar um pouquinho esses efeitos da enxurrada que vão rapidamente pelo rio
isso tudo são ações que acabam ajudando tá beleza e eu falei em bcia hidrográfica Logo mais eu vou vou comentar um pouquinho deixa eu ver tem tem tem um desenhinho aqui deixa eu voltar para cá um pouquinho mais de bacia hidrográfica Mas aí tem algumas nomenclaturas que são importantes da gente conhecer que Rios ou Igarapés perenes são aqueles que tem vazões Fluentes o ano todo então Toda vez que você chegar lá ele tem água intermitente é aquele que só no período chuvoso tem água aí na Amazônia não é muito comum grande grande maioria dos rios
e e Garapé da Amazônia eles são perenes eles tem água o ano todo Mas dependendo do local tem pequenos Igarapés que eventualmente no período de seca pode ficar naturalmente sem água tá isso em algumas regiões é um fenômeno natural em outras é um fenômeno causado Por essa mudança abrupta do uso do solo e dos regimes de infiltração de água e escoamento existe ainda alguns locais que a gente fala que são Igarapés efêmeros que são aqueles locais que só vão ter água durante a própria chuva é a própria enxurrada que caba o seu caminho tá tem
alguns locais que isso é um fenômeno natural também mas o tempo todo eu tô falando em bacia hidrográfica e é importante a gente delimitar o que é uma bacia Hidrográfica aqui tem algumas algumas eh nomenclaturas ou definições de Bass hidrográfica a primeira Talvez é um é a mais simples é a superfície de de terreno drenada por um rio ou Igarapé principal com seus afluentes e subafluentes mas com assim vamos imaginar esse esquema aqui tá então se eu quer se eu tô preocupado por exemplo com a preservação desse Rio tá desse pontinho de rio eu tenho
por exemplo um parque que pega essa região Aqui que eu tô contornando com o meu mouse eu vou ter que estar preocupado com o entorno vou vou est preocupado com o entorno mas pensando em tudo aquilo que a gente viu sobre o regime hidrológico não só o que tá do lado aqui desse Garapé vai influenciar o que tá acontecendo em Garapé mas toda a região a montante a montante é acima e a jusante é abaixo então se eu pegar um ponto aqui no meu limite da minha reserva toda essa região que Drena para Esse ponto
que que é drenar a água que cair ali ela vai acabar escoando para drenagens ou Igarapés e seus afluentes que chegam nesse ponto então tudo que acontecer aqui vai influenciar então tem locais que você chegam imaginar que tem um parque aqui nesse pedaço de rio o parque completamente preservado 100% mata mesmo assim a gente percebe que na época da seca esse rexo aqui esse Garapé ele seca muito mais do que era esperado tá estranho bom a gente fica meio Desconfiado porque o parque é tão preservado mas se toda essa região acima que é a bacia
de drenagem a bacia hidrográfica que joga água para cá e estiver detonada esse trecho aqui também não vai funcionar nunca Como o Rio ít É claro que vai ajudar na preservação do trecho mas não vai resolver essas questões relacionados ao ciclo hidrológico e as bacias hidrográficas quando a gente pensa nas grandes bacias hidrográficas E aí existe o conceito de Bacia sub bacia não importa desde que eu se eu pegar uma nascente e eu pegar o ponto e toda a região que Drena para essa Nascente Isso é uma bacia hidrográfica é uma microbacia mas não importa
é uma bacia Qual que é a bacia hidrográfica que Drena para esse pontinho aqui no topo desse negócio que aparecendo uma represa Ops é caramba volta é toda essa região aqui para cima mas existe uma unidade que a maior unidade de bacia hidrográfica que a Gente pode falar é toda aquela que conflui para um ponto que Drena pro oceano Já que todo Rio todo rio não tem alguns que no escou pro oceano não existe um rio na África o Okavango que ele tem um Delta interior o delta dele o local onde é que ele desagua
é dentro da própria África ele abre assim como se fosse num grande Pântano e evapora ali mesmo ele não ele não consegue chegar até o mar é um rio muito interessante chama Okavango mas no Brasil a a gente Tem inúmeras bacias hidrográficas Independentes que são conjuntos de rio que drenam para um ponto no Oceano Atlântico num ponto diferente tá Por que que é importante a gente ter dimensão ou uma noção da quantidade de bacias hidrográficas que a gente tem no nosso país como todas elas drenam pro oceano elas estão isoladas Existem poucos pontos de conexão
existem alguns na nascente por exemplo existem pontos de conexão da da Bacia do Tocantins com São Francisco São Veredas são grandes áreas alagadas no topo de alguns morros que escam água para um lado e pro outro então uma uma parte desse alagado escou pro São Francisco na outra pro Tocantins são áreas muito importantes inclusive porque permitem a conexão de fauna quando eu fale como eu falei anteriormente para vocês boa parte da fauna sul-americana ela é derivada de fenômenos que aconteceram na Amazônia a Amazônia é uma grande exportadora de Espécies pro restante da América do Sul
e essa exportação é dada muitas vezes por esses pontos de contato mas de forma geral essas bacias elas são isoladas então elas têm uma fauna peculiar então a bacia do São Francisco é cheia de endemismos como assim espécies que só existem na bacia de São Francisco enquanto a Amazônia também tem uma série de endemismos não só de espécies que são restritas a bacia amazônica mas espécies que são restritas a Rios dentro da Amazônia e aí agora eu não lembro se se vai ter um slide sobre isso uma questão muito importante talvez a maioria de vocês
já conheç é que a amazônia é uma região tão Ampla que Drena terrenos tão distintos que possuem rios com características completamente diferentes existem pelo menos três grandes grupos de rios Amazônicos os rios de água clara Água Branca e água Negra os rios de Água Branca São os rios que drenam aqui dos Andes né que estão mais ou menos nessa Região aqui do meu mouse e como os Andes são um terreno muito novo Eles são muito sujeitos à erosão então a quantidade muito grande de sedimentos acaba descendo nos rios que vem dos Andes abastecendo a Amazônia
esses Rios são muito brancos são barrentos são Rios muito ricos em em nutrientes porque o sedimento dos Anes por ser um sedimento novo ele é muito rico em nitrogênio e fósforo que são os principais nutrientes da água então são Rios muito produtivos Eh é o Rio Solimões eh tem uma série de rios Solimões é o principal né formador dentre os rios da Amazônia mas tem o Rio Madeira Solimões são clássicos rios de água branca esse rio ele é tão rico que quando ele transborda e joga água na mata a floresta alada também fica muito rica
que são as várzeas da Amazônia toda a vás é uma área de Mata alada que recebeu água de um rio de água branca um rio que veio da região Andina por outro lado Existem outros Rios como rio negro que vem de dentro da própria Floresta ele não tá vindo dos antes todos os afluentes do Rio Negro seus Igarapés todos os formadores do Rio Negro vem da própria Floresta por isso o rio ele é escuro aqu ele é ácido húmico matéria orgânica em decomposição e é um rio muito pobre em nutriente apesar de ter uma fauna
extremamente exuberante o Rio Negro é muito pobre em nutriente então quando o Rio Negro ele alaga ou qualquer Rio de água preta ele alara uma mata em vez de fornecer nutrientes como os rios de água branca fornecem PR Váz ele rouba nutriente da Mata e a Mata fica muito mais empobrecida e com espécies completamente diferentes e aí então a gente não tem mais a vs a gente tem o Igapó que é um tipo de Mata completamente diferente menos alta tem uma riqueza de espécies um pouco menor mas tem as suas espécies únicas também isso tudo
contribui pra riqueza Amazônica e a gente tem ainda um outro tipo de Rio como Tocantins Araguaia Xingu Tapajós que drenam essa região central aqui do Brasil que é o escudo brasileiro que Ao contrário dos zandes que é novo o escudo brasileiro o planalto central brasileiro ele é muito antigo então ele para praticamente não tem sedimento mais para ser drenado Então as águas são muito mais claras são os rios de água clara e esses Rios eles também não tendem a Algar grandes áreas Quando alagam a gente tende a chamar de Igapó porque também são Rios pobres
em nutrientes e que criam matas muito mais parecidas com os igapós que são as matas alagadas pelo pelos rios de água escura né de Água Preta eh mas que tem fauna também completamente diferente então o fato da gente ter Rios com composição química completamente diferente também ajuda a explicar essa exuberancia que é Amazônia então não adianta a gente pensar assim Ah eu já tenho um grande Parque protegendo Igarapés na região do Rio Negro isso não vai proteger toda a fauna do da bacia amazônica porque o Rio Negro é apenas um dos tipos de água que
a gente tem na Amazônia não só isso mas Rios diferentes na Amazônia tem suas espécies endêmicas também então todo o parque toda a reserva na Amazônia acaba tendo uma importância em si muito grande porque ela tá protegendo um pedaço que provavelmente tem uma química tem um Funcionamento completamente diferente de outras regiões amazônicas tá pra gente terminar essa nossa parte de escoamento superficial escoamento subterrâneo que a gente já falou dela acabamos abordando outros assuntos também é importante a gente só conhecer que existem vários outros fatores que acabam interferindo também n em a gente ter maior o
menor escoamento superficial em relação a escoamento subterrâneo além obviamente das intervenções humanas tem outras Coisas que acabam influenciando o formato da bacia se ela é mais circular ou mais alongada isso interfere o tipo de solo por exemplo um solo que tem muita argila ele naturalmente ele vai ser mais difícil de permitir infiltração um solo com areia a água já passa pela areia com muito mais facilidade e vai pro lençol freático com mais facilidade intervenções humanas todas vão influenciar e uma coisa muito interessante quanto maior o declive da Área quanto mais inclinado o terreno maior a
chance de você ter menos escoamento subterrâneo porque se a água é plana dá mais tempo paraa água infiltrar se a se a área é mais inclinada a água escoa rapidamente por que que isso é importante primeiro pra gente entender que se eu tiver na Amazônia regiões completamente preservadas as regiões mais planas da Amazônia os Igarapés vão tender a flutuar menos eles não vão ter grandes Cheias e depois grandes secas porque a área é tão plana que toda a água de chuva acaba indo pro escoamento subterrâneo então pele vai ser mais estabilizado já regiões da Amazônia
que tem morros que tem mais inclinação Você tem uma chance maior mesmo sendo preservados de ter escoamento superficial E então as vazões variaram e é por isso que muitas vezes as espécies que você tem numa região plana são diferentes das espécies que você tem de Uma região com declive justamente porque cada espécie está mais adaptada num determinado regime de vazão num determinado regime hidrológico mas não só é importante a gente entender a influência do declive nisso mas também pra gente entender que se o melior declive o local mais inclinado mais acidentado ele é mais propício
pro escoamento superficial se eu tiver um desmatamento numa área plana ele provavelmente ele vai ser muito menos Danoso ao ambiente do que o desmatamento numa área muito inclinada num morro né então se eu tivesse que escolher uma área para ser cortada é preferível cortar uma área plana onde a gente pode com outras florestas no entorno de repente segurar esse escoamento superficial do que uma área inclinada onde é que você tem mais chance de erosão a velocidade da água vai tender a ser maior e causar uma série de problemas bom um outro conceito que é Importante
da gente abordar é a ordem do Rio que que é isso é muito comum quando a gente discute eh hidrologia a gente fala assim ó estou trabalhando com Igarapés de primeira ordem segunda ordem terceira ordem que que é isso toda vez que eu tenho uma Nascente Então agora vocês acompanhem meu mouse por favor então a água brotou em algum local tenho uma Nascente Eu tenho um rio ou um Igarapé de primeira ordem para virar segunda ordem ele tem que juntar com Outro de primeira ordem então primeira ordem com primeira ordem virou segunda ordem se esse
de segunda ordem que já é maiorzinho né que já tem duas nascentes juntar com uma outra Nascente ele não vira terceira ordem quando é que vai virar a terceira ordem sómente quando um de segunda ordem virar com outro juntar com o outro de segunda ordem aí vira a terceira ordem a terceira ordem para virar a quarta ordem não adianta juntar com outro de segunda ele vai continuar Como terceiro el vai virar a quarta ordem só quando um de terceira ordem juntar com o outro de terceiro que que é importante a gente entender nessa história nessa
hierarquia do curso d' água para mudar de ordem rige primeira segunda terceira quarta quinta sexta ordem é entender que como para mudar de ordem você tem que juntar com outro da mesma ordem sua fica cada vez mais difícil mudar de ordem imagina um rio de sétima ordem que já é um rio grande ele Só vai mudar para oitava ordem se outro Rio Grande juntar com ele então vai ficando cada vez mais difícil tá Já já nós vamos ver alguns exemplos tanto no exterior quanto no Brasil de rios de primeira segunda terceira quarta h Por que
que isso é importante porque em geral Quando você vai fazer um estudo você informa ah eu tô trabalhando com Rios até de terceira ordem quando você fala isso a pessoa que entende de hidrologia vai saber que rio de terceira Ordem em geral São aqueles Igarapés crios ou Igarapés que você consegue em geral atravessar eles andando sem muito problema de quarta ordem isso vale pro Brasil inteiro já tem aqueles postos um pouco mais profundos que de repente vai ser difícil de você andar óbvio que tem exceções tem rios de primeira e segunda ordem que tão muito
muito próxima de um rio principal e eles acabam sendo barrados pelo rio principal e ficam muito fundos mas quando você tá na terra Firme aí no caso da Amazônia em geral se são Igarapés que você consegue atravessar andando sem muito problema são Rio de primeiro segundo ou terceira ordem e eles em geral eles têm uma Ecologia um funcionamento similar até terceira H terceira ordem eles funcionam de um jeito de quarta e quinta ordem funciona de um jeito diferente e rios maiores funcionam de um terceiro de uma terceira forma que logo mais nós vamos falar diso
de como funciona a entrada de Energia nesses ambientes Então se a gente for em outros países os rios de primeira ordem vão ser esses mijin aqui aqui é é na América do Norte Mas se a gente for na Amazônia ou na Mata Atlântica Em geral os nossos rios de primeira ordem que não juntaram ainda com outro Riozinho eles têm mais ou menos essa cara são pequenos Igarapés em que muitas vezes com único o passo você consegue atravessar de um lado pro outro no caso dessa foto aqui e eu posso Garantir que se for na Amazônia
ele está degradado porque em geral na Amazônia eles são completamente sombreados você praticamente não tem luz nesses nesses Igarapés de primeira ordem tá já de segunda ordem essa aqui é a cara no exterior Mas se a gente for pegar aqui no Brasil esse aqui é um Igarapé bastante degradado na Mata Atlântica que é de segunda bom primeiro Dá para ver que ele é muito degradado só pelo jeitão dele né Você Tem um erosão você não tem mata protegendo você tem uma série de problemas aqui mas ele dá bem a cara de um Igarapé de segunda
ordem já não é fácil de você no único passo atravessar ele é um pouquinho mais largo ele começa a apresentar uma coisa que é muito comum nos Igarapés que é uma alternância entre Poços e corredeiras que são ambientes muito importantes de de terem essa alternância dentro do Igarapé porque eles eles vão ter uma fauna totalmente Peculiar as espécies que a gente captura na Corredeira são completamente diferentes da espécie que a gente captura nos poos e a gente vai ver logo mais que são espécies bem distintas em geral e muitas vezes a degradação elimina esses ambientes
isso aqui é um terceira ordem lá fora completamente diferente do que a gente encontra no Brasil aqui já é um de terceira ordem mais comum para nós ainda dá para atravessar Mas você já tem Grandes poos que muitas vezes você tem até que dar uma nadada para atravessar de um lado pro outro até terceira ordem aqui no sudeste a gente chama de riacho Córrego ou Riacho acima disso a gente já chama de Ribeirão ou Rio aí na Amazônia também é relativamente comum a gente é mais comum chamar Igarapé até terceira ordem quarta e quinta ordem
aí já são ambientes maiores que muitas vezes tem nome de Rio tá isso aqui é um exemplo agora então de um de quarta ordem lá Fora um quarta ordem aqui em Minas Gerais uma região bem montanhosa Isso aqui é uma quinta ordem lá fora olha como é que a medida que vai ficando grande a ordem vai aumentando a diferença de uma ordem para outra vai aumentando também porque é cada vez mais difícil mudar a ordem né então por exemplo um de quarta ord op bta devagar um de quarta ordem se entrarem 300 rios de terceira
ordem nele ele vai ficar muito maior mas vai continuar de quarta Ordem ele só vai mudar paraa quinta ordem quando o outro de quarta ordem encontrar né então aqui um de quinta um de sétima é um riozão e o rio obviamente com a maior ordem de todas no planeta é o Rio Amazonas não poderia deixar de ser né é um rio que sozinho leva quase que 30% da água doce Mundial que chega no oceano por rios chega pelo Amazônas Então eu acho que o Amazônias não devia nem ser chamado de Rio a gente tinha que
ter um nome próprio para ele ele é uma Coisa completamente diferente de tão grande que é mas é um rio de 12ª ordem tá bom avançando um pouquinho mais com algumas teorias eh questões que são extremamente importantes o Eu já falei bastante aqui de vazão não acho que não comentei se comentei foi uma vez ou outra só sobre velocidade da água mas são dois conceitos completamente diferentes velocidade é um conceito mais fácil pra gente né a gente pensa na velocidade de um carro então você olha Para um rio para Igarapé Você tem uma Corredeira você
vê que a velocidade é maior na hora que você tem um grande porção a velocidade da água é muito mais lenta né E que que é vazão vazão é a quantidade de água que está passando num determinado local como que a gente calcula a vazão a gente multiplica a velocidade pela área então se eu tiver uma valeta de 1 m de profundidade por 1 m de largura como se fosse um quadrado né em termos de formato e eu tiver Passando água por ali se essa água tiver velocidade de 1 m/s se eu multiplico 1 m/s
por essa área que era de 1 m qu 1 m por 1 m eu vou ter a vazão de 1 m c por segundo se eu tenho uma vazão de 1 m c por segundo se eu tenho uma piscina olímpica com 100 m c de capacidade eu vou gastar 100 segundos para encher essa piscina olímpica eu chutei tá o tamanho da piscina olímpica eu não sei qual que é a capacidade de água de uma piscina olímpica não mas 1 m c por segundo é uma É uma vazão relativamente grande é um grande Garapé para ele
ter 1 m c por segundo eu não lembro agora a vazão do Amazonas de cabeça depois vocês pesquisem eu não sei se são 100.000 m c por segundo não lembro agora eu não lembro tá vazão média né porque ela varia dependendo de um período de seca ou de chuva mas por que que eu tô comentando essa diferença entre vazão e velocidade principalmente nessa fórmula vazão é velocidade versus a área que Isso tem uma importância gigantesca a gente compreender essa fórmula e entender a diferença de vazão e velocidade na conservação dos ambientes aquáticos mas como Olha
só Primeiro vamos dar uma olhada nesse Rio isso aqui é um rio aqui no sudeste brasileiro tá então o que que acontece olha só a quantidade de água que tá passando por esse rio não muda não tem nenhum afluente nenhum outro igarape Zinho chegando dentro dele então a quantidade De água que chega aqui em cima é a mesma quantidade que sai aqui embaixo né então o que que acontece se a quantidade de água é a mesma vixe a bateria tá acabando pera aí gente eu vou só conectar aqui voltei se a quantidade é a mesma
e a gente lembrar da nossa fórmula volta para cá fórmula a gente pode dizer que a vazão é a mesma certo beleza e a vazão é velocidade versus a área Então olha só se esse local aqui está mais Raso e dá Para ver que ele tá mais Raso é uma Corredeira ele tem uma área menor né porque a profundidade é menor a área menor se a área é menor a velocidade tem que ser mais alta então basta ver isso aqui ó a velocidade da água numa Corredeira é muito maior sim né né em compensação esse
outro local aqui A água tá muito mais tranquila se a velocidade é menor e a vazão continua a mesma a área tem que ser maior é um local mais fundo então Toda vez que você tiver no Igarapé para atravessar se você for atravessar no local onde é que a água está mais rápida essa água ela tende a ser mais Rasa se você for atravessar num local mais fundo eh é a velocidade da água vai est mais baixa simplesmente porque a vazão é a mesma velocidade versus área é igual a vazão tá a fulaz da física
e aí tem uma questão super curiosa que o tamanho da Pedra ou do substrato né que é o que tá recobrindo o fundo do nosso Igarapé ou do Rio ele vai Depender da velocidade do Rio Por quê eu vou falar uma frase aqui que ela que ela a gente tem que repetir ela um pouco assim que ela é meio difícil da gente entender mas olha só o tamanho da Pedra ou do substrato que tem no fundo de um Igarapé é o Men menor tamanho que aquela que aquele Garapé não conseguiu remover Como assim olha só
se eu ten uma velocidade muito alta Uma partícula de areia ou uma partícula de silt que é a mesma coisa que lama né ou Argila ela vai ser arrastada com facilidade Então quais vão ser qual vai ser o substrato que vai est aqui em cima tudo aquilo que tem peso suficiente para não ser arrastado por essa velocidade de água então vez que eu tiver num rio com Corredeira que que vai ter no fundo desse Rio vai ter Pedra Grande porque a Corredeira é tão forte que tudo que é menor que aquela Pedra Grande vai ser
arrastado mas toda vez que eu tiver num poção como esse como a água velocidade é Muito lenta e ela dá a possibilidade desses pequenos fragmentos de pedra seja se ã Mareia depositar então em geral a velocidade da água ela está diretamente relacionada com o tamanho da pedra e você consegue dar essa relação e prever por exemplo na hora que você chega num rio seco você consegue prever qual era a velocidade da água aqui que permitia que todas as pedras menores do que esses grandes materiais aqui fossem removidos Porque Existe essa Associação muito forte entre velocidade
da água e tamanho da pedra tá então o que que acontece na maior parte dos Igarapés a gente tem uma sequência alternando Possos e corredeiras rif fo é Corredeira em inglês p é Poo inglês tá E que que esse esquema aqui ele tá mostrando simplesmente que como na Corredeira existe uma diminuição na profundidade a água tende a ficar mais rápido e o substrato tende a ficar mais grosso Enquanto que no poço a como o poço ele é mais profundo a velocidade da água diminui e com isso então você tem a deposição de material tá E
e agora V uma questão Super Interessante que tem a ver com a lamento que é um dos principais impactos que a gente tem além daquela mudança do ciclo hidrológico que a gente já falou é um dos principais impactos relacionados à mudança do uso do solo então isso aqui é um corte transversal no rio Então você Tem um um poço uma Corredeira pode ser um Garapé né um poço uma Corredeira um poço uma Corredeira essa alternância no poço eu sempre vou ter a velocidade mais baixa e na Corredeira por eu ter uma área menor eu vou
ter a velocidade mais alta considerando que a mesma quantidade de água que entra aqui tá saindo aqui beleza por conta da nossa fulaz minha então se a quantidade de água se a vazão é a mesma que entra aqui que sai aqui toda vez que estreitar a velocidade é Alta toda vez que alargar a velocidade é baixa só a gente lembrar de uma mangueira por exemplo que você tem o tamanho da Mangueira saindo água se eu botar o meu dedo ali o que que eu tô fazendo eu tô diminuindo a área né se eu tapar metade
da Mangueira a água vai sair com muito maior velocidade porque a vazão é a mesma do mesmo jeito Tá e aí então eu tinha uma região com floresta e converti essa região em pastagem que que vai acontecer além A gente vai ter mais Escoamento superficial como a gente já colocou só que esse escamento superficial além de levar a água maior velocidade em maior quantidade diretamente pro nosso Igarapé ela vai transportar partículas de solo e aí onde que essa partícula de solo ela vai se depositar como a partícula de solo é uma partícula pequena ela não
se deposita nas corredeiras onde é que tem velocidade alta ela vai se depositar nos poos onde a velocidade é mais baixa Então o principal consequência quando a gente tem o assoreamento é que o rio para de ter ou ou Igarapé ele para de ter locais profundos locais rasos profundos rasos profundos rasos e ele fica todo Raso fica todo Raso fica todo rápido começa a comer as margens vai ficando cada vez mais largo todo atapetado por areia e lama que foi carreado são partículas do solo que foram carreadas E com isso se a gente pensar isso
é uma coisa importante se a Gente pensar que cada espécie de peixe a então é um exemplo melhor para isso você tem formas variadíssimas de espécies de peixe cada espécie de peixe vive num ambiente hidráulico diferente e que que é ambiente Opa que que é ambiente hidráulico é a profundidade a velocidade da água e o tipo de substrato seja areia seja lama seja pedra maior um cascalho se cada espécie vive num ambiente diferente e o rio é super variado ou Igarapé super variado tem tipos Diferentes de ambientes e vem o assoreamento o rio fica todo
parecido todo igual eu vou estar perdendo espécies de peixe antes eu tinha eu tinha é comum nos Igarapés da Amazônia a tinha encontar até 30 40 espécies de peixe num único Igarapé E aí se você assorear vai ficar apenas aquelas espécies adaptadas a um substrato muito fino e uma velocidade grande totalmente homogêneo Tá beleza então só para dar um Exemplinho para vocês como que isso pode ser problemático tem três espécies de um gênero que existe também na Amazônia mas isso num rio aqui do sudeste chama caracum aqui a gente tem rios que tem três espécies
e aqui o pessoal chama de bananinha eu não sei se tem o nome vulgar para essa espécie na Amazônia eram três espécies que viviam no nos mesmos Igarapés a gente muito curioso com isso fala assim gente mas três espécies vivendo juntas Será que cada um Vive num ambiente diferente e a gente descobriu que uma delas o caracum faciat só vivia em ambiente de velocidade maior nas corredeiras onde a velocidade da água variava de 1,5 m/s até 2,5 m/s já o carci zebra que era uma outra espécie do mesmo gênero vivia só em em velocidades menores
do que 1,5 Principalmente nos grandes desculpa menor do que meio esse aqui ó o o zebra então só em grandes porções enquanto que uma espécie que era intermediária carac loss santense vivia Em velocidades intermediárias Então dependendo do tipo de assoreamento que eu tiver não vão ficar as três espécies porque o Rio vai ter uma condição só provavelmente vai ficar só a espécie que aguenta velocidade maior porque o Rio vai ficar todo mais Raso beleza pra gente terminar Então esse primeiro módulo eu vou falar agora de uma das questões que talvez sejam as mais importantes na
conservação de ambientes aquáticos isso vale não só Paraa Amazônia mas vale pros ambientes aquáticos quase que em todo o mundo tem um pouquinho de diferença de um local pro outro mas é algo que pode ser bastante aplicado paraa maioria dos rios dos planetas do planeta que é quais são as formas de entrada de carbono dentro dos nossos rios que que é que alimenta de energia ou de alimento mesmo as espécies dos nossos ambientes aquáticos E aí a primeira coisa importante da gente entender é que existem duas fontes Básicas de matéria orgânica uma que a gente
chama de fonte autóctone que que é isso são os vegetais que vão crescer dentro do próprio ambiente Aquático Então são as macrófitas aquáticas são as algas filamentosas é aquele limo que cresce sobre as pedras de alguns rios e tem também a fonte alóctone que é a fonte externa e tem dois tipos de fontes alóctones importantes uma delas é o material que cai das Árvores então qualquer fruto Inseto que cai das Árvores se ele cai dentro do Igarapé Isso vai ser alimento pros bichos tem uma série de espécies pequenas lambaris pequenininhos Peixinhos pequenos que quando cai
uma partícula de alimento dentro d'água eles rapidamente vão lá e capturam aquela partícula né Então essa é uma fonte alóctone a outra fonte alóctone é Quando o rio alarga joga a água pelas laterais e depois quando ele volta ele acaba trazendo um monte de folha seca galho Traz isso tudo para dentro do Rio é uma segunda fonte de matéria orgânica então a matéria orgânica ela pode ser produzida dentro do próprio Rio a fonte autóctone como pode ser buscada de Fora Será que porque caiu ou o Rio foi lá literalmente buscar entre aspas né através das
cheias eh e aí toda essa matéria orgânica cai dentro do Rio ela começa a ser fragmentada então ela começa a ser decomposta por fungos Mas tem uma série De insetos aquáticos e outros organismos como Camarões que eles se alimentam dessas folhas que caem lá dentro e começam a ser decompostas peixe por exemplo é muito difícil de peixe comer folha peixe come mais fruto come inseto tem algumas espécies na Amazônia que comem madeira diretamente mas a folha é relativamente Rara tem algumas espécies herbívoras na Amazônia mas não comem folhas mortas não em geral Elas comem as
folhas vivas né Tem vários Pacus na Amazônia que vão lá e alimentam a floresta da floresta alagada o ou da das macrófitas aquáticas mas existe esse processo contínuo de quebra da matéria orgânica que é feita por uma série de organismos a tem organismos que a gente chama de fragmentadores que eles vão picotando essas folhas que caem tem alguns que são coletores que já pegam aquela folha picotada e se alimentam dela tem uns que vão raspando que são os raspadores aqui são exemplos dos insetos Não precisa preocupar com essa terminologia mas o que é importante mostrar
e tem os bichos que se alimentam desses bichos que raspam picot eh essas folhinhas o que eu tô querendo mostrar aqui apenas que existe uma abundância de organismos aquáticos cada um desempenhando uma função é que é extremamente importante na no funcionamento desses ambientes então quando cai uma folha dentro da água ela começa imediatamente a ser triturada Raspada por uma série de bichos isso é extremamente importante porque tá transformando aquela folha que já tá morta em organismos vivos dentro do ambiente Aquático tá que que essas teorias que tentam tratar desse funci elas falam Elas falam que
dependendo do local do Rio que eu tiver o que vai sustentar a fauna vai ser diferente e os organismos que estão vivendo nesses Rios também vão ser diferentes tá E Aí que essa teoria do River contín ele fala ele fala o seguinte Olha que interessante se eu tiver nas regiões mais próximas das Nascentes eu vou simplificar um pouquinho depois essa teoria não preocupa não nós vamos falar delas várias vezes até ficar bastante Claro para todos vocês se eu tiver na nascente como a nascente são Rios muitos muito estreitos são aqueles igarape zinhos muito estreitos Eu
praticamente não vou ter insolação eu não vou ter sol Batendo no Rio que permita que cresça macrofita alga filamentosa aquele limo em cima das Pedras Então o que vai sustentar a fauna desses pequenos Igarapés é o que cai da Mata ciliar é o que cai da floresta que tá cobrindo Igarapé Então os principais org Org anismos que vão ter lá no caso de insetos aquáticos vão ser os organismos que a gente chama de raspadores coletores e que são esses que se alimentam diretamente dessa matéria Orgânica grossa que caiu ali são principalmente os fragmentadores aquele que
vai pegar folha e começar a triturar a folha tá e o que vai coletar que são os coletores que vão coletar esses pedacinhos já triturados na hora que o Garapé ou Rio começa a ficar maior vai acontecer uma questão importante começa a ter luz do sol caindo em cima do Igarapé então isso dá chance da gente ter raspadores que são os organismos que vão começar a raspar as pedras do fundo Do Rio porque ali a gente já começa a ter alguma alguma coisa crescendo algas crescendo ali tá que aí já é uma alimentação autóctona que
o próprio Rio tá produzindo aqui em cima não aqui foi alóctone caiu da Mata ciliar Além disso não só a gente tem aquilo que foi produzido dentro do Rio a gente continua tendo coisas caindo da Mata ciliar Mas aquelas folhas que caíram lá em cima lá nas nascentes elas foram sendo picotadas e estão chegando aqui no Rio meio do rio Cada vez menores então a gente começa a ter um organismos que a gente chama de filtradores que eles já vão pegar aquela folha que caiu lá na nascente veio sendo triturada e agora ela tá tão
fininha que tem um inseto filtrador capturando essa folha quando chega no baixo curso basicamente o que chega aqui É principalmente tudo aquilo que já foi triturado e raspado pela fauna Então a gente tem principalmente ores e filtradores tá isso que essa Teoria aqui fala tá ela não é uma teoria completa Tá mas é uma teoria importante já já a gente vai sintetizar todas as teorias num quadro um pouco mais completo e falar isso no cenário da Amazônia então voltando um pouquinho aquela história quando eu tenho Garapé de pequena ordem é tudo muito sombreado a matéria
orgânica grossa é a base pros consumidores é o que tá Caino da Mata Rios ou Igarapés intermediário Essa foto é horrível né da América do Norte eu Tenho mais sol caindo lá dentro então eu tenho entrada de energia pelo perifíton que é aquela camada de algas que cresce pelas pedras e aquela matéria orgânica grossa que aa em cima ela vem sendo triturada então chegando até o meio do rio já falamos sobre isso e no rio de maior porte você tem um pouco de macrofita o substrato fica cada vez menor e aquelas partículas lá de cima
elas chegam essa teoria é uma teoria importante ela explica uma parte Importante do funcionamento dos ambientes aquáticos mas ela omite uma questão muito importante que é a importância das cheias buscando energia e no caso da Amazônia isso é fundamental nos nos rios de maior porte da Amazônia a maior parte do carbono ela não vem nem do que tá caindo da Mata nem do que tá sendo produzido pelo próprio Rio produzido principalmente eh no fundo do Rio por quê Porque os rios são turvos né os rios de grande porte da Amazônia Tirando os rios de água
clara eles são rios que não deixam o sol entrar demais né então acaba que a cheia é uma das principais formas de entrada de carbono no rio Então as vases amazônicas na hora que o rio joga Aquele monte de nutriente na vasia ele também busca um monte de matéria orgânica da vasia e joga para dentro dos rios Então não é à toa que o Rio Amazonas é extremamente produtivo o Rio Madeira é extremamente produtivo são Rios por serem Rios então de Água Branca e que tem as vases eles buscam muita matéria orgânica muita folha muito
fruto na mata os próprios Peixes se alimentam da própria mata e isso é realment importante Então na hora que a gente junta essa teoria da importância do pulso de inundação com aquela que a gente viu anteriormente a gente consegue ter um quadro que é muito bacana que é o seguinte vamos dividir então Aqueles Garapé mais próximos da Nascente os rios De médio porte e os rios que já T planícies de inundação com muita mata alargada eventualmente formando lagot então o que que é importante a gente entender que a gente tem três tipos básicos de entrada
de carbono o primeiro que é o carbono produzido pela Mata é a folha e o fruto e o inseto que cai dentro do Rio Eles são muito importantes na cabeceira e vão diminuindo a importância à medida que o Rio vai ficando Grande até porque a quantidade De Mata beirando no rio em relação ao tamanho do Rio vai diminuindo né então assim e é como se a mesma quantidade tivesse caindo dentro do rio mas o Rio ficou muito maior então acaba que deixou de ser tão importante assim então se a gente pegar aqui ó cabeceira meio
do curso e baixo curso do Rio essa matéria orgânica produzida pela Mata ela vai diminuindo tá em segundo lugar a gente tem a matéria orgânica produzida pelo próprio Rio seja por macrofita seja por Alga filamentosa As algas que vão crescendo na margem do rio isso é muito pequeno nas Cabeceiras porque é muito sombreado tende a aumentar nos rios de médio porte e depois diminuir nos rios de grande porte por último a gente tem aquela matéria orgânica fruta da inundação Então essa matéria orgânica ela não é tão importante nas cabeceirinha que acabam alargando muito então essa
matéria orgânica do alargamento que ele vai buscar do lado De fora acaba sendo importante também mas a tendência é que isso vai aumentando à medida que o tamanho do rio v aumentando também tá e como é que é essa história do alargamento trazer matéria orgânica para para dentro do Rio a gente pode pensar numa mata de vás de pó podemos pensar em num Igarapé relativamente pequeno durante o período de seca você tem crescimento de planta ali dentro na hora que o rio enche e vai alargar a floresta boa parte dessas Plantas acabam sendo trazidas para
dentro do Rio e apodrecendo dentro do Rio e como que isso é incorporado a fauna existe um componente muito importante da fauna de peixes na América do Sul que são organismos detritívoros no vídeo que eu vou colocar o link vou disponibilizar para para vocês depois sobre a fauna de peixes aqui na América do Sul vocês vão ver que tem vários grupos que eu saliento que são grupos det tíos são os jaraqui são as curimatã São os saguiru cada local tem um nome um nome diferente eh uma boa parte dos cascudos aí na Amazônia tem tem
tem outros nomes Mas vocês vão ver depois na no vídeo que vou est disponibilizando para vocês vocês vão reconhecer as espécies e quando a gente fala que esses bichos são detritívoros de que que eles estão se alimentando principalmente de detrito vegetal de toda essa matéria tal que a inundação foi capaz de trazer para Dentro do Rio tá então basicamente renovando mais uma vez na cabeceira por baixo o curso o que que o river contínuo fala na cabeceira é o que cai da Mata isso é processado chega no meio do curso onde é que você tem
matéria orgânica dentro do próprio Rio isso tudo chega no baixo curso já o Flu de Pulse ele acrescentou então que no baixo curso o que é mais importante são as inundações e a gente tem que pensar nessas duas teorias ao mesmo tempo tá E aí então eu Queria passar para vocês no próprio vídeo eu queria passar o seguinte dever de casa entre aspas o seguinte experimento mental que eu queria que vocês fizessem eh e aí eu vou combinar com a Clarissa quem tiver vontade de escrever a respeito dessa tarefa e me enviar eu posso fazer
algum comentário eh dizer se é isso mesmo ou não mas a gente viu que existem então diferenças muito grandes na forma de entrada de carbono de um igarape Zinho pequeno na Cabeceira onde é muito sombreado então que cai da Mata no meio do curso que você já tem entrada produção pelo próprio Rio e o baixo curso onde a cheia é o mais importante de todos né E aí eu queria que vocês fizessem o seguinte eh respondesse a seguinte questão pensando que cada tamanho de curso d'água a gente tem uma forma diferente de entrada de energia
locais onde é que a inundação é mais importante locais onde a Mat é mais importante separando Uma bacia hidrográfica em três regiões cabeceira que são os pezinhos menores médio curtos que são os rios intermediários e grandes rios separando essas três regiões em qual desses locais vocês acham que seria mais danoso a perda da mata ciliar a Mata que tá do lado do rio em qual local seria mais danoso a gente ter agricultura e em qual local seria mais danoso a gente construir hidroelétricas então pensando nesses diferentes tipos de impacto Ambiental que são os principais na
Amazônia né e a mudança do usa do solo para cultura ou pastagem é o desmatamento e Ah podem pensar em mineração também né e a mineração e barragem em qual local que seria pior Será que eu minerar uma região próxima da cabeceira nosig apezinhar Nascente é pior do que eu minerar no médio curso ou no baixo curso Será que tanto faz ou será que eu conhecendo essas principais formas de entrada de energia eu acabo Entendendo menor melhor as características de um local por exemplo se eu for fazer um relatório de impacto ambiental ou for me
preocupar com a gestão ambiental num determinado local onde tá sendo prevista uma uma intervenção então V imaginar que essa intervenção fosse por exemplo implantar uma pequena Vila que vai despejar esgoto dentro do riacho se for na cabeceira no médio curso ou no baixo curso Será que faz diferença pensando nessa forma de Entrada de carbono então basicamente eu queria que vocês pensassem nisso pensassem assim ó então eu tenho três regiões cabeceira médio curso e rios de grande porte qual Impacto é pior em cada um desses locais isso eu queria que vocês fizessem essa reflexão e se
quiser me mandar eu ficaria feliz em em corrigir tá bom E além disso como complementação desse primeiro módulo como eu já disse eu vou passar um link onde é que a gente Tem a descrição eh onde eu falo um pouquinho são 20 30 minutos sobre os principais grupos de peixes que a gente tem na América do Sul fala um pouquinho de peixe em geral Eu acho que vai ser bastante interessante para vocês tá bom Obrigado pessoal e logo mais a gente vai ter o segundo módulo