o Olá tudo bem hoje a nossa conversa é sobre autismo e mais precisamente o autismo observado em nossas atividades com as crianças na igreja a nós observamos que na Educação Básica nas escolas né As crianças Ela já tem recebido aí as crianças com autismo tem recebido já um ambiente muito diferente de como era outrora embora há muito a caminhar mas é percebido que no ambiente das igrejas no contexto do culto infantil as equipes têm muitas dificuldades tem muitos pontos de interrogação É principalmente pelo fato né de grande maioria das pessoas que trabalham com crianças em
nossas Igrejas são pessoas que não tem uma formação por exemplo na pedagogia ou alguma licenciatura São pessoas que não tem aqui o salão é experiência já com crianças autistas Por que não são da educação mas dentro das igrejas foram chamadas para essa área e lá na igreja ela então trabalhando ela se encontra com esse Grande Desafio que são as crianças que têm né o transtorno do espectro autista e muitos então acabam ficando na dúvida como é que eu faço como é que eu consigo trabalhar dentro desse olhar mais inclusivo né e eu tenho recebido então
a tanto no canal quanto também via WhatsApp pessoas que também eu conheço em algum lugar do Brasil nos congressos e tudo mais Eu Tenho recebido dúvidas questões perguntas sobre essa essa essa temática e hoje eu quero trazer aqui algumas considerações que eu creio que serão muito boas para poder entender como é que a gente consegue trabalhar com mais assertividade é e embora importante dizer é a minha fala EA fala voltada para as pessoas que lá nas igrejas no contexto da sala aonde acontece o culto infantil para que elas possam ter Então minha sala volta da
para essas pessoas para ter uma maior assertividade com esse público Tá bom eu não estou falando aqui para escolas tanto que eu vou trazer apenas umas questões iniciais embora claro que eu vou trazer aqui também é pode ajudar e você que é professor de Educação Básica você que tem né Esse trabalho é próximo a crianças autistas de também das escolas tá vamos lá então o primeiramente é importante deixar bem claro que o autista autismo ele não é identificado pela família ele não é identificado ele não é diagnosticado pela família ou por um professor né e
a o diagnóstico de transtorno do espectro e ele é feito por um médico né no caso aqui das crianças o neuropediatra ele vai pedir ali alguns exames né algumas sondagens alguns espécies e os X não é chegar a então a um diagnóstico se tem ou não tem e também quais são as aonde que se encaixa né aspecto levemente moderado né então dentro de isso aí a gente vai ter Então como trabalhar e a princípio né o autismo ele ele é percebido através de dois critérios bem delineados O primeiro é uma dificuldade em interrupção na comunicação
e na interação social e o segundo a é apresentação de padrões restritos repetitivos e estereotipados de comportamento interesses as atividades ou seja né a gente vê aquela criança que tem uma dificuldade tem uma característica especial na comunicação com os demais na interação social gente percebe que ele há algo diferente a normalmente uma dificuldade maior né a gente observa que é o que que tá acontecendo e a questão dos padrões restritos né aquele olhar muito focado no ponto apenas as os movimentos pendulares né comportamentos que chama um pouco a atenção por ser um comportamento não típico
né a enfim é tudo isso aí e aí diante disso você pergunta como é que eu vou cansar essa criança porque não é só o comportamento em cima realmente é a questão que envolvem aprendizagem o desenvolvimento Oi e aí nós colocamos então eu necessidade de se conversar com a família para tentar entender se a família Olha eu tô percebendo aqui que o Fulano ele tem essa característica o seu senhor pode me dizer alguma coisa perguntando para o pai para mãe né e normalmente a família então ela vai trazer para você ali uma informação senão já
antes né a trazendo um esclarecimento de como é esta criança Qual é a ali o diagnóstico e quando chega então informação de autismo você já percebe que as suas estratégias terão que ser diferenciadas tá e nós temos uma grande variabilidade desse público autista nessas crianças que chegam para nós nas igrejas a O que acontece no na mente nem no cérebro autista da criança com transtorno com terra né é uma dificuldade em uma alteração na cor e entre os neurônios e também em outras estruturas do cérebro e essa essas alterações nessa comunicação entre essas estruturas vai
trazer um grande leque né antes de manifestações Então a gente vai dividir em três principais níveis mas na verdade você não tem ali Ah eu tenho um grupo que é exatamente assim um outro grupo que é exatamente assim O outro tem exatamente dessa outra forma não acontece isso há uma grande variabilidade então por exemplo nós temos a crianças autistas que falam muito bem outras que não são verbais nós temos crianças autistas Com altas habilidades e outras que tem apresentam deficiência intelectual e assim vai né vai vai de um ponto ao outro e os tratamentos né
ah o trabalho feito junto essas crianças e eu digo também a própria abordagem com elas nas igrejas ela vai ela vai entrar na área da neuroplasticidade o que que é isso é a capacidade que o cérebro tem que fazer novas conexões e assim construir novos caminhos de informações funcionais nesse sentido a gente vai perceber então que o nosso trabalho é mostrar para essa criança uma forma diferente que para ela é ficar de compreender o conceito compreender o que está sendo trabalhado de adquirir a competência desejada mas lembrando tem que ser de uma forma diferente porque
porque para ela as questões relacionadas à a comunicação por exemplo obedecem à outros critérios para você ter uma ideia da presença do público autista nós temos nos Estados Unidos hoje a pesquisa mais recente aponta que uma a cada 44 crianças a Eu fui o terra meu transtorno do espectro autista já no Brasil há uma perspectiva de que mais ou menos hoje nós temos dois milhões de autistas só no Brasil dois milhões é e fala se muito acho que causa qual é a causa do autismo tal e hoje é a um uma percepção muito Ampla de
que a principal causa ela é de ordem genética né Nós temos identificado já mais de mil genes relacionados ao transtorno do espectro autista e nós temos aí é 33 níveis né de do terra né então o nível 1 a gente chama de autista leve o nível 2 é o artista moderado e o nível 3 é então o autista agrafe acesso e os três níveis E aí a lembrando aqui dentro do próprio nível a um grande uma grande diversidade de manifestações e de características né e mais todas elas a nós podemos alcançar de alguma forma ali
e trabalhar a questão da aprendizagem e do desenvolvimento dessa criança Lembrando que a nossa fala ela é voltada para as crianças dentro do contexto dos cultos infantis realizados nas igrejas certo bom Essa é a aí eu vou começar a primeira dizendo o que que a gente não pode fazer com uma criança autista no contexto do culto infantil no contexto do trabalho com ela na igreja depois eu vou falar algumas coisas que seriam interessantes fazer com essa criança no contexto então das igrejas O que não fazer primeiro a gente essa criança Ela vai chegar no culto
infantil A antes de falar do que não fazer deixa eu vou trazer aqui um ponto do interessante né Eu já eu já fiz o contato com a família muitas vezes a família mesmo diz olha essa criança Ela tem esse diagnóstico da já algumas dicas fala né O que que é mais possível e tal A E aí você já sabe então que você vai ter que ter uma abordagem diferenciada ou ainda muitas vezes a no culto infantil você percebe ali com aquela criança ela apresenta Algo de diferente e você procura o pai a mãe para tentar
entender o que está acontecendo diante disso aí você já tem que ter algumas percepções que são necessárias para trabalhar com essa criança então vamos lá primeiramente o que jamais dizer para essa criança primeiro né a dizer para ela que ela não consegue fazer as coisas dizendo para ela que ela não não pode fazer né ah deixa que eu faço isso para você a né você não consegue fazer isso alcance para você eu abro para vocês aqui deixa que eu eu abra sua Bíblia a deixa que eu seja eu tenho que entender que eu não posso
dizer para essa criança que ela não vai conseguir ter uma competência desejada a o autista ele é muito literal ele é muito aquilo que é falado aquilo é determinante para a sequência da vida dele ou seja se você Fala para ele que vou que ele não consegue fazer uma certa a atividade não consegue ter uma certa habilidade ele vai acreditar aí ele vai levar aqui lá né realmente que ele não vai conseguir então se você quer trabalhar né como a criança autista a aprendizagem desenvolvimento aquisição de competências você tem que dizer que ela consegue você
tem que ajudar ela né O que você acha talvez que nesse momento é difícil para essa criança fazer faça junto com ela ajude ela fazer né ajude ela pintar o desenho que você trouxe da história contada ajude ela a perceber que ela precisa é a né fazer dentro de uma certa cronologia as coisas que estão sendo a pedido durante a aula mais faça junto com ela enquanto ela não consegue fazer sozinho mas não a ela que ela não consegue porque se você fizer isso aí ela senta e não faz mais nada e fica né certa
de que aquela aquela habilidade não será por ela desenvolvido outra questão importante também é nunca prometer para criança autista aquilo que você não pode cumprir Eu já falei para vocês a questão da literalidade né Muito marcante e se você fala para aquela criança faz uma promessa que você não pode cumprir você acaba desorganizando a sequência de rotina dessa criança então se você falar Olha estamos indo para o culto infantil aquela criança no começo a ela não tô muito a fim de aí você falar vamos lá porque eu vou te dar um pirulito vou depois vocês
a gente vai ter pipoca né a ela vai chegar e você ela na cabeça dela o que ela vai fazer lá ela vai comer um pirulito ela vai comer pipoca e ela vai esperar que isso aconteça o preço e se ela chegar lá e isso não acontecer no primeiro momento ela já não vai mais conseguir dentro da literalidade que é marcante na pessoa com pé ela vai então se tornar a avessa a todas as outras coisas que vão acontecer porque porque essa falta de cuidado no na promessa feita que não será cumprida tão imediatamente ela
acaba desorganizando a sequência de rotina dessa criança ela gera ansiedade e sofrimento na criança com o transtorno do espectro autista Então tem que cuidar nas promessas a vai ser muito legal a você vai encontrar os seus amigos lá a Vai ter um monte de gente legal o mais que ele chega lá e ele não acha aquelas pessoas legais vai que ele chega lá e em vez de relaxar uma música legal ele tá achando uma música alta que trabalha daí a habilidade dele faz com que ele sofra então cuidado com as promessas feitas para uma criança
autista porque essas promessas elas a se não se cumprir elas eram então uma desorganização dessa sequência de rotina e acabam trazendo então uma sobrecarga emocional para esse autista né as sutilezas às vezes aquela fala pensando que tá ajudando ela acaba trazendo então uma desordem do que está sendo planejado outra questão muito importante não responder pela criança ou seja é às vezes a gente faz perguntas durante o culto infantil né Ah e eu tenho muitas vezes a criança que tem a fala bastante desenvolvida que gosta de falar mas eu tenho também o autista não verbal e
esse não-verbal ele não pode ser visto como alguém que não vai responder se não vai falar que não o sipar que não vai ser expressar não ele tem que ser visto como alguém que está ali para interagir para abrir a sua né pra se expressar para dar as suas respostas e como é que você faz isso né você precisa achar caminhos para que ele responda se ele é não-verbal eles falaram vai trazer uma frustração para ele né então se você responder pela criança você é um crio atraso na fala e frustra fala dele se você
fica parado de esperando que ele fale você já era nele Então bloqueia um constrangimento muito forte então o que que você pode fazer né Você pode por exemplo pensar quais respostas serão ditas Quais as respostas serão esperadas as perguntas que eu vou fazer registro essas respostas por exemplo em uma plaquinha em uma pulseira faça placas que ele possa levantar dizendo sim não né e por exemplo está sendo pergunta foi contada ali uma história vão pensar é uma história bíblica não pode se falar por exemplo a história de Davi e Golias né o gigante então você
pode fazer a pergunta gente é né quantas né O que que Davi usou para derrubar o gigante e aí você pergunta e você que me responde para nós aí você sabendo que você vai então acionar aquela pergunta numa sala que tem uma criança com autismo é muito legal que você possa por exemplo fazer alguns desenhos e plaquinha simples da você desenha isso na folha em branco desenho uma flecha desenha uma Funda com pedrinhas desenha uma espada e você daí pergunta qual é o que que Davi usou para derrubar Oi gente Golias e aí essa criança
ela vai olhar aquela tem na sua frente três quatro desenhos com instrumentos diferenciados ela vai pegar o desenho por exemplo que tem a fundo e as Pedrinhas e vai levantar é a Resposta dela por Então você cria mecanismos para Que ela possa responder nem alguém vai perguntar qual é o seu nome Às vezes a criança não-verbal ela ela fica linda demora para responder Alguém responde por ela frustra mais ainda então prepare por exemplo uma plaquinha com nomes para as crianças né naquela sala que tem essa criança que tem o autismo que tenha então no caso
a característica da não verbalidade então são coisas desse tipo né então são apoios que você vai fazer em plaquinhas ou até em pedaços de papel Tá certo então isso é algo que pode ajudar bastante na sala de aula e não e a não gerar tensões não gerar preocupações por parte dessa criança E além disso é importante que nós possamos é cuidar para não fazer perguntas para coisas que não são opcionais por exemplo e quando eu tô com as crianças por exemplo neurotipicas né a Ou seja que não têm autismo chegando para sarar vamos entrar Pessoal
vocês quer entrar vocês querem um curso que ele fazer parte do culto infantil vamos vocês querem entrar e escutar uma historinha né Ou seja você tá dando a opção se esse autista por exemplo ele falar eu não quero ele vai entender que você deu a opção para ele de não participar E aí ele não entra e você não consegue fazer um entrar e se você fazer eu entrar você vai causar um desconforto nele muito grande e aí você pode deixar alguém do lado de fora sozinho com ele se você tá sozinho na sala não então
você não fala assim ó quem quer entrar escutar uma historinha você fala vem ou entrar escutar uma historinha você traz então convite aí mesmo que ele se mostra um pouco resistente você vai lá com carinho com atenção pega ele pela mão vem trazendo Vem cá vamos ouvir a história que bom e veio eu estou feliz com você aí você mostra ali uma cadeira que fica no lugar aqui na sala ele sentisse mais se sente mais confortável E assim a coisa ela acontece de maneira bem interessante Então você tem que sempre que você quer fazer um
convite para algo que eles precisam fazer você não deve fazer em forma de perguntas se você está trabalhando com crianças autistas outra questão muito importante também é jamais né trazer ali uma uma pequena é digamos assim eu não vou dizer mentirinha mas um pequeno falso testemunho eu Temos que cuidar né porque assim eu não posso dizer ó vai ser muito legal se eu não posso ganhar que não é mentira mas é como é que eu vou dizer eu prometo algo que talvez não seja legal para ele né a seus amigos estavam lá tem lanche depois
né mas que não acontece o lanche vai comigo não está e vai que a sala não tava tão legal assim e aí você queria um bloqueio e no próximo culto infantil Por exemplo essa criança autista ela pode não querer mais participar por quê Porque ela vai perceber que nem tudo ali é é algo que é que tá digamos como ela ela está preparada né seja você precisa preparar a rotina do autista para que ele se sinta bem ou seja você prever todo o culto para ele antes né e isso é bem interessante a outra questão
importante aqui né É nós... Muito importante do trabalho com autista no culto infantil primeiro é necessário acreditar que é possível a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças com autismo Ou seja eu não estou ali com aquela criança só para socializar essa essa essa Justiça e ela ela já não deve nem ser mais usada como a única coisa que uma criança que apresenta né uma deficiência ou apresenta ali algo que precise ser percebido dentro de uma abordagem inclusiva uma criança por exemplo que tem um transtorno do espectro autista uma criança com transtorno por exemplo de défice
de atenção e hiperatividade transtorno de ansiedade transtorno opositor desafiador sei lá né uma criança que tem algum transtorno você precisa é a considerar que ela pode sim aprender plenamente e criar condições para isso você se você não acreditar você não vai conseguir Você precisa acreditar que você vai através dessas práticas é permitir que essa criança seja abençoada durante o culto a importante também considerarmos algo muito comum é que eu usei crianças com Transtorno do espectro autista que são as comorbidades é muito comum nós temos um autista que tem um toque que é o transtorno opositor
desafiador um autista que tenha transtorno de ansiedade um autista que tenha Transtorno do Déficit de atenção com hiperatividade isso é muito comum e como é que eu faço então nesses nessas situações como é que eu lido com essa realidade aí você vai buscar então caminhos por exemplo eu hoje aqui nesse vídeo no próximo né que a sequência desse vídeo eu vou passar algumas dicas bem interessantes que vão lhe ajudar bastante e por último né é importante destacar a importância de trabalhar a autonomia dessa criança ah mas ela não fala ela não ela não pede para
ir no banheiro Allan pede para criar um sistema para Que ela possa pedir a sem se constranger ou por exemplo eu volto a dizer a criança não-verbal faça uma plaquinha de banheiro eu possa finalizar banheiro né faça é respostas prontas para Que ela possa durante a contação de história interagir também né quando você perguntar para ela alguma coisa é permita que ela Organize a sua mesa permita que ela escolha a cor que ela vai pintar isso é muito importante a mais na sequência agora nós vamos trabalhar diversas estratégias bem específicas para para o culto infantil
com crianças autistas Tá certo então prestem bem atenção vamos para o próximo vídeo e lá a gente continua nossa conversa mas olha antes eu quero lhe pedir uma grande ajuda não esquece de se inscrever nesse canal não escreve não esquece de curtir esse vídeo dá um like dar um gostei e comenta se você fizer isso YouTube Não entendi é só tem abençoado a sua vida e a vida de várias pessoas que buscam informação sobre como trabalhar educação cristã escola dominical liderança de grupos liderança de departamentos essa área que a gente atua aqui no canal Tá
bom então me ajuda de um like comentem a compartilhem abraço e até daqui a pouquinho no próximo vídeo com as dicas bem específicas de como trabalhar com autista no departamento infantil