Boa noite! Nós estamos aqui com a maravilhosa turma de Getúlio Vargas de 1983. Conseguimos reunir um pequeno grupo, graças a Deus.
E hoje nós vamos dar uma retomada para ver como cada um se desenvolveu, né? Então, eu sou a Magui e, mês que vem, vou fazer 60 anos. Sou separada, tenho duas filhas, não sou avó ainda, mas estou querendo toda a festa do 60º aniversário, porque eu fui professora, uh, professora de língua portuguesa e inglês, né?
Trabalhei no estado, trabalhei no CES todos esses anos, graças a Deus. Agora, já que estou em casa, eu faço de tudo para todo mundo, agora, né? Então, aposentada, faço um monte de coisa.
E que mais que eu tenho? Estou muito feliz de encontrar meus amigos, alguns eu não vejo há 40 anos, é muito tempo, né? Eu sou a primeira, né?
Então, é muito obrigada! Cortou agora, tem que cortar para amiga, mas para a piada. .
. Eu sou a Patrícia, sou casada com Eliel, ali ó, da mesma turma, da mesma turma de 83, desde os nossos 15 anos. Eu, 15, a gente tá ali ainda, né?
Lutando fiel. E, mas é assim, ou é assim. Eu ia brincar, né?
Mas assim, eu também me formei professora de matemática, estimulada pelo meu cunhado, que foi meu professor de matemática, porque, né? Um excelente professor que eu tenho muito para agradecer. E me tornei professora e trabalhei também como orientadora pedagógica agora, nesses últimos 12 anos, onde eu me aposentei há 2 anos e meio.
Nós temos três filhas, as gêmeas Juliana e Gabriela, a caçula que é a Juliana, que é do coração. E a gente tem agora, graças ao bom Deus, né? Depois de muita oração, o Davi, que é o nosso netinho, que vai fazer um ano agora, dia 9 de maio, né?
Que é um presente de Deus para nós. Então, nós somos avós. Qual a importância do Getúlio para você?
Nossa, Getúlio é assim. . .
é aquele período que a gente sabe, na adolescência, quando você precisa de incentivo, de amigos bons, de festa, de alegria, mas de chorar também junto, né? Que a gente. .
. às vezes vocês judiaram da gente, tem três aqui que nos ajudaram muito, mas assim, exigiram da gente coisas boas, né? Então, nós temos muito para agradecer por você, Roberto, que está atrás dessa câmera, né?
Marim, Professor Evaldo, também por você. Fez o que? Montagem teatral?
É isso! Por sinal, disso não é porque eu estava comentando, né? Uma lembrança que eu tenho sua.
. . vou contar, sua ten a do Marinho, tem do Roberto, mas vou contar sua.
. . um elogio que você fez numa redação que eu fiz, né?
Então, isso me trouxe muita motivação para escrever e dar a minha opinião, e nunca me omitir. Foi no livro "Analista de Bajé", que fazia parte do currículo na época, né? Então, eu me coloquei ali numa redação e você fez um comentário me incentivando.
Então, isso foi muito importante para mim, eu tenho que agradecer. E a gente ama cada um aqui, né? A gente construiu.
. . alguém vai falar para eu parar também.
A gente construiu amizade. Bom, eu sou a. .
. você viu? É que eu fui educadinha.
Eu sou Alzira, sou casada, tenho dois filhos, Mateus e Beatriz, já estão bem grandinhos também. Não sou avó, não, são casados. E continuo no Eden, não sei se vocês lembram, era o trio do Eden, né?
Eu, Magisso, Eli, a Su, Eli da Fat Family, né? Mas estamos sempre, né? De vez em quando nos encontrando assim, no bairro que seja.
Vocês, nunca mais, né? Gente, um grande prazer estar reencontrando cada um de vocês, mesmo rostinho, mesma alegria! Estou muito, muito feliz, né?
Os professores, então, imensamente gratos pela presença de vocês também. E é isso, estou ainda trabalhando, não me aposentei ainda, mas tenho também que dizer que as lembranças e o legado que o Getúlio nos trouxe é assim, é pra vida. Não foi só como aluno, mas pra vida mesmo, né?
Então, só gratidão de verdade. Eu sou. .
. aia! Me formei em matemática, sou professora atuante ainda, né?
Da disciplina de matemática. Sou casada, tenho um filho, Gabriel, e não tenho neto ainda. E assim, é um maior prazer estar aqui hoje, né?
Uma alegria tão grande de rever todos vocês, né? E, principalmente, vocês, professores, que marcaram muito a minha vida e, acredito, da maioria aqui. A gente tem lembranças assim, nítidas, na minha mente, de você, Roberto, por exemplo, né?
Teatro, as apresentações que a gente fazia. Nunca vou esquecer a apresentação que fizemos lá no palco do Getúlio Vargas, que eram cantigas de amizade e de amor. Acho que eu peguei essa parte, né?
Tinha "descaro", tinha outras, né? E nunca vou me esquecer com Evaldo, né? As nossas aulas, tantos exercícios.
A gente fez e, realmente, foi tudo muito válido. Marim também, né? Foi um aprendizado maravilhoso com vocês.
É uma época que eu considero a época de ouro, né? A minha época de ouro, porque foi a melhor época, acho, da minha vida, da parte estudantil, né? Porque na faculdade já é diferente, né?
Aquela correria, cada um tem sua vida, mas ali eu vou levar pra vida toda, né? Muitas lembranças e muitas alegrias boas que eu tive dali e dos colegas de classe também, que foi muito bom. Só tenho a agradecer.
Estou muito feliz de estar aqui hoje. Muito bem! Oi, eu sou a Maria Helena!
Assim, junto com o professor Roberto, resolvemos idealizar esse encontro nosso, né? De 40 anos. Está sendo uma emoção muito grande rever todos vocês, os professores.
Eu não quero chorar, tudo em, mas assim, são emoções muito grandes, muito fortes pra gente, né? A gente não se vê há muito tempo! Néo, cada um tem a sua vida, sua correria.
Eu fiz Odontologia, estudei na Unicamp e tenho o prazer de falar que minha maior nota foi em Química, né? A segunda nota foi em Português, a terceira foi em Matemática. Não sei se o Evaldo lembra, mas eu fui escrever o meu nome na prova, no cabeçalho, e coloquei “Matriz Helena César”.
A prova era de Matriz Determinante. Eu disse “Helena, patriz, Helena”. Nossa!
E o Marinho, eu contei para ele; alguns ouviram a história, né? Mas a gente estava voltando de viagem com um casal de amigos e no colégio, isso, né? E daí parou esse casal para brincar lá no Play Center.
Eu tinha prova de Química, nós tínhamos prova de Química na segunda-feira. Eu fiquei no carro estudando e não entrei para brincar no Play Center. Mas, assim, falando da emoção de estar aqui, eu acho que assim é uma coisa muito legal, né?
Eu acho que assim é para toda a vida. Isso aí! Uma emoção que, quando eu prestei esse bolinho para entrar no Getúlio, eu prestei à noite porque não tinha vaga de manhã, mas a intenção era mudar para a manhã.
Só que a turma foi tão acolhedora, foi uma turma tão boa e os professores tão maravilhosos que eu não queria nem pensar em não ter esses professores de manhã, né? Então, obrigada! Obrigada pela formação, obrigada por serem essas pessoas tão maravilhosas na minha vida.
Amo vocês! Já falei tudo. Bom, meu nome é Tia, né?
Eu também faço parte desse grupo aqui que, como a Cásia falou, foi um período, assim, muito importante na minha vida, né? Onde a gente construiu valores, né? Que a gente carregou por toda a vida, né?
E amizades, né? Isso é o que vale. E aí a gente passa para os nossos filhos, os netos, e assim vai.
Eu tenho um filho também que se chama Vinícius. Até hoje eu falei para ele: "Ó, filho, comentei com o professor Marinho que a gente vai, depois de 40 anos, né? A gente vai se reencontrar com os amigos e com alguns professores.
Depois, a mãe manda foto, tá bom? Vai ser o professor de Química, Matemática, Português e Literatura. " Então, é assim.
Eu também só tenho que agradecer por mais essa oportunidade de estar aqui, né? E agradecer pessoalmente a Deus, né? Para a gente estar aqui com saúde, né?
Poder estar tendo essa oportunidade de reencontrar. Ah, eu acho que é isso, professor. Muito obrigado por.
. . só falar uma coisa: eu sou casada com essa pessoa maravilhosa aqui, Marcos.
Eu me formei em. . .
aí, só abrir um parênteses, quando eu me formei e passei na Unicamp, eu fui até o Getúlio, encontrei com o professor de Matemática e falei: “Professora, eu passei na Unicamp. ” Ela falou: “Nossa, que bacana! Matemática?
” Eu falei: “Ciências Sociais. ” Ela baixou a cabeça. "Ai, meu Deus!
" Mas, assim, não lembro mais, mas olha, foi interessante. Aí eu fiquei com isso na cabeça. Eu fiz o curso, não é bolsa, mas fiz o curso, tal.
Não acabei não atuando, mas é porque eu gostava muito de estar lá na Unicamp, que era muito, muito divertido! E depois eu fiz Matemática e também tive a honra de trabalhar ao lado do professor Marinho no mesmo colégio. Então, foi uma coisa maravilhosa, né?
E eu queria agradecer à Maria Helena e ao professor Roberto por proporcionar esse encontro pra gente, que está sendo maravilhoso. Quanto tempo que a gente não se reunia, não se encontrava? E foi, como vocês falaram, um momento tão especial das nossas vidas, né?
Que a gente teve muita troca, a gente estava se formando ainda, né? Sim, se descobrindo. E foi maravilhoso.
Só tenho boas lembranças. Gente, eu sou tímida, tá? Meu nome é Rosana, eu sou muito tímida, eu não gosto de falar.
Eu sou casada com o Valdir, que fez o curso lá com a gente, né? Há 31 anos, mas nós estamos juntos da mesma classe, também da mesma classe. Há 31 anos nós somos casados, mas estamos juntos há 42 anos porque nós namoramos por 11 anos, né?
E aí, assim, eu me formei em Farmácia, tá? Graças. Eu tenho muito que agradecer ao Marinho, porque eu sempre gostei de Química e sempre gostei muito das aulas dele.
Eu era apaixonada por Química, por isso eu fui fazer Farmácia, né? Me realizei como profissional, trabalhei 30 anos na Indústria Farmacêutica, né? Hoje já sou aposentada, mas assim, realmente, foi e fiz a escolha certa.
Gostei muito de exercer a profissão de farmacêutica. E esse período que nós passamos, né? De 80 a 83 foi um período maravilhoso, né?
Porque a gente estava se descobrindo, né? Então, teve as peças do Roberto. Eu era muito tímida, né?
Continuo, né? Mas, assim, não parei. Eu estou aqui, no esforço.
Vocês não têm noção. E, assim, as peças, né? Me ajudaram muito, né?
A me soltar, né? E tem uma lembrança nós duas, né? Tentando.
. . eu tentando.
Você já era mais desinibida, tal. Lembra a gente no Poa, declamando os poemas, trabalhos, né? Então isso me ajudou muito na vida, né?
Então só tenho a agradecer a todos vocês. Tá? Realmente foi muito bom.
Agora sim, vamos ver quem é ela? Falou que ia chorar. Ali quem chora sou eu!
Mas, ai, nossa, meu nome. . .
Mas eu fui muito acolhida por essa turma aqui, porque eu entrei no segundo ano. Não sei se vocês se lembram, não fiz o primeiro ano com vocês. Entrei no segundo.
Fui muito acolhida tanto pelos colegas, né, como pelos meus professores, tá? E é isso, Cas. Ah, tá bom, estou casada.
Quantos anos? Quantos anos? Quantos anos?
Meu primo é meu primado. 38 anos e quem previu. Esse casamento foi meu professor, Roberto.
Ele falou: "Vocês vão se casar", falou no Arco Balena. Ele falou isso para mim, e eu estava tão triste naquele dia. Ai, eu não quero lembrar disso!
Eu estava triste e feliz ao mesmo tempo. Nossa, eu não vou conseguir. Ah, eu tenho quatro netos; quatro netos!
Um está na barriga, tem dois meninos. Eu tive, né, dois maravilhosos. Menos.
. . e professora!
Ah, profissão. . .
A profissão dos filhos! Ah, eu tenho um filho que é advogado, pós-graduado, e tem um arquiteto também. Então, meu nome é Diva, né?
Eu estou muito feliz de estar aqui. O Getúlio foi importante porque eu fiquei desde o primeiro ano no Getúlio até o terceiro ano do ensino médio, né? Eu morei, sempre ainda moro, ali na Rua Rio de Janeiro, na Rua 305.
Ali, ainda estou lá, né? Tenho um filho, Vittor. Eu saí do Getúlio e fui morar em Santos.
Fiquei morando lá 15 anos. Em Santos, meu filho é santista. Sou professora de matemática também, né?
Rendeu, não? As aulas dele, a lista de 200 exercícios, final de semana, rendeu. Foi bom, foi bom, foi bom!
E é isso aí; eu gostei muito dessa oportunidade, desse resgate dessa turma toda, que foi um momento muito incrível mesmo. Foi muito, mesmo! Muito obrigada!
Muito bem! Eu sou Marin. Ninguém trabalhou no Getúlio Vargas 25 anos, três dos quais passei com essa turma aqui.
Agradeço a Deus por ter estado com esse pessoal aqui, que é um grupo fantástico. Você falou que ia chorar, mas o Roberto me conhece; quase, quase chorei! Bem, eu tenho dois filhos.
Estou casado pela segunda vez. Um filho é engenheiro de computação e o outro arquiteto também. Hoje estou aposentado.
Como eu estou aposentado, eu faço tudo para todo mundo. Né? Dando comida para os pais, agora tenho tempo para mim, mas é assim mesmo.
Então, eu acho que é isso aí. [Aplausos] OK, eu sou Evaldo, professor de química e de matemática. Comecei realmente no Sesi a lecionar e, logo no ano seguinte, já estava no Getúlio.
Vou falar a data: foram uns 38 anos na prefeitura, né? No Getúlio, acho que fiquei até um pouco, aí depois assumi a vice-direção do Getúlio. Mas o interessante, antes de assumir a vice-direção, era que era período escolar e tinha que deixar os alunos aqui.
Aí você tem que arranjar um jeito para os alunos não ficarem chateados de ter deixado, né? Tanto o pessoal da manhã quanto o pessoal da noite, né? Mas tudo isso faz parte da história.
Mas essa turma aqui eu lembro. . .
Falar e citar nomes, assim. . .
ficava com o chamado de César, né? "Insiste, César! César, presta atenção!
" Essas coisas todas. Então, lembrando de alguns nomes. .
. Mas é. .
. E aí tinha a questão do. .
. Eu não sei se eu fazia bastante na época de vocês, na hora que estava explicando, né? A matéria, todo mundo queria atenção, né?
100%, 101%. Se um virava para trás, aí o giz voava, tum, virava, né? Aí, quando era aluno, eu pedia desculpa.
Quando era aluno F, assim: "Ô, cara, presta atenção, que aí ia. " Mas apagador. .
. no apagador, nenhuma vez! Ainda bem, mas nem comigo.
Essa turma aqui eu lembro em função do. . .
ele é o meu irmão, do meu aluno, a Patrícia. Ele é o que é o mano, é irmão, que me ajudou bastante. Vou contar uma historinha.
Opa, histórias! E ele é ocupado, tanto que eu escrevi na coisa e teve gente que deu uma risadinha, né? Não.
. . e foi bom porque eu aprendi, entende?
Aí nas minhas aulas, aquela empolgação da aula, né? Não prestava muita atenção no que eu falava, né? Um dia, o irmãozinho chegou e disse: "Mano, os colegas estão pedindo para você falar clássico!
" Mais clássico! "Clássico! Visto L!
" Lógico que eu ficava tirando sarro de mim. Ah, eu olhei e cobrava. Comecei a me escutar melhor, comecei a me ouvir melhor, até a dicção melhorou em função disso, né?
Tinha que prestar atenção no que estava falando. Até a questão do volume da voz alterei, foi alterada circunstancialmente. Mas foi uma.
. . Então, é um exemplo que ele veio falar, né?
Aluno, de vez em quando. . .
[Risadas] Professor e a satisfação de todos vocês aqui. Muito obrigado! Quem construiu?
Encro! Vamos lá! Eu sou Val, casado com a Rosana, e temos dois filhos, né?
Uma já formada e médica e o outro está estudando. Eu me divido: antes de Getúlio e depois de Getúlio. Eu sempre fui muito tímido e eu falava, eu brincava, falava besteira, alguma coisa, mas eu era tímido.
E eu me soltei muito com o meu professor Roberto no teatro. Nós chegamos a ensaiar uma peça por um ano, que foi quando a gente começou até a namorar. Eu fui meio que na peça também porque eu já estava.
. . Deb era, né?
Os professores foram muito importantes na minha vida, muito! Muito! Vocês têm uma participação muito grande, muito grande na minha vida, e eu só tenho a agradecer.
E esses amigos aqui, pelo amor de Deus! A gente caiu numa classe que só tem gente boa! Olha aqui, olha aqui, gente!
A gente era muito amigo, era uma classe unida, era junto. . .
Era lindo, era lindo de ver! Não é, Eliel? Nós fizemos o tiro de guerra!
Nós quase fomos expulsos do tiro de guerra! Sim, sou dentista também. Colega, a senhora Kátia também é dentista.
Ela também é dentista e, depois, fez. . .
Assim, eu amo vocês. Meu nome é Li, lindo. Como já aproveitando o ensejo do nosso colega aqui, falando sobre a performance, né?
Como dizer? Minha esposa não pôde ficar; ela falou isso, né? Que nossa relação é isso, né?
Mas deixa eu falar bem. Mas dicção! Dicção boa!
Tem que falar bem, porque tem uma um pouco de temor, né, irmão? Então, vamos lá. Estou muito feliz de estar reunido aqui com vocês.
Como o Valdir falou, esse pessoal aqui é especial. Nós não só tivemos colegas, mas fomos amigos uns dos outros, né? Em relação aos professores, não tem como não falar.
Eu acho que eu tenho várias experiências para contar aqui. Vou ser bem breve, né? E uma delas: eu quase achei que deveria ser ator porque consegui tirar um olhar de ódio e um olhar de um sorriso logo em seguida.
Foi o dia em que a gente foi fazer um teatro de literatura de cordel. Eu entrei por trás e o professor Samuel olhou com uma raiva e falou: “Quem é esse que veio bagunçar o negócio aqui? ” Era eu tentando fazer uma coisa diferente.
Logo que ele percebeu, veio o sorriso. Então, falei: “Quase que dou PR”. Agora, em relação, é claro, né?
Todos eles. Mas, em relação a um exemplo de vida, eu lembro de uma vez que nós estávamos na classe. O professor Mar entrou e ninguém deu conta que ele tinha entrado.
Foi uma bagunça; todo mundo estava jogando para cá, falando como amigos fazem normalmente, né? O Mar chegou e sentou; ninguém deu bola. Todo mundo continuou falando.
Ele catou as coisas dele, saiu. Nós ficamos saindo e bateu um desespero. Cara, não sabia o que fazer, né?
Eu lembro da frase do Mar que voltou e falou assim: “Entendo um pouco que alguém certa vez falou sobre lançar pérolas aos porcos. ” Nossa, eu fiquei com aquilo para mim. Comentei com a Patrícia e falei que foi uma fase que realmente pegou.
Mas pegou no bom sentido porque hoje a gente vê uma relação entre aluno e professor muito defasada, né? A gente vê notícia de aluno batendo professor por aí e tudo. E, naquele tempo, a gente tinha esse respeito que a gente viu que tinha.
A gente tinha faltado de respeito. O Marinho, a gente correu atrás, pediu perdão, e o Marinho, com toda a grandeza dele, acolheu o perdão e veio dar aula para a gente. E que mais?
Tem mais um professor, né? Não sei se eu devo falar dele, né? Eu era na escola conhecido como "irmão do professor".
Na classe, não, mas fora da classe era irmão do professor Valdo, tinha uma rixa disso. Mas com o tempo eu comecei a receber isso com orgulho, né? Porque ninguém falava mal dele.
O mais que falava era que era um jeito, Tom reclamava daquela listagem que todo mundo citou aqui, né? 50 exercícios para fazer, que valia 0,25. Todo mundo fazia porque a gente precisava.
Fazia muita falta. Nossa, Valdo, né? E a gente estudava à noite, trabalhava.
Então era bem isso, né? Então, só agradecer aos nossos professores, aqueles que não puderam estar aqui também, né? Fica nossa gratidão e obrigado, né, por vocês fazerem parte da minha vida também.
Amo todos vocês. Olha, eu vi que eu não sou. .
. Desculpa, desculpa, eu ainda não. .
. Eu não. .
. Bom, sou Neire Barros Júnior, né? Então, eu estava com essa turma toda até o segundo ano, né?
Não fiquei até o terceiro porque aconteceu aquele advento de eu ter que ir para o Rio de Janeiro, né? Mas a amizade continuou. Explica o episódio do Rio de Janeiro.
O influenciador? A influência foi o professor, porque já vão pensar que ele foi à Olimpíada de Matemática. Participei do primeiro ano, peraí.
Agora fala. Depois, participei do segundo ano, né? Então, você participou da Olimpíada de Matemática no Rio de Janeiro?
No Rio de Janeiro e aqui em Sorocaba duas vezes, no primeiro ano e no segundo ano, eu peguei uma boa classificação. Aí eu representei o Getúlio Vargas porque, naquele tempo, eu fazia de manhã o Colégio Técnico e à noite o Júlio Vargas, né? E até lá era o professor Renato, o Renatão.
Não sei se vocês lembram do professor Renatão, né? Quando ele viu no jornal escrito lá que eu estava classificado na Olimpíada de Matemática pelo Getúlio Vargas, a primeira coisa que ele olhou para mim foi assim: “Campeão da Olimpíada”. Aquela turma toda ficou sem entender, né?
“O que que eu estava de campeão da Olimpíada? ” Isso no primeiro ano. No segundo ano, já desisti de lá, eu fiquei só no Getúlio Vargas, mas também participei novamente e atuei lá pelo Getúlio Vargas.
Quando veio o terceiro ano, um pessoal de um cursinho preparatório do Rio de Janeiro me convidou para fazer o curso lá no Rio, e aí eu abandonei essa turma toda legal aqui. Acabei abandonando, né? Não tinha jeito, né?
Bom, foi um bom motivo, mas mantive contato com todo mundo aqui e só não me formei com eles, né, porque acabei me formando por lá. E aí veio essa chamada aqui da turma, né, que me chamou aqui para “ó, vai ter 40 anos dessa turma aqui”. Eu falei assim: “Ah, vamos lá!
Vamos nos reunir aí”, né? Não tem como não participar agora. Aqui dos professores que estão aqui, o Marim me influenciou bastante; aliás, eu adorava química, né?
Mas depois eu fui um pouquinho mais para eletrônica, mas a química está sempre em tudo, né? E o Evaldo, com a matemática dele, me incentivou ali para fazer o curso lá no. .
. "No Rio de Janeiro, né, perguntar para mim se ia ou não, se eu devia aí ou não, né, e com o Roberto, da do meu modo como eu ajo, eu atuo, né, porque também sou professor de curso universitário. E eu tenho um bom desempenho ali, desenlace ali junto com a turma.
Começou com os teatros lá dos exercícios, lá nas aulas do Roberto, né? Então isso é. .
. eu tenho só a agradecer que o encontro desse com vocês aqui, todos. Agradeço você por nos receber na sua casa.
Eu só gostaria de falar uma coisinha porque eu tô vindo aqui meio como bicão, né? Mas eu tive também uma participação grande no Getúlio Vargas porque eu fui lá e. .
. na Dona Cláudia. Então é, meu primo.
. . é meu primo, ele, três vezes por semana.
Hoje, hoje seria, com certeza, pedofilia, porque eu sou sete anos mais velha que ela. Ah, não, mas não aparece, não! Você tá bonita!
Então, ela era uma menininha. Na época, eu já estava cursando faculdade, tinha 23 anos, barud e tudo mais, né? Então, todos vocês agradeceram ao Getúlio, e ninguém mais, qualquer um de vocês, tem maior agradecimento pro Getúlio do que eu, porque o Getúlio me deu essa mulher maravilhosa, que é o amor da minha vida hoje.
[Risadas] Eu sou. . .
ah, eu não estudei no Getúlio, mas sou esposa do professor Evaldo, e é bom saber que ele dava muito exercício porque agora também eu sou professora. Também ele fica: 'Você dá muita coisa, você dá muita coisa! ' Hoje mesmo ele falou: 'É muita coisa'.
. . eu não dou tanta!
Então, mau exemplo! Eu também tô aqui de bicão, esposo da Maria Helena, e muito feliz de ver uma turma depois de 40 anos se encontrar. Que essa amizade de vocês perpetue, né, por muitos e muitos anos.
Então, parabéns para vocês! Aí, vamos em frente, e agora eu vou filmar. Olá!
Então, é um prazer enorme estar aqui hoje com esse pessoal todo maravilhoso. É emocionante! A Maria Helena, que é a responsável, não sou eu, não, tá?
Ela que propôs e está aqui, né, nesse momento dizendo que eu ajudei e tal. . .
não! Ela que fez tudo. Pode então filmar.
Assim fica mais fácil que eu tô aparecendo muito ali, né? Não é o caso. .
. Na verdade, eu fiquei no Getúlio Vargas 21 anos, dei aula também no estado 21 anos, na Uniso 34. Na verdade, fiquei atuando durante 51 anos, mas felizmente, né?
Em todas as turmas, em todas essas escolas, eu tive alunos maravilhosos. E esta turma aqui é extremamente especial, né? Porque tem várias pessoas que continuaram presentes, né?
Eu não posso começar a contar de cada uma e cada relação porque nós vamos longe, tá? Mas vocês sempre foram alunos e alunas muito presentes, muito educados. O Evaldo e o Marim, dois grandes companheiros lá dentro, indiscutível.
Vocês sabem disso. Muitas coisas aconteceram e vocês estiveram sempre presentes, ajudando. E eu vi assim os dois fazendo aquilo que sempre é algo como diferencial do Getúlio: o afeto, a afetividade.
Isso que tá acontecendo aqui agora. Vocês sempre foram afetivos e afetivas e continuam sendo. E os dois também!
Tanto é que a Maria estava querendo chorar agora, que é um chorão! Porque ele é maravilhoso! E eu tive a felicidade também de dar aula pros dois filhos, né?
E também para esse moço maravilhoso, a esposa. . .
e aí vem, né? As relações familiares agora, vizinhos. Vocês dois morando na mesma rua, pertinho de casa.
Famílias maravilhosas! Então, parece que essa relação daí não morre nunca, né? Então, eu quero dizer que nesse momento eu peço para essa energia maior que está conosco aqui agora, a gratidão por nós estarmos ainda aqui.
Porque muitas pessoas que nós gostaríamos que estivessem, algumas logicamente não puderam vir por causa do dia a dia. Cada um tem a sua razão, mas tem algumas outras pessoas que não estão aqui presentes porque já se foram, né? E pessoas maravilhosas.
Então, que essa energia que nós temos neste momento se espalhe, né, como uma forma de gratidão pras pessoas que possibilitaram que vocês estivessem no Getúlio Vargas, fossem alunos tão focados, tão estudiosos, professores maravilhosos, amigos nossos presentes. . .
e é uma escola realmente que é um diferencial. Não adianta dizer que é um diferencial muito grande. E então muito obrigado por aquilo que vocês foram e vocês são, tá?
E vocês que foram se integrando também nesse contexto, né? Que coisa maravilhosa estar aqui hoje! A nossa gratidão, né, por ceder esse espaço para nós, né?
E essa ideia da Marilena foi assim, na hora, foi assim! Ela lançou a ideia! Ótimo, vamos em frente!
E olha que bonito nós estarmos aqui agora! E quantas pessoas neste mundo que está acontecendo tanto problema: guerra, terremotos, sabe? Enchentes, e é coisa assim acontecendo o tempo todo.
E nós estamos aqui num espaço que nós gostaríamos que todas as pessoas tivessem essa condição. Então, vou falar só um poeminha para terminar, né? Um poeminha do Fernando Pessoa, dentre outros, né?
Se eu pudesse trincar a terra toda e sentir-me um paladar, seria mais feliz um momento. Mas eu nem sempre quero ser feliz. É preciso ser, de vez em quando, infeliz para se poder ser natural.
Nem tudo é dia de sol, e a chuva, quando falta, muito pede-se. Por isso eu tomo a felicidade com a infelicidade naturalmente, como quem. .
. naturalmente. Porque, ah, a emoção, né?
E eu tomo a felicidade com a infelicidade naturalmente, como que. . .
não estranha que haja montanhas e planícies, e que haja rochedos. " E erva! O que é preciso é ser-se natural e calmo na felicidade e na infelicidade: sentir como quem olha, pensar como quem anda.
E, quando se vai morrer, lembrar de que o dia morre e que o poente é belo, e é bela a noite que fica. Assim é. E assim se [Aplausos].
Dizer que um professor tem o poder de condenar ou de salvar, né? Eu acho que vocês nunca tiveram tanta noção de quantas almas vocês impactaram nessa vida, né? Vocês viram, por pequenos exemplos que nós demos, quantas coisinhas que vocês nem imaginavam que passavam com a gente: um toque, um comentário numa redação, uma ideia para se fazer profissionalmente.
Olha quanta coisa vocês plantaram na nossa vida! E nós temos um monte de professores aqui. Então, que a gente seja responsável como professor, responsável como ser humano, responsável como gente, porque a gente impacta em muitas vidas: nos nossos alunos, nos nossos vizinhos, nos nossos filhos, nos nossos netos.
Então, que esse universo venha abençoar cada um de nós aqui com muito amor, para que a gente cause um amoroso impacto na vida das pessoas, porque amor é o que mais a gente precisa. [Aplausos] Amém! Gratidão!
Vamos comer!