pois bem eh então o ciclo na política externa é possível se tratar política externa naquela ideia do ciclo de política pública bom finalizamos a aula passada então conforme eu já citei com essa afirmação se uma política pensada dessa forma mas tem aspectos internacionais essas considerações devem ser feitas no campo interno Internacional e no interno do outro país então eh são são três três espaços diferentes de análise o campo Internacional e dois Campos da política interna de dos dois países que estão sendo analisados e que estão envolvidos nessa análise de política externa análise de política pública
o livro do hulet hamer ele é um livro bastante completo sobre o ciclo da da política pública trata de uma maneira bastante aprofundada e coloca essas fases aqui agenda formulação decisão implementação e avaliação e isso tá tratando especificamente de política pública quando trata de política internacional eh o livro ele trata Mais especificamente de regimes internacionais da vinculação dos regimes internacionais a a políticas públicas nacionais então é uma discussão S um pouco diferente da que se pretende fazer nessa aula e isso vocês vão vão encontrar lá um mais ou menos duas ou três páginas do livro
discutindo discutindo isso esse é o aspecto internacional que eles trazem para essa discussão mas a discussão do livro é essencialmente pra política política pública sem se preocupar se ela é uma política externa ou não mas e aí é possível trazer essa ideia do ciclo para a política externa o texto do Rafael CD ele traz lá essa ideia diz olha existem fases da política externa de elaboração de execução e de controle se vocês olharem lá a como ele discorre e organiza isso no capítulo do livro que trata dessa temática eh o que ele chama de elaboração
da da política externa ele inclui tanto a parte de formulação quanto a parte de decisão ele não se preocupa muito com a formação da agenda da política da política externa a fase de execução é bastante parecida com a fase de implementação que do do Hot hama shiper e o ele chama de fase de controle aquilo que seria a avaliação eh no entanto aqui tem uma pequena diferença que a avaliação ela da política pública normalmente é vista como uma fase posterior e o que o o calduch aqui chama de controle é algo que acontece durante a
fase de execução da da política externa uma outra bibliografia que também traz essa essa ideia do ciclo é o livro do Morinho paquim traz lá uma ideia de um ciclo em seis fases Começando por uma fase é definida com o termo framing na no modelo lá na na no texto original lá em inglês eh que seria o enquadramento do do do tema dentro da da política externa E aí esse enquadramento no tema depende de questões internas e questões externas e o ambiente internacional tem um papel muito importante nisso então aqui há já uma diferença em
relação a esse modelo aqui que é específico de política pública a formação da agenda depois a definição o que chamo aqui de definição de opções que que aí vem antes da fase de decisão depois a implementação e avaliação utilizando inclusive os mesmos termos aqui do livro do haet Então quando você pensa dá para estudar política externa a partir da perspectiva do ciclo da política pública sim é possível inclusive autores que tratam de política exna como Rafael calduch e Ou mourin paquim eles já trazem Inclusive essa ideia e discorrem sobre isso nos textos que foram disponibilizados
aí pra disciplina então há uma conversa muito muito possível muito Profa e que existe no campo de estudos de política externa utilizando a ideia do ciclo de políticas que surgiu lá com o laço sobre o ciclo aí as os elementos que o livro do Michael howlett traz para para a nossa discussão da aula de hoje faz um uma longa abordagem aqui sobre sobre agenda formulação tomada de decisão implementação e avaliação da política pública aqui em cima está a referência bibliográfica para vocês e é isso que nós trataremos a partir de agora nessa nessa aula vamos
ver como esses autores eles trazem a ideia do ciclo de uma forma muito mais sofisticada e discutindo né de maneira muito mais aprofundada alguns temas muito importantes dessa ideia do do ciclo da política pública trazendo inclusive as outras teorias que não não são às vezes olha e não se vincula diretamente essas teorias ao ciclo das políticas Mas eles trazem isso para a discussão Então a primeira fase se colocam aqui que é a definição da agenda e aqui eh para todas as partes aqui dessa dessa desse tópico da aula n eu vou trazer aqui um uma
de forma resumida o que eles chamam de de agenda de implementação de tomada de decisão é uma maneira resumida Mas a partir da ideia dos autores então agenda é quando o problema surge ou não eh como alvo da atenção do governo como chama ou eh chama do governo e vai ser tratado ou não eles dizem o seguinte ó a construção da agenda ela pode ter duas formas diferentes uma uma visão de uma construção mais objetiva ou seja aquela ideia que surge um problema e o governo vai trazer uma solução e é uma forma bem objetiva
e uma forma mais subjetiva que di Olha o problema quando chega a agenda não é necessariamente porque ele surge existem ideias pré-existentes motivações difusas disputas políticas disputas de poder disputas por interesses e toda essa construção social é que vai determinar o que chega na agenda e não necessariamente o problema mais importante do momento até essa subjetividade aqui eh diz bom o problema é o problema mais importante do momento para quem né uma outra questão que eles trazem é que Ah aqui uma fusão de ideias atores e estruturas pode determinar como a um tema chega na
agenda eles colocam essas duas ideias aqui eh funil de causalidade então eh Há instituições que tratam dos temas que vão chegar e que não vão chegar até a agenda e dentro dessas instituições também determinados conjuntos de IDE um conjunto de ideias predomina a cada período de tempo então o mesmo tema que chegaria numa mesma numa mesma estrutura institucional eh com uma ideologia predominante ele pode ir adiante na agenda e se a ideologia predominante fosse outra eh Pode ser que esse tema não fosse adiante na agenda é a mesma coisa o inverso então eh uma ideologia
predominante em diferentes estruturas instituci ionais ele pode levar um tema a chegar ou não na agenda por isso aqui ideias atores e estruturas e os ciclos de visibilidade então quando um tema está captando atenção do público ele tem maior possibilidade de chegar na agenda temas que vão paraa mídia que tem grande repercussão por exemplo eles chamam mais a atenção eh dos tomadores de decisão da classe política para que aquele tema seja resolvido porque é um tema que está tendo grande visibilidade pública Às vezes pode ser não pode não ser o tema que está afetando mais
pessoas ou o tema mais grave ou o tema que seja mais fácil de ser resolvido mas é aquele que está chamando mais a atenção sobre modos de montagem da agenda uma discussão interessante que eles fazem é que existe uma parte que o público em geral participa e existe uma parte especificamente institucional que envolve os atores políticos a burocracia eh envolve muito mais eh questões estatais do que questões do público em geral Hum então o espaço público é o espaço da discussão dos temas que podem chegar à agenda enquanto que o espaço estatal espaço institucional é
o espaço da ação onde se desenha ou se define e se implementam as as políticas públicas E isso também tem fases então a a fase onde se inicia a discussão onde se especifica uma possibilidade de de de encaminhamento da agenda a expansão desse tema para outros para um público maior e o finalmente o acesso do tema até a agenda então a eh a própria formação da agenda Ela também tem um os seus ciclos e subsistemas assim como a política pública como um todo então por isso até o título desse livro eh política pública seus ciclos
e subsistemas porque quando se trata do ciclo da política e fala fala de a agenda tomada de decisão implementação n isso é o ciclo isso aqui é um subsistema dentro do ciclo da política pública então a agenda tem o seu próprio subsistema a agenda tem um próprio ciclo da agenda para que o tema chegue na o o tema chegue e seja tratado pelos entes públicos pelos entes políticos e um tema dentro dessas fases A Iniciação de um tema dentro da agenda ela pode ser externa interna ou pode vir de uma de uma mobilização externa então
pode ser eh essa mobilização eh tem a ver aqui com o ciclo de visibilidade tema que está chamando atenção pública A Iniciação externa pode ser uma proposição eh um órgão não estatal por exemplo propõe uma política uma política pública propõe um projeto de lei e uma iniciação interna é aquela que acontece dentro dos próprios círculos políticos e eh e é tratada iniciando-se não a partir de um problema detectado Mas a partir de uma iniciativa dentro do sistema político do sistema público como que um tema da agenda se vincula ao conteúdo ou como o conteúdo se
vincula à agenda elele Traz duas duas ideias teóricas aqui é Quando surge uma janela de oportunidade então Quando surge essa janela de oportunidade É aquela ideia do kingdom do alinhamento do do problema com a possível solução e com o ambiente político quando os três fluxos estão propícios abre-se a janela de oportunidade E aí esse conteúdo consegue chegar até a agenda a outra ideia através da construção de imagens o texto do Bal gartner e Jones eh a abordagem deles Traz essa ideia da construção das imagens eh que levam um tema a chegar na agenda isso tem
a ver aqui com essa construção subj dos dos temas que chegam até a a agenda Então esse é o subsistema da da agenda na visão do Michael How depois da agenda eles colocam a formulação da política como o passo seguinte formulação entendida como desenho de um curso de ação para tomar um posicionamento de um tema que chegou à agenda então a a formulação ela acontece depois que a problemática já está na agenda e a formulação possui suas fases também o subsistema da formulação possui fases específicas apreciação do tema que chegou na agenda o diálogo entre
todos aqueles que podem eh contribuir com a formulação dessa política a formulação em si e a consolidação a o levar adiante essa política em relação ao conteúdo de uma política quando ela chega a essa a essa fase de formulação esse conteúdo ele pode pode ter limitações pode restringir aquilo que foi pensado inicialmente quando o tema chegou à agenda existem limitações substantivas ligadas a questões objetivas e materiais refere-se a por exemplo não tem pessoal para fazer eh para executar essa política H esse conteúdo dessa política não tem dinheiro para levar adiante ou então não há tempo
para se executar essa política no momento da formulação é possível detectar isso se fal falta faltam pessoas falta dinheiro ou não tem tempo isso são questões absolutamente objetivas questões materiais e os outros são procedimentais organização e institucional para padrão vigente de ideias é aquela mesma ideia tratada anteriormente na definição da agenda em que uma determinada organização institucional pode permitir ou não que uma política vá adiante ou um conjunto de ideias predominante no momento pode também permitir que o tema vá adiante ou não a substância de uma política na hora da sua formulação é definição da
melhor forma de tratar o problema e implantar a solução e aqui não não se está dizendo que é uma questão mais objetiva pode também ser uma questão mais subjetiva pode depender de negociações políticas mas é a melhor forma porque é a forma possível de se implantar uma solução e isso está ligado com as ferramentas políticas disponíveis então quanto de informação se tem sobre o tema a a autoridade quem vai executar quem pode eh levar adiante quem pode comprar a ideia e ter autoridade suficiente para fazer com que essa política seja efetivada esse ator existe é
uma instituição é uma pessoa que tem poder político a verba uma das Ferramentas políticas é o dinheiro para se executar uma política pública e a organização institucional novamente aqui ó tem aqui as limitações procedimentais estão ligadas às ferramentas políticas a organização institucional é fundamental para se levar uma política pública adiante ou não depois que o tema chega na agenda que a política é formulada aí a Tom ocorre a tomada de decisão na qual diversa os atores participam e aqui ã uma uma afirmação aqui de que o número número de atores envolvidos diminui substancialmente nessa fase
eh quando se compara política externa e política pública os autores também dizem olha se comparar todas as fases da da política externa ou da política pública Se eu olhar na paraa política externa a a na fase de tomada de não só na fase de tomada de decisão mas a política exna como um todo já é muito menor o número de atores que tem acesso a tratar a política externa E no caso da tomada de decisão menos ainda então na política públ já diminui o número de atores na política externa diminui diminui mais ainda então é
muito restrito o número de atores que participam dessa tomada de decisão mas sem tratar especificamente de política externa falando de política pública atores estatais em geral na tomada de decisão eles têm poder de voto e poder de veto os atores estatais eles conseguem e definir qual política será levada adiante e qual não será enquanto que os atores não não estatais eles têm capacidade de voz t eh espaço para tentar influenciar a decisão mas eh na hora da tomada de de decisão são os atores estatais que predominam e decidem o que vai adiante ou o que
não vai os tipos de escolhas que acontecem na tomada de decisão eles tratam o o Michael howl o hames e o per eles dizem que uma escolha positiva é quando uma política é aceita é levada adiante para modificar algo uma escolha negativa é quando a política não é aceita e toma-se a decisão de não modificar aquela situação toma-se decisão de não resolver o problema e uma não decisão é aquela que não se decide nada o nome já é sugestivo e não se faz nenhuma ação sobre o problema então se o problema piorar ou melhorar por
conta de alguma outra circunstância não se não se realiza nenhuma ação sobre isso a a decisão negativa ela se refere a esse problema Continuará da forma como ele está então Eh às vezes pode se confundir ali a a não decisão Ah com uma escolha negativa são semelhantes mas tem esse detalhe na diferença e a decisão positiva É aquela em que uma política é escolhida para ser levada adiante aí alguns modelos de tomada de decisão eh de um de um ponto de vista teórico eh o primeiro deles o racionalismo que considera que que deve ser tomada
a melhor opção entre custo benefício e o incrementalismo que é aquele modelo em que diversas diversas barganhas e concessões que acontecem no âmbito político eh eles vão incrementando e vão decidindo eh qual política será será selecionada então então além de se escolher Ah se olhar para as melhores melhores opções tem que se considerar as melhores opções para quem E aí cada um vai utilizar sua quantidade de autoridade a verba disponível eh a organização institucional as ideologias vigentes para negociar isso aqui e definir qual política será levada adiante por isso o modelo racional é aquilo que
é Tecnicamente desejável você olha e falou a melhor opção é essa mas eh no modelo incremental pensa-se no que é politicamente possível eh atores estatais veja aqui que tem poder de de voto e de veto eles podem vetar por eh interesses políticos votar a opção Tecnicamente desejável e ficar com a e aí aqueles que desejavam essa opção podem ter que se contentar com aquilo que é politicamente possível porque o poder de veto foi exercido por algum por algum ator dentro aqui do processo decisório e o modelo de sondagem mista que tenta juntar os dois e
diz o seguinte ó na na fase de pré-ca antes da decisão eh tem muita tem muita barganha então Eh já se coloca as cartas na Mesa daquilo que pode ser aprovado aquilo do que não pode então você tem cinco opções aí eh Tecnicamente desejáveis dentro dessa pré-concentração são deixadas de lado porque politicamente Não será possível eh então essa parte incremental eliminou duas opções essas outras três opções é que vão para a fase racional então escolhe se é melhor dentre essas três Então esse modelo da eh sondagem mista Traz essa ideia e o modelo garbage Ken
modelo da cesta de lixo rejeita essa racionalidade aí do do qualquer racionalidade do e intencionalidade do modelo racional e do modelo incremental e diz que os problemas e as soluções eles estão eh dentro de um no mesmo ambiente e um dia eles acabam se encontrando então Eh no nesse modelo são conjunções fortuitas e decisões acidentais que fazem com que problemas e políticas se encontrem e que elas sejam aprovadas tornem-se Tecnicamente desejáveis politicamente possíveis então é muito mais o acaso do que a racionalidade e a intencionalidade que fazem com que políticas públicas aconteçam fase seguinte é
a da implementação colocar em prática a decisão que foi tomada nesse caso predominam os atores e os órgãos burocráticos faltou uma letra S aqui na na minha escrita e mas predominam os órgãos burocráticos órgãos governamentais predomina a administração pública mas a administração pública tem limitações também mas a política é definida e eh em um determinado momento e pode ser que no momento da implementação aquela verba disponível não tenha mais uma política é aprovada em um ano e no orçamento do ano seguinte não há verba para sua implementação Então isso é um fator limitador aí dos
órgãos burr para implementar uma política e Depende do momento político também às vezes uma política pública ela é definida ela entra na agenda é tomada uma decisão E no momento eh ela é elaborada E no momento da implementação eh mudou o governo por exemplo o governo que antes era oposição passa a ser situação e bloqueia a implantação daquela política que foi desenvolvida na gestão anterior questões teóricas mais básico aí da fase de implementação são as ideias top Down Bottom up eh nas quais um design organizacional ele faz com que as políticas eh a fase de
IMP na fase de implantação tudo venha de cima para baixo seja 200 e que tem mais mais poder mais verba mais autoridade e que tomam as decisões para serem serem implementadas nos níveis de menor poder de menor acesso às tomadas de decisão e o modelo Bottom up eh em que o design organizacional coloca quem está na na na base quem vai ser afetado diretamente quem está na ponta da política do dos resultados de uma política pública eh para que participe diretamente da implantação que sejam eh agentes da da implantação e Ah bom a teoria dos
jogos que eh dá conta de que mesmo no momento da implantação há também fases de negociação eh que tem a ver aqui com essas limitações que existem para a implantação de uma política então há uma barganha e a eh a necessidade de negociação também na implementação das políticas e a teoria do agente principal que ou uma instituição ou uma uma instituição ou uma figura eh Central tem a capacidade de levar adiante a implementação de uma política instrumentos e composições políticas bom modalidade autoridade verba e organização institucional isso eh diz respeito à estrutura a estrutura geral
de uma sociedade e principalmente dos órgãos políticos no momento da implantação de uma política pública essa modalidade eh tem a ver com a a palavra já diz são os nós onde se encontram as instituições onde se encontram aqueles que definem o orçamento com aqueles que definem as políticas onde está a autoridade de cada um se há eh verba disponível para essa implantação e a própria organização institucional que tem a ver aqui com a modalidade os estilos de implementação das políticas um ponto importante que é a natureza do sistema político pode ser mais complexa ou mais
simples e o outro ponto é severidade das restrições ao estado mais alta ou mais baixa a IMP Depois de toda a decisão se uma política será implementada tem uma série de fatores limitadores aqui fatores complicadores eh tempo dinheiro eh a a autoridade política o conjunto de ideologias predominantes no momento e um sistema político com natureza mais complexa Ou seja aquele em que há um sistema de freios e contrapesos em que uma instituição eh Ela depende da outra para implantar uma política porque cada uma faz o o a o controle da outra ou seja onde há
mecanismos de Transparência para implementação de uma política torna um sistema político mais complexo E isso tem a ver com a severidade das restrições ao estado bom se há mecanismos de muitos mecanismos de Transparência que Torn o estado mais complexo a natureza do sistema político há muito mais restrições para a implementação de uma política agora num sistema mais simples vamos dar exemplo aqui um sistema autoritário em que há poucas restrições ao estado no sistema autoritário as restrições são menores então a a implementação torna-se mais simples e em geral isso tem a ver com esses mecanismos de
Transparência eh disponíveis ou não no na estrutura estatal e no sistema político e a última última fase é a fase de avaliação que é onde se verifica se a política está funcionando ou não e que é um dos temas centrais aí quando se trata de ciclo de política e aplica isso à política externa eh um dos pontos centrais é que é muito difícil se avaliar e se controlar o os temas de externa por conta da natureza dessa política que é muito centralizada é mais e é mais fechada e é menos transparente aí eh duas duas
formas de se se analisar aqui as as políticas uma que os autores chamam de positivista outra de pós-positivista n no modelo positivista ele é um modelo mais objetivo e o modelo pós-positivista ele traz uma carga de subjetividade Então por ex no modelo positivista você pega números e vê uma determinada política Quantas pessoas ela atingiu Qual benefício trouxe e pode se mensurar se a política foi Eh boa ou não se ela trouxe ou não os resultados esperados uma visão pós-positivista sempre se você vai perguntar eh Tá mas ela foi boa para quem esses esses resultados foram
bons eh para quem Então são duas perspectivas eh duas perspectivas que dá para se dizer que estão inclusive no campo filosófico da da avaliação das políticas o policy learning é a avaliação baseada em evidências e que procura eh através das evidências daquilo que a política pública gerou eh apontar se essa política foi uma política que teve sucesso ou que não teve sucesso e o grande a grande dificuldade de se se avaliar isso aqui o sucesso ou não de uma política tem a ver também com o tipo de visão que se traz eh mais positivista ou
mais pós-positivista na avaliação de uma política pública umaa visão mais positivista os resultados mensurados vão determinar uma escala de sucesso ou de insucesso na avaliação pós-positivista muitos outros elementos qualitativos têm que ser incorporados a essa análise quem faz a avaliação ela pode ser uma avaliação administrativa uma avaliação judicial uma avaliação política na avaliação administrativa ela tem eh muito a ver aqui com o modelo positivista que busca os resultados mais objetivos eh do de uma política uma avaliação judicial ela pode levar em conta eh qual é o verdadeiro resultado para aqueles que foram para aqueles que
foram afetados é menos comum eh que se tenha essa avaliação judicial de uma política pública e a avaliação política é aquela que também é feita pelos próprios próprios eh entes políticos que participaram do processo decisório aqui eh duas observações são importantes esse tipo de avaliação uma maneira um pouquinho diferente o Rafael calduch coloca dentro do ciclo da política externa e diz que essa avaliação que ele chama de controle ela aconte pode acontecer no âmbito interno ou no âmbito externo então Eh atores internacionais também podem fazer essa avaliação Esse controle da política interna e um outro
ponto é que sobre a avaliação política ela pode trazer um viés porque o ator político que defendeu uma implantação de uma política ele pode olhar para os resultados e trazer somente os resultados positivos eh para que aquela ideia que ele trouxe eh seja tidda como uma ideia de sucesso não uma ideia que não teve sucesso então a avaliação política ela é sempre mais suspeita enquanto que a avaliação administrativa em geral ela é mais técnica decisão pelos resultados e após uma fase de avaliação pode se decidir por continuar uma política por eh descontinuar momentaneamente aquela política
ou alterar aquela política e continuar com ela de uma maneira diferente Ou finalizar de uma vez com ess política pública e os estilos de avaliação e estilos de avaliação dos governos Então qual a capacidade de um governo de avaliar a política é alta ou é baixa eles não tem a própria estrutura institucional para avaliação e complexidade do subsistema Alta ou baixa Então aqui tem a ver também com aquela aquela ideia de um governo mais complexo menos Complexo Mais parente ou mais ou mais autoritário isso está ligado também a a essa ideia que estava lá na
implementação então Eh é dessa forma que esses autores eles eles trazem essa ideia do ciclo da política pública só que discutido a a um outro nível tanto tanto teórico como conceitual eh de de forma a levar uma maneira mais profunda mais aperfeiçoada mais sofisticada a discussão sobre o ciclo da política pública para que não fique somente naquela ideia do de cada um estágio muito simplificado cada um estágio possui os seus próprios subsistemas e a sua própria complexidade bom vamos a uma discussão agora sobre como considerar esses elementos para se formular aí desenhos de pesquisa em
política externa como política pública aqui eu coloquei aqui um desenho uma figurinha aqui representando el o salvador outra representando o Brasil e falar de novo daquele exemplo que eu tenho citado já nas outras aulas da política pública do dos bancos de leite humano do Brasil que foram implantados em a Salvador só a política pública que existia no Brasil que foi implantada também em El Salvador Então os dois países passaram a ter essa política pública que foi por conta de um acordo de política externa isso que propiciou que isso que isso acontecesse é aqui eu coloco
algumas questões para debate o caso dos bancos de leite humano entre Brasil e o salvador ele é somente política externa é somente política pública bom ele era uma política pública no Brasil e é uma política pública no é o salvador então ele é política pública eh ele é política externa bom eh foi fruto de uma de um acordo internacional ligado as diretrizes de política externa dos dois países que propiciou que essa política pública brasileira fosse implantada em El Salvador então ele não é somente política externa não é somente política pública dá para tratar dos dois
mas veja só se você quiser tratar só esse aqui no Brasil ou só em a Salvador ou então tratar só do âmbito das negociações da política externa Então vai depender do objeto de pesquisa se você quer tratar relações Brasil e é o salvador somente se você quer analisar como isso aconteceu no âmbito do do processo decisório de política externa vai ser só política externa se você quer por exemplo ver os resultados dessa política no Brasil e comparar com os resultados da política em El Salvador vai ser um trabalho de política comparada você vai fazer polí
polí duas políticas públicas comparadas é é um um uma mesma política em dois Ambientes diferentes vai fazer uma comparação é um trabalho só de política pública Então vai depender do teu objeto de pesquisa agora se você trata esse processo como um todo aí sim é um trabalho de política externa e de política pública o caso esse mesmo caso ele é a política externa como política pública ou é uma política pública como política externa e veja só para o Brasil o Brasil já tinha essa política pública implantada e essa política pública foi um instrumento de política
externa para fortalecer as relações do Brasil com El Salvador então no caso do Brasil foi uma política pública que foi utilizada como instrumento de política externa no caso de El Salvador foi o inverso é o salvador utilizou-se das suas diretrizes de política externa e da aproximação o Brasil para trazer para cá essa política pública então Eh dependendo do objetivo da tua análise pode ser uma coisa ou pode ser outra o que o que representou pro Brasil essa política pública dos dos bancos de leite humano o Brasil um instrumento de política externa de aproximação com El
Salvador para El Salvador fo uma política pública que foi fruto de uma aproximação ao Brasil que o que estava nas suas diretrizes de política externa Então como elaborar um desenho de pesquisa que aborde política externa como política pública e aqui vou relembrar um ponto importante essa disciplina desde o início ela se propõe a ser uma disciplina teórica discutir esse objeto política externa como política pública e apontar possíveis caminhos com os quais é possível se estudar um objeto que está dentro do escopo tanto da política externa como da política pública e eh discutir ferramentas de análise
que possam analisar o âmbito da política externa e o âmbito da política pública inclusive permitindo-se eh olhar como as pessoas da sociedade que são lá na ponta afetadas pela política pública eh como como isso influenciou na vida dessas pessoas Então assim é possível se tratar política externa como política pública pegando todo o segmento da sociedade a classe política que decide A política externa a classe política que decide a política pública as pessoas afetadas na política pública também e todos os outros atores que influenciam nesse processo decisório então de um ponto de vista teórico de um
ponto de vista metodológico para se estudar política externa como política pública em toda a sua amplitude isso vai depender sim do seu objeto de estudo e do objetivo da sua pesquisa e já inicialmente tanto objeto como objetivo eles devem ter política pública e política externa de maneira eh explícita eh para que se torne um trabalho com essa um trabalho com esse cunho metodológico com esse cunho teórico Vamos a um outro exemplo aqui um exemplo fictício o anterior foi um exemplo real esse um exemplo fictício vamos supor que um determinado país no mundo resolve eh aumentar
a sua Frota de veículos e quer aumentar a produção de veículos para mudar por exemplo o seu modal de transporte e para abrir mais espaço no seu comércio exterior esse país vai necessitar ver a sua indústria automobilística e eh produzir também eh estradas produzir condições para que as pessoas adquiram os seus caros então Eh essa seria uma política pública eh de de transporte uma política pública de mobilidade dentro do país então para isso é necessário uma industrialização para disponibilização de veículos e é necessário Então se decidir como essa política pública seria levada adiante Por enquanto
só política pública mas Suponha que esse país ele não tenha a não tenha as matérias primas suficientes para fazer essa produção dos automóveis então para isso vai precisar fazer acordos internacionais colocar nas suas diretrizes de política externa a aproximação com países que tenham as matérias primas para fornecer para que eles consigam levar essa política de essa essa nova política pública de de mobilidade nova política pública de transportes ela possa ser levada adiante então na política externa aproximação a necessária aproximação com países que tenham a matéria prima para fornecer e isso é que vai viabilizar que
a política externa a política pública seja executada Então temos aqui sim uma política externa como política pública sem essa sem o sucesso nessa política externa a política pública pode também não acontecer e aí dentro desse desse âmbito internacional Ah vamos supor aqui que os tomadores de decisão Em política externa eh encontram três possibilidades de de negociação para as matérias primas que eles precisam aqui para executar essa política pública e na primeira opção um país que tem boas relações políticas mas há dúvida se esse país vai conseguir fornecer tudo o que eh é necessário para levar
essa política adiante então há um grau de incerteza eh aqui nessa primeira opção por conta da possibilidade que a política política pública tenha que parar em algum momento e ser reelaborada por falta de matéria prima na segunda opção a matéria prima abundante Isso não é um problema mas as relações políticas são complicadas então motivações políticas podem eh levar a que essa matéria prima Deixe de ser fornecida e a política pública não seja efetivada embora essa matéria pra exista as questões políticas podem eh evitar que a política pública seja levado adiante e a terceira opção aqui
que tem o melhor preço mas Exige uma contrapartida eu te vendo minério de ferro a um bom preço porque eu vou subsidiar os impostos de exportação do meu minério de ferro mas eu eu preciso que você me venda automóveis também a um preço subsidiado também então Eh são três opções diferentes que tem possibilidades e tem riscos e aí aqui que você pode eh olhar falar bom Então como que eu vou analisar um caso desse eh por exemplo E aí você no final das contas Digamos que é decidido aqui pela opção um por exemplo eh para
se levar adiante essa política pública você vai analisar o por isso aconteceu e como isso vai afetar Aqui as pessoas desse país Então você tem aqui uma política pública e você tem de alguma forma uma política externa para ser analisado tem eh uma matéria de política externa uma matéria de política pública para ser analisadas e agora vamos aqui um um quadro aqui com um exemplo de como podemos pensar desenhos de pesquisa complexos para se analisar política externa como política pública Por que eu acho isso Ness ário porque nos inúmeros textos que nós temos visto a
política externa como política pública ela tem sido não tem sido tratada dessa maneira do ponto de vista teórico e analítico Então ela é tratada como ah os atores há mais atores participando do processo decisório da política externa Ah então ela se tornou mais pública a política interna está afetando mais a a a a política externa a e política interna é igual política pública então política externa se tornou eh mais próxima de uma política pública e outra outra questão que podemos levantar que ah o modelo pode utilizar um modelo de política pública para analisar a política
externa Ah então é política externa como política pública de um ponto de vista teórico dá para dizer que sim mas nenhuma dessas análises ela pega um tema que passou pelo processo política externa tornou-se que tornou-se uma política pública e explica os dois âmbitos de maneira detalhada como se deu a negociação internacional como se deu o processo decisório interno da da da política da política externa eh como se implantou essa política pública qual quais os efeitos que ela gerou Esse é o processo completo que é esse esse diagrama que eu fiz aqui então Imagine que você
tem aqui ó dois países fazendo algum tipo de negociação em em um tema que torna-se política pública em ambos então um desenho de pesquisa complexo para se analisar isso ele teria que trazer aqui ã o análise da política pública nos dois países o processo decisório de política externa nos dois e isso tudo ocorre no âmbito interno e depois no âmbito internacional como é a execução dessas diretrizes então aqui o o exemplo ali do caso de Brasil éo Salvador ele é é possível se tratar todo todo esse processo e então de um ponto de vista teórico
como que nós resolvemos essa questão temos as teorias das relações internacionais que tratam de uma maneira mais Ampla os modelos de análise análise de política externa e os modelos de análise de políticas públ pcas eh em um primeiro momento para se pensar um desenho de pesquisa complexo como esse pode-se pensar em eh modelos de análise de política externa e teorias de relações internacionais para eh analisar o ambiente Internacional e o modelo o processo decisório de política externa as os modelos de análise de política de política externa eh embora aqui também o modelo do ciclo de
políticas ele possa ser adaptado para isso e esses modelos de análise de políticas públicas que tenho trazido aí na nas aulas o modelo do kingdom a discussão do lindb modelo do ciclo eh pode ser utilizado para analisar aqui as políticas públicas nos dois ambientes nos dois países e aí é possível fazer uma uma pesquisa assim sim mas num primeiro momento eu eu diria que dificilmente é possível fazer uma pesquisa assim e resumir em um único artigo por exemplo Em geral os artigos acabam tratando cada um de um momento diferente agora em uma tese de doutorado
em uma dissertação de Mestrado ou mesmo em um trabalho de conclusão de curso de graduação é possível fazer isso porque há mais espaço para se fazer essa análise torna-se um trabalho mais longo então nessa Primeira ideia de desenhos de pesquisa para se tratar de política externa como política pública essa é a primeira conclusão a que se chegamos que eh bom a primeira que os trabalhos disponíveis não tratam de uma ponta até outra eles tratam partes dessa complexidade Esse é o primeiro ponto o segundo ponto é que não há uma teoria ou um modelo de análise
único que dê conta de tudo isso aqui a é a segunda conclusão a terceira conclusão é que sim há modelos de análise que dão conta eh disso aqui mas deve-se utilizar mais de um modelo de análise e um desenho de pesquisa complexo como esse a quarta conclusão a que se chega eh Qual modelo desse eu vou usar hum eh teoria vou usar modelos de análise vai depender do objetivo do seu trabalho e do objeto que você vai analisar Então se o teu objeto vai de uma ponta a outra aqui você vai ter que utilizar mais
de um modelo de análise se o teu objeto é mais simples se o teu objetivo é analisar aqui algo mais simplificado você eh pode utilizar Talvez um único modelo de análise e a última conclusão a que se chega é a seguinte Para um objeto de PES para um um modelo de de aqui um desenho de pesquisa complexo como esse o que caracteriza então que será um trabalho de política externa como política pública né no mínimo ele tem que tem que considerar aqui um desses espaços da política externa né um desses espaços da política pública e
necessariamente o ambiente internacional então se você fizer um trabalho aqui considerando de um único país a política pública o processo decisório de política externa e como isso foi tratado no ambiente internacional já é um sim um trabalho de política externa como política pública que do ponto de vista metodológico dá conta da de uma análise uma análise complexa segmentada mas que cabe dentro de um único objeto para finalizar essa aula então eu diria que eh de uma ponta a outra aqui é possível se fazer trabalhos mais extensos eh e vários artigos discutindo esses esses elementos em
um projeto de pesquisa mais extenso agora eh aqui o ambiente Internacional e no ambiente interno de um dos dois países é possível se resumir em um artigo bastante sólido essa discussão mas necessariamente vai ter que se fazer uma composição com mais de um modelo de análise Então essa é a ideia que que eu trago aí para fechar essa aula de como se pensar desenhos de pesquisa que deem conta da totalidade do da política externa como política pública abordando desde a política pública eh em um país até lá na ponta a política pública no outro país
passando por todo o processo da política externa