Nessa semana, o Jornal Nacional vai abordar um assunto que afeta diretamente milhões de famílias, aquelas que têm uma dificuldade enorme de equilibrar as contas do mês, porque se endividam mais do que deveriam, porque fazem compras por impulso ou porque não procuram formas de economizar dinheiro. Nas reportagens do Elter Duarte, a gente vai ver que existe uma saída para esses brasileiros. A educação financeira.
Descontos imperdíveis apenas 499. Aproveite antes que acabem. Não perca tempo e aproveite.
Viver é uma luta diária. Manter a família, filhos na escola, supermercado, remédios. Um desafio que fica ainda mais pesado quando o orçamento da casa sai dos trilhos.
A vida dos irmãos Fabíola e Fabrício não tá fácil. Eles tiveram que voltar a morar com a mãe para escapar do aluguel e de mais dívidas. Você tem ideia hoje de quanto você tá devendo?
Eu acredito que deve est em torno de uns 10, 12. 000. Acredito.
Em quê? em cartão de crédito, empréstimo no banco, tem contas pequenas em com pessoas física. Fui assaltado que eu tinha uma moto com onde eu pagava a prestação da moto que era R$ 700 por mês.
E quando eu fui assaltado não consegui mais pagar a moto porque não tinha como trabalhar. Minha dívida da dessa moto ficou nessa faixa aí, R$ 21. 000.
Isso. Eles fazem parte de um grupo enorme que em algum momento perdeu o controle de suas finanças. pessoais.
Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio mostra que quase oito em cada 10 famílias brasileiras t dívidas a pagar, boletos, financiamentos, prestações e mais de 28% delas estão inadimplentes com o pagamento dessas dívidas atrasado. As pessoas que têm menor renda são sempre as mais vulneráveis. Se esse orçamento não tem muita margem, qualquer distúrbio na economia, uma renda que deixou de entrar para um trabalhador informal, um custo com uma despesa de saúde, desequilibra muito fácil esse orçamento.
E aí o sujeito entra naquela famosa bola de neve que ele vai tomando, ele vai se pendurando em várias dívidas, vai trocando de dívida e o banco vai percebendo isso e vai até emprestando, mas cobrando mais caro até o momento que ele não consegue pagar. Foi exatamente o que aconteceu. Os bandidos levaram a moto que o Fabrício tinha comprado em 60 vezes, 5 anos.
Tô correndo atrás aí para isso. Hoje eu trabalho com uma moto alugada. Paga quanto por mês só de aluguel?
1200. Porque é 300 por semana. Já a Fabiola perdeu o emprego que tinha como vendedora e ficou 4 anos sem trabalhar.
Nesse período fez um curso de cuidadora de idosos, a nova profissão. Eu faço dois plantões. É muita coisa.
É, eu faço o plantão de 12 horas, aí no outro dia eu vou pra outra casa, faço outro plantão de 12 horas e assim vai. É exaustivo. Mas sou mãe, né?
Então eu tenho que aguentar. É triste ver e ouvir um depoimento como da Fabíula, né? Ninguém deveria passar por tanto sufoco.
Mas por que tantos brasileiros tomam caminhos que levam ao endividamento? São vários os motivos, coisas que vão acontecendo ao longo de nossas vidas e também escolhas que vamos fazendo sem pensar com cuidado. Uma pesquisa divulgada hoje mostra que nessa rota a inadimplência no cartão de crédito continua sendo a principal causa de nome negativado na praça, seja cartão de banco, loja ou de alguma outra instituição.
Quantos cartões? Mais de cinco, mais de cinco. Mais de cinco, porque tem o de duas bandeiras, tem cartões online que ele tá te dá essa facilidade e aí você se enrola.
E tem o cartões de lojas pessoais, entendeu? Em segundo lugar, nesse ranking, vem um empréstimo em banco ou financeira. O próximo crediário, o famoso carnê de loja.
Em quarto lugar, o cheque especial. Descontos imperdíveis. A pesquisa feita em todo o país revela um padrão de comportamento em mais de metade dos devedores.
O impulso é um grande vilão. A gente percebe pelos dados da pesquisa que o brasileiro ele tem essa necessidade da autorreompensa emocional, acaba comprando para se satisfazer diante de algum momento adverso e e por isso acaba gastando mais do que pode. O meu problema hoje é cartão de crédito.
Eu acho que é o meu calcanhar de Aquiles ali que hoje eu tô morando com meu namorado, então é, entra naquele ponto de ter que mobiliar a casa. Então a gente começa a querer comprar várias coisas e isso acaba a forma que a gente tem o cartão de crédito, né? O Wendel não está em nadimplente, mas ele vem parcelando a fatura com juros altos cobrados pelo cartão.
Eu faço essas simulações e vejo qual vai ser o melhor cenário para eu conseguir administrar. Da mesma forma que o consumidor pesquisa um preço no comércio, as vésperas do Natal, preço de um serviço, ele busca a concorrência para pagar menos, um consumidor mais instruído financeiramente iria pesquisar melhor o preço do dinheiro, que é a taxa de uso. Ele entender que às vezes 0,5% numa taxa faz muita diferença se esse empréstimo for longo.
O Banco Central faz um levantamento dos juros cobrados no país. Veja a disparidade. As taxas para o parcelamento da fatura variam de 34 a mais de 700% ao ano, dependendo da administradora do cartão de crédito.
No rotativo, pagar o mínimo da fatura o pior dos cenários. A diferença é ainda maior, de mais de 67% a quase 1000% ao ano. Cheque especial de mais de 19 a quase 300%.
Crédito pessoal de mais de 16%, chegando perto dos 1000% ao ano, dependendo do banco ou da financeira. Uma dívida no cartão de crédito, ela dobra em ces na média. Existe cartões é que a dívida dobra em três meses.
Ou seja, um problema de curto prazo até para quem tá desequilibrado. O brasileiro, ele precisa ficar atento nas taxas que estão envolvidas nos empréstimos, porque não é só o valor da parcela em si que você tem que avaliar. Você tem que avaliar o quanto vai te custar esse empréstimo para que você realmente consiga organizar seu fluxo financeiro.
Você chegou já a olhar qual cartão cobra os juros mais altos dos cinco que você tem? Olhei, nunca tive essa percepção. Eu sempre olho o total e tento ir pelo que tá mais barato, o mais baixo, que é o que eu acho que eu vou conseguir pagar tudo.
Mais barato, o valor total, né? Valor total. É.
E não juros. E não os juros. Eu nunca olho os juros, nunca tem que olhar tive essa percepção.
Tem que olhar a menina, olha os juros. Juros, pelo amor de Deus. Apesar do cenário, a gente tem que ressaltar dois aspectos muito importantes.
Nas famílias, com menor rendimento, está o maior índice de brasileiros que querem pagar as contas em atraso. E o segundo ponto, nem toda a dívida é ruim. Alguns produtos, alguns bens, eles só são adquiridos mediante endividamento.
Quem no Brasil pode comprar um eletrodoméstico, um automóvel ou um imóvel sem recorrer ao endividamento. O que é ruim é a dívida desequilibrada, é dívida não sincronizada com o orçamento. Aí isso sim cria um problema chamado inadimplência.
Isso é ruim até pra própria economia. O impacto acaba sendo um impacto muito mais do que apenas financeiro. A gente tem um impacto social e emocional muito grande nessa deimplência.
Na reportagem de amanhã, você vai ver caminhos e dicas simples que tm ajudado muita gente a sair das dívidas. Depois de anos no vermelho, a Sandra já está com quase tudo resolvido. E como conseguir ajuda de graça?
M.